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IMPACTS OF FOOD ON CHILDREN'S HEALTH DURING THE FOOD INTRODUCTION PHASE

Mendes, Marianna; Araújo, Tamires; Lopes, Tássia

Abstract

The introduction of solid foods is a crucial period for developing habits that prevent iron deficiency anemia, vitamin A deficiency, and excess weight. This study evaluated the impacts of dietary practices during the introduction of solid foods on the physical, cognitive, and emotional development of children through an integrative review in PubMed (January 2024–May 2025), including 17 studies. Appropriate practices such as exclusive breastfeeding for up to 6 months and gradual introduction of a variety of foods were associated with better growth and development. On the other hand, early consumption of ultra-processed foods and low iron intake are associated with nutritional risks. The conclusion is that the quality of solid foods is fundamental to child health, requiring appropriate guidance for parents and caregivers.

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__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 964 (Ciências Biológicas e da Saúde) IMPACTOS DA ALIMENTAÇÃO NA SAÚDE DA CRIANÇA NA FASE DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR. IMPACTS OF FOOD ON CHILDREN’S HEALTH DURING THE FOOD INTRODUCTION PHASE. Marianna de Oliveira Rodrigues Mendes, Tamires dos Santos Araújo, Tássia do Vale Cardoso Lopes Universidade Católica de Santos, Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Saúde, Curso de Nutrição E-mail para contato: [email protected] RESUMO – A introdução alimentar é um período crucial para a formação de hábitos que previnem anemia ferropriva, hipovitaminose A e excesso de peso. Este estudo avaliou os impactos das práticas alimentares na introdução alimentar sobre o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional de crianças por revisão integrativa na PubMed (jan/2024 – mai/2025) incluindo 17 estudos analisados. Práticas adequadas como amamentação exclusiva até 6 meses e oferta gradual de alimentos variados associaram-se a melhor crescimento e desenvolvimento. Por outro lado, o consumo precoce de ultraprocessados e baixa oferta de ferro estão relacionados aos riscos nutricionais. Conclui-se que a qualidade da introdução alimentar é fundamental para a saúde infantil, exigindo orientação adequada aos pais e cuidadores. Palavras-chave: Comportamento alimentar; Nutrição da criança; Desenvolvimento infantil; Obesidade; Insegurança alimentar. ABSTRACT – The introduction of solid foods is a crucial period for developing habits that prevent iron deficiency anemia, vitamin A deficiency, and excess weight. This study evaluated the impacts of dietary practices during the introduction of solid foods on the physical, cognitive, and emotional development of children through an integrative review in PubMed (January 2024–May 2025), including 17 studies. Appropriate practices such as exclusive breastfeeding for up to 6 months and gradual introduction of a variety of foods were associated with better growth and development. On the other hand, early consumption of ultra-processed foods and low iron intake are associated with nutritional risks. The conclusion is that the quality of solid foods is fundamental to child health, requiring appropriate guidance for parents and caregivers. Keywords: Eating behavior; Child nutrition; Child development; Obesity; Food insecurity. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 965 (Ciências Biológicas e da Saúde) 1 INTRODUÇÃO A nutrição é fundamental em todas as fases da vida, mas especialmente na infância, período em que os hábitos alimentares moldam a saúde futura. A introdução alimentar (IA) marca a transição do leite materno para alimentos sólidos e semissólidos a partir dos seis meses de idade, respeitando os marcos de desenvolvimento infantil (Brasil, 2019). Esses marcos, segundo o CDC (2024), incluem controle de cabeça e pescoço, capacidade de sentar-se com pouco apoio, redução do reflexo de extrusão e início do movimento de mastigação. Assim, a evolução cognitiva da criança permite progressivamente a oferta de diferentes texturas. De acordo com Dos Santos et al. (2023), a IA ocorre de forma gradual: alimentos amassados aos seis meses, texturas mais firmes entre sete e oito meses, e, dos nove aos onze meses, a possibilidade