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6. ABORDAGEM PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA MULTIDISCIPLINARY APPROACH IN THE CARE OF PATIENTS WITH HEART EIXO TEMÁTICO: Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Email do autor: RESUMO Introdução : A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica de alta complexidade, caracterizada por alterações estruturais e funcionais do coração que comprometem sua capacidade de ejeção ou enchimento, configurando hospitalização e mortalidade cardiovascular no mundo. Essa condição representa um desafio crescente para os sistemas de saúde, especialmente em países em desenvolvimento, onde fatores socioeconômicos e culturais limitam a adesão terapêu assistenciais. Apesar dos avanços farmacológicos, a abordagem isolada ainda se mostra insuficiente, o que reforça a necessidade de estratégias integradas e humanizadas. Nesse cenário, este estudo tem como objetivo analisa multiprofissional no manejo da IC, destacando a relevância das terapias farmacológicas, não farmacológicas e dos programas de reabilitação cardiovascular. uma revisão narrativa da literatura, realizada na Scholar, entre 2020 e 2025, utilizando descritores em português, inglês e espanhol. Foram incluídos artigos originais disponíveis na íntegra que abordassem a atenção multiprofissional à IC. Resultados e discussão: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos está diretamente associada à 65 ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR NO CUIDADO AO PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA MULTIDISCIPLINARY APPROACH IN THE CARE OF PATIENTS WITH HEART FAILURE EIXO TEMÁTICO: Prevenção e promoção da saúde cardiovascular Talita Iasmym Da Silva Ferreira Graduando em Fisiotera pia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão Emanuela de Oliveira Reis Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina Josiane Könzgen Schneid Graduanda em Farmácia pela Universidade Federal de Pelotas Cícera Graduando em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Dayvison Gabriel Setubal Poiares Graduando em Medicina pelo Centro Universitário Metropolitano da Amazônia Antônio Sena da Costa Graduando em Medicina pela Universidade Federal do Pará Bruna Carla de Souza Correia Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins mail do autor: talita.202314001@univi sa.edu.br : A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica de alta complexidade, caracterizada por alterações estruturais e funcionais do coração que comprometem sua capacidade de ejeção ou enchimento, configurando - se como uma das p hospitalização e mortalidade cardiovascular no mundo. Essa condição representa um desafio crescente para os sistemas de saúde, especialmente em países em desenvolvimento, onde fatores socioeconômicos e culturais limitam a adesão terapêu tica e ampliam os custos assistenciais. Apesar dos avanços farmacológicos, a abordagem isolada ainda se mostra insuficiente, o que reforça a necessidade de estratégias integradas e humanizadas. Nesse cenário, este estudo tem como objetivo analisa r a importância da atuação multiprofissional no manejo da IC, destacando a relevância das terapias farmacológicas, não farmacológicas e dos programas de reabilitação cardiovascular. Metodologia uma revisão narrativa da literatura, realizada na s bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, entre 2020 e 2025, utilizando descritores em português, inglês e espanhol. Foram incluídos artigos originais disponíveis na íntegra que abordassem a atenção multiprofissional Resultados e discussão: Os resultados apontam que a intervenção integrada de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos está diretamente associada à MULTIDISCIPLINAR NO CUIDADO AO PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA MULTIDISCIPLINARY APPROACH IN THE CARE OF PATIENTS WITH HEART Prevenção e promoção da saúde cardiovascular Talita Iasmym Da Silva Ferreira pia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão - Univisa Emanuela de Oliveira Reis Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina -PE Josiane Könzgen Schneid Graduanda em Farmácia pela Universidade Federal de Pelotas -RS Cícera Mayara de França Graduando em Fisioterapia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão - Univisa Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - UNINASSAU, Fortaleza - CE Dayvison Gabriel Setubal Poiares Graduando em Medicina pelo Centro Universitário Metropolitano da Amazônia - UNIFAMAZ Antônio Sena da Costa Graduando em Medicina pela Universidade