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348 31. IMPACTOS DA ECLÂMPSIA NA SAÚDE MATERNA E FETAL: REVISÃO DE LITERATURA IMPACTS OF ECLAMPSIA ON MATERNAL AND FETAL HEALTH: LITERATURE REVIEW EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL Tâmia Rayara Carvalho Araújo da Silva Enfermeira pela Universidade da Amazônia Pará Naiara Cristina de Souza Garajau Graduanda em Enfermagem pela Universidade Norte Paraná Ihury Jhonson Evangelista Alves de Lima Graduando em Medicina pela Universidade de Rio Verde Josiane Könzgen Schneid Graduanda em Farmácia pela Universidade Federal de Pelotas Sabrina Lopes da Luz Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Uninassau Parnaíba Aline da Silva Pereira Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco Franciele Alves Nunes Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Uninassau Parnaíba Vitória Silva Cordeiro Graduando em Enfermagem pela Universidade de Iporá Goiás Débora Cristina de Lima Leão Cavalcanti Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB RESUMO Introdução: a pré-eclâmpsia é uma complicação gestacional caracterizada por hipertensão arterial após a 20ª semana, associada a proteinúria e comprometimento de órgãos-alvo, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode evoluir para eclâmpsia e síndrome de HELLP, com graves repercussões. Objetivo: analisar os impactos da pré-eclâmpsia e eclâmpsia na saúde materna e neonatal, considerando os fatores de risco, repercussões tardias, além de estratégias de prevenção e manejo clínico. Metodologia: foi realizada revisão integrativa da literatura em bases de dados nacionais e internacionais (CAPES, CONSENSUS e LITMAX), no período de 2020 a 2025. Utilizaram-se os descritores “pré-eclâmpsia”, “morbimortalidade materna”, “complicações neonatais” e “manejo clínico”, combinados por operadores booleanos. Oito artigos foram selecionados e analisados quanto a aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos. Resultados e Discussão: a pré-eclâmpsia acomete de 2% a 8% das gestações,
349 sendo responsável por até 25% das mortes maternas na América Latina, além de elevados índices de óbitos fetais e neonatais. Entre as complicações maternas, destacam-se insuficiência renal, acidente vascular cerebral, hipertensão crônica e risco cardiovascular aumentado. Para os recém-nascidos, ressaltam-se restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, baixo peso ao nascer e déficits cognitivos. O pré-natal qualificado, com monitoramento de pressão arterial e proteinúria, mostrou-se essencial para detecção precoce. Medidas como aspirina em baixa dose, sulfato de magnésio e, em casos graves, antecipação do parto, foram eficazes na redução da morbimortalidade. Além disso, os estudos evidenciam impactos emocionais e sociais, como dificuldades no vínculo mãe-bebê e maior vulnerabilidade a doenças crônicas. Considerações Finais: a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia são importantes desafios de saúde pública, exigindo estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar. Apesar dos avanços, existem lacunas no atendimento a populações vulneráveis, o que reforça a necessidade de políticas públicas e pesquisas que garantam cuidado integral e equitativo. Palavras-Chaves: Pré-eclâmpsia; Mortalidade materna; Complicações neonatais. ABSTRACT Introduction: preeclampsia is a gestational complication characterized by high blood pressure after the 20th week of pregnancy, associated with proteinuria and end-organ damage. It is a leading cause of maternal and fetal morbidity and mortality. If not diagnosed and treated early, it can progress to eclampsia and HELLP syndrome, with serious consequences. Objective: to analyze the impacts of pre-eclampsia and eclampsia on maternal and neonatal health, considering risk factors, late repercussions, as well as prevention and clinical management. Methodology: An integrative literatura review was conducted in national and international databases (CAPES, CONSENSUS, and LITMAX) from 2020 to 2025. The descriptors "preeclampsia," "maternal morbidity and mortality," "neonatal complications," and "clinical management" were combined using Boolean operators. A total of eight articles were selected and thoroughly analyzed for epidemiological, clinical, and therapeutic aspects. Results and Discussion: preeclampsia affects 2% to 8% of pregnancies and is responsible for up to 25% of maternal deaths in Latin America, in addition to presenting high rates of fetal and neonatal mortality. Maternal complications include renal failure, stroke, chronic hypertension, and increased long-term cardiovascular risk. For newborns, intrauterine growth restriction, prematurity, low birth weight, and cognitive deficits are notable. Qualified prenatal care, including regular monitoring of blood pressure and proteinuria, has proven essential for early detection.
