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III Simpósio de Psicologia do Unipê

Centro Universitário de João Pessoa

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ORGANIZADORA Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia COORDENAÇÃO DO CURSO DE PSICOLOGIA Coordenadora Geral: Rejane Ramos Peregrino Coordenadora Adjunta: Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE) DO CURSO DE PSICOLOGIA Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia Daniela Heitzmann Amaral Valentim de Sousa Jaqueline Vilar Greco Ramalho Rejane Ramos Peregrino Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura Produção Editorial Núcleo de Publicações Institucionais (NPI) Coordenação de Produção Filipe Carvalho de Almeida Diagramação Raiff Pimentel Félix Almeida III Simpósio de Psicologia do Unipê | Organizado por Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia | Unipê: João Pessoa, 2020 | 127 páginas | ISBN: 978-65-86735-05-5 DOI 10.5281/zenodo.17832888 III SIMPÓSIO DE PSICOLOGIA DO UNIPÊ Caminhos e desafios da atuação profissional COORDENAÇÃO GERAL Rejane Ramos Peregrino Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura COMISSÃO ORGANIZADORA Camila Yamaoka Mariz Maia Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia Daniela Heitzmann Amaral Valentim de Sousa Jaqueline Vilar Greco Ramalho Kay Francis Leal Vieira COMISSÃO CIENTÍFICA Camila Yamaoka Mariz Maia Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia Daniela Heitzmann Amaral Valentim de Sousa Jaqueline Vilar Greco Ramalho Kay Francis Leal Vieira Raissa Ester Maia Monteiro Rayanne dos Santos Sales Silvana Queiroga da Costa Carvalho Ventura Thayná de Farias Silva ALUNOS COLABORADORES Aléxia Pereira da Silva Ana Claudia Cavalcante de Oliveira Ana Karina Marinho Maciel Ana Weruska Leite de Albuquerque Lima Carla Simone Aires Silva Burlamaqui Karol Pinheiro Muniz de Albuquerque Jéssica Mirely Chaves Colares Laura Gabryelle Fernandes de Medeiros Letícia Soares de Luna Freire Lucas Vitorino da Silva Luciete do Socorro Araújo Carvalho da Cruz Mylena Alessandra da Silva Nascimento Paloma Barbosa Da Silva Raissa Ester Maia Monteiro Raniere de Carvalho Brito Rayanne dos Santos Sales Rayanne Galdino Guimarães Thaís Paiva Madruga Tereza Christina de Moura Torres Uchôa Cavalcanti Thayná de Farias Silva APRESENTAÇÃO O Simpósio de Psicologia do UNIPÊ é um evento realizado em comemoração ao dia do psicólogo, organizado pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa. O Simpósio é voltado para estudantes do curso graduação e pós-graduação de Psicologia do UNIPÊ, visando fomentar a discussão sobre temas relevantes para esse público. A Terceira Edição do Simpósio de Psicologia do UNIPÊ teve como tema central: Caminhos e desafios da atuação profissional. O III Simpósio aconteceu nos dias 26, 27 e 28 de agosto de 2019, oferecendo palestras, oficinas, mesas-redondas e minicursos, que abordavam temáticas pertinentes à prática profissional da Psicologia e sua relação com outras áreas do saber. O evento possibilitou também a apresentação de trabalhos pelos participantes na modalidade pôster e comunicação oral. Estes anais trazem 21 trabalhos, nas modalidades resumo simples, que foram apresentados por meio de pôster, e resumo expandido, apresentados por meio de comunicação oral. Os trabalhos estão divididos três eixos temáticos: Eixo 1 – Psicologia, relações sociais e do trabalho; Eixo 2 – Psicologia, e processos educativos; e Eixo 3 – Psicologia, processos clínicos de prevenção e promoção da saúde. BOA LEITURA SUMÁRIO EIXO TEMÁTICO 1 Relações sociais e do trabalho DO DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL À INTERVENÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA IMOBILIÁRIA 9 INTERVENÇÃO EM PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL EM EMPRESA NO SEGMENTO DA SAÚDE: UM RELATO DE CASO ....................................................10 DEPRESSÃO, ANSIEDADE E IDEAÇÃO SUICIDA: CORRELAÇÃO DE SEGUNDO A ORIENTAÇÃO SEXUAL ............................................................................................11 A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO: QUESTÕES DE GÊNERO E SATISFAÇÃO NO TRABALHO .................................................................................12 EIXO TEMÁTICO 2 Psicologia e processos educativos PSICOLOGIA E ESTATÍSTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA .......19 NÍVEIS DE ANSIEDADE EM JOVENS DO ENSINO MÉDIO DO SISTEMA PRIVADO DE ENSINO ................................................................................................................20 A IMPORTÂNCIA DA MONITORIA DE ESTATÍSTICA PARA O ESTUDANTE EM FORMAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA ...............................................................21 MONITORIA DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA I: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .22 TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA ...........................................................23 O PAPEL DA ESCUTA NO PROCESSO DE RESSOCIALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE INFRATOR: RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................................................................24 O PAPEL DOS PROCESSOS GRUPAIS NA RESSOCIALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI: RELATO DE EXPERIÊNCIA ............25 MONITORIA ACADÊMICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO COMPONENTE CURRICULAR AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA I .........................................................26 PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO III: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A PRATICA DE MONITORIA .....................................................................................27 EXERCÍCIO DA MONITORIA DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA II: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ................................................................................28 VIVÊNCIA DA EXTENSÃO DE PSICOLOGIA JURÍDICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ...........................................................................................................29 PERSONALIDADE E HABILIDADES SOCIAIS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS 30 EIXO TEMÁTICO 3 Psicologia, processos clínicos de prevenção e promoção da saúde O PAPEL DA ESCUTA NA CLÍNICA DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ...........................................................................................................37 CORRELAÇÃO ENTRE AUTOESTIMA E OS NÍVEIS DE CIÚME DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS .....................................................................................................38 AS EMOÇÕES NA INFÂNCIA: UMA ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE ADULTOS 39 O TRANSTORNO DO APEGO REATIVO DA INFÂNCIA: REVISÃO INTEGRATIVA 40 BEM ESTAR SUBJETIVO E AUTOCOMPAIXÃO EM JOVENS UNIVERSITÁRIOS . 