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Efeito da crioterapia sobre a temperatura superficial cutânea do joelho da pessoa submetida a artroplastia total

Ribeiro, Vasco Aurélio Machado

Abstract

Contexto: o estado do conhecimento cientifico inerente à aplicação da crioterapia no joelho submetido a artroplastia total (AT), no pós-operatório, está envolto em evidência cientifica conflituante. Os estudos científicos têm um grau de divergência elevado, que não é possível garantir, cientificamente, que a crioterapia tenha feitos terapêuticos na pessoa com joelho submetido a uma AT. Objetivo: O estudo teve como principal objetivo, avaliar o efeito da crioterapia sobre a temperatura superficial cutânea (TSC) do joelho da pessoa submetida a AT. Metodologia: reproduziu-se um desenho de investigação baseado no modelo em uso de várias unidades de saúde de Portugal, que envolve a aplicação da crioterapia, na ATJ, no pós-operatório (três dias). Trata-se de um estudo de natureza quasi experimental, fatorial 1X4X6: uma modalidade de crioterapia (saco de gelo) versus quatro interfaces (ligadura Robert Jones modificada (LRJ); ligadura de malha tubular de algodão jersey (MT); pano fino de algodão (PA); compressa não tecido desdobrada 15X20cm (CNT) versus seis períodos de aplicação da crioterapia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minutos). A amostra foi constituída por 60 participantes, distribuídos por um processo de amostragem de conveniência, com distribuição aleatória dos participantes pelos 4 grupos de intervenção (interfaces). A principal medida de resultado foi a TSC do joelho submetido a AT, avaliada através de uma sonda termopar de superfície. No estudo, no total, foram realizadas 720 aplicações de crioterapia e 2880 monitorizações da TSC. Resultados: no grupo que usou como interface a LRJ, os resultados demonstram ínfimas diminuições da TSC (0,38°C) do joelho submetido a AT, após a aplicação da crioterapia. A TSC média, após 180 aplicações de crioterapia, foi de 34,13 °C, considerada a temperatura basal dos tecidos, não se observando o efeito térmico. Consequentemente, não foram observados os efeitos terapêuticos da crioterapia. Nos outros três grupos em estudo (MT, PA e a CNT) as descidas das TSC do joelho, após a crioterapia, foram evidentes em todos os períodos de aplicação de crioterapia. A MT desceu 10,29°C, o PA 11,64°C e a CNT 12,46°C, consubstanciadas por TSC médias de MT (M = 23,90°C), PA (M = 22,84°C) e CNT (M = 21,92°C). Nestes grupos foram evidenciadas diferenças estatisticamente significativas (p < 0,001) na diminuição da TSC da face lateral e medial do joelho submetido a AT, em todos os períodos de aplicação da crioterapia. Estes resultados não significaram a obtenção de valores da TSC considerados terapêuticos (≤15°C). Os três grupos ficaram no padrão térmico designado de subótimo. A avaliação do impacto terapêutico (NNT) da crioterapia no joelho submetido a AT foi nulo, com valores nos grupos da LRJ e da MT (NNT = 0), no grupo do PA (NNT=45) e no grupo CNT (NNT=30). Conclusão: nas condições experimentais em estudo, a crioterapia aplicada com saco de gelo no joelho submetido a artroplastia, usando como interface a LRJ, não teve nenhum efeito terapêutico. Quando a crioterapia foi aplicada, usando como interface a MT, é muito improvável serem observados efeitos terapêuticos da crioterapia. Nos grupos da interface de pano e da CNT, poderão, esporadicamente, observar-se alguns efeitos terapêuticos da crioterapia, mas sem a frequência, robustez, magnitude e intensidade desejada. Este será um dos principais fatores que contribuirá para a existência de evidência cientifica conflituante na aplicação da crioterapia na pessoa com o joelho submetido a artroplastia total.

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Uni e sidade do Minho Escola Supe io de En e magem Vasco Au élio Machado Ribei o ou ub o de 2022 EFEITO DA CRIOTERAPIA SOBRE A TEMPERATURA SUPERFICIAL CUTÂNEA DO JOELHO DA PESSOA SUBMETIDA A ARTROPLASTIA TOTAL Vasco Au élio Machado Ribei o EFEITO DA CRIOTERAPIA SOBRE A TEMPERATURA SUPERFICIAL CUTÂNEA DO JOELHO DA PESSOA SUBMETIDA A ARTROPLASTIA TOTAL UMinho|2022 Vasco Au élio Machado Ribei o ou ub o de 2022 EFEITO DA CRIOTERAPIA SOBRE A TEMPERATURA SUPERFICIAL CUTÂNEA DO JOELHO DA PESSOA SUBMETIDA A ARTROPLASTIA TOTAL T abalho e e uado sob a o ien ação do P o esso Dou o Fe nando Albe o Soa es Pe onilho e da P o esso a Dou o a Ma ia Manuela Pe ei a Machado Disse ação de Mes ado Mes ado em En e magem Uni e sidade do Minho Escola Supe io de En e magem ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó io UM da Uni e sidade do Minho. Licença concedida aos u ilizado es des e abalho iii AGRADECIMENTOS Os ag adecimen os nunca conseguem exp essa po in ei o a dedicação, a disponibilidade, a ole ância e os múl iplos apoios e ajudas ecebidos. À minha esposa Raquel, aos meus ilhos João e Da id po odo amo , ca inho, apoio e comp eensão com as minhas longas ho as de ausência. Ob igado po pe manece em ao meu lado, mesmo sem os a e os o inei os, sem a a enção de ida e de an os momen os de laze pe didos. Ob igado po es a em odos os dias comigo, es a ão semp e no meu co ação. Às minhas i mãs Ca la e Ma isa pelo ca inho e a e o demons ado e po es a em semp e ao meu lado nos bons e nos maus momen os, nes a caminhada que é a ida. Ao meu cunhado Daniel e à minha sog a Fá ima pelo ca inho, a e o e apoio dado pa a a consecução des a disse ação de mes ado. Aos meus colegas en e mei os, pelo apoio p es ado ao longo des e pe cu so e que, de o ma solíci a e pacien e, acei a am pa icipa nes e es udo. Um ag adecimen o especial ao P o esso Dou o Fe nando Pe onilho e à P o esso a Dou o a Manuela Machado pela sua disponibilidade e comp eensão, o ien ando e guiando o desen ola des e abalho. Ag adeço a Deus udo o que me em o e ecido e p opo cionado. i DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho. O EFEITO DA CRIOTERAPIA SOBRE A TEMPERATURA SUPERFICIAL CUTÂNEA DO JOELHO DA PESSOA SUBMETIDA A ARTROPLASTIA TOTAL RESUMO Con ex o: o es ado do conhecimen o cien i ico ine en e à aplicação da c io e apia no joelho subme ido a a oplas ia o al (AT), no pós-ope a ó io, es á en ol o em e idência cien i ica con li uan e. Os es udos cien í icos êm um g au de di e gência ele ado, que não é possí el ga an i , cien i icamen e, que a c io e apia enha ei os e apêu icos na pessoa com joelho subme ido a uma AT. Obje i o: O es udo e e como p incipal obje i o, a alia o e ei o da c io e apia sob e a empe a u a supe icial cu ânea (TSC) do joelho da pessoa subme ida a AT. Me odologia: ep oduziu-se um desenho de in es igação baseado no modelo em uso de á ias unidades de saúde de Po ugal, que en ol e a aplicação da c io e apia, na ATJ, no pós-ope a ó io ( ês dias). T a a-se de um es udo de na u eza quasi- expe imen al, a o ial 1X4X6: uma modalidade de c io e apia (saco de gelo) e sus qua o in e aces (ligadu a Robe Jones modi icada (LRJ); ligadu a de malha ubula de algodão je sey (MT); pano ino de algodão (PA); comp essa não ecido desdob ada 15X20cm (CNT) e sus seis pe íodos de aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os). A amos a oi cons i uída po 60 pa icipan es, dis ibuídos po um p ocesso de amos agem de con eniência, com dis ibuição alea ó ia dos pa icipan es pelos 4 g upos de in e enção (in e aces) . A p incipal medida de esul ado oi a TSC do joelho subme ido a AT, a aliada a a és de uma sonda e mopa de supe ície. No es udo, no o al, o am ealizadas 720 aplicações de c io e apia e 2880 moni o izações da TSC. Resul ados: no g upo que usou como in e ace a LRJ, os esul ados demons am ín imas diminuições da TSC (0,38°C) do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia. A TSC média, após 180 aplicações de c io e apia, oi de 34,13 °C, conside ada a empe a u a basal dos ecidos, não se obse ando o e ei o é mico. Consequen emen e, não o am obse ados os e ei os e apêu icos da c io e apia. Nos ou os ês g upos em es udo (MT, PA e a CNT) as descidas das TSC do joelho, após a c io e apia, o am e iden es em odos os pe íodos de aplicação de c io e apia. A MT desceu 10,29°C, o PA 11,64°C e a CNT 12,46°C, consubs anciadas po TSC médias de MT (M = 23,90°C), PA (M = 22,84°C) e CNT (M = 21,92°C). Nes es g upos o am e idenciadas di e enças es a is icamen e signi ica i as (p < 0,001) na diminuição da TSC da ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia. Es es esul ados não signi ica am a ob enção de alo es da TSC conside ados e apêu icos (≤15°C). Os ês g upos ica am no pad ão é mico designado de subó imo. A a aliação do impac o e apêu ico (NNT) da c io e apia no joelho subme ido a AT oi nulo, com alo es nos g upos da LRJ e da MT (NNT = 0), no g upo do PA (NNT=45) e no g upo CNT (NNT=30). Conclusão: nas condições expe imen ais em es udo, a c io e apia aplicada com saco de gelo no joelho subme ido a a oplas ia, usando como in e ace a LRJ, não e e nenhum e ei o e apêu ico. Quando a c io e apia oi aplicada, usando como in e ace a MT, é mui o imp o á el se em obse ados e ei os e apêu icos da c io e apia. Nos g upos da in e ace de pano e da CNT, pode ão, espo adicamen e, obse a -se alguns e ei os e apêu icos da c io e apia, mas sem a equência, obus ez, magni ude e in ensidade desejada. Es e se á um dos p incipais a o es que con ibui á pa a a exis ência de e idência cien i ica con li uan e na aplicação da c io e apia na pessoa com o joelho subme ido a a oplas ia o al. Pala as cha e: a oplas ia o al do joelho, c io e apia, empe a u a, e modinâmica i THE EFFECT OF CRYOTHERAPY ON THE SURFACE SKIN TEMPERATURE OF THE KNEE FROM A PERSON UNDERGOING TOTAL ARTHROPLASTY ABSTRACT Con ex : The s a e o scien i ic knowledge inhe en o he applica ion o c yo he apy on he knee wi h o al a oplas y (TA) in he pos ope a i e pe iod is su ounded by con lic ing scien i ic e idence. Scien i ic s udies ha e a high deg ee o di e gence, which u ns impossible o scien i ically gua an ee ha c yo he apy has he apeu ic e ec s in he pe son unde going o al knee a h oplas y (TKA). Objec i e: The main goal o his s udy was o e alua e he e ec o c yo he apy on he su ace skin empe a u e (SST) o he knee om a pe son unde going TKA. Me hods: A esea ch design was ep oduced based model in use by se e al heal h uni s in Po ugal, which in ol es he applica ion o c yo he apy, in TKA, in he pos ope a i e pe iod ( h ee days). This is a quasi-expe imen al s udy and 1x4x6: one c yo he apy modali y (ice bag) e sus ou in e aces (modi ied Robe Jones bandage – RJB; je sey co on ubula bandage – TB; ine co on clo h – CC; non-wo en swabs 15X20cm NWS – un olded) e sus six pe iods o c io he apy applica ion (10, 20, 30, 40, 50 and 60 minu es). The sample consis ed o 60 pa icipan s, dis ibu ed h ough a con enience sampling p ocess o 15 pa icipan s in 4 in e en ion g oups (in e aces). The main ou come measu e was he SST o he knee wi h TA using a su ace he mocouple p obe. In his s udy, i was pe o med 720 applica ions o c yo he apy and 2880 SST moni o ing o he knee wi h TA. Resul s: In he g oup using he RJB in e ace, he s a is ical da a showed minimal dec eases on he SST (0.38°C) o he knee wi h TA, a e he applica ion o c yo he apy, he a e age SST a e 180 applica ions o c yo he apy was 34.13°C, conside ing he issues basal empe a u e, wi hou obse ing he he mal e ec , consequen ly, he he apeu ic e ec s o c yo he apy we e no obse ed. In he o he h ee g oups, s udying TB, CC and NWS, he dec ease in he knee SST was e iden in all pe iods o c yo he apy applica ion. The TB d opped 10.29°C, he CC 11.64°C and he NWS 12.46°C. Subs an ia ed by a e age SST o TB (M = 23,90°C), CC (M = 22,84°C) e NWS (M = 21,92°C). In hese g oups, s a is ically highly signi ican di e ences we e e idenced (p < 0,001) in he dec ease o he la e al and medial egion o he knee wi h TA’s SST, in all pe iods o applica ion o c yo he apy (Wilcoxon es ). These esul s did no mean he he apeu ic SST alues we e achie ed (≤15°C). The h ee g oups we e wi hin he subop imal he mal pa e n. The Numbe Needed o T ea (NNT) o c yo he apy on he knee wi h TA was null in he RJB and TB g oup he (NNT = 0) in he CC g oup he (NNT = 45) and in he NWS g oup he (NNT = 30). Conclusions: Unde he expe imen al condi ions unde his s udy, he c yo he apy applied wi h na ice bag o he knee wi h o al a h oplas y using he RJB as na in e ace had no he apeu ic e ec . When c yo he apy has been applied using TB as an in e ace, he apeu ic e ec s o c yo he apy a e e y unlikely o be obse ed. In he CC and NWS in e ace g oups, some he apeu ic e ec s o c yo he apy may spo adically be obse ed, bu wi hou he desi ed equency, obus ness, magni ude and in ensi y. This will be one o he main ac o s, in ou opinion, ha con ibu e o he con lic ing scien i ic e idence, in he applica ion o c yo he apy in people wi h knee submi ed o o al a h oplas y. Keywo ds: c yo he apy, empe a u e, he modynamics, o al knee a h oplas y ii ÍNDICE INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 1 PARTE I – ENQUADRAMENTO CONCETUAL ............................................................................... 3 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA EM INVESTIGAÇÃO .............................................................. 3 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA ...................................................................... 6 2.1 A c io e apia ................................................................................................................................. 6 2.2. Ca ac e ís icas bio ísicas e e modinâmicas da c io e apia ........................................................... 6 2.2.1 P incípios e concei os ............................................................................................................ 6 2.2.2 P ocessos de ans e ência de calo ....................................................................................... 7 2.2.3. P ocesso de a e ecimen o dos ecidos co po ais .................................................................. 8 2.2.4. Fa o es que in luenciam a ans e ência de calo ................................................................... 8 2.3. Sis ema e modinâmico da c io e apia ....................................................................................... 12 2.4. E ei os isiológicos, indicações e con aindicações da c io e apia ................................................ 13 2.5 In e alo e apêu ico da c io e apia ............................................................................................. 15 2.6 Tempo de manu enção da TSC em alo es e apêu icos .............................................................. 17 2.7 E idências cien i icas da c io e apia no joelho subme ido a a oplas ia o al ................................ 18 2.8 E iciência é mica das modalidades de c io e apia e sus in e aces ............................................ 20 2.9 Disposi i os pa a a alia a empe a u a no joelho ........................................................................ 22 2.10 Modalidades de c io e apia ....................................................................................................... 23 3. OBJETIVOS DO ESTUDO ............................................................................................................... 24 4 HIPÓTESES DE INVESTIGAÇÃO ..................................................................................................... 26 PARTE II - ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO ..................................................................... 28 5. O DESENHO DA INVESTIGAÇÃO ................................................................................................... 28 6. POPULAÇÃO/AMOSTRA ............................................................................................................... 30 6.1 C i é ios de inclusão e exclusão .................................................................................................. 30 6.2. A amos a ................................................................................................................................. 31 6.3 P ocesso de seleção e andomização da amos a ....................................................................... 31 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO ...................................................................................................... 33 xi ÍNDICE TABELAS Tabela 1 - Dis ibuição da amos a de aco do com as ca ac e ís icas biológicas ................................. 61 Tabela 2 - Dis ibuição da amos a de aco do com as ca ac e ís icas an opomé icas ....................... 63 Tabela 3 - Resul ados da análise in e g upos às a iá eis an opomé icas......................................... 63 Tabela 4 - Compa ações múl iplas de médias de o dens do pe íme o do joelho no pós-op. ............... 66 Tabela 5 - Análise desc i i a das a á eis biológicas no g upo LRJ ..................................................... 69 Tabela 6 - Análise desc i i a das a á eis an opomé icas no g upo LRJ ........................................... 70 Tabela 7 - Sco es médios globais da TSC do joelho no g upo LRJ ...................................................... 71 Tabela 8 - Es a ís ica desc i i a da TSC do joelho após c io e apia no g upo LRJ ................................ 71 Tabela 9 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC, após c io e apia ace la e al do joelho -LRJ ..... 74 Tabela 10 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC após c io e apia ace medial do joelho - LRJ .. 74 Tabela 11 - Análise desc i i a das a á eis biológicas no g upo LRJ ................................................... 77 Tabela 12 - Análise desc i i a das a á eis an opomé icas no g upo MT .......................................... 78 Tabela 13 – Sco es médios globais da TSC do joelho do g upo MT .................................................... 78 Tabela 14 - Es a ís ica desc i i a da TSC do joelho pós c io e apia no g upo MT ................................. 79 Tabela 15 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC após c io e apia ace la e al do joelho - MT ... 82 Tabela 16 –Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC,após c io e apia na ace medial do joelho -MT 83 Tabela 17 - Análise desc i i a das a á eis biológicas no g upo PA .................................................... 