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CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS NA GESTAÇÃO - DERMATITE ATÓPICA

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Luana Vitória de Melo Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão - UNIVISA, Vitória de Santo Antão, PE Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradente- UNIT, Aracaju- SE Lívia Marina de Oliveira Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, São Paulo- SP Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro- UNIBRA, Recife- PE Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes- UNIT, Aracaju- SE Isabele Caroline Oliveira Almeida Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, SP Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, São Paulo- SP Vitória Dorneles Dias Silva Graduada em Medicina pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO Mariana Menezes de Mauro Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco, Bragança Paulista - SP Yasmim Catherine Balthazar da Cunha Graduanda em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos

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2. CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS DERMATOLOGICAL CONDITIONS IN PREGNANCY EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão RESUMO A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória cutânea crônica que se destaca como a dermatose mais prevalente em gestantes, representando entre 36% e 59% dos casos nesse período. Na gravidez, os hormônios alteram o funcionamento do sistema de defesa d gestante, para que venha prevenir a rejeição do feto, porém essas mudanças levam ao aumento de anticorpos típicos de alergias, como a IgE, e de substâncias inflamatórias, como IL e IL13. Por isso, a dermatite atópica pode se agravar na gestação, inflamada e sensível. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar a literatura mais recente acerca da fisiopatologia, repercussões clínicas, complicações e estratégias da DA na gravidez. Foram incluídos 15 artigos seleci Saúde (BVS), com descritores "atopic dermatitis", "pregnancy" e "skin disease". Os resultados evidenciam que a DA não controlada pode estar associada a maior risco de parto prematuro, restrição de crescimen relação direta com malformações congênitas. O manejo terapêutico deve priorizar a segurança fetal, sendo recomendados emolientes e corticosteroides de baixa e moderada potência como primeira linha d e tratamento; fototerapia com UVB é considerada alternativa segura em casos refratários; e imunossupressores sistêmicos, como ciclosporina A, devem ser reservados a 19 CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS NA GESTAÇÃO DERMATITE ATÓPICA DERMATOLOGICAL CONDITIONS IN PREGNANCY - ATOPIC DERMATITIS EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL Luana Vitória de Melo Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão - UNIVISA, Vitória de Santo Antão, PE Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradente Lívia Marina de Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universid ade Tiradentes Isabele Caroline Oliveira Almeida Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, SP Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo Vitória D Graduada em Medicina pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos Mariana Menezes de Mauro Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco, Bragança Paulista Yasmim Catherine Balthazar da Cunha Graduanda em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória cutânea crônica que se destaca como a dermatose mais prevalente em gestantes, representando entre 36% e 59% dos casos nesse período. Na gravidez, os hormônios alteram o funcionamento do sistema de defesa d gestante, para que venha prevenir a rejeição do feto, porém essas mudanças levam ao aumento de anticorpos típicos de alergias, como a IgE, e de substâncias inflamatórias, como IL 13. Por isso, a dermatite atópica pode se agravar na gestação, já que a pele torna inflamada e sensível. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar a literatura mais recente acerca da fisiopatologia, repercussões clínicas, complicações e estratégias da DA na gravidez. Foram incluídos 15 artigos seleci onados a partir de busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com descritores "atopic dermatitis", "pregnancy" e "skin disease". Os resultados evidenciam que a DA não controlada pode estar associada a maior risco de parto prematuro, restrição de crescimen to intrauterino e infecções secundárias, embora não haja relação direta com malformações congênitas. O manejo terapêutico deve priorizar a segurança fetal, sendo recomendados emolientes e corticosteroides de baixa e moderada potência como e tratamento; fototerapia com UVB é considerada alternativa segura em casos refratários; e imunossupressores sistêmicos, como ciclosporina A, devem ser reservados a NA GESTAÇÃO - ATOPIC DERMATITIS EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL Luana Vitória de Melo UNIVISA, Vitória de Santo Antão, PE Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradente - UNIT, AracajuSE Lívia Marina de Oliveira Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, São PauloSP Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro - UNIBRA, RecifePE Erika Alves dos Santos ade Tiradentes - UNIT, AracajuSE Isabele Caroline Oliveira Almeida Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, SP Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, São PauloSP Vitória D orneles Dias Silva Graduada em Medicina pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos - UNIFESO Mariana Menezes de Mauro Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco, Bragança Paulista - SP Yasmim Catherine Balthazar da Cunha pela Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória cutânea crônica que se destaca como a dermatose mais prevalente em gestantes, representando entre 36% e 59% dos casos nesse período. Na gravidez, os hormônios alteram o funcionamento do sistema de defesa d a gestante, para que venha prevenir a rejeição do feto, porém essas mudanças levam ao aumento de anticorpos típicos de alergias, como a IgE, e de substâncias inflamatórias, como IL -4, IL-5 já que a pele torna -se mais inflamada e sensível. