REORGANIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS DE ANATOMIA ANIMAL: UMA PRÁTICA DE COMUNICAÇÃO EFICIENTE NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS E GESTÃO DO TEMPO
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204 REORGANIZAÇÃO DOS LABORATÓRIOS DE ANATOMIA ANIMAL: UMA PRÁTICA DE COMUNICAÇÃO EFICIENTE NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS E GESTÃO DO TEMPO Marcos Antonio Leite Junior – Curso de Medicina Veterinária – marcosal[email protected].br Alexandre Ferreira Xavier – Curso de Medicina Veterinária – [email protected].br João Paulo de Lacerda Roberto – Curso de Medicina Veterinária – [email protected] DOI 10.5281/zenodo.17499003 A organização adequada dos espaços laboratoriais é essencial para garantir eficiência, segurança e qualidade no ensino e na pesquisa. Em ambientes acadêmicos voltados para as ciências da saúde, como os laboratórios de anatomia animal, essa organização torna-se ainda mais relevante, pois impacta diretamente na experiência de aprendizagem dos discentes e na qualidade das atividades práticas. O presente relatório descreve as ações realizadas para a reorganização dos laboratórios de anatomia animal, com foco específico nas peças ósseas e sintéticas, conduzidas pelo Técnico em Anatomia Marcos Antonio Leite Junior, pelas Técnicas em Anatomia, com supervisão do gestor Professor Dr. João Paulo de Lacerda, médico veterinário e gestor do curso, e do Técnico Administrativo Alexandre Ferreira Xavier, responsável pelo suporte administrativo e organizacional. O projeto foi desenvolvido no âmbito da XIV Semana de Atualização Pedagógica – SAPIENS UNIPÊ, como uma prática de comunicação institucional voltada à resolução de problemas e à gestão eficiente do tempo. A proposta teve como objetivo principal otimizar o uso dos recursos disponíveis, melhorar a experiência dos usuários dos laboratórios e promover um ambiente mais funcional e seguro para o
205 desenvolvimento das atividades acadêmicas. A iniciativa surgiu a partir da identificação de um problema recorrente: a disposição desorganizada das peças anatômicas, tanto naturais quanto sintéticas, dificultava o acesso, o controle de inventário e o uso eficiente dos materiais durante as aulas práticas e pesquisas. A ausência de categorização e de um sistema de localização comprometia o tempo dos docentes e discentes, além de aumentar os riscos de extravio, deterioração e danos às peças. Diante desse cenário, foi elaborado um plano de ação baseado em princípios de comunicação clara, planejamento estratégico e gestão do tempo. A primeira etapa consistiu em um levantamento completo do acervo anatômico, com a catalogação detalhada das peças ósseas e sintéticas. Todas as peças foram identificadas, etiquetadas e registradas em planilhas online, permitindo rastreabilidade, controle patrimonial e acesso facilitado às informações. Em seguida, foi realizada a redistribuição física dos materiais: as peças ósseas foram alocadas no Laboratório VI do Complexo Laboratorial, ambiente adequado para conservação e manipulação de estruturas biológicas naturais; já as peças sintéticas foram organizadas na Sala 369, espaço climatizado e apropriado para modelos didáticos. Essa reorganização foi guiada por critérios técnicos e pedagógicos, respeitando as características físicas, funcionais e didáticas de cada tipo de peça. A comunicação entre os envolvidos foi fundamental para o sucesso do projeto, com reuniões periódicas, definição clara de responsabilidades e cronograma de execução bem estruturado. A gestão do tempo foi otimizada por meio da divisão de tarefas, do uso de ferramentas digitais para acompanhamento das etapas e da colaboração ativa entre os membros da equipe. Como resultado, os laboratórios passaram a oferecer um ambiente mais funcional, seguro e acessível. A nova organização reduziu
206 significativamente o tempo de preparação das aulas, facilitou o controle patrimonial, promoveu maior engajamento dos usuários e contribuiu para a valorização do trabalho técnico no contexto acadêmico. Além disso, a iniciativa fortaleceu a cultura de boas práticas institucionais, promovendo a integração entre os setores técnico, pedagógico e administrativo. Este projeto demonstra como a comunicação eficaz, aliada à capacidade de resolver problemas e gerir o tempo, pode transformar desafios operacionais em oportunidades de inovação. A experiência servirá como modelo para futuras ações de melhoria nos ambientes laboratoriais da instituição, contribuindo para a excelência acadêmica e administrativa. A atuação integrada entre corpo docente e equipe técnica, aliada à adoção de protocolos padronizados e à supervisão qualificada, assegura a eficácia, a reprodutibilidade e a sustentabilidade da proposta. Diante dos benefícios observados, recomenda-se a continuidade da prática e sua expansão para outras disciplinas e instituições de ensino superior, como estratégia de inovação pedagógica e promoção da qualidade no ensino das ciências da saúde. REFERÊNCIAS COSTA, R. A.; LIMA, T. S. Comunicação e gestão do tempo em laboratórios acadêmicos: uma abordagem estratégica. Cadernos de Educação, Tecnologia e Sociedade, v. 9, n. 2, p. 88–102, 2023. SANTOS, L. F.; PEREIRA, D. M. Ambientes organizados e metodologias ativas no ensino de anatomia: impactos na aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 47, n. 1, p. 1–10, 2024. SILVA, J. R.; OLIVEIRA, M. A. Desafios e estratégias na gestão laboratorial: uma revisão de literatura. Revista F&T, v. 12, n. 3, p. 45–58, 2023. Disponível em: https://revistaft.com.br/gestao-laboratorial-desafios-e-possiveisestrategias/. Acesso em: 22 jul. 2025.