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Caderno de resumos: encontro de boas práticas/experiências exitosas da VII Sapiens

Centro Universitário de João Pessoa

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ORGANIZADORA MARIANA DE BRITO BARBOSA REITORA ANA FLÁVIA PEREIRA MEDEIROS DA FONSECA PRÓ-REITORA ACADÊMICA MARIANA DE BRITO BARBOSA PRÓ-REITOR DE PÓS-GRADUAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA FÁBIO MANOEL FERNANDES DE ALBUQUERQUE COMISSÃO CIENTÍFICA DA VII SAPIENS ERIKA ARANHA FERNANDES BARBOSA MARIANA DE BRITO BARBOSA PRODUÇÃO EDITORIAL NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI) COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO FILIPE CARVALHO DE ALMEIDA DIAGRAMAÇÃO RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA Caderno de resumos: encontro de boas práticas/experiências exitosas da VII Sapiens | Mariana de Brito Barbosa | Unipê: João Pessoa, 2019 | 439 páginas | ISBN 978-85-87868-84-8 DOI: 10.5281/zenodo.17584051 APRESENTAÇÃO A Mostra de Boas Práticas e Experiências Exitosas dos Docentes é um evento dentro da Semana de Atualização Pedagógica – SAPIENS, que ocorre anualmente no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ direcionado aos docentes e gestores acadêmicos do UNIPÊ visando à atualização pedagógica, sob as óticas da integração e da inovação. A Mostra permite que docentes enviem relatos de experiências exitosas realizadas em diferentes cenários de aprendizagem e realizem a apresentação destes trabalhos, compartilhando e trocando saberes com colegas de outros cursos e áreas, de modo a fomentar novas práticas e metodologias. Este Caderno traz 191 trabalhos apresentados, dividido em seis eixos, durante a Sétima Edição da SAPIENS que teve como tema central: “Gestão em sala de aula: ação e mediação para aprendizagem”. Boa Leitura e Troca de Ideias! SUMÁRIO EIXO 01 – RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS CONFECÇÃO DE PEÇAS ANATÔMICAS SINTÉTICAS COMO MÉTODO DE APRENDIZAGEM DA ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO .......................23 Andreia Medeiros Rodrigues Cardoso, Artemisa Fernanda Moura Ferreira, Leonardo Henrique de Araújo Cavalcante, James Felipe Tomaz de Morais, Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Junior ENCENAÇÃO SOBRE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NA ODONTOLOGIA INTEGRADA: PROJETO INTEGRADOR .................................................................25 Andreia Medeiros Rodrigues Cardoso, Leonardo Henrique de Araújo Cavalcante, Camila Santos de Mattos Brito, Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Junior O PAPEL DA TUTORIA E OS DESAFIOS DO USO DA PLATAFORMA VIRTUAL NO CURSO TECNOLÓGICO EM DESIGN DE MODA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA - UNIPÊ ....................................................27 Isabelle Barros Meira da Rocha, Livia Maia Brasil DESMISTIFICAÇÃO DA GEOMETRIA DESCRITIVA ATRAVÉS DE PRÁTICAS ATIVAS E GAMIFICAÇÃO INTERATIVA .......................................... 34 Dimitri Cavalcante da Rocha Lima, Camilla Furtado de Figueirêdo APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS - PRÁTICA EXITOSA NA DISCIPLINA DE CARIOLOGIA ....................................................................................42 Vanessa Feitosa Alves, Maria de Fátima Gabino de Siqueira FORTALECIMENTO DO AMBIENTE VIRTUAL (AVA) NA DISCIPLINA DE SISTEMAS CONTÁBEIS ................................................................................................ 43 Josivan de Oliveira Ferreira POR DENTRO DO DIREITO ..........................................................................................44 Vanessa Feitosa Alves, Maria de Fátima Gabino de Siqueira UMA PROPOSTA DE INCLUSÃO: DESENVOLVER PRODUTOS DE MODA COM FOCO NA MODELAGEM DO VESTUÁRIO, VISANDO ASPECTOS ERGONÔMICOS DE CONFORTO E VESTIBILIDADE PARA PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS ...........................................................................45 Lailane Santana de Melo, Luciana Maria da Silva A CONTABILIDADE PÚBLICA COM FOCO NO CONTROLE SOCIAL PARA O ACOMPANHAMENTO DAS FINANÇAS DO GOVERNO..................51 Josivan de Oliveira Ferreira LÓGICA DOMINANTE DE SERVIÇO NO ENSINO DE PROJETO DE INTERIORES .................................................................................52 Estela Maris de Medeiros e Oliveira, Pablo Felipe Dias Nogueira E-COMMERCE NA PRÁTICA: CONSTRUINDO UM SITE DE NEGÓCIOS .............................................................54 Estela Maris de Medeiros e Oliveira, Pablo Felipe Dias Nogueira FORTALECIMENTO DO AMBIENTE VIRTUAL (AVA) NA DISCIPLINA DE SISTEMAS CONTÁBEIS ................................................... 56 Josivan de Oliveira Ferreira A IMPORTÂNCIA DAS SIMULAÇÕES REALÍSTICAS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM EM URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS ..................................................................................57 Albertina Martins Gonçalves, Fabiana Angelo Ferreira FLUXOGRAMA COMO FERRAMENTA DE ACESSIBILIDADE AOS USUÁRIOS BASEADO NO PROJETO APLICATIVO DO CURSO DE FISIOTERAPIA...................................................................................................................59 Ana Ruth Barbosa de Sousa, Rachel Cavalcanti Fonseca, Anna Laura Maciel de Melo AULA INAUGURAL DE ODONTOPEDIATRIA UTILIZANDO APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS (ABP) ....................................61 Roberta Remiliana Silva Trinta, Rosa Virgínia Dutra de Oliveira, Maria de Fátima Gabínio, Fernanda Trigueiro de Araújo Campos BRAINSTORMING E GINCANA: APLICAÇÃO DA ESCRITA E DA LEITURA NA REVISÃO DA BIOMECÂNICA DA LESÃO .....................63 Aliceana Ramos R. de Menezes Araújo, Leonildo Santos do Nascimento Júnior CRIAÇÃO DE CONTEÚDO PEDAGÓGICO PARA REDES SOCIAIS COMO CHAMARIZ PARA O UNIPÊ VIRTUAL......................................................65 Hebert Vieira Durães, Waleska Vasconcelos, Arthur Souto, Glauber Lucena, Antonio Albuquerque Toscano Filho APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS .................................................................67 Ivo Cilento USO DOS JOGOS DE SIMULAÇÃO EMPRESARIAL COMO METODOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS GERENCIAIS .................................................................................70 Ivo Cilento BUSINESS SIMULATION E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: UM PROCESSO DE APRENDIZAGEM ATIVA PARA TOMADA DE DECISÕES EM SITUAÇÕES DE CONFLITOS ......................................................72 Flávio Maracajá CRIAÇÃO DE BLOGS: O MERCADO DE TRABALHO PARA O PROFISSIONAL DE MARKETING .............................................................................75 Ionara Saraí Ferreira Nóbrega Diniz, Lívia Nogueira Pellizzoni, Lorena Rodrigues Barbery CRIAÇÃO DE PERSONA: O PERFIL DO PROFISSIONAL DE MARKETING NO MERCADO DE JOÃO PESSOA .......................................77 Janayna Souto Leal, Lorena Rodrigues Barbery DINÂMICA DO CORPO HUMANO NA DISCIPLINA DE PATOLOGIA ORAL E MAXILOFACIAL I ...........................................................79 Patrícia Guerra Peixe Gonçalves RELATO DE EXPERIÊNCIA: RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS UTILIZADOS NA DISCIPLINA DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ........................................................................80 Ailza Silva de Lima, Anamélia Cavalcanti Carvalho de Melo CONSTRUINDO VÍDEOS-AULAS PARA O SUPORTE EM UNIDADES CURRICULARES PRESENCIAIS: UMA ESTRATÉGIA FORMATIVA ..........82 Jânia de Faria Neves GERENCIANDO MOMENTOS DE CRISE: COMO O UNIPÊ VIRTUAL PODE SER UMA ALTERNATIVA À PRESENCIALIDADE? .............................83 Jânia de Faria Neves PROPOSTA DE GAME PARA OS CONTEÚDOS DE FORMAÇÃO GERAL DO ENADE: “A CIDADE DO FUTURO” ........................85 Jânia de Faria Neves ESTUDO DE AUTOS FINDOS HISTÓRICOS EM MATÉRIA DE DIREITO INTERNACIONAL ............................................................................................................. 87 Monica Lucia Cavalcanti de Albuquerque Duarte Mariz-Nóbrega ESTUDO DE CASO ORIENTADO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL II ..... 91 Monica Lucia Cavalcanti de Albuquerque Duarte Mariz-Nóbrega SIMULAÇÃO REALÍSTICA ACERCA DA CONSULTA PRÉ-NATAL PARA A FORMAÇÃO DE DISCENTES DO CURSO NOTURNO DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA .......................................................93 Luanna Silva Braga, Mariana de Sousa Dantas Rodrigues, Rozileide Martins Simões Candeia, Wilma Ferreira Guedes Rodrigues TEMPESTADE CEREBRAL E JURI SIMULADO COMO ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA O PROTAGONISMO DISCENTE NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM .........................95 Luanna Silva Braga, Mariana de Sousa Dantas Rodrigues, Rozileide Martins Simões Candeia, Wilma Ferreira Guedes Rodrigues ADOÇÃO DE MANUAIS APLICATIVOS COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM E AUXÍLIO NAS ATIVIDADES PRÁTICAS EM ODONTOLOGIA ........................................................................................................99 Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Júnior, Laudenice de Lucena Pereira, Luis Manuel G. Miranda, Filipe Carvalho de Almeida METODOLOGIA ATIVA: CRÍTICAS À REFORMA TRABALHISTA ...............101 Kaiana Coralina do Monte Vilar, Felipe Viana de Mello METODOLOGIA ATIVA UTILIZANDO CASOS CLÍNICOS ..............................103 Roberta Remiliana Silva Trinta, Rosa Virgínia Dutra de Oliveira FÁBRICA SIMULADA DE BARCOS ........................................................................105 Gislene Pereira da Silva O USO DE ESTUDOS DE CASO NO DESENVOLVIMENTO CRÍTICO DOS ALUNOS DO CURSO DE LOGÍSTICA .......................................107 Pablo Ramom Matias de Andrade O USO DO BRAINSTORMING COMO FERRAMENTA NA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA NA PÓS-GRADUAÇÃO ..108 Andréa Carla Brandão da Costa Santos, Iza Neves de Araújo Nascimento OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA NOS PERÍODOS INICIAIS DO CURSO DE FONOAUDIOLOGIA CONTRIBUINDO PARA O DIRECIONAMENTO PROFISSIONAL ...................................................................109 Azuíla da Silva Sousa Paiva, Raphaela de Lima Cruz, Ruth Lopes do Nascimento TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: ARQUITETANDO EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS DOS SABERES .....................111 Mirella de Almeida Braga, Sebastião Cezar P. do Amaral, Cintia Pedrosa Bezerra PITCH CRIATIVO: COMO DEFENDER UMA IDEIA DE NEGÓCIO EM TRÊS MINUTOS ..................................................113 Ionara Saraí Ferreira Nóbrega Diniz, Lorena Rodrigues Barbery PLANEJANDO PARA UM CLIENTE REAL: COMUNICAÇÃO QUE FAZ A DIFERENÇA NO MERCADO ............................115 Sandra Ferreira de Lima, Lorena Rodrigues Barbery PARTICIPAR, APLICAR E USAR: UMA ANALOGIA A CADERNETA DE POUPANÇA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ............................117 Aliceana Ramos R. de Menezes Araújo, Leonildo Santos do Nascimento Júnior EM ANO DE ELEIÇÃO, GANHA QUEM SABE A PRESCRIÇÃO: A POLÍTICA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ...................................119 Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo, Iara Fialho Moreira RECURSO DIDÁTICO ......................................................................................................121 Francisco Formiga de Sousa RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS. BOAS PRÁTICAS .........................................................................122 João Arlindo Corrêa Neto TÍTULO DA PRÁTICA: JORNADA DE APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL, ACOLHIDA E ORIENTAÇÃO DOS DISCENTES INGRESSANTES NO CURSO DE DIREITO DO UNIPÊ .........125 Eunicélia de Fátima Carneiro da Silva, Lucilene Solano de Freitas Martins, Paulla Christianne da Costa Newton, Rildésia Silva Veloso Gouveia PRÁTICA ASSISTIDA EM AUDIOMETRIA: VIVÊNCIA DO TERCEIRO PERÍODO DE FONOAUDIOLOGIA ...................... 127 Annacarla Carvalho Alves de Lima, Karla Cybelle Bezerra Alcoforado Cavalcanti, Janaína Benício Marque, Ana Karina Cascudo Alves Fahning, Ruth Lopes do Nascimento PRÁTICAS DE SIMULAÇÃO DE GESTÃO DE RECURSOS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM EM DISCIPLINAS DA ÁREA DE GESTÃO ...129 Yuri Laio Teixeira Veras Silva E AGORA, O QUE FAZER, PESSOAL? O USO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA COMO PRÁTICA DINAMIZADORA DA GESTÃO DE SALA DE AULA ..... 132 Janayna Souto Leal, Lívia Nogueira Pelizzonni, Lorena Rodrigues Barbery CURSO DE SENTENÇA TRABALHISTA ...............................................................134 Julian Nogueira de Queiroz APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS: RELATO DA EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA DE CLÍNICA INFANTIL II ....................135 Rosa Virginia Dutra de Oliveira, Camila Santos de Mattos Brito, Fernanda de Araújo Trigueiro Campos, Roberta Remiliana Trinta DESMISTIFICANDO O ENSINO DA MEDICINA LEGAL NA GRADUAÇÃO DE DIREITO ..............................................................................................................................136 Susyara Medeiros de Souza APRENDENDO, REABILITANDO E AJUDANDO: CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS E ÓRTESES SUSTENTÁVEIS PARA AUXILIAR NA FUNCIONALIDADE ..........................137 Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo, Iara Fialho Moreira PRÁTICAS INTEGRADORAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM PARA CIDADES DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL (CITS) .........139 Aline Carolina da Silva, Antônio da Silva Sobrinho Junior, Deborah Padula Kishimoto, Felipe Soares de Oliveira , Victor Costa Alves Medeiros Vieira JURI SIMULADO DA “ADMINISTRAÇÃO GERENCIAL PÚBLICA”............142 Márcio Reinaldo de Lucena Ferreira DIREITO CIVIL NA PLAYLIST .................................................................................... 144 Felipe Viana de Mello, Kaiana Coralina do Monte Vilar MOBILIZAÇÃO SOCIAL COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO EM SAÚDE MENTAL............................................................................145 Jaqueline Queiroz de Macedo, José Madson Souza, Rayane Alves dos Santos ABRACE A CAUSA: ATENDIMENTO A CRIANÇAS DO ESPECTRO AUTISTA E SEUS FAMILIARES .............................................304 Sandra Helena Mousinho Benevides, Mônica Domingos Bandeira DESENVOLVENDO HABILIDADES SOCIAIS NOS UNIVERSITÁRIOS DE PSICOLOGIA: CONTRIBUIÇÕES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO .... 306 Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia, Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura TREINAMENTO DE ESTIMULAÇÃO DOS NEURONIOS EM IDOSOS COM FRAGILIDADE: PROPOSTA MULTIDISCIPLINAR .............308 Maria Auxiliadora Freire Siza, Marcos Antônio de A. Leite Filho, Regina Irene Diaz M. Formiga, Patrícia da Cruz Araruna, Kaliny Monteiro Simões PRÁTICA SUPERVISIONADA EM AVALIAÇÃO DA LINGUAGEM: VIVÊNCIAS EM AMBIENTES ESCOLAR E HOSPITALAR ............................310 Ivonaldo Leidson Barbosa Lima INVESTINDO NA APOSENTADORIA QUE QUERO: DISCUSSÃO A RESPEITO DE INVESTIMENTOS E APLICAÇÃO DE JUROS COMPOSTOS ................................................................312 Nathállya Etyenne Figueira Silva PROJETO RESAT: A SAÚDE DO TRABALHADOR NUMA VISÃO INTEGRAL E MULTIDISCIPLINAR .............................................314 Keyth Sulamita de Lima Guimarães, Rafaela Gerbasi Nobrega, Leonildo Santos do Nascimento Júnior, Cleane Toscano Souto Bezerra, Ana Ruth Barbosa de Sousa A MONITORIA ACADÊMICA COMO FERRAMENTA DE TRANSMISSÃO HORIZONTAL DO SABER ..................................................316 Cintia Gonçalves Urbano Cavalcante, Cibério Landim Macedo, Antonilêni Freire Duarte Medeiros, Mônica Isabel Abrantes Leite Costa ENSAIOS JURÍDICOS SOBRE DIREITO E CIÊNCIAS HUMANAS .............317 Hélcia Macedo de Carvalho Diniz e Silva, Maria do Socorro de Lucena Gomes INTERDISCIPLINARIDADE: PROJETO DE EXTENSÃO EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E A DISCIPLINA RECURSOS ENERGÉTICOS ..................... 319 Adriana de Souza Nascimento UMA ABORDAGEM PARA IMERSÃO DE ESTUDANTES NA FÁBRICA DE SOFTWARE DO UNIPÊ FÁBRICAS DE SOFTWARE ..........321 Hugo Vieira Lucena de Souza, Walace Bonfim Sartori, Felipe Soares, Thatyana Guerra PRODUÇÃO ÁGIL DE SOFTWARE: A INOVAÇÃO COM DEVOPS ..........325 Victor Guimarães Pinheiro, Walace Sartori Bonfim, Arnaldo da Costa Lima Filho, Daniel Farias Henriques, Pabllo Matheus Lima de Paulo O MÉTODO PBL COMO INSTRUMENTO DE IMERSÃO EM PROJETO DE EXTENSÃO ...................................................327 Felipe Soares de Oliveira, Thatyana Carla Dias Guerra, Walace Sartori Bonfim, Diógenes Emidio Leódido GERENCIAMENTO ÁGIL DE PROJETOS: AS BOAS PRÁTICAS DO SCRUM NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA ......329 Felipe Soares de Oliveira, Thatyana Carla Dias Guerra, Walace Sartori Bonfim, Diógenes Emidio Leódido EIXO 04 – ABORDAGENS EXITOSAS EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO A UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA SÃO JOSÉ COMO CENÁRIO DE PRÁTICA NO CURSO DE ENFERMAGEM: FORTALECENDO OS CONHECIMENTOS ACADÊMICOS NO CONTEXTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE ................................332 Rozileide Martins Simões Candeia, Ericka Holmes Amorim, José Madson Medeiros Sousa, Hebe Janayna Mota Duarte Bezerra, Luciana Ferreira de Sousa RÉGUA INDICADORA DE ÂNGULOS DE ELEVAÇÃO DE CABECEIRA DO LEITO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: INOVANDO EM ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM ............................................335 João Batista Rodrigues Albuquerque, Zaíra Veríssimo de Aguiar, Maria Auxiliadora Freire Siza UBTECH OFFICE: UM DIFERENCIAL ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL ORIENTADO A RESULTADOS E A REALIDADE DE MERCADO QUE VEM FAZENDO A DIFERENÇA NA CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL DOS ALUNOS DO UNIPÊ ...........................................................................................337 Francisco Formiga de Souza, Gerson Domingos de Castro Filho, Valkisfran Lira de Brito, Walace Sartori Bonfim O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM ENFERMAGEM E O USO DE NOVAS ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE APOIO AO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM ...................................................... 339 Zaíra Veríssimo de Aguiar, João Batista Rodrigues Albuquerque, Maria Auxiliadora Freire Siza ....................................................................... CONTRIBUIÇÕES DO PROJETO SUSTENTABILIDADE PARA A FORMAÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA:ABORDAGEM EXITOSA EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO I .....341 Ana Eloisa Cruz de Oliveira, Rita de Cassia Cordeiro de Oliveira, Luanna Silva Braga, Erlaine Souza da Silva INTRODUTÓRIO À ATENÇÃO BÁSICA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................344 Andréia Christine Soares de Assis, Camila Teixeira de Carvalho Dias, Elizanete de Magalhães Melo, Núbia de Souza Rufino O USO DO PORTFÓLIO CRIATIVO NO ESTÁGIO EM SAÚDE COLETIVA: PROPOSTA DE INSTRUMENTO AVALIATIVO .................................................349 Eva Carolina Fonseca de Rezende Cruz, Victor Costa Alves Medeiros Vieira, Maria Edvany de Melo Pereira PROJETO DE INTERVENÇÃO COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE: EXPERIÊNCIA PRODUZIDA POR DISCENTES DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO PEDIÁTRICO EM UMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO ..........................................351 Fabiana Angelo Ferreira, Albertina Martins Gonçalves MÉTODO E METODOLGIAS ATIVAS NA SALA DE ESPERA DA UBS: ATUAÇÃO DOS ACADÊMICOS DO ESTAGIO SUPERVISIONADO I NA PROMOÇÂO DA SAÚDE ............................................................................................353 Karla Fernandes de Albuquerque, Elizanete de Magalhaes Melo, Adréia Christine Soares de Assis, Camila Teixeira de Carvalho Dias, Núbia de Souza Rufino ABORDAGENS EXITOSAS EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM REDES DE COMPUTADORES ......................................................................... 355 Jadilson Alves Paiva, Victor Guimarães Pinheiro, Felipe Soares de Oliveira, Walace Sartori Bonfim REMODELANDO O FORMATO DAS PRÁTICAS ASSISTIDAS DO CURSO DE ENFERMAGEM: AMPLIANDO O OLHAR DOS DISCENTE ACERCA DO CAMPO DE PRÁTICAS ............................................357 Rozileide Martins Simões Candeia, Ericka Holmes Amorim, José Madson Medeiros Sousa, Hebe Janayna Mota Duarte Bezerra Luciana Ferreira de Sousa DESMEMBRANDO A AVALIAÇÃO VOCAL ........................................................ 359 Rafael Nóbrega Bandeira, Larissa Nadjara Alves Almeida, Ana Karina Cascudo Alves Fahning, Ana Celiane da Nóbrega e Ugulino SIMULAÇÃO REALÍSTICA DURANTE ESTÁGIO SUPERVISIONADO: UMA ESTRATÉGIA PARA O APRENDIZADO NA ENFERMAGEM ...........361 Núbia de Souza Rufino, Andréia Christine Soares de Assis, Camila Teixeira de Carvalho Dias, Elizanete de Magalhães Melo, Erlaine Souza da Silva APLICAÇÃO DO MINI-CEX NOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS DO CURSO DE FONOAUDIOLOGIA ..........................363 Annacarla Carvalho Alves de Lima, Azuila da Silva Sousa Paiva, Maria Edvany de Melo Pereira, Raphaela de Lima Cruz, Ruth Lopes do Nascimento BRINQUEDOTECA, ARTE E LEITURA NO ESPAÇO HOSPITALAR ........365 Mônica Domingos Bandeira PROJETO O CRAVO E A ROSA ..............................................................................367 Leda Maria Maia, Cristiane Galvão Ribeiro, Rejane Ramos Peregrino ESTÁGIO SUPERVISIONADO ESCOLAR E O PROJETO COPA NA ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR ................368 Lauro Pires Xavier Neto, Lígia Luís de Freitas, Samara Ricarte Mangueira CONTROLE DE ENTREGA E INFORMAÇÕES DE TCES ..............................370 Vitto Bruno de Sales Germoglio, Ana Gomes Negrão APRENDIZAGEM BASEADA EM CASOS CLÍNICOS PROGRESSIVOS: MANEJO FISIOTERAPÊUTICO ACADÊMICO DA CRITICIDADE DO PACIENTE INTERNADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ...........371 Dostoievsky Melo Andrade SIMULAÇÃO REALÍSTICA DE PRIMEIROS SOCORROS COM O GRUPO DA TERAPIA COMUNITÁRIA DA USF SANTA CLARA ........... 373 Camila Teixeira de Carvalho Dias, Andréia Christine Soares de Assis, Elizanete de Magalhães Melo, Núbia de Souza Rufino REALIZAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS EM CONCEDENTES DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA ................ 375 Myriam Carneiro de França, Carla Braz Evangelista, Gisele Almeida Soares de Gois, Michelle Alves de Carvalho PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I ACERCA DO CURSO INTRODUTÓRIO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE ..........377 Myriam Carneiro de França, Carla Braz Evangelista, Michelle Alves de Carvalho, Erlaine Souza da Silva ESTÁGIO SUPERVISIONADO NOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS: FUNÇÃO ASSISTENTE DE JUIZ ..................................379 Micheline Maria Machado de Carvalho, Daniella Christine Ramalho, Maria Luiza do Valle Rocha, Priscilla Maciel de Menezes Silva, Rainier Freitas Rodrigues PRÁTICAS E INSTRUMENTOS RELEVANTES AO BOM DESEMPENHO PROFISSIONAL JURÍDICO ....................................381 Lucilene Solano de Freitas Martins, Marizete Batista Martins NÚCLEO PERMANENTE DE SIMULAÇÕES (NUPSIM) ...............................383 Antonio Albuquerque Toscano Filho, Arthur Heinstein Apolinário Souto, Glauber de Lucena Cordeiro, Hebert Vieira Durães, Waleska Bezerra de Carvalho Vasconcelos CIRCUITO DOS ESTÁGIOS ........................................................................................385 Antonio Albuquerque Toscano Filho, Arthur Heinstein Apolinário Souto, Glauber de Lucena Cordeiro, Hebert Vieira Durães, Waleska Bezerra de Carvalho Vasconcelos PRÁTICAS INOVADORAS E EXITOSAS NA GESTÃO DOS ESTÁGIOS DO CURSO DE DIREITO ........................................ 387 Antonio Albuquerque Toscano Filho, Arthur Heinstein Apolinário Souto, Glauber de Lucena Cordeiro, Hebert Vieira Durães, Waleska Bezerra de Carvalho Vasconcelos SAÚDE DO TRABALHADOR NA ATENÇÃO BÁSICA: UMA EXPERIÊNCIA CONSTRUÍDA POR ESTAGIÁRIOS DE FISIOTERAPIA COM MOTO TAXISTAS .......................................................390 Ana Ruth Barbosa de Sousa, Leonildo Santos do Nascimento Júnior, Rafaela Gerbasi Nobrega, Rachel Cavalcanti Fonseca, Eleazar Marinho de Freitas Lucena SERVIÇO DE PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO ORAL: INTERAÇÃO ENSINO E EXTENSÃO .....................................................................392 Laudenice de Lucena Pereira, Gilka Soares Sampaio Andrade, Jefferson Muniz de Lima, Maria Cristina Honorato, Patrícia Guerra Peixe AÇÃO EDUCATIVA ESTRATÉGICA PARA O ATENDIMENTO DO PACIENTE EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA ..............................394 Zaíra Veríssimo de Aguiar, João Batista Rodrigues Albuquerque, Maria Auxiliadora Freire Siza SUSTENTABILIDADE NA PRÁTICA DO CUIDADO DE USUÁRIOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA ATENÇÃO DOMICILIAR ....................396 Rachel Cavalcanti Fonseca ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS DE ENFERMAGEM COMO LÓCUS DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA .........397 Elizanete de Magalhães Melo, Andréia Christine Soares de Assis, Camila Teixeira de Carvalho Dias, Luanna Silva Braga, Núbia de Souza Rufino A UTILIZAÇÃO DO KAHOOT COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO .............................399 Ana Maria Delgado Santos, Ana Paula de Jesus Tomé Pereira, Gisele Barros Soares, Veruschka Ramalho Araruna IMPLEMENTAÇÃO DO PROTOCOLO PARA CIRURGIA SEGURA EM UM HOSPITAL DA REGIÃO METROPOLITANA DE JOÃO PESSOA. ......401 Jiovana de Souza Santos, Marjorie Dantas Medeiros Melo, Ercka Holmes Amorim, Brigida Karla Fonseca Anízio, Ronny Anderson de Oliveira Cruz ELABORAÇÃO DE SINALIZAÇÃO VISUAL PARA IDENTIFICAÇÃO DE RISCO DE QUEDA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NO HOSPITAL E MATERNIDADE FLÁVIO RIBEIRO COUTINHO .....................403 Aristófenes Rolim de Holanda, Diêgo Correia de Andrade AVALIAÇÃO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: UM PLUS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM .............405 Ronny Anderson de Oliveira Cruz, Thaynara Ferreira Filgueiras, Hebe Janayna Mota Duarte Beserra, José Madson Medeiros Souza EIXO 05 – ABORDAGENS EXITOSAS EM PLANEJAMENTO, EXECUÇÃO E RESULTADO DA AVALIAÇÃO A MONITORIA NO CAMINHO DO DESPERTAR PARA DOCÊNCIA .........408 Ana Maria Delgado Santos PLANEJAMENTO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE CONSTRUÇÃO DE ATIVIDADES EDUCATIVAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA ...........410 Rachel Cavalcanti Fonseca, Meryeli S. de Araújo Dantas O RESGATE DE HABILIDADES COMO ESTRATÉGIA PARA O APRIMORAMENTO DAS COMPETÊNCIAS ASSISTENCIAIS NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO ......................................................................... 412 Luciana Ferreira de Souza, Laisa Ribeiro de Sá, Natalia Pessoa da Rocha Leal, Patrícia da Cruz Araruna Oliveira, Tatiana Ferreira da Costa DESENVOLVIMENTO DO ARCO DE MAGUEREZ COMO FERRAMENTA POTENCIALIZADORA DO RACIOCÍNIO CRÍTICO E REFLEXIVO DE EDUCANDOS DE ENFERMAGEM DO P1 ........................414 Rayanne Santos Alves, Rozileide Martins Simões Candeia, Rosa Camila Gomes Paiva, Juliana Nunes Abath Cananéa, Rafaela Gerbasi Nóbrega, Andréa Carla Brandão da Costa Santos, Maria Elma de Sousa Maciel Soares FISIOTERAPIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS: CONTRIBUIÇÕES DOPROJETO INTEGRADOR NA FORMAÇÃO DISCENTE ......................... 420 Rosa Camila Gomes Paiva, Juliana Nunes Abath Cananéa, Rafaela Gerbasi Nóbrega, Andréa Carla Brandão da Costa Santos, Maria Elma de Sousa Maciel Soares ENSINO DE INTRODUÇÃO AO DIREITO COM METODOLOGIAS ATIVAS NA UBTECH BUSINESS ...................................................................................................422 Ivys Medeiros da Costa CONSTITUIÇÕES DE EMPRESAS DE VÁRIOS SEGMENTOS NO MECADO ATUAL ................................................... 423 Brasiliana Sulamita Batista Cavalcanti, Paulo César Pereira da Silva PROJETO INTEGRADOR COMO FORMA DE PROMOVER A APRENDIZAGEM DO DISCENTE DE FORMA INTERDISCIPLINAR E INOVADORA ............................................426 Meryeli Santos de Araújo Dantas, Rachel Cavalcanti Fonseca, Miriam Lúcia da Nóbrega Carneiro O PROJETO INTEGRADOR EM BUSCA DA INTEGRALIDADE DO INDIVIDUAL AO COLETIVO ........................................ 428 Meryeli Santos de Araújo Dantas, Juliana Nunes Abath Cananéia, Carla Patricia Novaes Santos Fechine, Rawlla Erian Oliveira Costa Aversary, Nícia Farias Braga Maciel EIXOS DE AÇÃO DO NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO E DE EXPERIÊNCIAS DOCENTES DO CURSO DE FISIOTERAPIA ........430 Miriam Lúcia da Nóbrega Carneiro, Pollyanna Soares de Abreu Morais, Ana Paula de Jesus Tomé Pereira, Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo, Leonildo Santos do Nascimento Júnior EIXO 06 – ABORDAGENS EXITOSAS PARA O ENADE GERENCIAMENTO TUTORIAL DOS ALUNOS “ENADISTAS” DO CURSO DE ODONTOLOGIA ................................................433 Fábio Gomes dos Santos, Keila Raposo Lucena, Roberta Remiliana Silva Trinta, Solange Soares da Silva Félix CURSO DE REVISÃO DE INFORMATIVOS ....................................................... 435 Julian Nogueira de Queiroz ELABORAÇÃO DE RESUMOS MANUSCRITOS COMO FOMENTO A ESCRITA E LEITURA .........................................................436 Marília Caroline Freire Cunha AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PARA O ENADE EM FISIOTERAPIA: TRAÇANDO ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS ..................438 Leonildo Santos do Nascimento, Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo, Pollyana Soares de Abreu Morais, Ana Paula de Jesus Tomé Pereira, Miriam Lúcia da Nóbrega Carneiro EIXO 01 – RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS 23 CONFECÇÃO DE PEÇAS ANATÔMICAS SINTÉTICAS COMO MÉTODO DE APRENDIZAGEM DA ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO Andreia Medeiros Rodrigues Cardoso Artemisa Fernanda Moura Ferreira Leonardo Henrique de Araújo Cavalcante James Felipe Tomaz de Morais Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Junior Introdução A disciplina de Anatomia Topográfica do curso de Odontologia apresenta uma alta frequência de alunos reprovados, sendo a compreensão das diversas estruturas da cabeça e pescoço e o aprendizado das nomenclaturas considerado complexo e difícil pelos alunos. Não obstante, a literatura ressalta a necessidade de ampliar os recursos didáticos no ensino da Anatomia Humana. Além disso, as peças anatômicas sintéticas e naturais ficam disponíveis para estudo exclusivamente no laboratório da instituição. Nesse sentido, a disciplina incluiu a confecção de estruturas anatômicas em crânios sintéticos pelos alunos, como método de aprendizagem. Assim, o objetivo desse trabalho foi relatar uma experiência com a confecção de peças anatômicas sintéticas desenvolvidos pelos alunos na disciplina de Anatomia Topográfica do curso de Odontologia do UNIPÊ. Descrição da experiência No semestre letivo de 2018.2, incluímos a atividade de confeccionar peças anatômicas sintéticas na disciplina de Anatomia Topográfica. Os alunos foram divididos em grupos de 2 ou 3 pessoas. Cada grupo fez a aquisição de 1 ou 2 crânios sintéticos, de acordo com as orientações da disciplina. Em seguida, cada grupo confeccionou no crânio as seguintes estruturas anatômicas: músculos da mastigação e da mímica facial, trajetos dos nervos facial e trigêmeo, de artérias e veias da cabeça e pescoço e a glândula parótida. As estruturas foram planejadas e confeccionadas em momentos extraclasse e acompanhadas pelos professores tutores, semanalmente, conforme cronograma. Foram utilizados os seguintes materiais: biscuit, tecidos, massa de modelar, linhas, fios elétricos coloridos, tintas, colas em alto relevo 3D, tesoura, régua, lápis grafite, fita adesiva, fita duplaface e velcro, a critério de cada grupo. A pontuação oferecida foi o bônus de até 1,0 na nota da prova teórica, no segundo e terceiro estágio. No penúltimo dia de aula, as peças anatômicas construídas foram expostas e apresentadas, no hall do bloco Q do curso de Odontologia, aos professores da disciplina e convidados, bem como aos alunos presentes no local. Impactos Os alunos relataram que a atividade permitiu uma maior compreensão sobre a localização e relação das estruturas construídas. No entanto, o manejo dos materiais na confecção foi uma dificuldade apontada. Sob o ponto de vista dos professores, a atividade favoreceu a aprendizagem das estruturas anatômicas, pois o aluno tinha que estudar os detalhes anatômicos, localização e função das peças antes de construi-las, em seguida iriam reproduzir e explicar o que tinham 24 realizado e, por fim, ficariam com o produto produzido para estudo na disciplina e em momentos posteriores do curso, como nas disciplinas de Anestesiologia e Cirurgia I. Além disso, a atividade permitiu o desenvolvimento da autonomia, criatividade e habilidade manuais, bem como estimulou a interação entre os alunos e professores. Quanto aos impactos numéricos, observamos uma diminuição no número de alunos em provas finais e reprovados. Considerações finais O método de aprendizagem utilizado melhorou o aprendizado dos alunos sobre as estruturas da cabeça e pescoço, além disso, permitiu que os alunos trabalhassem em equipe o planejamento e criatividade para construção das peças, bem como as habilidades manuais. 25 ENCENAÇÃO SOBRE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NA ODONTOLOGIA INTEGRADA: PROJETO INTEGRADOR Andreia Medeiros Rodrigues Cardoso Leonardo Henrique de Araújo Cavalcante Camila Santos de Mattos Brito Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Junior Introdução A acessibilidade de pessoas com deficiência ao serviço odontológico é difícil. Diante de tal demanda, na grade curricular do nono período do curso de Odontologia são oferecidas as disciplinas de Pacientes Especiais, Trabalho de Conclusão do Curso I e Estágio Supervisionado em Clínica Integrada I, não obstante, foi incluído no semestre 2018.1, o Projeto Integrador (PI) do P9 com a temática de Acessibilidade e Inclusão na Odontologia Integrada que apresentou como produto a realização de uma encenação pública. Portanto, objetivou-se relatar a experiência da atividade de encenação sobre Acessibilidade e Inclusão na Odontologia Integrada realizada pelos alunos do PI do P9. Descrição da experiência O PI do P9 do curso de Odontologia teve como objetivo desenvolver peças teatrais de caráter educativo, ético e reflexivo, sobre acessibilidade e inclusão na odontologia integrada. As peças aconteceram no dia 12/06 no Auditório do Eva, nos turnos da tarde e noite. Participaram da atividade: 66 discentes do nono período; dois professores integradores da disciplina de Pacientes com Necessidades Especiais; sete professores tutores que orientaram os alunos; seis professores convidados para avaliação e a público. Os discentes foram divididos em grupos de 7 a 10 pessoas, formando sete grupos, quatro na turma A e três na turma B. A atividade foi dividida em 3 etapas: na primeira etapa, os alunos formaram o grupo e definiram o tema da encenação, o professor tutor e a modalidade da encenação; na segunda etapa, cada grupo confeccionou um trabalho escrito com a fundamentação teórica e metodologia para encenação (título, personagens, roteiro da encenação, cenografia, figurino, materiais utilizados, maquiagem, sonoplastia e iluminação). Enquanto na terceira etapa, os alunos apresentarão as encenações. No turno da tarde, tivemos quatro peças, intituladas: Um novo olhar; A vida e seus caminhos; Acessibilidade para pessoas com deficiência visual na sociedade e na odontologia; e, Orientações e cuidados odontológicos em pacientes com deficiência mental: uma atenção especial. No turno da noite, foram três: Luiza em: as aventuras e desafios na ida ao dentista, Acessibilidade na Odontologia: um telejornal; e Acessibilidade na clínica odontológica. As apresentações de cada grupo duraram até 25 minutos e foram julgadas por três professores, quanto ao interesse, roteiro, relacionamento com os envolvidos, cumprimento de horário, articulação da equipe, performance, cenografia, originalidade e criatividade. A atividade teve uma pontuação de 0 a 10, com peso de 30% no terceiro estágio. Impactos A atividade foi positiva, de acordo com os alunos, pois permitiu uma visão mais ampliada e reflexiva sobre o tema, estimulou o trabalho em equipe e desenvolveu a criatividade e relacionamento com o público. A falta de experiência e receio da apresentação teatral foram apontadas como 32 Vemos hoje a participação dos nossos alunos na EaD como sendo passiva, ainda muito vinculada ao modelo presencial, como já mencionado anteriormente, talvez devido ao caráter semipresencial das disciplinas, onde 60% das atividades ocorrem na sala de aula tradicional. Estão acostumados com disciplinas práticas que acabam sendo o foco dos seus interesses, dentro das especificidades de um curso de graduação tecnológica que deve por definição proporcionar aos egressos a capacidade de aplicação dos conhecimentos em situações reais, além do fato de alguns alunos serem de uma faixa etária maior e não terem muita “intimidade” com a tecnologia. Acabam, então, por ver as atividades no EaD como uma distração ou apenas mais uma atividade do semestre dentre outras tarefas, não considerando a real proposta da disciplina semipresencial, tendo, assim, menos comprometimento com as atividades no AVA — que podemos entender até como certa resistência ao ambiente virtual. Conforme já apresentado, através do relato das nossas experiências a fim de atraí-los, é necessário se criar estratégias para que a atuação do aluno seja satisfatória ou minimamente condizente com a necessidade das atividades realizadas no AVA. Através dessas estratégias tentamos ampliar as possibilidades para a experiência ensinoaprendizagem, trabalhando de uma forma que faça sentido para o aluno de disciplinas semipresenciais. O fórum de debates, recurso mais utilizado para a interação com o grupo, é um espaço destinado a participação coletiva, agregadora, onde os alunos também desenvolvem habilidades de comunicação no virtual, sendo este um espaço fundamental para a sua relação com o tutor. Infelizmente, na prática, a participação dos alunos é apenas satisfatória, percebemos a falta de compromisso nas discussões e o baixo índice de interações, comprometendo outros processos interativos essenciais para a experiência no AVA. A falta de interação virtual do aluno é um desafio real para o tutor, uma vez que as atividades desempenhadas por ele dependem dessas interações, que tem como atribuições: trocar experiências, esclarecer dúvidas, orientar, incentivar a reflexão, colaborar para estabelecer conexões entre conhecimento adquirido e o contexto do aluno, entre outras atribuições citadas por Moran, Maestro e Behrens (2007), que perpassam a simples transmissão de informação e gestão do ambiente virtual. Ainda justificando a importância dessa interação para as atividades do tutor virtual, destacamos o que diz Moran (2002) sobre a interação e a interlocução serem o cerne de qualquer processo de educação e que as Tecnologias da Informação (NTICs) evidenciaram essa relação no EaD. Devemos mencionar que a tríade que sustenta a nossa prática atual de tutoria virtual em EaD já possui fortes pilares, professores qualificados, excelente estrutura de aprendizagem presencial e virtual, mas requer atenção constante em relação aos alunos. Dessa forma, vemos com muita importância o trabalho em prol de melhorar a participação dos alunos através de estratégias que promovam a interação no AVA e que aumentem as suas habilidades e interesse pelo ambiente virtual, que façam uso dos recursos e da tecnologia ampliando o seu espaço de aprendizagem que é o que se propõe na EAD, tendo em vista a relevância da modalidade de ensino Educação a Distância na atualidade, que vem ganhando cada dia mais espaço e oferecendo acesso a pessoas que antes não tinham oportunidade educacional, com perspectiva de predominância para o futuro da educação no mundo moderno e cada vez mais globalizado. Por fim, entendendo que o modelo da EaD utilizado em cursos semipresenciais é positivo e muito interessante tanto para a configuração atual da educação quanto para os meios tecnológicos disponíveis hoje, podemos constatar que trabalhar estratégias de envolvimento do aluno é essencial para a função do tutor, no entanto este primeiro trabalho nos instiga a refletir e questionar acerca de uma possível resistência dos alunos ao atual modelo da EaD nas disciplinas semipresenciais, na qual eles têm atividades presenciais e virtuais do mesmo componente curricular. Apesar de ainda não podermos responder sobre isso, e não sendo essa a nossa questão, entendemos que desenvolver um trabalho contínuo nas metodologias próprias para a EaD, evitando a simples transferência de métodos de ensino desenvolvidos para o meio presencial, é uma forma de minimizar a problemática da resistência dos alunos em relação a EaD, além de aumentar a 33 sua interação nos cursos semipresenciais na plataforma virtual, estaremos contribuindo para a integração da aprendizagem entre os meios presencial e virtual. Referências BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – CNE/CES (2001): Parecer 436. Diário Oficial da União de 6/4/2001, Seção 1E, p. 67. Disponível em <http:// portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/ CES0436.pdf>. Acesso em: 03 de julho de 2018. BRASIL, Livia Maia. Memes imagéticos sobre as eleições de 2014: uma análise de discursos e representação política no Facebook. Dissertação de mestrado, CDU 324:7.049.2 UFRN: 2017. Disponível em <http://www.cchla.ufrn.br/ppgem/wp-content/ uploads/2009/09/ MEMES-IMAGÉTICOS-SOBRE-AS-ELEIÇÕES-DE-2014-UMAANÁLISE-DE-DISCURSOS-EREPRESENTAÇÃO-POLÍTICA-NO-FACEBOOK1.pdf> Acesso em: 05 de julho de 2018. COSTA, Marcos M. Tutoria: dirigindo e orientando situações de aprendizagem. In: SATHLER, L.; AZEVEDO, A. B. Orientação didático-pedagógica em cursos a distância. São Bernardo do Campo, SP: Umesp, 2008. - ISBN: 978-85-7814-025-0 FARIA, Adriano Antônio. Práticas Pedagógicas em EaD [livro eletrônico]/ Adriano Antônio Faria, Luís Fernando Lopes. – Curitiba: InterSaberes, 2014. (Série Tecnologias Educacionais). 