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SEPSE MATERNA: ASPECTOS CLÍNICOS, TERAPÊUTICOS E PREVENTIVOS

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Catharina Fujiwara Souza Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Camila Maria Souza Fernandes Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Júlia Pedrisa Afarelli Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Bárbara Gradella Sales Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Helena Prado Marcos Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Julia Pavani Toryi Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Paula Fonseca De Moraes Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Laís Yamada Doretto Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Gabriela Sá Essoundry Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Pedro Avanci Fontenele Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASCO

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12. SEPSE MATERNA: ASPECTOS CLÍNICOS, TERAPÊUTICOS E MATERNAL SEPSIS: CLINICAL, THERAPEUTIC AND PREVENTIVE ASPECTS EIXO TEMÁTICO: URGÊNCIAS, EMERGÊNCIAS E CUIDADOS NO PÓS RESUMO Introdução: A sepse materna é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como disfunção orgânica decorrente de infecção durante a gestação, parto, pós após o parto. Constitui uma d diretamente a saúde fetal. A relevância científica e prática do tema está relacionada à necessidade de reduzir mortes evitáveis, aprimorar protocolos clínicos e fortalecer a atenção obstétrica humanizada. Objetivo: materna, abordando conceitos, epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco em informações aplicáveis à prática clínica e estratégias que contribuam para a redução de desfechos adversos, além de identificar lacunas no manejo da sepse materna. Metodologia: Realizou utilizando os descritores “ incluindo artigos nacionais e internacionais publicados entre 2008 e 2025. Foram considerados revisões sistemáticas, diretrizes e séries de casos, selecionadas por sua relevância científica e aplicabilidade clínica. materna é desafiador devido às alterações fisiológicas da gestação, como taquicardia, leucocitose discreta e hipotensão leve, que podem mascarar sinais clínicos, atrasando a 132 SEPSE MATERNA: ASPECTOS CLÍNICOS, TERAPÊUTICOS E PREVENTIVOS MATERNAL SEPSIS: CLINICAL, THERAPEUTIC AND PREVENTIVE ASPECTS EIXO TEMÁTICO: URGÊNCIAS, EMERGÊNCIAS E CUIDADOS NO PÓS OPERATÓRIO OBSTÉTRICO Catharina Fujiwara Souza Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Camila Maria Souza Fernandes Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Bárbara Gradella Sales Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Paula Fonseca De Moraes Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Gabriela Sá Essoundry Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Pedro Avanci Fontenele Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASCO A sepse materna é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como disfunção orgânica decorrente de infecção durante a gestação, parto, pós após o parto. Constitui uma d as principais causas de mortalidade materna e impacta diretamente a saúde fetal. A relevância científica e prática do tema está relacionada à necessidade de reduzir mortes evitáveis, aprimorar protocolos clínicos e fortalecer a atenção Objetivo: Revisar a literatura científica mais recente sobre sepse materna, abordando conceitos, epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco em informações aplicáveis à prática clínica e estratégias que contribuam a redução de desfechos adversos, além de identificar lacunas no manejo da sepse Realizou - se uma revisão narrativa da literatura na base PubMed, utilizando os descritores “ Puerperal Infection” e “ Pregnancy Complications, Infectious incluindo artigos nacionais e internacionais publicados entre 2008 e 2025. Foram considerados revisões sistemáticas, diretrizes e séries de casos, selecionadas por sua relevância científica e aplicabilidade clínica. Resultados e Discussão: O diagnóstico da materna é desafiador devido às alterações fisiológicas da gestação, como taquicardia, leucocitose discreta e hipotensão leve, que podem mascarar sinais clínicos, atrasando a SEPSE MATERNA: ASPECTOS CLÍNICOS, TERAPÊUTICOS E MATERNAL SEPSIS: CLINICAL, THERAPEUTIC AND PREVENTIVE ASPECTS EIXO TEMÁTICO: URGÊNCIAS, EMERGÊNCIAS E CUIDADOS NO PÓS - Catharina Fujiwara Souza Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Camila Maria Souza Fernandes Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Júlia Pedrisa Afarelli Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Bárbara Gradella Sales Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Helena Prado Marcos Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Julia Pavani Toryi Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Paula Fonseca De Moraes Faculdade de Medicina de Jundiaí Laís Yamada Doretto Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Gabriela Sá Essoundry Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Pedro Avanci Fontenele Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASCO A sepse materna é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como disfunção orgânica decorrente de infecção durante a gestação, parto, pós -aborto ou até 42 dias as principais causas de mortalidade materna e impacta diretamente a saúde fetal. A relevância científica e prática do tema está relacionada à necessidade de reduzir mortes evitáveis, aprimorar protocolos clínicos e fortalecer a atenção Revisar a literatura científica mais recente sobre sepse materna, abordando conceitos, epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco em informações aplicáveis à prática clínica e estratégias que contribuam a redução de desfechos adversos, além de identificar lacunas no manejo da sepse se uma revisão narrativa da literatura na base PubMed, Pregnancy Complications, Infectious ”, incluindo artigos nacionais e internacionais publicados entre 2008 e 2025. Foram considerados revisões sistemáticas, diretrizes e séries de casos, selecionadas por sua O diagnóstico da sepse materna é desafiador devido às alterações fisiológicas da gestação, como taquicardia, leucocitose discreta e hipotensão leve, que podem mascarar sinais clínicos, atrasando a intervenção. O atraso no início da antibioticoterapia está associado a maio séptico, falência de múltiplos órgãos e mortalidade materna. Além disso, a sepse influencia desfechos neonatais, incluindo prematuridade e sofrimento fetal. A literatura evidencia lacunas importantes, como a heterogeneidade metodológica e randomizados em gestantes, reforçando a necessidade de protocolos padronizados e capacitação profissional . Considerações finais: precoce da sepse materna, aliado a protocolos adaptados aprimorar a assistência materna e neonatal, reduzir medicalização desnecessária e promover experiências de parto seguras