Full text
10. TERAPIAS INTEGRATIVAS COMO SUPORTE À MULHER NO EIXO TEMÁTICO: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau RESUMO Introdução : O parto é um evento fisiológico, emocional e social, que muitas vezes ainda é conduzid o de forma desumanizada, limitando a autonomia da mulher. As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) surgem como alternativas capazes de proporcionar acolhimento, reduzir a ansiedade e resgatar o protagonismo feminino. revisão narrativa, a contribuição das PICs no processo de humanização do trabalho de parto. Metodologia : Foi realizada uma revisão narrativa de literatura, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, a partir de publicações dos que tratassem do uso das PICs no contexto obstétrico. se que terapias como aromaterapia, massagem, técnicas de respiração, acupressão, hidroterapia e uso da bola suíça apresen redução da dor, controle da ansiedade, menor necessidade de intervenções farmacológicas e fortalecimento do vínculo entre a gestante, sua família e a equipe de saúde. Observou ainda, que a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e sua expansão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) contribuíram para a institucionalização dessas práticas, reforçando um modelo de cuidado integral e humanizado. No entanto, desafios persist biomédicas e limitações estruturais. estratégias de baixo custo, seguras e eficazes, capazes de promover maior autonomia da mulher e experiências positivas de parto. A ampliação do investimento em capacitação e a consolidação de políticas públicas são essenciais para garantir equidade no acesso e fortalecer 109 TERAPIAS INTEGRATIVAS COMO SUPORTE À MULHER NO PROCESSO DE PARTO EIXO TEMÁTICO: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E NASCIMENTO Larissa da Cruz Soares Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário do Norte Claudenice Lourenço da Silva Graduando em Enfermagem pela Una Contagem Denise Martins de lima Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário UDF B Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Paraíba Maria Gabriela Tota dos Santos Coelho Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Valeska Araújo Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Graduanda e m Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro Ana Caroline Gomes Pinto Graduada em Fisioterapia pela Una Contagem : O parto é um evento fisiológico, emocional e social, que muitas vezes ainda é o de forma desumanizada, limitando a autonomia da mulher. As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) surgem como alternativas capazes de proporcionar acolhimento, reduzir a ansiedade e resgatar o protagonismo feminino. Objetivo : Analisar, por meio de revisão narrativa, a contribuição das PICs no processo de humanização do trabalho de parto. : Foi realizada uma revisão narrativa de literatura, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, a partir de publicações dos últimos cinco anos, disponíveis em português, que tratassem do uso das PICs no contexto obstétrico. Resultados e Discussão: se que terapias como aromaterapia, massagem, técnicas de respiração, acupressão, hidroterapia e uso da bola suíça apresen tam benefícios clínicos e subjetivos relevantes, como redução da dor, controle da ansiedade, menor necessidade de intervenções farmacológicas e fortalecimento do vínculo entre a gestante, sua família e a equipe de saúde. Observou Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e sua expansão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) contribuíram para a institucionalização dessas práticas, reforçando um modelo de cuidado integral e humanizado. No entanto, desafios persist em, como a escassez de capacitação profissional, resistências biomédicas e limitações estruturais. Considerações Finais: As PICs configuram estratégias de baixo custo, seguras e eficazes, capazes de promover maior autonomia da positivas de parto. A ampliação do investimento em capacitação e a consolidação de políticas públicas são essenciais para garantir equidade no acesso e fortalecer TERAPIAS INTEGRATIVAS COMO SUPORTE À MULHER NO EIXO TEMÁTICO: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E Larissa da Cruz Soares Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário do Norte -Uninorte, Manaus-Am Claudenice Lourenço da Silva Graduando em Enfermagem pela Una Contagem - MG Denise Martins de lima Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário UDF B rasília-DF Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau -UNINASSAU, Fortaleza - CE Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Paraíba - UEPB, Campina Grande-PB Maria Gabriela Tota dos Santos Coelho Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau -UNINASSAU, Petrolina - PE Valeska Araújo Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes -UNIT, Aracaju-SE Vitória Wagner Yi m Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro - UNIBRA, Recife-PE Ana Caroline Gomes Pinto Graduada em Fisioterapia pela Una Contagem - MG : O parto é um evento fisiológico, emocional e social, que muitas vezes ainda é o de forma desumanizada, limitando a autonomia da mulher. As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) surgem como alternativas capazes de proporcionar acolhimento, : Analisar, por meio de revisão narrativa, a contribuição das PICs no processo de humanização do trabalho de parto. : Foi realizada uma revisão narrativa de literatura, com abordagem qualitativa e últimos cinco anos, disponíveis em português, Resultados e Discussão: Evidenciouse que terapias como aromaterapia, massagem, técnicas de respiração, acupressão, tam benefícios clínicos e subjetivos relevantes, como redução da dor, controle da ansiedade, menor necessidade de intervenções farmacológicas e fortalecimento do vínculo entre a gestante, sua família e a equipe de saúde. Observou -se, Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e sua expansão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) contribuíram para a institucionalização dessas práticas, reforçando um modelo de cuidado integral e humanizado. em, como a escassez de capacitação profissional, resistências As PICs configuram -se como estratégias de baixo custo, seguras e eficazes, capazes de promover maior autonomia da positivas de parto. A ampliação do investimento em capacitação e a consolidação de políticas públicas são essenciais para garantir equidade no acesso e fortalecer