2Mb; PDF. MENDONÇA, Bruno. Educação a Distância e sua Importância para o Futuro da Educação. 2016. Disponível em <https://www.edools.com/educacao-a-distancia/>. Acesso em: 03 de julho de 2018. MORAN, José Manuel. O que é Educação a Distancia. (2002). Disponível em: <http://www2.eca. usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/dist.pdf>. Acesso em: 05 de julho de 2018 MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BERHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 13.ed. Campinas. Papirus. 2007. MUNHOZ, Antonio Siemsen. O estudo em ambiente virtual de aprendizagem: um guia prático [livro eletrônico] / Antonio Siemsen Munhoz. – Curitiba: InterSaberes, 2013. (Série Tecnologias Educacionais). 2Mb; PDF. OLIVEIRA, Joaquim. O Mercado de Trabalho para Tecnólogos. 2015. Disponível em <http://www. rhportal.com.br/artigos-rh/o-mercado-de-trabalho-para-tecnlogos/>. Acesso em: 03 de julho de 2018. RIBEIRO, Renata Aquino. Introdução a EaD / Renata Aquino Ribeiro. – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014. / (Série Bibliografia Universitária Pearson). ROCHA, Carlos Alves. Mediações tecnológicas na educação superior [livro eletrônico], volume 5 / Carlos Alves Rocha. – Curitiba: InterSaberes, 2013. – (Coleção: Metodologia do Ensino na Educação Superior). 2Mb; PDF. SOUZA, Gabriela Santana de; LEAL, Tiago A. C. e Silva. Educação a Distância no Brasil: mudança social e tecnológica. 2010. Disponível em <http://www.administradores.com.br/artigos/ economia-e-financas/educacao-a-distancia-no-brasil-mudanca-social-etecnologica/45755/>. Acesso em: 03 de julho de 2018. 34 DESMISTIFICAÇÃO DA GEOMETRIA DESCRITIVA ATRAVÉS DE PRÁTICAS ATIVAS E GAMIFICAÇÃO INTERATIVA Dimitri Cavalcante da Rocha Lima Camilla Furtado de Figueirêdo Na maioria dos cursos de graduação e é comum a queixa dos alunos sobre a dificuldade e complexidade dos assuntos abordados pela Geometria Descritiva e do seu entendimento na prática profissional. No curso de Arquitetura e Urbanismo não é diferente - a regra também se aplica. Entender que essa dificuldade está intimamente relacionada a forma de transmissão do conteúdo ao longo do anos e não a sua real complexidade, foi o pontapé inicial para refletir sobre melhores práticas para atingir o objetivo fim. Desse modo, ao planejar a abordagem do conteúdo ao longo do semestre de 2018.1, verificou-se a necessidade de aproximar o aluno do conteúdo de maneira mais leve e intuitivo, deixando claro o rebatimento da teoria à prática. A componente curricular é basicamente estudada através do desenho técnico a instrumento, onde são exploradas as variáveis relacionadas à percepção espacial e sua representação bidimensional segundo convenções e normas. Por se tratar de uma componente do primeiro período do curso a estratégia traçada foi, primeiramente, familiarizar os discentes com os instrumentos de desenho, tendo em vista que, para muitos se tratava do primeiro contato com os mesmos. Após se familiarizarem com os instrumentos e algumas noções iniciais incluídas as convenções técnicas a sua aplicação prática ocorreu através da confecção física dos elementos desenhados nas pranchas técnicas, com ordenamento livre. Ou seja, a atividade desenvolvida em equipe foi criar elementos geométricos que configurassem uma mandala com uso de todo conteúdo abordado (escalas, formas geométricas, composição, arcos, usos de instrumentos tais como escalímetro, compasso, réguas paralelas e esquadros) e logo após transportar esse elemento até então abstrato para a realidade. Para tanto foi utilizado elementos físicos capazes de reproduzir o elemento pensado e criado numa realidade palpável, induzindo o aluno a perceber características peculiares da execução de uma obra projetada. Trás ao aluno a capacidade de relacionar, apontar, planejar, coordenar e aplicar os conteúdos vistos em sala na atividade. A sua primeira “obra” de arquitetura saí do papel e se concretiza para todos, pois as atividades foram feitas no jardim externo em frente às salas e com grande repercussão juntos aos outros alunos e instigando a interação entre os mesmos (figura 1). 35 Figura 1. Construção da mandala baseada no projeto desenhado. Figura 2. Construção do painel de módulos 36 Figura 3. Resultado das construções acumuladas de mandala e painel O mesmo conceito foi aplicado em uma segunda atividade onde o objetivo similar tratava da reprodução de um módulo elaborado pelos alunos com referência de uma obra de arquitetura na confecção de um painel compositivo resultante do arranjo de cada módulo. Da mesma forma que a atividade anterior, também houve o transporte e apresentação do objeto em tamanho real, visto seu projeto ser elaborado em desenhos técnicos com os assuntos cumulativos (figura 2 e 3). Todo esse material e adoção de metodologia diferenciada foi o alicerce lançado para a apresentação do conteúdo considerado mais difícil para os alunos: o método de monge ou a 37 geometria descritiva propriamente dita. Nesse momento a noção de percepção espacial é o ponto chave para êxito. Com essa perspectiva o objetivo principal foi trazer para aula elementos capaz de despertar interesse, aumentar a participação, desenvolver criatividade e autonomia, promover diálogo e resolver situações-problema. Para de tal maneira a abstração comum anteriormente passa a ser mais perceptível com a adoção dos docentes de elementos físicos (maquetes) capazes de correlacionar o conteúdo até então intangível com algo que pode se compreender, tocar e manusear de maneira intuitiva. Nesse ponto foi criado pelo Arquiteto e Professor Dimitri C. R. Lima um jogo capaz de atingir os objetivos ora citados. Tal jogo utiliza o conceito de gamificação como prática capaz de minimizar o desinteresse e aversão à disciplina (figura 04). Esse jogo foi desenvolvido para facilitar o entendimento sobre alguns conceitos da geometria descritiva e dessa forma aprimorar a percepção espacial dos jogadores e as habilidades na confecção de desenhos técnicos em escalas. Utilizando a abordagem de um jogo de tabuleiro com referência nos jogos de RPG (roler playing game) essa plataforma permeia o imaginário e a criatividade dos participantes abordando os assuntos da geometria descritiva, através do método de monge, utilizando as épuras como plano de fundo e a dupla projeção ortogonal visualizada diretamente no cenário do jogo. Explora-se os conceitos iniciais, a localização dos pontos no espaço, sua correta representação segundo a notação cremoniana, as suas localizações, seu rebatimento na épura, tipos de reta, pertinência de ponto a reta, planos de projeção, plano bissetores, tipos de planos, entre outros. Figura 4. Jogo Criado pelo por Dimitri C. R. Lima – GDGAME 38 39 Baseado numa história fictícia se utiliza de nomes comuns no tocante à geometria descritiva de uma forma descontraída e lúdica como alternativa para quebrar a resistência inicial que muitos iniciantes e até mais experientes tem quando o assunto é gd. Todo material produzido tem uma abordagem didática, com uso de itens de fácil apreensão e utilizando de mecanismos que facilitam a intuição do jogador na absorção do conteúdo, como uso de cores, dados associados, modelos espaciais e um cenário lúdico. A aplicação desse jogo ocorreu em sala e como atividade extrasala e teve grande aproveitamento junto ao conteúdo e na formação cognitiva e do pensamento espacial necessário a disciplina. Ainda, após as atividades também se utilizou, como elemento de revisão, o já conhecido Kahoot interagindo de maneira direta e em tempo real com os alunos. Sobre a elaboração supervisão da Arquiteta e Professora Camilla Furtado na aplicação do mesmo. 40 Como atividade final houve também a preocupação de aproximar os alunos ao conteúdo a ser abordado pela disciplina de oficina do desenho e sua subsequente, desenho arquitetônico, procurando a interação entre disciplinas do mesmo período e dos períodos posteriores. A mesma consistia em aplicações práticas de tratamento artístico, instrumental e de confecção de maquetes físicas representativas do objeto de estudo. Como mecanismo para verificação da eficácia e melhoramentos também foi aplicado formulário junto aos alunos para que mencionassem através de perguntas específicas seu conhecimento e domínio sobre os assuntos de Geometria Descritiva, tendo como resultado mais de 97% dos alunos indicando ter apreendido o conteúdo. 41 Por fim, como primeira abordagem dessa metodologia, as práticas adotadas demonstraram de maneira clara o campo de possibilidade para melhorar o aprendizado e formas de relacionar os assuntos junto aos alunos. Com a premissa na interação, participação e visualização dos aspectos das disciplinas nos seus vários ramos de aplicação junto à arquitetura e o urbanismo. As experiências obtidas no semestre apontam para encaminhamentos capazes de aperfeiçoar essas técnicas e criar variações para evitar a monotonia das práticas já obsoletas da educação tradicional sem, no entanto, desassociar as responsabilidades inerentes ao futuro profissional. Ou seja, não adianta grandes invenções e jogos que apenas divertem, mas não formam e educam eficazmente. Tais experiências em sua amplitude ajudam aos alunos a lidarem com várias situações corriqueiras do dia a dia profissional, seja no nas frustrações ou no êxitos, com respeito a ética e o trabalho em equipe. 48 O resultado foi uma camiseta esportiva de lados assimétricos, que melhor acomodasse o lado saliente do corpo, oferecendo conforto e uma boa visibilidade da peça sobre o corpo sem destacar tanto a deficiência assim como não ficar repuxando de forma desconfortável. Figura 03: Camiseta esportiva/ Escoliose Fonte: Desenvolvida pelo grupo 02. Grupo 03: cadeirante O público de cadeirantes é bastante diversificado em relação a gravidade da limitação física. Com isso o público desse grupo que foi selecionado foi o com deficiência motora inferior, mais de dependência de cadeira de rodas e o desafio foi elaborar e desenvolver uma peça do vestuário que proporcionasse beleza, auto dependência e conforto junto ao uso da cadeira de rodas. Figura 04: Modelagem/ cadeirante 49 O resultado final foi uma jaqueta com uma proposta de auto vestimenta através de de um zíper na parte das costas e com um cordão que poderá ser ajustado pelo próprio cadeirante na frente sem o auxílio de outra pessoa e de acordo as novas tendências da moda. Figura 05: Jaqueta cadeirante Fonte: Desenvolvido pelo grupo 03 Grupo 04: obesos Obesidade é uma doença que se caracteriza com o acúmulo excessivo de tecido adiposo em volta do corpo de qualquer ser vivo. E com isso dificuldades para esse público são constantes e no consumo de moda não é diferente. Figura 06: Moda plus size Fonte:Melplussize Impactos Ao entender o quão amplo é o campo da moda e perceber que existem diversas lacunas que não atendem todos os públicos, este trabalho mostra-se de extrema importância para compreender que as diferenças existem na sociedade e devem-se contemplar todos os seres humanos já que a finalidade da moda é tão ampla e capaz de elevar a autoestima do indivíduo. O fato de trazer situações cotidianas para sala de aula faz com que o discente e nós docentes possamos trazer reflexões pertinentes e possibilidades de interagir com as técnicas apresentadas 50 durante as aulas. Ter o contato real com a situação proposta faz com que o envolvimento do aluno seja mais intenso, buscando resultados inovadores para o mercado de moda. As reflexões abordadas através dessa atividade trazem à tona uma problemática existente visando necessidade de aprofundamento e pesquisa não só apenas no âmbito acadêmico, mas em todas as esferas da sociedade através de políticas públicas sociais. Vale ressaltar que a inclusão definitiva da pessoa com algum tipo de deficiência depende de um conjunto de ações, e para que isso ocorra é preciso garantir alguns aspectos para que a pessoa se sinta de fato integrada à sociedade. Sabemos que o designer, estudantes e profissionais da área tem muito a contribuir, pois trazem consigo a capacidade de propor soluções e trazer posicionamentos pertinentes e capazes de suprir e atender as necessidades de um público específico, seja por meio da moda ou por qualquer outro aspecto. Considerações finais Assim a experiência realizada com os alunos do curso de Design de Moda é importante salientar o surgimento do interesse destes pela temática de inclusão social, onde foi possível enxergar notoriamente o engajamento e a satisfação de solucionar e refletir sobre o assunto, pois tiveram a oportunidade de dar sua contribuição e trazer soluções para produtos com o olhar mais humano para a inclusão social. Acredita-se que as peças de roupas desenvolvidas após a análise das necessidades e possibilidades ergonômicas do público-alvo estudado permitirá que produtos diferenciados sejam desenvolvidos com foco na modelagem, pois entende-se que para corpos diferenciados, além de aplicações de técnicas de modelagem, devem ser aplicadas variações que acompanhem as alterações às quais o corpo se expõe. Tendo em vista que a modelagem do produto é de extrema importância e relevância, principalmente, quando se refere a um público com características tão especificas a serem estudadas e analisadas durante o desenvolvimento do produto. Despertar esse olhar requer sensibilidade e mais do que isso, se colocar no lugar do outro. Que outros pesquisadores e profissionais possam continuar essa pesquisa ampliando ainda mais os horizontes para temas como este que tanto necessitam da nossa atenção. Referências bibliográficas ONES, Kenneth Lyons. Padrões reconhecíveis de malformações congênitas. 5. ed. São Paulo: Manole, 1998. xviii, 846 p, il. KORBES, Rafael; LASCHUK, Tatiana; COSTA, Thays Neves. Estudo de modelagem plana para pessoas com nanismo. In: 10º Colóquio de Moda, 2014, Curitiba. 10º Colóquio de Moda, 2014. SOUSA, Rosângela Elisa de. Moda inclusiva, reconhecendo a necessidade da criança cadeirante. Junho, 2016. IIDA, Itiro. Ergonomia projeto e produção. São Paulo: Blucher, 2011. 51 A CONTABILIDADE PÚBLICA COM FOCO NO CONTROLE SOCIAL PARA O ACOMPANHAMENTO DAS FINANÇAS DO GOVERNO Josivan de Oliveira Ferreira A Contabilidade Pública fornece aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica e física do patrimônio público, bem com as suas variações, dando apoio à tomada de decisão, a prestação de contas e a instrumentalização do controle social (BEZERRA FILHO, 2015). Controle Social é uma forma de atuação do cidadão na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da Administração Pública (Controladoria Geral da União [CGU], 2012). Essa participação é indispensável, pois contribui para a boa e correta utilização do dinheiro público, favorecendo com que as necessidades da sociedade sejam realizadas de forma eficiente (CGU, 2012). No entanto, para que os cidadãos possam desempenhar de forma eficaz o controle social, é necessário que sejam incentivados e obtenham orientações sobre como se tornarem fiscais dos recursos governamentais. Dada a importância da ciência contábil nas informações que são disponibilizadas para a sociedade, intensificou-se no conteúdo ministrado da disciplina de Contabilidade Pública, uma apresentação minuciosa dos mecanismos utilizados pelo governo que favorecem ao acompanhamento orçamentário referente à execução das receitas e despesas públicas nas esferas federal, estadual e municipal. Deste modo, as aulas presenciais passaram a ser ministradas no laboratório de tecnologia, contribuindo para que os estudantes, individualmente, tivessem acesso à internet, levando-lhes a sites de transparência das ações governamentais, tais como: Portal da Transparência do Governo Federal, Portal do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Portal do Sistema de Acompanhamento dos Recursos da Sociedade (SAGRES) On-Line, Portal do Governo do Estado da Paraíba, Portais das prefeituras de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, e outros. As informações coletadas pela rede móvel contribuíram para que os alunos apurassem dados das receitas e despesas, durante 2017, de determinado município paraibano de sua livre escolha, contribuindo para a elaboração de uma planilha de cálculo que permitiu encontrar o resultado da execução orçamentária de cada gestão municipal e diagnosticar um panorama geral do Estado quanto aos gastos sociais. Mediante atividade executada em sala de aula, percebeu-se uma maior motivação dos estudantes quanto ao conteúdo ministrado e muitos deles que não pertencem a capital, puderam analisar a atuação da gestão pública de sua cidade natal, e nesse ínterim, ocorreram sentimentos de aprovação ou desaprovação aos recursos públicos empregados. Outro fator relevante foi o aumento da aceitação da disciplina, composta por técnicas específicas e não convencionais, tendo em vista que os discentes perceberem a importância dela na composição dos dados coletados que contribuem para a execução do controle social pela sociedade. A situação vivida proporcionou gratificação pela atuação docente, tendo em vista que proporcionou melhor entendimento do conteúdo ministrado na disciplina, além de disseminar alguns mecanismos de acompanhamento das ações dos gestores públicos, em especial no Brasil, devido a sua extensão territorial, grande número de municípios que possui e constantes notícias relativas à corrupção no ambiente político. 52 LÓGICA DOMINANTE DE SERVIÇO NO ENSINO DE PROJETO DE INTERIORES Estela Maris de Medeiros e Oliveira Pablo Felipe Dias Nogueira Introdução Este relato apresenta um estudo de caso de uma visão geral da lógica de serviço aplicada a fim de estimular novas perspectivas no desenvolvimento de projetos. Tendo como referência caso desenvolvido pela Aalto University, na Finlândia, foi desenvolvido no componente curricular Interiores IV – Serviços e Mobiliário, do Curso Superior de Tecnologia em Design de Interiores, a aplicação de métodos de design para exercícios de concepção de espaços. O objetivo é expandir o debate sobre lógica dominante de serviço e propor novos métodos de ensino de projeto. Descrição da experiência O desafio proposto aos alunos foi o desenvolvimento de uma proposta de requalificação fundamentada na Lógica Dominante de Serviço para o Espaço de Vivência Acadêmica – EVA. As etapas do componente foram planejadas seguindo as fases do design thinking para o desenvolvimento do projeto sendo trabalhados os conhecimentos, habilidades e atitudes previstas para o componente. A fim de desenvolver no aluno a habilidade de identificar através de métodos de pesquisa as necessidades do projeto correlacionando às tendências, técnicas e tecnologias adequadas ao usuário, na imersão foi trabalhado o alinhamento conceitual e prático das diferentes ferramentas de design de serviços e maneiras de aplica-las em projetos de interiores. Foi desenvolvida visita técnica para promover no aluno a atitude de manter o hábito de observação ativa e participante na busca por aprimoramento técnico. Foi promovido um workshop com stakeholders, quando os alunos coletarem informações dos atores envolvidos nas atividades que ocorrem no espaço de intervenção utilizando as ferramentas estudadas. Para análise e síntese dos dados foi desenvolvido coletivamente um blueprint com descrição e definição dos diferentes elementos e processos presentes nos serviços realizados no espaço. A cocriação foi estimulada na fase de ideação. Com intuito de estimular no discente a habilidade de planejar ambientes a partir dos preceitos do design de serviço, foi prototipado no EVA uma proposta de setorização e zoneamento dos espaços desenvolvida em conjunto pelos alunos. Os resultados foram avaliados e novos requisitos foram considerados para o projeto, caracterizando o aspecto flexível do design thinking. A finalização da prototipação para especificação detalhada do projeto foi trabalhada individualmente pelos alunos a fim de aperfeiçoar nestes as habilidades de domínio técnico de representação gráfica em projeto executivo e detalhamento construtivo. Impactos Acerca das práticas metodológicas aplicadas no ensino de projeto, verificamos que a abordagem em serviço aplicada ao ambiente construído pode contribuir significativamente na proposição de novas estruturas ou mesmo na requalificação de ambientes, permitindo que ambientes projetados tenham seus programas definidos de modo otimizado, com melhor aproveitamento de espaços, sobrepondo funções e atividades a partir de um melhor desenho da interface usuário-edificação, compreendendo a edificação como um ambiente híbrido. 53 Considerações finais Consideramos que a propositura de disciplinas práticas investigativas permanentes na carreira acadêmica contribui para a formação do profissional egresso permitindo que conhecimentos de vanguarda cheguem mais rapidamente ao mercado. Também consideramos relevante apontar o entusiasmo dos discentes como reflexo de práticas experimentais em ambiente acadêmico onde o docente se coloca em posição de pesquisador junto ao discente. 54 E-COMMERCE NA PRÁTICA: CONSTRUINDO UM SITE DE NEGÓCIOS Lívia Nogueira Pellizzoni Introdução O comércio eletrônico é uma realidade na conjuntura mercadológica atual. Mesmo as empresas que funcionam de maneira física estão cada vez mais sendo forçadas a migrar para o meio digital. Por esse motivo, incluir os alunos nesse processo a partir da construção de um site, permitiu ter uma percepção ampliada de quais cuidados o empreendedor precisa ter ao tomar essa decisão pelo virtual. Descrição da experiência Com vistas a desenvolver o espírito empreendedor e a capacidade de tomada de decisão, os alunos da disciplina Comércio Eletrônico foram apresentados a ferramentas de modelagem de negócio, a fim de que, de modo experimental, pudessem vivenciar decisões pertinentes ao uso do comércio eletrônico. Dessa forma, a atividade inicialmente foi desenvolvida por meio de estratégias de Design Thinking, em que os alunos pensaram em ideias de negócios que atendessem a demandas específicas. A partir das ideia, em equipes, os alunos começaram a desenvolver um site utilizando a plataforma gratuita wix.com que já dispõe de templates padrão para diversos segmentos, além da utilização de algumas outras plataformas gratuitas de design (canva.com) e bancos de imagens gratuitas (freepik.com e pixabay.com). Como o foco da disciplina não era programação, essa plataforma foi bastante conveniente para a experiência. Assim, os alunos pensaram em conteúdos de apresentação da ideia de negócio, descrição das atividades (bens e/ ou serviços) e método de funcionamento, com linguagem que fomentasse a co-criação de valor, por meio dos quatro blocos de co-criação propostos por Prahalad e Ramaswamy (2004): diálogo, acesso, riscos/benefícios e transparência. Além disso, os alunos incluíram gatilhos mentais baseados na obra de Robert Cialdini (2012), bem como estratégias de Inbound Marketing. Durante o processo, os alunos também pensaram em segurança da informação, elaboração de termos de uso, 1ogística reversa, uso das cores, direito de imagem e direitos do consumidor. Impactos Embora não seja objetivo da disciplina que o aluno entenda de programação, a experiência proporcionou um aprendizado contextualizado, dado que os mesmos puderam identificar na prática os vieses envolvidos no comércio eletrônico. Tal atividade, além de instrumentalizar os alunos com ferramentas gratuitas que já podem servir para quem pretende iniciar um negócio, também permitiu aos mesmos que pudessem desenvolver o senso crítico e analítico na hora de contratar um profissional ou trabalhar com um negócio online. Considerações finais Os sites criados pelos alunos apresentaram qualidade bastante razoável e consistente com os tipos de conteúdos e impactos relacionados às decisões tomadas. Como consequência, os alunos demonstraram bastante entusiasmo na elaboração da atividade, demonstrando amadurecimento 55 criatividade e links com outras disciplinas. Inclusive alguns já começaram a utilizar para projetos e negócios pessoais. Referências CIALDINI, Robert B. As armas da persuasão. Rio de Janeiro: Sextante, 2012. PRAHALAD, Coimbatore K.; RAMASWAMY, Venkat. Co-creation experiences: The next practice in value creation. Journal of interactive marketing, v. 18, n. 3, p. 5-14, 2004. 56 FORTALECIMENTO DO AMBIENTE VIRTUAL (AVA) NA DISCIPLINA DE SISTEMAS CONTÁBEIS Josivan de Oliveira Ferreira O Sistema de Informação Contábil (SIC) são os meios utilizados pelo contador geral para realizar a contabilidade e o fluxo da informação contábil dentro de uma empresa, fazendo com que esta ciência seja utilizada em toda a sua plenitude (PADOVEZE, 2015). Conforme Gil (2010, p. 4), “o SIC possui a característica de consolidar os demais sistemas contábeis de outras áreas da empresa, inclusive os de missões operacionais (compras, contas a pagar, contas a receber, tesouraria, faturamento etc.), os quais são subsistemas daqueles”. Dentro deste contexto, surge a visão do enfoque sistêmico, onde as partes podem ser vistas com suas finalidades distintas, porém, sempre prevalecerá a visão da totalidade que culmina aos objetivos finais do sistema. Tendo em vista a importância do enfoque integrado na disciplina de Sistemas Contábeis e as aulas serem ministradas no laboratório de tecnologia, as atividades educacionais no sistema de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) foram intensificadas. Neste caso, o conteúdo foi abordado mediante pesquisas no Centro de Informação, especificamente na Biblioteca Digital, onde os estudantes eram direcionados para a literatura disponível pertinente a matéria. Além do mais, durante o tempo de aula, foram elaborados questionários no AVA que permitiam diagnosticar o assunto do dia e ter um feedback imediato logo após a resolução das questões. Outro aspecto utilizado para haver interação dos alunos com o ambiente tecnológico disponibilizado foi a aplicação das Avaliações de Aprendizagem no AVA, durante os três estágios, apresentando uma abordagem diferenciada quanto a medição do conhecimento adquirido por eles. A composição da nota avaliativa baseou-se na média aritmética das etapas que compreenderam as participações nos exercícios realizados em sala de aula pelo AVA, por meio de questões objetivas e subjetivas, e a aplicação da prova virtual, cujo peso para composição da nota final variava de acordo com o número de atividades desempenhadas. Por exemplo, se durante a execução do conteúdo ministrado ocorreram 3 (três) exercícios realizados no AVA, a nota destes seriam computadas e o peso da prova virtual seria de 0,7 (sete décimos). Diante da sistemática utilizada, pode-se demonstrar na prática a essência do enfoque sistêmico, mediante os próprios elementos que favoreceram a aprendizagem do conteúdo, pois com a utilização interdependente das ferramentas disponíveis (Biblioteca Digital, AVA, slides, conteúdos escritos e digitais, debates, seminários), procurou-se atingir o objetivo final que sempre esteve atrelado à aquisição do conhecimento necessário para uma boa formação profissional. Percebeu-se que no decorrer das atividades desempenhadas os discentes mantiveram-se atentos aos conteúdos ministrados, tendo em vista que os exercícios virtuais atribuíram um período de tempo determinado para a sua conclusão, bem como acelerava o processo de assimilação através dos erros cometidos, ao passo que os retornos destes eram rapidamente demonstrados. Outro fator de destaque foi o aumento do interesse nas atividades de ensino pelos alunos que apresentaram dificuldade de aprendizagem, porém demonstravam ser verdadeiros peritos no uso da tecnologia através do celular, notebook ou ipod. 57 A IMPORTÂNCIA DAS SIMULAÇÕES REALÍSTICAS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM EM URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS Albertina Martins Gonçalves Fabiana Angelo Ferreira Introdução Trabalhar em urgência e emergência exige do profissional que ali atua conhecimento, destreza, rapidez, equilíbrio emocional, pensamento crítico, habilidade manual, trabalho em equipe e paciência, para minimizar as situações de risco de vida, pois se o profissional não estiver preparado, poderá implicar em agravo ao paciente, principalmente diante da pressão sofrida durante os atendimentos pré-hospitalar. Em se tratando de assistência relacionada ao atendimento pediátrico, entende-se que esta equipe compreenda a particularidade desses pacientes que muitas vezes não conseguem expressar seu sofrimento, principalmente quando se não estiver evidente. Pensando nessa especificidade, o Curso de Enfermagem do UNIPE, através da disciplina de Assistência de Enfermagem a Criança e ao Adolescente, entende que a utilização de simulações realísticas (SR) ao atendimento do paciente crítico pediátrico, contribui para um aprendizado satisfatório, colabora com preparo do discente para o mercado, além de levar o aluno ao raciocínio crítico, estimulando a ação participativa em sala de aula. Descrição da experiência As atividades são realizadas na parte externa do campus universitário UNIPE, com equipamentos de urgência necessários, considerando pacientes pediátricos clínicos e/ou traumáticos, tendo o professor da disciplina em foco como mediador, para que haja melhor compreensão da atividade proposta. São considerados vários pontos para finalização da atividade. O primeiro ponto é a divisão dos grupos contendo máximo de seis alunos, número considerado suficiente para uma assistência qualificada. Em seguida, através de sorteio, é decidido qual o tipo de atendimento será designado aquela equipe, tendo como base a referência do PHTLS atual, ministrada em sala de aula. As vítimas utilizadas em tipos traumáticos são os alunos de menor estatura, que passam por caracterização através de pinturas e maquiagens artificiais, com fraturas exposta e/ou fechadas, trauma crânio-encefálico (TCE), trauma raquimedular (TRM), queimaduras, afogamento, choques elétricos, amputações traumáticas, e os manequins solicitados na Clínica Escola Florence Nightingale,quando se tratar de crianças menores com sinais de asfixia e necessitar de técnicas de Ressuscitação cardiopulmonar com uso desfibrilador externo automático. A partir desse ponto, os grupos devem fazer questionamentos relacionados ao caso exposto, planejar a assistência, decidir de forma organizada e harmoniosa, de acordo com as prioridades, qual a melhor conduta deve ser adotada, de modo que possa ser solucionado o problema apresentado, além de construção da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). 64 interação do grupo; reflexão na construção do pensamento; exploração da capacidade criativa; treino da oratória. Considerações finais A proposta de trazer pra sala de aula a escrita e a leitura, resgata ícones importante na construção do conhecimento científico que se estende para o âmbito pessoal. Dessa forma é preciso estimular o discente a se preparar para vida e se apropriar da língua, nosso instrumento de transformação, haja vista a necessidade de se comunicar, seja pelas palavras, ou pelas letras, pois a importância de um professor em sala de aula vai além da transmissão de conteúdos. Os discentes tiveram a atividade como algo positivo e relataram que deveria acontecer com frequência. 65 CRIAÇÃO DE CONTEÚDO PEDAGÓGICO PARA REDES SOCIAIS COMO CHAMARIZ PARA O UNIPÊ VIRTUAL Hebert Vieira Durães Waleska Vasconcelos Arthur Souto Glauber Lucena Antonio Albuquerque Toscano Filho Introdução O Unipê Virtual é uma das mais ricas ferramentas no conceito mobile learning e que se encontra em disputa da atenção do aluno com as redes sociais. Elas pulverizam o interesse do discente que utiliza o mesmo equipamento para estudos e entretenimento. Vídeos cômicos, memes diversos e fake news de todo gênero furtam o interesse do aluno em buscar, mesmo que no mesmo dispositivo móvel, conteúdo de valor acadêmico, pois aquilo que não está em seu feed não o atrai com entusiasmo. Nesse contexto, surge a seguinte indagação: como atrair mais o estudante de Direito para as aulas do ambiente virtual sem perder a qualidade acadêmica, mas tornando o convite mais contextualizado à sua geração? Descrição da experiência Foi assim que surgiu a ideia de criar pequenos vídeos (de 2 a 7 minutos) de aulas sobre um assunto delimitado, de forma descontraída e objetiva. Os vídeos (que terão trechos exibidos na apresentação) foram elaborados em ambiente caseiro, com um cenário de biblioteca improvisada num quartinho do professor. Depois de gravado, o vídeo sofre pequenas edições e, em seguida, é postado no canal YouTube do docente. Feito isso, realiza-se a incorporação do link do vídeo para o Unipê Virtual, utilizando a ferramenta “editar código HTML”. Na sequência é feito um “trailer” de 30 segundos com um trecho chamativo, mormente com uma pergunta (“você sabe o que é trespasse”). Por fim, com a ferramenta “encurtador de URL” do Google, o link é compartilhado com o pequeno vídeo (de 30 de segundos) no instagram, facebook e grupos de whatsapp de alunos e líderes de alunos, direcionado para o Unipê Virtual. Dessa forma, os egressos acabam sendo atingidos também (sobre esse aspecto, vide “impactos”). Impactos Com a prática descrita foi possível perceber três impactos. O primeiro foi o aumento da utilização da sala de aula virtual das disciplinas de Direito dos Contratos e Direito Empresarial I, às quais o professor estava vinculado como docente. O segundo foi a utilização dos conhecimentos compartilhados no vídeo, que puderam ser aferidos em questões discursivas das avaliações. O terceiro foi o engajamento dos discentes (curtindo, compartilhando e comentando) com a consequente otimização da relação “professor x aluno”. Por fim, e não menos interessante, é que os egressos acabam sendo atingidos pelos “vídeossinopses” compartilhados nas redes sociais, fazendo-os a buscar, através dos mecanismos de chat, mais informações sobre novos projetos do curso de Direito, indagam sobre cursos de curta 66 duração e de pós-graduação, programas de revisão para a OAB, empregabilidade e outros assuntos academicamente relacionados. Considerações finais Considerando, portanto, que as redes sociais têm um crescimento significativo no Brasil (sobretudo entre jovens), com pessoas interessadas em fazer parte dessas comunidades que são lugares de trocas experiências e informações, é possível utilizar as mídias sociais como facebook, instragram, youtube, twitter, entre outros, como forma de atrair o aluno para a riquíssima plataforma acadêmica que é o Unipê Virtual, gerando assim aumento significativo do acesso ao UV, engajamento e otimização das relações entre alunos e professores. 