Caderno de Resumos da IV Sapiens
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ENCONTRO DE BOAS PRÁTICAS/EXPERIÊNCIAS EXITOSAS DA IV SAPIENS CADERNO DE RESUMOs PRÓ-REITORIA ACADÊMICA – PROAC
IV SEMANA DE ATUALIZAÇÃO PEDAGÓGICA DAS PRÓ-REITORIAS DO UNIPÊ CADERNO DE RESUMOS DO ENCONTRO DE BOAS PRÁTICAS/ EXPERIÊNCIAS EXITOSAS Julho 2015
ANA FLÁVIA PEREIRA MEDEIROS DA FONSECA REITORA PAULO DE TARSO HENRIQUE COSTA PRÓ-REITOR DE ENSINO DE GRADUAÇÃO MARIANA DE BRITO BARBOSA PRÓ-REITORA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO FÁBIO MANOEL FERNANDES DE ALBUQUERQUE PRÓ-REITOR DE PÓS-GRADUAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA MARIANA DE BRITO BARBOSA ORGANIZADORA DA IV SAPIENS COMISSÃO CIENTÍFICA DA IV SAPIENS ANA CÉLIA LISBOA DA COSTA BÁRBARA LIMA SIMIONI LEITE IZABEL LAMENHA LISIEUX MARIE MARINHO DOS SANTOS ANDRADE LIANA MARIA COSTA GOMES DE LIMA MARIANA DE BRITO BARBOSA IZABEL CAVALCANTI BARROS LAMENHA JULIALIA CÁSSIA ALVES BEZERRA DIAGRAMAÇÃO NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI) RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA C122 Caderno de Resumos da IV Sapiens./Organizado por Ana Célia Lisboa da Costa, Bárbara Lima Simioni Leite, Izabel Lamenha, et al. - João Pessoa, 2018. 72f. ISBN 978-85-87868-41-1 1. Produção Acadêmica. 2. Pesquisa Científica. 3. Educação. I. Título. UNIPÊ / BC CDU 001.891 DOI: 10.5281/zenodo.17583946
Sumário APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................... 7 Eixo 01 - Abordagens Metodológicas em Sala de Aula ..................................................................8 ENTRE VERSOS, PROSAS E MELODIAS: A BIOMECÂNICA E A CULTURA LITERÁRIA E MUSICAL 9 ENSINANDO ÀS AVESSAS: CONSTRUINDO CASOS CLÍNICOS .....................................................10 UTILIZAÇÃO DA METODOLOGIA PROBLEMATIZADORA NO COMPONENTE DE UNIDADES COMPLEXAS DO CURSO ENFERMAGEM .......................................................................................11 A IMPORTÂNCIA DAS METODOLOGIAS ATIVAS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NA ODONTOLOGIA ................................................................................................................................12 O CORDEL COMO FACILITADOR DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA ATENÇÃO HOSPITALAR: UMA EXPERIÊNCIA ACADÊMICA DO COMPONENTE CURRICULAR GESTÃO EM SAÚDE ..............................................................................................................................................13 A METODOLOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO NO ENSINO DA MEDICINA NO UNIPÊ: RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................................................................................................................................14 PROJETO CONSTRUINDO ANATOMIA: UMA EXPERIÊNCIA SOCIOEMOCIONAL .........................15 COMPREENSÃO DAS PATOLOGIAS TRIADAS NO TESTE DO PEZINHO, A PARTIR DE UMA METODOLOGIA ATIVA: SEMINÁRIO ...............................................................................................16 O QUE HÁ PARA VER NA ARQUITETURA? UMA METODOLOGIA DESENVOLVIDA PARA O CAUUNIPÊ ............................................................................................................................................... 17 ANATOMIA HUMANA FUNCIONAL E A PRODUÇÃO DE VÍDEOS: EXERCITANDO A CRIATIVIDADE ... ..........................................................................................................................................................18 PRESCRIÇÃO DE PRÓTESES COMO SITUAÇÃO-PROBLEMA .......................................................19 MOSAICO DE IMAGENS: UMA EXPERIÊNCIA NO COMPONENTE FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE .......................................................................................................20 INTEGRANDO CURSOS, ARTICULANDO EXPERIÊNCIAS: A MOSTRA INTEGRADA DE CURTAS EM SAÚDE (MICS) .................................................................................................................................21 O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NOS COMPONENTES CURRICULARES ...............................................................................................................................22 EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA COMUNIDADE: UM COMPONENTE CURRICULAR QUE ATIVA OS DISCENTES DE FISIOTERAPIA A PROMOVER A SAÚDE DA POPULAÇÃO....................................23 ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS QUE VIABILIZARAM A COMPREENSÃO DA PREVENÇÃO DAS IST’S: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA..............................................................................................24 WORKSHOP - TECNOLOGIA APLICADA À FONOAUDIOLOGIA......................................................25 A UTILIZAÇÃO DE CURTAS METRAGENS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAFEM: A EXPERIÊNCIA DO FISIO (EN)CENA E DO ODONTO (EN)CENA .......................................................26 CANTINHO DA LEITURA NA SAÚDE: UNIPÊ PENSANDO NO FUTURO CIDADÃO ........................27 TRABALHO EM GRUPO PARA ANÁLISE DAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ESTRATÉGIA DE APROXIMAÇÃO DO DISCENTE COM AS NORMAS TÉCNICAS ......................................................28 A UTILIZAÇÃO INTENCIONAL DE CURTAS DE ANIMAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE ABORDAGEM DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS ........................................................................................29
ENSINE-ME ALGO: UTILIZANDO DESAFIOS COMO EVENTOS DIALÓGICOS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM .............................................................................................................30 A COMPREENSÃO DO PAPEL DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO A PARTIR DA METODOLOGIA ATIVA PAINEL INTEGRADO ...............................................................31 ECO-ÓRTESES: A SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM ........................32 O LUXO DO LIXO: A CONSTRUÇÃO DE MAQUETES COM LIXO RECICLÁVEL NO SUPORTE EM SALA DE AULA .................................................................................................................................33 CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE: SIMULAÇÃO PARA UMA APRENDIZAGEM REAL E SIGNIFICATIVA ..............................................34 O GAMINFLAMAÇÃO: TUDO JUNTO E MISTURADO DE CURSOS E COMPONENTES CURRICULARES EM ESTUDOS TEMÁTICOS ..................................................................................35 A VISITA TÉCNICA COMO METODOLOGIA QUE ATIVA O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM ...........................................................................................................................................................36 METODOLOGIAS QUE ATIVAM O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA SAÚDE DO IDOSO: UM RELATO ATRAVÉS DO BRAINSTORMING ................................................................................37 Eixo 02 - Tecnologias educacionais. .............................................................................................38 PORTIFÓLIO REFLEXIVO VIRTUAL: CONSTRUINDO EXPERIÊNCIAS E DIÁRIOS DE CAMPO COM A PLATAFORMA MOODLE ......................................................................................................39 ASSÍNCRONO: COMPONENTES CURRICULARES EM DEPENDÊNCIA NA MODALIDADE A DISTÂNCIA .......................................................................................................................................40 PROJETO CIFISIO: INTEGRAÇÃO DOS CURSOS DE TI E FISIOTERAPIA NO ÂMBITO DA FÁBRICA DE SOFTWARE DO UNIPÊ ................................................................................................41 Eixo 03 - Interação ensino-pesquisa-extensão ............................................................................42 CIRCUITOS DE SAÚDE COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA DE ENSINO APRENDIZAGEM NA CAPTAÇÃO DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS ............................................................................... 43 A EDUCAÇÃO FÍSICA EM DESENVOLVIMENTO: ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL NO CAMPO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES BARIÁTRICOS. ...............................................44 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE EXTENSÃO INTERDISCIPLINAR EM UMA ESCOLA.............................................................................................................................................45 GRUPO DE PESQUISA EM ODONTOLOGIA GEODONTO: UMA EXPERIÊNCIA EXITOSA ...............46 NÚCLEO DE ORIENTAÇÃO DE PAIS – NOP ATENDIMENTO PSICOLÓGICO A GRUPOS DE PAIS EM SERVIÇO DE CLÍNICA-ESCOLA DE PSICOLOGIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ ..................................................................................................................47 Eixo 04 - Abordagens exitosas em estágios supervisionados .....................................................48 FORTALECENDO O CUIDADO AO PACIENTE ATRAVÉS DE ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS DE APRENDIZAGEM ..............................................................................................................................49 FISIOTERAPIA E A GAMETERAPIA EM HOSPITAL INFANTIL ........................................................ 50 EXPERIÊNCIAS EXITOSAS DOS DISCENTES DE FONOAUDIOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE ..............................................................................................................................................51 ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – TREINAMENTO ESPORTIVO: UMA EXPERIÊNCIA NO TREINO DE ALTO RENDIMENTO NO VOLEIBOL DE PRAIA .......................................................................... 52 CURSO INTRODUTÓRIO PARA ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: AÇÕES DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE ..............................................................................................................................53
WORKSHOP DE DANÇAS UNIPÊ E BAILE DE TODAS AS TRIBOS: UMA EXPERIENCIA EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO...........................................................................................................................54 HIGIENE BUCAL – ORIENTAÇÕES DADAS AOS PACIENTES DAS ENFERMARIAS DO HOSPITAL SANTA ISABEL - ESTÁGIO SUPERVISIONADO III ..........................................................................55 UMA PROPOSTA DE UM SISTEMA WEB PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE MENTORING DE CARREIRA NO CONTEXTO DA UBTECH-TI .........................................................56 AVALIAÇÃO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA: POR UMA FORMAÇÃO DE QUALIDADE......................................................................................................................................57 “QUEM SABE FAZ AO VIVO”: APRESENTAÇÃO DINÂMICA DE ARTIGOS EM FISIOTERAPIA DESPORTIVA ....................................................................................................................................58 PRÁTICAS AVALIATIVAS EM ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS: UMA PROPOSTA A PARTIR DA AVALIAÇÃO 360 GRAUS ..................................................................................................................59 ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA ATENÇÃO BÁSICA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR ENVOLVENDO INSTITUIÇÃO DE ENSINO, PROFISSIONAIS DA REDE E COMUNIDADE ...............60 PORTFÓLIO COMO FACILITADOR ATIVO E REFLEXIVO DO FAZER DO FISIOTERAPEUTA NA ATENÇÃO BÁSICA: UM RELATO ACADÊMICO NO ESTAGIO SUPERVISIONADO I ........................61 WORKSHOP DE PRÁTICAS ASSISTIDAS EM FISIOTERAPIA EM TERAPIA INTESIVA: METODOLOGIA ATIVA EM PROCESSO DE APRENDIZAGEM TEÓRICO-PRÁTICO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO ...........................................................................................................62 Eixo 05 – Abordagens Exitosas em Processos Avaliativos ..........................................................63 GERENCIAMENTO DE PROJETOS COM CANUDOS – APRENDENDO A LIDAR COM A MUDANÇA DURANTE O CICLO DE VIDA DE UM PROJETO ..............................................................................64 AUTOAVALIAÇÃO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS: RUBRICA SIMPLIFICADA BASEADA NO BIGFIVE ...................................................................................................................................... 65 UMA PROPOSTA DE AUTOAVALIAÇÃO COLETIVA COM O USO DAS MÍDIAS SOCIAIS COMO ESTRATÉGIA PARA CONSTRUÇÃO DE UM PROCESSO EDUCACIONAL BASEADO EM EXPERIÊNCIAS ................................................................................................................................66 REDUZINDO A AUSÊNCIA NO PROCESSO AVALIATIVO ENTRE AS UNIDADE 1 E UNIDADE 2 ....67 Eixo 06 - Abordagens exitosas da gestão acadêmica do curso ...................................................68 SIMULAÇÃO REALÍSTICA: ESTRATÉGIA METODOLÓGICA DE ENSINO APRENDIZAGEM UTILIZADA NA FORMAÇÃO DOS DISCENTES DO CURSO DE ENFERMAGEM DO UNIPE. ...........69 O USO DE AULAS PASSEIO COMO FORMA DE INTEGRAR A TOERIA COM A PRÁTICA ...............70 CURSO DE PSICOLOGIA: PROCESSO DE ESCOLHA DE ORIENTADOR DE MONOGRAFIA ...........71 AVALIAÇÃO SEMESTRAL DE ALUNOS (ASAS) DO CURSO DE ENFERMAGEM: EXPERIÊNCIA EXITOSA DIRECIONADA PARA O ENADE ........................................................................................72
APRESENTAÇÃO A Mostra de Boas Práticas e Experiências Exitosas dos Docentes é um evento dentro da Semana de Atualização Pedagógica – SAPIENS, que ocorre anualmente no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ direcionado aos docentes e gestores acadêmicos do UNIPÊ visando à atualização pedagógica, sob as óticas da integração e da inovação. A Mostra permite que docentes enviem relatos de experiências exitosas realizadas em diferentes cenários de aprendizagem e realizem a apresentação destes trabalhos, compartilhando e trocando saberes com colegas de outros cursos e áreas, de modo a fomentar novas práticas e metodologias. Este Caderno traz 65 trabalhos apresentados durante a Quarta Edição da SAPIENS que teve como tema central: “Qualidade Acadêmica no Ensino Superior”. Os trabalhos estão divididos em eixos. São eles: Eixo 01Abordagens Metodológicas em Sala de Aula; Eixo 02 – Tecnologias Educacionais; Eixo 03 – Interação Ensino - PesquisaExtensão; Eixo 04 – Abordagens exitosas em Estágios Supervisionados; e Eixo 05 – Abordagens Exitosas em Processos Avaliativos. Boa Leitura e Troca de Ideias!