88 Tabela 18 - Es a ís ica desc i i a das a á eis an opomé icas no g upo PA ...................................... 88 Tabela 19 - Sco es médios globais da TSC do joelho no g upo PA ..................................................... 89 Tabela 20 - Es a ís ica desc i i a da TSC do joelho após c io e apia no g upo PA ............................... 90 Tabela 21 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC, após c io e apia ace la e al do joelho - PA ... 93 Tabela 22 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC, após c io e apia na medial do joelho - PA ..... 94 Tabela 23 - Lis agem dos casos com alo es de TSC e apêu icos no g upo da in e ace de PA .......... 95 Tabela 24 - Impac o e apêu ico da c io e apia no joelho no g upo PA ............................................... 97 Tabela 25 - Análise desc i i a das a á eis biológicas no g upo CNT ................................................ 102 Tabela 26 - Es a ís ica desc i i a das a á eis an opomé icas no g upo CNT .................................. 103 Tabela 27 - Sco es médios globais da TSC do joelho no g upo CNT ................................................. 103 Tabela 28 - Es a ís ica desc i i a da TSC do joelho após c io e apia no g upo CNT ........................... 104 Tabela 29 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC, após c io e apia na la e al do joelho - CNT . 107 x Tabela 30 Di . es a ís icas en e a TSC basal e TSC,após c io e apia,na ace medial do joelho CNT .. 108 Tabela 31 - Lis agem dos casos com alo es TSC e apêu icos no g upo da in e ace CNT ............... 109 Tabela 32 - Impac o e apêu ico da c io e apia no joelho no g upo CNT ........................................... 111 Tabela 33 - Sco es médios globais da TSC do joelho, após c io e apia, nos qua o g upos ............... 118 Tabela 34 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC após c io e apia qua o in e aces ............... 123 Tabela 35 - Compa ações múl iplas de médias das o dens dos qua o g upos endo como a iá el a TSC na ace la e al e medial do joelho, após a c io e apia. .............................................................. 123 Tabela 36 - Impac o e apêu ico da c io e apia no joelho nos qua o g upos (NNT) .......................... 125 x i ÍNDICE DE QUADROS Quad o 1 - Hipó eses de in es igação in ag upos ............................................................................. 26 Quad o 2 - Hipó eses de in es igação in e g upos ............................................................................. 27 Quad o 3 - Dis ibuição dos pa icipan es pelos g upos de in e enção .............................................. 31 Quad o 4 - Dis ibuição do empo de c io e apia pelo dia de PO e pe íodo do dia ............................... 42 Quad o 5 - T a amen os (in e enções) em es udo............................................................................. 45 Quad o 6 - Pa icipan es/ a amen os do p é- es e ............................................................................ 46 Quad o 7 - Relação do amanho da amos a com os a amen os e momen os de obse ação ........... 51 Quad o 8 - Hipó eses de in es igação/ es es es a ís icos de design in ag upo ................................... 58 Quad o 9 - Hipó eses de in es igação/ es es es a ís icos de design in e g upos ................................. 59 Quad o 10 - Es udos de in es igação que moni o iza am a TSC no joelho subme ido a AT .............. 168 Quad o 11 - Es udos de in es igação que moni o iza am a TSC ...................................................... 170 x ii ÍNDICE DE GRÁFICOS G á ico 1 - TSC da ace la e al e medial joelho após c io e apia no g upo da LRJ ............................... 72 G á ico 2 - TSC média da ace la e al e medial joelho, após c io e apia no g upo da MT ..................... 79 G á ico 3 - Dispe são dos alo es da TSC na ace la e al do joelho após a c io e apia - MT ................. 84 G á ico 4 - Dispe são dos alo es da TSC na ace medial do joelho após a c io e apia - MT ................ 84 G á ico 5 - TSC média da ace la e al e medial joelho, após c io e apia do g upo PA .......................... 91 G á ico 6 - Dispe são dos alo es da TSC na ace la e al do joelho após a c io e apia - PA .................. 96 G á ico 7 - Dispe são dos alo es da TSC na ace medial do joelho após a c io e apia - PA ................. 96 G á ico 8 - TSC média da ace la e al e medial joelho, após c io e apia no g upo CNT ...................... 105 G á ico 9 - Dispe são dos alo es da TSC na ace la e al do joelho após a c io e apia - CNT ............. 110 G á ico 10 - Dispe são dos alo es da TSC na ace medial do joelho após a c io e apia - CNT .......... 110 G á ico 11 - TSC média após c io e apia no joelho nos qua o g upos .............................................. 119 G á ico 12 - Boxplo da TSC média após c io e apia no joelho, nos qua o g upos ............................ 120 x iii DEDICATÓRIA Dedico a es e abalho a quem gos a de mim, a quem pa ilha comigo as aleg ias e as is ezas, a quem so i e cho a comigo, a quem es e e comigo em odos momen os sejam eles bons ou maus, a quem me ab aça e diz que me ama. Sin o-me ex emamen e g a o a odas es as pessoas. À Raquel, João e Da id Pelo osso g ande amo Aos meus pais Manuela e Joaquim e à minha ia Emília Po odas as mani es ações de amo , amizade, comp eensão, supe ação e apoio, que me de am em odos dias, que es i e am comigo. INTRODUÇÃO 1 INTRODUÇÃO Es e documen o em como p opósi o ap esen a a disse ação à Uni e sidade do Minho, Escola Supe io de en e magem, pa a ob enção de g au de Mes e. Pa a a consecução des e desígnio oi desen ol ida a p esen e in es igação, numa á ea de in e enção da en e magem – a c io e apia no joelho da pessoa subme ida a uma a oplas ia o al. A c io e apia é uma modalidade e apêu ica que consis e na aplicação de io com ins e apêu icos, u ilizada na medicina, na en e magem, e pelo público em ge al. Do con ex o p o issional, eme gem algumas indagações e e en es à aplicação da c io e apia, no pós-ope a ó io da pessoa subme ida a a oplas ia o al do joelho. Uma das indagações, que em susci ado ap eensão e inquie ação es á na obse ância dos e ei os e apêu icos da c io e apia no joelho da pessoa subme ida a uma a oplas ia o al. Es udos de in es igação, que p ocu a am a e i os e ei os e apêu icos da c io e apia na a oplas ia o al do joelho, ob i e am conclusões pa adoxais, con adi ó ias e con li uan es. A al a de consenso cien i ico, pode á es a elacionada com as pa icula idades e as peculia idades do con ex o clinico e e modinâmico, que en ol e o pós-ope a ó io da pessoa subme ida a uma a oplas ia o al do joelho. Nomeadamen e, o pós-ope a ó io ecen e, a localização ana ómica – o joelho, a empe a u a do joelho subme ido a a oplas ia o al, a modalidade de c io e apia, a sua du ação, a equência da mesma e as á ias in e aces u ilizadas en e o joelho subme ido a a oplas ia o al e a modalidade de c io e apia u ilizada. A en ol ência concep ual da c io e apia, es abelece-se numa íade: a c io e apia (modalidade de io), a empe a u a co po al e os e ei os e apêu icos. Es a, es u u a-se e desen ol e-se no p essupos o de que a c io e apia aplicada no co po humano ai diminui a empe a u a co po al obse ando-se os e ei os isiológicos da c io e apia e consequen emen e os seus e ei os e apêu icos. Nes a pe spe i a, pa a a obse ância dos e ei os e apêu icos da c io e apia é imp escindí el que exis a uma diminuição da empe a u a do joelho pa a alo es conside ados e apêu icos. Tendo como e e encial es e p essupos o, su giu a pe gun a de in es igação: qual o e ei o da c io e apia sob e a empe a u a supe icial cu ânea do joelho da pessoa subme ida a a oplas ia o al? Pa a subs ancializa es a indagação oi necessá io, que o cená io e modinâmico em es udo osse o mais ap oximado possí el da p axis, que en ol e a aplicação da c io e apia no joelho subme ido a a oplas ia o al, no pós-ope a ó io. Pa a o e ei o o am auscul ados á ios se iços de o opedia de unidades de saúde da zona no e de Po ugal e e i icou-se que a modalidade de c io e apia mais equen e é o saco INTRODUÇÃO 2 de gelo e que as in e aces mais usadas são a ligadu a do ipo Robe Jones modi icada, a malha ubula , o pano ino de algodão ( ipo onha da almo ada) e a comp essa de não ecido 15x20cm (desdob ada). De aco do com es e enquad amen o, delineou-se como obje i o ge al da in es igação: a alia o e ei o da c io e apia sob e a empe a u a supe icial cu ânea do joelho da pessoa subme ida a a oplas ia o al. Desen ol eu-se um es udo analí ico, quasi – expe imen al, a o ial 1X4X6 (uma modalidade de c io e apia e sus qua o in e aces e sus seis pe íodos de aplicação da c io e apia), longi udinal e p ospe i o. A in es igação oi ealizada num único cen o o opédico, o se iço de o opedia do CHPVVC, de 01 de ab il a 31de dezemb o de 2021. O abalho de in es igação es á conc e izado em ês pa es, o enquad amen o concep ual, me odológico e o empí ico. No enquad amen o concep ual, az-se a con ex ualização do p oblema em in es igação ( e isão da li e a u a) de ine-se os obje i os do es udo e as hipó eses de in es igação. No enquad amen o me odológico, es á explici ado o plano de abalho que acla a á o desenho de in es igação, onde se á desen edado e e idenciado a população/amos a em es udo, as a iá eis em in es igação, as in e enções em a aliação e o p ocesso de ecolha de dados. Finalmen e, no enquad amen o empí ico são desc i os os esul ados, ei a a análise e in e p e ação dos dados apu ados e ei a a discussão dos esul ados, pa a inaliza com as conclusões e implicação dos esul ados pa a a p á ica clinica, o mação e in es igação. O p esen e abalho de in es igação, em como inalidade melho a a qualidade dos cuidados de en e magem p es ados, na aplicação da c io e apia, na pessoa subme ida a a oplas ia do joelho, no pós-ope a ó io. A c io e apia é uma in e enção au ónoma de en e magem. Na p á ica clínica, habi ualmen e, são os en e mei os que, no pós-ope a ó io, p esc e em, aplicam e ge em a c io e apia. A au onomia só é conseguida com a p odução de conhecimen o cien í ico e a sua anslação pa a a p axis . Espe amos e desejamos, no inal do abalho, con ibui pa a aumen a o conhecimen o cien i ico sob e a c io e apia, espondendo às ques ões que nos inquie am e p eocupam. 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA EM INVESTIGAÇÃO 3 PARTE I – ENQUADRAMENTO CONCETUAL A ase concep ual ma ca o inicio da in es igação. O in es igado imbuído num p ocesso de in ospeção e com um espi i o c i ico- e lexi o, ques iona o que que conhece , o que que es uda , o que que in es iga , con ex ualizando o p oblema de in es igação em odas as suas dimensões on ológicas, cen ando e delimi ando a in es igação a uma á ea ou domínio conc e o. O p oblema em in es igação esba e-se em á ias in e ogações e indagações, que se ans o mam na pe gun a de in es igação. A pe gun a de in es igação se á balizada com a e isão da li e a u a, que iden i ica e cla i ica os concei os, expõe o que se conhece e o que se desconhece, sob e a emá ica em es udo. Com a pe gun a de inida e con ex ualizada com a e isão da li e a u a são explici ados os obje i os e hipó eses de in es igação. 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA EM INVESTIGAÇÃO A c io e apia é uma a i ude e apêu ica (uma e apia), amplamen e u ilizada, que consis e na aplicação de io com ins e apêu icos. Quando se adminis a um medicamen o, quando se ealiza um p ocedimen o e apêu ico ou quando se execu a uma in e enção p e ende-se um e ei o e apêu ico. Em elação à aplicação da c io e apia pe sis em algumas dú idas, nomeadamen e: i) se a c io e apia em os e ei os e apêu icos desejados; ii) se as modalidades de c io e apia são e icien es, no a e ecimen o dos ecidos pa a alo es de empe a u a conside ados e apêu icos, iii) se as in e aces , ou disposi i os, colocados en e a modalidade de c io e apia e a pele, são os mais adequados; i ) se o empo de aplicação é ajus ado à localização ana ómica, à modalidade de c io e apia e à in e ace ; ) se a TSC basal da a oplas ia o al do joelho (ATJ) in luencia a e iciência é mica das modalidades de c io e apia. Todas es as du idas in ocam uma indagação: a c io e apia em e ei o e apêu ico (e se sim em que condições de aplicação) ou é um placebo? A c io e apia em sido um ema al o de á ios abalhos de in es igação, desde os anos se en a do século passado. A linha de in es igação p incipal, oca-se essencialmen e nos e ei os e apêu icos e sus modalidades de c io e apia. Os esul ados des es es udos são con adi ó ios e discu í eis, e idenciando al a de consenso cien í ico, sob e o seu e ei o e apêu ico. Es e ac o é p eocupan e, na medida em que a c io e apia é u ilizada com g ande equência, em mui as unidades hospi ala es e cen o clínicos, no pós-ope a ó io imedia o da pessoa subme ida a a oplas ia o al do joelho e em odo p ocesso de eabili ação. Da análise mais po meno izada dos es udos consul ados eme gi am algumas ques ões: 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA EM INVESTIGAÇÃO 4 a) há e idencias cien i icas dos e ei os isiológicos e e apêu icos da c io e apia na a oplas ia o al do joelho?; b) po que é que as modalidades de adminis ação de c io e apia, não pe mi em ob e os e ei os desejados; c) as modalidades de c io e apia êm capacidade é mica su icien e pa a diminui a empe a u a dos ecidos co po ais, pa a ní eis conside ados e apêu icos?; d) a in e ace u ilizada en e a modalidade de c io e apia e os ecidos, diminui a e iciência (capacidade) é mica da modalidade de c io e apia?; e) a localização ana ómica in luencia a capacidade é mica da modalidade de c io e apia?; ) a empe a u a supe icial cu ânea basal do joelho com a oplas ia in luencia a capacidade de es iamen o da modalidade de c io e apia?; g) qual é a dose ( empo de aplicação), a equência (nume o de ezes po dia) e o núme o de dias de c io e apia necessá ios pa a a ingi os obje i os e apêu icos p e endidos? Pa a diminui a empe a u a do joelho com AT são u ilizadas modalidades de c io e apia (c ioagen es), cuja capacidade é mica de e alcança e man e a empe a u a em alo es e apêu icos, ≤15 °C (Bélange , 2015). Exis e uma di e sidade de a o es, que di icul am o a e ecimen o dos ecidos co po ais, sendo necessá io pa a o sucesso da c io e apia, o conhecimen o des es a o es e da sua in luência no sis ema e modinâmico da c io e apia. À c io e apia são a ibuídos á ios e ei os isiológicos, espe ando-se que es es esul em em e ei os e apêu icos no joelho subme ido a a oplas ia o al. Apesa do consenso sob e os e ei os isiológicos da c io e apia, não há e idências o es pa a jus i ica o uso de uma modalidade de c io e apia sob e as demais (Kanlayanapho po n, & Janwan anakul, 2005). Da nossa expe iência clínica cons a amos, que a aplicação da c io e apia, não em em conside ação odas as pa icula idades do con ex o clínico que en ol e o pós-ope a ó io da ATJ e que es ão di e amen e elacionadas com o sis ema e modinâmico, cons i uído pela modadlidade de c io e apia, a in e ace u ilizada e a pele do joelho subme ido a a oplas ia o al. Es e ac o e i ica-se ambém em mui os dos es udos consul ados podendo esul a em limi ações ou iés, que comp ome em a alidade dos mesmos. No pós-ope a ó io da ATJ são u ilizados apósi os (pensos, ligadu as, comp essas) pa a p o ege a e ida ope a ó ia do ambien e ex e no, a é à emoção do ma e ial de su u a que, habi ualmen e, oco e en e o decimo quin o e o igésimo dia de pós-ope a ó io. O apósi o ci ú gico bem como o ma e ial u ilizado sob a c io e apia, pa a e i a queimadu as pelo io ( oalha, pano ou ou o), cons i uem a in e ace en e a modalidade de c io e apia e a pele. A in e ace , unciona como uma esis ência à oca de ene gia é mica en e o ecido egumen a e a modalidade de c io e apia. A sua composição, espessu a e amanho pode ão limi a a e iciência da c io e apia. A diminuição (e manu enção) da empe a u a do joelho pa a alo es conside ados e apêu icos - ≤15°C - pode se comp ome ida pela in e ace u ilizada. 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA EM INVESTIGAÇÃO 5 Des e con ex o su ge uma ques ão: a é que pon o a in e ace in e e e na capacidade é mica da modalidade de c io e apia, endo como inalidade diminui e man e a empe a u a dos ecidos em alo es e apêu icos? Es amos pe an e uma conjun u a e modinâmica complexa, com soluções igualmen e complexas. No con ex o clinico emos: i) di e en es modalidades de c io e apia com di e en es capacidades é micas, ii) di e en es in e aces com di e en es esis ências á passagem de calo e de io; iii) di e en es u ilizado es (p o issionais de saúde) com di e en es p ocedimen os de aplicação da c io e apia; iiii) di e en es pessoas subme idas a ATJ, cada uma com a sua indi idualidade. O p ocesso de cica ização dos ecidos dani icados du an e o a o ci ú gico e a eação do o ganismo à p ó ese, desencadeia um p ocesso in lama ó io no joelho e ecidos ci cunjacen es. Os sinais in lama ó ios- edema, do , ubo , e calo - com o aumen o da empe a u a ecidual local, es ão p esen es numa maio ou meno exube ância ou magni ude, a iando de pessoa pa a pessoa. O aumen o da empe a u a supe icial cu ânea do joelho aumen a a di e ença de empe a u a en e a modalidade de c io e apia e a TSC do joelho com AT. Quan o maio o a di e ença de empe a u a en e a TSC e a modalidade de c io e apia, meno é a elocidade de condução de calo e meno é a magni ude do a e ecimen o (Knigh , 2000; Bélange , 2015). Es es ac os, pode ão signi ica a não ob enção de alo es de empe a u a e apêu icos. Vá ios au o es, como Ueyama e al. (2018) cons a a am que o joelho subme ido a uma a oplas ia o al em uma maio empe a u a basal supe icial cu ânea, quando compa ado com o joelho con ala e al. Nes a pe spe i a, su ge a seguin e ques ão: a é que pon o o aumen o da empe a u a local do joelho com a oplas ia in e e e na capacidade é mica da modalidade de c io e apia, endo em is a diminui e man e a empe a u a dos ecidos pa a ní eis e apêu icos? Da e lexão e e uada nas linhas an e io es, su giu a pe gun a de in es igação: Qual o e ei o da c io e apia sob e a empe a u a supe icial cu ânea do joelho da pessoa subme ida a a oplas ia o al? 