a humanização da assistência obstétrica. Palavras-Chaves: parto; práticas integrativas; comp protagonismo feminino; Sistema Único de Saúde. ABSTRACT Introduction : Childbirth is a physiological, emotional, and social event, which is often still conducted in a dehumanized way, limiting women’s autonomy. Integrati Complementary Practices (ICPs) emerge as alternatives capable of providing comfort, reducing anxiety, and restoring female protagonism. narrative review, the contribution of ICPs to the humanization of labor. narrative literature review was conducted, with a qualitative and descriptive approach, based on studies published in the last five years, in Portuguese, addressing the use of ICPs in the obstetric context. Results and Discussion aromatherapy, massage, breathing techniques, acupressure, hydrotherapy, and the use of the birthing ball bring relevant clinical and subjective benefits, including pain relief, anxiety control, reduced need for pharmacological int between the woman, her family, and the healthcare team. Furthermore, the National Policy on Integrative and Complementary Practices (PNPIC) and its expansion within the Unified Health System (SUS) contributed to th comprehensive and humanized model of care. However, challenges remain, such as lack of professional training, biomedical resistance, and structural limitations. ICPs are low-cos t, safe, and effective strategies that promote women’s autonomy and positive childbirth experiences. Expanding investments in training and consolidating public policies are essential to ensure equitable access and strengthen the humanization of obstetric c Keywords: childbirth; integrative and complementary practices; humanization of childbirth; female protagonism; Unified Health System. INTRODUÇÃO O momento do parto é uma vivência intensa e única, marcada por fatores fisiológicos, emocionais e sociais. No entanto, muitos modelos de atenção ao parto ainda seguem práticas desumanizadas, que não permitem à mulher usufruir dos seus direitos na hora do nascimento do seu bebê. As terapias integrativas e complementares (PICs) têm se destacado como recu rsos capazes de promover conforto, autonomia, reduzir a ansiedade e resgatar o protagonismo feminino durante o processo de parir. Elas representam alternativas que complementam a assistência convencional, sem substituir os recursos médicos (Brasil, 2023). Em 2006, foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) (Brasil, 2006). O Sistema Único de Saúde (SUS), passou a incentivar o uso de 110 a humanização da assistência obstétrica. parto; práticas integrativas; comp lementares; humanização do parto; protagonismo feminino; Sistema Único de Saúde. : Childbirth is a physiological, emotional, and social event, which is often still conducted in a dehumanized way, limiting women’s autonomy. Integrati Complementary Practices (ICPs) emerge as alternatives capable of providing comfort, reducing anxiety, and restoring female protagonism. Objective : To analyze, through a narrative review, the contribution of ICPs to the humanization of labor. narrative literature review was conducted, with a qualitative and descriptive approach, based on studies published in the last five years, in Portuguese, addressing the use of ICPs in the Results and Discussion : The findings show ed that therapies such as aromatherapy, massage, breathing techniques, acupressure, hydrotherapy, and the use of the birthing ball bring relevant clinical and subjective benefits, including pain relief, anxiety control, reduced need for pharmacological int erventions, and strengthening of the bond between the woman, her family, and the healthcare team. Furthermore, the National Policy on Integrative and Complementary Practices (PNPIC) and its expansion within the Unified Health System (SUS) contributed to th e institutionalization of these practices, reinforcing a comprehensive and humanized model of care. However, challenges remain, such as lack of professional training, biomedical resistance, and structural limitations. Final Considerations t, safe, and effective strategies that promote women’s autonomy and positive childbirth experiences. Expanding investments in training and consolidating public policies are essential to ensure equitable access and strengthen the humanization of obstetric c childbirth; integrative and complementary practices; humanization of childbirth; female protagonism; Unified Health System. O momento do parto é uma vivência intensa e única, marcada por fatores fisiológicos, sociais. No entanto, muitos modelos de atenção ao parto ainda seguem práticas desumanizadas, que não permitem à mulher usufruir dos seus direitos na hora do nascimento do seu bebê. As terapias integrativas e complementares (PICs) têm se destacado como rsos capazes de promover conforto, autonomia, reduzir a ansiedade e resgatar o protagonismo feminino durante o processo de parir. Elas representam alternativas que complementam a assistência convencional, sem substituir os recursos médicos (Brasil, 2023). Em 2006, foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) (Brasil, 2006). O Sistema Único de Saúde (SUS), passou a incentivar o uso de lementares; humanização do parto; : Childbirth is a physiological, emotional, and social event, which is often still conducted in a dehumanized way, limiting women’s autonomy. Integrati ve and Complementary Practices (ICPs) emerge as alternatives capable of providing comfort, : To analyze, through a narrative review, the contribution of ICPs to the humanization of labor. Methodology: A narrative literature review was conducted, with a qualitative and descriptive approach, based on studies published in the last five years, in Portuguese, addressing the use of ICPs in the ed that therapies such as aromatherapy, massage, breathing techniques, acupressure, hydrotherapy, and the use of the birthing ball bring relevant clinical and subjective benefits, including pain relief, anxiety erventions, and strengthening of the bond between the woman, her family, and the healthcare team. Furthermore, the National Policy on Integrative and Complementary Practices (PNPIC) and its expansion within the Unified e institutionalization of these practices, reinforcing a comprehensive and humanized model of care. However, challenges remain, such as lack of Final Considerations : t, safe, and effective strategies that promote women’s autonomy and positive childbirth experiences. Expanding investments in training and consolidating public policies are essential to ensure equitable access and strengthen the humanization of obstetric c are. childbirth; integrative and complementary practices; humanization of childbirth; O momento do parto é uma vivência intensa e única, marcada por fatores fisiológicos, sociais. No entanto, muitos modelos de atenção ao parto ainda seguem práticas desumanizadas, que não permitem à mulher usufruir dos seus direitos na hora do nascimento do seu bebê. As terapias integrativas e complementares (PICs) têm se destacado como rsos capazes de promover conforto, autonomia, reduzir a ansiedade e resgatar o protagonismo feminino durante o processo de parir. Elas representam alternativas que complementam a assistência convencional, sem substituir os recursos médicos (Brasil, 2023). Em 2006, foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) (Brasil, 2006). O Sistema Único de Saúde (SUS), passou a incentivar o uso de
