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REAPROVEITAMENTO DE TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: POTENCIAL DE REUSO E RECICLAGEM DE BATERIAS E PAINÉIS FOTOVOLTAICOS PARA UMA ECONOMIA CIRCULAR ENERGÉTICA

Cerna, Fernando Vladimir; Rodrigues Souza, Rubem Cesar

Abstract

A transição energética na Amazônia brasileira demanda soluções sustentáveis que conciliem inclusão social, autonomia operacional e mitigação de impactos ambientais. Este artigo analisa, sob enfoque técnico e estratégico, o potencial de reuso e reciclagem de tecnologias energéticas – com destaque para baterias de íon-lítio e módulos fotovoltaicos – como vetores da economia circular energética na região. A partir de levantamento de dados secundários, estudos de mercado e experiências internacionais, discutem-se oportunidades para integração entre gestão de resíduos, inovação industrial e segurança do abastecimento. Os resultados apontam que o reaproveitamento de baterias em “segunda vida” e a reciclagem avançada de painéis solares representam caminhos viáveis para geração de valor local, redução de passivos ambientais e fortalecimento de cadeias logísticas regionais. Conclui-se que o estabelecimento de políticas públicas voltadas à logística reversa e reindustrialização verde é condição essencial para a sustentabilidade do sistema energético amazônico.

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REVISTA ENERGIA NA AMAZÔNIA ISSN: 3085-6744 v.02, no.02, (2025) DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.17945882 REAPROVEITAMENTO DE TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: POTENCIAL DE REUSO E RECICLAGEM DE BATERIAS E PAINÉIS FOTOVOLTAICOS PARA UMA ECONOMIA CIRCULAR ENERGÉTICA REUSE AND RECYCLING OF ENERGY TECHNOLOGIES IN THE BRAZILIAN AMAZON: POTENTIAL OF BATTERIES AND PHOTOVOLTAIC PANELS FOR AN ENERGY CIRCULAR ECONOMY Fernando Vladimir Cerna1*, Rubem Cesar Rodrigues Souza 2 1Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM, Instituto de Engenharia, Ciência e Tecnologia (IECT), Janaúba/MG, Brasil. E-mail: [email protected] 2Universidade Federal do Amazonas, Núcleo de Inovação, Empreendedorismo e Liderança para a Transição Energética – NIELTE/FT, Manaus/AM, Brasil. E-mail: [email protected] Resumo A transição energética na Amazônia brasileira demanda soluções sustentáveis que conciliem inclusão social, autonomia operacional e mitigação de impactos ambientais. Este artigo analisa, sob enfoque técnico e estratégico, o potencial de reuso e reciclagem de tecnologias energéticas – com destaque para baterias de íon-lítio e módulos fotovoltaicos – como vetores da economia circular energética na região. A partir de levantamento de dados secundários, estudos de mercado e experiências internacionais, discutem-se oportunidades para integração entre gestão de resíduos, inovação industrial e segurança do abastecimento. Os resultados apontam que o reaproveitamento de baterias em “segunda vida” e a reciclagem avançada de painéis solares representam caminhos viáveis para geração de valor local, redução de passivos ambientais e fortalecimento de cadeias logísticas regionais. Conclui-se que o estabelecimento de políticas públicas voltadas à logística reversa e reindustrialização verde é condição essencial para a sustentabilidade do sistema energético amazônico. Palavras-Chave: Economia circular. Amazônia. Baterias. Painéis fotovoltaicos. Transição energética. Abstract The energy transition in the Brazilian Amazon requires sustainable solutions that combine social inclusion, operational autonomy, and environmental impact mitigation. This paper analyzes, from a technical and strategic perspective, the potential of reusing and recycling energy technologies – particularly lithium-ion batteries and photovoltaic modules – as key drivers of an energy circular economy in the region. Based on secondary data, market studies, and international experiences, the paper discusses opportunities for integrating waste management, industrial innovation, and supply security. Results indicate that secondary-life battery applications and advanced solar panel recycling are feasible pathways for local value generation, environmental liability reduction, and regional logistics strengthening. It concludes Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 2 that the implementation of public policies focused on reverse logistics and green reindustrialization is essential for achieving energy sustainability in the Amazon. Keywords: Circular economy. Amazon. Batteries. Photovoltaic panels. Energy transition. 