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar a literatura mais recente acerca da fisiopatologia, repercussões clínicas, complicações e estratégias da DA na onados a partir de busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com descritores "atopic dermatitis", "pregnancy" e "skin disease". Os resultados evidenciam que a DA não controlada pode estar associada a maior risco de parto to intrauterino e infecções secundárias, embora não haja relação direta com malformações congênitas. O manejo terapêutico deve priorizar a segurança fetal, sendo recomendados emolientes e corticosteroides de baixa e moderada potência como e tratamento; fototerapia com UVB é considerada alternativa segura em casos refratários; e imunossupressores sistêmicos, como ciclosporina A, devem ser reservados a casos graves. Concluise que a dermatite atópica na gestação requer um acompanhamento multiprofissional, com prioridade na segurança materno criterioso e abordagem individualizada, a fim de garantir controle da doença, reduzir complicações maternofetais e melhorar a qualidade de vida da gestante. Palavras-Chaves: dermatite atópica; dermatoses; gestação; dermatopatias. ABSTRACT Atopic Dermatitis (AD) is a chronic inflammatory skin disease that stands out as the most prevalent dermatosis in pregnant women, accounting for between 36% and 59% of cases during this period. In pregnancy, hormones alter the pregnant woman's immune system to prevent fetal rejection. However, these changes lead to an increase in typical allergy antibodies, such as IgE, and inflammatory substances like IL reas on, atopic dermatitis can worsen during pregnancy, as the skin becomes more inflamed and sensitive. This narrative review aimed to analyze the most recent literature regarding the pathophysiology, clinical repercussions, complications, and management strat in pregnancy. We included 15 articles selected from a search in the Virtual Health Library (VHL) using the descriptors "atopic dermatitis," "pregnancy," and "skin disease." show that uncontrolled AD may be associated with a higher intrauterine growth restriction, and secondary infections, although there is no direct link to congenital malformations. Therapeutic management should prioritize fetal safety. Emollients and low-to-moderatepotency corticosteroids ar UVB phototherapy is considered a safe alternative for refractory cases; and systemic immunosuppressants, such as cyclosporine A, should be reserved for severe cases. conclusion, atopic dermatitis during preg a focus on maternalfetal safety, a careful differential diagnosis, and an individualized approach to ensure disease control, reduce maternal pregnant woman's quality o Keywords: atopic dermatitis; dermatoses; pregnancy; skin diseases. INTRODUÇÃO A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, eritema e descamação, que afeta uma proporção significativa da pop ulação mundial. Estima apresentem a doença, sendo esta a dermatose mais comum na gestação, responsável por 36% a 59% dos casos registrados (Babalola & Strober, 2013; Pope d urante a gravidez pode representar tanto uma reativação de um quadro pré um início de novas lesões, configurando o que se denomina erupção atópica da gravidez. 20 se que a dermatite atópica na gestação requer um acompanhamento com prioridade na segurança materno - fetal, diagnóstico diferencial criterioso e abordagem individualizada, a fim de garantir controle da doença, reduzir fetais e melhorar a qualidade de vida da gestante. dermatite atópica; dermatoses; gestação; dermatopatias. Atopic Dermatitis (AD) is a chronic inflammatory skin disease that stands out as the most prevalent dermatosis in pregnant women, accounting for between 36% and 59% of cases period. In pregnancy, hormones alter the pregnant woman's immune system to prevent fetal rejection. However, these changes lead to an increase in typical allergy antibodies, such as IgE, and inflammatory substances like IL -4, IL5, and IL on, atopic dermatitis can worsen during pregnancy, as the skin becomes more inflamed This narrative review aimed to analyze the most recent literature regarding the pathophysiology, clinical repercussions, complications, and management strat in pregnancy. We included 15 articles selected from a search in the Virtual Health Library (VHL) using the descriptors "atopic dermatitis," "pregnancy," and "skin disease." show that uncontrolled AD may be associated with a higher risk of preterm birth, intrauterine growth restriction, and secondary infections, although there is no direct link to congenital malformations. Therapeutic management should prioritize fetal safety. Emollients potency corticosteroids ar e recommended as the first line of treatment; UVB phototherapy is considered a safe alternative for refractory cases; and systemic immunosuppressants, such as cyclosporine A, should be reserved for severe cases. conclusion, atopic dermatitis during preg nancy requires a multiprofessional follow fetal safety, a careful differential diagnosis, and an individualized approach to ensure disease control, reduce maternal - fetal complications, and improve the pregnant woman's quality o f life. atopic dermatitis; dermatoses; pregnancy; skin diseases. A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, eritema e descamação, que afeta uma proporção significativa da ulação mundial. Estima - se que, em países industrializados, até 10% dos adultos apresentem a doença, sendo esta a dermatose mais comum na gestação, responsável por 36% a 59% dos casos registrados (Babalola & Strober, 2013; Pope et al., urante a gravidez pode representar tanto uma reativação de um quadro pré um início de novas lesões, configurando o que se denomina erupção atópica da gravidez. se que a dermatite atópica na gestação requer um acompanhamento fetal, diagnóstico diferencial criterioso e abordagem individualizada, a fim de garantir controle da doença, reduzir fetais e melhorar a qualidade de vida da gestante. dermatite atópica; dermatoses; gestação; dermatopatias. Atopic Dermatitis (AD) is a chronic inflammatory skin disease that stands out as the most prevalent dermatosis in pregnant women, accounting