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 12  C io e apia com comp essão Associa a c io e apia à comp essão, po exemplo, com bandas elás icas, aumen a a e icácia da c io e apia, exis indo uma maio diminuição da empe a u a co po al, compa a i amen e quando se usa a mesma modalidade de c io e apia sem comp essão (Me ick e al., 2003; Tomchuk e al., 2010). Ou os a o es como a empe a u a ambien al e a a i idade ísica, podem in e e i no a e ecimen o co po al. 2.3. Sis ema e modinâmico da c io e apia O sis ema e modinâmico da c io e apia é compos o po uma modalidade de c io e apia (c ioagen e), a in e ace (opcional) e os ecidos co po ais. Pa a melho comp eensão e pe ceção da especi icidade do sis ema e modinâmico, eco emos a um esquema ( igu a 1). Passa emos a desc e e as suas e apas: 1 – A modalidade de c io e apia en a em con ac o com a in e ace (se exis i ) ou ecidos co po ais (pele); 2 – A in e ace é um obs áculo à passagem do io pa a os ecidos co po ais (exemplo: o joelho). O io que chega aos ecidos co po ais (pele), após passa pela in e ace , em uma empe a u a supe io ao io da modalidade de c io e apia; 3 – Os ecidos co po ais ao ecebe em o io da modalidade de c io e apia começam a pe de calo po um p ocesso de ans e ência pa a a modalidade de c io e apia, que pode se po condução, e apo ação (mais equen es), con ecção e adiação; 4 – Inicialmen e, o calo co po al dos ecidos supe iciais (pele) começa a se ans e ido pa a a modalidade de c io e apia, aumen ando a empe a u a da modalidade de c io e apia (7) e diminuindo a empe a u a dos ecidos supe iciais. Os ecidos supe iciais mais ios, po condução, começam a ecebe calo dos ecidos mais p o undos (mais quen es), es es começam a pe de calo pa a os ecidos mais supe iciais, que po sua ez ol am a pe de o calo pa a a modalidade de c io e apia, esul ando numa diminuição da empe a u a co po al local (exemplo do joelho); 5 e 6 – Com o calo dos ecidos co po ais a se ans e ido pa a a modalidade de c io e apia, a empe a u a dos ecidos desce, consequen emen e en am em ação os mecanismos de p odução de calo e de egulação e manu enção da empe a u a in e na do o ganismo ( e mo egulação), que p ocu am aumen a a empe a u a co po al local, con a iando o e ei o da c io e apia; 7 – A modalidade de c io e apia ecebe o calo dos ecidos co po ais supe iciais, ai a mazená-lo ou dissipá-lo, passando ou não, po um p ocesso de en alpia de usão ou a é apo ização (e apo ização). De ido a es e acon ecimen o a empe a u a da modalidade de c io e apia ai aumen a ; 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 13 8 e 9 – Como o aumen o da empe a u a da modalidade de c io e apia diminui a sua e iciência é mica, menos io ecebem os ecidos co po ais; 10 – Es e p ocesso epe e-se ciclicamen e a é a modalidade de c io e apia e os ecidos co po ais en a em em equilíb io é mico, ou seja, icam com empe a u as simila es sem ans e ência de calo . O sis ema e modinâmico es ando em cons an e in e ação com o meio ambien e, é in luenciado po es e. A empe a u a ambien al in luencia a empe a u a co po al e a empe a u a da modalidade de c io e apia e, consequen e, o a e ecimen o dos ecidos. Não podemos esquece os ou os a o es elencados no capi ulo an e io . Figu a 1 - Sis ema e modinâmico da c io e apia 2.4. E ei os isiológicos, indicações e con aindicações da c io e apia A c io e apia pode se u ilizada em di e en es con ex os que en ol am a diminuição da empe a u a co po al, com ins e apêu icos. knigh (2000) elenca as seguin es écnicas de c io e apia: aplicação da c io e apia no a endimen o imedia o a lesões musculosquelé icas agudas; pós-ope a ó io da ci u gia o opédica; massagem com gelo; c iociné ica e c ioalongamen o ( écnicas usadas na eabili ação); banhos de água ia (hid o e apia); c ioci u gia; hipo e mia co po al an es da ci u gia abdominal ou ansplan e de ó gãos; anspo e de ó gãos; a amen o dos igge poin s e colocação de água ia numa queimadu a. 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 14  E ei os isiológicos do io Os e ei os isiológicos do io di idem-se em e ei os hemodinâmicos, neu omuscula es e me abólicos (Came on, 2019). Os e ei os hemodinâmicos da c io e apia mani es am-se po uma asocons ição que o igina uma edução do luxo sanguíneo local du an e a aplicação da c io e apia. Quando a c io e apia é suspensa a asocons ição dá o igem a uma asodila ação, es e enómeno designa-se de asodila ação induzida pelo io (VDIF). A VDIF é maio quan o meno o a empe a u a co po al após a c io e apia e quan o maio é a exposição ao io. Sendo mais p o á el de acon ece nas ex emidades, como os dedos dos pés e mãos (knigh , 2000; Came on, 2019). Os e ei os neu omuscula es obse am-se com a diminuição da elocidade da condução ne osa em unção da magni ude do es iamen o e da du ação da c io e apia. A c io e apia diminui a condução dos ne os sensi i os e mo o es, p incipalmen e das ib as pequenas mielinizadas, que conduzem o es imulo da do , consequen emen e diminui a do . Ou o mecanismo e e enciado pa a a c io e apia aumen a o limia da do e diminui a sensação da do é a a és da edução dos espasmos muscula es nos p incípios da eo ia do Ga e Con ol Theo y (Came on, 2019). A du ação da c io e apia pode diminui ou aumen a a o ça muscula . Pouco empo de c io e apia (5 minu os ou menos) aumen a a o ça muscula , quando a c io e apia é aplicada po pe íodos de empo mais p olongados (20 minu os ou mais) a o ça muscula em endência a diminui . A espas icidade pode diminui ansi o iamen e com aplicações de c io e apia en e 10 a 30 minu os (du an e os 60 a 90 minu os seguin es), dando a possibilidade de ealiza a i idades uncionais (Came on, 2019). Ou o e ei o da c io e apia e e enciado é a diminuição do me abolismo celula . Sendo, assim, é um mé odo u ilizado pa a p e eni ou eduzi a in lamação e a des uição do colagénio em doenças in lama ó ias (Came on, 2019). A c io e apia diminui a ci culação sanguínea e o me abolismo celula , diminuindo as lesões de hipóxica secundá ias associadas a lesões musculosquelé icas. Es e é um aspe o de g ande ele ância no a endimen o imedia o a lesões musculosquelé icas (knigh , 2000).  Indicações clinicas A c io e apia es á indicada nas seguin es condições clinicas: a) con ola a in lamação aguda e acele a a ecupe ação depois de um auma ismo e du an e a ase in lama ó ia; b) diminui a in lamação secundá ia a lesões musculosquelé icas, in e enções ci ú gicas (como, po exemplo, ATA, ATJ, ci u gia do joelho e omb o) e doenças in lama ó ias c ónicas como a a ose a a i e euma oide; c) eduzi a in ensidade das mialgias de começo a dio; d) eduzi a hemo agia após um auma ismo; e) con ola o edema associado á in lamação aguda, quando associada ao epouso, comp essão e ele ação do 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 15 memb o a e ado (RICE); ) con ola a do ; g) modi ica a espas iciadade; h) condições clinicas em que é necessá io diminui o me abolismo celula ; i) c iociné ica e c ioalongamen o (knigh , 2000; Came on, 2019).  Con aindicações pa a o uso da c io e apia As con aindicações pa a o uso da c io e apia são as seguin es: doença de Raynaud, c ioglobulinemia, lebi e, ombose enosa p o unda dos memb os in e io es, omboembolismo pulmona , u icá ia ao io, c iohemoglobinú ia, hipe sensibilidade ao io, in ole ância ao io e asculopa ia pe i é ica (Came on, 2019; knigh , 2000). 2.5 In e alo e apêu ico da c io e apia A c io e apia, como qualque ou a e apia, de e e um in e alo e apêu ico onde são obse ados os seus e ei os. O in e alo e apêu ico es abelece-se com a diminuição da empe a u a co po al local pa a alo es é micos conside ados e apêu icos. Nes a pe spe i a, coloca-se a ques ão: qual se á a acu ácia do in e alo e apêu ico da TSC? A acu ácia e apêu ica da c io e apia é a exa idão e a p ecisão das modalidades e apêu icas pa a diminui a TSC pa a alo es e apêu icos. Vá ios in es igado es êm desen ol ido abalhos nes a á ea. Pa a uma analgesia localizada a TSC de e se in e io a 13,6°C (Bugaj,1975). Ou os au o es e e em que, a TSC ecomendada pa a a analgesia induzida pelo io de e á se in e io a 13°C (Bleakley & Hopkins, 2010). Ou os es udos apon am, que diminui a TSC pa a ce ca de 15°C le a a um e ei o analgésico local pela inibição da elocidade de condução ne osa (Ches e on, Fos e e Ross, 2002 & Alga ly e Geo ge, 2007). Quando se p e ende diminui o me abolismo celula a TSC de e se man ida p óxima dos 10°C. (Sapega e al. 1988; Bleakley, McDonough e MacAuley, 2004 & Janwan anakul, 2009). Já Bleakley & Hopkins (2010) dizem que a edução do me abolismo celula é ob ida com TSC en e os 5 - 15 °C após a lesão musculosquelé ica. Pa a eduzi a condução ne osa em 10% é necessá ia uma empe a u a de 12,5 °C (McMeeken, Lewis & Cocks, 1984). Num es udo ealizado po Alga ly & Geo ge (2007), com o obje i o de de e mina o impac o da c io e apia na elocidade da condução ne osa, no limia da do e a ole ância à do nos o nozelos, os au o es concluí am, que a elocidade da condução ne osa é eduzida a 33%, quando a empe a u a a inge os 10°C, esul ando um maio limia da do e uma maio ole ância à do nos o nozelos. 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 16 Com uma isão mais gene alis a dos e ei os e apêu icos da c io e apia, sem especi ica o e ei o e apêu ico, Bleakley, McDonough e MacAuley (2004), e e em que pa a maximiza os e ei os e apêu icos da c io e apia é necessá io eduzi a empe a u a dos ecidos en e os 10°C e os 15°C. Bélange (2015), enquad a os e ei os da c io e apia numa “janela é mica” onde são obse ados os e ei os e apêu icos alocados à c io e apia. Es a janela em ês ní eis é micos, de aco do com os alo es da TSC obse ados du an e a aplicação da c io e apia. O p imei o ní el é mico si ua-se en e aos 28C° a 35°C, denominado de “Baseline empe a u e” , a empe a u a basal isiológica da pele, músculos, endões e cápsulas a icula es. O segundo ní el é mico, o ní el subó imo en e 27°C a 16°C. Nes e ní el p o a elmen e pode ão se obse ados alguns e ei os alocados à c io e apia, mas sem a obus ez, magni ude e in ensidade desejada (quan o mais p óximo dos 16°C maio é p obabilidade de obse a e ei os e apêu icos). O e cei o ní el é o ní el ó imo de c io e apia en e os 10°C e os 15°C. Nes a aixa é mica são obse ados com uma maio equência e em maio magni ude, os e ei os e apêu icos da c io e apia ( ambém pode se designada como aixa e apêu ica). Ao analisa po meno izadamen e os es udos ap esen ados, ica pe ce í el que a obse ância dos e ei os e apêu icos es á dependen e dos alo es da TSC. Cada e ei o e apêu ico em alo es é micos da TSC de e e ência, que a iam de au o pa a au o . Pe cebe-se, que exis em au o es, que p e e em abo da os e ei os e apêu icos da c io e apia de uma o ma mais global, não se alocando o e ei o e apêu ico da c io e apia a uma empe a u a especi ica, mas a uma aixa é mica ou ní el e apêu ico, onde podem se obse ados os e ei os e apêu icos da c io e apia. Adap ado de Bélange , (2015) Figu a 2 - Janela e apêu ica da c io e apia 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 17 Pensamos, que um posicionamen o dos e ei os e apêu icos da c io e apia, delimi ados po uma aixa é mica e apêu ica se á o mais ajus ado pa a o nosso es udo. Nes a pe spe i a, op amos po ado a o quad o de e e ência é mico de Bélange ( igu a 2), embo a saibamos que exis em e ei os e apêu icos da c io e apia, que são obse ados com empe a u as in e io es a 15°C (Bélange , 2015). 2.6 Tempo de manu enção da TSC em alo es e apêu icos O pe íodo de empo que as modalidades de c io e apia man êm a TSC em alo es e apêu icos e po quan o empo se man ém a TSC em alo es e apêu icos, pa a aumen a a e iciência da c io e apia, é bas an e ele an e pa a a escolha da modalidade de c io e apia e pa a a obus ez dos e ei os e apêu icos da c io e apia. Poucos ou quase nenhuns es udos e e en es a es a emá ica são encon ados. Os poucos es udos, exis en es ocam-se se a TSC e apêu ica oi a ingida ou não, não e e indo, po quan o empo a TSC e apêu ica oi man ida. Ou os es udos en a izam se os e ei os e apêu icos da c io e apia o am e idenciados ou não, não azendo e e encia aos alo es da TSC. Um es udo ealizado po Ho, Illgen, Meye , To ok, Coope , & Reide (1995) pa a de e mina o e ei o de pe íodos mais cu os ou mais longos de c io e apia sob e o luxo sanguíneo esquelé ico e o me abolismo no joelho, medido po cin ilog a ia óssea, concluiu que a aplicação da modalidade de c io e apia po 5 minu os p oduziu uma pequena, mas signi ica i a, diminuição do luxo sanguíneo e do me abolismo nos ossos dos joelhos es udados. Es a diminuição o nou-se p og essi amen e mais p o unda com o aumen o dos empos de c io e apia, a é um máximo de 25 minu os. Um pad ão semelhan e, mas com diminuições de maio magni ude, oi obse ado pa a o luxo sanguíneo a e ial e de ecidos moles, com exceção do luxo sanguíneo a e ial pa a os g upos de 5 e 10 minu os. En endemos que não se á adequado ala somen e do empo em que se a ingiu um de e minado e ei o e apêu ico uma ez que exis em mui as modalidades de c io e apia e cada uma em as suas especi icidades e modinâmicas. Po exemplo, Me ick e al., (2003) obse a am que as modalidades de c io e apia êm di e en es p op iedades e modinâmicas. Uma das p op iedades e modinâmicas mais impo an e é o e ei o da mudança do es ado ísico (en alpia de usão). Modalidades á base de gelo passam po uma mudança de es ado de sólido pa a líquido e, como esul ado, abso em subs ancialmen e mais calo , designado de en alpia de usão. Es e aumen o da abso ção de calo esul a numa TSC e in amuscula maio , quando compa adas com o paco e de gel. Po ou o lado, a di e ença na condução é mica e e apo ação que pode se encon ada com uma in e ace húmida não p oduziu empe a u as in amuscula es signi ica i amen e maio es, com os sacos de gelo ípicos. T abalhando na 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 18 suposição ainda não es ada de que mais io é melho , os au o es apoiam o uso de modalidades ias, que passam po uma mudança no es ado ísico (ou seja, modalidades baseadas em gelo) em elação a ou as modalidades de io em que não exis e uma mudança no seu es ado ísico, no a amen o de lesões musculosquelé icas. Concluindo, di e en es modalidades de c io e apia, com di e en es capacidades é micas, associadas à unicidade e especi icidade do se humano, como a localização ana ómica, massa go da, ecido muscula e me abolismo, conjugada com a a i idade ísica da pessoa, condições ambien ais e ou os a o es não con olá eis, êm como consequência uma maio a bi a iedade no uso da c io e apia po pa e dos p o issionais de saúde, que pode e epe cussão na diminuição da e iciência é mica da c io e apia e consequen emen e não se em e idenciados os seus e ei os e apêu icos. 2.7 E idências cien i icas da c io e apia no joelho subme ido a a oplas ia o al Pa a uma melho comp eensão, da p oblemá ica que en ol e a aplicação da c io e apia no pós-ope a ó io do joelho subme ido a a oplas ia o al e seus e ei os e apêu icos, po uma o dem c onológica passo a desc e e os esul ados, de alguns es udos selecionados. Numa e isão da li e a u a ealizada po Hubba d & Denega (2004) com o obje i o de esponde à ques ão: quais as e idências clinicas pa a o uso da c io e apia no pós-ope a ó io da a oplas ia o al do joelho? Os au o es concluí am que “ Com base nas e idências disponí eis, a c io e apia pa ece se e icaz na edução da do (…) além disso, a baixa qualidade me odológica das e idências disponí eis é p eocupan e. Mui os ou os es udos de al a qualidade são necessá ios, pa a c ia di e izes baseadas em e idências sob e o uso da c io e apia. Eles de em-se concen a no desen ol imen o de modos, du ações e equências de aplicação de gelo, que o imiza ão os esul ados após a lesão”. (p. 279). Es e es udo iden i icou, apenas um possí el e ei o e apêu ico, a diminuição da do no joelho com AT. Ou os e ei os, a ibuídos à c io e apia, como po exemplo: a diminuição do edema, aumen o da ampli ude a icula do joelho e a diminuição da pe da sanguínea no pós-ope a ó io não o am obse ados. Num abalho de e isão sis emá ica da li e a u a com me análise ealizada po Adie e al., (2012), que incluiu onze ensaios clínicos andomizados e um ensaio clínico con olado en ol endo 809 pa icipan es, com o obje i o de a alia a aplicação da c io e apia na ase aguda (48 ho as PO da ATJ) e que e e como p incipais ou comes em a aliação: a pe da sanguínea, a do , e en os ad e sos, ampli ude a icula do joelho e as ans usões sanguíneas. Os ou comes secundá ios o am o uso de analgesia, o edema do joelho, o empo de in e namen o, a qualidade de ida e as a i idades de ida diá ia. Os au o es, concluí am que a c io e apia em um pequeno bene ício na pe da de sangue, equi alen e a 225ml menos 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 19 no g upo de c io e apia. Es e bene ício, segundo os au o es, pode não se clinicamen e signi ica i o. Não hou e di e ença en e os g upos de in e enção e de con olo nos ou os ou comes , que a alia am a pe da sanguínea, como a axa de ans usão sanguínea. Em elação à do , a c io e apia melho ou a pon uação na escala isual analógica nas 48 ho as de PO, mas não nas 24 ou 72 ho as de PO. Es es dados, segundo os au o es, podem não se clinicamen e signi ica i os. A ampli ude a icula do joelho subme ido a a oplas ia o al, no momen o da al a, em média inha mais 11,39 g aus, segundo os au o es es e bene ício pode não se clinicamen e signi ica i o. Nenhum bene ício signi ica i o oi encon ado no uso de analgesia e no edema. Um ou o es udo de e isão sis emá ica da li e a u a com me análise ealizado po Ni, S. H. (2015) com o obje i o de a alia a e icácia da c io e apia em pacien es após a oplas ia o al do joelho ap esen ou conclusões iden icas ao es udo an e io . As pessoas que ecebe am c io e apia i e am menos pe da de sangue, 109,68 ml em média, do que pessoas que não ize am c io e apia. No en an o, a análise ao subg upo indicou, que os bene ícios da c io e apia na pe da de sangue após a oplas ia o al do joelho, podem se mui o pequenos. Ou a conclusão des e es udo, oi que a c io e apia e idenciou uma diminuição da do no segundo dia de PO, mas não no p imei o dia ou no e cei o dia de PO. Os es udos ealizados po Adie e al., (2012) e Ni, S. H. (2015) e idencia am esul ados simila es: os pequenos bene ícios da c io e apia elaciona am-se com a pe da sanguínea, do e ampli ude a icula , mas, como ambos os au o es e e em, es es bene ícios podem não se clinicamen e signi ica i os. Uma e