INVISIBILITY AND INVALIDATION OF WOMEN IN THE EXACT SCIENCES
Abstract
It examines the invisibility and invalidation of women in the exact sciences, analyzing their historical and social origins. Despite the rise in STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics) careers, female participation remains low due to stereotypes stemming from a patriarchal culture. The research revealed gender inequality and a lack of representation. As a proposal, we created an illustrated children's book to raise awareness among children, aiming to inspire future change and promote gender equality.
Full text
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 275 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) INVISIBILIDADE E INVALIDAÇÃO DAS MULHERES NA ÁREA DE EXATAS INVISIBILITY AND INVALIDATION OF WOMEN IN THE EXACT SCIENCES Cauã Ravazani Negrão Freitas, Isadora Chialastri Gouvêa, Letícia Gil Souza, Manuela Cardoso Adegas de Sá Lemos, Luara Spinola (orientadora) Colégio Novo Tempo, Ensino Médio E-mail para contato: [email protected] RESUMO – Examina a invisibilidade e a invalidação das mulheres nas áreas de exatas, analisando suas origens históricas e sociais. Apesar do aumento em carreiras de STEM (sigla em inglês que traduzida significa Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), a participação feminina permanece baixa devido a estereótipos resultantes de uma cultura patriarcal. A pesquisa revelou desigualdade de gênero e a falta de representatividade. Como proposta, criamos um livro infantil ilustrado para sensibilizar as crianças, visando inspirar mudanças futuras e promover igualdade de gênero. Palavras-chave: Mulheres; Exatas: Igualdade de gênero; Educação; Livro infantil. ABSTRACT – It examines the invisibility and invalidation of women in the exact sciences, analyzing their historical and social origins. Despite the rise in STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics) careers, female participation remains low due to stereotypes stemming from a patriarchal culture. The research revealed gender inequality and a lack of representation. As a proposal, we created an illustrated children's book to raise awareness among children, aiming to inspire future change and promote gender equality. Keywords: Women; Exact Sciences: Gender Equality; Education; Children's Books. 1 INTRODUÇÃO É possível notar que durante os últimos anos, as carreiras relacionadas às áreas de exatas e tecnologia vêm apresentando um crescimento significativo. Ao mesmo tempo, é evidente que
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 276 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) a presença feminina nesse âmbito é extremamente baixa. De acordo com pesquisas, as mulheres brasileiras representam 35% dos estudantes nas áreas STEM, sigla em inglês para se referir à carreira na ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Além disso, dados coletados pelo jornal.usp.b mostram que com o passar dos anos as mulheres começaram a desistir e diminuir nos cursos STEM. Por conta dessa problemática, decidimos desenvolver nosso projeto de pesquisa envolta desse tema. Partimos do questionamento do porquê ainda hoje em dia as mulheres são diminuídas e muitas vezes vistas como incapacitadas ao almejarem entrar na área de exatas. As hipóteses que elaboramos para a resposta dessa pergunta são o passado patriarcal forte, as mulheres sendo vistas como ‘’delicadas demais’’ e a falta de representação e incentivo. Nosso objetivo com essa pesquisa é reduzir as desigualdades de gênero, incentivando a procura feminina pela área, contudo não abordaremos a competitividade no mercado de trabalho pois só buscamos igualdade sem privilégios: não queremos que um ‘’roube’’ o lugar do outro. A nossa proposta é buscar soluções a longo prazo por ser um problema de grandes magnitudes que demorou para se perpetuar, logo, soluções não vão ser fáceis por isso vamos começar buscando um futuro melhor, tentando fazer diferenças por meio das crianças, pois elas são o futuro da nossa sociedade e comporão a estrutura social. Rodas de conversas, palestras, livrinhos e buscando mais representação feminina na área de exatas. Para produzir esses materiais de representação vamos realizar entrevistas com mulheres importantes da área e distribuir/espalhar formulários com objetivo de coletar dados concretos quantitativos para a produção de um conteúdo fiel, relevante e necessário Nossa questão problema é a invisibilidade e invalidação constantes que as mulheres tendem a lidar quando partem para área de exatas. Nosso trabalho visa explicar essa problemática que existe há tanto tempo, graças a uma sociedade que vem de um histórico machista e patriarcal como a nossa, e buscar soluções viáveis e a longo prazo, dessa forma começando a resolvê-lo pela “raiz”, através da conscientização das crianças, que tornarão o futuro um lugar melhor e as áreas de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) menos machistas e com oportunidades para mulheres.