EIXO 01 ABORDAGENS METODOLÓGICAS EM SALA DE AULA
9 ENTRE VERSOS, PROSAS E MELODIAS: a biomecânica e a cultura literária e musical Aliceana Ramos R. de Menezes Araújo | [email protected] Introdução: A cinesiologia e a biomecânica trazem a complexidade do movimento humano, objeto de estudo da fisioterapia, e é a partir da análise da cinética e cinemática que é possível essa compreensão. Por esse motivo sempre foi um desafio introduzir algumas temáticas e motivar os discentes a apreendê-las. Assim, visando diversificar o processo de ensino e aprendizagem e permitir a liberdade de expressão do discente, associado ao conhecimento, veio a ideia de unir a temática com a literatura, principalmente o gênero cordel e paródia, por fazerem parte da nossa cultura e, ao mesmo tempo, estarem distantes do nosso cotidiano. Descrição da experiência: Ao final da aula expositiva dialogada sobre biomecânica da coluna vertebral, houve o convite para todos participarem da atividade e foi explicado que a mesma seria uma maneira de fixar os conteúdos discutidos em sala, principalmente ao que se refere a biomecânica da coluna e do complexo do ombro. Os discentes formaram duplas, de maneira voluntária, e foi explicado que a atividade seria a composição de narrativas, de no mínimo, quatro estrofes de versos, poesias, contos ou paródias que remetessem às temáticas. O ambiente Unipê Virtual foi utilizado como ferramenta para envio da parte escrita e para garantir o tempo de execução da atividade, que foi de uma semana. Para os envios das paródias (áudios) foi utilizado o aplicativo WhatsApp. Impactos: A experiência trouxe um novo significado para a compreensão de conteúdos, vistos pelos discentes como de difícil aprendizagem; provocou a reflexão sobre os conceitos estudados; executou a composição das narrativas de maneira significativa, pois permitiu ao discente, durante sua produção dos gêneros musicais, relembrar/retomar conceitos prévios e formular uma compreensão; estimulou a criatividade e o lado artístico, aprendendo de forma descontraída; aproximou a vivência com a cultura literária e permitiu o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais. Considerações finais: As produções permitiram uma vivência diferenciada de ensino e aprendizagem, permeada por criatividade, trabalho em grupo, iniciativa e resgate do conhecimento do componente, com o entendimento de que o saber também se constrói através da liberdade de expressão. Por tratar de temáticas complexas, que envolvem mecanismos de força atrelados ao movimento humano, a cinesiologia e a biomecânica, dentro desse contexto, apresentouse um conteúdo de melhor compreensão.
16 COMPREENSÃO DAS PATOLOGIAS TRIADAS NO TESTE DO PEZINHO, A PARTIR DE UMA METODOLOGIA ATIVA: seminário Sandra Marinho de Azevedo Sorage | [email protected] Introdução: um dos desafios enfrentados atualmente pelo ensino superior é o das salas de aulas vazias uma vez que, mesmo com alunos presentes, os mesmos não se interessam pela aula e, consequentemente, não aprendem. Buscando, estimular a postura ativa do aluno em seu processo de aprendizagem, iremos relatar experiência vivenciada com o desenvolvimento do método do seminário no curso de graduação em enfermagem. Descrição da experiência: Inicialmente, a turma foi dividida em quatro grupos uma vez que são quatro as patologias detectadas através do teste do pezinho pelo sistema único de saúde, conteúdo da aula a ser ministrada. Em seguida, foi explicado que cada grupo teria que elaborar um seminário abordando as quatro patologias e que, no dia da apresentação, seria sorteado para cada grupo uma doença assim como, seria sorteado um aluno que iria apresentar o seminário. Após a explanação do aluno sorteado, os outros alunos do grupo poderiam contribuir com o processo de construção do conhecimento. Os alunos tiveram uma semana para elaborar e apresentar o seminário. No dia da apresentação, logo após a apresentação de cada seminário os outros grupos iam se colocando e complementavam o assunto, visto que todos estudaram os quatro assuntos previamente. Após a apresentação dos quatro grupos, foi realizada uma avaliação escrita, individual, onde constavam questões que deveriam ter sido abordadas nos seminários e, caso eles não tivessem abordado determinada questão, na aula seguinte, uma retomada ao tema seria feita. A dinâmica do seminário aconteceu em três momentos conforme preconizado pela literatura: fase de exposição, quando os grupos apresentaram o seminário; fase de discussão, no momento em que os grupos participam com suas colocações e finalmente a fase de discussão, quando a docente, então, facilitadora, fez o fechamento do assunto. Impactos: Os alunos compreenderam que foram os protagonistas da sua aprendizagem. Considerações finais: Essa experiência vivida, tanto pela docente, quanto pelos discentes, foi significativa e possibilitou ao binômio, repensar a prática pedagógica e a maneira de aprender a aprender, respectivamente. As metodologias ativas surgem para serem inseridas definitivamente nas práticas pedagógicas da docente, sob pena de ser excluída das novas tendências na educação do século XXI.
17 O QUE HÁ PARA VER NA ARQUITETURA? UMA METODOLOGIA DESENVOLVIDA PARA O CAU-UNIPÊ Dayse Luckwü Martins | [email protected] Ricardo Ferreira de Araújo | [email protected] Introdução: O curso de Arquitetura e Urbanismo tem sua grade curricular organizada em três áreas cognitivas: Projeto e Expressão Gráfica, Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo e Tecnologia da Construção. A área de Teoria e História sempre desenvolveu o conhecimento de interesse por meio de cunho historiográfico e cronológico. Suas disciplinas eram distribuídas de forma a contemplar os estilos arquitetônicos, vertentes e movimentos diversos das teorias arquitetônicas e urbanísticas dentro da linha do tempo. No entanto, havia a sensação, por parte do corpo docente, de que tal organização prescindia de uma abordagem de temas transversos, que proporcionasse ao aluno uma visão crítica, tornando-o um sujeito ativo no pensar a arquitetura e o urbanismo, revertendo a leitura de projeto para o próprio ato de projetar. Descrição da experiência: Desenvolver um projeto arquitetônico é saber sistematizar variáveis de diferentes naturezas – estéticas, funcionais, técnicas, simbólicas, legais, outras – fazer a linguagem arquitetônica e explicar os caminhos que a tornam possível. Na prática projetual, espera-se que o aluno também seja capaz de defender as decisões tomadas para as concepções arquitetônicas e urbanísticas desejáveis. Para o desenvolvimento da prática projetual, o conjunto dos procedimentos adotados pelos arquitetos modernos e contemporâneos, também devem interessar, pois a partir de sua investigação o aluno poderá construir a percepção da existência de um conhecimento teórico e prático relacionado à concepção arquitetônica e interesse do arquiteto objeto de estudo. É nesta direção que a metodologia se aplica. Impactos: A construção de um discurso relativo ao projeto, atrelado às ideias do aluno, uma espécie de memória explicativa/ justificativa também deve pautar sua formação e basear-se em metodologias que o auxiliem na leitura, na compreensão e na autocrítica do projeto arquitetônico. Ao desenvolver essa experiência na disciplina Teoria do Projeto Arquitetônico, o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ tem levado a experiência a eventos (Projetar 2011) e despertado interesse de outras Instituições de Ensino Superior, como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Centro Universitário de Maceió (CesMac). Considerações finais: Acreditamos que a replicação do método, semestre após semestre, elencando elementos novos a serem aprofundados, tem levado nosso aluno a maior encorajamento frente ao processo projetual. Nos primeiros anos do curso entendemos que ele deve ser utilizado como ponto de partida para o estudo e compreensão do como fazer a forma arquitetônica surgir, liberando os alunos de julgamentos subjetivos, dos “achismos” facilmente perceptíveis no nível inicial do curso. Entendemos que, por seu caráter dinâmico e especulativo, o método trabalhado sistematiza o olhar para compreender o projeto, ampliando a visão do aluno ao longo da graduação e burilando a capacidade crítica do futuro profissional.
18 ANATOMIA HUMANA FUNCIONAL E A PRODUÇÃO DE VÍDEOS: exercitando a criatividade Simone Gomes Torquato | [email protected] Wilson César de Vasconcelos Leitão | [email protected] Introdução: No curso de fisioterapia, a anatomia humana consiste em um dos alicerces para os conhecimentos profissionalizantes. Este componente curricular produz âncoras importantes, além de estimular a metacognição, uma vez que os alunos são provocados a buscarem os conhecimentos de forma autônoma. No segundo período do curso é ministrado um componente curricular denominado “Anatomia Humana Funcional”, cujo foco é o sistema osteomioarticular e suas funções. O grande desafio do professor é promover o aprendizado e, ao mesmo tempo, estimular habilidades sócioemocionais importantes para a profissão, sendo uma destas, a criatividade. Descrição da experiência: Buscando atingir os objetivos propostos, uma ação realizada envolveu a divisão da turma em equipes de 5 a 6 pessoas, de forma aleatória. O tema a ser trabalhado relacionava-se com os músculos da mímica facial. O objetivo do trabalho era a descrição dos músculos que compõem a face e sua função nas expressões faciais. Os discentes deveriam produzir um vídeo, da forma como julgassem melhor, sobre o tema, utilizando a criatividade e cumprindo com o papel informativo. Impactos: A produção de vídeos é um recurso metodológico que estimula a criatividade, a organização e a extroversão. Os alunos se mostram mais seguros, pois podem planejar suas ações e grandes talentos são descobertos. Habilidades sócioemocionais se tornam evidentes e, principalmente, os alunos demonstram prazer ao realizar a atividade. Considerações finais: Com esta tarefa, os discentes puderam aumentar os conhecimentos sobre a anatomia humana funcional de forma prazerosa e ativa, gerando neles a sensação de recompensa por ter uma construção concreta de seus estudos. Mostraram orgulho com os resultados e promoveram a propagação da atividade, trazendo expectativas positivas ao primeiro período.
19 PRESCRIÇÃO DE PRÓTESES COMO SITUAÇÃO-PROBLEMA Aliceana Ramos R. de Menezes Araújo | [email protected] Pollyana Soares de Abreu Morais | pollyana.abr[email protected] Introdução: A portaria SAS/MS Nº 661 de, 02 de dezembro de 2010 reconheceu o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional como aptos a prescreverem “órteses, próteses e materiais não relacionados ao procedimento cirúrgico”. Assim, diante da diversidade de próteses que existem no mercado e dessa nova conquista para a categoria, fez-se necessário um entendimento dos diversos tipos de componentes de uma prótese e sua indicação para um indivíduo em específico. Descrição da experiência: Após a aula expositiva dialogada foi solicitado que os discentes trouxessem para a aula seguinte figuras dos diversos tipos de componentes vistos na aula, para a realização de uma atividade. No dia da atividade, os grupos foram divididos por ordem do mês de nascimento. Em seguida, foi formado um círculo e as figuras foram espalhadas. Cada grupo recebeu um caso clínico para prescrição da prótese; uma folha de cartolina; uma folha de papel A4; cola; tesoura e lápis. Em um primeiro momento foi dado 10 minutos para a discussão do caso e em seguida todos foram convidados a escolher, dentre as figuras, as que se adequariam ao caso específico. Com as figuras dos componentes da prótese, cada grupo teve 20 minutos para discutir, montar a sua prótese, colar na cartolina e colocá-la no quadro, a fim de que todos pudessem visualizar a sua prescrição. Como forma de fazer o fechamento da atividade, cada grupo foi convidado a apresentar seu caso clínico e sua prescrição concomitante a discussão de todos da turma que perdurou até o final da aula. Impactos: observou-se que houve apropriação dos conhecimentos teóricos e sua associação com a prática do componente curricular fisioterapia cardiovascular, através da assistência a usuários amputados, viabilizando o entendimento da variedade de componentes que constituem uma prótese e da singularidade de cada caso em específico, levando em consideração aspectos funcionais, sociais e econômicos. Considerações finais: Essa atividade permitiu aos discentes a abertura para novas experiências, com possibilidade de discussão entre o grupo, permitindo troca de saberes e de tomada de decisão.
20 MOSAICO DE IMAGENS: uma experiência no componente fisioterapia na saúde da criança e do adolescente Carla Patrícia Novaes dos Santos Fechine | [email protected] Meryeli Santos de Araújo Dantas | [email protected] Miriam Lúcia da Nóbrega Carneiro | milaluciancarneir[email protected] Introdução: O Modelo Pedagógico Institucional adotado pelo UNIPE, prioriza uma metodologia com o envolvimento e a participação ativa do discente no processo de ensino e aprendizagem.Com isso, surge a necessidade de agregar aos componentes curriculares, novas metodologias a fim de garantir um aprendizado mais significativo e de qualidade. Descrição da experiência: O componente curricular Fisioterapia na Saúde da Criança e do Adolescente, do sexto período do curso de fisioterapia, busca desenvolver estratégias de avaliação, prevenção, promoção e tratamento fisioterapêutico, em níveis individual e coletivo, nas principais afecções que acometem recém-nascidos, crianças e adolescentes. Dentre as várias estratégias de metodologias ativas utilizadas neste componente, destaca-se a atividade do mosaico de imagens. Esta atividade foi realizada em sala de aula abordando os temas de: malformações congênitas do sistema nervoso central, hidrocefalia, mielomeningocele, malformação de Chiari, dentre outros. Inicialmente, foi solicitado aos discentes uma leitura prévia destes termos por meio de artigos e livros. No dia da atividade, foram levados para sala de aula vários recortes de figuras, frases e textos relacionados ao tema que foram expostos sobre uma mesa. Após a divisão dos grupos, foi escolhido um representante de cada grupo para escolher um dos temas. A partir daí, os demais representantes dos grupos foram orientados a procurar os recortes de imagens e frases relacionadas ao tema e colar essas informações em cartolina entregue ao grupo. Para finalizar a atividade, foi realizado um debate sobre os temas. Impactos: Esta atividade gerou participação ativa dos discentes desde o inicio, enfatizando competências e habilidades socioemocionais individuais e coletivas como persistência, responsabilidade, cooperação e comunicação. Considerações Finais: O uso de novas metodologias no componente saúde da criança e do adolescente permitiu aprendizado mais lúdico e participativo, tornando as aulas mais dinâmicas.