for between 36% and 59% of cases period. In pregnancy, hormones alter the pregnant woman's immune system to prevent fetal rejection. However, these changes lead to an increase in typical allergy 5, and IL -13. For this on, atopic dermatitis can worsen during pregnancy, as the skin becomes more inflamed This narrative review aimed to analyze the most recent literature regarding the pathophysiology, clinical repercussions, complications, and management strat egies for AD in pregnancy. We included 15 articles selected from a search in the Virtual Health Library (VHL) using the descriptors "atopic dermatitis," "pregnancy," and "skin disease." The results risk of preterm birth, intrauterine growth restriction, and secondary infections, although there is no direct link to congenital malformations. Therapeutic management should prioritize fetal safety. Emollients e recommended as the first line of treatment; UVB phototherapy is considered a safe alternative for refractory cases; and systemic immunosuppressants, such as cyclosporine A, should be reserved for severe cases. In nancy requires a multiprofessional follow -up, with fetal safety, a careful differential diagnosis, and an individualized fetal complications, and improve the A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por prurido intenso, eritema e descamação, que afeta uma proporção significativa da se que, em países industrializados, até 10% dos adultos apresentem a doença, sendo esta a dermatose mais comum na gestação, responsável por 36% 2023). A ocorrência urante a gravidez pode representar tanto uma reativação de um quadro pré -existente quanto um início de novas lesões, configurando o que se denomina erupção atópica da gravidez. Durante o ciclo gravídico, ocorrem profundas alterações hormonais e imunológic que influenciam diretamente a atividade da DA. O aumento dos níveis de estrogênio e progesterona induz um predomínio da resposta imune do tipo Th2, com supressão das vias Th1 e Th17 (Balakirski & Novak, 2022; Pope tolerância maternofetal, favorece a produção de IgE e de citocinas pró IL-5 e IL13, o que pode exacerbar a inflamação cutânea em pacientes predispostas. O impacto da gravidez sobre a evolução da DA é variável. Estudos indic cerca de 50% a 60% das gestantes com DA relatam piora do quadro, enquanto 25% apresentam melhora e 10% sofrem exacerbação no período pós 2013; Koutroulis et al., 2011). Essa heterogeneidade pode estar relacionada a diferen individuais na resposta imune, no perfil hormonal e na história natural da doença. Embora a DA não esteja associada diretamente a maior risco de malformações fetais, alguns estudos observacionais apontam maior incidência de ruptura prematura de membra nas e sepse neonatal estafilocócica em mães com a doença (Pope disso, a presença de eczema herpético ou infecções bacterianas secundárias não tratadas durante a gestação pode representar risco significativo para a saúde materna e fetal. O manejo clínico da DA na gestação exige cautela. A segurança fetal é prioridade, e muitos fármacos de uso rotineiro fora da gravidez têm indicação restrita nesse período. Estratégias terapêuticas geralmente priorizam emolientes, corticosteroides tópicos moderada potência e fototerapia, reservando imunossupressores sistêmicos, como ciclosporina, apenas para casos graves e refratários (Pope 2013). Agentes como metotrexato e micofenolato mofetil são contraindicad uso de biológicos, como dupilumabe, ainda carece de evidências robustas, havendo apenas relatos de caso favoráveis (Akhtar Do ponto de vista fisiopatológico, a DA na gravidez se insere em um cenário de desbalanço da barreira c utânea e disbiose microbiológica, frequentemente associada à colonização por Staphylococcus aureus. A deficiência de lipídios na epiderme e a maior perda transepidérmica de água favorecem inflamação crônica e recidivante (Balakirski & 21 Durante o ciclo gravídico, ocorrem profundas alterações hormonais e imunológic que influenciam diretamente a atividade da DA. O aumento dos níveis de estrogênio e progesterona induz um predomínio da resposta imune do tipo Th2, com supressão das vias Th1 e Th17 (Balakirski & Novak, 2022; Pope et al. , 2023). Essa modulação, essencia fetal, favorece a produção de IgE e de citocinas pró - 13, o que pode exacerbar a inflamação cutânea em pacientes predispostas. O impacto da gravidez sobre a evolução da DA é variável. Estudos indic cerca de 50% a 60% das gestantes com DA relatam piora do quadro, enquanto 25% apresentam melhora e 10% sofrem exacerbação no período pós - parto (Babalola & Strober, 2011). Essa heterogeneidade pode estar relacionada a diferen individuais na resposta imune, no perfil hormonal e na história natural da doença. Embora a DA não esteja associada diretamente a maior risco de malformações fetais, alguns estudos observacionais apontam maior incidência de ruptura prematura de nas e sepse neonatal estafilocócica em mães com a doença (Pope disso, a presença de eczema herpético ou infecções bacterianas secundárias não tratadas durante a gestação pode representar risco significativo para a saúde materna e fetal. O manejo clínico da DA na gestação exige cautela. A segurança fetal é prioridade, e muitos fármacos de uso rotineiro fora da gravidez têm indicação restrita nesse período. Estratégias terapêuticas geralmente priorizam emolientes, corticosteroides tópicos moderada potência e fototerapia, reservando imunossupressores sistêmicos, como ciclosporina, apenas para casos graves e refratários (Pope et al. , 2023; Babalola & Strober, 2013). Agentes como metotrexato e micofenolato mofetil são contraindicad uso de biológicos, como dupilumabe, ainda carece de evidências robustas, havendo apenas relatos de caso favoráveis (Akhtar et al., 2022). Do ponto de vista fisiopatológico, a DA na gravidez se insere em um cenário de utânea e disbiose microbiológica, frequentemente associada à colonização por Staphylococcus aureus. A deficiência de lipídios na epiderme e a maior perda transepidérmica de água favorecem inflamação crônica e recidivante (Balakirski & Durante o ciclo gravídico, ocorrem profundas alterações hormonais e imunológic as que influenciam diretamente a atividade da DA. O aumento