e humanizadas. Palavras-Chaves: Choque séptico; Diagnóstico obstétrico; Sepse materna. ABSTRACT Introduction: Maternal sepsis is defined by the World Health Organization (WHO) as organ dysfunction resulting from infection during pregnancy, childbirth, post days after delivery. It is one of the leading c fetal health. The scientific and practical relevance of this topic lies in the need to reduce preventable deaths, improve clinical protocols, and strengthen humanized obstetric care. Objective: To review the concepts, epidemiology, risk factors, diagnosis, treatment, and prevention, with a focus on information applicable to clinical practice and strategies that contribute to reducing adverse out comes, as well as identifying gaps in the management of maternal sepsis. narrative literature review was conducted using the PubMed database, with the descriptors “Puerperal Infection” e “ Pregnancy Complications, Infectious and international articles published between 2008 and 2025. Systematic reviews, guidelines, and case series were considered, selected for their scientific relevance and clinical applicability. Results and Discussion: physiological changes of pregnancy, such as tachycardia, mild leukocytosis, and slight hypotension, which can mask clinical signs and delay intervention. A delay in initiating antibiotic therapy is associated with a higher r maternal mortality. Moreover, sepsis affects neonatal outcomes, including prematurity and fetal distress. The literature highlights significant gaps, such as methodological heterogeneity and the lack of rand omized clinical trials involving pregnant women, underscoring the need for standardized protocols and professional training. emphasizes that early recognition of maternal sepsis, combined with protocols adapted to the phys iology of pregnancy, can improve maternal and neonatal care, reduce unnecessary medical interventions, and promote safe and humanized birth experiences. Keywords: Maternal mortality; Maternal sepsis; Obstetric diagnosis; Pregnancy; Septic shock. INTRODUÇÃO A sepse materna, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza 133 intervenção. O atraso no início da antibioticoterapia está associado a maio séptico, falência de múltiplos órgãos e mortalidade materna. Além disso, a sepse influencia desfechos neonatais, incluindo prematuridade e sofrimento fetal. A literatura evidencia lacunas importantes, como a heterogeneidade metodológica e a escassez de ensaios clínicos randomizados em gestantes, reforçando a necessidade de protocolos padronizados e . Considerações finais: Esse texto destaca que o reconhecimento precoce da sepse materna, aliado a protocolos adaptados à fisiologia da gestação, podem aprimorar a assistência materna e neonatal, reduzir medicalização desnecessária e promover experiências de parto seguras e humanizadas. Choque séptico; Diagnóstico obstétrico; Gestação; Mortalidade materna; Maternal sepsis is defined by the World Health Organization (WHO) as organ dysfunction resulting from infection during pregnancy, childbirth, post days after delivery. It is one of the leading c auses of maternal mortality and directly impacts fetal health. The scientific and practical relevance of this topic lies in the need to reduce preventable deaths, improve clinical protocols, and strengthen humanized obstetric care. To review the most recent scientific literature on maternal sepsis, addressing concepts, epidemiology, risk factors, diagnosis, treatment, and prevention, with a focus on information applicable to clinical practice and strategies that contribute to reducing adverse comes, as well as identifying gaps in the management of maternal sepsis. narrative literature review was conducted using the PubMed database, with the descriptors Pregnancy Complications, Infectious ”. The review and international articles published between 2008 and 2025. Systematic reviews, guidelines, and case series were considered, selected for their scientific relevance and clinical Results and Discussion: Diagnosing maternal s epsis is challenging due to the physiological changes of pregnancy, such as tachycardia, mild leukocytosis, and slight hypotension, which can mask clinical signs and delay intervention. A delay in initiating antibiotic therapy is associated with a higher r isk of septic shock, multiple organ failure, and maternal mortality. Moreover, sepsis affects neonatal outcomes, including prematurity and fetal distress. The literature highlights significant gaps, such as methodological heterogeneity omized clinical trials involving pregnant women, underscoring the need for standardized protocols and professional training. Final Considerations: emphasizes that early recognition of maternal sepsis, combined with protocols adapted to the iology of pregnancy, can improve maternal and neonatal care, reduce unnecessary medical interventions, and promote safe and humanized birth experiences. Maternal mortality; Maternal sepsis; Obstetric diagnosis; Pregnancy; Septic A sepse materna, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza intervenção. O atraso no início da antibioticoterapia está associado a maio r risco de choque séptico, falência de múltiplos órgãos e mortalidade materna. Além disso, a sepse influencia desfechos neonatais, incluindo prematuridade e sofrimento fetal. A literatura evidencia a escassez de ensaios clínicos randomizados em gestantes, reforçando a necessidade de protocolos padronizados e Esse texto destaca que o reconhecimento à fisiologia da gestação, podem aprimorar a assistência materna e neonatal, reduzir medicalização desnecessária e promover Gestação; Mortalidade materna; Maternal sepsis is defined by the World Health Organization (WHO) as organ dysfunction resulting from infection during pregnancy, childbirth, post -abortion, or up to 42 auses of maternal mortality and directly impacts fetal health. The scientific and practical relevance of this topic lies in the need to reduce preventable deaths, improve clinical protocols, and strengthen humanized obstetric care. most recent scientific literature on maternal sepsis, addressing concepts, epidemiology, risk factors, diagnosis, treatment, and prevention, with a focus on information applicable to clinical practice and strategies that contribute to reducing adverse comes, as well as identifying gaps in the management of maternal sepsis. Methodology: A narrative literature review was conducted using the PubMed database, with the descriptors ”. The review included national and international articles published between 2008 and 2025. Systematic reviews, guidelines, and case series were considered, selected for their scientific relevance and clinical epsis is challenging due to the physiological changes of pregnancy, such as tachycardia, mild leukocytosis, and slight hypotension, which can mask clinical signs and delay intervention. A delay in initiating isk