41 EIXO TEMÁTICO Psicologia, relações sociais e do trabalho 9 DO DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL À INTERVENÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA IMOBILIÁRIA Sheila Milene Felício Felix Gabriela Uchoa Paes Barreto Jéssica Letícia Soares de Morais Jéssica Natasha da Silva Mirella Carla de Oliveira Andrade Trata-se de um relato de experiência que tem como objetivo apresentar resultados de um mini diagnóstico organizacional na disciplina de Estágio básico Práticas Psicológicas I no sétimo período do semestre 2019.1. O diagnóstico organizacional é uma ferramenta empresarial que mostra a real situação da empresa e de seu sistema de gestão. Nesse contexto, foi produzido um mini diagnóstico organizacional em uma empresa de médio porte, na cidade de João Pessoa, que tem como segmento o ramo imobiliário (compras, vendas, locações e administração de imóveis), que tem atingido um crescimento substancial desde a sua fundação no ano de 1996. Para o desenvolvimento do mini diagnóstico, foi utilizado o método teórico empírico com pesquisa de campo, realizada através de observações, entrevistas e um questionário semiestruturado, contendo 15 itens, formulado acerca de informações prévias e específicas da empresa, voltado para comunicação interna, sendo respondida de forma virtual, contemplando 23 participantes. Nesse sentido, foi constatado que 39,1% dos pesquisados acreditam que a comunicação entre os funcionários ocorrem raramente de forma ética e eficaz, 30,4% dos funcionários consideram raramente não possuir abertura com a gestão para críticas, opiniões e sugestões, 39,1% afirmaram que raramente a gestão traz soluções para problemas de comunicação interna, 56,5% afirmaram que raramente a gestão oferece treinamento para qualificação profissional e pessoal, 39,1% afirmaram raramente se sentir valorizado pela empresa e 43,5% acreditam que a comunicação interna não faz com que se identifiquem e sintam-se parte vital da empresa, sendo os dados mais expressivos de todo questionário, viabilizando a necessidade real de se trabalhar comunicação e ética. Com base nesses dados foi desenvolvido um treinamento de Comunicação e Ética destinado a sete gestores dessa organização resgatando e reforçando, na prática, métodos de como eles devem lidar com as adversidades no âmbito profissional e pessoal focando na comunicação assertiva e valorizando a ética entre seus liderados. Sendo assim, evidenciou-se uma experiência extremamente relevante para todos os envolvidos, propiciando a junção da teoria com a prática, surtindo resultados satisfatórios para empresa, trazendo possíveis soluções para sanar os obstáculos que impedem um desenvolvimento otimizado. Palavras-Chave: Diagnóstico. Comunicação. Ética. Mylene de Andrade Rodrigues Samara Araújo da Silva Vanessa Parole Rodrigues da Silva Silvana Queiroga da Costa 16 à ser reprimida, sendo transferida para o âmbito familiar ou gerando consequências psicossomáticas para o indivíduo. 6 CONCLUSÃO Para a realização do presente trabalho optou-se por discorrer acerca da discriminação em razão de gênero no âmbito laboral e acerca da satisfação no trabalho, diante do crescente espaço que vem se abrindo para a discussão acerca da desigualdade de gênero e associá-la à um importante fator dentro da prática laboral: a satisfação com o trabalho. Verificou-se que a amostra pesquisada encontra-se o que Siqueira et al. (2008), definem como ‘indiferente’; não tendendo nem para a satisfação com o trabalho, nem para a insatisfação; não tendo como consequência (nem positiva, nem negativa) na satisfação com o trabalho uma influência por parte da variável desigualdade em razão de gênero no trabalho. Através da pesquisa realizada e da literatura, constatou-se que a desigualdade de gênero afeta negativamente na satisfação com o trabalho uma vez que a mesma vem a causar vestígios como: depressão, ansiedade e baixa-autoestima no colaborador, acarretando em consequências como a diminuição da produtividade ou a saída do emprego (demissão). Algumas limitações para a realização desta pesquisa foram: amostra bastante pequena para a população feminina, locação das participantes da amostra em apenas uma profissão, posto que seria interessante discutir à respeito da influência da desigualdade de gênero na satisfação com o trabalho em outras profissões, além de investigar em qual profissão este tipo de discriminação é mais comum. Por fim, uma sugestão para realização de pesquisas futuras seria a utilização de uma amostra maior, que abarcasse outras profissões e relacionasse em qual das mesmas a desigualdade de gênero ocorre com mais frequência. REFERÊNCIAS BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estatísticas Sociais. Disponível em: <https://agenciadenoticias. ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20234-mulherestuda-mais-trabalha-mais-e-ganha-menos-do-que-o-homem> Acessado em 24/08/2018. 17 CASTELHANO, L. M. O medo do desemprego e a(s) nova(s) configurações de trabalho. Revista Psicologia & Sociedade, v. 17, n. 1, p. 17-28, janeiro - abril de 2005. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/%0D/psoc/v17n1/a03v17n1.pdf> Acessado em 25/04/2019. SIQUEIRA, M. M. M. Medidas do Comportamento Organizacional: Ferramentas de Diagnóstico e de Gestão. Porto Alegre: Artmed, 2008. WARGNER III J.A.; HOLLENBECK, J. R. Comportamento organizacional. São Paulo: Saraiva, 2006. 