A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃOSEXUAL DE ADOLESCENTES
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47 A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃOSEXUAL DE ADOLESCENTES Yasmin de Souza Confessor (E-mail: yasminsouz[email protected]) Allinny Raianny Jerônimo Araújo de Souza Camila Teixeira de Carvalho Dias Yasmin Aisha Pereira Soares Ythauane Nayara Gomes da Silva DOI 10.5281/zenodo.17674982 Resumo Objetivo: investigar a importância da atuação da enfermagem na educação sexual de adolescentes, através de estudos científicos. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura desenvolvida a partir de etapas metodológicas definidas: elaboração da questão norteadora, pesquisa ou demonstração na literatura e coleta de dados. No que se refere à delimitação da amostra, foram adotados como critérios inclusão: artigos originais encontrados no idioma português, com o acesso online e gratuito, com conteúdo completo e que tivessem sido publicados entre os anos de 2015 e 2020. Resultados: percebeu-se que a maioria dos estudos foram dos anos de 2018 (4), seguido de 2017 (3), prevalecendo os estudos do estado do Rio de Janeiro (4), Pernambuco (2) e Piauí (2), os demais estados possuíam apenas um estudo. Notou-se, ainda, que em relação ao país de origem, quase todos eram do Brasil, exceto um estudo de Portugal. Considerações finais: contudo, nota-se a necessidade do desenvolvimento de novos estudos que possibilitarão um embasamento científico maior, onde sejam desenvolvidas atividades buscando melhorias no conhecimento dos adolescentes, destacando o quão importante é o trabalho do enfermeiro, como uma forma de intervir nas dificuldades e fragilidades que estes adolescentes possuem. Descritores: Adolescentes; Educação Sexual; Enfermagem. Introdução A adolescência consiste em uma transição natural do processo de crescimento de um indivíduo, passando pela infância até chegar à fase da vida adulta. Ocorre então o período de transição que se desenvolve
48 rapidamente ao longo da vida de um adolescente, como seu crescimento diante a sociedade e condutas, que os tornam um adolescente que construa seus princípios e sua autonomia. A partir disso, logo se desperta entre ele a curiosidade e influências perante a sociedade como, a sexualidade, o desejo do contato, carinho e amor, que por consequência surge o amadurecimento de ideias onde, muitas vezes, se torna precoce o interesse reprodutivo e o desenvolver de sua identidade pessoal (Ferreira; Piazza; Souza, 2019). De acordo com Brasil (2017) a saúde sexual é um estado de saúde física, emocional, mental e de bem-estar social em relação à sexualidade. A sexualidade, por sua vez, é um aspecto central do ser humano ao longo de toda sua vida e nela estão circunscritos elementos relativos ao sexo, às identidades e aos papéis de gênero, à orientação sexual, ao prazer, à intimidade e à reprodução. Sabendo-se que a educação em saúde tem grande relevância no período da adolescência e que o enfermeiro é um profissional que trabalha diretamente com esse campo, foi necessário desenvolver esta pesquisa. A escolha do tema decorreu do interesse pela pesquisa sobre esse assunto, na condição de acadêmica do Curso de Enfermagem. Assim, foi necessário formular a seguinte questão norteadora: os estudos demonstram que a educação em saúde exercida pelos profissionais de enfermagem, com relação à educação sexual de adolescentes, tem sido eficaz? Esse estudo tem como objetivo principal investigar a importância da atuação da enfermagem na educação sexual de adolescentes, através de estudos científicos.
49 Metodologia Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir de etapas metodológicas definidas: elaboração da questão norteadora; pesquisa ou demonstração na literatura e coleta de dados. No que se refere à primeira fase da revisão integrativa, ocorreu a elaboração da questão norteadora. Os estudos demonstram que a educação em saúde exercida pelos profissionais de enfermagem, com relação à educação sexual de adolescentes, tem sido eficaz? Na segunda etapa, foi desenvolvida uma pesquisa a respeito da importância da enfermagem na educação sexual de adolescentes, sendo utilizadas as bases de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciência da Saúde), BDENF (Bases de dados de Enfermagem) e Medical Literature Analysisand Retrieval System Online (MEDLINE). A escolha das respectivas bases de dados ocorreu em virtude de estas coincidirem com grandes números de referências técnicocientificas em enfermagem, envolvendo periódicos de alta especificidade, na área da saúde. No que se refere à delimitação da amostra, foram adotados como critérios de inclusão: os artigos originais encontrados no idioma português, com o acesso online e gratuito, com conteúdo completo e que tivessem sido publicados entre os anos de 2015 e 2020. Os critérios usados para exclusão dos artigos foram: estudos científicos que não fossem artigos, artigos que não foram disponibilizados na íntegra nas bases de dados, que não foram publicados no idioma português, repetidos nos endereços de buscas, sendo apurado uma única vez para estudo. A busca dos artigos foi desenvolvida pelo pesquisador, investigando com detalhe nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE,