of septic shock, multiple organ failure, and maternal mortality. Moreover, sepsis affects neonatal outcomes, including prematurity and fetal distress. The literature highlights significant gaps, such as methodological heterogeneity omized clinical trials involving pregnant women, underscoring the need Final Considerations: This review emphasizes that early recognition of maternal sepsis, combined with protocols adapted to the iology of pregnancy, can improve maternal and neonatal care, reduce unnecessary medical interventions, and promote safe and humanized birth experiences. Maternal mortality; Maternal sepsis; Obstetric diagnosis; Pregnancy; Septic A sepse materna, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza -se por disfunção orgânica desencadeada por infecção durante a gestação, parto, pós dias após o término da gravidez, representando um problema relevante de saúde pú Tratase de uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna, figurando de forma consistente entre as três maiores causas de morte na gestação, ao lado da pré e da hemorragia pósparto (Shields O principal entrav fisiológicas da gravidez, como taquicardia, leucocitose e discreta redução da pressão arterial, podem se confundir com sinais de sepse, dificultando o diagnóstico precoce e o início do tratamento ade quado (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya sobreposição retarda a conduta, elevando o risco de progressão para choque séptico e falência de múltiplos órgãos (Bowyer Nesse contexto, discute especificidades maternas, aliados ao início rápido da antibioticoterapia e à ressuscitação volêmica guiada por metas, poderia reduzir de forma expressiva os desfechos desfavoráveis (Cordioli et al ., 2013; Shields A justificativa para o presente estudo apoia a sepse materna é considerada potencialmente evitável: até 63% dos óbitos poderiam ser prevenidos com reconhecimento precoce e início imediato de antibióticos (Shields; Halscott, 2021). Além disso, as repercussões ultrapassam o âmbito materno, associando prematuridade, sofrimento fetal agudo e mortalidade neonatal, com repercussões sociais e sobrecarga aos sistemas de saúde (Shields inexistência de critérios diagnósticos universalmente aceitos para gestantes e a sub representação dessa população em ensaios clínicos, configurando lacunas importantes na prática clínica (Greer et al ., 2019; Plante; Pacheco; L A relevância científica e social é evidente. Além de reunir evidências atualizadas sobre o tema, este estudo busca oferecer suporte prático à atuação de profissionais da obstetrícia e da medicina intensiva, subsidiando a tomada de decisão. Do de políticas públicas voltadas à redução da mortalidade materna, ainda reflexo das desigualdades sociais e do acesso desigual à saúde. Assim, compreender e qualificar o manejo da sepse materna é compromisso não apenas cientí direto na saúde maternoinfantil em nível global. Portanto, a problematização central deste estudo destaca a gravidade da sepse materna 134 disfunção orgânica desencadeada por infecção durante a gestação, parto, pós dias após o término da gravidez, representando um problema relevante de saúde pú se de uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna, figurando de forma consistente entre as três maiores causas de morte na gestação, ao lado da pré parto (Shields et al., 2021). O principal entrav e está relacionado ao reconhecimento clínico. Alterações fisiológicas da gravidez, como taquicardia, leucocitose e discreta redução da pressão arterial, podem se confundir com sinais de sepse, dificultando o diagnóstico precoce e o início do quado (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya sobreposição retarda a conduta, elevando o risco de progressão para choque séptico e falência de múltiplos órgãos (Bowyer et al., 2017). Nesse contexto, discute -se que a criação de protocol os diagnósticos adaptados às especificidades maternas, aliados ao início rápido da antibioticoterapia e à ressuscitação volêmica guiada por metas, poderia reduzir de forma expressiva os desfechos desfavoráveis ., 2013; Shields et al., 2023). A justificativa para o presente estudo apoia - se em diferentes aspectos. Primeiramente, a sepse materna é considerada potencialmente evitável: até 63% dos óbitos poderiam ser prevenidos com reconhecimento precoce e início imediato de antibióticos (Shields; Halscott, 2021). Além disso, as repercussões ultrapassam o âmbito materno, associando prematuridade, sofrimento fetal agudo e mortalidade neonatal, com repercussões sociais e sobrecarga aos sistemas de saúde (Shields et al., 2023; Greer et al ., 2019). Soma inexistência de critérios diagnósticos universalmente aceitos para gestantes e a sub representação dessa população em ensaios clínicos, configurando lacunas importantes na ., 2019; Plante; Pacheco; L ouis, 2019). A relevância científica e social é evidente. Além de reunir evidências atualizadas sobre o tema, este estudo busca oferecer suporte prático à atuação de profissionais da obstetrícia e da medicina intensiva, subsidiando a tomada de decisão. Do mesmo modo, ressalta a urgência de políticas públicas voltadas à redução da mortalidade materna, ainda reflexo das desigualdades sociais e do acesso desigual à saúde. Assim, compreender e qualificar o manejo da sepse materna é compromisso não apenas cientí fico, mas também social, com impacto infantil em nível global. Portanto, a problematização central deste estudo destaca a gravidade da sepse materna disfunção orgânica desencadeada por infecção durante a gestação, parto, pós -aborto ou até 42 dias após o término da gravidez, representando um problema relevante de saúde pú blica. se de uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna, figurando de forma consistente entre as três maiores causas de morte na gestação, ao lado da pré -eclâmpsia e está relacionado ao reconhecimento clínico. Alterações fisiológicas da gravidez, como taquicardia, leucocitose e discreta redução da pressão arterial, podem se confundir com sinais de sepse, dificultando o diagnóstico precoce e o início do quado (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya et al., 2025). Essa sobreposição retarda a conduta, elevando o risco de progressão para choque séptico e falência os diagnósticos adaptados às especificidades maternas, aliados ao início rápido da antibioticoterapia e à ressuscitação volêmica guiada por metas, poderia reduzir de forma expressiva os desfechos desfavoráveis se em diferentes aspectos. Primeiramente, a sepse materna é considerada potencialmente evitável: até 63% dos óbitos poderiam ser prevenidos com reconhecimento precoce e início imediato de antibióticos (Shields; De Assis; Halscott, 2021). Além disso, as repercussões ultrapassam o âmbito materno, associando -se a prematuridade, sofrimento fetal agudo e mortalidade neonatal, com repercussões sociais e ., 2019). Soma -se a isso a inexistência de