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CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS TRANS E NÃO BINÁRIAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Beatriz Araújo Lima Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande -UFCG Giseli do Nascimento Silva Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe - UFS Andressa Vitória Moraes Mota Graduanda em Enfermagem pela Centro Universitário da Faculdade de Tecnologia e Ciências - UNIFTC Lyvia de Lima Silva Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande -UFCG Bruna Carolina de Castro Guimarães Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal da Bahia - UFBA Vitória Souza dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Letícia dos Santos Pimenta Rodrigues Pós-graduanda em Enfermagem Obstétrica pelo Centro Universitário UniSantaCruz - USC Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba-UEPB Gigliola Marcos Bernardo de Lima Doutora em Saúde Pública- Fundação Oswaldo Cruz e Docente Associada II da Universidade Federal de Campina Grande

Full text

1. CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS TRANS E NÃO BINÁRIAS: UMA REVI HUMANIZED OBSTETRIC CARE FOR TRANS AND NON EIXO TEMÁTICO: Diversidade, Equidade, Interseccionalidade e Justiça Reprodutiva. Graduanda em Enfermagem pela Centro Universitário da Faculdade de Tecnologia e Ciências Doutora em Saúde Pública RESUMO Introdução: A transexualidade e a não que desafiam os padrões soc históricos, que ainda relacionam o processo de gestação e o parto às mulheres cisgênero, dificultando o acesso à saúde reprodutiva de homens trans e pessoas não Analisar e discutir práticas na obstetrícia para promoção da equidade de gênero com foco na população trans masculina e não narrativa da literatura, a busca, aplicada à estratégia PICO, foi realizad eletrônicas PubMed e SciELO. Utilizou resultaram na seleção de 16 estudos publicados e organizados em categorias temáticas. Resultados e Discussão: população como o processo gestacional solitário, marcado por incertezas quanto ao momento do parto e as transformações físicas e psíquicas associadas, o aumento da disforia de gênero na fase gestacional e puerperal, o processo de amamentação, que e socialmente à figura feminina, e o estigma institucional presente em falas profissionais e a inadequação do cuidado. Apesar disso, há pessoas que conseguem ressignificar a experiência da gestação, e no puerpério, da amamentação. se que através desse estudo identificou capacitação da equipe multidisciplinar, a criação de protocolos de saúde específicos e a 7 CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS TRANS E NÃO BINÁRIAS: UMA REVI SÃO INTEGRATIVA HUMANIZED OBSTETRIC CARE FOR TRANS AND NON - BINARY PEOPLE: AN INTEGRATIVE REVIEW EIXO TEMÁTICO: Diversidade, Equidade, Interseccionalidade e Justiça Reprodutiva. Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Giseli do Nascimento Silva Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe Andressa Vitória Moraes Mota Graduanda em Enfermagem pela Centro Universitário da Faculdade de Tecnologia e Ciências Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande Bruna Carolina de Castro Guimarães Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal da Bahia Vitória Souza dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Univ Letícia dos Santos Pimenta Rodrigues Pósgraduanda em Enfermagem Obstétrica pelo Centro Universitário UniSantaCruz Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba Gigliola Marcos Doutora em Saúde Pública - Fundação Oswaldo Cruz e Docente Associada II da Universidade Federal de Campina Grande A transexualidade e a não - binariedade são expressões de identidade de gênero que desafiam os padrões soc iais. A trajetória da prática obstétrica reflete aspectos sociais e históricos, que ainda relacionam o processo de gestação e o parto às mulheres cisgênero, dificultando o acesso à saúde reprodutiva de homens trans e pessoas não Analisar e discutir práticas na obstetrícia para promoção da equidade de gênero com foco na população trans masculina e não -binária. Metodologia: O trabalho consiste em uma revisão narrativa da literatura, a busca, aplicada à estratégia PICO, foi realizad eletrônicas PubMed e SciELO. Utilizou - se de descritores e critérios específicos que resultaram na seleção de 16 estudos publicados e organizados em categorias temáticas. Os resultados demonstram as dificuldades vivenciad população como o processo gestacional solitário, marcado por incertezas quanto ao momento do parto e as transformações físicas e psíquicas associadas, o aumento da disforia de gênero na fase gestacional e puerperal, o processo de amamentação, que e socialmente à figura feminina, e o estigma institucional presente em falas profissionais e a inadequação do cuidado. Apesar disso, há pessoas que conseguem ressignificar a experiência da gestação, e no puerpério, da amamentação. Considerações se que através desse estudo identificou - se falhas institucionais importantes, que exigem a capacitação da equipe multidisciplinar, a criação de protocolos de saúde específicos e a CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS SÃO INTEGRATIVA BINARY PEOPLE: AN EIXO TEMÁTICO: Diversidade, Equidade, Interseccionalidade e Justiça Reprodutiva. Beatriz Araújo Lima Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande -UFCG Giseli do Nascimento Silva Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe - UFS Andressa Vitória Moraes Mota Graduanda em Enfermagem pela Centro Universitário da Faculdade de Tecnologia e Ciências - UNIFTC Lyvia de Lima Silva Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande -UFCG Bruna Carolina de Castro Guimarães Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal da Bahia - UFBA Vitória Souza dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Univ ersidade Tiradentes Letícia dos Santos Pimenta Rodrigues graduanda em Enfermagem Obstétrica pelo Centro Universitário UniSantaCruz - USC Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba -UEPB Gigliola Marcos Bernardo de Lima Fundação Oswaldo Cruz e Docente Associada II da Universidade