isão da li e a u a ealizada po Chugh ai e al. (2017), que e e como obje i o de a alia di e en es modalidades de c io e apia u ilizadas na ci u gia do joelho, nomeadamen e na p ó ese unicompa imen al e p ó ese o al do joelho compa ou: 1) nenhuma c io e apia s. c io e apia; 2) c io e apia com bolsa ia s. c io e apia com disposi i o de luxo con ínuo; 3) á ios p o ocolos de aplicação desses mé odos de c io e apia; 4) análise de cus o-bene ício em pacien es subme idos à a oplas ia unicompa imen al ou o al do joelho. De aco do com os esul ados ob idos, conclui-se que embo a a maio ia dos es udos a o ecem a c io e apia (cinco es udos), exis em ês es udos, que não e idenciam di e enças, en e aplicação da c io e apia e sus não aplicação da c io e apia, na a oplas ia o al e a oplas ia unicompa imen al do joelho. Uma das úl imas e isões da li e a u a no âmbi o dos e ei os e apêu icos da c io e apia oi ealizada po Thacoo & Sandi o d (2019, p.5) e concluiu que, “o uso da c io e apia no pós-ope a ó io imedia o e p ecoce após a oplas ia do joelho con inua desa iado . A c io e apia em demons ado alguns bene ícios, mas com a g a e al a de es udos de ní el 1, que apoiem seu uso é di ícil chega a uma 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 20 conclusão. Ou os ensaios clínicos andomizados mul icên icos com populações ep esen a i as e azoá el compa ação de disposi i os são necessá ios”. A e isão da li e a u a e e en e à emá ica da c io e apia do joelho com AT, demons a que mui os abalhos de in es igação êm sido ealizados. O en oque da in es igação cen a-se em analisa os e ei os e apêu icos das modalidades c io e apia nos seguin es ou comes : do , edema, pe da sanguínea, ampli ude a icula do joelho, lesões de hipóxica secunda ias, sa is ação do pacien e e empo de in e namen o. Quando se analisa po meno izadamen e es es es udos de in es igação, e i ica-se que em p a icamen e odos eles, não exis e uma a aliação e um con olo da TSC ou in a-a icula no joelho com AT, quando é aplicada a c io e apia. Iden i icamos somen e ês es udos, que a alia am a TSC no decu so da aplicação da c io e apia no joelho com AT. Nos es udos que u ilizam as modalidades de segunda e e cei a ge ação o con olo da empe a u a é ealizado no disposi i o de c io e apia. Es e ac o não p essupõe como e dade, que a TSC do joelho com AT seja igual à empe a u a do disposi i o de c io e apia. Não é igual, nem pode se igual, na medida que no sis ema e modinâmico exis em in e aces (pensos e ou os apósi os), que uncionam como ba ei a à ans e ência de calo do joelho pa a a modalidade de c io e apia. Um ou o a o , é a empe a u a do joelho com AT, que segundo á ios au o es é maio que no joelho con ala e al (Ueyama e al., 2018). Po úl imo, não êm em conside ação o di e encial é mico en e a empe a u a da modalidade c io e apia e a TSC, ou seja, a dose (T°ag-s) e o di e encial de empe a u a en e a supe ície da pele an es e após o a amen o com a c io e apia (T°b-a), que ep esen a o es iamen o eal da pele causado pela dose (Bélange , 2015). As e isões sis emá icas da li e a u a e as me análises es endem-se a ou as localizações ana ómicas e a ou as á eas de in e enção da medicina. A p oblemá ica é a mesma e os esul ados ob idos são simila es. Na p á ica clinica segundo Kanlayanapho po n & Janwan anakul (2005) coexis e uma al a de in o mação sob e a e icácia e apêu ica de di e en es modalidades de c io e apia, man endo os p o issionais com dú idas sob e que modalidade de e se usada pa a a ingi uma espos a isiológica desejada. 2.8 E iciência é mica das modalidades de c io e apia e sus in e aces A a aliação da e iciência é mica das modalidades de c io e apia é obse ada pela sua capacidade de a e ece os ecidos. O mé odo p incipal pa a a alia a e iciência das modalidades de c io e apia é a a aliação da empe a u a co po al na localização ana ómica onde é aplicada a c io e apia. A empe a u a 2. A CRIOTERAPIA COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA 21 co po al local, pode se ob ida a a és da a aliação da empe a u a supe icial cu ânea ou a a és da a aliação da empe a u a em ecidos mais p o undos, a ní el muscula e a icula . Nes a linha de pensamen o, na e isão da li e a u a p ocu ou-se es udos, que obse a am o e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho da pessoa subme ida a a oplas ia o al. Encon amos ês es udos Demoulin e al., (2012), Holm e al., (2012) & Ka aduman e al., (2019), des es es udos, somen e o es udo de Demoulin e al., (2012) a TSC a ingiu alo es conside ados e apêu icos (≤ 15°C). Nes e es udo, a c io e apia oi aplicada di e amen e na pele do joelho com AT com o “C yo on TM” (c io e apia gasosa). A TSC e i icada no joelho com AT oi 14 °C. Nas ou as duas modalidades de c io e apia es udadas po Demoulin e al., (2012), o Cold pack - ‘‘gel pack’’ (Physiopack ® (400g) aplicado sob e uma oalha, a TSC após a c io e apia es e e en e os 22 – 24°C, quando oi aplicado o C yocu ’ (Ai cas C yocu ®, Inc., Summi , New Je sey) di e amen e na pele a TSC após a c io e apia es e e en e 22 – 24°C. No es udo de Holm e al., (2012) a aplicação da c io e apia oi ealizada com saco de gelo usando como in e ace um pano de algodão ino du an e in a minu os, a TSC do joelho com AT após a c io e apia oi de 23,8°C. Já no es udo de Ka aduman e al., (2019), a c io e apia oi aplicada no joelho com AT com um apa elho da Waegene ®, Bee se, Belgium, endo como in e ace ligadu as/meias an iembólicas. As TSCs o am a aliadas com ecu so á e mog a ia e a ia am en e os 25°C e os 27,8°C. Nes e mesmo es udo, quando a c io e apia oi aplicada no joelho com AT, com um paco e de gel io (Cold Pack - gel ice ®) na mesma in e ace , a TSC es e e en e os 35,9°C e os 36,5°C. Quando a e isão da li e a u a oi ala gada a ou as condições clinicas e a ou as localizações ana ómicas o nozelo, coxa, íceps su al e ao joelho sem AT encon amos 13 es udos, que obse a am o e ei o da c io e apia sob e a TSC. Cons a a-se, que exis i am qua os es udos que a TSC não desceu pa a alo es e apêu icos (≤ 15°C), o es udo de Shibuya e al., (2007), Cos ello, e al., (2014), B eslin, e al., (2015), Leegwa e , e al., (2019). No e es udos ob i e am alo es da TSC conside ados e apêu icos, nomeadamen e os es udos de Ches e on, Fos e , & Ross. (2002); Me ick, e al., (2003); Janwan anakul (2004); Kanlayanapho po n, & Janwan anakul. (2005); Ib ahim, e al., (2005); Lo e, e al., (2013), Da Cos a, e al., (2015); Tassignon, e al., (2018); Os owski, e al., (2019). Pa a uma melho comp eensão e pe ceção da me odologia e esul ados dos es udos an e io men e e e enciados, o am elabo ados dois quad os. O quad o 10 (anexo I) epo a os es udos, em que, a TSC oi a aliada a pessoas subme idas a uma AT. O quad o 11 (anexo I) epo a os es udos, em que, a TSC oi a aliada a pessoas com ou as condições clinicas e nou as localizações ana ómicas. 5. O DESENHO DA INVESTIGAÇÃO 28 PARTE II - ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO Finalizada a ase concep ual da in es igação inicia-se a ase me odológica. Es a consis e “…em p ecisa como o enómeno em es udo se á in eg ado num plano de abalho, que di a á as a i idades conducen es à ealização da in es igação” (Fo in 2000, p.131). O plano de abalho acla a á e explici a á um desenho de in es igação, onde se á desen edado e e idenciado um conjun o de p ocedimen os e es a égias, pa a da espos a á pe gun a de in es igação, obje i os e hipó eses. Da espos a, a es es ês componen es concep uais da in es igação, eme gem os esul ados e conclusões do es udo de in es igação. 5. O DESENHO DA INVESTIGAÇÃO A me odologia escolhida baseia-se num es udo de na u eza quan i a i a, quasi-expe imen al e a o ial - 1X4X6 (Fo in, 2000; Cas o, 2018; Cou inho, 2019), ou seja, uma modalidade de c io e apia e sus qua o (4) in e ace s e sus seis (6) pe íodos de aplicação da c io e apia no do joelho com AT. Nes e es udo, cons i uí am-se como a á eis independen es : i) modalidade de c io e apia (saco de gelo); ii) in e aces (ligadu a ipo Robe Jones, malha ubula , pano ( ipo onha) e a comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada); iii) localização ana ómica onde oi moni o izada a TSC (a ace la e al e medial do joelho com AT) e, i ) empo de c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 60 minu os). Os e ei os conc e iza am- se a a és das a iá eis dependen es: a TSC do joelho com AT, após c io e apia. O ipo de amos agem oi de con eniência, com dis ibuição alea ó ia dos pa icipan es pelas qua o in e aces de a amen o. A Figu a 3 mos a, de o ma esquemá ica, o desenho do es udo. 5. O DESENHO DA INVESTIGAÇÃO 29 Figu a 3 - Desenho do es udo 9 9 PARTICIPANTES (amos a) Doen es subme idos a a oplas ia o al do joelho p imá ia po os eoa i e Randomização da amos a po qua o g upos de a amen o (in e enção). Mé odo de amos agem p obabilís ico alea ó io simples C io e apia (C) + In e ace LRJ C io e apia (C) + In e ace MT C io e apia (C) + In e ace PA C io e apia (C) + In e ace CNT Tempo de aplicação do a amen o (T) 10 minu os 20 minu os 30 minu os 40 minu os 50 minu os 60 minu os C+ILRJ+T10 C+LRJ+T20 C+LRJ+T30 C+LRJ+T40 C+LRJ+T50 C+LRJ+T60 TRATAMENTOS 10 minu os 20 minu os 30 minu os 40 minu os 50 minu os 60 minu os C+MT+T10 C+MT+T20 C+MT+T30 C+MT+T40 C+MT+T50 C+MT+T60 TRATAMENTOS 10 minu os 20 minu os 30 minu os 40 minu os 50 minu os 60 minu os C+PA+T10 C+PA+T20 C+PA+T30 C+PA+T40 C+PA+T50 C+PA+T60 TRATAMENTOS 10 minu os 20 minu os 30 minu os 40 minu os 50 minu os 60 minu os C+CNT+T10 0 C+CNT+T20 C+CNT+T30 C+CNT+T40 C+CNT+T50 C+CNT+T60 TRATAMENTOS Tempo de aplicação do a amen o (T) Tempo de aplicação do a amen o (T) Tempo de aplicação do a amen o (T) EFEITO DA CRIOTERAPIA NA TSC DO JOELHO SUBMETIDO AT 6. POPULAÇÃO/AMOSTRA 30 6. POPULAÇÃO/AMOSTRA A população al o ( a ge popula ion) do es udo epo ou-se aos doen es subme idos a uma a oplas ia o al do joelho p imá ia po os eoa i e (os eoa ose). Foi imp escindí el den o da população al o, encon a um sub-g upo, que ep esen e a gene alidade da população al o, denominado de população do es udo (s udy popula ion). Pa a de ini a população do es udo, o am es ipulados c i é ios de seleção. Po uma ques ão, de acessibilidade aos pa icipan es, o es udo deco eu no se iço de o opedia do Cen o Hospi ala Pó oa de Va zim – Vila do Conde (CHPVVC), de 01 ab il a 31 dezemb o de 2021. 6.1 C i é ios de inclusão e exclusão De ido a pa icula idade e especi icidade da c io e apia e da ci u gia da ATJ, o am delineados c i é ios de inclusão ou de elegibilidade, bem como de exclusão. Assim, azem pa e da população do es udo os doen es subme idos a ATJ no se iço de o opedia do CHPVVC po os eoa i e p imá ia, que eúnam os seguin es c i é ios de seleção:  C i é ios de inclusão:  Pessoas com mais de dezoi o anos;  Pessoas subme idas a uma a oplas ia o al do joelho p imá ia po os eoa ose;  Capacidade ísica e men al conse ada e on ade de pa icipa no es udo;  Te um in e namen o com, pelo menos, qua o dias de pós-ope a ó io.  C i é ios de exclusão:  Pa icipan es com os eoa i e po a i e euma oide e a i e pós- aumá ica;  Recusa -se a pa icipa no es udo;  Al e ação da sensibilidade cu ânea no joelho. Tes ada a sensibilidade/pe ceção senso ial cu ânea, com um cubo de gelo ocando a pa e an e io da coxa da pe na e joelho. P ocedimen o ado ado pa a e i a queimadu as pelo io.  Fe ida abe a no joelho ( lic enas ou deiscência da e ida ope a ó ia);  Al e ação do es ado de consciência, que p o oque (sínd omes con usionais agudos, demências);  Tempe a u a coclea supe io a 38 °C.  Qualque condição que con aindique a aplicação do io: doença de Raynaud; c ioglobulinemia, hemoglobinú ia pa oxís ica po io, lebi e, ombose enosa p o unda no memb o in e io , 6. POPULAÇÃO/AMOSTRA 31 omboembolismo pulmona , ascuplopa ia pe i é ica; in ole ância ao io, hipe sensibilidade ao io (u icá ia induzida pelo io) (Came on, 2019). 6.2. A amos a No p oje o de in es igação p econizou-se uma amos a de 120 elemen os. O cálculo dos elemen os da amos a e e como base o his ó ico das ci u gias ealizadas no ano de 2019 no se iço de o opedia do CHPVVC. Nes e ano, o am subme idos a ATJ p imá ia po os eoa i e, 199 pessoas, cons i uindo-se uma média mensal de 16,6 pessoas (CHPVVC, 2020). Es e p essupos o ga an ia a no malidade da amos a, pelo eo ema do limi e cen al. Com o decu so da in es igação, po di e sas azões, não oi possí el ob e os 120 elemen os da amos a p econizados no p oje o de in es igação. Des e modo, a amos a do es udo oi de sessen a (60) pa icipan es, cons i uindo-se quinze pa icipan es po g upo de in e enção. 6.3 P ocesso de seleção e andomização da amos a Como já oi e e ido an e io men e, a amos a oi de con eniência com epa ição alea ó ia ( andomização) dos 60 casos pelos qua o g upos expe imen ais (4 in e aces ). O p ocedimen o de amos agem ado ado oi o seguin e: a) O di e o do se iço de o opedia azia a insc ição das pessoas na lis a ci ú gica (planos ope a ó ios), pa a se em subme idos a a oplas ia o al do joelho; b) A cada pessoa insc i a oi a ibuído um núme o, segundo a o dem c onológica da insc ição na lis a ci ú gica; c) De aco do, com o núme o a ibuído aos pa icipan es o am alocados aos g upos de in e enção, de aco do com o quad o 3. Quad o 3 - Dis ibuição dos pa icipan es pelos g upos de in e enção GRUPO I GRUPO II GRUPO III GRUPO IV INTERVENÇÃO C io e apia + Ligadu a Tipo Robe Jones C io e apia + Malha Tubula C io e apia + Pano em ecido C io e apia + Comp essa não ecido 15X20cm (abe a) Nº DO PARTICIPANTE 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29, 33, 37, 41, 45, 49, 53, 57 2, 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30, 34, 38, 42, 46, 50, 54, 58 3, 7, 11, 15, 19, 23, 27, 31, 35, 39, 43, 47, 51, 55, 59 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, 52, 56, 60 6. POPULAÇÃO/AMOSTRA 32 d) No decu so do es udo o am excluídos onze (11) pa icipan es. Os mo i os o am os seguin es: um po abandona o es udo ( ecusou-se a con inua no es udo); dois po e em uma empe a u a coclea supe io a 38°C, no momen o da in e enção; dois po al e ação do es ado de consciência, de ido a uma sínd ome con usional agudo; seis, po não se exequí el aplica a c io e apia e colhe dados em unção de e já ês pa icipan es em es udo (não ha ia gelo su icien e). e) Finalmen e, ealço que oi ealizado um so eio, pa a que ossem alocadas ás in e aces o núme o do g upo. 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO 33 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO Na ca ac e ização da amos a, cons i uí am-se como a á eis biológicas em análise a idade e o géne o. Como a iá eis an opomé icas: a opologia do joelho (di ei o e esque do), peso, al u a, IMC, pe íme o do joelho p é- op. (pe íme o médio das qua o medidas) e o pe íme o do joelho pós- op. (pe íme o médio das qua o medidas). As a iá eis em es udo, deco en es das hipó eses o muladas, são as seguin es: modalidade de c io e apia (saco de gelo); in e aces ; TSC basal do joelho com AT; TSC basal do joelho con ala e al (an es da c io e apia); TSC após a c io e apia do joelho com AT; o empo (minu os) de aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os); a localização ana ómica onde oi moni o izada a TSC ( ace la e al e medial do joelho); o empo que a TSC o joelho subme ido a a oplas ia o al e e em alo es e apêu icos. 7.1. Modalidade de c io e apia En ende-se, na li e a u a em ge al, que a modalidade de c io e apia é o mé odo de aplicação de io no co po humano. Pa a a ealização do es udo, não se ia exequí el a alia a e iciência é mica de odas as modalidades de c io e apia.  P ocesso de seleção da modalidade de c io e apia A modalidade de c io e apia selecionada oi o saco com cubos de gelo. A opção po es a modalidade, e e como base os seguin es p essupos os: i) A c io e apia aplicada sob a o ma de cubos de gelo é passí el de aplica em con ex o hospi ala á pessoa subme ida a uma ATJ, no pós-ope a ó io imedia o; II) os cubos de gelo adap am-se e moldam-se à con igu ação ana ómica do joelho; II) es á ga an ido odas as no mas de con olo de in eção, o saco de gelo é indi idual e de uso único; IV) o saco com cubos de gelo oi a modalidade de c io e apia mais e e enciada no p ocesso de auscul ação ealizada a á ias unidades hospi ala es da zona no e, se iços de o opedia, nomeadamen e: Cen o Hospi ala Uni e si á io São João (CHUSJ); Cen o Hospi ala Uni e si á io do Po o (CHUP); Cen o Hospi ala do Tâmega e Sousa (CHTS); Cen o Hospi ala Pó oa do Va zim/Vila do Conde (CHPVVC); Unidade Local de Saúde de Ma osinhos (ULSM); Unidade Local de Saúde do Al o Minho (ULSAM); Hospi al de B aga (HB). Cons a ou-se que a modalidade de c io e apia mais u ilizada e a o saco com cubos de gelo; V) á ios es udos ealizados, concluí am que a c io e apia aplicada sob a o a de cubos de gelo, em uma boa e iciência é mica de ido á sua en alpia de usão ( e e isão da li e a u a). 