350 Measures such as low-dose aspirin, magnesium sulfate, and, in severe cases, timely preterm delivery have been effective in significantly reducing maternal and neonatal morbidity and mortality. Furthermore, studies highlight emotional and social impacts, such as difficulties in mother-infant bonding and long-term vulnerability to chronic diseases. Final Considerations: preeclampsia and eclampsia are significant public health challenges, requiring prevention strategies, early diagnosis, and multidisciplinary monitoring. Despite advances, there are gaps in care for vulnerable populations, which reinforces the need for public policies and research that ensure comprehensive and equivale care. Keywords: Preeclampsia; Maternal mortality; Neonatal complications. INTRODUÇÃO A pré-eclâmpsia é definida pelo surgimento de hipertensão arterial (valores acima de 140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação, acompanhada de pelo menos uma das seguintes condições: presença de proteinúria (≥ 0,3 g de proteína em amostra de urina de 24 horas), comprometimento de órgãos-alvo maternos (como rins, fígado, sistema hematológico ou neurológico) ou alterações úteros placentários que resultam em restrição do crescimento fetal (World Health Organization, 2025). Os principais fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver pré-eclâmpsia são: presença de hipertensão arterial crônica ou doença renal prévia à gestação, ocorrência de pressão alta ou pré-eclâmpsia em gravidez anterior, excesso de peso, idade materna avançada, gestação de gêmeos ou múltiplos, origem africana, primeira gestação e histórico familiar da condição (Boghossian et al., 2014). A Sociedade Internacional para o Estudo da Hipertensão na Gravidez propôs uma subclassificação da pré-eclâmpsia considerando o momento do diagnóstico clínico no parto. (Tranquilli et al., 2013). A condição associada ao nascimento antes de 34 semanas de gestação, bem como aquela entre 34 e 37 semanas, está relacionada a maiores riscos de complicações maternas e piores desfechos perinatais, quando comparada à pré-eclâmpsia em gestações que evoluem até 34 semanas ou mais, e especialmente a partir de 37 semanas (denominada pré-eclâmpsia a termo). (Chaemsaithong; Sahota; Poon, 2022). Em algumas
351 situações, essa classificação também contempla os casos em que o parto ocorreu antes de 32 semanas de gestação (Stekkinger et al., 2009). A pré-eclâmpsia, quando leva ao parto antes de 37 semanas de gestação, pode ocasionar elevados índices de morbidade e mortalidade tanto para a mãe quanto para o bebê. Na maioria dos casos, a antecipação do nascimento ocorre para proteger a gestante de complicações adicionais. Para o recém-nascido, os riscos incluem restrição do crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e possíveis prejuízos cognitivos durante a infância. Já para a mãe, a condição pode evoluir para formas mais graves, como a síndrome de HELLP ou a eclâmpsia, além de estar relacionada a um aumento do risco cardiovascular e maior probabilidade de morte a longo prazo. (Lamarca et al., 2015) (Langlois et al., 2020);(Smith et al., 2012). Quando o parto acontece antes de 28 semanas devido à pré-eclâmpsia, o risco de óbito materno é ainda mais elevado. (Mackay; Berg; Atrash, 2001). Globalmente, estima-se que a cada ano a pré-eclâmpsia seja responsável por cerca de 76 mil mortes maternas e 500 mil mortes neonatais (Poon et al., 2019). Este estudo objetiva identificar os riscos e sequelas decorrentes de complicações gestacionais para mãe e bebê, analisar seus impactos a curto e longo prazo, e propor estratégias de prevenção, tratamento e monitoramento contínuo. E para isso, busca responder a seguinte questão norteadora: quais são as evidências atuais sobre os fatores de risco, complicações e estratégias de manejo clínico da pré-eclâmpsia, bem como suas repercussões maternas e neonatais? METODOLOGIA
352 Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada em setembro de 2025, contemplando o recorte temporal de publicações entre 2020 e 2025. A busca foi conduzida em bases de dados nacionais e internacionais, incluindo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Consensus Academic Search Engine (CONSENSUS) e a Literatura Médica e Científica (LITMAX), utilizando os descritores “pré-eclâmpsia”, “morbimortalidade materna”, “complicações neonatais” e “manejo clínico”. Para ampliar e refinar a pesquisa, foram aplicados os operadores booleanos AND e OR, de modo a combinar os termos da seguinte forma: “pré-eclâmpsia” AND “morbimortalidade materna” OR “complicações neonatais” AND “manejo clínico”. Essa estratégia permitiu maior abrangência e especificidade na seleção dos artigos. Após a leitura criteriosa de títulos e resumos, oito artigos originais e de revisão foram selecionados conforme sua relevância para o tema, priorizando aqueles que abordavam dados epidemiológicos, clínicos e estratégias de manejo da pré-eclâmpsia. Os estudos incluídos foram