1. Introdução A transição energética global impõe à Amazônia brasileira desafios singulares. A combinação de vasto potencial renovável, dispersão geográfica e limitações logísticas exige abordagens que vão além da expansão da geração limpa. É necessário considerar o ciclo completo das tecnologias energéticas, desde sua implantação até o fim da sua vida útil. O acúmulo de equipamentos fotovoltaicos e baterias em desuso projeta um novo tipo de passivo ambiental, cuja magnitude pode comprometer a sustentabilidade da própria matriz renovável (IRENA, 2016; IEA, 2023). O avanço da geração fotovoltaica distribuída na região – impulsionado por programas como o Mais Luz para a Amazônia – resultará, nas próximas décadas, em um volume expressivo de resíduos de módulos e acumuladores (IEMA, 2023). Estima-se que apenas esse programa produza mais de 150 mil toneladas de resíduos sólidos até 2040. Ao mesmo tempo, o mercado global de baterias de segunda-vida deverá ultrapassar 330 GWh até 2030 (Markets & Markets, 2024), abrindo espaço para novas cadeias produtivas baseadas em reuso e requalificação. Essas tendências evidenciam que a transição energética não se encerra na produção de energia limpa. O desafio central é assegurar que os próprios sistemas sustentáveis mantenham coerência ambiental, social e econômica. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o potencial de reuso e reciclagem de baterias e painéis solares na Amazônia brasileira, identificando oportunidades técnicas e estratégicas para uma economia circular energética regional. 2. Metodologia A metodologia adotada é de natureza exploratória e analítica, fundamentada na revisão da literatura técnica, relatórios de mercado e documentos institucionais nacionais e internacionais, tais como: International Renewable Energy Agency - IRENA, International Energy Agency - IEA, United Nations Environment Programme – UNEP e Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. O estudo buscou elementos para discutir a aplicação do conceito de EC (Economia Circular) no setor energético da Amazônia brasileira sob os seguintes aspectos: 1. Disponibilidade tecnológica: identificação de processos industriais e logísticos Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 3 aplicáveis à requalificação de baterias e à reciclagem de módulos fotovoltaicos; 2. Potencial de mercado: análise do potencial de material disponível para reuso e reciclagem e; 3. Aspectos regulatórios: avaliação de iniciativas regulatórias passíveis de promover a EC energética. A abordagem foi orientada por critérios de sustentabilidade (eficiência de recursos, impacto ambiental e geração de valor local) e pelos princípios da EC Energética (UNEP, 2023). As informações quantitativas foram extraídas de fontes setoriais e relatórios técnicos recentes (2020-2024), complementadas por dados de programas públicos nacionais. 3. Economia Circular Do ponto de vista geral a EC consiste em um modelo econômico que visa eliminar o desperdício, mantendo produtos e materiais em uso pelo maior tempo possível, em contraste com o modelo linear de "produzir, usar e descartar", que foi levado a efeito via a exploração excessiva de recursos não renováveis, um rápido aumento da quantidade de resíduos pósprodução e pós-consumo e a degradação progressiva do ambiente natural. O conceito de EC foi popularizado na China na década de 1990 em resposta ao crescimento econômico e às limitações de recursos naturais. O ponto principal do conceito de EC, à época, era capitalizar a reciclagem do fluxo de materiais e equilibrar o crescimento econômico e o desenvolvimento com o uso ambiental e de recursos (Winans et al., 2017). Na atualidade o cerne da EC é maximizar a produtividade dos recursos e, ao mesmo tempo, minimizar o desperdício. Portanto, de acordo com Moralli et al. (2024), deve-se conceber a EC como um sistema de ciclo fechado baseado na sustentabilidade (renovação e preservação dos sistemas naturais, eliminando o desperdício e a poluição) e na reutilização (manutenção dos materiais em uso). De acordo com a empresa Introspective Market Research (2025) o mercado de economia circular pode atingir US$ 4,5 trilhões até 2030. Além de aumentar a resiliência ambiental, a economia circular oferece uma estrutura de soluções sistêmicas com benefícios econômicos e sociais substanciais, como a criação de empregos e inovação, aumento da competitividade, maior resiliência das empresas, redução de custos, bem como maior equidade social e bem-estar, garantindo uma transição justa para todas as comunidades afetadas (UNEP, 2025). Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 4 No contexto do setor energético a EC pode ser entendida como um modelo que transforma a produção e o consumo de energia, abandonando a lógica linear para um ciclo contínuo de reutilização e regeneração de recursos. Isso envolve o uso de fontes de energia renovável, o prolongamento da vida útil de equipamentos, a reutilização e reciclagem de materiais e a reintegração de resíduos orgânicos em processos produtivos para gerar novos insumos, como o biogás e o biometano. Diversas iniciativas em nível global têm sido desenvolvidas baseadas no conceito de EC. Um bom exemplo é o modelo de negócio denominado Light-as-a-Service – LaaS (luz para o serviço) que vem sendo adotado principalmente por consumidores comerciais, industriais e órgãos públicos. Nesse modelo, as empresas não compram equipamentos de iluminação, mas sim contratam um serviço completo por assinatura que inclui a instalação, manutenção e gestão do sistema de iluminação. No coração da transição energética, onde tecnologias limpas assumem protagonismo, uma pergunta incômoda começa a ecoar nos bastidores da sustentabilidade: o que faremos com os resíduos da própria energia limpa? Painéis fotovoltaicos (FVs) e baterias de lítio – ícones da revolução energética – também têm prazo de validade. E o fim de sua vida útil pode representar um problema gigantesco... ou uma oportunidade econômica estratégica. 4. Resultados e Discussão 4.1 Potencial técnico de reuso de baterias As baterias atualmente classificadas como obsoletas, degradadas ou inadequadas para aplicações veiculares carregam um potencial técnico e econômico amplamente subvalorizado. Os números ilustram com clareza o alcance dessa inflexão: estima-se que o mercado global de baterias de segunda-vida atinja entre 25 e 30 GWh em 2025, com projeções chegando a 330350 GWh em 2030. Ainda falta, no entanto, uma compreensão mais profunda sobre a natureza dessa virada. O que hoje se apresenta como ponto final é, na verdade, o ponto de partida de uma nova fronteira para a inovação energética. As baterias, sobretudo as de íon-lítio utilizadas em sistemas de armazenamento e veículos elétricos, representam um passivo ambiental significativo, com potenciais riscos associados ao vazamento de metais pesados, à instabilidade térmica e à contaminação de solos e águas. As baterias de íon-lítio, após sua primeira vida útil em aplicações veiculares ou estacionárias, mantêm entre 70% e 80% de sua capacidade original, o que as torna adequadas Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 5 para sistemas de armazenamento distribuído e aplicações em micro-redes. Essa reutilização reduz custos de investimento em até 40% quando comparada a novas unidades (IEA, 2023). Na Amazônia, onde a confiabilidade do fornecimento elétrico é comprometida por limitações de transmissão e distâncias geográficas, o emprego de baterias recondicionadas pode fortalecer sistemas isolados e permitir o uso eficiente da geração fotovoltaica local. Experiências como a da Redwood Materials, nos Estados Unidos, demonstram a viabilidade de micro-redes modulares compostas por baterias reaproveitadas com expansão rápida e baixo custo operacional (The Verge, 2024). Implementações regionais poderiam seguir modelo semelhante, adaptadas a cooperativas, polos de produção e comunidades ribeirinhas, com suporte técnico de universidades e institutos federais. Mais do que um avanço tecnológico, o aproveitamento de baterias em segunda-vida impõe uma transformação de mentalidade. É preciso enxergar na obsolescência não um fim, mas uma abertura concreta de possibilidades. Uma abertura onde convergem engenharia aplicada, econômica circular e visão empreendedora. 4.2 Reciclagem de módulos fotovoltaicos e segurança mineral De acordo com IRENA (2025) haverá um crescimento exponencial dos resíduos oriundos de projetos fotovoltaicos podendo atingir no ano de 2050, 212 milhões de toneladas, como pode ser visto na figura 1. Figura 1. Resíduos cumulativos projetados de projetos de energia solar fotovoltaica de acordo com o Cenário de 1,5°C da IRENA até 2050. Fonte: IRENA (2025). Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 6 Os módulos fotovoltaicos contêm materiais estratégicos de elevado valor agregado, como silício, prata, cobre e alumínio. Estes materiais possuem alto valor estratégico devido à sua relevância econômica, insubstituibilidade tecnológica e papel geopolítico nas cadeias industriais de energia, mobilidade e eletrônica. São insumos essenciais para a continuidade da própria transição energética, mas cuja produção primária está concentrada em poucos países, gerando riscos de dependência e instabilidade de suprimento. Portanto, é inconcebível imaginar que estes serão simplesmente descartados. A reciclagem desses componentes apresenta eficiência superior a 95% em processos automatizados já aplicados na Europa e Ásia (IEAPVPS, 2020). Na Amazônia, a inexistência de infraestrutura de desmontagem e triagem limita o avanço dessa cadeia. Contudo, o volume crescente de sistemas instalados sugere a necessidade de planejamento antecipado. A implementação de centros de reciclagem e logística reversa pode reduzir custos de transporte e criar empregos locais qualificados, alinhando-se aos princípios de reindustrialização verde e da economia circular. Cada tonelada de painéis descartados pode conter até US$ 500 em materiais recuperáveis, valor que pode ser reinserido em cadeias produtivas nacionais (Research & Markets, 2024). Na Europa e na Ásia, empresas têm adotado sistemas robotizados capazes de separar camadas de módulos FVs com mais de 95% de eficiência na recuperação de materiais. Enquanto isso, startups americanas operam unidades especializadas na reciclagem de baterias, com foco na extração de lítio e no reprocessamento de células. No Brasil, embora a cadeia ainda seja incipiente, a combinação entre demanda reprimida e o crescimento da energia solar desenha um cenário promissor para investidores atentos às oportunidades da transição energética. 