REDUCED PEDIATRIC IMMUNIZATION COVERAGE: CAUSES, CONSEQUENCES AND IMPACTIS ON CHILDREN´S HEALTH
Abstract
This research project, employing an integrative literature review methodology, has the primary objective of analyzing the challenges that the health sector faces due to the decline in childhood vaccination rates and the short- and long-term consequences this entails for the health of both children and the community. Scientific articles from databases like SciELO, published within the last five (5) years, were used as the basis for the analyses and the construction of this study. The results will be classified and organized considering the objectives of this study.
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_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 152 (Ciências Sociais) A BAIXA ADESÃO DE VACINAÇÃO PEDIÁTRICA: CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E IMPACTOS NA SAÚDE DAS CRIANÇAS REDUCED PEDIATRIC IMMUNIZATION COVERAGE: CAUSES, CONSEQUENCES AND IMPACTIS ON CHILDREN´S HEALTH Monica Higashionna Varella, Clara de Alcântara Aymar, Rosa Maria Ferreiro Pinto Universidade Santa Cecília, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Curso de Psicologia Email para contato: moni[email protected] RESUMO - O presente projeto de pesquisa, utilizando a metodologia de revisão integrativa de literatura, tem como objetivo principal analisar os desafios que o setor de saúde enfrenta diante da queda do índice vacinal de crianças e as consequências que isso acarreta a curto e longo prazo para a sua saúde e da coletividade. Foram usados artigos científicos de sites como SciELO, publicados nos últimos 5 (cinco) anos, que serviram de base para as análises e a construção desse estudo. Os resultados serão classificados e organizados considerando os objetivos desse estudo. Palavras-chaves: vacinação infantil; baixa adesão; queda das taxas de vacinação; recusa de vacinação; cobertura vacina; imunização. ABSTRACT - This research project, employing an integrative literature review methodology, has the primary objective of analyzing the challenges that the health sector faces due to the decline in childhood vaccination rates and the shortand long-term consequences this entails for the health of both children and the community. Scientific articles from databases like SciELO, published within the last five (5) years, were used as the basis for the analyses and the construction of this study. The results will be classified and organized considering the objectives of this study. Keywords: childhood vaccination; low adherence; falling vaccination rates; refusal of vaccination; vaccination coverage; immunization.
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 153 (Ciências Sociais) 1. INTRODUÇÃO De acordo com (Brasil, 2003), o esquema vacinal brasileiro é reconhecido mundialmente por especialistas da área de saúde. Os benefícios do PNI (Programa Nacional de Imunização) se expressam em mais de 40 milhões de crianças que nasceram depois do último caso de poliomielite em 1989 e cresceram sem testemunhar casos novos dessa doença. A meta do Programa Nacional de Imunização (PNI), é que se tenha uma cobertura de 100% das crianças vacinadas desde o seu nascimento, visto que, ela atinge todos os estados, cidades e municípios. Os pais são orientados a procurarem as unidades de saúde para que a criança receba todas as doses necessárias em seus primeiros cinco anos de vida garantindo a imunidade de diversas patologias, não apenas as que possuem maior incidência no Brasil, mas sim toda a gama de doenças circulantes. O tema “A baixa adesão de vacinação pediátrica: causas, consequências e impactos na saúde das crianças”, toma como base o fato que leva muitos pais e responsáveis a não adesão do calendário vacinal tornando-se um fato preocupante e uma questão de saúde pública. Percebe-se que o declínio e a não adesão à vacinação infantil traz como consequência o reaparecimento de doenças já erradicadas no Brasil, imprimindo um grande desafio para o setor de