18 EIXO TEMÁTICO 2 Psicologia e Processos Educativos 19 PSICOLOGIA E ESTATÍSTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA Letícia Soares de Luna Freire Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia O exercício da monitoria concede diversos benefícios aos discentes que dela podem usufruir. A oportunidade de consolidar conhecimentos na área de interesse, assim como a possibilidade de desenvolver técnicas pedagógicas para melhor auxiliar os alunos, despertam no aluno monitor o interesse pela docência. Diante disto, objetivouse relatar os benefícios da monitoria de Estatística no curso de Psicologia. Para tanto, apresenta-se este relato de experiência a partir das vivências da monitoria da disciplina de Estatística. A monitoria foi oferecida aos discentes do 2º período do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa, tendo ocorrido durante os semestres 2018.2 e 2019.1. Aos alunos interessados, explanações eram feitas para revisar, sempre que necessário, determinados assuntos do componente curricular. A monitora se disponibilizava semanalmente em plantões de dúvidas, afim de prestar esclarecimentos acerca dos conteúdos ministrados em sala de aula. Esses ocorriam antes das aulas, tendo uma hora de duração. Como material de apoio, foram utilizados slides das aulas, exercícios de fixação e revisão disponiblizados pela professora orientadora, bem como livros disponíveis na biblioteca da instituição. Além dos plantões de dúvidas, a discente tinha como encargo acompanhar a professora durante às aulas da disciplina, registrar a frequência dos alunos e a realização das atividades propostas para avaliação formativa, fiscalizar e assessorar a correção das avaliações somativas. Ao final de cada estágio, a monitora entregava à orientadora o registro das atividades realizadas pelos alunos, referentes à avaliação formativa. Como resultados, a partir do que foi vivenciado no programa de monitoria, observouse que a função promoveu à aluna um aprofundamento nos conteúdos da disciplina, o entendimento da utilidade prática da Estatística na Psicologia e o despertar do interesse pela docência e pesquisa. Sabe-se que a Estatística é importante para a realização de pesquisas na academia, o que revela a grande valia do conhecimento desse componente curricular. O aperfeiçoamento aliado ao interesse garante uma melhor qualidade dos estudos a serem realizados no futuro pelos estudantes. Dessa forma, pode-se concluir que beneficiários foram os alunos da instituição, incluindo a monitora, por poderem desfrutar do aprendizado e desenvolvimento acadêmico. Com o suporte da Estatística, os estudantes poderão interpretar minunciosamente pesquisas elaboradas, compreendendo melhor o campo da Psicologia. Palavras-chave: Monitoria, Estatística, Docência. 20 NÍVEIS DE ANSIEDADE EM JOVENS DO ENSINO MÉDIO DO SISTEMA PRIVADO DE ENSINO Karol Pinheiro Muniz de Albuquerque Ana Karina Marinho Maciel Wallacy Rodrigues Ferreira Silvana Queiroga da Costa Carvalho A ansiedade é inerente ao ser humano, sendo esta um dos mecanismos mais importantes para manuteção da vida. Porém suas manifestações exageradas tornamse prejudiciais ao viver humano. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as patologias relacionadas à ansiedade são as mais comuns quando comparadas aos demais trantornos mentais. O objetivo do presente estudo foi investigar os níveis de ansiedade em adolescentes estudantes do ensino médio de escola privada. A pesquisa realizada caracteriza-se como não probabilística por conveniência, com amostra de 50 alunos de ambos os sexos, devidamente matriculados no ensino médio, em escola privada da cidade de João Pessoa-PB. Usou-se como ferramentas na coleta: (I) o questionário sóciodemográfico, (II) a Escala de Ansiedade de Hamilton e (III) um questionário específico contendo cinco questões objetivas, onde o entrevistado classifica seus níveis de ansiedade em relação a 5 possíveis fatores: ingresso ao mercado de trabalho, ingresso ao ensino superior, condições financeiras, pressão dos pais para o ensino superior, assim como para o mercado de trabalho. Para análise dos dados obtidos, fez-se uso do programa estatístico SPSS 21.0. A coleta na escola privada foi realizada obedecendo aos aspectos éticos de pesquisa previstos pela Resolução n°466/12. Foram encontrados altos níveis de ansiedade em alunos do ensino médio do sistema privado de ensino, onde um número significativo da amostra (47,5%) encontrase em níveis considerado preocupante, sendo destes, 15% com Ansiedade Patológica Moderada e 32,5% com Ansiedade Patológica Grave. Evidencia-se então que, havendo existência de sintomas patológicos de ansiedade, faz-se essencial a elaboração de ações preventivas e interventivas, a fim de que se busque trabalhar a saúde mental dos jovens e então tornar o ambiente escolar uma experiência construtiva e saudável. Palavras-Chave: Ansiedade. Ensino Médio. Adolescentes. 21 A IMPORTÂNCIA DA MONITORIA DE ESTATÍSTICA PARA O ESTUDANTE EM FORMAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Bianca Cristinne Rodrigues Vieira Lopes Paula Denize Gomes de Lira Ana Letícia Rodrigues de Oliveira Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia A monitoria no âmbito acadêmico surge como um auxílio ao professor da disciplina e suporte ao aprendizado para o estudante em formação. O objetivo desse trabalho é relatar a experiência de monitoria na disciplina de “Estatística Aplicada a Psicologia”, no Centro universitário de João Pessoa, durante os períodos 2018.2 a 2019.1. As monitoras contribuíram no processo de conhecimento dos alunos assistidos, tendo como funções: resolução de exercícios e situações problema, orientação quanto às dúvidas sobre os conteúdos ministrados em aula, realização de plantões e revisões de acordo com a demanda dos alunos, além de auxiliar o professor em sala. Os plantões aconteciam uma vez por semana, em horários combinados com os alunos, e o acompanhamento nas aulas aconteciam duas vezes por semana, de acordo com a carga horária da disciplina. Ressalta-se que é dever do monitor tratar de forma assertiva e empática todos os alunos, sem distinção, assim como seguir todas as orientações recomendadas pelo professor. Tal prática