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www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 266 O Boletim de Conjuntura (BOCA) publica ensaios, artigos de revisão, artigos teóricos e empíricos, resenhas e vídeos relacionados às temáticas de políticas públicas. O periódico tem como escopo a publicação de trabalhos inéditos e originais, nacionais ou internacionais que versem sobre Políticas Públicas, resultantes de pesquisas científicas e reflexões teóricas e empíricas. Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento. BOLETIM DE CONJUNTURA BOCA Ano VII | Volume 23 | Nº 69 | Boa Vista | 2025 http://www.ioles.com.br/boca ISSN: 2675-1488
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 267 O MERCADO DE STREAMING DE VÍDEO: UMA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DOS CONSUMIDORES Danielli Vieira da Costa 1 Flaviani Souto Bolzan Medeiros 2 Resumo Com a transformação da internet e da conexão on-line, o mercado de entretenimento modificou sua forma de distribuição, pois os novos modelos de tecnologias audiovisuais revolucionaram o comportamento de consumo de seus usuários. Em decorrer disso, novos modelos de promoção desses serviços acabaram surgindo, tendo como um dos principais o streaming de vídeo. Diante o exposto, este artigo tem como objetivo analisar o comportamento dos consumidores de streaming de vídeo. Para isso, adotou-se uma pesquisa quantitativa com caráter descritivo, método survey, utilizando-se como técnica de coleta de dados o questionário e a análise desses dados obtiveram-se por meio de estatística descritiva. Os resultados obtidos apontam que as novas tecnologias audiovisuais estão alterando os hábitos de consumo desse modelo de serviço. Conclui-se que existem diferentes motivações que influenciam a utilização do streaming de vídeo, tais como: a facilidade de escolha do local, horário e conteúdo que o usuário gostaria de assistir, entre outras. Portanto, constatou-se que o consumidor prefere algo mais individualizado, no qual ele possa determinar suas ações conforme suas preferências e as plataformas de streaming de vídeo proporcionam tal experiência e poder de escolha. Palavras-chave: Comportamento do Consumidor; Consumo Digital; Streaming de Vídeo. Abstract With the transformation of the internet and online connections, the entertainment market has changed its form of distribution, as new audiovisual technology models have revolutionized the consumption behavior of its users. As a result, new models for promoting these services have emerged, one of the main ones being video streaming. Given the above, this article aims to analyze the behavior of video streaming consumers. For this, we adopted a quantitative research with a descriptive character, survey method, using the questionnaire as a data collection technique and the analysis of these data were obtained through descriptive statistics. The results obtained indicate that new audiovisual technologies are altering consumption habits for this service model. It is concluded that there are different motivations influencing the use of video streaming, such as: the ease of choosing the location, time, and content the user would like to watch, among others. Therefore, it was found that consumers prefer something more individualized, in which they can determine their actions according to their preferences, and video streaming platforms provide this experience and power of choice. Keywords: Consumer Behavior; Digital Consumption; Streaming Video. INTRODUÇÃO Com o avanço da tecnologia e a expansão da internet, os computadores e dispositivos eletrônicos passaram por modificações, surgindo novas formas de acesso as informações. Além disso, as mudanças decorrentes desses avanços consolidaram distintas formas de experimentação. Com o advento da banda larga, a inovação obteve um grande crescimento, pois possibilitou a redução dos custos de transmissão e o aumento a velocidade, do processamento e do volume de carregamento de dados. Ademais, com o surgimento da banda larga e o decorrente ganho de qualidade, houve também a oportunidade de estabilização dos serviços de streaming de vídeo. No atual mercado cultural, produtos em formato digital vêm ganhando cada vez mais espaço, devido às facilidades de consumo e acesso por 1 Graduada em Administração pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). E-mail: [email protected] 2 Docente da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Doutora em Administração. E-mail: [email protected]