67 APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS Ivo Cilento Introdução Para conduzir um projeto ao sucesso, o gerente de projetos precisa encontrar o equilíbrio exato entre gerenciamento e liderança a cada situação. Estudos do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI) resumiram as competências que as organizações buscam nos gestores profissionais de projetos em três conjuntos de habilidades-chave: (i) gerenciamento técnico, (ii) liderança e (iii) gerenciamento estratégico e de negócios. Entre as habilidades de liderança, destacam-se a colaboração, a comunicação e o gerenciamento de conflitos por meio da busca de consenso e do balanceamento entre metas concorrentes (PMI, 2017). Por isso, uma das funções essenciais de um gerente de projetos é a integração, que ocorre em três níveis: processo, cognitivo (conhecimentos) e contexto (pessoas). Para garantir a integração, o gerente deve reconhecer e lidar com a complexidade de um projeto em suas três dimensões: (1) interdependência de componentes e sistemas, (2) ação combinada de pessoas e grupos diversos, (3) incerteza e ambiguidade (PMI, 2017). Dentro da área de conhecimento da Integração, um nos processos centrais é o desenvolvimento do Plano de Gerenciamento do Projeto (PGP), que consiste em definir, preparar e coordenar todos os componentes de um planejamento e consolidá-lo em um documento coerente e útil (PMI, 2017). O objetivo de se trabalhar a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) na unidade curricular de Gerenciamento de Projetos (GP) é dar a oportunidade aos discentes de: (1) escolher um tema que lhes seja significativo e motivador dentro da área de negócios de seu interesse, criando rápida vinculação com a disciplina (BENDER, 2015; MASSON, 2012); (2) trabalhar na metodologia ativa para que o aprendizado extrapole as quarenta horas-aula da unidade curricular (MEURER, 2014) configurado de acordo com o conceito de ABP, pode apoiar os alunos no processo de investigação e de planejamento de projetos. Para isso, realizou-se um estudo sobre as características estruturais e didáticas da aprendizagem baseada em projetos. Verificou-se de que maneira as tecnologias da informação e comunicação apoiam a ABP e como recomendações de conteúdos influenciaram os alunos em suas investigações. Após a realização do levantamento bibliográfico, a metodologia projetual, denominada ‘Projeto E’ foi configurada como modelo ABP. Com base neste, desenvolveu-se um sistema de gerenciamento e planejamento de projetos acadêmicos com dispositivo de recomendação de conteúdos. Em seguida, realizou-se um experimento prático com o uso do sistema para verificar as contribuições do mesmo no processo de ensino de projetos. Para obtenção dos dados, foram aplicados questionários aos alunos participantes, realizadas entrevistas aos professores orientadores, observados os relatórios de projeto e averiguada a frequência de registro de eventos no sistema. A análise e avaliação dos dados foi dividida em oito aspectos considerados importantes para a realização das investigações e planejamento em ABP, a saber: autonomia, discussão, reflexão, colaboração, organização, projetação, apresentação e avaliação. Observou-se que o sistema influenciou positivamente nos seguintes aspectos: 68 livre a organização das equipes, na gestão do tempo, no planejamento projetual, no trabalho a distância, na integração e sincronia dos alunos entre si e com os professores, na compreensão das estruturas metodológicos e no uso de métodos apropriados, nas investigações contextualizadas, na documentação do processo, na discussão e na colaboração entre as equipes, na comparação, revisão e avaliação dos projetos e na equalização da qualidade dos projetos.”,”URL”:”http://www. lume.ufrgs.br/handle/10183/115721”,”language”:”por”,”author”:[{“family”:”Meurer”,”given”:”Heli ”}],”issued”:{“date-parts”:[[“2014”]]},”accessed”:{“date-parts”:[[“2018”,7,5]]}}}],”schema”:”https:// github.com/citation-style-language/schema/raw/master/csl-citation.json”} ; (3) consolidar o aprendizado dos conhecimentos teóricos da metodologia e das ferramentas de GP, aplicandoas na prática para criar um PGP; (4) desenvolver as habilidades e atitudes que lhes habilitem a desempenhar o papel de líderes de projetos no mercado (DE LOS RIOS; RODRIGUEZ; PÉ, 2015) evolving from Graduate to Postgraduate Programs. The strategy was born from a cooperative model of Project Based Learning (PBL. Descrição da experiência O programa da disciplina de Gestão de Projetos segue em linhas gerais a sequência das dez áreas de conhecimento elencadas pelo PMI. A princípio, cada área de conhecimento deve compor também uma seção de um Plano de Gerenciamento de Projetos. O método adotado na disciplina consiste na elaboração progressiva de cada uma das seções do PGP pelas equipes, na medida em que o conteúdo das aulas avança pelas áreas de conhecimento. O tema do projeto é escolhido pelos grupos e validado pelo professor. Toda a interação de submissão dos capítulos e feedback é realizada pelo Unipê Virtual. Parte dos encontros presenciais é dedicada a esclarecimentos e orientações. Os exemplos utilizados em sala de aula, e até mesmo algumas questões de prova, são extraídos dos projetos da própria turma. Impactos Desde a escolha do projeto os participantes experimentam situações típicas de incerteza, ambiguidade e conflitos. São obrigados a buscar naturalmente ferramentas e técnicas tratadas no Guia PMBOK (2017) como a opinião especializada, o brainstorming, os grupos de discussão, as entrevistas, as técnicas de facilitação e o gerenciamento de reuniões. Como o trabalho se estende por praticamente todo o semestre, com avaliações parciais, os grupos percebem que é inviável tentar conduzir as partes isoladamente, e que a construção de um planejamento é uma elaboração progressiva com permanente revisão e interação entre as áreas de conhecimento. Os estudantes experimentam na prática o sentido da restrição tripla clássica: escopo, custo e prazo. Esse exercício proporciona a associação entre as habilidades e atitudes de liderança e trabalho em equipe com os processos de gerenciamento. Somente dessa forma o discente compreende que a gestão de projetos não pode ser encarada como um fluxo contínuo e determinístico. Considerações finais Projetos definidos e elaborados pelos próprios alunos são uma maneira eficaz para se lidar com turmas heterogêneas. A disciplina de Gestão de Projetos é procurada como eletiva por alunos de diversos cursos. A introdução da teoria em paralelo com o desenvolvimento do PGP pelos grupos facilita a compreensão da Gestão de Projetos como um framework generalista aplicável ao contexto de cada grupo. Através da ABP, a disciplina consegue ir além da exposição teórica para se tornar um exercício de habilidades. O uso da ABP permite que a disciplina, apesar de curta, não fique confinada às 40 horas-aula, e que os alunos explorem aspetos que vão além do conteúdo programático. Os Planos de Projetos carregam um grande potencial para uso interdisciplinar, de forma que uma sugestão para o futuro seria a utilização do mesmo trabalho por outras unidades 69 curriculares de maneira integrada. A limitação está por conta da demanda elevada de tempo para avaliação e feedback por parte do professor em turmas grandes. Referências BENDER, W. N. Aprendizagem baseada em projetos: Educação diferenciada para o século XXI. [s.l.] Penso Editora, 2015. DE LOS RIOS, I.; RODRIGUEZ, F.; PÉ, C. Promoting Professional Project Management Skills in Engineering Higher Education: Project-Based Learning (PBL) Strategy*. International Journal of Engineering Education, v. 31, p. 1–15, 4 fev. 2015. MASSON, T. J. METODOLOGIA DE ENSINO: APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS (PBL). p. 10, 2012. MEURER, H. Ferramenta de gerenciamento e recomendação como recurso na aprendizagem baseada em projeto em design. 2014. PMI. Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos - Guia PMBOK. Sexta Edição ed. Newton Square, PA: Project Management Institute, 2017. 70 USO DOS JOGOS DE SIMULAÇÃO EMPRESARIAL COMO METODOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS GERENCIAIS Ivo Cilento Introdução Lacruz (2004) explica a utilização de Jogos de Empresas como instrumento de aprendizagem usando o pensamento atemporal do filósofo chinês Confúcio, que assim descreve a ação do educando: “Ouço e esqueço; vejo e recordo; faço e compreendo”. Jogos de Empresas constituem uma técnica vivencial que não só aumentam o conhecimento, mas principalmente desenvolvem as habilidades por meio da prática gerencial repetida e fixam atitudes através da transposição de aprendizagem pelos acontecimentos fictícios de um cenário simulado para o ambiente real. O aspecto emocional que o jogo desencadeia, ao colocar os participantes como elementos ativos e centrais do processo de aprendizado, é um dos principais elementos do método (SAUAIA, 1989, 1995). Dentre diversas competências que são exercitadas durante a dinâmica do jogo, destacamse a visão holística do negócio, a capacidade de organização do grupo e de organização técnica do mesmo, a habilidade de planejar e cumprir atividades, habilidade de tomar decisões em curto espaço de tempo e a capacidade de priorizar ações (KNABBEN; DO AMARAL FERRAZI, 1996) A disciplina UNIPÊ Management Business Simulation é ministrada integralmente pela metodologia de Jogos de Simulação de Empresas. É amparada por uma moderna plataforma digital que simula uma competição de empresa de bens de consumo duráveis em oligopólio, as quais são dirigidas pelas equipes formadas pelos discentes. O objetivo desse componente curricular é trazer as competências em planejamento, implementação e avaliação de estratégias empresariais, bem como o processo decisório, para o centro do processo de ensino-aprendizagem. Descrição da experiência O UNIPÊ Management Business Simulation é uma unidade curricular semipresencial com carga de 40 horas-aula presenciais e 20 horas EaD no último período do curso de Administração em conjunto com Ciências Contábeis. Ela é dividida em quatro momentos principais. Na etapa de ‘Preparação’, os participantes estudam o modelo do negócio e conhecem as características do mercado. Cada equipe recebem um valor virtual de R$ 2.500.000,00 para implantar uma fábrica e iniciar as operações de fabricação, distribuição e venda. As informações são disponibilizadas por meio de vídeos e manuais. Uma vez familiarizados com as “regras do jogo” os alunos começam a etapa de ‘Planejamento’, que passa pelas fases de Diagnóstico (análise SWOT), Definição da Macro Estratégia (missão, visão e grandes meios como capacidade de produção e localização) e das Estratégias Funcionais (estratégias e políticas das áreas funcionais). Com o planejamento feito, inicia-se então a fase de ‘Implementação’, que consiste em uma série de ciclos semanais de decisão nos quais as empresas executam os investimentos e ações planejadas, bem como avaliam os resultados por meio de informações de mercado e demonstrativos financeiros e contáveis. 71 Por fim, após o encerramento da fase de ciclos de implementação da estratégia, os alunos passam a se dedicar à ‘Avaliação’ dos resultados de todo o período. Essa é uma etapa muito importante na qual as equipes fazem autoavaliação tanto quantitativa como qualitativa e preparam relatórios para apresentação em assembleia simulada com os acionistas. É o momento para discussão conceitual do desempenho e reflexões críticas de aprendizado. Semana a semana, são disponibilizadas, leituras, desafios, questionários, fóruns e notícias tanto no UNIPÊ Virtual quanto no ambiente de simulação para estimular e ajudar os alunos a acessarem os conhecimentos que lhes serão úteis na competição. Impactos É uma unidade curricular intensa e vibrante. Normalmente provoca grande engajamento na maioria dos participantes. Inicialmente provoca hesitação, receio e uma certa confusão, já que há um grau relativamente alto de liberdade sobre as ações a serem tomadas. Com o passar do tempo, na medida em que os resultados vão se tornando observáveis, as equipes tendem a crescer e seus membros demostram surpreendente amadurecimento na capacidade de compreensão e no discurso. As apresentações finais geralmente ocorrem após as bancas de TCC. Assim, com os alunos confiantes e orgulhosos pelas cifras virtuais que sentem terem produzidos, são apresentações de excelente nível técnico, mas também marcadas por espontâneas manifestações afetivas e emocionais, demonstrando profunda vinculação com o período de aprendizagem. As reflexões críticas nas autoavaliações demonstram expressivo avanço da capacidade de uso da informação e habilidade para tomada de decisão. Considerações finais Esse componente curricular é não só uma oportunidade para o exercício das competências necessárias a gestores e líderes, mas também uma oportunidade para os alunos resgatarem eventuais gaps remanescentes de sua formação em marketing, contabilidade, logística, gestão de pessoas, estratégia empresarial, entre outras. Recomenda-se a participação de professores das diversas áreas. Referências KNABBEN, B. C.; DO AMARAL FERRAZI, R. A Simulação Estratégica Como Alternativa Para Treinamento Para a Tomada De Decisão. Revista de Negócios, v. 1, n. 3, 1996. LACRUZ, A. Jogos de Empresas: Considerações Teóricas. Caderno de Pesquisas em Administração, v. 11, p. 93–109, 1 jan. 2004. SAUAIA, A. C. Jogos de empresas: tecnologia e aplicação. 1989. 117 f. [s.l.] Dissertação (Mestrado). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade–Universidade de São Paulo, São Paulo, 1989. SAUAIA, A. C. A. Satisfação e aprendizagem em jogos de empresas: contribuições para a educação gerencial. [s.l.] Universidade de São Paulo, 1995. 72 BUSINESS SIMULATION E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: UM PROCESSO DE APRENDIZAGEM ATIVA PARA TOMADA DE DECISÕES EM SITUAÇÕES DE CONFLITOS Flávio Maracajá Introdução Os novos desafios para propagação de conhecimentos exigem motivadores que interdisciplinarmente aproximem técnicas desempenhadas em sala de aula ao universo prático profissional do aluno. Logo, aos embasamentos teóricos, fundamento indispensável, é necessário simular desafios que motivem e agreguem conhecimentos. Em sua essência, os jogos de empresas computadorizados podem ser entendidos como metodologias ativas, desenvolvidas em laboratórios de simulações de determinados processos decisórios, dentro de determinados contextos empresariais propostos. Através das simulações de negócios, tradução livre do termo “Business Simulation”, o aluno testará os seus limites, tomando decisões organizacionais e conhecendo em seguida os resultados produzidos por elas. É uma aprendizagem prática que ocorre, simulando conhecimentos de gestão por meio dos jogos (BÊRNI, 2014; GRAMIGNA, 2007; SAUAIA, 2013). Compreender e regular as emoções próprias e dos outros torna-se habilidade imperativa, para responder a conflitos gerados por cenários turbulentos durante o processo de tomada de decisão. Nesse sentido, complementar ao Business Simulation, destaca-se o uso de uma teoria mais recente acerca da personalidade, a Inteligência Emocional proposta por Daniel Goleman, (SOBRAL, 2013). Segundo Sobral (2013), sua arquitetura conceitual concebe-se em: • Dimensão intrapessoal, componentes de autoconhecimento e autocontrole das emoções que se referem à capacidade de compreender e distinguir impulsos emocionais próprios e controlá-los em seu benefício. • Dimensão interpessoal, está relacionada à ligação do indivíduo com os outros, destacandose componentes de empatia ou de sintonia emocional, traduzida pela capacidade de compreender a natureza e as motivações das emoções dos outros, avaliando situações a partir da perspectiva alheia. Como, então, os alunos reagem as simulaões de negócios, quando expostos a estímulos conflituosos? A resposta ao questionamento de forma exitosa conduziu a seguinte experiência em sala de aula. Descrição da experiência O presente relato, trata de casos comparados que reportam a experiência pedagógica em 3 turmas, da disciplina Management Business Simulation durante os semestres 2017.2, vivenciadas 73 por alunos de (02) turmas diurnas, (P4- (CST: Logística, RH, Finanças) e (P8 - Administração/ Contábeis); e (01) turma noturna (CST: Logística, Finanças). A experiência integrou duas dimensões de atividades pedagógicas. A primeira dimensão da metodologia ativa, foi desenvolvida conforme procedimentos determinados em manual para as simulações por jogos de empresas, o Business Simulation. Os procedimentos são programados em 08 rodadas de jogos, utilizando um simulador de estratégia que exige decisões para as áreas de Marketing, Gestão de Pessoas, Produção, Pesquisa e Desenvolvimento e Finanças. A dinâmica do jogo evolui em quatro etapas sequenciais: preparação, planejamento, implementação e avaliação. A etapa de implementação evolui em períodos ou rodadas sucessivas de decisões e resultados. Cada período representa um trimestre de vida da empresa. Para essa primeira dimensão da metodologia ativa proposta, os alunos responderam às simulações, coletivamente em grupos de aprendizagem, exclusivamente obedientes às regras pré-estabelecidas. As exigências foram conhecer previamente as regras do manual e aplicá-las por simulações durante as etapas. Até a rodada 04 na fase de implementação, nenhum estimulo conflituoso, capaz de alterar a zona de conforto das empresas/grupos foi proposto. Cada grupo de aprendizagem, representando uma empresa, não recebeu alterações em sua composição de membros e dinâmica de trabalho. A segunda dimensão da metodologia ativa, embasada na teoria da inteligência emocional diferencialmente, foi incrementada por alterações na composição e dinâmica de trabalho, em momentos de tomada de decisões. Por conveniência foi selecionada a turma noturna do CST, composta por alunos de Logística e Gestão Financeira. A essa turma, a partir da Rodada 04 do jogo, incrementou-se às simulações, conduzidas até então exclusivamente pelas regras de manual, estímulos conflituosos que tiraram as equipes da chamada zona de conforto. Os estímulos abordaram nos aspectos da teoria, os seguintes pressupostos: • Intrapessoal, pautou-se no pressuposto de que, “Se os resultados financeiros reportassem cenários de falência, os membros que fizessem parte da equipe no momento estariam automaticamente reprovados”. Como proteção as equipes/empresas precisaram desenvolver e resgatar mecanismo de autocontrole e autoconhecimento adquiridos em disciplinas ao longo dos semestres anteriores. • Interpessoal, pautou-se no pressuposto de que “Cabe ao líder que no momento represente a empresa, indicar a demissão de um membro com desempenho inferior”. Com isso, após cada rodada do jogo em reunião simulada entre os Diretores da Empresa/Alunos e Investidor/Professor, observou-se como mecanismos de sobrevivência e defesa: rodízios entre líderes, bem como, preocupações com o fato de os demitidos repassarem informações estratégicas ao serem reconduzidos/contratados por outras empresas. O desenvolvimento das rodadas e a finalização dos resultados dos jogos, indicaram os seguintes impactos sobre a metodologia ativa proposta. Impactos O professor, ao assumir o papel de Investidor, figurou como intermediador, introduzindo os conceitos e apresentado os objetivos dos temas, corrigindo possíveis desvios de entendimento e mediando as simulações e reuniões, promovidas entre todos os grupos/empresas. A Tabela 1, demonstra a pontuação conquista por cada equipe, onde observa-se, que para a turma (P4-Noite), a métrica de pontos/participantes (34,20), revela um desempenho (18%) superior, ao considerar as medidas (28,82, P8-Manhã) e (28,12, P4-Manhã), turmas não abordadas pela Inteligência Emocional. 80 RELATO DE EXPERIÊNCIA: RECURSOS DIDÁTICOS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS UTILIZADOS NA DISCIPLINA DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ailza Silva de Lima Anamélia Cavalcanti Carvalho de Melo Introdução O objeto desse estudo foi descrever as atividades desenvolvidas em quatro turmas de Análise das Demonstrações Financeiras que compõem os cursos de Ciências Contábeis, Administração e Gestão Financeira. Esse relato abrange a teoria aplicada na prática e as inovações advindas das mudanças nas normas internacionais associada ao uso da tecnologia. Essa experiência vem sendo gradativamente modificada com base nas respostas dos discentes extraídas do feedback dos relatórios financeiros, como também na apresentação dos estudos de caso. Para o desenvolvimento dessa disciplina foi necessário o discernimento de conceitos internacionais e diretrizes internacionais disponíveis nas International Accounting Standards (IAS) e International Financial Reporting Standards (IFRS) emitidas pela International Accounting Standards Board (IASB). Com base na ementa da disciplina foi desenvolvida uma atividade com o objetivo de preparar o aluno para confecção de relatórios econômicos-financeiros direcionados pelos demonstrativos contábeis de empresas que fazem parte da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Descrição da experiência A disciplina foi desenvolvida a partir do conhecimento adquirido em disciplinas do curso de Ciências Contábeis com foco na preparação do aluno para elaborar relatórios econômicosfinanceiros que sejam direcionados aos usuários externos à tomada de decisão. Todo processo foi estruturado usando as Demonstrações Contábeis indispensáveis para todos os tipos de organizações. As 80 horas da disciplina foram divididas entre apresentação do arcabouço teórico e a prática da análise vertical e horizontal dos dados contábeis, a elaboração do cálculo dos indicadores que demonstram a situação financeira (indicadores de liquidez, endividamento e de Capital de Giro) e a situação econômica (índices de rentabilidade), a confecção do relatório, e a verificação de aprendizagem. Nesse processo, também foi avaliado o setor de atuação e as expectativas dos Stakeholders, obtidos através de programas financeiros disponíveis na internet. A cada encontro foi estudado uma demonstração financeira padronizada e a sua importância para tomada de decisão. Na impossibilidade da utilização de dados das empresas regionais, por não serem obrigadas a emitirem relatórios contábeis para a sociedade, utilizou-se de dados extraídos das empresas que são Sociedades Anônimas de capital aberto e estão subordinadas a Lei 6.404/96 e suas alterações. Os discentes apresentaram em sessão interativa e escolheram o procedimento de exposição do relatório confeccionado durante o semestre. Os casos corresponderam a empresas dos diferentes segmentos que fazem parte dos 19 setores de empresas não financeiras da B3 e os dados foram complementados nos sites da Investing.com, ComDinheiro.com, Revista Exame (Maiores e Melhores). 81 Impactos A experiência direcionou o discente a conhecer o cenário em que envolve todas as empresas nacionais e as expectativas dos Stakeholders. Foi visto que os relatórios contábeis tem como característica fundamental a relevância e a representação fidedigna das informações contábilfinanceira e o comportamento do mercado pode ser consequência das alterações dessas características. Considerações finais A metodologia aplicada na atividade desenvolvida em sala teve como objetivo o aproveitamento na prática dos conteúdos ministrados na disciplina de Análise das Demonstrações Financeiras, bem como estimular os alunos no processo de ensino-aprendizagem através das inovações advindas das mudanças nas normas internacionais associada ao uso da tecnologia. 82 CONSTRUINDO VÍDEOS-AULAS PARA O SUPORTE EM UNIDADES CURRICULARES PRESENCIAIS: UMA ESTRATÉGIA FORMATIVA Jânia de Faria Neves Introdução As novas formas de pensar e executar o ensino na atualidade precisar considerar a complexidade dos atores e dos recursos envolvidos. As informações fluem muito rapidamente, os recursos se atualizam e o perfil do discente não é mais o do aluno de 50 anos atrás. Pensar em estratégias que deem conta desse mix requer desenvolver no docente competências e habilidades que ele, sequer, imaginava ter que lidar há 10 anos. Um desses recurso é a construção de vídeosaulas, seja no suporte ao ensino presencial, seja para o ensino à distância (EaD). Alguns especialistas em publicidade e propaganda defendem que a força do recurso audiovisual reside no fato de que ele consegue captar múltiplas percepções, uma vez que une em um único espaço a imagem, o som e o que está sendo verbalizado. Transpondo isso para o ensino superior, a vídeo-aula disponibiliza um leque de informações que fica registrado para que o aprendente possa retomar as informações e rever a aula quantas vezes ele julgar necessário no seu processo de estudo. Considerando isso, o objetivo desse trabalho é relatar a experiência de construção de vídeos-aula para dar suporte a uma unidade curricular presencial. Descrição da experiência A experiência de construção de uma vídeo-aula e a estrutura que foi montada para dar suporte a ela foi iniciada definindo o tema da aula. Na primeira etapa da atividade foram criados os slides no programa Microsoft Office Power Point® contendo os tópicos que seriam discutidos, bem como as imagens que dariam suporte ao conteúdo. Esses slides foram salvos em formato jpeg (figuras). Em seguida, foi utilizado o programa HD Movie Maker Free®. Nesse programa, todas as imagens salvas anteriormente foram inseridas e, em seguidas, gravados os áudios correspondentes a cada imagem. Na fase final, após a formatação e sincronização dos áudios em cada foto, os vídeos foram salvos no computador e, em seguida, enviados para a nuvem no Google Drive® e no DropBox®. Uma vez salvos em um desses dois canais, os links foram disponibilizados no UNIPÊ virtual, em uma estrutura semelhante a uma atividade iniciada com a vídeos aula, seguida da disponibilização de material de apoio e, por fim, um fórum para esclarecimento de dúvidas e debates. Impactos Através dessa estratégia, os alunos referiram um melhor aproveitamento do conteúdo programático. Eles afirmaram que a vídeo-aula permitiu esclarecer dúvidas que ficaram pendentes durante a aula presencial, além de servir como base de apoio para o estudo. Considerações finais Vídeos-aulas, quando associadas a materiais de apoio, pode ser um importante recurso no suporte em sala de aula e para facilitar o estudo dos aprendentes fora de sala de aula. 83 GERENCIANDO MOMENTOS DE CRISE: COMO O UNIPÊ VIRTUAL PODE SER UMA ALTERNATIVA À PRESENCIALIDADE? Jânia de Faria Neves Introdução Em maio de 2018 passamos por uma situação atípica, dada à proporção nacional que tomou: a paralisação dos caminhoneiros. O que parecia ser uma atitude isolada, acabou por comprometer o país inteiro na distribuição de alimentos e outros bens de consumo, mas, principalmente, de combustível. Diante desse cenário, as instituições de ensino se viram em dificuldade para cumprir o calendário sem comprometê-lo, mas, tendo ciência do impacto social trazido pela paralisação que afetou gravemente o deslocamento dos seus estudantes e funcionários. Diante do cenário, o UNIPÊ, através da pró-reitoria de graduação (PROAC), orientou às coordenações de curso a buscar junto aos docentes alternativas para minimizar os danos decorrentes dos dias de suspensão das aulas. Posto isso, o objetivo do presente relato é apresentar soluções fáceis e viáveis para cumprir o calendário e o conteúdo programático utilizando o UNIPÊ virtual. Descrição da experiência A proposta ora apresentada inclui as orientações de projeto integrador (PI) e o conteúdo programático da unidade curricular “Fisioterapia na Saúde da Mulher e do Homem - FSMH”. A escolha por essas duas atividades se deu por dois motivos: a urgência do primeiro, haja visto que as defesas de PI aconteceriam na primeira semana de junho e algumas definições eram decisivas para os trabalhos serem concluídos e a segunda escolha considerou que os conteúdos programáticos que ainda seriam ministrados em FSMH fazem parte da base fundante da unidade curricular. Para solucionar o problema do PI, foi aberto um chat no UNIPÊ virtual e reuniões foram agendadas para acontecerem com os interessados. Uma vez que o chat funciona em tempo real, não houve espera para que os encaminhamentos fossem dados. Já para FSMH, criou-se uma atividade em que foram preparadas 3 vídeos-aulas, disponibilizado material de apoio, como artigos e, por fim, um fórum para que as dúvidas que fossem surgindo pudessem ser sanadas. O conteúdo das vídeos-aulas, assim como o material disponibilizado são os mesmos que seriam abordados em sala de aula. Impactos A recepção por parte dos alunos foi bem superior ao esperado. Não houve queixas, apenas elogios pela iniciativa e pela qualidade da aula e do material elaborado. O desempenho dos discentes na verificação teórica de aprendizagem foi bem semelhante ao que aconteceu nos semestres anteriores e, quando questionados sobre a importância da proposta executada, eles afirmaram que ter a vídeo-aula disponível para rever serviu para sanar dúvidas à medida em que eles iam estudando. No que se refere ao chat para as orientações, a receptividade foi muito superior ao esperado. Os alunos relataram que presencialmente as discussões ficam mais fáceis e rápidas, mas que o chat serviu como uma boa alternativa. 84 Considerações finais O moodle é uma ferramenta muito rica, cheia de recursos que, quando são conhecidos com propriedade, pode ser muito útil no suporte ao ensino. Chats, vídeos-aula, fóruns, atividades com texto online e possibilidades de elaborar questionários são muito valorosos independentemente do momento, seja ele em situações extremas, seja nas atividades cotidianas do fazer na docência. 85 PROPOSTA DE GAME PARA OS CONTEÚDOS DE FORMAÇÃO GERAL DO ENADE: “A CIDADE DO FUTURO” Jânia de Faria Neves Introdução A utilização de games para facilitar o processo de ensino e aprendizagem não é recente. Na educação infantil, por exemplo, essa prática é bastante comum, haja vista que o lúdico desperta a curiosidade e, consequentemente, o interesse. No ensino superior, a utilização de games vem sendo incorporada paulatinamente com boa aceitação. Isso se deve, principalmente, porque os jogos quebram a rotina dos conteúdos duros e dos formatos, muitas vezes, repetitivos, das técnicas de ensino. Paralelamente, um dos gargalos na formação no ensino superior é a formação geral. Esse déficit vem desde o ensino fundamental e do médio e se torna mais evidente no ensino superior quando o discente precisa de um capital social mais rico para dar conta da complexidade da formação superior. Considerando isso, o objetivo desse relato é propor, a partir de vivências em ciências sociais na saúde, a criação do game “A Cidade do Futuro” como meio para trabalhar os conteúdos de formação geral do ENADE. Desenvolvimento Em 2016 a unidade curricular “ciências sociais na saúde” do curso de Fisioterapia passou a ter suas problematizações geradas a partir de uma cidade fictícia intitulada “FisioCity” criada exclusivamente para esse fim. A cidade foi montada em um plano gráfico e contém todos os elementos de uma cidade de pequeno porte, como casas, moradores, igreja, lojas e uma história de sua fundação escrita para contextualizar o surgimento e muitos dos impasses sociais, econômicos e políticos da cidade. Diante do êxito, a proposta ora apresentada é transformar “FisioCity” na “Cidade do Futuro”. A partir da gameficação da cidade, será possível trabalhar questões de formação geral baseada nos tipos disponibilizados pelo banco nacional de itens. O game teria um formato de um jogo de tabuleiro, de forma que o jogador só avança, se acertar a questão. O acerto ou não implica na abertura de uma tela contendo uma breve explicação sobre a temática. Na distribuição da cidade, o aluno precisa percorrer as 13 grandes áreas temáticas da formação geral e essa distribuição será feita a partir de problemas que podem ser vistos em qualquer lugar do mundo. A cada acerto, o jogador soluciona o problema existente, avança de casa e estuda sobre o tema em questão. A complexidade das questões vai aumentando à medida em que o jogo avança, podendo ser usada a taxonomia de bloom como parâmetro para essa definição. O game poderia ser elaborado pela equipe da fábrica de software e ficar disponível para retroalimentação como objeto de aprendizagem no centro de informação. Impactos Através do game, é possível que se possa minorar a defasagem relativa aos conteúdos de formação geral do ENADE dando ao aluno uma oportunidade de fazê-lo de forma simples, divertida e sem maiores custos para a instituição. 86 Considerações finais A utilização de games no ensino superior pode ser um recurso extremamente efetivo, de rápida adesão, suprindo as necessidades dos discentes e viabilizando a resolução de uma dificuldade existente para a maiores das instituições de ensino superior do país. 87 ESTUDO DE AUTOS FINDOS HISTÓRICOS EM MATÉRIA DE DIREITO INTERNACIONAL Monica Lucia Cavalcanti de Albuquerque Duarte Mariz-Nóbrega Introdução O estudo de autos findos é modalidade de estudo de caso baseando-se em situações já decididas judicialmente. No caso dos chamados “autos findos históricos” foram escolhidos casos clássicos do judiciário brasileiro para o estudo por parte dos alunos, especificamente aqueles julgados em sede do Supremo Tribunal Federal. A situação a ser estudada já não necessariamente teria a mesma resposta pela aplicação dos atuais princípios de direito internacional, o que demanda duplo raciocínio, por exemplo, no início do século XX o fato de um estrangeiro ter filhos brasileiros não era óbce para a sua expulsão. Esta dinâmica já não é juridicamente aceita desde o antigo Estatuto do Estrangeiro e foi completamente e derradeiramente banida pela nova Lei de migração. Neste caso, estudar os altos findos de uma expulsão do início do século XIX permite observar justamente a evolução do Direito. Assim, e em primeiro lugar, a compreensão do caso inserindo-se no contexto da época e sob a égide de legislação distinta, sob a pena de se fazer observações anacrônicas. Em segundo lugar, o “transporte” do caso para a nova realidade, de modo a que se compreenda a evolução dos princípios de direito internacional. É uma atividade quase lúdica, pois permite verdadeiramente uma “viagem no tempo” e que tem se mostrado bastante eficaz. A técnica em si tem por objetivo geral inserir o discente no contexto prático vinculado a base teórica ministrada em sala de aula, permitindo, assim, a aplicação dos conhecimentos até então adquiridos por ele. Especificamente são vários os objetivos a serem alcançados: (a) primeiramente a aplicação prática da matéria teoricamente ensinada em sala de aula na disciplina objeto do componente curricular, isto porque a confusão de institutos pode levar a respostas completamente equivocadas! Por exemplo, de forma diversa da anteriormente comentada (em relação à expulsão), não é obstáculo à extradição o fato de o estrangeiro ter filhos brasileiros. Assim, que o discente seja capaz de identificar exatamente o instituto estudado é primordial. Com o estudo de caso e, mormente, de autos findos, a visualização é mais concreta; (b) a aplicação transversal do conhecimento adquiridos nas demais disciplinas que compõe a “matriz” curricular, respeitando-se o período no qual o discente está matriculado, no caso dos autos findos, o conhecimento tanto do Direito Processual Penal quanto do Direito Processual Civil são primordiais; é mais, conhecimento tanto presente quanto pretérito, permitindo estudo aprofundado de diversos aspectos de várias disciplinas, sendo estas apenas duas a mencionar; (c) o uso do raciocínio lógico para compaginar e bem empregar a opção mais adequada para o caso concreto, diante de várias soluções possíveis, devendo ser apresentada a mais adequada e justificado o motivo; bem como, (d) a utilização da legislação entendida em seu conjunto, e não somente artigos isoladamente considerados, permitindo a integração de conteúdos da própria matéria e de matérias correlatas; e, não menos importante, (e) a utilização de jurisprudência sobre a matéria. Observe-se que a perfeita sincronia entre aspectos internacionais e processuais são fundamentais para que se obtenha a resposta adequada, pois formam uma cadeia inexorável de 88 “componentes” jurídicos, cuja boa utilização vai para além de saber abrir um código em um artigo isolado. Requer raciocínio sincrético e dialógico. Um problema concreto enfrentado se refere ao fato de a disciplina Direito Internacional ser ministrada no nono semestre do curso de Direito. Semestre no qual os alunos normalmente também estão com a atenção voltada para o Exame Nacional da Ordem dos Advogados e somente duas das oitenta questões serem relacionadas diretamente com a disciplina. Assim, a conjugação interdisciplinar de matérias permite maior interesse do alunado, mesmo porque a tarefa passa a conquistar pelo caráter tanto lúdico quanto curioso dos casos escolhidos, pois que são praticamente “mitos” no universo jurídico. Ter acesso aos autos completos destes casos consegue chamar a atenção do discente, que passa não mais a ver o exercício como algo desinteressante, mas como algo diferente e instigante. Descrição da experiência Em primeiro lugar, o material foi disponibilizado por meio da sala virtual, haja vista alguns dos autos serem extensos, com ao menos uma semana de antecedência. Em 2018.1 foram escolhidos casos emblemáticos como a expulsão da Olga Benário; o Habeas Corpus da Família real, após o banimento e a primeira Constituição republicana; a extradição de Cesare Batistti; O caso de Franz Paul Stangl, ex-comandante de campos de concentração na Áustria e na Polônia, de 1967; o caso do Mafioso Tommaso Buscetta, de 1972; do ditador boliviado Luis García Meza Tejada, de 1994; do “estripador de Havel”, Gerd Wenzinger, de 1997; da cantora mexicana Gloria Trevi, de 2001; do ex-oficial da Marinha de Guerra portuguesa Rui Jorge Crujo da Silva Fonseca, de 2002; do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, de 2008; e, também de 2008, do major do exército argentino Norberto Raul Tozzo, suspeito de massacre. Em segundo, para desenvolver o trabalho, utiliza-se o método do estudo em grupo, permitindose, assim, o diálogo e a troca de ideias. Cada grupo deve ter entre três e cinco estudantes que se reunirão em círculo, durante o tempo da aula e devendo entregar o resultado ao seu término mediante assinatura de ata. Observe-se que no semestre 2018.1 a docente somente teve uma única turma destinada ao ensino da disciplina Direito Internacional, de modo que foram formados cerca de dez grupos de quatro alunos cada um, haja vista serem em torno de quarenta discentes matriculados. É necessário frisar que a docente define um patamar de alunos, com expectativa de mínimo e máximo, sem, no entanto, obrigar a formação final nem engessar a confraternização dos discentes. Pari passo, a professora também toma o cuidado de fazer com que os chamados alunos “desblocados” sejam recepcionados por algum grupo, de modo a que nenhum aluno fique ou se sinta excluído da atividade. É importante ressaltar, ainda, que as situações são sempre controvertidas, haja vista tanto a modificação do pensamento político quanto jurídico, no entanto, nem sempre teriam resposta distinta da que houveram por bem apresentar na época do julgamento. Curioso observar que alguns casos, embora bastante próximos, com cerca de dez anos de julgamento, já experimentariam resposta distinta, em face da nova Lei de migração e outros, mais antigos, manteriam a mesma resposta. Este fator é fundamental para o debate posterior, pois assim se observa verdadeiramente a evolução do pensamento jurídico, tanto pela modificação e avanço em determinados aspectos quanto pela consolidação de outros. De qualquer modo, no dia aprazado e anteriormente divulgado no qual se desenvolveria a atividade, todos os casos são comentados e sorteados entre os grupos. É curioso verificar como existe preferência por alguns deles, com verdadeira disputa entre os grupos. Este semestre, um dos alunos, em cada sorteio, aumentava a “torcida”, pois seu grupo tinha número nove e ele realmente estava ansioso por estudar um dos casos especificamente. No entanto, se prima pela existência de diversidade e que não se repita caso algum. Cada grupo ficando com um caso específico e em exclusividade. A necessidade de 89 insistir na exclusividade dos casos reside na minimização de risco de simples reprodução da atividade levada a cabo por um grupo pelos demais colegas, o que aniquilaria a finalidade do exercício. Notadamente, o caso mais disputado este passado semestre foi o referente ao estudo dos autos completos da expulsão de Olga Benário, sem dúvida, pois estava disponível na íntegra os autos do Habeas Corpus no qual se tentou evitar a expulsão da paciente, caso sobre o qual os alunos mais ficaram curiosos devido a falsas informações veiculadas. Em primeiro lugar porque não se tratou de extradição como é um pensamento comum divulgado amplamente pela mídia, mas de efetiva expulsão de mulher grávida para país no qual teria como destino sua morte. É dos casos por meio do qual mais bem se pode fazer estudo do instituto e da evolução do tema, pois a expulsão de estrangeiro genitor de brasileiro cujo destino pode ser a pena de morte fere vários dos atuais princípios de Direito Internacional atualmente consagrados, distando bastante da interpretação feita no Habeas Corpus de 1936. Outro caso que gerou surpresa entre os alunos foi o referente ao banimento da família real e tentativa de revogar o Decreto nº 78-A, de 21 de dezembro de 1889, por meio do Habeas Corpus nº 1974, infrutífero e que somente foi revogado em 1920. Curiosamente os alunos desconhecem, inclusive, o fato de a família Real haver sido banida de terras brasileiras por trinta e um anos. A decisão judicial que fundamenta a manutenção do banimento é material cujo estudo se mostra interessante tanto para Teoria do Estado, para teoria da Constituição quanto de Direito Internacional, sendo também de razoado profundo sobre teoria política. Um ponto importante neste semestre foi o fato de que foram escolhidos casos nos quais houve efetivamente a retirada do estrangeiro de território nacional. No entanto, nada obsta que a mesma dinâmica seja usada para os casos nos quais foi mantido o estrangeiro em nosso território. De qualquer modo, é fundamental ressaltar que, haja vista os conflitos que poderiam surgir, cada caso destinado a cada grupo tem sua distribuição por sorteio. Impactos O maior impacto que foi observado entre os discentes a partir da introdução desta técnica foi a modificação da forma de “enxergar” a disciplina, permitindo-se maior compreensão dos fenômenos e institutos necessários para solucionar os problemas e bem desenvolver a futura atividade profissional. Normalmente as turmas passam a ter maior atenção à matéria, pois começam a perceber o como a teoria ministrada serve de alicerce para o desenvolvimento da atividade laboral. Em segundo lugar, os alunos puderam observar, a partir do caso prático, o “salto” do pensamento jurídico em matéria de Direito Internacional, verificando efetivamente a grande diferença que a imersão histórica social e desenvolvimento permitem. Situações passadas já não poderiam ter a mesma resposta nos dias atuais, e os alunos verificam isto de fato. É extremamente interessante observar a reação de descoberta dos alunos no que se refere aos casos. Em terceiro, observou-se maior atenção dos docentes a partir do exercício, aplicado na segunda unidade de avaliação, pois o conhecimento não somente teórico da matéria e em relação a questões instigantes, fez com que os alunos descobrissem uma nova faceta da disciplina. Os grupos ficam reunidos em sala de aula em colóquios, facilitando o trânsito da docente entre eles e que esta dê atenção individualizada a cada um e ajude os docentes a solucionar e interpretar o caso. Findo o trabalho, recebe-se uma via, cuja participação é computada na nota final. Em sala de aula, em oportunidade posterior, é debatido o caso e apontada a solução mais interessante. Em quarto lugar, pode ser desenvolvida uma tarefa envolvendo princípios de direito internacional público com “gancho” para a terceira unidade, a qual se relaciona com o direito internacional privado. 