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SADOMASOCHISM AND CATHOLICISM: A HISTORICAL ANALYSIS

Silva, Heloara; Alves, Maxine; Gottschalk, Jéssica; Mucinhato, Rafael

Abstract

This study analyzes the intersections between sadomasochism and Catholicism, focusing on symbolic articulations between pain, submission, and spirituality. The objective is to understand how consensual BDSM practices dialogue with Christian religious rituals. The methodology used was a systematic literature review of academic works published between 2015 and 2025. Results indicate connections between religious ethics and dissident erotic practices, as well as a reduction in psychiatric pathologization. It concludes that the theme challenges boundaries between faith and sexuality, revealing possibilities of subjective reinterpretation.

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____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 373 (Ciências Sociais) SADOMASOQUISMO E CATOLICISMO: UMA ANÁLISE HISTÓRICA SADOMASOCHISM AND CATHOLICISM: A HISTORICAL ANALYSIS Heloara Leal Silva, Maxine Ciocci Alves, Jéssica Silva Gottschalk, Rafael Moreira Dardaque Mucinhato Universidade Santa Cecília, Faculdade de Psicologia, Curso de Bacharelado em Psicologia E-mail para contato: [email protected] RESUMO – O presente estudo analisa as intersecções entre o sadomasoquismo e o catolicismo, com foco nas articulações simbólicas entre dor, submissão e espiritualidade. O objetivo é compreender como práticas BDSM consensuais dialogam com rituais religiosos cristãos. A metodologia adotada foi uma revisão sistemática da literatura acadêmica, com publicações entre 2015 e 2025. Os principais resultados indicam aproximações entre ética religiosa e práticas eróticas dissidentes, além da redução da patologização psiquiátrica. Conclui-se que o tema desafia limites entre fé e sexualidade, revelando possibilidades de ressignificação subjetiva. Palavras-chave: BDSM; Catolicismo; Submissão; Sexualidade; Ritual. ABSTRACT – This study analyzes the intersections between sadomasochism and Catholicism, focusing on symbolic articulations between pain, submission, and spirituality. The objective is to understand how consensual BDSM practices dialogue with Christian religious rituals. The methodology used was a systematic literature review of academic works published between 2015 and 2025. Results indicate connections between religious ethics and dissident erotic practices, as well as a reduction in psychiatric pathologization. It concludes that the theme challenges boundaries between faith and sexuality, revealing possibilities of subjective reinterpretation. Keywords: BDSM; Catholicism; Submission; Sexuality; Ritual. 1 INTRODUÇÃO A interseção entre sadomasoquismo e catolicismo constitui um objeto de estudo complexo, desafiando os limites da moralidade cristã e os paradigmas tradicionais das práticas ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 374 (Ciências Sociais) sexuais. O sadomasoquismo, entendido como uma expressão consensual de dor, dominação e prazer, foi historicamente marginalizado e patologizado, mas tem sido progressivamente ressignificado por diferentes campos do saber (Paiva, 2023; Isse, 2023). Em contraste, o catolicismo, uma das maiores religiões do mundo, possui ensinamentos rigorosos sobre moralidade sexual que frequentemente condenam práticas sexuais não normativas. Esta combinação de temas levanta questões importantes sobre a natureza do desejo humano, a experiência religiosa, os limites da moralidade e a influência do catolicismo na emergência de ideais repudiados em seu núcleo sagrado (Chicolino, 2023). Nesse contexto, torna-se relevante examinar como essas práticas são interpretadas perante a Igreja Católica, marcada por uma tradição milenar de controle dos corpos e da sexualidade (Chicolino, 2023). A moral cristã, sobretudo em suas vertentes medievais e modernas, articulou-se com dispositivos de poder disciplinar, sendo a penitência e o sofrimento voluntário valorizados como meios de purificação da alma e obediência a Deus (Sauquillo, 2018; Chicolino, 2023). Conforme França e Machado (2012), o masoquismo não se reduz a um desejo passivo de dor, mas constitui uma dinâmica ativa, pautada em códigos éticos e estéticos próprios, dessa forma, a relação entre sadomasoquismo e catolicismo decorre da crescente visibilidade das práticas BDSM - acrônimo para Bondage (imobilização), Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. Essa convergência simbólica entre dor e transcendência espiritual encontra ecos tantos nos rituais de autoflagelação quanto no contrato contemporâneo de angústia guiado. Refletir sobre práticas BDSM é