acadêmica tem gerado resultados significativos, pois o aluno monitor vivencia a experiência com a prática docente, aprofunda o conhecimento nos componentes curriculares que mais lhe agradam e auxilia o professor a sanar as dificuldades dos alunos. Para os alunos assistidos, considerando a frequente dificuldade e resistência com uma disciplina exata, a contribuição com a aprendizagem, o suporte na resolução das atividades, o esclarecimento das dúvidas e a aproximação com a disciplina são os resultados mais relevantes. Pode-se concluir que os benefícios para o monitor são imprescindíveis para o seu crescimento acadêmico, tais como a experiência didática adquirida ao ministrar o assunto, o senso de responsabilidade necessário à resolução das demandas, a ampliação de vínculo com o professor e os demais alunos, além da contribuição para o aprimoramento do currículo. Sendo assim, a monitoria reforça o incentivo aos alunos à prática das metodologias de ensino, estimulando a produção de conhecimento e o despertar para a docência. Palavras-chave: Monitoria. Estatística. Aprendizagem. 22 MONITORIA DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA I: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Sabryna Caroline Alves Targino Kay Francis Leal Vieira A avaliação psicológica é um processo técnico-científico de coleta de dados limitado no tempo, que tem por objetivo a interpretação e compreensão de fenômenos psicológicos e determinados construtos, resultantes da interação do indivíduo com o meio. A realização desse processo é de exclusividade do psicólogo, e para tanto são utilizadas diversas técnicas, métodos e instrumentos. Como componente curricular, a avaliação psicológica é uma disciplina teórica e prática e sua metodologia inclui aulas expositivas fundamentadas por livros e artigos e aulas práticas, onde o aluno tem contato direto com instrumentos e técnicas, com ênfase em instrumentos psicométricos. A disciplina é realizada no quarto período do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ. O presente trabalho teve com objetivo discorrer acerca da importância dos monitores na disciplina e apresentar a experiência vivenciada na monitoria de Avaliação Psicológica I nos períodos de 2018.1 e 2018.2. A atividade de monitoria visa melhorar a qualidade da aprendizagem do aluno e auxiliar o docente no processo de ensino-aprendizagem, através de plantões de dúvidas, acompanhamento das aulas teóricas e apoio nas atividades práticas. Por se tratar de uma relação aluno-aluno, o discente sente-se a vontade para sanar suas dúvidas, melhorando seu entendimento sobre os conteúdos da disciplina e diminuindo as reprovações. A monitoria é uma experiência muito rica para a formação acadêmica, pois possibilita que o aluno agregue novos conhecimentos e desenvolva diferentes habilidades e competências que são úteis tanto para a docência como para qualquer campo de atuação da psicologia. Além de possibilitar uma compreensão mais ampla do processo de ensino e aprendizagem, professor e aluno são vistos por um novo ângulo, fazendo com que se desenvolva um olhar mais empático e compreensivo para com nossos docentes e colegas. Palavras-chave: Monitoria. Avaliação psicológica, Prática. 23 TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA Rayanne Galdino Guimarães Waleska Karla Ramos de Macêdo Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia Silvana Queiroga da Costa Carvalho No que compete ao exercício da monitoria, ressalta-se a importância desta como uma ferramenta de ensino-aprendizagem imprescindível para os discentes, posto que promove uma compreensão meticulosa acerca do conhecimento teórico. Além disso, desenvolve práticas que auxiliam os alunos beneficiados e fomentam a formação universitária, tendo em vista a aproximação na docência e pesquisa. O presente trabalho objetiva relatar os benefícios da monitoria no projeto de extensão “Treinamento de Habilidades Sociais em estudantes de Psicologia de uma instituição de Ensino Superior”, que tem o intuito de proporcionar aos estudantes universitários o conhecimento e aprimoramento das habilidades sociais como forma de auxiliá-los na vida acadêmica e profissional. Assim, apresenta-se este relato de experiência a partir das práticas da monitoria do referido projeto. A monitoria foi oferecida aos participantes do projeto, cujos períodos variavam do 2º ao 9º período do curso de Psicologia de uma instituição de ensino superior de João Pessoa, durante o semestre 2019.1, sua finalidade foi a observação do grupo, a partir de onde eram realizadas anotações para a construção de relatórios sobre as reuniões – temas discutidos, descrição de técnicas de dinâmicas de grupos utilizadas, interação grupal, etc. Quando necessário, também tirava-se dúvidas dos alunos sobre os conteúdos ministrados nos encontros e se entregava materias para auxiliar nos estudos. Como material de apoio, foram utilizados folders disponibilizados pelas professoras orientadoras e livros acessíveis na biblioteca da instituição. Além das atividades citadas, as discentes também acompanhavam as professoras orientadoras nos encontros, registravam a frequência dos alunos, bem como, quando solicitado, assessoravam a realização de técnicas de dinâmica de grupo e explicação de determinadas temáticas. Diante do exposto, foi possível observar que, para as monitoras, houve um maior aprofundamento sobre os conteúdos ministrados no projeto, estimulando o interesse pelas áreas de pesquisa e docência. Pode-se concluir que os alunos da instituição também foram favorecidos pelo projeto, visto que este promoveu a compreensão sobre as Habilidades Sociais e sua relevância - tanto nas relações interpessoais quanto no contexto acadêmico e laboral. Com o aparato das Habilidades Sociais, ressalta-se que os universitários poderão desfrutar de relações sociais mais satisfatórias e, assim, obter qualidade de vida e bem-estar psicossocial. Palavras-chave: Monitoria. Projeto de Extensão. Habilidades Sociais. 