MUSEU REGIONAL CASA HENRIQUETA PRATES: PATRIMÔNIO, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO TERRITORIAL EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA)
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ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 MUSEU REGIONAL CASA HENRIQUETA PRATES: PATRIMÔNIO, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO TERRITORIAL EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) Gabriel Silva Santos 1 Bruno Silva Rodrigues² Washington Ramos dos Santos Junior³ Resumo: O presente trabalho analisa a Casa Henriqueta Prates, atual sede do Museu Regional da UESB, como patrimônio material e lugar de memória em Vitória da Conquista (BA). Parte-se da problematização da patrimonialização em cidades médias e das tensões entre memória e experiências populares. O objetivo é discutir como esse espaço contribui para a construção do pertencimento territorial e da cidadania cultural. A metodologia adotada combina revisão bibliográfica, análise documental e observação do contexto urbano. Os resultados apontam que a Casa Henriqueta Prates atua como âncora simbólica, ao articular história, identidade e educação patrimonial, embora enfrente limitações estruturais e institucionais. A discussão evidenciou o papel das universidades públicas na mediação cultural e na democratização da memória. Conclui-se que o patrimônio, quando apropriado criticamente, pode se tornar instrumento de resistência e valorização dos vínculos socioterritoriais e reafirmar a importância da educação patrimonial como prática política no espaço urbano. Palavras-chave: Patrimônio. Memória coletiva. Pertencimento. INTRODUÇÃO A discussão sobre o patrimônio envolve mais do que a preservação de objetos antigos ou edificações históricas. Trata-se de um campo de disputas simbólicas em que memória, identidade, poder se entrecruzam e revelam quais narrativas são legitimadas, quais são silenciadas e quem decide o que merece ser lembrado. Como observa Fonseca (2017, p. 23), “o patrimônio não é uma herança recebida, mas uma construção social, contextualizada historicamente e objeto de disputas políticas”. Essa perspectiva exige compreender a patrimonialização como um processo dinâmico e relacional, que depende da valorização dos bens pelas comunidades e de sua inserção nos debates públicos e nas políticas territoriais. Em Vitória da Conquista (BA), a Casa Henriqueta Prates, atual sede do Museu Regional, representa um exemplo expressivo desse processo. Localizada em uma das áreas mais centrais da cidade, a edificação abriga uma coleção de objetos históricos, utensílios domésticos e obras artísticas que documentam aspectos da vida cotidiana regional (figura 1). Criado em 1991 pela UESB por meio da Pró‑Reitoria de Extensão, o Museu Regional Casa Henriqueta Prates está instalado no antigo casarão onde Dona Henriqueta Prates morou por décadas (Museu Regional de Vitória da Conquista, 2018), vínculo esse que empresta ao museu seu nome e fundamenta sua missão de preservar e divulgar a memória cultural da comunidade conquistense. Ao longo das últimas décadas, o museu tem oscilado entre o reconhecimento institucional e o abandono, o que reflete as tensões entre conservação patrimonial e descaso político. 1 Graduando em Licenciatura em Geografia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e-mail: gabriel.[email protected]m. ² Graduando em Licenciatura em Geografia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e-mail: bruno.s.r.[email protected] ³ Dr. em Psicologia Social e Dr. em Geografia Humana, professor efetivo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e-mail: washingtonramos.g[email protected]
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 Ainda assim, permanece como um espaço carregado de significados para a população, por funcionar como lugar de memória e resistência simbólica. Figura 1 - Museu Regional Casa Henriqueta Prates Fonte: Acervo Pessoal do autor, (2025). Para Pierre Nora (1993), os lugares de memória emergem em contextos nos quais os vínculos comunitários se enfraquecem e a sociedade precisa criar suportes simbólicos para preservar sua história. Esses lugares são menos resultado da continuidade espontânea da tradição e mais fruto de uma tentativa deliberada de manter viva a memória diante da aceleração histórica e da fragmentação cultural. A Casa Henriqueta Prates, nesse sentido, pode ser lida como um desses lugares, não apenas uma edificação preservada, mas um ponto de ancoragem de sentidos coletivos, um marco que condensa vivências, afetos e disputas sobre o que deve ser lembrado ou esquecido em Vitória da Conquista. Tais disputas envolvem a população, os poderes públicos e instituições culturais, e revelam os limites e possibilidades da patrimonialização em contextos urbanos periféricos. A análise fundamenta-se em autores que problematizam o patrimônio como fenômeno político e simbólico. Fonseca (2017) e Chuva (2009) abordam a patrimonialização como seleção socialmente orientada, marcada por conflitos e exclusões. Choay (2001) identifica diferentes regimes de conservação e destaca o papel do patrimônio na relação com a modernidade. Canclini (1997), discute as reconfigurações culturais em contextos híbridos e urbanos. Todos esses aportes são articulados à noção de lugar na Geografia, sobretudo a partir de Milton Santos (2006), que compreende o espaço como totalidade formada por sistemas de objetos e de ações, e propõe uma leitura relacional entre materialidade, vivência e identidade, como afirma o autor:
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 O espaço é, pois, um conjunto indissociável de sistemas de objetos e de sistemas de ações, não se reduzindo a uma mera soma de seus elementos, nem podendo ser compreendido fora da totalidade que os articula. A dinâmica espacial deriva da interação entre essas dimensões, o que confere ao espaço um caráter ao mesmo tempo estruturado e em constante transformação. (Santos, 2006, p. 51). Do ponto de vista metodológico, esta pesquisa baseia-se em levantamento bibliográfico, análise documental (textos institucionais, leis, reportagens e materiais do IPHAN e da PMVC), além de visitas técnicas com registro fotográfico à Casa Henriqueta Prates e observações de campo em seu entorno urbano. A proposta é compreender os sentidos atribuídos ao bem por seus frequentadores, por meio de sua história, das práticas culturais que abriga e da memória coletiva que representa. A investigação segue os princípios da Geografia Cultural e das diretrizes do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC/IPHAN), com ênfase na materialidade simbólica dos espaços e nas relações sociais que os sustentam. A Casa Henriqueta Prates, como patrimônio material de Vitória da Conquista, expressa a complexidade das relações entre memória, identidade e política cultural em contextos urbanos marcados por desigualdades e fragilidades institucionais. Sua preservação envolve não apenas aspectos arquitetônicos ou museológicos, mas sobretudo os sentidos simbólicos que a população local projeta sobre o espaço. Nesse cenário, torna-se fundamental compreender o patrimônio como território vivido, articulado à memória coletiva e às práticas sociais que nele se atualizam. A valorização de bens culturais, especialmente em cidades médias, passa pela construção de políticas públicas sensíveis à diversidade cultural e pela promoção da educação patrimonial como instrumento de pertencimento e cidadania territorializada. RESULTADOS E DISCUSSÕES A Casa Henriqueta Prates, ocupa uma construção datada do fim do século XIX. O imóvel preserva características arquitetônicas coloniais e foi residência de Dona Henriqueta Prates dos Santos, mulher reconhecida por sua atuação comunitária e filantrópica na cidade. Desde 1991, abriga o Museu Regional da UESB, instituição que desempenha papel central na preservação e difusão da memória cultural da cidade. Mais do que espaço expositivo, o museu constitui-se como ponto de articulação entre território, história, identidade e representa um esforço local de resistência simbólica frente à urbanização acelerada e à fragilidade das políticas públicas de cultura (Museu Regional De Vitória Da Conquista, 2018). A presença da Casa Henriqueta Prates no centro urbano carrega uma densidade simbólica que ultrapassa a materialidade. O museu abriga acervos ligados à história cotidiana da região, como utensílios domésticos, ferramentas de trabalho, móveis de época, fotografias e objetos religiosos. Essas peças permitem a reconstituição de práticas sociais e trajetórias familiares, além de favorecer a construção de um sentido de pertencimento que se ancora na experiência vivida. Como afirma Pierre Nora (1993, p. 22), os lugares de memória existem “porque não há mais meios naturais de fazer a memória viver espontaneamente”, assim, museus como esse funcionam como âncoras simbólicas diante da aceleração da modernidade e da perda de vínculos tradicionais. A patrimonialização da Casa Henriqueta Prates revela também os limites e contradições desse processo. Apesar do reconhecimento institucional, o espaço enfrentou períodos de fechamento, escassez de recursos e abandono parcial, o que