Federal do Pará Bruna Carla de Souza Correia pelo Centro Universitário da Vitória de Santo Antão - UNIVISA Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins – Manaus/AM sa.edu.br : A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica de alta complexidade, caracterizada por alterações estruturais e funcionais do coração que comprometem sua se como uma das p rincipais causas de hospitalização e mortalidade cardiovascular no mundo. Essa condição representa um desafio crescente para os sistemas de saúde, especialmente em países em desenvolvimento, onde tica e ampliam os custos assistenciais. Apesar dos avanços farmacológicos, a abordagem isolada ainda se mostra insuficiente, o que reforça a necessidade de estratégias integradas e humanizadas. Objetivo: r a importância da atuação multiprofissional no manejo da IC, destacando a relevância das terapias farmacológicas, não Metodologia : Trata-se de s bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, entre 2020 e 2025, utilizando descritores em português, inglês e espanhol. Foram incluídos artigos originais disponíveis na íntegra que abordassem a atenção multiprofissional resultados apontam que a intervenção integrada de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos está diretamente associada à
66 redução de readmissões hospitalares, à melhora da adesão ao tratamento e ao controle de sintomas. Estratégias educativas, programas de reabilitação supervisionada, apoio familiar e acompanhamento contínuo mostraram-se fundamentais para fortalecer o autocuidado e promover qualidade de vida. Contudo, barreiras como insuficiência de recursos, desigualdades sociais e fragilidades estruturais ainda comprometem a efetividade dessas práticas. Conclusão: conclui-se que a insuficiência cardíaca exige uma abordagem multiprofissional contínua, baseada na integração entre terapias farmacológicas e não farmacológicas, capaz de otimizar desfechos clínicos e reafirmar o compromisso com um cuidado humanizado, integral e sustentável. ABSTRACT Introduction: Heart failure (HF) is a highly complex clinical syndrome characterized by structural and functional alterations of the heart that compromise its ejection or filling capacity, and is one of the leading causes of hospitalization and cardiovascular mortality worldwide. This condition represents a growing challenge for healthcare systems, especially in developing countries, where socioeconomic and cultural factors limit therapeutic adherence and increase healthcare costs. Despite pharmacological advances, a single approach remains insufficient, reinforcing the need for integrated and humanized strategies. Objective: In this context, this study aims to analyze the importance of multidisciplinary work in the management of HF, highlighting the relevance of pharmacological and nonpharmacological therapies, as well as cardiovascular rehabilitation programs. Methodology: This is a narrative review of the literature conducted in the SciELO, LILACS, PubMed, and Google Scholar databases between 2020 and 2025, using descriptors in Portuguese, English, and Spanish. Original articles available in full that addressed multidisciplinary care for HF were included. Results and discussion: The results indicate that integrated intervention by physicians, nurses, physical therapists, nutritionists, and psychologists is directly associated with reduced hospital readmissions, improved treatment adherence, and improved symptom control. Educational strategies, supervised rehabilitation programs, family support, and ongoing monitoring proved essential for strengthening self-care and promoting quality of life. However, barriers such as insufficient resources, social inequalities, and structural weaknesses still compromise the effectiveness of these practices. Conclusion: It is concluded that heart failure requires a continuous multidisciplinary approach, based on the integration of pharmacological and non-pharmacological therapies, capable of optimizing clinical outcomes and reaffirming the commitment to humanized, comprehensive, and sustainable care. INTRODUÇÃO A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica de caráter progressivo, resultante de anormalidades estruturais e/ou funcionais do coração que comprometem sua capacidade de ejeção ou enchimento, ocasionando sintomas como dispneia, fadiga, intolerância ao exercício e retenção hídrica. Essa condição representa uma das principais causas de hospitalização e mortalidade cardiovascular no mundo, sendo considerada um importante desafio de saúde pública que exige estratégias de cuidado integradas e contínuas (McDonagh et al., 2021). Além disso, a IC gera grande impacto socioeconômico, uma vez que está associada a altos custos de internação e reabilitação, bem como a