96 de partida para a TC foi a apresentação de uma situação na qual a equipe de saúde da família evidencia altos índices de gravidez na adolescência. Em seguida, foi explicado o papel do facilitador, o tempo máximo para a tempestade de ideias, as etapas de registro e filtragem e a finalização com a seleção das melhores ideias para serem analisadas, melhoradas e aproveitadas. Quanto a execução da estratégia JS, esta deu-se a partir da explicação dos papeis no júri, seguida da apresentação da situação sobre o evento adverso “erro de medicação” (administração de dieta na via endovenosa de um recém-nascido). Ao iniciar o JS, o juiz citou regras, ordem das falas e tempo delas, enquanto o escrivão registrava todos os depoimentos, acusações e defesas. Acusação e defesa tinham direito a réplica e tréplica, usando o respaldo teórico (Leis, Resoluções, Portarias Ministeriais, Código de Ética da Enfermagem, entre outros) para o empoderamento dos discentes no processo de ensinoaprendizagem. Lembrando que foram usadas vestimentas jurídicas para favorecer o realismo. Em síntese, evidenciou-se que ambas as estratégias pedagógicas corroboraram com o protagonismo discente no processo ensino-aprendizagem. Impactos As metodologias ativas favoreceram a aprendizagem significativa e o alcance de competências essenciais à formação do enfermeiro: gerenciamento, liderança e tomada de decisão. Estas trouxeram resultados positivos, evidenciados pela verbalização dos discentes durante o feedback e pela melhoria dos índices de aproveitamento nas verificações da aprendizagem. Considerações finais Partilhar experiências sobre o uso de metodologias ativas estimula mudanças na abordagem de conteúdos em sala de aula, através da diversificação de espaços para reflexões críticas, ensino com foco no discente, chamando-o para o compromisso com o aprendizado e contribuindo para a transformação do indivíduo, da comunidade e do meio em que ele vive. Referências ANASTASIOU, L. G. C.; ALVES, L. P. Processo de ensinagem na universidade: pressupostos para estratégias de trabalho em aula. 10. ed. Joinville, SC: Univille, 2012. CARVALHO, J.M.N. Uma Nova Experiência Pedagógica: Utilização da Estratégia ThinkPair-Share em Estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem. Indagatio Didactica, v. 9, n. 1, 2017. GEWEHR, D. et al. Metodologias ativas de ensino e de aprendizagem: uma abordagem de iniciação à pesquisa. ENSINO & PESQUISA-Revista Multidisciplinar de Licenciatura e Formação Docente, v. 14, n. 01, 2016. MONTEIRO, A.; BARROS, R. M. As Tecnologias da Informação e da Comunicação e o Desenvolvimento de Estratégias de Resolução de Problemas em Estudantes do Ensino Superior da área da Saúde. EaD em FOCO, v. 6, n. 3, 2016. NERI, H. et al. Jogo Digital para Aprendizagem de Ondulatória. In: Anais dos Workshops do Congresso Brasileiro de Informática na Educação. 2016. p. 886. PASCON, D.M.; OTRENTI, E.; MIRA, V.L. Percepção e desempenho de graduandos de enfermagem em avaliação de metodologias ativas. Acta Paul Enferm. 2018; 31(1):61-70. 97 VEIGA, L. A.; FONSECA, L. R. O júri simulado como proposta didático-pedagógica para a formação inicial do professor de geografia na perspectiva da aprendizagem baseada em problemas (PBL). Geousp – Espaço e Tempo (Online), v. 22, n. 1, p. 153-171, mês. 2018. ISSN 2179-0892. ANEXO Foto 1 – Docente e discentes antes do Júri Simulado Foto 2 – Docente e discentes após Júri Simulado 98 Foto 3 –Início do Júri Simulado Foto 4 – Momento da Tempestade Cerebral 99 ADOÇÃO DE MANUAIS APLICATIVOS COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM E AUXÍLIO NAS ATIVIDADES PRÁTICAS EM ODONTOLOGIA Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Júnior Laudenice de Lucena Pereira Luis Manuel G. Miranda Filipe Carvalho de Almeida Introdução O ensino da Odontologia é uma arte que requer o desenvolvimento de habilidades e competências que permitam o planejamento e execução de ações assertivas e que venham trazer soluções para os problemas de saúde bucal das pessoas, e que contribuam para a melhoria da qualidade de vida. Inúmeras são as escolas de conhecimentos que permitem o cirurgião-dentista em formação escolher os caminhos que podem levar aos melhores resultados, levando-se em consideração fatores como tempo, habilidade, recursos, expectativa, dentre outros. Por vezes, a literatura é bastante contraditória, e é necessário ter definido um protocolo a seguir. O curso de graduação em Odontologia do UNIPÊ, com 10 anos de existência, segue as tendências mais atuais da profissão no país e no mundo. Os principais autores e obras odontológicas fazem parte da bibliografia recomendada para leitura e adoção das técnicas operatórias. Diante de tanta informação e diferentes formas de fazer, fazia-se necessário a elaboração de um instrumento norteador para as práticas assistidas na clínica escola, e que constituem campo de aprendizagem essencial na formação dos novos profissionais. Foi assim que surgiu a ideia da elaboração de manuais aplicativos, que ilustrassem os processos operatórios do cotidiano clínico, e que servissem de referência para a padronização e ordenamento das atividades de aprendizagem. Descrição da experiência A coleção Manuais Aplicativos em Clínica Odontológica propõe, através de oito volumes, abordar as principais técnicas adotadas, com uma redação ilustrativa e sequencial, auxiliando estudantes e docentes na padronização das atividades desenvolvidas e constituindo ainda, fonte bibliográfica para leitura e pesquisa. Estes abordam as indicações, materiais, técnicas e demais informações pertinentes aos tratamentos realizados na clínica infantil, endodontia, dentística, diagnóstico oral, reabilitação oral, cirurgia oral menor, periodontia e na atenção aos pacientes portadores de necessidades especiais. Foram construídos conjuntamente, por professores e alunos monitores e colaboradores das unidades curriculares, através de reuniões de consenso clínico e elaboração de conteúdo referenciado, e disponibilizados digitalmente pela plataforma do Centro de Informações do UNIPÊ. Impactos Além de enriquecer a bibliografia do curso, este material irá impactar na padronização das ações executadas, facilitando o processo de aprendizagem, conferindo mais qualidade e 100 segurança para alunos e pacientes, e permitindo parâmetros mais adequados para a avaliação por desempenho. Deve ser utilizado como ferramenta de bolso, estando a mão do aluno e do professor tanto nas etapas de planejamento como nos processos de avaliação das atividades desenvolvidas. Considerações finais A iniciativa permitiu aos alunos e professores a experiência da construção de uma obra bibliográfica, favorecendo a pesquisa, leitura e escrita, confluindo para a elaboração de um instrumento norteador das práticas, garantindo padronização e consolidação do aprendizado. 101 METODOLOGIA ATIVA: CRÍTICAS À REFORMA TRABALHISTA Kaiana Coralina do Monte Vilar Felipe Viana de Mello Introdução A disciplina de Direito do Trabalho II trabalha de forma aprofundada a maior parte do Direito material que regula a relação entre empregado e empregador. A legislação utilizada como fonte jurídica dessa disciplina passou por brusca mudança com a aprovação da Lei 13.467 de 13 DE JULHO DE 2017 – conhecida como Reforma Trabalhista. Os alunos que cursaram a disciplina no período 2018.2 aprenderam tanto a legislação antiga quanto a nova que entraria em vigor em 11 de novembro de 2018. Descrição da prática Durante as aulas do semestre foram explicadas, com especial ênfase, todas as mudanças que a Reforma estava propondo e o aluno foi deixado livre para interpretar, segundo seu próprio senso crítico, se a reforma estava sendo benéfica para o empregado ou não. No dia 10 de novembro de 2018, uma sexta-feira – um dia antes do dia da entrada em vigor da Reforma – os alunos participaram de uma atividade crítico-pedagógica orientada. Com antecedência, a atividade foi proposta. Os interessados deveriam comparecer a uma sala previamente escolhida no intervalo das aulas da manhã, vestidos de preto para simbolizar a morte metafórica dos direitos trabalhistas. Foram distribuídas folhas em branco, lápis e uma cartolina. Cada aluno deveria escrever uma mudança na legislação que, na visão deles, não foi favorável ao trabalhador. Na cartolina, por iniciativa dos alunos, criamos uma hashtag: “RIPCLT”, Rest in Peace CLT (descanse em paz CLT). Em conjunto, nos dirigimos aos jardins da Faculdade de Direito e fizemos uma exposição para os outros alunos do curso que passavam por ali na hora do intervalo. Fotografamos o momento e fizemos postagens nas nossas redes sociais utilizando a hashtag. A atividade foi voluntária e não foi atribuída nenhuma pontuação extra. Por haver um cunho ideológico-político como fundo, não houve qualquer tipo de coação ou convencimento para a participação dos alunos e mesmo assim, houve adesão de quase toda a turma. Impactos O dia 11 de novembro de 2018 foi um dia histórico, e os alunos das turmas F e H do 5º período tiveram a oportunidade de participar ativamente da construção de pelo menos um dia de protesto em suas vidas. A adesão massiva da turma e diversas postagens nas redes sociais, assim como comentários positivos, demonstram o sucesso da atividade. Considerações finais Uma atividade que requer que o aluno construa junto com o professor faz com que seja necessário despertar no aluno criatividade e engajamento. O movimento ativo de construção, e não apenas passivo de recepção de conteúdos sem reflexão aprofundada, desperta o aprendizado através das emoções, forma de exteriorizar suas sensações em relação ao ambiente. Sensações possuem o poder de fixar melhor os eventos em comparação aos eventos vistos ou apenas ouvidos. 102 O aluno que participa da construção do conhecimento aprende muito mais que aquele que apenas escuta ou vê o professor explanando do alto da sua superioridade um conteúdo frio e distante da realidade. Acreditamos que metodologias ativas, como as descritas neste resumo, logram mais êxito na fixação do conhecimento. 103 METODOLOGIA ATIVA UTILIZANDO CASOS CLÍNICOS Roberta Remiliana Silva Trinta Rosa Virgínia Dutra de Oliveira Introdução O modelo tradicional de ensino, no qual a transmissão de conhecimentos se dá de forma unilateral, com a transferência de conteúdo do docente para o discente, que predomina na maioria dos cursos de saúde, não estimula o raciocínio clínico, imprescindível para a formação profissional. No intuito de enriquecer o processo de ensino-aprendizagem, o curso de odontologia do UNIPÊ utiliza-se de metodologia ativa como estratégia participativa do discente na construção do seu conhecimento. O estudo de caso é uma estratégia de ensino humanista e problematizadora que favorece positivamente na formação do discente, aumenta o conhecimento teórico-prático referente ao atendimento clínico, estimula a autonomia do discente na tomada de decisões, na solução de problemas e no conhecimento baseado na literatura científica (BOCCHI, 1996 apud GALDEANO et al., 2011). Este trabalho propõe-se a destacar a importância da participação ativa do discente no processo ensino-aprendizagem e no desenvolvimento do raciocínio clínico a partir da discussão de casos clínicos. Descrição da experiência Uma semana antes da aula de Reabilitação Odontopediátrica da disciplina Infantil II foi enviado a indicação de leitura prévia, disponível na biblioteca virtual do UNIPÊ, além do Plano de Aula com a descrição de toda metodologia aplicada. O momento presencial, iniciou por um teste rápido e individual composto por cinco perguntas de múltipla escolha sobre o assunto, projetadas em Power Point, que compuseram parte da avaliação. Logo em seguida a turma foi dividida em grupos, já previamente sorteados, pois a disciplina de Infantil II já trabalhou com Metodologia Ativa durante todo semestre e esta foi a última aula do período. Assim, foram elaborados 05 casos clínicos que abordaram as patologias mais prevalentes na Odontopediatria. Durante a projeção dos casos clínicos através de Power Point, os discentes foram estimulados a buscar o diagnóstico do paciente a partir das imagens das doenças e descrição de cada caso em relação ao comportamento e condições sócio-econômicas e culturais dos pacientes infantis e dos seus responsáveis. Em grupo, os discentes discutiram sobre a etiopatogenia e sugeriram a melhor estratégia terapêutica e o passo a passo do tratamento. Ao mesmo tempo, os discentes puderam fazer consulta e complementar o conhecimento adquirido pela leitura prévia a que foram orientados a realizar antes do momento presencial. Após as discussões, os discentes fizeram a apresentação de cada caso para toda a turma estimulados a construção de mapas conceituais na lousa e os colegas puderam opinar e tiraram dúvidas sobre o diagnóstico e plano de tratamento proposto por cada grupo. O papel do professor nesse processo foi o de facilitador, esclarecendo as dúvidas que surgiram do decorrer da discussão, trazendo novas informações sobre o conteúdo teórico-prático, apresentaram o tratamento de casos clínicos semelhantes e fizeram a demonstração de alguns recursos utilizados na reabilitação odontopediátrica. 104 Impactos Pela participação dos discentes na discussão, apresentação dos casos e pelas notas alcançadas, a estratégia representa um elemento fundamental na consolidação do conhecimento e na decisão do diagnóstico e plano de tratamento do paciente infantil. Considerações finais Conclui-se, que as metodologias ativas valorizam o discente como sujeito do processo ensinoaprendizagem, contribuindo para a articulação de conhecimentos e habilidades imprescindíveis ao exercício profissional futuro, estimulando autonomia, raciocínio clínico, trabalho em equipe. Percebeu-se também uma maior interação e fortalecimento do vínculo entre discente e docente, o que facilita a ensinagem. 105 FÁBRICA SIMULADA DE BARCOS Gislene Pereira da Silva Introdução A formação do administrador suscita uma articulação entre teoria e prática, ao mesmo tempo, há a necessidade de tornar o discente mais ativo e participante do processo de ensinoaprendizagem, assim, foi idealizada a Fábrica Simulada de Barcos (FSB). O modelo é especialmente aplicado junto a alunos de Introdução à Administração e disciplinas correlatas. Tem como base conceitos da área de Administração, apresentados por autores, tais como, Williams (2017); Kwasnicka (2012); Maximiano (2011). Os termos eficiência e eficácia; os níveis de gestão (estratégico, tático e operacional); as funções organizacionais (Marketing, Finanças, Produção e Recursos Humanos); as funções do administrador (planejar, organizar, dirigir e controlar); bem como as habilidades (técnicas, conceituais e humanas) e competências do administrador são enfatizados. Ademais, aspectos como motivação, liderança, administração do tempo e trabalho em equipe são exercitados. A FSB é dividida em três momentos distintos, em que o primeiro constitui-se na explicação da atividade; o segundo trata do seu desenvolvimento e o terceiro representa o feedback geral, a fim de detectar as lições aprendidas e avaliar sua eficácia. Assim, o objetivo é simular um ambiente empresarial, para que o futuro gestor possa conhecer e aplicar alguns fundamentos da administração, intencionando um melhor desempenho profissional, bem como consiga desenvolver algumas potencialidades relacionadas às funções-chave e as habilidades de administradores eficazes; ainda, que sejam capazes de descrever o processo administrativo e as áreas funcionais de uma empresa, especificando suas atribuições. Descrição da experiência Os alunos são divididos em equipes de oito integrantes e deverão produzir barcos com folhas de revistas. Cada equipe recebe uma revista (material raro, único, precioso, muito caro) e tem como missão produzir o maior número de barcos com o menor uso de recursos. Inicialmente, o Gestor de Pessoas das equipes é treinado pela professora quanto ao desenvolvimento de um protótipo, contudo, cada equipe deverá agregar algum diferencial ao modelo proposto, a fim de ter um apelo de marketing na venda do produto. Após, as equipes devem planejar o design do barco, recursos a serem utilizados e organizar a linha de montagem, atribuindo tarefas distintas a cada um dos seus componentes. Um aluno deverá ser o Gestor de Produção (ele lidera, motiva, acompanha e controla o trabalho dos colaboradores, verificando o atendimento aos requisitos de qualidade – barcos padronizados e com um número de série em sequência, escrito em cada unidade, respeitando o número de 5 unidades por lote). O primeiro lote é numerado de 1 a 5 e, assim, sucessivamente, até o número máximo de lotes que a equipe conseguir produzir em 20 minutos. Ainda, deverá existir um Gestor de Marketing, responsável por apresentar e vender a proposta ao findar a tarefa; um Gestor de Finanças, que planeja e verifica os gastos de matéria-prima, de modo a seguir o princípio da eficiência, bem como presta contas do material utilizado; e um Gestor de Pessoas, promove o treinamento para confecção dos barcos. Os demais alunos devem compor o nível operacional na área de produção, subdividindo-se de acordo com a linha de montagem planejada. 112 Centro Universitário de João Pessoa – Unipê TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Ficha de avaliação – PRÉ-BANCA Avaliador: ____________________________________ Data: _____/_____/_____ Apresentador:________________________________ Título do Trabalho_________________________________________________________________ A avaliação dos seminários será com notas tabuladas de 0,0 a 10,0. Quesito Nota 1. Postura profissional no momento de apresentação (texto e projeto em execução) 1,0 2. Clareza na dicção e uso de linguagem técnica 1,0 3. Domínio técnico sobre o assunto tratado (embasamento teórico) 1,0 4. Organização sequencial do assunto abordado na apresentação: divisão e organização visual. 1,0 5. Qualidade dos slides (pouco texto; figuras, tabela e gráficos legíveis; fontes; fundos de slides adequados, etc.) 1,0 6. Habilidade para o uso correto do recurso audiovisual 1,0 7. Emprego de recursos acessórios para apresentação (qualidade e habilidade para uso dos mesmos) 1,0 8. Formulação de perguntas e observações criativas e de interesse da disciplina 0,50 9. O apresentador atendeu ao tempo determinado para apresentação (nem muito mais nem muito menos) *tempo ideal de apresentação. 0,50 10. Habilidade/qualidade das respostas as perguntas pós apresentação (breve sabatina) 2,0 Média 113 PITCH CRIATIVO: COMO DEFENDER UMA IDEIA DE NEGÓCIO EM TRÊS MINUTOS Ionara Saraí Ferreira Nóbrega Diniz Lorena Rodrigues Barbery Introdução O PITCH vem sendo bastante utilizado no mundo de negócios, pois é uma maneira atrativa e diferente utilizada para apresentar uma ideia para investidores em pouco tempo, ou seja, em poucos minutos a pessoa precisa defender sua proposta de negócio. Então foi proposto aos discentes na disciplina de Gestão de Marketing, utilizarem essa ferramenta para defenderem suas ideias de negócios partindo de uma situação-problema. O objetivo dessa atividade foi aliar os conhecimentos da disciplina com a utilização de uma ferramenta amplamente utilizada no mundo dos negócios para que assim, os alunos tivessem a oportunidade de vivenciar algo que é praticado no mercado. Descrição da experiência A disciplina de Gestão de marketing em todos os estágios foi dinamizada através de uma situação-problema. No primeiro estágio os alunos deveriam encontrar solução para uma casa de sucos que precisava definir quais os produtos seriam lançados no mercado, diante disso, os alunos analisaram a situação-problema e o objetivo da atividade era apresentar através do PITCH de três minutos, as ideias sobre o lançamento de produtos da casa de suco. Dessa forma a atividade ocorreu da seguinte maneira: 1.Divisão de grupos 2.Apresentação da situação-problema 3.Orientação dos grupos 4. Apresentação do PITCH. Impactos O desenvolvimento dessa atividade alia o uso de metodologias ativas com uma ferramenta amplamente utilizada no mercado e isso gera a noção real entre academia e mercado. E faz com que os discentes desenvolvam a competência para analisar um problema e propor uma solução viável para o mercado, outro aspecto interessante é a utilização do PITCH. Essa ferramenta propicia que os alunos usem o poder convencimento e sejam objetivos, uma vez que o tempo é limitado, então isso faz com que eles otimizem o tempo e selecionem de maneira estratégica o que é atrativo para a resolução do problema. Vale salientar também, que a criatividade é fomentada nessa atividade, pois os alunos precisam apresentar a proposta de forma diferente e atrativa. Considerações finais A atividade supracitada foi realizada com os discentes do terceiro período dos cursos de Contábeis, Administração e Marketing e foi extremamente enriquecedora, pois aliou teoria e prática, academia e mercado com o objetivo de consolidar o aprendizado do aluno e torná-lo mais preparado, engajado e criativo. De maneira geral, os alunos se mostraram motivados e felizes em poderem apresentar de forma diferente suas ideias. Trabalhar recursos dessa natureza, isto 114 é, desenvolver metodologias ativas, incentivam o discente a adotar uma postura mais proativa e, sobretudo, diferenciada dentro e fora da sala de aula, refletindo no seu aprendizado final. 115 PLANEJANDO PARA UM CLIENTE REAL: COMUNICAÇÃO QUE FAZ A DIFERENÇA NO MERCADO Sandra Ferreira de Lima Lorena Rodrigues Barbery Introdução O planejamento é um processo que permeia toda e qualquer área da atividade do profissional de marketing, e em tempos de boom da internet e redes sociais, a comunicação integrada tem se tornado uma área cada vez mais estratégica para o marketing, desafiando seus profissionais a manterem uma comunicação estreita e próxima com os stakeholders de uma organização. Desta maneira, torna-se imprescindível oportunizar aos discentes do curso de marketing uma experiência que possa desenvolver as competências necessárias para atuação no campo. Descrição da experiência A disciplina de Comunicação Integrada de Marketing é ministrada no último semestre do curso Tecnológico de Marketing, e recebe também alunos dos cursos de Engenharia no horário matutino, e de Arquitetura no horário noturno. A disciplina, que anteriormente, apresentava em sua ementa um caráter mais teórico, sofreu modificações sugeridas pelas docentes e aprovadas pelo NDE e Colegiado do curso no semestre de 2017.2, e adotou um caráter mais prático, de modo que promovesse o desenvolvimento da competência dos alunos para realizar levantamento de informações sobre o cliente(briefing), analisar dados e diagnósticos, além de traçar objetivos e estratégias de C.I.M para solucionar problemas de comunicação de um cliente real. O processo de realização do trabalho foi desenvolvimento mediante uma metodologia cuidadosamente pensada e montada pelas professoras, que envolveu o desenvolvimento das competências dos alunos no que concerne aos conhecimentos dos conceitos da comunicação integrada de marketing e suas ferramentas; posteriormente o desenvolvimento de habilidades para analisar cenários e diagnosticar problemas; e ao final a aplicação dos conceitos apreendidos para solucionar os problemas diagnosticados. A parte atitudinal do discente foi requerida durante todo o planejamento, já que desde o início, o processo envolveu a busca por um cliente real; a realização de um briefing11 ; e por final o plano de comunicação. Portanto, durante o primeiro estágio, os alunos foram apresentados a situações problemas que demonstravam os conceitos da comunicação integrada dentro de um contexto prático e aplicável; no segundo estágio, os alunos foram levados a buscar um cliente real e realizar um briefing junto ao cliente, simulando uma situação de mercado real; sempre com o acompanhamento e correção de “rumos” pelas docentes; e no terceiro estágio; os alunos realizaram todo o planejamento, iniciando pela análise do cenário, e terminando com a apresentação do plano de comunicação para a professora examinadora, que não foi a mesma professora da disciplina. Impactos O desenvolvimento de um trabalho prático, para um cliente real, além de ser um desafio, torna-se uma ferramenta de aprendizado prático para os discentes da disciplina. Percebe-se que o 11Briefing – levantamento de informações sobre o cliente, produto/serviço, mercado, concorrência, e outras informações necessárias para a realização de um plano de marketing e/ou comunicação. 116 trabalho funciona em sua completude para que os discentes da disciplina sejam competentes para realizar um plano de comunicação. Vale ressatar, que mesmo os alunos dos cursos de Engenharia e Arquitetura que não possuem conhecimento prévio de marketing e de suas ferramentas, conseguem realizar o trabalho, e desenvolver a competência para analisar cenários mercadológicos e diagnosticar problemas básicos na comunicação de marketing, assim como compreender como ocorre aplicação das ferramentas de C.I.M para sua solução. Considerações finais A aplicação da metodologia da solução de problemas, e a realização de trabalhos que envolvam a metodologia como simulação da prática profissional, vem demonstrando no curso de marketing, que devemos ir além da exposição de conteúdos, já que nosso papel como docentes deve ser o de facilitador do aprendizado, contribuindo para a autonomia do egresso diante dos desafios que a vida profissional trará. 117 PARTICIPAR, APLICAR E USAR: UMA ANALOGIA A CADERNETA DE POUPANÇA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO Aliceana Ramos R. de Menezes Araújo Leonildo Santos do Nascimento Júnior Introdução Dentre os componentes curriculares do terceiro período de fisioterapia está cinesiologia e biomecânica, conhecido pela sua complexidade e alto índice de reprovação. Segundo dados obtidos a partir dos indicadores institucionais (2018), no semestre 2017.1 foram 96 alunos matriculados e um índice de reprovação de 19,79% (n=19); já em 2018.1 foram 73 alunos e 13,70% (n=10) desses foram reprovados. A complexidade desse componente está atrelado ao entendimento dos movimentos humanos e das forças que atuam durante a execução dos mesmos, respectivamente (HALL, 2018). Todos os semestres são pensadas estratégias que possam minimizar esse fator e incrementar o processo de aprendizagem. Assim, nesse semestre, foi pensada uma atividade que permitisse ao aluno revisar com frequência o conteúdo ministrado, permitindo uma aprendizagem processual; o não acúmulo de conteúdo para as avalições e facilitando ao docente diagnosticar as fragilidades no processo de ensinagem. A mesma foi denominada “poupança” por ter um caráter somativo e permitir resgate e a aplicação ao final de cada unidade. Descrição da experiência As atividades foram desenvolvidas em duas etapas, sendo a primeira por aulas ativas na própria sala de aula e nos laboratórios de fisioterapia, sempre com elaboração de algum material referente ao conteúdo vivenciado, e finalizado com apresentação para a turma. Essa etapa constou de cinco atividades que poderiam ser resgatadas na avaliação do segundo estágio. Foram elas: produção de quadrinhos; brainstorming; painel integrado; estudos dirigidos e resumos. Os resultados foram apresentados em sala de aula e discutidos ao final. A segunda etapa constou de dez atividades postadas no virtual, a partir de cronograma organizado conforme os planos de aula (quadro 1). 118 Quadro 1: Cronograma de atividades para revisão dos conteúdos postadas no UNIPÊ virtual Fonte: UNIPÊ virtual, 2018.1. Todas as atividades tinham abertura no dia da aula e fechamento na aula seguinte. Dessa forma, não seria possível realizar postagens com atraso, pois assim, tornaria o processo mais contínuo e viabilizaria o alcance aos objetivos propostos. Para diversificar o processo de revisão, todas tinham um layout diferente (produção de vídeos, fotografias comentadas, resumos de artigos, leituras dirigidas, canto e/ou conto). Os resumos de artigos foram em maior número, a fim de estimular a leitura e a escrita. Cada atividade deveria ser colocada em área específica de um documento (estilo portfólio) postado no virtual. Dessa forma, ao final da décima atividade, o material deveria estar preenchido. Cada postagem teve uma pontuação que foi somada e resgatada na avaliação do terceiro estágio. Impactos Resgate do conhecimento teórico visto em sala; administração do tempo para estudo; conscienciosidade, experimentação de diversas formas de atividades; construção do conhecimento de forma gradativa; participação ativa do discente; interação do grupo; assiduidade; pontualidade; diagnóstico constante do processo de aprendizagem; declínio do índice de reprovação. Considerações finais Essa atividade permitiu que o discente desenvolvesse responsabilidade na execução de tarefas diárias, não acumulando conteúdos, e sim conhecimento. Ainda permitiu que os docentes acompanhassem o andamento das atividades e a qualidade do material postado de forma contínua. Teve uma repercussão positiva com um nível de adesão excelente. O número de atividades postadas e o nível das postagens, indicam que a estratégia pode ser executada e que traz benefícios no processo de ensino-aprendizagem. 119 EM ANO DE ELEIÇÃO, GANHA QUEM SABE A PRESCRIÇÃO: A POLÍTICA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo Iara Fialho Moreira Introdução As próteses são dispositivos auxiliares que fazem parte do cotidiano do fisioterapeuta na tentativa de devolver o máximo de funcionalidade à pessoa amputada, em especial as de membros inferiores por estarem relacionadas com a marcha. Essas amputações são as mais comuns e estão relacionadas principalmente a desordens vasculares ou traumas (ABDALLA et al, 2013). O desafio maior é prescrever a que mais se adequa a cada caso, haja vista um número cada vez maior de componentes oferecidos pelo mercado. A nomenclatura dos encaixes de membros inferiores recebe siglas que lembram partidos políticos. Dessa forma, foi realizada uma analogia ao processo eleitoral com o objetivo de dinamizar o processo de prescrição e ainda permitir uma reflexão em pleno ano eleitoral. Descrição da experiência A atividade foi realizada em quatro etapas, distribuídas da seguinte maneira: Na primeira houve aula expositiva dialogada sobre amputações de membros inferiores e tipos de componentes protéticos; na segunda aula foi realizada uma eleição para a escolha do presidente de cada partido, A cada voto, era colocado o som de finalização da votação, através de simulação de urna eletrônica, baixado no programa. Foram escolhidos cinco partidos para sortear entre os presidentes, foram eles: PTS; PTB; KBM; CI e AI. Todos esses, são encaixes de próteses de membros inferiores, sendo as três primeiras de tíbia e as duas última de fêmur. Após a escolha dos partidos, foram escolhidos os filiados e eleitores. Cada presidente teve o direito de escolher dois colegas para serem filiados e os outros três foram escolhidos por sorteio, contabilizando cinco filiados para cada partido. Os demais alunos foram colocados na categoria de eleitores. A partir desse momento foram entregues as tarefas para cada categoria, ou seja, todos tiveram ações específicas dentro do processo eleitoral, da seguinte forma: o presidente deveria defender o uso de seu encaixe, que confere a sigla de seu partido, discursando sobre os benefícios funcionais para o usuário (conceito, indicações, contraindicações, público-alvo e custo); os filiados deveriam mostrar e discorrer sobre todos os componentes que poderiam estar agregados a esse encaixe, ou seja, tipos de suspensão, joelhos, pés e acessórios; já os eleitores, iriam escutar e formular perguntas para os presidentes e filiados. Ao final da aula, foi colocada uma atividade no virtual para que os eleitores respondessem os casos clínicos referentes aos cinco “partidos”. Esses casos foram discutidos no início da terceira etapa. Após a discussão, os eleitores foram divididos em duplas para realização de novos casos para serem entregues aos partidos. Foram formadas ilhas para cada partido e os casos foram distribuídos aleatoriamente para possibilitar uma análise do aprendizado de todos sobre os diversos tipos de encaixes e componentes. Na aula seguinte (etapa quatro) foi o fechamento da atividade com a realização do debate coletivo entre os candidatos, a partir da prescrição para os casos entregues anteriormente e a elaboração de resumo da prescrição, defendo os aspectos inerentes à prescrição do encaixe e componentes de seu “partido”. Os eleitores ouviram atentamente e puderam fazer arguições para os presidentes. Logo após, houve uma nova eleição para a escolha do partido que 120 conseguiu maior êxito em sua defesa. Para finalizar, a docente fez suas considerações sobre os erros e acertos na prescrição de cada partido. Impactos Resgate do conhecimento teórico e utilização do mesmo para entender a pluralidade dos componentes que envolvem a prescrição de próteses de membros inferiores e associar a singularidade de cada caso em específico; apropriação sobre o processo eleitoral, principalmente pelo momento vivenciado pelo país, permitindo uma reflexão sobre a importância do voto e do papel de cada um para o fortalecimento de um todo; compromisso na execução da tarefa, a fim de garantir um êxito para o grupo; estímulo à construção de casos clínicos; proatividade e empoderamento do conhecimento e treino da oratória e argumentação. Considerações finais Essa atividade trouxe aprendizado permeado por diversão e responsabilidade, resgatando a cidadania, o compromisso e o dever de entender a melhor prescrição para cada indivíduo, com respeito a sua individualidade. Durante o processo não houve ausência, pois todos teriam que estar presentes para o cumprimento do seu papel e apesar da amizade entre alguns, venceu o que apresentou o seu partido de maneira mais coerente e realizou a melhor prescrição, levando em conta a funcionalidade e a questão econômica do amputado. 