24 O PAPEL DA ESCUTA NO PROCESSO DE RESSOCIALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE INFRATOR: RELATO DE EXPERIÊNCIA Waleska Karla Ramos de Macêdo Maria Jozina Ferreira A extensão acadêmica surge como uma base para o estudante universitário experienciar, na prática, os conteúdos ancorados durante a graduação, fomentando a sua escolha profissional, bem como estimulando a produção do conhecimento. Em tal perspectiva, a extensão “Serviço de escuta ao adolescente infrator numa visão fenomenológicaexistencial”, que tem o intuito de facilitar mudanças que auxiliem o adolescente em conflito com a lei no processo de ressocialização, possui um cunho social, no sentido de construir um pensamento crítico e humanizado em estudantes de Psicologia acerca da referida temática. O objetivo deste trabalho é, portanto, relatar a experiência de escuta com adolescentes em conflito com a lei em um Centro Socioeducativo. Como método de intervenção, destacam-se as escutas individuais, fundamentadas na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), que tem como príncipios básicos a congruência, a empatia e a aceitação incondicional; e também as escutas grupais, onde trabalhase temas como perdão, amor, família, etc. As escutas individuais ocorrem uma vez por semana, com duração de 30 minutos, no Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE), enquanto as escutas em grupo acontecem duas vezes por semana, e ambas visam levar o adolescente a refletir acerca do ato infracional e, consequentemente, sobre seus projetos de vida. Tal prática profissional tem gerado resultados significativos, posto que é possível observar que tanto a escuta quanto a intervenção grupal, tem contribuído para promover novas perspectivas de vida para os adolescentes privados de liberdade, que, inseridos em um ambiente livre de julgamentos, sentem-se à vontade para experienciar sua subjetividade. Sendo assim, é imprescindível evidenciar a relevância social e profissional do projeto: além de desmistificar estereótipos em relação ao adolescente em conflito com a lei, este tem auxiliado a prática do alunos extensionistas do curso de psicologia, desenvolvendo as competências necessárias para um exercício profissional pautado em ética e empatia. Ademais, a experiência prática no campo da socioeducação reforça a responsabilidade que a psicologia possui para com situações de vulnerabilidade e exclusão social. Palavras-chave: Extensão acadêmica. Adolescentes. Escuta. 25 O PAPEL DOS PROCESSOS GRUPAIS NA RESSOCIALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A LEI: RELATO DE EXPERIÊNCIA Renata de Almeida Maia Pereira Bianca Cristinne Rodrigues Vieira Lopes Paula Denize Gomes de Lira Paloma Barbosa da Silva Maria Jozina Ferreira A extensão acadêmica “Serviço de escuta ao adolescente infrator numa visão fenomenológica-existencial” tem trabalhado no âmbito da ressocialização onde localizado no Centro Socioeducativo Edson Mota, busca a promoção de mudanças e facilitação do vivenciado pelos adolescentes no convívio de privação de liberdade. Para tanto, o objetivo do mesmo é relatar o experienciado por alunos que participaram da extensão apresentada. Desse modo, o método de intervenção utilizado tem por alicerce tanto o grupo operativo de Pichon Rivière, quanto a Abordagem Centrada na Pessoa, alternando da forma que melhor se adeque aos grupos participantes, onde alguns temas são trabalhados (sentido de vida, perspectiva de futuro), normalmente referentes as emoções e a forma como os adolescentes lidam com elas. Além dos grupos operativos, são realizadas atividades em que os meninos produzem os materiais utilizados em suas próprias confraternizações. Os grupos acontecem duas vezes na semana, nas terças e quintas das 08 ás 12 hrs, contando com uma média de 7 extensionistas por dia. Os resultados obtidos nessa prática, podem ser observados e comprovados através das próprias falas dos adolescentes, visto que os mesmos relatam que no momento em que ocorre a intervenção grupal, eles se sentem realmente ouvidos e importantes no processo, conseguindo mostrar sua subjetividade sem receio de ser julgado e além disso consegue enxergar uma perspectiva fora da realidade da privação de liberdade. Com isso, é vista a relevância do profissional de psicologia nesse cenário, assim sendo importante que o estudante também possa vivenciar essa realidade, como meio de aprendizado não só no âmbito profissional como também em sociedade enquanto indivíduo. As ações extensionistas, por fim, avigoram a prática psicológica com os indivíduos considerados marginalizados socialmente, visando assim diminuir as práticas excludentes contra esses grupos, tanto quanto contribuir no processo de ressocialização. Palavras-chave: Extensão acadêmica. Adolescentes. Ressocialização. 32 prestativas e altruísticas, enquanto os homens apresentam mais características de cinismo, não cooperativos e irritabilidade. Já o Neuroticismo, o escore médio foi de 126,33 para o feminino, enquanto os homens apresentaram um escore de 84,74. Este resultado indica que as mulheres tendem a maiores níveis de instabilidade emocional, assim como são mais propensas a sofrimentos psicológicos, respostas de coping ou estratégias cognitivas e comportamentais não adaptativas para lidar com situações de conflito; em contrapartida os homens apresentam mais equilíbrio emocional. Não foi verificado diferença significativa para as demais características (abertura, consciensiosidade e extroversão). Finalmente, para verificar se há relação entre os construtos, procedeu-se com a análise de Spearman. Os dados podem ser visualizados na Tabela 1. Tabela 1 – Correlação Personalidade e Habilidades Sociais Abertura Conscienciosidade Extroversão Amabilidade Neuroticismo Comportamentos Assertivos - 0,03 0,19** 0,20** -0,19** -0,05 Iniciação deinterações sociais 0,11 0,26** 0,65** 0,05 -0,29** Falar em público 0,15* 0,21** 0,47** -0,02 -0,28** Lidar com Superiores 0,24** 0,27** 0,35** -0,01 -0,15* Defesa Direito do Consumidor 0,07 0,16* 0,19** -0,18** -0,01 Expressão de Sentimentos Negativos 0,15* 0,12 0,37** -0,25** 0,01 Expressão dos sentimentos Positivos a pessoas Atraentes 0,10 0,26** 0,41** 0,05 -0,24** Expressão de desagrado a Familiares 0,17* 0,08 0,18** -0,11 0,11 Desacordo por pessoas atraentes e Parceiros 0,12 0,09 0,20** 0,06 -0,07 Aceitar Elogios 0,17* 0,24** 0,32** -0,04 -0,19** Tomar iniciativa em relação a pessoas atraentes 0,13* 0,09 0,37** -0,11 -0,11 Fazer