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REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR NO PROJETO PAPS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Centro Universitário de João Pessoa

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13 REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR NO PROJETO PAPS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Franklin Gabryel Pereira Fonseca (E-mail: franklinfonsec[email protected]) Ana Beatriz Pinheiro dos Santos Joyce Cleisla da Silva Almeida Julia Santos Alexandre Clara Rittmeyer Ruiz Deborah Helena Batista Leite DOI 10.5281/zenodo.17674873 Resumo Objetivo: Relatar a realização de um treinamento em Reanimação Cardiopulmonar (RCP), promovido pelo projeto de extensão Posto de Atendimento em Primeiros Socorros (PAPS). Metodologia: Trata-se de um relato de experiência sobre o treinamento realizado em setembro de 2024, estruturado em duas etapas: teórica e prática. Na etapa teórica, os participantes foram capacitados sobre o reconhecimento da PCR, as etapas iniciais de atendimento, a importância das compressões torácicas e a utilização do desfibrilador externo automático (DEA). Na etapa prática, os estudantes realizaram simulações de compressões, ventilações e manuseio do DEA com manequins, sob a supervisão de instrutores qualificados. Relato de Experiência: O treinamento contou com significativa adesão e engajamento dos alunos, que demonstraram interesse e comprometimento nas atividades desenvolvidas. A prática foi fundamental para a aquisição de habilidades essenciais no atendimento a emergências, com o intuito de oferecer maior segurança e preparo para enfrentar situações de PCR. Considerações finais: A capacitação em RCP e suporte básico de vida é imprescindível para a formação de profissionais da saúde. Esta ação contribuiu para a disseminação do conhecimento sobre primeiros socorros no contexto universitário, promovendo a qualificação dos alunos para o atendimento préhospitalar e o manejo adequado de emergências cardiorrespiratórias. Descritores: Saúde do Adulto; Primeiros Socorros; Educação em saúde; Reanimação Cardiopulmonar. 14 Introdução As doenças cardiovasculares, segundo a Organização Mundial da Saúde (2024) constituem um grupo de distúrbios que afetam o coração e os vasos sanguíneos, incluindo condições como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e parada cardiorrespiratória (PCR). Essas enfermidades são responsáveis por mais de 17 milhões de mortes anualmente em todo o mundo, ocupando o primeiro lugar entre as causas de óbito global. A PCR, em particular, configura-se como uma das manifestações mais graves, caracterizada pela interrupção súbita da função cardíaca, ocasionando a suspensão da circulação sanguínea e da oxigenação tecidual. Em questão de segundos, a vítima perde a consciência, cessa a respiração e não apresenta pulso palpável (Silva et al., 2021). A PCR é uma emergência que exige resposta imediata e eficaz. No Brasil, a maior parte dos casos ocorre fora do ambiente hospitalar, o que reforça a necessidade de capacitação da população em geral, sobretudo dos profissionais e estudantes da área da saúde, para atuação adequada diante dessa situação (Guimarães et al., 2021). O êxito no atendimento está diretamente relacionado à rapidez e à qualidade das manobras de Reanimação Cardiopulmonar (RCP), componentes essenciais do Suporte Básico de Vida (SBV). A correta execução dessas manobras eleva consideravelmente as chances de sobrevivência, especialmente quando associada ao uso do desfibrilador externo automático (DEA) (Mota et al., 2023; Nascimento et al., 2021). Diversos fatores podem precipitar a PCR, como hipóxia, hipovolemia, hipotermia e infarto agudo do miocárdio. Diante desse cenário, torna-se imperativo que o socorrista reconheça precocemente os sinais e inicie prontamente as condutas adequadas. As diretrizes da American Heart Association (AHA) oferecem orientações embasadas em 15 evidências para o atendimento em diferentes faixas etárias, respeitando suas particularidades fisiológicas. Tais recomendações integram a chamada “cadeia de sobrevivência”, que contempla desde a avaliação da segurança da cena até a execução das manobras de RCP e o uso do DEA, além da comunicação imediata com os serviços de emergência, como o SAMU (192), no contexto brasileiro (AHA, 2024). A conduta inicial envolve avaliar a segurança do local e a responsividade da vítima. Diante da ausência de resposta, deve-se acionar o serviço de emergência e buscar o DEA. Em seguida, realiza-se a verificação da respiração e do pulso; se ambos estiverem ausentes ou anormais, iniciam-se compressões torácicas com proporção de trinta compressões para duas ventilações, em ritmo de 100 a 120 compressões por minuto, com ciclos de dois minutos e profundidade adequada. As ventilações podem ser realizadas com máscara de bolso ou bolsaválvula-máscara, sempre que disponíveis (AHA, 2024). Diante desse panorama, destaca-se a importância de estratégias educativas que promovam o conhecimento e a prática em SBV. A capacitação de estudantes da saúde, orientada por tais diretrizes, é fundamental para garantir intervenções eficazes e potencialmente salvadoras em situações de emergência. Com base nisso, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência do projeto de extensão Posto de Atendimento em Primeiros Socorros (PAPS), desenvolvido no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, com foco na formação de estudantes do curso de fisioterapia em Reanimação Cardiopulmonar. Metodologia Trata-se de um relato de experiência de natureza descritiva, com abordagem qualitativa, oriundo de ações desenvolvidas pelo projeto de extensão universitária intitulado Posto de Atendimento em Primeiros 16 Socorros (PAPS), vinculado ao Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. As atividades ocorreram no segundo semestre de 2024 e envolveram discentes dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Medicina. A experiência foi estruturada em duas etapas. A primeira consistiu na capacitação dos extensionistas ingressantes, por meio de oficinas teórico-práticas voltadas ao atendimento inicial em situações de urgência e emergência, com destaque para a parada cardiorrespiratória (PCR) e o uso do desfibrilador externo automático (DEA). Essa formação foi realizada em ambiente de simulação realística, com acompanhamento de docentes e discentes com maior tempo de participação no projeto. Na segunda etapa, os extensionistas atuaram em ações práticas de extensão, realizadas nos dias 25 e 26 de setembro de 2024, na clínicaescola de fisioterapia do UNIPÊ. Nessas ocasiões, foram promovidas oficinas educativas e demonstrações interativas sobre o suporte básico de vida, com a participação da comunidade acadêmica e usuários dos serviços. Ao final, foi realizada uma roda de conversa para avaliação coletiva da experiência e identificação de aspectos a serem aprimorados em ações futuras. Relato de experiência No segundo semestre de 2024, o projeto de extensão Posto de Atendimento em Primeiros Socorros (PAPS) acolheu novos discentes de distintos cursos da área da saúde, com vistas à formação ampliada para o enfrentamento de situações emergenciais. Como etapa introdutória, os extensionistas participaram de capacitações teóricas e práticas, centradas no reconhecimento e manejo de agravos súbitos, com ênfase na parada cardiorrespiratória (PCR). As atividades foram conduzidas em 17 ambiente de simulação realística, com o apoio dos materiais disponíveis e mediação dos membros veteranos, promovendo a aprendizagem colaborativa e o compartilhamento de saberes experienciados. Nos dias 25 e 26 de setembro, os conhecimentos adquiridos foram aplicados em ações extensionistas realizadas nas clínicas de fisioterapia e fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. As atividades foram organizadas em formato interativo, contemplando a cadeia de sobrevivência, desde a avaliação da segurança da cena até a execução das manobras de compressão torácica e uso do desfibrilador externo automático (DEA). Participaram ativamente docentes, estudantes e pacientes atendidos pelas clínicas, o que contribuiu para a integração ensino-serviço. Ao término das ações, promoveu-se uma roda de diálogo avaliativo, na qual os participantes relataram sentimentos de maior segurança, senso de responsabilidade e valorização da atuação profissional em primeiros socorros. A escuta qualificada das dificuldades relatadas possibilitou a identificação de lacunas a serem trabalhadas em atividades futuras, reafirmando a relevância da formação prática supervisionada como estratégia de desenvolvimento de competências para o cuidado em urgência e emergência. Considerações finais O desenvolvimento de atividades extensionistas voltadas à capacitação em Suporte Básico de Vida revela-se uma estratégia pedagógica eficaz para o fortalecimento da formação técnica e cidadã dos estudantes da área da saúde. A vivência proporcionada pelo projeto PAPS contribuiu não apenas para o aprimoramento das habilidades teórico-práticas dos discentes, como também para a 18 construção de uma consciência social e profissional voltada à valorização da vida e da responsabilidade coletiva frente às urgências. Além disso, o compartilhamento do conhecimento com a comunidade acadêmica ampliou o impacto da ação, fomentando o compromisso dos futuros profissionais com a educação em saúde e a difusão de práticas seguras e baseadas em evidências. Assim, reafirmase a relevância de projetos de extensão como o PAPS, que, ao articular ensino, serviço e sociedade, potencializam o protagonismo estudantil e contribuem para a consolidação de uma formação ética, crítica e tecnicamente embasada. Referências AMERICAN HEART ASSOCIATION. 2024 International Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care Science With Treatment Recommendations. Circulation, v. 150, n. 20, p. e1281–e1304, nov. 2024. 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Doenças cardiovasculares matam 10 mil pessoas na região europeia da OMS todos os dias, com homens morrendo mais frequentemente que mulheres. Disponível em: https://www.who.int/europe/news-room/15-05-2024-cardiovasculardiseases-kill-10-000-people-in-the-who-european-region-every-day--withmen-dying-more-frequently-than-women. Acesso em: 25 abr. 2025. SILVA, A. R. da et al. Basic life support: knowledge assessment considering the articulation of active teaching strategies. Texto & Contexto - Enfermagem, v. 30, p. e20190358, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/BXfZHbfp9mRD3CWJ9yHcVkM/. Acesso em: 25 abr. 2025.