DESFECHOS NEONATAIS ASSOCIADOS A DIABETES MELLITUS PRÉ-GESTACIONAL E GESTACIONAL EM GESTANTES
Abstract
Autores Luísa Cereta Salim Testa Graduanda em Medicina pela Universidade Franciscana – UFN Gabriela Cereta Salim Testa Graduanda em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas - UCPEL Janine Vasconcelos Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e docente dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Franciscana – UFN Natália Lançanova da Silveira Zanini Graduanda em Medicina pela Universidade Franciscana - UFN Graciela Dutra Sehnem Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS e docente do curso de graduação e pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria-UFSM
Full text
11. DESFECHOS NEONATAIS DIABETES MELLITUS PRÉ NEONATAL OUTCOMES ASSOCIATED WITH PRE GESTATIONAL DIABETES MELLITUS IN PREGNANT WOMEN EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL. Doutoranda do Programa de PósGraduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria Doutora pelo Programa de PósGraduação em Enfermagem da Universidade Federal RESUMO Introdução: A hiperglicemia materna é a alteração metabólica mais prevalente durante a gestação, podendo se manifestar como diabetes mellitus pré gestacional (DMG), e ambas estão associadas a desfechos neonatais adversos. Avaliar as com plicações neonatais relacionadas ao DMPG e ao DMG. realizada uma revisão bibliográfica descritiva exploratória com abordagem qualitativa, conduzida entre agosto e setembro de 2025, por meio de busca nas bases Medline via PubMed e Lilacs, abrangendo produções científicas filtro de textos completos disponíveis em inglês ou português. Após a selecionados onze a rtigos que atenderam aos critérios de inclusão. A análise foi rea segundo a metodologia de Bardin (2011), contemplando as etapas de pré do material e interpretação dos resultados. demonstraram que o DMPG, devido à exposição fetal prolongada à hiperglicemia, es associado a maior risco de malformações congênitas, parto prematuro, pré morbimortalidade perinatal elevada. Por outro lado, o DMG, embora frequentemente menos grave, também acarreta riscos significativos, incluindo macrossomia, hipoglicemia distúrbios respiratórios e aumento da probabilidade de obesidade e síndrome metabólica na infância. Considerações finais: é fator determinante para reduzir desfechos adversos e evidencia acompanhamento prénatal rigoroso e estratégias de manejo individualizadas. Como limitações, destacase que a revisão considerou apenas eletrônicas, e a heterogeneidade metodológica dos estudos pode restr 121 DESFECHOS NEONATAIS ASSOCIADOS A DIABETES MELLITUS PRÉ - GESTACIONAL E GESTACIONAL NEONATAL OUTCOMES ASSOCIATED WITH PRE - GESTATIONAL AND GESTATIONAL DIABETES MELLITUS IN PREGNANT WOMEN EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL. Luísa Cereta Salim Testa Graduanda em Medicina pela Universidade Franciscana Gabriela Cereta Salim Testa Graduanda em Medicina pela Universidade Católica de Pel Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria – Medicina e Enfermagem da Universidade Franciscana Natália Lançanova d Graduan da em Medicina pela Universidade Franciscana Graciela Dutra Sehnem Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - graduação e pósgraduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria A hiperglicemia materna é a alteração metabólica mais prevalente durante a gestação, podendo se manifestar como diabetes mellitus pré - gestacional (DMPG) ou gestacional (DMG), e ambas estão associadas a desfechos neonatais adversos. plicações neonatais relacionadas ao DMPG e ao DMG. uma revisão bibliográfica descritiva exploratória com abordagem qualitativa, conduzida entre agosto e setembro de 2025, por meio de busca nas bases Medline via PubMed produções científicas publicada s nos últimos dez anos, aplicando filtro de textos completos disponíveis em inglês ou português. Após a busca preliminar rtigos que atenderam aos critérios de inclusão. A análise foi rea segundo a metodologia de Bardin (2011), contemplando as etapas de pré do material e interpretação dos resultados. Resultados e discussão: demonstraram que o DMPG, devido à exposição fetal prolongada à hiperglicemia, es associado a maior risco de malformações congênitas, parto prematuro, pré morbimortalidade perinatal elevada. Por outro lado, o DMG, embora frequentemente menos grave, também acarreta riscos significativos, incluindo macrossomia, hipoglicemia distúrbios respiratórios e aumento da probabilidade de obesidade e síndrome metabólica na Considerações finais: Esses resultados reforçam que o controle glicêmico materno é fator determinante para reduzir desfechos adversos e evidencia natal rigoroso e estratégias de manejo individualizadas. Como se que a revisão considerou apenas a literatura disponível em bases eletrônicas, e a heterogeneidade metodológica dos estudos pode restr ingir a generalização dos ASSOCIADOS A GESTACIONAL E GESTACIONAL EM GESTANTES GESTATIONAL AND GESTATIONAL DIABETES MELLITUS IN PREGNANT WOMEN EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL. Luísa Cereta Salim Testa Graduanda em Medicina pela Universidade Franciscana – UFN Gabriela Cereta Salim Testa Graduanda em Medicina pela Universidade Católica de Pel otas - UCPEL Janine Vasconcelos UFSM e docente dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Franciscana – UFN Natália Lançanova d a Silveira Zanini da em Medicina pela Universidade Franciscana - UFN Graciela Dutra Sehnem - UFRGS e docente do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria -UFSM A hiperglicemia materna é a alteração metabólica mais prevalente durante a gestacional (DMPG) ou gestacional (DMG), e ambas estão associadas a desfechos neonatais adversos. Objetivo: plicações neonatais relacionadas ao DMPG e ao DMG. Metodologia: Foi uma revisão bibliográfica descritiva exploratória com abordagem qualitativa, conduzida entre agosto e setembro de 2025, por meio de busca nas bases Medline via PubMed s nos últimos dez anos, aplicando -se busca preliminar , foram rtigos que atenderam aos critérios de inclusão. A análise foi rea lizada segundo a metodologia de Bardin (2011), contemplando as etapas de pré -análise, exploração Resultados e discussão: Os achados demonstraram que o DMPG, devido à exposição fetal prolongada à hiperglicemia, es tá associado a maior risco de malformações congênitas, parto prematuro, pré -eclâmpsia e morbimortalidade perinatal elevada. Por outro lado, o DMG, embora frequentemente menos grave, também acarreta riscos significativos, incluindo macrossomia, hipoglicemia neonatal, distúrbios respiratórios e aumento da probabilidade de obesidade e síndrome metabólica na Esses resultados reforçam que o controle glicêmico materno é fator determinante para reduzir desfechos adversos e evidencia m a necessidade de natal rigoroso e estratégias de manejo individualizadas. Como literatura disponível em bases ingir a generalização dos