121 RECURSO DIDÁTICO Francisco Formiga de Sousa Introdução A necessidade de sistemas da qualidade nas empresas é amparada pela obrigação de haver uma organização formal para a implementação e manutenção da gestão da qualidade. Portanto, como a ISO 9001 trata-se de normas e procedimentos, uma forma de desenvolver o conteúdo da prática é levar o alunos para um ambiente empresarial real. Logo, o objetivo desse trabalho é levar ao aluno a oportunidade de atuar como consultor no campo da Gestão da Qualidade. Descrição da experiência Baseado nos oito princípios relacionados a Gestão da Qualidade, conforme a ISO 9001, foi elaborado um check list (anexo 1) para os alunos realizassem um diagnóstico nas empresas escolhidas por eles. Portando, os alunos devem obedecer à seguinte regra: Para cada item que a empresa em análise mostrar que está conforme a ISO 9001, os alunos devem apresentar as evidências em sala, entretanto, se a empresa não contemplar alguns dos itens do check list, os alunos devem descrever e desenvolver as ferramentas e métodos para a empresa se adequar à norma. Durante a avaliação em sala, o professor se apresenta com o check list em mãos para realizar uma auditoria em cima do que foi diagnosticado e realizado pelos os alunos sobre a empresa e pontua a atividade conforme são mostradas as evidências. Impactos Conforme o conteúdo é dado em sala pelo o professor, os alunos desenvolvem as ferramentas e métodos para a empresa em análise e posteriormente apresentam as evidências. Para o aluno, além de desenvolver o tema na prática, eles ainda tem a oportunidade de trabalhar as deficiências de uma empresa real. Considerações finais Essa metodologia vem demonstrando através de evidências que a capacidade de desenvolvimento dos alunos na disciplina Gestão da Qualidade melhorou expressivamente, pois os trabalhos realizados estão sendo implantados pelas empresas escolhidas durante a análise, o que vem trazendo uma motivação para os alunos. 128 facilitou o aprendizado que pode ser evidenciado, através da aprovação de todos os alunos do P3, fato que nunca ocorreu nos semestres anteriores. Considerações finais A atividade demonstrou ser muito benéfica para os alunos, pois como eles mesmos relataram: “sentiram-se fonoaudiólogos”, já que puderam vivenciar uma prática efetiva e continuada, durante todo o semestre, acompanhando na clínica, a teoria estudada na sala de aula. 129 PRÁTICAS DE SIMULAÇÃO DE GESTÃO DE RECURSOS NO PROCESSO ENSINOAPRENDIZAGEM EM DISCIPLINAS DA ÁREA DE GESTÃO Yuri Laio Teixeira Veras Silva Introdução O processo ensino-aprendizagem por meio de situações simuladas tem se mostrado um método extremamente eficaz para avaliar o desempenho e o aprendizado dos discentes, especialmente da área de gestão, onde o gerenciamento de recursos está presente na absoluta maioria das atividades profissionais. As práticas de simulação possibilitam que os discentes vivenciem situações reais em que, de modo que possam analisar, em equipe, de forma sistêmica e analítica, as melhores decisões a serem tomadas vislumbrando o benefício geral, isto é, a organização como um todo, em detrimento dos interesses setoriais. Diversos autores na literatura mostram que os estudantes que têm contato prematuro com práticas de simulação conseguem adquirir um embasamento robusto de habilidades e competências associadas à gestão de recursos e processos, tornando mais realista e motivada sua participação enquanto discentes nas diversas disciplinas do curso. Por outro lado, essa estratégia pedagógica requer um planejamento cuidadoso e a capacitação adequada dos docentes que irão guiar a dinâmica, uma vez que as situações problemas que darão base para a prática devem ser organizadas de forma extremamente meticulosa, de modo que possibilite os discentes chegarem em soluções viáveis em um tempo considerado aceitável, em sintonia com as competências e habilidades que se desejam atingir com a atividade. Nessa perspectiva, o objetivo geral da atividade é desenvolver práticas realizadas a partir da vivência de situações reais do mercado de trabalho, promovendo novas abordagens de aprendizagem e, possibilitando assim, o engajamento dos discentes em um ambiente favorável para a construção de novos saberes voltados para a excelência profissional. Descrição da experiência A prática simulada planejada e realizada consiste na construção de situações problemas a partir de uma problemática real de Localização de Centros de Distribuição em uma organização do setor automobilístico. A organização, em plena expansão no mercado, vislumbra a abertura de um novo centro de distribuição para que possa atender à demanda de seus clientes. Tal abertura, conforme é estudado nas disciplinas de Logística Empresarial e Gestão da Cadeia de Suprimentos, deve ser estudada de forma minuciosa, uma vez que há uma enorme quantidade de variáveis que podem impactar e influenciar em tal decisão. Neste sentido, há diversas ferramentas e técnicas que permitem o estudo e a análise da localização adequada para uma instalação industrial. Após uma aula inicial focada nas estratégias e técnicas que podem ser levadas em consideração para tal tomada de decisão, os discentes são levados à prática simulada em posse do embasamento teórico necessário para que possam discutir, em equipe, a decisão adequada para a situação problema apresentada. No início da atividade, os discentes são divididos em grupos de até cinco alunos, e todos os grupos deverão discutir, em equipe, o cenário apresentado pela situação problema, estudando 130 e analisando as variáveis e restrições impostas para, no fim, chegar à uma decisão a ser tomada sobre a melhor localização para a instalação proposta. Para tornar a prática simulada mais realista com o planejamento executado em grandes organizações, são fornecidos aos discentes cartolinas, canetas coloridas, réguas e legos, de modo que, em posse das orientações do professor, eles possam construir a situação problema de forma ilustrativa, ao mesmo tempo em que as variáveis quantitativas são dispostas na ilustração para uma melhor visualização e gestão dos recursos, possibilitando assim uma discussão mais assertiva entre os membros da equipe. Durante todo o tempo da atividade, o docente guia, motiva e orienta os alunos sobre questões que envolvam a problemática, motivando as discussões em equipe e a análise sistêmica do problema proposto. Ao final da atividade, as equipes apresentam as tomadas de decisões realizadas, discutindo ainda os critérios e fatores que motivaram o caminho seguido pela equipe, e justificando a abordagem utilizada que levou a decisão alcançada. Por fim, após as apresentações e defesas serem realizadas, o docente analisa as soluções encontradas pelas equipes, levantando pontos positivos e negativos das defesas realizadas, assim como apresentando o caminho ideal para a resolução da problemática proposta. As imagens no Anexo A ilustram as etapas das atividades realizadas. Impactos Os impactos da experiência vivenciadas junto aos discentes foram extremamente positivas, apresentando reflexos nas demais aulas tanto do componente curricular específico, como dos demais nos quais os alunos estão cursando. Como há um público majoritariamente advindo do mercado de trabalho no componente em questão, associar práticas simuladas com situações problemas reais de organizações trazem uma motivação extra para os discentes, e isso é perceptível através dos debates e das avaliações acadêmicas realizadas. O desenvolvimento de habilidades e competências é notoriamente mais consistente e aprofundado. Considerações finais As experiências realizadas possibilitaram aos discentes um aprendizado mais profundo acerca dos conteúdos programáticos relacionados, assim como possibilitou uma motivação extra aos alunos no decorrer do semestre letivo. Os feedbacks recebidos pelas turmas foram extremamente positivos, o que demonstra que as práticas simulação, especialmente em disciplinas da área de gestão, tem um efeito potencializador não apesar no sentido de um melhor desenvolvimento de habilidades e competências, como foi efetivamente constatado, mas também na motivação e inspiração discente no decorrer do curso. 131 ANEXO A 132 E AGORA, O QUE FAZER, PESSOAL? O USO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA COMO PRÁTICA DINAMIZADORA DA GESTÃO DE SALA DE AULA Janayna Souto Leal Lívia Nogueira Pelizzonni Lorena Rodrigues Barbery Introdução Trabalhar o plano de ensino proposto para cada disciplina, tendo como base a bibliografia geral e complementar de modo a oferecer o suporte e o embasamento adequados, é vital para a boa condução da mesma e para um aprendizado consistente e sólido direcionado aos alunos. Todavia, como instigá-los, de forma reflexiva, a ter um contato mais prático e interativo com o conteúdo abordado em sala de aula? Uma via desafiadora e cada vez mais utilizada pelos docentes é a situação-problema, recurso didático explorado, com sucesso, na disciplina de Gestão de Marketing. Descrição da experiência De acordo com Marion e Marion (2006, p.46), a situação-problema é o “estudo por meio de tarefas concretas e práticas tem por finalidade a assimilação de conhecimentos, habilidades e hábitos sob a orientação do professor.” Partindo desse princípio, as professoras da disciplina de Gestão de Marketing dividiram as suas turmas em grupos e aplicaram, de forma unificada, uma situação-problema diferente por estágio. Cada uma tinha relação com os conteúdos trabalhados ao estágio correspondente e abordavam diferentes tipos de negócio, desde de uma casa de sucos até uma lanchonete de cachorro-quente. Desenvolvida no início de cada estágio, inicialmente as atividades geravam curiosidade e inquietação, afinal os discentes ainda não tinham tido um contato efetivo com o conteúdo que seria trabalhado no decorrer da unidade. Porém, a medida que o mesmo era sendo desenvolvido, os alunos mostravam-se interessados e procuravam pesquisar dentro da temática trabalhada em sala de aula as respostas para as perguntas lançadas na situação-problema, buscando, inclusive, outras fontes, vídeos, depoimentos, reportagens e exemplos reais e que tivessem relação com a discussão da situação-problema. No final de cada estágio foi pedido um relatório final para cada grupo, de maneira que eles apresentassem, como uma pequena consultoria, soluções para os questionamentos lançados. Impactos Muito embora a atividade tenha sido desenvolvida em turmas diferentes, o resultado final foi similar em todas elas: os discentes mostraram criatividade, iniciativa, dedicação e um reconhecido esforço para apresentar resoluções coerentes e profissionais, versando por tipos de atuação bem distintas por cada grupo, promovendo ricas discussões e novas formas de ver o mercado. 133 Considerações finais Como propósito final, procurou-se tirar o aluno da “zona de conforto” para que ele pudesse aliar teoria e prática de forma a consolidar o seu aprendizado e a se tornar um profissional mais preparado e engajado para o mercado. Logo, trabalhar recursos dessa natureza, isto é, desenvolver metodologias ativas, incentivam o discente a adotar uma postura mais proativa e, sobretudo, diferenciada dentro e fora da sala de aula, refletindo no seu aprendizado final. Palavras-chave: Situação-Problema; alunos; metodologias ativas. Referências MARION, José Carlos; MARION, Arnaldo Luís Costa. Metodologias de ensino na área de negócios. Para cursos de administração, gestão, contabilidade e MBA. São Paulo: Atlas, 2006. 134 CURSO DE SENTENÇA TRABALHISTA Julian Nogueira de Queiroz Introdução O presente projeto visa apresentar o curso de sentenças trabalhistas, promovida por este docente, com os alunos de graduação, com o objetivo de ensinar ao aluno as técnicas de preparação de sentenças trabalhistas. Descrição da experiência A proposta consistiu em dois encontros. No primeiro, o aluno recebeu um caso hipotético, um processo judicial simulado contendo todas as peças necessárias para o julgamento. Neste mesmo encontro, ao aluno fora apresentada toda a técnica de julgamento, com o propósito de utilizar tal conhecimento na elaboração da sentença sobre o projeto simulado que recebera. No segundo encontro, trabalhei na resolução da sentença em si, aplicando, no caso proposto, todo o conhecimento técnico-teórico que fora visto na aula anterior. Impactos A experiência foi muito positiva, pois aproximou o aluno à junção da teoria (conhecimento técnico) com a prática, além de permitir uma visão técnica do processo (com ênfase na análise de provas testemunhais e documentais, perícias, etc.) e as modalidades de julgamento cabíveis para a espécie. Considerações finais Trata-se de curso especial e muito relevante para o aluno de direito, que pode, a partir do conhecimento obtido, alinhar o conhecimento teórico com a prática. 135 APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS: RELATO DA EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA DE CLÍNICA INFANTIL II Rosa Virginia Dutra de Oliveira Camila Santos de Mattos Brito Fernanda de Araújo Trigueiro Campos Roberta Remiliana Trinta O Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ dispõe de um programa permanente de capacitação docente, cuja finalidade é incentivar a implementação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem nos cursos de graduação. No semestre 2018.1, a coordenação de odontologia propôs a introdução dessas metodologias nos planos de aula do curso. Seguindo tal recomendação, a disciplina de Clínica Infantil II, um dos componentes do 8° semestre, planejou a aplicação da Aprendizagem Baseada em Projetos na aula inaugural. Como forma de revisar os conteúdos vistos na disciplina de Clínica Infantil I, propôs-se aos alunos a construção de projetos baseados em aulas de revisão e elaboração de guias encadernados (os quais ficariam disponíveis para consulta durante as clínicas). No primeiro momento, cada turma foi dividida em 4 grupos (por sorteio). Grupo Psicologia: recebeu artigos a respeito das técnicas de manejo do comportamento utilizadas no atendimento odontopediátrico, devendo preparar a aula e 2 guias encadernados (um direcionado aos alunos e outro direcionado aos pais). Grupo Farmacologia/ Anestesia: recebeu bulas de antibióticos, analgésicos e antiinfamatórios comumente prescritos a crianças, além de um artigo sobre o uso de anestésicos em pacientes infantis, devendo elaborar a aula e 2 materiais didáticos (um contendo forma de apresentação dos medicamentos; composição; posologia e modo de administração de acordo com idade e/ou peso da criança, além de outro, contendo um resumo com o cálculo da dose dos anestésicos disponíveis na clínica para administração em crianças). Grupo Dentística (recomendações do fabricante): recebeu as bulas dos materiais odontológicos utilizados na clínica infantil, devendo elaborar a aula e um guia com recomendações dos fabricantes quanto ao uso de todos os materiais. Grupo Protocolos dos procedimentos: por meio de consultas aos livros da biblioteca virtual deveriam elaborar a aula e um guia contendo o passo-a-passo detalhado dos procedimentos realizados na clínica infantil (1. aplicação tópica de flúor gel; 2. aplicação tópica de verniz fluoretado; 3. capeamento pulpar indireto; 4. restauração com CIV convencional; 5. restauração com CIVMR; 5. restauração em resina composta; 6. aplicação de selante ionomérico; 7. restauração com resina flow; 8. exodontia de dente decíduo). Em um segundo momento, os projetos foram apresentados a turma, que teve oportunidade de revisar e tirar dúvidas acerca dos assuntos abordados. Os alunos foram avaliados de maneira individual e em grupo por meio dos produtos apresentados, sendo que a nota atribuída correspondeu a 20% da nota do 1º estágio. Observou-se que os alunos inicialmente relutaram um pouco quanto à apresentação das aulas, mas sentiram-se satisfeitos com os guias produzidos, provavelmente por visualizarem a aplicabilidade destes no dia-a-dia da prática clínica. 136 DESMISTIFICANDO O ENSINO DA MEDICINA LEGAL NA GRADUAÇÃO DE DIREITO Susyara Medeiros de Souza A disciplina de Medicina Legal no curso de Direito sempre teve fama de matéria difícil, complicada, muito extensa, que ninguém passa por média, que é disciplina sem conexão com as demais. Quando eu mesma era aluna, ouvi um colega dizer que “a Medicina Legal é só um obstáculo à minha formação, não vou usar pra nada!” Diante desses fatos, diante da oportunidade de lecionar a cadeira na graduação, busquei ir além de passar os conteúdos programáticos da melhor forma possível. O objetivo foi mostrar-lhes a conexão real da Medicina Legal com o Direito, nas suas diversas possibilidades, demonstrando, como leciona França (2015, p. 20), que “a Medicina Legal é uma disciplina eminentemente jurídica, mesmo que ela tenha seus subsídios trazidos da Medicina e das outras ciências biológicas e da tecnologia”. Para tanto, procurei fazer com que os alunos enxergassem a disciplina pelos meus olhos, com sentido e paixão. Assim, resolvi trabalhar com atividades extras que aproximassem as turmas da aplicação da Medicina Legal, mas evitando as óbvias e desnecessárias visitas ao IML. Trouxe, então, a Perícia para dentro da sala. Levei minha maleta particular de Perita, e fiz demonstração de como se busca e revela impressões digitais nos locais de crime para posterior confronto com suspeitos. Depois, fizemos o procedimento de identificação judiciária, onde os alunos coletaram as impressões digitais uns dos outros e preencheram um boletim de identificação criminal completo, praticando os conceitos de identificação de pessoas. Dentro de traumatologia, quando vimos os ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo, levei para sala uma exposição de coleção particular de projéteis reais de arma de fogo de vários calibres, onde as turmas puderam observar a diferença entre os projéteis e assistiram vídeos de testes balísticos sobre os efeitos desses diversos projéteis, avaliando assim o poder vulnerante dos mesmos. Além disso, puderam também manusear pistolas do tipo Air Soft pressão à mola (totalmente seguras), onde experienciaram o funcionamento de uma arma de fogo, como haviam visto na teoria. Isso os motivou a ler mais sobre os ferimentos resultantes, e os tipos de armas mais comumente encontradas na rotina policial. Outra metodologia utilizada foi uso de notícias e vídeos sobre investigação de casos reais, de repercussão, onde os alunos pesquisavam a efetiva contribuição da Medicina Legal, em suas diversas áreas, para a elucidação dos crimes estudados, entregando relatórios sobre suas conclusões. O resultado de tais práticas foi o envolvimento de todos os alunos, que aguardavam ansiosos pelas próximas novidades que iriam aparecer nas aulas, e acatavam todas as atividades propostas, gerando como impacto a aprovação, por média, de quase 100% dos alunos das quatro turmas que lecionei no semestre 2018.1. Apenas um único aluno fez prova final, mas por estar enfrentado sérios problemas de saúde. A experiência foi extremamente satisfatória, pois o objetivo proposto, de desmistificar o ensino da Medicina Legal e fazer os alunos compreenderem sua efetiva relação com o Direito e com as futuras atividades jurídicas por eles desenvolvidas, foi atingido. Referência FRANÇA, G. V. 2015. Medicina Legal. 10ª ed. Rio de Janeiro: Gen/Guanabara Koogan. 137 APRENDENDO, REABILITANDO E AJUDANDO: CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS E ÓRTESES SUSTENTÁVEIS PARA AUXILIAR NA FUNCIONALIDADE Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo Iara Fialho Moreira Introdução As órteses e os equipamentos mecânicos são recursos complementares no processo de reabilitação e na prevenção de deformidades, além de auxiliarem a funcionalidade de um segmento corporal (CARVALHO, 2013). O uso desses recursos ainda não são acessíveis a todos que deles precisam. Dessa forma, a construção do mesmo faz parte do componente curricular prótese e órtese, como forma de garantir o acesso aos usuários da clínica escola de fisioterapia a esses recursos e promover o entendimento de sua produção a partir de déficits funcionais para os casos clínicos específicos, usando para isso materiais de sobras. Descrição da experiência Primeiramente foram vivenciadas as aulas expositivas dialogadas sobre órteses de membros inferiores e superiores. Logo após foi solicitado que os discentes avaliassem os usuários assistidos na clínica escola de fisioterapia e observassem a real necessidade do uso de uma órtese, assim como conversar com os docentes das práticas assistidas, estágios e projetos de extensão para saber se havia algum recurso mecânico não disponibilizado por esses locais, mas que pudessem trazer benefícios a esses usuários. Essa etapa foi colocada no virtual para que eles postassem os seguintes itens: Idade do usuário; sexo; diagnóstico clínico; diagnóstico cinético-funcional e sugestão de órtese ou de material mecânico. A atividade foi avaliada e discutida no início da aula seguinte para a escolha dos usuários a partir do grau de comprometimento e dessa forma, foram escolhidas as órteses a serem produzidas, bem como os materiais de uso coletivo. Cada órtese foi construída por uma dupla e foi solicitado que todos trouxessem materiais para ser compartilhado, a fim de diminuir o custo de fabricação e tornar a atividade o mais sustentável possível. Os discentes tomaram as medidas do usuário e iniciaram o processo, realizando provas no decorrer dos atendimentos, até sua finalização. Cada órtese e/ou material coletivo deveria conter um tripé fundamental, contemplando os seguintes itens: funcionalidade, estética e conforto, utilizando materiais como: cano PVC, espuma, tampas de garrafa; quadros de bicicleta, cobertores de bolo, restos de madeiras, dentre outros. Impactos Aproximação com as práticas assistidas, estágios e projetos de extensão; resgate de conhecimentos prévios, durante o processo de construção; avaliação funcional de diferentes casos clínicos; estímulo à criatividade e à curiosidade; reflexão sobre produções sustentáveis, além de uma ação social, pois as órteses foram doadas para os usuários. Ainda permitiu abertura para novas experiências; diálogo de saberes durante todo o processo de construção; crescimento 144 DIREITO CIVIL NA PLAYLIST Felipe Viana de Mello Kaiana Coralina do Monte Vilar Introdução O Direito Civil é um dos campos da ciência humana mais antigos da sociedade, uma vez que regula as relações jurídicas entre os indivíduos, especialmente as de cunho privado e de teor patrimonial, de maneira que suas normas perpassam toda a nossa existência, desde a concepção até os imbróglios oriundos da destinação de nossa herança. Pelo fato deste ramo do Direito tratar de relações jurídicas de nosso dia a dia, a docência desta matéria deve permanecer atualizada, haja vista que a velocidade dos meios de comunicação, principalmente através das redes sociais, já é tida como uma realidade indispensável na vida do ser humano no cotidiano do Século XXI, ante a conectividade que todos nós temos à internet através dos smartfornes. O mesmo panorama é verificado em sala de aula, pois a maioria dos estudantes busca firmar relações sociais no campo virtual com os professores, ferramenta esta que aproxima o alunado do corpo docente e pode ser utilizada, inclusive, como fonte de conhecimento por aqueles. Descrição da prática Neste sentido, no anseio de trazer um conhecimento jurídico aos seguidores (alunos-amigos) digitais, passamos a lançar no Instagram, através do mecanismo dos stories trechos curtos de músicas de sucesso com o público jovem, bem como fotografias casuais, sempre com correlação ao conteúdo jurídico da disciplina e com a inserção de artigos do Código Civil na imagem. Ademais, a mesma via extrovertida de levar conhecimento aos alunos também foi levada à sala de aula, especificamente no nono período, já que se tornou corriqueiro, em datas próximas à aplicação do Exame de Ordem, o maior índice de falta dos alunos, com a justificativa de estarem se preparando para a prova da OAB. Com isso, no intuito de fomentar a frequência, foi instituída uma “Revisão Musical” de Direito Civil, que consistiu na introdução de outros trechos musicais, juntamente com a demonstração de seus conteúdos jurídicos, em uma aula de revisão na semana que antecede a aplicação do Exame da OAB. Impactos Esta referida técnica foi, de pronto, bem aceita pelos seguidores (alunos-amigos) do instagram pessoal, com abordagens positivas através do próprio aplicativo, via direct (comunicação privada disponível no aplicativo), e nos corredores da Instituição, o que ensejou na criação de uma hashtag “#direitocivilnaplaylist”, além também de um perfil com o mesmo nome, que ainda se encontra em fase inicial de utilização. Considerações finais Assim, cremos que este mecanismo didático-digital foi de grande valia, pois o corpo discente passou a fixar os artigos de nossa legislação através de atos do nosso cotidiano, como o simples tocar de uma playlist. 145 MOBILIZAÇÃO SOCIAL COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO EM SAÚDE MENTAL Jaqueline Queiroz de Macedo José Madson Souza Rayane Alves dos Santos Introdução O Movimento da Luta Antimanicomial ocorre anualmente com o intuito de transformar o imaginário social sobre a loucura e enfatizar o respeito aos direitos das pessoas em sofrimento mental. Participar e fortalecer esse movimento social colabora com a visibilidade às necessidades das pessoas com transtorno mental, o fortalecimento dos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico, e favorece uma assunção do espaço social. Inseridos nas atividades do componente curricular Assistência de Enfermagem em Saúde Mental, tivemos a intenção de desenvolver a consciência política e social através da participação dos acadêmicos no evento em defesa das pessoas com: transtorno mental, problemas relacionados ao uso compulsivo de substâncias psicoativas, e familiares no convívio com a sociedade e na atenção à saúde. Descrição da experiência Nas aulas do componente curricular foram desenvolvidos momentos discursivos, debates e exibição de material audiovisual que despertassem a sensibilidade dos acadêmicos nesta área de atuação. Na semana que antecede o 18/maio foram elaboradas oficinas de cartazes com as turmas de enfermagem, onde os mesmos produziram ou reproduziram frases de efeito e impacto em defesa as pessoas que vivenciam algum sofrimento mental. No dia 18 de maio, em homenagem à luta antimanicomial, reunimos os acadêmicos de Enfermagem, das quatro turmas de sexto período do Curso de Enfermagem/Unipê no Busto Tamandaré em João Pessoa-PB, local de concentração escolhido pelos envolvidos e militantes, promovidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Anualmente, realiza-se no país uma passeata com o intuito de fornecer atenção ao tema, às necessidades dos serviços de saúde e, principalmente, dos familiares e pessoas com algum transtorno na esfera da saúde mental. Como modo de prepara-os para a atividade, realizamos oficinas de envolvimento com a temática, que por si só traz em seu entorno muitas lutas e defesas, e elaboração de cartazes a serem utilizados no dia do evento. Em atividade extraclasse, os estudantes e professoras, em conjunto com membros da sociedade, profissionais, usuários e familiares dos serviços de saúde da capital e cidades circunvizinhas discursaram, entoaram hinos e músicas, empunharam cartazes. Impactos A estratégia de mobilização promoveu a participação social possibilitando o aumento do poder, da responsabilidade social eda autonomia pessoal e coletiva dos acadêmicos de enfermagem nas relações interpessoais, entre os estudantes e usuários dosserviços de saúde mental, entre os próprios estudantes e estes e as docentes envolvidas. 146 Considerações finais No desenvolvimento de momentos de sensibilização quanto à responsabilidade na defesa dos direitos e proteção da pessoa em sofrimento mental em sala de aula até participação ativa na Marcha da Luta Antimanicomial, os(as) educandos(as) do curso de enfermagem mostraramse entusiasmados e comprometidos com a causa. Alguns relataram querer seguir esta área para atuação profissional, desenvolver trabalhos de conclusão de curso e muitos afirmaram que a mudança do imaginário social sobre a loucura é um desafio necessário e urgente. Facilitar um processo de ensino e aprendizagem que fortaleça visão crítica, política e reflexiva quanto à realidade histórica do olhar social das pessoas em sofrimento mental é mais que gratificante, é dever e compromisso com a formação qualificada no Curso de Enfermagem/UNIPÊ. 147 VIVENCIANDO A AVALIAÇÃO INTEGRADA COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA EM ENFERMAGEM OBSTÉTRICA E NEONATAL Thalys Maynnard Costa Ferreira Wilma Ferreira Guedes Rodrigues Morganna Guedes Batista Danielle Martins do Nascimento Oliveira Mariana de Sousa Dantas Introdução O Currículo Integrado (CI) que é uma opção que propicia o ensino das ciências de forma integrada e interdisciplinar, oportunizando aos discentes analisarem os problemas de saúde segundo o ponto de vista de várias disciplinas, tendo um dos eixos condutores a promoção da saúde e o cuidado holístico. O objetivo do CI em enfermagem é formar um enfermeiro que seja capaz de trabalhar em equipe multiprofissional, com enfoque interdisciplinar. O quinto período do curso de graduação em enfermagem do Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ contempla o componente de Assistência Integral à Saúde da Mulher e Recém-nascido, na qual os educandos participam de aulas teóricas e práticas a fim de construírem o conhecimento e raciocínio clínico, crítico e diagnóstico voltado à área materno-infantil. Ao finalizar o componente, o desempenho do discente é medido por meio de um instrumento de avaliação individual e fragmentado, o que diverge do que é preconizado pelo Currículo Integrado. A criação de um processo de avaliação integrada para ser utilizada nas avaliações práticas do componente surgiu pela necessidade de avaliar o educando de forma que contemplasse não só as competências obstétricas, mas também todos os aspectos neonatais ministrados, cabendo ao docente estimular e despertar a busca por um conhecimento integral. Este trabalho apresenta o relato da experiência dos docentes sobre o processo de implementação de uma ferramenta de avaliação prática de discentes, que contemple os aspectos de forma integral pertinentes ao saber obstétrico e neonatal em enfermagem. A partir dessa reflexão, objetiva-se relatar o processo de construção de uma ferramenta de avaliação prática integrada como proposta didática-pedagógica em enfermagem obstétrica e neonatal. Descrição da experiência O processo de construção partiu seguindo duas etapas distintas: procedimentos teóricos e procedimentos metodológicos. Procedimento teóricos: Articulação teoria/prática: verificou-se que as ações observadas nas avaliações deveriam contemplar o equilíbrio teoria/prática para a construção das habilidades, competências e saberes, estimulando os discentes a desenvolverem práticas de cuidados integrais, observando o paciente de forma holística e, assim, buscando novos conhecimentos em resposta às questões colocadas pela assistência em enfermagem neonatal e obstétrica. Preparação dos cenários de avaliação: o espaço para a avaliação prática dos discentes deve estar intrinsecamente ligado à realidade concreta numa contínua aproximação com o cenário do 148 ensino prático à realidade, baseado nos critérios teóricos fundamentados na literatura maternoinfantil. Os vários artifícios disponibilizados pela instituição para a avaliação prática foram incluídos de forma que pudessem ser vistos pelo educando como potenciais estratégias para o contínuo e integrado cuidado. Procedimento metodológicos: Instrumento de avaliação: o instrumento de avaliação deveria contemplar, necessariamente, todos os componentes vistos pelo discente em cada momento teórico-prático do componente, mesmo que eles tenham sido vistos separadamente. Um roteiro de avaliação de habilidades, atitudes e saberes foi construído sob a perspectiva do olhar docente acerca dos conteúdos ministrados em sala e na assistência hospitalar à mulher e ao recém-nascido, bem como um instrumento que albergava a autoavaliação do discente após a vivência da simulação realística através do debriefing, que visa potencializar a aprendizagem por meio de experiências baseadas em simulação. Avaliação Prática: houve a construção de um debriefing para que os alunos pudessem refletir após as ações tomadas no cenário laboratorial frente às situações realísticas. Essa nova forma avaliativa implicou na criação de casos clínicos associados à simulação realística como ferramenta fundamental para integrar os saberes em uma só avaliação, sendo solicitado a todos os discentes que observassem o caso clínico, pensassem nas condutas a serem tomadas, procedessem em equipe, tomassem as decisões pertinentes e, logo após o término, se reunissem para refletirem acerca das condutas realizadas in loco. Essas condutas foram visualizadas a partir de uma gravação de vídeo realizada durante o transcorrer da prática no laboratório, onde cada discente teve acesso ao seu desempenho durante a avaliação para que pontuasse, conjuntamente com os docentes, os seus possíveis pontos passíveis à correção e, assim, crescimento. Impactos Ao término das atividades e após a realização da avaliação prática, percebeu-se que, mediante a aplicação do debriefing, os educandos descreveram o processo como uma atividade dinâmica, inovadora e de fácil detecção das fragilidades e potencialidades durante a vivência realística. Além disso, o impacto para a construção metodológica posteriormente e melhorias no próprio componente foi positivo e pertinente, despertando os saberes dos docentes e ligando os radares pedagógicos à construção de novas perspectivas educacionais visando a aproximação, ativamente, do discente ao seu mundo profissional extra muro do centro de formação. Considerações finais A experiência relatada é parte de um início de mudanças a partir de uma proposta inovadora que, poderá enfrentar muitos desafios e adaptações a cada semestre letivo. A construção de uma proposta de avaliação prática baseado na integralidade disciplinar do conhecimento é algo complexo e que requer empenho. É salutar apropriar-se do saber acerca dos métodos de avaliação discente, tornando ávida a busca da sua implementação de forma que contemple o processo de ensino teórico/prático, objetivando formar um enfermeiro que seja capaz de atuar em equipe multiprofissional, com enfoque obstétrico e neonatal, de maneira interdisciplinar, humanizada e baseada em evidências. Referências Iglesias AG, Pazin AP. Emprego de simulações no ensino e na avaliação. Medicina Ribeirão Preto. 48(3):233-40; 2015. 149 Conselho Nacional e Educação (BR). Resolução CNE/CES nº 3 de 7 de novembro de 2001. Brasília (DF); 2001. Dourado ASS, Giannella TR. Ensino Baseado em Simulação na Formação Continuada de médicos: análise das Percepções de alunos e Professores de um Hospital do rio de Janeiro. Revista Brasileira de Educação Médica. 38 (4) : 460-469; 2014. Jeffries, PR. Reflections on Clinical Simulation: The Past, Present, and Future. Nurs Educ Perspect. 36(5), 278-9; 2015. Dennis D, Furness A. & Parry S. Challenging conversations with simulated patients. Clin Teach. (13), 1-4; 2017. Levett-Jones T & Lapkin S. A systematic review of the effectiveness of simulation debriefing in health professional education. Nurse Education Today. 34(6),e58-e63, 2014. 150 UTILIZAÇÃO DO MURAL DIGITAL (PADLET) NO ENSINO DA ANATOMIA HUMANA FUNCIONAL Simone Gomes Torquato Introdução A anatomia humana é um componente curricular alicerce para os cursos da área de saúde e dentre as suas características está o tradicionalismo em seu ensino e a necessidade de memorização. Segundo Fornaziero et al. (2010), as aulas de Anatomia Humana necessitam de metodologias inovadoras para o processo de ensino-aprendizagem, capazes de integra-las e dinamiza-las. Nesta perspectiva, as metodologias ativas se apresentam como uma forma de criar caminhos capazes de romper com a forma monótona e passiva do ensino tradicional (DIESEL; BALDEZ; MARTINS, 2017). Em contrapartida, na atualidade, a aprendizagem transpassa o ambiente de sala de aula, abrangendo as redes informações nos mais variados formatos como texto, áudio, vídeo, apresentações e animações, capazes de favorecer uma aprendizagem muito mais rica e significativa (BOTTENTUIT JUNIOR; LISBÔA; COUTINHO; 2011). Dentre as ferramentas web 2.0 que podem ser utilizadas como meio educacional está o mural digital (Padlet), utilizado pelo componente curricular Anatomia Humana Funcional como recurso metodológico. Este trabalho tem o objetivo de descrever a utilização do mural digital como prática pedagógica para o ensino dos músculos da mímica facial, no segundo período do curso de fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê. Descrição da experiência Desde 2016.1, o mural digital vem sendo utilizado como metodologia de ensino-aprendizagem para o tema “Músculos da mímica facial”, no componente curricular Anatomia Humana Funcional do curso de Fisioterapia. Nesta abordagem foi sugerido que os discentes do segundo período do curso de fisioterapia criassem uma postagem com a expressão facial que marcasse sua personalidade, aquela que fosse costumeira às pessoas com os conhecessem (figura 01). Esta mímica poderia ser registrada em vários formatos (imagem, gif, vídeo, stop motion, etc) e deveria ser postada em um mural digital criado pelo docente, disponibilizado no site https:// padlet.com (Figura 02 e 03). Na postagem, o discente deveria descrever sua mímica facial, analisala, pesquisar nos livros de anatomia humana e indicar quais músculos cuticulares estariam atuando naquela mímica. O Mural digital consiste em um quadro colaborativo simples e dinâmico, composto por uma folha em branco personalizada, que pode ser preenchida com vários elementos (textos, imagens, vídeos, áudio, apresentações), como visto na figura 04. Possui a característica de permitir uma aprendizagem dinâmica e colaborativa, uma vez que todos os alunos têm acesso a todas as postagens, bem como aos comentários do professor e dos colegas, e as correções que o professor realizar. O cadastro e o login podem ser realizados através de uma conta do Google ou do Facebook, o que facilita o acesso e adesão do aluno à atividade. Após confecção do Mural digital, a aula foi ministrada de forma expositivo-dialogada, na modalidade invertida. 