terapias alternativas no cuidado à saúde utilizando de práticas que podem ser aplicadas período do trabalho de parto com evidentes benefícios clínicos e emocionais. Aromaterapia, massagem, uso da bola suíça e técnicas de respiração, auxiliam na redução da dor, da tensão e da ansiedade durante o processo. Elas também contribuem para tornar acolhedor e ampliam o olhar da equipe sobre o cuidado, fortalecendo o vínculo entre a mãe e os profissionais (Volpatto et al. A Recomendação nº 070, que foi aprovada em 2020, propôs a inserção obrigatória da PNPIC nos planos de saú de e orçamentos do SUS, reconhecendo seu papel estratégico para a promoção da saúde integral (Brasil, 2020). Desde então, os dados apontam um aumento de 70% na adesão das práticas integrativas nos municípios brasileiros, que passaram a oferecer pelo menos uma dessas práticas no ano de 2024, resultando em mais de 9 milhões de atendimentos realizados (Brasil, 2025). No Brasil, é notório, na assistência à parturiente, os altos índices de intervenções. Em 2013, o país foi considerado um dos líderes mundiais em ano de 2013. Grande parte das maternidades e dos hospitais não oferece e nem estimula um ambiente para a prática direcionada às necessidades das gestantes, com a justificativa de agir genuinamente em nome da ciência. Esse do modelo humanista por promover um grande número de intervenções (Silva As PICs são alternativas de baixo custo e podem atuar como tratamento complementar ou como terapia principal em alguns casos. Um exemplo é a aromaterapia que utiliza óleos essenciais para renovar o bem mental. Essa PIC é um dos principais métodos não farmacológicos para o alívio da dor durante o trabalho de parto. No entanto, embora os óleos essenciais tenham esse efeito benéfico na parturiente, eles podem apresentar resultados prejudiciais ocasiona inadequado e abusivo (Veras Outro método sem custo é a utilização de ambientes com luzes suaves, músicas e toques terapêuticos que criam um local acolhedor e sem estresse, beneficiando o binômio mãe e bebê. O vínculo inicial é auxiliando para uma experiência de parto mais positiva, promovendo interação afetiva precoce, maior confiança materna e estímulo à amamentação inicial (Santos 111 terapias alternativas no cuidado à saúde utilizando de práticas que podem ser aplicadas período do trabalho de parto com evidentes benefícios clínicos e emocionais. Aromaterapia, massagem, uso da bola suíça e técnicas de respiração, auxiliam na redução da dor, da tensão e da ansiedade durante o processo. Elas também contribuem para tornar acolhedor e ampliam o olhar da equipe sobre o cuidado, fortalecendo o vínculo entre a mãe e et al. , 2022). A Recomendação nº 070, que foi aprovada em 2020, propôs a inserção obrigatória da de e orçamentos do SUS, reconhecendo seu papel estratégico para a promoção da saúde integral (Brasil, 2020). Desde então, os dados apontam um aumento de 70% na adesão das práticas integrativas nos municípios brasileiros, que passaram a oferecer uma dessas práticas no ano de 2024, resultando em mais de 9 milhões de atendimentos realizados (Brasil, 2025). No Brasil, é notório, na assistência à parturiente, os altos índices de intervenções. Em 2013, o país foi considerado um dos líderes mundiais em cesariana, com uma taxa de 52% no ano de 2013. Grande parte das maternidades e dos hospitais não oferece e nem estimula um ambiente para a prática direcionada às necessidades das gestantes, com a justificativa de agir genuinamente em nome da ciência. Esse modelo biomédico na assistência ao parto se afasta do modelo humanista por promover um grande número de intervenções (Silva As PICs são alternativas de baixo custo e podem atuar como tratamento complementar ou como terapia principal em alguns casos. Um exemplo é a aromaterapia que utiliza óleos essenciais para renovar o bem - estar do organismo e promover a saúde nas esferas físi mental. Essa PIC é um dos principais métodos não farmacológicos para o alívio da dor durante o trabalho de parto. No entanto, embora os óleos essenciais tenham esse efeito benéfico na parturiente, eles podem apresentar resultados prejudiciais ocasiona inadequado e abusivo (Veras et al., 2024). Outro método sem custo é a utilização de ambientes com luzes suaves, músicas e toques terapêuticos que criam um local acolhedor e sem estresse, beneficiando o binômio mãe fortalecido com a ajuda dessas técnicas desde o primeiro contato, auxiliando para uma experiência de parto mais positiva, promovendo interação afetiva precoce, maior confiança materna e estímulo à amamentação inicial (Santos terapias alternativas no cuidado à saúde utilizando de práticas que podem ser aplicadas no período do trabalho de parto com evidentes benefícios clínicos e emocionais. Aromaterapia, massagem, uso da bola suíça e técnicas de respiração, auxiliam na redução da dor, da tensão e da ansiedade durante o processo. Elas também contribuem para tornar o ambiente mais acolhedor e ampliam o olhar da equipe sobre o cuidado, fortalecendo o vínculo entre a mãe e A Recomendação nº 070, que foi aprovada em 2020, propôs a inserção obrigatória da de e orçamentos do SUS, reconhecendo seu papel estratégico para a promoção da saúde integral (Brasil, 2020). Desde então, os dados apontam um aumento de 70% na adesão das práticas integrativas nos municípios brasileiros, que passaram a oferecer uma dessas práticas no ano de 2024, resultando em mais de 9 milhões de No Brasil, é notório, na assistência à parturiente, os altos índices de intervenções. Em cesariana, com uma taxa de 52% no ano de 2013. Grande parte das maternidades e dos hospitais não oferece e nem estimula um ambiente para a prática direcionada às necessidades das gestantes, com a justificativa de agir modelo biomédico na assistência ao parto se afasta do modelo humanista por promover um grande número de intervenções (Silva et al., 2016). As PICs são alternativas de baixo custo e podem atuar como tratamento complementar ou como terapia principal em alguns casos. Um exemplo é a aromaterapia que utiliza óleos estar do organismo e promover a saúde nas esferas físi ca e mental. Essa PIC é um dos principais métodos não farmacológicos para o alívio da dor durante o trabalho de parto. No entanto, embora os óleos essenciais tenham esse efeito benéfico na parturiente, eles podem apresentar resultados prejudiciais ocasiona dos pelo uso Outro método sem custo é a utilização de ambientes com luzes suaves, músicas e toques terapêuticos que criam um local acolhedor e sem estresse, beneficiando o binômio mãe fortalecido com a ajuda dessas técnicas desde o primeiro contato, auxiliando para uma experiência de parto mais positiva, promovendo interação afetiva precoce, maior confiança materna e estímulo à amamentação inicial (Santos et al., 2021).
