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CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS NA GESTAÇÃO – PSORÍASE

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, São Paulo- SP Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes- UNIT, Aracaju- SE Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes- UNIT, Aracaju- SE Lívia Marina de Oliveira Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, UNICIDSão Paulo- SP Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro- UNIBRA Recife- PE Yasmim Catherine Balthazar da Cunha Graduanda em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos Giovana Monteiro de Carvalho Serrano Graduada em Medicina pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo- SP Karina Maria de Morais Prandini Graduanda em Medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul- USCS Mariana Menezes de Mauro Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco, Bragança Paulista- SP Maria Eduarda Olivare Graduada em medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS

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4. CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS NA GESTAÇÃO DERMATOLOGICAL CONDITIONS IN PREGNANCY EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL RESUMOS A psoríase é uma doenç a inflamatória crônica de caráter autoimune que frequentemente acomete mulheres em idade fértil, podendo apresentar curso clínico variável durante a gestação, com melhora, estabilidade ou agravamento dos sintomas, especialmente no período pós-parto. Este c enário representa um desafio terapêutico, visto que diversas drogas utilizadas para o tratamento da psoríase, como metotrexato e retinóides, são contraindicados pela comprovada teratogenicidade, restringindo as opções seguras de baixo risco às terapias tóp icas e à fototerapia UVB. Com isso, o presente estudo teve como objetivo analisar as evidências disponíveis sobre a evolução clínica, complicações obstétricas e estratégias terapêuticas da psoríase na gestação, com ênfase no uso de imunobiológicos. Trata revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, conduzida em agosto de 2025, nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, utilizando os descritores “psoríase”, “gravidez”, “doenças dermatológicas” e “tratamento”, combinado AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol, no qual abordassem diretamente a psoríase na gestação, e excluídas revisões sem rigor metodológi resultados evidenciam que a gravidade da doença se associa a desfechos obstétricos adversos, como prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino, maior taxa de cesarianas, além de maior in gravidez. O manejo mais seguro foi identificado com corticosteroides tópicos de baixa e moderada potência, emolientes e fototerapia UVB. Conclui 37 CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS NA GESTAÇÃO DERMATOLOGICAL CONDITIONS IN PREGNANCY - EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Lívia Marina de Ol Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, UNICIDSão Paulo Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro Yasmim Catherine Balthazar da Cunha Graduanda em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos Giovana Monteiro de Carvalho Serrano Graduada em Medicina pela Universidade Nove de Julho Karina Maria de Morais Prandini Graduanda em Medicina pela Universidade Municipal de Mariana Menezes de Mauro Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco, Bragança Paulista Maria Eduarda Olivare Graduada em medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul a inflamatória crônica de caráter autoimune que frequentemente acomete mulheres em idade fértil, podendo apresentar curso clínico variável durante a gestação, com melhora, estabilidade ou agravamento dos sintomas, especialmente no período enário representa um desafio terapêutico, visto que diversas drogas utilizadas para o tratamento da psoríase, como metotrexato e retinóides, são contraindicados pela comprovada teratogenicidade, restringindo as opções seguras de baixo risco às terapias icas e à fototerapia UVB. Com isso, o presente estudo teve como objetivo analisar as evidências disponíveis sobre a evolução clínica, complicações obstétricas e estratégias terapêuticas da psoríase na gestação, com ênfase no uso de imunobiológicos. Trata revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, conduzida em agosto de 2025, nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, utilizando os descritores “psoríase”, “gravidez”, “doenças dermatológicas” e “tratamento”, combinado s com operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol, no qual abordassem diretamente a psoríase na gestação, e excluídas revisões sem rigor metodológi co, artigos de opinião e duplicados. Os resultados evidenciam que a gravidade da doença se associa a desfechos obstétricos adversos, como prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino, maior taxa de cesarianas, além de maior in cidência de diabetes gestacional e hipertensão induzida pela gravidez. O manejo mais seguro foi identificado com corticosteroides tópicos de baixa e moderada potência, emolientes e fototerapia UVB. Conclui - se que a psoríase na gestação CONDIÇÕES DERMATOLÓGICAS NA GESTAÇÃO – PSORÍASE PSORIASIS EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL Yasmin Dara Mendes da Silva Cidade de São Paulo - UNICID, São PauloSP Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes - UNIT, AracajuSE Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes - UNIT, AracajuSE Lívia Marina de Ol iveira Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, UNICIDSão Paulo - SP Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro - UNIBRA RecifePE Yasmim Catherine Balthazar da Cunha Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos Giovana Monteiro de Carvalho Serrano Graduada em Medicina pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São PauloSP Karina Maria de Morais Prandini Graduanda em Medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do SulUSCS Mariana Menezes de Mauro Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco, Bragança Paulista - SP Maria