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 268 meio de aparelhos eletrônicos portáteis ou não. A recente eclosão da pandemia dA Covid-19 fez com que esse gênero de serviço se fortalecesse, já que as pessoas começaram a passar mais tempo nas suas casas, consumindo diversos conteúdos digitais e, consequentemente, descobriram novas formas de consumo de vídeos on-line. Por sua vez, com o crescimento do entretenimento on-line, os serviços de streaming expandiram e as plataformas que distribuem esse tipo de conteúdo estão usufruindo dos meios digitais como um instrumento para alcançar mais usuários. No que concerne às empresas, as mesmas são conduzidas a conhecer a razão pela qual os indivíduos escolhem e consomem determinado serviço ou produto entre diferentes opções fornecidas no mercado que está cada vez mais competitivo. Quando o entretenimento on-line se transformou no meio de consumo mais adquirido entre crianças, jovens e adultos, tornou-se notável a expansão e potencial crescimento das organizações que atuam nessa área. Diante desse contexto, o presente estudo buscou responder a seguinte questão: Como as novas tecnologias impactaram no comportamento dos consumidores de streaming de vídeo? Esse problema de pesquisa emerge da questão de que as novas tecnologias transformaram a maneira de entretenimento e de consumo das pessoas. Observa-se que a utilização das tecnologias digitais teve um crescimento a partir da usabilidade da sociedade contemporânea, a qual está cada vez mais conectada. Diante dessas mudanças, as empresas estão buscando adaptar-se aos novos modelos de consumo e as novas tendências da atualidade. Visando responder essa questão, a presente pesquisa tem como objetivo analisar o comportamento dos consumidores de streaming de vídeo. Justifica-se a escolha desse tema decorrente da importância de delinear e compreender o comportamento dos consumidores desse serviço no intuito de auxiliar as organizações e suas estratégias organizacionais. É perceptível que, ao longo dos anos, o perfil de comportamento do consumidor se modificou, adaptando-se as diferentes demandas e dinâmicas sociais. Logo, a partir da adesão de novos hábitos, é imprescindível conhecer as influências que modificam o poder de comunicação e informação sobre produtos e serviços, designando oportunidades e vantagens no mercado digital. E ainda, cabe frisar que esse modelo de serviço fornece para as empresas uma gama de conteúdos que podem ser explorados pelas mesmas e o comportamento do consumidor funciona como uma base para trazer melhorias no relacionamento com o público. Sabe-se que uma análise equivocada dos hábitos e preferências dos consumidores pode levar as organizações a estratégias com resultados negativos. Destarte, entender como esse comportamento se posiciona à frente das novas tecnologias audiovisuais, como o streaming de vídeo, é de extrema importância para auxiliar as organizações e suas novas estratégias de mercado, já que esse modelo de serviço está cada vez mais crescendo entre os consumidores.
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 269 Sendo assim, pode-se dizer que compreender o comportamento dos consumidores é uma atividade vital. Na perspectiva acadêmica, o estudo é importante dado que analisando o comportamento dos consumidores é possível identificar suas preferências no consumo de bens e serviços relacionado ao aumento de vendas, e assim, contribuindo para as atuais e novas organizações, trazendo aporte teórico. Diante disso, considerou-se de extrema relevância investigar sobre o comportamento dos usuários desse serviço em ascensão, a fim de construir uma perspectiva divergente para as organizações que estão no mercado e para aquelas que irão surgir. Quanto à revisão da literatura, este estudo está embasado em dois pontos norteadores, a saber: o primeiro remete ao consumo de streaming de vídeo, uma plataforma de transmissão que, por meio da internet, possibilita o envio de informações instantâneas a dispositivos sem a necessidade da espera para realizar o download para ter acesso ao conteúdo, fazendo com que o usuário tenha acesso mais rápido à reprodução de músicas ou vídeos. Já o segundo aborda a questão do comportamento de consumo na era digital que, a partir das transformações econômicas e sociais decorrentes dos avanços tecnológicos, provocaram mudanças consideráveis no comportamento dos indivíduos, que passaram a utilizar e incorporar os meios virtuais em suas atividades cotidianas. No que diz respeito à metodologia, trata-se de uma pesquisa de natureza quantitativa, do tipo descritiva, segundo uma lógica teórica-dedutiva. A amostra foi composta por 352 (trezentos e cinquenta e dois) consumidores que utilizavam serviços de streaming de vídeo. Para a coleta dos dados, aplicou-se um questionário com 22 (vinte e duas) questões fechadas disponibilizado online por meio do Google Forms através de um link compartilhado via e-mail, mídias sociais (Facebook e Instagram) e aplicativo de mensagem (WhatsApp). A análise dos dados ocorreu por meio de estatística descritiva, o que possibilitou a identificação de informações relevantes dos usuários desse tipo de serviço. Sobre a estrutura, este artigo está organizado em cinco seções: logo após essa de caráter introdutório, situa-se a revisão da literatura que embasou o presente estudo. Na sequência, consta a metodologia que conduziu o trabalho. Em seguida, a próxima seção remete aos resultados e discussão e, por último, encerra-se com a exposição das considerações finais. REVISÃO DA LITERATURA O compartilhamento de informação digital obteve êxito, em conjunto com as técnicas de compressão e codificação de arquivos, comprimindo seus tamanhos e até alguns megabytes, transformando completamente a indústria mundial (OBERHOLZER-GEE; KOLEMAN, 2007). No caso do mercado audiovisual, este engloba um espaço no qual circula a totalidade dos diversos produtos