Federal de Campina Grande binariedade são expressões de identidade de gênero iais. A trajetória da prática obstétrica reflete aspectos sociais e históricos, que ainda relacionam o processo de gestação e o parto às mulheres cisgênero, dificultando o acesso à saúde reprodutiva de homens trans e pessoas não -binárias. Objetivo: Analisar e discutir práticas na obstetrícia para promoção da equidade de gênero com foco na O trabalho consiste em uma revisão narrativa da literatura, a busca, aplicada à estratégia PICO, foi realizad a nas bases se de descritores e critérios específicos que resultaram na seleção de 16 estudos publicados e organizados em categorias temáticas. Os resultados demonstram as dificuldades vivenciad as pela população como o processo gestacional solitário, marcado por incertezas quanto ao momento do parto e as transformações físicas e psíquicas associadas, o aumento da disforia de gênero na fase gestacional e puerperal, o processo de amamentação, que e stá associado socialmente à figura feminina, e o estigma institucional presente em falas profissionais e a inadequação do cuidado. Apesar disso, há pessoas que conseguem ressignificar a Considerações Finais: Concluise falhas institucionais importantes, que exigem a capacitação da equipe multidisciplinar, a criação de protocolos de saúde específicos e a implementação de políticas públicas que visem o acolhimento população trans e nãobinária. Palavras-Chaves: transexualidade; identidade de gênero; obstetrícia; equidade em saúde; saúde reprodutiva. ABSTRACT Introduction: Transsexuality and non challenge social standards. The trajectory of obstetric practice reflects social and historical aspects that still associate pregnancy and childbirth with cisgender women, hindering a to reproductive health for trans men and non discuss obstetric practices for the promotion of gender equity, focusing on the transmasculine and nonbinary population. literature review. The search, based on the PICO strategy, was carried out in the electronic databases PubMed and SciELO. Specific descriptors and criteria were used, resulting in the selection of 16 published studies, which were organized into themat and discussion: The results showed difficulties experienced by this population, such as the solitary gestational process marked by uncertainties regarding childbirth and the physical and psychological transformations associated with during pregnancy and the puerperium, the breastfeeding process, which is socially associated with the female figure, and the institutional stigma present in professional discourse and inadequate care. Nevertheless, some experience of pregnancy and, in the postpartum period, of breastfeeding. Considerations: In conclusion, this study identified significant institutional shortcomings that require multidisciplinary team training, the implementation of public policies aimed at providing welcoming and comprehensive care to trans and nonbinary populations. Keywords : transsexuality; gender identity; obstetrics; health equity; reproductive hea INTRODUÇÃO A transgeneridade é um conceito amplo que abarca diversas identidades de gênero, entre elas estão as pessoas trans, que buscam os reconhecimentos social e legal de sua identidade de gênero. O estigma relacionado à construção da identidade revelado como um agravo público à dignidade e a manutenção dos direitos humanos essenciais de pessoas trans (ou transgênero e/ou transexuais) em todo o mundo. De acordo com o estudo realizado pela Instituição de Ensino Superior brasileir milhões de pessoas trans e não ainda não tenha sido incorporada ao censo demográfico brasileiro. 8 implementação de políticas públicas que visem o acolhimento e cuidado integral à binária. transexualidade; identidade de gênero; obstetrícia; equidade em saúde; Transsexuality and non - binarity are expressions of gender identity that challenge social standards. The trajectory of obstetric practice reflects social and historical aspects that still associate pregnancy and childbirth with cisgender women, hindering a to reproductive health for trans men and non -binary people. Objective: discuss obstetric practices for the promotion of gender equity, focusing on the binary population. Methodology: This work consists of a narra literature review. The search, based on the PICO strategy, was carried out in the electronic databases PubMed and SciELO. Specific descriptors and criteria were used, resulting in the selection of 16 published studies, which were organized into themat ic categories. The results showed difficulties experienced by this population, such as the solitary gestational process marked by uncertainties regarding childbirth and the physical and psychological transformations associated with it, the increase in gender dysphoria during pregnancy and the puerperium, the breastfeeding process, which is socially associated with the female figure, and the institutional stigma present in professional discourse and inadequate care. Nevertheless, some individuals manage to reframe the experience of pregnancy and, in the postpartum period, of breastfeeding. In conclusion, this study identified significant institutional shortcomings that require multidisciplinary team training, the creation of specific health protocols, and the implementation of public policies aimed at providing welcoming and comprehensive care to binary populations. : transsexuality; gender identity; obstetrics; health equity; reproductive hea A transgeneridade é um conceito amplo que abarca diversas identidades de gênero, entre elas estão as pessoas trans, que buscam os reconhecimentos social e legal de sua identidade de gênero. O estigma relacionado à construção da identidade revelado como um agravo público à dignidade e a manutenção dos direitos humanos essenciais de pessoas trans (ou transgênero e/ou transexuais) em todo o mundo. De acordo com o estudo realizado pela Instituição de Ensino Superior brasileir a, foram estimadas quatro milhões de pessoas trans e não - binárias no Brasil, embora a categoria de identidade de gênero ainda não tenha sido incorporada ao censo