Eduarda Olivare Graduada em medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS a inflamatória crônica de caráter autoimune que frequentemente acomete mulheres em idade fértil, podendo apresentar curso clínico variável durante a gestação, com melhora, estabilidade ou agravamento dos sintomas, especialmente no período enário representa um desafio terapêutico, visto que diversas drogas utilizadas para o tratamento da psoríase, como metotrexato e retinóides, são contraindicados pela comprovada teratogenicidade, restringindo as opções seguras de baixo risco às terapias icas e à fototerapia UVB. Com isso, o presente estudo teve como objetivo analisar as evidências disponíveis sobre a evolução clínica, complicações obstétricas e estratégias terapêuticas da psoríase na gestação, com ênfase no uso de imunobiológicos. Trata -se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, conduzida em agosto de 2025, nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, utilizando os descritores “psoríase”, s com operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol, no qual abordassem diretamente a psoríase na co, artigos de opinião e duplicados. Os resultados evidenciam que a gravidade da doença se associa a desfechos obstétricos adversos, como prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino, maior taxa cidência de diabetes gestacional e hipertensão induzida pela gravidez. O manejo mais seguro foi identificado com corticosteroides tópicos de baixa e se que a psoríase na gestação deve ser tratada de forma individualizada, considerando riscos e benefícios das opções terapêuticas, assim contemplando a segurança materno prospectivos para consolidar a segurança das terapias avançadas nesse grupo populacional. Palavras-Chaves: gestação; psoríase; terapia biológica. ABSTRACT Psoriasis is a chronic inflammatory autoimmune disease that often affects women of childbearing age. Its clinical course during pregnancy can be variable, with symptoms improving, stabilizing, or presents a therapeutic challenge, as several drugs used to treat psoriasis, such as methotrexate and retinoids, are contraindicated due to proven teratogenicity. This restricts safe, low-risk o ptions to topical therapies and UVB phototherapy. Therefore, the present study aimed to analyze the available evidence on the clinical evolution, obstetric complications, and therapeutic strategies for psoriasis in pregnancy, with an emphasis on the use of immunobiologics. This is an integrative literature review, descriptive and exploratory in nature, conducted in August 2025 using the SciELO, LILACS, and PubMed databases. The search terms were "psoriasis," "pregnancy," "dermatological diseases," and "trea combined with the Boolean operators AND and OR. The inclusion criteria were full articles published between 2015 and 2025 in Portuguese, English, and Spanish that directly addressed psoriasis in pregnancy. Articles were excluded if they were r methodological rigor, opinion pieces, or duplicates. The results show that disease severity is associated with adverse obstetric outcomes, such as prematurity, low birth weight, intrauterine growth restriction, a higher rate of C gestational diabetes and pregnancy identified with lowand moderate phototherapy. It is concluded that psoriasis in pregnancy sh individualized basis, considering the risks and benefits of therapeutic options to ensure maternalfetal safety. More prospective studies are needed to consolidate the safety of advanced therapies in this population group. Keywords: p regnancy; psoriasis; biological therapy. INTRODUÇÃO A psoríase é uma doença inflamatória crônica de caráter autoimune que frequentemente se manifesta em idade fértil, atingindo um número considerável de mulheres em idade reprodutiva (Chambers evolução clínica da doença é variável: parte das pacientes experimenta melhora dos sintomas, enquanto outras mantêm quadro estável ou até apresentam piora, sobretudo no período pós 38 forma individualizada, considerando riscos e benefícios das opções terapêuticas, assim contemplando a segurança materno - fetal, são necessários mais estudos prospectivos para consolidar a segurança das terapias avançadas nesse grupo populacional. gestação; psoríase; terapia biológica. Psoriasis is a chronic inflammatory autoimmune disease that often affects women of childbearing age. Its clinical course during pregnancy can be variable, with symptoms worsening, especially in the postpartum period. This scenario presents a therapeutic challenge, as several drugs used to treat psoriasis, such as methotrexate and retinoids, are contraindicated due to proven teratogenicity. This restricts ptions to topical therapies and UVB phototherapy. Therefore, the present study aimed to analyze the available evidence on the clinical evolution, obstetric complications, and therapeutic strategies for psoriasis in pregnancy, with an emphasis on the immunobiologics. This is an integrative literature review, descriptive and exploratory in nature, conducted in August 2025 using the SciELO, LILACS, and PubMed databases. The search terms were "psoriasis," "pregnancy," "dermatological diseases," and "trea combined with the Boolean operators AND and OR. The inclusion criteria were full articles published between 2015 and 2025 in Portuguese, English, and Spanish that directly addressed psoriasis in pregnancy. Articles were excluded if they were r methodological rigor, opinion pieces, or duplicates. The results show that disease severity is associated with adverse obstetric outcomes, such as prematurity, low birth weight, intrauterine growth restriction, a higher rate of C -sections, a nd a greater incidence of gestational diabetes and pregnancy - induced hypertension. The safest management was and moderate - potency topical corticosteroids, emollients, and UVB phototherapy. It is concluded that psoriasis in pregnancy sh ould be treated on an individualized basis, considering the risks and benefits of therapeutic options to ensure fetal safety. More prospective studies are needed to consolidate the safety of advanced therapies in this population group. regnancy; psoriasis; biological