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 277 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) 2 MATERIAIS E MÉTODOS Para de fato realizarmos essa pesquisa, olharmos à nossa volta fazendo um balanço da presença feminina na área. Nosso tema é muito importante e vem sendo cada vez mais abordado em pesquisas recentes, como na ‘’A presença de Mulheres na Área de Exatas é proporcionalmente pequena e diminui conforme se avança na carreira’’ realizada por uma pesquisadora da UFRN em 2021. Isso evidencia a relevância da nossa abordagem. FORMULÁRIO: Estudar e quantificar o conhecimento e ponto de vista popular sobre o assunto. Englobaremos todas as pessoas, sem distinção de gênero ou restrição de faixa etária. 50/100 pessoas. Primeiro construiremos o formulário com uma média de 5-10 perguntas e em seguida distribuiremos para o máximo de pessoas de diferentes lugares e idades para realmente obtermos um balanço que visa mostrar, de forma reduzida, o pensamento do brasileiro em geral. Depois, colocaremos essas informações em nossa pesquisa, através de gráficos e texto. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdoKfl0wTCxIudGmyZjLLfX4mcANLGy JcBVgxrddwOT6sZHeQ/viewform ENTREVISTA: Registrar a visão de mulheres atuantes e que buscam entrar nas áreas STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) para comprovar nossa pesquisa e apresentar novos pontos. Na entrevista, o foco será nas mulheres que têm alguma relação com as áreas STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), mas na hora de expormos os resultados o objetivo é atingir todos. Vamos contatar professoras da escola que lecionam na área. Se possível, entrevistaremos outras profissionais STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) para realizar a entrevista também. Depois, reuniremos essas informações gravadas e editaremos em um vídeo. Para realizar ambas as pesquisas vamos precisar do formulário, das perguntas que montaremos e dos vídeos gravados durante as entrevistas. Roteiro da entrevista: 1Nome, idade e pequena introdução sobre a entrevistada . 2Quando começou o seu interesse pela área de exatas? 3Na faculdade, você sentiu que havia mais homens do que mulheres? 4Durante sua formação e introdução no mercado de trabalho você se sentiu desmotivada por conta de algum tipo de desrespeito? 5Você acha que as mulheres na área de exatas são a minoria? 6Você conhece muitas mulheres que são da área de exatas? E se sim, sabe de alguma dificuldade que elas passaram? 7Na sua visão, como esta
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 278 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) situação sobre a invisibilidade da mulher pode ser revertida? 8Para finalizar, que conselho você daria para meninas que desejam ingressar na área de exatas? 9Finalização Entrevistamos a professora Fátima Fernandes Della Rocca (física) 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1. Conscientização Escolar Explorando as raízes da desvalorização da mulher nas ciências, é possível encontrar respostas na forma como o processo educacional delas foi conduzido: seja na escola, sofrendo com a falta de representatividade feminina: ou em casa, com os papéis de gênero impostos pela sociedade criando estereótipos que estimulam ainda mais essa desigualdade A construção social patriarcal tende a desqualificar a mulher, associando-a à inferioridade e ao desprestígio, e os homens, à inteligência, à superioridade e ao saber. No artigo “A mulher na ciência: desafios e perspectivas”, a autora Daniela Maçaneiro Alves afirma que, historicamente, a mulher foi considerada incapaz de conduzir experimentos científicos devido a sua natureza reprodutiva e sua função de cuidar do lar e dos filhos, sendo o estudo e a pesquisa deveres do homem. Assim, afastando as mulheres do processo científico e consequentemente da área de exatas. Esse pensamento está enraizado na nossa sociedade e na cabeça de muitas pessoas, passando essa ideia por várias gerações, assim dificultando que qualquer ação seja tomada em larga escala para diminuir as desigualdades de gênero. A própria desigualdade fomenta a si mesma, visto que nas escolas, a maioria dos professores de exatas são homens, o que querendo ou não acaba indiretamente desassociando essa área das alunas mulheres. Essa falta de representação feminina nos espaços acadêmicos e científicos é um dos fatores determinantes que explicam essa tendência. Os materiais didáticos também participam desse processo, pois muitos optam por representar, em exercícios e explicações, figuras e personagens masculinos. Dessa forma, mostra-se necessário um incentivo, por meio de palestras, cartazes, vídeos, campanhas, que visam mudar essa mentalidade, já na infância, usando as escolas como meio, visto que é a partir delas que há um primeiro contato com disciplinas e as áreas científicas. É importante as crianças, não só as mulheres, mas os homens também, pois o que gera o preconceito são ideais que vêm de uma cultura compartilhada por todos, logo, todos precisam ajudar e estarem dispostos a mudar essa realidade. Com isso, seria possível promover uma