21 INTEGRANDO CURSOS, ARTICULANDO EXPERIÊNCIAS: a mostra integrada de curtas em saúde (mics) Jânia de Faria Neves | profjdfne[email protected] Introdução: A formação de uma equipe multiprofissional lança-se como uma das estratégias de enfrentamento do excesso de especialização com o qual o cuidado em saúde tem se deparado. Essa fragmentação do cuidar reforça um perfil de assistência à saúde em que o sujeito é reduzido às partes adoecidas e colocado à margem das possibilidades terapêuticas de cada profissional de maneira isolada. Essa perspectiva nega o conceito de cuidado integral de no processo de cuidar e vai de encontro às prerrogativas do Sistema Único de Saúde. Posto isso, estratégias que provoquem diálogos entre profissionais da saúde, ainda durante o processo formativo, podem se apresentar como importante recurso na construção de profissionais habilitados para trabalhar e assumir a equipe multiprofissional. Descrição da experiência: A Mostra Integrada de Curtas de Saúde - MICS traz os olhares dos alunos de 1º período dos Cursos de Fisioterapia e de Odontologia que estão cursando o componente curricular de Ciências Sociais na Saúde, frente ao processo de adoecimento e produção social da saúde e da doença, a partir da análise cruzada dos Determinantes Sociais da Saúde. A Mostra que vem sendo realizada de maneira local desde 2010 no curso de Fisioterapia, e desde 2013, no curso de Odontologia, em 2014 tornou-se um evento Institucional após uma parceria com o setor de Responsabilidade Cultural. O evento é a resultante da seleção dos melhores curtas produzidos no Fisio (En)Cena e no Odonto (En)Cena, estratégias de ensino em que, desde a sua criação, em 2009, já produziram mais de 100 curtas metragens. Na I MICS o ganhador foi o curta “Natasha”, do 1º período A, do Curso de Fisioterapia, narrativa que conta a trajetória de uma mulher que descobre ser portadora do vírus HIV durante a confirmação de sua gravidez. Na II MICS, o ganhador foi o curta “As Marias”, do 1º período A do Curso de Odontologia. A animação elaborada com bonecos de massa de modelar e, filmada no formato stop motion, conta a história de uma mãe que, em virtude da baixa renda e dificuldade no acesso aos serviços de saúde, vê seu filho morrer. Em sua terceira edição, a MICS premiou o curta “Bate Papo com a Gina”, uma animação feita com massa de modelar que discute como a forma idade, sexo e gênero, hereditariedade e raça podem ser responsáveis pelo processo de adoecimento. Impactos: A possibilidade de reunir discentes de vários cursos em saúde em um evento que discute uma temática tão fundamental para a formação profissional destaca-se como instrumento valoroso para o debate sobre os papéis de cada um. Este espaço acaba construindo laços importantes ao afirmar a identidade de cada profissional e sua importância dentro da equipe. Considerações finais: A MICS ganha espaço nas discussões como metodologia ativa e produção de objetos de aprendizagem, não apenas por integrar cursos, mas por dar visibilidade a uma estratégia de ensino e aprendizagem que estimula o protagonismo discente, focando no processo de autonomia e formação que se baseia no compromisso com o Sistema Único de Saúde.
22 O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NOS COMPONENTES CURRICULARES Otávio Roberto Martins Dantas | [email protected] Introdução: As habilidades socioemocionais são de vital importância para que profissionais de qualquer área possam vencer seus medos e enfrentar os desafios que surgem na carreira profissional. Com base neste ponto de vista, durante as aulas ministradas, estas habilidades estão sendo trabalhadas, buscando incorporá-las lentamente na vida acadêmica dos estudantes. Descrição da experiência: Tudo começa com a colocação de uma frase motivacional no quadro branco. Durante as aulas, as experiências do professor são compartilhadas com os alunos de forma contextualizada e prática. A medida que os alunos compreendem os objetivos daquele assunto contextualizado, são apresentados Filmes ou “Filmetes” relacionados ao componente. A mostra destes filmes tem a finalidade de solidificar o conteúdo estudado e apresentar uma lista de tarefas relacionadas ao tema, que deverão ser desenvolvidas em grupos, em um ambiente externo a sala de aula. Normalmente, os alunos utilizam o Restaurante Dona Xica e as áreas cobertas existentes na UNIPÊ para realizar a atividade. O próximo passo é apresentação da tarefa pelos alunos de forma expositiva e escrita. Impactos: A utilização desta dinâmica proporciona uma maior integração professor – aluno, bem como desenvolve as habilidades socioemocionais de forma simples e imperceptível para o aluno. As habilidades destacadas na metodologia são: Abertura a novas experiências; Conscinciosidade; Estabilidade emocional; Extroversão e, principalmente a tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O prazo curto e a necessidade de apresentar para os demais alunos no formato semelhante aos Seminários desenvolvem, principalmente, a estabilidade emocional e mais ainda, a abertura a novas experiências e a extroversão. Esta dinâmica tem sido muito aceita pelo aluno, pois proporciona um maior interesse pelo assunto e mais ainda, possibilita o aluno visualizar a aplicação prática do conteúdo ministrado em sala. Considerações finais: A maior preocupação do professor em sala de aula não é passar o conteúdo para seus alunos e sim motivá-los, continuar a moldar sua personalidade e preparar o aluno para o que o aguarda no mercado de trabalho. É a continuidade do desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais iniciadas no seio da família. O mercado de trabalho é um “Capitalismo Selvagem”, não alcança o sucesso aquele que foi melhor no ensino médio ou na universidade, mas sim quem consegue aplicar as habilidades socioemocionais com eficiência e eficácia.
23 EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA COMUNIDADE: um componente curricular que ativa os discentes de fisioterapia a promover a saúde da população Ana Cristina da Nóbrega Marinho Torres Leite | [email protected] Meryeli Santos de Araújo Dantas | [email protected] Mirian Lúcia da Nóbrega Carneiro | milaluciancarneir[email protected] Rachel Cavalcanti Fonseca | [email protected] Introdução: O componente curricular “Educação em Saúde I” tem como objetivo promover ações educativas em ambientes práticos de aprendizagem. Através desse componente o aluno tem a oportunidade de conhecer o Sistema Único de Saúde (SUS), bem como a rede de serviços de saúde do SUS no município de João Pessoa; promover o conhecimento e a vivência do projeto político de saúde vigente no município; compreender o processo de trabalho da equipe de Saúde; proporcionar a vivência acadêmica nas práticas de saúde pública de acordo com os princípios do SUS e discutir a construção do perfil do profissional fisioterapeuta. Dentre as várias temáticas abordadas, a Política Nacional de Educação em Saúde merece destaque, pela sua diversidade de abordagens e efetividade na promoção da saúde. Descrição da atividade: Baseados nisso, as docentes responsáveis pelo componente, após a aula expositiva dialogada sobre esta temática, orientaram os alunos a desenvolverem uma ação que aborde tal conteúdo, envolvendo a comunidade. A turma selecionou a temática: alimentação saudável na promoção do envelhecimento. Após a escolha do tema, eles se organizaram e construíram a atividade ao longo de duas semanas, a qual foi realizada no dia 13 de Maio de 2014, no espaço de vivência acadêmica do Centro Universitário de João Pessoa-PB, no turno da noite. A atividade contou com uma mesa de frutas, sucos, saladas, bem como, com a distribuição e explicação dos 10 passos para uma alimentação saudável, entrega de panfletos e exposição de banner envolvendo o tema. Todos os alunos participaram da atividade e cerca de 50 alunos de outros cursos e docentes, receberam informações acerca da temática escolhida. Impactos: Observou-se que a metodologia escolhida pelos alunos de fisioterapia para abordar a atividade neste componente promoveu a participação ativa dos demais estudantes envolvidos, os quais questionaram a respeito da proposta realizada e partilharam seus saberes, tornando o momento rico em trocas de experiências, conhecimentos e vivências. Conclusões: As práticas de educação em saúde devem ir além da divulgação, transmissão de conhecimentos e informações, fugindo da fragmentação dos saberes e se aproximando da realidade de vida da população ou indivíduo. Assim, as atividades que envolvem essa prática, precisam abordar situações e problemas reais da vida da comunidade, incluindo o fisioterapeuta como promotor e multiplicador destas experiências.
24 ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS QUE VIABILIZARAM A COMPREENSÃO DA PREVENÇÃO DAS IST’S: um relato de experiência Alana Galiza Pires Martins | [email protected] Amanda Souza Matos | [email protected] Andréia Lins estrela | andr[email protected] Bruna Maciel Gonçalo | [email protected] Karla Fernandes de Albuquerque | [email protected] Introdução:Conhecidas antigamente como doenças venéreas, as infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), são causadas por múltiplos agentes infecciosos, podendo apresentar-se de formas sintomáticas ou assintomáticas. Atualmente, é considerado um problema de saúde pública, repercutindo socialmente e economicamente, em razão do crescente índice de pessoas infectadas. O enfermeiro é o profissional adequado para promover saúde e atuar na prevenção de doenças através da educação em saúde. Vendo a necessidade de abordar de forma mais clara a temática, e a fim de promover uma maior conscientização acerca da mesma, as alunas do 7º período do Curso de Enfermagem, do Centro Universitário João Pessoa - UNIPÊ, sob a orientação de docentes, desenvolveram ações em empresas parceiras da instituição, sendo estas intitulada “Educar para viver e conhecer para se proteger: IST’s”. O presente estudo teve como objetivos: relatar a experiência sobre as ações educativas acerca das IST’s, atuando na prevenção de doenças, sobretudo entre a população jovem, estimulando estilos de vida saudáveis e educação quanto ao uso dos preservativos. Descrição da Experiência: Este estudo trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, apresentado no dia 31 de Março e 01 de Abril no ano de 2015, em uma empresa de rede privada, com um efetivo de 8.000 funcionários na faixa etária de 16 a 55 anos. As atividades aconteceram no turno da manhã, com quatro horas de duração. O conteúdo, os 11 tipos de IST’s: Ureaplasma, Gonorreia, Cancro Mole, Gardnerella, Herpes, Clamídia, Tricomoníase, Candidíase, HPV, Sífilis e AIDS, foi exposto de forma dinâmica, sendo apresentados através de cartazes didáticos. Utilizou-se também, demonstrações com simulações realísticas, acerca do uso correto do preservativo feminino e masculino. Impactos: As ações foram realizadas com êxito, alcançando um grande número de funcionários da empresa. Diante das atividades desenvolvidas, foi notória a falta de conhecimento dos participantes acerca dos assuntos expostos, a falta de informações sobre as infecções sexualmente transmissíveis, seu modo de transmissão, prevenção e tratamento. Pôde-se observar que as demonstrações do uso da camisinha, despertou curiosidade no público alvo e gerou interesse em explorar o uso adequado da camisinha feminina, que para muitos ainda ocasionava dúvidas em relação ao seu modo de uso. Considerações finais: Tal experiência despertou no grupo a necessidade de direcionar as ações de promoção a saúde, numa perspectiva realística, visto que observou-se uma melhor compreensão pelo público acerca do assunto e um domínio maior do discentes acerca da temática exposta. Vale salientar a importância da enfermagem no processo educativo no sentido de reformular ações buscando promover saúde e prevenir doenças, aderindo assim um acolhimento aos usuários de forma humanizada. Tal experiência impacta na formação acadêmica das discentes, pois dessa forma inclui o universitário no desenvolvimento de práticas e propõe conhecimentos aos problemas existentes na saúde pública.
25 WORKSHOP - TECNOLOGIA APLICADA À FONOAUDIOLOGIA Victor Costa Alves Medeiros Vieira | victor[email protected] Introdução: O Workshop - Tecnologia aplicada à Fonoaudiologia é uma atividade vinculada ao componente curricular de Tecnologia em Fonoaudiologia, do sexto período do curso no UNIPÊ. A proposta consiste no planejamento, gestão e execução de evento científico de pequeno porte, por parte dos discentes matriculados no componente curricular descrito. Para tanto, a turma é dividida em dois subgrupos com quantidades semelhantes de componentes e, cada um destes, recebe um tema a ser abordado durante o evento. A temática, necessariamente, envolve o uso da tecnologia no cotidiano da atuação fonoaudiológica, com enfoque maior na área de Motricidade Orofacial, seja por descrição de novos exames, softwares ou aplicativos que podem ser incorporados à rotina de promoção de saúde e/ou (re) habilitação de aspectos fonoaudiológicos. O evento ocorre em um dia, com duração média de 150 minutos, contando com a apresentação oral dos dois subgrupos. Além do envolvimento dos alunos do P6, participam do Whorkshop, na condição de ouvinte, discentes dos mais variados períodos do curso de Fonoaudiologia do UNIPÊ, além de pessoas interessadas na temática. Os discentes são avaliados em três dimensões, de acordo com as tarefas que devem executar: enquanto turma, devendo planejar e desenvolver a estrutura do evento, além de realizar ações de marketing para divulgação do mesmo, incluindo criação de logomarca; enquanto subgrupo, sendo analisadas, de forma global, as estratégias, metodologias e recursos utilizados durante a apresentação e o cumprimento do tempo (mínimo e máximo) destinado à explanação da temática; e na esfera individual, avaliandose postura, uso de linguagem científica, tipo de participação e desempenho durante explanação. A pontuação máxima do Workshop é de quatro pontos, obedecendo todos os critérios descritos anteriormente. Impactos: O Workshop - Tecnologia aplicada à Fonoaudiologia promove uma visão, mesmo que incipiente, de gestão de evento científico aos discentes promotores da atividade. Além disso, propicia integração de componentes curriculares de Matriz do curso, dada a participação dos discentes dos períodos iniciais, que sempre fazem arguições para melhor entendimento da temática abordada. Considerações finais: A atividade proposta promove estimulação de habilidades diversas dos alunos, tanto no campo da gestão, quanto na área científica, de conhecimento de novos recursos e integralização de temáticas concernentes à Fonoaudiologia e seus avanços.