Elogios 0,26** 0,15* 0,40** 0,13 -0,08 Nota: *p<0,05 **p<0,01. Fonte: Dados próprios, 2018. Pode-se observar, de acordo com a Tabela 1, que houveram correlações significativas, positivas e fracas para o fator da Abertura com os fatores Falar em público (= 0,15; p<0,05); Lidar com Superiores (= 0,247; p<0,01); Expressão de sentimentos negativos (= 0,15; p<0,05); Aceitar elogios (= 0,176; p<0,05); Tomar iniciativa em relação a pessoas atraentes (=0,139; p<0,05) e Fazer elogios (= 0,264; p<0,01). Assim, quanto maior o nível de abertura maiores serão a presença das habilidades sociais referidas. O fator da consciensiosidade obteve correlações significativas, positivas e fracas com os fatores Comportamentos Assertivos (=0,199; p<0,01); Iniciação de interações sociais (=0,266; p<0,01); Falar em público (=0,218; p<0,01); Lidar com Superiores (=0,273; p<0,01); Defesa do Direito do Consumidor (=0,167; p<0,05); Expressão dos sentimentos positivos a pessoas atraentes (=0,268; p<0,01); Aceitar elogios (=0,245; p<0,01) e Fazer 33 elogios (=0,153; p<0,05). Isso significa que quanto maior o nível de consciensiosidade da amostra maiores serão os níveis de tais fatores sociais. A extroversão se correlacionou significativamente, de forma positiva com todos os fatores sendo para os Comportamentos Assertivos uma correlação fraca (=0,206; p<0,01); Lidar com superiores (=0,351; p<0,01); Defesa do direito do consumidor (=0,193; p<0,01); Expressão dos sentimentos negativos (=0,371; p<0,01); Desacordo por pessoas atraentes e parceiros (=0,204; p<0,01); Aceitar elogios (=0,329; p<0,01); Tomar iniciativa em relação a pessoas atraentes (=0,374; p<0,01); correlação mediana com Iniciação de interações sociais (=0,650; p<0,01); Falar em público (=0,473; p<0,01); Expressão dos sentimentos positivos a pessoas atraentes (=0,412; p<0,01) e Fazer elogios (=0,402; p<0,01). Entende-se que quanto maior a extroversão maiores serão as frequências dos comportamentos socialmente competentes elencados. De outro modo, também houveram correlações significativas, negativas e fracas para o traço de amabilidade com Comportamentos Assertivos ( = -0,198; p<0,01); Defesa do direito do consumidor ( = -0,188; p<0,01) e Expressão de sentimentos negativos ( = -0,252; p<0,01). Ademais, o fator neuroticismo também se correlacionou negativamente com Iniciação de interações sociais (= -0,293; p<0,01); Falar em público ( = -0,284; p<0,01); Lidar com superiores ( = -0,157; p<0,05); Expressão dos sentimentos positivos a pessoas atraentes (= -0,242; p<0,01) e Aceitar elogios ( = -0,199; p<0,01). DISCUSSÕES Em virtude das correlações obtidas para o fator da Abertura, comparando ao estudo de Del Prette e Del Prette (2001) o fator de Enfrentamento e autoafirmação com risco também envolve habilidades como apresentar-se a desconhecidos, lidar com críticas injustas, falar em público, bem como devolver mercadoria defeituosa. O estudo de Bueno e Oliveira (2001) também mostrou que as pessoas com habilidades de enfrentamento às situações com risco de reação indesejável pelo interlocutor, se descreveram como mais extrovertidas e abertas a novas experiências. Nesse contexto, nota-se uma união entre facilidade/desejo de exposição (extroversão) com a confiança necessária para readaptação e comportamentos exploratórios (abertura para novas experiências). A Conscienciosidade, por sua vez, concordou com os comportamentos sociais correlacionados, visto que é caraterizada pela realização, no sentido em que estas dimensões são caraterizadas pela capacidade dos indivíduos demonstrarem obediência para cumprir as normas sociais, caraterizando-se como pessoas decididas, perseverantes, curiosas e muito criativas (CANGUSSÚ; FERREIRA, 2015; apud PEIXOTO, 2017). Como citado por Cangassú e Ferreira (2015), a amabilidade é caraterística dos indivíduos mais altruístas e sensíveis e que apresentam maior preocupação com 34 os outros. Assim, apresentou correlações negativas, significando que os indivíduos são guiados em suas ações por seus sentimentos, o que desfavorece a expressão dos comportamentos assertivos, bem como para defesa do direito do consumidor e expressão dos sentimentos negativos de modo adequado. Além disso, o Neuroticismo indicou por meio das correlações negativas o fato de que pessoas com altos níveis nesse fator tendem a circunstâncias de dificuldades interpessoais para experimentar e lidar com sentimentos de medo, raiva, tristeza e embaraço. De acordo com Peixoto (2017), tais pessoas sentem-se incapazes de lidar com situações de stress, que exigem habilidades como as relacionadas de forma negativa, que caraterizam indivíduos menos estáveis, sem equilíbrio emocional e desconfiantes. CONCLUSÃO Pode-se dizer, portanto, que traços de personalidade podem influir na expressão das habilidades sociais dos universitários, visto que estudantes mais abertos à novas experiências, conscienciosos e extrovertidos se mostram mais habilidosos socialmente na maioria das situações. A amostra de universitários apresentou níveis de personalidade equivalentes, porém os âmbitos da amabilidade e neuroticismo representa pessoas com dificuldades para socialização, generosidade, empatia e sentimentos sinceros em suas relações. Desse modo, ressalta-se a importância de mais estudos acerca do tema, refletindo novas formas de intervenção na temática, já que as gratificações e frustrações que a pessoa recebe no contato com as demais podem afetar a organização da sua personalidade e vice-versa. É imprescindível lembrar que os dados em questão ao serem comparados com a literatura já existente, podem ser considerados como evidências de validade para os instrumentos utilizados, abrindo espaço para melhores adaptações e revisões. REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ,4th ed., rev. Washington, DC: APA, 2000. BUENO, J. M. H.; OLIVEIRA, S. M. S. S.; OLIVEIRA, J. C. S. Um estudo correlacional entre habilidades sociais e traços de personalidade com universitários. Disponível em: http:// www.scielo.br/scielo.php?pid=S141382712001000100005&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 30 set. 2017. 