analisados criticamente e organizados de modo a evidenciar fatores de risco, complicações maternas e neonatais, formas de diagnóstico, condutas terapêuticas e repercussões em curto e longo prazo. A pergunta norteadora que orientou a pesquisa foi: quais são as evidências atuais sobre os fatores de risco, complicações e estratégias de manejo clínico da pré-eclâmpsia, bem como suas repercussões maternas e neonatais? Para estruturar a análise, utilizou-se a estratégia PICO, sendo definida como população: gestantes com diagnóstico de pré-eclâmpsia; intervenção: estratégias de diagnóstico precoce e manejo clínico; comparação: ausência de protocolos específicos ou condutas inadequadas; desfecho: redução da morbimortalidade materna e neonatal, além da prevenção de complicações em diferentes períodos evolutivos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os oito artigos selecionados comprovam que a pré-eclâmpsia está diretamente associada a altas taxas de morbimortalidade materna e perinatal, com repercussões que se
353 estendem do período gestacional ao longo prazo. Os estudos abordaram desde dados epidemiológicos e fatores de risco até complicações clínicas, repercussões neonatais, estratégias de manejo, relevância do pré-natal e impactos emocionais e sociais do agravo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), a pré-eclâmpsia acomete entre 2% e 8% das gestações no mundo, resultando anualmente em cerca de 46 mil mortes maternas e 500 mil óbitos fetais ou neonatais. É responsável por até 25% das mortes maternas na América Latina e caracteriza-se pela hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo evoluir para eclâmpsia, síndrome de HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes and Low Platelets - hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia), disfunções orgânicas, restrição de crescimento fetal, prematuridade e morte materna e infantil (WHO, 2025). Socol et al. (2024) relataram complicações maternas de curto prazo, como síndrome de HELLP, lesão renal aguda e evolução para eclâmpsia, além de repercussões neonatais, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e necessidade frequente de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Em seguimento a longo prazo, identificaram maior incidência de hipertensão crônica, doenças cardiovasculares, renais e transtornos de saúde mental entre as mães, bem como atrasos no desenvolvimento neuropsicológico, distúrbios respiratórios e dificuldades de aprendizagem entre os filhos. Névoa et al. (2025) verificaram que o pré-natal qualificado, com monitoramento frequente da pressão arterial e da proteinúria, associado à atuação da enfermagem nas consultas, contribuiu para a detecção precoce de alterações. O manejo clínico incluiu o uso de anti-hipertensivos, a restrição de sódio, o repouso e, nos casos graves, o acompanhamento multiprofissional, especialmente em gestantes em situação de vulnerabilidade social. A revisão evidencia, conforme Coqueiro Filho; Silva e Magalhães, que a eclâmpsia permanece como um dos principais fatores de risco para a mortalidade materno-fetal, sendo responsável por complicações como hemorragia cerebral, insuficiência renal, restrição de crescimento intrauterino e prematuridade. Embora seja uma condição menos frequente, sua ocorrência compromete de forma expressiva a saúde da gestante e do recém-nascido.
354 Nogueira et al. (2024) apontaram que medidas preventivas, como o monitoramento da pressão arterial e o uso de aspirina em gestantes de alto risco, associadas ao tratamento com sulfato de magnésio e anti-hipertensivos, reduziram a mortalidade. Em situações graves, a antecipação do parto foi utilizada como estratégia para preservar a vida materna e fetal. Silva et al. (2024) destacaram que a educação das gestantes possibilitou a detecção precoce de sinais clínicos, como cefaleia persistente, alterações visuais e edema, favorecendo uma intervenção mais rápida. Já Névoa et al. (2024) evidenciaram que a pré-eclâmpsia esteve fortemente associada à restrição de crescimento intrauterino e à prematuridade, fatores relacionados a complicações respiratórias, dificuldades de alimentação e alterações neurológicas em recém-nascidos. Os autores também ressaltaram maior predisposição ao desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, na vida adulta desses indivíduos. Os dados reforçaram ainda a utilidade de biomarcadores, ultrassonografia e dopplerfluxometria das artérias uterinas para identificar gestantes em risco. Brasil et al. (2024) observaram que a pré-eclâmpsia grave esteve relacionada não apenas a complicações clínicas imediatas, mas também a impactos emocionais e sociais. Os resultados indicaram que o parto prematuro e as complicações neonatais dificultaram a construção do vínculo entre mãe e bebê, o que gerou necessidade de suporte multiprofissional no puerpério. As autoras também evidenciaram que mulheres com histórico dessa condição apresentaram maior vulnerabilidade a