critérios diagnósticos universalmente aceitos para gestantes e a sub - representação dessa população em ensaios clínicos, configurando lacunas importantes na A relevância científica e social é evidente. Além de reunir evidências atualizadas sobre o tema, este estudo busca oferecer suporte prático à atuação de profissionais da obstetrícia e mesmo modo, ressalta a urgência de políticas públicas voltadas à redução da mortalidade materna, ainda reflexo das desigualdades sociais e do acesso desigual à saúde. Assim, compreender e qualificar o manejo fico, mas também social, com impacto Portanto, a problematização central deste estudo destaca a gravidade da sepse materna e as lacunas existentes no diagnóstico e tratamento, especialmente pela ausência de universais ajustados à fisiologia da gestante e pela exclusão frequente desse grupo em pesquisas clínicas. A importância do tema se justifica pelo potencial de prevenção, pela influência direta sobre a saúde materna e neonatal e pelo impacto no Nesse sentido tem como objetivo analisar criticamente a literatura mais recente sobre sepse materna, abordando conceitos, epidemiologia, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco nas especificidades obstétricas e na construção de p METODOLOGIA Este estudo consiste em uma revisão narrativa de literatura realizada em agosto de 2025, por meio de buscas na base de dados PubMed ( Retrieval System Online ) e SciELO ( artigos publicados entre dezembro de 2008 e julho de 2025, utilizando os seguintes descritores: “ Puerperal Infection identificados 3.435 artigos, os quais foram seleção. Os critérios de inclusão foram: artigos no idioma inglês e português; publicados no período de dezembro de 2008 a julho de 2025; que abordassem diretamente a temática da sepse materna; estudos do tipo rev Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados; estudos que abordavam a sepse de forma indireta ou que tratavam apenas de sepse em geral, sem foco na sepse materna; estudos do tipo relato de caso; além Após a aplicação dos critérios de seleção, restaram 14 artigos, os quais foram submetidos à leitura minuciosa para a coleta de dados. Os resultados foram apresentados de forma descritiva, organiza epidemiológicos, o diagnóstico e suas dificuldades, manifestações clínicas, complicações e impactos, além do tratamento e da prevenção da sepse materna. RESULTADOS E DISCUSSÃO Epidemiologia: 135 e as lacunas existentes no diagnóstico e tratamento, especialmente pela ausência de universais ajustados à fisiologia da gestante e pela exclusão frequente desse grupo em pesquisas clínicas. A importância do tema se justifica pelo potencial de prevenção, pela influência direta sobre a saúde materna e neonatal e pelo impacto no Nesse sentido tem como objetivo analisar criticamente a literatura mais recente sobre sepse materna, abordando conceitos, epidemiologia, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco nas especificidades obstétricas e na construção de p rotocolos adaptados. Este estudo consiste em uma revisão narrativa de literatura realizada em agosto de 2025, por meio de buscas na base de dados PubMed ( Publish Medical Literature Analysis and ) e SciELO ( Scientific Ele ctronic Library Online artigos publicados entre dezembro de 2008 e julho de 2025, utilizando os seguintes Puerperal Infection ” e “ Pregnancy Complications, Infectious identificados 3.435 artigos, os quais foram posteriormente submetidos aos critérios de Os critérios de inclusão foram: artigos no idioma inglês e português; publicados no período de dezembro de 2008 a julho de 2025; que abordassem diretamente a temática da sepse materna; estudos do tipo rev isões sistemáticas, diretrizes e séries de casos. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados; estudos que abordavam a sepse de forma indireta ou que tratavam apenas de sepse em geral, sem foco na sepse materna; estudos do tipo relato de caso; além daqueles que não atendiam aos demais critérios de inclusão. Após a aplicação dos critérios de seleção, restaram 14 artigos, os quais foram submetidos à leitura minuciosa para a coleta de dados. Os resultados foram apresentados de forma descritiva, organiza dos em categorias temáticas que abordam os aspectos epidemiológicos, o diagnóstico e suas dificuldades, manifestações clínicas, complicações e impactos, além do tratamento e da prevenção da sepse materna. RESULTADOS E DISCUSSÃO e as lacunas existentes no diagnóstico e tratamento, especialmente pela ausência de protocolos universais ajustados à fisiologia da gestante e pela exclusão frequente desse grupo em pesquisas clínicas. A importância do tema se justifica pelo potencial de prevenção, pela influência direta sobre a saúde materna e neonatal e pelo impacto no s sistemas de saúde. Nesse sentido tem como objetivo analisar criticamente a literatura mais recente sobre sepse materna, abordando conceitos, epidemiologia, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco rotocolos adaptados. Este estudo consiste em uma revisão narrativa de literatura realizada em agosto de Publish Medical Literature Analysis and ctronic Library Online ) . Foram incluídos artigos publicados entre dezembro de 2008 e julho de 2025, utilizando os seguintes Pregnancy Complications, Infectious ”. Foram posteriormente submetidos aos critérios de Os critérios de inclusão foram: artigos no idioma inglês e português; publicados no período de dezembro de 2008 a julho de 2025; que abordassem diretamente a temática da isões sistemáticas, diretrizes e séries de casos. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados; estudos que abordavam a sepse de forma indireta ou que tratavam apenas de sepse em geral, sem foco na sepse materna; estudos daqueles que não atendiam aos demais critérios de inclusão. Após a aplicação dos critérios de seleção, restaram 14 artigos, os quais foram submetidos à leitura minuciosa para a coleta de dados. Os resultados foram apresentados de dos em categorias temáticas que abordam os aspectos epidemiológicos, o diagnóstico e suas dificuldades, manifestações clínicas, complicações e A sepse é re conhecida como uma das principais causas de morbimortalidade materna no mundo. No Brasil, essa condição se encontra entre as três principais causas de morte materna, com taxas variando de acordo com a região, refletindo as desigualdades socioeconômicas e a dificuldades de acesso à saúde (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008). Entretanto, mesmo com uma alta prevalência, ainda há uma escassez de dados nacionais sobre as incidências regionais da sepse materna no país. Estimase que a sepse seja responsável por a incidência seja menor na população obstétrica do que na população geral, uma vez que a maioria das gestantes é jovem e sem comorbidades, sua letalidade ainda se mostra considerável. Ademais, o choque séptico, apes gestantes após o parto), constitui uma das principais causas