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO 34  P epa ação do saco de gelo e sua aplicação no joelho subme ido a a oplas ia o al Escolhida a modalidade de c io e apia - saco com cubos de gelo - passamos à ase seguin e: de inição dos á ios pa âme os ine en es à sua p epa ação e aplicação no joelho com AT. O obje i o oi uni o miza e no maliza a p epa ação e aplicação da c io e apia pa a e i a o iés me odológico en e os p o issionais de saúde que aplica am a c io e apia. Passa emos a explici a as linhas de o ien ação es ipuladas: a) Capacidade é mica do gelo (C): a capacidade é mica do gelo é de e minada po C = m X c (m = massa do co po e c = calo especi ico – ca ac e ís ica da subs ância). Pa a o es udo oi de inido que o gelo de e ia e uma massa de 1400mg. Cons i uindo-se uma capacidade é mica de: 700 cal/°C (0,5 X 1400). Na e isão da li e a u a ica cla o, que a capacidade é mica da modalidade de c io e apia, depende da sua massa, ou seja, da quan idade de gelo que é colocada no saco, uma maio massa signi ica uma maio capacidade é mica. Encon amos á ias opiniões ela i as à quan idade de gelo a aplica , au o es como Knigh (2000) p opõem, que o saco de gelo de e e um peso de 1200mg a 1400mg, pa a que a c io e apia seja e icien e. Pe an e es as cons a ações oi de inido, que a quan idade de gelo se ia de 1400mg; b) Pa a ga an i que a massa do gelo e a igual em odas as aplicações, o gelo oi pesado com uma balança (Figu a 4) c) O disposi i o escolhido pa a coloca o gelo oi o saco de plás ico. Escolhido em unção do seu ácil manuseamen o, uso único e desca á el (con olo de in eção), pouca esis ência à passagem de calo e io, molda- se acilmen e á con igu ação ana ómica do joelho, baixo cus o, apidez na sua p epa ação e aplicação; d) Tamanho do saco de gelo. O saco plás ico (30cmX40 cm) de 1,2 li os, cons i uindo-se uma á ea de con ac o ap oximadamen e de 900cm2; e) A ixação do saco com gelo ao joelho oi ealizada com uma cin a elás ica com elc o de 10X100 cm. Es a en ol eu os sacos da c io e apia e ixa a-os ao joelho, ao mesmo ga an ia a comp essão do gelo sob e o joelho, melho ando a sua e iciência (Figu a 5). ) Pa a uni o miza a p epa ação e aplicação da c io e apia com saco de gelo oi delineado um p ocedimen o (anexo II), sendo ambém, ealizada o mação aos en e mei os sob e es e p ocedimen o. Figu a 4 - Balança pa a pesa o gelo 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO 35 7.2 In e aces A in e ace é conside ada uma supe ície, disposi i o ou ou o ipo de ma e ial, que se localiza en e a modalidade de c io e apia e o ecido egumen a , onde se aplica a c io e apia. A aplicação da c io e apia na pessoa com joelho subme ido a AT no pós-ope a ó io a é à emoção do ma e ial de su u a, no malmen e oco e en e o décimo quin o e o igésimo dia de pós-ope a ó io. Te á semp e um apósi o médico com o obje i o p incipal de p o ege a e ida ope a ó ia do ambien e ex e no. Es e apósi o pode á es a ci cunsc i o à e ida ci ú gica e pele ci cundan e, deixando a descobe o ou as á eas do joelho, ou en ão, pode á cob i na o alidade do joelho e ou as á eas con iguas como, po exemplo, quad íceps, isquio ibiais e íceps su al. A escolha do apósi o médico es á elacionada com as ca ac e ís icas da e ida ope a ó ia, o dia de pós-ope a ó io, os apósi os exis en es na unidade hospi ala e com a expe iência e sabe es do o opedis a e en e mei o. O apósi o colocado en e a e ida ope a ó ia e a modalidade de c io e apia, se á a p imei a in e ace . A in e ace en e a modalidade de c io e apia e o ecido egumen a do joelho com AT não se ci cunsc e e ao apósi o clinico, pa a e i a e minimiza e ei os secundá ios da c io e apia no ecido egumen a , p incipalmen e as queimadu as elacionadas com o io, são u ilizados á ios disposi i os como po exemplo: comp essas, ligadu as, panos, oalhas, e c. (segunda in e ace ). Conside amos que na aplicação da c io e apia no joelho com AT, no pós-ope a ó io, exis em de e minadas á eas do joelho onde é possí el e duas in e aces , que aumen am a sua espessu a e dimensão, podendo unciona com esis ência, á oca de ene gia é mica en e o ecido egumen a e a modalidade de c io e apia. No es udo, a c io e apia se á aplicada em cima do penso ci ú gico ( e ida ci ú gica) e nas á eas adjacen es do joelho que não são ab angidas pelo penso ci ú gico. Con udo, a moni o ização da TSC se á ealizada apenas nas zonas do joelho que não es ão cobe as pelo penso ci ú gico (capi ulo 7.4), de ido ao isco da in eção ci ú gica elacionada coma a manipulação do penso ci ú gico. Assim, o e ei o da c io e apia na TSC do joelho com AT e á apenas uma in e ace. Figu a 5 - Disposi i o pa a ixação do saco de gelo 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO 36  O p ocesso de se iação das in e aces pa a o es udo O es udo e e como p incipal p essupos o a ec iação de um cená io e modinâmico o mais ap oximado possí el, do con ex o clinico da aplicação da c io e apia no joelho com AT, no pós-ope a ó io, de á ias unidades de saúde o opédicas. Pa a a conc e ização des e p essupos o, o p ocesso de se iação das in e aces oi conc e izado, conside ando os seguin es c i é ios: a) Te uma in e ace com maio equência de u ilização no p imei o/segundo dia de PO. Pe íodo onde os e ei os da c io e apia êm maio impac o e apêu ico na pessoa subme ida a ATJ, b) Uma in e ace com uma maio equência de u ilização a pa i do segundo dia PO. c) In e ace capaz de p o ege a pele ci cundan e à su u a ope a ó ia, das possí eis queimadu as p o ocadas pelo io. d) As in e aces passi eis de aplica em con ex o hospi ala e à pessoa com ATJ, no pós-ope a ó io imedia o. Exclui-se, com es a p emissa, as in e aces que não ga an em o con olo de in eção. e) In e aces que, com mais equência, são u ilizadas nas unidades hospi ala es. De aco do com os c i é ios elencados e, de igual o ma, à seleção da modalidade de c io e apia, as in e aces o am selecionadas po um p ocesso de auscul ação de á ias unidades de saúde (se iços de o opedia) da zona no e de Po ugal. As in e aces selecionadas pa a o es udo o am as seguin es: ligadu a Robe Jones modi icada (LRJ), malha ubula (MT), pano ino de algodão ipo onha da almo ada (PA) e a comp essa não ecido 15X20cm desdob ada (CNT). A p epa ação e aplicação das in e aces no joelho com AT pa a aplicação da c io e apia, segui am um p ocedimen o p e iamen e delineado (anexo III a VI).  In e ace - Ligadu a ipo Robe Jones Modi icada (Modi ied Robe Jones Bandage) A ligadu a ipo Robe Jones ou a ligadu a ipo Robe Jones Modi icada, em sido p o usamen e u ilizada, com penso secundá io no pós-ope a ó io imedia o da ATJ. É o penso comp essi o mais usual na ci u gia o opédica nos úl imos 30 anos, p ecisamen e desde 1986, quando oi in oduzida po B odell e al. Os bene ícios passam po eduzi a pe da de sangue in a-a icula e o edema de ecidos moles, aumen ando p essão ecidula e auxiliando no e luxo enoso dos memb os in e io es (B odell, J. D. e al., 1986; Yu, H., Wang, H., Zhou, K. e al., 2018 & Feng, X. e al., 2019). A ligadu a ipo Robe Jones Modi icada, pa a além de se i de penso secundá io da ATJ, quando se aplica a c io e apia no pós-ope a ó io, unciona como in e ace en e a c io e apia e a pele da pessoa, ac o cons a ado, na consul a que se ez nos cen os o opédicos (se iços) das unidades de saúde. Nes a 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO 37 linha de pensamen o, op ou-se po inse i como in e ace no es udo de in es igação, a ligadu a ipo Robe Jones Modi icada. Na p á ica clinica e i ica-se, que a LRJ não é execu ada com a écnica p econizada, são ado adas écnicas mui o simila es, com os mesmos disposi i os médicos, nomeadamen e a ligadu a elás ica, a ligadu a de algodão como penso secundá ios e como penso p imá ios comp essas. A écnica di e e de hospi al pa a hospi al e de o opedis a pa a o opedis a, no núme o de comp essas e no núme o de camadas das ligadu as, o que se o na p a icamen e impossí el aze uma ep odução in eg al do con ex o clinico. Com o obje i o de uni o miza a execução da ligadu a ipo Robe Jones modi icada, oi delineado um p ocedimen o (anexo III). Es e p ocedimen o em como base o p ocedimen o suge ido po B odell e al. (1986).  In e ace - malha ubula A in e ace de malha ubula é u ilizada em algumas unidades hospi ala es de ido aos seguin es mo i os: a) a malha ubula de ido a sua elas icidade ai en ol e , adap a -se e ixa -se à localização ana ómica, onde se aplica a c io e apia, nes e caso, o joelho, e i ando que o gelo ique em con ac o di e o com a pele; b) a composição de algodão pe mi e abso e alguma humidade do gelo, e i ando que es a passe pa a a penso ope a ó io e e ida ci ú gica; c) pode se co ada, de aco do com a localização ana ómica; d) pode se eu ilizá el na mesma pessoa, nas aplicações seguin es de c io e apia. Com o obje i o de uni o miza a execução a aplicação da malha ubula no joelho, oi delineado um p ocedimen o (anexo IV).  In e ace - pano ino ( ipo onha da almo ada) Vá ias unidades hospi ala es u ilizam com equência a onha de uma almo ada como in e ace , pa a en ol e o saco de gelo. Os a o es in ocados são os seguin es: a) ácil acesso e de uso co en e nas unidades de saúde; b) a onha en ol e odo saco de gelo; c) abso e alguma humidade do gelo, e i ando que es a passe pa a a penso ope a ó io; d) pode se eu ilizá el na mesma pessoa, nas aplicações seguin es de c io e apia; e) pode se eu ilizá el nou a pessoa, depois de i da la anda ia. Com o obje i o de uni o miza a aplicação da c io e apia com a in e ace de pano ino no joelho, oi delineado um p ocedimen o (anexo V). 7. VARIÁVEIS EM INVESTIGAÇÃO 44 no p imei o dia de PO são analisados doze a amen os ipo MA I1, no segundo e no e cei o dia ambém se ão analisados doze a amen os ipo MA I1, e assim sucessi amen e. No anexo X é ap esen ada a dis ibuição dos a amen os pelos qua o dias de pós-ope a ó io, onde oi ga an ida equidade e homogeneidade da dis ibuição.  Ho á io da aplicação da c io e apia Es udos cien í icos êm demons ado que a empe a u a co po al pode so e pequenas lu uações ao longo do dia. Pa a e i a es e e ei o os a amen os o am ealizados semp e à mesma ho a.. 8. DEFINIÇÃO DOS TRATAMENTOS 45 8. DEFINIÇÃO DOS TRATAMENTOS T a ando-se de um es udo quasi-expe imen al a o ial 1X4X6, cons i uído po uma modalidade de c io e apia e sus qua o in e aces e sus seis pe íodos de aplicação da c io e apia no do joelho com AT, cons i uí am-se 24 a amen os di e en es (quad o 5), seis po cada g upo. Como cada g upo é cons i uído po 15 pa icipan es, cada g upo, na sua o alidade, ealiza 90 a amen os. Os qua o g upos, em conjun o, ealizam 360 a amen os, ou seja, 360 aplicações de c io e apia com saco de gelo no joelho subme ido a AT. Como se aplicou a c io e apia nas duas aces do joelho, em odo es udo ize am- se 720 aplicações de c io e apia. Quad o 5 - T a amen os (in e enções) em es udo INTERFACE LRJ INTERFACE MT INTERFACE PA INTERFACE CNT CRIOTERAPIA (C) C+I1 C+I2 C+I3 C+I4 TEMPO (T) TRATAMENTOS 10 min C+LRJ+T10 C+MT+T10 C+PA+T10 C+CNT+T10 20 min C+LRJ+T20 C+MT+T20 C+PA+T20 C+CNT+T20 30 min C+LRJ+T30 C+MT+T30 C+PA+T30 C+CNT+T30 40 min C+LRJ+T40 C+MT+T40 C+PA+T40 C+CNT+T40 50 min C+LRJ+T50 C+MT+T50 C+PA+T50 C+CNT+T50 60 min C+LRJ+T60 C+MT+T60 C+PA+T60 C+CNT+T60 Legenda: C – C io e apia com saco de gelo T – Tempo e c io e apia LRJ – ligadu a Robe Jones MT – Malha ubula PA – pano ino ( ipo onha) CNT – Comp essa não ecido 10X20 cm 9. RECOLHA DE DADOS 46 9. RECOLHA DE DADOS De inido o p oblema, obje i os de in es igação, hipó eses, amos a e as a iá eis, o passo seguin e na in es igação oi a de inição do p ocesso de ecolha de dados. A ecolha de dados oi ealizada en e os dias 01 de ab il e 31 de dezemb o de 2021, o p é- es e deco eu no pe íodo de 01 a 15 de ab il de 2021. O p ocesso de ecolha de dados oi di idido em dois momen os: no p é-ope a ó io e no pós-ope a ó io. No pós-ope a ó io, os pe íodos de ecolha de dados deco e am du an e os ês p imei os dias após a ci u gia, nos pe íodos da manhã e da a de. 9.1 P é – es e In eg a am o p é- es e qua o pa icipan es subme idos a ATJ. O p imei o pa icipan e oi subme ido aos seis a amen os p econizados pa a o g upo 1 (c io e apia + in e ace Robe Jones + seis pe íodos de aplicação da c io e apia). O segundo pa icipan e oi subme ido aos seis a amen os p econizados pa a o g upo 2 (c io e apia + in e ace malha ubula + seis pe íodos de aplicação da c io e apia). O e cei o pa icipan e oi subme ido aos seis a amen os p econizados pa a o g upo 3 (c io e apia + in e ace pano ipo onha + seis pe íodos de aplicação da c io e apia). Po im, o qua o pa icipan e oi subme ido aos seis a amen os p econizados pa a o g upo 4 (c io e apia + in e ace comp essa não ecido (desdob ada) + seis pe íodos de aplicação da c io e apia) (Quad o 6). Quad o 6 - Pa icipan es/ a amen os do p é- es e TRATAMENTO PARTICIPANTE 1 PARTICIPANTE 2 PARTICIPANTE 3 PARTICIPANTE 4 C+LRJ+T10 C+MT+T10 C+PA+T10 C+CNT+T10 C+LRJ+T20 C+MT+T20 C+PA+T20 C+CNT+T20 C+LRJ+T30 C+MT+T30 C+PA+T30 C+CNT+T30 C+LRJ+T40 C+MT+T40 C+PA+T40 C+CNT+T40 C+LRJ+T50 C+MT+T50 C+PA+T50 C+CNT+T50 C+LRJ+T60 C+MT+T60 C+PA+T60 C+CNT+T60 Legenda: C – C io e apia com saco de gelo T – Tempo e c io e apia LRJ – ligadu a Robe Jones MT – Malha ubula PA – pano ino ( ipo onha) CNT – Comp essa não ecido 10X20 cm No p é- es e o am iden i icados á ios p oblemas no p ocesso de ecolha de dados, que pode iam comp ome e e en iesa os esul ados da in es igação. No anexo IX es ão elencados os p ocedimen os 9. RECOLHA DE DADOS 47 do p ocesso de ecolha de dados em análise, a sua a aliação e as soluções p opos as quando o am de e adas anomalias. 9.2 P ocedimen o pa a a ecolha de dados no p é-ope a ó io Passa emos a desc e e as e apas do p ocedimen o de ecolha de dados no p é-ope a ó io (Figu a 8). 1) No p é-ope a ó io, no momen o da admissão do pa icipan e, oi explicado de o ma adequada e comp eensí el, os obje i os da in es igação, os bene ícios, os iscos e possí eis complicações. O pa icipan e au o iza a a sua pa icipação no es udo com a assina u a do consen imen o in o mado, de o ma escla ecida e li e pa a pa icipa na in es igação clinica. Conside ando a “Decla ação de Helsínquia” da associação Médica Mundial (Helsínquia 1964, Tóquio 1975, Veneza 1983, Hong kong 1989, Some se Wes 1996, Edimbu go 2000, Fo aleza 2013). 2) O pa icipan e acei a a in eg a o es udo, passa a-se à e apa seguin e, o p eenchimen o de um ques ioná io (anexo XII) pa a: a) ca ac e iza a amos a biologicamen e e an opome icamen e: idade, géne o, peso, al u a, índice de massa co po al, opologia do joelho e o pe íme o do joelho a se subme ido a uma AT; b) iden i ica a o es ou condições clinicas de exclusão do pa icipan e do es udo. Consen imen o in o mado, escla ecido e li e Ques ioná io a) Ca ac e iza a amos a biologicamen e e an opome icamen e. b) Ve i ica condições clinicas de exclusão do pa icipan e do es udo. DOENTES SUBMETIDOS A ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO PRIMÁRIA POR OSTEOARTRITE Acei a pa icipa ? Excluído Condições clinicas de exclusão? PARTICIPANTE NO ESTUDO SIM NÃO NÃO SIM Figu a 8 - Fluxog ama do p ocesso de ecolha de dados no p é-ope a ó io 10. RECOLHA DE DADOS 48 9.3 P ocedimen o pa a a ecolha de dados no pós-ope a ó io O p ocesso de ecolha de dados oi cons i uído po dezasseis (16) e apas. Pa a uma melho pe ceção e comp eensão das e apas p ocesso de ecolha de dados, oi elabo ado um luxog ama (Figu a 9) PARTICIPANTES NO ESTUDO Seleção e andomiza ç ão da amos a – Dis ibuição alea ó ia GRUPO 1 C io e apia + in e ace LRJ + empo de aplicação GRUPO 2 C io e apia + in e ace MT + empo de aplicação GRUPO 3 C io e apia + in e ace PA + empo de aplicação GRUPO 4 C io e apia + in e ace CNT + empo de aplicação 0 - P incípios o ien ado es ge ais 1 - A alia a empe a u a au icula PROCEDIMENTO DE RECOLHA DE DADOS 2 - A alia o pe íme o do joelho com a oplas ia (anexo VI) 3 – Limpeza da pele dos joelhos 4 - Iden i ica os dois locais no joelho com AT e con ala e al onde ão se colocadas as sondas (anexo VII) 5 - C ia um ichei o no so wa e SPARK ue® Pasco (anexo IX) 6 – A alia a TSC basal do joelho con ala e al ao da a oplas ia (anexo IX) 7 - Moni o iza a TSC basal do joelho con ala e al ao da a oplas ia du an e 30 segundos com a 1HZ (anexo IX) 8 - A alia a TSC basal do joelho subme ido a a oplas ia o al 9 – Moni o iza a TSC basal do joelho subme ido a a oplas ia o al du an e 30 segundos com a 1HZ (anexo IX) 10 - P epa a a c io e apia pa a se aplicada no joelho com a oplas ia segundo (anexo I) 11 – Aplica a c io e apia du an e X minu os, de aco do com o a amen o p é-de inido. 12 – A alia a empe a u a do joelho com a oplas ia, pós- c io e apia. (anexo IX) 13 – Man e a moni o ização da empe a u a a 1Hz, a é chega à empe a u a basal. 14 - Gua da o ichei o no SPARK ue® Pasco (anexo IX) 15 - Expo a os dados pa a o Mic oso 365 Excel ® 16 - Analisa e a a os dados no IBM SPSS S a is ics 26 ® Figu a 9 - Fluxog ama do p ocesso de ecolha de dados no pós-ope a ó io 10. RECOLHA DE DADOS 49 O p ocesso de ecolha de dados oi cons i uído po á ias e apas, com início na e apa 0, onde o am o mulados os p incípios o ien ado es ( eg as) pa a a colhei a de dados, e minando na análise e a amen o dos dados no IBM SPSS S a is ics 26 ®, e apa 16. Passa emos a explici a odas as e apas, de aco do com o luxog ama ap esen ado na igu a 9. E apa 0 – A e apa 0 oi cons i uída pa a que a ecolha de dados osse uni o me, idedigna e igo osa. Pa a o e ei o o am delineados p incípios o ien ado es: a) Os a amen os i e am inicio no p imei o dia de pós-ope a ó io e e mina am no e cei o dia de pós-ope a ó io; b) Um pa icipan e é subme ido a um a amen o de manhã e ou o no pe íodo da a de, semp e à mesma ho a, pa a minimiza a in luência do pe íodo do dia na empe a u a co po al; c) O in e alo en e os a amen os, no mesmo pa icipan e, de e á se supe io a seis ho as. Es e pe íodo e i a a in luência é mica do a amen o an e io ; d) An es de inicia o a amen o, o pa icipan e de e es a dei ado em epouso na cama há pelo menos uma ho a, pa a e i a o aquecimen o co po al p o ocado pela a i idade ísica; e) Du an e odo o a amen o e a é a empe a u a do joelho com AT ol a pa a alo es basais an e io es, o pa icipan e de e pe manece em epouso na cama; ) A empe a u a ambien al oi egulada pa a 22°C (±1,0°C), e i icada a a és de um e móme o de empe a u a ambien e. Pa indo des es p essupos os, iniciou-se o p ocesso de ecolha de dados. Pa a simpli ica e desen eda a sua desc ição, no decu so da desc ição do p ocesso de ecolha de dados, á ias in e enções eme em pa a p ocedimen os em anexo. Passamos a desc e e o p ocesso de ecolha de dados. E apa 1 - A alia a empe a u a au icula . A alia a empe a u a au icula com o e móme o Te môme o de ou ido Welch Allyn B aun The moscan P o 6000 ®.Com uma empe a u a au icula igual ou supe io a 38 °C o pa icipan e não ealiza a o a amen o; E apa 2 - A alia o pe íme o do joelho subme ido a a oplas ia o al com i a mé ica. O pe íme o do joelho subme ido a AT oi a aliado com i a mé ica em qua o pon os p e iamen e de inidos (anexo VII). E apa 3 – Limpeza da pele aos dois joelhos. Pa a o imiza a condu ibilidade é mica da TSC pa a a sonda de empe a u a, p ocedeu-se á limpeza da pele com uma comp essa embebida em álcool a 70º, pa a e i a odos os de i os cu âneos. No inal, secou-se a pele com uma comp essa. 10. RECOLHA DE DADOS 50 E apa 4 – Iden i ica os dois locais no joelho subme ido a a oplas ia o al AT e do joelho con ala e al onde ão se colocadas as sondas de empe a u a pa a a moni o ização da TSC (anexo VIII). E apa 5 - C ia um ichei o no so wa e SPARK ue® Pasco (anexo IX). No so wa e SPARK ue® Pasco (so wa e alocado ao disposi i o de moni o ização da empe a u a) oi a ibuído um nome ao ichei o que con e iu uma iden i icação a cada pa icipan e, ao g upo de a amen o ao qual pe ence, bem como o ipo de a amen o, da a e ho a. Exemplo: P21 10min.spklab. P21 – Pacien e núme o 21. Nes e exemplo, o pa icipan e 21 pe ence ao g upo que u ilizou como in e ace a ligadu a ipo Robe Jones modi icada. Aos pa icipan es e a a ibuído um núme o, de aco do com a insc ição no plano ope a ó io ( e p ocesso de andomização da amos a). 