EFEITO DA OBESIDADE MATERNA SOBRE A DIFERENCIAÇÃO NEONATAL DA PRÓSTATA DE RATOS: IMPLICAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DAS TRANSFORMAÇÕES METABÓLICAS
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1 Professor de Ensino Médio e Técnico, Centro Paula Souza, São Paulo. Licenciado em Ciências Biológicas e Mestre em Biociências pela UNESP. E-mail: [email protected]. 2 Professor de Educação Básica I, Prefeitura Municipal de Cedral, São Paulo. Licenciado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário ETEP e Pós Graduado em Metodologia do Ensino de Ciências e Biologia pela Faculdade Iguaçu. E-mail: jhonatanedpro[email protected]. 3 Professora de Ensino Superior, Centro Paula Souza, São Paulo. Licenciada em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário ETEP, Mestre e Doutora em Comunicação e Gênero pela Universidade Paulista. Email: [email protected]. ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 EFEITO DA OBESIDADE MATERNA SOBRE A DIFERENCIAÇÃO NEONATAL DA PRÓSTATA DE RATOS: IMPLICAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DAS TRANSFORMAÇÕES METABÓLICAS Douglas Alexandre Leonel1, Jhonatan de Menezes Felipe2, Raphaella Freitas Petkovic3 Resumo Transformações ambientais e padrões de consumo alimentar contemporâneos, como o aumento da ingestão de dietas hiperlipídicas, têm contribuído significativamente para a crescente prevalência de obesidade em escala global. A obesidade materna (OM), enquanto consequência direta dessas mudanças, configura-se como um fator ambiental de impacto multigeracional, afetando o desenvolvimento embrionário e neonatal de diversas estruturas orgânicas. Este estudo investiga os efeitos da OM induzida por dieta rica em gordura sobre a diferenciação precoce da próstata de ratos machos neonatos, enfatizando os impactos sobre a atividade proliferativa, apoptótica e a expressão de receptores de esteroides sexuais (andrógenos – AR, e estrogênios – ERα e ERβ), nos tecidos epitelial e estromal. Utilizaram-se filhotes Wistar, provenientes de fêmeas alimentadas com dieta padrão (controle – C) ou hiperlipídica (OM, 20% de lipídeos) por 15 semanas, analisados nas idades de 0, 4, 7 e 14 dias pós-natal (n=6/grupo). A OM não alterou o peso corporal ou prostático dos filhotes, mas elevou os níveis séricos de testosterona e estrogênios aos 4 dias e modificou significativamente o padrão de expressão de receptores hormonais ao longo das duas primeiras semanas. Observou-se uma antecipação do processo de maturação glandular, com aumento de proliferação celular, ampliação luminal e maior volume prostático aos 14 dias, evidenciado por reconstrução tridimensional. Os resultados sugerem que a obesidade materna, enquanto consequência de transformações antrópicas no ambiente alimentar e nos estilos de vida, interfere diretamente na programação do desenvolvimento prostático, representando um impacto biológico com possíveis desdobramentos sociais e econômicos. Ao correlacionar fatores ambientais e saúde reprodutiva, o estudo contribui para a compreensão das interações entre a exposição precoce a condições metabólicas adversas e as mudanças nos padrões morfofisiológicos em populações animais — com potencial extrapolação para contextos humanos. Palavras-chave: Obesidade materna. Próstata. Desenvolvimento neonatal. Impactos ambientais. Saúde reprodutiva.