A incorporação das PICs no contexto do parto contribui para reduzir intervenções obstétricas desnecessárias, como analgesia farmacológica precoce e episiotomia rotineira. Estudos recentes destacam que mulheres que utilizam esses métodos apresentam maior tolerância à dor , menor tempo de trabalho de parto e índices reduzidos de cesariana. Dessa forma, essas práticas reforçam o paradigma de cuidado centrado na mulher e no respeito ao seu protagonismo no processo de parir (Rodrigues; Almeida; Souza, 2021). Nesse cenário, a capacitação da equipe multiprofissional é fundamental para que as PICs sejam aplicadas com segurança e eficácia. Profissionais devidamente treinados conseguem orientar a parturiente sobre os benefícios de cada prática, promovendo um cuidado individualizado e baseado em evidências. A formação voltada para o uso das PICs fortalece a humanização da assistência ao parto e amplia a integralidade da atenção no SUS, garantindo à mulher escolhas e acolhimento durante todo o processo (Brasil, 2023). Dessa forma, est capítulo teve como objetivo analisar o papel das terapias integrativas e complementares como suporte humanizado à mulher durante o trabalho de parto, destacando seus benefícios físicos, emocionais e psicossociais. METODOLOGIA Este capítulo foi elaborad abordagem qualitativa e caráter descritivo, visando reunir e analisar evidências sobre o uso de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como suporte à mulher durante o trabalho de parto. Etapas da pesquisa 1. Definição do escopo Foco nas terapias integrativas utilizadas no trabalho de parto, como aromaterapia, musicoterapia, técnicas de respiração, massagem, acupressão, hidroterapia e outros métodos que promovam conforto físico e emocional à 2. Fontes de dados Levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados GOV e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). 3. Estratégia de busca 112 das PICs no contexto do parto contribui para reduzir intervenções obstétricas desnecessárias, como analgesia farmacológica precoce e episiotomia rotineira. Estudos recentes destacam que mulheres que utilizam esses métodos apresentam maior , menor tempo de trabalho de parto e índices reduzidos de cesariana. Dessa forma, essas práticas reforçam o paradigma de cuidado centrado na mulher e no respeito ao seu protagonismo no processo de parir (Rodrigues; Almeida; Souza, 2021). capacitação da equipe multiprofissional é fundamental para que as PICs sejam aplicadas com segurança e eficácia. Profissionais devidamente treinados conseguem orientar a parturiente sobre os benefícios de cada prática, promovendo um cuidado e baseado em evidências. A formação voltada para o uso das PICs fortalece a humanização da assistência ao parto e amplia a integralidade da atenção no SUS, garantindo à mulher escolhas e acolhimento durante todo o processo (Brasil, 2023). Dessa forma, est capítulo teve como objetivo analisar o papel das terapias integrativas e complementares como suporte humanizado à mulher durante o trabalho de parto, destacando seus benefícios físicos, emocionais e psicossociais. Este capítulo foi elaborad o por meio de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, visando reunir e analisar evidências sobre o uso de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como suporte à mulher durante o trabalho de Definição do escopo Foco nas terapias integrativas utilizadas no trabalho de parto, como aromaterapia, musicoterapia, técnicas de respiração, massagem, acupressão, hidroterapia e outros métodos que promovam conforto físico e emocional à parturiente. Fontes de dados Levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados GOV e Biblioteca Virtual Estratégia de busca das PICs no contexto do parto contribui para reduzir intervenções obstétricas desnecessárias, como analgesia farmacológica precoce e episiotomia rotineira. Estudos recentes destacam que mulheres que utilizam esses métodos apresentam maior , menor tempo de trabalho de parto e índices reduzidos de cesariana. Dessa forma, essas práticas reforçam o paradigma de cuidado centrado na mulher e no respeito ao seu protagonismo no processo de parir (Rodrigues; Almeida; Souza, 2021). capacitação da equipe multiprofissional é fundamental para que as PICs sejam aplicadas com segurança e eficácia. Profissionais devidamente treinados conseguem orientar a parturiente sobre os benefícios de cada prática, promovendo um cuidado e baseado em evidências. A formação voltada para o uso das PICs fortalece a humanização da assistência ao parto e amplia a integralidade da atenção no SUS, garantindo à mulher escolhas e acolhimento durante todo o processo (Brasil, 2023). Dessa forma, est e capítulo teve como objetivo analisar o papel das terapias integrativas e complementares como suporte humanizado à mulher durante o trabalho de parto, destacando seus benefícios físicos, o por meio de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, visando reunir e analisar evidências sobre o uso de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como suporte à mulher durante o trabalho de Foco nas terapias integrativas utilizadas no trabalho de parto, como aromaterapia, musicoterapia, técnicas de respiração, massagem, acupressão, hidroterapia e outros métodos Levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados GOV e Biblioteca Virtual
Utilização de operadores booleanos do tipo AND para combinar descritores. Descritores utilizados: “PICs” 4. Critérios de inclusão •Artigos publicados nos últimos 5 anos; • Idioma: português; • Estudos que abordem terapias integrativas aplicadas no trabalho de parto. 5. Critérios de exclusão • Estudos que não tratassem do contex • Publicações em outros idiomas. 6. Análise e organização dos dados • Leitura exploratória dos títulos e resumos; • Seleção dos estudos que atendessem aos critérios estabelecidos; • Leitura na íntegra dos artigos selecionados para informações relevantes, como tipo de terapia, aplicação, benefícios, mecanismos de ação e resultados observados. RESULTADOS E DISCUSSÃO As terapias integrativas representam um avanço significativo no cuidado obstétrico contemporâneo, sobretud o por sua contribuição no suporte físico e emocional à mulher durante o trabalho de parto. Métodos como aromaterapia, massagem, técnicas de respiração e uso da bola suíça apresentam efeitos positivos comprovados na redução da dor, no controle da ansiedade e na promoção do relaxamento muscular. Esse conjunto de benefícios reforça a compreensão de que o parto pode ser vivenciado como evento fisiológico e emocional, e não apenas como um procedimento biomédico. Assim, as terapias integrativas se apresentam como recursos complementares à assistência convencional, garantindo maior protagonismo feminino e experiências mais satisfatórias para as parturientes (Volpatto, 2022). A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em 2006, con stitui um marco essencial para a institucionalização dessas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento oficial buscou ampliar o acesso a terapias seguras, acessíveis e culturalmente aceitas pela população. No campo obstétrico, a PNPIC favor fortalecimento de ações humanizadas, ampliando a possibilidade de uso de abordagens 113 Utilização de operadores booleanos do tipo AND para combinar descritores. Descritores utilizados: “PICs” e “terapias integrativas”. Critérios de inclusão •Artigos publicados nos últimos 5 anos; Idioma: português; Estudos que abordem terapias integrativas aplicadas no trabalho de Critérios de exclusão Estudos que não tratassem do contex to do parto humano; Publicações em outros idiomas. Análise e organização dos dados Leitura exploratória dos títulos e resumos; Seleção dos estudos que atendessem aos critérios estabelecidos; Leitura na íntegra dos artigos selecionados para informações relevantes, como tipo de terapia, aplicação, benefícios, mecanismos de ação e RESULTADOS E DISCUSSÃO As terapias integrativas representam um avanço