therapy. A psoríase é uma doença inflamatória crônica de caráter autoimune que frequentemente se manifesta em idade fértil, atingindo um número considerável de mulheres em idade reprodutiva (Chambers et al., 2019; Egeberg et al ., 2021). Durante a gestação, a evolução clínica da doença é variável: parte das pacientes experimenta melhora dos sintomas, enquanto outras mantêm quadro estável ou até apresentam piora, sobretudo no período pós forma individualizada, considerando riscos e benefícios das opções fetal, são necessários mais estudos prospectivos para consolidar a segurança das terapias avançadas nesse grupo populacional. Psoriasis is a chronic inflammatory autoimmune disease that often affects women of childbearing age. Its clinical course during pregnancy can be variable, with symptoms worsening, especially in the postpartum period. This scenario presents a therapeutic challenge, as several drugs used to treat psoriasis, such as methotrexate and retinoids, are contraindicated due to proven teratogenicity. This restricts ptions to topical therapies and UVB phototherapy. Therefore, the present study aimed to analyze the available evidence on the clinical evolution, obstetric complications, and therapeutic strategies for psoriasis in pregnancy, with an emphasis on the immunobiologics. This is an integrative literature review, descriptive and exploratory in nature, conducted in August 2025 using the SciELO, LILACS, and PubMed databases. The search terms were "psoriasis," "pregnancy," "dermatological diseases," and "trea tment," combined with the Boolean operators AND and OR. The inclusion criteria were full -text articles published between 2015 and 2025 in Portuguese, English, and Spanish that directly addressed psoriasis in pregnancy. Articles were excluded if they were r eviews without methodological rigor, opinion pieces, or duplicates. The results show that disease severity is associated with adverse obstetric outcomes, such as prematurity, low birth weight, nd a greater incidence of induced hypertension. The safest management was potency topical corticosteroids, emollients, and UVB ould be treated on an individualized basis, considering the risks and benefits of therapeutic options to ensure fetal safety. More prospective studies are needed to consolidate the safety of A psoríase é uma doença inflamatória crônica de caráter autoimune que frequentemente se manifesta em idade fértil, atingindo um número considerável de mulheres ., 2021). Durante a gestação, a evolução clínica da doença é variável: parte das pacientes experimenta melhora dos sintomas, enquanto outras mantêm quadro estável ou até apresentam piora, sobretudo no período pós - parto. Em situações esp ecíficas, como na psoríase pustulosa da gravidez, o quadro pode se tornar grave e exigir conduta imediata devido ao risco materno Carman et al.,2017). O manejo terapêutico da psoríase nesse contexto apresenta desafios important que diversas opções consagradas para o tratamento da doença estão contraindicadas na gestação. Medicamentos como metotrexato e retinoides apresentam risco comprovado de teratogenicidade, enquanto imunossupressores sistêmicos também têm uso bastante Dessa forma, recomendase priorizar terapias tópicas de baixo risco ou fototerapia com UVB, que demonstram boa segurança em gestantes, embora nem sempre sejam suficientes para o controle de formas graves (Skorpen Nos últimos anos, as terapias biológicas têm ganhado destaque no manejo da psoríase moderada a grave, mas sua utilização em gestantes ainda levanta dúvidas quanto à segurança materna e fetal. Os agentes anti volume de evidência, sugerindo baixo risco de complicações gestacionais e mínima passagem transplacentária (Chambers inibidores de IL12/23 e IL prescrição e acompanhamento rigoroso (Skorpen Diante das restrições impostas pelas opções terapêuticas tradicionais e da necessidade de controle adequado da doença durante a gestação, surge a seguinte pergunta de pesquisa: qual é a evidência disponível sobre o uso de biológicos no manejo da psoríase em gestantes? Essa questão busca reunir e avaliar criticamente os estudos recentes que exploram a segurança e a eficácia dessas drogas nesse grupo específico de pacientes (Mariette et al., 2021). A prevalência da psoríase na população geral varia de 2 a 3%, e cerca de metade dos pacientes diagnosticados são mulheres, muitas delas em idade fértil. Para além das manifestações cutâneas, a doença pode estar associada a artrite pso metabólicas, fatores que aumentam a complexidade do manejo durante a gravidez. Além disso, o impacto psicossocial é significativo: estigmatização, ansiedade e depressão podem ser exacerbados no período gestacional, momento em que o para a saúde fetal (Egeberg 39 ecíficas, como na psoríase pustulosa da gravidez, o quadro pode se tornar grave e exigir conduta imediata devido ao risco materno - fetal (Skorpen O manejo terapêutico da psoríase nesse contexto apresenta desafios important que diversas opções consagradas para o tratamento da doença estão contraindicadas na gestação. Medicamentos como metotrexato e retinoides apresentam risco comprovado de teratogenicidade, enquanto imunossupressores sistêmicos também têm uso bastante se priorizar terapias tópicas de baixo risco ou fototerapia com UVB, que demonstram boa segurança em gestantes, embora nem sempre sejam suficientes para o controle de formas graves (Skorpen et al., 2016). as terapias biológicas têm ganhado destaque no manejo da psoríase moderada a grave, mas sua utilização em gestantes ainda levanta dúvidas quanto à segurança materna e fetal. Os agentes anti - TNF, em especial o certolizumabe pegol, apresentam maior evidência, sugerindo baixo risco de complicações gestacionais e mínima passagem transplacentária (Chambers et al., 2019; Egeberg et al ., 2021).Outros biológicos, como os 12/23 e IL - 17, possuem dados mais limitados, o que exige cautela na prescrição e acompanhamento rigoroso (Skorpen et al., 2016). Diante das restrições impostas pelas opções terapêuticas tradicionais e da necessidade de controle adequado da doença durante a gestação, surge a seguinte pergunta de pesquisa: disponível sobre o uso de biológicos no manejo da psoríase em gestantes? Essa questão busca reunir e avaliar criticamente os estudos recentes que exploram a segurança e a eficácia dessas drogas nesse grupo específico de pacientes (Mariette A prevalência da psoríase na população geral varia de 2 a 3%, e cerca de metade dos pacientes diagnosticados são mulheres, muitas delas em idade fértil. Para além das manifestações cutâneas, a doença pode estar associada a artrite pso riásica e a comorbidades metabólicas, fatores que aumentam a complexidade do manejo durante a gravidez. Além disso, o impacto psicossocial é significativo: estigmatização, ansiedade e depressão podem ser exacerbados no período gestacional, momento em que o bemestar materno é determinante para a saúde fetal (Egeberg et al., 2021; Carman et al.,2017). ecíficas, como na psoríase pustulosa da gravidez, o quadro pode se fetal (Skorpen et al., 2016; O manejo terapêutico da psoríase nesse contexto apresenta desafios important es, já que diversas opções consagradas para o tratamento da doença estão contraindicadas na gestação. Medicamentos como metotrexato e retinoides apresentam risco comprovado de teratogenicidade, enquanto imunossupressores sistêmicos também têm uso bastante restrito. se priorizar terapias tópicas de baixo risco ou fototerapia com UVB, que demonstram boa segurança em gestantes, embora nem sempre sejam suficientes para o as terapias biológicas têm ganhado destaque no manejo da psoríase moderada a grave, mas sua utilização em gestantes ainda levanta dúvidas quanto à segurança TNF, em especial o certolizumabe pegol, apresentam maior evidência, sugerindo baixo risco de complicações gestacionais e mínima passagem ., 2021).Outros biológicos, como os 17, possuem dados mais limitados, o que exige cautela na Diante das restrições impostas pelas opções terapêuticas tradicionais e da necessidade de controle adequado da doença durante a gestação, surge a seguinte pergunta de pesquisa: disponível sobre o uso de biológicos no manejo da psoríase em gestantes? Essa questão busca reunir e avaliar criticamente os estudos recentes que exploram a segurança e a eficácia dessas drogas nesse grupo específico de pacientes (Mariette et al., 2018; Egeberg A prevalência da psoríase na população geral varia de 2 a 3%, e cerca de metade dos pacientes diagnosticados são mulheres, muitas delas em idade fértil. Para além das riásica e a comorbidades metabólicas, fatores que aumentam a complexidade do manejo durante a gravidez. Além disso, o impacto psicossocial é significativo: estigmatização, ansiedade e depressão podem ser estar materno é determinante As alterações imunológicas próprias da gestação também influenciam o curso da psoríase. Durante esse período, observa detrimento da resposta Th1/Th17, o que pode explicar a melhora clínica em parte das pacientes. No entanto, esse equilíbrio é transitório e, após o parto, o retorno ao perfil imunológico basal frequentemente leva à reativação ou piora do quadro. Es reforça a necessidade de estratégias terapêuticas individualizadas e adaptadas à dinâmica fisiológica da gestação (Skorpen Apesar do crescente uso de biológicos em mulheres com psoríase moderada a grave, os dados de segurança em gestantes ainda são limitados. A maioria das evidências disponíveis provém de estudos observacionais, relatos de caso e registros de farmacovigilância, com poucos ensaios clínicos controlados. Essa escassez de dados dificulta a formulação de diretrizes sól idas e uniformes, resultando em condutas heterogêneas entre diferentes centros e especialistas. Assim, revisões críticas da literatura são essenciais para orientar decisões clínicas baseadas nas melhores evidências disponíveis e para identificar lacunas qu investigação futura (Chambers METODOLOGIA Tratase de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, cujo objetivo foi reunir e analisar as principais evidências disponíveis sobre “Condições de psoríase na gestação”, abrangendo diagnóstico, fatores de risco, complicaç terapêuticas. A elaboração do estudo ocorreu no mês de agosto, seguindo os critérios metodológicos descritos por Souza, Silva e Carvalho (2010), que definem a revisão integrativa como uma abordagem apropriada para a síntese do conhecimen dados bibliográficos foi realizada nas bases SciELO, LILACS e PubMed por meio do uso dos descritores: “Psoríase”, “gravidez”, “Doenças dermatológicas” e “Tratamento”, combinados com os operadores booleanos AND e OR considerados como critérios de inclusão os artigos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol, que abordassem diretamente o tema da Psoríase na gestação. 40 As alterações imunológicas próprias da gestação também influenciam o curso da psoríase. Durante esse período, observa - se um predomínio da resposta imune do tip detrimento da resposta Th1/Th17, o que pode explicar a melhora clínica em parte das pacientes. No entanto, esse equilíbrio é transitório e, após o parto, o retorno ao perfil imunológico basal frequentemente leva à reativação ou piora do quadro. Es reforça a necessidade de estratégias terapêuticas individualizadas e adaptadas à dinâmica fisiológica da gestação (Skorpen et al., 2016). Apesar do crescente uso de biológicos em mulheres com psoríase moderada a grave, gestantes ainda são limitados. A maioria das evidências disponíveis provém de estudos observacionais, relatos de caso e registros de farmacovigilância, com poucos ensaios clínicos controlados. Essa escassez de dados dificulta a formulação de idas e uniformes, resultando em condutas heterogêneas entre diferentes centros e especialistas. Assim, revisões críticas da literatura são essenciais para orientar decisões clínicas baseadas nas melhores evidências disponíveis e para identificar lacunas qu investigação futura (Chambers et al., 2019; Egeberg et al., 2021). se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, cujo objetivo foi reunir e analisar as principais evidências disponíveis sobre “Condições de psoríase na gestação”, abrangendo diagnóstico, fatores de risco, complicaç A elaboração do estudo ocorreu no mês de agosto, seguindo os critérios metodológicos descritos por