demográfico brasileiro. e cuidado integral à transexualidade; identidade de gênero; obstetrícia; equidade em saúde; binarity are expressions of gender identity that challenge social standards. The trajectory of obstetric practice reflects social and historical aspects that still associate pregnancy and childbirth with cisgender women, hindering a ccess Objective: To analyze and discuss obstetric practices for the promotion of gender equity, focusing on the This work consists of a narra tive literature review. The search, based on the PICO strategy, was carried out in the electronic databases PubMed and SciELO. Specific descriptors and criteria were used, resulting in the ic categories. Results The results showed difficulties experienced by this population, such as the solitary gestational process marked by uncertainties regarding childbirth and the physical it, the increase in gender dysphoria during pregnancy and the puerperium, the breastfeeding process, which is socially associated with the female figure, and the institutional stigma present in professional individuals manage to reframe the experience of pregnancy and, in the postpartum period, of breastfeeding. Final In conclusion, this study identified significant institutional shortcomings creation of specific health protocols, and the implementation of public policies aimed at providing welcoming and comprehensive care to : transsexuality; gender identity; obstetrics; health equity; reproductive hea lth. A transgeneridade é um conceito amplo que abarca diversas identidades de gênero, entre elas estão as pessoas trans, que buscam os reconhecimentos social e legal de sua identidade de gênero. O estigma relacionado à construção da identidade transgênero tem se revelado como um agravo público à dignidade e a manutenção dos direitos humanos essenciais de pessoas trans (ou transgênero e/ou transexuais) em todo o mundo. De acordo a, foram estimadas quatro binárias no Brasil, embora a categoria de identidade de gênero No contexto social, a obstetrícia historicamente tem sido associa feminina, com ênfase nas experiências de gestação e parto de mulheres cisgêneros. No entanto, é de grande importância conhecer e compreender sobre gênero e identidade sexual na contemporaneidade para combater os preconceitos devido saúde no Brasil é fundamentada em três pilares: universalidade, equidade e integralidade, conforme rege o princípio do SUS (Sistema Único de Saúde), diante do artigo 196, "Saúde é direito de todos e dever do Estado". Pessoas tran frequentemente marginalizadas ou invisibilizadas em contextos de saúde reprodutiva, têm direitos e necessidades específicas que exigem uma abordagem de cuidado humanizada, inclusiva e competente. Deste modo, é necessário ente LGBTQIA+ ao utilizar os serviços de saúde, onde muitos profissionais ainda associam a gravidez à cisgeneridade. Isso demonstra uma desqualificação nos atendimentos hospitalares, resultando em orientações clínicas puerpério. O atendimento pré possíveis dificuldades, as quais podem ser conduzidas pelo enfermeiro (Pereira, 2021). A assistência de enfermag dela que a pessoa gestante é acolhida, criando e o paciente. O profissional tem a autonomia de promover ações preventivas e tratar de forma qualifi cada, devendo despojar pessoa. Este capítulo propõe uma imersão nas nuances do atendimento obstétrico a pessoas trans e não binárias indo além do binarismo de gênero e focando na singularidade de indivíduo. Assim, abordando essa temática por meio de uma resenha integrativa, desde a importância da linguagem inclusiva e do acolhimento inicial, passando pelas especificidades clínicas do acompanhamento gestacional e parto para esses corpos, até a políticas institucionais que garantam um ambiente seguro e respeitoso. Tendo como objetivo fornecer o conhecimento necessário para que a prática obstétrica seja verdadeiramente universal, reconhecendo e celebrando a diversidade dos caminhos 9 No contexto social, a obstetrícia historicamente tem sido associa feminina, com ênfase nas experiências de gestação e parto de mulheres cisgêneros. No entanto, é de grande importância conhecer e compreender sobre gênero e identidade sexual na contemporaneidade para combater os preconceitos devido à fal ta de conhecimento, pois a saúde no Brasil é fundamentada em três pilares: universalidade, equidade e integralidade, conforme rege o princípio do SUS (Sistema Único de Saúde), diante do artigo 196, "Saúde é direito de todos e dever do Estado". Pessoas tran sgênero e não binárias, embora frequentemente marginalizadas ou invisibilizadas em contextos de saúde reprodutiva, têm direitos e necessidades específicas que exigem uma abordagem de cuidado humanizada, Deste modo, é necessário ente nder os estigmas enfrentados pela população LGBTQIA+ ao utilizar os serviços de saúde, onde muitos profissionais ainda associam a gravidez à cisgeneridade. Isso demonstra uma desqualificação nos atendimentos hospitalares, resultando em orientações clínicas insuficientes no período prégestacional, gestacional e puerpério. O atendimento pré - natal envolve estratégias a serem seguidas e identificar possíveis dificuldades, as quais podem ser conduzidas pelo enfermeiro (Pereira, 2021). A assistência de enfermag em é essencial durante a consulta pré - dela que a pessoa gestante é acolhida, criando - se um vínculo de confiança entre o profissional e o paciente. O profissional tem a autonomia de promover ações preventivas e tratar de forma cada, devendo despojar - se de julgamentos, independentemente da orientação sexual da Este capítulo propõe uma imersão nas nuances do atendimento obstétrico a pessoas além do binarismo de gênero e focando na singularidade de Assim, abordando essa temática por meio de uma resenha integrativa, desde a importância da linguagem inclusiva e do acolhimento inicial, passando pelas especificidades clínicas do acompanhamento gestacional e parto para esses corpos, até a políticas institucionais que garantam um ambiente seguro e respeitoso. Tendo como objetivo fornecer o conhecimento necessário para que a prática obstétrica seja verdadeiramente universal, reconhecendo