significativo no cuidado obstétrico o por sua contribuição no suporte físico e emocional à mulher durante o trabalho de parto. Métodos como aromaterapia, massagem, técnicas de respiração e uso da bola suíça apresentam efeitos positivos comprovados na redução da dor, no controle da e na promoção do relaxamento muscular. Esse conjunto de benefícios reforça a compreensão de que o parto pode ser vivenciado como evento fisiológico e emocional, e não apenas como um procedimento biomédico. Assim, as terapias integrativas se apresentam recursos complementares à assistência convencional, garantindo maior protagonismo feminino e experiências mais satisfatórias para as parturientes (Volpatto, 2022). A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em stitui um marco essencial para a institucionalização dessas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento oficial buscou ampliar o acesso a terapias seguras, acessíveis e culturalmente aceitas pela população. No campo obstétrico, a PNPIC favor fortalecimento de ações humanizadas, ampliando a possibilidade de uso de abordagens Utilização de operadores booleanos do tipo AND para combinar descritores. Estudos que abordem terapias integrativas aplicadas no trabalho de to do parto humano; Seleção dos estudos que atendessem aos critérios estabelecidos; Leitura na íntegra dos artigos selecionados para extração das informações relevantes, como tipo de terapia, aplicação, benefícios, mecanismos de ação e As terapias integrativas representam um avanço significativo no cuidado obstétrico o por sua contribuição no suporte físico e emocional à mulher durante o trabalho de parto. Métodos como aromaterapia, massagem, técnicas de respiração e uso da bola suíça apresentam efeitos positivos comprovados na redução da dor, no controle da e na promoção do relaxamento muscular. Esse conjunto de benefícios reforça a compreensão de que o parto pode ser vivenciado como evento fisiológico e emocional, e não apenas como um procedimento biomédico. Assim, as terapias integrativas se apresentam recursos complementares à assistência convencional, garantindo maior protagonismo feminino e experiências mais satisfatórias para as parturientes (Volpatto, 2022). A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em stitui um marco essencial para a institucionalização dessas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento oficial buscou ampliar o acesso a terapias seguras, acessíveis e culturalmente aceitas pela população. No campo obstétrico, a PNPIC favor eceu o fortalecimento de ações humanizadas, ampliando a possibilidade de uso de abordagens
alternativas durante o parto. Tal iniciativa representou um importante passo para consolidar a integralidade da atenção em saúde e reforçar o cuidado centrado na pes Em 2020, a Recomendação nº 070 reforçou a relevância das PICs ao propor sua inclusão obrigatória nos planos de saúde e orçamentos do SUS. Essa medida resultou na ampliação do acesso, refletida nos mais de 9 milhões de atendimentos regi 2024. O crescimento expressivo demonstra tanto a consolidação das PICs quanto a receptividade da população, que passou a demandar mais essas práticas. No contexto obstétrico, esse avanço ampliou o acesso das mulheres a recursos de conf protagonismo durante o parto (Brasil, 2020; Brasil, 2025). Do ponto de vista clínico, estudos indicam que o uso das terapias integrativas está associado a benefícios relevantes. Entre eles, destacam trabalho de parto, a redução no uso de fármacos analgésicos e até mesmo a queda nas taxas de cesarianas desnecessárias. Além disso, a criação de um ambiente mais acolhedor fortalece o vínculo entre equipe de saúde, gestante e família. Esses resultados refo como ferramentas de suporte que favorecem uma experiência de parto mais natural e segura (Volpatto, 2022). Apesar de seus benefícios, a implementação das terapias integrativas enfrenta desafios persistentes. A ausência de capacitação vinculados ao modelo biomédico e as dificuldades estruturais em muitas maternidades limitam sua adoção plena. Em alguns casos, ainda prevalece a visão reducionista de que tais práticas têm pouca relevân entraves, tornase fundamental investir em formação continuada, em protocolos clínicos fundamentados em evidências e em políticas públicas que assegurem equidade de acesso (Brasil, 2023). Outr o aspecto de grande importância é o impacto subjetivo das terapias integrativas na experiência do parto. Pesquisas demonstram que mulheres que recorrem a técnicas como massagem e respiração controlada apresentam maior sensação de autocontrole, menor medo e fortalecimento da confiança em seu corpo. Esses efeitos subjetivos rompem com práticas desumanizadas que, por muito tempo, limitaram o protagonismo feminino no parto. Assim, as PICs se configuram como instrumentos de empoderamento e de defesa dos direitos reprodutivos (Volpatto, 2022). 114 alternativas durante o parto. Tal iniciativa representou um importante passo para consolidar a integralidade da atenção em saúde e reforçar o cuidado centrado na pes soa (Brasil, 2006). Em 2020, a Recomendação nº 070 reforçou a relevância das PICs ao propor sua inclusão obrigatória nos planos de saúde e orçamentos do SUS. Essa medida resultou na ampliação do acesso, refletida nos mais de 9 milhões de atendimentos regi 2024. O crescimento expressivo demonstra tanto a consolidação das PICs quanto a receptividade da população, que passou a demandar mais essas práticas. No contexto obstétrico, esse avanço ampliou o acesso das mulheres a recursos de conf protagonismo durante o parto (Brasil, 2020; Brasil, 2025). Do ponto de vista clínico, estudos indicam que o uso das terapias integrativas está associado a benefícios relevantes. Entre eles, destacam - se a diminuição da duração do trabalho de parto, a redução no uso de fármacos analgésicos e até mesmo a queda nas taxas de cesarianas desnecessárias. Além disso, a criação de um ambiente mais acolhedor fortalece o vínculo entre equipe de saúde, gestante e família. Esses resultados refo rçam o papel das PICs como ferramentas de suporte que favorecem uma experiência de parto mais natural e segura Apesar de seus benefícios, a implementação das terapias integrativas enfrenta desafios persistentes. A ausência de capacitação profissional adequada, a resistência de setores ainda vinculados ao modelo biomédico e as dificuldades estruturais em muitas maternidades limitam sua adoção plena. Em alguns casos, ainda prevalece a visão reducionista de que tais práticas têm pouca relevân cia clínica, o que compromete sua expansão. Para superar esses se fundamental investir em formação continuada, em protocolos clínicos fundamentados em evidências e em políticas públicas que assegurem equidade de acesso o aspecto de grande importância é o impacto subjetivo das terapias integrativas na experiência do parto. Pesquisas demonstram que mulheres que recorrem a técnicas como massagem e respiração controlada apresentam maior sensação de autocontrole, menor medo e fortalecimento da confiança em seu corpo. Esses efeitos subjetivos rompem com práticas desumanizadas que, por muito tempo, limitaram o protagonismo feminino no parto. Assim, as PICs se configuram como instrumentos de empoderamento e de defesa dos direitos reprodutivos (Volpatto, 2022). alternativas durante o parto. Tal iniciativa representou um importante passo para consolidar a soa (Brasil, 2006). Em 2020, a Recomendação nº 070 reforçou a relevância das PICs ao propor sua inclusão obrigatória nos planos de saúde e orçamentos do SUS. Essa medida resultou na ampliação do acesso, refletida nos mais de 9 milhões de atendimentos regi strados entre 2020 e 2024. O crescimento expressivo demonstra tanto a consolidação das PICs quanto a receptividade da população, que passou a demandar mais essas práticas. No contexto obstétrico, esse avanço ampliou o acesso das mulheres a recursos de conf orto, acolhimento e Do ponto de vista clínico, estudos indicam que o uso das