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Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais

Gomes, Julia Pedreira; Seckler, Nicolle; Santos, Jadir Perpétuo dos

Abstract

O artigo vigente tem como principal foco evidenciar a falta de vida social dos colaboradores, reforçando que o lazer é uma necessidade e um direito invendível de todos os membros da organização. Abordando suas consequências, como o estresse, ansiedade, abdicação de seus empregos que contribui para uma rotatividade dentro da empresa. Foi conduzida uma pesquisa para compreender melhor a perspectiva dos trabalhadores sobre a ausência das relações sociais e suas decorrências. Com os resultados foi observado que essa falta afeta diretamente suas relações pessoais e o tempo disponível para si mesmos, bem como agravando condições de saúde preexistentes. É importante assegurar o direito de que todos os colaboradores disponham de tempo para realizar o lazer, pois quando se sentem mais felizes e motivados se tornam mais produtivos para a organização.

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Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 1 Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais Social life and work: How the absence of social relationships affects professionals Vida social y trabajo: Cómo afecta la ausencia de relaciones sociales a los profesionales Julia Pedreira Gomes 1 [email protected] Nicolle Seckler1 [email protected] Jadir Perpétuo dos Santos1 Jadir[email protected].br Palavras-chave: Vida social. Colaborador. Estresse. Relações. Keywords: Social life. Collaborator. Stress. Relations. Palabras clave: Vida Social. Colaborador. Estrés. Relaciones. Apresentado em: 05 dezembro, 2024 Evento: 7º EnGeTec Local do evento: Fatec Zona Leste Avaliadores: Daniel José Toffoli Gerson Gonçalves Silva Resumo: O artigo vigente tem como principal foco evidenciar a falta de vida social dos colaboradores, reforçando que o lazer é uma necessidade e um direito invendível de todos os membros da organização. Abordando suas consequências, como o estresse, ansiedade, abdicação de seus empregos que contribui para uma rotatividade dentro da empresa. Foi conduzida uma pesquisa para compreender melhor a perspectiva dos trabalhadores sobre a ausência das relações sociais e suas decorrências. Com os resultados foi observado que essa falta afeta diretamente suas relações pessoais e o tempo disponível para si mesmos, bem como agravando condições de saúde preexistentes. É importante assegurar o direito de que todos os colaboradores disponham de tempo para realizar o lazer, pois quando se sentem mais felizes e motivados se tornam mais produtivos para a organização. Abstract: The current article focuses primarily on highlighting the lack of social life among employees, emphasizing that leisure is a necessity and an inalienable right for all members of the organization. It discusses the consequences, such as stress and anxiety, as well as the resignation from their jobs, which contributes to turnover within the company. A survey was conducted to better understand workers' perspectives on the absence of social relationships and its repercussions. The results showed that this lack directly affects their personal relationships and the time available for themselves, while also exacerbating pre-existing health conditions. It is important to ensure that all employees have the right to time for leisure, as when they feel happier and more motivated, they become more productive for the organization. Resumen: El artículo actual tiene como principal objetivo evidenciar la falta de vida social de los colaboradores, reforzando que el ocio es una necesidad y un derecho inalienable de todos los miembros de la organización. Aborda sus consecuencias, como el estrés, la ansiedad y la abdicación de sus empleos, lo que contribuye a una rotación dentro de la empresa. Se llevó a cabo una investigación para comprender mejor la perspectiva de los trabajadores sobre la ausencia de relaciones sociales y sus repercusiones. Los resultados mostraron que esta falta afecta directamente sus relaciones personales y el tiempo disponible para sí mismos, así como agrava condiciones de salud preexistentes. Es importante asegurar que todos los colaboradores tengan derecho al tiempo de ocio, pues cuando se sienten más felices y motivados, se vuelven más productivos para la organización. 