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UAlg-ODC Plano de Curadoria de dados

UAlg-ODC Centro de Dados Abertos da UAlg

Abstract

O Plano de Curadoria de Dados foi elaborado no Centro de dados Abertos da Universidade do Algarve, no âmbito do PNCADAI - Programa Nacional de Ciência Aberta e Dados Abertos de Investigação, inserido na Medida RE-C05-i08 - Ciência Mais Digital do PRR - Programa de Recuperação e Resiliência. O objetivo é o de criar um documento de apoio à curadoria de dados de investigação. Constituído por: 1. Fases consideradas - Planeamento inicial - Descrição - Preparação - Garantia - Armazenamento e preservação - Pesquisa e acesso 2. Recursos necessários 3. Atualização do plano 4. Ferramentas Úteis 5. Documentos relacionados

Full text

1 UAlg-ODC Plano de Curadoria de dados No âmbito do PNCADAI - Programa Nacional de Ciência Aberta e Dados Abertos de Investigação, inserido na Medida RE-C05-i08 - Ciência Mais Digital do PRR - Programa de Recuperação e Resiliência DOI : 10.34623/z5dw-7m90 27 de outubro de 2025 2 Índice Fases consideradas ................................................................................................................. 3 Planeamento inicial .......................................................................................................... 3 Descrição ........................................................................................................................ 4 Preparação ...................................................................................................................... 4 Garantia ........................................................................................................................... 4 Armazenamento e preservação ........................................................................................ 6 Pesquisa e acesso ............................................................................................................ 6 Recursos necessários .......................................................................................................... 6 Atualização do plano ........................................................................................................... 6 Ferramentas Úteis ............................................................................................................... 6 Documentos relacionados ................................................................................................... 7 3 A curadoria dos dados de investigação é o processo de os tornar mais acessíveis e utilizáveis. Por este processo, os dados são organizados, descritos, limpos, melhorados/enriquecidos e preservados para fins de uso. A curadoria tem como objetivo acrescentar valor aos conjuntos de dados, tornando-os mais úteis, mais FAIR e melhorando a sua reprodutibilidade. É realizada por terceiros (data stewards, engenheiros de dados, etc.), em colaboração com os produtores dos dados. Apesar de atravessar todo o ciclo de vida dos dados, a curadoria tem uma forte concentração de tarefas no momento da disponibilização dos dados para depósito no(s) repositório(s). Este plano não é uma lista das tarefas daqui decorrentes e adequa-se a diferentes tipologias de dados. A Data Curation Network divide as atividades de curadoria de dados em cinco "níveis" de complexidade e envolvimento. • Nível 0: Os dados são depositados tal como foram submetidos, sem nenhuma curadoria. • Nível 1: Curadoria ao nível do registo – o curador faz uma breve verificação dos metadados para melhorar a conformidade com os princípios FAIR. • Nível 2: Curadoria ao nível do ficheiro – o curador revê a organização dos ficheiros e executa ou sugere transformações do tipo de ficheiro para aumentar a acessibilidade. • Nível 3: Curadoria ao nível do documento – é revista a documentação e acrescentada ou solicitada informação em falta para aumentar a reutilização. • Nível 4: Curadoria ao nível dos dados – o curador abre os ficheiros de dados e examina a sua exatidão e interoperabilidade. Adaptado de Data Curation Network. (2023). Specialized data curation workshop [presentation]. https://docs.google.com/presentation/d/1rhal3C1UQtxxx3tjYTqH_IthbFrlwWbN-8ylbOAbYHk/ Disponibilizado sob licença Creative Commons CC-BY 4.0. Fases consideradas Planeamento inicial 1. Prever que dados vão ser criados ou usados; quais os critérios para a recolha, produção e ingestão de dados; quais as fontes. • Tipo de dados: (ex: dados experimentais, entrevistas, imagens, código, dados estatísticos…) • Formato: (ex: CSV, Excel, PDF, JPEG, XML) • Origem dos dados: (ex: recolha direta, fontes públicas, colaborações externas) • Volume estimado: (em GB ou TB) • Frequência de produção: (ex.: uma vez por mês, contínua durante a recolha) • Requisitos legais e éticos: Aprovação ética do projeto pela Comissão de Ética da Ualg e pelo EPD, quando justificado, privacidade, consentimento, propriedade intelectual, 4 Descrição Consiste na tarefa de trabalhar os metadados que descrevem os ficheiros e os conjuntos de dados (ex.: autor, data de criação, tamanho dos ficheiros, etc.). 