terapias integrativas está se a diminuição da duração do trabalho de parto, a redução no uso de fármacos analgésicos e até mesmo a queda nas taxas de cesarianas desnecessárias. Além disso, a criação de um ambiente mais acolhedor fortalece o rçam o papel das PICs como ferramentas de suporte que favorecem uma experiência de parto mais natural e segura Apesar de seus benefícios, a implementação das terapias integrativas enfrenta desafios profissional adequada, a resistência de setores ainda vinculados ao modelo biomédico e as dificuldades estruturais em muitas maternidades limitam sua adoção plena. Em alguns casos, ainda prevalece a visão reducionista de que tais cia clínica, o que compromete sua expansão. Para superar esses se fundamental investir em formação continuada, em protocolos clínicos fundamentados em evidências e em políticas públicas que assegurem equidade de acesso o aspecto de grande importância é o impacto subjetivo das terapias integrativas na experiência do parto. Pesquisas demonstram que mulheres que recorrem a técnicas como massagem e respiração controlada apresentam maior sensação de autocontrole, menor medo e fortalecimento da confiança em seu corpo. Esses efeitos subjetivos rompem com práticas desumanizadas que, por muito tempo, limitaram o protagonismo feminino no parto. Assim, as PICs se configuram como instrumentos de empoderamento e de defesa dos direitos
O fortalecimento das PICs dialoga diretamente com os princípios norteadores do SUS, sobretudo a integralidade e a humanização da atenção. Ao contemplar não apenas aspectos físicos, mas também emocionais e sociais, essas prá Nesse sentido, deixam de ser vistas apenas como técnicas de suporte para se consolidarem como parte de um novo paradigma cultural. Ao transformar a condução do nascimento, reforçam um modelo inclusivo, participativo 2025). Ainda assim, é importante destacar que o conhecimento científico sobre as PICs em obstetrícia apresenta lacunas. Faltam estudos multicêntricos e pesquisas longitudinais que avaliem seus impactos em difere elaboração de protocolos universais e compromete a consolidação de sua legitimidade científica. Dessa forma, torna perfil sociodemográfico, cond terapia. A ampliação da produção científica fortalecerá a base de evidências que sustenta a prática (Brasil, 2023; Volpatto, 2022). Concluise que as terapias integrativas oferecem contribuiç cuidado obstétrico, tanto em aspectos clínicos quanto emocionais. Essas práticas favorecem o protagonismo feminino, promovem maior humanização do parto e reforçam a integralidade do cuidado em saúde. Contudo, para que seu potencial se necessário superar desafios relacionados à formação profissional, estrutura institucional e resistência cultural. A ampliação de pesquisas científicas será essencial para legitimar ainda mais sua eficácia e garantir sua incorpo 2020; Brasil, 2025). A formação profissional constitui um dos pontos centrais para a expansão das PICs no campo obstétrico. Sem capacitação adequada, há risco de aplicação inadequada das técnicas, o que compromete sua eficácia e segurança. Nesse sentido, a educação permanente das equipes multiprofissionais é indispensável para fortalecer a qualidade da assistência. Cursos de atualização, oficinas práticas e inserção do tema nas grades curriculares da saúde são estratégias promissoras. Essa qualificação contribui não apenas para a prática clínica, mas também para diminuir resistências culturais ainda presentes (Brasil, 2023). 115 O fortalecimento das PICs dialoga diretamente com os princípios norteadores do SUS, sobretudo a integralidade e a humanização da atenção. Ao contemplar não apenas aspectos físicos, mas também emocionais e sociais, essas prá ticas ampliam a compreensão do cuidado. Nesse sentido, deixam de ser vistas apenas como técnicas de suporte para se consolidarem como parte de um novo paradigma cultural. Ao transformar a condução do nascimento, reforçam um modelo inclusivo, participativo e centrado na pessoa (Brasil, 2006; Brasil, Ainda assim, é importante destacar que o conhecimento científico sobre as PICs em obstetrícia apresenta lacunas. Faltam estudos multicêntricos e pesquisas longitudinais que avaliem seus impactos em difere ntes contextos e populações. Essa carência dificulta a elaboração de protocolos universais e compromete a consolidação de sua legitimidade científica. Dessa forma, torna - se urgente fomentar pesquisas que incluam variáveis como perfil sociodemográfico, cond ições clínicas das gestantes e comparações entre modalidades de terapia. A ampliação da produção científica fortalecerá a base de evidências que sustenta a prática (Brasil, 2023; Volpatto, 2022). se que as terapias integrativas oferecem contribuiç cuidado obstétrico, tanto em aspectos clínicos quanto emocionais. Essas práticas favorecem o protagonismo feminino, promovem maior humanização do parto e reforçam a integralidade do cuidado em saúde. Contudo, para que seu potencial se ja plenamente consolidado, é necessário superar desafios relacionados à formação profissional, estrutura institucional e resistência cultural. A ampliação de pesquisas científicas será essencial para legitimar ainda mais sua eficácia e garantir sua incorpo ração definitiva às políticas públicas de saúde (Brasil, A formação profissional constitui um dos pontos centrais para a expansão das PICs no campo obstétrico. Sem capacitação adequada, há risco de aplicação inadequada das técnicas, o que compromete sua eficácia e segurança. Nesse sentido, a educação permanente das equipes multiprofissionais é indispensável para fortalecer a qualidade da assistência. Cursos de atualização, oficinas práticas e inserção do tema nas grades curriculares da saúde são estratégias promissoras. Essa qualificação contribui não apenas para a prática clínica, mas também para diminuir resistências culturais ainda presentes (Brasil, 2023). O fortalecimento das PICs dialoga diretamente com os princípios norteadores do SUS, sobretudo a integralidade e a humanização da atenção. Ao contemplar não apenas aspectos ticas ampliam a compreensão do cuidado. Nesse sentido, deixam de ser vistas apenas como técnicas de suporte para se consolidarem como parte de um novo paradigma cultural. Ao transformar a condução do nascimento, e centrado na pessoa (Brasil, 2006; Brasil, Ainda assim, é importante destacar que o conhecimento científico sobre as PICs em obstetrícia apresenta lacunas. Faltam estudos multicêntricos e pesquisas longitudinais que ntes contextos e populações. Essa carência dificulta a elaboração de protocolos universais e compromete a consolidação de sua legitimidade se urgente fomentar pesquisas que incluam variáveis como ições clínicas das gestantes e comparações entre modalidades de terapia. A ampliação da produção científica fortalecerá a base de evidências que sustenta a se que as terapias integrativas oferecem contribuiç ões significativas ao cuidado obstétrico, tanto em aspectos clínicos quanto emocionais. Essas práticas favorecem o protagonismo feminino, promovem maior humanização do parto e reforçam a integralidade ja plenamente consolidado, é necessário superar desafios relacionados à formação profissional, estrutura institucional e resistência cultural. A ampliação de pesquisas científicas será essencial para legitimar ainda ração definitiva às políticas públicas de saúde (Brasil, A formação profissional constitui um dos pontos centrais para a expansão das PICs no campo obstétrico. Sem capacitação adequada, há risco de aplicação inadequada das técnicas, o que compromete sua eficácia e segurança. Nesse sentido, a educação permanente das equipes multiprofissionais é indispensável para fortalecer a qualidade da assistência. Cursos de atualização, oficinas práticas e inserção do tema nas grades curriculares da graduação em saúde são estratégias promissoras. Essa qualificação contribui não apenas para a prática clínica, mas também para diminuir resistências culturais ainda presentes (Brasil, 2023).