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 270 construídos com base na combinação de imagem e som, atribuídos a diferentes mídias e formas de consumo, dentro da ótica de fornecimento de produtos e serviços associados aos valores culturais, artísticos ou de entretenimento (BARONE, 2009). Contudo, as formas do consumo de mídia vão se transformando ao longo dos anos e se estruturando às novas descobertas tecnológicas (LISBOA, 2016). Nas palavras de Oliveira e Ranieri (2017), as mídias tradicionais estão cedendo espaço aos novos recursos e ferramentas digitais, inclusive, aos serviços de streaming, que se constituem em uma tecnologia que busca a troca de elementos em forma de áudio ou vídeo através de redes digitais. Sob esse viés, Gupta, Lakhera e Sharma (2024) chamam a atenção para o fato de que as transformações digitais são impulsionadas pela tecnologia e, por sua vez, envolvem mudanças no cenário das empresas que impactam o cotidiano dos indivíduos. No ambiente tecnológico contemporâneo, despontaram novas formas de conhecimento, comunicação, acesso e trocas sobre todo tipo de fontes e registros de informações, por meio de métodos e instrumentos da tecnologia digital (LÉVY, 2003). Os consumidores do conteúdo audiovisual não estão perdendo o interesse nesse ambiente, mas sim, alterando seus hábitos de consumo, preferindo um consumo mais individualizado, utilizando dispositivos móveis, onde é possível escolher o que e quando assistir (CAPAPÉ; OJER, 2012). O avanço da tecnologia é um dos principais fatores que influenciara m essa mudança, tornando as pessoas cada vez mais conectadas e, como consequência, aguçando o desejo de explorar ainda mais esse universo. Mirza e Jabeen (2025) endossam que os avanços tecnológicos mudaram vários aspectos do cotidiano das pessoas. Mais do que isso, na percepção de Tan et al. (2025), a integração de tecnologias digitais impactaram várias facetas da vida humana, do trabalho e do aprendizado. Durante muitos anos, os serviços de Locadoras de Vídeo Home System (VHS) e Digital Video Disc (DVD’s) eram muito requisitados, nesses locais era possível alugar diferentes filmes e jogos, mas com o avanço da internet esse tipo de serviço tornou-se obsoleto e muitos novos modelos de negócios surgiram. Atualmente, se apresenta como conceitos arcaicos as locadoras de vídeos e lojas de Compact Disc (CD’s) (TUCCI, 2020). O cenário do mercado audiovisual contemporâneo é composto pelas mais diversas interfaces, vídeos, usos e ambientes (MONTAÑO, 2015). Nesse contexto, surge o streaming que, conforme Burroughs (2015), é uma plataforma de transmissão de conteúdo via internet que vem alterando o aspecto tecnológico do uso das mídias e das práticas da indústria midiática. Nessa categoria, o usuário possui autonomia para escolher o título, o local e a hora em que o conteúdo será assistido, transformando-se em um pilar importante que rege todo o potencial atrativo para o consumidor (SILVA, 2021).
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 271 Dessa forma, para Oliveira e Nobre (2014), o streaming é o nome relacionado à tecnologia que, nos dias atuais, proporciona a transmissão de áudio e vídeo por meio da internet sem a precisão de fazer o download do mesmo, visto que, na medida que a informação é recebida pelo dispositivo – seja ele um computador, tablet ou smartphone – ela é automaticamente reproduzida ao usuário. O streaming pode ser dividido em dois tipos, a saber: o primeiro Vídeo-on-Demand ou Vídeo sob Demanda (VOD) e o segundo Streaming de Vídeo ao Vivo ou Live Streaming. Acerca do VOD trata-se de um: [...] sistema de visualização personalizada de conteúdos audiovisuais que permitem o espectador ver um filme ou um programa no momento que desejar. Pode ser visto diretamente no televisor se tiver ligação à Internet por streaming ou descarregado num computador, disco rígido, gravador de disco digital ou reprodutor portátil para ver a cópia armazenada. É o sistema alternativo ao tradicional aluguel de filmes. Contém as funções básicas de vídeo, como a opção de parar o programa e retomá-lo quando se quiser, levá-lo para a frente ou para trás, pô-lo em câmera lenta ou