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IMPACTOS DO PUERPÉRIO NA SAÚDE MENTAL FEMININA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Leticia Gabriele Martins da Silva Graduando em Enfermagem pela Faculdade Imaculada Conceição do Recife- FICR/PE Hellen Luisa Santos Ferreira Graduanda em Fisioterapia pela faculdade Unime Anhanguera Anna Rackell de Holanda Jacome Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nova Esperança - FACENE/RN Isabelly de Sousa Silva Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nova Esperança - FACENE/RN Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo centro Universitário Brasileiro-UNIBRA/PE Catarina Beatriz Pinheiro Reis Graduanda em Medicina pelo centro universitário FAMETRO - AM Geyza Natânia de Sousa Lima Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - UNINASSAU - Parnaíba-PI Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins – UniltonLins - Manaus - Am Ana Karoline Dos Santos Bernardo Graduanda em Biomedicina pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – Uninassau - Maceió - AL Orientador Anuar Colombes Zahoui Graduado em Medicina pela Universidade Positivo - Curitiba/PR.

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326 29. IMPACTOS DO PUERPÉRIO NA SAÚDE MENTAL FEMININA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Eixo temático: saúde mental e perinatal Impacts of the Puerperium on Women's Mental Health: A Literature Review Leticia Gabriele Martins da Silva Graduando em Enfermagem pela Faculdade Imaculada Conceição do RecifeFICR/PE Hellen Luisa Santos Ferreira Graduanda em Fisioterapia pela faculdade Unime Anhanguera Anna Rackell de Holanda Jacome Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nova Esperança - FACENE/RN Isabelly de Sousa Silva Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem Nova Esperança - FACENE/RN Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo centro Universitário Brasileiro-UNIBRA/PE Catarina Beatriz Pinheiro Reis Graduanda em Medicina pelo centro universitário FAMETRO - AM Geyza Natânia de Sousa Lima Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - UNINASSAU - Parnaíba-PI Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins – UniltonLins - Manaus - Am Ana Karoline Dos Santos Bernardo Graduanda em Biomedicina pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – Uninassau - Maceió - AL Orientador Anuar Colombes Zahoui Graduado em Medicina pela Universidade Positivo - Curitiba/PR. RESUMO Introdução: Fatores hormonais, apoio familiar ou ausência dele, fatores socioeconômicos, privação do sono, idealização da maternidade são inúmeros os fatores que levam milhares de puérperas ao desgaste emocional. Objetivo Geral: O objetivo deste trabalho é analisar os impactos do puerpério na saúde mental feminina para compreender os principais coeficientes que dificultam a humanização e a congruência no período puerperal e gestacionário, a fim de 327 contribuir para o bem estar da mulher nesse período. Metodologia: Este trabalho está amparado na elaboração de pesquisas bibliográficas, integrativas e estudo de caso com temas relacionados à: saúde mental, ciclo gravídico, e puerperal. A pesquisa foi realizada em bases científicas como Scielo, PubMed e revistas especializadas, utilizando palavras-chave específicas. A seleção e análise dos artigos foram feitas por duplas independentes de pesquisadores. Resultados e discussão: Diante dos resultados obtidos, a depressão pós-parto é o transtorno que mais acomete puérperas, com predomínio entre 12,5% é 38,8%, no Brasil. Fatores como recursos financeiros limitados, ausência de rede de apoio, violência obstétrica, histórico prévio de transtornos mentais, violência doméstica ,cooperam significativamente para o agravamento do quadro de transtornos mentais em mulheres no período pós-parto. Considerações Finais: O puerpério representa uma etapa de grande vulnerabilidade na vida de uma mulher, pois além das transformações fisiológicas, diversos fatores externos impactam diretamente em seu bem-estar psicológico. Portanto, investimento em políticas públicas, formação profissional, e em uma rede de apoio assertiva é fundamental para prevenir agravo psíquico e garantir uma experiência materna saudável e digna. Diante disso, destaca-se