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AVALIAÇÃO DA VULNERABILIDADE CLÍNICO-FUNCIONAL EM IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Vinícius Araújo Quirino; Isabela Dias Cruvinel; Guilherme Henrique Souza Costa; Luiz Phelipe Augusto de Almeida; Jeane Franco Pires Medeiros; Virgínia Oliveira Chagas

Abstract

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: O processo de envelhecimento da população brasileira tem avançado de forma acelerada, exigindo medidas de cuidado integral que assegurem a autonomia e a capacidade funcional dos idosos. Diante disso, foi desenvolvida uma atividade prática em uma instituição de caráter asilar-domiciliar mantida pela Prefeitura Municipal de Jataí, destinada a oferecer moradia adequada e apoio social a pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. O objetivo foi identificar vulnerabilidades clínicas, funcionais e cognitivas em idosos residentes na instituição. RELATO DE EXPERIÊNCIA: A atividade favoreceu a integração entre professores e estudantes do curso de Medicina da UFJ e os idosos residentes da instituição, para avaliação da vulnerabilidade clínico-funcional. A ação ocorreu em agosto de 2025 e incluiu a aplicação do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) e do 10 Point Cognitive Screener (10-CS), além da avaliação da força de preensão palmar e aferição de sinais vitais. Também foi realizada entrevista estruturada para registrar hábitos de vida e histórico de quedas. O idoso 1, tinha 68 anos, não apresentou declínio cognitivo, baixa vulnerabilidade clínico-funcional no IVCF-20. Relatou uso esporádico de medicações, como pomadas antifúngicas para feridas decorrentes da psoríase, além de perda de 15 kg em seis meses após colecistectomia. A intervenção consistiu em orientações sobre cuidados com feridas, hidratação da pele e a importância de acompanhamento com o reumatologista. O idoso 2, de 82 anos, apresentou redução da força de preensão palmar, possível comprometimento cognitivo e vulnerabilidade moderada no IVCF-20. Dentre as comorbidades relatadas, incluíram, hipertensão e doença cardíaca, e uso de 6 medicamentos. As intervenções propostas envolveram atividades de estimulação cognitiva, como caça-palavras e jogos dos sete erros, além de recomendações para exercícios de fortalecimento e equilíbrio, a fim de prevenir quedas. CONCLUSÕES: A utilização do IVCF-20 e do 10- CS possibilitou classificar os riscos e orientar as intervenções voltadas aos idosos. Os achados revelaram distintos perfis de vulnerabilidade clínico-funcional, abrangendo situações de risco para sarcopenia

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10.5281/zenodo.17665490 AVALIAÇÃO DA VULNERABILIDADE CLÍNICO-FUNCIONAL EM IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA Vinícius Araújo Quirino1 ; Isabela Dias Cruvinel1 ; Guilherme Henrique Souza Costa1 ; Luiz Phelipe Augusto de Almeida1 ;Jeane Franco Pires Medeiros2 ; Virgínia Oliveira Chagas2 ¹Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil ²Professora do curso de Medicina da Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil INTRODUÇÃO E OBJETIVOS : O processo de envelhecimento da população brasileira tem avançado de forma acelerada, exigindo medidas de cuidado integral que assegurem a autonomia e a capacidade funcional dos idosos. Diante disso, foi desenvolvida uma atividade prática em uma instituição de caráter asilar-domiciliar mantida pela Prefeitura Municipal de Jataí, destinada a oferecer moradia adequada e apoio social a pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. O objetivo foi identificar vulnerabilidades clínicas, funcionais e cognitivas em idosos residentes na instituição. RELATO DE EXPERIÊNCIA: A atividade favoreceu a integração entre professores e estudantes do curso de Medicina da UFJ e os idosos residentes da instituição, para avaliação da vulnerabilidade clínico-funcional. A ação ocorreu em agosto de 2025 e incluiu a aplicação do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) e do 10 Point Cognitive Screener (10-CS), além da avaliação da força de preensão palmar e aferição de sinais vitais. Também foi realizada entrevista estruturada para registrar hábitos de vida e histórico de quedas. O idoso 1, tinha 68 anos, não apresentou declínio cognitivo, baixa vulnerabilidade clínico-funcional no IVCF-20. Relatou uso esporádico de medicações, como pomadas antifúngicas para feridas decorrentes da psoríase, além de perda de 15 kg em seis meses após colecistectomia. A intervenção consistiu em orientações sobre cuidados com feridas, hidratação da pele e a importância de acompanhamento com o reumatologista. O idoso 2, de 82 anos, apresentou redução da força de preensão palmar, possível comprometimento cognitivo e vulnerabilidade moderada no IVCF-20. Dentre as comorbidades relatadas, incluíram, hipertensão e doença cardíaca, e uso de 6 medicamentos. As intervenções propostas envolveram atividades de estimulação cognitiva, como caça-palavras e jogos dos sete erros, além de recomendações para exercícios de fortalecimento e equilíbrio, a fim de prevenir quedas. CONCLUSÕES : A utilização do IVCF-20 e do 10CS possibilitou classificar os riscos e orientar as intervenções voltadas aos idosos. Os achados revelaram distintos perfis de vulnerabilidade clínico-funcional, abrangendo situações de risco para sarcopenia, comprometimento cognitivo, limitações de mobilidade e a ocorrência de polifarmácia. Palavras-chave : Avaliação funcional; Envelhecimento; Idoso