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Web Semântica e Web Pragmática: origens e divergências conceituais

Mota, Denysson

Abstract

Resumo: A Web Semântica surgiu da concepção de semântica da Linguística, no entanto, existem diversas conceituações e abordagens para ela; e as divergências conceituais, assim como algumas críticas à sua limitação, suscitam novas formas de observar essa abordagem de representação e recuperação para a Web e, como consequência, dão origem a novas concepções, como a Web Pragmática. Este trabalho traz uma breve apresentação das origens, da evolução e das diferenças entre as abordagens semânticas, conforme trabalhado na área da Linguística, qual delas foi adotada como base teórico-conceitual da Web Semântica e como as divergências conceituais e as críticas à (de)limitação deram origem à proposta da Web Pragmática.

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IV Seminário do Grupo de Pesquisa MHTX – 2021 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Escola de Ciência da Informação (ECI) WEB SEMÂNTICA E WEB PRAGMÁTICA: ORIGENS E DIVERGÊNCIAS CONCEITUAIS SEMANTIC WEB AND PRAGMATIC WEB: CONCEPTUAL ORIGINS AND DIVERGENCES Denysson Axel Ribeiro Mota, PPGB/UFCA [email protected] Resumo: A Web Semântica surgiu da concepção de semântica da Linguística, no entanto, existem diversas conceituações e abordagens para ela; e as divergências conceituais, assim como algumas críticas à sua limitação, suscitam novas formas de observar essa abordagem de representação e recuperação para a Web e, como consequência, dão origem a novas concepções, como a Web Pragmática. Este trabalho traz uma breve apresentação das origens, da evolução e das diferenças entre as abordagens semânticas, conforme trabalhado na área da Linguística, qual delas foi adotada como base teórico-conceitual da Web Semântica e como as divergências conceituais e as críticas à (de)limitação deram origem à proposta da Web Pragmática. Palavras-chave: semântica; pragmática; web semântica; web pragmática. Abstract: The Semantic Web arises from Linguistics' conception of semantics, however there are several conceptualizations and approaches to it, and the conceptual differences, as well as some criticisms of its limitation, raise new ways of observing this representation and retrieval approach for the Web and, as a result, they even give rise to new conceptions, such as the Pragmatic Web. This work presents a brief presentation of the origins, evolution and differences of semantic approaches, as worked in the field of linguistics, which of them was adopted as the theoretical-conceptual basis of the Semantic Web, and how the conceptual divergences and criticisms to (de)limitation gave rise to the proposal of the Pragmatic Web. Keywords: semantics; pragmatics; semantic web; pragmatic web. 1 INTRODUÇÃO A linguagem é inexoravelmente relacionada aos seres humanos, que utilizam sistemas de signos para representar e realizar trocas de conhecimentos entre si. Os signos, na linguagem natural, podem ser utilizados com diferentes significados, porém as múltiplas possibilidades de significar afetam negativamente as condições de recuperar informações precisas para fins determinados em sistemas de recuperação de informação (SRI). Por essa razão, duas áreas do conhecimento – a Ciência da Informação e as Ciências da Computação – têm investido historicamente na elaboração de teorias, métodos e técnicas para aprimorar os dispositivos informacionais para poderem responder, de forma otimizada, às demandas sociais de informação. Para Ingwersen (1992), a recuperação de informações fundamenta-se em processos de representação, armazenamento, busca e descoberta de informações relevantes. Para o autor, a recuperação de informações pode ser considerada o principal campo de estudos da Ciência da Informação (INGWERSEN, 1992; INGWERSEN, JÄRVELIN, 2005) e tem como um de seus objetivos projetar, construir e testar SRI, dispositivos em que