saúde no sentido de se identificar as causas e os motivos que levam pais e responsáveis ao não cumprimento do calendário vacinal de seus filhos e ao mesmo tempo, avaliar os riscos e consequências que tais atos acarretam para a saúde pública no Brasil. Para (Fernandes et al., 2011) a vacinação é considerada um instrumento de enfrentamento contra muitas doenças infecciosas transmissíveis, possibilitando, entre outros efeitos, a promoção do bem-estar na saúde geral da população. O sucesso da vacinação se revela pelo número decrescente de casos de muitas doenças imuno preveníveis como sarampo e difteria, com consequente aumento da expectativa de vida e redução da morbimortalidade. O objetivo desta pesquisa é, analisar os desafios enfrentados diante da queda do índice vacinal e as consequências que isso acarreta a curto e longo prazo, lembrando que toda criança tem direito a receber as doses de vacinas necessárias de acordo com o
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 154 (Ciências Sociais) calendário vacinal apresentado pelo Ministério da Saúde, cuja eficácia no que se refere a imunização tem eficiência comprovada diante da prevenção de doenças, promovendo melhora na qualidade de vida. 2. MATERIAIS E MÉTODOS O presente estudo utilizou como metodologia a revisão integrativa de literatura, com o enfoque no estudo da vacinação. Conforme (Souza, Silva, Carvalho, 2010) a revisão integrativa é um método que proporciona a síntese de conhecimento e a incorporação da aplicabilidade de resultados de estudos significativos na prática. Trata-se de um tipo de revisão criteriosa que busca os melhores conhecimentos produzidos sobre um tema. A revisão integrativa possui uma abordagem mais ampla, permitindo a inclusão de diversos métodos de pesquisa na seleção e avaliação de literatura. Ao integrar dados de diferentes metodologias (teórica e empírica, por exemplo), este tipo de revisão permite uma compreensão completa e consistente sobre o problema pesquisado. Assim, os objetivos da revisão integrativa também se expandem em relação às demais. A partir dela, é possível definir conceitos, revisar teorias e evidências e analisar problemas metodológicos. A coleta de dados, foi elaborada a partir de nove itens para o registro das informações de cada um dos artigos selecionados para a análise: título, autores, revista, ano de publicação, objeto/tema, objetivo geral, abordagem metodológica, principais resultados, observações gerais a partir das palavras-chave: vacinação infantil, abstenção, recusa de vacinação, saúde da criança, promoção a saúde, cobertura vacina, imunização. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados nos últimos 5 (cinco) anos; todas as categorias de artigo (original, revisão de literatura, relato de experiência etc.); artigos com resumos e textos completos disponíveis para análise; publicados no idioma português no período indicado; apenas artigos publicados em revistas reconhecidas. Os critérios de exclusão foram: artigos incompletos ou não disponíveis on-line, que não estivessem no período de publicação estabelecido, que não estivessem em português e que não abordassem a temática de estudo.
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 155 (Ciências Sociais) Os resultados foram apresentados em um quadro com todos os artigos utilizados, e não utilizados com suas devidas análises, onde foi descrito tudo aquilo que as pesquisadoras encontraram de pertinente para o presente estudo. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram consultados 45 artigos em revistas nas seguintes bases de dados. Scielo, Google Acadêmico utilizando-se os seguintes descritores: vacinação infantil, abstenção, recusa de vacinação, saúde da criança, promoção a saúde, cobertura vacina, imunização. De acordo com os critérios de exclusão, foram descartados 25 artigos pelas seguintes razões, artigos que não se enquadravam na pesquisa, com temas e conteúdos semelhantes e, de acordo com os critérios de inclusão foram então classificados 20 artigos, a partir dos descritores indicados e considerados os critérios de inclusão, foram pré-selecionados 45 artigos, no SciELO. Após a leitura e análise dos resumos, foram selecionados 18 artigos que foram lidos na íntegra. O resultado da pesquisa dos artigos pode ser encontrado na Tabela 1. Tabela 1: Relação de artigos pesquisados utilizados e suas devidas justificativas Título do Artigo Autores Periódico (vol, nº, pág, ano) Justificativas Vacinação Infantil em países de baixa e média renda: evidência de relutância em vacinar. Cata-Preta, BDO. Universidade Federal de Pelotas 2023 Apresenta a relutância em vacinar, que se manifesta tanto pela intenção em não vacinar quanto a de não vacinar, o que coloca em risco a vida de milhões de crianças ao redor do mundo. A rede de desinformação e a saúde em risco: uma análise das fake News contidas em “As 10 razões pelas quais você não deve vacinar seu filho”. Fernandes. CM., Montuori, C RECIIS – Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 14, n.2, p. 444-460, abr/jun. 2020. Apresenta questões midiáticas referentes as fake News sobre vacinação e sobre as quedas dos índices da vacinação. Fatores determinantes na cobertura vacinal do esquema básico de imunização na infância Fontes, SKR., Araújo, LC., Silva, GL., Silva, MRS. Research, Society and Development, v. 12, n. 7, e18212742722, 2023 (CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 Apresenta questões sobre barreira geográfica, socioeconômica,
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 156 (Ciências Sociais) aspectos culturais, hesitação vacinal. Implementação da Prática Avançada de Enfermagem no enfrentamento do atraso vacinal: um relato de experiência Maciel, APF., Soares, RG., Moreira, KS., Versiani, CMC., Santos, VM Braz, PPA., et al. Online Brazilian Journal Nursey. 2024; 22 Suppl 2: e20246693. https://doi.org/10.17665/167 6-4285.20246693 Traz importantes implicações na área da saúde pública, sugerindo esforços contínuos para promover e reforçar intervenções para que as crianças sejam beneficiadas com a imunização, A sociedade de risco midiatizada, o movimento antivacinação e o risco do autismo VasconcelosSilva, PR., Castie, LD., Griep, RH. A sociedade de risco midiatizada, o movimento antivacinação e o risco do autismo. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, n. 2, p. 607– 616, fev. 2015. Fala sobre debates acerca da ligação do autismo com a vacinação. Cobertura vacinal da tríplice viral e poliomielite no Brasil, 2011-2021: tendência temporal e dependência espacial Palmieri, IGS., et al. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 26, p. art. e230047 [10], 2023 Tradução. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980 -549720230047.2. Acesso em: 19 abr. 2025. Fala sobre a análise da cobertura vacinal da tríplice viral e da poliomielite no período de 20112021. Cobertura vacinal completa com doses válidas da coorte de nascidos vivos de 2017 e 2018 na região Sudeste do Brasil. França, AP. et al.. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 33, n. spe2, p. e2024433, 2024. Fala sobre análise da cobertura vacinal com doses válidas nas capitais e algumas cidades da região Sudeste. (artigo não utilizado) Análise da situação vacinal de poliomielite em coorte de nascidos vivos de 2017 e 2018 em cidades brasileiras: inquérito nacional de cobertura vacinal Franco,ALLMX., Silva, AI., et al. Alessandra Lucchesi de Menezes Xavier et al. Silva, Adriana Ilha da et al. Epidemiologia e Serviços de Saúde [online]. v. 33, n. spe2 [Acessado 19 Abril 2025] , e20231303. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S22 3796222024v33e20231303.en https://doi.org/10.1590/S223 796222024v33e20231303.pt> . ISSN 2237-9622. https://doi.org/10.1590/S223 796222024v33e20231303.en. A completa cobertura vacinal não atingiu a meta de 95,0%. Isso se apresenta nas doses seguintes. Relata as diferenças regionais e a associação das coberturas vacinais, através de indicadores sociais que possam beneficiar as estratégias de aumento da cobertura.