dos níveis de estrogênio e progesterona induz um predomínio da resposta imune do tipo Th2, com supressão das vias , 2023). Essa modulação, essencia l para a - alérgicas como IL-4, 13, o que pode exacerbar a inflamação cutânea em pacientes predispostas. O impacto da gravidez sobre a evolução da DA é variável. Estudos indic am que cerca de 50% a 60% das gestantes com DA relatam piora do quadro, enquanto 25% parto (Babalola & Strober, 2011). Essa heterogeneidade pode estar relacionada a diferen ças individuais na resposta imune, no perfil hormonal e na história natural da doença. Embora a DA não esteja associada diretamente a maior risco de malformações fetais, alguns estudos observacionais apontam maior incidência de ruptura prematura de nas e sepse neonatal estafilocócica em mães com a doença (Pope et al., 2023). Além disso, a presença de eczema herpético ou infecções bacterianas secundárias não tratadas durante a gestação pode representar risco significativo para a saúde materna e fetal. O manejo clínico da DA na gestação exige cautela. A segurança fetal é prioridade, e muitos fármacos de uso rotineiro fora da gravidez têm indicação restrita nesse período. Estratégias terapêuticas geralmente priorizam emolientes, corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência e fototerapia, reservando imunossupressores sistêmicos, como , 2023; Babalola & Strober, 2013). Agentes como metotrexato e micofenolato mofetil são contraindicad os, enquanto o uso de biológicos, como dupilumabe, ainda carece de evidências robustas, havendo apenas Do ponto de vista fisiopatológico, a DA na gravidez se insere em um cenário de utânea e disbiose microbiológica, frequentemente associada à colonização por Staphylococcus aureus. A deficiência de lipídios na epiderme e a maior perda transepidérmica de água favorecem inflamação crônica e recidivante (Balakirski & Novak, 2022). Essas a lterações estruturais e imunológicas são potencializadas pelo ambiente hormonal gravídico. Outro ponto relevante é o impacto psicossocial da DA em gestantes. O prurido intenso e as lesões visíveis afetam a autoestima, a qualidade do sono e aumentam o risco ansiedade e depressão, o que pode agravar a percepção dos sintomas e comprometer a adesão ao tratamento (Veloso multidisciplinar, envolvendo dermatologia, obstetrícia e, quando necessário, psicologia, é fundamental. A diferenciação diagnóstica da DA durante a gestação é um desafio. Lesões eczematosas podem mimetizar outras dermatoses específicas da gravidez, como o prurigo da gestação, a erupção polimórfica e o penfigoide gestacional (Koutroulis reconhecimento adequado do padrão clínico, história pregressa e presença de estigmas atópicos é essencial para evitar terapêuticas inadequadas. Do ponto de vista preventivo, a orientação pré pode minimizar riscos . O controle da doença antes da concepção, com redução da atividade inflamatória e otimização da barreira cutânea, contribui para um curso gestacional mais estável e reduz a necessidade de tratamentos sistêmicos durante a gravidez (Babalola & Strober, 2013 ; Balakirski & Novak, 2022). Por fim, compreender a interação entre as alterações imunológicas da gestação e a fisiopatologia da DA é crucial para desenvolver protocolos terapêuticos seguros e eficazes. O crescente interesse científico pelo tema, aliado a fármacos, tende a ampliar o conhecimento e aprimorar o cuidado de gestantes com dermatite atópica nos próximos anos. METODOLOGIA Tratase de uma revisão narrativa da literatura, na qual foram analisados estudos public ados nos últimos dez anos, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com os descritores "atopic dermatitis", "pregnancy" e "skin disease", utilizando os operadores booleanos AND e OR para combinar os termos de forma adequada. O tema central da revi é a gravidez e suas complicações associadas. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol. Inicialmente, foram encontrados 4.320 estudos; após a aplicação dos filtros de 22 lterações estruturais e imunológicas são potencializadas pelo ambiente Outro ponto relevante é o impacto psicossocial da DA em gestantes. O prurido intenso e as lesões visíveis afetam a autoestima, a qualidade do sono e aumentam o risco ansiedade e depressão, o que pode agravar a percepção dos sintomas e comprometer a adesão ao tratamento (Veloso et al. , 2024). Nesse contexto, uma abordagem multidisciplinar, envolvendo dermatologia, obstetrícia e, quando necessário, psicologia, é A diferenciação diagnóstica da DA durante a gestação é um desafio. Lesões eczematosas podem mimetizar outras dermatoses específicas da gravidez, como o prurigo da gestação, a erupção polimórfica e o penfigoide gestacional (Koutroulis reconhecimento adequado do padrão clínico, história pregressa e presença de estigmas atópicos é essencial para evitar terapêuticas inadequadas. Do ponto de vista preventivo, a orientação pré - concepcional para mulheres com DA . O controle da doença antes da concepção, com redução da atividade inflamatória e otimização da barreira cutânea, contribui para um curso gestacional mais estável e reduz a necessidade de tratamentos sistêmicos durante a gravidez (Babalola & ; Balakirski & Novak, 2022). Por fim, compreender a interação entre as alterações imunológicas da gestação e a fisiopatologia da DA é crucial para desenvolver protocolos terapêuticos seguros e eficazes. O crescente interesse científico pelo tema, aliado a registros de gravidez em uso de novos fármacos, tende a ampliar o conhecimento e aprimorar o cuidado de gestantes com dermatite atópica nos próximos anos. se de uma revisão narrativa da literatura, na qual foram analisados estudos ados nos últimos dez anos, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com os descritores "atopic dermatitis", "pregnancy" e "skin disease", utilizando os operadores para combinar os termos de forma adequada. O tema central da revi é a gravidez e suas complicações associadas. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol. Inicialmente, foram encontrados 4.320 estudos; após a aplicação dos filtros de lterações estruturais e imunológicas são potencializadas pelo ambiente Outro ponto relevante é o impacto psicossocial da DA em gestantes. O prurido intenso e as lesões visíveis afetam a autoestima, a qualidade do sono e aumentam o risco de ansiedade e depressão, o que pode agravar a percepção dos sintomas e comprometer a , 2024). Nesse contexto, uma abordagem multidisciplinar, envolvendo dermatologia, obstetrícia e, quando necessário, psicologia, é A diferenciação diagnóstica da DA durante a gestação é um desafio. Lesões eczematosas podem mimetizar outras dermatoses específicas da gravidez, como o prurigo da gestação, a erupção polimórfica e o penfigoide gestacional (Koutroulis et al., 2011). O reconhecimento adequado do padrão clínico, história pregressa e presença de estigmas concepcional para mulheres com DA . O controle da doença antes da concepção, com redução da atividade inflamatória e otimização da barreira cutânea, contribui para um curso gestacional mais estável e reduz a necessidade de tratamentos sistêmicos durante a gravidez (Babalola & Por fim, compreender a interação entre as alterações imunológicas da gestação e a fisiopatologia da DA é crucial para desenvolver protocolos terapêuticos seguros e eficazes. registros de gravidez em uso de novos fármacos, tende a ampliar o conhecimento e aprimorar o cuidado de gestantes com dermatite se de uma revisão narrativa da literatura, na qual foram analisados estudos ados nos últimos dez anos, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com os descritores "atopic dermatitis", "pregnancy" e "skin disease", utilizando os operadores para combinar os termos de forma adequada. O tema central da revi são é a gravidez e suas complicações associadas. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol. Inicialmente, foram encontrados 4.320 estudos; após a aplicação dos filtros de elegibilidade, 272 estudos permaneceram. integrativas, cartas ao editor, editoriais, dissertações e teses. A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas: inicialmente, realizou - que atendiam aos critérios de elegibilidade. Os estudos selecionados foram analisados de forma crítica e interpretativa, resultando na inclusão de 11 artigos. RESULTADOS E DISCUSSÃO A dermatite atópica (DA) é a dermatose mais comum em gestantes, representando de 36% a 59% de todos os casos de dermatoses gestacionais (Babalola & Strober, 2013; Koutroulis et al. , 2011). As manifestações clínicas são semelhantes às de pacientes não grávidas, mas um estudo específico sobre o eczema mamilar em gestantes não encontrou correlação direta c om a DA, apesar de as contagens de eosinófilos serem maiores no grupo com DA (Puria et al., 2019). O impacto da gravidez na atividade da DA é variável, sendo que a maioria das pacientes (50% a 60%) relata piora dos sintomas, enquanto uma parcela menor (25 apresenta melhora (Carvalho mudanças hormonais e imunológicas da gestação, como a predominância da resposta imune Th2, que pode agravar a inflamação cutânea (Balakirski & Novak, 2022; Fer 2013). A DA não controlada pode aumentar os riscos maternos e fetais. Os estudos indicam que a doença está associada a complicações como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e infecções bacterianas secundárias, como as caus (Vilefort et al., 2022; Veloso O manejo clínico da DA na gravidez deve priorizar a segurança fetal. O tratamento de primeira linha inclui emolientes e hidratantes, considerados seguros e fundamentais para restaurar a barreira cutânea. Corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência são a segunda linha, com a ressalva de que o uso de potências altas em grandes áreas pode estar associado a baixo peso ao nascer. O propionato de fluticasona não é recomend 23 elegibilidade, 272 estudos permaneceram. Foram excluídas revisões siste integrativas, cartas ao editor, editoriais, dissertações e teses. A seleção dos estudos ocorreu em duas - se a leitura dos títulos e resumos, seguida da leitura completa dos artigos de elegibilidade. Os estudos selecionados foram analisados de forma crítica e interpretativa, resultando na inclusão de 11 artigos. RESULTADOS E DISCUSSÃO A dermatite atópica (DA) é a dermatose mais comum em gestantes, representando de os casos de dermatoses gestacionais (Babalola & Strober, 2013; , 2011). As manifestações clínicas são semelhantes às de pacientes não grávidas, mas um estudo específico sobre o eczema mamilar em gestantes não encontrou om a DA, apesar de as contagens de eosinófilos serem maiores no grupo 2019). O impacto da gravidez na atividade da DA é variável, sendo que a maioria das pacientes (50% a 60%) relata piora dos sintomas, enquanto uma parcela menor (25 apresenta melhora (Carvalho et al., 2022). Essas alterações são atribuídas às profundas mudanças hormonais e imunológicas da gestação, como a predominância da resposta imune Th2, que pode agravar a inflamação cutânea (Balakirski & Novak, 2022; Fer A DA não controlada pode aumentar os riscos maternos e fetais. Os estudos indicam que a doença está associada a complicações como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e infecções bacterianas secundárias, como as caus adas por Staphylococcus aureus 2022; Veloso et al., 2023). O manejo clínico da DA na gravidez deve priorizar a segurança fetal. O tratamento de primeira linha inclui emolientes e hidratantes, considerados seguros e fundamentais para restaurar a barreira cutânea. Corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência são a segunda linha, com a ressalva de que o uso de potências altas em grandes áreas pode estar associado a baixo peso ao nascer. O propionato de fluticasona não é recomend Foram excluídas revisões siste máticas, revisões integrativas, cartas ao editor, editoriais, dissertações e teses. A seleção dos estudos ocorreu em duas se a leitura dos títulos e resumos, seguida da leitura completa dos artigos de elegibilidade. Os estudos selecionados foram analisados de forma crítica A dermatite atópica (DA) é a dermatose mais comum em gestantes, representando de os casos de dermatoses gestacionais (Babalola & Strober, 2013; , 2011). As manifestações clínicas são semelhantes às de pacientes não grávidas, mas um estudo específico sobre o eczema mamilar em gestantes não encontrou om a DA, apesar de as contagens de eosinófilos serem maiores no grupo O impacto da