35 CANGUSSÚ, M.; FERREIRA, M. Habilidades Sociais e Personalidade. Aspectos correlacionais que influenciam no comportamento de risco social dos adolescentes. Revista Iniciação Científica, Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, v. 16, pp. 130-134, 2016. DEL PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A. Habilidades sociais e educação: Pesquisa e atuação em psicologia escolar/ educacional. Em Z. A. P. Del Prette (Org.), Psicologia escolar e educacional: Saúde e qualidade de vida (pp. 113-141). Campinas, SP: Alínea, 2001. DEL PRETTE, A.; DEL PRETTE, Z. A. P.; BARRETO, M. C. M. Habilidades sociales en la formación del psicólogo: Análisis de un programa de intervención. Psicología Conductual, Espanha, v.7, pp. 27-47, 1999. PEIXOTO, A. C. S. Habilidades Sociais de Estudantes Universitários: Caracterização e Correlatos Sociodemográficos e de Personalidade. 2017. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Fernando Pessoa, Porto. 36 EIXO TEMÁTICO 3 Psicologia, processos clínicos de prevenção e promoção da saúde 37 O PAPEL DA ESCUTA NA CLÍNICA DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Gabriela Cabral Vieira Aluízio Lopes de Brito O Estágio Supervisionado permeia a formação como uma porta de entrada para a Psicologia em sua prática no processo de escuta e na clínica humanista, pela construção da relação entre o psicoterapeuta e cliente, enxergando-o como um ser de movimento, portanto, de atualização e potencialidade. Assim sendo, o Estágio Supervisionado “Clínica de prevenção ao suicídio” tem por objetivo desenvolver o acolhimento, atrelado à escuta psicológica, frente à prevenção ao suicídio, enxergando o homem além de um sintoma e/ou patologia apresentada, através de uma escuta fenomenológica. As sessões de escuta ocorreram na Clínica Escola de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), com tempo médio de 40 minutos, a partir dos princípios da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), como: aceitação incondicional, empatia, congruência e autenticidade. Os serviços de escuta e psicoterapia tem contribuído significativamente para a acessibilidade da população à psicoterapia, abrindo portas para que, aos poucos, venha sendo construída uma Psicologia sem amarras, para todos. Desse modo, torna-se relevante enxergar a importância do trabalho desenvolvido numa atuação embasada pela congruência e ética. A escuta terapêutica, enquanto parte do processo de prevenção ao suicídio, tem se demonstrado de suma importância desde o acolhimento da pessoa, até o livre expressar da dor, através da compreensão empática e liberdade experiencial, corroborando com a validez do falar sobre aquilo que se sente, especialmente a partir de uma escuta qualificada. Palavras-chave: Estágio Supervisionado. Escuta psicológica. Suicídio. 38 CORRELAÇÃO ENTRE AUTOESTIMA E OS NÍVEIS DE CIÚME DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS Júlia Mariana Meira Angelo Marianny de Fátima de Oliveira Ramalho Nathália Araújo Souza Tavares Thacylla Maria de Lima Bezerra Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia Esta pesquisa teve como objetivo analisar a correlação entre autoestima e os níveis de ciúmes de estudantes universitários. Para alcançar tal resultado, foi realizada uma pesquisa de campo, descritiva, com delineamento correlacional e de natureza quantitativa. Participaram 135 estudantes, selecionados por meio da técnica não probabilística acidental, matriculados nos cursos de Administração, Engenharia e Fisioterapia de uma instituição ensino superior privada da cidade de João Pessoa-PB. Foram utilizados três instrumentos: Escala de Ciúme Romântico, Escala de Autoestima e questionário sociodemográfico. Os dados coletados coletivamente em sala de aula, atendendo aos aspectos éticos da Resolução nº 466/12. Os resultados foram analisados utilizando a estatística descritiva e inferencial, processadas por meio do pacote estatístico SPSS versão 20.0. De acordo com o perfil sociodemográfico, predominou os estudantes dos cursos de Administração (37%), homens (57%), solteiros (46,7%), católicos (54,8%) e a com renda familiar entre 1 a 3 salários mínimos (49,6%). Constatou-se que a correlação entre a autoestima e o ciúme não foi significativa (p>0,05), rejeitandose a hipótese central. A partir do teste t de Student, foram realizadas comparações dos níveis dessas variáveis entre homens e mulheres. Quanto à autoestima, o grupo de mulheres apresentou nível equiparado aos homens (p>0,05). Porém, com relação aos níveis de ciúmes, as mulheres apresentaram níveis significativamente [t(131)=2,094; p<0,05] maiores do que os homens, concluindo-se que as mulheres são mais ciumentas. Os resultados apontam que, mesmo com níveis elevados de autoestima, que apontam segurança sobre si mesmo, os indivíduos não tem segurança sobre o outro, não conseguindo evitar o medo da perda conjugal. Ou seja, ter a autoestima elevada não garante a ausência de ciúmes. O fato das mulheres demonstrarem significativamente maior insegurança ciúmes que os homens, mesmo tendo níveis de autoestima equivalentes corrobora a ausência de correlação entre as variáveis estudas. Apesar das limitações, referentes a especificidade da amostra, este estudo contribui para desmistificar o pressuposto de que pessoas com maior autoestima possuem menores níveis de ciúme. Palavras Chave: Autoestima. Ciúme. Universitários. 39 AS EMOÇÕES NA INFÂNCIA: UMA ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE ADULTOS Camila Lucena dos Santos Alberto Magno Carvalho Júnior Valeska Layrane Almeida Luciane Lira da Cruz As emoções não são um privilégio do ser humano uma vez que facilmente são reconhecidas em diversos animais. Deste modo, existe uma sinuosa linha divisória entre aqueles que sentem as emoções e os que não só se permitem sentir como também distinguir e reconhecer seus estímulos afim de regulá-las possibilitando um crescimento emocional e intelectual – Inteligência emocional. Em vista do exposto, para que haja um desenvolvimento emocional sadio na infância é preciso que o público adulto saiba lidar e mediar situações adversas no cotidiano desses. Por tal razão esse trabalho teve como objetivo principal investigar como os adultos compreendem as emoções na infância. A metodologia utilizada foi uma pesquisa de campo de caráter descritivo de natureza