de consumir a comida da família, com atenção apenas ao tamanho dos pedaços. Embora o aleitamento materno siga sendo recomendado até os dois anos, a introdução de alimentos sólidos garante energia e nutrientes necessários para o crescimento. Contudo, esse processo traz desafios para cuidadores, como recusa alimentar e resistência a novos sabores (Brasil, 2019). Uma alimentação insuficiente ou inadequada durante a IA pode comprometer o desenvolvimento físico e cognitivo e aumentar o risco de doenças futuras (Koletzko et al., 2019; Dos Santos et al., 2023). No Brasil, ainda coexistem carências como anemia ferropriva e hipovitaminose A (SBP, 2021), ao mesmo tempo em que cresce a prevalência de doenças crônicas relacionadas ao excesso de nutrientes, incluindo obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2 (Santos et al., 2020). Isso reforça a necessidade de uma introdução alimentar planejada para reduzir riscos de deficiências e de sobrepeso. A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum, ocorrendo quando a ingestão de ferro não supre necessidades em fases de crescimento acelerado, como a infância (Chaparro et al., 2019). Essencial para funções neurológicas, imunológicas e produção de hemoglobina, sua deficiência causa cansaço, palidez e atraso no desenvolvimento. No Brasil, a prevalência em crianças menores de sete anos é de 33% (SBP, 2021), sendo prevenível com carnes, ovos, peixes e suplementação profilática de ferro em lactentes (Brasil, 2022). A hipovitaminose A, frequente em países em desenvolvimento, compromete crescimento, imunidade e visão, podendo levar à cegueira noturna e maior mortalidade infantil (Hodge et al., 2023). Fontes incluem fígado, leite, ovos, peixes e vegetais ricos em betacaroteno. A prevenção envolve __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 966 (Ciências Biológicas e da Saúde) educação alimentar e suplementação em menores de cinco anos (Stevans et al., 2015; Miranda et al., 2023). O excesso de peso infantil está relacionado à antecipação da IA e ao consumo precoce de alimentos ultraprocessados (SBP, 2023). Crianças amamentadas por mais tempo apresentam menor ingestão desses alimentos e maior proteção contra obesidade (Marçal et al., 2020). A obesidade precoce aumenta risco de resistência insulínica e diabetes tipo 2, reforçando a importância de escolhas alimentares adequadas nos primeiros anos de vida (Monteiro et al., 2019; Costa et al., 2022; Salama et al., 2024). Portanto, a introdução alimentar adequada é crucial para prevenir deficiências nutricionais e excesso de peso. Orientações corretas aos cuidadores favorecem crescimento, desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. O objetivo deste estudo é avaliar os impactos de práticas alimentares na introdução alimentar no desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças por meio de uma revisão integrativa. 2 MATERIAIS E MÉTODOS O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica integrativa sobre os impactos de uma alimentação insuficiente durante a introdução alimentar, entre 6 meses e 1 ano de idade. Foram selecionados artigos científicos publicados entre janeiro de 2024 e maio de 2025, em inglês, na base PubMed. As palavras-chave utilizadas foram “introdução ao sólido” e “alimentação complementar”, combinadas com AND. Inicialmente, títulos e resumos foram avaliados quanto à pertinência ao tema (1ª etapa). Em seguida, os artigos elegíveis foram lidos na íntegra para confirmar sua adequação aos objetivos do estudo (2ª etapa). Os dados extraídos foram organizados em planilha Excel, incluindo informações sobre amostra, metodologia, resultados, conclusões e limitações, permitindo comparação sistemática (3ª etapa). Foram excluídos artigos de revisão, estudos em animais, trabalhos que não abordassem diretamente o impacto da introdução alimentar na saúde infantil e publicações em anais de eventos. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 967 (Ciências Biológicas e da Saúde) 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO A revisão integrativa identificou 561 estudos, dos quais 544 foram excluídos, resultando em 17 artigos publicados entre janeiro de 2024 e maio de 2025, conduzidos em diversos países e investigando diferentes aspectos da introdução alimentar e seus impactos no crescimento, desenvolvimento e saúde infantil. Os desenhos metodológicos incluíram ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais e análises secundárias, com amostras de lactentes a termo, prematuros, bebês de baixo peso e crianças até idade pré-escolar. As populações variaram de grupos específicos, como 6 lactentes com fibrose cística na Espanha (Asensio-Grau et al., 2024), a coortes robustas na Nova Zelândia (McLean et al., 2024; 625 pares mãe-filho) e Vietnã (Tran et al., 2024; 885 pares). Tanjung et al. (2024), na Indonésia, analisaram 180 mães de lactentes de 6 a 23 meses, mostrando que maior conhecimento materno sobre alimentação complementar se associa a melhor estado nutricional infantil, evidenciando a importância da educação alimentar em países de baixa e média renda. As metodologias de análise do consumo alimentar incluíram recordatórios de 24h, questionários de frequência alimentar, diários alimentares de 3 a 7 dias, entrevistas estruturadas e observações domiciliares, com ferramentas específicas como Food Works 10 (Nova Zelândia), esquema de codificação de refeições (Reino Unido) e classificação NOVA (Brasil). Fatores socioeconômicos foram avaliados via questionários sobre escolaridade materna, renda e condições de moradia, comumente associados ao padrão de introdução alimentar e crescimento infantil. Khokhar et al. (2024) investigaram no Sul da Ásia e Austrália a alimentação complementar responsiva e o efeito da exposição precoce a ultraprocessados sobre o comportamento alimentar, enquanto Nakiranda et al. (2024), na África do Sul, analisaram a diversidade alimentar, práticas parentais e estado nutricional, reforçando a influência de fatores socioeconômicos e contextuais na introdução alimentar e desenvolvimento infantil. Na Áustria, Gsoellpointner et al. (2024) analisaram crianças prematuras e não encontraram efeito significativo da introdução alimentar no desenvolvimento cognitivo global. Por outro lado, Thanhaeuser et al. (2024), na Áustria, avaliaram o impacto da idade de introdução alimentar no crescimento de prematuros de muito baixo peso ao nascer. Na Holanda, Vissers et al. (2025) estudaram os efeitos da idade de introdução alimentar no crescimento e __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 968 (Ciências Biológicas e da Saúde) risco de sobrepeso. No Brasil, Baratto et al. (2025) acompanharam lactentes cujas mães participaram de intervenção de aconselhamento alimentar. Na Colômbia, Vega e Fewtrell (2024) analisaram o efeito de práticas alimentares orientadas por diretrizes recentes em crianças acompanhadas até a infância. Já na África do Sul, Mbhenyane et al. (2024) avaliaram a diversidade alimentar no estado nutricional de crianças pequenas, enquanto na Etiópia, Alemu et al. (2024) investigaram fatores associados ao início oportuno da alimentação complementar. Em relação ao desenvolvimento, Tran et al. (2024) estudaram crianças no Vietnã analisando como diferentes práticas alimentares influenciam seu desempenho cognitivo e motor. Farrow et al. (2025), em uma colaboração entre o Reino Unido, a Itália e os Estados Unidos, analisaram a associação entre a autoalimentação e o desenvolvimento da linguagem. Em países de baixa renda como Congo, Guatemala e Zâmbia, Chiwila et al. (2024) investigaram o consumo de ultraprocessados e sua associação com crescimento e neurodesenvolvimento. No Brasil, Pires et al. (2024) avaliaram recém-nascidos pré-termo, enquanto McLean et al. (2024), na Nova Zelândia, (625 pares, com 364 analisados para ferro) exploraram práticas alimentares como o método BLW em relação a ferro e desenvolvimento infantil. O estudo realizado na Zâmbia foi o único que avaliou tanto critérios antropométricos quanto de neurodesenvolvimento (Escala Bayley de desenvolvimento infantil). Dessa forma percebe-se que os estudos abrangeram distintos contextos sociais, econômicos e culturais, com amostras variadas em idade, condição de nascimento e desfechos, o que deve ser considerado na comparação dos resultados. No que se refere ao impacto dos fatores relacionados à introdução alimentar no desenvolvimento infantil, na Espanha, Asensio-Grau et al., (2024), a introdução alimentar em crianças com fibrose cística (6 lactentes) modifica a microbiota fecal de forma individualizada, nesse sentido a transição para alimentação complementar induziu mudanças variáveis na microbiota resultando em um aumento de diversidade microbiana em alguns casos, ressaltando a importância da variação interindividual. Na Áustria Gsoellpointner et al., (2024) analisaram crianças prematuras e não encontraram efeito significativo da introdução alimentar no desenvolvimento cognitivo global, embora tenham destacado a importância de garantir aporte adequado de ácidos graxos poliinsaturados nesse período crítico. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 969 (Ciências Biológicas e da Saúde) Em relação ao desenvolvimento cognitivo e emocional, no Vietnã, Tran et al., (2024), 885 pares acompanhados, demonstraram impacto positivo direto: a amamentação exclusiva até 6 meses esteve associada a um QI mais elevado aos 6–7 anos, enquanto a introdução de uma dieta diversificada aos 12 meses favoreceu crescimento e desenvolvimento motor aos 2 anos. Em países desenvolvidos Farrow et al., (2025), no Reino Unido, Itália e Estados Unidos, observaram que a prática de autoalimentação esteve positivamente associada ao desenvolvimento da linguagem, mediada pela qualidade da fala dos cuidadores durante as refeições (r=0,32 a 0,36; p<0,05). Ainda no Reino Unido e na Áustria, Khokhar et al. (2024) observaram que, maior diversidade alimentar no primeiro ano, esteve associada à melhor qualidade da dieta na infância enquanto práticas parentais responsivas como respeitar sinais de fome e saciedade, relacionaram-se à melhor autorregulação alimentar. Em contrapartida, Chiwila et al. (2024) em países de baixa renda (Congo, Guatemala e Zâmbia), identificaram alta prevalência de consumo de ultraprocessados, mas sem associação significativa com déficits de crescimento ou neurodesenvolvimento (p>0,05). No Brasil, Pires et al. (2024) encontraram risco aumentado de atraso comportamental e de desenvolvimento em recém-nascidos pré-termo, especialmente naqueles com introdução alimentar mais precoce ou maior tempo de internação hospitalar. Por fim, McLean et al. (2024), na Nova Zelândia, não observaram associação entre práticas como BLW ou uso de papinhas industrializadas e desfechos relacionados ao estado de ferro ou desenvolvimento, reforçando a ausência de impacto direto em determinados contextos. Os estudos apresentaram objetivos diversos, parte investigou impactos cognitivos e emocionais (Gsoellpointner et al., 2024; Tran et al., 2024; Farrow et al., 2025; Pires et al., 2024; Khokhar et al., 2024; Nakiranda et al., 2024), enquanto outros não encontraram associações significativas (Chiwila et al., 2024; McLean et al., 2024). Tais diferenças refletem variações de contexto, população e desfechos analisados. É importante considerar essas distinções, pois contextos, populações e desfechos distintos podem gerar achados divergentes. Já, em relação ao impacto dos fatores relacionados à introdução alimentar no crescimento e metabolismo infantil, na Áustria Thanhaeuser et al., (2024) verificaram que a idade de introdução de sólidos (precoce <17 semanas vs. tardia ≥17 semanas) não influenciou __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 970 (Ciências Biológicas e da Saúde) peso, comprimento ou perímetro cefálico aos 12 meses de idade corrigida, sugerindo que fatores como tipo de leite e comorbidades tiveram maior impacto. Achado semelhante foi descrito na Holanda por Vissers et al. (2025), em que a introdução aos 12 ou 17 semanas não alterou a prevalência de sobrepeso ou obesidade aos 2 anos de idade. De acordo com isso, o estudo de Tanjung et al. (2024) demonstrou que intervenções de aconselhamento nutricional estruturado, associadas a orientações práticas sobre alimentação complementar, resultaram em melhor ganho ponderal e melhora significativa na composição corporal em lactentes prematuros (p<0.01), em comparado ao grupo que recebeu apenas orientações isoladas. Além disso, observou-se aumento na adesão ao aleitamento materno exclusivo e maior diversidade alimentar após a intervenção destacando a relevância do acompanhamento multiprofissional no crescimento infantil. No Brasil, Baratto et al., (2025) observaram efeitos positivos, acompanharam lactentes em que as mães participaram de uma intervenção de aconselhamento alimentar e apresentaram menor consumo de ultraprocessados e açúcares aos 6 e 12 meses (p=0,018 e p=0,025), repercutindo em perfil antropométrico mais adequado. Na Colômbia, Vega e Fewtrell (2024) encontraram resultado semelhante, com redução de excesso de