gravidez na atividade da DA é variável, sendo que a maioria das pacientes (50% a 60%) relata piora dos sintomas, enquanto uma parcela menor (25 % a 35%) 2022). Essas alterações são atribuídas às profundas mudanças hormonais e imunológicas da gestação, como a predominância da resposta imune Th2, que pode agravar a inflamação cutânea (Balakirski & Novak, 2022; Fer nandes et al., A DA não controlada pode aumentar os riscos maternos e fetais. Os estudos indicam que a doença está associada a complicações como parto prematuro, restrição de crescimento Staphylococcus aureus O manejo clínico da DA na gravidez deve priorizar a segurança fetal. O tratamento de primeira linha inclui emolientes e hidratantes, considerados seguros e fundamentais para restaurar a barreira cutânea. Corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência são a segunda linha, com a ressalva de que o uso de potências altas em grandes áreas pode estar associado a baixo peso ao nascer. O propionato de fluticasona não é recomend ado por não ser metabolizado pela placenta. A fototerapia com UVB é uma opção segura para casos refratários, desde que acompanhada de suplementação de ácido fólico (Pope Para o tratamento sistêmico, anti cetirizina e loratadina, são considerados seguros (Pope sistêmicos, como a ciclosporina A, são reservados para casos graves e refratários, sendo opção mais segura, embora exija monitoramento rigoroso (Balakirski & Novak, 2022). Por outro lado, o metotrexato e o micofenolato mofetil são contraindicados devido ao risco de malformações. A experiência com agentes biológicos como o dupilumab é limitad de caso, mas tem se mostrado segura para a mãe e o feto até o momento (Akhtar Assim sendo, a dermatite atópica (DA) destaca observada durante a gestação, sendo responsável por uma parcela expre nesse período. Essa predominância reforça sua importância clínica, sobretudo porque as modificações hormonais e imunológicas características da gravidez exercem influência direta sobre o curso da doença, podendo desencadear tanto o agr sintomas. Na gestação, a predominância da resposta imune Th2 favorece a progressão da DA, tornando seu controle fundamental para prevenir complicações infecciosas e psicossociais. A variabilidade da atividade clínica da DA du de parte das pacientes apresentaram melhora e outra parcela significativa relatar piora dos sintomas, reflete a complexidade da interação entre fatores hormonais, imunológicos e ambientais. Dessa forma, o quadro clín escolha terapêutica, o que reforça a necessidade de acompanhamento individualizado. As complicações maternas e fetais associadas à DA não controlada, como parto prematuro, restrição de crescimento intraute bacterianas, sendo necessário o diagnóstico precoce e um tratamento adequado. O tratamento baseia fototerapia com UVB; em casos refratários, ciclosporina ser utilizados, embora associados a algum risco materno reforçar a relação médico - 24 metabolizado pela placenta. A fototerapia com UVB é uma opção segura para casos refratários, desde que acompanhada de suplementação de ácido fólico (Pope Para o tratamento sistêmico, anti - histamínicos orais de segunda geração, como cetirizina e loratadina, são considerados seguros (Pope et al., 2023). Imunossupressores sistêmicos, como a ciclosporina A, são reservados para casos graves e refratários, sendo opção mais segura, embora exija monitoramento rigoroso (Balakirski & Novak, 2022). Por outro lado, o metotrexato e o micofenolato mofetil são contraindicados devido ao risco de malformações. A experiência com agentes biológicos como o dupilumab é limitad de caso, mas tem se mostrado segura para a mãe e o feto até o momento (Akhtar Assim sendo, a dermatite atópica (DA) destaca - se como a principal afecção cutânea observada durante a gestação, sendo responsável por uma parcela expre nesse período. Essa predominância reforça sua importância clínica, sobretudo porque as modificações hormonais e imunológicas características da gravidez exercem influência direta sobre o curso da doença, podendo desencadear tanto o agr avamento quanto a remissão dos sintomas. Na gestação, a predominância da resposta imune Th2 favorece a progressão da DA, tornando seu controle fundamental para prevenir complicações infecciosas e psicossociais. A variabilidade da atividade clínica da DA du rante a gestação, evidenciada pelo fato de parte das pacientes apresentaram melhora e outra parcela significativa relatar piora dos sintomas, reflete a complexidade da interação entre fatores hormonais, imunológicos e ambientais. Dessa forma, o quadro clín ico da paciente e seus desejos devem direcionar a escolha terapêutica, o que reforça a necessidade de acompanhamento individualizado. As complicações maternas e fetais associadas à DA não controlada, como parto prematuro, restrição de crescimento intraute rino e maior suscetibilidade a infecções bacterianas, sendo necessário o diagnóstico precoce e um tratamento adequado. O tratamento baseia - se em corticosteroides tópicos, inibidores de calcineurina e fototerapia com UVB; em casos refratários, ciclosporina e glicocorticoides sistêmicos podem ser utilizados, embora associados a algum risco materno - fetal, sendo estritamente necessário - paciente, esclarecendo os riscos e benefícios de cada medicação, metabolizado pela placenta. A fototerapia com UVB é uma opção segura para casos refratários, desde que acompanhada de suplementação de ácido fólico (Pope et al., 2023). histamínicos orais de segunda geração, como 2023). Imunossupressores sistêmicos, como a ciclosporina A, são reservados para casos graves e refratários, sendo a opção mais segura, embora exija monitoramento rigoroso (Balakirski & Novak, 2022). Por outro lado, o metotrexato e o micofenolato mofetil são contraindicados devido ao risco de malformações. A experiência com agentes biológicos como o dupilumab é limitad a a relatos de caso, mas tem se mostrado segura para a mãe e o feto até o momento (Akhtar et al., 2022). se como a principal afecção cutânea observada durante a gestação, sendo responsável por uma parcela expre ssiva das dermatoses nesse período. Essa predominância reforça sua importância clínica, sobretudo porque as modificações hormonais e