BRAZILIAN JOURNAL OF ORAL AND SYSTEMIC HEALTH DOI doi.org/10.5281/zenodo.17623347 http://bjoshealth.com.br ISSN 3085-8097 ATENÇÃO ODONTOGERIÁTRICA NO SUS: ESTRATÉGIAS E DESAFIOS PARA A SAÚDE BUCAL Home Geriatric Dental Care in the Brazilian Unified Health System (SUS): Strategies and Challenges for Oral Health Volume 1 Número 2 Jul-Dez 2025 REVISÃO DE LITERATURA Geovana Karoline Gonçalves de Lima1 ; Pedro Umberto Rabelo Camargos1 ; Flávia Soares Pereira1 ; Thays Cristiny Simão Melo2,3 RESUMO Introdução: O envelhecimento populacional brasileiro tem se intensificado nas últimas décadas, resultando em maior demanda por cuidados de saúde direcionados aos idosos. Segundo o IBGE (2021), a proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase duplicou em duas décadas, evidenciando a necessidade de políticas públicas que assegurem o cuidado integral a esse grupo. No campo da odontologia, observa-se que muitos idosos enfrentam barreiras físicas, cognitivas e socioeconômicas que dificultam o acesso a consultórios convencionais. Nesse contexto, o atendimento domiciliar surge como alternativa eficaz para garantir cuidado humanizado, ampliando a autonomia e promovendo qualidade de vida. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, conduzida a partir de buscas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e EBSCO. Foram utilizados os descritores “atenção domiciliar à saúde”, “idoso fragilizado”, “odontogeriatria” e “Sistema Único de Saúde”, combinados com o operador booleano AND. A seleção incluiu artigos em português e inglês, com ênfase em revisões integrativas, sistemáticas e metanálises. Excluíram-se trabalhos que não abordassem diretamente a atenção domiciliar. Resultados: Em nível nacional, os atendimentos odontológicos domiciliares aumentaram de 262.633 em 2023 para 308.126 em 2024, crescimento de 17,32%. No município de Patos de Minas (MG), o avanço foi ainda mais expressivo, passando de 55 para 655 consultas. Identificamse limitações importantes, como escassez de profissionais capacitados, ausência de protocolos clínicos padronizados, dificuldades estruturais no uso de equipamentos portáteis e baixa integração com as políticas públicas do SUS. Conclusão: O atendimento odontológico domiciliar configura-se como prática promissora para ampliar o acesso à saúde bucal de pessoas com 60 anos ou mais, especialmente aquelas com limitações físicas ou funcionais que dificultam o deslocamento até os consultórios. Apesar de seus benefícios, ainda enfrenta entraves estruturais e organizacionais que precisam ser superados por meio de investimentos em capacitação profissional, desenvolvimento de protocolos específicos e fortalecimento das políticas públicas voltadas à atenção domiciliar. 1 – Discente do Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM, Patos de Minas, MG, Brazil 2 - Especialista em Implantodontia. Mestre em Promoção de Saúde. 3 - Docente do Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM, Patos de Minas, MG, Brazil. Autor de Correspondência: Geovana Karoline Gonçalves de Lima email:
[email protected] Palavras-chave: Atenção Domiciliar à Saúde, Idoso Fragilizado, Odontogeriatria, Sistema Único de Saúde.
