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O PAPEL DA ENFERMAGEM NO CUIDADO AO PACIENTE CARDIOPATA

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - UNINASSAU, Fortaleza - CE Emanuela de Oliveira Reis Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina-PE Steffanny Geovanna Da Silva Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste-UNIAENE Lanna Luiza de Sousa Gomes Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC Ligia Gabriela Ribeiro Santos Técnica em Enfermagem pelo Instituto Monteiro de Lima- ITMOl Vitória Silva Cordeiro Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário de Iporá - Goiás Jhenifer Maria Rosa da Costa Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário de Iporá - Goiás Tâmia Rayara Carvalho Araújo da Silva Enfermeira pela Universidade da Amazônia- Unama/Pa Enfermeira Marítima pelo Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar CIABA/PA Pós-Graduanda em Auditoria em Saúde -Faculdade Unimed/ MG Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins – Manaus/AM Andréa Laué Passos Santos Bacharel em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Esp. em Saúde Pública em Ênfase em Atenção Básica pela UNINASSAU , Pós- graduanda em Docência do Ensino Superior pela UNINASSAU , Pós-graduanda em Sexologia e Sexualidade Humana pela UNINASSAU

Full text

16. O PAPEL DA ENFERMAGEM NO CUIDADO AO THE ROLE OF NURSING IN THE EIXO TEMÁTICO: PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Bacharel em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Esp. em Saúd UNINASSAU , Pósgraduanda em Docência do Ensino Superior pela UNINASSAU , Pós Email do autor: [email protected] RESUMO Introdução: As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morbimortalidade mundial, sendo responsáveis por milhões de óbitos anuais. Entre os fatores de risco destacam se sedentarismo, hipertensão, obesidade, tabagismo e resistência insulínica, que, ass potencializam complicações. Nesse contexto, a enfermagem assume papel estratégico na prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação, unindo intervenções técnicas e humanizadas, educação em saúde e incentivo ao autocuidado. revisão bibliográfica narrativa, qualitativa e descritiva, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar. Foram utilizados os descritores “enfermagem”, “cuidado”, “paciente cardiopata” e “cardiologia”. Incluíram português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados à assistência de enfermagem a pacientes cardiopatas. Excluíram simples e publicações sem relação direta com a prática Discussão: Os estudos analisados evidenciam o impacto positivo da enfermagem no cuidado cardiovascular. Intervenções estruturadas reduziram sintomas depressivos, melhoraram a 174 O PAPEL DA ENFERMAGEM NO CUIDADO AO PACIENTE CARDIOPATA. THE ROLE OF NURSING IN THE CARE OF CARDIAC PATIENTS. EIXO TEMÁTICO: PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE CARDIOVASCULAR. Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - Emanuela de Oliveira Reis Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina Steffanny Geovanna Da Silva Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste Lanna Luiza de Sousa Gomes Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos Ligia Gabriela Ribeiro Santos Técnica em Enfermagem pelo Instituto Monteiro de Lima Vitória Silva Cordeiro Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário de Iporá Jhenifer Maria Rosa Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário de Iporá Tâmia Rayara Carvalho Araújo da Silva Enfermeira pela Universidade da Amazônia Enfermeira Marítima pelo Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar CIABA/PA Pós-Grad uanda em Auditoria em Saúde Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins Andréa Laué Passos Santos Bacharel em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Esp. em Saúd e Pública em Ênfase em Atenção Básica pela graduanda em Docência do Ensino Superior pela UNINASSAU , Pós - graduanda em Sexologia e Sexualidade mail do autor: [email protected] As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morbimortalidade mundial, sendo responsáveis por milhões de óbitos anuais. Entre os fatores de risco destacam se sedentarismo, hipertensão, obesidade, tabagismo e resistência insulínica, que, ass potencializam complicações. Nesse contexto, a enfermagem assume papel estratégico na prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação, unindo intervenções técnicas e humanizadas, educação em saúde e incentivo ao autocuidado. Metodologia revisão bibliográfica narrativa, qualitativa e descritiva, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar. Foram utilizados os descritores “enfermagem”, “cuidado”, “paciente cardiopata” e “cardiologia”. Incluíram -se artigos publicad os entre 2020 e 