Os impactos sociais das terapias integrativas também merecem de às mulheres a possibilidade de protagonizar seu processo de parto, tais práticas promovem inclusão, respeito e dignidade. A ampliação do acesso no SUS reforça a equidade, pois garante que mulheres de diferentes classes sociais e regiões benefícios. Além disso, ao fortalecer a autonomia, contribuem para a construção de relações mais horizontais entre equipe de saúde e gestante. Dessa forma, as PICs se consolidam como ferramentas de cidadania e de promoção da jus No cenário internacional, observa incorporaram as terapias integrativas em suas políticas de saúde materna. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda a adoção de preferências das gestantes e valorizem práticas não farmacológicas para o alívio da dor. Essa experiência internacional reforça que o Brasil está alinhado a tendências globais ao investir em políticas de PICs. Contudo, também in aplicação e integração nos serviços obstétricos (Volpatto, 2022). Outro ponto de interface relevante é a relação entre as PICs e os direitos sexuais e reprodutivos. Ao devolver à mulher o protagonismo, essas decidir sobre seu corpo e seu parto. Essa perspectiva contrasta com o modelo tradicional, muitas vezes marcado por intervenções desnecessárias e pela desconsideração das escolhas femininas. Dessa forma, o uso das PICs for obstétrico e pela garantia de experiências mais humanizadas (Brasil, 2025). A enfermagem desempenha papel estratégico na difusão e implementação das terapias integrativas. Profissionais de enfermagem são gestante e acompanhamna ao longo de todo o trabalho de parto. Assim, sua capacitação em PICs amplia a capacidade de oferecer cuidados humanizados e personalizados. Estudos apontam que a atuação da enfermagem no uso satisfação materna e para a qualidade do parto (Volpatto, 2022). Do ponto de vista econômico, as PICs representam práticas de baixo custo quando comparadas a intervenções farmacológicas e procedimentos invasivo contribuir para a racionalização dos recursos no SUS, reduzindo gastos com medicamentos e 116 Os impactos sociais das terapias integrativas também merecem de às mulheres a possibilidade de protagonizar seu processo de parto, tais práticas promovem inclusão, respeito e dignidade. A ampliação do acesso no SUS reforça a equidade, pois garante que mulheres de diferentes classes sociais e regiões possam usufruir dos mesmos benefícios. Além disso, ao fortalecer a autonomia, contribuem para a construção de relações mais horizontais entre equipe de saúde e gestante. Dessa forma, as PICs se consolidam como ferramentas de cidadania e de promoção da jus tiça social (Brasil, 2006). No cenário internacional, observa - se que países como Inglaterra, Canadá e Austrália já incorporaram as terapias integrativas em suas políticas de saúde materna. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda a adoção de abordagens que respeitem as preferências das gestantes e valorizem práticas não farmacológicas para o alívio da dor. Essa experiência internacional reforça que o Brasil está alinhado a tendências globais ao investir em políticas de PICs. Contudo, também in dica que há espaço para expandir ainda mais sua aplicação e integração nos serviços obstétricos (Volpatto, 2022). Outro ponto de interface relevante é a relação entre as PICs e os direitos sexuais e reprodutivos. Ao devolver à mulher o protagonismo, essas práticas reafirmam seu direito de decidir sobre seu corpo e seu parto. Essa perspectiva contrasta com o modelo tradicional, muitas vezes marcado por intervenções desnecessárias e pela desconsideração das escolhas femininas. Dessa forma, o uso das PICs for talece a luta pelo respeito às mulheres no cenário obstétrico e pela garantia de experiências mais humanizadas (Brasil, 2025). A enfermagem desempenha papel estratégico na difusão e implementação das terapias integrativas. Profissionais de enfermagem são frequentemente os primeiros a acolher a na ao longo de todo o trabalho de parto. Assim, sua capacitação em PICs amplia a capacidade de oferecer cuidados humanizados e personalizados. Estudos apontam que a atuação da enfermagem no uso dessas práticas contribui diretamente para a satisfação materna e para a qualidade do parto (Volpatto, 2022). Do ponto de vista econômico, as PICs representam práticas de baixo custo quando comparadas a intervenções farmacológicas e procedimentos invasivo s. Sua utilização pode contribuir para a racionalização dos recursos no SUS, reduzindo gastos com medicamentos e Os impactos sociais das terapias integrativas também merecem de staque. Ao oferecer às mulheres a possibilidade de protagonizar seu processo de parto, tais práticas promovem inclusão, respeito e dignidade. A ampliação do acesso no SUS reforça a equidade, pois possam usufruir dos mesmos benefícios. Além disso, ao fortalecer a autonomia, contribuem para a construção de relações mais horizontais entre equipe de saúde e gestante. Dessa forma, as PICs se consolidam como tiça social (Brasil, 2006). se que países como Inglaterra, Canadá e Austrália já incorporaram as terapias integrativas em suas políticas de saúde materna. A Organização abordagens que respeitem as preferências das gestantes e valorizem práticas não farmacológicas para o alívio da dor. Essa experiência internacional reforça que o Brasil está alinhado a tendências globais ao investir dica que há espaço para expandir ainda mais sua Outro ponto de interface relevante é a relação entre as PICs e os direitos sexuais e práticas reafirmam seu direito de decidir sobre seu corpo e seu parto. Essa perspectiva contrasta com o modelo tradicional, muitas vezes marcado por intervenções desnecessárias e pela desconsideração das escolhas talece a luta pelo respeito às mulheres no cenário obstétrico e pela garantia de experiências mais humanizadas (Brasil, 2025). A enfermagem desempenha papel estratégico na difusão e implementação das terapias frequentemente os primeiros a acolher a na ao longo de todo o trabalho de parto. Assim, sua capacitação em PICs amplia a capacidade de oferecer cuidados humanizados e personalizados. Estudos dessas práticas contribui diretamente para a Do ponto de vista econômico, as PICs representam práticas de baixo custo quando s. Sua utilização pode contribuir para a racionalização dos recursos no SUS, reduzindo gastos com medicamentos e