50 nos meses de setembro e outubro de 2020, com as palavras-chaves, sinônimos de descritores, consultadas nos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): “Enfermagem” [and] “Educação Sexual” [and] “Adolescentes”. Sendo assim, foi executada a efetivação da busca, atentando-se aos critérios de inclusão dos artigos, de maneira criteriosa, sendo achados na LILACS 73 artigos, 70 artigos na BDENF e 1 artigo na MEDLINE, obtendo 144 publicações. No decorrer da análise de uma pré-leitura do título e do resumo, foram pré-selecionados 11 artigos, sendo excluídos 133 artigos, que não se correlacionavam ao tema. Resultados e Discussão Mediante a análise dos artigos, foi desenvolvida uma síntese, que corresponde a um resumo do estudo executado sobre o conteúdo, objetivando verificar as pesquisas publicadas em periódicos sobre a importância da enfermagem na educação sexual de adolescentes. Foi possível perceber que a maioria dos estudos foi dos anos de 2018 (4), prevaleceu os estudos do estado do Rio de Janeiro (4), Pernambuco (2) e Piauí (2). Nota-se, ainda, que em relação ao país de origem, quase todos os estudos eram do Brasil, apenas um estudo era de Portugal. Em relação ao tipo de estudo, 100% dos artigos selecionados foram do tipo pesquisa de campo, pois já estava dentro da prioridade estabelecida na pesquisa. Através do estudo dos artigos selecionados, foi possível encontrar inúmeras informações relevantes acerca da importância da educação sexual em saúde no período da adolescência, tornando-se possível dividir em duas categorias. CATEGORIA I: Vivências e conhecimentos no período da adolescência
51 Conforme a Pesquisa Nacional sobre a Saúde do Escolar (PeNSE), que foi desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), foram investigados os fatores de risco e proteção à saúde do adolescente e detectou-se que mais de 25% dos escolares, entre 13 e 15 anos de idade e mais de 50% dos escolares, entre 16 e 17 anos de idade, já haviam iniciado a vida sexual. Com relação à ocorrência de gravidez e considerando apenas o percentual de meninas que já tiveram relações sexuais, 9% destas engravidaram pelo menos uma vez, com predomínio das meninas de escolas públicas (9,4%) e da região Nordeste do país (13,3%) (Praxedes; Queiroz, 2018). Nessa perspectiva, entende-se que trabalhar a educação sexual na adolescência pode ser de extrema necessidade para que temas como gravidez precoce e indesejada, infecções sexualmente transmissíveis, possam ser trabalhados, evitando que possam ocorrer situações capazes de limitar o desempenho escolar desses jovens. É importante salientar que a falta de conhecimento dos adolescentes pode ser decorrente da falta de diálogo familiar, dos educadores, além de evitarem abordarem essas questões por se sentirem intimidados com o tema (Araújo et al., 2019). CATEGORIA II: Contribuição da Educação Sexual na Adolescência Os estudos atuais mostram a relevância da atuação do enfermeiro no ambiente escolar, por meio de ações educativas, que proporcione não apenas um repasse de conhecimentos, mas também uma troca. Desse modo, a construção de saberes será facilitada, pois favorecerá um melhor relacionamento entre os sujeitos, agrupando seus familiares, instituições e toda a comunidade, valorizando suas necessidades (Araújo, 2016).
52 Considerações Finais A partir da realização deste estudo, foi possível atingir o objetivo proposto, que era justamente o de investigar a importância da enfermagem na educação sexual dos adolescentes e o que os estudos demonstram a respeito dessa questão. Percebeu-se que a enfermagem vem assumindo essa missão, de forma cada vez mais intensa, atingindo bons resultados, de acordo com os estudos, principalmente quando são feitos planejamentos e ações que contribuem para uma abordagem mais efetiva. Todavia, no decorrer da construção desta pesquisa, existiram algumas fragilidades, uma vez que foram encontrados poucos artigos que relatassem a atuação do enfermeiro em programas com ações de prevenção, promoção e atenção à saúde, com a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública, no idioma português, de forma especial entre anos de 2015 e 2020, que fazia parte da delimitação de tempo estabelecida. Sendo assim, torna-se fundamental que novos estudos sejam produzidos a respeito da temática em questão, pois é uma excelente oportunidade desses profissionais compartilharem experiências, servindo de referência para outros profissionais. Compreendendo que a educação em saúde é imprescindível no período da adolescência, por serem um grupo que possuem bastante fragilidade, se faz necessário um vínculo entre o profissional de saúde, adolescentes, educador escolar e família, para que juntos possam estabelecer uma relação de apoio e parceria, que venha a melhorar a qualidade da assistência prestada para com esses adolescentes.
53 Referências ARAÚJO, R. T. Demandas de saúde de adolescentes: Construindo bases para o cuidado. 2016. 179 p. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/18919/1/Tese_Enf_Ros%c3%a1lia %20Teixeira%20de%20Ara%c3%bajo.pdf. Acesso em: 03 mar. 2025. ARAÚJO, R.T. et al. Sexualidade e saúde sexual de adolescentes: Interseção de demandas para o cuidado. Rev. Enf. UERJ, Rio de Janeiro, v. 27, p. e38440, mar. 2019. Disponível em: https://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/38440. Acesso em: 12 mar. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde; ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Saúde e sexualidade de adolescentes. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_sexualidade_adoles cente_construindo_equidade_sus.pdf. Acesso em: 01 abr. 2025. FERREIRA, I. G.; PIAZZA, M.; SOUZA, D. Oficina de saúde e sexualidade: Residentes de saúde promovendo educação sexual entre adolescentes de escola pública. Rev. Bras. Med. Fam. Comunidade, Rio de Janeiro, v. 14, n.41, p.1788-1796, mar. 2019. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc14(41)1788. Acesso em: 05 mar. 2025. PRAXEDES, M. L. S.; QUEIROZ, M.V.O. Efetividade de intervenções educativas sobre contracepção na adolescência: Revisão Sistemática da Literatura. Rev. Eletr. Enf, Ceará, 20: v. 20, p.1-11, dez. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.5216/ree.v20.51274. Acesso em: 04 abr. 2025.