em pausa (SILVA; DALL’ORTO, 2017, p. 3). A respeito do Streaming de Vídeo ao vivo ou Live Streaming refere-se a transmissão em tempo real, através de uma live ou transmissão de conteúdo ao vivo. Coutinho (2013) relata que a tecnologia de streaming existe desde a década de 1990, entretanto, devido à baixa velocidade das conexões com a web, as quais não permitiam o carregamento instantâneo de arquivos, esse mecanismo não se popularizou naquela época. De acordo com Moura (2017), com a evolução das redes e infraestruturas de Tecnologia da Informação (TI) no mundo, a internet se propagou, e com ela, na segunda década do século XXI, a banda larga aumentou consideravelmente. A partir disso, houve a possibilidade desses serviços alcançarem seus usuários com maior velocidade e qualidade. Fernandes (2016) destaca que o desenvolvimento da internet e de novas tecnologias, como o streaming, modificou as formas de conexão entre os consumidores e os produtos culturais, revolucionando o consumo. Com o avanço da distribuição de serviços do mercado audiovisual na modalidade digital, houve o surgimento de empresas como a Netflix e de novas representações de empresas no ramo de entretenimento audiovisual, tais como: a HBO Max, Disney+ e Amazon Prime Video, popularizando-se as assinaturas de VOD. Atualmente, no mercado brasileiro, conforme dados da JustWatch Brasil (2025), as plataformas de streaming de vídeos com maior parcela de mercado são: o Amazon Prime Video (22%); a Netflix (21%) e a Disney+ (16%), seguidas pelo HBO Max (12%), o GloboPlay (10%), Apple TV+ (7%), Paramount+ (5%), entre outros que somam 7% de participação. Mas, para Borges et al. (2017), é o consumidor quem define como quer o produto e o quanto está disposto a pagar por ele, perante isso, a interação entre empresa e cliente fica maior. Diante disso, surge a necessidade de estudar o comportamento do consumidor com o intuito de entender os “processos envolvidos quando indivíduos ou grupos selecionam, compram, usam ou descartam produtos, serviços,
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 272 ideias ou experiências para satisfazer necessidades e desejos” (SOLOMON, 2011, p. 33). Sob esse viés, destaca-se que o estudo sobre o comportamento dos consumidores surgiu há alguns anos. De acordo com Jacoby, Johar e Morrin (1998), originou-se na área da Psicologia o que ocasionou o surgimento de uma nova linha de investigação, denominada Psicologia Social. No início, foram desenvolvidos trabalhos abrangendo conceitos como atitude, comunicação e persuasão. Ao reconhecer a importância dessa temática, a Psicologia Social auferiu adeptos que propuseram trabalhos sobre outros construtos, estudando a memória, processamento de informações e a tomada de decisão (JACOBY; JOHAR; MORRIN, 1998). Swarbrooke e Horner (2002) relatam que o comportamento do consumidor é composto pelo processo, onde os indivíduos ou grupos selecionam, adquirem, usam produtos, serviços, ideias ou experiências para satisfazer suas necessidades e desejos. Outrossim, o consumidor passou a deter maior poder de escolha em decorrência a grande variedade de produtos que estão à disposição, transformando suas exigências no momento da compra. Antigamente, os indivíduos recebiam às informações de forma limitada, através de propagandas na televisão, rádio, outdoors e por meio das pessoas de seus grupos mais próximos, entretanto, as tecnologias e o modo de viver na sociedade nos dias atuais vêm modificando essa dinâmica para os consumidores (MELO, 2019). Destarte, observa-se uma variedade de motivos que levam as pessoas a consumir tecnologia, seja pela busca constante por informações, o entusiasmo em se comunicar, comprar, trabalhar ou pela ampla gama de possibilidades de entretenimento (LOPES et al., 2014). Logo, diante da necessidade de adaptação das organizações com as diversas e constantes mudanças, Rocha e Trevisan (2017) destacam que as empresas são como um cérebro, posicionando-se no mercado com a capacidade de adaptação, flexibilidade e estrutura organizacional, facilitando e agilizando os processos decorrentes das inovações. Para isso, as empresas recorrem a tecnologia para competir com sucesso, disponibilizando as melhores respostas aos seus clientes (KLAUS, 2022). Fang, Wang e Dang (2025) ressaltam que uma boa estratégia garante a competitividade de uma empresa no mercado. Nesse sentido, a utilização de dispositivos eletrônicos e de recursos da era digital, sob a perspectiva do comportamento do consumidor, interfere diretamente no relacionamento entre empresas e clientes. Por isso, as empresas buscam potencializar o desenvolvimento e implantação de decisões estratégicas de marketing para o comércio de bens e serviços na internet, pois é fundamental entender o comportamento do consumidor nos ambientes virtuais (BLAS et al., 2014). Em relação ao consumo das plataformas de streaming, Portela e Marques (2015) descrevem que a sociedade contemporânea é profundamente marcada pelas mídias e pela tecnologia, estando fortemente fundamentada no consumo. Outrossim, apresenta uma cultura com características de fragmentação,