imunológicas características da gravidez exercem influência direta avamento quanto a remissão dos sintomas. Na gestação, a predominância da resposta imune Th2 favorece a progressão da DA, tornando seu controle fundamental para prevenir complicações infecciosas e psicossociais. rante a gestação, evidenciada pelo fato de parte das pacientes apresentaram melhora e outra parcela significativa relatar piora dos sintomas, reflete a complexidade da interação entre fatores hormonais, imunológicos e ico da paciente e seus desejos devem direcionar a escolha terapêutica, o que reforça a necessidade de acompanhamento individualizado. As complicações maternas e fetais associadas à DA não controlada, como parto rino e maior suscetibilidade a infecções bacterianas, sendo necessário o diagnóstico precoce e um tratamento adequado. se em corticosteroides tópicos, inibidores de calcineurina e e glicocorticoides sistêmicos podem fetal, sendo estritamente necessário paciente, esclarecendo os riscos e benefícios de cada medicação, bem como compartilhar a decisão com preferencialmente usase hidratantes e emolientes, além de corticosteróides de baixa potência. Inibidores da calcineurina, como o Tacrolimus, é seguramente recomendado em áreas limitadas da pele, como a f reforçam a prudência necessária na escolha medicamentosa, já que muitos fármacos são contra indicados devido ao risco teratogênico. A ciclosporina, apesar de restrita a casos graves, surge como alternat monitoramento rigoroso, em virtude da possibilidade de risco cárdio mesma forma, o uso de agentes biológicos, embora ainda limitado a relatos de caso, abre perspectivas promissor as e demanda novos estudos que confirmem sua segurança no contexto gestacional. Em relação ao futuro do tratamento, o dupilumabe, anticorpo monoclonal IgG4 totalmente humano contra o receptor alfa de IL FDA para o tratamento de DA moderada a grave, sem evidências que associem o seu uso à malformações congênitas, aborto espontâneo ou desfechos adversos materno diante da limitação de dados e da pouca experiência clínica, recomenda dur ante o tratamento, sendo o uso na gestação reservado apenas a situações em que os benefícios maternos superem os riscos potenciais ao feto. O norteio do manejo da DA durante a gestação é desafiador principalmente pela escassez de estudos clínicos bem cont reduzidas e com limitados ensaios clínicos randomizados envolvendo gestantes, devido a barreiras éticas inerentes a essa população, porém é fundamental o controle da doença para reduzir riscos maternos e fetais. atividade da doença e evitar exposição a irritantes e alérgenos. Dessa forma, evidencia necessidade de mais pesquisas voltadas para a segurança e eficácia das diferentes abordagens terapêutica s nesse grupo específico, com o objetivo de consolidar protocolos terapêuticos robustos e proporcionar um novo horizonte para o tratamento da DA para as gestantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS 25 bem como compartilhar a decisão com a paciente. Em relação ao tratamento tópico, se hidratantes e emolientes, além de corticosteróides de baixa potência. Inibidores da calcineurina, como o Tacrolimus, é seguramente recomendado em áreas limitadas da pele, como a f ace. No âmbito do tratamento sistêmico, os resultados reforçam a prudência necessária na escolha medicamentosa, já que muitos fármacos são contra indicados devido ao risco teratogênico. A ciclosporina, apesar de restrita a casos graves, surge como alternat iva segura quando os benefícios superam os riscos, exigindo monitoramento rigoroso, em virtude da possibilidade de risco cárdio mesma forma, o uso de agentes biológicos, embora ainda limitado a relatos de caso, abre as e demanda novos estudos que confirmem sua segurança no contexto Em relação ao futuro do tratamento, o dupilumabe, anticorpo monoclonal IgG4 totalmente humano contra o receptor alfa de IL - 4, foi o primeiro biológico aprovado pela tratamento de DA moderada a grave, sem evidências que associem o seu uso à malformações congênitas, aborto espontâneo ou desfechos adversos materno diante da limitação de dados e da pouca experiência clínica, recomenda ante o tratamento, sendo o uso na gestação reservado apenas a situações em que os benefícios maternos superem os riscos potenciais ao feto. O norteio do manejo da DA durante a gestação é desafiador principalmente pela escassez de estudos clínicos bem cont rolados, frequentemente baseados em amostras reduzidas e com limitados ensaios clínicos randomizados envolvendo gestantes, devido a barreiras éticas inerentes a essa população, porém é fundamental o controle da doença para reduzir riscos maternos e fetais. Recomenda-se orientação préconcepção visando controlar a atividade da doença e evitar exposição a irritantes e alérgenos. Dessa forma, evidencia necessidade de mais pesquisas voltadas para a segurança e eficácia das diferentes abordagens s nesse grupo específico, com o objetivo de consolidar protocolos terapêuticos robustos e proporcionar um novo horizonte para o tratamento da DA para as gestantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS a paciente. Em relação ao tratamento tópico, se hidratantes e emolientes, além de corticosteróides de baixa -média potência. Inibidores da calcineurina, como o Tacrolimus, é seguramente recomendado em ace. No âmbito do tratamento sistêmico, os resultados reforçam a prudência necessária na escolha medicamentosa, já que muitos fármacos são contra indicados devido ao risco teratogênico. A ciclosporina, apesar de restrita a casos iva segura quando os benefícios superam os riscos, exigindo monitoramento rigoroso, em virtude da possibilidade de risco cárdio -renal materno. Da mesma forma, o uso de agentes biológicos, embora ainda limitado a relatos de caso, abre as e demanda novos estudos que confirmem sua segurança no contexto Em relação ao futuro do tratamento, o dupilumabe, anticorpo monoclonal IgG4 4, foi o primeiro biológico aprovado pela tratamento de DA moderada a grave, sem evidências que associem o seu uso à malformações congênitas, aborto espontâneo ou desfechos adversos materno -fetais. Contudo, diante da limitação de dados e da pouca experiência clínica, recomenda -se contracepção ante o