de internação em unidades de terapia intensiva obstétrica (Cordioli Além do impacto na mortalidade materna, os desfechos perinatais també significativos. Estimase que, para cada morte materna por sepse, existam cerca de 50 mulheres em risco de morte, o que evidencia a gravidade dessa condição (Harris Além disso, o risco ainda se estende ao feto, visto que a mortalidade materna é relatada entre 10% a 12% (Shields; De Assis; Halscott, 2021). Essas estatísticas evidenciam que, apesar de diferenças regionais e econômicas, a sepse materna é uma séria questão de saúde e se mostra como um desafio para os ao redor do mundo. Diagnóstico e sua dificuldade: O diagnóstico da sepse na gestação é um desafio, uma vez que alterações fisiológicas próprias da gravidez, como taquicardia, leucocitose, queda discreta da pressão arterial e elevação de marcadores inflamatórios, podem mascarar ou confundir os sinais da síndrome (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya múltiplos e variados sintomas, como letargia, calafrios, mal pele, dor no andar inferior do abdomem ou dor pélvica, contrações, corrimento vaginal anormal, hipotermia, taquicardia, hipotensão, tensão uterina, partos pré nível de consciência e disfunção de múltiplos órgãos (Shields Apesar de não haver um critério diagnóstico pré materna, alterações nos sinais vitais são um indicador precoce de infecção, como hipotensão 136 conhecida como uma das principais causas de morbimortalidade materna no mundo. No Brasil, essa condição se encontra entre as três principais causas de morte materna, com taxas variando de acordo com a região, refletindo as desigualdades socioeconômicas e a dificuldades de acesso à saúde (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008). Entretanto, mesmo com uma alta prevalência, ainda há uma escassez de dados nacionais sobre as incidências regionais se que a sepse seja responsável por 2,1% a 11,6% das mortes maternas. Embora a incidência seja menor na população obstétrica do que na população geral, uma vez que a maioria das gestantes é jovem e sem comorbidades, sua letalidade ainda se mostra considerável. Ademais, o choque séptico, apes ar de raro (presente em 0,002% a 0,01% das gestantes após o parto), constitui uma das principais causas de internação em unidades de terapia intensiva obstétrica (Cordioli et al., 2013). Além do impacto na mortalidade materna, os desfechos perinatais també se que, para cada morte materna por sepse, existam cerca de 50 mulheres em risco de morte, o que evidencia a gravidade dessa condição (Harris Além disso, o risco ainda se estende ao feto, visto que a mortalidade fetal em casos de sepse materna é relatada entre 10% a 12% (Shields; De Assis; Halscott, 2021). Essas estatísticas evidenciam que, apesar de diferenças regionais e econômicas, a sepse materna é uma séria questão de saúde e se mostra como um desafio para os Diagnóstico e sua dificuldade: O diagnóstico da sepse na gestação é um desafio, uma vez que alterações fisiológicas próprias da gravidez, como taquicardia, leucocitose, queda discreta da pressão arterial e marcadores inflamatórios, podem mascarar ou confundir os sinais da síndrome (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya et al. , 2025). A sepse materna pode apresentar múltiplos e variados sintomas, como letargia, calafrios, mal - estar geral, erupções/irritaçõ pele, dor no andar inferior do abdomem ou dor pélvica, contrações, corrimento vaginal anormal, hipotermia, taquicardia, hipotensão, tensão uterina, partos pré nível de consciência e disfunção de múltiplos órgãos (Shields et al., 2 023). Apesar de não haver um critério diagnóstico pré - estabelecido para diagnosticar sepse materna, alterações nos sinais vitais são um indicador precoce de infecção, como hipotensão conhecida como uma das principais causas de morbimortalidade materna no mundo. No Brasil, essa condição se encontra entre as três principais causas de morte materna, com taxas variando de acordo com a região, refletindo as desigualdades socioeconômicas e a s dificuldades de acesso à saúde (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008). Entretanto, mesmo com uma alta prevalência, ainda há uma escassez de dados nacionais sobre as incidências regionais 2,1% a 11,6% das mortes maternas. Embora a incidência seja menor na população obstétrica do que na população geral, uma vez que a maioria das gestantes é jovem e sem comorbidades, sua letalidade ainda se mostra ar de raro (presente em 0,002% a 0,01% das gestantes após o parto), constitui uma das principais causas de internação em unidades de Além do impacto na mortalidade materna, os desfechos perinatais també m são se que, para cada morte materna por sepse, existam cerca de 50 mulheres em risco de morte, o que evidencia a gravidade dessa condição (Harris et al., 2023). fetal em casos de sepse materna é relatada entre 10% a 12% (Shields; De Assis; Halscott, 2021). Essas estatísticas evidenciam que, apesar de diferenças regionais e econômicas, a sepse materna é uma séria questão de saúde e se mostra como um desafio para os sistemas de saúde O diagnóstico da sepse na gestação é um desafio, uma vez que alterações fisiológicas próprias da gravidez, como taquicardia, leucocitose, queda discreta da pressão arterial e marcadores inflamatórios, podem mascarar ou confundir os sinais da síndrome , 2025). A sepse materna pode apresentar estar geral, erupções/irritaçõ es de pele, dor no andar inferior do abdomem ou dor pélvica, contrações, corrimento vaginal anormal, hipotermia, taquicardia, hipotensão, tensão uterina, partos pré -termo, alteração do 023). estabelecido para diagnosticar sepse materna, alterações nos sinais vitais são um indicador precoce de infecção, como hipotensão arterial sistólica, taquipnéia, alterações no estado mental e febre, apes última não ser obrigatória (Shields; De Assis; Halscott, 2021). Para o rastreio de casos suspeitos de sepse, utiliza qSOFA ( Quick Sequential Organ Failure Assessment particulari dades fisiológicas da gestação, foi criado o omqSOFA ( uma ferramenta baseada apenas em critérios clínicos que permite identificar pacientes com suspeita de infecção e de pior prognóstico, apresentando validade preditiva para mort intra-hospitalar (Napolitano, 2018). Este deve ser aplicado durante toda a gestaç dias após o parto; após esse período, retoma 2017). Clinicamente, uma pontuação igual ou superior a 2 indi com os dados das tabelas 1 e 2 Tabela 1 - Escore de qSOFA Tabela 2 - Escore de omqSOFA Apesar da existência desses scores para a detecção precoce da sepse materna, ainda não há consenso sobre seu uso. Um estudo indicou que o omqSOFA deixou mais da metade dos casos de sepse materna passar (Yahya 137 arterial sistólica, taquipnéia, alterações no estado mental e febre, apes última não ser obrigatória (Shields; De Assis; Halscott, 2021). Para o rastreio de casos suspeitos de sepse, utiliza - se um