67 perdas significativas na qualidade de vida dos pacientes. A natureza progressiva da doença implica em monitoramento constante e adesão terapêutica rigorosa, fatores que muitas vezes são comprometidos por limitações sociais e pela baixa compreensão do tratamento. Dessa forma, compreender sua complexidade é essencial para propor intervenções que reduzam a morbimortalidade e melhorem a sobrevida. Apesar dos avanços nas terapias farmacológicas e dispositivos assistidos, a gestão clínica da doença continua sendo um desafio, exigindo uma abordagem integrada e multidisciplinar (ACC/AHA, 2022). As diretrizes internacionais enfatizam a importância de uma abordagem multidisciplinar no manejo da IC, incluindo suporte clínico, intervenções nutricionais e programas de reabilitação cardiovascular (ESC, 2021). Essa necessidade é ainda mais evidente em países em desenvolvimento, onde o acesso a tecnologias avançadas é limitado e a carga da doença tende a ser maior. Além do mais, a adesão ao tratamento costuma ser dificultada por fatores socioeconômicos, educacionais e culturais, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção de educação em saúde. Nesse sentido, o trabalho em equipe multiprofissional não apenas potencializa os resultados clínicos, como também favorece a humanização do cuidado. A integração dessas estratégias tem demonstrado reduzir hospitalizações, melhorar a capacidade funcional e aumentar a adesão ao tratamento (Mcmurray et al., 2022). Estudos recentes destacam que o envolvimento de profissionais de diferentes áreas, como cardiologistas, nutricionistas, fisioterapeutas e farmacêuticos, resulta em um melhor controle dos sintomas e prognóstico aprimorado (Ponikowski et al., 2021). Além do efeito direto sobre os parâmetros clínicos, o acompanhamento multiprofissional contribui para a motivação e engajamento do paciente, aspectos fundamentais em doenças crônicas. Nesse contexto, a educação em saúde torna-se um elemento-chave, permitindo que o indivíduo compreenda seu papel ativo no manejo da doença. Essa participação ativa favorece não apenas o controle sintomático, mas também a prevenção de complicações e o retardamento da progressão da insuficiência cardíaca. A terapia medicamentosa permanece como um dos pilares no manejo da insuficiência cardíaca, incluindo o uso de inibidores do sistema renina-angiotensina, betabloqueadores e antagonistas de aldosterona. No entanto, sua eficácia é significativamente ampliada quando associada a estratégias não farmacológicas, como acompanhamento nutricional, restrição de sódio e adequação proteica, que auxiliam no controle dos sintomas e na estabilização clínica (Paula; Reis; Baptista, 2020; Barros; Santos; Figueiredo, 2022). A integração entre tratamento farmacológico e não farmacológico proporciona melhores resultados clínicos e uma abordagem mais abrangente ao paciente. Cabe destacar que mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios supervisionados, cessação do tabagismo e controle do peso corporal, também desempenham papel determinante. Portanto, o tratamento ideal da IC deve ser visto como uma combinação equilibrada entre diferentes frentes terapêuticas, adaptadas à realidade de cada paciente.
68 Diante desse contexto, observa-se que a insuficiência cardíaca é uma condição de elevada complexidade clínica, que demanda atenção contínua e integrada para garantir melhores desfechos em saúde. A compreensão da importância de estratégias multidisciplinares e da associação entre terapias farmacológicas e não farmacológicas se mostra essencial para o avanço no cuidado a esses pacientes. Assim, torna-se necessário estabelecer objetivos claros que orientem a discussão e fundamentem a relevância deste estudo. A insuficiência cardíaca (IC) configura-se como uma das principais condições crônicas de saúde em escala mundial, impondo impactos sociais, econômicos e clínicos significativos. Conforme Almeida, Oliveira e Silva (2023), o número de indivíduos diagnosticados com a doença vem crescendo de forma constante, impulsionado pelo envelhecimento populacional, pelo aumento das comorbidades cardiovasculares e pela maior sobrevida de pacientes tratados para doenças cardíacas prévias. Além disso, Chen et al. (2023) ressaltam que, apesar dos avanços terapêuticos, a IC permanece associada a altas taxas de hospitalização e mortalidade, constituindo um problema de saúde pública