REESTRUTURAÇÃO DA SALA DE CITOLOGIA – USF JOSÉ AMÉRICO
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161 REESTRUTURAÇÃO DA SALA DE CITOLOGIA – USF JOSÉ AMÉRICO Allyce Rayane Bezerra Batista ([email protected]) Bruna Girlayne Silva Cordeiro Maria Eduarda Xavier Amaral Marcella Ribeiro Ferreira dos Santos Rafaella Araújo Santos Souza Andréa Moreira Santos DOI 10.5281/zenodo.17675506 RESUMO: O câncer do colo do útero representa um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente entre mulheres com acesso limitado aos serviços de saúde. O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, é uma estratégia eficaz para o rastreamento precoce da doença, sendo recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos de idade com vida sexual ativa. Apesar da sua importância, a adesão ao exame ainda enfrenta barreiras que envolvem desde a falta de informação até o desconforto durante sua realização. Nesse cenário, o papel do profissional de enfermagem vai além da técnica: envolve acolhimento, escuta e criação de ambientes mais humanizados. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de reestruturação da sala de citologia da Unidade de Saúde da Família (USF) José Américo, em João Pessoa-PB, realizada durante o estágio supervisionado por discentes do 7º período do curso de Enfermagem do UNIPÊ. A proposta foi fruto de observações realizadas pelas estudantes e de diálogo com a preceptora responsável, que possui longa trajetória na unidade. Inicialmente, foi realizada uma inspeção minuciosa da sala, a fim de identificar aspectos que pudessem impactar o conforto e a experiência das usuárias durante o exame. A ausência de climatização funcional, a falta de elementos visuais e informativos, além de um ambiente pouco acolhedor, foram alguns dos pontos observados. Apesar das limitações estruturais, especialmente por se tratar de uma unidade em processo de reforma, foram propostas melhorias de baixo custo e sustentáveis. Dentre as ações implementadas, destacam-se: aplicação de papel contact nas janelas para garantir privacidade; uso de adesivos vinílicos com mensagens informativas e educativas (em substituição a materiais inadequados ao ambiente contaminado); organização da mesa com itens como aromatizador, porta-lápis, enfeites leves e organizadores de papel; e elaboração de um cartaz afixado na porta da sala, com orientações claras sobre o exame, desmistificando dúvidas comuns. A reestruturação foi finalizada e apresentada à equipe da unidade no dia 31 de março de 2025, com a socialização dos objetivos e das etapas do
162 projeto. A iniciativa foi bem recebida e reconhecida como um avanço no processo de acolhimento e promoção da saúde das usuárias. Conclui-se que a qualificação do ambiente de atendimento influencia diretamente na experiência das pacientes e pode contribuir para a ampliação da adesão ao exame citopatológico. A vivência demonstrou que, mesmo diante de restrições orçamentárias, é possível promover ações que valorizem o cuidado humanizado. Essa experiência reafirma a importância do olhar sensível dos profissionais e estudantes de Enfermagem, capazes de transformar espaços comuns em ambientes de escuta, conforto e prevenção. REFERÊNCIAS: GUEDES, Thalita Renata Oliveira das Neves et al. Estratégias educativas para aumentar a adesão ao exame Papanicolau: a experiência da UBSF O-16, Manaus-AM. Revista Saúde em Redes, Porto Alegre, v. 7, n. 2 supl., 2021. Disponível em: https://revista.redeunida.org.br/index.php/redeunida/article/view/3582/706. Acesso em: 10 abr. 2025. MACIEL, Nathanael de Souza; LUZIA, Francisco Jardsom Moura; FERREIRA, Diego da Silva; FERREIRA, Luzia Camila Coelho; MENDONÇA, Valdenia de Melo; OLIVEIRA, Antônio Wendel Nogueira; SOUSA, Leilane Barbosa de. Busca ativa para aumento da adesão ao exame Papanicolaou. Revista de Enfermagem da UFPE on line, v. 15, n. 1, p. 111, jan. 2021. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1150971. Acesso em: 10 abr. 2025.