32 ECO-ÓRTESES: a sustentabilidade na construção da aprendizagem Aliceana Ramos R. de Menezes Araújo | [email protected] Pollyana Soares de Abreu Morais | pollyana.abr[email protected] Introdução: As órteses são empregadas em diversas áreas da fisioterapia e tem como finalidade estabilizar um segmento ou melhorar sua funcionalidade. A portaria SAS/MS Nº 661, de 02 de dezembros de 2010, reconhece o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional como aptos a prescreverem “órteses, próteses e materiais não relacionados ao procedimento cirúrgico”. Essa portaria trouxe a necessidade de uma maior proximidade com a confecção desse recurso e de seu uso terapêutico. Viabilizando a vivência prática do discente e associando a isso o baixo custo na execução desse processo, foi elaborada uma atividade que possibilitasse a construção de órteses de membros superiores, membros inferiores e coluna, a partir de materiais recicláveis. Essa atividade foi denominada “ECO ÓRTESES” e teve como objetivo resgatar o conhecimento prévio discutido em sala de aula por meio de aula expositiva dialogada; aula prática de algumas órteses disponíveis na Instituição e através do site do Datasus, onde o discente teve a oportunidade de conhecer as órteses que são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Descrição da experiência: Primeiramente, foram selecionadas as principais órteses de cada categoria e sorteadas entre os discentes. Foi sugerido que a confecção fosse sob medida para que o discente ficasse na condição de usuário da mesma. A órtese deveria acompanhar um cartaz confeccionado em uma folha de papel 60, contendo a foto de uma órtese real ao lado da foto de sua produção e, logo abaixo, as especificações da órtese, como: nomenclatura, indicações, contraindicações e biomecânica. Para a apresentação, todos deveriam estar usando sua órtese, ficar ao lado do seu cartaz e responder aos questionamentos do público visitante. No mesmo momento, houve a apresentação dos vídeos, mostrando o passo a passo da confecção das órteses. Impactos: Aproximação com outros componentes curriculares e resgate de conhecimentos prévios durante o processo de construção; estimulação da criatividade; da curiosidade, além de reflexão sobre o desenvolvimento sustentável Considerações finais: Essa atividade trouxe aos discentes a abertura para novas experiências, permitindo o diálogo de saberes durante as semanas que antecederam o evento, promovendo socialização maior do grupo, levando ao crescimento pessoal e acadêmico.
33 O LUXO DO LIXO: a construção de maquetes com lixo reciclável no suporte em sala de aula Jânia de Faria Neves | profjdfne[email protected] Introdução: Uma das noções pré-concebidas a respeito da utilização de metodologias inovadoras em sala de aula é que, muitas delas, requerem um investimento financeiro maior na estruturação de uma aula. É fato que cartolinas, papéis coloridos, cola massa de modelar, apenas para exemplificar, são indispensáveis em muitas delas, mas há alternativas possíveis e que trazem, de maneira complementar, debates paralelos. Uma dessas possibilidades é a utilização de lixo reciclável que, além de reduzir os custos, abre a discussão sobre o descarte e reutilização do lixo doméstico. Descrição da experiência: a utilização de lixo reciclável para construir maquetes vem sendo utilizada no componente de Patologia Geral desde 2012. A ideia é que os aprendentes possam explicar eventos patológicos utilizando maquetes construídas com lixo que eles trazem de casa e que seria descartado. A atividade é precedida da entrega de uma situação problema ou de um capítulo de livro que deve ser estudado uma semana antes da atividade acontecer. No dia marcado para a atividade acontecer, os discentes são distribuídos em grupo e, cada um, recebe um evento que precisa explicar, a partir de uma maquete. O grupo tem um tempo pré-estabelecido para criar a maquete, e ao final, as maquetes são sorteadas entre os grupos, de forma que todos os grupos receberão uma maquete que foi concebida pelos colegas. Ao receberem as maquetes de outro grupo, os grupos têm um tempo de 10 minutos para examinar a maquete e propor uma explicação para ela. Todos os grupos apresentam suas perspectivas e a retomada do conteúdo pelo docente seguese às apresentações dos aprendentes. Ao término da aula, as maquetes são entregues aos alunos para servirem como objetos de aprendizagem em estudos posteriores. Impactos: Além do estímulo às habilidades socioemocionais, a atividade estimula os aprendentes a pensarem de maneira concreta sobre o processo de adoecimento, uma vez que o evento patológico que será abordado precisa tomar forma através da maquete que será criada. Ao mesmo tempo, a estratégia de entregar uma maquete que foi criada por um grupo para que outro a explique, incita todos os grupos a estudarem os temas dos colegas, além do seu, o que amplia os conhecimentos e o capital social dos aprendentes. Considerações finais: a elaboração de maquetes com lixo reciclável desponta como uma possibilidade de recurso pedagógico que estimula a criatividade e o protagonismo discente, além de desenvolver habilidades manuais em tempos de excedentes de recursos tecnológicos.
34 CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE: simulação para uma aprendizagem real e significativa Juliana da Costa Santos Pessoa | [email protected] Juliana Nunes Abath Cananéa | [email protected] Rachel Cavalcanti Fonseca Pereira | [email protected] Rafaela Gerbasi Nóbrega | [email protected] Rosa Camila Gomes Paiva | r[email protected] Introdução: A primeira Conferência de Saúde ocorreu há 70 anos, mas a obrigatoriedade da sua realização se deu a partir de 1990, através da Lei n.º 8.142, com a missão de avaliar e propor diretrizes para a formulação da política de saúde nas esferas municipais, estaduais e nacional. As Conferências de Saúde são espaços onde usuários, trabalhadores e gestores se articulam para garantir os interesses e as necessidades de saúde da população, além de assegurar as diversas formas de pensar o SUS, com o intuito maior de fortalecê-lo. Descrição da experiência: Esta experiência ocorreu com os alunos do sétimo período do curso de Fisioterapia do UNIPÊ, que cursam o componente Estágio Supervisionado I, com atuação na atenção Básica. Diante da iminente 7ª Conferência Municipal de Saúde de João Pessoa, observou-se a necessidade de levar a discussão para sala de aula, informando desde a história das conferências de saúde, sua metodologia e principais temas nelas debatidos, reforçando o papel do discente enquanto cidadão, protagonista na construção da história do SUS. Foi realizada uma simulação de todas as etapas de uma conferência municipal, com credenciamento, mesa solene com canto do Hino Nacional, conferência magna, discussão em grupos de trabalho respeitando a paridade preconizada pelas conferências, plenária para aprovação de propostas e eleição dos delegados por segmento. Impactos: a apropriação do direito à saúde e a ampliação do controle social dependem da participação da sociedade no exercício dos direitos de cidadania. Para tanto, é necessário estimular nos discentes a cultura de participação, que se criam tanto nos espaços institucionalizados de controle social, quanto nos processos de ensinoaprendizagem e nas relações interpessoais. Pensar em saúde como um direito, conhecendo um dos espaços criados para esse fim, e compreender o SUS são requisitos essenciais para o perfil profissional que desejamos formar. Considerações Finais: observamos que a participação e a motivação dos discentes foram fundamentais para o sucesso da experiência, que oportunizou a aproximação deles a um dispositivo de promoção da participação popular e, principalmente, fortaleceu a percepção do papel do fisioterapeuta como generalista, atuando não apenas no seu núcleo específico, mas também enquanto profissional imprescindível na busca de uma saúde de qualidade.
35 O GAMINFLAMAÇÃO: tudo junto e misturado de cursos e componentes curriculares em estudos temáticos Antonilêni Freire Duarte Medeiros | antonileni.medeir[email protected] Jânia de Faria Neves | profjdfne[email protected] Introdução: a utilização de jogos e brincadeiras no processo educativo não é recente. Diversos pesquisadores e estudiosos em educação apontam que a utilização de jogos pode se apresentar como importante aliado na formação. Por ser, em sua essência, um desafio do sujeito com o outro, com o mundo e consigo mesmo, os jogos e as brincadeiras estimulam a pluralidade do sujeito e as diversas formas de adquirir e processar informações porque impõem uma barreira a ser transposta, como defendem Paulo Freire e Jean Chateau. Descrição da experiência: O GamInflamação surgiu da necessidade de encontrar formas alternativas de estimular o estudo das inflamações, temática de suma importância na formação em saúde. Isso requeria vencer a ideia de que a patologia geral e a farmacologia, duas áreas que se dedicam de formas diferentes à compreensão das inflamações, são enfadonhas e de difícil compreensão. Assim, se estruturou um evento que reuniu aprendentes dos cursos de Educação Física, Fisioterapia e Fonoaudiologia que estão cursando um ou ambos os componentes curriculares. Cada turma deveria se reunir e elaborar um game para ser apresentado no dia do evento. Esse game deveria articular o conteúdo de inflamação nas abordagens da patologia geral e da farmacologia. Após a apresentação dos games que foram avaliados quanto à qualidade, criatividade, capacidade de integrar as áreas, viabilidade do game, dentre outros, se realizou um quiz com os presentes, retomando os conteúdos que foram abordados em sala de aula e na construção dos jogos. Impactos: o impacto mais positivo do GamInflamação foi no desenvolvimento de diversas habilidades socioemocionais. A necessidade de se trabalhar em equipe diante do pequeno espaço de tempo entre a divulgação e a ocorrência do evento trouxe à tona a necessidade de lidar com as cinco habilidades que compõe o BigFive. Além disso, a possibilidade de aliar estudo e brincadeira gerou uma maior dedicação no estudo da inflamação, com resultados bastante favoráveis na aquisição do conhecimento. Por fim, o GamInflamação lança-se como um espaço de troca de experiência por reunir três profissões que compõem a equipe de saúde. Considerações finais: a utilização de games pode subsidiar a ministração de temas considerados críticos pelos alunos, potencializando a aprendizagem e estimulando novas formas de olhar o processo de ensino e aprendizagem.
36 A VISITA TÉCNICA COMO METODOLOGIA QUE ATIVA O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Meryeli Santos de Araújo Dantas | [email protected] Mirian Lúcia da Nóbrega Carneiro | milaluciancarneir[email protected] Rachel Cavalcanti Fonseca | [email protected] Introdução: A visita técnica como recurso metodológico de ensino deve ser um potencial na educação profissional. Todos os discentes precisam ter a oportunidade de conhecer e verificar as aulas práticas e o funcionamento de mercados de trabalho, como forma de rever os conceitos teórico-metodológicos e expressar o diálogo produzido em sala de aula. A visita técnica tem papel fundamental para contribuir com os profissionais que dela necessitam, mostrando sua importância para a formação dos futuros profissionais que precisam do espaço para desenvolver estudos e pesquisas e se atualizar na área especifica do seu curso. A atividade ora descrita teve como objetivo aprofundar os conhecimentos científicos vistos em sala de aula durante o componente curricular “educação em saúde na comunidade I e II” e refletir e relacionar teoria e prática, construindo um adequado instrumento de motivação para os estudantes, contribuindo na fixação de conteúdos e também como forma de dinamizar as aulas. Foi utilizada como metodologia ativa a técnica de brainstorming para facilitar a discussão e construção do conhecimento coletivo de todos os envolvidos no processo. Esta técnica é conhecida também como “tempestade cerebral” ou tempestade de ideias e, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe – colocando-se a serviço de objetivos prédeterminados para, posteriormente e, ja imbuídos do conhecimento teórico, favorecer a atividade prática durante as visitas técnicas. Descrição da atividade: No dia 10 de fevereiro do ano de 2015, 25 discentes do curso de fisioterapia foram solicitados pelas docentes, a sentarem em círculo, em cadeiras previamente distribuídas e anotarem um número, a fim de, posteriormente, pertecerem ao grupo correspondente. Em seguida, lançou-se no quadro em branco da sala a seguinte temática: “Envelhecer é...”. Mais uma vez, as docentes pediram a colaboração de todos no processo, solicitando palavras que tivessem conexão com o tema e foram registrando. Ao final, vinte e cinco palavras foram anotadas no quadro, e a partir disso, foram criados dois grupos, os quais deveriam, a partir daquelas palavras, produzir um texto de 20 linhas envolvendo a temática para apresentação em plenária. Os dois grupos tiveram 45 minutos para construirem o material e apresentaram em sala com a participação de todos da sua equipe e colaboração dos demais presentes. Ao final, as docentes promoveram a reflexão do papel da fisioterapia frente à temática apresentada e houve realmente uma chuva de ideias e pensamentos. Impactos: A atividade permitiu a colaboração e participação ativa de todos os envolvidos, facilitando a construção coletiva do conhecimento, a partir das experiências e trocas de saberes de todos os atores presentes. Considerações Finais: Nesta perspectiva, resume-se a importância da visita técnica na conciliação das aulas teóricas com a aproximação da prática e do mercado profissional; estabelecendo um suporte para a iniciação científica, através da observação; bem como pela motivação de alunos e professores durante o processo de ensino-aprendizagem.
37 METODOLOGIAS QUE ATIVAM O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA SAÚDE DO IDOSO: um relato através do brainstorming Juliana da Costa Santos Pessoa | [email protected] Rachel Cavalcanti Fonseca | [email protected] Introdução: As propostas pedagógicas do curso de fisioterapia do UNIPÊ bem como as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Fisioterapia buscam formar um profissional generalista tentando integralizar conteúdos e áreas de conhecimentos abordados, centrando-se no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiando-se no professor como facilitador e mediador de tal processo. Assim, tornase necessário a utilização de metodologias que facilitem a atuação dos discentes de fisioterapia como agentes ativos do pensar e fazer na sua prática profissional. Esse agir deve ser estimulado nos primeiros períodos de curso, a fim de tornar o seu caminho acadêmico como uma construção contínua, articulando a todo o momento os vários saberes, conhecimentos, habilidades e competências, favorecendo o cuidado ampliado e integral. Esta atividade teve como objetivo proporcionar a reflexão por parte dos discentes a respeito do processo do envelhecimento, suas características e desafios..., durante a aula do componente curricular Fisioterapia na Saúde do Idoso. Foi utilizada como metodologia ativa a técnica de brainstorming para facilitar a discussão e construção do conhecimento coletivo de todos os envolvidos no processo. Esta técnica é conhecida também como “tempestade cerebral” em inglês ou tempestade de ideias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe - colocando-a a serviço de objetivos prédeterminados. Descrição da atividade: No dia 10 de Fevereiro do corrente ano, os discentes de fisioterapia (n=25) foram solicitados pelas docentes do componente citado anteriormente, a sentarem em círculo nas cadeiras previamente distribuídas e anotarem um número, afim de posteriormente pertecerem ao grupo correspondente. E foi lançada no quadro em branco da sala a seguinte temática: “envelhecer é...”. Mais uma vez as docentes pediram a colaboração de todos no processo, solicitando palavras que tivessem conexão com o tema e assim iam registrando todas elas. Ao final foram vinte e cinco palavras anotadas no quadro, e a partir disso, foram criados dois grupos, os quais deveriam a partir daquelas palavras criarem um texto de 20 linhas envolvendo a temática posta anteriormente e apresentarem em plenária. Os dois grupos tiveram 45 minutos para construirem o material e apresentaram em sala com a participação de todos da sua equipe e colaboração dos demais presentes. Ao final, as docentes promoveram a reflexão do papel da fisioterapia frente a temática apresentada e houve realmente uma chuva de ideias e pensamentos. Impactos: A atividade permitiu a colaboração e participação ativa de todos os envolvidos facilitando a construção coletiva do conhecimento, não a partir da visão apenas das docentes, mas a partir das experiências e trocas de saberes dos atores presentes. Considerações Finais: Atividades envolvendo metodologias ativas são ferramentas que permitem e facilitam o ensino aprendizagem dos discentes, sendo necessária a inclusão destas no ambiente de formação e educação permanente, favorecendo a ação, reflexão, ação a partir da sua própria realidade.