a necessidade de estratégias de cuidado integral e de maior atenção dos profissionais de saúde, visando prevenir transtornos e promover bem-estar para mãe e bebê. Palavras-Chaves: Saúde mental; Gestação; puerpério. ABSTRACT Introduction: Hormonal factors, family support or lack thereof, socioeconomic factors, sleep deprivation, idealization of motherhood—these are countless factors that lead thousands of postpartum women to emotional distress. General Objective: The objective of this study is to analyze the impacts of the postpartum period on women's mental health to understand the main factors that hinder humanization and congruence in the postpartum and gestational periods, in order to contribute to women's well-being during this period. Methodology: This study is supported by bibliographic and integrative research, as well as case studies on topics related to mental health, pregnancy, and the postpartum cycle. Results and Discussion: Based on the results obtained, postpartum depression is the disorder that most affects postpartum women, with a prevalence ranging from 12.5% to 38.8% in Brazil. Factors such as limited financial resources, lack of a support network, obstetric violence, a prior history of mental disorders, and domestic violence significantly contribute to the worsening of mental disorders in women in the postpartum period. The research was conducted in scientific databases such as Scielo, PubMed, and specialized journals, using specific keywords. The articles were selected and analyzed by independent pairs of researchers. Final Considerations: The postpartum period represents a highly vulnerable stage in a woman's life, as in addition to physiological changes, several external factors directly impact her psychological well-being. Therefore, investment in public policies, professional training, and an assertive support network is essential to prevent psychological harm and ensure a healthy and dignified maternal experience.Therefore, the need for comprehensive care 328 strategies and greater attention from health professionals is highlighted, aiming to prevent disorders and promote well-being for mother and baby. Keywords: Mental health; Pregnancy; postpartum. INTRODUÇÃO O puerpério, período que se inicia logo após o parto e a saída da placenta, é marcado por intensas transformações físicas, hormonais e emocionais na vida da mulher. Embora seja culturalmente retratado como um momento de felicidade plena pela chegada do bebê, essa fase também pode ser permeada por sentimentos de insegurança, sobrecarga emocional e, em alguns casos, pelo surgimento de transtornos psicológicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% das mulheres em países desenvolvidos sofrem de depressão pós-parto índice que pode ser ainda mais elevado em regiões com acesso limitado a cuidados de saúde adequados (MC Leal et al., 2019). Apesar de não se tratar de uma escolha, os transtornos mentais ainda são cercados por estigma e desinformação. No contexto do pós-parto, essa realidade pode se agravar, pois muitas mães sentem-se culpadas por não corresponderem à expectativa social de estarem apenas felizes e gratas nesse momento. Tal percepção, frequentemente reforçada por julgamentos de pessoas próximas, intensifica o sofrimento emocional e pode dificultar a busca por ajuda. Embora haja avanços constantes na promoção de partos mais humanizados e na ampliação do acesso aos serviços de saúde materna por meio da descentralização, ainda persistem obstáculos importantes relacionados à saúde mental. Condições psicológicas, como a depressão pós-parto, demandam cuidados mais específicos e acompanhamento profissional qualificado (SCIELO et al., 2024). Nesse sentido, compreender os impactos do puerpério na saúde mental feminina é fundamental para promover empatia, acolhimento e apoio às mulheres que vivenciam essa etapa de forma singular e, por vezes, desafiadora. A abordagem desse tema contribui não 329 apenas para ampliar o conhecimento científico, mas também para orientar práticas de cuidado integral voltadas ao bem-estar físico e emocional da puérpera (EPSIC et al., 2023). Objetivo geral Analisar, por meio de revisão bibliográfica, os impactos do puerpério na saúde mental feminina, identificando os principais