escore clínico denominado Quick Sequential Organ Failure Assessment ). Porém, considerando as dades fisiológicas da gestação, foi criado o omqSOFA ( obstetric modified uma ferramenta baseada apenas em critérios clínicos que permite identificar pacientes com suspeita de infecção e de pior prognóstico, apresentando validade preditiva para mort (Napolitano, 2018). Este deve ser aplicado durante toda a gestaç dias após o parto; após esse período, retoma - se o uso do qSOFA convencional (Bowney 2017). Clinicamente, uma pontuação igual ou superior a 2 indi ca suspeita de sepse, de acordo com os dados das tabelas 1 e 2 ( American Academy of Family Physicians Escore de qSOFA Escore de omqSOFA Apesar da existência desses scores para a detecção precoce da sepse materna, ainda não há consenso sobre seu uso. Um estudo indicou que o omqSOFA deixou mais da metade dos casos de sepse materna passar (Yahya et al, 2023). arterial sistólica, taquipnéia, alterações no estado mental e febre, apes ar da presença desta se um escore clínico denominado ). Porém, considerando as obstetric modified qSOFA), uma ferramenta baseada apenas em critérios clínicos que permite identificar pacientes com suspeita de infecção e de pior prognóstico, apresentando validade preditiva para mort alidade (Napolitano, 2018). Este deve ser aplicado durante toda a gestaç ão e até sete se o uso do qSOFA convencional (Bowney et al., ca suspeita de sepse, de acordo American Academy of Family Physicians , 2015). Apesar da existência desses scores para a detecção precoce da sepse materna, ainda não há consenso sobre seu uso. Um estudo indicou que o omqSOFA deixou mais da metade As alterações fisiológicas da gr sepse. O aumento do débito cardíaco, associado à vasodilatação, pode agravar quadros de choque. No sistema respiratório, a gestante apresenta hiperventilação fisiológica e modificações no equilíbrio ácido risco de infecção (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya Já no puerpério, a leucocitose pode ser fisiológica, tornando específico. O reconhecimento precoce da critérios obstétricos confiáveis, exigindo correlação clínica cuidadosa e baixos limiares para investigação laboratorial e de imagem (Bridwell sinais sugestivos, co mo febre persistentemente (>38°C), taquicardia inexplicável, taquipneia, hipotensão ou alterações neurológicas, devem levar à investigação de foco infeccioso. Quadro clínico, complicações e impactos: A sepse pode se apresentar de forma insidiosa ou fulmin sistêmico, pode iniciar com a chamada “fase quente”, caracterizada por febre, taquicardia, taquidispneia, hipotensão, ansiedade e confusão mental, podendo evoluir para a “fase fria”, marcada por hipoperfusão, acidose láctica e extre Bortolotto; Zugaib, 2008). A sintomatologia pode incluir ainda rash cutâneo, oligúria, alterações do nível de consciência, disfunção cardiovascular com insuficiência miocárdica e sinais respiratórios graves. (Plante; Pac O reconhecimento precoce desses sinais é essencial, visto que protocolos internacionais, como o Sepsis Campaign adaptadas para a gestação (Bowyer triagem imediata, aferição de lactato, hemoculturas, início rápido de antibioticoterapia de amplo espectro e reposição volêmica guiada. Além disso, devido ao risco de evolução para choque séptico, recomenda monitorização em unidade de terapia intensiva, medidas que reduzem mortalidade materna e fetal (Cordioli et al ., 2013; Shields Protocolos clínicos recomendam que a vitalidade fetal seja moni manejo materno, e que a interrupção da gestação seja considerada em situações de deterioração hemodinâmica materna ou inviabilidade fetal (American Academy of Family Physicians, 2015; Bowyer et al 138 As alterações fisiológicas da gr avidez desempenham papel importante no contexto da sepse. O aumento do débito cardíaco, associado à vasodilatação, pode agravar quadros de choque. No sistema respiratório, a gestante apresenta hiperventilação fisiológica e modificações no equilíbrio ácido - base. Já no trato urinário, a compressão ureteral aumenta o risco de infecção (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008; Yahya et al. , 2025). Já no puerpério, a leucocitose pode ser fisiológica, tornando - se um marcador pouco específico. O reconhecimento precoce da sepse puerperal é desafiador pela ausência de critérios obstétricos confiáveis, exigindo correlação clínica cuidadosa e baixos limiares para investigação laboratorial e de imagem (Bridwell et al., 2019). Em termos práticos, quaisquer mo febre persistentemente (>38°C), taquicardia inexplicável, taquipneia, hipotensão ou alterações neurológicas, devem levar à investigação de foco infeccioso. Quadro clínico, complicações e impactos: A sepse pode se apresentar de forma insidiosa ou fulmin ante. Do ponto de vista sistêmico, pode iniciar com a chamada “fase quente”, caracterizada por febre, taquicardia, taquidispneia, hipotensão, ansiedade e confusão mental, podendo evoluir para a “fase fria”, marcada por hipoperfusão, acidose láctica e extre midades frias e cianóticas (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008). A sintomatologia pode incluir ainda rash cutâneo, oligúria, alterações do nível de consciência, disfunção cardiovascular com insuficiência miocárdica e sinais respiratórios graves. (Plante; Pac heco; Louis, 2019; Shields et al ., 2023). O reconhecimento precoce desses sinais é essencial, visto que protocolos Sepsis -3 (Napolitano, 2018) e as diretrizes da adaptadas para a gestação (Bowyer et al., 2017; Bridwell et al triagem imediata, aferição de lactato, hemoculturas, início rápido de antibioticoterapia de amplo espectro e reposição volêmica guiada. Além disso, devido ao risco de evolução para choque séptico, recomenda -se avaliaç ão precoce da necessidade de suporte vasopressor e monitorização em unidade de terapia intensiva, medidas que reduzem mortalidade materna e ., 2013; Shields et al., 2021). Protocolos clínicos recomendam que a vitalidade fetal seja moni manejo materno, e que a interrupção da gestação seja considerada em situações de deterioração hemodinâmica materna ou inviabilidade fetal (American Academy of Family et al ., 2017). avidez desempenham papel importante no contexto da sepse. O aumento do débito cardíaco, associado à vasodilatação, pode agravar quadros de choque. No sistema respiratório, a gestante apresenta hiperventilação fisiológica e base. Já no trato urinário, a compressão ureteral aumenta o , 2025). se um marcador pouco sepse puerperal é desafiador pela ausência de critérios obstétricos confiáveis, exigindo correlação clínica cuidadosa e baixos limiares para 2019). Em termos práticos, quaisquer mo febre persistentemente (>38°C), taquicardia inexplicável, taquipneia, hipotensão ou alterações neurológicas, devem levar à investigação de foco infeccioso. ante. Do ponto de vista sistêmico, pode iniciar com a chamada “fase quente”, caracterizada por