1 Fatec Zona Leste Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 2 1. Introdução Maslow afirma que todas as pessoas necessitam de vida social e de relacionar-se com outras pessoas na sociedade, sendo elas familiares, amizades ou relacionamentos amorosos, além de pertencer a uma comunidade. No momento que essas necessidades não são atendidas, aparecem problemas que influenciam diretamente comportamento humano (Chiavenato, 2021, apud Maslow, 1954). Muitas vezes, o sonho do colaborador inclui praticar alguma arte marcial, jogar tênis, futebol, participar de uma banda, pintar quadros artísticos, cursar uma pós-graduação ou um ensino superior. Da mesma forma, que o projeto de vida envolve a participação em uma comunidade ou religião fora do ambiente corporativo. Quando o colaborador se vê privado injustamente de qualquer um desses aspectos da sua vida social, se sente infeliz e frustrado, assim caracterizando o dano existencial em razão da escassez do direito ao lazer (Vianna, 2021, apud Dallegrave, 2014). O Chiavenato (2021) relata que o estresse no comportamento organizacional pode ser motivado por um excesso de pressão, prazos rigorosos a cumprir, inúmeras tarefas no trabalho e rumores de desligamento e fechamento da empresa. O estresse no ambiente de trabalho provoca diversas consequências, como depressão, ansiedade e problemas físicos. Afetando o colaborador em sua vida pessoal e aumentando o índice de absenteísmo e maior rotatividade na organização. O estudo realizado busca mostrar a realidade dos colaboradores e como lidam com a privação de sua qualidade de vida em razão do trabalho, ressaltando a importância do projeto de vida e o quanto isso os afeta diretamente. O artigo apresenta dados de uma pesquisa conduzida com colaboradores residentes no Brasil, em diversos cargos, com a finalidade de esclarecer como a ausência de relações sociais impacta negativamente o indivíduo. O propósito é elucidar a falta de vida social devido ao excesso de trabalho que ocasiona diversos impactos na saúde mental, bem-estar e convívio social. 2. Vida Social e Trabalho A sobrecarga no mundo corporativo a longo prazo, pode levar a danos severos na saúde mental e física, prejudicando a qualidade de vida e levando a problemas como de relações interpessoais, abandono dos estudos do lazer e dos projetos de vida. Portanto, não basta a remuneração do direito suprimido, como o pagamento de horas extras, intervalo ou das férias. O trabalhador precisa do tempo disponível para realizar qualquer atividade que seja de seu interesse próprio (Abdala, 2020). É de grande importância o direito de lazer do colaborador, pois além de contribuir com a sua evolução pessoal, oferece tempo para ficar com amigos e familiares. Porém, contudo, perdura a cultura de que quanto mais horas trabalhadas, maior remuneração, ainda que amplie sua qualidade financeira, acaba por prejudicar direitos como de lazer. Esse direito precisa ser exercido e não pode ser retirado de ninguém. Por isso é de suma importância que o colaborador utilize desse direito seja para praticar esportes, estudar, passar tempo e se divertir com família e amigos. É muito comum que o trabalhador ultrapasse o seu limite de jornada, prejudicando o seu lazer levando assim ao dano existencial, prejudicando seu projeto de vida (Viana, 2022). Além do esforço físico e mental, muitos colaboradores devem seguir normas de comportamento e expressões estipuladas e esperadas pela organização, ao contato com clientes e superiores. Fazendo com que não expressem seus verdadeiros sentimentos, sendo as emoções sentidas os reais, e as emoções demonstradas aquelas consideradas atraentes no mundo corporativo, agindo de acordo com aquilo que foi imposto. Pode ser exaustivo demonstrar as emoções que não estão sendo sentidas, acarreta um maior estresse, consequentemente insatisfação com o trabalho, esgotamento profissional e conflitos das relações pessoais e profissionais (Judge; Robbins, 2020). O humor do colaborador tende a ser influenciando a partir de eventos emocionais, compondo um importante papel na vida profissional e pessoal afetando o seu desempenho e satisfação dentro da organização. As situações que o colaborador não tem nenhum tipo de controle como, reuniões, possíveis desligamentos, mudança de gestores e conflitos nas relações interpessoais, gera sentimento Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 3 de insegurança, receio, e um alto índice de preocupação o que afeta diretamente sua produção no labor. A interferência dos eventos emocionais profissionais e pessoais é multa, pesquisas apontam que se o dia no ambiente organizacional for bom, o colaborador levara o bom humor para sua casa e viceversa (Judge; Robbins, 2020). 