Brazilian Journal of Oral and Systemic Health, vol.1 n2, Publication date Nov 17, 2025 ISSN 3085-8097 Atenção odontogeriátrica no SUS: Estratégias e desafios para a saúde bucal Lima GKG; Camargos PUR; Pereira FS; Melo TCS 511 ABSTRACT Introduction: The aging of the Brazilian population has intensified in recent decades, resulting in greater demand for healthcare services directed at the elderly. According to IBGE (2021), the proportion of people aged 60 or older has almost doubled in two decades, highlighting the need for public policies that ensure comprehensive care for this group. In dentistry, many elderly people face physical, cognitive, and socioeconomic barriers that hinder access to conventional dental offices. In this context, home care emerges as an effective alternative to guarantee humanized care, expanding autonomy and promoting quality of life. Method: This is a narrative literature review conducted using searches in the PubMed/MEDLINE, SciELO, and EBSCO databases. The descriptors "home health care," "frail elderly," "geriatric dentistry," and "Unified Health System" were used, combined with the Boolean operator AND. Selection included articles in Portuguese and English, emphasizing integrative and systematic reviews and meta-analyses. Studies that did not directly address home-based care were excluded. Results: Nationally, home-based dental care services increased from 262,633 in 2023 to 308,126 in 2024, a growth of 17.32%. In the municipality of Patos de Minas (MG), the increase was even more significant, rising from 55 to 655 consultations. Key limitations were identified, such as a shortage of trained professionals, lack of standardized clinical protocols, structural difficulties in using portable equipment, and low integration with SUS (Brazilian Unified Health System) policies. Conclusion: Home-based dental care is a promising practice to expand access to oral health for people aged 60 and over, especially those with physical or functional limitations that hinder travel to dental offices. Despite its benefits, it still faces structural and organizational barriers that must be overcome through investments in professional training, development of specific protocols, and strengthening of public policies focused on home care. Keywords: Home Care Services, Frail Elderly, Geriatric Dentistry, Unified Health System. INTRODUÇÃO A Política Nacional de Saúde Bucal (Brasil Sorridente) ampliou o acesso da população aos cuidados odontológicos por meio da expansão das equipes na Atenção Primária e da criação dos Centros de Especialidades Odontológicas, garantindo cuidado completo (Brasil, 2004). No entanto, ainda persistem lacunas na assistência a grupos vulneráveis, como idosos com limitações funcionais, que enfrentam barreiras para acessar os serviços convencionais (CASTRO et al, 2018). Nesse contexto, a Atenção Domiciliar (AD) configura-se como uma estratégia fundamental ao promover ações de promoção, prevenção e reabilitação, priorizando a integralidade do cuidado e a valorização da autonomia do paciente por meio da integração com seus cuidadores (LIMA et al, 2019). Além de ampliar a acessibilidade, a AD contribui para a melhoria da qualidade de vida, uma vez que possibilita atendimento humanizado em ambiente domiciliar (ROCHA et al., 2013). Trata-se de um serviço direcionado a pacientes
Brazilian Journal of Oral and Systemic Health, vol.1 n2, Publication date Nov 17, 2025 ISSN 3085-8097 Atenção odontogeriátrica no SUS: Estratégias e desafios para a saúde bucal Lima GKG; Camargos PUR; Pereira FS; Melo TCS 512 com limitações motoras, cognitivas ou outras condições que impedem seu deslocamento até os consultórios tradicionais, oferecendo uma alternativa acessível, segura e adequada às suas necessidades (DIAS et al, 2024). O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial que, no Brasil, apresenta-se de forma particularmente complexo devido à redução das taxas de fecundidade e mortalidade (FARIA; SPODE, 2024). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2021), a proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase dobrou em 20 anos, passando de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2021. Esse avanço reflete melhorias sociais e tecnológicos, mas impõe novos desafios ao sistema de saúde, sobretudo no cuidado de idosos com doenças crônicas, limitações funcionais e dependência. Projeções indicam que, até 2050, o país terá mais idosos do que crianças, o que reforça a urgência de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável. A saúde bucal tem impacto direto na saúde geral e o bem-estar do idoso. Estudos indicam que doenças periodontais e infecções orais podem agravar processos inflamatórios sistêmicos, favorecendo o declínio cognitivo. Assim, a saúde oral não deve ser vista apenas como consequência da demência, mas como um possível fator de risco para sua progressão (BATISTA et al, 2025). É comum que idosos apresentem condições de saúde bucal precárias, sendo o edentulismo um dos principais problemas, relacionado tanto ao acúmulo de doenças como cárie e periodontite quanto a dificuldades de acesso aos serviços odontológicos (SAUDE DEBATE, 2023). Além da revisão de literatura, este estudo inclui análise documental dos registros do SISAB/e-SUS APS referentes a Patos de Minas (MG) e ao Brasil, com o objetivo de estimar o número de idosos atendidos em domicílio pela odontologia. No âmbito local, a Secretaria Municipal de Saúde já reporta expansão da oferta, com a implementação de dois consultórios odontológicos portáteis, evidenciando a relevância de quantificar e discutir esse avanço em bases oficiais. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão de literatura narrativa, complementada por análise documental de dados secundários provenientes do SISAB/e-SUS APS (Patos de Minas, 2023–2024), guiada pela seguinte pergunta de pesquisa “Qual a atual situação do atendimento odontogeriátrico domiciliar no Brasil e em Patos de Minas em prol do bem-estar odontológico dos pacientes e da atuação dos cirurgiões-dentistas? ”Tal pergunta foi elaborada utilizando a estratégia CoCoPoP (Conteúdo, Contextualização, Procedimento, Resultado), com a seguinte formulação final: Conteúdo: obstáculos encontrados no atendimento odontológico domiciliar; Contextualização: idosos que necessitam de tratamento odontológico em domicílio; Procedimento: Revisão narrativa;
Brazilian Journal of Oral and Systemic Health, vol.1 n2, Publication date Nov 17, 2025 ISSN 3085-8097 Atenção odontogeriátrica no SUS: Estratégias e desafios para a saúde bucal Lima GKG; Camargos PUR; Pereira FS; Melo TCS 513 Resultado: idosos que possuem algum tipo de incapacidade motora sendo elas temporária ou definitiva e cirurgiões-dentistas envolvidos nesse cuidado. A mesma, seguirá o guia PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and MetaAnalyses) para sua relatoria, e a busca de artigos será realizada nas bases de dados PUBMED/MEDLINE, Scielo via busca avançada do Google Acadêmico e EBSCO, utilizando dados primários e secundários, a partir das referências dos artigos selecionados em busca da amplificação da pesquisa. Foram utilizados os descritores controlados “Atenção Domiciliar à Saúde”, “Idoso Fragilizado”, “Odontogeriatria”, “Sistema Único de Saúde”, combinados pelo operador booleano AND. Os critérios de inclusão dos artigos na pesquisa são artigos que foram publicados, disponíveis para a leitura, devem conter idiomas inglês ou português, metanálises, revisões sistemáticas, revisões integrativas de literatura. Foram excluídos artigos que não possuam relação com o tema proposto, indisponibilidade dos textos completos. Complementarmente, foram analisados dados secundários provenientes do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB/e-SUS APS), referentes ao atendimento odontológico domiciliar a idosos em nível nacional e no município de Patos de Minas (MG), considerando o período de 2023 a 2024. Sendo utilizados como ferramentas de assessoria nas buscas de artigos e em sua contextualização as inteligências artificiais ChatGPT, Consensus para busca de artigos com base na pergunta de estudo, para sistematização e seleção dos artigos que possuem relação com o tema foi usado Askyour e ConnectedPapers, as ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas exclusivamente como apoio técnico e de busca, sem