achados. Assim, futuras pesquisas são essenciais para aprimorar protocolos de rastreio, manejo clínico e estratégias preventivas, a fim de minimizar riscos neonatais e promover melhores desfechos para mães e recém Palavras-Chave: diabetes gestacional; doenças do recém nascido. ABSTRACT Introduction: Maternal hyperglycemia is the most prevalent metabolic alteration during pregnancy, manifesting as pregestational diabetes mellitus (PGDM) or gestational diabetes mellitus (GDM), both associated with adverse neonatal outcomes. neona tal complications related to PGDM and GDM. literature review with a qualitative approach was conducted between August and September 2025, through searches in the Medline via PubMed and Lilacs databases, including scie publications from the last ten years, applying filters for full or Portuguese. After the preliminary search, eleven articles met the inclusion criteria. Data analysis was carried out following Bardin’s (2011) metho material exploration, and interpretation of results. that PGDM, due to prolonged fetal exposure to hyperglycemia, is associated with higher risks of congenital malformations, preterm and mortality. On the other hand, GDM, although often less severe, also carries significant risks, including macrosomia, neonatal hypoglycemia, respiratory disorders, and a higher probability of obesit y and metabolic syndrome in childhood. results reinforce that maternal glycemic control is a key determinant in reducing adverse outcomes and highlight the need for rigorous prenatal follow management strat egies. As limitations, the review included only literature available in electronic databases, and the methodological heterogeneity of the studies may restrict generalizability of the findings. Therefore, further research is essential to improve screening p rotocols, clinical management, and preventive strategies to minimize neonatal risks and promote better outcomes for mothers and newborns. Keywords: gestational diabetes; newborn diseases; pregnancy; childbirth; newborn. INTRODUÇÃO A hiperglicemia materna durante a gestação, representando um problema de saúde pública global. De acordo com a International Diabetes Federation (2025), a prevalência mundial de diabetes gestacional (DMG) varia entre 5% e 18% d fatores genéticos, estilo de vida e acesso a serviços de saúde. No Brasil, estimativas recentes 122 achados. Assim, futuras pesquisas são essenciais para aprimorar protocolos de rastreio, manejo clínico e estratégias preventivas, a fim de minimizar riscos neonatais e promover melhores desfechos para mães e recém -nascidos diabetes gestacional; doenças do recém - nascido; gravidez; parto; recém Maternal hyperglycemia is the most prevalent metabolic alteration during pregnancy, manifesting as pregestational diabetes mellitus (PGDM) or gestational diabetes mellitus (GDM), both associated with adverse neonatal outcomes. Objective: tal complications related to PGDM and GDM. Methodology: A descriptive exploratory literature review with a qualitative approach was conducted between August and September 2025, through searches in the Medline via PubMed and Lilacs databases, including scie publications from the last ten years, applying filters for full - text articles available in English or Portuguese. After the preliminary search, eleven articles met the inclusion criteria. Data analysis was carried out following Bardin’s (2011) metho dology, comprising pre material exploration, and interpretation of results. Results and discussion: that PGDM, due to prolonged fetal exposure to hyperglycemia, is associated with higher risks of congenital malformations, preterm birth, preeclampsia, and increased perinatal morbidity and mortality. On the other hand, GDM, although often less severe, also carries significant risks, including macrosomia, neonatal hypoglycemia, respiratory disorders, and a higher y and metabolic syndrome in childhood. Final considerations: results reinforce that maternal glycemic control is a key determinant in reducing adverse outcomes and highlight the need for rigorous prenatal follow - up and individualized egies. As limitations, the review included only literature available in electronic databases, and the methodological heterogeneity of the studies may restrict generalizability of the findings. Therefore, further research is essential to improve screening rotocols, clinical management, and preventive strategies to minimize neonatal risks and promote better outcomes for mothers and newborns. gestational diabetes; newborn diseases; pregnancy; childbirth; newborn. A hiperglicemia materna é reconhecida como a alteração metabólica mais comum durante a gestação, representando um problema de saúde pública global. De acordo com a International Diabetes Federation (2025), a prevalência mundial de diabetes gestacional (DMG) varia entre 5% e 18% d as gestações, com diferenças marcantes entre regiões devido a fatores genéticos, estilo de vida e acesso a serviços de saúde. No Brasil, estimativas recentes achados. Assim, futuras pesquisas são essenciais para aprimorar protocolos de rastreio, manejo clínico e estratégias preventivas, a fim de minimizar riscos neonatais e promover nascido; gravidez; parto; recém - Maternal hyperglycemia is the most prevalent metabolic alteration during pregnancy, manifesting as pregestational diabetes mellitus (PGDM) or gestational diabetes Objective: To evaluate A descriptive exploratory literature review with a qualitative approach was conducted between August and September 2025, through searches in the Medline via PubMed and Lilacs databases, including scie ntific text articles available in English or Portuguese. After the preliminary search, eleven articles met the inclusion criteria. Data dology, comprising