febre, taquicardia, taquidispneia, hipotensão, ansiedade e confusão mental, podendo evoluir para a “fase fria”, midades frias e cianóticas (Castro; Bortolotto; Zugaib, 2008). A sintomatologia pode incluir ainda rash cutâneo, oligúria, alterações do nível de consciência, disfunção cardiovascular com insuficiência miocárdica e ., 2023). O reconhecimento precoce desses sinais é essencial, visto que protocolos (Napolitano, 2018) e as diretrizes da Surviving Sepsis et al ., 2019), enfatizam a triagem imediata, aferição de lactato, hemoculturas, início rápido de antibioticoterapia de amplo espectro e reposição volêmica guiada. Além disso, devido ao risco de evolução para ão precoce da necessidade de suporte vasopressor e monitorização em unidade de terapia intensiva, medidas que reduzem mortalidade materna e Protocolos clínicos recomendam que a vitalidade fetal seja moni torada em paralelo ao manejo materno, e que a interrupção da gestação seja considerada em situações de deterioração hemodinâmica materna ou inviabilidade fetal (American Academy of Family Do ponto de vista materno, a duradouras, como depressão, ansiedade, insônia, dor crônica, declínio cognitivo e até infertilidade (por infecção pélvica ou histerectomia) (Shields Mesmo após a resoluçã o do quadro agudo, é possível o desenvolvimento da síndrome pós sepse (PSS), marcada por comprometimentos funcionais e maior risco de reinternação (Yahya et al ., 2025). Diretrizes recentes reforçam a importância de um seguimento multiprofissional após a al ta, além do manejo precoce e protocolar, para reduzir a morbimortalidade materna e fetal (Galvão et al ., 2016; Greer Tratamento: Todos os artigos revisados enfatizam a necessidade de instaurar terapia o mais precoce possível: isso inclui a o btenção rápida de culturas antes do início da antibioticoterapia de amplo espectro, que idealmente deve ocorrer na primeira hora após a suspeita clínica. A antibioticoterapia, uma vez iniciada, deve ser refinada conforme a identificação do microrganismo e do foco infeccioso. Na sepse durante o ciclo gravídico polimicrobiana, com antibióticos como gentamicina (aminoglicosídeo), clindamicina (lincosamida) e, dependendo da gravidade, cefalosporinas de terceira geração. Além essencial a ressuscitação volêmica imediata com cristaloides para normalizar a pressão arterial média, o débito urinário e reduzir a lactatemia. Se a pressão arterial não responder à reposição de líquidos, drogas vasoativas devem ser administradas monitorização rigorosa dos sinais vitais, dos parâmetros de perfusão e dos exames laboratoriais (lactato, eletrólitos, hemograma) é igualmente fundamental, assim como o suporte nutricional, devido às demandas energétic al ., 2013; Plante; Pacheco; Louis, 2019; Shields Durante todo o manejo, é crucial monitorar a vitalidade fetal. No suporte intensivo, a ventilação protetora deve ser ajustada para manter a saturação preservar o feto, enquanto transfusões são realizadas conforme necessário, mantendo os níveis de hemoglobina entre 79 g/dL. Outras medidas incluem controle glicêmico moderado, profilaxia para trombose venosa profunda, preven precoce, com o uso de corticoides reservado para choque refratário. O tratamento segue o "pacote de 1 hora" ( Campaign , com a coleta de hemoculturas, administração de antibiót 139 Do ponto de vista materno, a sepse pode deixar sequelas físicas e psicológicas duradouras, como depressão, ansiedade, insônia, dor crônica, declínio cognitivo e até infertilidade (por infecção pélvica ou histerectomia) (Shields et al ., 2023; Yahya o do quadro agudo, é possível o desenvolvimento da síndrome pós sepse (PSS), marcada por comprometimentos funcionais e maior risco de reinternação (Yahya ., 2025). Diretrizes recentes reforçam a importância de um seguimento multiprofissional ta, além do manejo precoce e protocolar, para reduzir a morbimortalidade materna e ., 2016; Greer et al., 2019). Todos os artigos revisados enfatizam a necessidade de instaurar terapia o mais precoce btenção rápida de culturas antes do início da antibioticoterapia de amplo espectro, que idealmente deve ocorrer na primeira hora após a suspeita clínica. A antibioticoterapia, uma vez iniciada, deve ser refinada conforme a identificação do do foco infeccioso. Na sepse durante o ciclo gravídico - puerperal, é comum que a causa seja polimicrobiana, com antibióticos como gentamicina (aminoglicosídeo), clindamicina (lincosamida) e, dependendo da gravidade, cefalosporinas de terceira geração. Além essencial a ressuscitação volêmica imediata com cristaloides para normalizar a pressão arterial média, o débito urinário e reduzir a lactatemia. Se a pressão arterial não responder à reposição de líquidos, drogas vasoativas devem ser administradas para garantir a perfusão tecidual. A monitorização rigorosa dos sinais vitais, dos parâmetros de perfusão e dos exames laboratoriais (lactato, eletrólitos, hemograma) é igualmente fundamental, assim como o suporte nutricional, devido às demandas energétic as aumentadas pela gestação (Cordioli ., 2013; Plante; Pacheco; Louis, 2019; Shields et al., 2023). Durante todo o manejo, é crucial monitorar a vitalidade fetal. No suporte intensivo, a ventilação protetora deve ser ajustada para manter a saturação materna maior ou igual a 95% e preservar o feto, enquanto transfusões são realizadas conforme necessário, mantendo os níveis 9 g/dL. Outras medidas incluem controle glicêmico moderado, profilaxia para trombose venosa profunda, preven ção de úlceras de estresse e nutrição enteral precoce, com o uso de corticoides reservado para choque refratário. O tratamento segue o "pacote de 1 hora" ( Hour-1 Bundle ) da , com a coleta de hemoculturas, administração de antibiót sepse pode deixar sequelas físicas e psicológicas duradouras, como depressão, ansiedade, insônia, dor crônica, declínio cognitivo e até ., 2023; Yahya et al., 2025). o do quadro agudo, é possível o desenvolvimento da síndrome pós - sepse (PSS), marcada por comprometimentos funcionais e maior risco de reinternação (Yahya ., 2025). Diretrizes recentes reforçam a importância de um seguimento multiprofissional ta, além do manejo precoce e protocolar, para reduzir a morbimortalidade materna e Todos os artigos revisados enfatizam a necessidade de instaurar terapia o mais precoce btenção rápida de culturas antes do início da antibioticoterapia de amplo espectro, que idealmente deve ocorrer na primeira hora após a suspeita clínica. A antibioticoterapia, uma vez iniciada, deve ser refinada conforme a identificação do puerperal, é comum que a causa seja polimicrobiana, com antibióticos como gentamicina (aminoglicosídeo), clindamicina (lincosamida) e, dependendo da gravidade, cefalosporinas de terceira geração. Além disso, é essencial a ressuscitação volêmica imediata com cristaloides para normalizar a pressão arterial média, o débito urinário e reduzir a lactatemia. Se a pressão arterial não responder