e celebrando a diversidade dos caminhos reprodutivos e familiares. No contexto social, a obstetrícia historicamente tem sido associa da à cisgeneridade feminina, com ênfase nas experiências de gestação e parto de mulheres cisgêneros. No entanto, é de grande importância conhecer e compreender sobre gênero e identidade sexual na ta de conhecimento, pois a saúde no Brasil é fundamentada em três pilares: universalidade, equidade e integralidade, conforme rege o princípio do SUS (Sistema Único de Saúde), diante do artigo 196, "Saúde é sgênero e não binárias, embora frequentemente marginalizadas ou invisibilizadas em contextos de saúde reprodutiva, têm direitos e necessidades específicas que exigem uma abordagem de cuidado humanizada, nder os estigmas enfrentados pela população LGBTQIA+ ao utilizar os serviços de saúde, onde muitos profissionais ainda associam a gravidez à cisgeneridade. Isso demonstra uma desqualificação nos atendimentos hospitalares, gestacional, gestacional e natal envolve estratégias a serem seguidas e identificar possíveis dificuldades, as quais podem ser conduzidas pelo enfermeiro (Pereira, 2021). - natal. Pois é por meio se um vínculo de confiança entre o profissional e o paciente. O profissional tem a autonomia de promover ações preventivas e tratar de forma se de julgamentos, independentemente da orientação sexual da Este capítulo propõe uma imersão nas nuances do atendimento obstétrico a pessoas além do binarismo de gênero e focando na singularidade de cada Assim, abordando essa temática por meio de uma resenha integrativa, desde a importância da linguagem inclusiva e do acolhimento inicial, passando pelas especificidades clínicas do acompanhamento gestacional e parto para esses corpos, até a necessidade de políticas institucionais que garantam um ambiente seguro e respeitoso. Tendo como objetivo fornecer o conhecimento necessário para que a prática obstétrica seja verdadeiramente reprodutivos e familiares. METODOLOGIA Este capítulo foi construído a partir de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de identificar e analisar criticamente evidências científicas e experiências práticas sobre o cuidado obstétrico voltado humanizadas, inclusivas e interseccionais. A temática central abordada é o cuidado obstétrico de pessoas com identidades de gênero diversas, considerando as singularidades de corpos trans masculinos e não binários na gestação, parto e puerpério. O objetivo foi identificar práticas de saúde que promovam acolhimento, respeito à identidade de gênero e redução das violências institucionais nos serviços obstétricos. Para orientar a delimitação do objeto utilizouse a estratégia PICO, amplamente empregada em revisões integrativas e sistemáticas para a construção de questões clínicas estruturadas. Nessa estrutura, a população correspondeu a pessoas trans e não intervenção referese às práticas obstétricas humanizadas, com enfoque inclusivo e afirmativo de gênero; a comparação envolveu, quando aplicável, práticas tradicionais excludentes ou baseadas em uma abordagem cisnormativa; e o desfecho consistiu na promoção do acolhimento, do respeito à identidade de gênero, na redução da violência obstétrica e na melhoria da experiência de cuidado. A partir dessa estrutura, definiu norteadora: “Quais são as práticas obstétricas recomendadas para promover o cuidado humanizado a pessoas trans e não binárias durante o processo gestacional, parto e puerpério?”. Estabeleceram 2021 e 2025 ; textos disponíveis em português e inglês; estudos com acesso ao texto completo; artigos originais, revisões, relatos de experiência ou diretrizes oficiais que abordassem pessoas transmasculinas, não binárias e/ou o cuidado obstétrico humanizado. Os crité exclusão foram estudos que não abordassem diretamente a população trans ou não binária no contexto obstétrico, trabalhos com enfoque unicamente biomédico, sem perspectiva de humanização e materiais opinativos sem base científica. A busca foi realiz descritores controlados e palavras (AND/OR), como: (“ trans men” OR “non AND (“obstetric care” OR “pregn (“humanized care” OR “gender identity” OR “nursing”) 10 Este capítulo foi construído a partir de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de identificar e analisar criticamente evidências científicas e experiências práticas sobre o cuidado obstétrico voltado a pessoas trans e não binárias, com ênfase em abordagens humanizadas, inclusivas e interseccionais. A temática central abordada é o cuidado obstétrico de pessoas com identidades de gênero diversas, considerando as singularidades de corpos e não binários na gestação, parto e puerpério. O objetivo foi identificar práticas de saúde que promovam acolhimento, respeito à identidade de gênero e redução das violências institucionais nos serviços obstétricos. Para orientar a delimitação do objeto de estudo e o processo de busca na literatura, se a estratégia PICO, amplamente empregada em revisões integrativas e sistemáticas para a construção de questões clínicas estruturadas. Nessa estrutura, a população correspondeu a pessoas trans e não binárias em situação de gestação, parto e/ou puerpério; a se às práticas obstétricas humanizadas, com enfoque inclusivo e afirmativo de gênero; a comparação envolveu, quando aplicável, práticas tradicionais excludentes ou abordagem cisnormativa; e o desfecho consistiu na promoção do acolhimento, do respeito à identidade de gênero, na redução da violência obstétrica e na melhoria da experiência de cuidado. A partir dessa estrutura, definiu - “Quais são as práticas obstétricas recomendadas para promover o cuidado humanizado a pessoas trans e não binárias durante o processo gestacional, parto e puerpério?”