EIXO 02 TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
39 PORTIFÓLIO REFLEXIVO VIRTUAL: construindo experiências e diários de campo com a plataforma moodle Jânia de Faria Neves | profjdfne[email protected] Introdução: O portfólio reflexivo se constitui em um valoroso instrumento de acompanhamento de percurso, uma vez que compila as experiências e as aprendizagens individuais e do sujeito enquanto membro pertencente de um grupo. O portfólio reflexivo, dessa forma, gira em torno dos olhares do aprendente sobre seu caminhar ao longo da formação, bem como da mobilização constante de conhecimentos e informações vinculadas às práticas e percepções do mundo de cada aprendente. Sendo um diário de campo pensado dentro de um contexto pré-determinado, o portfólio reflexivo se apresenta como um importante instrumento de aprendizagem e de avaliação formativa. Descrição da experiência: O uso do portfólio reflexivo segue toda a formação do componente curricular ciências sociais na saúde. Nos primeiros dias de aula, a sala virtual em que o portfólio fica exposto é apresentada. Tem-se utilizado o formato wiki, pois permite a edição contínua, de forma que postagens que já foram enviadas podem ser modificadas com o tempo. Isso é positivo, haja vista que na medida em que os conteúdos são discutidos em sala de aula, novas percepções sobre os temas são evidenciadas. A atividade consiste em discutir os conteúdos vistos em sala de aula correlacionando-os com o cotidiano. A ideia é que o aprendente possa observar como a Sociologia e a Antropologia se espraiam, no dia a dia do indivíduo, desconstruindo a ideia de que ambas são disciplinas teóricas. De uma unidade avaliativa para outra, os discentes precisam unir a bagagem que já possuem com os novos conhecimentos que são apreendidos, de forma que, a cada postagem, a riqueza de detalhes nas discussões aumenta. Impactos: apesar de ser uma atividade com nível de complexidade elevada para alunos de primeiro período, o portfólio reflexivo impõe uma necessidade de reflexão que outras atividades podem não conseguir efetivar. Ver as correlações feitas com eventos do cotidiano, tais como relações familiares, questões de ordem política e social, histórias de cunho pessoal, dentre outros, faz com que possamos, enquanto formadores, ter a exata noção de como o conteúdo está sendo assimilado. Embora haja uma resistência inicial não apenas pela atividade, mas, também, pelo uso da plataforma moodle, com o passar das semanas já se observa que os discentes começam a fazer essas correlações em sala de aula, durante as atividades presenciais e passam a registrar suas percepções com mais propriedade, porque já discutem suas ideias nos horários de aula. Nesse sentido, o moodle facilita o registro, pela praticidade e possibilidade de maior interatividade. Considerações finais: Embora o portfólio reflexivo seja mais conhecido como um diário impresso, a disponibilidade de plataformas de ensino a distância podem ser utilizadas com sucesso, porque permitem, entre outras coisas, o registro de postagem com recursos que a versão impressa não abarca, como o uso de vídeos. Além disso, o uso de plataformas facilita o registro e o repensar do trajeto com possibilidades de refazer as atividades já concretizadas.
40 ASSÍNCRONO: componentes curriculares em dependência na modalidade à distância Alba Lúcia Nunes Gomes da Costa | alba.tavar[email protected] Álvaro George Rosas de Albuquerque Júnior | alvar[email protected] Danilo Rangel Arruda Leite | [email protected] Gustavo Sávio de Oliveira | gustav[email protected] Márcio Adamec Lopes de Oliveira | már[email protected] Introdução: O Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ considera a mobilidade acadêmica como uma premissa de valorização ao processo de aprendizagem do aluno. O projeto Assíncrono promove a mobilidade de alunos reprovados e que, por consequência, estariam no período seguinte desblocados. Nesta perspectiva, ofertar um componente curricular em turma extra na modalidade Educação a Distância - EaD, cabe como uma oportunidade para resolução desta demanda. O projeto se delineou, inicialmente, numa estrutura piloto, com dois componentes curriculares, obedecendo a critérios de alta reprovação e necessidade de formação de turma extra e, atualmente atende seis componentes dos cursos da Tecnologia da Informação. A metodologia usada nesse projeto trabalha na perspectiva da avaliação diagnóstica. Para Libâneo (2004, p. 253) a avaliação sempre deve ter caráter de diagnóstico e processual, pois ela precisa ajudar os professores a identificarem aspectos em que os alunos apresentam dificuldades. Desse modo, os objetivos dessa avaliação é essencialmente identificar as características de aprendizagem do aluno, com o intuito de propor o tipo de abordagem do conteúdo e das atividades mais adequadas às características. Descrição da experiência: Iniciamos a elaboração da avaliação, fazendo um levantamento dos conteúdos essenciais para cada componente. Em seguida, cada professor, elabora um questionário online no Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA contendo dez questões objetivas, vinculadas ao que considera conhecimento válido, útil, desejável ao processo de construção desse conhecimento. O recurso questionário permite ao professor criar e configurar questões de múltipla escolha, verdadeiro ou falso, correspondência e outros tipos de perguntas. Cada tentativa é corrigida automaticamente e o professor pode optar por fornecerfeedback e/ou mostrar as respostas corretas. Para esta avaliação, utilizamos apenas questões de múltipla escolha, sem fornecer o feedback imediato e a opção de mostrar as respostas corretas e nota apenas ao final do prazo do questionário, que fica disponível por sete dias, com a opção de uma tentativa por aluno. Ao termino desse período, os professores puderam refletir como buscar formas de solucionar problemas de aprendizagem ainda durante o processo e não apenas no final da unidade ou no final do semestre. Através de um relatório gerado em uma planilha Excel, o professor tem acesso a nome do aluno, tempo em que realizou o questionário, nota, questões assinaladas certas e erradas e um gráfico com o número de alunos por faixas de notas – questões com maior número de erros e de acertos. A partir desses dados, os professores tiveram elementos para analisar os pontos fracos e fortes quanto ao conteúdo dos alunos, buscando conhecer, sobretudo, as aptidões, os interesses e as capacidades e competências enquanto condições para futuras ações pedagógicas. Impactos: As informações obtidas puderam auxiliar a planejar intervenções iniciais, propondo procedimentos que levem os alunos a atingir novos patamares de conhecimento. Considerações finais: Uma das mais importantes características da avaliação diagnóstica é o seu aspecto preventivo, uma vez que, ao conhecer as dificuldades dos alunos no início do processo educativo, é possível prever suas reais necessidades e trabalhar em prol de seu atendimento.
41 PROJETO CIFISIO: integração dos cursos de TI e Fisioterapia no âmbito da Fábrica de Software do Unipê Felipe Soares de Oliveira | felipe.soar[email protected] Thatyana Carla Dias Guerra | [email protected] Walace Sartori Bonfim | [email protected] Introdução: A Clínica Escola de Fisioterapia do UNIPÊ realiza atendimentos nas áreas de ortopedia, traumatologia e reumatologia, com capacidade média de atendimento de 160 usuários por semestre. Atualmente, o usuário é cadastrado, avaliado e acompanhado por acadêmicos, sob a supervisão de professores e todo registro é realizado manualmente em prontuário em papel. Visando atender às diretrizes da Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS), no que tange ao atendimento do usuário, acadêmicos do curso de Fisioterapia desenvolveram um processo inovador para descrever, avaliar e medir a saúde e a incapacidade do usuário baseado na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), gerando a necessidade de um sistema de informação para automatizar este processo e assegurar qualidade, confiabilidade no atendimento e aderência à PNIIS. Descrição da Experiência: Neste contexto, deu-se início a um projeto para construir um software de Avaliação em Fisioterapia Ortopédica, Traumática e Reumatológica baseado na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), chamado CIFisio, em parceria com a Fábrica de Software do UNIPÊ, integrando assim atividades do Curso de Fisioterapia com atividades dos Cursos da UBTech TI. Este projeto intercursos oportunizou a todos os acadêmicos envolvidos a experiência de participar de um projeto de desenvolvimento de software nos moldes do mercado de trabalho, dado que a Fábrica de Software do UNIPÊ opera em uma configuração de empresa real com o rigor das linhas de produção de produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), executando um processo bem definido de desenvolvimento de software, fundamentado nas melhores práticas do RUP (sigla do inglês Rational Unified Process), e com um processo bem definido de gerenciamento de projetos, fundamentado nas recomendações do Guia PMBOK (sigla do inglês Project Management Body of Knowledge). Impactos: O Projeto CIFisio gerou resultados expressivos e específicos para todos os cursos envolvidos. No contexto do Curso de Fisioterapia, o projeto possibilitou o delineamento, avaliação e amadurecimento do processo inovador de atendimento fisioterápico baseado na CIF, concretizados em dois Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) apresentados no Curso de Fisioterapia. No contexto dos Cursos de TI, a Fábrica internalizou o projeto no âmbito do Programa de Estágio Supervisionado, no qual são oferecidas, a cada novo período letivo, vagas de estágio para desenvolvimento de atividades profissionais compatíveis com os cursos de TI, em um ambiente propício ao treinamento profissional e ao desenvolvimento de habilidades e atitudes inerentes à prática profissional, permitindo ao acadêmico uma visão mais ampla do processo teoria-prática. Considerações Finais: Desta forma, a Fábrica de Software do UNIPÊ, em ação conjunta e sinérgica com as coordenações dos cursos do UBTech TI, alinhase à estratégia institucional de realizar projetos transversais, em cursos e intercursos, ampliando a abrangência das experiências acadêmicas e profissionais em projetos de inovação tecnológica.
EIXO 04 ABORDAGENS EXITOSAS EM ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS
49 FORTALECENDO O CUIDADO AO PACIENTE ATRAVÉS DE ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS DE APRENDIZAGEM Fabiana Veloso Lima | [email protected] Iza Neves de Araújo Nascimento | iza_nev[email protected] Introdução: A palavra “cuidar” é derivada do latim “cogitatus”, e significa co = ação conjunta e agitare= colocar-se em movimento, pertubar-se , dar uma volta às coisas, mover e atuar. Historicamente, o profissional de saúde tem sua formação pautada no modelo biomédico centrado na doença, com um olhar fragmentado sobre o cuidar. O cuidado é a forma de direcionar a atenção ao outro e vivenciar a empatia, englobando comportamento e atitudes dependendo da situação (WALDOW; BORGES, 2011). A utilização do processo de cuidar como uma ação educativa em saúde promove um “método privilegiado de investigação-intervenção” (DELFINO, 2004). Descrição da Experiência: A atividade é realizada no cenário de prática do Instituto Cândida Vargas, com os discentes do nono período do curso de Fisioterapia. O processo de acolhimento é realizado pelos docentes junto aos discentes, por meio da denominada “Oficina do cuidar”, construída a partir da concepção do cuidar do ser humano em uma visão holística, privilegiando assim, a promoção à saúde a parturiente, a puérpera e o recém-nascido de forma coletiva e individual. A turma é dividida em três grupos. Dois grupos são distribuídos no centro de estudo e um é convidado a abordar as pacientes. O primeiro grupo é levado a refletir diante da seguinte questão norteadora: “O que vocês acham sobre o cuidar?” O segundo depara com a seguinte indagação: “O que vocês viveram no processo de cuidado?” O terceiro momento é o confrontamento com a prática, observando o que o outro percebe diante do cuidado e desenvolvendo a habilidade de escutar. As questões norteadoras são direcionadas a um eixo comum, o cuidar, que posteriormente são transcritas utilizando como material uma cartolina para organizar as reflexões. Por último, é realizada uma roda de conversa acerca da temática e os mesmos são convidados a construir um termo de compromisso em cuidar dessa clientela na qual assistimos. Impactos: A atividade possibilita instigar o discente a ter uma visão mais humanizada na prática do cuidar, considerando o ser humano de forma singular, com sentimentos e expectativas, sem considerar apenas a situação patológica. Considerações Finais: O modelo incorpora perspectiva no discente de sensibilização da prática em obstetrícia e neonatologia, permite identificar problemas, procurar respostas e potencializar o trabalho tanto individual como coletivo.
50 FISIOTERAPIA E A GAMETERAPIA EM HOSPITAL INFANTIL Anderson Pedro Silva de Freitas Gisele Barros Soares | giselebarr[email protected] Rafaela Raulino Nogueira | [email protected] Sheva Castro Dantas de Sousa | [email protected] Introdução: O uso da gameterapia é um recurso terapêutico cada vez mais comum em tratamentos de fisioterapia. Com objetivos variados, a literatura relata resultados positivos relacionados ao uso da gameterapia em tratamentos de diversas áreas como: reabilitação cardíaca, neurofuncional, postural, ortopédica entre outras (BALISTA, 2013). Essa prática já é uma realidade diária em hospitais infantis do Brasil, já com vários projetos em andamento. Após leitura sobre alguns desses projetos e vontade em desenvolver essa atividade, surgiu o interesse em experimentar essa prática durante a realização do componente curricular Estágio Supervisionado III do curso de Fisioterapia, desenvolvido no Hospital Infantil Arlinda Marques (HIAM). Descrição da experiência: A atividade foi desenvolvida com os alunos do nono período, durante o semestre 2014.2, no turno da manhã. Foram selecionados pacientes com idade entre três e sete anos, internos na enfermaria, com quadro clínico estável e que tivessem condições de compreender o jogo e realizar as atividades. Os responsáveis pelas crianças foram consultados e após anuência dos mesmos as crianças foram incluídas na atividade. Foi utilizado o game Adventure do X Box com o intuito de estimular coordenação, equilíbrio, controle de tronco, transferência de peso e atenção. A sessão do jogo durava em média 10 minutos e foi realizada na sala da fisioterapia do referido hospital. Impacto: Dentre muitos benefícios, os jogos estimulam a atenção, concentração, memória, raciocínio, melhora equilíbrio, força muscular e habilidades motoras. As crianças que participaram da sessão ficaram mais motivadas e interessadas no tratamento, com melhora da sua autoestima e bem estar. Os alunos puderam vivenciar uma prática diferente e integrar seus conhecimentos teórico– práticos com a atividade proposta. Considerações Finais: A utilização da gameterapia em hospitais é um desafio para a saúde pública. É uma prática que tende a crescer, porém é preciso mais pesquisas e desenvolvimento de relatos de experiências, buscando assim popularizar a reabilitação com games e mostrar o potencial dessa ferramenta para a sociedade.