à reposição para garantir a perfusão tecidual. A monitorização rigorosa dos sinais vitais, dos parâmetros de perfusão e dos exames laboratoriais (lactato, eletrólitos, hemograma) é igualmente fundamental, assim como o as aumentadas pela gestação (Cordioli et Durante todo o manejo, é crucial monitorar a vitalidade fetal. No suporte intensivo, a materna maior ou igual a 95% e preservar o feto, enquanto transfusões são realizadas conforme necessário, mantendo os níveis 9 g/dL. Outras medidas incluem controle glicêmico moderado, ção de úlceras de estresse e nutrição enteral ) da Surviving Sepsis , com a coleta de hemoculturas, administração de antibiót icos e reanimação volêmica em caso de hipotensão ou lactato elevado (Evans aplicação desses protocolos na gestante exige adaptações, pois as alterações fisiológicas da gravidez podem mascarar os sinais iniciais de sepse. Por is College of Obstetricians and Gynecologists Gynaecologists (RCOG) recomendam sistemas de alerta precoce ajustados para a gestação ( Maternal Early Warning Systems Além disso, o tratamento obstétrico requer adaptações específicas: durante a gestação, recomendase o decúbito lateral esquerdo para reduzir a compressão aortocava. No pós pode ser necessária drenagem de absc histerectomia, caso o controle infeccioso seja refratário. Em suma, o manejo eficaz exige uma abordagem multidisciplinar, combinando protocolos consagrados com ajustes específicos para a fisiologia e as complica ções obstétricas. Prevenção: Em relação à prevenção da sepse materna e puerperal, os artigos enfatizam principalmente o reconhecimento precoce da condição e a necessidade de implementação imediata de medidas terapêuticas, evitando um cenário mais grave (Ya Contudo, é essencial considerar que a prevenção abrange um conjunto amplo de ações, que vão desde recomendações de saneamento básico e higiene pessoal (incluindo a higienização adequada das mãos) até cuidados pré de infecções. A identificação dos fatores de risco é um componente essencial para orientar medidas de intervenção precoce e manejo adequado das gestantes. Esses fatores podem ser classificados em obstétricos e não obstétric ou impacto sobre os desfechos maternos e neonatais. Entre os fatores obstétricos com maior relevância clínica, destacam histórico de infecção por est amniocentese e a cerclagem cervical, devido à sua forte associação com complicações infecciosas. No grupo dos fatores não obstétricos, a obesidade e o diabetes mellitus (ou intolerância à glicose) f iguram entre os mais prevalentes e impactantes, contribuindo significativamente para o aumento do risco de infecções e complicações no período gestacional e puerperal (Galvão 140 volêmica em caso de hipotensão ou lactato elevado (Evans et al ., 2021). No entanto, a aplicação desses protocolos na gestante exige adaptações, pois as alterações fisiológicas da gravidez podem mascarar os sinais iniciais de sepse. Por is so, organizações como o College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e o Royal College of Obstetricians and (RCOG) recomendam sistemas de alerta precoce ajustados para a gestação Maternal Early Warning Systems - MEWS) (Plante; Pacheco; Louis, 2019). Além disso, o tratamento obstétrico requer adaptações específicas: durante a gestação, se o decúbito lateral esquerdo para reduzir a compressão aortocava. No pós pode ser necessária drenagem de absc essos, curetagem de restos infectados ou até histerectomia, caso o controle infeccioso seja refratário. Em suma, o manejo eficaz exige uma abordagem multidisciplinar, combinando protocolos consagrados com ajustes específicos para ções obstétricas. Em relação à prevenção da sepse materna e puerperal, os artigos enfatizam principalmente o reconhecimento precoce da condição e a necessidade de implementação imediata de medidas terapêuticas, evitando um cenário mais grave (Ya Contudo, é essencial considerar que a prevenção abrange um conjunto amplo de ações, que vão desde recomendações de saneamento básico e higiene pessoal (incluindo a higienização adequada das mãos) até cuidados pré -natais e hospitalares, c om foco na redução e no controle A identificação dos fatores de risco é um componente essencial para orientar medidas de intervenção precoce e manejo adequado das gestantes. Esses fatores podem ser classificados em obstétricos e não obstétric os, sendo que alguns apresentam maior prevalência ou impacto sobre os desfechos maternos e neonatais. Entre os fatores obstétricos com maior relevância clínica, destacam - se a ruptura prolongada das membranas ovulares (RPMO), o histórico de infecção por est reptococo do grupo B e os procedimentos invasivos, como a amniocentese e a cerclagem cervical, devido à sua forte associação com complicações infecciosas. No grupo dos fatores não obstétricos, a obesidade e o diabetes mellitus (ou iguram entre os mais prevalentes e impactantes, contribuindo significativamente para o aumento do risco de infecções e complicações no período gestacional e puerperal (Galvão et al., 2016). ., 2021). No entanto, a aplicação desses protocolos na gestante exige adaptações, pois as alterações fisiológicas da so, organizações como o American Royal College of Obstetricians and (RCOG) recomendam sistemas de alerta precoce ajustados para a gestação MEWS) (Plante; Pacheco; Louis, 2019). Além disso, o tratamento obstétrico requer adaptações específicas: durante a gestação, se o decúbito lateral esquerdo para reduzir a compressão aortocava. No pós -parto, essos, curetagem de restos infectados ou até histerectomia, caso o controle infeccioso seja refratário. Em suma, o manejo eficaz exige uma abordagem multidisciplinar, combinando protocolos consagrados com ajustes específicos para Em relação à prevenção da sepse materna e puerperal, os artigos enfatizam principalmente o reconhecimento precoce da condição e a necessidade de implementação imediata de medidas terapêuticas, evitando um cenário mais grave (Ya hya et al., 2025). Contudo, é essencial considerar que a prevenção abrange um conjunto amplo de ações, que vão desde recomendações de saneamento básico e higiene pessoal (incluindo a higienização om foco na redução e no controle A identificação dos fatores de risco é um componente essencial para orientar medidas de intervenção precoce e manejo adequado das gestantes. Esses fatores podem ser os, sendo que alguns apresentam maior prevalência ou impacto sobre os desfechos maternos e neonatais. Entre os fatores obstétricos com maior se a ruptura prolongada das membranas ovulares (RPMO), o reptococo do grupo B e os procedimentos invasivos, como a amniocentese e a cerclagem cervical, devido à sua forte associação com complicações infecciosas. No grupo dos fatores não obstétricos, a obesidade e o diabetes mellitus (ou iguram entre os mais prevalentes e impactantes, contribuindo significativamente para o aumento do risco de infecções e complicações no período