151 Impactos Com a utilização do mural digital como recurso para embasar a sala de aula invertida, percebeu-se grande adesão dos alunos à atividade por ser mais dinâmica e por possibilitar o desenvolvimento da criatividade. Na aula presencial foi notada maior participação dos alunos, bem como facilidade perceptível na compreensão do tema trabalhado. Trata-se de um recurso muito valioso, pois estimula o desenvolvimento de competências como a autonomia no estudo e na pesquisa, a criatividade, a abertura à novas experiências e a relação interpessoal, visto que através de uma atividade acadêmica os alunos poderiam discutir e comentar sobre a atividade do colega. A aula tornou-se mais dinâmica e o aprendizado facilitado. Considerações finais Visto que vivemos na era da informática e que os discentes da atualidade tendem a apresentar maior interesse por atividades que envolvam recursos midiáticos, com a vivência prática o mural virtual se apresentou como uma ferramenta prática e facilitadora da aprendizagem, além de possibilitar o desenvolvimento de diversas habilidades socioemocionais e de competências importantes para o acadêmico de fisioterapia. Diante da versatilidade do recurso, diversas são as possibilidades de sua utilização, em várias áreas de conhecimento e, por isso, consideramos importante a apropriação destes conhecimentos técnico-pedagógicos pelo professor que, diante da evolução, necessita se reinventar para alcançar sua meta. Referências BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista; LISBÔA, Eliana Santana; COUTINHO, Clara Pereira. Google educacional: utilizando ferramentas web 2.0 em sala de aula. EducaOnline, v. 5, n. 1 Janeiro/Abril, p. 17-44, 2011. DIESEL, Aline; BALDEZ, Alda Leila Santos; MARTINS, Silvana Neumann. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema, v. 14, n. 1, p. 268-288, 2017. Fornaziero, C.C., Gordan, P.A., Carvalho, M. A. V., Araujo, J. C., Aquino, J. C. B.. O Ensino da Anatomia: Integração do Corpo Humano e Meio Ambiente. Revista Brasileira De Educação Médica, v. 34, n. 2, p 290–297, 2010. 152 ANEXO Figura 01. Postagem realizada em 2018.1 Fonte: http://padlet.com, na página https://goo.gl/Wco9gj Figura 02. Layout utilizado em 2017.2 Fonte: http://padlet.com, na página https://goo.gl/59rQzb 153 Figura 03. Gif utilizado em 2018.2 Fonte: http://padlet.com, na página https://goo.gl/59rQzb Figura 04. Postagens realizadas em 2016.2, com descrição da mímica facial Fonte: http://padlet.com, na página https://goo.gl/tBukrs 256 cursos incluir em sua grade curricular a preparação para certificações de mercado, também impulsiona as ações práticas para a disponibilização de situações reais contextualizadas, visto que estas certificações necessariamente apresentam desafios aplicados à cenários reais; (iv) a realização de eventos sobre temas emergentes da área, enriquecendo o repertório do discente e possibilitando que o mesmo tenha uma visão mais holística da área, ampliando seu potencial de resolução de problemas reais por meio do uso das novas tendências. Em 2018 foi realizado um ciclo de palestras sobre a situação do mercado TI canadense, proporcionando aos discentes uma visão abrangente das oportunidades e de como se preparar para realizar uma futura imigração, ainda em relação aos eventos, periodicamente acontece na IES o fórum dos Gestores de TI da região, essa ação aproxima esses profissionais dos discentes gerando possibilidades futuras de contratações; (v) fórum de discussão permanente no Ambiente Virtual de Aprendizagem e grupos de Whatsapp, com o objetivo de compartilhar vagas de emprego/estágio e informações sobre o mercado. No ano corrente, mais de 50 oportunidades já foram enviadas aos discentes; (vi) relacionamento próximo ao mercado empregador, possibilitando que as oportunidades de emprego e estágio sejam entregues a coordenação do curso com agilidade, assim que a demanda surge. Além disso, encontros são realizados com os empresários objetivando apresentar as grades e diferenciais do curso, para, com isso, promover um currículo alinhado com as necessidades do mercado; (vii) desenvolvimento de projetos reais demandados por empresas parcerias na estrutura do UBTechOffice, mais especificamente no ambiente da Fábrica de Software. Esta ação tem apresentado resultados expressivos no âmbito da empregabilidade, para citar um exemplo, a parceira Conductor Tecnologia permite - aos discentes participantes - o desenvolvimento de habilidades ligadas à sua área de atuação, de forma que os alunos que participam desses projetos têm maior potencial de contração; e isso de fato tem acontecido, em 2017.2 e 2018.1, 6 discentes foram contratados pela referida empresa, por meio dessa experiência. Impactos Estas ações em conjunto têm desenvolvido conhecimentos, habilidades e atitudes de forma a potencializar a atuação do discente no mercado do trabalho, trazendo diferenciais importantes para o seu desenvolvimento profissional. É importante enfatizar que o mercado regional já reconhece estas ações e as inclui como diferencial competitivo nos processos seletivos. São estratégias que estão distribuídas nas ações da coordenação de forma abrangente e transversal. Considerações finais O pensamento sobre empregabilidade é um dos pilares observados no planejamento de qualquer ação, nos mais variados espectros de atuação. Dessa maneira, entendemos que as iniciativas no âmbito da coordenação de curso devem de observar estas questões de forma a sempre desenvolver estratégias para potencializar o desenvolvimento profissional observando a empregabilidade local, regional e global. 257 PITCH: TRÊS MINUTOS QUE VENDEM UMA BOA IDEIA Lívia Nogueira Pellizzoni Nadezhda Bezerra Batista Introdução O pitch é uma técnica de apresentação de projetos nas mais variadas áreas onde se defende uma ideia junto à um grupo de possíveis parceiros e investidores em um espaço de tempo que varia de três a cinco minutos em média desafiando o apresentador em seu poder de síntese, persuasão e criatividade. Descrição da experiência Os alunos da disciplina Estratégia de Marketing foram convidados a desenvolverem uma proposta de negócio com caráter inovador, fazendo uso de tecnologias tendo como um dos aspectos o cuidado com o meio ambiente. Para tanto os alunos, em grupo, precisavam desenvolver um Plano de Marketing ao longo do semestre dividido em quatro fases sob orientação em sala das professoras envolvidas. Na primeira fase, durante o estágio 1 eles analisaram o ambiente, usaram o modelo Canvas para desenvolvimento do negócio, fizeram uma análise SWOT, elaboraram missão, visão e valores e descreveram as personas. Durante o estágio 2 os alunos definiram estratégias de posicionamento, de diferencial competitivo e concorrencial, elaboraram e aplicaram uma pesquisa de mercado e deram início ao desenvolvimento do composto mercadológico. Ao chegarem no terceiro estágio os grupos finalizaram o composto mercadológico, formularam as estratégias de branding criando nome, marca e slogan para suas propostas de negócio e utilizaram a ferramenta 5W2H para o ápice da experiência: o pitch. O pitch é muito utilizando por empreendedores e profissionais do audiovisual para apresentarem suas propostas criativas a futuros investidores, portanto precisa ser encantador, envolvente e provar a viabilidade e sucesso do negócio. Tudo isso em apenas três minutos. Fortalecendo ainda mais o intuito de levar o aluno à prática de mercado, o pitch aconteceu no auditório do bloco EVA junto à uma banca avaliadora composta por profissionais do mercado e professores Unipê. A banca simulavapossíveis investidores analisando a ideia de negócio em si e a apresentação, que tinha como critério o tempo de três minutos e uso livre da criatividade de cada grupo. Impactos O desenvolvimento do trabalho proporciona ao aluno uma ampla percepção a respeito da identificação de necessidades do mercado, modelagem de negócio, desenvolvimento do espírito empreendedor, capacidade de análise e proposição de soluções, aproximação com o mercado de trabalho, além do aprendizado dos conteúdos acadêmicos. Adicionalmente, a experiência do Pitch proporcionou ao aluno o desenvolvimento de habilidade de falar em público, exercitar o poder de síntese, a capacidade de receber feedback especializado e ao mesmo tempo de defender sua proposta de negócio. Apresentar em auditório para uma banca composta por profissionais de mercado gerou uma motivação surpreendente levando a pitches de alto nível em qualidade e criatividade. 258 Considerações finais Compreendemos que mais do que expor conteúdo, o papel do professor é ser também um facilitador no desenvolvimento do potencial de seus alunos, contribuindo para êxitos diante dos desafios da vida profissional. Não temos dúvidas, pelos resultados apresentados, que esta metodologia nos coloca no caminho certo. EIXO 03 – INTERAÇÃO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 260 CUIDADO BUCAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: INTEGRAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA Andreia Medeiros Rodrigues Cardoso Laudenice Lucena Pereira Rosa Virgínia Dutra Camila Santos de Mattos Brito Introdução O número de pessoas com deficiência é alto na população brasileira. Em contrapartida, o acesso ao serviço odontológico é difícil. Não obstante, os levantamentos epidemiológicos de saúde bucal têm mostrado altas prevalências de agravos bucais nessa população. Diante de tais demandas da sociedade, uma linha de pesquisa sobre o cuidado bucal de pessoas com deficiência foi iniciada no curso de Odontologia do UNIPÊ em 2017.2 e segue em andamento. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi relatar a experiência de um grupo pesquisa que atua no cuidado em saúde bucal de pessoas com deficiência, do curso de Odontologia do UNIPÊ. Descrição da experiência O grupo de pesquisa surgiu em 2017.2, após a aprovação do projeto de pesquisa “Cuidado bucal de crianças e adolescentes com deficiência e fatores associados” e se fortaleceu após a parceria com o projeto de pesquisa Diagnóstico Oral de Pessoas com Necessidades Especiais (DOPNE). Participaram no semestre 2018.1 das atividades do grupo: 12 discentes e quatro docentes do curso de Odontologia. O projeto intitulado Cuidado Bucal de Crianças e Adolescentes com Deficiência, apresenta dois tipos de atividades, uma voltada a pesquisa, com coleta de dados realizada por meio de entrevista com os cuidadores dos pacientes, com a aplicação de dois instrumentos, e a outra, com a oferta de atendimento para as pessoas com deficiência, sendo essa última realizada junto com o Projeto de Pesquisa “DOPNE”. A aplicação dos instrumentos aos cuidadores é realizada durante as atividades clínicas da disciplina de Paciente Especiais do 9º período que ocorre na clínica de odontologia do UNIPÊ, nas quartas-feiras nos turnos da manhã e tarde, já os atendimentos clínicos acontecem junto com o projeto DOPNE nas quintas-feiras a tarde, na clínica de odontologia do UNIPÊ, além disso, nesse momento, também acontece a coleta de dados com os cuidadores presentes nessa atividade. Além disso, o projeto realiza reuniões semanais para discutir aspectos metodológicos do projeto. Até o momento já participaram do estudo 16 crianças e adolescentes com deficiência, além de serem incluídos na coleta de dados, todos os pacientes receberam assistência odontológica na clínica de Pacientes Especiais ou nas atividades do DOPNE. Impactos A obtenção dos dados coletados que favoreceram a compreensão dos cuidados bucais realizados nas pessoas com deficiência e a investigação de possíveis fatores associados, bem como a divulgação do resultados em eventos e periódicos, Além disso, foram realizadas reuniões de formação em iniciação cientifica, o fortalecimento de pesquisas na Linha de Cuidado em Saúde Bucal no curso de Odontologia do UNIPÊ, a integração do ensino-extensãopesquisa, já que esse projeto está sendo desenvolvido junto com à clínica da disciplina de Pacientes Especiais e o projeto 261 DOPNE, aproximação dos discentes com as pessoas com deficiência e o cuidado bucal ofertados aos pacientes. Considerações finais As atividades desenvolvidas na linha de pesquisa de cuidado bucal de pessoas com deficiência vêm permitindo muitos avanços na compreensão dos cuidados bucais e na oferta de serviços odontológicos, com o intuito de ampliar o acesso ao cuidado e melhorar a qualidade de vida dessa população. 262 REDE UNIPÊ DE EDUCAÇÃO FISCAL Francisco Leite Duarte Jane Kelly Batista Ramalho Pedroza Sulamita Escarião da Nóbrega Ludinaura Regina Souza dos Santos Maria Helena Botelho Introdução O Século XXI, marcado pela tecnologia de ponta, pela globalização, pelo aparato científico e pela produção de riqueza em alta escala, ainda assim convive com a miséria e com a desigualdade social, contradição evidente em razão dos propósitos de um Estado democrático de Direito. O Estado moderno, apesar do seu aparto burocrático e legal, do volume estratosférico de recursos para o qual são vertidos, ainda é refém da corrupção e da ineficiência que campeiam os diversos agentes sociais – públicos e privados e, na maioria das vezes, em um conúbio maléfico e predador das riquezas da sociedade. Diversas são as razões desse descompasso entre os propósitos do Estado constitucional, seus agentes e o caldo cultural em que vive, razão pela qual os agentes privados, mormente os que militam com a educação, são chamados a desenvolver programas, projetos e ações, voltados para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, fortalecendo neles o exercício da cidadania ativa. Assim sendo, a socialização do conhecimento acerca dos direitos e deveres dos cidadãos passa a ser pré-requisito para a construção de uma sociedade equânime, que tenha como foco a justiça social e a solidariedade. A disseminação de informações capazes de gerar controle do cidadão para com o Estado divide e multiplica responsabilidades, gera novos conhecimentos e possibilita a ação através da participação direta da população. A educação fiscal é prática que se associa ao conhecimento transformador. Enquanto instrumento de construção da cidadania se espraia pelos rincões Brasil afora, assumindo a condição de instrumento de inteligência coletiva e por isso deve ser incorporada nas práticas de ensino, pesquisa e extensão das Instituições, principalmente das instituições de Ensino Superior (IES). Conscientes da relevante função social do UNIPÊ a Rede UNIPÊ de Educação Fiscal busca estimular ações integradas, envolvendo docentes e discentes dos Cursos de Direito, Contabilidade, Gestão pública e Informática, no intuito de ensinar e aprender com a realidade local, produzir conhecimentos contextualizados, promover a interação entre ciência e senso comum, viabilizar a “troca de saberes” e, quiçá elevar o nível da gestão de políticas públicas, elemento essencial para um desenvolvimento em bases sustentáveis. A Rede UNIPÊ de Educação Fiscal está em construção. Ainda não é um Projeto oficial, senão um conjunto de ações e projetos ( alguns oficiais) integrados, todos perpassados pela temática da educação fiscal e previdenciária. Alguns dos seus projetos estão em pleno funcionamento. Outros estão sendo construídos, dependendo de aspectos burocráticos, a exemplo das ações de educação fiscal a distância que dependem de convênio com a Escola Superior de Administração Tributária do Estado, que está em fase adiantada de negociação. Na parte de ensino, a disciplina educação fiscal está inserida no âmbito do curso de Ciências Contábeis e pretende-se abrir demandas para sua inserção na grade curricular de outros cursos, como Gestão pública, Direito e Administração. Dentre os projetos/ações da Rede Unipê de Educação fiscal, dois estão completamente implementados: o Projeto de pesquisa “Ferramentas de controle social do tributo: Construindo a cidadania ativa”, vinculado ao Curso de Direito e que trabalha para o desenvolvimento de um Aplicativo sobre educação fiscal, e o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal – NAF, vinculado ao Curso de Ciências Contábeis, sendo este o mais antigo e o mais consolidado. 263 O Projeto de pesquisa “Ferramentas de controle social do tributo: Construindo a cidadania ativa (Aplicativo cidadania ativa) iniciou suas atividades em março de 2018. Consta com treze alunos, distribuídos pelos cursos de Direito, Ciências Contábeis e Gestão pública. Cinco são os professores envolvidos na sua elaboração, estando em fase final de consolidação dos dados pesquisados. O aplicativo será desenvolvido pela fábrica de software e tem três interfaces (Educação fiscal e previdenciária, Cidadania ativa e Controle social). As atividades do NAF-UNIPÊ foram iniciadas em 13 de fevereiro de 2017, possui dois coordenadores, funcionando no Centro da cidade, em local de grande fluxo de pessoas, em frente ao Fórum Cível do Estado e tem como horário de funcionamento de segunda a quintafeira, das 8:00 às 17:00. O NAF UNIPÊ atendeu em 2017 1.241 ( Mil duzentos e quarenta e um ) contribuintes, distribuídos entre pessoas físicas hipossuficientes e pessoas jurídicas, sobretudo aos microempreendedores. Em 2018 já foram atendidos até junho, 2.054 ( Dois e cinquenta e quatro) contribuintes. A Rede UNIPÊ de educação fiscal tem portanto como objetivo central articular diversos projetos e ações que tenham como temática principal a educação fiscal, e está assim concebida: A Rede UNIPÊ de educação fiscal é amparada na premissa da descentralização e responsabilização das suas atividades, na indissociabilidade do ensino-pesquisa e extensão e no impacto na formação do estudante e na transformação social. A experiência dos professores e dos alunos envolvidos na Rede tem sido muito rica, dada essa interação dialógica, interdisciplinar e interprofissional. O sistema de integração entre suas interfaces segundo as habilidades, competências e funções de cada uma das suas interfaces estão abaixo discriminadas: Interface Ensino Essa interface se divide em duas vertentes. A educação fiscal como componente curricular e cursos livros de educação fiscal a distância. Como componente curricular o conteúdo programático já se encontra inserido no Curso de Ciências Contábeis. O intuito é estendê-lo aos cursos de Direito, Administração pública e de Gestão pública. Os cursos de educação fiscal a distância serão disponibilizados pela Escola Superior de Administração Tributária – ESAT-PB, para o que está sendo assinado um convênio entre o UNIPÊ e aquela instituição. Como essas atividades são incipientes, a experiência não pode ainda ser testemunhada. Interface Pesquisa A interface pesquisa está formatada a partir do Projeto “Ferramentas de controle social do tributo: Construindo a cidadania ativa”. O projeto tem como objetivo específico o estudo das condições materiais (bibliográficas, teóricas e operacionais, etc.), em vista do fornecimento de insumos aos alunos da Fábrica de software do UNIPÊ para a criação de um aplicativo sobre educação fiscal. Metodologicamente, os seus membros ( Professores e alunos de Direito, Ciências Contábeis e Gestão Pública) se aliarão a à fábrica de software do UBTECH/UNIPÊ e aos membros do já implantado Projeto institucional denominado Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal –NAFUNIPÊ, que conduzirá, posteriormente, juntamente com outro Projeto de extensão a ser criado em nível de prática extensionista, a disseminação do aplicativo junto à comunidade universitária, para que ela sirva de multiplicador junto à sociedade. O Aplicativo adotará três vertentes. A parte de educação fiscal e previdenciária, a parte de fiscalização (previdência e Saúde) e a parte de controle social, em um sistema de retroalimentação, conforme esquema abaixo: A experiência de juntar alunos e professores de cursos diversos, com visões de mundo também diferenciadas tem possibilitado um enriquecimento sem igual na vivência de cada um 264 dos seus membros, como tem atestado as manifestações de satisfação ao sabor das diversas reuniões então existentes. Interface Extensão A interface Extensão se desdobrará em três vertentes. Um projeto de extensão sobre educação fiscal, com o intuito de formular palestras juntos as escolas, uma revista eletrônica sobree educação fiscal, e o Núcleo de apoio Contábil e Fiscal. Desses três está implantado e consolidado, como um dos mais importantes NAFs do Brasil ( e, sem exagero, do Mundo). Os Núcleos de Apoio Contábil e FiscalNAFs são experiências acadêmicas que contam com o apoio da Receita Federal do Brasil, nos quais são oferecidas assistência tributária e fiscal, possibilitando a interação entre a Receita Federal, as Instituições de ensino superior, os alunos e a sociedade, propiciando, por meio da cooperação mútua, a qualificação de futuros profissionais contábeis e a prestação de serviços fiscais aos contribuintes hipossuficientes, com vistas ao fortalecimento da imagem de ambos perante a sociedade e ao desenvolvimento da moral tributária e da cidadania. É uma proposta que busca levar cidadania às comunidades e treinamento diferenciado aos estudantes de Contabilidade valorizando o conhecimento fiscal por meio da prática. Na Paraíba, o primeiro foi criado na cidade de Monteiro, na Universidade Estadual da Paraíba. O do UNIPE foi iniciou suas atividades em 13 de fevereiro de 2017, possui dois coordenadores, funcionando no Centro da cidade, em local de grande fluxo de pessoas, em frente ao Fórum Civel do Estado e tem como horário de funcionamento de segunda a quinta-feira, das 8:00 às 17:00. . O NAF UNIPÊ atendeu em 2017 1.241 (Mil duzentos e quarenta e um) contribuintes, distribuídos entre pessoas físicas hipossuficientes e pessoas jurídicas, sobretudo aos microempreendedores. Em 2018 já foram atendidos até junho, 2.054 (Dois e cinquenta e quatro) contribuintes. Metodologicamente, a cada dois meses e meio, doze alunos são capacitados pelos alunos da turma anterior com material desenvolvido pelos supervisores, com base nos casos práticos vivenciados no NAF, bem como com um treinamento ocorrido nas dependências da Receita Federal do Brasil, com um conteúdo programático desenvolvido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil que se tornou referência nacional, servindo de modelos aos outros NAFs de outras IES. Esses alunos assim capacitados se revezam nos turnos de atendimento – 6 pela manhã e seis a tarde. Dentre as boas práticas desenvolvidas pelo NAF -UNIPÊ, destacamos: a) Convênio com escritórios, empresas de grande porte e com o SESCON para alocação de mão de obra (estagiários/jovem aprendiz) junto ao NAF; b) Utilização de um estagiário do curso de Administração para desenvolvimento dos questionários (avaliação do aluno e dos atendidos) e elaboração de POPs dos serviços oferecidos no NAF; c) Aplicação de questionário avaliativo ao final de todos os atendimentos em local próprio e colocação em urna lacrada, garantindo a privacidade do avaliado. d) Desenvolvimento de material de divulgação do NAF voltado para as mídias sociais (instagram, facebook, etc..); e) Convênio (em fase de finalização) com a Prefeitura Municipal de João Pessoa para liberação da emissão de NFs-e pelo MEI no próprio NAF, orientações sobre obtenção de alvará para as atividades que necessitem e emissão de boletos de ISS e IPTU; 265 f) Convênio (em análise) com a Secretaria da Receita Estadual para liberação da emissão de NF-e pelo MEI diretamente no NAF, emissão de guias de IPVA, orientação para isenção de ICMS para taxistas e deficientes. g) Visando proporcionar uma maior gama de conhecimento para o estagiário do NAF, bem como preencher todo o tempo do aluno de forma produtiva, foram desenvolvidos convênios de cooperação técnica com 02 escritórios de contabilidade; h) Os escritórios realizam um mini curso, com direito a certificado, para treinar os alunos para desenvolverem as tarefas; i) Todas as tarefas são realizadas pelos alunos no próprio no NAF, com supervisão dos coordenadores. Impactos A Rede UMIPÊ de educação fiscal, amparada nas premissas da interação dialógica, interdisciplinariedade, interprofissionalidade, indissociabilidade do ensino-pesquisa e extensão apresenta forte impacto na formação do estudante e na transformação social. Se considerarmos apenas os seus projetos e ações já oficializados (O projeto de pesquisa aplicativo e o NAF) já se pode imaginar o tamanho das repercussões positivas na vida dos alunos e da comunidade. Só para se ter uma ideia, considerando apenas o NAF, os seus números são impressionantes. De fevereiro de 2017 até junho de 2018, 1.641 (mil, seiscentos e quarenta e um) microempreendedores usaram dos serviços do NAF. Os microempreendedores, a par da sua situação econômica, são geralmente pessoas sem instrução e excluídas da dimensão digital. As pessoas hipossuficientes, a grande maioria classe média baixa, também foram enormemente beneficiadas, no mesmo período foram 959 ( novecentos e cinquenta e nove) atendimentos com o e-social, 99 ( noventa e nove) pessoas pediram restituição e ou fizeram compensação de tributos federais através do programa PER/DCOMP. 426 ( Quatrocentos e vinte e seis) fizeram suas declarações do IRPF no NAF, a grande maioria pessoas hipossuficientes, sem mencionar outros serviços no total de 173 ( Cento e setenta e três) cidadãos. NATUREZA DO SERVIÇO ANO 2017 ANO DE 2018 ( ATÉ JUNHO) MEI 551 1.090 E-SOCIAL 427 532 PERDCOMP 51 48 IRPF 146 280 ISENÇÕES 5 22 OUTROS 64 82 TOTAL 1244 2054 Mas as Atividades do NAF não só impactam a sociedade, contribuem sobremaneira na formação profissional do aluno. De fato, de 2017 a junho de 2018, 69 ( sessenta e nove) alunos de Ciências Contábeis foram capacitados por Auditores e Analistas da Delegacia da Receita Federal do Brasil com temas que serão os seus dia-a-dia no exercício da profissão, tendo, demais disso, prática profissional nos atendimentos nas dependências do NAF. A visibilidade que esses alunos 272 cadernos de anotações com o material reciclado e distribuído para os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo. Para o segundo projeto, desenvolvido no período 2017.2, o material utilizado foi novamente o papelão, desta vez utilizado na prototipação de uma poltrona. Os cortes no material foram feitos a laser no laboratório de prototipagem Fablab e encaixados em dois perfis laterais em papel cartão. Foram executados testes de resistência do material, suportando o peso de até 60kg. No período de 2018.1, foi desenvolvida uma luminária inspirada na “Fluor” do designer Maurício Arruda. Tal qual o procedimento realizado na execução da poltrona, após os estudos com croquis, modelagem digital e física em escala reduzida, a estrutura da luminária foi executada a partir de recortes a laser de peças em papel cartão, com fechamento lateral de lâmpadas fluorescentes e iluminação interna feita com lâmpadas em led. Todas as etapas foram supervisionadas pelas professoras orientadoras. Impactos Dentre os impactos da experiência, podemos citar a aplicação dos conteúdos teóricos em experimentos práticos, conscientização do desenvolvimento sustentável a partir do consumo responsável, da minimização da geração de resíduos e o incentivo ao aluno na busca de métodos de empreender a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos. O docente também aprende a noção das relações da ação projetual, seus métodos, técnicas e referências, compartilhando ideias, estabelecendo coparticipação de outros profissionais, construindo concepções formais de modo colaborativo. Considerações finais Como resultado das práticas relatadas, assume-se a importância de pesquisas e experimentos deste cunho, no âmbito acadêmico, de práticas profissionais e principalmente de valor social a comunidade, a partir de propostas que viabilizem a reutilização de materiais. A possibilidade de prototipação dos artefatos projetados, proporciona aos discentes a assimilação dos conteúdos teóricos, bem como a prática das técnicas de processo criativo e capacidade de resolução de problemas, demonstrando assim o valor de boas práticas extensivas no processo de ensinoaprendizagem. A partir das dificuldades e êxitos alcançados é alçado um repertório de produção que viabiliza a proposição de novos testes, no intuito de contribuir cada vez mais fortemente com o desenvolvimento sustentável da comunidade local. 273 ANEXO Atividades do período 2017.1– Reciclagem papelão 274 Figura 01 – Processo de reciclagem do papelão – trituração, peneiramento, secagem do papel. Fonte: autora, 2017. Figura 02 – Processo de reciclagem do papelão – confecção de cadernos de anotações com papel reciclado. Fonte: autora, 2017. 275 Atividades do período 2017.2 – Criação de uma poltrona em papelão Figura 03 – Corte do papelão no laboratório criativo Fablab. Fonte: autora, 2017. Figura 05 – Corte do papelão no laboratório criativo Fablab. Fonte: autora, 2017. Figura 06 – Execução da poltrona, teste de resistência do material. Fonte: autora, 2017. Figura 04 – Etapa de colagem e montagem. Fonte: autora, 2017. 276 Atividades do período 2018.1 – Criação de uma luminária com lâmpadas fluorescentes descartáveis e papel cartão Figura 07 - Etapa de recorte das peças em papel cartãono Fablab. Fonte: autora, 2018. Figura 08 – Instalação dos pontos de iluminação. Fonte: autora, 2018. 277 Figura 09 – Etapa de montagem das peças feitas com papel cartão. Fonte: autora, 2018. Figura 10 - Montagem final da luminária, com as lâmpadas encaixadas no módulo. Fonte: autora, 2018. 278 ANJOS DO SORRISO Fernanda de Araújo Trigueiro Campos Consuelo Fernanda de Souza Macedo Bianne Maria de Melo Costa Sabrine Isley Souza Pontes Introdução O ambiente hospitalar é um fator de ansiedade para qualquer pessoa, principalmente para uma criança e seus familiares, os cuidados da saúde bucal muitas vezes não são determinados como prioritários por pais/cuidadores por não terem conhecimento acerca da sua importância principalmente durante o tempo de internação. Ressaltando a relevância das ações de promoção de saúde para esses pacientes. O Projeto de extensão é desenvolvido com a finalidade de levar o conhecimento acerca dos cuidados com a saúde bucal para crianças e cuidadores de maneira lúdica e divertida. Descrição da experiência As atividades educativas são ministradas em cada sala do hospital, através de macro modelos, com demonstração da correta técnica da escovação, uso do fio dental, teatrinho de fantoches, jogos de pergunta e respostas, tudo de maneira atrativa para eles, e com o intuito de afastá-los um pouco da realidade, do ambiente negativo que é o hospital. O projeto já existe há 3 anos e atende cerca de 80 pessoas semanalmente. A atividade proporciona uma interação entre os extensionistas e as crianças, construindo um conhecimento acerca dos cuidados com a higiene oral e conscientizando os pais e até mesmo os funcionários do hospital sobre esses cuidados. Impactos Dentro dessa conjuntura a atividade lúdica vem ganhando espaço, uma vez que, mesmo doente, a criança sente necessidade de brincar. Através da alegria e de brincadeiras o projeto leva conhecimento e promove saúde para pacientes e seus acompanhantes em momentos de fragilidade e vulnerabilidade. É gratificante levar sorriso num momento difícil e mais ainda ver os resultados alcançados. Na semana seguinte ao reencontrar algumas pessoas era perceptível que o projeto realmente tem uma força e influência positiva quando elas relatavam uma mudança de hábito, a melhora na higienização ou a busca pelo tratamento. Considerações finais É por intermédio dessa ação que ela poderá aproveitar os recursos físicos e emocionais disponíveis naquele contexto específico para elaborar uma nova situação. Com isso devemos interligar a situação do paciente hospitalizado que além de vulnerável, encontra-se desestimulado em relação à saúde oral, com a promoção da mesma, estimulando a criança a criar hábitos saudáveis, mesmo em situações adversas. 279 BUREAU CRIATIVO DE MARKETNG, DESIGN E ECONOMIA CRIATIVA Estela Maris de Medeiros e Oliveira Lívia Nogueira Pellizzoni Introdução O projeto propõe o desenvolvimento de consultorias técnicas multidisciplinares de extensão a empresas do varejo de João Pessoa. Envolve alunos dos cursos de Marketing, Design de Interiores, Design de Moda e de outros cursos do UBTECH Business, visando o desenvolvimento da prática profissional e a aproximação com o mercado de trabalho. O objetivo é desenvolver a capacidade técnica e analítica dos discentes na elaboração de soluções para o mercado varejista e, consequentemente, oferecer soluções às empresas do varejo em João Pessoa. Descrição da experiência Inicialmente foi feita a prospecção de empresas junto às instituições parceiras, CDL João Pessoa e Sindipan-PB. A extensão ocorreu, por conseguinte, por meio de consultorias realizadas pelos alunos sob supervisão dos professores vinculados ao Bureau Criativo. O modelo de trabalho adotado no Bureau Criativo é o Design Thinking, que se caracteriza por possibilitar um processo flexível, que valoriza os insights criativos de todos os atores envolvidos (VIANNA, 2012). Na primeira etapa, denominada “imersão”, que consiste na de pesquisa do universo de estudo para levantamento de possíveis problemas identificados pelos alunos nas empresas estudadas, foram realizadas visitas como cliente oculto e entrevistas com gestores, funcionários e clientes. Na segunda fase, conhecida como análise e síntese, tratou-se da análise do material coletado e compilação das informações obtidas na fase anterior. Na etapa seguinte, chamada de ideação, foi trabalhada a geração de ideias, tendo como base os resultados das etapas anteriores. Tendo em vista a característica multidisciplinar no projeto, além do princípio de co-criação do Design Thinking, as etapas de análise do material coletado e geração de ideias foi realizado coletivamente entre os alunos dos diferentes cursos e professores. Posteriormente, na fase de prototipação, as soluções foram materializadas e os projetos foram apresentados aos empresários para serem testadas. As soluções oferecidas às empresas varejistas são: melhoria no atendimento, organização de vendas, melhorias do espaço físico, melhoria da experiência de consumo, ações de promoção, desenvolvimento de soluções de imagem e uniformes, assessoria logística. As reuniões aconteceram uma vez por semana no Unipê, além de visitas aos estabelecimentos em datas e horários combinados com os gestores. Impactos A execução do projeto promoveu a multidisciplinariedade, tendo em conta que os diagnósticos e projetos desenvolvidos foram realizados com alunos dos diversos cursos envolvidos, proporcionando uma visão ampliada das variáveis que impactam os negócios no mercado varejista. Além disso, o projeto tem proporcionado o desenvolvimento da habilidade de negociação, consultoria, tomada de decisões, espírito de liderança, empreendedorismo e empregabilidade. De outra forma, o projeto tem beneficiado o mercado, trazendo inovação para os negócios envolvidos que tem impactado tanto nos resultados das empresas assistidas, como na experiência dos consumidores das mesmas. 280 Considerações finais Já é notória a eficiência do modelo de trabalho adotado, tendo em vista as características de co-criação para a equipe multidisciplinar. Com isso, tem-se percebido o amadurecimento técnico e analítico dos discentes na elaboração de soluções para o mercado varejista, bem como nas práticas de trabalho em equipe e posicionamento profissional perante as empresas do varejo de João Pessoa. 