2025, em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados à assistência de enfermagem a pacientes cardiopatas. Excluíram - se os estudos duplicados, editoriais, resumos simples e publicações sem relação direta com a prática de enfermagem. Os estudos analisados evidenciam o impacto positivo da enfermagem no cuidado cardiovascular. Intervenções estruturadas reduziram sintomas depressivos, melhoraram a O PAPEL DA ENFERMAGEM NO CUIDADO AO CARE OF CARDIAC PATIENTS. EIXO TEMÁTICO: PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE Leandro da Silva Ferreira - UNINASSAU, Fortaleza - CE Emanuela de Oliveira Reis Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina -PE Steffanny Geovanna Da Silva Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste -UNIAENE Lanna Luiza de Sousa Gomes do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC Ligia Gabriela Ribeiro Santos Técnica em Enfermagem pelo Instituto Monteiro de Lima - ITMOl Vitória Silva Cordeiro Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário de Iporá - Goiás Jhenifer Maria Rosa da Costa Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário de Iporá - Goiás Tâmia Rayara Carvalho Araújo da Silva Enfermeira pela Universidade da Amazônia - Unama/Pa Enfermeira Marítima pelo Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar CIABA/PA uanda em Auditoria em Saúde -Faculdade Unimed/ MG Taís Rodrigues Nogueira Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Nilton Lins – Manaus/AM Andréa Laué Passos Santos e Pública em Ênfase em Atenção Básica pela graduanda em Sexologia e Sexualidade Humana pela UNINASSAU mail do autor: [email protected] As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morbimortalidade mundial, sendo responsáveis por milhões de óbitos anuais. Entre os fatores de risco destacam - se sedentarismo, hipertensão, obesidade, tabagismo e resistência insulínica, que, ass ociados, potencializam complicações. Nesse contexto, a enfermagem assume papel estratégico na prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação, unindo intervenções técnicas e Metodologia :Trata-se de revisão bibliográfica narrativa, qualitativa e descritiva, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar. Foram utilizados os descritores “enfermagem”, “cuidado”, os entre 2020 e 2025, em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados à assistência de se os estudos duplicados, editoriais, resumos de enfermagem. Resultados e Os estudos analisados evidenciam o impacto positivo da enfermagem no cuidado cardiovascular. Intervenções estruturadas reduziram sintomas depressivos, melhoraram a 175 qualidade de vida e diminuíram taxas de readmissão. A presença de enfermeiros de prática avançada destacou-se no acompanhamento pós-alta e na prevenção de complicações. Tecnologias digitais, telemonitoramento e programas de mHealth mostraram-se eficazes para fortalecer adesão terapêutica e segurança do paciente. Além disso, cuidados humanizados em angioplastia e infarto aumentaram a satisfação e o engajamento dos pacientes. Persistem, contudo, lacunas na padronização de indicadores de qualidade e na inclusão de populações vulneráveis em pesquisas clínicas. Conclusão: A enfermagem é pilar indispensável no cuidado ao paciente cardiopata, atuando de forma técnica, educativa e humanizada. Seu protagonismo contribui para prevenção, detecção precoce e reabilitação, reforçando a importância de investimentos em educação continuada, autonomia profissional e integração tecnológica. Consolidar práticas baseadas em evidências e políticas de valorização da enfermagem é essencial para ampliar a equidade e a excelência no manejo das doenças cardiovasculares. Palavras-Chaves: enfermagem; cuidado; cardiopata; paciente; cardiologia. ABSTRACT Introduction: Cardiovascular diseases are one of the main causes of morbidity and mortality worldwide, accounting for millions of deaths annually. Among the risk factors are sedentary lifestyle, hypertension, obesity, smoking and insulin resistance, which, associated with, enhance complications. In this context, nursing assumes a strategic role in prevention, early diagnosis, treatment and rehabilitation, uniting technical and humanized interventions, health education and encouragement of self-care. Methodology: This is a narrative, qualitative and descriptive literature review, carried out in the bases SciELO, LILACS, PubMed and Google Scholar. The descriptors "nursing," "care," "cardiopathic patient" and "cardiology" were used. We included articles published between 2020 and 2025, in Portuguese, English and Spanish, available in full and related to nursing care for cardiopathic patients. Duplicate studies, editorials, simple abstracts and publications without direct relation to nursing practice were excluded. Results and Discussion: The studies analyzed showed a positive impact