51 EXPERIÊNCIAS EXITOSAS DOS DISCENTES DE FONOAUDIOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE Liliane Marie de Lima | [email protected] Maria Edvany de Melo Pereira | [email protected] Micaella Aires de Souza | [email protected] Roméria Martins Soares e Silva | [email protected] Wenia Thaizy Souza Ribeiro | [email protected] Introdução: A história da Fonoaudiologia foi marcada, inicialmente, por assistencialismo individual de caráter clínico. Atualmente, no entanto, a mesma vem se destacando no setor público, proporcionando o crescimento de práticas integradoras e vivências no contexto dos serviços públicos de saúde, possibilitando a inclusão de discentes em seus campos de prática. Esta visão generalista da atenção vem propiciar a incorporação de novas estratégias de enfrentamento, viabilizado uma melhor qualidade de vida aos usuários das Unidades de Saúde da Família. Descrição da experiência: O trabalho retrata as ações de prevenção e promoção à saúde na comunidade, realizadas na Unidade de Saúde da FamíliaUSF Bessa e respectiva área adstrita, durante o Estágio Supervisionado em Serviços de Saúde, componente curricular do 6º período do curso de Fonoaudiologia do UNIPÊ, no período de fevereiro a junho de 2015. As ações iniciaram com reconhecimento do território, visitas domiciliares a pacientes acamados, participação da escuta qualificada com os profissionais de nível superior da UBS, reuniões com a gestão da UBS, como também da creche e escola para elaboração das atividades que seriam realizadas. Foram realizadas triagens fonoaudiológicas nas escolas e encaminhamentos para serviços especializados. Em sua grande maioria, as ações foram voltadas para promoção e prevenção da saúde, seja na própria unidade como também nas escolas e creche que estão no território. Os temas abordados nas ações foram: Saúde Vocal, Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem Oral e Escrita, Distúrbios da linguagem em pacientes idosos, Estética Facial e questões relacionadas aos órgãos do sistema fonoarticulatório. As atividades foram supervisionadas e orientadas em todas as suas fases, da elaboração às análises avaliativas, contemplando todo o período de estágio. Impactos: As ações desenvolvidas pelo grupo de estágio foram de grande aceitabilidade pela comunidade, corpo docente da escola e creche, como também, pela gestão da USF. Estas contribuíram efetivamente para a melhoria da percepção dos cuidados com a saúde na área fonoaudiológica, gerando um impacto positivo no que diz respeito às questões relacionadas a essa área e também para a qualidade de vida dos usuários da unidade de saúde e da população adscrita. Considerações finais: A experiência dos discentes, proporcionada pela vivência no estágio em Serviço Público de Saúde foi muito rica. Proporcionou vínculo com a USF Bessa, comunidade e instituições da área adstrita e resultou na divulgação e fortalecimento da Fonoaudiologia, por intermédio das práticas implementadas.
52 ESTÁGIO SUPERVISIONADO II – TREINAMENTO ESPORTIVO: uma experiência no treino de alto rendimento no voleibol de praia Ana Cristina Marques | [email protected] Luís Filipe Lemos | [email protected] Marcos Antônio Filho | [email protected] Rossini Freire Araújo | rossiniv[email protected] Introdução: A interação entre teoria e prática continua sendo uma abordagem bastante discutida no dia-a-dia dos processos de preparação física de atletas de alto rendimento. Neste sentido, relacionar conteúdos teóricos ministrados no curso de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário de João Pessoa com a vivência prática de atletas e treinadores, do mais alto nível competitivo constituiu-se objetivo do Estágio Supervisionado II – Treinamento Esportivo. Descrição da experiência: No intuito de explorar as potencialidades da cidade de João Pessoa como local de treino de diferentes duplas de voleibol de praia com expressivos resultados esportivos no Brasil e no exterior, a disciplina Estágio Supervisionado II foi desenvolvida no Centro de Treinamento de Voleibol de Praia do Cabo Branco. Seis alunos do 7º período do curso de Bacharelado em Educação Física tiveram a oportunidade de estagiar neste centro. O estágio consistiu em aulas teóricas, onde foram abordados conteúdos específicos do Treinamento Esportivo de forma aprofundada e após cada abordagem teórica, os estagiários se deslocavam ao centro de treinamento para vivenciar na prática os conteúdos ministrados. Foram aprofundados conteúdos relativos a disciplinas de base aplicadas ao alto rendimento, nomeadamente Fisiologia do Exercício, Bioquímica, Biomecânica, bem como conteúdos relativos à preparação física de diferentes capacidades físicas. Impactos: Os estagiários da disciplina, futuros profissionais de Educação Física, puderam desfrutar de oportunidade única de observar e coparticipar dos treinos técnico-táticos e da preparação física de diferentes atletas que participam do circuito nacional e mundial, inclusive atletas campeões do mundo na modalidade. Puderam ainda conhecer atletas e treinadores envolvidos em competições internacionais e Jogos Olímpicos, esclarecendo dúvidas e compartilhando experiências. Considerações Finais: Apesar de realizado em uma modalidade esportiva específica, os ensinamentos e as vivências adquiridos no estágio podem ser transferidos para as mais diversas modalidades esportivas, preparando os futuros profissionais para atuarem no mercado de trabalho diversificado e exigente da atualidade.
53 CURSO INTRODUTÓRIO PARA ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: ações de média e alta complexidade Fabiana Ângelo Ferreira | [email protected] Karla Fernandes de Albuquerque | [email protected] Maria Auxiliadora Siza | [email protected] Zaíra Veríssimo de Aguiar | [email protected] Introdução: O Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPE) estabeleceu em seu Projeto Pedagógico de Curso (PPC), princípios do Currículo Integrado que é uma opção que propicia o ensino das ciências de forma integrada e interdisciplinar, oportunizando aos estudantes analisarem problemas de saúde segundo o ponto de vista de várias disciplinas. Um dos eixos condutores desta atividade é a promoção da saúde e o cuidado holístico. No último semestre do curso de enfermagem, os estudantes vivenciam práticas em unidades hospitalares no componente curricular Estágio Supervisionado II, cujo objetivo geral é instrumentalizá-los para a prática do cuidar em saúde de média e alta complexidade, promovendo a comunicação, a liderança e a motivação no trabalho. A implantação do Curso introdutório para ações assistenciais de enfermagem de média e alta complexidade surgiu a fim de proporcionar aos alunos concluintes do curso de enfermagem um resgate prático da atuação do enfermeiro em unidades de média e alta complexidade em unidades hospitalares, onde o aluno desenvolveria as competências e habilidades conforme Resolução CNE/CES Nº 03, de 07 de novembro de 2001 e o conhecimento sobre a realidade na qual atuará, oportunizando a vivência de sala de aula para apropriar-se do conhecimento prático, consolidando o processo ensino-aprendizagem. Descrição da Experiência: O curso vem sendo desenvolvido desde o ano de 2010, com carga horária de 40 horas, nas dependências do Complexo Laboratorial Florence Nightingale, do UNIPE com a participação dos alunos regularmente matriculados no Estágio Supervisionado II, ministrado pelos professores deste componente. Neste curso, são trabalhadas ações como: planejamento, execução, coordenação, supervisão e avaliação de ações de enfermagem nas experiências práticas. Para tanto, são organizados cenários práticos que oportunizam aos alunos vivenciarem o resgate de ações voltadas a Maternidade; Bloco Cirúrgico, Urgência e Emergência, Centro de Terapia Intensiva e Pediatria em que os alunos praticam ações de cuidados de enfermagem. Todos os procedimentos são baseados em casos clínicos elaborados de forma contextualizada, possibilitando a intervenção/cuidado e a reflexão sobre o processo saúde-doença. Em seguida, os alunos são encaminhados ao campo de estágio em Unidades Hospitalares na cidade de João PessoaPB. Impactos: Observou-se, durante os estágios supervisionados II, que os alunos que participaram do Curso Introdutório, apresentaram-se confiantes, sendo capazes de ofertar cuidado de enfermagem eficaz, resolutivo e humanizado. Considerações finais: O curso proporcionou ao aluno, o resgate dos conhecimentos adquiridos ao longo dos períodos cursados na graduação, para prestar uma adequada assistência de enfermagem na prática hospitalar, garantindo a capacidade de realizar as diferentes práticas com segurança, beneficiando a clientela assistida de acordo com os princípios do SUS. Portanto, o Curso Introdutório para as Ações Assistenciais de Média e Alta Complexidade mostrou-se aplicável e eficaz para o resgate do ensino aprendizagem e o processo do cuidar em instituições hospitalares, promovendo no aluno a capacidade de se tornar mais confiante e membro participante do processo saúde doença.
54 WORKSHOP DE DANÇAS UNIPÊ E BAILE DE TODAS AS TRIBOS: uma experiência em Estágio Supervisionado Ana Cristina Oliveira Marques | acomar[email protected] Kátia Virgínia Jardim Feitosa | [email protected] Luís Filipe Gomes Barbosa Pereira Lemos | [email protected] Introdução: Estágio supervisionado I, disciplina do curso de bacharelado em Educação Física, propicia ao aluno conhecimento e responsabilidade no planejamento de um evento, desde a elaboração do projeto à execução e construção do relatório. Sua ementa contempla experiências no campo de trabalho que proporcionem formação e vivências práticas para o planejamento, organização e gerenciamento de eventos e negócios desportivos nos diferentes setores de sua intervenção. Descrição da Experiência: Os alunos optaram pela criação de um evento com o qual tivessem maior afinidade e interesse. Na experiência aqui descrita, optou-se pela dança. Alunos, professores coordenadores e supervisores observaram a necessidade de cursos de formação e atualização em Dança, em João Pessoa – PB e planejaram um Workshop que auxiliasse indivíduos iniciantes ou já experientes nesta área, a buscarem mais informações sobre suas técnicas e estéticas, a fim de adquirir novos conhecimentos, ou mesmo atualização. Criaram-se os projetos e executaram-se os Workshops de Danças Unipê I e II. O primeiro evento, gratuito, ocorreu em março no Ginásio Poliesportivo do Unipê, sendo ministrada oficina de Dança Moderna com o professor Arthur Marques e contou com 150 inscritos online e 80 presentes. Ao término do evento, os participantes preencheram uma ficha com avaliação e sugestões para a elaboração do II Workshop. Diagnosticou-se a necessidade de oficinas práticas de dança do estilo Jazz, Dança de salão e uma oficina teórica sobre Anatomia e Fisiologia aplicadas à dança. Assim, os alunos construíram um novo projeto, buscaram apoio e patrocínios e realizaram o II Workshop de Danças Unipê, nos dias 23 e 24 de maio de 2014, na sala de ginástica do Unipê. Leonardo Aires, Arthur Marques e Ana Cristina Marques ministraram as oficinas: Dança de salão, Moderna Jazz Dance e Anatomia e Fisiologia da Dança (respectivamente) e estiveram presentes 50 alunos. Para a participação no evento foi cobrada uma taxa de R$ 50,00 reais e, ao término do mesmo ocorreu o Baile de Todas as Tribos, com custo de R$ 10,00 reais, com presença de DJ, da comunidade de dança, além dos inscritos no workshop. O baile teve a finalidade de manter o encontro da comunidade de dança da cidade para trocas de experiências e contatos, além de proporcionar a vivência das danças sociais aos interessados. Impactos: O evento gerou grande visualização nas redes sociais e meios artísticos diversos, com comentários positivos quanto à qualidade das oficinas, organização, apoio e estrutura disponível no Unipê. Percebeuse a importância do evento para a atualização do conhecimento em dança, visto que os mesmos são escassos na região. A oficina de caráter teórico trouxe para os artistas uma interdisciplinaridade da arte com as ciências biológicas e da saúde, poucas vezes abordada durante as suas formações. Considerações finais: Os Workshops de Danças Unipê contribuíram na formação e atualização dos conhecimentos dos envolvidos e praticantes de dança na cidade. Observou-se a satisfação dos alunos e dos participantes na execução dos eventos e o fortalecimento do Unipê como apoiador do calendário de eventos em dança nesta cidade.