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 evidencia o caráter intermitente das políticas culturais no interior do país. Como observa Chuva (2009, p. 65), “a seleção do que é considerado patrimônio envolve escolhas políticas, disputas de memória e interesses diversos nem sempre transparentes ou inclusivos”. Em Vitória da Conquista, isso se expressa nos embates entre conservação simbólica e funcionalização do espaço urbano, entre a valorização da memória e o avanço da lógica mercantil sobre os centros históricos. A permanência da Casa Henriqueta Prates como espaço de memória ativa permite compreender o patrimônio não apenas como vestígio do passado, mas como instrumento de formação cidadã no presente. Por meio de ações educativas, exposições temáticas e atividades culturais promovidas pela UESB, o museu contribui para a valorização do território vivido e para a construção de identidades coletivas em meio às transformações urbanas. Em termos geográficos, trata-se de um lugar carregado de intencionalidade simbólica, pois, como aponta Milton Santos (2006, p. 261), “o lugar é o conjunto indissociável de sistemas de objetos e de sistemas de ações”. Essa dimensão reforça a necessidade de políticas patrimoniais que ultrapassem o tratamento meramente conservacionista e se abram à participação social, à educação patrimonial e ao reconhecimento dos vínculos afetivos que comunidades locais estabelecem com os espaços que habitam. A centralidade da Casa Henriqueta Prates na paisagem conquistense a insere também nas dinâmicas de disputa simbólica próprias das cidades médias brasileiras, nas quais o patrimônio se articula a processos seletivos de visibilidade e reconhecimento social. Nessas localidades, o espaço urbano é construído a partir de escolhas políticas e simbólicas que privilegiam determinadas memórias em detrimento de outras, frequentemente vinculadas às camadas populares. Como destaca Oliveira Júnior (2008), essas cidades vêm passando por transformações que evidenciam não apenas redefinições econômicas, mas também simbólicas, como aponta o autor: As cidades médias assumem novas funções articuladas ao suprimento das presentes necessidades de reprodução e acumulação do capital e à ampliação do mundo da mercadoria. Nos países subdesenvolvidos, as cidades médias estão em um momento de redefinição da centralidade urbana, implicada por processos de desconcentração espacial e rearticulação simbólica e econômica. (Oliveira Júnior, 2008, p. 206). A apropriação do espaço por meio da patrimonialização, não é neutra, envolve mediações culturais, disputas por legitimidade e processos de exclusão simbólica. Reconhecer algo como patrimônio significa, também, atribuir-lhe uma narrativa oficial que pode invisibilizar outras experiências históricas do território. Nesse contexto, o pertencimento territorial não se reduz à simples identificação com um local, mas deve ser compreendido como prática ativa de valorização das memórias coletivas, dos vínculos sociais e da participação na construção simbólica do espaço urbano. Além de suas funções museológicas, a Casa Henriqueta Prates exerce um papel formativo na cidade, ao possibilitar experiências de educação patrimonial e de reaproximação com a história local. Esses espaços tornam-se lugares privilegiados para o exercício da cidadania cultural, sobretudo quando articulam ações que envolvem a comunidade e o território. É nesse sentido que o ensino de Geografia, como defendem Callai e Cavalcante (2011), deve comprometer-se com o reconhecimento dos territórios vividos, ao considerar os sujeitos e suas histórias como parte constitutiva do espaço. A Casa Henriqueta Prates, enquanto lugar de memória, contribui para esse exercício crítico, ao oferecer uma leitura sensível da cidade a partir da experiência dos grupos locais.
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 A presença da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) como gestora do Museu Regional de Vitória da Conquista amplia o alcance simbólico e pedagógico da Casa Henriqueta Prates. A universidade pública, atua como mediadora entre a produção acadêmica, a valorização das memórias locais e a democratização do acesso ao patrimônio. Por meio de ações educativas, exposições temáticas e projetos de extensão, o museu promove experiências formativas que articulam o saber científico aos saberes comunitários. Essa aproximação fortalece o conceito de cidadania cultural, ao permitir que diferentes grupos sociais se reconheçam nos acervos e nas narrativas ali presentes. Como destaca Fonseca (2005, p. 164), a preservação patrimonial deve estar articulada “à compreensão do passado como processo e à possibilidade de leitura crítica do presente”, o que reforça o papel estratégico da universidade em enfrentar as desigualdades culturais e na valorização dos territórios simbólicos. Apesar de sua relevância histórica, simbólica e educativa, a Casa Henriqueta Prates também expressa os limites estruturais da política cultural em cidades fora dos grandes centros. A intermitência no funcionamento do museu, os períodos de abandono e a escassez de recursos evidenciam a vulnerabilidade das instituições patrimoniais em contextos de baixa prioridade orçamentária. Tais fragilidades revelam o descompasso entre o reconhecimento simbólico e a efetivação de mecanismos públicos de preservação. Como observa Canclini (2015, p. 89), “o patrimônio cultural muitas vezes se institucionaliza sem se democratizar”, o que significa que a consagração de certos bens não garante sua integração plena às dinâmicas