pre -analysis, Results and discussion: Findings showed that PGDM, due to prolonged fetal exposure to hyperglycemia, is associated with higher risks birth, preeclampsia, and increased perinatal morbidity and mortality. On the other hand, GDM, although often less severe, also carries significant risks, including macrosomia, neonatal hypoglycemia, respiratory disorders, and a higher Final considerations: These results reinforce that maternal glycemic control is a key determinant in reducing adverse up and individualized egies. As limitations, the review included only literature available in electronic databases, and the methodological heterogeneity of the studies may restrict generalizability of the findings. Therefore, further research is essential to improve screening rotocols, clinical management, and preventive strategies to minimize neonatal risks and gestational diabetes; newborn diseases; pregnancy; childbirth; newborn. é reconhecida como a alteração metabólica mais comum durante a gestação, representando um problema de saúde pública global. De acordo com a International Diabetes Federation (2025), a prevalência mundial de diabetes gestacional as gestações, com diferenças marcantes entre regiões devido a fatores genéticos, estilo de vida e acesso a serviços de saúde. No Brasil, estimativas recentes
apontam que aproximadamente 7% a 10% das gestantes apresentam DMG, enquanto o diabetes pré-gestaci onal (DMPG) afeta cerca de 1% a 3% das mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência em regiões urbanas e em mulheres com obesidade ou idade materna avançada. A hiperglicemia deve ser avaliada desde a primeira consulta de pré uma o portunidade de rastreio de diabetes mellitus da mulher na fase adulta. A 9° Federação Internacional de Diabetes (2019) considera que o estado hiperglicêmico detectado pela primeira vez na gestação deve ser classificado em uma das duas categorias: diabetes prégestacional (DMPG) ou diabetes mellitus gestacional (DMG) de acordo com os valores dos exames, como observa - Tabela 01: Critério diagnóstico de hiperglicemia na gestação Diagnóstico Diabetes Mellitus Pré Diabetes Mellitus Gestacional Fonte: Autoria própria, 2025. O diabetes mellitus gestacional está associado a consequ devido ao aumento das complicações fetais. neonatais e sua intensidade estão relacionados com o momento de início e a manutenção da intolerância à glicose durante a gestação e ao controle glicêmico materno. Nessa perspectiva, a hiperglicemia materna prevalência global, representa uma ameaça significativa tanto para a saúde da gestante quanto para os desfechos neonatais. A exposição do feto a esses estados metabólicos alterados pode levar a uma série de complicações gr imediatamente ou se estender por toda a vida. Segundo um estudo de coorte publicado por Plagemann et al . (2018), a hiperglicemia no ambiente intrauterino pode afetar o neurodesenvolvimento do feto, aumentando o ris comportamentais na infância. A pesquisa sugere que o descontrole glicêmico materno pode 123 apontam que aproximadamente 7% a 10% das gestantes apresentam DMG, enquanto o onal (DMPG) afeta cerca de 1% a 3% das mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência em regiões urbanas e em mulheres com obesidade ou idade materna A hiperglicemia deve ser avaliada desde a primeira consulta de pré portunidade de rastreio de diabetes mellitus da mulher na fase adulta. A 9° Federação Internacional de Diabetes (2019) considera que o estado hiperglicêmico detectado pela primeira vez na gestação deve ser classificado em uma das duas categorias: diabetes gestacional (DMPG) ou diabetes mellitus gestacional (DMG) de acordo com os valores - se a seguir, na Tabela 01: Critério diagnóstico de hiperglicemia na gestação . Diagnóstico Glicemia de Jejum Diabetes Mellitus Pré -Gestacional ≥126 mg/dL Diabetes Mellitus Gestacional 92125 mg/dL Autoria própria, 2025. O diabetes mellitus gestacional está associado a consequ ências de curto e longo prazo devido ao aumento das complicações fetais. De acordo com Riskin et al. neonatais e sua intensidade estão relacionados com o momento de início e a manutenção da intolerância à glicose durante a gestação e ao controle glicêmico materno. Nessa perspectiva, a hiperglicemia materna , um cenário clínico de crescente prevalência global, representa uma ameaça significativa tanto para a saúde da gestante quanto para os desfechos neonatais. A exposição do feto a esses estados metabólicos alterados pode levar a uma série de complicações gr aves, com efeitos que podem se manifestar imediatamente ou se estender por toda a vida. Segundo um estudo de coorte publicado por . (2018), a hiperglicemia no ambiente intrauterino pode afetar o neurodesenvolvimento do feto, aumentando o ris co de deficiências cognitivas e comportamentais na infância. A pesquisa sugere que o descontrole glicêmico materno pode apontam que aproximadamente 7% a 10% das gestantes apresentam DMG, enquanto o onal (DMPG) afeta cerca de 1% a 3% das mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência em regiões urbanas e em mulheres com obesidade ou idade materna A hiperglicemia deve ser avaliada desde a primeira consulta de pré -natal, visto que é portunidade de rastreio de diabetes mellitus da mulher na fase adulta. A 9° Federação Internacional de Diabetes (2019) considera que o estado hiperglicêmico detectado pela primeira vez na gestação deve ser classificado em uma das duas categorias: diabetes mellitus gestacional (DMPG) ou diabetes mellitus gestacional (DMG) de acordo com os valores Glicemia de Jejum ≥126 mg/dL 125 mg/dL ências de curto e longo prazo et al. (2020), os desfechos neonatais e sua intensidade estão relacionados com o momento de início e a manutenção da intolerância à glicose durante a gestação e ao controle glicêmico materno. , um cenário clínico de crescente prevalência global, representa uma ameaça significativa tanto para a saúde da gestante quanto para os desfechos neonatais. A exposição do feto a esses estados metabólicos alterados pode aves, com efeitos que podem se manifestar imediatamente ou se estender por toda a vida. Segundo um estudo de coorte publicado por . (2018), a hiperglicemia no ambiente intrauterino pode afetar o co de deficiências cognitivas e comportamentais na infância. A pesquisa sugere que o descontrole glicêmico materno pode