Souza, Silva e Carvalho (2010), que definem a revisão integrativa como uma abordagem apropriada para a síntese do conhecimen to científico já produzido. A coleta dos dados bibliográficos foi realizada nas bases SciELO, LILACS e PubMed por meio do uso dos descritores: “Psoríase”, “gravidez”, “Doenças dermatológicas” e “Tratamento”, combinados com os operadores booleanos AND e OR para ampliar a abrangência da busca. Foram considerados como critérios de inclusão os artigos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol, que abordassem diretamente o tema da Psoríase As alterações imunológicas próprias da gestação também influenciam o curso da se um predomínio da resposta imune do tip o Th2 em detrimento da resposta Th1/Th17, o que pode explicar a melhora clínica em parte das pacientes. No entanto, esse equilíbrio é transitório e, após o parto, o retorno ao perfil imunológico basal frequentemente leva à reativação ou piora do quadro. Es se fenômeno reforça a necessidade de estratégias terapêuticas individualizadas e adaptadas à dinâmica Apesar do crescente uso de biológicos em mulheres com psoríase moderada a grave, gestantes ainda são limitados. A maioria das evidências disponíveis provém de estudos observacionais, relatos de caso e registros de farmacovigilância, com poucos ensaios clínicos controlados. Essa escassez de dados dificulta a formulação de idas e uniformes, resultando em condutas heterogêneas entre diferentes centros e especialistas. Assim, revisões críticas da literatura são essenciais para orientar decisões clínicas baseadas nas melhores evidências disponíveis e para identificar lacunas qu e merecem se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, cujo objetivo foi reunir e analisar as principais evidências disponíveis sobre “Condições de psoríase na gestação”, abrangendo diagnóstico, fatores de risco, complicaç ões e estratégias A elaboração do estudo ocorreu no mês de agosto, seguindo os critérios metodológicos descritos por Souza, Silva e Carvalho (2010), que definem a revisão integrativa como uma to científico já produzido. A coleta dos dados bibliográficos foi realizada nas bases SciELO, LILACS e PubMed por meio do uso dos descritores: “Psoríase”, “gravidez”, “Doenças dermatológicas” e “Tratamento”, combinados para ampliar a abrangência da busca. Foram considerados como critérios de inclusão os artigos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol, que abordassem diretamente o tema da Psoríase Foram excluídos os trabalhos duplicados entre as bases, artigos de opinião, editoriais e revisões sem rigor metodológico, além de publicações que tratassem do diabetes mellitus prévio à gestação. A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas: primeiramente, foram lidos os títulos e resumos a fim de verificar a adequação aos critérios estabelecidos e, posteriormente, os artigos elegíveis foram lidos na íntegra e analisados criticamente quanto ao delineamento, população, objetivos, intervenções, resultados e conclusões. RE SULTADOS E DISCUSSÃO A literatura demonstra que a psoríase durante a gestação apresenta evolução heterogênea, podendo tanto melhorar quanto agravar, especialmente no período pós Essa variabilidade está diretamente associada às modificações imunológ podem atenuar ou exacerbar a atividade inflamatória da doença. Nos casos graves, como a psoríase pustulosa da gravidez, observa incluindo parto prematuro, sofrimento fetal e até óbito in 2014). Do ponto de vista fisiopatológico, a gestação induz alterações hormonais e imunológicas que modulam a resposta inflamatória cutânea. O predomínio da resposta Th2 e a elevação de estrogênios e progesterona tendem a justificando a melhora clínica em parte das gestantes (Ferreira desregulação desse equilíbrio, sobretudo no terceiro trimestre e no pós desencadear surtos importantes, corrob (Ruiz; Manubens; Puig, 2014). Clinicamente, observa erupções eritematosas com pústulas periféricas associadas a sintomas sistêmicos como febre, diarreia , astenia e desequilíbrio hidroeletrolítico, impondo risco elevado tanto para a mãe quanto para o feto. Estudos apontam ainda que a inflamação sistêmica em pacientes com psoríase moderada a grave pode estar associada a desfechos obstétricos desfavoráveis, baixo peso ao nascer, prematuridade e maior taxa de cesarianas (Ruiz; Manubens; Puig, 41 os trabalhos duplicados entre as bases, artigos de opinião, editoriais e revisões sem rigor metodológico, além de publicações que tratassem do diabetes mellitus prévio à gestação. A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas: primeiramente, foram lidos títulos e resumos a fim de verificar a adequação aos critérios estabelecidos e, posteriormente, os artigos elegíveis foram lidos na íntegra e analisados criticamente quanto ao delineamento, população, objetivos, intervenções, resultados e conclusões. SULTADOS E DISCUSSÃO A literatura demonstra que a psoríase durante a gestação apresenta evolução heterogênea, podendo tanto melhorar quanto agravar, especialmente no período pós Essa variabilidade está diretamente associada às modificações imunológ podem atenuar ou exacerbar a atividade inflamatória da doença. Nos casos graves, como a psoríase pustulosa da gravidez, observa - se risco aumentado de complicações materno incluindo parto prematuro, sofrimento fetal e até óbito in trauterino (Ruiz; Manubens; Puig, Do ponto de vista fisiopatológico, a gestação induz alterações hormonais e imunológicas que modulam a resposta inflamatória cutânea. O predomínio da resposta Th2 e a elevação de estrogênios e progesterona tendem a reduzir vias próinflamatórias Th1/Th17, justificando a melhora clínica em parte das gestantes (Ferreira et al ., 2020). Entretanto, a desregulação desse equilíbrio, sobretudo no terceiro trimestre e no pós desencadear surtos importantes, corrob orando a necessidade de monitoramento contínuo (Ruiz; Manubens; Puig, 2014). Clinicamente, observa - se que a psoríase pustulosa da gravidez se manifesta por erupções eritematosas com pústulas periféricas associadas a sintomas sistêmicos como febre, , astenia e desequilíbrio hidroeletrolítico, impondo risco elevado tanto para a mãe