de difícil manejo. Esse cenário evidencia que os sistemas de saúde precisam se adaptar para atender uma população cada vez maior de pacientes com IC, o que demanda estratégias de acompanhamento contínuo e políticas que considerem a complexidade do quadro clínico e social desses indivíduos. Entre as estratégias terapêuticas disponíveis, a reabilitação cardiovascular tem se consolidado como um recurso eficaz para melhorar o prognóstico de pacientes com IC. Almeida, Oliveira e Silva (2023) destacam que programas supervisionados de exercício físico promovem ganhos na capacidade cardiorrespiratória, na força muscular e na autonomia funcional, reduzindo a incidência de complicações e internações. Lorenzoni (2020) complementa que a abordagem multiprofissional, envolvendo médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e enfermeiros, é fundamental para garantir maior adesão ao tratamento e melhores resultados clínicos. Essa perspectiva integrada é reforçada por Chen et al. (2023), ao apontarem que estratégias de manejo multidisciplinares, associadas a intervenções educativas e acompanhamento contínuo, são capazes de otimizar o controle da doença e promover melhora da qualidade de vida, tornando o exercício físico supervisionado um dos pilares da terapêutica contemporânea para a IC. Apesar dos benefícios comprovados da reabilitação cardiovascular, a adesão terapêutica ainda representa um dos maiores obstáculos no manejo da IC. De acordo com Almeida, Oliveira e Silva (2023), fatores socioeconômicos, nível de escolaridade e acesso aos serviços de saúde influenciam diretamente a continuidade do tratamento. Lorenzoni (2020) enfatiza que a falta de conhecimento sobre a doença e a ausência de suporte familiar são barreiras frequentes que comprometem o sucesso das intervenções. Nesse sentido, Santos, Barbosa e Freitas (2023) ressaltam a necessidade de políticas públicas mais eficazes voltadas para a saúde cardiovascular no Brasil, que incluam ações de educação
69 em saúde, incentivo à prática regular de exercícios supervisionados e fortalecimento do apoio social aos pacientes. Assim, a associação entre intervenções educativas, suporte comunitário e atividade física supervisionada representa uma estratégia essencial para potencializar a adesão ao tratamento e reduzir o impacto da doença na vida dos indivíduos e no sistema. Desse modo, o objetivo da pesquisa é elucidar, de maneira ampla e aprofundada, os elementos centrais que permeiam a gestão clínica da insuficiência cardíaca, abordando não apenas sua fisiopatologia e repercussões epidemiológicas, mas também os múltiplos fatores que influenciam a evolução da doença e a resposta terapêutica. O objetivo consiste em enfatizar a necessária integração entre terapias farmacológicas e não farmacológicas, a imprescindível atuação de equipes multiprofissionais e a implementação de programas estruturados de reabilitação cardiovascular, destacando o papel do exercício supervisionado e da educação em saúde como pilares fundamentais do cuidado. Busca-se, assim, delinear diretrizes e propor estratégias que contribuam para a otimização dos desfechos clínicos, a redução das taxas de hospitalização, a prevenção de complicações, a promoção da qualidade de vida e o fortalecimento da adesão terapêutica, considerando, em especial, as singularidades e os desafios inerentes aos países em desenvolvimento, nos quais as barreiras socioeconômicas, educacionais e de acesso aos serviços de saúde representam obstáculos adicionais à efetividade das intervenções. Dessa forma, pretende-se fornecer uma análise crítica e integrativa que subsidie práticas assistenciais mais humanizadas, sustentáveis e capazes de responder às crescentes demandas impostas pela carga global da insuficiência cardíaca. METODOLOGIA O estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, que buscou analisar a abordagem multidisciplinar no cuidado ao paciente com insuficiência cardíaca. A pesquisa foi conduzida em bases de dados como SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, empregando os descritores “enfermagem”, “cuidado multidisciplinar”, “insuficiência cardíaca”, “cardiologia”, “atenção integral à saúde” e seus correspondentes nos idiomas inglês e espanhol. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem a temática da assistência de saúde ao paciente com insuficiência cardíaca sob a perspectiva da equipe multiprofissional. Excluíramse estudos duplicados, editoriais, resumos simples e produções que não se relacionassem diretamente à prática assistencial no contexto da insuficiência cardíaca.