tratamento, sendo o uso na gestação reservado apenas a situações em que os O norteio do manejo da DA durante a gestação é desafiador principalmente pela rolados, frequentemente baseados em amostras reduzidas e com limitados ensaios clínicos randomizados envolvendo gestantes, devido a barreiras éticas inerentes a essa população, porém é fundamental o controle da doença para concepção visando controlar a atividade da doença e evitar exposição a irritantes e alérgenos. Dessa forma, evidencia -se a necessidade de mais pesquisas voltadas para a segurança e eficácia das diferentes abordagens s nesse grupo específico, com o objetivo de consolidar protocolos terapêuticos robustos e proporcionar um novo horizonte para o tratamento da DA para as gestantes. Portanto, concluise que a assistência e o cuidado da equipe multid como uma peça central na abordagem terapêutica, mas além disso, a ênfase na prevenção, educação do paciente, pesquisa contínua e suporte emocional é essencial para melhorar os resultados a longo prazo. A gestão eficaz da dermatite atópica uma questão de tratamento dermatológico, mas requer uma abordagem integral tendo em consideração as necessidades físicas, emocionais e psicológicas da paciente. As alterações cutâneas e de anexos durante a gravidez, comume desde o início deste período e são, em grande parte, moduladas por fatores imunológicos, metabólicos e hormonais. É importante saber distinguir as alterações normais da pele durante a gestação de suas dermatoses para se evitar tratamento prejudiciais. Por fim, uma boa anamnese e exame físico são importantes para o diagnóstico e facilita na descoberta e no tratamento das dermatoses que ocorrem na gravidez. Ao promover uma parceria estreita entre profissio preventivas e de apoio, podem garantir uma gravidez mais saudável, com uma qualidade de vida melhor, para as mulheres afetadas por essa condição dermatológica crônica. REFERÊNCIAS AKHTAR, N. H., et al . The use of case report. Allergy, Asthma & Clinical Immunology, https://doi.org/10.1186/s13223 BABALOLA, O.; STROBER, B. E. Treatment of atop Dermatologic Therapy , v. 26, n. 4, p. 293 https://doi.org/10.1111/dth.12074. Acesso: 28/08/2025. BALAKIRSKI, G.; NOVAK, N. Atopic dermatitis and pregnancy. and Clinical Immunology https://doi.org/10.1016/j.jaci.2022.01.011. Acesso: 28/08/2025. CARVALHO, B. G. M., et al abrangente. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences 26 se que a assistência e o cuidado da equipe multid como uma peça central na abordagem terapêutica, mas além disso, a ênfase na prevenção, educação do paciente, pesquisa contínua e suporte emocional é essencial para melhorar os resultados a longo prazo. A gestão eficaz da dermatite atópica durante a gravidez não é apenas uma questão de tratamento dermatológico, mas requer uma abordagem integral tendo em consideração as necessidades físicas, emocionais e psicológicas da paciente. As alterações cutâneas e de anexos durante a gravidez, comume desde o início deste período e são, em grande parte, moduladas por fatores imunológicos, metabólicos e hormonais. É importante saber distinguir as alterações normais da pele durante a gestação de suas dermatoses para se evitar tratamento s desnecessários e que podem ser prejudiciais. Por fim, uma boa anamnese e exame físico são importantes para o diagnóstico e facilita na descoberta e no tratamento das dermatoses que ocorrem na gravidez. Ao promover uma parceria estreita entre profissio nais de saúde e ao investir em estratégias preventivas e de apoio, podem garantir uma gravidez mais saudável, com uma qualidade de vida melhor, para as mulheres afetadas por essa condição dermatológica crônica. . The use of dupilumab in severe atopic dermatitis during pregnancy: a Allergy, Asthma & Clinical Immunology, v. 18, n. 9, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13223 -022-00650-w. Acesso: 28/08/2025. BABALOLA, O.; STROBER, B. E. Treatment of atop ic dermatitis in pregnancy. , v. 26, n. 4, p. 293 -301, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1111/dth.12074. Acesso: 28/08/2025. BALAKIRSKI, G.; NOVAK, N. Atopic dermatitis and pregnancy. The Journal of Allergy and Clinical Immunology , v. 149, n. 4, p. 11851194, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jaci.2022.01.011. Acesso: 28/08/2025. et al . Impacto da gravidez na dermatite atópica: um estudo Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences , v. 4, n. 2, p. 200 se que a assistência e o cuidado da equipe multid isciplinar emerge como uma peça central na abordagem terapêutica, mas além disso, a ênfase na prevenção, educação do paciente, pesquisa contínua e suporte emocional é essencial para melhorar os durante a gravidez não é apenas uma questão de tratamento dermatológico, mas requer uma abordagem integral tendo em consideração as necessidades físicas, emocionais e psicológicas da paciente. As alterações cutâneas e de anexos durante a gravidez, comume nte, se apresentam desde o início deste período e são, em grande parte, moduladas por fatores imunológicos, metabólicos e hormonais. É importante saber distinguir as alterações normais da pele durante s desnecessários e que podem ser prejudiciais. Por fim, uma boa anamnese e exame físico são importantes para o diagnóstico e facilita na descoberta e no tratamento das dermatoses que ocorrem na gravidez. Ao nais de saúde e ao investir em estratégias preventivas e de apoio, podem garantir uma gravidez mais saudável, com uma qualidade de vida melhor, para as mulheres afetadas por essa condição dermatológica crônica. dupilumab in severe atopic dermatitis during pregnancy: a v. 18, n. 9, 2022. Disponível em: ic dermatitis in pregnancy. The Journal of Allergy 1194, 2022. Disponível em: da gravidez na dermatite atópica: um estudo , v. 4, n. 2, p. 200 -208, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.36557/2674 28/08/2025. FERNANDES, L. B.; Mendonça, C. R.; Amaral, W. N. Alterações dermatológicas na gravidez: revisão da literatura. 271, 2013. Di sponível em: https://share.google/r8Oy0Dfun1v8VB1Jp. Acesso: 29/08/2025. GONÇALVES, R.; ALMEIDA, C. Impacto das políticas públicas na promoção da saúde coletiva. 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