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 157 (Ciências Sociais) Atitudes, hesitações, preocupações e inconsistências relacionadas a vacinas relatadas por pais de crianças pré-escolares. Olbrich Neto, J., Olbrich, SRLR. Revista Paulista de Pediatria, v. 41, p. e2022009, 2023. Fala sobre a hesitação vacinal por parte de pais e responsáveis comparando com quesitos socioeconômicos e culturais. Aplicações da persuasão para otimização de campanhas na saúde: uma revisão Santos, ILS., Pimentel, CE., Alves, TP. Psicologia em Estudo, v. 27, p. e48621, 2022. Fala sobre estratégias persuasivas e sua eficácia para o alcance dos objetivos. Confiabilidade das informações registradas no sistema de informação do Programa acional de imunizações. Moraes, JCD. et al. REES - Revista do SUS. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 33, n. spe2, p. e20231309, 2024. doi 10.1590/S223796222024v33e20231309.esp ecial2.pt Relata que as informações não estão devidamente registradas no Sistema do Programa Nacional de Imunização. Fake news sobre vacinas: uma análise sob o modelo dos 3Cs da Organização Mundial da Saúde. Frugoli, AG. et al.. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 55, p. e03736, 2021. As fake News em relação ao conceito de Confiança, complacência e conveniência seguindo o modelo da OMS Cobertura vacinal completa de crianças nascidas e 2017-2018, residentes em áreas urbanas das capitais e em 12 cidades do interior do Brasil, inquérito de base populacional baseado em um coorte retrospectiva Moraes, JCD., et al.. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 33, n. spe2, p. e20231101, 2024. Apresenta a realidade da cobertura vacinal para propor ações que tragam eficácia e cobertura vacinal completa. Como as heurísticas e os vieses cognitivos afetam as decisões sobre vacinação Luz, PM., Nadanovisky, P., Leask, J. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, p. e00136620, 2020. Como os processos cognitivos influenciam na tomada de decisão em relação a vacinação. “Eu vivo num mundo burguês, não moro na periferia”: não vacinação infantil e a intersecção entre raça, classe e gênero. Matos, CDSA., Tavares, JSC., Couto, MT. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 28, p. e230492, 2024. Como questões de classe, raça e gênero interferem na tomada de decisão em relação à saúde. Tendência temporal das coberturas vacinais no Neves, ABB., et al. Revista Paulista de Pediatria, v. 42, p. e2023020, 2024. Monitoramento da cobertura vacinal
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 158 (Ciências Sociais) primeiro ano de vida no Brasil. para verificar o declínio vacinal. Cobertura e atraso vacinal nas coortes de nascidos em 2019 e 2020: Inquérito domiciliar em Cubatão, Estado de São Paulo, Brasil. Rozman, lM., et at.. Cadernos de Saúde Pública, v. 41, n. 4, p. e00089524, 2025. Baixa cobertura Vacinal na cidade de Cubatão (SP) em relação as crianças abaixo de 2 anos nas questões referentes ao atraso, tornando-se um problema de saúde pública na cidade. A politização das vacinas e sua influência nas opiniões de cuidadores brasileiros acerca da vacinação infantil de rotina. Matos, CCDSA., et al.. Ciência & Saúde Coletiva, v. 30, n. 1, p. e08102023, jan. 2025. Em vista da queda da cobertura vacinal registrada nos últimos anos no Brasil e análise em relação aos resultados que a pandemia do COVID19 trouxe em relação a vacinação em crianças menores de 6 anos em São Luís do Maranhão e em Florianópolis, Santa Catarina. Os índices de cobertura vacinal vêm declinando nos últimos anos, mas estudos revelam que houve mudanças no perfil socioeconômico em relação a década de 80 em relação aos tempos atuais. Anteriormente a cobertura vacinal provinha das famílias mais abastadas e, atualmente há maior cobertura entre as crianças mais pobres. De lá para cá, ocorreram diversos determinantes que levaram a opção da não vacinação motivadas por crenças pessoais, medos, eficácia, efetividade, segurança em relação aos componentes vacinais, ideologia política, interesse comercial em relação às indústrias farmacêuticas fake News, resultando na queda da cobertura vacinal segundo a narrativa dos cuidadores. A OMS (Organização Mundial da Saúde) utiliza o termo “hesitação vacinal” para definir as causas da negação em relação a vacinação. Não bastando tais questionamentos, a epidemia do Covid-19 trouxe mais consequências e questionamentos referentes às vacinas. Um fato interessante é que, apesar das vacinas oferecidas pelo SUS serem distribuídas de forma gratuita, percebeu-se durante a pandemia do Covid-19, houve uma migração para clínicas particulares sendo que, as crianças que receberam doses oferecidas