70 O processo de análise seguiu as etapas de busca, leitura exploratória, seleção, leitura crítica e categorização do material encontrado, destacando-se as contribuições específicas de diferentes áreas da saúde (enfermagem, medicina, fisioterapia, nutrição, psicologia, farmácia, serviço social, entre outras) no manejo integral do paciente. Por tratar-se de um estudo de revisão bibliográfica, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme estabelece a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS E DISCUSSÃO A tabela resume 12 estudos que abordam a atuação de enfermagem e estratégias multidisciplinares em pacientes com insuficiência cardíaca, abrangendo revisões sistemáticas, meta-análises, revisões narrativas, integrativas e estudos qualitativos. Observa-se que as intervenções de enfermagem, tanto em contexto hospitalar quanto domiciliar, promovem melhor adesão ao tratamento, redução de readmissões e melhora na qualidade de vida do paciente. Estudos destacam ainda barreiras psicossociais e a necessidade de personalização do cuidado. A análise evidencia que a integração da enfermagem com equipes multiprofissionais — incluindo médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e profissionais de saúde mental — é crucial para otimizar desfechos clínicos e funcionais. Além disso, os estudos ressaltam a importância de considerar determinantes sociais e políticas públicas na implementação de cuidados coordenados. Em síntese, a tabela demonstra que estratégias multidisciplinares fortalecem o cuidado ao paciente com insuficiência cardíaca, oferecendo suporte tanto na prevenção quanto na reabilitação. Tabela de resultados – Intervenções de enfermagem e cuidado multidisciplinar em pacientes com insuficiência cardíaca Autor (es) Ano Objetivo Tipo de estudo Amostra Principais achados Relevância multidisciplinar
71 Wu, S. et al. 2025 Avaliar eficácia de intervenções de enfermagem para autocuidado domiciliar em pacientes com IC Revisão sistemátic a e metaanálise Estudos sobre pacientes com IC em domicílio Intervenções de enfermagem melhoram adesão ao autocuidado, qualidade de vida e redução de hospitalizaçõ es Evidencia a importância do enfermeiro na coordenação do autocuidado dentro de equipes multidisciplinares Li, J. et al. 2024 Avaliar efeito da assistência de enfermagem na redução de readmissões por IC Metaanálise Estudos clínicos sobre pacientes com IC Assistência de enfermagem integrada diminui readmissões e eventos adversos Apoia integração de enfermagem com médicos e fisioterapeutas na gestão de IC Fernand es, J. P. et al. 2022 Percepção do enfermeiro sobre cuidado ao recémnascido cardiopata Revisão integrativ a Profissionai s de enfermagem neonatal Profissionais identificam desafios na assistência especializada e necessidade de protocolos Mostra necessidade de integração entre enfermagem, pediatria e cardiologia
72 Silva, R. A. et al. 2024 Revisar intervenções de enfermagem na prevenção de doenças cardiovascul ares na atenção básica Revisão bibliográfi ca Contexto APS Estratégias preventivas eficazes incluem educação em saúde, monitoramen to e acompanham ento Suporta abordagem multidisciplinar envolvendo APS, enfermagem e educação em saúde Oliveira, M. L. et al. 2025 Assistência ao paciente com IAM no prontosocorro Revisão narrativa Contexto hospitalar Intervenções de enfermagem agilizam protocolos e monitoramen to de complicações Integração de enfermagem e equipe de emergência cardiovascular Smith, L. et al. 2024 Cuidado de enfermagem ao paciente hospitalizad o com IC Revisão narrativa Hospitalizaç ão de pacientes com IC Melhora monitoramen to, educação do paciente e adesão ao tratamento Reforça papel do enfermeiro em equipes hospitalares multidisciplinares
73 Khadem zadeh, S. et al. 2025 Fatores que influenciam cuidado de enfermagem em pacientes cardiovascul ares e dependência de ópio Estudo qualitativ o Pacientes com doenças cardiovascul ares e dependência Identifica barreiras psicossociais e necessidade de personalizaçã o Apoia abordagem interdisciplinar, incluindo saúde mental Popova, O. et al. 2025 Revisar enfermagem em cardiologia reabilitadora Revisão narrativa Reabilitação cardíaca Intervenções de enfermagem melhoram adesão e recuperação funcional Integração de fisioterapia, nutrição e enfermagem em reabilitação Almeida , C. C. de et al. 2023 Análise clínica e social da insuficiência cardíaca Artigo analítico Perspectiva clínica e social Destaca fatores socioeconômi cos e qualidade de vida Importante para planejamento de cuidados multidisciplinares que considerem determinantes sociais Chen, Y. et al. 2023 Estratégias de manejo multidiscipli Revisão narrativa Contexto hospitalar e ambulatorial Gestão integrada reduz Evidencia relevância da equipe