scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

ARCHITECTURE PROJECT - ARCOS DO VALONGO CULTURAL SPACE

Zanella, Eduardo; Barbosa, Maria Valquíria

Abstract

The city of Santos is strongly marked by its economic importance and heritage value at a national level. From this perspective, as a strategic plan to strengthen local memory and foster cultural and artistic practices in the city's central region, the architectural design for the Arcos do Valongo Cultural Center is proposed. The name refers to the historic gable protected by the municipal agency CONDEPASA – Santos Council for the Defense of Cultural Heritage. In this sense, the project aims to make the cultural facility a complement to Santos's historical and touristic axis, establishing harmony between heritage assets and contemporary interventions. Thus, adopting the historic façade as a landmark and intervening within an area with strong potential—a modern development—means respectfully reestablishing the connection with the past and keeping the memory of the Brazilian nation alive in today's daily life.

Full text

__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 665 (Ciências Sociais) PROJETO ARQUITETÔNICO - CENTRO CULTURAL ARCOS DO VALONGO ARCHITECTURE PROJECT - ARCOS DO VALONGO CULTURAL SPACE Eduardo Poliselli Zanella, Maria Valquíria S. Barbosa Universidade Santa Cecília, Curso de Arquitetura e Urbanismo E-mail para contato: [email protected] RESUMO – A cidade de Santos é fortemente marcada pela importância econômica e valor patrimonial em níveis nacionais. Sob essa ótica, como planejamento estratégico no sentido de fortalecer a memória local e fomentar as práticas culturais e artísticas da região central da cidade, é proposto o projeto arquitetônico do Centro Cultural Arcos do Valongo, cujo nome faz referência à empena histórica protegida pelo órgão municipal CONDEPASA – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos. Nesse sentido, o projeto visa levar o equipamento cultural como complemento do eixo histórico e turístico de Santos, de forma a estabelecer harmonia entre os bens patrimoniais e as intervenções contemporâneas. Dessa forma, adotar a fachada histórica como marco de entrada e intervir dentro de uma área com forte potencial, um empreendimento moderno significa restabelecer a conexão com o passado, de forma respeitosa, e manter viva a memória da nação brasileira no cotidiano atual. Palavras-chave: Arcos do Valongo; Centro Cultural; Patrimônio Histórico; Turismo Regional; Santos. ABSTRACT – The city of Santos is strongly marked by its economic importance and heritage value at a national level. From this perspective, as a strategic plan to strengthen local memory and foster cultural and artistic practices in the city's central region, the architectural design for the Arcos do Valongo Cultural Center is proposed. The name refers to the historic gable protected by the municipal agency CONDEPASA – Santos Council for the Defense of Cultural Heritage. In this sense, the project aims to make the cultural facility a complement to Santos's historical and touristic axis, establishing harmony between heritage assets and contemporary interventions. Thus, adopting the historic façade as a landmark and intervening within an area with strong potential—a modern development—means respectfully reestablishing the connection with the past and keeping the memory of the Brazilian nation alive in today's daily life. Keywords: Arcos do Valongo; Cultural Center; Heritage Value; Regional Turism; Santos. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 666 (Ciências Sociais) 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivos o incentivo às práticas culturais e artísticas, o fortalecimento do eixo turístico da área central da cidade e a convivência entre os bens patrimoniais protegidos pelo CONDEPASA - Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos e os empreendimentos contemporâneos. Nesse sentido, o projeto tem como objetivo o uso semipúblico do espaço de forma que todos possam usufruir do equipamento cultural, onde as atividades e as funções oferecidas, gratuitamente ou mediante matrículas antecipadas, tenham seu adequado funcionamento e cumpram sua função social, especialmente ao que se propôs desde sua concepção. O empreendimento localiza-se na região nordeste da Cidade de Santos, em São Paulo, no bairro do Centro Histórico. O lote de implantação é cortado por três logradouros, sendo estes Rua Tuyuti, Rua do Comércio e Travessa Comendador Neto, no qual essa última foi transformada no Boulevard Comendador Neto. A escolha do terreno deve-se pelo planejamento estratégico da criação de um eixo estruturador turístico e histórico na zona central da cidade, que além dos equipamentos existentes no entorno - Museu Pelé, Igreja do Valongo e Estação do Valongo - a implantação do Centro Cultural Arcos Valongo servirá como um apoio no polo de atração cultural do eixo e da mescla entre arquitetura contemporânea e edificações históricas de Santos, incorporando-as ao cotidiano dos novos usuários. E como ponto de afirmação dos objetivos do novo empreendimento, o terreno é casa de uma das mais famosas empenas da cidade, conhecida popularmente como “Arcos do Valongo”, fachada protegida pelo órgão municipal competente. Segundo o site Juicy Santos (2025), o conjunto arquitetônico da fachada protegida remonta ao século XIX, construído por volta de 1820, e até os dias atuais exerceu várias atividades, desde transportadoras até empresas de segurança, e hoje é conhecido por ser abrigo de muitas festas e eventos, com diversos tipos de ambientes internamente. O site Juicy Santos (2025) ainda conta que antes da popularidade, o espaço ficou muito tempo em desuso, não cumprindo sua função social. Esse cenário mudou após o evento artístico “Valongo Festival Internacional da Imagem”, em 2016, o qual iniciou o grande potencial da área para fins culturais e criativos, destacando a importância de um espaço dinâmico preservado __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 667 (Ciências Sociais) para a cidade. Assim, após esse evento, o local recebeu, e continua recebendo, festivais, exposições e outras séries de atividades que contemplam a arte. Dessa forma, o projeto do Centro Cultural Arcos do Valongo integra-se no espaço de forma a fomentar a cultura e a educação em Santos, transparecendo a importância da reocupação do território central de valor histórico da cidade, isto é, por meio da coexistência harmônica entre o contemporâneo e os valores antigos de preservação, sem, entretanto, sobressair-se em relação aos bens patrimoniais do entorno. Portanto, enquadra-se nos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, de forma a contribuir positivamente ao meio ambiente e à difusão de cultura, conhecimento e liberdade de expressão, além de garantir que os usuários possam desfrutar das atividades e equipamentos de maneira segura, fácil e acessível. Sendo assim, o empreendimento alinha-se aos seguintes ODS: ODS 04: Educação de qualidade - “Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”; ODS 06: Água potável e saneamento - “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”; ODS 07: Energia limpa e acessível - “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”; ODS 08: Trabalho decente e crescimento econômico - “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”; ODS 09: Indústria, inovação e infraestrutura - “Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação". 2 MATERIAIS E MÉTODOS Para fins de análise da viabilidade técnica e da coleta de diretrizes urbanísticas, levouse em consideração a Lei Complementar n° 1.187 de 30 de dezembro de 2022, a qual dispõe sobre a LUOS - Lei de Uso e Ocupação do Solo da cidade de Santos, São Paulo. A zona a que se insere o projeto é a ZCI - Zona Central I, e os logradouros são classificados a seguir: Rua Tuyuti: classificada como coletora, e gravada como CPC – Corredor de Proteção Cultural; Rua do Comércio: classificada como local, e gravada como CPC; Travessa Comendador Neto: classificada como local, e gravada também como CPC. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 668 (Ciências Sociais) As atividades a serem exercidas no Centro Cultural Arcos do Valongo enquadram-se na categoria de uso CS4 – Comércio e Serviço 4, do anexo IX da referida lei municipal, a qual diz respeito às “atividades culturais”. Portanto, a instalação do projeto no lote é permitida. Das restrições urbanísticas, a taxa de ocupação máxima do terreno é de 85%, sendo o coeficiente de aproveitamento de, no máximo, quatro vezes a área do lote. Sobre os recuos, fica obrigatório o mínimo exigido de cinco metros frontais, e os laterais a depender da altura do empreendimento. O adotado foi de, no mínimo, 1,50 metros, e a taxa de ocupação mínima exigida por lei é de 15% da área total do terreno. Como estudo de caso precedente, analisou-se o edifício do Museu Moderno de Istambul, localizado no bairro histórico de Beyoglu, às margens do Estreito de Bósforo, Istambul, Turquia. As informações obtidas foram extraídas dos sites: Archdaily, Aquitectura Viva e Arup. Projetado pela equipe do Renzo Piano Building Workshop, foi inspirado nas águas do próprio local de implantação, com fachadas planejadas em materiais claros, como o vidro e placas de alumínio, que configuram o volume saliente das envoltórias. Assim, os raios solares mudam a percepção do edifício conforme as horas do dia e as épocas do ano e fundem a imagem do museu com os reflexos do azul do céu e do mar. O Museu Moderno de Istambul possui cinco pavimentos, conectados por uma escadaria central também monumental. O térreo possui saguões transparentes com paredes envidraçadas que integram o ambiente externo com os ambientes internos, sendo estes a cafeteria, a livraria, a loja e os pontos de informação do museu. No mezanino, abaixo do nível da rua (entre o térreo e o primeiro pavimento do subsolo), encontra-se um auditório de 156 lugares. O primeiro andar abriga galerias de fotografia, salas multiuso e apoio aos funcionários. O segundo andar abriga espaços para exposições permanentes e temporárias do museu, e por fim o rooftop do edifício, que paira sobre um plano raso de água por todo o telhado. Seu sistema estrutural em pilares de concreto dispõe-se numa malha estrutural de 8x8 m², reforçados por contraventamento interno em aço, que garante resiliência sísmica. Sobre o Centro Cultural Arcos do Valongo, o partido arquitetônico modernista foi um dos principais pontos escolhidos para as ideias dominantes deste projeto. Neste caso, utilizouse na estrutura do edifício o concreto armado aparente, com sua estrutura à mostra destacada dos volumes principais da edificação, configurando um exoesqueleto ao redor das elevações __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 669 (Ciências Sociais) e criando, no térreo, espaços de passagem cobertos em pilotis - além de possibilitar envoltórias livres. A fachada dos “Arcos do Valongo” foi incorporada metaforicamente, e não fisicamente, ao novo edifício. Assim, a parede histórica atua como portas de entrada ao lote do empreendimento e faz parte da ambiência local como complemento às atividades expositivas do Centro Cultural, o que mantém o contraste da ambiência, de forma respeitosa, entre o passado e a contemporaneidade. O partido, então, justifica-se na proposta de uma volumetria compacta no térreo, circulada por corredores externos cobertos em pilotis munidos de áreas de convivência abertas ao público externo. O volume do nível superior ao térreo foi pensado para ter dimensões maiores da inferior para que o próprio pavimento servisse de cobertura para os corredores de passagem abaixo. Em ambos, o sistema estrutural encontra-se saliente das envoltórias para que fiquem aparentes e configurem o exoesqueleto. O volume do terceiro pavimento é rotacionado, em relação aos outros pavimentos, em 90° sentido horário. Esse partido mantém-no alinhado com os eixos estruturais centrais, o que inclui caixas de escada e poços de elevadores, mas também deixa-o com o grande vão em balanço - o principal diferencial da proposta volumétrica desse projeto. Esse grande balanço é possibilitado pelo emprego das vigas vierendeel nas duas extremidades longitudinais, com alturas de 3,60 metros, e que funcionam como as próprias paredes do andar. O sistema ganha ainda mais rigidez com as lajes