as informações se encontram estruturadas, codificadas de forma padronizada e acessíveis por meio de interfaces de busca. Todo processo de representação e recuperação de informações é de natureza linguística. Para ocorrer, é necessário expressar a pergunta por meio de uma linguagem, geralmente natural e, posteriormente, verificar sua correspondência com a descrição dos objetos informacionais disponíveis em sistemas, descrição também expressa mediante uma linguagem (BLAIR, 2003). Por isso é tão importante para os estudos de representação e recuperação de informações compreender a linguagem e a significação, com destaque para a Semântica. 2 SEMÂNTICA: ORIGENS, EVOLUÇÃO E DIFERENÇAS Nos estudos linguístico-semióticos de Morris (1985), há três elementos que influenciam o significado das palavras: a sintaxe, a semântica e a pragmática. Os estudos de Morris e de outros pesquisadores da área se baseiam nos trabalhos semióticos de Peirce (1977), principalmente na tríade representamen-objeto-interpretante. Para Morris (1985), a Semântica adiciona à composição da palavra sua posição em uma frase, no aspecto lógico-linguístico e sua relação com seu denotatum, no aspecto semiótico-filosófico (TAMBA-MECZ, 2006; MORRIS, 1985). Para Morris (1985, p. 55, tradução nossa), a Semântica é o estudo da “[...] relação dos signos com seus designata e, com isso, com os objetos que podem denotar ou que, de fato, denotam”. Essa visão é puramente semiótica e relaciona cada palavra ou termo com a imagem mental do objeto ideal que ele designa, independentemente de outros elementos que possam influenciar a designação. O estudo da Semântica não é único, porquanto existem diversas concepções, como apresentadas por Irène Tamba-Mecz (2006), que traz para discussão a indefinição, mesmo ao longo de décadas de estudo, iniciando do primeiro uso e definição da palavra semântica por Michel Bréal, em 1883, de um objeto de estudo uniformemente definido, que envolve a Semântica lexical, que só estuda os significados das palavras; e a Semântica global, que estuda o significado das palavras, frases e enunciados, assim como grande variação de métodos, teorias e abordagens. Irène Tamba-Mecz (2006) faz um tracejado histórico da evolução da Semântica, iniciando em 1883 pela definição de Bréal e os estudos chamados de semântica histórica ou evolucionista, cujo foco se voltava para a evolução das línguas e dos significados das palavras, numa perspectiva positivista, baseando-se em leis observáveis que, hipoteticamente, regeriam essa evolução. Posteriormente, entre 1931 e 1963, seguiu o período misto: surgiu o ponto de vista denominado de sincrônico, que existiu, durante algum tempo, com o evolucionista. A perspectiva sincrônica é oriunda dos estudos de Saussure, que enuncia que os significados não são inerentes às palavras, mas se encontram na atividade intelectual humana, num sistema da língua com relações internas entre seus elementos (TAMBA-MECZ, 2006). Irène Tamba-Mecz (2006) assevera que essas perspectivas não eram estabelecidas de forma unívoca ou consensual, pois havia diversas abordagens e correntes doutrinais que trabalhavam e estudavam o fenômeno. Assim, surgiram visões alemãs, francesas e americanas, cada uma com abordagens e autores diferentes, como, por exemplo, as contribuições de Trier, Coseriu, Greimas, Hjemslev e Chomsky, entre outros. No terceiro momento, entre as décadas de 1960 e 1990, surgiu o que a Irène Tamba-Mecz denomina de período das teorias linguísticas e do tratamento computacional. Três conjuntos de estudos definiram esse momento: os da semântica formal, os de semântica e cognição e os pragmático-enunciativos. No aspecto da semântica formal, os estudos acabaram por reconsiderar os aspectos lógico-matemáticos da Linguística e se afastaram dos aspectos psicológicos e antropológicos. A Semântica, no aspecto lógico-linguístico, concentra-se “apenas nas características linguísticas das significações, sem se preocupar com seus