. Estabeleceram - se os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados entre ; textos disponíveis em português e inglês; estudos com acesso ao texto completo; artigos originais, revisões, relatos de experiência ou diretrizes oficiais que abordassem pessoas transmasculinas, não binárias e/ou o cuidado obstétrico humanizado. Os crité exclusão foram estudos que não abordassem diretamente a população trans ou não binária no contexto obstétrico, trabalhos com enfoque unicamente biomédico, sem perspectiva de humanização e materiais opinativos sem base científica. A busca foi realiz ada nas bases eletrônicas PubMed e SciELO. Utilizaram descritores controlados e palavras - chave livres, combinadas por operadores booleanos trans men” OR “non - binary” OR “gender diverse” OR “transgender”) AND (“obstetric care” OR “pregn ancy” OR “childbirth” OR “pue OR “gender identity” OR “nursing”) . Foram inicialmente identificados Este capítulo foi construído a partir de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de identificar e analisar criticamente evidências científicas e experiências práticas a pessoas trans e não binárias, com ênfase em abordagens humanizadas, inclusivas e interseccionais. A temática central abordada é o cuidado obstétrico de pessoas com identidades de gênero diversas, considerando as singularidades de corpos e não binários na gestação, parto e puerpério. O objetivo foi identificar práticas de saúde que promovam acolhimento, respeito à identidade de gênero e redução das de estudo e o processo de busca na literatura, se a estratégia PICO, amplamente empregada em revisões integrativas e sistemáticas para a construção de questões clínicas estruturadas. Nessa estrutura, a população binárias em situação de gestação, parto e/ou puerpério; a se às práticas obstétricas humanizadas, com enfoque inclusivo e afirmativo de gênero; a comparação envolveu, quando aplicável, práticas tradicionais excludentes ou abordagem cisnormativa; e o desfecho consistiu na promoção do acolhimento, do respeito à identidade de gênero, na redução da violência obstétrica e na - se a seguinte questão “Quais são as práticas obstétricas recomendadas para promover o cuidado humanizado a pessoas trans e não binárias durante o processo gestacional, parto e se os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados entre ; textos disponíveis em português e inglês; estudos com acesso ao texto completo; artigos originais, revisões, relatos de experiência ou diretrizes oficiais que abordassem pessoas transmasculinas, não binárias e/ou o cuidado obstétrico humanizado. Os crité rios de exclusão foram estudos que não abordassem diretamente a população trans ou não binária no contexto obstétrico, trabalhos com enfoque unicamente biomédico, sem perspectiva de ada nas bases eletrônicas PubMed e SciELO. Utilizaram -se chave livres, combinadas por operadores booleanos binary” OR “gender diverse” OR “transgender”) ancy” OR “childbirth” OR “pue rperium”) AND . Foram inicialmente identificados 151 estudos. Após leitura de títulos, resumos e aplicação dos critérios de elegibilidade, 16 foram selecionados para leitura foram organizados em categorias temáticas, que nortearam a estrutura do capítulo: Significado da Gestação, Amamentação e Parentalidade Transmasculina; 2. Disforia de Gênero e Impactos na Saúde Menta Barreiras Estruturais e Invisibilidade no Sistema de Saúde; 5. Ressignificação e Resistência nas Experiências Masculinas. A análise foi conduzida de forma crítica e reflexiva, integrando aspectos clín icos, éticos, sociais e culturais, com base na promoção dos direitos humanos e da equidade de gênero. RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos estudos demonstra que a gestação, o parto e o puerpério de homens trans e pessoas não binárias são atravessados por experiências individuais são impactadas por estruturas cisheteronormativas, estigma institucional e ausência de preparo profissional nos serviços de saúde (Van Amesfoor 2024; Pereira et al ., 2024; Inm categorias temáticas principais. 1. Significados da Gestação, Amamentação e Parentalidade Transmasculina As representações sociais da gravidez entre homens trans articulam sentimentos de aceitação, me do e solidão. O processo gestacional é vivenciado de forma solitária, marcado por angústias em relação ao parto e às transformações corporais e emocionais associadas. A amamentação, por sua vez, é compreendida de forma ambivalente: ao mesmo tempo em que é ancorada em uma lógica social feminina, pode ser ressignificada como prática de cuidado e reafirmação da masculinidade gestacional (Pereira A maior autonomia nas decisões familiares está associada a um uso mais frequente de serviços de saúde , como consultas pré fatores como educação, status socioeconômico e apoio dos parceiros foram identificados como determinantes importantes para a autonomia e, consequentemente, para a utilização desses ser viços. Os resultados sugerem que políticas públicas que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento podem melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados (Van Amesfoor et al ., 2024; Bane 11 151 estudos. Após leitura de títulos, resumos e aplicação dos critérios de elegibilidade, 16 foram selecionados para leitura na íntegra e compuseram a base final de análise. Os dados foram organizados em categorias temáticas, que nortearam a estrutura do capítulo: Significado da Gestação, Amamentação e Parentalidade Transmasculina; 2. Disforia de Gênero e Impactos na Saúde Menta l; 3. Estigma, Discriminação e Violência Obstétrica; 4. Barreiras Estruturais e Invisibilidade no Sistema de Saúde; 5. Ressignificação e Resistência nas Experiências Masculinas. A análise foi conduzida de forma crítica e reflexiva, integrando icos, éticos, sociais e culturais, com base na promoção dos direitos humanos e da RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos estudos demonstra que a gestação, o parto e o puerpério de homens trans e pessoas não binárias são atravessados por múltiplas camadas de vulnerabilidades, onde as experiências individuais são impactadas por estruturas cisheteronormativas, estigma institucional e ausência de preparo profissional nos serviços de saúde (Van Amesfoor ., 2024; Inm an et al ., 2023). A partir dos achados, emergiram cinco categorias temáticas principais. 