causar alterações estruturais e funcionais no cérebro fetal, impactando a formação de neurônios e a sinalização hormonal. Corroborando e sses achados em um cenário clínico mais específico, Battarbee (2020) demonstraram em um estudo de coorte retrospectiva que neonatos de mães com diagnóstico de diabetes mellitus pré morbimortalidade relacionad diabetes mellitus gestacional. Todavia, esse mesmo estudo (Battarbee que os bebês nascidos de mães com diabetes mellitus gestacional que não requerem insulina, o risco de complicaç ões neonatais é significativamente aumentado quando analisado com a população em geral que não apresenta essa doença. Diante desse contexto, o desfechos neonatais ocasionados pelo diabetes m gestantes. METODOLOGIA O presente estudo trata descritiva exploratória com abordagem qualitativa fundamentalmente, de análise impressos e/ou eletrônicos na interpretação e análise crítica pessoal do narrativas podem contribuir no debate de determinadas temáticas, levantando questões e colaborando na ob tenção e atualização do conhecimento em curto espaço de tempo (R 2007). A coleta de dados foi realizada no período de agosto a setembro de 2025, nas bases de dados Medline via Pubmed e Lilacs de acordo com o tema, a partir da formulação da seguinte q uestão norteadora: “Quais são os desfechos neonatais ocasionados pelo diabetes mellitus prégestacional e gestacional em chave:“ gestational diabetes” e “newborn diseases e com re corte temporal dos últimos 124 causar alterações estruturais e funcionais no cérebro fetal, impactando a formação de neurônios e a sinalização hormonal. sses achados em um cenário clínico mais específico, Battarbee (2020) demonstraram em um estudo de coorte retrospectiva que neonatos de mães com diagnóstico de diabetes mellitus pré - gestacional apresentam um risco maior de morbimortalidade relacionad a ao diabetes quando comparados com bebês de mães com diabetes mellitus gestacional. Todavia, esse mesmo estudo (Battarbee que os bebês nascidos de mães com diabetes mellitus gestacional que não requerem insulina, ões neonatais é significativamente aumentado quando analisado com a população em geral que não apresenta essa doença. Diante desse contexto, o estudo tem por objetivo identificar na literatura científica os ocasionados pelo diabetes m ellitus prégestacional e gestacional O presente estudo trata -se de uma Revisão Narrativa de L iteratura descritiva exploratória com abordagem qualitativa . A revisão narrativa fundamentalmente, de análise da literatura publicada em livros, artigos de periódicos impressos e/ou eletrônicos na interpretação e análise crítica pessoal do narrativas podem contribuir no debate de determinadas temáticas, levantando questões e tenção e atualização do conhecimento em curto espaço de tempo (R A coleta de dados foi realizada no período de agosto a setembro de 2025, nas bases de dados Medline via Pubmed e Lilacs de acordo com o tema, a partir da formulação da uestão norteadora: “Quais são os desfechos neonatais ocasionados pelo diabetes gestacional e gestacional em gestantes?”, com as gestational diabetes” e “newborn diseases ”, separados pelo operador booleano AND corte temporal dos últimos dez anos, visando por uma maior abrangência de estudos. causar alterações estruturais e funcionais no cérebro fetal, impactando a formação de sses achados em um cenário clínico mais específico, Battarbee et al. (2020) demonstraram em um estudo de coorte retrospectiva que neonatos de mães com gestacional apresentam um risco maior de a ao diabetes quando comparados com bebês de mães com diabetes mellitus gestacional. Todavia, esse mesmo estudo (Battarbee et al., 2020) conclui que os bebês nascidos de mães com diabetes mellitus gestacional que não requerem insulina, ões neonatais é significativamente aumentado quando analisado com a identificar na literatura científica os gestacional e gestacional em iteratura (RNL) do tipo A revisão narrativa constitui, da literatura publicada em livros, artigos de periódicos impressos e/ou eletrônicos na interpretação e análise crítica pessoal do s autores. As revisões narrativas podem contribuir no debate de determinadas temáticas, levantando questões e tenção e atualização do conhecimento em curto espaço de tempo (R other, A coleta de dados foi realizada no período de agosto a setembro de 2025, nas bases de dados Medline via Pubmed e Lilacs de acordo com o tema, a partir da formulação da uestão norteadora: “Quais são os desfechos neonatais ocasionados pelo diabetes as seguintes palavras- ”, separados pelo operador booleano AND por uma maior abrangência de estudos.
Utilizou-se como critérios de inclusão português , gratuitos e completos teses, capítulos de livros, anais de congressos ou conferências e relatórios técnicos Após uma busca preliminar foram encontradas quinze produções nas bases de dados, todos os resumos dos artigos selecionados foram lidos na íntegra e foram excluídos que não satisfaziam os critérios de inclusão referidos ou que tratavam de objetivos não relacionados ao estudo. Assim, somente onze artigos contemplaram a presente proposta para essa revisão narrativa, contemplando também a seguindo as etapas de préanálise, exploração do material e interpretação dos resultados. Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica narrativa baseada em publicações existentes já disponíveis em meios eletrônicos, não se faz necessária a RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos dados da literatura revela diferenças significativas nos desfechos neonatais e a longo prazo, dependendo do tipo de hiperglicemia materna. Enquanto o diabetes mellitus pré-gestacional (DMPG) está associado a riscos mais severos e precoces devido à exposição fetal prolongada à hiperglicemia, o diabetes mellitus gestacional (DMG), apesar de frequentemente ter um manejo mais simplificado, também impõe riscos substanciais que exigem atenção rigorosa. A seguir, serão detalhados os mecanismos e as consequências de cada condição, demonstrando a relevância do controle glicêmico na redução de riscos durante o período perinatal. O diabetes mellitus pré prolongada à hiperglicemia, impõe um risco substancialmente maior ao desenvolvimento fetal. Conforme apontado por Cyganek primeiras semanas da gestação está intimamente ligada ao aumento de malf congênitas, préeclâmpsia e partos