quanto para o feto. Estudos apontam ainda que a inflamação sistêmica em pacientes com psoríase moderada a grave pode estar associada a desfechos obstétricos desfavoráveis, baixo peso ao nascer, prematuridade e maior taxa de cesarianas (Ruiz; Manubens; Puig, os trabalhos duplicados entre as bases, artigos de opinião, editoriais e revisões sem rigor metodológico, além de publicações que tratassem do diabetes mellitus prévio à gestação. A seleção dos estudos ocorreu em duas etapas: primeiramente, foram lidos títulos e resumos a fim de verificar a adequação aos critérios estabelecidos e, posteriormente, os artigos elegíveis foram lidos na íntegra e analisados criticamente quanto ao delineamento, população, objetivos, intervenções, resultados e conclusões. A literatura demonstra que a psoríase durante a gestação apresenta evolução heterogênea, podendo tanto melhorar quanto agravar, especialmente no período pós -parto. Essa variabilidade está diretamente associada às modificações imunológ icas maternas, que podem atenuar ou exacerbar a atividade inflamatória da doença. Nos casos graves, como a se risco aumentado de complicações materno -fetais, trauterino (Ruiz; Manubens; Puig, Do ponto de vista fisiopatológico, a gestação induz alterações hormonais e imunológicas que modulam a resposta inflamatória cutânea. O predomínio da resposta Th2 e inflamatórias Th1/Th17, ., 2020). Entretanto, a desregulação desse equilíbrio, sobretudo no terceiro trimestre e no pós -parto, pode orando a necessidade de monitoramento contínuo se que a psoríase pustulosa da gravidez se manifesta por erupções eritematosas com pústulas periféricas associadas a sintomas sistêmicos como febre, , astenia e desequilíbrio hidroeletrolítico, impondo risco elevado tanto para a mãe quanto para o feto. Estudos apontam ainda que a inflamação sistêmica em pacientes com psoríase moderada a grave pode estar associada a desfechos obstétricos desfavoráveis, como baixo peso ao nascer, prematuridade e maior taxa de cesarianas (Ruiz; Manubens; Puig, 2014). Esses achados reforçam que a gravidade da doença, mais do que o simples diagnóstico, é o principal determinante prognóstico (Ferreira Ainda, identificouse que a gravidade clínica da psoríase influenciou diretamente nos desfechos obstétricos. Mulheres com formas moderadas a graves apresentaram maior frequência de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer, em comp aração às gestantes com formas leves ou sem doença dermatológica (Cohen 2011; Lima et al ., 2012). Esses achados reforçam que a intensidade da inflamação sistêmica é determinante para complicações materno psoríase grave como fator de risco independente para resultados obstétricos adversos (Seeger et al., 2007; Bandoli et al. , 2010). A presença de inflamação sistêmica esteve associada a taxas mais elevadas de diabetes gestacional e hipertensão induzida pela gravidez (Bandoli explicado pelo papel da psoríase como condição inflamatória crônica, que favorece resistência insulínica, disfunção endotelial e ativação imunológica aumentada, processos relacionados a des fechos metabólicos e cardiovasculares na gestação. Quanto ao manejo terapêutico, corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência foram os recursos mais utilizados, seguidos de emolientes e fototerapia UVB, considerados seguros durante a gestação. Nos casos que demandaram terapias sistêmicas, os imuno biológicos apareceram como alternativas em situações específicas. O certolizumabe pegol foi o fármaco com maior respaldo científico, devido à sua mínima transferência transplacentária e ausência de aumento significativo de malformações congênitas (Ferreira al., 2020). Outros antiTNF, como adalimumabe e etanercepte, embora disponham de evidências mais limitadas, também não demonstraram aumento expressivo de riscos gestacionais. Já os inibidores de IL justif ica cautela em seu uso (Lam; Polifka; Dohil, 2008; Ferreira Esses achados estão resumidos e organizados no a evolução clínica, complicações, opções terapêuticas e conclusões dos estudos analisados. Artigo Categoria 42 2014). Esses achados reforçam que a gravidade da doença, mais do que o simples diagnóstico, é o principal determinante prognóstico (Ferreira et al., 2020). se que a gravidade clínica da psoríase influenciou diretamente nos desfechos obstétricos. Mulheres com formas moderadas a graves apresentaram maior frequência de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer, em aração às gestantes com formas leves ou sem doença dermatológica (Cohen ., 2012). Esses achados reforçam que a intensidade da inflamação sistêmica é determinante para complicações materno - fetais, o que coincide com a literatur psoríase grave como fator de risco independente para resultados obstétricos adversos (Seeger , 2010). A presença de inflamação sistêmica esteve associada a taxas mais elevadas de diabetes induzida pela gravidez (Bandoli et al ., 2010). Esse dado pode ser explicado pelo papel da psoríase como condição inflamatória crônica, que favorece resistência insulínica, disfunção endotelial e ativação imunológica aumentada, processos relacionados a fechos metabólicos e cardiovasculares na gestação. Quanto ao manejo terapêutico, corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência foram os recursos mais utilizados, seguidos de emolientes e fototerapia UVB, considerados seguros durante a gestação. Nos casos que demandaram terapias sistêmicas, os biológicos apareceram como alternativas em situações específicas. O certolizumabe pegol foi o fármaco com maior respaldo científico, devido à sua mínima transferência transplacentária e ausência de aumento significativo de malformações congênitas (Ferreira TNF, como adalimumabe e etanercepte, embora disponham de evidências mais limitadas, também não demonstraram aumento expressivo de riscos gestacionais. Já os inibidores de IL -12/23 e IL17 permanecem pouco estudados, o que ica cautela em seu uso (Lam; Polifka; Dohil, 2008; Ferreira et al ., 2020). Esses achados estão resumidos e organizados no Quadro 1 , que apresenta de forma integrada a evolução clínica, complicações, opções terapêuticas e conclusões dos estudos