10min – 10 minu os de c io e apia. Es a designação e e e o empo de c io e apia. Assim, o a amen o ealizado po es e pa icipan e oi o seguin e: c io e apia + in e ace ligadu a ipo Robe Jones + 10 minu os de aplicação da c io e apia. E apa 6 - A alia a TSC basal do joelho con ala e al ao da ATJ nos dois locais ana ómicos p é-de inidos, a ace la e al e medial do joelho. P imei o momen o de a aliação da TSC (anexo X). E apa 7 – Moni o iza a TSC do joelho con ala e al du an e in a segundos com uma equência de 1HZ (anexo X). E apa 8 - A alia a TSC basal do joelho subme ido a AT, nos dois locais ana ómicos p é-de inidos: a ace la e al e medial do joelho. Segundo momen o de a aliação da empe a u a supe icial cu ânea (anexo X). E apa 9 – Moni o iza a TSC basal do joelho subme ido a AT du an e in a segundos com uma equência de 1HZ (anexo X). E apa 10 - P epa a a c io e apia pa a se aplicada no joelho subme ido a AT (anexo II). E apa 11 – Aplica a c io e apia du an e X minu os, de aco do com o a amen o p é-de inido. O empo de aplicação da c io e apia oi ealizado de aco do com o anexo X. E apa 12 – A alia a TSC do joelho subme ido a AT, após-c io e apia, e cei o momen o de a aliação da TSC (anexo X). E apa 13 – Man e a moni o ização da TSC a 1Hz, a é chega à TSC basal, qua o momen o de a aliação da TSC. As sondas da empe a u a man i e am-se pa a moni o ização con inua da TSC com uma axa de amos agem de 1Hz, a é, à TSC do joelho subme ido a AT chega à TSC basal ( empe a u a inicial). O obje i o oi a alia o empo de eaquecimen o do joelho, após aplica a c io e apia, cons i uindo- se como qua o momen o de a aliação da TSC (anexo X). 10. RECOLHA DE DADOS 51 E apa 14 – Gua da o ichei o no SPARK ue® Pasco. ( able ) E apa 15 – Expo a os dados pa a o Mic oso 365 Excel ®. E apa 16 – Análise e a amen o dos dados no IBM SPSS S a is ics 26 ® 9.4 Núme o de a amen os e sus momen os de a aliação da TSC De aco do, com a plano an e io men e desc i o, pa a cada a amen o cons i uí am-se os seguin es momen os de a aliação da TSC: 1.ºAn es de inicia o a amen o: a aliação da TSC na ace la e al e medial do joelho con ala e al ao da AT; 2.ºAn es de inicia o a amen o: a aliação da TSC na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT; 3.ºA aliação da TSC na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT após a aplicação da c io e apia; 4.ºA aliação do empo de eaquecimen o na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, após a c io e apia. Nes e momen o de a aliação oi ealizada a moni o ização con inua da TSC a é chega aos alo es basais, an es de inicia a c io e apia. Em unção des e enquad amen o me odológico, cada pa icipan e ez 6 aplicações c io e apia (2 aplicações de c io e apia po dia du an e 3 dias), cada g upo e e 90 aplicações de c io e apia (15X6) e no es udo e e u am-se 360 aplicações de c io e apia (90X4). Cons i ui am-se 4 momen os de a aliação da TSC em cada na ace la e al e medial do joelho po cada a amen o, pe azendo po pa icipan e 48 a aliações da TSC (4X2X6), cada g upo e e 720 moni o izações da TSC e no es udo o am ealizadas 2880. (Quad o 7) Quad o 7 - Relação do amanho da amos a com os a amen os e momen os de obse ação MOMENTOS DE AVALIAÇÃO GRUPOS TOTAL n = 60 T = 360 GRUPO LRJ n = 15 T = 90 GRUPO MT n = 15 T = 90 GRUPO PA n = 15 T = 90 GRUPO CNT n = 15 T = 90 N.º TSC N.º TSC N.º TSC N.º TSC N.º TSC - TSC basal joelho con ala e al ao da ATJ 180 180 180 180 720 - TSC basal joelho com AT 180 180 180 180 720 - TSC do joelho com AT após a c io e apia 180 180 180 180 720 - TSC do joelho com AT de eaquecimen o 180 180 180 180 720 TOTAL 720 720 720 720 2880 Legenda: n – núme o de pa icipan es; T – núme o de a amen os; N.ºTSC – núme o de moni o izações da empe a u a supe icial cu ânea 10. RECOLHA DE DADOS 52 9.5 Ins umen o de ecolha de dados O ins umen o de ecolha de dados é compos o po duas pa es (anexo XII). A p imei a pa e do ques ioná io isa essencialmen e ecolhe dados pa a: a) Iden i ica o pa icipan e (o núme o do pa icipan e e ipo de a amen o a se subme ido – in e ace ) b) Ca ac e iza a amos a: idade, géne o, peso, al u a, índice de massa co po al, opologia do joelho, pe íme o do joelho; c) Iden i ica a o es ou condições clinicas de exclusão do pa icipan e do es udo; d) Moni o iza a empe a u a au icula . A segunda pa e do ins umen o de colhei a de dados des ina-se a ecolhe dados da moni o ização da TSC. Os dados se ão ecolhidos a a és de sonda de empe a u a, sendo depois ansmi idos po blue oo h pa a um disposi i o ele ónico and oide ( able ), e p ocessados, a a és do so wa e SPARK ue® Pasco (so wa e alocado ao disposi i o de moni o ização da empe a u a). Não se á necessá io ecolhe dados da TSC em supo e de papel, embo a, enha sido cons uído um ins umen o pa a o e ei o. 9.6 P ocesso de aquisição de dados da TSC do joelho Passa emos a desc e e as di e en es e apas de aquisição dos dados da TSC do joelho com o SPARK ue Pasco ®. Es e p ocesso en ol e se e e apas, iniciando com o con ac o da sonda de empe a u a, ipo e mopa com joelho e conclui-se com a expo ação dos dados pa a o p og ama de análise e a amen o de dados IBM SPSS S a is ics 26 ®. Na igu a 11 es ão ap esen adas as e apas aquisição dos dados. Figu a 10 - P ocesso de aquisição dos dados da TSC do joelho JOELHO INTERFACE PASCO Ai Link SENSOR DE TEMPERATURA PASPORT QUAD TEMPERATURE SENSOR (PS-2143) SONDA DE TEMPERATURA PS-2143 So wa e SPARK ue® 1 2 3 4 TABLET MICROSOFT 365 EXCEL ® 5 6 IBM SPSS STATISTICS 26 ® 7 10. RECOLHA DE DADOS 53 1 – As duas sondas de empe a u a ipo e mopa (PS-2143) são colocadas em con ac o ísico di e o com a pele do joelho ( ace la e al e medial), cap ando a TSC po condução (Figu a 11). 2 – A sonda de empe a u a conec a-se ao um senso de empe a u a Paspo Quad Tempe a u e Senso (PS-2143) ®, que ans o ma os dados elé icos da TSC em alo es numé icos de empe a u a. O senso de empe a u a PASPORT Quad pode conec a -se a é qua o sondas de empe a u a e em a possibilidade de u iliza sondas de espos a ápida numa ampla a iedade de medições de empe a u a (Figu a 12). 3 – O senso de empe a u a es á acoplado à in e ace Pasco Ai Link ® es a ecebe os dados e ans e e pa a um disposi i o com sis ema And oid ou IOS (Figu a 13). Figu a 11 - Con ac o da sonda de empe a u a com o joelho Figu a 12 - Senso de empe a u a Quad Tempe a u e Senso PS-2143 Figu a 13 - In e ace Ai Link 11. PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS 60 H5 Há di e enças in e g upos es a icamen e signi ica i as na TSC do joelho subme ido a a oplas ia o al, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, no pós-ope a ó io em unção da in e ace u ilizada. Es a ís ica in e encial, es e não pa amé ico: K uskal Wallis Tes . H6 Há di e enças in e g upos na diminuição da TSC do joelho subme ido a a oplas ia o al pa a alo es e apêu icos, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, no pós-ope a ó io em unção da in e ace u ilizada. Es a ís ica desc i i a: mínimo, máximo, média, mediana, des io pad ão, ampli ude e a ampli ude in e qua is. 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 61 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA A ca ac e ização da amos a em es udo oi es u u ada em a o es biológicos e an opomé icos. Os a o es biológicos em análise o am: idade e géne o. Os a o es an opomé icos analisados o am: opologia do joelho (di ei o e esque do), peso, al u a, IMC, pe íme o do joelho p é- op. (pe íme o médio das qua o medidas) e o pe íme o do joelho pós- op. (pe íme o médio das qua o medidas). 12.1 Resul ados Os dados amos ais exibidos na Tabela 1 demos am uma maio p opo ção do géne o eminino (n=44; 73,3%) em compa ação com os homens (n=16; 26,7%). Ve i ica-se que o géne o eminino é p edominan e em odos os g upos em es udo. Uma obse ação de alhada e ela que exis i am um maio núme o de casos do géne o eminino (n = 12; 80%) nas in e aces MT e na CNT, compa a i amen e com as ou as in e aces , LRJ e PA onde o núme o de casos o am iguais (n = 10; 66,7%). No géne o masculino acon eceu o in e so, as in e aces LRJ e o PA (n = 5; 33%) ob i e am o maio núme o de casos. Tabela 1 - Dis ibuição da amos a de aco do com as ca ac e ís icas biológicas GRUPOS VARIÁVEIS N % Amos a (N = 60) Géne o Masculino 16 26,7 Feminino 44 73,3 Topologia (joelho) Di ei o 33 55,0 Esque do 27 45,0 Ligadu a ipo Robe Jones (n = 15) Géne o Masculino 5 33,3 Feminino 10 66,7 Topologia (joelho) Di ei o 11 73,3 Esque do 4 26,7 Malha Tubula (n = 15) Géne o Masculino 3 20,0 Feminino 12 80,0 Topologia (joelho ) Di ei o 6 40,0 Esque do 9 60,0 Pano (n = 15) Géne o Masculino 5 33,3 Feminino 10 66,7 Topologia (joelho) Di ei o 11 73,3 Esque do 4 26,7 Comp essa não ecido 10 x 20cm (n = 15) Géne o Masculino 3 20,0 Feminino 12 80,0 Topologia (joelho) Di ei o 5 33,3 Esque do 10 66,7 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 62 Com a inalidade de a alia a exis ência de di e enças es a is icamen e signi ica i as no géne o, en e os qua o g upos, oi aplicado o es e de Fische . Os dados ob idos pe mi i am conclui que não exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as (X2(3) = 1,412; p = 0,773). Assim, o géne o não se á uma ca ac e ís ica dos pa icipan es que a e a á a a iá el dependen e no es udo: a TSC do joelho subme ido a AT, na a aliação in e g upos. Na amos a (n = 60) a opologia do joelho mais equen e oi a di ei a com 33 casos (55%), o que signi icou uma di e ença de seis casos em elação à esque da. De aco do com os esul ados obse ados em cada g upo (n = 15), exis iu um maio núme o de casos de joelhos subme idos a uma AT do joelho di ei o nas in e aces LRJ e PA, ambos com 11 casos (73,3%) e um maio núme o de casos de joelhos subme idos a a oplas ia o al á esque da nos g upos com in e ace CNT com 10 casos (66,7%) seguido da in e ace MT com 9 casos (60,0%). Os esul ados ob idos pela es a ís ica desc i i a e e en e ás a iá eis idade, peso, al u a, IMC, pe íme o do joelho p é- op. (pe íme o médio das qua o medidas) e o pe íme o do joelho pós- op. (pe íme o médio das qua o medidas) es ão desc i os na Tabela 2. Iniciando a análise dos esul ados pela idade dos pa icipan es no es udo, a média das idades da amos a oi de 70,2 anos com um DP 6,96. Pe sc u ando os alo es da média das idades nos qua o g upos (in e aces) em es udo, o g upo com a média de idade mais al a oi o g upo que usou como in e ace a LRJ (M = 71,3; DP 5,24). O g upo com a média de idade mais baixa oi o g upo da in e ace CNT (M = 68,7; DP=6,89). Pe an e es es alo es, dep eende-se que não exis iu g ande a iabilidade da média de idades in e g upos. Es a icou plasmada numa ampli ude média das idades in e -gupos de apenas 2,6 anos., o que não é signi ica i o. Pa a analisa se exis iam di e enças in e g upos em elação á idade oi aplicado o es e de K usKal-Wallis (X2). Os esul ados lis ados na Tabela 3 demons am que não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os qua o g upos ela i amen e à idade (H (3) = 1,885; p = 0,597; n= 15. Não exis indo di e enças es a is icamen e signi ica i as, podemos in e i que a idade não se á um a o que con ibui á pa a c ia di e enças en e os g upos, na obse ação do e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho subme ido a AT. Es a obse ação é ele an e pa a o es udo, pois a idade pode ia se a o que po encializasse di e enças en e os g upos, consubs anciadas po eações di e en es à c io e apia associadas à idade. 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 63 Tabela 2 - Dis ibuição da amos a de aco do com as ca ac e ís icas an opomé icas VARIÁVEIS GRUPOS DADOS ESTATÍSTICOS n Mínimo Máximo Média DP CV Idade (anos) Amos a 60 49 84 70,2 6,96 9,91 Ligadu a ipo Robe Jones 15 61 82 71,3 5,24 7,35 Malha Tubula 15 57 83 69,5 7,51 10,80 Pano 15 49 84 71,2 8,22 11,54 Comp essa não ecido 15X20cm 15 49 78 68,7 6,89 10,03 Peso co po al (kg) Amos a 60 40,0 101,0 78,8 13,07 16,59 Ligadu a ipo Robe Jones 15 40,0 100,0 79,7 15,85 19,88 Malha Tubula 15 62,0 94,0 76,4 10,79 14,12 Pano 15 62,0 99,0 83,9 11,84 14,11 Comp essa não ecido 15X20cm 15 60,0 101,0 75,4 12,82 17,00 Es a u a (cm) Amos a 60 142 185 162 11,00 7,00 Ligadu a ipo Robe Jones 15 144 180 161 11,00 7,00 Malha Tubula 15 147 185 160 9,00 6,00 Pano 15 151 185 167 10,00 6,00 Comp essa não ecido 15X20cm 15 142 174 158 10,00 6,00 IMC (kg/m2) Amos a 60 19,3 40,9 30,1 4,51 14,98 Ligadu a ipo Robe Jones 15 19,3 36,0 30,3 4,65 15,3 Malha Tubula 15 22,5 39,6 30,0 5,08 16,92 Pano 15 24,2 37,7 30,2 4,04 13,38 Comp essa não ecido 15X20cm 15 23,8 40,9 30,1 4,68 15,55 Pe íme o Joelho P é- Op. (cm) Amos a 60 123,8 207,4 160,0 15,84 9,90 Ligadu a ipo Robe Jones 15 123,8 191,1 159,8 17,81 11,15 Malha Tubula 15 136,6 181,1 153,8 12,11 7,87 Pano 15 141,0 193,4 166,0 12,22 7,36 Comp essa não ecido 15X20cm 15 139,6 207,4 162,0 18,99 11,72 Pe íme o Joelho Pós-Op. (cm) Amos a 60 135,4 222,6 175,6 17,12 9,75 Ligadu a ipo Robe Jones 15 135,4 200,7 175,7 18,22 10,37 Malha Tubula 15 148,5 201,7 167,3 13,50 8,07 Pano 15 159,3 208,5 182,6 13,50 7,39 Comp essa não ecido 15X20cm 15 155,3 222,6 176,9 20,24 11,44 Tabela 3 - Resul ados da análise in e g upos às a iá eis an opomé icas VARIÁVEIS TESTE Idade Peso Es a u a IMC Pe íme o p é- op. do joelho Pe íme o pós- op. do joelho K uskal-Wallis H 1,885 5,330 5,235 1,072 6,925 8,547 D 3 3 3 3 3 3 P 0,597 0,149 0,155 0,784 0,074 0,036 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 64 A média do peso co po al da amos a oi de 78,8Kg (DP = 13,07). A análise desc i i a in e g upos ao peso dos pa icipan es demons a, que o g upo da i n e ace de PA e e a média de peso mais al a 83,9Kg, DP =11,84. Em con apa ida, o g upo com média de peso mais baixa oi o g upo da CNT (M= 75,4Kg; DP=12,82). Explo ando a ampli ude média do peso co po al, obse a-se que a di e ença en e es es dois g upos (o peso máximo e o mínimo) oi de 5,1 Kg, in e alo onde se localizam os ou os dois g upos do es udo. Pa a e i ica a exis ência de di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os g upos em elação ao peso oi aplicado o es e de K usKal-Wallis (X2). Os esul ados lis ados na Tabela 3 demons am que não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os qua o g upos (in e aces) ela i amen e ao peso, com o es e K usKal-Wallis (H (3) = 5,330; p = 0,149; n= 15). Podemos in e i que o peso não se á um a o que con ibui á pa a c ia di e enças en e os g upos na obse ação do e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho subme ido a a oplas ia o al (Tabela 3). A es a u a dos pa icipan es oi ou a a iá el an opomé ica dos pa icipan es em análise (Tabela 2). A média da es a u a da amos a oi de 162cm (DP=11). Rela i amen e aos esul ados da es a u a egis ados nos di e en es g upos, obse a-se que exis e uma simila idade com os esul ados do peso co po al. De igual o ma ao peso co po al, o g upo da in e ace de PA ob e e a média mais al a na es a u a (M=167cm; DP = 10). O g upo da CNT e e a média de es a u a mais baixa (M =158cm; DP = 10cm). O in e alo da es a u a in e g upos oi de 9cm, é nes e pequeno in e alo onde se localizam as médias da es a u a dos qua o g upos, o que pode signi ica que não exis e g ande a iabilidade en e os g upos ela i amen e á es a u a. Pa a e i ica se exis iam di e enças signi ica i as en e os g upos em elação à es a u a oi aplicado o es e de K usKal-Wallis (X2). Os esul ados lis ados na Tabela 3 demons am que não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os qua o g upos (in e aces) ela i amen e à es a u a, com um es e K usKal-Wallis (H (3) = 5,235; p = 0,155; n= 15). Pe an e es es alo es, podemos in e i que a es a u a não se á um a o que con ibui á pa a c ia di e enças en e os g upos na obse ação do e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia (Tabela 3). O IMC oi o indicado u ilizado como medida pa a a alia o es ado nu icional. Es e é de inido como o peso de uma pessoa em quilog amas di idido pelo quad ado da al u a da pessoa em me os (kg/m2) (WHO, 2022). Com base nos esul ados lis ados na Tabela 2 oi possí el conclui que a média do IMC da amos a (M=30,1 kg/m2) es á na ca ego ia da obesidade classe I, de aco do com os alo es de e e ência da WHO (2022). Es a cons a ação ai de encon o ao que é e e ido na bibliog a ia (WHO, 2022), elencando a obesidade como um dos a o es de isco associado ao apa ecimen o da os eoa i e. 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 65 O IMC médio nos qua o g upos do es udo demons a que as di e enças en e eles são insigni ican es. En e o g upo com um maio IMC - LRJ (M = 30,3 kg/m2) - e o g upo com meno IMC - MT (M = 30,0 kg/m2) - a di e ença oi apenas de 0,3 kg/m2. Os ou os dois g upos êm um IMC localizado num in e alo de 0,3 kg/m2, espe i amen e, a in e ace PA (M = 30,2 kg/m2) e a in e ace CNT (M = 30,1 kg/m2). A análise in e encial ás di e enças signi ica i as en e os g upos em elação ao IMC com o es e de K usKal-Wallis (X2) (Tabela 3), mos a-nos que não exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os qua o g upos (in e aces) ela i amen e ao IMC, com es e K usKal-Wallis (H (3) = 1,072; p = 0,784). Podemos in e i que o IMC não se á um a o que con ibui á pa a c ia di e enças en e os g upos na obse ação do e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho c subme ido a AT, após a c io e apia. (Tabela 3). O pe íme o do joelho no p é-ope a ó io oi ou a a iá el em análise. Foi moni o izado o seu pe íme o com uma i a mé ica em qua o localizações ana ómicas do joelho (5cm acima do polo supe io ; polo supe io da ó ula; polo in e io da ó ula; 5cm abaixo do polo in e io da ó ula). Pos e io men e, oi calculado o alo médio da soma das qua o localizações ana ómicas. Segundo os esul ados (Tabela 2) a média do pe íme o p é-ope a ó io do joelho na amos a oi de 160,0cm (DP =15,84). O pe íme o médio no p é-ope a ó io mais ele ado oi no g upo que e e como in e ace o PA (M = 166,0cm; DP =12,22). O in e so, o pe íme o mais baixo, oi e i icado no g upo da MT (M = 153,8cm; DP = 12,11). A ampli ude do pe íme o do joelho en e os qua o g upos no p é-ope a ó io oi de 12,2cm. Pa a apu a a exis ência das di e enças signi ica i as en e os g upos em elação ao pe íme o do joelho no p é-ope a ó io oi aplicado o es e de K usKal-Wallis (X2). Os esul ados lis ados na Tabela 3 demons am que não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os qua o g upos (in e aces) ela i amen e ao pe íme o do joelho no p é-ope a ó io, com um es e K usKal-Wallis (H (3) = 6,925; p = 0,740; n = 15). Pe an e es a cons a ação, podemos in e i que o pe íme o do joelho no p é-ope a ó io não se á um a o que con ibui á pa a c ia di e enças en e os g upos na obse ação do e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho subme ido a AT. O pe íme o do joelho após a oplas ia o al oi ou a a iá el em análise (Tabela 2). A média do pe íme o do joelho no pós-ope a ó io da amos a oi de 175,6 cm (DP de 15,84). A análise desc i i a in e g upos demons a que o g upo com maio pe íme o do joelho no pós-ope a ó io oi o g upo que e e como in e ace o PA (M=182,6 cm; DP=7,39) e o g upo com meno pe íme o oi a malha ubula (M=167,3 cm; DP=13,50). Resul ados coinciden es com o pe íme o do joelho no p é-ope a ó io, onde o g upo da in e ace de pano e e o maio pe íme o e o g upo da in e ace malha ubula e e o pe íme o meno . 