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 159 (Ciências Sociais) pelo SUS, tem seu calendário vacinal mais completo aos 18 meses, em relação as da rede particular. A partir da Lei 8.069 de 13 de julho de 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu Capítulo I, Art. 7º onde se lê que: “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.”, mesmo sendo criança, trata-se de um sujeito com direito à vida e à saúde, não podendo ser negligenciada por parte de credos, ideologia, falsas. Em todos os artigos pesquisados, o Brasil é referência mundial no Programa de Imunização onde as ações são propostas para o controle de doenças imunopreveníveis. Em 1973, ano que conquistamos a certificação internacional pela erradicação da varíola, foi implementado por determinação do Ministério da Saúde, o Plano Nacional de Imunização, que de acordo com o historiador e pesquisador Carlos Fidelis da Ponte, do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da Santa Casa de Oswaldo Cruz (COC/ Fiocruz), uma conquista no âmbito da saúde pública porque até então, as iniciativas ocorriam eventualmente e a área de cobertura era reduzida. Para entender os motivos da queda da cobertura vacinal, sabemos que a globalização faz com que as fronteiras entre os países estejam constantemente em movimento, o Ministério da Saúde acendeu um alerta para verificar as causas da não adesão às campanhas de vacinação ao calendário vacinal, principalmente entre crianças de 0 (zero) a 5 (anos). Entre os estudos, foram encontrados os movimentos antivacinação divulgadas através das mais diversas mídias, que os agentes imunizantes presentes nas vacinas são responsáveis por outras doenças, relacionando-a ao alto índice de crianças diagnosticadas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), hoje sabemos que fazem parte das fake News. Outro motivo refere-se ao caráter socioeconômico-educacional, na qual a falta de informação, de poderio econômico (famílias que vivem em situação de extrema pobreza), não deixando de lado os marcadores de raça, classe e gênero, que afetam, de alguma forma a tomada de decisão em relação a saúde. O negro, os povos originários sofreram e sofrem as consequências herdadas através da história, onde a subjetividade e as narrativas eram somente pensadas para brancos, trazendo além de sofrimento psicológico, a descaracterização de suas crenças e cultura, produzindo desigualdades nas
_____________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 160 (Ciências Sociais) condições da vida cotidiana. Atualmente, as famílias estão se constituindo nos mais diversos formatos e, o que antes era uma responsabilidade delegada principalmente ao sexo feminino, hoje percebemos a presença de todos os gêneros. Observa-se que quanto mais idade a criança possui, maior se torna o atraso vacinal, este fator é similar em vários estudos e em outros países. Sabe-se que o processo de imunização só será bem-sucedido se houver a imunização antes da exposição ao vírus. Programas como o bolsa família, o auxílio emergencial seria reforçador para o aumento das crianças imunizadas, mas isso não é uma realidade, os motivos são os mais diversos que já foram citados anteriormente. Estar em dia com a vacinação deveria ser uma obrigação aos responsáveis pela criança visto que, eles não têm o poder de decisão, mas as opiniões continuam divididas pelas mais diversas crenças, Covid-19 e fake News, sendo caracterizado como um problema de saúde pública em todo país. O quadro a seguir, apresenta dados referentes aos índices socioeconômicos, familiar, raça, benefícios recebidos, escolaridade etc. 4. CONCLUSÃO A pesquisa revelou que a questão da imunização de crianças permanece um grande desafio para o setor saúde, apesar do Brasil ter um exitoso e abrangente programa de imunização. Entretanto, como se pode observar, a falta de informação de grande parte da população se torna um fator de risco para a saúde infantil que se agrava pela onda de negacionismo em relação ao uso das vacinas, gerando o não cumprimento pelos pais do calendário de vacinação das crianças. A condição socioeconômica da população, a falta de escolaridade dos pais e as condições de vulnerabilidade social das famílias contribuem para essa situação. Essa questão não se limita apenas às camadas mais pobres da população, também apareceram em estratos mais privilegiados. Portanto, são necessárias campanhas mais abrangentes conscientizando pais e responsáveis e trazendo-os a responsabilidade quanto a questão das vantagens da imunização e consequente erradicação de tais doenças. As autoras deixam um agradecimento especial as orientadoras: Profª Drª Rosa Maria Ferreiro Pinto e Profª Me. Denise Marques Alexandre, cuja dedicação, incentivo e apoio contínuo foram essenciais para que esta pesquisa fosse concluída.