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 273 aceleração, formação em redes, percepção da diminuição de distâncias, possibilitada pelo acesso a uma rede de informação global, que transforma o modo de produzir e consumir produtos midiáticos. Tal tecnologia acompanha a tendência do consumidor pós-moderno que deseja ter uma experiência mais controlada e personalizada ao utilizar smartphones, tablets e outros dispositivos eletrônicos, criando novos hábitos de consumo de entretenimento audiovisual, onde o consumidor não está mais preso à programação fixa dos meios tradicionais (MASSAROLO; MESQUITA, 2016). As plataformas de streaming encontram-se introduzidas na indústria cultural, na qual os consumidores estão migrando das mídias tradicionais e seguindo para o entretenimento digital, via internet (BARBOSA et al., 2020). Assim, possibilitando que os consumidores efetivem buscas globais por produtos e serviços, comparando entre as diversas opções disponíveis, auxiliando o encontro de informações adicionais e a leitura de opiniões de outras pessoas que já adquiriram determinado produto ou serviço (GAO, 2005). Todavia, é essencial que as organizações se adaptem a essa nova era de consumo e os desafios que a mesma gera no mercado, já que a partir do uso da internet a concorrência entre as empresas tornou-se ainda maior. Blackwell, Miniard e Engel (2005) salientam que para as empresas a compreensão e adaptação das motivações do comportamento do consumidor não são uma opção, e sim, uma necessidade de sobrevivência. Na sequência, a próxima seção versa a respeito da metodologia adotada nesse artigo. METODOLOGIA Partindo do objetivo de analisar o comportamento dos consumidores de streaming de vídeo essa seção apresenta o percurso metodológico seguido no presente estudo. Método Esta pesquisa caracteriza-se como quantitativa (OZDAMLI; KARAGOZLU, 2022; SUBRAMANIAM, S.; ISMAIL, 2023), sendo descritiva quanto aos seus objetivos (BRANCO NETO, 2024; BIANCHIN et al., 2025). A pesquisa quantitativa baseia-se na quantificação de dados (GHANAD, 2023), fazendo uso de instrumentos e técnicas padronizadas para discutir as informações coletadas (MINEIRO; SILVA; FERREIRA, 2022), visando objetividade e consistência (FERREIRA et al., 2024; PILCHER; CORTAZZI, 2024). Já na pesquisa descritiva, o pesquisador descreve o objeto investigado (OLIVEIRA et al., 2024), as informações como elas são, para isso, utilizando técnicas padronizadas de coleta de dados como questionários, entrevistas, entre outras (WELSH; AMBEGAONKAR; MAINWARING, 2023).
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 274 Essa classificação adotada permitiu conhecer o perfil dos usuários consumidores do serviço de streaming de vídeo, compreender o consumo online diante da evolução da tecnologia audiovisual, bem como as motivações que atuam na utilização do streaming de vídeo a partir da aplicação de questionário estruturado, o que possibilitou a análise estatística dos resultados e a identificação de informações relevantes dos usuários desse tipo de serviço. Outrossim, o método foi delineado segundo uma lógica teórica-dedutiva, com abordagem quantitativa (CARVALHO; TEIXEIRA, 2025), considerando que o estudo teve início com uma discussão teórica acerca do consumo de streaming de vídeo, e também, sobre o comportamento de consumo na era digital que, em seguida, puderem ser verificadas a partir do levantamento quantitativo realizado na pesquisa. Procedimentos de coleta de dados Como procedimento de coleta de dados, utilizou-se o levantamento – também conhecido como survey (GONSALVES, 2019; CARVALHO et al., 2025) – sendo recomendado quando a intenção é conhecer melhor um fenômeno e obter insights sobre ele (SBARAINE et al., 2024). Dito de outro modo, o survey consiste na coleta de dados ou informações sobre as características, ações ou opiniões de determinado grupo de pessoas, indicado como representante de um público-alvo (PINSONNEAULT; KRAEMER, 1993). Justifica-se tal escolha tendo em vista o propósito de explorar as informações coletadas através do questionário estruturado aplicado aos respondentes. Sendo assim, pode-se descobrir tendências e o comportamento dos consumidores sobre a temática objeto de análise neste artigo. Para isso, o questionário adotado foi adaptado de Areva (2021) e era composto por 22 (vinte e dois) questões fechadas. O referido instrumento encontra-se assim organizado: o primeiro bloco era constituído por perguntas relacionadas ao perfil dos respondentes; no segundo bloco visualiza-se questões com o intuito de compreender o consumo de streaming de vídeo; e, por sua