prematuros. Dentre as anormalidades congênitas, Mitanchez et al . (2015) destaca a existência de uma prevalência maior em recém gestantes diabéticas em uso de insulinoterapia, sendo que 2/3 das anomali relacionados ao sistema cardiovascular e sistema nervoso central do neonato. Além disso, a hiperglicemia crônica materna compromete a organogênese e o desenvolvimento fetal, resultando em uma morbimortalidade perinatal significativamente 125 como critérios de inclusão : artigos originais publicados em inglês e , gratuitos e completos e como critérios de exclusão: teses, dissertações, capítul teses, capítulos de livros, anais de congressos ou conferências e relatórios técnicos Após uma busca preliminar foram encontradas quinze produções nas bases de dados, todos os resumos dos artigos selecionados foram lidos na íntegra e foram excluídos que não satisfaziam os critérios de inclusão referidos ou que tratavam de objetivos não relacionados ao estudo. Assim, somente onze artigos contemplaram a presente proposta para contemplando também a análise de conteúdo análise, exploração do material e interpretação dos resultados. Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica narrativa baseada em publicações existentes já disponíveis em meios eletrônicos, não se faz necessária a aprovação do Comitê de Ética. RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos dados da literatura revela diferenças significativas nos desfechos neonatais e a longo prazo, dependendo do tipo de hiperglicemia materna. Enquanto o diabetes (DMPG) está associado a riscos mais severos e precoces devido à exposição fetal prolongada à hiperglicemia, o diabetes mellitus gestacional (DMG), apesar de frequentemente ter um manejo mais simplificado, também impõe riscos substanciais que rigorosa. A seguir, serão detalhados os mecanismos e as consequências de cada condição, demonstrando a relevância do controle glicêmico na redução de riscos durante O diabetes mellitus pré - gestacional (DMPG), por sua natureza de expos prolongada à hiperglicemia, impõe um risco substancialmente maior ao desenvolvimento fetal. Conforme apontado por Cyganek et al . (2022), a falta de controle glicêmico antes e nas primeiras semanas da gestação está intimamente ligada ao aumento de malf eclâmpsia e partos prematuros. Dentre as anormalidades congênitas, . (2015) destaca a existência de uma prevalência maior em recém gestantes diabéticas em uso de insulinoterapia, sendo que 2/3 das anomali relacionados ao sistema cardiovascular e sistema nervoso central do neonato. Além disso, a hiperglicemia crônica materna compromete a organogênese e o desenvolvimento fetal, resultando em uma morbimortalidade perinatal significativamente artigos originais publicados em inglês e teses, dissertações, capítul os de teses, capítulos de livros, anais de congressos ou conferências e relatórios técnicos . Após uma busca preliminar foram encontradas quinze produções nas bases de dados, todos os resumos dos artigos selecionados foram lidos na íntegra e foram excluídos os artigos que não satisfaziam os critérios de inclusão referidos ou que tratavam de objetivos não relacionados ao estudo. Assim, somente onze artigos contemplaram a presente proposta para análise de conteúdo de Bardin (2011), análise, exploração do material e interpretação dos resultados. Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica narrativa baseada em publicações existentes já aprovação do Comitê de Ética. A análise dos dados da literatura revela diferenças significativas nos desfechos neonatais e a longo prazo, dependendo do tipo de hiperglicemia materna. Enquanto o diabetes (DMPG) está associado a riscos mais severos e precoces devido à exposição fetal prolongada à hiperglicemia, o diabetes mellitus gestacional (DMG), apesar de frequentemente ter um manejo mais simplificado, também impõe riscos substanciais que rigorosa. A seguir, serão detalhados os mecanismos e as consequências de cada condição, demonstrando a relevância do controle glicêmico na redução de riscos durante gestacional (DMPG), por sua natureza de expos ição prolongada à hiperglicemia, impõe um risco substancialmente maior ao desenvolvimento . (2022), a falta de controle glicêmico antes e nas primeiras semanas da gestação está intimamente ligada ao aumento de malf ormações eclâmpsia e partos prematuros. Dentre as anormalidades congênitas, . (2015) destaca a existência de uma prevalência maior em recém -nascidos de gestantes diabéticas em uso de insulinoterapia, sendo que 2/3 das anomali as estão relacionados ao sistema cardiovascular e sistema nervoso central do neonato. Além disso, a hiperglicemia crônica materna compromete a organogênese e o desenvolvimento fetal, resultando em uma morbimortalidade perinatal significativamente
elevada. Desse modo, evidencia de metade das causas dos óbitos neonatais e esses desfechos são causados por mecanismos como o estresse oxidativo, a inflamação e a alteração genética, que são consequências d desequilíbrio metabólico materno. (Battarbee Entretanto, o diabetes mellitus gestacional (DMG), embora muitas vezes considerado menos grave que o DMPG, também acarreta riscos substanciais para o neonato, o que reforça a necessidade de um a companhamento pré macrossomia fetal, a hipoglicemia neonatal e os distúrbios respiratórios são comuns em recémnascidos de mães com DMG. O principal mecanismo por trás desses desfechos é a hiperinsulinemia fetal, uma resposta do pâncreas do feto ao excesso de glicose materna. Esse excesso de insulina, atuando como um potente fator de crescimento, causa a macrossomia e, consequentemente, eleva o risco de distocia de ombro e traumas durante o parto. Além diss a hiperinsulinemia pode inibir a produção de surfactante nos pulmões, aumentando a incidência da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). A macrossomia fetal ou neonato grande para a idade gestacional (GIG) é uma das complicações mais comuns em gesta porcentagem de bebês GIG de mães diabéticas é de até 45%, sendo bebês que desde o nascimento possuem um índice ponderal aumentado, acúmulo adiposo excessivo nas regiões abdominal e escapular e, dessa forma hiperbilirrubinemia, hipoglicemia e acidose metabólica De acordo com Mitanchez nesses neonatos são a hipoglicemia, hipocalcemia e hipomagnesemia hipoglicemia é a mais esperada, visto que ocorre em aproximadamente 