of nursing on cardiovascular care. Structured interventions reduced depressive symptoms, improved quality of life, and decreased readmission rates. The presence of advanced practice nurses stood out in post-high followup and prevention of complications. Digital technologies, telemonitoring and mHealth programs have been shown to be effective in strengthening therapeutic adherence and patient safety. In addition, humanized care in angioplasty and infarction increased patient satisfaction and engagement. However, gaps persist in the standardization of quality indicators and in the inclusion of vulnerable populations in clinical research. Conclusion: Nursing is an indispensable pillar in the care of the cardiopathic patient, acting in a technical, educational and humanized way. Its role contributes to prevention, early detection and rehabilitation, reinforcing the importance of investments in continuing education, professional autonomy and technological integration. Consolidating evidence-based practices and nursing enhancement policies is essential to increase equity and excellence in cardiovascular disease management. 176 Keywords: nursing; careful; heart disease; patient; cardiology. INTRODUÇÃO Na contemporaneidade, as patologias cardiovasculares tornaram-se uma das principais causas de óbito em escala mundial, resultando em mais de 17 milhões de mortes por ano. É notório, no entanto, que a rápida evolução das tecnologias e a qualificação dos profissionais de saúde nessa área tem contribuído significativamente para a redução desses valores e uma melhor condição de vida de indivíduos com alguma comorbidade cardiovascular. Inovações tecnológicas e conhecimento amplamente divulgados têm transformado intensamente a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação de pacientes com condições cardíacas. Para uma melhor condução de pacientes cardiopatas, é necessário uma monitorização intensa e contínua, tendo vigilância constante sobre os fatores predisponentes. É importante, também, o acompanhamento contínuo do tratamento, estimulando a adesão e a participação do paciente, com o cuidado centrado nele (ALVES et al., 2025). As doenças cardiovasculares são patologias com índice crescentes e com as taxas de morbimortalidade aumentando em diversos países. Evidências mostram como o sedentarismo e a inatividade física são maléficos para a saúde cardíaca, agravando, muitas vezes, doenças pré existentes ou sendo causa de novas patologias. Embora as doenças cardiovasculares tenham um longo período de latência, o surgimento dos fatores predisponentes (alterações no metabolismo lipídico, hipertensão arterial, resistência insulínica, tabagismo, inatividade física e obesidade) é precoce. Dois ou mais fatores de risco são suficientes para a previsão de um evento cardiovascular. Isso ocorre porque tais fatores, quando unidos, elevam a extensão e a gravidade das lesões vasculares. Com base nessa visão, foram criados escores de estratificação de riscos cardiovasculares capazes de predizer a ocorrência futura de eventos cardíacos patológicos. É comprovado que a adiposidade abdominal e sexo masculino representam importantes fatores de risco cardiovascular, inclusive em adolescentes. Considerando-se a presença de um fator de risco modificável, medidas para a prevenção voltadas ao estilo de vida são essenciais (DA COSTA et al., 2017). No que se relaciona à enfermagem, é importante salientar sua importância nos cuidados aos pacientes cardiopatas, desde o período da prevenção até a recuperação. No entanto, ainda é perceptível o distanciamento entre o cuidado prestado pelas equipes e o 177 cuidado esperado. Esse distanciamento é, muitas vezes, solucionado por meio de intervenções profissionais que podem utilizar de abordagens holísticas para se alinharem aos resultados esperados. Na atenção primária à saúde, os enfermeiros estão capacitados e aptos a orientar pacientes cardiopatas e apoiar a prestação de autocuidado do paciente, incentivando a participação no tratamento e a mudança de hábitos que podem ser fatores de risco. Para isso, é importante a garantia da autonomia profissional que integra em sua assistência a pesquisa, educação, prática assistencial e gestão. A enfermagem é uma profissão independente e pode atuar na prevenção, promoção, recuperação e vigilância em saúde, incluindo cuidados cardiovasculares, garantido pela lei 7.498/86 (NAVA et al., 2022). A presente revisão bibliográfica tem como objetivo apresentar a importância da enfermagem nos cuidados gerais e específicos dos pacientes portadores de alguma doença cardiovascular, considerando uma prevenção e educação em saúde de qualidade. É necessário salientar a importância do próprio paciente no processo de reabilitação cardíaca e a maneira que a enfermagem deve garantir a autonomia do paciente. METODOLOGIA O estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, que buscou analisar o papel da enfermagem no cuidado ao paciente cardiopata. A pesquisa foi conduzida em bases de dados como SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, empregando os descritores “enfermagem”, “cuidado”, “paciente cardiopata” e “cardiologia”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 a 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem a temática da assistência de enfermagem ao paciente cardiopata. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais, resumos simples e produções que não se relacionassem diretamente à prática de enfermagem. O processo de análise seguiu as etapas de busca, leitura exploratória, seleção, leitura crítica e categorização do material encontrado. Por tratar-se de estudo de revisão bibliográfica, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. 178 RESULTADOS E DISCUSSÃO A revisão realizada com os descritores ("nursing care"[MeSH Terms] OR "nursing role" OR "nursing practice”) AND ("heart diseases"[MeSH Terms] OR "cardiac patient" OR "cardiopathy" OR "cardiac disease”) **, no período de 2014 a 2024, identificou 57 artigos potencialmente relevantes sobre o cuidado de enfermagem em pacientes cardiopatas. Após análise detalhada, 10 ensaios clínicos foram selecionados por fornecerem evidências diretas de intervenções de enfermagem em diferentes contextos clínicos, envolvendo tanto pacientes adultos quanto pediátricos. Os estudos analisados demonstram que a atuação da enfermagem impacta significativamente os desfechos clínicos, psicológicos e comportamentais dos pacientes cardiopatas. Intervenções de enfermagem de alta qualidade em pacientes com insuficiência cardíaca crônica reduziram sintomas de ansiedade e depressão, melhorando a qualidade de vida (Zhang et al., 2023). A presença de enfermeiros de prática avançada mostrou-se decisiva para a redução de readmissões hospitalares e para o aprimoramento do acompanhamento pósalta (David et al., 2015), destacando a importância da autonomia profissional na prática clínica. A educação estruturada e o treinamento contínuo emergem como estratégias essenciais para promover a competência técnica e a segurança do paciente. Programas de mHealth voltados para fibrilação atrial e anticoagulação aumentaram o conhecimento da equipe de enfermagem e a adesão a protocolos clínicos (Ferguson et al., 2019). Protocolos padronizados em procedimentos críticos, como AVT pacing em pacientes pediátricos pós-operatório de taquicardia ectópica juncional (JET), permitiram monitoramento intensivo, cuidados individualizados e redução de complicações (Entenmann et al., 2018). De forma similar, cuidados intensivos especializados em ECMO para crianças com miocardite fulminante demonstraram eficácia na redução de riscos pós-operatórios e aumento da sobrevida (Wang et al., 2023). Intervenções holísticas e humanizadas também foram eficazes em contextos de angioplastia e infarto agudo do miocárdio, aumentando a satisfação do paciente, a adesão às recomendações terapêuticas e a percepção de cuidado centrado no indivíduo (Ji & Yang, 2024). Estudos envolvendo cuidados paliativos apontam que estratégias estruturadas de 179 enfermagem promovem a inclusão de minorias e melhoram a adesão ao tratamento, evidenciando o papel da enfermagem na promoção da equidade (Stockdill et al., 2023). Tabela 1 - Apresenta a síntese dos ensaios clínicos incluídos, com informações sobre ano, autores, tipo de intervenção de enfermagem, população estudada, principais achados e contribuição para a prática clínica. N º Autor / Ano Tipo de Estudo Objetivo Contribuição para Enfermagem 1 Li XQ, 2019 Ensaio clínico / Experimental Avaliar efeitos do cuidado de enfermagem de alta qualidade sobre resultados psicológicos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica Mostra que intervenções de enfermagem focadas no suporte psicológico melhoram ansiedade, depressão e qualidade de vida de pacientes com IC 2 David D et al., 2015 Ensaio clínico / Observacional com intervenção Avaliar impacto do enfermeiro de prática avançada no cuidado cardíaco e readmissão em 30 dias Demonstra que enfermeiros especializados reduzem readmissões e melhoram monitoramento pósalta 3 Wang Z et al., 2023 Ensaio clínico / Quaseexperimental Avaliar cuidados de enfermagem em crianças com miocardite fulminante em ECMO Destaca intervenções críticas de enfermagem em pacientes pediátricos graves, garantindo monitoramento e segurança durante ECMO 180 4 Kliot T et al., 2024 Ensaio clínico / Educacional Avaliar impacto da educação didática remota na competência de enfermeiros em cuidados críticos cardíacos Mostra que treinamentos remotos podem aumentar conhecimento técnico e capacidade de atuação em ambientes de recursos limitados 5 Miura M et al., 2014 Ensaio