vez, o terceiro bloco tinha o propósito de mapear as motivações do consumo das plataformas de streaming de vídeo. O universo dessa pesquisa consistiu nos usuários de streaming de vídeo – que possuíam acesso a alguma plataforma de streaming de vídeo, mesmo não sendo titulares da conta e maiores de idade – residentes em um município brasileiro localizado no Oeste do Estado do Rio Grande do Sul. A amostra totalizou 352 (trezentos e cinquenta e dois) pesquisados, cujas respostas foram coletadas no período de novembro a dezembro de 2022. A amostragem foi do tipo não-probabilística, por conveniência (MALHOTRA, 2019; PRATA; EL ACHKAR; COSTA NETO, 2025), conforme os recursos e desenho da pesquisa. Mattar (2013) explica que a amostragem não-probabilística é aquela em que a classificação
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 281 conteúdos disponibilizados pelas plataformas. Quando questionado sobre há quanto tempo que utilizam as plataformas de streaming de vídeo, o maior percentual foi de três a quatro anos, seguido de mais de cinco anos. Tabela 2 – Hábitos de consumo das plataformas de streaming de vídeo Questões 1 2 3 4 Em qual turno do dia você mais consume esse serviço de streaming de vídeo? Manhã Tarde Noite Madrugada 1,1% 6% 79,3% 13,6% Há quanto tempo você faz uso das plataformas de streaming de vídeo Alguns meses De 1 há 2 anos De 3 há 4 anos + de 5 anos 6,3% 17,9% 41,2% 34,7% Em que aparelho você consome mais o serviço de streaming de vídeo Smart TV Computador ou notebook Smartphone Tablet 76,7% 40,1% 44,9% 4% Com quem você costuma assistir aos conteúdos das plataformas de streaming de vídeo? Sozinho(a) Família Namorado(a) / Esposo(a) Entre amigos 40,3% 31,5% 25% 3,1% Qual o tempo de consumo semanal de serviços de streaming Entre 2 a 4 horas Entre 5 a 7 horas: Entre 8 a 10 horas: + de 10 horas: 50,6% 29,8% 11,4% 8,2% Fonte: Elaborado própria. Em continuidade, é visto que o aparelho eletrônico onde mais assistem aos conteúdos disponíveis nos streamings de vídeo é a Smart TV e a escolha desse dispositivo pode se dar ao fato dele possuir acesso instantâneo a internet. Nesse sentido, Oliveira e Nobre (2014) afirmam o streaming de vídeo possibilita a transmissão de áudio e vídeo por meio da internet, com recepção imediata e automática reproduzida diretamente a dispositivos eletrônicos, como a Smart TV. Quanto aos questionamentos sobre com quem costumam assistir aos conteúdos das plataformas e qual o tempo de consumo semanal das mesmas, 40,3% dos pesquisados relataram assistir sozinho e costumam consumir entre duas a quatro horas semanais. Uma vez identificado o perfil de consumo dos streamings de vídeo, na sequência, apresenta-se os comportamentos e motivações no consumo das plataformas de streaming de vídeo. Comportamentos e motivações no consumo das plataformas de streaming de vídeo Para verificar os comportamentos e as motivações dos consumidores das plataformas de streaming de vídeo e os demais tópicos a seguir, foi utilizada a Escala Likert de 1 (Discordo Totalmente) a 6 (Concordo Totalmente). Na Tabela 3 demonstra-se cinco questões nas quais pode-se analisar o comportamento dos usuários das plataformas de streaming de vídeo.
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 282 Tabela 3 – Dados descritivos do comportamento Questões Média Moda Q1 - Consumo esse tipo de serviço por escolhas pessoais 5,44 6 Q2 - Gosto de consumir conteúdo dessas plataformas para estar atento as novidades 4,19 6 Q3 - Consumo conteúdos do streaming de vídeo por recomendações dos meus amigos 4,21 5 Q4 - Prefiro consumir essa modalidade de serviço pela possibilidade de escolher o tipo de conteúdo que desejo consumir e pela facilidade de assistir onde e quando quiser 5,50 6 Q5 - Comecei a usufruir pela possibilidade de assistir à conteúdos de minha preferência no horário ou local que for conveniente 5,57 6 Fonte: Elaborado própria. Na Tabela 3 – referente a Q1 e a Q3 – as quais estão relacionadas a consumir o serviço por escolhas pessoais e consumir aos conteúdos por recomendações dos amigos, observa-se que obteve a média 5,44 e 4,21, ambas acima de 3, tal dado pode ser confirmado por Saccomori (2016), onde afirma que o consumidor busca ter controle o tempo todo, definindo o tempo em que gasta assistindo conteúdos, das oportunidades de escolha que possui e quando deve parar de consumir, além de utilizar opiniões de outras pessoas nas redes sociais. No que tange a Q4 sobre, escolher o tipo de conteúdo que deseja consumir e pela facilidade na forma de assistir, resultou em uma média alta com 5,5 pelo fato da maioria dos respondentes fazer parte da geração Y, pode-se dizer conforme Barton, Fronn e Egan (2012) que esta geração apresenta um comportamento de consumo específico, sobretudo pela questão do imediatismo, dessa forma, buscam facilidade no processo, conveniência e levam em consideração