50% dos recém nascidos de mães com DMPG e DMG. Essa condição é causada pela hiperinsulinemia persistente no recémnascido após a interrupção do suprimento intrauterino de mãe, dessa forma é imprescindível um controle rigoroso pós necessidade de uso de glicose por via enteral ou parent Ademais, a hipocalcemia apresenta menor incidência nos neonatos de mães com DMPG e DMG logo, não é do neonato estão muito baixos podem ocorrer desfechos graves como letargia, apneia, taquipneia ou convulsões, e nos recém (Yu et al. , 2021). Enquanto a hipomagnesemia está relacionada com a hipomagnesemia 126 Desse modo, evidencia - se que as malformações congênitas estão associadas a cerca de metade das causas dos óbitos neonatais e esses desfechos são causados por mecanismos como o estresse oxidativo, a inflamação e a alteração genética, que são consequências d desequilíbrio metabólico materno. (Battarbee et al., 2020). Entretanto, o diabetes mellitus gestacional (DMG), embora muitas vezes considerado menos grave que o DMPG, também acarreta riscos substanciais para o neonato, o que reforça companhamento pré -natal rigoroso. Rocha et al . (2024) destacam que a macrossomia fetal, a hipoglicemia neonatal e os distúrbios respiratórios são comuns em nascidos de mães com DMG. O principal mecanismo por trás desses desfechos é a fetal, uma resposta do pâncreas do feto ao excesso de glicose materna. Esse excesso de insulina, atuando como um potente fator de crescimento, causa a macrossomia e, consequentemente, eleva o risco de distocia de ombro e traumas durante o parto. Além diss a hiperinsulinemia pode inibir a produção de surfactante nos pulmões, aumentando a incidência da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). A macrossomia fetal ou neonato grande para a idade gestacional (GIG) é uma das complicações mais comuns em gesta ções diabéticas. Conforme Rickman porcentagem de bebês GIG de mães diabéticas é de até 45%, sendo bebês que desde o nascimento possuem um índice ponderal aumentado, acúmulo adiposo excessivo nas regiões abdominal e escapular e, dessa forma , apresentam maior risco de desenvolver quadros de hiperbilirrubinemia, hipoglicemia e acidose metabólica . De acordo com Mitanchez et al . (2015), as complicações metabólicas mais prevalentes nesses neonatos são a hipoglicemia, hipocalcemia e hipomagnesemia hipoglicemia é a mais esperada, visto que ocorre em aproximadamente 50% dos recém nascidos de mães com DMPG e DMG. Essa condição é causada pela hiperinsulinemia nascido após a interrupção do suprimento intrauterino de mãe, dessa forma é imprescindível um controle rigoroso pós - parto para avaliação da necessidade de uso de glicose por via enteral ou parent eral. Ademais, a hipocalcemia apresenta menor incidência nos neonatos de mães com DMPG e DMG logo, não é feita a triagem de cálcio de rotina, mas quando os níveis séricos do neonato estão muito baixos podem ocorrer desfechos graves como letargia, apneia, taquipneia ou convulsões, e nos recém - nascidos prematuros, asfixia e dificuldade respiratória. , 2021). Enquanto a hipomagnesemia está relacionada com a hipomagnesemia se que as malformações congênitas estão associadas a cerca de metade das causas dos óbitos neonatais e esses desfechos são causados por mecanismos como o estresse oxidativo, a inflamação e a alteração genética, que são consequências d o Entretanto, o diabetes mellitus gestacional (DMG), embora muitas vezes considerado menos grave que o DMPG, também acarreta riscos substanciais para o neonato, o que reforça . (2024) destacam que a macrossomia fetal, a hipoglicemia neonatal e os distúrbios respiratórios são comuns em nascidos de mães com DMG. O principal mecanismo por trás desses desfechos é a fetal, uma resposta do pâncreas do feto ao excesso de glicose materna. Esse excesso de insulina, atuando como um potente fator de crescimento, causa a macrossomia e, consequentemente, eleva o risco de distocia de ombro e traumas durante o parto. Além diss o, a hiperinsulinemia pode inibir a produção de surfactante nos pulmões, aumentando a A macrossomia fetal ou neonato grande para a idade gestacional (GIG) é uma das ções diabéticas. Conforme Rickman et al. (2025), a porcentagem de bebês GIG de mães diabéticas é de até 45%, sendo bebês que desde o nascimento possuem um índice ponderal aumentado, acúmulo adiposo excessivo nas regiões , apresentam maior risco de desenvolver quadros de . (2015), as complicações metabólicas mais prevalentes nesses neonatos são a hipoglicemia, hipocalcemia e hipomagnesemia . Dentre essas, a hipoglicemia é a mais esperada, visto que ocorre em aproximadamente 50% dos recém - nascidos de mães com DMPG e DMG. Essa condição é causada pela hiperinsulinemia nascido após a interrupção do suprimento intrauterino de glicose pela parto para avaliação da Ademais, a hipocalcemia apresenta menor incidência nos neonatos de mães com feita a triagem de cálcio de rotina, mas quando os níveis séricos do neonato estão muito baixos podem ocorrer desfechos graves como letargia, apneia, nascidos prematuros, asfixia e dificuldade respiratória. , 2021). Enquanto a hipomagnesemia está relacionada com a hipomagnesemia
materna devido ao aumento da perda de magnésio pela via urinária da mãe com diabetes. Essa condição geralmente não necessita de intervenção terapêutica, visto que é assintomática e au tolimitada, porém, pode cursar com redução da secreção do hormônio da paratireoide (PTH). (Vianna et al. , 2023) Sendo assim, a partir dos artigos revisados, temos que os principais desfechos neonatais do DMPG e DMG Tabela 02: Frequência de desfechos neonatais de DMPG e DMG Doença Mortalidade perinatal Prematuridade Asfixia perinatal Anormalidades congênitas Macrossomia Restrição de crescimento Hipoglicemia Hipocalcemia Policitemia Hiperbilirrubinemia 127 materna devido ao aumento da perda de magnésio pela via urinária da mãe com diabetes. Essa condição geralmente não necessita de intervenção terapêutica, visto que é assintomática e tolimitada, porém, pode cursar com redução da secreção do hormônio da paratireoide , 2023) Sendo assim, a partir dos artigos revisados, temos que os principais desfechos neonatais do DMPG e DMG de acordo com a Tabela 02, abaixo. Frequência de desfechos neonatais de DMPG e DMG Frequência Mortalidade perinatal 0,5 – Prematuridade 8 – 30% Asfixia perinatal 1 – Anormalidades congênitas 5 – Macrossomia 15 – Restrição de crescimento intrauterino 2 – Hipoglicemia 25 – Hipocalcemia 5 – 30% Policitemia 5 – 10% Hiperbilirrubinemia 10 – materna devido ao aumento da perda de magnésio pela via urinária da mãe com diabetes. Essa condição geralmente não necessita de intervenção terapêutica, visto que é assintomática e tolimitada, porém, pode cursar com redução da secreção do hormônio da paratireoide Sendo assim, a partir dos artigos revisados, temos que os principais desfechos Frequência – 2% 30% 3% 6% 45% 8% 50% 30% 10% 30%
