scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Bioética e finitude humana: reflexões sobre o cuidado, a dignidade e a autonomia diante do morrer

Maslinkiewicz, Alexandre

Abstract

A finitude humana é uma realidade inevitável que desperta reflexões profundas sobre o sentido da vida, o sofrimento e o modo como cada indivíduo enfrenta o processo de morrer. No campo da saúde, a bioética surge como um instrumento essencial para orientar decisões que envolvem o fim da vida, equilibrando princípios como dignidade, autonomia e cuidado. O avanço das tecnologias médicas permitiu prolongar a existência, mas também trouxe dilemas éticos sobre até que ponto é legítimo intervir diante da morte. Assim, pensar a finitude sob a ótica da bioética significa reconhecer o morrer como parte da condição humana e defender o direito a uma morte digna e respeitosa

Full text

Introdução: A finitude humana é uma realidade inevitável que desperta reflexões profundas sobre o sentido da vida, o sofrimento e o modo como cada indivíduo enfrenta o processo de morrer. No campo da saúde, a bioética surge como um instrumento essencial para orientar decisões que envolvem o fim da vida, equilibrando princípios como dignidade, autonomia e cuidado. O avanço das tecnologias médicas permitiu prolongar a existência, mas também trouxe dilemas éticos sobre até que ponto é legítimo intervir diante da morte. Assim, pensar a finitude sob a ótica da bioética significa reconhecer o morrer como parte da condição humana e defender o direito a uma morte digna e respeitosa. Objetivo: Refletir sobre a relação entre bioética e finitude humana, analisando como os princípios do cuidado, da dignidade e da autonomia podem guiar a prática profissional e as decisões éticas diante do morrer. Metodologia: A revisão bibliográfica de caráter qualitativo e reflexivo, com levantamento de livros, artigos científicos e Capitulos de livros, teses, dissertações entre 2010 e 2024, disponíveis em bases como SciELO, LILACS e Google Acadêmico. Foram selecionadas obras que abordam temas como bioética, cuidados paliativos, autonomia do paciente e humanização do cuidado no fim da vida. Resultados e Discussões: No contexto da finitude, a bioética busca promover o equilíbrio entre a manutenção da vida e o respeito à vontade do paciente. O princípio da autonomia garante ao indivíduo o direito de decidir sobre seus tratamentos e limites de intervenção, evitando o prolongamento desnecessário do sofrimento. Já o princípio da dignidade humana orienta o cuidado de forma compassiva, reconhecendo o valor intrínseco de cada pessoa, independentemente de sua condição física ou prognóstico. Nesse sentido, os cuidados paliativos representam uma expressão concreta desses valores, pois priorizam o conforto, o alívio da dor e o acolhimento emocional e espiritual do paciente e de sua família. As discussões éticas se intensificam diante de temas como a eutanásia, a ortotanásia e a obstinação terapêutica, que exigem sensibilidade, empatia e respeito às crenças e valores individuais. Observa-se que ainda há desafios na formação dos profissionais de saúde, que muitas vezes não são preparados para lidar com a morte de forma humanizada e reflexiva. Conclusão: A bioética, ao dialogar com a finitude humana, oferece Bioética e finitude humana: reflexões sobre o cuidado, a dignidade e a autonomia diante do morrer Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, [email protected] Bioethics and human finitude: reflections on care, dignity, and autonomy in the face of death. Alexandre Maslinkiewicz 23 Resumo Simples Vol. 02 / 2025 https://doi// 10.5281/zenodo.17547791 1 1 III Jornada Cedigma 12, 13, 14 de Setembro 2025 fundamentos para uma prática pautada no respeito, na escuta e na valorização da autonomia do paciente. Reconhecer a morte como parte do ciclo da vida é um ato de sabedoria e humanidade. Cuidar do ser que morre significa acolher sua dor, respeitar suas escolhas e assegurar que sua partida ocorra com dignidade e compaixão. Assim, a bioética torna-se um caminho de reflexão e sensibilidade diante do mistério da existência e do fim inevitável da vida. Referências DA SILVA COSTA, Luís Henrique. A MORTE E O MORRER NO CONTEXTO HOSPITALAR: A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO AOS PACIENTES E FAMILIARES. Revista Cedigma, v. 2, n. 3, p. 1-14, 2024. DA SILVA COSTA, Luís Henrique. O DILEMA CHAMADO MORTE. Revista Cedigma, v. 1, n. 1, p. 1-12, 2024. DOS SANTOS, Isabella Peixoto et al. Finitude e bioética no fim da vida: Desafios éticos e considerações práticas no cuidado de pacientes terminais. Revista Cedigma. São Luís-MA, v. 2, n. 3, 2024. LIMA, Meiriany Arruda; MANCHOLA-CASTILLO, Camilo. Bioética, cuidados paliativos e libertação: contribuição ao “bem morrer”. Revista Bioética, v. 29, p. 268-278, 2021. SOBREIRO, Izaura Mariana; BRITO, Priscelly Cristina Castro; MENDONÇA, Adriana Rodrigues dos Anjos. Terminalidade da vida: reflexão bioética sobre a formação médica. Revista Bioética, v. 29, p. 323-333, 2021. 24 Vol. 02 / 2025 III Jornada Cedigma 12, 13, 14 de Setembro 2025 Alexandre Maslinkiewicz