fatores de risco, manifestações emocionais e estratégias de apoio e acolhimento que podem contribuir para a promoção do bem-estar nesse período. METODOLOGIA O presente trabalho trata-se de um estudo de natureza bibliográfica, sendo integrativa, tem como objetivo principal analisar e explicar os riscos que as mulheres são acometidas durante o puerpério. A pesquisa foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed e em revistas científicas relevantes para a temática. Para a busca, foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH): “Puerpério”, “Saúde Mental”, “Depressão Pós-Parto”, “Ansiedade” e “Bem-estar psicológico”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR, a fim de refinar os resultados. Inicialmente, foram identificados 15 artigos. Após a leitura dos títulos e resumos e a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 11 artigos para compor a análise final. Critérios de inclusão: artigos publicados entre os anos de 2020 e 2024, disponíveis na íntegra, em português, inglês ou espanhol, que abordassem diretamente a saúde mental e os riscos emocionais em mulheres no período do puerpério. Critérios de exclusão: artigos duplicados, resumos sem acesso ao texto completo, publicações que não tratassem especificamente do puerpério ou que abordassem apenas aspectos físicos sem relação com a saúde mental. 330 Os dados serão coletados a partir de informações presentes em artigos, matérias e textos disponibilizados ao público no Scielo, Pubmed e Revistas, na execução do presente projeto, os conteúdos observados serão utilizados, considerando os potenciais perigos que podem afetar a saúde mental no decorrer do pós-parto. Esses dados serão organizados e realizados através dos programas Word e Google Docs, contemplando as informações obtidas por meio da inquirição. O estudo não requer submissão ao comitê de ética, pois se fundamenta em pesquisas já realizadas e de acesso público. Os possíveis riscos envolvem falhas na coleta de dados e, consequentemente, a possibilidade de transmitir informações incorretas. Entretanto, a finalidade deste trabalho é acrescentar a quantidade de artigos e projetos sobre as consequências do puerpério no bem estar emocional, expondo informações para a população, com intuito de reduzir os casos de distúrbios psíquicos no pós parto. Espera-se que com os conhecimentos utilizados no atual trabalho, as mulheres no período do puerpério possam compreender os problemas relacionados à saúde mental, reconhecendo sinais de depressão pós-parto, ansiedade e outras dificuldades emocionais. Assim, poderão buscar apoio adequado, prevenindo agravamentos e promovendo maior bemestar para si e para suas famílias. Ressalta que, a pesquisa servirá como instrumento de informações, com pretensão de publicação de artigo para expor ao público os dados obtidos sobre danos causados pelos conflitos mentais durante o puerpério e as sequelas que podem trazer para o bem-estar psicológico. Assim, busca-se repassar informações necessárias para ampliar o conhecimento e contribuir para a conscientização sobre a importância do cuidado e do suporte à saúde mental materna. Até o presente momento, a condução da pesquisa não demandou aportes financeiros. Eventuais necessidades futuras serão integralmente supridas pelos pesquisadores vinculados ao estudo, que assumem a responsabilidade por quaisquer custos decorrentes. 331 RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos estudos revisados permitiu constatar que o puerpério constitui um período de intensa vulnerabilidade psíquica, em que diferentes manifestações emocionais podem emergir e comprometer o bem-estar da mulher. Entre os achados mais relevantes, destaca-se a prevalência elevada de transtornos mentais no período pós-parto. A depressão pós-parto foi identificada como o transtorno mais frequente, com prevalência variando de 12,5% a 38,8% em puérperas brasileiras, enquanto os sintomas ansiosos oscilaram de 5,1% a 40,8% (GRILLO et al., 2024). O baby blues, condição transitória caracterizada por labilidade emocional e choro fácil, acometeu de 50% a 85% das mulheres, configurando-se como um fenômeno comum e frequentemente subestimado (PAIVA et al., 2024). Os fatores de risco para o desenvolvimento de sofrimento mental no