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 279 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) menor desigualdade, sendo esse o primeiro passo para reduzir os preconceitos da mulher nas áreas de exatas e contribuir com o avanço científico. 3.2. Contexto Histórico Quando abordamos o tema “Invalidação e Invisibilidade da Mulher na Área de Exatas” dúvidas relacionadas à como esse problema se tornou de tamanha magnitude tendem a surgir. A verdade é que não existe somente uma resposta, mas sim foram diversos fatores que vêm desde muito tempo atrás na história do nosso país e do mundo que acarretaram nessa problemática. Retomando os tempos mais antigos, é possível se fazer uma análise onde tudo pode ter começado. Muito antigamente, antes da sedentarização humana com o surgimento da agricultura, a sociedade era organizada em volta das mulheres. Porém, após o domínio do fogo e fixação dos humanos em diferentes territórios, majoritariamente os homens começaram a sair para caçar, o que levou às mulheres a cuidarem da terra e das crianças. A partir daí que se tem noção da primeira desigualdade de gênero no trabalho. Depois, a situação não passou a melhorar para as mulheres. Em um período ainda antigo, mas mais para frente do citado anteriormente, as mulheres eram “vendidas” por seus pais como moeda de troca. Sua mão de casamento era prometida, em troca de uma boa oferta e troca de interesses comerciais com o pretendente. Esse cenário que se estendeu por um longo período colocou as mulheres em um lugar de fragilidade, onde sua única utilidade era gerar descendentes e ser submissa ao seu marido. Isso atrasou ainda mais o processo de independência e luta por espaço público feminino. Quando os direitos das mulheres começaram a ser reivindicados e, depois de muito tempo, concedidos, as oportunidades não foram as mesmas. Os trabalhos inicialmente oferecidos às mulheres ainda as tratavam como se fossem menos capazes, oferecendo trabalhos menos complexos ou nem mostrando a possibilidade de ingressar em uma área dominada por homens, como a das exatas. Apesar de parecer algo de outro mundo, se analisarmos bem, isso é perceptível até hoje. Quantas vezes na escola quando você era criança uma menina falava que gostava de matemática e a olhavam com um estranhamento, como se fosse algo anormal? Essas
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 280 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) atitudes, que podem parecer pequenas e vêm desde cedo, já desmotivam a busca por carreiras nessa área. É possível percebermos que o machismo nesse meio é fruto de uma longa construção histórica que encontra forças para se manter até hoje por, querendo ou não, ainda vivermos em uma sociedade em grande parte patriarcal. A herança de todo esse tempo perdido é extremamente perceptível e influência na luta diária feminina até hoje. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que as mulheres representam somente 35% dos estudantes em cursos STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), e essa porcentagem ainda caí para quando elas ingressam no mundo corporativo. Uma pesquisa publicada em 2019 pela consultoria Talenses e o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) expôs que apenas 13% das mulheres brasileiras têm CEOs mulheres. Isso tudo é extremamente preocupante. Essa desigualdade não foi um problema que se firmou rapidamente, logo ela não vai desaparecer facilmente também, mas cabe à nós começarmos a plantar um futuro melhor. A mudança começa no hoje. Uma iniciativa de destaque, é o Clube Minerva, um projeto criado por engenheiras formadas na Escola Politécnica (Poli) da USP que visa aumentar a presença das mulheres na área de exatas. Esse clube auxilia na luta feminina por igualdade e também na ODS número 5, igualdade de gênero. Só dessa forma, se aumentarmos esse incentivo atualmente, daqui a duas, três gerações, as próximas mulheres encontrarão um cenário melhor e mais justo, onde possam escolher a área e a profissão que bem entenderem sem julgamentos e com oportunidades igualitárias. 3.3. Dados e Números Atualmente, é notável que a área de exatas não possui tantas mulheres em seu meio e em cargos importantes deste campo. Este fator mostra como a sociedade continua a não valorizar o papel das mulheres no mundo atual. Para comprovar as afirmações apresentadas, dados e números sobre estes fatores serão apresentados Segundo o jornal O Globo, as mulheres são a minoria em cursos de TI e o percentual de profissionais formadas nesta área cai em dez anos. Este número baixou de 17,5% em 2012 para 15% em 2022. Isto mostra como o campo da tecnologia ainda não é receptivo com as mulheres e como isso deve ser melhorado. Além disso, segundo a Câmara dos Deputados, as mulheres