demais aspectos, filosóficos ou psicológicos” (TAMBA-MECZ, 2006, p. 11). No aspecto cognitivo, devido ao avanço das neurociências e do entendimento das estruturas cerebrais, surgiu uma Linguística preocupada com o “cálculo simbólico de sentido” (TAMBA-MECZ, 2006, p. 44) e, no final desse período, vieram as teorias pragmático-enunciativas, que, partindo de palavras simples como eu ou aqui, consideram que o significado não pode ser interpretado fora de um contexto discursivo. Esses estudos ganharam um campo de estudos próprios, denominado apenas de Pragmática. Nesse campo, estuda-se como é possível identificar a intenção específica do emissor, mesmo que as palavras, isoladamente, indiquem diversos sentidos (PALMER, 1981), considerando que, como afirma Bréal (1900), o receptor tem metade da responsabilidade na interpretação. 2.1 Pragmática: o contexto como determinante de significado Armengaud (2006) refere que Morris foi o primeiro autor a usar especificamente o termo Pragmática, embora os estudos desse campo já remontassem à década de 1940, com Bar-Hillel, com especial destaque para o ano de 1950, quando foi publicado o artigo de Strawson On Referring, que abordava o uso de expressões dentro de contextos. Armengaud (2006) afirma não haver um único fundador da Pragmática, mas vários, com diferentes influências, como Peirce e Morris, como fundadores diretos; Frege e Wittgenstein, fundadores indiretos, graças à contribuição para a Semântica, do primeiro, e ao estabelecimento do Paradigma da Comunicabilidade, do segundo; Carnap e Bar-Hillel, como fundadores intermediários, devido à influência exercida nos trabalhos posteriores. Morris (1985) parte dos estudos de Peirce e estabelece os níveis de semiose e da interpretação do signo e suas relações. O primeiro é o nível sintático, que aborda a relação dos signos entre si; o segundo é o nível semântico, que relaciona os signos com os objetos; e o terceiro, o nível pragmático, que relaciona os signos com seus intérpretes. Para Morris, esse último nível tem os seres vivos como intérpretes e, por isso, caracteriza também os aspectos bióticos da semiose, sejam eles psicológicos, sejam biológicos ou sociológicos (ARMENGAUD, 2006). Segundo Armengaud (2006), foi Frege (2009) quem introduziu a diferença entre sentido e referência, que está diretamente relacionada aos planos em que atuam: o sentido está no plano interpretativo, e a referência, no plano extralinguístico. O exemplo clássico exposto por Armengaud (2006) é o caso das frases “a estrela da tarde” e “a estrela da manhã”, que têm sentidos diferentes, embora tenham a mesma referência: Vênus. Frege (2009) também determina que o fato de ser possível inferir sentido a uma frase não indica que sua referência tenha sido identificada. Cita, como exemplo, “o corpo celeste mais distante da terra” para mostrar que, apesar de essa frase ter sentido, não há objeto de referência para ela (FREGE, 2009, p. 133). Portanto, para determinar o sentido, não basta conhecer a referência – se é que ela existe – mas também compreender o contexto em que a palavra é empregada, o que Frege denomina de princípio da contextualidade (ARMENGAUD, 2006). Wittgenstein (1968, p. 41), de certa forma, relativiza as fundamentações semânticas ao dizer que “você não pode prescrever a um símbolo o que lhe é permitido expressar. Tudo o que um símbolo pode expressar lhe é permitido” (grifos no original). Isso quer dizer que a relação entre o signo e seu significado não seria fixa ou predeterminada. Posteriormente, ele foi mais brando, afirmando que “[...] toda palavra tem um significado. Esse significado é atribuído à palavra. Ele é o objeto que a palavra designa” (WITTGENSTEIN, 2009, p. 15). Ele acrescenta que essa construção ou atribuição de significado às palavras é feita por meio do uso da linguagem. O uso da linguagem e a construção de significados aconteceriam, segundo Wittgenstein (2009), de forma social, entre, pelo menos, dois indivíduos: o