qualitativa e a técnica para coleta dos dados foi não probabilística por conveniência, utilizando como instrumento de coleta um questionário com 10 perguntas sobre a temática. Participaram do estudo 20 pessoas, sendo 10 profissionais de diversas áreas de atuação e 10 familiares, os profissionais foram entrevistados no seu ambiente de trabalho e os familiares em suas respectivas residências. Com relação ao processamento dos dados utilizou-se a técnica de análise de conteúdo. É válido ressaltar que o estudo realizado seguiu as normas éticas de pesquisa que envolvem seres humanos. Os resultados obtidos apontaram que, boa parte dos familiares (30%) afirmou que crianças não compreendem as emoções infantis, e a maior parcela dos profissionais (50%) afirmou que a compreensão é mais clara através das manifestações corporais , ainda quando questionados sobre o entendimento das emoções de forma mais categórica, grande porcentagem (Profissionais-60% , Cuidadores-89%) mostrase perdida quanto ao entendimento do tema .Por fim, ao fazer a análise final do material coletado ficou claro que os adultos, sejam familiares ou profissionais, possuem pouco conhecimento sobre as emoções, o que interfere negativamente no momento de mediação dos comportamentos e emoções no âmbito infantil. Portanto, é necessário que esses tenham um maior conhecimento sobre a temática para assim auxiliar as crianças no desenvolvimento da inteligência emocional desde cedo. Palavras chave: Emoções. Inteligência emocional. Infância. Percepção adulta 40 O TRANSTORNO DO APEGO REATIVO DA INFÂNCIA: REVISÃO INTEGRATIVA Daniela Georgia Bezerra da Silva Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia O Transtorno de Apego Reativo (TAR) é caracterizado como o desenvolvimento infantil afetado, perturbado e incomum, desajuste psíquico, desenvolvido na infância e se dá a partir de quando um bebê é ignorado, mau tratado ou negligenciado por seus pais ou responsáveis. Faz-se necessário que se tome medidas protetivas para salvaguardar os direitos fundamentais da criança, prevenindo que esta não se torne adulto desprovido de sentimentos. Uma dessas medidas é o acolhimento precoce, onde depara-se com questão da reabilitação do vínculo, do apego. Acredita-se que, com tratamento eficaz essas crianças sejam reabilitadas e vivam bem ajustadas no seio de suas novas famílias. Este estudo tem por objetivo apresentar os aspectos relevantes no processo de diagnóstico do TAR. O método foi a revisão integrativa, com coleta de dados realizada a partir de fontes secundárias, realizou-se uma busca nas bases de dados, utilizou-se como descritores: “Apego”, “Transtorno do Apego Reativo da Infância”, “Instrumentos validados para diagnóstico TAR no Brasil”, e suas combinações nas línguas portuguesa e inglesa. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados e indexados nos referidos bancos de dados nos últimos dez anos em português e inglês. A amostra foi constituída por três artigos científicos encontrados na busca. O primeiro aborda uma relação entre temperamento e desenvolvimento. Na categoria temperamento e afetividade identificou-se que, para fins diagnósticos, foi encontrado o medo relacionado ao apego inseguro no primeiro ano de vida. O segundo artigo apresenta os instrumentos validados no Brasil, sendo estes a Avaliação do vínculo entre mãe e bebê e o método de observação. O terceiro artigo trata do acolhimento precoce e apresenta a aplicação dos instrumentos, através do estudo caso de três crianças acolhidas. Observou-se o comportamento das crianças apresentando padrão com certa inatividade em resposta aos cuidadores. Vale alertar para formas de trabalhar o vínculo no meio institucional e na construção de um novo modelo de apego. Conclui-se que este estudo contribuiu para identificar as abordagens metodológicas adotadas pelas pesquisas sobre o diagnóstico do TAR. Ressalta-se a escassez de estudos e recomenda-se a ampliação de investigações sobre o tema, tanto no que diz respeito ao diagnóstico como a prevenção e tratamento do transtorno. Palavras-chave: Transtorno do Apego Reativo da Infância. Desenvolvimento Infantil. Saúde Mental. 41 BEM ESTAR SUBJETIVO E AUTOCOMPAIXÃO EM JOVENS UNIVERSITÁRIOS Fabriny Marinho Véras Mascena1 Gabriela da Costa Aragão1 Gabriela Lorena Pereira dos Santos1 Izabel Verônica Gomes Marques1 Charlene Nayana Nunes Alves Gouveia2 Com o grande crescimento da população de universitários, cresce também as demandas como a maior heterogeneidade no que se refere às características dos estudantes, como classe social, gênero, idade, situação de trabalho, objetivos e expectativas, como também pelas necessidades acadêmicas e psicológicas dos estudantes. Este estudo tem como objetivo principal investigar a relação entre autocompaixão e bem-estar subjetivo em jovens universitários. O bem-estar subjetivo está relacionado à avaliação cognitiva que as pessoas fazem sobre as suas vidas e às experiências emocionais de afetos positivos e negativos que vivenciam no cotidiano. Ser autocompassivo implica uma aceitação do sofrimento como experiência que faz parte do repertório da condição humana. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de campo com 213 universitários, selecionadas por meio da técnica não probabilística por conveniência, estudantes dos cursos de Psicologia, Direito, Engenharia e Fonoaudiologia, com idades a partir de 18 anos. Foram utilizados três instrumentos: um questionário sociodemográfico, a Escala de Bem-Estar Subjetivo (SWBS) e a Escala de Autocompaixão. A coleta foi realizada em uma instituição privada localizada em João Pessoa-PB, respeitando-se os aspectos éticos pertinentes. Os dados foram analisados usando estatística inferencial. A média geral de Autocompaixão foi de 3,0 e de Bem Estar Subjetivo de 3,2. O curso que possuiu maiores índices foi Direito [BES (M = 3,4) Autocompaixão (M = 3,2)] e o curso com menores índices foi Psicologia [BES (M = 3,0) Autocompaixão (M = 3,0)]. Concluindo que a prática da autocompaixão influencia de forma positiva no bem estar dos universitários, com isso, estudantes que são autocompassivos possui um estilo de vida melhor, e um índice elevado de bem estar. Palavras-chave: Aceitação. Felicidade. Estudantes.