analisados. Categoria Achados 2014). Esses achados reforçam que a gravidade da doença, mais do que o simples diagnóstico, se que a gravidade clínica da psoríase influenciou diretamente nos desfechos obstétricos. Mulheres com formas moderadas a graves apresentaram maior frequência de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer, em aração às gestantes com formas leves ou sem doença dermatológica (Cohen -Barak et al., ., 2012). Esses achados reforçam que a intensidade da inflamação sistêmica é fetais, o que coincide com a literatur a que aponta a psoríase grave como fator de risco independente para resultados obstétricos adversos (Seeger A presença de inflamação sistêmica esteve associada a taxas mais elevadas de diabetes ., 2010). Esse dado pode ser explicado pelo papel da psoríase como condição inflamatória crônica, que favorece resistência insulínica, disfunção endotelial e ativação imunológica aumentada, processos relacionados a Quanto ao manejo terapêutico, corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência foram os recursos mais utilizados, seguidos de emolientes e fototerapia UVB, considerados seguros durante a gestação. Nos casos que demandaram terapias sistêmicas, os biológicos apareceram como alternativas em situações específicas. O certolizumabe pegol foi o fármaco com maior respaldo científico, devido à sua mínima transferência transplacentária e ausência de aumento significativo de malformações congênitas (Ferreira et TNF, como adalimumabe e etanercepte, embora disponham de evidências mais limitadas, também não demonstraram aumento expressivo de riscos 17 permanecem pouco estudados, o que ., 2020). , que apresenta de forma integrada a evolução clínica, complicações, opções terapêuticas e conclusões dos estudos analisados. Conclusão Ruiz; Manubens; Puig, 2014 Evolução clínica Ferreira et al., 2020 Mecanismos fisiopatológicos Cohen-Barak et al., 2011; Lima et al., 2012; Seeger et al., 2007 Complicações obstétricas Bandoli et al., 2010 Complicações metabólicas Ruiz; Manubens; Puig, 2014 Psoríase pustulosa da gravidez Ferreira et al., 2020; Lam; Polifka; Dohil, 2008 Terapias – biológicos 43 Evolução clínica Curso variável: melhora em algumas gestantes, estabilidade em outras e piora no pós-parto. Psoríase pustulosa da gravidez como forma mais grave, com risco materno-fetal elevado. A evolução clínica é heterogênea e exige acompanhamento contínuo, sobretudo no pós parto. fisiopatológicos Predomínio da resposta Th2 e aumento de estrogênio/progesterona reduzem vias inflamatórias (Th1/Th17), favorecendo melhora clínica em parte das pacientes. Alterações imunológicas e hormonais explicam a melhora de algumas gestantes, mas o desequilíbrio no 3º trimestre/pós parto pode agravar a doença. Gravidade da psoríase associada a prematuridade, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento intrauterino e maior taxa de cesariana. A gravidade da doença, mais do que o diagnóstico isolado, é determinante para desfechos a dversos na gestação. Psoríase moderada a grave associada a maior incidência de diabetes gestacional e hipertensão induzida pela gravidez. O estado inflamatório crônico da psoríase contribui para desfechos metabólicos e cardiovasculares negativos. Psoríase pustulosa da Erupções eritematosas com pústulas periféricas, febre, diarreia, astenia e distúrbios hidroeletrolíticos. Trata requer intervenção im devido ao risco elevado materno fetal. biológicos Certolizumabe pegol: maior segurança (mínima transferência placentária, ausência de aumento de malformações). Adalimumabe e etanercepte: dados limitados, mas sem risco elevado. Inibidores de IL-12/23 e IL-17: evidência ainda insuficiente. O tratamento deve ser individualizado, priorizando opções seguras. Certolizumabe pegol se destaca entre os biológicos, mas faltam estudos robustos para co segurança das demais classes. A evolução clínica é heterogênea e exige acompanhamento contínuo, sobretudo no pós - parto. Alterações imunológicas e hormonais explicam a melhora de algumas gestantes, mas o desequilíbrio no 3º trimestre/pós - parto pode agravar a doença. A gravidade da doença, mais do que o diagnóstico isolado, é determinante para desfechos dversos na gestação. O estado inflamatório crônico da psoríase contribui para desfechos metabólicos e cardiovasculares negativos. Trata -se de forma grave que requer intervenção im ediata devido ao risco elevado materno - fetal. O tratamento deve ser individualizado, priorizando opções seguras. Certolizumabe pegol se destaca entre os biológicos, mas faltam estudos robustos para co nsolidar a segurança das demais classes. Ferreira et al., 2020 Terapias tópicas e fototerapia Quadro 1 – Evidências sobre psoríase na gestação: evolução clínica, complicações, terapias e conclusões dos estudos analisados. CONSIDERAÇÕES FINAIS A psoríase na gestação imprevisibilidade de sua evolução quanto pelas limitações impostas ao manejo terapêutico nesse período. A literatura evidencia que a intensidade da doença exerce papel determinante nos desfechos obstétrico s, associando nascer, maior taxa de cesarianas e intercorrências metabólicas, a exemplo do diabetes gestacional e da hipertensão induzida pela gravidez. Esses achados reforçam que a psoríase não deve ser encarada apenas como uma afecção cutânea isolada, mas como uma condição sistêmica capaz de impactar significativamente a saúde materna e fetal. Do ponto de vista fisiopatológico, os mecanismos hormonais e imunológicos da gestação podem favorecer a melhora desse equilíbrio, sobretudo no terceiro trimestre e no puerpério, contribui para o risco de agravamento e reforça a necessidade de monitoramento contínuo. Nesse contexto, a forma pustulosa da gravidez s e destaca como uma entidade de alto risco, que exige conduta imediata diante de sua gravidade. Quanto ao manejo, há consenso sobre a prioridade por abordagens seguras, como corticosteroides tópicos, emolientes e fototerapia UVB. No entanto, diante da insu dessas estratégias em casos graves, os imunobiológicos assumem relevância crescente. O certolizumabe pegol, em particular, apresenta o maior corpo de evidências quanto à segurança 44 Terapias tópicas