entender o prazer e o desejo deslocados da genitalidade e muitas vezes dos corpos, é construir e vivenciar jogos de poder, prazer e dor em contextos consensuais. Estas envolvem dominação, submissão e dor num contexto de prazer e se realizam segundo o lema “são, seguro e consensual”, baseando-se assim na confiança e no respeito mútuo (Freitas, 2010). O catolicismo é uma religião com uma rica tradição de rituais, símbolos e ensinamentos morais. A doutrina católica sobre sexualidade é particularmente rígida, com ênfase na procriação dentro do casamento e na condenação de práticas sexuais consideradas desviantes (Catecismo da Igreja Católica, 1999). No entanto, a vivência individual da fé católica pode variar significativamente, e muitos católicos desenvolvem interpretações pessoais e contextuais desses ensinamentos. Como apontam Oliveira e Jungues (2012): ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 375 (Ciências Sociais) A experiência individualizada do transcendente deve ser distinguida da ‘religião’, que é sua matriz instituída. Na religiosidade há dois elementos. Um é substantivo e se refere ao que é último, ao que supera, ao que faz o ser humano tocar o limite, donde há uma percepção absolutamente original do ‘sagrado. Estudos como o de Casagrande (2024) analisam a obra “A Filosofia na Alcova”, escrita por Marquês de Sade, como crítica radical à moral religiosa, propondo um Estado libertino baseado no prazer e na negação da autoridade eclesiástica. De forma complementar, Chicolino (2023) e Sauquillo (2018) apontam que a própria construção histórica da masculinidade cristã se deu pela domesticação dos impulsos sexuais e pela normatização dos corpos via dispositivos punitivos. Nesse sentido, questiona-se: de que modo a espiritualidade cristã, com seus símbolos pecaminosos, de submissão e redenção, dialoga com os rituais que dizem respeito ao núcleo do sadomasoquismo? O termo deriva dos nomes do Marquês de Sade e Leopold von Sacher-Masoch, cujas obras literárias exploraram temas de dominação e submissão (Deleuze, 1967). Hoje, o BDSM é reconhecido como uma expressão válida de sexualidade, desde que praticado consensualmente e com segurança (Weinberg, Williams & Moser, 1984). Além disso, o medo pode conduzir à libertação de opioides endógenos, inibindo a dor e contribuindo para a excitação e antecipação. Este grupo retira prazer desta estimulação e stress, existindo uma forte associação entre os níveis de cortisol e os de endocanabinóides, ambos elevados (Pedrosa, 2023). No Brasil, as pesquisas sobre sexualidade e religião ainda são incipientes na área das ciências humanas, mas estudos recentes começam a abordar essas temáticas com mais profundidade. Este é o caso de Natividade e Oliveira (2013) que discutem a diversidade sexual e religiosa no contexto brasileiro, destacando como a pluralidade religiosa no país influencia as práticas sexuais e a percepção de moralidade. Enquanto Paiva (2023), aponta a apropriação moderna do termo sadomasoquismo no Brasil, que se distancia de classificações criminais ou patológicas, e carrega um pudor político frente à Ditadura Militar. Os sentidos e significados atribuídos à sexualidade, à iniciação sexual, ao sexo antes do casamento e à homossexualidade, à gravidez não planejada e ao aborto, às vezes tornam mais flexíveis a moralidade tradicional e as regras predominantes no discurso religioso; em outros momentos, tendem a reforçar significações mais fundamentalistas e baseadas numa rígida ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 376 (Ciências Sociais) moralidade (Silva et al, 2008). A aparente dicotomia entre os preceitos morais do catolicismo e as práticas do sadomasoquismo levanta questões intrigantes. Como os católicos praticantes de BDSM resolvem as possíveis tensões entre suas crenças religiosas e suas práticas sexuais? Existem paralelos entre os rituais de penitência e a dinâmica de poder do BDSM? O presente estudo tem como objetivo investigar, por meio de análise teóricobibliográfica, as interseções entre práticas sadomasoquistas e o catolicismo, explorando suas possíveis articulações simbólicas, éticas e afetivas, bem como as estratégias subjetivas adotadas por indivíduos que transitam entre esses dois campos. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo adotou como método uma revisão sistemática da literatura, com o objetivo de reunir, analisar e discutir produções acadêmicas relevantes sobre as articulações entre sadomasoquismo e catolicismo. A escolha por essa abordagem justifica-se pela intenção de mapear os principais referenciais teóricos já consolidados, identificar lacunas no campo, evidenciar pautas emergentes e fundamentar futuras investigações interdisciplinares. Foram definidos os seguintes critérios de inclusão: (i) publicações veiculadas entre os anos de 2012 e 2025; (ii) textos disponíveis em português, espanhol ou inglês; (iii) artigos indexados em bases de dados científicas reconhecidas, como SciELO, PubMed, Redalyc, Scopus e Google Acadêmico; e (iv) estudos que abordassem, direta ou indiretamente, os eixos temáticos vinculados ao objeto de pesquisa. Durante a produção do estudo, foi identificado uma discussão que articula psiquiatria e saúde mental, encontrada no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, sessão que necessita de maior exploração do tema. A busca foi realizada entre agosto de 2024 e julho de 2025, utilizando como descritores os termos: sadomasoquismo, sadismo, punição, catolicismo e filosofia. Também foram empregados nomes históricos, como Santo Agostinho e Marquês de Sade, para ampliar ou refinar os resultados, conforme a pertinência temática. A aplicação dos filtros resultou na triagem inicial de 71 estudos. A etapa seguinte consistiu em: (1) leitura dos títulos e resumos para exclusão de materiais irrelevantes; (2) leitura integral dos textos potencialmente adequados; (3) exclusão de produções que não atendiam aos critérios de elegibilidade; e (4) sistematização e categorização dos dados com base na contribuição teórica de cada obra. ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 377 (Ciências Sociais) Ao final do processo, foram selecionados 18 artigos que atenderam plenamente aos critérios estabelecidos e cujos conteúdos foram integrados à análise do presente trabalho. A interpretação dos dados seguiu uma abordagem de análise temática, permitindo a identificação de convergências, divergências e lacunas nos estudos selecionados, sempre em consonância com os objetivos da pesquisa. Essa metodologia visa garantir a transparência, a consistência e a possibilidade de replicação do percurso investigativo, contribuindo para a construção de uma discussão crítica e fundamentada sobre a temática em foco. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Com relação aos estudos que tratam da historicidade do sadomasoquismo e sua conexão com o catolicismo, a exemplo da análise de Sauquillo (2018) sobre corpo, penitência e controle, a presente revisão sistemática aprofunda essa discussão. A partir da análise de 18 artigos, a pesquisa explora o caráter polissêmico de um conceito apropriado por diferentes campos do saber, como a filosofia, a medicina e a psicologia. Os resultados foram organizados nos seguintes eixos temáticos: (1) historicidade e simbolismo religioso da dor, (2) classificação psiquiátrica das parafilias, (3) práticas e organização comunitária do BDSM, (4) influências estéticas e midiáticas, (5) estigma social e saúde mental, e (6) religiosidade e espiritualidade em diálogo com o BDSM. Estudos como os de Sauquillo (2018), Chicolino (2023) e Gatt (2019) destacam como a moralidade cristã produziu um regime simbólico baseado na valorização do sofrimento, na penitência e na repressão dos desejos, sobretudo sexuais. A autoflagelação, o voto de castidade e o martírio são exemplos de práticas que, apesar de religiosas, carregam elementos de disciplina corporal e dominação simbólica. França e Machado (2012) e Isse (2023) indicam que há paralelos entre tais práticas e os contratos masoquistas modernos, nos quais o sofrimento é ritualizado e negociado. Casagrande (2024), ao interpretar a obra de Sade, aponta como o autor propôs uma inversão da ordem moral cristã, defendendo a liberdade sexual plena e criticando o papel opressor da Igreja. A categorização psiquiátrica do sadomasoquismo evoluiu ao longo das edições do DSM. Até o DSM-II (1968), práticas como o fetichismo e o masoquismo eram vistas como distúrbios de personalidade. Foi somente a partir do DSM-5 (2013) que se consolidou a distinção entre parafilias e transtornos parafílicos, reconhecendo que práticas sexuais atípicas não são, por si, ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 378 (Ciências Sociais) patológicas, desde que consensuais e sem sofrimento clínico (American Psychiatric Association, 2013). Essa mudança teve impacto significativo na despatologização do BDSM, como apontam Davis, Evanoff e Babchishin (2024), e reforça a importância da consensualidade, eixo estruturante da ética BDSM contemporânea. No Brasil, a comunidade BDSM estruturou-se desde os anos 1980, inicialmente por meio de classificados e revistas, depois em fóruns e eventos presenciais. Segundo Facchini e Machado (2013), esse grupo consolidou um ethos baseado em “são, seguro e consensual”, além da rejeição à patologização e da valorização da autonomia