emissor e o receptor. Assim, os significados são construídos de forma prática e é ao ser usada que a palavra adquire significado. Toda interpretação seria um processo vinculado à ação, denominada de ação comunicativa, e as diferentes ocasiões e os propósitos guiam a construção de sentido dado às frases enunciadas, processo que o autor denomina de jogo de linguagem , por se tratar de uma atividade social, partilhada e regulada (WITTGENSTEIN, 2009). Para Blair (2003, p. 9), Wittgenstein é um dos principais responsáveis (ou o principal responsável) pela "virada linguística" ocorrida no século XX. Segundo esse autor, os trabalhos de Wittgenstein evidenciaram que não se trabalha com ideias, mas com a descrição delas e que muitos dos problemas filosóficos não eram, de fato, filosóficos, mas decorrentes do uso inadequado da linguagem para expressar as ideias. Blair (2003) assevera que Wittgenstein mudou a forma de percebermos o pensamento ao mostrar que não pensamos em ideias ou significados e depois traduzimos isso em palavras, mas que são as próprias palavras que vêm à mente e que a linguagem é o próprio “veículo do pensamento” (WITTGENSTEIN, 2009, p. 146). Portanto, Blair (2003) e Wittgenstein (2009) entendem que o ser humano não utiliza a linguagem apenas para expressar a ideia pensada e traduzir o conhecimento, mas também para pensar. 3 ESCOLHAS CONCEITUAIS: AS ORIGENS DA WEB SEMÂNTICA Na Web tradicional, também conhecida como Web Sintática, idealizada por Tim Berners-Lee (BERNERS-LEE; CAILLIAU, 1990), as páginas são estáticas e predominam documentos interligados por hyperlinks, sem que haja outro dado ou informação extra que identifique ou descreva esses documentos ou seus componentes. Para Tim Berners-Lee (2005; BERNERS-LEE, T.; HENDLER, J.; LASSILA; 2001), o próximo passo seria transformar os computadores em leitores, para que as páginas fossem consultadas por máquinas, transformando a internet em um grande repositório de dados. Assim será criada a Web Semântica. A ideia é a de que não só as pessoas consigam ler as páginas, mas também que outros computadores consigam “compreender” o que as páginas contêm. Com estruturas de metadados, é possível incluir uma semântica leve, baseada em proposições lógicas, em forma de triplas, que possibilitem fazer inferências simples. É importante observar que, nessa proposta, os elementos lógico-semânticos não são pensados para serem utilizados por humanos porque eles conseguem fazer essas inferências durante o processo de leitura. Todas as tecnologias, principalmente o processo de inclusão desses metadados, são voltadas para os computadores, e os sistemas operam como intermediários que realizam verificações e inferências com base em uma lógica formal. Apesar de a proposta da Web Semântica ser amplamente aceita, não é isenta de críticas por parte da comunidade acadêmica. De Moor (2005) cita alguns aspectos problemáticos: a visão de que a atribuição semântica por meio de sentenças triplas lógicas é suficiente para atribuir significado a conteúdo da Web, como se a semântica fosse o único elemento presente na significação que requer contextualização para ser claramente compreendida, como referido anteriormente. Já a Web Semântica exclui completamente o indivíduo do processo de interpretação e de julgamentos relevantes no processo de recuperação da informação. Alguns autores perceberam essa ausência e destacaram que ela não poderá atingir o nível de significado necessário se não considerar o contexto em que as palavras são usadas (DE MOOR, 2005; DE MOOR, KEELER, RICHMOND, 2002; DI MAIO, 2008; SINGH, 2002). Essas críticas, no entanto, não vieram vazias de conteúdo, mas trouxeram contrapropostas e/ou sugestões de melhoria. Uma delas é a proposta de Web Pragmática, abordada a seguir. 