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IMPACTOS DO USO EXCESSIVO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Stefany Martins dos Santos; Bianca Oliveira David; Julia Alves de Melo; Laura Lucena Lisboa Borges; Denise da Costa Carvalho

Abstract

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: Na atual era digital, os aparelhos eletrônicos (celulares, tablets e computadores) estão incorporados à vida cotidiana das famílias, com exposição cada vez mais precoce de crianças a novas tecnologias. Embora haja benefícios educacionais, o uso excessivo de telas está associado à prejuízos cognitivos, emocionais e físicos. Este estudo tem como objetivo discutir os impactos do tempo excessivo de tela no desenvolvimento cerebral infantil e seus possíveis mecanismos. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados PubMed, com os descritores “screen time”, “children” e “cognition”, combinados pelo operador “AND”. Foram incluídos artigos de revisão, revisão sistemática e metanálises publicadas nos últimos 5 anos. Dos 12 artigos identificados, 5 foram selecionados por se adequarem aos critérios de inclusão do presente estudo. RESULTADOS: A partir desse levantamento bibliográfico, observou-se uma associação negativa do uso excessivo, precoce e não supervisionado de dispositivos eletrônicos com desfechos cognitivos em crianças. Quanto maior o tempo de exposição às telas, menor é a duração e qualidade do sono o que, por conseguinte, apresenta correlação com maiores taxas de sobrepeso infantil, déficit de atenção e problemas psicoemocionais. Além disso, 2 artigos apontam que o uso abusivo de dispositivos digitais prejudicam a formação linguística infantil, devido a fatores como menor interação verbal e alterações na plasticidade neuronal. E 4 dos 5 artigos artigos enfatizam que o uso desenfreado de telas favorece comportamentos internalizantes, como ansiedade, e externalizantes, como agressividade, se sustentando na privação de sono, exposição a conteúdos violentos e menor contato interpessoal. Em contrapartida, todos os artigos destacam efeitos positivos de telas, estando associados à melhora da criatividade e do raciocínio lógico, desde que o conteúdo consumido seja educativo, em grupo e supervisionado. CONCLUSÕES: O uso precoce e excessivo de telas está ligado a impactos negativos na saúde infantil, como distúrbios de sono, déficit de atenção, alterações emocionais e comportamentais e maior risco de sobrepeso. Por outro lado, o uso moderado e supervisionado, com conteúdos educativos, pode favorecer a criatividade, raciocínio lógico e o aprendizado interativo. Assim, é essencial orientar pais e educadores sobre o uso equilibrado das tecnologias, possibilitando um desenvolvimento infantil mais saudável.

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10.5281/zenodo.17705487 IMPACTOS DO USO EXCESSIVO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UMA REVISÃO DE LITERATURA Stefany Martins dos Santos¹ ; Bianca Oliveira David¹ ; Julia Alves de Melo¹ ; Laura Lucena Lisboa Borges¹ ; Denise da Costa Carvalho². ¹ Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil. ² Médica. Especialista em Pediatria pela Universidade Federal de Goiás - UFG, Goiânia, Goiás, Brasil. Professora Adjunta da Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS : Na atual era digital, os aparelhos eletrônicos (celulares, tablets e computadores) estão incorporados à vida cotidiana das famílias, com exposição cada vez mais precoce de crianças a novas tecnologias. Embora haja benefícios educacionais, o uso excessivo de telas está associado à prejuízos cognitivos, emocionais e físicos. Este estudo tem como objetivo discutir os impactos do tempo excessivo de tela no desenvolvimento cerebral infantil e seus possíveis mecanismos. MATERIAL E MÉTODOS : Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados PubMed, com os descritores “screen time”, “children” e “cognition”, combinados pelo operador “AND”. Foram incluídos artigos de revisão, revisão sistemática e metanálises publicadas nos últimos 5 anos. Dos 12 artigos identificados, 5 foram selecionados por se adequarem aos critérios de inclusão do presente estudo. RESULTADOS: A partir desse levantamento bibliográfico, observou-se uma associação negativa do uso excessivo, precoce e não supervisionado de dispositivos eletrônicos com desfechos cognitivos em crianças. Quanto maior o tempo de exposição às telas, menor é a duração e qualidade do sono o que, por conseguinte, apresenta correlação com maiores taxas de sobrepeso infantil, déficit de atenção e problemas psicoemocionais. Além disso, 2 artigos apontam que o uso abusivo de dispositivos digitais prejudicam a formação linguística infantil, devido a fatores como menor interação verbal e alterações na plasticidade neuronal. E 4 dos 5 artigos artigos enfatizam que o uso desenfreado de telas favorece comportamentos internalizantes, como ansiedade, e externalizantes, como agressividade, se sustentando na privação de sono, exposição a conteúdos violentos e menor contato interpessoal. Em contrapartida, todos os artigos destacam efeitos positivos de telas, estando associados à melhora da criatividade e do raciocínio lógico, desde que o conteúdo consumido seja educativo, em grupo e supervisionado. CONCLUSÕES: O uso precoce e excessivo de telas está ligado a impactos negativos na saúde infantil, como distúrbios de sono, déficit de atenção, alterações emocionais e comportamentais e maior risco de sobrepeso. Por outro lado, o uso moderado e supervisionado, com conteúdos educativos, pode favorecer a criatividade, raciocínio lógico e o aprendizado interativo. Assim, é essencial orientar pais e educadores sobre o uso equilibrado das tecnologias, possibilitando um desenvolvimento infantil mais saudável. Palavras-chave : cognição; desenvolvimento infantil; telas.