peso aos 6 anos (13% vs. 18,5%; p=0,001) em crianças que seguiram diretrizes atualizadas de introdução alimentar que incluíam a introdução da alimentação entre 6 e 12 meses com incentivo ao consumo precoce de carne vermelha, maior diversidade alimentar e redução de ultraprocessados. Em contrapartida, na África do Sul, Mbhenyane et al., (2024) identificaram efeitos negativos, com práticas inadequadas e baixa diversidade alimentar associadas a uma maior prevalência de nanismo (20,1%) e obesidade (29%) em crianças de 1 a 3 anos. Já na Etiópia, Alemu et al. (2024) relataram apenas variações na prevalência de início adequado da alimentação complementar, sem impactos diretos nas medidas antropométricas. De forma complementar, Bayih et al. (2024), na Etiópia, observaram que escolaridade materna, renda familiar e residência urbana influenciaram significativamente o início oportuno da alimentação complementar, evidenciando o papel do contexto socioeconômico. A revisão integrativa evidencia que a introdução alimentar (IA) é multifatorial, influenciada por fatores biológicos, socioeconômicos e culturais, afetando crescimento e desenvolvimento infantil. Práticas adequadas, como aleitamento materno exclusivo, __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 971 (Ciências Biológicas e da Saúde) diversidade alimentar e acompanhamento profissional, associam-se a melhores desfechos, enquanto ultraprocessados precoces geram deficiências nutricionais e comprometem o desenvolvimento (Thanhaeuser et al., 2024; Felt et al., 2025; Chaparro et al., 2019). A autoalimentação favorece habilidades comunicativas e sociais, e o aporte de ferro é essencial ao neurodesenvolvimento. Fatores socioeconômicos e conhecimento materno influenciam a qualidade da IA, com menor renda e informação insuficiente associados a práticas inadequadas e piores indicadores nutricionais (Marçal et al., 2020; Tanjung et al., 2024; Wang et al., 2024). No Brasil, o aconselhamento alimentar reduziu o consumo de açúcar e ultraprocessados, prevenindo DCNT e reforçando a educação alimentar (Spaniol et al., 2021; Brasil, 2019). Em prematuros, recomenda-se avaliar a prontidão neurológica antes da introdução de sólidos (CDC, 2024). Baixa diversidade alimentar e ultraprocessados precoces comprometem ferro, zinco e ácidos graxos essenciais, afetando desenvolvimento cognitivo e motor, enquanto práticas adequadas e autonomia alimentar promovem melhores resultados (Thanhaeuser & Haiden, 2024). Apesar das limitações dos estudos, os achados reforçam a importância de estratégias nutricionais que integrem fatores biológicos, sociais e culturais desde a infância. 4 CONCLUSÃO A revisão demonstrou que a introdução alimentar adequada, com aleitamento materno exclusivo até seis meses e oferta diversificada de alimentos, favorece o crescimento e o desenvolvimento infantil, corroborando Koletzko et al. (2019) e Baratto et al. (2025). Em contrapartida, a introdução precoce e o consumo de ultraprocessados associam-se a deficiências nutricionais e maior risco de doenças crônicas, conforme Spaniol et al. (2021) e Mbhenyane et al. (2024). Estudos europeus (Vissers et al., 2025; Gsoellpointner et al., 2024) não observaram impacto da idade de introdução sobre o crescimento, enquanto pesquisas em países de baixa renda (Tanjung et al., 2024; Alemu et al., 2024) destacaram a influência de fatores socioeconômicos e do conhecimento materno. Conclui-se que práticas alimentares orientadas, contextualizadas e sustentadas por políticas públicas são fundamentais para promover saúde, prevenir distúrbios nutricionais e consolidar hábitos saudáveis desde a infância. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 972 (Ciências Biológicas e da Saúde) 5 REFERÊNCIAS ALEMU, YM; Kegne, T; Wassie, GT. Timely initiation of complementary feeding and associated factors among mothers having children aged 6 to 24 months in North-West Ethiopia: a comparative cross-sectional study. BMC Pediatr, 2024. Disponivel em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38961360/. ASENSIO-GRAU, A. et al. The Impact of Complementary Feeding on Fecal Microbiota in Exclusively Breast-Fed Infants with Cystic Fibrosis (A Descriptive Study). Nutrients. 2024. Disponivel em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39683464/. BARATTO, PS. et al. 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