interferir na análise crítica do conteúdo científico. RESULTADOS E DISCUSSÃO O envelhecimento populacional é um fenômeno global e, no Brasil, assume contornos complexos em função da redução das taxas de fecundidade e mortalidade (FARIA; SPODE, 2024). Entre 1998 e 2019, observou-se crescimento expressivo da população idosa, acompanhado do aumento das pressões sobre o sistema de saúde, com necessidade de políticas voltadas ao envelhecimento saudável (INSTITUTO DE ESTUDO PARA POLÍTICAS DE SAÚDE, 2023). Em municípios de médio porte, como Patos de Minas, Minas Gerais, a tendência de envelhecimento populacional é semelhante à registrada em âmbito nacional. Segundo dados do Censo Demográfico de 2022 (IBGE), a população 60 anos ou mais corresponde a cerca de 22,32% da população do município, reforçando a importância da organização de rede de atenção à saúde do idoso. Essa transição demográfica tem provocado mudanças significativas na pirâmide etária, com
Brazilian Journal of Oral and Systemic Health, vol.1 n2, Publication date Nov 17, 2025 ISSN 3085-8097 Atenção odontogeriátrica no SUS: Estratégias e desafios para a saúde bucal Lima GKG; Camargos PUR; Pereira FS; Melo TCS 514 crescimento das faixas etárias mais velhas e redução das mais jovens. Esse cenário desafia o SUS a adaptar seus serviços para atender às necessidades dessa população, exigindo estratégias que assegurem continuidade do cuidado, integração entre os níveis de atenção e ampliação dos serviços voltados às condições crônicas e à limitação funcional (MIRANDA,2016). A pandemia impulsionou a reorganização de práticas assistenciais, tornando a AD uma alternativa segura e humanizada para garantir a continuidade do cuidado, transformando-o em um componente essencial da atenção primária, mantendo esse tipo se serviço mesmo após a pandemia (ARAÚJO et al, 2025). A importância do cirurgião dentista na equipe multidisciplinar de AD, destaca que a abordagem compartilhada é fundamental para a prevenção das doenças bucais e sistêmicos em idosos (VASCONCELOS, 2023). O atendimento em domicílio contribui para a avaliação integral do paciente, pois reconhece que a saúde bucal é influenciada pelas condições de vida, pelo ambiente familiar e pelos vínculos sociais de cada paciente, reforçando o papel humano e social da odontologia no SUS (VIEIRA E SALES, 2024). O aumento da AD odontogeriátrica observado nos dados nacionais entre 2023 e 2024 confirma esse movimento de adaptação e expansão por meio de mapeamento da área de indivíduos expostos a riscos e vulnerabilidades, alinhando-se às políticas de saúde que priorizam o cuidado longitudinal e a integração das equipes multiprofissionais (SANTOS et al, 2022). Segundo Limeira (2024) e Veríssimo e Moura (2024), a expansão dos atendimentos odontológicos domiciliares representa uma resposta concreta à necessidade de incluir idosos e pessoas com limitações funcionais nos serviços de saúde bucal.Do ponto de vista clínico, os idosos apresentam elevada prevalência de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, problemas musculoesqueléticos, acidente vascular cerebral e distúrbios de saúde mental (BRASIL, 2023). Em relação à saúde bucal, alterações como edentulismo, cárie, doenças periodontais, xerostomia, redução da capacidade gustativa e lesões orais são comuns nessa faixa etária (ALBENY; SANTOS, 2018). Observa-se o crescimento da AD no Brasil e em municípios de médio porte. No município de Patos de Minas do qual analisamos os dados, apresentou um aumento expressivo no número de consultas devido a um programa específico implantado em 2024. O crescimento observado nos atendimentos reflete não apenas o avanço das políticas públicas de saúde bucal no SUS, mas também a valorização da dimensão humana na odontologia, que busca compreender o paciente em seu contexto familiar e social (ROCHA, 2013). A AD se consolida como uma estratégia essencial para promover acesso equitativo, fortalecer a adesão ao tratamento e reduzir desigualdades regionais em saúde bucal (DE-CARLI, 2015). Assim, a AD em odontologia é um modelo essencial para ampliar o acesso ao cuidado, contribuindo para a continuidade do tratamento (SILVA et al, 2022).