281 PSICOLOGIA JURÍDICA: UMA EXPERIÊNCIA EM ATENDIMENTO AO JUDICIÁRIO Elvira Daniel Rezende Ivana Suely Bezerra de Mello Daniela Heitzmann Amaral Valentim de Sousa A Psicologia Jurídica é definida a partir da aplicação do saber científico psicológico às questões relacionadas ao campo do direito (LEAL, 2008), sendo assim tanto no Projeto de Extensão, como no estágio supervisionado em Psicologia Jurídica do UNIPÊ-PB possui por objetivo potencializar o atendimento das questões que emergem da realidade, que envolvam a prática jurídica, e que constituem demandas sociais atuais, a fim de propiciar aos graduandos do curso de Psicologia, a partir do sétimo período, um olhar amplo a respeito das situações atendidas e exigidas no exercício da atividade profissional do psicólogo jurídico que não são atendidas pela carga horária do currículo acadêmico da graduação. O crescimento da psicologia jurídica e expansão de seu campo de conhecimento ao fortalecer a comunicação entre a Psicologia e o Direito, numa compreensão do agir humano à luz dos aspectos legais. (SILVA, 2012, p.4). A identidade do psicólogo jurídico vem a procura de um espaço de escuta das emergências de um sujeito singular na relação entre a lei (urgência do sujeito) e a Lei (ordenamento Jurídico), endereçada a uma instância como resposta ao mal-estar do qual se queixa (ALTOÉ, 2007). As diversas áreas de aplicação da Psicologia Jurídica das quais se destacam: Infância e Juventude (adoção, casos de negligência paterna, infrações, medidas socioeducativas); Família (separação, casos de paternidade, disputa de guarda, acompanhamento de visitas); Testemunhas (falsas memórias, alienação, proteção);Cível (interdições, indenizações, dano psíquico);Direito Penal (perícia, insanidade mental, delinquência); Penitenciárias (penas alternativas, intervenção junto aos reeducando, egressos e agentes de segurança) e Mediação. A atuação do psicólogo jurídico a avaliação, segue sendo a principal demanda dos operadores do Direito à Psicologia. Porém, outras atividades de intervenção, como acompanhamento e orientação, prevenção, bem como práticas alternativas de resolução de conflitos e mediação, entre outros, passaram a adquirir igual relevância, estendendo a atuação do psicólogo também para a área do Direito de Família e do Direito da Infância e Juventude. (LAGO et al., 2010). Os objetivos dos atendimentos no estágio supervisionado em psicologia jurídica são direcionados a fornecer material teórico que atenda a demanda jurídica para favorecer ao estagiário uma vivência prática no atendimento psicológico junto a uma população que necessita do restabelecimento psíquico através de escuta privativa e conjunta de seus conflitos. Como também instrumentalizar os estagiários para elaboração de relatórios, laudos, pareceres e suas implicações sociais decorrentes da finalidade do uso destes documentos no âmbito jurídico. O projeto se desenvolve em dois momentos distintos: atendimento interno (realizado na Clínica Escola de Psicologia da Unipe, localizada no bloco F do Campus do Centro Universitário de João Pessoa/PB, Br 230, Km 22, Água Fria, João Pessoa/PB) e atendimento externo (realizado nas instalações da ONG Aldeias Infantis SOS Brasil, localizada na Av. Hilton Souto Maior, nº 555, Mangabeira, João Pessoa/PB). As supervisões e discussões teóricas ocorrem na sala 96, do bloco F do Campus do Centro Universitário de João Pessoa/PB, Br 230, Km 22, Água Fria, João Pessoa/ PB. O projeto desenvolve-se em três fases que ocorrem simultaneamente. A primeira fase envolve uma preparação teórica através da leitura, fichamentos e discussões de conteúdos previamente 288 INTERAÇÃO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PROJETO SALA DE FINANÇAS E MERCADOS DE CAPITAIS (SF&MC) Ailza Silva de Lima Débora Gerlane Gomes de Alcântara Igor José Santana de Araújo Introdução Com foco na união ensino, pesquisa e extensão, o projeto Sala de Finanças e Mercado de Capitais foi criado com o objetivo de desenvolver conceitos, capacidades e competências que auxiliem na formação dos discentes para a área financeira. Constitui-se no desenvolvimento de atividades de extensão do Curso de Gestão Financeira, mais que envolve os cursos de Gestão Financeira, Administração e Ciências Contábeis. Todas as atividades realizadas no projeto “Sala de Finanças e Mercado de Capitais” tem compromisso principal com o fortalecimento da formação universitária para o mercado de trabalho. Possui como objetivo aproximar os alunos das práticas vivenciadas pelas organizações e instituições financeiras (bancos, corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários e outras), e principalmente levar a extensão dos conhecimentos à sociedade. Descrição da experiência O trabalho desenvolvido compõe-se de três etapas fundamentais, compreendendo: Análise de conjuntura econômica (Produto Interno BrutoPIB, taxa de juros, situação cambial, nível de emprego, inflação, dívida pública dados de comércio exterior, entre outros); Análise fundamentalista (contábil-financeira); e Análise técnica (mercado de ações – bolsa de valores). As ações relativas a extensão dos conteúdos à sociedade e a comunidade acadêmica acontecem na forma de oficinas, minicursos, workshop e palestras, sempre adequando o aprendizado do projeto às necessidades no nosso público-alvo, promovendo conhecimento e orientações sobre educação financeira, modalidades de investimentos e financiamentos e cenário econômico. O projeto tem parceria com a XP Investimentos, Banco do Nordeste e Caixa Econômica. Esta área oferece muitas oportunidades, tendo inclusive carência de profissionais que atendam as certificações exigidas. Impactos Há dois anos o projeto vem realizando o Balcão de Finanças, onde os alunos levam o conhecimento adquirido em sala de aula e desenvolvido no projeto SF&MC para a sociedade, na tentativa de conscientização e direcionamento dos recursos financeiros, que vai da orientação à compra de títulos públicos com valores a partir de R$ 30,00 reais, até a aquisição de títulos de renda fixa, CDB’s (Certificados de Depósito Bancário), COE (Certificado de Operações Estruturadas, um tipo de investimento que combina elementos de Renda Fixa e Renda Variável) e Ações. O projeto oferece aulões preparatórios para obtenção das Certificações Profissionais (CPA 10 e CPA 20), exigidas pelas instituições bancárias. Participam alunos da comunidade acadêmica e sociedade 289 em geral. As aulas são ministradas por alunos do projeto e supervisionadas pelos professores parceiros. Essa prática tem levado vários participantes do treinamento a aprovação no exame da CPA 10 e CPA 20. Considerações finais Os alunos envolvidos no projeto tem utilizado a experiência e desenvolvido outras pesquisas envolvendo Educação Financeira, Análise de Risco, Análise de Valuation, Diversificação de Portfólio, entre outras. Tais pesquisas geram trabalho de conclusão de cursos e por sua vez artigos apresentados em congresso e publicados. A participação dos alunos nos encontros regionais e nacionais tem trazido para a comunidade acadêmica uma nova visão das particularidades práticas sobre o mundo das finanças e as inovações tecnológicas que o envolve. 290 PROPOSTA DE ESTRUTURAÇÃO PARA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA UNIVERSITÁRIAS EM SAÚDE: ARTICULANDO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Jânia de Faria Neves Introdução A Extensão Universitária (EU) vem sofrendo mudanças mais robustas desde 1999 com a formalização do Plano Nacional de Extensão Universitária e, posteriormente, em 2012, a estruturação da Política Nacional de Extensão Universitária. Embora muito se discuta sobre o real papel da EU nos currículos, ela tem como principal função a articulação do ensino-serviço-comunidade. Dessa forma, a EU é um veículo de transformação social, para a formação discente e a qualificação docente através de propostas inter/transdisciplinares. Na prática, muitos autores discutem sobre os formatos de EU que têm tido uma abordagem meramente assistencialista, deixando o papel formativo em segundo plano. Considerando isso, o objetivo desse relato é descrever uma experiência de EU em oncologia que articula a extensão ao ensino e à pesquisa. Descrição da experiência O projeto de extensão Fisioterapia e Cuidados Paliativos em Oncologia do UNIPÊ iniciou suas atividades em 2017.2. Os atendimentos acontecem em quatro turnos semanalmente. Ao longo dos semestres foram sendo vinculadas ao projeto uma série de atividades que estimulam o estudo, os debates e as pesquisas. Inicialmente foi criado o “Ciclo de Formação e Informação em Fisioterapia e Cuidados Paliativos em Oncologia” (CIFIFICPO). Nesse braço do projeto são oferecidas mensalmente estratégias formativas aos extensionistas, assim como para os demais estudantes do curso, ou informativas para os usuários do projeto, das clínicas escolas ou da comunidade. Paralelamente se institucionalizou o “Grupo de Estudos e Casos” (GEC), com encontros semanais, em que são discutidos os casos mais relevantes, artigos ou abordagens terapêuticas. Em 2018.1 também foram instituídas as estratégias “Sala de Espera Educativa”, em que os extensionistas realizam rodas de conversa com os usuários das clínicas escolas do UNIPÊ, assim como o “OncoOnline”, que elabora materiais educativos publicados nas redes sociais, ambas as estratégias sobre temas gerais relacionados à oncologia. Em 2018.1, ainda, as pesquisas envolvendo o projeto passaram a ser intensificadas, não só pelo aumento no interesse para os trabalhos de conclusão de curso, como pela construção de um projeto de pesquisa guarda-chuva que inclui pesquisas em curto, médio e longo prazo. Impactos Os impactos mais substancias se relacionam a construção de uma formação sólida em Fisioterapia Oncológica e nos Cuidados Paliativos, mesmo essa área de especialidade não fazendo parte da grade do curso. Essa formação tem se baseado na construção de um perfil de extensionistas capaz de pensar e executar suas estratégias fisioterapêuticas considerando os conceitos de 291 cuidado integral e experiência de adoecimento e baseando-se em evidências científicas. Através do projeto o extensionista consegue racionalizar sua formação a partir do cuidado prestado, das necessidades do mercado, da cultura que envolve os fluxos de assistência do paciente oncológico e dos caminhos que as pesquisas apontam. Considerações finais A estruturação de uma EU que agrega às atividades da extensão a formação e a pesquisa pode ser um importante recurso para qualificar o perfil do egresso. Uma vez que a EU é uma das vias que mais aproxima o aprendente do serviço e da comunidade, sua estrutura tem impacto direto na formação que se deseja construir. 292 SALA DE ESPERA EDUCATIVA: UMA ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM A PARTIR DA INTERAÇÃO ENTRE O APRENDENTE E A COMUNIDADE NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Jânia de Faria Neves Introdução As perspectivas atuais sobre aprendizagem têm levado em consideração a importância da experiência. Isso porque é a partir das vivências, dos contatos com o outro diferente, com novas culturas e formas de pensamento, que o sujeito se vê diante da necessidade de buscar informações para solucionar problemas concretos e que, para ele, fazem sentido por ele estar imerso nessa realidade. Alguns autores, como a Merleau-Ponty afirmam que o que sabemos do mundo, mesmo a própria a ciência, o sabemos a partir de experiências e visões de mundo que são construídas em nossas vivências, sem quais, os símbolos próprios da ciência não fazem sentido. Considerando isso, a prática educativa em saúde pode servir como um desses espaços para experienciação. O termo aqui usado considera as estratégias de educação em saúde que se destinam à melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e comunidades, bem como a educação permanente, que almeja a formação contínua dos profissionais de saúde. Posto isso, o objetivo desse relato é descrever uma estratégia que utiliza da prática educativa em saúde como dupla via de aprendizagem. Descrição da experiência A sala de espera educativa (SAESE) foi uma atividade criada em 2018.1 no projeto de extensão Fisioterapia e Cuidados Paliativos em Oncologia. A proposta era pensar em uma estratégia que pudesse servir como espaço de aprendizagem tanto para a comunidade, quanto para os extensionistas. Assim, a atividade foi montada em etapas. Na primeira delas, a coordenação do projeto elaborou um problema simples que consistia em fazer os extensionistas pensarem quais são as principais dúvidas da população sobre o câncer. Para elencar isso, foi realizado um brainstorming. A partir do que foi apontado pelos extensionistas, eles foram desafiados a pesquisar e montar uma estratégia de educação em saúde que discutisse o que era mito e verdade nessas dúvidas comuns a população. Os extensionistas pesquisaram, trouxeram um material teórico que foi transformado em uma linguagem popular e, após os devidos ajustes, produziram um álbum seriado. O desafio seguinte era apresentar esse álbum através de uma roda de conversa na recepção da clínica escola em todos os três turnos de funcionamento da clínica ao longo da semana. Os extensionistas se organizaram em plantões. Dois alunos cobriram cada turno e ficaram responsáveis pela mediação da roda de conversa. Outros que estivessem disponíveis poderiam participar. Impactos Ao longo das conversações, o que se viu foi um grupo de usuários participativo e questionador, desafiando os alunos e buscarem mais informações e acrescentando suas experiências pessoais. Alguns dos participantes, inclusive, se comprometeram a buscar ajuda médica porque, diante das 293 informações, suspeitaram estar com alguma lesão cancerígena. Os questionamentos feitos na sala de espera impulsionaram os alunos a voltarem a pesquisar para acrescentar novas informações ao álbum seriado, de forma que a atividade acabou se transformando em um espaço de aprendizagem rico e problematizador. Considerações finais A SAESE se apresenta como uma possibilidade pedagógica muito enriquecedora, a depender do empenho dos mediadores. Por lidar com dúvidas de usuários, é uma atividade com infinitas possibilidades e uma alternativa a educação em saúde comumente utilizada. 294 FACILITANDO O ENSINO POR MEIO DE METODOLOGIA ATIVA: DA CONSTRUÇÃO A TROCA DE INFORMAÇÃO Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura Introdução A universidade é uma instituição na qual é composta por diversos saberes, diversos perfil de alunos e professores. Neste universo, se faz necessário implementação de estratégias pedagógicas que favoreçam o processo de aprendizagem. O estudante tem se tornado cada vem mais ativo no processo de aprendizagem e desta fome, vem sido desenvolvidas estratégias para atender essa demanda (BERBEL, 2011). Assim, o presente resumo tem como objetivo descrever uma metodologia ativa adaptada e intitulada de “Construção e troca de informação”. Destaca-se que a adaptação foi realizada com base em experiências com condução de grupo e da metodologia ativa chamada de rotação da estação. Descrição da experiência A atividade de metodologia ativa foi desenvolvida no semestre 2018.1 no componente curricular “Psicologia e Relações do Trabalho”. O conteúdo abordado foi estrutura organizacional, sendo planejada em seis etapas. As etapas da atividades são: (I) Explicação pela professora da utilização de uma metodologia ativa para o conhecimento de conceitos importantes da estrutura organizacional; (II) Os estudantes foram divididos em duplas e, cada dupla, ficou um aspecto específico do texto para criar um pergunta aberta e responde-la. Neste momento a professora fica atenta para tirar dúvidas e orientar os estudantes. (III) Foi solicitado a um integrante de cada dupla ficar sentado e o outro ficar em pé para que existisse o rodízio da dupla em sentido horário (1 minuto para cada estudante ficar com a nova dupla) para compartilhar sua pergunta e resposta. Neste momento a docente recolhe as folhas com as perguntas e respostas e constrói um slide com a ideias e sequencias dos assuntos abordados (IV) Após todos os alunos terem passado por os outros alunos, e chegando a sua dupla inicial, eles devem compartilhar o aprendizado com esta atividade. (V) Neste momento a professora solicita que os estudantes abram um grande círculo para prestar atenção ao reforço teórico conduzido pela docente. A cada pergunta a professora solicitava para a dupla apresentar e ela fazia as considerações. (VI) Ao final, a docente refletiu sobre a atividade realizada, reforçando os conteúdos explanados, sendo solicitado o feedback dos estudantes. Impactos Percebeu que houve um entendimento do assunto, facilitando a compreensão do mesmo. As etapas da atividade foi um processo de construção, e cada etapa, o estudante foi apropriando do conteúdo e se sentindo seguro para repassar a informação. Por meio do feedback em sala de aula a turma mostrou-se satisfeita com o conteúdo aprendido, o que irá facilitar a leitura do material, uma vez que foi debatido os conceitos e relacionado com a prática profissional. 295 Considerações finais Considera-se importante abordar que o professor necessidade de ter uma habilidade específica na condução de grupos para desenvolver essa atividade, uma vez que o a cada fase deve ser informado sobre as habilidades necessárias para a sua realização. Destaca-se também que o estudante desenvolveu nessa atividade habilidades específicas da prática da área da psicologia organizacional e do trabalho, tais como, falar em público, lidar com a pressão do tempo, capacidade de síntese e relações sociais. 296 GESTÃO DE PESSOAS NA PRÁTICA SIMULADA Niérika Raqueline do Nascimento Barbosa Introdução Na atualidade, investir em pessoas tornou-se uma tarefa essencial para as organizações que desejam estar em uma posição estrategicamente favorável. Gil (2010), enfatiza que é perceptível que as organizações de sucesso são as que investem no seu capital humano e entendem que o grande desafio da área de Gestão de Pessoas, está em utilizar da melhor forma possível a capacidade de desenvolver as pessoas. Percebe-se que em muitas instituições de ensino, no âmbito acadêmico, não prepara o aluno, de forma aprimorada, para a prática organizacional. Dutra (2011), destaca que atualmente, temos a falta de diálogo entre as instituições de ensino e as organizações, tornando-se então, imprescindível, para uma Instituição como a Unipê, a preocupação com a preparação prática de seus egressos. Pensando nesse contexto prático dos alunos do curso de Gestão de Recursos Humanos e Psicologia (área organizacional), surgiu então a idéia de estimular a prática profissional, através do projeto de extensão “Gestão de Pessoas na Prática Simulada”, no qual os alunos extensionistas tem a possibilidade de praticar os diversos subsistemas de RH em empresas reais. Esse processo é extremamente importante para a formação dos alunos, e objetiva aprimorar a relação teoria-prática e promover uma aprendizagem significativa, tendo em vista contribuir para que estes concluam sua formação cada vez mais capacitados para o mercado de trabalho. Descrição da experiência Diante da necessidade dos alunos terem mais experiência prática, surgiu então a ideia de criar um projeto de extensão no qual os alunos pudessem praticar os Subsistemas de Gestão de Pessoas que são estudados em sala. Após o entendimento teórico do conteúdo, trabalhado em sala de aula, eles tem a possibilidade de praticar esses conteúdos em empresa reais. Ao longo do semestre, eles executam a simulação de diferentes atividades, de acordo com a necessidade da empresa cliente. Impactos Conhecimento é algo passível de ser aprendido, por meio do repasse de informações, contudo para que as habilidades e atitudes profissional sejam desenvolvidas, é extremamente relevante a experiência prática desse conhecimento, foi justamente esse o maior intuito desse projeto de extensão, possibilitar que os alunos pudessem ter contato com a experiência prática do conhecimento que adquiriram em sala de aula, tendo em vista o desenvolvimento e aprimoramento de suas competências profissionais. Considerações finais O projeto de extensão, realizado pelos extensionistas, junto a nossa empresa cliente, possibilitou aos alunos a oportunidade de realizar diversas atividades que são atreladas a conhecimentos vistos em sala de aula. O mesmo já vem sendo desenvolvido há dois semestres, 297 percebe-se que tal processo foi de extrema relevância para a formação dos alunos, uma vez que possibilitou diretamente o desenvolvimento e aprimoramento de competências técnicas e comportamentais que são essenciais para os alunos, em formação. 304 ABRACE A CAUSA: ATENDIMENTO A CRIANÇAS DO ESPECTRO AUTISTA E SEUS FAMILIARES Sandra Helena Mousinho Benevides Mônica Domingos Bandeira Introdução O objetivo do presente trabalho é apresentar o programa de extensão universitária “Abrace a Causa: Intervenção para pacientes do Espectro Autista”, tal qual está sob coordenação da professora Sandra Mousinho, com a colaboração da professora Mônica Bandeira. Neste trabalho será feito uma breve descrição das atividades experienciadas, bem como seus impactos tanto para os docentes como para os discentes que participam do projeto. O projeto de extensão “Abrace a Causa” tem como finalidade prestar atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista e seus familiares, realizando avaliações e intervenções comportamentais, efetuando treinamento dos pais, e orientando-os a fim de promover habilidades para melhor lidarem com as possíveis dificuldades levantadas. Descrição da experiência Através do planejamento próprio, o projeto de extensão proporciona diversos benefícios tanto para a comunidade acadêmica, ou seja, professores e alunos que participam do projeto, como para a população, que são os pais e as crianças atendidas. A referida extensão proporciona aos alunos a oportunidade de adquirir experiência em um campo de atuação profissional, no qual o aluno é supervisionado pelos professores, amparando e orientando técnico e teoricamente os discentes participantes. O serviço oferecido proporciona aos pacientes e aos pais atendimento (com a terapia ABA) e orientações gratuitamente. No que se refere ao funcionamento dos atendimentos, são realizados semanalmente encontros com os pais e com as crianças. Inicialmente é feito uma avaliação individual (Adaptada do Programa de Avaliação VIB-MAPP) com cada criança a fim de delinear os programas comportamentais de intervenção a serem aplicados. Com os pais são realizados treinamentos e orientações com o intuito de que possam levar as intervenções para o contexto domiciliar. Impactos O desenvolvimento destas atividades impacta de forma bastante positiva tanto os discentes que participam do projeto como os docentes. A oportunidade de supervisionar um importante projeto como este traz diversas experiencias para o docente, é uma forma de passar conhecimentos práticos e de, também, aprender com as situações vivenciadas na extensão. Aos discentes, podese perceber que, a partir do contato prático que o aluno obtém na extensão, torna-se possivel que o mesmo possa adquirir habilidades e experiências que serão levadas para a vida profissional, capacitando-o ainda mais para o mercado de trabalho. Além do mais os alunos extensionistas (por estarem em prática) normalmente são solicitados a serem contratados por pais de crianças autistas a trabalharem como AT’s (acompanhantes terapêuticos), de forma remunerada. Portanto, um outro grande impacto é proporcionar a esse alunos oportunidade de trabalho. 305 Considerações finais Diante de tudo que foi exposto, pode-se concluir que este projeto é de crucial importância aos professores, alunos e usuários deste serviço. Espera-se que o mesmo possa ser expandido para outros cursos, para que de forma interdisciplinar, possa-se fornecer um atendimento completo junto aos usuários deste serviço. 306 DESENVOLVENDO HABILIDADES SOCIAIS NOS UNIVERSITÁRIOS DE PSICOLOGIA: CONTRIBUIÇÕES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura Introdução O ingresso na universidade representa para o estudante o início de uma fase repleta de desafios. São necessários esforço e investimento para relacionar-se com pessoas diferentes, manifestar opinião, enfrentar situações de estresse como interagir com autoridade, lidar com críticas, falar em público, lidar com prazos e pressões, além de conciliar os estudos com outras demandas. Os estudantes que possuem habilidades sociais vivenciam melhor exigências da vida universitária, protegendo-se dos estressores presentes nesse contexto e extraindo maiores benefícios desta experiência (SOARES; DEL PRETTE, 2013). As Habilidades Sociais (HS) são comportamentos valorizados em determinada cultura, com alta probabilidade de resultados favoráveis e que contribuem para um desempenho socialmente competente (DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2017). O objetivo geral desta extensão é promover nos estudantes universitários o aperfeiçoamento do seu repertório de habilidades sociais, por meio do treinamento das HS, como forma de auxiliá-los para a vida acadêmica e profissional. Descrição da experiência O projeto de extensão intitulado “Treinamento de Habilidades Sociais em estudantes universitário de Psicologia” iniciou em 2016.1, e a cada semestre participam 14 estudantes do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa. O treinamento das habilidades sociais é conduzido por duas docentes e desenvolvido em 12 encontros, ocorrendo uma vez por semana. O primeiro e o último são destinados a aplicação de instrumentos que avaliam as HS antes e depois do treinamento (pré-teste e pós-teste). Os demais encontros destinam-se a aplicação do protocolo de intervenção de Carvalho et al (2015). Os temas abordados são: 1) Contrato relacional e Psicoeducação do conceito das HS; 2) Estabelecimento das Relações Sociais; 3) Direitos Humanos Básicos; 4) Teoria dos comportamentos sociais (Passividade, Agressividade e Assertividade); 5) Prática dos comportamentos sociais (Passividade, Agressividade e Assertividade); 6) Fazer e recusar pedidos; 7) Fazer e receber críticas e elogios; 8) Falar em público; 9) Manejo da raiva e expressão de incômodo, desagrado e desgosto; 10) Avaliação e feedback do processo. A intervenção é realizada com o propósito psicoeducativo, não se pretende desenvolver psicoterapia nem o aprofundamento de questões que merecem acompanhamento clínico. Para tanto, são utilizadas técnicas específicas da abordagem Cognitivo-Comportamental nas intervenções grupais, tais como: psicoeducação, role-plays, ensaio comportamental e resolução de problemas. Impactos A partir das análises estatísticas dos resultados dos testes pré e pós treinamento, percebese que houve um aumento significativo (t=41,95; p<o,001) no nível das HS dos participantes. Foi 307 realizado um teste t de Student para amostra dependentes, tendo-se verificado que depois do treinamento (M=2,95; DP=0,32) os participantes apresentaram nível de HS maior do que antes (M=2,77; DP=0,24), considerando uma escala de 1 a 5. Estes resultados foram confirmados por meio dos autorrelatos e das observações, percebendo-se que houve a incorporação dos conhecimentos adquiridos e a ampliação do repertório de habilidades sociais dos participantes. Considerações finais É importante ressaltar que, por seu caráter psicoeducativo realizado em grupo, a intensidade do efeito do treinamento varia entre os participantes, uns apresentando mudanças mais expressivas do que outros. Contudo, de modo geral, os efeitos do treinamento auxiliam os universitários a enfrentarem de modo adequado as situações cotidianas, tanto dentro da instituição como fora dela. Um repertório de habilidades sociais desenvolvido proporciona consequências positivas, tais como resolução de problemas, satisfação consigo, sensação de controle e autoestima, que serão benéficas tanto para o indivíduo quanto para os demais com quem convive. 308 TREINAMENTO DE ESTIMULAÇÃO DOS NEURONIOS EM IDOSOS COM FRAGILIDADE: PROPOSTA MULTIDISCIPLINAR Maria Auxiliadora Freire Siza Marcos Antônio de A. Leite Filho Regina Irene Diaz M. Formiga Patrícia da Cruz Araruna Kaliny Monteiro Simões Introdução Alguns pesquisadores já vem utilizando dentro da neurociência algumas intervenções que estimulam os neurônios no sentido de promover mudanças nas sinapses do cérebro. Rodrigues et al (2003) traz a imagética para o cenário de recursos neurais de otimização neurofísica, afirmando que a simulação mental de um determinado movimento emprega os mesmos mecanismos neurais utilizados na sua execução, evidência disso é, que quando uma pessoa pensa sobre um ato ou movimento de alguma parte do corpo, ocorre um aumento nos registros eletromiográficos na musculatura da área específica - atividade elétrica no músculo correspondente à sua localização (SINGER apud CASTRO e SANTOS, 2007). Explicam alguns autores que o “sentir, mais do que o fazer é o item mais importante em uma proposta corporal, pois, quanto mais delicadamente um indivíduo elabora uma ação, mais adequado, preciso e poderoso se torna o movimento” (GAIARSA, 2001). Isso parece óbvio ao se pensar que a mente humana é tão poderosa que está constantemente criando imagens de figuras, experiências emocionais, produzindo e reproduzindo sensações corporais e movimentos desejados (OLIVEIRA, 2007). Objetivos Avaliar os benefícios físicos e mentais da estimulação neural não invasiva através da imagética a um grupo de pessoas idosas que praticam exercícios físicos. Descrição da experiência Pesquisa transversal com abordagem quantitativa. A amostra será constituída por 80 idosos (ambos os sexos), treinados, ou seja, que realiza exercícios físicos há mais de 03 meses, sendo selecionados de forma não probabilística por conveniência. Os participantes serão distribuídos em 04 grupos de 20 participantes cada. 1º grupo: Medirá a força isométrica, executará flexões de braço, realizará sessão de Imagética e finalizará medindo a força; 2º grupo: Medirá a força isométrica, executará flexões de braço e realizará sessão de Imagética e estimulação neural não invasiva e finalizará medindo a força; 3º grupo: Medirá a força isométrica, fará sessões de estimulação neural não invasiva e finalizará medindo a força; 4º grupo: grupo Controle – Medirá a força isométrica sem nenhuma intervenção. Repetira esse teste juntamente com os outros grupos. Até a presente data foi realizada atividades de imagética entre os discentes para treinamento, para posteriormente fazer com os idosos. Esses participantes serão colocados sentados confortavelmente para assistir um vídeo dos movimentos que terão que realizar, posteriormente, serão induzidos a realizar os movimentos mentalmente e finalmente os movimentos físicos perfeitos. 309 Impactos A imagética é um dos pontos bastante explorados pelos alunos neste projeto de pesquisa, por se tratar de um estudo que introduz a neurociência na enfermagem e cursos da ares de saúde. Houve bastante interesse dos discentes em participar do treinamento para execução dessa técnica, porque a mesma é usada para um sem número de atividades, como, para os atletas de alta performance, algumas doenças e outras áreas. Considerações finais Ficou claro que após os estudos e a apresentação pelo discentes do uso da imagética em forma de situação realística, os mesmos estão preparados para fazer a aplicação na amostra de idosos selecionados. Esse projeto será o gerador de algumas produções cientificas para publicação. Palavras-chave: Idosos. Neurociências. Neurônios. 310 PRÁTICA SUPERVISIONADA EM AVALIAÇÃO DA LINGUAGEM: VIVÊNCIAS EM AMBIENTES ESCOLAR E HOSPITALAR Ivonaldo Leidson Barbosa Lima Introdução A avaliação da linguagem é um processo que permite conhecer o funcionamento das habilidades linguísticas da pessoa avaliada, assim como fomenta a análise da relação distúrbionormalidade, o monitoramento do desenvolvimento e a elaboração de propostas terapêuticas, quando necessário. Para a realização de um bom processo de avaliação, é importante a garantia de alguns aspectos, como: um ambiente estruturado; instrumentos e recursos específicos; e uma boa preparação do avaliador, que deve possuir conhecimentos teóricos, habilidades para realizar os procedimentos e atitudes que colaborem para o processo de avaliação. No curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, há unidades curriculares que exploram essa temática desde o início da jornada acadêmica dos estudantes. Contudo, é interessante a oferta de práticas que extrapolem o ambiente da faculdade e coloquem o estudante em contato com situações reais de atuação profissional. Desse modo, esse estudo objetivou discutir as vivências de duas práticas supervisionadas em avaliação da linguagem desenvolvidas no curso de Fonoaudiologia. Descrição da experiência As experiências foram desenvolvidas no período 2018.1, nas unidades curriculares “Aquisição da linguagem oral” e “Distúrbios da linguagem em adultos e idosos”, ofertadas no 3º e no 5º período, respectivamente. O processo de avaliação da linguagem é explorado nas duas disciplinas: na primeira, numa perspectiva do desenvolvimento linguístico e observação dessas habilidades em crianças; e na segunda, numa perspectiva do envelhecimento humano e analisando a linguagem em distúrbios que acometem o funcionamento cerebral de adultos e idosos. Após a discussão dos aspectos teóricos em sala de aula e treinamento/simulação de situações de avaliação, as práticas foram agendadas em dois ambientes localizados no município de João Pessoa: para a avaliação de adultos e idosos, no Hospital Padre Zé; e para a avaliação de crianças, na Escola Viva Olho do Tempo. Nos dois locais, os estudantes se dividiram em duplas e realizaram as avaliações da linguagem, munidos de instrumentos específicos para coletar e registrar os dados. Impactos No hospital, foram avaliadas a linguagem de 15 adultos e idosos. Já na escola, 40 crianças foram avaliadas. Todas as avaliações foram supervisionadas e registradas para posterior análise e discussão dos casos. Em seguida, houve a produção de relatórios pelos estudantes para realizar uma devolutiva aos serviços dos aspectos observados. Os serviços avaliaram positivamente as experiências e solicitaram o retorno das atividades nos próximos períodos, como prática supervisionada ou projetos de pesquisa/extensão. Todos os estudantes demonstraram satisfação positiva com as práticas, visto que foi possível: articular conteúdos abordados nas disciplinas e a 311 prática profissional e vivenciaram situações reais de atuação fonoaudiológica e contato direto com pessoas, essenciais para o aperfeiçoamento de atitudes de escuta, humanização e comunicação profissional. Considerações Finais As práticas supervisionadas são estratégias importantes, visto que mobilizam os conteúdos explorados em classe e motivam os estudantes a continuar a estudar e a se aperfeiçoar, visto que os colocam em vivências de atuação profissional. As experiências analisadas nesse estudo contribuíram para o enriquecimento do estudo do processo de avaliação da linguagem e beneficiaram os estudantes, os serviços e a população assistida. 312 INVESTINDO NA APOSENTADORIA QUE QUERO: DISCUSSÃO A RESPEITO DE INVESTIMENTOS E APLICAÇÃO DE JUROS COMPOSTOS Nathállya Etyenne Figueira Silva Introdução Diante dos cenários de incertezas que permeiam o Brasil, discussões a respeito de poupança e investimentos são consideradas importantes, principalmente pelo fato de que a minoria da população consegue se manter com o que acumularam durante a vida. O restante volta para o mercado, sobrevivem da aposentadoria vinda da previdência social, da ajuda de parentes ou da caridade. Nessa perspectiva, educar a população financeiramente torna-se um fator relevante, tendo como finalidade fazer com que as pessoas reflitam sobre como se deve usar e poupar o dinheiro. A educação financeira e o entendimento de como os juros funcionam no mercado financeiro de forma geral, são conhecimentos relevantes quando se trata de aposentadoria e investimentos, independe da formação do indivíduo ou da área que ele deseja atuar. Nessa direção, por meio de uma palestra intitulada: Enfrentando a crise de meia idade: investindo na aposentadoria que quero para o futuro, ministrada pelo Sr. Felipe de Oliveira Araújo, buscou-se trazer o contexto brasileiro e a importância de se organizar financeiramente, inserindo o funcionamento do juros compostos a favor daquele que poupa/investe, com o objetivo de incentivar os alunos a perceberem a importância do conteúdo pra suas vidas de maneira geral. A ideia de trazer um profissional que trabalha com o conteúdo da disciplina agrega valor ao ensinamento em sala de aula e foi motivada principalmente pela professora trabalhar com o tema “educação financeira” em projeto de extensão dentro da instituição. A atividade não está relacionada com projetos de pesquisa. Descrição da experiência A palestra ocorreu em dois momentos distintos: o primeiro deles com uma turma de matemática financeira do turno da manhã, e o segundo, com duas turmas de matemática financeira do turno da noite. As duas atividades ocorreram, respectivamente, nos dias 09/04/2018 e 12/04/2018 nas próprias salas de aula, em que houve a exposição do assunto por parte do Sr. Felipe, bem como a interação dos alunos, de modo a gerar um debate sobre a temática. Ao final da fala do palestrante, reservou-se um tempo para os questionamentos e comentários dos alunos. Impactos Considera-se que a experiência proporcionou um impacto positivo na assimilação do conteúdo por parte dos alunos. Após atividade, alguns deles deram feedback positivo, principalmente aqueles que pensam na importância da educação financeira. Assuntos relacionados a matemática financeira, em alguns casos são de difícil entendimento, dessa forma, a inserção de atividades diferentes podem auxiliar no entendimento da aplicação dos cálculos. Dessa maneira, tratou-se de uma atividade de ensino, por meio de palestra que possibilitou a visualização da aplicação do conteúdo em situações da realidade. 313 Considerações finais A aplicação da atividade de ensino por meio de palestra proporcionou aos alunos uma concretização da temática anteriormente exposta em sala, bem como pode-se perceber um maior interesse por parte dos alunos para assuntos relacionados a investimentos. Ademais, um dos gráficos apresentados durante a palestra em que demonstrava uma projeção com juros compostos, foi utilizado para criação de uma questão inserida na avaliação do 2° estágio. De modo geral, esse tipo de atividade favorece no sentido de trazer profissionais especialistas no assunto e que, dessa maneira, trazem contribuição para o aprendizado dos alunos. 320 Impactos Apesar do projeto de extensão encontrar-se em andamento é possível afirmar que a interdisciplinaridade entre o projeto e a disciplina trouxe ganhos inúmeros tais como: Oportunidade prática dos ensinamentos vistos em sala de aula; Oportunidade de empregabilidade e/ou estágio através de parcerias Empresa x Instituição; Mobilização da comunidade acadêmica com os temas abordados; Estímulo do trabalho em equipe; Melhora das práticas de gestão ambiental das empresas abordadas; Confecção de artigos científicos em evento e/ou periódico; Uso maximizado do Eco Point Solar na Instituição; Consciência ambiental; Workshop, palestras institucionais; Confecção de Luminárias Sustentáveis; Visitas no Laboratório de Fabricação Digital. Impressão de protótipo (Luminária) em impressora 3D. Motivação e interesse dos alunos com a temática. Considerações finais Conclui-se que a aprendizagem oriunda de atividades que aproximam o conhecimento teórico da prática é particularmente efetiva para estimular uma aprendizagem significativa. A partir desta experiência foi possível observar que os alunos se estimularam, tornando-se participativos e motivados. 321 UMA ABORDAGEM PARA IMERSÃO DE ESTUDANTES NA FÁBRICA DE SOFTWARE DO UNIPÊ FÁBRICAS DE SOFTWARE Hugo Vieira Lucena de Souza Walace Bonfim Sartori Felipe Soares Thatyana Guerra A extensão das atividades práticas de aprendizagem para cursos de graduação em TIC no Brasil tem se tornado um grande desafio ao longo dos últimos anos. Uma estratégia comprovadamente de sucesso, segundo Romanha (2016), é a criação das Fábricas de Software Educacionais (FSE). Estas estruturas organizacionais concretizam um ambiente para a prática profissional, similar à uma empresa com processos, pessoas e projetos, e que tem como propósito possibilitar que alunos adquiram conhecimentos, desenvolvam habilidades técnicas e amadureçam nos aspectos pessoais e sociais, além de entender todo o ciclo de desenvolvimento de software de uma forma interativa e dinâmica. Uma solução apontada pelos autores é a de transformar eventuais atividades que são realizadas de maneira desorganizadas em processos formais, bem descritos quanto aos tipos e objetivos. Portanto, o objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta de processo de imersão para uma FSE de uma IES privada localizada em João Pessoa, na Paraíba. O ensino para os cursos de TIC tem sido alavancado nos últimos anos no Brasil (Ramos et al., 2015). Na maioria das IES brasileiras percebe-se uma grande concentração dos cursos desta área, tais como Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia da Computação e Licenciatura em Computação. Para Romanha (2016), o processo de implantação de uma FSE é complexo e exige um planejamento que possibilite analisar como será a seleção dos alunos participantes, a integração dos professores e gestores, além da obtenção de empresas parcerias sem que as atividades acadêmicas sejam prejudicadas. Diante desta perspectiva, o Centro Universitário de João Pessoa, Unipê, instituição privada localizada em João Pessoa, na Paraíba, criou em 2009 a Fábrica de Software do Unipê. A Fábrica de Software do Unipê propõe um direcionamento educacional a cada aluno envolvido nos cursos de T.I. fazendo com que o mesmo seja integrado em um processo de capacitação profissional contínua. A Fábrica de Software do Unipê conta com a participação aproximada de 70 pessoas, que desenvolvem projetos com parceiros públicos e privados no Estado da Paraíba. Uma ação que é realizada a cada novo semestre letivo pelos colaboradores da Fábrica de Software do Unipê é o processo de imersão. Esta imersão funciona como uma espécie de acolhida inicial em que novos candidatos a participarem das ações do projeto conhecem os objetivos, pessoas e o modelo de funcionamento proposto em um total de 6 etapas que podem direcionar a imersão, conforme podem ser observadas na Figura 1. 