2.1. Impactos na Saúde Mental O estresse o ocupacional é uma doença crônica que se caracteriza pelo desgaste físico e psicológico que se desenvolve por excesso de trabalho. Os principais fatores desta patologia são: Longas jornadas de trabalho, falta de oportunidade de crescimento profissional, gestores com comportamento abusivos, lidar constantemente com pressão ligada com os objetivos da organização e condições esdrúxulas de trabalho. As principais consequências são rendimento reduzido, se sentir incapaz, variação de humor e dificuldade de concentração (Prado, 2016). O estresse tem fontes como, as causas ambientais que inclui a jornada de trabalho, a insegurança e clientes, as causas pessoais que têm diversas características como por exemplo a forma que cada pessoa reage aos fatores causados pelo ambiente e as causas individuais que são fontes que potencializam o estresse. O estresse não é resumido apenas em ansiedade e angústia, ele opera na esfera fisiológica e ansiedade na psicológica e emocional, ele pode ser acompanhado de uma ansiedade (Chiavenato, 2021). O Burnout é uma consequência do estresse ocupacional crônico, também caracterizada por um estado de exaustão física e emocional, esta enfermidade cresce disparadamente no mundo corporativo, devido também a sobrecarga trabalhista, prejudicando sua vida pessoal, saúde física e mental. A atuação de profissionais com a síndrome no mercado laboral gera custos para sua saúde e para a organização na qual está inserido. O que gera um turnover impactando diretamente na organização. Se faz necessário tomar medidas preventivas e que elas sejam inseridas no ambiente corporativo, explorando melhor possíveis divisões de tarefas e diminuição de carga (Silva et al., 2021). Conforme o Ministério da Saúde apresenta, a ansiedade é considerada uma doença mental, que para muitos se enquadra em um transtorno crônico com derivados períodos de recaídas, e estão diretamente ligadas com situações estressantes da vida, quando se passa do limite é submetido a um tratamento. É um problema comum na população, mas a sociedade como um todo se limita a falar sobre a morbidade, outra causa é a baixa produtividade e abandono de suas funções de trabalho. Os fatores que ocasionam a ansiedade no labor, parte em maioria da falta de competência de gerenciar pessoas, impacta diretamente no desenvolvimento e desempenho do cooperador, trazendo sentimentos de vulnerabilidade. As organizações se abstêm de forma direta em relação a saúde mental dos seus subordinados, buscando empregar pessoas com habilidades de autogerenciamento para reduzir o estresse e ansiedade no ambiente de trabalho. Quando a cultura organizacional não é devidamente estruturada, gera a falta de comunicação clara e eficaz, pressão para uma maior produtividade e quando os funcionários percebem imprecisão nas práticas e procedimentos, pode criar um local que traz insegurança e assim levando um maior índice de instabilidade organizacional. Esse tipo de gestão negativa estimula a politicagem por interesses próprios, a fim de se proteger de possíveis perseguições, instabilidade, medo de se comprometer e ser a primeira opção de desligamento. Atitudes como essa gera um maior desconforto na equipe, aumentando o estresse, ansiedade e competição (Story; Alves, 2022). Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 4 2.2. Rotatividade A insatisfação com o trabalho no mundo corporativo é algo recorrente, causando um absenteísmo e acelerando o turnover, o que gera custos indiretos de assistência hospitalar, demissão, admissão e treinamento. As demissões do tipo voluntárias ou disfuncionais causam consequências na produtividade e afeta o colaborador que permaneceu na organização o sobrecarregando (Chiavenato, 2021). Além dos impactos diretos na cultura corporativa, a imagem da empresa no mercado de trabalho também é afetada, apontando instabilidade, baixa ou nenhuma valorização ao colaborador, além de possíveis dificuldades financeiras levando em consideração o não conhecimento público. O número reduzido de funcionários, provoca uma interrupção no fluxo de trabalho, acarretando maior complexidade no processo, assim prorrogando a demanda. O todo tem a tendência de se agravar quando o colaborador está em processo de aprendizagem ou nunca exerceu esta função anteriormente, podendo se sentir sem o suporte necessário para o desenvolvimento