sociais e educativas da cidade. Em Vitória da Conquista, isso se traduz em lacunas estruturais que comprometem o papel do museu como espaço de encontro, memória e formação crítica sobretudo para os sujeitos historicamente marginalizados das narrativas oficiais. A resiliência da Casa Henriqueta Prates, mesmo diante das instabilidades institucionais, evidencia seu papel como espaço de resistência simbólica em Vitória da Conquista. Mais do que conservar objetos e edifícios, trata-se de preservar sentidos, narrativas e vínculos comunitários que alimentam a memória coletiva. A atuação educativa do museu especialmente quando articulada com escolas públicas, comunidades periféricas e sujeitos historicamente invisibilizados fortalece a apropriação crítica do território e o reconhecimento das múltiplas identidades que compõem a cidade. Nessa perspectiva, a educação patrimonial ultrapassa o caráter informativo e assume dimensão política, ao provocar questionamentos sobre quem tem o direito de contar a história e de ocupar os lugares da memória. A Casa Henriqueta Prates, enquanto lugar vivido, ensina que o patrimônio não é algo pronto e dado, mas uma construção contínua, permeada por afetos, tensões e disputas em torno do sentido do “comum”. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo da Casa Henriqueta Prates, enquanto patrimônio material e lugar de memória, permitiu refletir criticamente sobre as múltiplas dimensões envolvidas na patrimonialização urbana em Vitória da Conquista. Ao evidenciar o entrelaçamento entre arquitetura, história e práticas culturais, a análise revelou que os bens patrimoniais não são apenas vestígios materiais do passado, mas suportes simbólicos que sustentam o pertencimento territorial, a produção de identidade e o exercício da cidadania cultural. Como espaço de disputas por visibilidade e legitimidade, o museu regional traduz as tensões entre memória oficial e narrativas populares e exige uma
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 abordagem sensível às dinâmicas sociais e aos conflitos de representação que marcam os processos de reconhecimento. Nesse sentido, a Casa Henriqueta Prates expressa tanto o potencial da patrimonialização como instrumento de valorização da diversidade cultural quanto os limites impostos por políticas públicas intermitentes e assimetrias territoriais. A gestão do espaço pela UESB, por meio do Museu Regional, representa uma tentativa relevante de articular universidade, comunidade e memória, embora ainda condicionada por fragilidades estruturais e desafios institucionais. A existência do museu, seus acervos e suas ações educativas demonstram que a preservação patrimonial pode atuar como ferramenta de transformação territorial, desde que inserida em projetos amplos de democratização cultural e de reconhecimento das vozes historicamente silenciadas. Por fim, a experiência da Casa Henriqueta Prates reforça a importância da educação patrimonial como prática política e pedagógica para o ensino de Geografia e para a formação de sujeitos críticos, conscientes das múltiplas camadas que compõem o espaço urbano. Em um tempo marcado pela aceleração das transformações territoriais e pela homogeneização cultural, defender o patrimônio é também defender a pluralidade dos sentidos do lugar, o direito à memória e a possibilidade de uma cidadania mais enraizada, inclusiva e participativa. A patrimonialização, compreendida sob essa perspectiva ampliada, precisa ser continuamente tensionada, para que não se transforme em mera vitrine simbólica desvinculada da vida concreta das populações que lhe dão sentido. REFERÊNCIAS OLIVEIRA JÚNIOR, Gilberto Alves de. Redefinição da centralidade urbana em cidades médias. Sociedade & Natureza, Uberlândia, v. 20, n. 1, p. 205–220, jun. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sn/a/gbSqpV54VmFSTPGHc3kqPmz/. Acesso: 19 de julho de 2025. CHUVA, Marilia. Patrimônio cultural: seleção, exclusão e políticas em dança. Rio de Janeiro: Appris, 2009. CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. São Paulo: Estação Liberdade, 2001. CANCLINI, Néstor García. Diferentes, desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade. Rio de Janeiro: UFRJ, 2015. FONSECA, Maria Celeste L. Memória e patrimônio: seleção crítica e construção social. São Paulo: Annablume, 2005. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 2006. NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Revista Projeto História, São Paulo, n. 10, p. 7–28, dez. 1993. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/12101 Acesso: 19 de julho de 2025.
ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 MUSEU REGIONAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA. Histórico institucional. Blog oficial. Vitória da Conquista: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, (2018). Disponível em: https://museuregionaluesb.blogspot.com/. Acesso em: 23 jul. 2025.