55 HIGIENE BUCAL – ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES DAS ENFERMARIAS DO HOSPITAL SANTA ISABEL - ESTÁGIO SUPERVISIONADO III Anna Karyna F. A. de Carvalho | [email protected] Bianca Oliveira Torres | bianca.torr[email protected] Cristiane Araújo Maia Silva | [email protected] Fernanda Araújo Trigueiro Campos | [email protected] Glória Maria Pimenta Cabral | [email protected] Introdução: O século XX foi de extrema importância para a história da saúde bucal. Tivemos uma redução na ocorrência de cárie dentária desde o início da década de 70 e alguns fatores contribuíram para este declínio como, por exemplo, fluoretação das águas de abastecimento público, a adição de flúor nos dentifrícios, as alterações no padrão de consumo de açúcar, a melhora da higiene pessoal, incluindo a escovação e o maior acesso à informação e à educação. Alguns estudos relativos à etiologia, prevenção e evolução da cárie dental e doença periodontal, higiene bucal concluíram que, embora as atitudes relacionadas à saúde bucal da população tenham se mostrado positivas, o conhecimento odontológico apresentou limitações, sugerindo a necessidade de estabelecer programas educativos. A prevenção é a maneira mais econômica e eficaz de se evitar o aparecimento e desenvolvimento das doenças da cavidade bucal. Dentro das várias atividades preventivas, a educação e a motivação do indivíduo ocupam lugar de destaque. Outros autores afirmam também que a educação e a motivação são medidas tomadas com o objetivo de mudar hábitos e comportamentos, no sentido de promover a saúde e melhorar a higiene bucal do paciente. Ter uma alimentação saudável e higienização diária da cavidade bucal utilizando escova dental, dentifrício com flúor e fio dental, além da visita regular ao dentista, são fatores importantes para prevenção e controle das doenças bucais. Descrição da Experiência: Com base nessas informações, realizamos, junto com os alunos do P8 do curso de Odontologia do UNIPÊ, um trabalho educativo nas enfermarias do Hospital Santa Isabel. Os alunos confeccionaram um banner com os esclarecimentos e as orientações sobre como prevenir a cárie e doença periodontal. Impactos: Propomos aos alunos, um trabalho de educação em saúde utilizando banner, confeccionado por eles, com figuras e explicações em linguagem acessível sobre o tema proposto. Os alunos foram receptivos à proposta e desenvolveram um excelente trabalho. Considerações Finais: O Brasil ainda tem um índice muito elevado de pessoas desdentadas, a educação em saúde e a prevenção são de suma importância para melhorar a condição bucal da população brasileira.
56 UMA PROPOSTA DE UM SISTEMA WEB PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE MENTORING DE CARREIRA NO CONTEXTO DA UBTECH-TI Felipe Soares de Oliveira | felipe.soar[email protected] Thatyana Dias Guerra | [email protected] Introdução: É comum observar em alguns alunos, certos questionamentos sobre a carreira que os mesmos escolheram construir. Normalmente, as instituições de ensino têm dificuldade de tratar esta demanda, dado o caráter interdisciplinar e muitas vezes por não possuir um núcleo especifico para este tipo de assunto. Um programa de Mentoria consiste em um conjunto de processos de transposição de conhecimento que tem como objetivo orientar o aluno quanto ao seu desenvolvimento de carreira/ aprendizado em determinado assunto. Esta ação é realizada por um mentor, que é um profissional mais experiente que compartilha seus conhecimentos acerca das oportunidades de crescimento profissional, sejam acadêmicas ou de mercado. Esta prática é realizada com o intuito de assessorar e de alavancar a carreira do orientando. Descrição da experiência: Dentro deste cenário, o objetivo deste trabalho consiste em implantar um Programa de Mentoring de Carreira no contexto da UbtechTI, e para isso, será desenvolvido um sistema web que irá gerenciar os processos para este programa, possibilitando a comunicação ágil e objetiva entre alunos e mentores. Inicialmente, será utilizado a UBTech-TI para os testes do projeto piloto, no entanto, a ideia é levar esta proposta para as demais áreas. O papel de mentor será realizado pelos docentes e coordenadores do curso. O sistema irá disponibilizar interfaces intuitivas para orientar o aluno na melhor forma de se comunicar com os mentores. Neste ambiente, os alunos e mentores poderão disponibilizar oportunidades profissionais, tais como: estágios, empregos, editais de pósgraduação, intercâmbios, projetos de pesquisa, informações sobre determinadas áreas, entre outras. Os usuários terão uma conta pessoal, onde os mesmos poderão realizar postagens sobre estes temas, e também comentar postagens realizadas por outros. Além disso, os alunos poderão enviar questionamentos profissionais diretamente para um mentor cadastrado na ferramenta. Impacto: Após este relato, pôde-se observar que existe um impacto importante deste tipo de ação dentro da estrutura dos cursos, visto que se os alunos estiverem mais seguros em relação a sua profissão, poderão realizar a sua formação com mais dedicação e obter melhores resultados, além disso, este projeto poderá ajudar a minimizar a evasão. Considerações finais: Atualmente, este projeto esta sendo desenvolvido na Fábrica de Software, por equipe formada por alunos, professores e coordenadores da UBTech-TI, no contexto da disciplina de Estágio Supervisionado. Espera-se que, até meados de 2015.2, tenha-se uma versão do sistema passível de testes.
57 AVALIAÇÃO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA: por uma formação de qualidade Danielle Menezes de Oliveira | [email protected] Jennifer Ariely Sales Suassuna | jennif[email protected] Introdução: O Estágio Supervisionado, componente curricular do curso de Licenciatura em Educação Física, propicia ao aluno a vivência direta na docência da Educação Básica. Sua condução perpassa, desde a construção do plano de ensino, planos de aulas e a execução destes através da regência na sala de aula, até a construção do relatório final. Desta forma, os estagiários experimentam a vivência docente, atuando diretamente nas turmas e deparandose com todas as dificuldades e êxitos da prática pedagógica. Este contexto nos faz buscar meios mais eficientes e amplos para avaliação e assim, um acompanhamento qualitativo deste processo com intuito de garantir um estágio de excelência. Portanto, o presente relato tem como objetivo, apresentar as ferramentas utilizadas para avaliação e acompanhamento dos alunos e professores no campo de estágio. Descrição da experiência: Durante dois semestres, em reuniões com os professores de estágio, formulamos uma rubrica de avaliação a ser utilizada durante o estágio, tanto pelos alunos quanto pelos professores. Esta consiste em oito indicadores, que avaliam os alunos a cada dia de regência nos seguintes aspectos: capacidade de planejar; capacidade de comunicação; capacidade de gestão de classe; capacidade de gestão de conteúdo; relação do estagiário com a escola; relação do estagiário com os alunos (turma); responsabilidade, interesse e assiduidade; capacidade de reflexão e avaliação e avaliação do colega. Estes indicadores são dispostos em única lauda com quatro alternativas para cada item, com conceitos que variam de “muito bom” até “nenhuma execução” para correspondência da atuação. Os alunos utilizaram este instrumento de avaliação para cada colega de grupo, e uma individual com objetivo de auto avaliar-se. Dentro dessa mesma perspectiva, o professor de estágio utilizou a mesma rubrica individualmente. Ao final do estágio foram entregues e comentadas para os respectivos colegas avaliados e seguiram em anexo nos relatórios individuais. Além disso, a partir da rubrica, os alunos elaboraram uma avaliação qualitativa, em forma de texto, para cada um dos companheiros de grupo, para ele mesmo e para o professor de estágio que os acompanhou. Ainda construíram uma avaliação qualitativa para o professor da escola, e uma avaliação do grupo. Impactos: No início do processo, os alunos se apresentaram um pouco reticentes quanto ao processo, por se tratarem de tantas responsabilidades de avaliações. Porém, ao passar do tempo, o processo avaliativo se tornou rotineiro, sendo mais fácil de executar. Além disso, a partir dos indicadores apontados na avaliação, os alunos sentiram a necessidade do melhoramento da sua postura enquanto profissional. Então, passaram a requerer mais de si e do grupo, a serem mais atentos e atuantes na prática, e enquanto expectadores das aulas dos colegas. Considerações finais: Pode-se dizer que as características formadoras do estágio são determinantes no processo de construção profissional. Uma vez que as exigências práticas são maiores, ao possibilitar o aluno desenvolver capacidade crítica de se auto avaliar e avaliar o próximo permitimos a formação de um profissional qualificado em todas as áreas de atuação.
64 GERENCIAMENTO DE PROJETOS COM CANUDOS – aprendendo a lidar com a mudança durante o ciclo de vida de um projeto Walter Travassos Sarinho | walter[email protected] Introdução: O gerenciamento de projetos engloba uma gama de atividades que vão desde a elicitação de requisitos até o monitoramento da qualidade dos processos de criação do produto (como também do produto gerado). Desenvolver todas as competências que o gerenciamento de projetos contempla durante a graduação é uma atividade longa e que, não raramente, é absorvida de forma incompleta pelo discente. Este fato ocorre tanto devido a extensão do assunto, quanto à repartição dele, em diferentes disciplinas, com docentes que nem sempre seguem uma metodologia padronizada de ensino. Neste cenário, a aplicação de uma simples atividade prática que contemple os principais aspectos da criação de um projeto, partindo de sua especificação até a produção e documentação do produto resultado, conduz o discente a uma percepção mais abrangente do que de fato é um projeto, como também o familiariza nas principais etapas do gerenciamento de projetos. Descrição da Experiência: A atividade prática consiste em fornecer para um grupo de discentes (inicialmente escolhidos aleatoriamente) uma pequena quantidade de canudos e 30cm de fita adesiva. Para o exercício prático ser concluído com sucesso, cada grupo deve criar um objeto que consiga suportar o maior peso possível e documentá-lo. O tempo de execução é o mínimo possível, meia hora. Contudo, o objetivo por trás da atividade não é a construção do objeto mais resistente, é gerar uma inquietação em cada aluno durante a atividade. Passados os primeiros minutos, é efetuada uma troca de alunos entre os grupos. Passam mais alguns minutos e faz-se uma cobrança, uma crítica a cada projeto que está sendo criado ou mesmo uma chamada para apressar o desenvolvimento. O foco do docente é tirar o discente de sua zona de conforto. Impactos: Durante a execução da atividade os discentes apresentam uma gama de reações diferentes. É possível identificar o nervosismo, ansiedade, entusiasmo, conformismo e até mesmo alguns sintomas típicos de depressão (como apatia ou indiferença). O propósito desta atividade prática é gerar um turbilhão de sentimentos, ou pelo menos uma inquietação. Ao final da apresentação de cada objeto é feita a retomada de todo sentimento vivenciado durante as mudanças que ocorriam durante a criação do objeto. Considerações finais: Uma característica facilmente observada entre os alunos de Tecnologia da Informação durante a execução de um projeto é sua finalização parcial e incompleta que, muitas vezes, não atendem aos requisitos demandados (ou as expectativas do cliente). Criar uma atividade prática onde o discente consiga uma visão macro para a resolução de um problema facilmente (em teoria) alcançável, corrobora com sua habilidade real de resolver problemas práticos e a lidar com possíveis sentimentos negativos que ocorrem durante a mudança de requisitos na execução de um projeto.
65 AUTOAVALIAÇÃO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS: rubrica simplificada baseada no bigfive Jânia de Faria Neves | profjdfne[email protected] Introdução: A auto avaliação é essencial para analisar o desempenho e é uma oportunidade para verificar as próprias realizações. É um momento para refletir sobre o caminho e as escolhas e, dessa forma, sobre os sucessos e insucessos do processo. Essa visão, uma vez que inclui o que cada sujeito considera exitoso ou não para si, tem uma dimensão simbólica e única que perpassam a noção de tempo e espaço. Assim, sua utilização no ensino e aprendizagem pode ser uma importante aliada na percepção das competências e habilidades que precisam ser desenvolvidas ao longo da formação. Descrição da experiência: a elaboração do instrumento de avaliação das habilidades socioemocionais é fruto da formação na metodologia UNIPÊ. É fato, nas diversas discussões realizadas nos workshops da formação, que os instrumentos cognitivos utilizados para avaliar o aprendente em sua formação, não abarcam as habilidades socioemocionais. Uma vez que o estímulo a essas habilidades precisa ser intencional, era necessário pensar em uma forma de avaliar essas aquisições. Assim, foi elaborado um instrumento piloto, composto por um quadro em que são utilizados os descritores que compõem o Big Five, seguidos de uma descrição sobre o que cada um significa e o que precisa ser avaliado. O instrumento é utilizado ao final de cada unidade avaliativa e o discente deve atribuir, a cada descritor em que ele se autoavalia, uma nota que vai de zero a dez, de forma que o zero refere-se ao pior e dez ao melhor desempenho possível a partir do que o sujeito acredita que seja possível a ele conseguir. Impactos: a aceitação do instrumento é vista com reserva. Muitos respondem de qualquer maneira, sem a reflexão necessária. Outros, já conseguem fazer uma ponderação e me procuram para conversas após a aula. O fato de ele ser apresentado como algo que não vai gerar uma nota ou interferir no conceito quantitativo que será atribuído ao aprendente ao final de cada unidade avaliativa retira da autoavaliação o caráter punitivo e de juízo de valor que o discente possa atribuir a ele e, dessa forma, o direciona para o caráter formador, que é o que se almeja e se espera construir paulatinamente. Considerações finais: O instrumento, mesmo sendo de simples aplicação e sem grande complexidade quanto ao formato, tem permitido gerar, no mínimo, uma reflexão no momento da sua aplicação. Mesmo que pela imaturidade do discente, uma vez que ele é aplicado no segundo período letivo, essa reflexão mais ampla não seja gerada, o instrumento tem se apresentado como uma valorosa opção para se pensar em uma formação que inclui as habilidades socioemocionais como parte vital do processo formador.
66 UMA PROPOSTA DE AUTOAVALIAÇÃO COLETIVA COM O USO DAS MÍDIAS SOCIAIS COMO ESTRATÉGIA PARA CONSTRUÇÃO DE UM PROCESSO EDUCACIONAL BASEADO EM EXPERIÊNCIAS Felipe Soares de Oliveira | felipe.soar[email protected] Hugo Vieira Lucena de Souza | [email protected] Thatyana Carla Dias Guerra | [email protected] Introdução: O uso das redes sociais na modalidade do ensino presencial é uma estratégia inovadora que pode ser utilizada por muitos professores. Estes instrumentos de interação digital podem reportar resultados expressivos, quando aplicados corretamente no desenvolvimento de novas práticas curriculares, no método de ensino desenvolvido na sala de aula e nas avaliações pedagógicas que são realizadas pelos alunos. Algo que poucos docentes percebem é que o uso repetitivo das ferramentas tecnológicas se torna obsoleto em um determinado tempo. Em um primeiro momento, isto se dá pelo fato que pode ser justificado por uma série de fatores técnicos, estando dentre eles, por exemplo, a constante inovação tecnológica, a crescente portabilidade e o avanço da inclusão digital, gerando facilidades de acesso para a produção e para o compartilhamento de novas informações. Outro fator decisivo pode ser descrito como um conjunto de mudanças cotidianas que acontecem na sociedade, principalmente aquelas que englobam os hábitos, o comportamento, a curiosidade e os estilos de aprendizagem desenvolvidos pelas pessoas. Descrição da Experiência: Este trabalho tem como objetivo apresentar um relato de experiência que consistiu em inserir duas redes sociais, Youtube e SoundCloud, como componentes fundamentais para a elaboração de um novo processo ensinoaprendizagem adaptativo e baseado em experiências. Foi utilizada como estratégia fundamental para o desenvolvimento desta pesquisa, o alinhamento do método pedagógico de autoavaliação coletiva ao processo proposto, para que o autor guiasse as três etapas de aplicação: a coleta e a comparação das informações técnicas, como quantidade de acesso, tempo de permanência dos alunos nas mídias, dentre outros dados necessários reportados pelas ferramentas, que garantissem avaliar as diretrizes e as limitações das didáticas utilizadas ao longo de um semestre letivo. Em seguida, a realização de uma análise de discurso online, realizada pelos alunos, através da interação com os recursos audiovisuais, que possibilitasse comparar os resultados obtidos em ambas às modalidades de ensino. E por fim, uma autoavaliação das sugestões e críticas, direcionadas diretamente ao professor, como uma fonte de respaldo acerca dos resultados lúdicos e cognitivos obtidos ao longo de todo o processo.