complicações crônicas, demandando acompanhamento médico contínuo ao longo da vida. Nogueira et al. (2024) ressaltam que a pré-eclâmpsia pós-parto está associada a maiores índices de morbidade materna grave em comparação com a forma anteparto, destacando risco elevado de eclâmpsia, acidente vascular cerebral e complicações cardiovasculares, além de maior probabilidade de readmissão hospitalar. Os achados também indicaram aumento da mortalidade materna relacionada ao diagnóstico tardio, reforçado pelo fato de que muitas mulheres não apresentavam histórico prévio de hipertensão gestacional. Em seguimento a longo prazo, aproximadamente 45% das pacientes permaneceram hipertensas após um ano do parto, sugerindo evolução para hipertensão crônica. Ademais, observou-se que parte das mulheres manteve necessidade de anti-hipertensivos no período
355 intergestacional, com implicações nas gestações futuras, nas quais foram recomendadas avaliações da função renal, hepática e urinária, além de estratégias preventivas como o uso de aspirina em baixa dose. Os artigos analisados demonstram a complexidade da pré-eclâmpsia como problema de saúde pública. A elevada mortalidade materna e perinatal, confirmada pelos dados da OMS (2025), reforça que se trata de uma condição que ultrapassa a esfera clínica, refletindo desigualdades no acesso ao pré-natal, à triagem adequada e ao tratamento (WHO, 2025). A pré-eclâmpsia continua sendo um dos principais desafios da saúde materna e neonatal, especialmente em regiões com pouco acesso aos serviços de saúde. A revisão dos oito artigos relevantes evidencia que, mesmo com baixa prevalência, os riscos são elevados e os danos podem ser prolongados (WHO, 2025; Socol et al., 2024; Brasil et al., 2024). Realizar um pré-natal adequado para antecipar o diagnóstico logo no início. Medir a pressão e analisar a proteína na urina ajuda a detectar sinais de alerta. Exames como ultrassom e doppler foram os recursos utilizados para identificar quem está em risco, e contar com uma equipe preparada é essencial para reduzir os riscos. Estratégias como a utilização de aspirina em baixa dosagem, aplicação de sulfato de magnésio e testes complementares, têm mostrado resultados positivos na diminuição da morbidade. Em cenários críticos, antecipar o parto se torna uma medida importante para proteger a mãe e o bebê (Nogueira et al., 2024). A pré-eclâmpsia após o parto, pode passar despercebida, dificultando seu diagnóstico, especialmente em muitas mulheres sem histórico de pressão alta, o que dificulta o diagnóstico. Nesses casos, o cuidado contínuo é fundamental para prevenir complicações crônicas (Silva et al., 2024). Além dos aspectos físicos, a pré-eclâmpsia não afeta apenas o corpo, seus impactos emocionais e sociais também são significativos. Algumas mães podem encontrar dificuldades em estabelecer um vínculo com seus bebês e, devido a isso, tornam essencial o suporte profissional, incluindo acompanhamento psicológico e social (Brasil et al., 2024).
356 Apesar dos avanços, ainda há limitações. A maior parte dos artigos analisados baseiam-se em estudos observacionais e não inclui dados sobre populações vulneráveis. Isso mostra que precisamos de mais pesquisas e políticas que assegurem cuidados de qualidade voltadas para as mulheres. Já que a pré-eclâmpsia precisa de atenção contínua, e o cuidado não se limita ao parto. Pois é fundamental que essas mulheres recebam acompanhamentos priorizando a prevenção, tratamento e apoio integral (Socol et al., 2024; Névoa et al., 2025). CONSIDERAÇÕES FINAIS A revisão evidencia que a pré-eclâmpsia permanece como um dos principais desafios da saúde materna e perinatal, associada a elevadas taxas de morbimortalidade e repercussões que ultrapassam o período gestacional. O diagnóstico precoce, o pré-natal qualificado e o manejo multiprofissional são determinantes para reduzir complicações imediatas e sequelas a longo prazo. Estratégias como monitoramento da pressão arterial, avaliação da proteinúria, uso de aspirina em gestantes de risco, sulfato de magnésio e antecipação do parto em casos graves mostraram eficácia na redução dos desfechos negativos. Além dos impactos físicos, destacam-se as repercussões emocionais e sociais, que reforçam a necessidade de suporte integral às mulheres e seus filhos. Apesar dos avanços, ainda persistem desigualdades no acesso à assistência e lacunas em pesquisas voltadas a populações vulneráveis, o que torna imprescindível o desenvolvimento de políticas públicas e estudos que ampliem a prevenção, o tratamento e o acompanhamento a longo prazo. REFERÊNCIAS AMARAL, L M. et al. Preeclampsia: long-term consequences for vascular health. Vascular health and risk management, v. 11, p. 403–415, 2015. Doi:10.2147/VHRM.S64798. BOGHOSSIAN, N. S. et al. Risk factors differ between recurrent and incident preeclampsia: a hospital-based cohort study. Annals of epidemiology, v. 24, n. 12, p. 871877.e3, 2014. Doi:10.1016/j.annepidem.2014.10.003.