nervuradas nos dois sentidos, engastadas nessas vigas, para se ganhar maiores resistências aos grandes vãos - Figura 01. Como parte da concepção do projeto, houve a necessidade de integração entre a natureza e o complexo. Isso posto, o segundo pavimento recebeu uma cobertura verde ornamental e o terceiro pavimento, uma cobertura verde que funciona como captadora das águas das chuvas para reuso. Em se tratando de coberturas, a parte técnica do Centro Cultural foi instalada no último nível com acesso restrito a funcionários. Por fim, caixilhos que acompanham os pés-direitos dos três pavimentos revestiram a maior parte das envoltórias do complexo e foram projetados junto aos brises de proteção aos raios solares. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 670 (Ciências Sociais) Para efeito dos cálculos das proteções solares do edifício, considerou-se Latitude Sul 23°, a qual pertence, de modo geral, a região da cidade de São Paulo, incluindo a Baixada Santista. Os brises serão calculados para proteção dos horários entre as oito horas da manhã até às dezesseis horas e trinta minutos de todos os períodos do ano. O primeiro pavimento não contemplou brises sob medida. Neste caso, a própria projeção dos pavimentos superiores funcionou como proteções Alfa no interior do edifício. Figura 01: Volumetria inicial para estudo de projeto. Fonte: Produzido pelo autor. No segundo pavimento, as elevações a contemplarem as proteções solares seguem elencadas, juntamente com suas respectivas angulações Alfa e Beta (a depender da envoltória): fachada nordeste: 18° Alfa - proteção horizontal. Utilizar-se-á aletas horizontais fixadas nos pilares estruturais do exoesqueleto, com intervalo de quinze centímetros de distância entre si, rotacionadas em seus próprios eixos a 45°; fachada sudoeste: 42° Beta - proteção vertical. Utilizar-se-á aletas verticais fixadas nos pilares estruturais do exoesqueleto, com intervalo de trinta e seis centímetros de distância entre si, paralelas à envoltória em questão. No terceiro pavimento, as elevações a contemplarem as proteções solares foram: fachada noroeste: 4° Alfa - proteção horizontal. Utilizar-se-á aletas horizontais fixadas nos pilares estruturais do exoesqueleto, com intervalo de quinze centímetros de distância entre si, rotacionadas em seus próprios eixos a 45°; fachada sudeste: 30° Alfa - proteção horizontal. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 671 (Ciências Sociais) Utilizar-se-á aletas horizontais fixadas nos pilares estruturais do exoesqueleto, com intervalo de treze centímetros de distância entre si, rotacionadas em seus próprios eixos a 60°. Dos cálculos dos reservatórios de água, considerou-se o número de pessoas a permanecer no edifício igual a 150 (por levar-se em conta os assentos do auditório, as salas de oficinas e os espaços de convivência dentro das dependências do equipamento). Assim, a quantidade, em litros, de água a ser utilizada pelos usuários será de uso similar a escritórios/oficinas, que é igual a 50 litros por pessoa por dia. Dessa forma: 50 litros x 150 pessoas = 7500 litros diários Levando-se em conta a NBR – Norma Brasileira 5626/20, que dispõe dos sistemas prediais de água fria e quente, necessita-se a quantidade de litros para dois dias, logo: 7500 litros x 2 dias = 15000 litros de água totais nos reservatórios. Divide-se essa quantidade em 60% no reservatório inferior e 40% + R.I. - Reserva de Incêndio nos reservatórios superiores, sendo R.I. = 20% do total = 3000 litros de água. O reservatório inferior, portanto: 15000 x 60% = 9000 litros de água. O reservatório superior, portanto: 15000 x 40% + R.I. = 9000 litros de água, divididos em dois reservatórios independentes com 4500 litros cada uma. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 DISTRIBUIÇÕES INTERNAS 3.1.1 Primeiro Pavimento - Térreo Com fluxo transversal cruzado entre os acessos principais do edifício, o grande hall do salão principal funciona como chamativo para os transeuntes e convida-os a permanecer, sempre que possível, às interações artísticas e tudo o que o empreendimento possa oferecer. Nesse sentido, além da circulação livre que permeia as duas envoltórias principais, o salão nobre contém mobiliários de permanência, como poltronas, sofás, bancos e espaço para café, e toda a parte informativa das instalações do Centro Cultural - eventos periódicos, informações sobre atividades temporárias, acervos expositivos e aulas culturais. Assim, os usuários têm a possibilidade de interagir entre si e ficarem por dentro das atividades internas do complexo por meio do balcão de recepção e dos totens interativos. É no balcão da recepção, também, onde os visitantes identificam-se e guardam seus pertences no guarda volumes para __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 672 (Ciências Sociais) acessar os outros ambientes do edifício. Além disso, neste mesmo pavimento, os visitantes podem levar para casa souvenirs temáticos do Centro Cultural Arcos do Valongo e deixar registrada a sua presença. As áreas de apoio, onde funcionam as manutenções e espaços para atendimento das necessidades dos funcionários do empreendimento, também são concentradas no primeiro pavimento. Dessa forma, a estrutura contempla o hall de serviço, por onde a equipe do Centro Cultural registra sua jornada trabalhista e tem acesso ao elevador e aos vestiários de serviço. Os vestiários, assim como os sanitários de acesso público, são ventilados através das aberturas existentes nos shafts de respiração, que, inclusive, são compartilhados com as escadas enclausuradas. Os outros espaços de apoio compreendem o refeitório de funcionários, com toda a infraestrutura para melhor atendê-los, e o espaço para doca de caminhão baú, por onde o empreendimento recebe as obras de arte e encomendas - Figura 2. Figura 2: Planta baixa do primeiro pavimento. Fonte: Produzido pelo autor. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 673 (Ciências Sociais) 3.1.2 Segundo Pavimento - Primeiro Andar O segundo piso contempla as salas de oficinas do Centro Cultural, as quais oferecem: sala para aulas/ateliê de pinturas; sala para cursos e atividades diversas e sala para aulas de música, com equipamentos de piano, teclado, violão, guitarra e canto. Os dois halls principais deste pavimento, além de serem áreas de convivência com sofás e poltronas, também funcionam como áreas de exposição temporárias. São exposições temáticas que se dividem em exposição de pinturas, realizadas pelos próprios alunos do ateliê do complexo e exposição de fotografias, focadas em temas específicos e variados a serem definidos pela curadoria cultural do empreendimento. A sala de acervo ao lado serve como complemento e apoio, tanto para as exposições deste pavimento quanto para a exposição permanente no pavimento superior. Como áreas administrativas, não apenas das oficinas, mas da organização do Centro Cultural, o segundo pavimento também conta com o hall de serviço para acesso à sala de administração e tesouraria, que trata das questões de matrículas e financeiras, a sala da diretoria e uma sala de reuniões. A cobertura deste pavimento recebeu uma faixa verde que funciona como ornamento decorativo para quem enxerga do andar superior. O objetivo da criação dessa faixa verde foi a integração harmoniosa e funcional entre o empreendimento, os usuários e a natureza, além do conforto visual criado - Figura 03. 3.1.3 Terceiro Pavimento - Segundo Andar O último pavimento aberto aos usuários do Centro Cultural Arcos do Valongo foi projetado para ser o espaço de homenagem à história da cidade de Santos. A exposição permanente possui, em um circuito único, a história da economia cafeeira e a linha do tempo do município até os dias atuais. A exposição é aberta ao público mediante identificação no balcão da recepção. A outra parte do terceiro pavimento configura o foyer, espaço de espera e interação do público, com mesa de café e poltronas, seguido do auditório - espaço para apresentações, teatro, workshops e, inclusive, apresentações de músicas dos próprios alunos das oficinas oferecidas pelo empreendimento. A plateia, projetada para capacidade de 90 pessoas, possui assentos demarcados para PCDs – Pessoas com Deficiência e para pessoas com sobrepeso -