Hipertrofia ventricular Síndrome do desconforto respiratório Fonte: UpToDate, 2025. É fundamental ressaltar que os efeitos do DMG não se limitam ao período neonatal imediato. A exposição intrauterina à hiperglicemia tem a capacidade de moldar o perfil metabólico do feto, aumentando o risco de desfechos na infância, como obesidade, síndrom metabólica e o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 (Philipps influência metabólica precoce destaca a importância de um cuidado abrangente que se estenda para além do período neonatal, visando a prevenção de complicações que podem surgir já nos primeiros anos de vida. Outro aspecto relevante identific do diabetes mellitus gestacional (DMG). Tradicionalmente, o rastreio é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, entretanto, evidências recentes sugerem que a antecipação desse diagnóstico para antes das 14 semanas pode impactar positivamente os desfechos materno fetais. O rastreio precoce possibilita diferenciar casos de diabetes pré DMG, permitindo uma abordagem terapêutica mais adequada para cada perfil. Além disso, essa ident ificação antecipada oferece a oportunidade de implementar mudanças no estilo de vida e monitoramento glicêmico rigoroso desde o início da gestação, o que pode reduzir a progressão da intolerância à glicose e a necessidade de terapia farmacológica em fases avançadas (Vianna et al ., 2023). Nesse sentido, um estudo multicêntrico publicado em 2024 demonstrou que mulheres submetidas a rastreio precoce apresentaram menor risco de desenvolver hipertensão gestacional e redução significativa na incidência de pa que realizaram o rastreamento no período convencional (Simmons achados, também foi observada uma tendência à diminuição da macrossomia fetal e da necessidade de internação em unidades de terapi protetor adicional sobre os desfechos perinatais. Outro ponto importante é que o rastreio antecipado favorece a estratificação de risco obstétrico, permitindo identificar gestantes com maior probabilidade de desenv 128 Hipertrofia ventricular 10 – Síndrome do desconforto respiratório 5 – 15% É fundamental ressaltar que os efeitos do DMG não se limitam ao período neonatal imediato. A exposição intrauterina à hiperglicemia tem a capacidade de moldar o perfil metabólico do feto, aumentando o risco de desfechos na infância, como obesidade, síndrom metabólica e o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 (Philipps influência metabólica precoce destaca a importância de um cuidado abrangente que se estenda para além do período neonatal, visando a prevenção de complicações que podem surgir já nos Outro aspecto relevante identific ado na literatura é a importância da detecção precoce do diabetes mellitus gestacional (DMG). Tradicionalmente, o rastreio é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, entretanto, evidências recentes sugerem que a antecipação desse das 14 semanas pode impactar positivamente os desfechos materno fetais. O rastreio precoce possibilita diferenciar casos de diabetes pré - DMG, permitindo uma abordagem terapêutica mais adequada para cada perfil. Além disso, ificação antecipada oferece a oportunidade de implementar mudanças no estilo de vida e monitoramento glicêmico rigoroso desde o início da gestação, o que pode reduzir a progressão da intolerância à glicose e a necessidade de terapia farmacológica em fases ., 2023). Nesse sentido, um estudo multicêntrico publicado em 2024 demonstrou que mulheres submetidas a rastreio precoce apresentaram menor risco de desenvolver hipertensão gestacional e redução significativa na incidência de pa rtos cesáreos, quando comparadas às que realizaram o rastreamento no período convencional (Simmons et al. achados, também foi observada uma tendência à diminuição da macrossomia fetal e da necessidade de internação em unidades de terapi a intensiva neonatal, sugerindo um efeito protetor adicional sobre os desfechos perinatais. Outro ponto importante é que o rastreio antecipado favorece a estratificação de risco obstétrico, permitindo identificar gestantes com maior probabilidade de desenv 15% 15% É fundamental ressaltar que os efeitos do DMG não se limitam ao período neonatal imediato. A exposição intrauterina à hiperglicemia tem a capacidade de moldar o perfil metabólico do feto, aumentando o risco de desfechos na infância, como obesidade, síndrom e metabólica e o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 (Philipps et al., 2019). Essa influência metabólica precoce destaca a importância de um cuidado abrangente que se estenda para além do período neonatal, visando a prevenção de complicações que podem surgir já nos ado na literatura é a importância da detecção precoce do diabetes mellitus gestacional (DMG). Tradicionalmente, o rastreio é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, entretanto, evidências recentes sugerem que a antecipação desse das 14 semanas pode impactar positivamente os desfechos materno - - existente daqueles de DMG, permitindo uma abordagem terapêutica mais adequada para cada perfil. Além disso, ificação antecipada oferece a oportunidade de implementar mudanças no estilo de vida e monitoramento glicêmico rigoroso desde o início da gestação, o que pode reduzir a progressão da intolerância à glicose e a necessidade de terapia farmacológica em fases mais Nesse sentido, um estudo multicêntrico publicado em 2024 demonstrou que mulheres submetidas a rastreio precoce apresentaram menor risco de desenvolver hipertensão rtos cesáreos, quando comparadas às et al. , 2024). Além desses achados, também foi observada uma tendência à diminuição da macrossomia fetal e da a intensiva neonatal, sugerindo um efeito Outro ponto importante é que o rastreio antecipado favorece a estratificação de risco obstétrico, permitindo identificar gestantes com maior probabilidade de desenv olver