internações prolongadas. Essa relação custo gestores de saúde que buscam soluções sustentáveis. Além d medicalizados, contribuem para diminuir complicações e, consequentemente, custos associados ao cuidado materno Por fim, ao olhar para o futuro, vislumbra consolidar como parte estruturante da atenção obstétrica no Brasil. Para tanto, será essencial fortalecer pesquisas, garantir formação profissional e ampliar políticas públicas de incentivo. A continuidade dessa agenda permitirá que as PICs sejam reconheci complemento, mas como parte fundamental de um modelo de saúde integral, humanizado e centrado na mulher. Assim, cada gestante poderá vivenciar o parto de forma digna, respeitosa e segura (Brasil, 2025). CONSIDERAÇÕES FINAIS As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) têm ganhado destaque no cuidado obstétrico, principalmente no processo de humanização do parto. Sua aplicação oferece benefícios clínicos e emocionais, como o alívio da dor, a diminuição da ansiedade e a criaçã de um ambiente mais acolhedor para a gestante. Ao valorizar a singularidade da mulher, tornam o parto uma experiência menos medicalizada e mais respeitosa. Além de acessíveis e de baixo custo, fortalecem o protagonismo feminino e ampliam a confiança na c parir. Nesse sentido, funcionam como instrumentos que aproximam ciência, tradição e cuidado integral. Apesar do potencial, ainda existem barreiras que dificultam a plena consolidação dessas práticas. Entre os principais desafios, destacam capacitados, a resistência de setores apegados ao modelo biomédico e a carência estrutural de muitos serviços de saúde. Em diversas maternidades, faltam espaços adequados ou recursos básicos para a implementação das PICs. Essas tanto culturais quanto organizacionais, exigindo mudanças no modo como a assistência é planejada. Assim, tornase necessário investir em formação profissional, protocolos clínicos embasados e políticas públicas de 117 internações prolongadas. Essa relação custo - benefício é um argumento importante para gestores de saúde que buscam soluções sustentáveis. Além d isso, ao favorecer partos menos medicalizados, contribuem para diminuir complicações e, consequentemente, custos associados ao cuidado materno -infantil (Brasil, 2023). Por fim, ao olhar para o futuro, vislumbra - se que as terapias integrativas tendem a se consolidar como parte estruturante da atenção obstétrica no Brasil. Para tanto, será essencial fortalecer pesquisas, garantir formação profissional e ampliar políticas públicas de incentivo. A continuidade dessa agenda permitirá que as PICs sejam reconheci complemento, mas como parte fundamental de um modelo de saúde integral, humanizado e centrado na mulher. Assim, cada gestante poderá vivenciar o parto de forma digna, respeitosa CONSIDERAÇÕES FINAIS Práticas Integrativas e Complementares (PICs) têm ganhado destaque no cuidado obstétrico, principalmente no processo de humanização do parto. Sua aplicação oferece benefícios clínicos e emocionais, como o alívio da dor, a diminuição da ansiedade e a criaçã de um ambiente mais acolhedor para a gestante. Ao valorizar a singularidade da mulher, tornam o parto uma experiência menos medicalizada e mais respeitosa. Além de acessíveis e de baixo custo, fortalecem o protagonismo feminino e ampliam a confiança na c parir. Nesse sentido, funcionam como instrumentos que aproximam ciência, tradição e Apesar do potencial, ainda existem barreiras que dificultam a plena consolidação dessas práticas. Entre os principais desafios, destacam -se a escassez de profissionais capacitados, a resistência de setores apegados ao modelo biomédico e a carência estrutural de muitos serviços de saúde. Em diversas maternidades, faltam espaços adequados ou recursos básicos para a implementação das PICs. Essas limitações mostram que as dificuldades são tanto culturais quanto organizacionais, exigindo mudanças no modo como a assistência é se necessário investir em formação profissional, protocolos clínicos embasados e políticas públicas de maior alcance. benefício é um argumento importante para isso, ao favorecer partos menos medicalizados, contribuem para diminuir complicações e, consequentemente, custos se que as terapias integrativas tendem a se consolidar como parte estruturante da atenção obstétrica no Brasil. Para tanto, será essencial fortalecer pesquisas, garantir formação profissional e ampliar políticas públicas de incentivo. A continuidade dessa agenda permitirá que as PICs sejam reconheci das não apenas como complemento, mas como parte fundamental de um modelo de saúde integral, humanizado e centrado na mulher. Assim, cada gestante poderá vivenciar o parto de forma digna, respeitosa Práticas Integrativas e Complementares (PICs) têm ganhado destaque no cuidado obstétrico, principalmente no processo de humanização do parto. Sua aplicação oferece benefícios clínicos e emocionais, como o alívio da dor, a diminuição da ansiedade e a criaçã o de um ambiente mais acolhedor para a gestante. Ao valorizar a singularidade da mulher, tornam o parto uma experiência menos medicalizada e mais respeitosa. Além de acessíveis e de baixo custo, fortalecem o protagonismo feminino e ampliam a confiança na c apacidade de parir. Nesse sentido, funcionam como instrumentos que aproximam ciência, tradição e Apesar do potencial, ainda existem barreiras que dificultam a plena consolidação a escassez de profissionais capacitados, a resistência de setores apegados ao modelo biomédico e a carência estrutural de muitos serviços de saúde. Em diversas maternidades, faltam espaços adequados ou recursos limitações mostram que as dificuldades são tanto culturais quanto organizacionais, exigindo mudanças no modo como a assistência é se necessário investir em formação profissional, protocolos clínicos