clínico / Observacional com intervenção Avaliar fatores preditores e prognóstico de pacientes com insuficiência cardíaca que necessitam de cuidados de enfermagem Auxilia na identificação de pacientes de alto risco e direcionamento de recursos de enfermagem 6 Zhang Z et al., 2024 Ensaio clínico / Quaseexperimental Avaliar efeito de procedimentos de enfermagem aprimorados em pacientes com infarto agudo do miocárdio Mostra que cuidados humanizados e protocolos atualizados reduzem sofrimento e melhoram adesão ao tratamento 7 Stockdill ML et al., 2023 Clinical Trial Avaliar estratégias de recrutamento de afro-americanos em ensaios de cuidados paliativos para insuficiência cardíaca Fornece dados sobre como enfermeiros podem facilitar adesão e inclusão de minorias em ensaios clínicos 181 8 Ji Y & Yang Y, 2024 Randomized Controlled Trial Comparar intervenção de enfermagem holística vs rotina em pacientes pósangioplastia Evidencia que abordagem holística melhora satisfação do paciente e qualidade do cuidado de enfermagem 9 Entenman n A et al., 2018 Quasiexperimental Avaliar efeito do treinamento padronizado em AVT pacing em pacientes pediátricos pósoperatório de JET Demonstra que treinamentos estruturados aumentam competência técnica e segurança dos pacientes 1 0 Ferguson C et al., 2019 Quasiexperimental / Clinical Trial Avaliar efeito de mHealth na competência de enfermeiros em fibrilação atrial e anticoagulação Mostra que intervenções digitais podem melhorar conhecimento, decisões clínicas e prática segura de enfermagem Fonte: De autoria, 2025 A identificação precoce de pacientes de alto risco foi outro aspecto destacado, permitindo priorizar intervenções, reduzir complicações e otimizar o uso de recursos de cuidado (Miura et al., 2014). Esse achado reforça a atuação estratégica da enfermagem, que vai além da execução de procedimentos técnicos, englobando avaliação contínua, tomada de decisão fundamentada e planejamento individualizado do cuidado. No contexto da literatura, observa-se uma tendência crescente de valorização da enfermagem de prática avançada, da educação continuada e do uso de tecnologias digitais (Ferguson et al., 2019; Wang et al., 2023). Contudo, lacunas permanecem em relação à padronização de indicadores de qualidade do cuidado, avaliação de desfechos a longo prazo e inclusão de populações vulneráveis em estudos clínicos (Zhang et al., 2023; Stockdill et al., 2023). 182 Em síntese, os ensaios clínicos revisados confirmam que a enfermagem desempenha um papel multidimensional no cuidado ao paciente cardiopata. Sua atuação é determinante para otimizar desfechos clínicos, reduzir readmissões hospitalares, promover segurança e bem-estar, e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Esses achados reforçam a enfermagem como componente central e estratégico da equipe de cuidado cardiovascular, salientando a necessidade de contínuo investimento em formação, protocolos baseados em evidências e tecnologias de suporte ao cuidado (David et al., 2015; Entenmann et al., 2018; Ji & Yang, 2024; Zhang et al., 2023). CONSIDERAÇÕES FINAIS As evidências reunidas nesta revisão reforçam que o papel da enfermagem no cuidado ao paciente cardiopata transcende a execução de técnicas e protocolos assistenciais, consolidando-se como um eixo estratégico da atenção integral à saúde cardiovascular. O enfermeiro, ao atuar na prevenção, detecção precoce e reabilitação, contribui de forma decisiva para a redução da morbimortalidade e para a melhoria dos desfechos clínicos, psicológicos e funcionais desses pacientes. O protagonismo da enfermagem se manifesta tanto na dimensão técnica quanto na humana, evidenciando a importância de um cuidado centrado no paciente e pautado em princípios éticos, científicos e holísticos. Observa-se que intervenções de enfermagem qualificadas, estruturadas e individualizadas são capazes de reduzir complicações, otimizar a adesão terapêutica e ampliar a qualidade de vida dos pacientes cardiopatas. Estudos indicam que o acompanhamento contínuo, a educação em saúde e o fortalecimento do autocuidado constituem pilares essenciais da prática profissional, sendo potencializados pela incorporação de tecnologias digitais, telemonitoramento e ferramentas de mHealth. Tais recursos ampliam a capacidade de resposta clínica e fortalecem a autonomia do enfermeiro, além de favorecer a integração entre os níveis de atenção à saúde. Entretanto, persistem desafios significativos, especialmente no que se refere à padronização de protocolos baseados em evidências, à mensuração de indicadores de qualidade do cuidado e à inclusão de populações vulneráveis em programas e pesquisas clínicas. A valorização da enfermagem de prática avançada, a educação continuada e o investimento em políticas institucionais que promovam autonomia profissional são medidas