opiniões de amigos e familiares em suas decisões. Relatando sobre a Q2 (média 4,29) e Q5 (média 5,57), ambas possuem média acima de 3 e podem se relacionar, pois os usuários das plataformas de streaming buscam estar atento as novidades e inovações propostas pelas plataformas, assim como preferem escolher por comodidade e optam por suas preferências ao assistir aos conteúdos. Segundo Faria e Teixeira (2017), as plataformas de streaming oferecem um serviço inovador, que busca expandir seu mercado e atrair mais clientes, além do provimento de uma comodidade, antes inexistente, quanto ao acesso, customização de serviço, adequação da programação conforme suas necessidades e preferências. Além disso, pretendeu-se verificar as motivações que determinam a usabilidade dos streamings de vídeo. Deste modo, na Tabela 4 mostra a média e o percentual de respostas referente a quatro questões relacionadas as motivações. A Tabela 4 representa de forma estatística os dados coletados, a partir da aplicação de questões sobre os motivos que influenciam os consumidores a utilizarem as plataformas de streaming de vídeo. De acordo com esses dados, tais motivos estão relacionados ao que Burroughs (2015) afirma que a utilização
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 283 dessas plataformas de transmissão de conteúdo via internet vem modificando o ambiente tecnológico do uso das mídias e das práticas da indústria midiática. Posteriormente, pode-se relacionar a afirmativa de Moura (2017), onde constata que com a evolução das redes e infraestruturas de Tecnologia da Informação (TI) no mundo, a internet se propagou e a partir desse momento esse segmento de serviço alavancou-se, modificando os hábitos de consumo de conteúdos audiovisuais. Igualmente, os autores Capapé e Ojer (2012) evidenciam que os consumidores dos serviços audiovisuais estão preferindo um consumo mais individualizado, usufruindo dos dispositivos móveis, obtendo um acesso rápido e ter a possibilidade de escolher o que e quando assistir. Tabela 4 – Motivações Questões Média Maior percentual Escolhi o streaming de vídeo por não precisar realizar downloads de séries e filmes para assistir 5,37 Concordo Totalmente (6) – 69,6% Optei pelas plataformas de streaming de vídeo em razão da vasta variedade de filmes e séries, também devido a lançamentos frequentes 5,40 Concordo Totalmente (6) – 60,8% Prefiro consumir essa modalidade de serviço pela possibilidade de escolher o tipo de conteúdo que desejo consumir e pela facilidade de assistir onde e quando quiser 5,50 Concordo Totalmente (6) – 68,8% A internet mudou meus hábitos de consumo em conteúdos audiovisuais 5,31 Concordo Totalmente (6) – 62,2% Fonte: Elaborado própria. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a transformação da internet e da conexão on-line, o mercado de entretenimento modificou sua forma de distribuição, pois os novos modelos de tecnologias audiovisuais revolucionaram o comportamento de consumo de seus usuários. Com isso, esta pesquisa teve como objetivo analisar o comportamento dos consumidores de streaming de vídeo. Acerca do perfil dos usuários consumidores do serviço de streaming de vídeo, observou-se que a maioria são pessoas jovens, estudantes e que possivelmente tem facilidade e proximidade com transformação da tecnologia e serviço audiovisual, caracterizando-se pela geração Y. No que tange ao consumo on-line diante da evolução da tecnologia audiovisual, constatou-se que as novas tecnologias audiovisuais, como aqui estudado o streaming de vídeo, estão alterando os hábitos de consumo desse modelo de serviço. Sendo plausível, constatar que esses novos hábitos estão diretamente ligados as novas tendências de divulgação e promoção das empresas, as quais usualmente utilizam do marketing digital para isso. Atualmente, o consumidor está preferindo por um consumo mais individualizado, no qual ele possa determinar suas ações conforme suas preferências, e as plataformas de
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 284 streaming de vídeo possibilitam tal experiência e poder de escolha, diante disso, eles podem optar por diversas ações que anteriormente não eram possíveis. A respeito das motivações que influenciam a utilização do streaming de vídeo, foi possível verificar que existem diferentes razões que levam os consumidores a optarem pelas plataformas de streaming de vídeo, são alguns deles: não precisar realizar o download para ter acesso aos conteúdos audiovisuais, poder decidir em qual local, horário e aparelho eletrônico desejam consumir tal conteúdo, e ainda, ter opção de escolha entre a pluralidade de conteúdos. Diante do exposto, é possível que os leitores construam um conhecimento sobre as mudanças que estão ocorrendo no consumo audiovisual, sobre o streaming de vídeo, o comportamento do consumidor e como esses fatores podem auxiliar a