1. Significados da Gestação, Amamentação e Parentalidade Transmasculina As representações sociais da gravidez entre homens trans articulam sentimentos de aceitação, do e solidão. O processo gestacional é vivenciado de forma solitária, marcado por angústias em relação ao parto e às transformações corporais e emocionais associadas. A amamentação, por sua vez, é compreendida de forma ambivalente: ao mesmo tempo em que é ancorada em uma lógica social feminina, pode ser ressignificada como prática de cuidado e reafirmação da masculinidade gestacional (Pereira et al., 2024). A maior autonomia nas decisões familiares está associada a um uso mais frequente de , como consultas pré - natais e atendimentos durante o parto. Além disso, fatores como educação, status socioeconômico e apoio dos parceiros foram identificados como determinantes importantes para a autonomia e, consequentemente, para a utilização viços. Os resultados sugerem que políticas públicas que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento podem melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados (Van ., 2024; Bane et al., 2024). 151 estudos. Após leitura de títulos, resumos e aplicação dos critérios de elegibilidade, 16 na íntegra e compuseram a base final de análise. Os dados foram organizados em categorias temáticas, que nortearam a estrutura do capítulo: Significado da Gestação, Amamentação e Parentalidade Transmasculina; 2. Disforia de l; 3. Estigma, Discriminação e Violência Obstétrica; 4. Barreiras Estruturais e Invisibilidade no Sistema de Saúde; 5. Ressignificação e Resistência nas Experiências Masculinas. A análise foi conduzida de forma crítica e reflexiva, integrando icos, éticos, sociais e culturais, com base na promoção dos direitos humanos e da A análise dos estudos demonstra que a gestação, o parto e o puerpério de homens trans múltiplas camadas de vulnerabilidades, onde as experiências individuais são impactadas por estruturas cisheteronormativas, estigma institucional e ausência de preparo profissional nos serviços de saúde (Van Amesfoor et al., ., 2023). A partir dos achados, emergiram cinco 1. Significados da Gestação, Amamentação e Parentalidade Transmasculina As representações sociais da gravidez entre homens trans articulam sentimentos de aceitação, do e solidão. O processo gestacional é vivenciado de forma solitária, marcado por angústias em relação ao parto e às transformações corporais e emocionais associadas. A amamentação, por sua vez, é compreendida de forma ambivalente: ao mesmo tempo em que é ancorada em uma lógica social feminina, pode ser ressignificada como prática de cuidado e A maior autonomia nas decisões familiares está associada a um uso mais frequente de natais e atendimentos durante o parto. Além disso, fatores como educação, status socioeconômico e apoio dos parceiros foram identificados como determinantes importantes para a autonomia e, consequentemente, para a utilização viços. Os resultados sugerem que políticas públicas que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento podem melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados (Van As rotas para a parentalidade, como gravidez, adoção ou co por barreiras institucionais e ausência de suporte, especialmente no que se refere ao aconselhamento reprodutivo e à preservação da fertilidade antes do uso de testo Amesfoor et al ., 2024; Bane 2. Disforia de Gênero e Impactos na Saúde Mental Diversos estudos apontam a intensificação da disforia de gênero durante a gestação e o puerpério, especialmente quando associada à feminização corporal inadequação dos serviços de saúde. Como resposta a esse sofrimento, indivíduos relataram estratégias como dissociação do corpo, isolamento e silenciamento, revelando impactos importantes sobre a saúde mental, incluindo quadros de 2024; Falck et al., 2024) . Essas vivências demonstram que a gravidez em pessoas trans masculinas não é apenas um evento biológico, mas também psicológico, simbólico e político, exigindo abordagens que articulem saúde mental, identidade de gênero e cuidado afirmativo (Inman et al., 2024) . Portanto, destacase a necessidade urgente da capacitação de profissionais de saúde para garantir um atendimento acolhedor, livre de preconceitos e que reconheça a dessa população, contribuindo para a redução das barreiras ao acesso e à qualidade do cuidado (Inman et al., 2024; Falck et al 3. Estigma, Discriminação e Violência Obstétrica A presença de estigma institucional é evidente nas relatadas por pessoas trans. Médicas e enfermeiras, por exemplo, demonstram despreparo técnico e reprodutibilidade de estereótipos cisnormativos, o que resulta em condutas discriminatórias (Cardoso et al N os relatos de parto e puerpério, são frequentes menções à violência obstétrica, à negação da identidade de gênero e ao descrédito quanto à autonomia dos corpos trans. A inadequação do cuidado resulta em insatisfação com os serviços, abandono do acompanhame direitos reprodutivos (Pereira 12 As rotas para a parentalidade, como gravidez, adoção ou co - parentalidade, são atravessadas por barreiras institucionais e ausência de suporte, especialmente no que se refere ao aconselhamento reprodutivo e à preservação da fertilidade antes do uso de testo ., 2024; Bane et al., 2024). 2. Disforia de Gênero e Impactos na Saúde Mental Diversos estudos apontam a intensificação da disforia de gênero durante a gestação e o puerpério, especialmente quando associada à feminização corporal , ao julgamento social e à inadequação dos serviços de saúde. Como resposta a esse sofrimento, indivíduos relataram estratégias como dissociação do corpo, isolamento e silenciamento, revelando impactos importantes sobre a saúde mental, incluindo quadros de depressão e ansiedade (Inman Essas vivências demonstram que a gravidez em pessoas trans masculinas não é apenas um evento biológico, mas também psicológico, simbólico e político, exigindo abordagens que mental, identidade de gênero e cuidado afirmativo (Inman se a necessidade urgente da capacitação de profissionais de saúde para garantir um atendimento acolhedor, livre de preconceitos e que reconheça a dessa população, contribuindo para a redução das barreiras ao acesso e à qualidade do cuidado et al ., 2024) . 