das tarefas, gerando mais críticas na entrega. Visto que, funcionários que se desligaram podem ter levado consigo experiências e habilidades que não foram passadas para aqueles que permaneceram (Chiavenato, 2021). Deste modo possibilitando que os funcionários atuais desenvolvam ou agravem a ansiedade, baixa autoestima e estresse. A combinação de frustração, estresse e problemas de saúde pela pressão constante, pode resultar em um descontrole exacerbado, ocasionando conflitos, comportamentos violentos envolvendo agressões físicas, verbais e sabotagens em casos mais graves. É indispensável uma sensibilização da empresa com seus funcionários. Conduzir pesquisas constantemente para avaliar o ambiente de trabalho permite identificar áreas com possíveis pontos de melhoria e agilizar a implementação de mudanças significativas afim de aumentar a satisfação destes funcionários. A criação e aplicação de workshops com o intuito de proporcionar aos colaboradores a interação e maior compreensão de temas cruciais no ambiente de trabalho e dia a dia, só se torna essencial quando a empresa entende a necessidade de incentivar este funcionário a colocar em prática com a finalidade de manter um equilíbrio saudável entre suas responsabilidades profissionais e pessoais. Colocar em prática estratégias que facilitam um melhor ajuste no horário de trabalho do colaborador, tende a reduzir o estresse e aumentar o foco durante o expediente, assim como, a possibilidade do trabalho a distância dentro das organizações auxilia a adequação as suas vidas particulares e profissionais viabilizando mais tempo para seus projetos de vida, contribuindo para um melhor bemestar no geral. Com a melhora do humor, gera o aumento da produtividade, dessa maneira saber reconhecer e recompensar o desempenho notável dos funcionários aumenta a motivação, confiança e engajamento da equipe ao todo trazendo resultados consideráveis. (Chiavenato, 2021). 3. Método O artigo vigente tem a finalidade de natureza prática relatar como a falta de vida social, privação de lazer, momentos de relações interpessoal e intrapessoal é extremamente prejudicial ao colaborador. Com o objetivo de esclarecer as possíveis consequências e a percepção do trabalhador sobre os impactos deste problema. De acordo com Lösch; Rambo e Ferreira (2023, p. 3) Na abordagem qualitativa, a pesquisa exploratória – ou estudo exploratório – tem o objetivo de conhecer o fenômeno estudado tal como ele se apresenta ou acontece Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 5 no contexto em que está inserido. E para esse tipo de investigação, na área das Ciências Humanas e Sociais, o enfoque qualitativo permite melhor compreensão do comportamento humano e do contexto social. A pesquisa exploratória permite, nesse processo, que o pesquisador contemple os dados qualitativos de forma sistêmica, com uma compreensão ou interpretação detalhada do fenômeno analisado. A população-alvo se compõe de colaboradores de diversos cargos residentes no Brasil, buscando compreender os conflitos que ocorrem em decorrência do excesso de trabalho. Nossa pesquisa consistiu em perguntas qualitativas básicas, aplicadas por meio de um questionário online pelo Google Forms, com 17 perguntas voltadas à ausência de vida social e trabalho, no total obtivemos 36 participantes. Nosso embasamento teórico se fez a partir de estudos em artigos e livros. 4. Resultados e Discussões Ao realizar a pesquisa, ficou nítido que a ausência de relações sociais impacta significativamente o colaborador, levando-os a se sentir culpados pela falta de tempo pessoal. Questão 1 (Figura 1) - Você sente que consegue manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal? Com base nas respostas, notamos que as pessoas relatam dificuldades para encontrar o equilíbrio por diversos motivos, dentre eles se destaca a escala 6x1, exaustão e estudos. Aproximadamente 55,5% dos colaboradores não conseguem ter um equilíbrio, enquanto o restante relatou conseguir manter um equilíbrio saudável entre vida social e trabalho devido ao trabalho home office e horários flexíveis. Figura 1 – Você sente que consegue manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal? Fonte: Os Autores (2024) Questão 2 (Figura 2) - Você sente que suas relações pessoais são prejudicadas pela sua carga de trabalho? Direcionando as perguntas na possível privação de relações sociais dos colaboradores como motivo de não conseguirem conciliar sua vida pessoal e profissional, analisamos as respostas e podemos notar que os colaboradores sofrem por serem ausentes em momentos com suas famílias, amizades e relacionamentos amorosos. Muitos relataram que não conseguem estar presentes em momentos importantes e datas comemorativas. Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 6 Figura 2 – Você sente que suas relações pessoais são prejudicadas pela sua carga de trabalho? Fonte: As autoras (2024) O Quadro 1 representa a percepção dos participantes sobre a sua ausência de momentos com seus amigos e familiares. Cerca de 83% relatam sofrer com essa condição e outros 16% contam não sofrer ou que talvez não sofram, pois, as suas famílias entendem o motivo de sua ausência. Quadro 1 - Ausência de momentos com amigos e família Quantidade Respostas Pessoa 1 Sim Pessoa 2 Sim, meu único lazer é passar um tempo com minha esposa e filhos, sorrir um pouco descontrair ou até mesmo dormir em casa, eu penso que o melhor dia para se trabalhar é o primeiro dia da semana por ter ficado com a minha família no final de semana. Pessoa 3 Sim. A exaustão no final de semana acaba nos afastando de bons momentos com pessoas que amamos. Pessoa 4 Um pouco, pois momentos com amigos e familiares sao essenciais para demonstrarmos nosso o carinho, afeto, consideração e manter assim a vida mais leve e tranquila para que assim tambem possamos ver de maneira mais positiva a vida e que a vida nao é somente o trabalho. Pessoa 5 Talvez um pouco, por conta do cansaço, ficar mais de 1h em transportes públicos e fora de casa é algo que te suga emocionalmente Pessoa 6 Sim, sinto falta do tempo que não posso estar perto deles, de sair, viajar e aproveitar e criar momentos. Pessoa 7 Sim, pois tanto nos melhores e piores momentos, eles estiveram comigo, então a companhia deles sempre gera momentos de aprendizado e satisfação pessoal. Pessoa 8 sim. me sinto um robô sem vida, como se tudo girasse em torno de algo que não me traz sentimentos de vida, como se eu não sentisse, somente fizesse. Pessoa 9 Sim. sempre queremos mais tempo de qualidade com que amamos. Pessoa 10 Sim, são momentos em que precisamos esquecer um pouco o trabalho Pessoa 11 Acho que afetaria, porém, eu estou sempre junto com eles Pessoa 12 Sim, por que os momentos que tenho com meus familiares e amigos são momentos de descompressão e quando não tenho isso fico esgotada Pessoa 13 Sim, a vida virá uma rotina de obrigações Pessoa 14 Sim, sinta falta do contato com eles. Pessoa 15 Sim! Devido a importância da família. Pessoa 16 claro, sinto a falta de ter um convívio maior com meus amigos e família Pessoa 17 Como moro em uma cidade longe da minha família e dos meus amigos mais próximos sinto falta desses momentos de interação. Sim afeta emocionalmente, pois sinto saudades. Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 7 Pessoa 18 Sim, são momentos que passam e não voltam mais e por isso fico chateado quando não consigo participar. Pessoa 19 Sim, porque a falta de momentos com a família e amigos faz com que eu me torne uma pessoa mais racional e acabo deixando o emocional em segundo plano. Pessoa 20 Sim, afeta pelo fato de sempre estar ausente com eles e privada de compartilhar momentos entre amigos e família pela carga horária 6x1 Pessoa 21 Sim, me sinto isolada do mundo. Pessoa 22 Sim. Se tornando uma pessoa fria Pessoa 23 Sim afeta, um almoço de família, as pessoas nem me convidam mais para nada, pois sabem que não vou, daí me sinto distante. Pessoa 24 Sim, sinto falta de maiores momentos de lazer com meus pais. Pessoa 25 Diariamente, sinto falta de conversar com os meus familiares próximos que, por conta do trabalho exaustivo, não consigo me concentrar nesses momentos Pessoa 26 Sim, não passo o tempo que gostaria com o meu filho Pessoa 27 sim e muito. Minha mente fica cansada Pessoa 28 sim, aniversários de avós, pais etc... sinto que nunca estou presente Pessoa 29 Sim. Devido à eu ser filho único, as vezes os momentos em família faz falta Pessoa 30 sim bastante, obviamente a falta afeta bastante Fonte: Os Autores (2024) Questão 4 (Figura 3) - Você já conversou com sua família sobre como eles se sentem em relação a sua ausência? Apenas 33,3% dos respondentes relataram ter conversado com suas famílias, enquanto aproximadamente 66% dos participantes não chegaram a abordar o assunto. Dentre os que discutiram o tema, 75% são mulheres e 15% são homens. Figura 3 – Conversar com a família sobre a ausência Fonte: Os Autores (2024) Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 8 No quadro 2 foi relatada a