pós-parto mostraramse múltiplos e interligados. Aspectos como baixo nível socioeconômico, gravidez não planejada, multiparidade, baixa escolaridade, violência doméstica e histórico prévio de transtornos mentais foram amplamente associados ao agravamento do quadro psicológico materno (GRILLO et al., 2024). Além disso, evidências apontaram que mulheres que vivenciam tais condições apresentam maior dificuldade em estabelecer o vínculo com o bebê, com repercussões negativas para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social da criança (PAIVA et al., 2024; BRITO et al., 2022). Outro ponto recorrente na literatura diz respeito ao estigma que permeia a maternidade. A idealização social de que a mulher deve sentir-se apenas feliz e realizada após o nascimento do bebê contribui para a subnotificação de sintomas, dificultando a busca por ajuda profissional e ampliando o sofrimento emocional (PAIVA et al., 2024). Essa barreira simbólica reforça a necessidade de práticas de acolhimento que reconheçam a complexidade da experiência puerperal e legitimem os sentimentos ambíguos das mulheres. Os estudos também evidenciaram a relevância da rede de apoio no enfrentamento do sofrimento mental puerperal. O suporte de familiares, amigos e profissionais de saúde atua como fator protetor, reduzindo a sobrecarga emocional e prevenindo o agravamento dos sintomas (PAIVA et al., 2024). Nesse sentido, iniciativas como a inclusão do pré-natal 332 psicológico, grupos de apoio materno e orientações multiprofissionais configuram-se como estratégias efetivas para a promoção da saúde mental. Por outro lado, pesquisas que analisaram o conhecimento de profissionais de enfermagem sobre sofrimento mental puerperal revelaram lacunas importantes, sobretudo em relação à fisiopatologia, sintomas e causas dos transtornos. Embora reconheçam seu papel no cuidado, muitos ainda se sentem inseguros diante da identificação precoce e da condução de casos, o que pode atrasar o diagnóstico e comprometer a qualidade da assistência (BRITO et al., 2022). Tal cenário reforça a importância da educação permanente em saúde, de forma a capacitar equipes e ampliar a resolutividade da atenção básica e hospitalar. Assim, os resultados desta revisão confirmam que os impactos do puerpério na saúde mental feminina vão além das alterações fisiológicas, envolvendo determinantes sociais, culturais e emocionais que demandam uma abordagem integral e humanizada. A literatura aponta que o fortalecimento da rede de apoio, a implementação de protocolos de detecção precoce e a valorização da saúde mental materna nos serviços de saúde constituem medidas fundamentais para a redução da morbidade psicológica e para a promoção do bem-estar do binômio mãe-bebê. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesse estudo foi possível analisar que os transtornos decorrentes do puerpério são uma condição patológica de alta prevalência, tornando-se um importante problema de saúde mental decorrente da gravidez. Este problema envolve vários aspectos, de ordem psicológica, fisiológica e a parte social. Durante o puerpério, a mãe encontra-se vulnerável, manifestando sentimentos que levam ao desenvolvimento de transtornos mentais. Em conclusão, o período gestacional e o puerpério são fases extremamente desafiadoras na vida da mulher, marcadas por múltiplas demandas. No qual, é necessário reforçar as intervenções direcionadas e a sensibilização dos profissionais de saúde, para que 333 assim possa ser desenvolvido estratégias que garantem um cuidado integral e de qualidade, podendo haver a prevenção de transtornos, como a depressão pós-parto e a ansiedade, assim, pode se contribuir para um ciclo mais saudável tanto para a mãe e quanto mais seu bebê. Portanto, recomendam-se empíricos que sejam utilizados instrumentos e técnicas psicológicas que mensuram os níveis de ansiedade e depressão que ocorrem nas mulheres nesse período. Além disso, pode-se associar com outras viáveis, a fim de entender a correlação entre elas e propor estratégias eficazes que visem a trabalhar com mulheres que passaram pelo puerpério gestacional. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, Raylla; AMADO RABELO, Daniela; MONSORES, Natan. 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