gestão das atuais e novas organizações que estão surgindo no mercado, quais estratégias elas podem elaborar, como elas podem atingir seu potencial cliente, qual estrutura ela pode optar para sua empresa e saber do comportamento da geração Y e como ele pode influenciar nas suas estratégias organizacionais. Quanto as contribuições práticas, esse estudo é de extrema relevância para a estrutura organizacional das empresas, também pode ser relevante na área do marketing e gestão de pessoas, uma vez que visa compreender o comportamento dos consumidores diante da evolução da tecnologia audiovisual, oferecendo também um aporte teórico para os estudos sobre o comportamento dos consumidores perante aos novos serviços de entretenimento on-line. Visando, conhecer o perfil do cliente, pois eles são o alicerce para que as empresas se mantenham ativas no mercado. No mais, ao findar essa pesquisa, como limitação desse estudo, em primeiro lugar, pode-se citar a questão de ter sido considerada apenas uma cidade para fins de análise. Logo, os resultados aqui obtidos podem não refletir a realidade de outros munícipios e regiões em função das características e particularidades da sua população. Em segundo lugar, o método survey adotado para a coleta de dados impossibilitou uma verificação pormenorizada do comportamento dos consumidores de streaming de vídeo, uma aproximação mais aprofundada sobre o consumo e as motivações dos usuários desses serviços audiovisuais. Em conclusão, esse estudo apurou que os usuários consumidores do serviço de streaming de vídeo são, em sua maioria, um público jovem. Ademais, essas novas tecnologias audiovisuais estão alterando os hábitos de consumo e que existem diferentes razões que levam os consumidores a optarem por esse modelo de serviço, tais como: facilidade de escolha do local, horário e conteúdo que o usuário gostaria de assistir naquele momento do dia. Portanto, constatou-se que o consumidor prefere algo mais individualizado, no qual ele possa determinar suas ações conforme suas preferências e as plataformas de streaming de vídeo proporcionam tal experiência e poder de escolha ao usuário.
www.ioles.com.br/boca BOLETIM DE CONJUNTURA (BOCA) ano VII, vol. 23, n. 69, Boa Vista, 2025 285 Deste modo, visando tecer novas discussões, recomenda-se que novas pesquisas sejam realizadas. Embora seja um tema relativamente pouco estudado, considera-se importante ampliar os níveis de pesquisa para outras realidades ou áreas das organizações, como na gestão de estratégica das empresas, onde pode auxiliar o enfrentamento das grandes concorrências que esse tipo de serviço enfrenta o que, por sua vez, contribuirá também com novas literaturas. Ainda como sugestão, recomenda-se estudar sobre as maiores plataformas de streaming de vídeo que estão no mercado até o momento, realizando um comparativo de usabilidade e preferências entre elas, ou também analisar as mudanças do consumo de conteúdos audiovisuais com o passar dos anos e gerações. REFERÊNCIAS ALVES, G.; HAMZA, K. M. “Comportamento do consumidor de streaming de vídeo sob a ótica da extensão da teoria unificada de aceitação e uso da tecnologia”. Revista Interdisciplinar de Marketing, vol. 9, n. 1, 2019. AREVA, V. R. O streaming de vídeo e o modo de assistir televisão no século XXI: um estudo realizado na cidade de Sant’Ana do Livramento (Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Administração). Sant’Ana do Livramento: UNIPAMPA, 2021. BARBOSA, M. N. D. et al. “Consumo cultural: os serviços de streaming e o novo modo de assistir filmes e ouvir músicas na internet”. Anais do VII Congresso de Educação. Maceió: CONEDU, 2020. BARONE, J. G. B. R. S. Comunicação e indústria audiovisual: cenários tecnológicos e institucionais do cinema brasileiro na década de 1990. Porto Alegre: Editora Sulina, 2009. BARTON, C.; FROMM, J.; EGAN, C. The millennial consumer: debunking stereotypes. Boston: The Boston Consulting Group, 2012. BIANCHIN, B. V. et al. “Conflito trabalho-família na docência universitária”. Boletim de Conjuntura (BOCA), vol. 23, n. 67, 2025. BLACKWELL, R. D.; MINIARD, P. W.; ENGEL, J. F. Comportamento do consumidor. São Paulo: Editora Thomson, 2005. BLAS, S. S. et al. “Influencia de la cultura en el comportamiento de compra online de productos turísticos: el caso de España y México”. Innovar, vol. 24, n. 54, 2014. BORGES, R. R. et al. Marketing 3.0: sugestão de implementação em uma padaria tradicional da região de Araçatuba. São Paulo: Editora da UniToledo, 2017. BRANCO NETO, W. C. “Estamos ficando burros para os computadores parecerem inteligentes: os perigos da inteligência artificial”. Boletim de Conjuntura (BOCA), vol. 18, n. 54, 2024. BURROUGHS, B. E. Streaming media: audience and industry shifts in a networked society (Thesis PhD in Philosophy). Iowa: UI, 2015.
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