experiência dos colaboradores ao conversarem com suas famílias. Quadro 2 - Conversa com a família Quantidade O que eles disseram sobre sua ausência? Pessoa 1 Que estou emocionalmente e fisicamente indisposta. Pessoa 2 Disseram que é triste ver eu distante e que gostaria que eu participasse mais dos momentos em familia e que seria benéfico uma vez que distrairia a mente do estresse Pessoa 3 Entendem por ser necessário, não temos muitas escolhas. Pessoa 4 Que não havia problema Pessoa 5 Que ficam preocupados com a minha doação excessiva e sem limites para o meu serviço. Pessoa 6 minha família costuma valorizar e apoiar bastante a rotina, e entender a ausência de tempo. Pessoa 7 Por ser apenas 2 dias na semana é possível manter a distância devido a objetivos a serem alcançados. Pessoa 8 Que tambem sente saudades Pessoa 9 Nunca fui ausente Pessoa 10 Que meu trabalho atrapalha minha vida Pessoa 11 Que sente falta da minha presença mas entendem minha rotina. Pessoa 12 sente falta Fonte: Os Autores (2024) Questão 6 (Figura 4) - Você já se sentiu culpado por tirar um tempo para você? E por quê? Nesta questão, 68% dos participantes relataram não se sentirem culpados, por outro lado tivemos um respondente que mencionou nunca ter tirado tempo para si mesmo. Figura 4 – Tempo para si Fonte Os Autores (2024) Questão 7 - Como você se sente em relação ao tempo que tem para descansar e cuidar de si mesmo? Algumas respostas recebidas se destacaram, como por exemplo: ´´ O tempo é escasso, não consigo dizer se hoje terei tempo a semana que vem, isso varia muito das tarefas de casa também, fico insatisfeito com o pouco tempo que tenho, é difícil se dedicar ao trabalho todo tempo, pensar em contas e tempo para si mesmo não sobra. ``, ´´ Aproveito o máximo que posso, mas quando estou muito cansada e não consigo ou deixo de fazer algo por conta dele, fico chateada pois penso que poderia ter mais tempo de descanso/lazer. ``. Notamos o quanto isso se torna desgastante para o colaborador e a importância do cuidado próprio. Vida Social e trabalho: Como a ausência de relações sociais afetam os profissionais em Revista | 15 DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17094893 ISSN 2965-9302 Gomes; Seckler; Santos (2025) v. 2 | n. 6 | e26106 | Set-Out 2025 9 Questão 8 (Quadro 3) - Quais são os principais fatores que te fazem permanecer na sua empresa atual e nessa rotina? Nesta pergunta buscamos compreender quais são os possíveis motivos para a permanência dos respondentes, e motivos como ´´dinheiro`` e ´´contas a pagar`` se destacaram nas respostas. Quadro 3 – Permanência na empresa. Gênero Respostas Mulher Cisgênero Dinheiro Homem Cisgênero O fato de estar ajudando as pessoas e somando na vida de alguém mesmo que seja mínimo Homem Cisgênero Necessidade pessoais e familiares, as contas não param e a alimentação está ficando cada vez mais cara, quando se tem família é necessário se pensar no coletivo sempre Mulher Cisgênero Ainda estou em minha empresa atual como estagiária, pois ainda não encontrei outro emprego. Mulher Cisgênero Quando trabalhava era pela experiência e o salário para poder gastá-lo da maneira que precisava Mulher Cisgênero Preciso desse emprego para me manter e conquistar minhas coisas Mulher Cisgênero A dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, então opto por ficar aonde estou e com essa alteração de cargo recente, poderei fazer um pouco mais de coisas que planejei para meu futuro! Homem Cisgênero Aperfeiçoamento profissional. Mulher Cisgênero esperança de alcançar minhas metas de vida, sou perseverante e não abro mão daquilo que almejo. Mulher Cisgênero Amo o que faço, carga horária, benéficos, ambiente. Mulher Cisgênero Nós damos muito bem agradável ambiente Homem Cisgênero Salário e um possível plano de carreira Homem Cisgênero Oportunidades Mulher Cisgênero Trabalhar em casa e uma remuneração razoável Mulher Cisgênero Salário Mulher Cisgênero Dinheiro e comodismo Mulher Cisgênero crescimento e desenvolvimento pessoal, destaque por ser uma multinacional, benefícios e bolsa auxílio com bom valor. Mulher Cisgênero Objetivos a serem alcançados. Mulher Cisgênero a estabilidade e oportunidade de crescimento Mulher Cisgênero Gosto bastante da minha empresa atual. O salário é bom e tenho excelentes benefícios, tais como o home office e flexibilidade de horário. Homem Cisgênero Dinheiro, condição social e conforto Homem Cisgênero Facilidade de mudança de horário de trabalho, duas férias por ano e tranquilidade financeira.