322 Figura 1. Fluxo de imersão proposto para a Fábrica de Software do Unipê A avaliação do fluxo proposto do processo foi realizada em um primeiro momento foi possível identificar os percentuais dos cursos de T.I. da Unipê frequentados pelos entrevistados, conforme pode ser observado no Gráfico 1. Gráfico 1. Distribuição dos entrevistados por curso A segunda parte do questionário eletrônico proporcionou avaliar o fluxo de imersão. Nesta etapa foram elaboradas 5 perguntas em os entrevistados tinham a opção de assinalar as opções concordo totalmente, concordo parcialmente, indiferente, discordo parcialmente e discordo totalmente das indagações realizadas pelos autores. As perguntas elaboradas para avaliar a proposta deste trabalho foram: Pergunta 01: Conhecer o processo de planejamento gera o sentimento de conforto durante a participação na imersão? O resultado desta afirmação é descrito no Gráfico 2 a seguir. Gráfico 2. Avaliação acerca do planejamento da imersão pelos entrevistados 323 Pergunta 02: O edital continha todas as informações necessárias à participação nas etapas posteriores? O resultado desta afirmação é descrito no Gráfico 3 a seguir. Gráfico 3. Avaliação acerca do edital da imersão pelos entrevistados Pergunta 03: As palestras permitiram o conhecimento das tecnologias e metodologia utilizadas pela Fábrica? O resultado desta afirmação é descrito no Gráfico 4 a seguir. Gráfico 4. Avaliação acerca das palestras da imersão pelos entrevistados Pergunta 04: Os Workshops permitiram o conhecimento das tecnologias e metodologia utilizadas pela Fábrica? O resultado desta afirmação é descrito no Gráfico 5 a seguir. Gráfico 5. Avaliação acerca dos workshops da imersão pelos entrevistados Pergunta 05: O projeto de desenvolvimento de software proposto possibilitou o compartilhamento de conhecimento, trabalho em equipe e experiência prática? O resultado desta afirmação é descrito no Gráfico 6 a seguir. 324 Gráfico 6. Avaliação acerca dos projetos de laboratório da imersão pelos entrevistados Este trabalho teve como objetivo apresentar uma abordagem para a definição de um processo de imersão no contexto da Fábrica de Software Educacional do Unipê. Dentre as limitações encontradas pelos autores estão a busca por trabalhos que abordassem o tema de maneira clara, a apresentação de processos ou métodos que repliquem esta integração de maneira efetiva e a discussão acerca de tecnologias que implementaram soluções com seus respectivos resultados. Em virtude de ser uma temática recente, entende-se que a literatura que aborda esta temática ainda é restrita, com trabalhos pontuais que abrangem de maneira genérica as Fábricas de Software Educacionais em Instituições de Ensino Superior no Brasil. Referências Ramos, J.; Rodrigues, R.; Silva, J.; Gomes, A. Analyzing Factors Affecting the Performance of Beginning Students in a Distance Learning Course. SBIE, 2014. Romanha, Silas Dias. Um modelo de Fábrica de Software em instituições de Ensino Superior. Dissertação de Mestrado da Universidade Estadual Paulista, 2016. 325 PRODUÇÃO ÁGIL DE SOFTWARE: A INOVAÇÃO COM DEVOPS Victor Guimarães Pinheiro Walace Sartori Bonfim Arnaldo da Costa Lima Filho Daniel Farias Henriques Pabllo Matheus Lima de Paulo Introdução É preciso um bom tempo para um conceito, e/ou metodologia, ser concebido na esfera da pesquisa, ser desenvolvido e entregue para o mercado de tecnologia consumir em seus produtos e serviços; exemplo desta realidade são as metodologias ágeis de produção de software que visam, essencialmente, a redução de tempo e custo na entrega de produtos com altos níveis de qualidade e confiabilidade. O conceito por trás do termo DevOps vem sendo trabalhado há quase dez anos, chegando recentemente ao mercado em forma de prática exitosa responsável pelo aumento de produtividade e de qualidade, e redução de tempo e custos, na produção de software, além de gerar demanda para um novo perfil, chamado profissional de DevOps. Neste cenário, o projeto de extensão Fábrica de Software do UBTech Office vem se preparando para ingressar neste novo contexto e oportunizar aos extensionistas a capacitação e treinamentos necessários para a formação diferenciada requerida pelo atual mercado de trabalho. Descrição da experiência O termo DevOps foi criado pela junção das palavras desenvolvimento (do inglês development) e operações (do inglês operations) para nominar, no viés da engenharia de software, um ambiente altamente coeso (padronização) e fracamente acoplado (dependência) de produção e entrega de produtos de software de alta qualidade e confiabilidade, em pouco tempo e com baixo custo, automatizando ao máximo as integrações entre as partes envolvidas no ciclo de vida do software. É neste contexto que a extensão dos cursos do UBTech TI vem construindo esta competência com vistas a formar profissionais que levam “na bagagem” o conceito e conhecimento de DevOps, capazes de superar as atuais dificuldades de comunicação que existe entre o profissional desenvolvedor e o profissional de infraestrutura, agilizando todo o processo de produção para que no final o cliente fique satisfeito. Descrevendo as ações realizadas no tempo, respectivamente no âmbito do desenvolvimento e da operação, iniciamos em 2016.2 com a padronização de documentos de desenvolvimento e a implantamos um servidor local de autenticação e reconfiguração da rede local de computadores da Fábrica; em 2017.1 projetamos o processo de teste com alta coesão com a documentação de desenvolvimento e ampliamos, através de máquinas virtuais, a capacidade de hospedagem dos servidores locais; em 2017.2 integramos ferramenta de bug tracking no processo de teste e aprimoramos o gerenciamento da infraestrutura de hardware; em 2018.1 prestamos serviços de teste e automatização de testes para as equipes de desenvolvimento e implantamos o conceito de containers nos servidores locais. Dado que estamos trabalhando com três dimensões: desenvolvimento, testes e infraestrutura computacional, foi criada uma equipe com discentes de cada domínio para definir o novo processo de comunicação entre as três áreas da produção de software. Este novo processo foi testado e validado com o envolvimento de gerentes de projetos, analistas de requisitos, desenvolvedores, analistas de teste e administradores de redes de computadores. Ao final do semestre, os sete sistemas desenvolvidos no ciclo 2018.1 foram 326 instalados, testados, corrigidos e homologados utilizando os processos integrados das três áreas: desenvolvimento, teste e operação. Impactos Destaca-se importante impacto na implantação de containers, que resultou em 2018.1 na ampliação verificada de mais de 120% na capacidade de hospedagem e processamento de aplicações, e uma ampliação esperada, para 2018.2, de mais de 400% com o mesmo conjunto de máquinas, quando o recurso de containers estiver totalmente implantado nos servidores locais da fábrica. Por outro lado, o mais importante impacto foi a qualificação técnica dos extensionistas e estagiários que, no decorrer deste semestre, adquiriram competências fortemente alinhadas às novas demandas do mercado de trabalho, preparando-os para ocuparem as vagas deste novo perfil – o profissional de DevOps. Finalmente, o terceiro, e não menos importante, impacto foi a conquista, por parte do projeto de extensão Fábrica de Software do UBTech Office, de mais um grau de maturidade e profissionalismo em seus processos de produção e, consequentemente, na capacitação dos extensionistas e estagiários participantes do projeto. Considerações finais A extensão dos cursos do UBTech TI busca, permanentemente, evoluir seus processos de produção e adequar suas práticas às últimas tendências do mercado de trabalho da área de tecnologia, com o objetivo de cumprir com o que preconiza os PPCs dos cursos de TI com respeito à formação do egresso, bem como à missão institucional de preparar e entregar à sociedade um profissional diferenciado e pronto para ingressar no meio produtivo de maneira rápida e bemsucedida, estimulando a retenção de talentos com vistas ao desenvolvimento local e regional. 327 O MÉTODO PBL COMO INSTRUMENTO DE IMERSÃO EM PROJETO DE EXTENSÃO Felipe Soares de Oliveira Thatyana Carla Dias Guerra Walace Sartori Bonfim Diógenes Emidio Leódido Introdução Para desenvolver produtos de forma rápida e com alta qualidade, atualmente o mercado de trabalho requer profissionais que possam se adaptar de forma rápida às novas tecnologias e metodologias, que atuem em equipe e que possuam habilidade de comunicação e aptidão em gestão. Poressa razão,o Projeto de Extensão Fábrica de Software vem adotando com sucesso o PBL (Problem Based Learning), método de aprendizado centrado no aluno que tem o problema como elemento motivador de estudo e conhecimento, no Processo de Imersão de novos discentes nas linhas de produção de produtos de software. Descrição da experiência O processo de imersão na Fábrica de Software ocorre, em geral, no início do semestre letivo e tem por objetivo o de acolhimento inicial e a seleção de novos alunos para vagas de desenvolvimento em projetos de software que solucionem problemas de TI de clientes externos e internos do UNIPÊ. Este processo é organizado em duas etapas, com duração de duas semanas cada; na primeira ocorrem palestras conduzidas por professores colaboradores do projeto e alunos veteranos, que trazem experiências de mercado, via professores, e experiências vivenciadas pelos alunos veteranos na Fábrica; na segunda semana são realizados workshops, seguidos de um desafio final, que trazem um problema a ser analisado e solucionado pelos imersionista da Fábrica. Deste modo, o PBL orienta os trabalhos da imersão, que se debruçam em contextos reais e suas problemáticas. O desenvolvimento das soluções é supervisionado pelos professores colaboradores e apoiados pelos alunos veteranos, e o resultado final do desafio é de caráter eliminatório, simulando as seleções atualmente realizadas pelo mercado de trabalho. Impactos A realização do Processo de Imersão na Fábrica de Software baseada no PBL apresentou resultados significativamente melhores no que tange à qualidade do desenvolvimento e à aprendizagem durante a construção dos produtos propostos. Foi possível verificar as competências adquiridas em sala de aula sendo aplicadas na prática real, além da ampliação destas em novas áreas de atuação dentro das linhas de produção de software. Foi também notório o aprimoramento de habilidades e atitudes voltadas ao trabalho colaborativo, em grupo e centrado na resolução de problemas de forma conjunta. Os produtos de software foram entregues com o escopo definido inicialmente e no prazo determinado, com baixo registro de evasão. 328 Considerações finais O Processo deImersão baseado no PBL representao diferencial da Fábrica de Software do UBTech Office – UNIPÊ,em relação a outros projetos de extensãouniversitários na área de TI, pois oportuniza ao discente imersionista vivenciar experiências reais em um ecossistema que internaliza a experiência de profissionais de mercado e a vivência dos extensionistas veteranos, com vistas a solucionar, coletivamente, problemas reais de TI. 329 GERENCIAMENTO ÁGIL DE PROJETOS: AS BOAS PRÁTICAS DO SCRUM NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Felipe Soares de Oliveira Thatyana Carla Dias Guerra Walace Sartori Bonfim Diógenes Emidio Leódido Introdução A execução de projetos de extensão universitária, no viés do cumprimento das entregas acordadas nos prazos propostos, não é uma tarefa simples, ao considerar-se uma realidade de projeto com poucos recursos e com discentes voluntários. A consequência imediata é um intenso turnover versus a baixa capacidade do projeto para assimilar a evasão e renegociar prazos, situação na qual é desejável, e recomendável, a utilização de instrumentos que potencializem a capacidade de gerenciamento, através do estimulo ao engajamento dos discentes e estabelecimento de uma sistemática ágil que minimiza os riscos inerentes a este tipo de projeto. Neste sentido, o SCRUM apresenta-se como uma excelente opção para os gerentes de projetos, por incorporar em suas cerimônias a dinamicidade que envolve os participantes e a agilidade com que trata os impedimentos e mudanças, características fortemente presentes nos projetos de extensão universitária. Descrição da experiência A Fábrica de Software é um projeto de extensão universitária que tem por missão entregar à sociedade um egresso com competências que o diferenciem no momento da inserção bemsucedida no mercado de trabalho e, por ser um projeto da área de TI, tem o desafio permanente de incorporar novas tecnologias em seus processos produtivos, como por exemplo o SCRUM. Os projetos nela executados, que em geral têm duração de 15 semanas, são gerenciados segundo as boas práticas do SCRUM, com vistas a minimizar os riscos e assegurar as entregas no escopo e prazo definidos. Assim, uma vez definido o escopo inicial da entrega, o prazo é dividido em 15 sprints (semanas) e, a cada início de semana, é realizado o planejamento das entregas que serão feitas no final daquela sprint (sexta-feira), e estabelecidas as metas diárias de cada integrante da equipe. Após o planejamento, diariamente é realizada uma reunião, com duração máxima de 15 minutos, na qual cada integrante relata, de forma objetiva, se cumpriu ou não a meta daquele dia, respondendo as 3 perguntas feitas pelo gerente do projeto: 1) o que você fez ontem? 2) o que você fará hoje? 3) há algum impedimento no seu caminho? Essas questões fornecem dados sobre o andamento imediato do projeto e possibilitam ações rápidas e pontuais, voltadas à resolução dos possíveis problemas naquele instante. Na sexta-feira é realizada a reunião de entrega de resultados parciais, preferencialmente com a presença do cliente que já valida as entregas, e a reunião de retrospectiva da sprint que está terminando. Este momento tem foco na coleta e documentação das correções necessárias, que contribuem com o planejamento da próxima sprint, bem como o registro das lições aprendidas no decorrer daquela semana de produção. 336 Impactos O instrumento foi desenvolvido especialmente para reduzir em 50% a incidência de Pneumonia Associada à Ventilação; Prevenir aspiração do conteúdo gástrico, condições que também requerem posicionamento específico do paciente no leito hospitalar e melhorar a estabilidade hemodinâmica dos pacientes. Sendo importante para agilizar o trabalho da equipe de assistência, e manter o ângulo de inclinação da cabeceira dos leitos, na posição correta, permitindo a avaliação diária do decúbito dos pacientes para manter a cabeceira elevada entre 30º e 45º graus, e ajustar sempre que necessário. Como pode ser verificado, o uso da régua de elevação da cabeceira, associado ao conjunto de boas práticas clínicas é um método eficiente e eficaz, no que diz respeito a prevenção de PAV e suas complicações, além de ter como objetivo, diminuir em 50% a incidência de tal infecção. Considerações finais A intervenção realizada na UTI foi de grande relevância, tendo em vista o efeito positivo que se espera em relação à redução dos índices de PAV associados à ventilação mecânica, através da confecção e implantação de uma régua graduada no leito, para uso dos profissionais assistenciais, no ajuste preciso do ângulo de inclinação do leito, conforme indicado pela régua. Dessa forma, aprimorar а prática de enfermagem na atenção а pacientes em uso de suporte ventilatório é questão que deve merecer discussões e reflexões entre enfermeiros intensivistas e demais profissionais que compõe o time da UTI. Medidas dos ângulos da régua 337 UBTECH OFFICE: UM DIFERENCIAL ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL ORIENTADO A RESULTADOS E A REALIDADE DE MERCADO QUE VEM FAZENDO A DIFERENÇA NA CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL DOS ALUNOS DO UNIPÊ Francisco Formiga de Souza Gerson Domingos de Castro Filho Valkisfran Lira de Brito Walace Sartori Bonfim Introdução O estágio supervisionado obrigatório é uma exigência do MEC e está presente no PPC de cursos das três áreas do UNIPÊ – saúde, direito e negócios e tecnologia, embora não seja obrigatório para todos os cursos. A alta direção da instituição, entendendo a importância deste momento para a formação diferenciada de seus discentes, determinou a criação da estrutura organizacional chamada UBTech Office, cuja missão é, em primeira instância, ofertar vagas de estágio supervisionado obrigatório para atender ao excedente de alunos dos cursos do UBTech que não conseguiram colocação nas vagas ofertadas pelo mercado (organizações públicas e privadas) para realização do estágio obrigatório. Além de estágio, também foram delegadas responsabilidades de pesquisa e extensão. Com uma abordagem inovadora e colaborativa, o gestor da estrutura organizacional, juntamente com sua equipe, levantou, modelou e documentou os processos entendidos como necessários ao desenvolvimento das atividades de estágio supervisionado a serem executados; com a proposta de melhoria contínua do UBTech Office, a modelagem destes processos estão em constante evolução e, em 2018.1 percebeu-se a necessidade de atrelar indicadores gerenciais de acompanhamento - de qualidade, satisfação e cumprimento de prazos, nas etapas de formalização e execução, alcançando assim um satisfatório grau de organização e profissionalismo. Destaca-se, para fins deste relato, a estratégia adotada para captação, recepção e alocação dos estagiários nos projetos reais demandados pelas instituições parceiras para serem executados no âmbito do UBTech Office. Descrição da experiência Com a premissa de ser um ambiente empresarial, o UBTech Office tem a seguinte organização: as demandas são internalizadas, a cada ciclo de 15 semanas coincidentes com o semestre letivo e estão em conformidade com o calendário acadêmico, nos três escritórios – Negócios, Projetos e Fábrica de Software, para serem executadas no âmbito de estágio supervisionado, são originadas em empresas comerciais, de produção ou serviços, em instituições públicas ou privadas e no próprio UNIPÊ, e trazem consigo seus escopos diferenciados, pois são demandas pertencentes às áreas de administração, arquitetura e urbanismo, contabilidade, engenharia civil e tecnologias 338 da informação e comunicação. Uma vez internalizadas, as demandas são organizadas em forma de projetos com escopo e prazos bem definidos, cujos produtos a serem gerados são particulares de cada área; estes projetos são executados sob a supervisão técnica de profissionais, com atuação no mercado de trabalho e pertencentes aos quadros de funcionários do UNIPÊ, com a responsabilidade técnica de acompanhar até dez estagiários, de acordo com o que rege a Lei do Estágio (11.788/2008); os estagiários serão treinados e capacitados para realizarem as atividades, inerentes à sua área de formação, para a produção dos resultados esperados em cada projeto. É neste cenário que define-se a estratégia de colocar o estagiário como elemento central do processo de estágio para ser o protagonista na construção de seus saberes e vivenciar as experiências profissionais e desafios que lhe são apresentadas. Para assegurar o sucesso desta estratégia, a inserção do discente em uma vaga de estágio se dá conforme as seguintes ações: inicialmente, na fase de inscrição para o estágio supervisionado, o discente responde a um questionário que o leva a refletir e explicitar sua afinidade com atividades profissionais ligadas à área de sua formação; durante o planejamento e montagem da tripla demanda x supervisor x estagiários, o gestor do escritório traça o perfil do estagiário com base nas respostas dadas no questionário e, com base neste perfil, o gestor identifica o projeto que tenha atividades que melhor se aproximam do perfil do estagiário e, só então, faz a alocação do estagiário à equipe do projeto escolhido, buscando acolher interesses almejados pelos discentes quanto às expectativas de atuação profissional. Impactos Pelo fato do estagiário ser alocado em atividades com as quais se identifica por afinidade, segundo suas expectativas de atuação como futuro profissional, observa-se um conjunto de ganhos importantes para sua formação: interesse na realização das tarefas, engajamento, esforço em produzir com qualidade, e mais, trabalha estimulado a superar os desafios aos quais é naturalmente submetido no dia-a-dia de trabalho. Ao final do ciclo de 15 semanas de estágio, o amadurecimento pessoal e profissional é concreto e visível, e por ter obtido e vivenciado uma sólida experiência de mercado, o estagiário mostra estar confiante e pronto para ingressar no mercado de trabalho em ritmo de produção efetiva. Quanto aos resultados alcançados pelo UBTech Office, em seus quatro ciclos de atuação, foram atendidos 1.927 estagiários, envolvidos em 212 projetos 100% entregues no prazo definido e com a satisfação dos clientes. Nas cerimônias de encerramento, realizadas todo final de ciclo, a alta direção de cada empresa parceira é convidada para receber das mãos da Reitora os resultados produzidos pelos estagiários, supervisionados pelos supervisores técnicos e gerenciados pela equipe de gestores dos escritórios do UBTech Office. Nesta oportunidade os parceiros têm a palavra e, sistematicamente, têm declarado a satisfação com os resultados, destacando a competência e o profissionalismo que reconhecem em todas as ações desta estrutura organizacional. Considerações finais O UBTech Office, no cumprimento de suas atribuições no âmbito do estágio supervisionado e nos quatro semestres de atuação, recebeu demandas de empresas, instituições públicas e privadas, órgãos governamentais, hospitais e do próprio UNIPÊ, cujos destaques são relacionados a seguir: Polícia Militar da Paraíba, Conductor Tecnologia Ltda, Alfa Consultoria Ltda, Digivox Tecnologia Ltda, UNIPÊ, Hospital Padre Zé, Hospital e Maternidade Flávio Ribeiro Coutinho, TRT, IPHEP, SUPLAN, Grupo Amazonas, Conselho Estatual de Educação – CEEPB, Go Trade, Kasa Decor, Tely, Pandel, Nordesa, Instituto Cetras, Gráfica JP, HL Organizadores, Gesso Chico Caicó, Polpa de Frutas Ideal, Ferreira Assessoria Contábil, Colégio Monteiro Lobato. 339 O ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM ENFERMAGEM E O USO DE NOVAS ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE APOIO AO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM Zaíra Veríssimo de Aguiar João Batista Rodrigues Albuquerque Maria Auxiliadora Freire Siza Introdução Pensando nos profissionais de saúde, motivamo-nos à criação e ao uso de novas estratégias e instrumentos de apoio ao processo ensino-aprendizagem. Para instrumentalizar as atividades de educação continuada da equipe de enfermagem atuante em unidades hospitalares, cenários dos estágios supervisionados, desenvolvemos uma cartilha educativa sobre a Norma regulamentadora nº32 ouNR-32. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência vivenciada por professores e alunos do curso de enfermagem na construção de uma cartilha para o cuidado educativo do enfermeiro e a NR 32. Descrição da experiência Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência sobre a construção de uma cartilha educativa sobre a Norma regulamentadora nº32, realizada por professores e alunos do 8º período do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa-PB no período de março/2018 a maio/2018, com finalidade de proteger a segurança e a saúde dos trabalhadores de saúde. Para construção da cartilha foram utilizadas duas etapas. A primeira consistiu na pesquisa de subsídios teóricos para a construção da tecnologia educativa, e a segunda etapa consistiu na elaboração e diagramação da cartilha. A cartilha foi distribuída gratuitamente para, alunos, professores e profissionais da área de saúde, bem como foi disponibilizada sua versão virtual. Impactos A escolha da cartilha foi uma forma didática mais acessível ao público alvo, sendo um instrumento para o professor abordar a temática de forma concisa e de fácil leitura em unidades hospitalares. Entendemos a importância deste trabalho para a formação do aluno, onde ele passa a ver a educação em saúde como uma ação importante na transformação social, auxiliando assim na ampliação da educação continuada, além de auxiliar na construção de sua identidade profissional. Foi possível perceber durante o semestre 2018.1 que a cartilha contribuiu positivamente para a orientação dos profissionais de saúde, prevenindo os acidentes e o adoecimento causado pelo trabalho nos profissionais da saúde, eliminando ou controlando as condições de risco presentes nos Serviços de Saúde. E que, os profissionais da saúde, a utilizem como uma tecnologia de apoio e auxilio de modo claro e eficaz. 340 Considerações finais Consideramos que os materiais educacionais criados pelos professores e alunos favoreceu aos profissionais de saúde vivenciar o processo ensino-aprendizagem de forma estimulante, facilitando o esclarecimento de dúvidas e transformando a aprendizagem com situações atrativas, inovadoras e ilustrativas. A construção da cartilha educativa nos proporcionou uma experiência enriquecedora, que nos permitiu ter contato com novas tecnologias, ajudando-nos a adquirir conhecimentos e experiências. 341 CONTRIBUIÇÕES DO PROJETO SUSTENTABILIDADE PARA A FORMAÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA:ABORDAGEM EXITOSA EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO I Ana Eloisa Cruz de Oliveira Rita de Cassia Cordeiro de Oliveira Luanna Silva Braga Erlaine Souza da Silva Introdução O termo sustentabilidade pressupõe uma relação equilibrada com o ambiente em sua totalidade, considerando que todos os elementos afetam e são afetados reciprocamente pela ação humana. Trata em essência, da relação do homem com o meio ambiente, atentando, sobretudo para os valores éticos, solidários e democráticos (BRASIL, 2016). Nesse ínterim, a educação ambiental se configura como sendo um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, habilidades, experiências, valores e a determinação que os tornam capazes de agir, individual ou coletivamente, na busca de soluções para os problemas ambientais, presentes e futuros (MITRAUD, 2003). Isso significa dizer que os objetivos da educação ambiental estão diretamente relacionados com mudanças de valores e atitudes as quais, devem passar por reflexões a respeito da visão do ser humano sobre si mesmo, sobre seu meio ambiente e as relações entre o ambiente humano construído e o ambiente natural (MITRAUD, 2003). Assim sendo, ações de cunho educativo desenvolvido através de projetos sustentáveis podem instigar nas pessoas o interesse e compromisso para preservação do meio em que vive. O UNIPÊ levando em consideração todas essas questões ambientais, vem formando profissionais com competências, habilidades e atitudes voltadas para a preservação do meio ambiente. Para tanto, apresenta em suas Diretrizes Curriculares, propostas inovadoras com elaboração de projetos sustentáveis, os quais devem ser desenvolvidos pelos acadêmicos em seus campos de prática. Mediante tais ponderações, realizou-se um relato de experiência sobre as contribuições do Projeto Sustentabilidade, desenvolvido no Estágio Supervisionado I do Curso de Graduação em Enfermagem, para a formação dos acadêmicos do sétimo período na Atenção Básica. Descrição da experiência Considerando as Diretrizes Curriculares, do Curso de Graduação em Enfermagem, os Projetos Sustentabilidade são desenvolvidos pelos acadêmicos do sétimo e oitavo período do curso, abordando a temática sustentabilidade e sua relação com a educação ambiental, resíduos sólidos, serviços de saúde e reciclagem e ou reutilização de material. Para os discentes do sétimo 342 período, o projeto foi realizado em unidades de saúde da Atenção Básica (AB), referente ao primeiro campo de prática do Estágio Supervisionado I, sob a supervisão docente. Tais projetos tiveram como finalidade suprir uma necessidade presente nas unidades de saúde, seguindo a metodologia do Arco de Maguerez e utilizando-se de ideias e materiais oriundos de reciclagem, com o intuito de viabilizar o conceito de sustentabilidade e ações em defesa do meio ambiente, gerando benefícios aos serviços. Ao chegarem no campo de prática, os alunos precisavam ter um olhar diferenciado a fim de identificarem problemas nos quais eles pudessem intervir de forma sustentável e, dessa maneira, vários produtos foram gerados, como: banco de pallet para os usuários aguardarem a abertura da unidade de saúde; biombo sustentável a ser utilizado durante a coleta do exame citológico; cantinho da criança como espaço de acolhimento infantil para que as crianças pudessem brincar enquanto elas ou os pais seriam atendidos; estante de madeira para o almoxarifado; construção de caixa de primeiros socorros; placas de identificação das salas de atendimento da clínica escola de enfermagem do UNIPÊ, dentre outros produtos. Essa experiência vivenciada pelos acadêmicos em parceria com a equipe de saúde favoreceu na formação de futuros profissionais conscientes da importância da preservação ambiental e reutilização de materiais no seu processo de trabalho em equipe, bem como no cuidado prestado aos usuários nos serviços de saúde. Impactos O Projeto Sustentabilidade foi capaz de trazer impactos positivos e significativos na formação de todos os discentes de enfermagem participantes. Ao construir o Projeto Sustentabilidade, cada grupo teve a oportunidade de desenvolver ideias diferenciadas e criativas, promovendo uma contextualização dos conhecimentos acadêmicos, adquiridos ao longo da graduação, através da articulação entre teoria e prática. Além disso, ainda possibilitou a vivência do discente sob circunstâncias similares a situações reais de atuação profissional, assim como promoveu a evolução de cada um na atenção para a necessidade social, tendo em vista que as intervenções refletiram uma necessidade dos serviços, seus profissionais e usuários. Outra considerável contribuição foi a promoção de uma maior interação entre os discentes, frente ao trabalho em equipe. Com isso, foi possível propiciar valiosas trocas de conhecimentos, habilidades e experiências entre os membros do grupo, favorecendo o processo de aprendizagem e construção do produto proposto pelo projeto. Consequentemente, os serviços de saúde puderam ser beneficiados com importantes instrumentos concebidos, que agregaram valor ao processo de trabalho, viabilizando novas práticas profissionais, assim como otimizando práticas já existentes e que necessitavam de melhorias. A partir de tais avanços, foi perceptível a satisfação dos discentes em poder contribuir direta ou indiretamente no aumento da qualidade do acolhimento e cuidado ofertado aos usuários. Considerações finais Os resultados alcançados foram ao encontro do objetivo traçado na concepção do Projeto Sustentabilidade, apontados pela vivência do discente e pelo acréscimo à sua formação, confirmando a importância deste projeto na construção do saber ambiental, social e em Enfermagem. Diante dessa perspectiva, observou-se nitidamente o processo de transformação dos discentes de sujeitos passivos em sujeitos ativos, capazes de propor ações coerentes, que fizeram a diferença diante das necessidades detectadas em cada cenário de prática. 343 Referências BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Construção Sustentável. 2016. Disponível em: <http: //www. mma.gov.br/cidades-sustentaveis/urbanismo-sustentavel/construçãosustentavel>. Acesso em: 04 jul 2018. MATRIUD, S. Manual de Ecoturismo de Base Comunitária: ferramentas para um planejamento responsável. Brasília: WWF Brasil, 2003. 470p. 344 INTRODUTÓRIO À ATENÇÃO BÁSICA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Andréia Christine Soares de Assis Camila Teixeira de Carvalho Dias Elizanete de Magalhães Melo Núbia de Souza Rufino Introdução O Curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ está estruturado em oito períodos, dos quais os dois últimos possuem uma carga horária mais densa de estágios curriculares, sendo estes o Estágio Curricular Supervisionado I com 463 horas e o Estágio Curricular supervisionado II com 463 horas. O Estágio Curricular Supervisionado I propicia ao discente a oportunidade de percorrer campos de atuação para o enfermeiro, dentro de serviços de saúde, que tem como foco de atuação a Atenção Básica. A Atenção primária à saúde é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade, com o sistema único de saúde, o mais próximo possível do local onde as pessoas vivem e trabalham, constituindo o primeiro elemento de um processo de atenção continuada à saúde (GOMES; SILVA, 2011). Segundo Brasil (2011), a atenção básica corresponde a um conjunto de ações de saúde, de caráter individual e coletivo, envolvendo ações de promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, bem como manutenção da saúde, com o objetivo de atuar de forma holística, gerando efeitos positivos na saúde, assim como autonomia dos indivíduos e da coletividade, por meio de seus determinantes e condicionantes de saúde, sendo utilizadas tecnologias de cuidado complexas e diversificadas, sendo identificados os riscos, vulnerabilidade, resiliência e a necessidade. É realizada visando ser, o máximo possível, descentralizada e capilarizada, tomando como base a singularidade dos sujeitos, respeitando a sua inserção sociocultural. Diante dessa realidade, o Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ oferece aos discentes do sétimo período o contato direto com a atenção básica à saúde e atuação profissional, através do Estágio Supervisionado I, oportunizando a estes conhecer, vivenciar e interferir nos processos de saúde e doença das comunidades. Para tanto, o Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ, projetou um Introdutório à Atenção Básica, com o intuito de oferecer aos alunos um momento de aproximação ao Estágio Curricular Supervisionado I, proporcionando o reavivamento de conceitos e procedimentos que serão utilizados durante todo o semestre, além de trabalharmos temáticas em saúde relevantes no cenário atual, bem como metodologias ativas. Descrição da experiência O Introdutório à Atenção Básica acontece na primeira semana de aula de cada semestre, podendo variar de 3 a 5 dias dependendo da data do início das aulas. Utiliza como espaço para a atividade o Complexo Laboratorial e Clínica Escola (COLACE). Este é subdividido em duas 345 unidades. A unidade A, simula a alta complexidade, com UTI, bloco cirúrgico, central de material de esterilização, etc. A Unidade B, simula uma unidade básica de saúde, com recepção, onde são agendadas consultas, consultórios para atendimento, coleta de citológico, sala de vacina, etc. Para o Introdutório à Atenção Básica, lançamos mão da Unidade B do COLACE, por simular a estrutura necessária à atenção básica. Esse momento se repete semestralmente desde 2009.2, quando a primeira turma da história do curso chegou ao sétimo período. Desde sua origem, utilizamos estratégias variadas, que vão se adequando às demandas sócio, política e cultural da sociedade. Buscamos oferecer um espaço onde o aluno possa reavivar conceitos, aproximar-se da realidade dos cenários de práticas e desenvolver habilidades, com o intuito de adentrarem aos campos de estágio com maior segurança e desenvoltura. Para atingir as expectativas planejamos um cronograma a ser seguido e laçamos mão de metodologias ativas para viabilizar o processo ensino aprendizagem, como é possível visualizar a seguir: Figura 1Cronograma utilizado no Introdução do P7 Manhã 2018.1 Segunda (05/02) Terça (06/02) Quarta (07/02) Quinta(08/02) 7:00 -11:10h -DINÂMICA DE ACOLHIMENTO Andréia/Samilla - Apresentação dos campos de estágio, projeto sustentabilidade, notas e relatórios; - Suporte às possíveis dúvidas que surgirem em relação aos estágios; - Distribuição do texto para leitura que será usado no TBL. - Palestra: PROTOCOLO DA ATEÇÃO BÁSICA (Samilla) - Suporte às possíveis dúvidas que surgirem em relação ao assunto - Assinatura dos termos de estágio. (Elizanete) SIMULAÇÃO REALÍSTICA (30 min por grupo) Recepção e acolhimento –Elizanete/Andréia Puericultura – Camila Sala de vacina –Uberlândia Consulta de Enfermagem –Karla/Núbia Pré-natal – Samilla -Team-Based Learning (TBL) (Um professor conduz e os demais dão suporte) Fonte: Arquivos do P7 manhã, 2018. No início de cada dia, os discentes são acolhidos com dinâmicas, para que se sintam bemvindos à nova etapa acadêmica. Em 2018.1, como podemos acompanhar no cronograma acima, já no primeiro dia, foi disponibilizado um texto para leitura prévia e, no terceiro dia, trabalhamos com a metodologia ativa Aprendizagem Baseada em TimesTBL. A TBL corresponde a uma estratégia educacional formada por um conjunto de práticas em sequência de ensino-aprendizagem (PARMELEE et al., 2012). Ela tem por finalidade proporcionar o desenvolvimento de equipes de aprendizagem de forte desempenho e possibilitar, a estas equipes, oportunidades para se envolverem em tarefas de aprendizagens satisfatórias (MICHAELSEN., SWEET,2008). Como a TBL precisa que uma atividade de aprendizagem tenha associação com as atividades seguintes, seu uso, de maneira geral, requer reestruturação do curso, que pode fazer uso desta em alguns módulos ao longo de um semestre ou ano, bem como utilizá-la como abordagem pedagógica principal (MICHAELSEN., SWEET, 2008). Mesmo assim, quando a modificação do curso não é plausível, a sua utilização esporádica também proporciona efeitos pedagógicos (PARMELEE et al., 2012). 352 Impactos Na elaboração do projeto integrador, os alunos puderam vivenciar a experiência de gerenciamento, após a identificação da situação-problema, encontrando estratégias para amenizar tal situação, visando com isso à prestação de uma assistência de qualidade. Através das falas dos alunos, pode-se identificar uma maior interação do grupo com o local do estágio e com a equipe profissional, o que possibilitou a troca de experiências, proporcionando um ambiente de mútuo aprendizado. Observou-se também que os profissionais do serviço receberam a iniciativa com entusiasmo, participando ativamente das simulações, aprimorando os conhecimentos préexistentes e adquirindo novos conceitos para as suas práticas. Considerações finais O projeto de intervenção se apresentou como uma excelente estratégia de construção de novos saberes, possibilitando uma maior interação do discente com a realidade dos serviços de saúde. [Document text truncated for crawler view.]