Brazilian Journal of Oral and Systemic Health, vol.1 n2, Publication date Nov 17, 2025 ISSN 3085-8097 Atenção odontogeriátrica no SUS: Estratégias e desafios para a saúde bucal Lima GKG; Camargos PUR; Pereira FS; Melo TCS 515 Gráfico 1. Comparativo da distribuição dos atendimentos domiciliares a idosos nos anos de 2023 e 2024 no Brasil em relação ao município de Patos de Minas. Fonte: Elaboração própria, com base em dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), 2023–2024. O aumento dos atendimentos domiciliares odontológicos no Brasil apresentou um crescimento moderado entre 2023 e 2024 cerca de 17,32%. Em contraponto no município de Patos de Minas (MG) observou-se um salto expressivo no número de consultas evoluindo de 55 para 655, representando crescimento de mais de 1000% em um ano. Esse avanço reflete não apenas o uso de consultórios portáteis, mas a implantação de um protocolo municipal de AD odontológica, que sistematizou o diagnóstico do território, o agendamento das visitas e o acompanhamento dos pacientes. Além disso, o município promoveu capacitação e sensibilização das equipes de saúde bucal e da Estratégia Saúde da Família, assegurando maior resolutividade e qualidade no cuidado. A integração logística com veículos exclusivos, agenda compartilhada e ações educativas voltadas a cuidadores e familiares consolidou um modelo de assistência estruturado e humanizado, em consonância com as diretrizes do SUS (CONASEMS, 2024). Outro achado relevante refere-se à capacitação de cuidadores e familiares para o autocuidado e a manutenção da higiene bucal, prevenindo doenças, evitando complicações decorrentes de infecções hospitalares (GOMES et al, 2019). Além disso, os consultórios odontológicos portáteis mostraram-se uma solução eficaz, possibilitando a realização de procedimentos como exodontias e restaurações em ambiente domiciliar (FERREIRA et al, 2019). Relatos de experiência confirmam redução de dores, desconfortos e melhora na qualidade de vida de pacientes idosos submetidos a essa modalidade de atendimento (ALVES et al, 2023). Silva et al. (2025) afirma que a partir da experiência da Equipe de Saúde Bucal em Caruaru-PE, que o
Brazilian Journal of Oral and Systemic Health, vol.1 n2, Publication date Nov 17, 2025 ISSN 3085-8097 Atenção odontogeriátrica no SUS: Estratégias e desafios para a saúde bucal Lima GKG; Camargos PUR; Pereira FS; Melo TCS 516 atendimento domiciliar com uso de consultórios portáteis possibilitou a realização de procedimentos clínicos, ações educativas com cuidadores e melhorias concretas na saúde bucal, refletindo positivamente na qualidade de vida dos pacientes. Por outro lado, Le Genaro et al. (2025) destacam que, apesar desses avanços, a prática enfrenta desafios significativos, como barreiras logísticas, escassez de profissionais capacitados e ausência de protocolos padronizados, o que limita sua consolidação como modalidade contínua de cuidado. As dificuldades de acesso aos serviços odontológicos persistem, motivadas por limitações físicas, cognitivas e socioeconômicas (RAMOS et al, 2021). Nesse cenário, a AD surge como recurso fundamental para ampliar a acessibilidade e humanizar o cuidado, com benefícios que incluem a redução de custos hospitalares, menor risco de infecções, preservação do convívio familiar e promoção da qualidade de vida (RAJÃO; MARTINS, 2020; FLORIANO, 2004). CONCLUSÃO O presente estudo evidencia a ampliação dos atendimentos odontológicos domiciliares no Brasil, com destaque para o expressivo crescimento observado em Patos de Minas após a implantação do projeto Odontologia Domiciliar na Saúde Municipal. Esse resultado reflete o impacto positivo das ações locais alinhadas às políticas nacionais do SUS e mostra como a gestão municipal, aliada ao compromisso das equipes de saúde, pode transformar o cuidado em saúde bucal, especialmente voltada aos idosos domiciliados, público que apresenta maiores limitações funcionais e demanda cuidados contínuos e humanizados. Esse cenário confirma que a adoção de estratégias municipais estruturadas e o investimento em capacitação e logística são determinantes para o êxito da atenção domiciliar odontológica, especialmente em cidades de médio porte como Patos de Minas. Mais do que números, esses avanços representam um olhar humanizado da odontologia, que reconhece o paciente em sua singularidade e valoriza o cuidado próximo e contínuo. Ao integrar-se à atenção básica o AD fortalece o vínculo entre profissional e comunidade, amplia o acesso e contribui para a promoção de saúde bucal do idoso de forma integral, inclusiva e socialmente comprometida. REFERÊNCIAS ALVES, F. B.; COSTA, M. R.; SILVEIRA, J. P. Experiência com consultórios odontológicos portáteis no cuidado domiciliar de idosos. Revista Brasileira de Odontologia, v. 80, n. 1, p. 1–8, 2023. ARAUJO, D. A.; FONSECA, L. C.; PIRES, R. S. Desafios da atenção domiciliar em odontogeriatria: revisão narrativa. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 24, n. 4, e2103, 2021. BATISTA, L. M.; SANTOS, J. P.; ALMEIDA, L. S. Relação entre saúde bucal e declínio cognitivo em idosos: revisão sistemática. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 28, n. 1, e2352, 2025.
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