3.1 Divergências: origem e objetivos da Web Pragmática A Web Pragmática surgiu da percepção de que algo faltaria à proposta da Web Semântica. Diversos autores (SINGH, 2002; DE MOOR, KEELER, RICHMOND, 2002; DI MAIO, 2008) apontam o principal problema: a falta de elementos que complementam os significados dos conteúdos publicados na Web e questionam se a adição de elementos semânticos a esses conteúdos é suficiente para atingir o objetivo de criar uma Web significativa. Vale ressaltar que o termo semântica, utilizado no contexto da Web, remete à Semântica formal, que é o modo de garantir a realização de funções interpretativas por processos computacionais. Do ponto de vista de Moor, Keeler e Richmond (2002), a Web Pragmática é uma Web em que processos pragmáticos essenciais são definidos e automatizados. A Pragmática é definida como o estudo da relação do signo com seus intérpretes, inseridos em um contexto que pode ser tanto situacional como individual ou social, segundo Morris (1985) e Peirce (1977). Esses últimos são amplamente reconhecidos como os precursores conceituais da Web Pragmática (DE MOOR, KEELER, RICHMOND, 2002; DI MAIO, 2008). É possível ver a Web Pragmática como uma tecnologia para criar representações de contextos na Web, para aprimorar os processos de recuperação da informação. No entanto, não há consenso sobre como os conceitos de Semântica e Pragmática seriam usados adequadamente na Web Semântica e na Web Pragmática ou, até mesmo, se seria possível. A necessidade de considerar os contextos na recuperação de informações não é uma novidade. As pesquisas para representar contextos de interpretação, por parte dos SRI, remontam à década de 1970, em diversos estudos de recuperação de informações desenvolvidos no paradigma cognitivo (INGWERSEN, 1992). Os estudos de relevância na recuperação, por meio da avaliação da relevância (ou não) dos resultados, já consideravam os contextos. Ingwersen e Järvelin (2005) ressaltam que a recuperação de informações é um processo de busca que acontece num contexto determinado por vários elementos: social, organizacional e cultural, assim como contextos sistêmicos. Nessa linha, quanto menos informação se tem sobre o contexto, tanto de produção como consumo da mensagem, maior a liberdade para interpretá-la. 4 CONCLUSÕES Os estudos sobre linguagem e significação são imprescindíveis para podermos avançar, no âmbito da Ciência da Informação, nos estudos sobre representação e recuperação de informações. Percebe-se que não existe uma única definição para o que é a Semântica. Trata-se de um conceito que vem sendo construído e estudado ao longo de décadas, com diferentes abordagens e teorias sobre o significado, incluindo os aspectos contextuais de interpretação que deram origem aos estudos da Pragmática, e cujas primeiras abordagens ainda são utilizadas atualmente. A Web Semântica surgiu da escolha de uma dessas definições e teorias e apoia-se nos aspectos formais e em abordagens lógico-matemáticas do sentido, buscando a inserção ou representação de significado de forma simplificada e inferências por parte do computador. Foram as críticas a essa simplificação e a consideração de aspectos sociais e cognitivos do significado – a Pragmática – que deram origem à proposta da Web Pragmática. Como essas conceituações são diversas, ainda não se sabe como poderiam, de fato, ser aplicadas totalmente na Web. No entanto, a simples crítica e posteriores propostas de consideração e ampliação já trazem novas perspectivas de representação nesses ambientes, que possibilitam à Ciência da Informação usufruir e lançar mão desses elementos para criar Sistemas de Recuperação de Informações que contemplem conteúdos relevantes e pertinentes para seus usuários e, ao mesmo tempo, estudar e compreender os limites da representação nesses ambientes, sejam legais, sejam lógicos ou éticos, assim como limitar a aplicação dos conceitos de Semântica em quaisquer de suas concepções, tal qual da Pragmática. REFERÊNCIAS ARMENGAUD, F. A pragmática. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. BERNERS-LEE, T. Semantic Web Concepts. 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