4.3 Aspectos regulatórios para promoção da EC Em nível global diversas são as iniciativas para promoção da EC. Dentre estas destaca-se as seguintes: • Aliança Global sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos (GACERE). Iniciada no ano de 2021 pela Comissão Europeia e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), esta aliança reúne governos e organizações para identificar lacunas de conhecimento e governança e impulsionar a economia circular em escala global. • Plano de Ação para a Economia Circular da União Europeia (UE). A União Europeia é pioneira na regulação da economia circular, com um plano que cobre todo o ciclo de Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 7 vida dos produtos, da produção ao gerenciamento de resíduos. O plano inclui a proposta de uma Lei de Economia Circular, prevista para 2026, com o objetivo de criar um mercado único para matérias-primas secundárias. • Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC). Instituída no Brasil no ano de 2024 sob a Coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), objetivando promover a transição do modelo de produção linear para uma economia circular, de modo a incentivar o uso eficiente dos recursos naturais e das práticas sustentáveis ao longo da cadeia produtiva BRASIL (2025). Apesar da ENEC, no Brasil a ausência de marcos regulatórios específicos para o reuso de baterias e reciclagem de módulos fotovoltaicos constitui barreira central. O Brasil ainda carece de diretrizes claras para certificação de baterias recondicionadas, licenciamento de plantas de reciclagem e rastreabilidade de resíduos energéticos. Na Amazônia, políticas de incentivo fiscal e integração com programas de desenvolvimento regional poderiam catalisar investimentos. Modelos cooperativos envolvendo governos estaduais, universidades e setor privado podem fomentar ecossistemas industriais sustentáveis, com geração de valor agregado e mitigação de impactos ambientais. Além disso, tecnologias digitais – como Internet das Coisas (IoT), blockchain e inteligência artificial – podem apoiar o rastreamento de componentes, otimização logística e monitoramento de desempenho em sistemas de segunda-vida, promovendo segurança e transparência operacional. 5. Conclusões O cenário descrito abre espaço para modelos de negócios inovadores, sustentados pela articulação entre integradores, fabricantes, cooperativas e catadores, centros tecnológicos e investidores. Tecnologias digitais como sensores IoT, inteligência artificial, plataformas de rastreamento e blockchain podem ser incorporadas à logística reversa para monitorar equipamentos, prever falhas e otimizar processos logísticos. A engenharia elétrica nacional, portanto, depara-se com um desafio técnico-comercial de alto valor estratégico – e uma janela concreta de oportunidades para liderar um novo ciclo da economia circular energética. O reuso e a reciclagem de tecnologias energéticas representam um eixo estratégico da sustentabilidade na Amazônia brasileira. As análises indicam que a aplicação de baterias em segunda-vida e a reciclagem avançada de módulos fotovoltaicos oferecem benefícios Cerna & Souza, Rev. Energia Am., Manaus, v.02, n°.02, (Jul-Dez) p. 60-70, 2025. 8 complementares: redução de custos de energia, mitigação de passivos ambientais e fortalecimento da autonomia regional. Para que esse potencial se concretize, é necessário o estabelecimento de políticas públicas consistentes de logística reversa, incentivos fiscais à inovação verde e integração entre instituições de pesquisa e o setor produtivo. A economia circular energética na Amazônia não deve ser vista como uma tendência futura, mas como um caminho urgente para a consolidação de uma transição energética justa, resiliente e tecnicamente sustentável. Empresas visionárias já perceberam que o verdadeiro valor não está apenas na geração de energia limpa, mas também no domínio inteligente do seu ciclo completo. Quem enxergar os resíduos como ativos – e não como passivos – será pioneiro na construção de um novo ecossistema energético, mais resiliente, soberano e economicamente vibrante. Porque na nova economia da energia, até o lixo carrega ouro – e quem souber refiná-lo, liderará o futuro. Referências BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. 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