67 REDUZINDO A AUSÊNCIA NO PROCESSO AVALIATIVO ENTRE AS UNIDADE 1 E UNIDADE 2 Rodrigo da Cruz Fujioka | r[email protected] Introdução: É comum e notório entre uma grande parte dos professores à ausência de um número considerável de alunos na avaliação da unidade 2 ou da unidade 1. Esse fator surgiu a partir da implantação do novo processo de avaliação adotado pela instituição, no qual o aluno tem apenas uma das duas primeiras provas consideradas, aquela em que o rendimento é maior. O modelo do novo processo faz com que grande parte dos alunos com boas notas na avaliação da unidade 1 não compareçam na unidade 2 e, consequentemente, terminam perdendo o ritmo da disciplina. Tais alunos terminam por vezes sendo candidatos ao exame final já que sua preparação é desacelerada. Descrição da Experiência: Para reduzir essa evasão, venho aplicando um modelo acumulativo de pontuação que termina contribuindo para o aprendizado do aluno com base em recompensa por mérito. Para testar esse modelo, apliquei a mesma proposta em duas das minhas últimas seis turmas dos últimos dois semestres. Os resultados foram positivos tanto na pontuação média das turmas como nas aprovações. Esse complemento no modelo de avaliação consiste na bonificação do aluno com uma pontuação extra para a unidade três. Para isso, contabilizam-se as médias das duas primeiras notas e, em cima dessa média, são considerados 10% do total obtido onde essa pontuação é aplicada como bonificação na unidade 3. Assim, o aluno ganha uma bonificação em função do esforço dele e termina se dedicando e vindo realizar as provas da outra unidade. Além disso, para que seja considerada a possibilidade de bonificação, pelo menos uma das notas da 1 ou 2 unidade, deve ser igual ou superior a sete. Impactos: Observou-se que o fato de mais alunos estarem realizando à prova tem como resultado direto mais oportunidades de estudo para aqueles alunos com mais dificuldades, pois o grupo de estudo termina sendo maior e os mesmos podem se auxiliar no processo de aprendizagem. Considerações Finais: Ter a maior parte dos alunos da turma se esforçando em todas as avaliações é gratificante do ponto de vista do professor, enquanto que para a instituição, existe um aumento na qualidade do aprendizado fornecido aos alunos que obtém maiores notas e mais qualificação. Outro fator importante é que o aluno termina se preparando e não perdendo o ritmo na disciplina o que contribui para um melhor resultado na avaliação, além de grupos maiores de estudo. Professores ficam mais motivados, alunos têm mais oportunidades de estudo e a qualidade melhora.
EIXO 06 ABORDAGENS EXITOSAS DA GESTÃO ACADÊMICA DO CURSO
69 SIMULAÇÃO REALÍSTICA: estratégia metodológica de ensino aprendizagem utilizada na formação dos discentes do curso de enfermagem do Unipê Karla Fernandes de Albuquerque | [email protected] Marcela Costa Souto Duarte | [email protected] Vera Lucia de Almeida Bezerra Perez | ve[email protected] Introdução: A Simulação realística é a mais avançada estratégia metodológica de treinamento, utilizada em atividades de risco para aumentar a segurança dos processos. Na área da saúde, porém, sua aplicação é relativamente recente, quando comparada à aviação. Amparada por alta tecnologia reproduz, por meio de cenários clínicos, experiências da vida real. Para tanto, utiliza-se simuladores, manequins e atores, em instalações que criam um hospital-virtual. Na Paraíba, o Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ adotou, em 2007, após aprovação de um projeto da gestora do curso, um espaço realístico, denominado complexo laboratorial (unidade avançada), o qual se complementa com a Clínica Escola Florence Nigthingale (unidade básica), ambos estruturados de acordo com as normas e resoluções da ANVISA, viabilizando além dos ensinamentos científicos a formação de competências e habilidades para atender em especial, as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Descrição da Experiência: O espaço em lide propicia simulações realísticas, elaboradas pelos docentes, as quais levam os alunos a problematizarem a realidade, contribuindo significativamente para a formação de um ser crítico, com habilidades individuais e diversificadas. Para realizar as práticas, as salas dos cenários realísticos foram projetadas e ambientadas de forma a simular: uma unidade de emergência com classificação de riscos, uma UTI, uma Unidade Materno Infantil, um bloco cirúrgico e uma Central de Material e Esterilização. No que tange as tecnologias duras, os simuladores do hospital realístico (unidade avançada) do UNIPÊ, reagem a estímulos induzidos pelos docentes e monitores, mediante programas informatizados. Utiliza-se também, como recurso metodológico, modalidades de circuitos de intervenções assistências, trabalhando diversos casos clínicos, desde a porta de entrada onde os alunos atendem os pacientes, conforme protocolos e respaldo científico, simulando situações assistenciais que se apresentam na vida real. Já a Clinica Escola funciona nos moldes de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), com todos os impressos do Ministério da Saúde adaptados, possibilitando ao discente, o entendimento de que 85% dos problemas de Saúde Pública deverão ser resolvidos na atenção básica. Impactos: As simulações realísticas exigem dos alunos a adoção imediata de medidas cabíveis como se estivesse em um hospital. As estruturas da unidade avançada (hospital simulado) e da Unidade Básica (Clinica Escola) foram planejadas com o objetivo de viabilizar a aplicação dos conhecimentos científicos e diretrizes presentes no Projeto Pedagógico do Curso. Considerações finais: Com essa experiência, comprova-se que o ensino de qualidade, ministrado com o uso de metodologias ativas, em espaços Realísticos e com modernas tecnologias, se constituem em um dos fundamentos básicos para formação, caracterizando-se em ferramentas metodológicas de forte impacto na formação dos discentes, garantido competências e habilidades para um processo assistencial eficaz a ser realizado pelos egressos do Curso de EnfermagemUNIPÊ.
70 O USO DE AULAS PASSEIO COMO FORMA DE INTEGRAR A TEORIA COM A PRÁTICA Alexandre Nepomuceno Targino | alexandr[email protected] Gabriela Maroja Jales de Sales | [email protected] Uyara de Sousa Travassos Barbosa | uyara.tra[email protected] Introdução: A adoção de metodologias diversas que possam também somar-se às da sala de aula, pode fazer com que o aluno compreenda, de forma mais ampla, o conteúdo de uma disciplina. A aula passeio é um método de colocar o aluno em contato com o ambiente externo e de fazê-lo perceber que os conteúdos se relacionam com o ambiente em que vive. Com esse tipo de aula, o professor pode demonstrar a teoria pretendida com a realidade. Porém, as aulas passeio devem ser monitoradas, direcionadas e destinadas a algum fim, que faça com que o aluno perceba essa relação entre a teoria e a prática. Descrição da Experiência: Como forma de colocar essa metodologia em prática, alguns projetos interdisciplinares são propostos, a fim de praticar a realidade da aula passeio. É preciso que a aula resulte em alguma atividade, quer seja um relatório ou algo que dê subsídio ao desenvolvimento de um projeto, por exemplo. Como exemplo da adoção de tal metodologia, temos o projeto interdisciplinar que envolve alguns componentes curriculares do primeiro período do curso, chamado: Cultura, Design e Sustentabilidade. A turma é levada a um ambiente, definido previamente, que tenha relação com a cultura local, a exemplo do Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa, e, da Feira Central de Campina Grande. Para esse projeto em específico, através da aula passeio, o aluno deve perceber os elementos da cultura envolvidos naquele ambiente, e também o aspecto que mais lhe chama a atenção, para que ele seja trabalhado no projeto a ser desenvolvido. A partir dessa escolha, ele deve criar um produto, seguindo os princípios da sustentabilidade, desenvolver as etapas de produção, correlacionando a matéria-prima e a valorização da cultura local, pelo processo criativo aprendido em sala e por fim, apresentar o protótipo desenvolvido. Impacto: Com esse tipo de projeto, em que o aluno é levado a conhecer sua cultura e gerar um novo produto, ele percebe a importância de explorar o ambiente externo à sala de aula e saber que este ambiente pode e deve ser levado em consideração no desenvolvimento de seus projetos. O aluno percebe que sua formação deve ser direcionada para o planejamento e desenvolvimento na área, através de métodos e técnicas de pesquisa para criação, estruturação e organização de projetos e produtos de moda. Considerações Finais: Percebese que futuros profissionais revelam-se capazes de reconhecer os problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade, ou seja, como previsto em nosso projeto pedagógico, esperase que o aluno seja, desde sempre fundamentado em princípios éticos, no desempenho profissional responsável, consciente (sob os pontos de vista social e ambiental), criativo e crítico.
71 CURSO DE PSICOLOGIA: processo de escolha de orientador de monografia Ângela Elizabeth Lapa Coêlho | [email protected] Cristiane Galvão Ribeiro | [email protected] Introdução: No Curso de Psicologia, a elaboração da Monografia ocorre no P9 (TCC I) e no P10 (TCC II). A escolha do orientador de monografia ocorria no inicio do P9. Com a prática, identificamos que, geralmente, surgiam dois problemas, (1) o início tardio do contato do professor orientador com o aluno e (2) às vezes, ocorriam inconsistências com o Plano de Atividade Semestral (PSA) do docente. Em algumas oportunidades, o professor estimava um número de vagas e, mais alunos que as vagas oferecidas procuravam o professor. Com o objetivo de aperfeiçoar o processo, foi feita uma mudança no procedimento de escolha do orientador. Descrição da Experiência: O período para escolha foi transferido para o P8. Dois meses antes do término do semestre, solicitamos aos professores que desejam orientar monografias no próximo semestre, que informassem o número de vagas disponíveis. Com essas informações, elaboramos um quadro de divulgação com o número de vagas e as temáticas de interesse dos professores. Enviamos um e-mail para os alunos informando que já estava disponível, na secretaria da coordenação, a ficha de inscrição para escolha de orientador de monografia e que eles teriam 15 dias para fazer a escolha. A ficha de inscrição deveria ser preenchida e assinada pelo aluno e pelo professor, com as informações sobre a proposta do projeto. Na ficha, também colocamos uma parte que devia ser destacada no momento da entrega, na secretaria do curso, dessa forma, o aluno ficava com um comprovante de que entregou a ficha no prazo estipulado. Impactos e Considerações Finais: A partir dessa estratégia, os dados na elaboração do PSA ficaram bem mais consistentes, e os alunos já iniciam o semestre podendo marcar as reuniões com seus orientadores, uma vez que já fizeram o primeiro contato no P8.
72 AVALIAÇÃO SEMESTRAL DE ALUNOS (ASAS) DO CURSO DE ENFERMAGEM: experiência exitosa direcionada para o ENADE Hebe Janayna Mota Duarte Beserra | [email protected] Karla Fernandes de Albuquerque | [email protected] Marcella Costa Souto Duarte | [email protected] Suzy Desirée de Almeida Lopes Barão | [email protected] Vera Lúcia de Almeida Becerra Pérez | [email protected] Introdução: O curso de Graduação em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ realiza a avaliação de desempenho do discente, com implementação permanente de instrumentos avaliativos internos do Programa de Avaliação Institucional e Avaliação Semestral dos Alunos (ASAS), sendo estes dois últimos, elementos que possibilitam monitorar e ajustar o cumprimento das diretrizes, bem como a realização de avaliações integradas. Esta relevante ferramenta avaliativa visa diagnosticar o nível de conhecimentos acumulados pelos discentes, a partir de uma amostragem de alunos do quinto período, tendo como base, conteúdos veiculados, de forma integrada, nos semestres anteriores, circunstâncias em que o educando possa revelar se alcançou ou não os objetivos propostos. Descrição da experiência: A referida avaliação é realizada quando os discentes encontram-se no quinto período do curso. Trata-se de um instrumento contendo cinquenta questões objetivas e discursivas, segundo o modelo ENADE, assim distribuídas: Ciências Sociais e Comunicação e Expressão com dez questões, cada; Parasitologia, Ética e Deontologia de Enfermagem, Biossegurança, Auditoria e Gerenciamento de Enfermagem, Saúde Coletiva, Farmacologia, Saúde do Adulto, Saúde do Idoso, Saúde da Mulher e Saúde da Criança e do Recém-Nascido, com três questões, cada. Vale mencionar que a prova tem uma duração de quatro horas e que o docente integrador do período realiza a aplicação, a correção e a consolidação dos resultados, apresentando o número de acertos e erros por turma por componente curricular. Logo, os alunos que obtiverem média seis (6,0), serão contemplados com meio ponto em todos os componentes na terceira verificação da aprendizagem. Impactos: A partir dos resultados, são realizadas intervenções mediante as questões cujo componente curricular teve maior número de erros, através de minicursos por meio de metodologias ativas, a exemplo de: jogo da memória, bingos, casos clínicos, chuva de ideias, vídeos, dentre outros. Além disso, são ministradas palestras acerca de novas políticas e operacionalizada a retrospectiva da aprendizagem. Considerações Finais: Diante do exposto, constatase a relevância da utilização de uma boa prática direcionada para o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, caracterizando-se em instrumentos metodológicos de grande impacto na formação dos discentes, garantindo-lhes o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para a futura prática profissional em enfermagem.