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 281 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) são apenas ⅓ de pós graduandos em ciências exatas e possuem um financiamento menor, mostrando que além de a representatividade feminina ser a minoria, o investimento financeiro delas é menor. A sociedade ainda possui um pensamento atrasado sobre o valor das mulheres. Ademais, de acordo com o Centro de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade do IPEA, na área de ciências da computação e matemática, apenas 25% das pesquisadoras são mulheres e somente 14% de mulheres cientistas fazem parte da Academia Brasileira de Ciências. Além disso, uma pesquisa científica sobre a invisibilidade das mulheres na área de exatas foi realizada no Instituto Federal da Paraíba. Isso mostra como este assunto é estudado, mostrando a sua importância para a valorização das mulheres na sociedade e nas áreas de exatas. Portanto, com base nos dados e números apresentados, podemos concluir que o número de mulheres na área de exatas ainda é muito baixo, visando como isto precisa melhorar. Porém, ultimamente, este assunto tem se mostrado importante e relevante para a sociedade, trazendo novos estudos e possibilitando um novo futuro e olhar para as mulheres que buscam estudar e trabalhar nesta área fundamental para o nosso cotidiano. 3.4. Machismo nas Empresas Desde o momento em que houve a inserção das mulheres no mercado de trabalho, a desigualdade entre os dois gêneros nesse ambiente é evidente e levanta muitos debates até os dias atuais. Essa diferença, que pode ser considerada como machismo, é um problema muito recorrente, que muitas vezes acontece de forma “inconsciente” e sutil nas mais diversas empresas. Isso por conta do seu caráter estrutural por conta da herança patriarcal instaurada na sociedade ao longo do tempo. Ele pode se manifestar de diversas formas, como assédio (moral, sexual, psicológico etc), disparidade salarial, diferença de oportunidades e exclusão social. O primeiro Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, segundo a lei 14.611, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 25 de março de 2024, demonstra que mulheres ganham 19,4% a menos que os homens no Brasil, sendo que a diferença varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença de remuneração chega a 25,2%. A partir dessa constatação, fica claro que ocupar qualquer cargo em uma empresa é mais difícil sendo uma mulher. Esse problema não é recente, entretanto está longe de ser solucionado: As disparidades salariais eram ainda
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 282 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) mais acentuadas no passado. Entre os anos 1960 e 1990, os diferenciais salariais brutos em todo o mundo caíram de cerca de 65% para 30%, em decorrência do oferecimento de melhores oportunidades para as mulheres. O machismo, que pode ser definido como um sistema de crenças que promove a suposta superioridade masculina, também transparece na fala e nas ações. Essa ideia leva os homens a se acharem no direito de silenciar ou desrespeitar o outro gênero, mesmo não possuindo esse poder. Isso infelizmente acontece de formas praticamente naturalizadas em empresas: são inúmeros os relatos de mulheres que afirmam injustiça, silenciamento, preconceito, piadas de mau gosto e, portanto, desconforto e mal-estar no ambiente de trabalho. Esse tipo de violência não apenas fere a dignidade das vítimas, mas também compromete seu desempenho profissional e sua saúde mental. Essa análise nos faz compreender que a desigualdade entre gêneros perdura no ambiente de trabalho e não é um problema que possui solução imediata. Visando combater o machismo presente nas empresas, é fundamental a adoção de políticas e práticas inclusivas, promovendo a igualdade de oportunidades e o respeito mútuo entre os gêneros. Isso inclui programas de conscientização, políticas de remuneração justa e a promoção de uma cultura que valorize a diversidade. Além disso, incentivar as novas gerações a abandonarem essa visão de mundo limitada, a partir desses programas, pode trazer significantes melhorias para contexto social quando falamos de igualdade de gênero. 3.5. Pesquisa de Campo Resultados do Formulário na Figura 01 abaixo. Figura 01 – Resultados da pesquisa quantitativa
__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 283 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) Fonte: autoria própria, 2025 Resultados da entrevista: https://photos.app.goo.gl/xpvQQSvm2SJGjydS8 1A entrevistada é Fátima Fernandes Della Rocca, tem 51 anos e possui graduação em Bacharelado e Licenciatura em Física pela Universidade de São Paulo e possui Mestrado e Doutorado em Ciências também na Universidade de São Paulo. 2- “Meu interesse pela área de exatas começou no ensino médio. Sempre gostei das exatas, de matemática, depois da Física, né? Então, pelas exatas foi no Ensino Médio.”