3. Estigma, Discriminação e Violência Obstétrica A presença de estigma institucional é evidente nas falas de profissionais e nas experiências relatadas por pessoas trans. Médicas e enfermeiras, por exemplo, demonstram despreparo técnico e reprodutibilidade de estereótipos cisnormativos, o que resulta em condutas et al ., 2024). os relatos de parto e puerpério, são frequentes menções à violência obstétrica, à negação da identidade de gênero e ao descrédito quanto à autonomia dos corpos trans. A inadequação do cuidado resulta em insatisfação com os serviços, abandono do acompanhame direitos reprodutivos (Pereira et al., 2024; Pereira et al., 2022). parentalidade, são atravessadas por barreiras institucionais e ausência de suporte, especialmente no que se refere ao aconselhamento reprodutivo e à preservação da fertilidade antes do uso de testo sterona (Van Diversos estudos apontam a intensificação da disforia de gênero durante a gestação e o , ao julgamento social e à inadequação dos serviços de saúde. Como resposta a esse sofrimento, indivíduos relataram estratégias como dissociação do corpo, isolamento e silenciamento, revelando impactos depressão e ansiedade (Inman et al., Essas vivências demonstram que a gravidez em pessoas trans masculinas não é apenas um evento biológico, mas também psicológico, simbólico e político, exigindo abordagens que mental, identidade de gênero e cuidado afirmativo (Inman et al., 2024; Falck se a necessidade urgente da capacitação de profissionais de saúde para garantir um atendimento acolhedor, livre de preconceitos e que reconheça a s especificidades dessa população, contribuindo para a redução das barreiras ao acesso e à qualidade do cuidado falas de profissionais e nas experiências relatadas por pessoas trans. Médicas e enfermeiras, por exemplo, demonstram despreparo técnico e reprodutibilidade de estereótipos cisnormativos, o que resulta em condutas os relatos de parto e puerpério, são frequentes menções à violência obstétrica, à negação da identidade de gênero e ao descrédito quanto à autonomia dos corpos trans. A inadequação do cuidado resulta em insatisfação com os serviços, abandono do acompanhame nto e violação de Essa realidade contribui para a perpetuação de ambientes hostis e pouco acolhedores, dificultando o acesso a serviços essenciais e comprometendo o vínculo entre paciente de saúde. A invisibilização das necessidades específicas dessa população e a ausência de protocolos inclusivos agravam as desigualdades em saúde, reforçando a urgência de transformações estruturais que promovam o respeito, a equidade e a garantia pessoas trans (Pereira et al ., 2024; Pereira 4. Barreiras Estruturais e Invisibilidade no Sistema de Saúde A inexistência de protocolos assistenciais inclusivos e a falta de políticas públicas voltadas à equidade de gênero resultam na invisibilização das especificidades de pessoas trans gestantes. Essa ausência de diretrizes clínicas e de linguagem neutra institucionaliza práticas cisheteronormativas, promovendo exclusão e insegurança ( Além disso, os serviços de saúde frequentemente ignoram a pluralidade de experiências trans, tratando a gestação como uma realidade exclusivamente feminina, o que desestimula a busca por cuidado e acarreta consequências graves à saúde integral desse grupo ( 2024). Essa lacuna normativa também compromete a formação contínua dos profissionais, que muitas vezes não recebem treinamento específico para lidar com as demandas singulares das pessoas trans gestantes. Como resultado, há uma perpetuação de abordagens descontextualizadas, que não reconhecem a diversidade de identidades e corpos, dificultando a construção de um ambiente seguro e acolhedor. Dessa forma, torna implementação de políticas integradas que contemplem tanto a capa quanto a revisão dos protocolos assistenciais, visando assegurar um cuidado humanizado e respeitoso para essa população ( 5. Ressignificação e Resistência nas Experiências Trans Masculinas Apesar das adversidades, narrativas normativas. Muitos sujeitos ressignificam a experiência da gestação como exercício de cuidado, paternidade e pertencimento, reivindicando reconhecimento e dignidade. Essas narrativas ten sionam o modelo biomédico e binário de atenção obstétrica, afirmando a pluralidade de corpos e identidades na reprodução humana (Fernández Basanta 13 Essa realidade contribui para a perpetuação de ambientes hostis e pouco acolhedores, dificultando o acesso a serviços essenciais e comprometendo o vínculo entre paciente de saúde. A invisibilização das necessidades específicas dessa população e a ausência de protocolos inclusivos agravam as desigualdades em saúde, reforçando a urgência de transformações estruturais que promovam o respeito, a equidade e a garantia ., 2024; Pereira et al., 2022). 4. Barreiras Estruturais e Invisibilidade no Sistema de Saúde A inexistência de protocolos assistenciais inclusivos e a falta de políticas públicas voltadas à resultam na invisibilização das especificidades de pessoas trans gestantes. Essa ausência de diretrizes clínicas e de linguagem neutra institucionaliza práticas cisheteronormativas, promovendo exclusão e insegurança ( Moayedi et al serviços de saúde frequentemente ignoram a pluralidade de experiências trans, tratando a gestação como uma realidade exclusivamente feminina, o que desestimula a busca por cuidado e acarreta consequências graves à saúde integral desse grupo ( Essa lacuna normativa também compromete a formação contínua dos profissionais, que muitas vezes não recebem treinamento específico para lidar com as demandas singulares das pessoas trans gestantes. Como resultado, há uma perpetuação de abordagens descontextualizadas, que não reconhecem a diversidade de identidades e corpos, dificultando a construção de um ambiente seguro e acolhedor. Dessa forma, torna implementação de políticas integradas que contemplem tanto a capa quanto a revisão dos protocolos assistenciais, visando assegurar um cuidado humanizado e respeitoso para essa população ( Moayedi et al., 2024). 