2. Organização e documentação • Uso de metadados normalizados e adequados, possibilitando o futuro estabelecimento de métodos de recuperação dos dados (ex: Dublin Core, DataCite, Darwin Core). • Regras para nomear, organizar e identificar versões dos ficheiros, usando convenções consistentes (ex: xxx.csv). • Descrição clara da estrutura, das variáveis e dos métodos usados (ex: ficheiro README, dicionário de dados). • Formatos abertos: CSV, TXT, JSON, para garantir acessibilidade futura. • Atribuição de identificadores persistentes a dados e conjuntos de dados (DOI e outros). 3. Armazenamento e segurança durante o projeto • Onde os dados estão guardados. • Medidas de segurança no seu uso (ex: backups automáticos). • Identificação de versões. Preparação Consiste na identificação de dados e correção de erros e inconsistências e conversão, garantindo anonimização e privacidade de dados sensíveis. 4. Dados sensíveis e ética • Dados que contêm informações pessoais ou sensíveis • Medidas tomadas para proteger os participantes (ex: anonimização, consentimento informado) • Tipos de licenças, preferencialmente abertas: CC BY ou CC0 para permitir reutilização legal. • Evitar dados sensíveis ou anonimizá-los: fundamental para a conformidade com o RGPD. Garantia Fase de validação da qualidade dos dados. 5 5. Curadoria Técnica • Validação de ficheiros: Verificar os ficheiros e os metadados o Inventariar e rever os conteúdos (por exemplo, abrir e recolher amostras dos ficheiros). o Garantir que os dados estão no âmbito do repositório onde pretende depositálos. o Verificar os metadados. • Executar ficheiros o Examinar o conjunto de dados ver como se relacionam os ficheiros e se têm a sinformações necessárias para a reutilização. o Validar a qualidade e a usabilidade (verificar consistência, ausência de erros, clareza, lacunas, e outros problemas). o Confirmar se a documentação é suficiente para que outros compreendam e reutilizem os dados. o Garantir que scripts funcionam e são compreensíveis. o Solicitar informação em falta. • Enriquecer metadados o Verificar conformidade com as normas do repositório e/ou as normas disciplinares adequadas. o Melhorar a localização e a acessibilidade atribuindo um identificador permanente, caso não tenha, ou exemplos de citação do conjunto de dados. o Melhorar a documentação para tornar os dados mais compreensíveis, interoperáveis e reutilizáveis. o Analisar a conformidade com os princípios FAIR o Abordar quaisquer preocupações éticas. • Transformar os formatos de ficheiros o Considerar os formatos de ficheiro no conjunto de dados para os tornar mais interoperáveis, reutilizáveis, de fácil preservação e não proprietários quando possível. • Documentar o processo de curadoria o Registar os tratamentos ou ações significativos aplicados ao conjunto de dados para manutenção de registos de arquivo. o Trabalhar a partir de uma cópia em vez de fazer alterações aos dados em bruto originais. 6 Armazenamento e preservação Fase de transferência de dados para repositório e outros sistemas de armazenamento. 6. Partilha e reutilização dos dados • Dados partilhados publicamente após o fim do projeto. • Aplicação de período de embargo, quando necessário ou desejável. • Repositório para depósito (preferencialmente Dataverse). • Licença atribuída (ex: CC BY, CC0). 7. Disponibilização a longo prazo • Preservação a longo prazo e versões (ex: versões finais, dados essenciais, scripts) • Aplicação de períodos de conservação ou de eliminação. • Identificação de formatos (usar formatos abertos e sustentáveis, ex: CSV, PDF/A). • Identificação de responsável pela preservação. Pesquisa e acesso Com o objetivo de garantir que os dados estão pesquisáveis e acessíveis, chega-se ao objetivo final deste plano. Recursos necessários • Que espaço de armazenamento é necessário? • É preciso apoio técnico adicional? • Existem custos previstos com software, armazenamento ou preservação? Atualização do plano • O plano será revisto ao longo do projeto? (ex: em cada fase, anualmente) • Quem fará essa atualização? Ferramentas Úteis Ferramenta Função Principal ARGOS Criação de Planos de Gestão de Dados 7 Ferramenta Função Principal DMPonline Modelos e gestão colaborativa de PGDs FAIR-Aware Avaliação da conformidade com princípios FAIR Dataverse Repositório com suporte à curadoria Documentos relacionados Guião para Entrevista de Curadoria (PT e ENG) UAlg-ODC Centro de Dados Abertos da UAlg. (2025). UAlg-ODC - Guião para Entrevista de Curadoria de Dados. Zenodo. https://doi.org/10.34623/j6hg-nt16 Check list para Entrevista de Curadoria de Dados (Word e Excel) UAlg-ODC Centro de Dados Abertos da UAlg. (2025). UAlg-ODC Checklist para Entrevista de Curadoria de Dados (baseada no Guião). Zenodo. https://doi.org/10.34623/cqa0-st49