erótica. Paiva (2023) associa essa construção ao contexto político da redemocratização pós-ditadura, quando práticas sexuais dissidentes se tornaram formas de resistência e expressão política. A figura do “contrato masoquista”, analisada por Isse (2023), aparece como símbolo de uma reorganização das normas de poder dentro de uma lógica ética e estética própria. A influência do BDSM na moda e na cultura pop, analisada por Santos (2025) e Leggio (2024), demonstra um movimento de ressignificação visual: couro, látex, espartilhos e coleiras migraram dos clubes underground para passarelas e clipes mainstream, como os de Madonna e Lady Gaga. A estética fetichista foi também tematizada nas obras de artistas como Robert Mapplethorpe, que explorou práticas homoeróticas e sadomasoquistas com apelo simbólico e político (Santos, 2025; Carlström, 2020). Contudo, essa apropriação carrega ambivalências: enquanto visibiliza práticas dissidentes, também pode esvaziar seus significados originais ao transformá-las em tendência mercadológica (Steele, 1997). No campo da literatura, obras como História de O (Réage, 1994) e Cinquenta Tons de Cinza (James, 2011) popularizaram o BDSM, mas com representações que, segundo Marini (2021), muitas vezes distorcem seus valores centrais. Embora o DSM-5 tenha contribuído para a despatologização formal do BDSM, o estigma social permanece. Pesquisas conduzidas por Holvoet et al. (2017) e Schuerwegen et al. (2020) revelam que a maioria da população ainda associa práticas BDSM a desequilíbrio psicológico ou imoralidade. Cerca de 86% dos respondentes belgas manifestaram alguma crença estigmatizante, e 28% dos praticantes relataram esconder seus interesses por medo de julgamento (Schuerwegen et al., 2020). Esses dados sugerem que o preconceito ainda é estrutural, mesmo diante de evidências de que praticantes frequentes de BDSM pontuam igual ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 379 (Ciências Sociais) ou melhor que a média populacional em indicadores de saúde mental (Davis, Evanoff e Babchishin, 2024). A doutrina católica, especialmente em sua forma institucionalizada, condena práticas sexuais dissociadas da procriação e valoriza o controle do corpo como expressão de fé. Estudos como os de Armenti (2024) e Pinto (2023) revelam como esse controle pode ser interiorizado por indivíduos socializados na fé católica, gerando conflitos entre desejo e culpa. No entanto, relatos qualitativos também mostram que muitos praticantes reinterpretam elementos religiosos em suas experiências sadomasoquistas. A estrutura simbólica dos rituais católicos como hierarquia, obediência, dor redentora, aparece ressignificada em sessões BDSM, aproximandoas de vivências espirituais ou místicas (Carlström, 2020). O conceito de “sacred kink” (sexo sagrado) surge como tentativa de conciliação entre espiritualidade e fetichismo (Armenti, 2024). 4 CONCLUSÃO Conclui-se que a interseção entre sadomasoquismo e catolicismo revela articulações simbólicas profundas entre dor, submissão, desejo e espiritualidade, desafiando os discursos patologizantes e morais que historicamente marcaram ambos os campos. Os resultados desta revisão sistemática indicam que práticas BDSM consensuais compartilham com rituais religiosos elementos como ritualização, transcendência e estrutura de poder, ao passo que os avanços na psiquiatria e na cultura popular contribuíram para a ressignificação dessas práticas. Agradecemos à Universidade Santa Cecília e ao Centro Institucional de Pesquisa (CIPE) pelo suporte concedido por meio do Programa de Iniciação Científica Voluntária (PICv– UNISANTA), bem como à orientação da Prof. Me. Jéssica Silva Gottschalk e do Prof. Dr. Rafael Moreira. Como perspectiva futura, sugere-se aprofundar estudos qualitativos com praticantes religiosos, explorando como experiências de fé e sexualidade podem coexistir e se reconstruir subjetivamente. 5 REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-I: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Washington, DC: APA, 1952. ____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 380 (Ciências Sociais) AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-II: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 2. ed. Washington, DC: APA, 1968. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-III: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 3. ed. Washington, DC: APA, 1980. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-III-R: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: Texto Revisado. 3. ed. rev. Washington, DC: APA, 1987. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. 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