complicações como préeclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino. Dessa forma, tornase possível individualizar o acompanhamento clínico, com consultas mais frequentes, orientações nutricionais específicas e, em casos selecion precoce de terapias farmacológicas ou até mesmo medidas preventivas adicionais, como o uso de aspirina profilática em pacientes de alto risco (Vianna Esses achados reforçam a necessidade de revisão dos protocolos clínicos incorporando estratégias de rastreio precoce principalmente em gestantes com fatores de risco, como idade materna avançada, obesidade, histórico familiar de diabetes e antecedentes obstétricos desfavoráveis, de modo a possibilitar intervenções mais evitando desfechos neonatais trágicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente revisão permitiu identificar que tanto o diabetes mellitus pré (DMPG) quanto o gestacional (DMG) constituem importantes fatores de risco para compli cações neonatais, embora apresentem diferenças na gravidade e nos mecanismos envolvidos. Enquanto o DMPG se relaciona mais fortemente a malformações congênitas e maior morbimortalidade perinatal, em virtude da exposição precoce e prolongada à hiperglicemia , o DMG mostra associação relevante com macrossomia, hipoglicemia neonatal e distúrbios respiratórios, repercutindo também em maior predisposição a doenças metabólicas na infância. Esses achados reforçam a importância do diagnóstico oportuno e da adoção de protocolos de rastreamento mais sensíveis, especialmente em populações de risco, além de cuidados multiprofissionais individualizados. Ademais, estratégias que envolvem educação em saúde, intervenção nutricional precoce e controle rigoroso da glicemia são para reduzir complicações imediatas e mitigar repercussões futuras. Como limitação, esta revisão se baseou apenas em literatura disponível em bases eletrônicas, o que pode ter excluído estudos relevantes publicados em outros meios. Além disso , a diversidade metodológica dos artigos analisados limita a generalização dos achados. Esses fatores indicam a necessidade de pesquisas futuras que investiguem protocolos de rastreio, manejo clínico aprimorado e estratégias preventivas mais eficazes, com 129 eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino. se possível individualizar o acompanhamento clínico, com consultas mais frequentes, orientações nutricionais específicas e, em casos selecion precoce de terapias farmacológicas ou até mesmo medidas preventivas adicionais, como o uso de aspirina profilática em pacientes de alto risco (Vianna et al., 2023). Esses achados reforçam a necessidade de revisão dos protocolos clínicos incorporando estratégias de rastreio precoce principalmente em gestantes com fatores de risco, como idade materna avançada, obesidade, histórico familiar de diabetes e antecedentes obstétricos desfavoráveis, de modo a possibilitar intervenções mais evitando desfechos neonatais trágicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente revisão permitiu identificar que tanto o diabetes mellitus pré (DMPG) quanto o gestacional (DMG) constituem importantes fatores de risco para cações neonatais, embora apresentem diferenças na gravidade e nos mecanismos envolvidos. Enquanto o DMPG se relaciona mais fortemente a malformações congênitas e maior morbimortalidade perinatal, em virtude da exposição precoce e prolongada à , o DMG mostra associação relevante com macrossomia, hipoglicemia neonatal e distúrbios respiratórios, repercutindo também em maior predisposição a doenças Esses achados reforçam a importância do diagnóstico oportuno e da adoção de protocolos de rastreamento mais sensíveis, especialmente em populações de risco, além de cuidados multiprofissionais individualizados. Ademais, estratégias que envolvem educação em saúde, intervenção nutricional precoce e controle rigoroso da glicemia são para reduzir complicações imediatas e mitigar repercussões futuras. Como limitação, esta revisão se baseou apenas em literatura disponível em bases eletrônicas, o que pode ter excluído estudos relevantes publicados em outros meios. Além , a diversidade metodológica dos artigos analisados limita a generalização dos achados. Esses fatores indicam a necessidade de pesquisas futuras que investiguem protocolos de rastreio, manejo clínico aprimorado e estratégias preventivas mais eficazes, com eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino. se possível individualizar o acompanhamento clínico, com consultas mais frequentes, orientações nutricionais específicas e, em casos selecion ados, a introdução precoce de terapias farmacológicas ou até mesmo medidas preventivas adicionais, como o uso Esses achados reforçam a necessidade de revisão dos protocolos clínicos atuais, incorporando estratégias de rastreio precoce principalmente em gestantes com fatores de risco, como idade materna avançada, obesidade, histórico familiar de diabetes e antecedentes eficazes e oportunas, A presente revisão permitiu identificar que tanto o diabetes mellitus pré -gestacional (DMPG) quanto o gestacional (DMG) constituem importantes fatores de risco para cações neonatais, embora apresentem diferenças na gravidade e nos mecanismos envolvidos. Enquanto o DMPG se relaciona mais fortemente a malformações congênitas e maior morbimortalidade perinatal, em virtude da exposição precoce e prolongada à , o DMG mostra associação relevante com macrossomia, hipoglicemia neonatal e distúrbios respiratórios, repercutindo também em maior predisposição a doenças Esses achados reforçam a importância do diagnóstico oportuno e da adoção de protocolos de rastreamento mais sensíveis, especialmente em populações de risco, além de cuidados multiprofissionais individualizados. Ademais, estratégias que envolvem educação em saúde, intervenção nutricional precoce e controle rigoroso da glicemia são fundamentais Como limitação, esta revisão se baseou apenas em literatura disponível em bases eletrônicas, o que pode ter excluído estudos relevantes publicados em outros meios. Além , a diversidade metodológica dos artigos analisados limita a generalização dos achados. Esses fatores indicam a necessidade de pesquisas futuras que investiguem protocolos de rastreio, manejo clínico aprimorado e estratégias preventivas mais eficazes, com o objetivo de