5. Ressignificação e Resistência nas Experiências Trans Masculinas emergem dos relatos formas de resistência que desafiam as narrativas normativas. Muitos sujeitos ressignificam a experiência da gestação como exercício de cuidado, paternidade e pertencimento, reivindicando reconhecimento e dignidade. Essas sionam o modelo biomédico e binário de atenção obstétrica, afirmando a pluralidade de corpos e identidades na reprodução humana (Fernández Basanta Essa realidade contribui para a perpetuação de ambientes hostis e pouco acolhedores, dificultando o acesso a serviços essenciais e comprometendo o vínculo entre paciente e equipe de saúde. A invisibilização das necessidades específicas dessa população e a ausência de protocolos inclusivos agravam as desigualdades em saúde, reforçando a urgência de transformações estruturais que promovam o respeito, a equidade e a garantia dos direitos para A inexistência de protocolos assistenciais inclusivos e a falta de políticas públicas voltadas à resultam na invisibilização das especificidades de pessoas trans gestantes. Essa ausência de diretrizes clínicas e de linguagem neutra institucionaliza práticas et al ., 2024). serviços de saúde frequentemente ignoram a pluralidade de experiências trans, tratando a gestação como uma realidade exclusivamente feminina, o que desestimula a busca por cuidado e acarreta consequências graves à saúde integral desse grupo ( Moayedi et al., Essa lacuna normativa também compromete a formação contínua dos profissionais, que muitas vezes não recebem treinamento específico para lidar com as demandas singulares das pessoas trans gestantes. Como resultado, há uma perpetuação de abordagens generalistas e descontextualizadas, que não reconhecem a diversidade de identidades e corpos, dificultando a construção de um ambiente seguro e acolhedor. Dessa forma, torna -se fundamental a implementação de políticas integradas que contemplem tanto a capa citação profissional quanto a revisão dos protocolos assistenciais, visando assegurar um cuidado humanizado e emergem dos relatos formas de resistência que desafiam as narrativas normativas. Muitos sujeitos ressignificam a experiência da gestação como exercício de cuidado, paternidade e pertencimento, reivindicando reconhecimento e dignidade. Essas sionam o modelo biomédico e binário de atenção obstétrica, afirmando a pluralidade de corpos e identidades na reprodução humana (Fernández Basanta et al., 2024). Os achados reforçam a urgência da qualificação profissional, da construção de diretrizes espec íficas e da implementação de políticas públicas que assegurem um cuidado humanizado, livre de preconceitos e sensível à diversidade de gênero ( Além disso, essas experiências de resistência evidenciam a importância de espaços de escut apoio que valorizem as vozes das pessoas trans gestantes, promovendo a troca de saberes entre usuários e profissionais. O fortalecimento de redes de solidariedade e a ampliação do acesso a informações adequadas são fundamentais para empoderar essa popu contribuindo para a construção de uma atenção à saúde que respeite as múltiplas formas de vivenciar a reprodução e reafirme o direito à autodeterminação corporal ( 2024). Quadro 1: Categorias Temáticas da Análise Categoria Temática Significados da gestação, amamentação e parentalidade transmasculina 14 Os achados reforçam a urgência da qualificação profissional, da construção de diretrizes íficas e da implementação de políticas públicas que assegurem um cuidado humanizado, livre de preconceitos e sensível à diversidade de gênero ( Moayedi et al ., 2024). Além disso, essas experiências de resistência evidenciam a importância de espaços de escut apoio que valorizem as vozes das pessoas trans gestantes, promovendo a troca de saberes entre usuários e profissionais. O fortalecimento de redes de solidariedade e a ampliação do acesso a informações adequadas são fundamentais para empoderar essa popu contribuindo para a construção de uma atenção à saúde que respeite as múltiplas formas de vivenciar a reprodução e reafirme o direito à autodeterminação corporal ( Quadro 1: Categorias Temáticas da Análise Categoria Temática Referência (Autor/Ano) Foco do Estudo Significados da gestação, amamentação e parentalidade Pereira et al. (2024) Representações sociais da gravidez Pereira et al. (2024) Amamentação e masculinidade Bane et al. (2024) Caminhos para a paternidade e fertilidade FernándezBasanta et al . (2024) Narrativas sobre concepção e parto Os achados reforçam a urgência da qualificação profissional, da construção de diretrizes íficas e da implementação de políticas públicas que assegurem um cuidado humanizado, ., 2024). Além disso, essas experiências de resistência evidenciam a importância de espaços de escut a e apoio que valorizem as vozes das pessoas trans gestantes, promovendo a troca de saberes entre usuários e profissionais. O fortalecimento de redes de solidariedade e a ampliação do acesso a informações adequadas são fundamentais para empoderar essa popu lação, contribuindo para a construção de uma atenção à saúde que respeite as múltiplas formas de vivenciar a reprodução e reafirme o direito à autodeterminação corporal ( Moayedi et al., Foco do Estudo Representações sociais da Amamentação e masculinidade Caminhos para a paternidade e fertilidade Narrativas sobre concepção Disforia de gênero e saúde mental Estigma, discriminação e violência obstétrica. Barreiras estruturais e invisibilidade 15 Lowik et al. (2025) Contracepção e disforia em jovens trans Disforia de gênero e saúde mental Falck et al. (2024) Disforia durante gestação/pós Inman et al. (2023) Interações negativas com profissionais (EUA) Van Amersfoort et al. (2024) Saúde mental e gravidez (Holanda) Estigma, discriminação e violência Cardoso et al. (2024) Estigma no pré Pereira et al. (2024) Violência obstétrica Pereira et al. (2022) Revisão sobre violações de direitos Barreiras estruturais e invisibilidade Moayedi et al. (2024) Serviços reprodutivos no Havaí Inman et al. (2023) Exclusão sistêmica em saúde Contracepção e disforia em jovens trans Disforia durante gestação/pós -parto (Suécia) Interações negativas com profissionais (EUA) Saúde mental e gravidez (Holanda) Estigma no pré -natal Violência obstétrica Revisão sobre violações de Serviços reprodutivos no Exclusão sistêmica em