e Corticosteroides tópicos de baixa a moderada potência e emolientes considerados seguros. Fototerapia UVB eficaz e com boa segurança em gestantes. Primeira linha podendo ser associada a outras estratégias em casos refratários. Evidências sobre psoríase na gestação: evolução clínica, complicações, terapias e conclusões dos estudos analisados. CONSIDERAÇÕES FINAIS A psoríase na gestação constitui um desafio clínico relevante, tanto pela imprevisibilidade de sua evolução quanto pelas limitações impostas ao manejo terapêutico nesse período. A literatura evidencia que a intensidade da doença exerce papel determinante s, associando - se a complicações como prematuridade, baixo peso ao nascer, maior taxa de cesarianas e intercorrências metabólicas, a exemplo do diabetes gestacional e da hipertensão induzida pela gravidez. Esses achados reforçam que a psoríase encarada apenas como uma afecção cutânea isolada, mas como uma condição sistêmica capaz de impactar significativamente a saúde materna e fetal. Do ponto de vista fisiopatológico, os mecanismos hormonais e imunológicos da gestação podem favorecer a melhora clínica em parte das gestantes; contudo, o desajuste desse equilíbrio, sobretudo no terceiro trimestre e no puerpério, contribui para o risco de agravamento e reforça a necessidade de monitoramento contínuo. Nesse contexto, a forma e destaca como uma entidade de alto risco, que exige conduta imediata Quanto ao manejo, há consenso sobre a prioridade por abordagens seguras, como corticosteroides tópicos, emolientes e fototerapia UVB. No entanto, diante da insu dessas estratégias em casos graves, os imunobiológicos assumem relevância crescente. O certolizumabe pegol, em particular, apresenta o maior corpo de evidências quanto à segurança Primeira linha de manejo, podendo ser associada a outras estratégias em casos refratários. Evidências sobre psoríase na gestação: evolução clínica, complicações, terapias e constitui um desafio clínico relevante, tanto pela imprevisibilidade de sua evolução quanto pelas limitações impostas ao manejo terapêutico nesse período. A literatura evidencia que a intensidade da doença exerce papel determinante se a complicações como prematuridade, baixo peso ao nascer, maior taxa de cesarianas e intercorrências metabólicas, a exemplo do diabetes gestacional e da hipertensão induzida pela gravidez. Esses achados reforçam que a psoríase encarada apenas como uma afecção cutânea isolada, mas como uma condição Do ponto de vista fisiopatológico, os mecanismos hormonais e imunológicos da clínica em parte das gestantes; contudo, o desajuste desse equilíbrio, sobretudo no terceiro trimestre e no puerpério, contribui para o risco de agravamento e reforça a necessidade de monitoramento contínuo. Nesse contexto, a forma e destaca como uma entidade de alto risco, que exige conduta imediata Quanto ao manejo, há consenso sobre a prioridade por abordagens seguras, como corticosteroides tópicos, emolientes e fototerapia UVB. No entanto, diante da insu ficiência dessas estratégias em casos graves, os imunobiológicos assumem relevância crescente. O certolizumabe pegol, em particular, apresenta o maior corpo de evidências quanto à segurança durante a gestação, destacando a escassez de dados sobre outros agentes biológicos, como os inibidores de IL impõe cautela e ressalta a necessidade de prudência clínica. Em síntese, o tratamento da psoríase em gestantes deve ser individualizado, considerando não apenas o controle da doença, mas também a proteção materno Persistem lacunas científicas importantes, especialmente no que diz respeito ao uso de terapias avançadas. Investimentos em estudos prospectivos e de maior robustez metodoló são essenciais para ampliar a segurança terapêutica e oferecer subsídios mais consistentes à tomada de decisão médica. REFERÊNCIAS BANDOLI G et al . Fatores de risco potencialmente modificáveis gravidez em mulheres com psoríase. doi: 10.1111/j.13652133.2010.09899.x. Disponível em: https://academic.oup.com/bjd/article abs tract/163/2/334/6642540?redirectedFrom=PDF. Acesso: 03/09/2025. CARMAN, W. J. et al. 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Em síntese, o tratamento da psoríase em gestantes deve ser individualizado, considerando não apenas o controle da doença, mas também a proteção materno Persistem lacunas científicas importantes, especialmente no que diz respeito ao uso de terapias avançadas. Investimentos em estudos prospectivos e de maior robustez metodoló são essenciais para ampliar a segurança terapêutica e oferecer subsídios mais consistentes à . Fatores de risco potencialmente modificáveis para desfechos adversos na gravidez em mulheres com psoríase. British Journal of Dermatology. 2133.2010.09899.x. Disponível em: https://academic.oup.com/bjd/article tract/163/2/334/6642540?redirectedFrom=PDF. Acesso: 03/09/2025. Pregnancy and infant outcomes including major congenital malformations in women with or without etanercept exposure. Reprod Toxicol. 81. PMID: 28758274. Dispon ível em: https://share.google/4ACBTW1ttGyN8PsD3. Acesso: . Resultados da gravidez em mulheres com psoríase moderada a . 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Persistem lacunas científicas importantes, especialmente no que diz respeito ao uso de terapias avançadas. Investimentos em estudos prospectivos e de maior robustez metodoló gica são essenciais para ampliar a segurança terapêutica e oferecer subsídios mais consistentes à para desfechos adversos na British Journal of Dermatology. 2010;163:334–339. 2133.2010.09899.x. Disponível em: https://academic.oup.com/bjd/article - tract/163/2/334/6642540?redirectedFrom=PDF. Acesso: 03/09/2025. Pregnancy and infant outcomes including major congenital Reprod Toxicol. 2017;73:75– ível em: https://share.google/4ACBTW1ttGyN8PsD3. Acesso: . Resultados da gravidez em mulheres com psoríase moderada a 2011;25(9):1041 –1047. 3083.2010.03917.x#. Acesso: 03/09/2025. Birth outcomes in women who have taken adalimumab in (10):e0223603. PMID: 31626646. Disponível em: https://share.google/hL1TO0oJ9b8SnUyC7. Acesso: 04/09/2025. a review of the evidence to 7573/dic.2019 -11-6. . Acesso: 03/08/2025.