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 66 Assim, o aumen o do pe íme o pós-ope a ó io do joelho oi p opo cional ao pe íme o p é- ope a ó io. A ampli ude do pe íme o do joelho no pós-ope a ó io en e os qua o g upos oi de 15,3cm., alo supe io á ampli ude do pe íme o no p é-ope a ó io (12,2cm). Quando analisamos o aumen o do olume do joelho no pós-ope a ó io (Tabela 2), a a és da di e ença en e o pe íme o pós e p é- ope a ó io, e i icamos que na amos a (n = 60), o olume do joelho aumen ou no PO, em média, 15,6 cm. No g upo da LRJ o olume aumen ou 15,6 cm, o da MT 15,4 cm, o do PA 16,6 cm e o da CNT 14,9 cm. A di e ença en e o g upo com aumen o maio no olume do joelho com AT no PO oi de 1,7 cm. No con inuum da análise da Tabela 3, examina am-se o pe íme o do joelho no pós-ope a ó io, alo es do es e K usKal-Wallis (H (3) = 8,547; p = 0,036 (n= 15). Concluímos que exis e, pelo menos num dos g upos, que o pe íme o do joelho subme ido a a oplas ia o al no pós-ope a ó io é signi ica i amen e di e en e dos ou os. As compa ações múl iplas de médias de o dens ilus adas na Tabela 4 e idenciam que pa a α = 0,05, as di e enças es a is icamen e signi ica i as no pe íme o o al do joelho subme ido a a oplas ia o al no pós-ope a ó io, oco em en e a in e ace pano e da malha ubula pano ( p = 0,023). Segundo a es a ís ica desc i i a o am espe i amen e os g upos que ob i e am o maio e o meno pe íme o do joelho no pós-ope a ó io. Es es dados podem indicia que o pe íme o do joelho no pós- ope a ó io com a oplas ia o al pode se a o que pode á e um e ei o sob e a a iá el dependen e em es udo, en e os g upos das in e aces malha ubula e pano (g upo PA maio pe íme o). Finalmen e, analisando o coe icien e de a iação (CV) da amos a e dos qua o g upos em es udo. Ve i icou-se que a a iá el com maio CV oi o peso co po al (CV=16,59Kg). A a iá el com o meno CV oi a es a u a (7cm). A análise do CV in e g upos ás di e en es a iá eis, e ela que o maio CV oi no peso co po al no g upo da LRJ (20,14Kg) e o meno CV (6 cm) oi na es a u a dos g upos da MT, PA e CNT. Podemos conclui , que na amos a e nos g upos (in e aces) em es udo, exis iu uma maio a iabilidade no peso co po al e uma meno a iabilidade na es a u a dos pa icipan es. Tabela 4 - Compa ações múl iplas de médias de o dens do pe íme o do joelho no pós-op. Sample 1-Sample 2 Tes S a is ic S d. E o S d. Tes S a is ic Sig. Adj. Sig.a Malha ubula -Comp essa -8, 0 6,377 -1,364 ,172 1,000 Malha ubula - L. Robe Jones 11,267 6,377 1,767 ,077 ,464 Malha ubula -Pano -18,433 6,377 -2,891 ,004 ,023 Comp essa- L. Robe Jones 2,567 6,377 ,402 ,687 1,000 Comp essa-Pano 9,733 6,377 1,526 ,127 ,762 L. Robe Jones-Pano -7,167 6,377 -1,124 ,261 1,000 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 67 12.2 Sín ese dos esul ados - Os pa icipan es no es udo o am p edominan emen e do géne o eminino (73,3%), esul ado e i icado pa a odos os g upos; - A opologia do joelho mais equen e na amos a oi a di ei a (n=33; 55%), o que signi icou uma di e ença de seis casos em elação à esque da (n=27; 45%). Na análise in e g upos, exis iu um maio núme o de casos do joelho di ei o na LRJ e PA, ambos com 11 casos (73,3%) e um maio núme o de casos de joelhos subme idos a AT á esque da na CNT (n=10; 66,7%) seguido da in e ace MT (n=9; 60,0%). - A média de idades da amos a oi de 70,2 anos (DP=6,96). Pe sc u ando os alo es da média das idades nos qua o g upos em es udo, o g upo com média mais al a oi o g upo que usou como in e ace LRJ (M = 71,3; DP = 5,24). O g upo com a média de idade mais baixa oi o g upo da CNT (M=68,7; DP = 6,89). Pe an e es es alo es, dep eende-se que não exis iu uma g ande a iabilidade da média de idades in e g upos, plasmada numa ampli ude média de idades in e gupos de apenas 2,6 anos. - A média do peso co po al da amos a oi de 78,8 Kg com um (DP=13,07). A análise in e g upos ao peso dos pa icipan es demons a que o g upo da in e ace pano e e a média de peso mais al a (M = 83,9; DP = 1,84). Em con apa ida, o g upo que e e a média de peso mais baixa oi o g upo da comp essa não ecido (M = 75,4; DP = 12,82). - A média da es a u a da amos a oi de 162cm (DP=11). Dos esul ados da es a u a egis ados nos di e en es g upos, obse a-se que exis e uma simila idade no peso co po al. De igual o ma, o peso co po al no g upo da in e ace PA ob e e a média mais al a na es a u a (M = 167cm; DP = 10). Ao in és, o g upo CNT e e a média de es a u a mais baixa (M = 158cm; DP = 10). O in e alo da es a u a in e g upos oi de 9 cm. - O IMC médio da amos a oi de 30,1 kg/m2. Es a alo coloca a amos a na ca ego ia da obesidade classe I, de aco do com os alo es de e e ência da WHO (2022), es e ac o oi obse ado em odos os g upos. O IMC médio nos qua o g upos do es udo es e e num in e alo de 0,3 kg/m2. O g upo com maio IMC oi a LRJ (M = 30,3 kg/m2), e o g upo com meno IMC oi a malha ubula (M = 30,0 kg/m2). - A média do pe íme o p é-ope a ó io do joelho na amos a oi de 160,0cm (DP=15,84). O g upo com joelho de maio pe íme o oi o da in e ace de pano (M = 166,0cm; DP = 12,22.) O g upo que e e um pe íme o médio do joelho no p é-ope a ó io mais baixo oi a malha ubula (M = 153,8; DP = 12,11). A ampli ude do pe íme o do joelho en e os qua o g upos no p é-ope a ó io oi de 12,2cm. - A média do pe íme o do joelho no pós-ope a ó io da amos a oi de 175,6cm (DP=15,84). Quando compa ado com o pe íme o p é-ope a ó io, aumen ou na amos a, em média, 28 cm (soma o al das qua o medidas). A análise desc i i a in e g upos demons a que o g upo com maio pe íme o do joelho 12. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 68 no pós-ope a ó io oi o pano (M = 182cm,6; DP = 7,39) e o g upo com meno pe íme o oi a malha ubula (M = 167,3cm; DP = 13,50). Resul ados coinciden es com o pe íme o do joelho no p é- ope a ó io. Assim, o aumen o do pe íme o pós-ope a ó io do joelho com AT oi p opo cional ao pe íme o p é-ope a ó io, onde o g upo da in e ace de PA e e o maio pe íme o do joelho e o g upo da in e ace malha ubula e e o pe íme o do joelho meno . A ampli ude do pe íme o do joelho no pós-ope a ó io en e os qua o g upos oi de 15,3cm. Valo supe io á ampli ude do pe íme o no p é-ope a ó io (12,2cm). - Quando analisamos o aumen o do olume do joelho no pós-ope a ó io a a és da di e ença en e o pe íme o pós e p é-ope a ó io, e i icamos que na amos a (n = 60), o olume do joelho aumen ou no PO 15,6 cm. No g upo da LRJ o olume aumen ou 15,6 cm, o da MT 15,4 cm, o do PA 16,6 cm e o da CNT 14,9 cm. A di e ença en e o g upo com aumen o maio no olume do joelho com AT, no PO, oi de 1,7 cm. Conside amos que es a di e ença en e os g upos em es udo não é signi ica i a. - Não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os qua o g upos (in e aces) do es udo nas a iá eis géne o, idade, peso, al u a, IMC e pe íme o p é-ope a ó io do joelho (soma das qua o medidas). Em odas elas o p > 0,05. Assim, podemos in e i que es as a iá eis não são a o es que con ibuem pa a di e enças en e os qua o g upos, na obse ação do e ei o da c io e apia sob e a TSC do joelho subme ido a AT, após-c io e apia. Ou seja, as al e ações na TSC do joelho subme ido a a oplas ia o al após aplicação da c io e apia, en e os qua o g upos em es udo, não es ão alocadas ás a iá eis: idade, peso, al u a, IMC e pe íme o p é-ope a ó io do joelho. - A es a ís ica in e encial demons ou exis i em di e enças es a is icamen e signi ica i as no pe íme o o al do joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io, en e o g upo da in e ace malha ubula e o g upo da in e ace de pano ( p = 0,023). 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - LRJ 69 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS Nes e capi ulo são ap esen ados os esul ados da análise es a ís ica ealizada pa a esponde às hipó eses de in es igação an e io men e delineadas. Pa a uma melho comp eensão, os esul ados são explici ados g upo a g upo, numa pe spe i a de análise de design in ag upo. Cada g upo, ou seja, cada subcapí ulo des a secção, e á uma pequena in odução, cujo obje i o é a con ex ualização do g upo/ in e ace . De seguida, se á ca a e izada a amos a do g upo. Finalmen e, se ão ap esen ados os esul ados es a ís icos pa a as ês hipó eses o muladas, pa a cada g upo em es udo. A análise es a ís ica inicia -se-á com o g upo que e e como in e ace a ligadu a ipo Robe Jones modi icada, depois o da malha ubula , segue-se a in e ace de pano e, po im, o da comp essa não ecido 15X20cm. 13.1 G upo da in e ace ligadu a ipo Robe Jones modi icada Da in e ação do sis ema e modinâmico c io e apia (saco de gelo), in e ace (ligadu a ipo Robe Jones modi icada) e ecido egumen a do joelho subme ido a AT, esul a am á ias in e ogações que de am o igem a hipó eses de in es igação. Inicia emos a ap esen ação dos esul ados pela ca ac e ização da amos a do g upo da LRJ e, pos e io men e, são ap esen ados os esul ados es a ís icos que pe mi i am esponde ás hipó eses de inidas. 13.1.1 Ca ac e ização da amos a do g upo da LRJ O g upo da LRJ oi compos o po 15 elemen os. Os dados es a ís icos desc i i os ap esen ados na Tabela 5 e elam 66,7% dos pa icipan es e am do géne o eminino e 33,3% do géne o masculino. A opologia do joelho mais equen e oi o di ei o com 73,3%. Tabela 5 - Análise desc i i a das a á eis biológicas no g upo LRJ G upo Va iá eis n % Ligadu a ipo Robe Jones (LRJ) (n = 15) Géne o Masculino 5 33,3 Feminino 10 66,7 Topologia (joelho) Di ei o 11 73,3 Esque do 4 26,7 Os esul ados lis ados na Tabela 6 demons am que a média da idade dos pa icipan es oi de 71,3 anos (DP=5,24). O pa icipan e mais no o inha 61 anos e o mais elho 82 anos. O peso médio dos pa icipan es oi de 79,7 Kg (DP=15,85), o in e alo en e o pa icipan e de meno peso e o de maio 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - LRJ 76 no g upo LRJ, após a c io e apia, oi de 34,13°C, sendo a meno TSC obse ada de 33,64°C (nas 180 obse ações). Te cei o, odas TSC moni o izadas após a c io e apia joelho subme ido a AT man i e am- se em alo es basais, ou seja, alo es isiológicos no mais da empe a u a cu ânea do joelho. Qua o, exis i am 40 obse ações (22,2%) em que a TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, oi supe io à TSC basal. Aa c io e apia aplicada com saco de gelo no joelho subme ido a AT sob e LRJ, no pós- ope a ó io, não êm e ei o e apêu ico. (H1 j) (H3 j) 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 77 13.2. G upo da in e ace de malha ubula Inicia emos ap esen ação dos esul ados da ca ac e ização da amos a do g upo da MT e pos e io men e são ap esen ados os esul ados es a ís icos, que pe mi i am esponde ás hipó eses de in es igação. 13.2.1 Ca ac e ização da amos a do g upo da MT O g upo da ligadu a da malha ubula (MT) oi compos o po 15 elemen os. Os dados ap esen ados na Tabela 11 demons am que 80% dos pa icipan es e am do géne o eminino e 20% do géne o eminino. A opologia do joelho mais equen e oi o esque do com 60,0%. Realça-se que o g upo da malha ubula , jun amen e com o g upo que e e como in e ace a comp essa não ecido 15X20cm, i e am o maio núme o de elemen os do géne o eminino (n=12). Tabela 11 - Análise desc i i a das a á eis biológicas no g upo LRJ G upo Va iá eis N % Malha Tubula (n = 15) Géne o Masculino 3 20,0 Feminino 12 80,0 Topologia (joelho) Di ei o 6 40,0 Esque do 9 60,0 Na Tabela 12 são ap esen ados esul ados e e en es à idade, peso, es a u a, IMC e pe íme o do joelho subme ido a AT, no p é e pós-ope a ó io, da amos a do g upo da malha ubula . A média da idade dos pa icipan es oi 69,5 anos (DP=7,51), o pa icipan e mais no o inha 57 anos e o mais elho 83 anos. Os dados an opomé icos da amos a demons am que o peso médio dos pa icipan es oi de 76,4Kg (DP=10,79), o in e alo do peso co po al en e o pa icipan e de meno peso e o de maio peso oi de 32kg. No que se e e e á es a u a, a média dos pa icipan es oi de 160cm (DP=6,0). O índice de massa co po al e e como alo médio 30,0 kg/m2, o meno alo de IMC dos qua o g upos. Mesmo assim, o g upo encon a-se na ca ego ia da obesidade classe I, de aco do com os alo es de e e ência da WHO (2021). A análise ao pe íme o do joelho e idencia que oi o g upo com meno pe íme o do joelho no p é e no pós-ope a ó io. Compa ando o pe íme o do joelho no p é e pós-ope a ó io cons a a-se um aumen o médio de 13,5cm após a ci u gia. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 78 Tabela 12 - Análise desc i i a das a á eis an opomé icas no g upo MT GRUPO VARIÁVEIS DADOS ESTATÍSTICOS Mínimo Máximo Média DP CV Malha Tubula (n = 15) Idade (anos) 57 83 69,5 7,51 10,80 Peso co po al (kg) 62,0 94,0 76,4 10,79 14,12 Es a u a (cm) 147 185 160 9,00 6,00 IMC (kg/m2) 22,5 39,6 30,0 5,08 16,92 Pe íme o Joelho P é Op.* (cm) 136,6 181,1 153,8 12,11 7,87 Pe íme o Joelho Pós-Op.* (cm) 148,5 201,7 167,3 13,50 8,07 13.2.2 Hipó ese H1m Hipó ese de in es igação em análise H1m : “Há di e enças en e a TSC basal e a TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a malha ubula , no pós-ope a ó io.” Os dados amos ais do g upo da malha ubula (Tabela 13) demons am que a TSC média basal do joelho subme ido a AT oi de 34,19°C (DP = 1,66). Já a TSC média do joelho com AT, após a c io e apia oi de 23,90°C (DP = 3,24), o que signi icou uma descida da TSC média no g upo da malha ubula de 10,29°C. Tabela 13 – Sco es médios globais da TSC do joelho do g upo MT Malha ubula (n = 15) Tempe a u a basal (M) Tempe a u a após c io e apia (M) Di e ença emp. basal * emp. pós c io e apia (M) G upo 34,19 (DP 1,66) 23,90 (DP 3,24) 10,29 Face la e al 34,42 (DP 1,03) 25,08 (DP 2,78) 9,35 Face medial 33,96 (DP1,25) 22,73 (DP 3,70) 11,23 As Tabelas 13 e 14 e idenciam diminuições da TSC do joelho após c io e apia sob e a MT nas duas localizações ana ómicas e nos di e en es empos de aplicação da c io e apia. Em odas obse ações (180) da TSC ealizadas nas duas localizações e nos di e en es pe íodos de aplicação de c io e apia, a TSC do joelho diminuiu semp e. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 79 Tabela 14 - Es a ís ica desc i i a da TSC do joelho pós c io e apia no g upo MT In e ace Pon o de a aliação da empe a u a Tempo de c io e apia (minu os) Temp. basal (M) Temp. C io e apia (M) Mínimo Máximo Des io pad ão (DP) In e alo é mico (max - min) Malha Tubula Face la e al do joelho (n = 15) 10 34,45 25,47 18,21 30,77 3,71 12,56 20 34,21 25,67 19,85 29,55 2,70 9,70 30 34,42 24,39 20,17 29,73 2,50 9,56 40 34,63 25,52 20,40 30,30 3,03 9,90 50 34,44 24,52 21,43 27,56 2,11 6,13 60 34,40 24,89 20,15 29,59 2,65 9,44 Face medial do joelho (n = 15) 10 33,79 24,43 17,27 29,67 3,21 12,40 20 33,81 22,70 17,63 31,17 3,77 13,54 30 33,93 22,61 17,20 30,74 4,45 13,54 40 34,04 22,29 17,09 30,13 3,74 13,04 50 34,27 21,79 19,40 27,73 2,89 8,33 60 33,94 22,57 16,62 29,77 4,11 13,15 Legenda: Temp. Basal – TSC do joelho com AT an es da c io e apia Temp. c io e apia - TSC do joelho com AT an es da c io e apia Mínimo – TSC mais baixa obse ada Máximo – TSC mais al a obse ada Descendo o ní el de análise e es a i icando a amos a pelo local ana ómico da moni o ização da TSC do joelho - ace la e al e medial (Tabela 14) - obse a-se que a TSC média basal da ace la e al do joelho oi de 34,42°C (DP = 1,03) e a TSC média do joelho, após c io e apia, oi de 25,08°C (DP=2,78), o que signi icou uma descida da TSC de 9,35°C, após a aplicação da c io e apia. Na ace medial do joelho a TSC média basal do joelho oi de 33,96°C (DP = 1,25) e a TSC média do joelho após a c io e apia oi de 22,73°C (DP = 3,70), esul ando numa descida da TSC de 11,23°C, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo. G á ico 2 - TSC média da ace la e al e medial joelho, após c io e apia no g upo da MT 25,47 25,67 24,39 25,52 24,52 24,89 24,43 22,70 22,61 22,29 21,79 22,57 15,00 0 5 10 15 20 25 30 35 40 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Face la e al Face medial Temp. Te apêu ica 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 80 Em suma, podemos in e i que a TSC média basal oi maio na ace la e al do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo as TSC mais baixas e i ica am-se na ace medial do joelho com AT. Em média, a TSC desceu mais 1,88°C na ace medial do joelho em elação à ace la e al. Es es dados são co obo ados pelos alo es exibidos na Tabela 14 e G á ico 2 onde é pe ce í el que, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os), as TSC médias na ace medial do joelho subme ido a AT o am semp e in e io es ás da ace la e al. O mesmo se e i ica na análise ás di e enças en e a TSC basal e a TSC após c io e apia, onde as maio es di e enças da TSC o am obse adas na ace medial do joelho. Realça-se, que exis iu uma maio a iabilidade da TSC na ace medial do joelho, DP = 3,70 enquan o o DP na ace la e al oi de 2,78, esba endo-se numa di e ença de 0,92°C. Es e ac o não oi p opo cionalmen e igual ao DP da TSC basal, an es da aplicação da c io e apia, onde o DP da ace medial oi de 1,25 e na ace la e al de 1,03°C, consumando-se numa di e ença de apenas 0,22°C. Es a cons a ação, apon a pa a uma maio dispe são/ a iabilidade da TSC após a aplicação da c io e apia na in e ace de malha ubula na ace medial do joelho subme ido a AT. Analisando os esul ados de o ma mais de alhada (Tabela 14), associando os di e en es momen os de a aliação da TSC no joelho com a localização ana ómica e empo de aplicação da c io e apia, a TSC média do joelho subme ido a AT mais baixa, oi na ace medial do joelho (M = 21,79°C; DP = 2,89) quando a c io e apia oi aplicada du an e 50 minu os. Pa a ob e es e alo , a TSC do joelho desceu em média 12,48°C (Tabelas 13 e 14), o que se apu ou se a maio descida da TSC média do g upo. A segunda TSC mais baixa oi quando a c io e apia oi aplicada du an e 40 minu os ambém na ace medial (M = 22,29 °C; DP = 3,34). No que diz espei o à aplicação da c io e apia du an e 10 minu os na ace medial (M = 24,43 °C) a TSC oi mui o supe io aos ou os empos de c io e apia, em média, mais 2,64 °C. Es es ac os, numa p imei a análise, apon am pa a que a c io e apia e á maio e e i idade na ace medial do joelho, quando aplicada po pe íodos de 40 e 50 minu os e menos e e i idade quando aplicada du an e 10 minu os, na ace medial do joelho. Ao in és, as médias de TSC mais al as no g upo da malha ubula , após a c io e apia, o am obse adas na ace la e al quando a c io e apia oi aplicada po pe íodos de 10 e 20 minu os, i e am, espe i amen e, 25,47°C (DP 3,71) e 25,67°C (DP=2,70). Obse a-se que não exis iu uma g ande a iabilidade das TSC na ace la e al do joelho subme ido a AT en e os di e en es pe íodos de aplicação da c io e apia. A di e ença en e a TSC mais al a e a mais baixa oi de 1,15 °C. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 81 Os dados indicam um in e alo é mico mui o pequeno en e a TSC média mais al a obse ada e a TSC média mais baixa, (3,88°C), in e alo onde se localizam as ou as TSC médias após a c io e apia. Nas duas localizações ana ómicas é possí el obse a (G á ico 2) que nos di e en es empos de aplicação da c io e apia não exis i am g andes oscilações é micas. As linhas de empe a u a da ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, depois de exis i , na ase inicial po e ei o da c io e apia, uma descida e iden e da TSC. Pos e io men e, com o decu so da aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os), es as man i e am-se cons an es, sem mudanças é micas signi ica i as. Fac o que pode á apon a pa a que o saco de gelo man enha a mesma capacidade é mica du an e 60 minu os, quando aplicado sob e a malha ubula no joelho subme ido a AT, uma ez que consegue man e os alo es da TSC es á eis du an e es e pe íodo.  Os esul ados ob idos nes a secção pe mi em esponde à hipó ese de in es igação H1m : A hipó ese de in es igação é e dadei a. A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a MT diminui semp e a TSC do joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io. A TSC média do joelho após a c io e apia oi de 23,90°C, o que signi icou uma descida no g upo da MT ( ace la e al e medial) de 10,29°C. Com os dados ap esen ados é indiscu í el, que exis e uma e iden e e no ó ia diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo sob e a malha ubula , no pós- ope a ó io. Em odas as obse ações (180) da TSC, nas duas localizações e nos di e en es pe íodos de aplicação de c io e apia, a TSC do joelho subme ido a a oplas ia o al diminuiu semp e. 13.2.3 Hipó ese H2m Hipó ese de in es igação em análise H2m : “Há di e enças es a is icamen e signi ica i as en e a TSC basal e a TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a malha ubula , no pós-ope a ó io.” Pa a es uda , se a diminuição da TSC do joelho com AT é es a is icamen e signi ica i a, u ilizou-se o “Wilcoxon Signed-Rank Tes ” . Os alo es do es e, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, na ace la e al do joelho subme ido a AT, i e am um p- alue (exa Sig.2- ailed) <0,001. Es es dados e idenciam di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC da ace la e al do joelho subme ido a AT, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia (Tabela 15). 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 82 Exis indo di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC, após aplicação da c io e apia, al a conhece qual o e ei o da c io e apia na TSC: aumen a, man êm ou diminui. Obse ando os alo es do es e de Wilcoxon (Z), em odos os pe íodos de aplicação de c io e apia, e i icou-se que, os alo es de (Z) o am semp e nega i os. Assim, é possí el deduzi que as di e enças de empe a u a es ão alocadas a uma diminuição da TSC na ace la e al do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo. Podemos, pois, conclui que, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo na ace la e al do joelho subme ido a AT, u ilizando a malha ubula , exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da TSC, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. Tabela 15 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC após c io e apia ace la e al do joelho - MT Wilcoxon Signed Ranks Tes a. Face la e al do joelho: Tempe a u a basal * Tempe a u a após c io e apia Tempo de c io e apia (minu os) 10 20 30 40 50 60 Z -3,408b -3,408b -3,408b -3,408b -3,408b -3,408b p ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 a. Wilcoxon Signed Ranks Tes b. Based on posi i e anks. Analisados os dados no que diz espei o à ace la e al do joelho subme ido a AT, de seguida i emos examina os dados quando a c io e apia oi aplicada com um saco de gelo na ace medial, sob e a in e ace MT. A análise ás di e enças in ag upo ealizada com o es e de Wilcoxon , e idenciou que em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia na ace medial do joelho e e um p- alue (exa Sig.2- ailed) < 0,001 (Tabela 16). Podemos in e i que exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC na ace medial do joelho subme ido a a oplas ia o al, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia. A análise ás di e enças e e i adas pelo e ei o da c io e apia na TSC no joelho com AT, o am esba idas numa diminuição da empe a u a no joelho, ac o con i mado pela es a ís ica desc i i a. Os alo es do es e de Wilcoxon (Z), comp o am que em odos os pe íodos da aplicação de c io e apia o am nega i os. Assim, é possí el deduzi que as di e enças de empe a u a es ão alocadas a uma diminuição da TSC na ace medial do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo. Podemos, pois, in e i quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo na ace medial do joelho subme ido a AT, exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da TSC, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 83 Tabela 16 –Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC,após c io e apia na ace medial do joelho -MT Wilcoxon Signed Ranks Tes a. Face medial do joelho: Tempe a u a basal * Tempe a u a após c io e apia Tempo de c io e apia (minu os) 10 20 30 40 50 60 Z -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b P ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 a. Wilcoxon Signed Ranks Tes b. Based on posi i e anks.  Os esul ados exibidos pe mi em esponde á hipó ese de in es igação H2m . A hipó ese é e dadei a. Em odas as condições expe imen ais o am e i icadas di e enças es a is icamen e signi ica i as com um p- alue (exa o) pa a o es e bila e al < 0,001. Assim, podemos conclui que, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT sob e uma in e ace de MT, exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da empe a u a supe icial cu ânea, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. 13.2.4 Hipó ese H3m Hipó ese de in es igação em análise H3m : “A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a malha ubula diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos, no pós-ope a ó io.” Nas hipó eses de in es igação an e io es oi cons a ado que a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e uma in e ace de MT no joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io, em odas as obse ações, exis iu semp e uma diminuição da TSC do joelho, com signi icância es a ís ica, p < 001. Es e ac o, não signi ica a ob enção de alo es e apêu icos da TSC (≤°C15). Pa a es uda a obse ância dos alo es e apêu icos da TSC do joelho com AT, após aplicação da c io e apia nes a in e ace , eco eu-se à es a ís ica desc i i a. Os esul ados lis ados nos G á icos 3 e 4, onde es ão plasmadas as 180 obse ações da TSC, após aplicação da c io e apia no joelho subme ido a AT, demons am que nenhuma das obse ações a ingiu alo es e apêu icos. Podemos en ão a i ma , que o impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, u ilizando como in e ace a malha ubula , oi nulo. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 84 G á ico 3 - Dispe são dos alo es da TSC na ace la e al do joelho após a c io e apia - MT G á ico 4 - Dispe são dos alo es da TSC na ace medial do joelho após a c io e apia - MT Analisando a Tabela 15 e os G á icos 3 e 4, e i ica-se que o g upo MT e e uma TSC, após a c io e apia, de 23,90°C, icando a 8,9°C dos alo es e apêu icos. Na ace la e al do joelho a TSC média, após c io e apia, oi de 25,08°C, icando a 10,1°C dos alo es e apêu icos. A ace medial do joelho e e uma TSC média, após c io e apia, de 22,73°C, icando a 7,73°C dos alo es e apêu icos. Os alo es da TSC e elam que a aplicação da c io e apia com saco de gelo no joelho subme ido a AT, endo como in e ace a MT icou a que Bélange (2015) designa de alo es de TSC subó imos. A TSC 20,15 30,30 18,21 30,77 19,85 20,57 20,17 21,22 21,30 10 15 20 25 30 35 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Tempe a u a e apêu ica 16,62 17,27 17,09 31,17 30,74 17,63 16,74 17,20 17,66 10 15 20 25 30 35 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Tempe a u a e apêu ica 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - MT 85 não a ingiu o desejado pad ão e apêu ico. Ficou en e o pad ão é mico basal dos ecidos e o pad ão é mico e apêu ico. Conseguiu-se melho es esul ados que no g upo da in e ace da ligadu a ipo Robe Jones modi icada, icando es e pela baseline da TSC dos ecidos (pele, músculos, endões, cápsulas a icula es). Analisando as TSC mínimas e máximas obse adas, cons a a-se que a TSC mínima obse ada oi de 16,62°C na ace la e al quando a c io e apia oi aplicada du an e 60 minu os, as TSC máximas obse adas após a c io e apia o am obse adas na ace la e al quando a c io e apia oi aplicada po pe íodos de 10 minu os (M = 30,77), e na ace medial quando a c io e apia oi aplicada du an e 20 minu os (M = 31,17). Não o am obse ados ou lie s no g upo (G á ico 3, 4 e 12). Embo a seja pouco pe ce í el g a icamen e, os pa icipan es que ap esen a am alo es al os de TSC, após c io e apia, man i e am em p a icamen e odos os pe íodos de aplicação da c io e apia o mesmo pe il é mico. O mesmo se e i ica nos pa icipan es que ap esen a am alo es baixos da TSC, nunca passando de um ex emo é mico pa a o ou o. Es a cons a ação, pode á se indicado que os pa icipan es eagem de o ma di e en e à aplicação da c io e apia.  Os esul ados ob idos pe mi em esponde à hipó ese de in es igação em análise: H3m A hipó ese é alsa. Com base nos esul ados obse ados podemos conclui que a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a malha ubula não diminui a TSC do joelho subme ido a AT pa a alo es e apêu icos, no pós-ope a ó io. Em nenhuma das 180 obse ações oi obse ado um alo é mico e apêu ico (≤15°C). O sis ema e modinâmico compos o pelo saco de gelo, malha ubula e ecido egumen a não consegue e uma obus ez é mica necessá ia pa a diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos. A TSC não a ingiu o desejado pad ão e apêu ico, icando num pad ão é mico que Bélange (2015) designa de alo es de TSC “subó imos”. Pad ão é mico que ica en e o pad ão é mico basal dos ecidos e o pad ão é mico e apêu ico. No pad ão subó imo pode ão pon ualmen e se em obse ados alguns e ei os alocados à c io e apia, mas sem a obus ez, equência, magni ude e in ensidade desejada. Podemos en ão in e i que a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e uma in e ace de MT não diminui a TSC do joelho subme ido a AT pa a alo es e apêu icos no pós-ope a ó io. 13.2.5 Sín ese dos esul ados MT Como sín ese inal des e capi ulo e endo semp e como io condu o as hipó eses de in es igação elencadas, passa emos a desc e e as p incipais conclusões: 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 92 c io e apia. O G á ico 5 ilus a es e acon ecimen o. Nas duas localizações ana ómicas é possí el obse a que, nos di e en es empos de aplicação da c io e apia, não exis i am g andes oscilações é micas. As linhas de empe a u a da ace la e al e medial do joelho com AT, depois da ase inicial, po e ei o da c io e apia, exis i uma e iden e descida da TSC, obse a-se que, pos e io men e com o decu so da aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os) es as man i e am-se cons an es, sem mudanças é micas signi ica i as. Fac o que pode á apon a pa a que o saco de gelo man enha a mesma capacidade é mica du an e 60 minu os, quando aplicado sob e a in e ace de pano ino ( ipo onha) no joelho subme ido a AT, uma ez, que consegue man e os alo es da TSC es á eis du an e es e pe íodo. Os alo es da TSC após a c io e apia nes e g upo o am bas an e meno es que os alo es do g upo da ligadu a ipo Robe Jones modi icada, que icou pela baseline da TSC dos ecidos (pele, músculos, endões, cápsulas a icula es). Quando compa amos com o g upo da malha ubula , e i icou-se que es e g upo (MT) e e TSC médias do joelho subme ido a AT, após a c io e apia, ligei amen e supe io es ao g upo da in e ace de PA. Assim, e i icou-se que o g upo da in e ace de PA e e TSC médias de 22,84°C - ace la e al a TSC oi de 23,57°C e na ace medial de 23,9°C. Compa a i amen e, o g upo da malha ubula e e TSCs médias de g upo de 23,90°C (+1,06°C que o g upo da in e ace de PA), obse ando- se na ace la e al uma TSC 25,08°C (+1,54°C) e na ace medial 22,11°C (+0,62°C).  Os esul ados ob idos nes a secção pe mi em esponde à hipó ese de in es igação elencada: H1pa A hipó ese de in es igação é e dadei a. A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a in e ace PA diminui e e i amen e a TSC do joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io. Com os dados ap esen ados e i ica-se uma diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo sob e uma in e ace PA, no pós-ope a ó io. Em odas as obse ações es e ac o oi e i icado. 13.3.3 Hipó ese H2pa Hipó ese de in es igação em análise H2pa: “Há di e enças es a is icamen e signi ica i as en e a TSC basal e a TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e um pano ino ( onha da almo ada), no pós-ope a ó io.” A es a ís ica desc i i a demons ou uma diminuição da TSC, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia nas duas localizações ana ómicas em es udo, a ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, pa a es uda , se a diminuição da TSC no joelho com AT é es a is icamen e signi ica i a, u ilizou-se 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 93 o “Wilcoxon Signed-Rank Tes ” . Da análise ás di e enças in ag upo en e a TSC basal e a TSC após aplicação da c io e apia na ace la e al do joelho (Tabela 21) subme ido a AT sob e a in e ace PA. Cons a ou-se que o es e de Wilcoxon, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia, e e um p- alue (exa Sig. (2- ailed) < 0,001. Es es dados e idenciam di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC da ace la e al do joelho subme ido a AT, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. Exis indo di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC após aplicação da c io e apia, al a conhece qual o e ei o da c io e apia na TSC, se aumen a ou se diminui. Obse ando os alo es do es e de Wilcoxon (Z) , pa a odos pe íodos de aplicação de c io e apia, e i icou-se que, os alo es de (Z) o am nega i os. Assim, é possí el deduzi que as di e enças de TSC es ão alocadas a uma diminuição da TSC na ace la e al do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo. Podemos, pois, conclui que, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo na ace la e al do joelho subme ido a AT sob e uma in e ace de PA, exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da TSC supe icial cu ânea, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. Tabela 21 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC, após c io e apia ace la e al do joelho - PA Wilcoxon Signed Ranks Tes a. Face la e al do joelho: Tempe a u a basal * Tempe a u a após c io e apia Tempo de c io e apia (minu os) 10 20 30 40 50 60 Z -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b P ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 a. Wilcoxon Signed Ranks Tes b. Based on posi i e anks. Analisados os esul ados no que diz espei o à ace la e al do joelho subme ido a AT, de seguida i emos examina os esul ados quando a c io e apia oi aplicada com um saco de gelo na ace medial do joelho, sob e a in e ace de PA. Da análise ás di e enças in ag upo ealizadas com o es e de Wilcoxon , obse ou-se, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, um p- alue (exa Sig. (2- ailed) < 0,001 (Tabela 22). Podemos in e i que exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC na ace medial do joelho subme ido a AT, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. A análise ás di e enças e e i adas pelo e ei o da c io e apia na TSC no joelho subme ido a AT o am esba idas numa diminuição da TSC do joelho. Os alo es do es e de Wilcoxon (Z), comp o am es e ac o, is o é, em odos os pe íodos de aplicação de c io e apia o am nega i os. Assim, é possí el deduzi que as di e enças de TSC es ão alocadas a uma diminuição da TSC na ace medial do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo. Podemos, pois, conclui quando a c io e apia é 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 94 aplicada com saco de gelo, na ace medial do joelho subme ido a AT, exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da TSC, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. Tabela 22 – Di . es a ís icas en e a TSC basal e a TSC, após c io e apia na medial do joelho - PA Wilcoxon Signed Ranks Tes a. Face medial do joelho: Tempe a u a basal * Tempe a u a após c io e apia Tempo de c io e apia (minu os) 10 20 30 40 50 60 Z -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b P ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 a. Wilcoxon Signed Ranks Tes b. Based on posi i e anks.  Os esul ados exibidos nes a secção pe mi em esponde á hipó ese de in es igação H2pa A hipó ese é e dadei a. Em odas as condições expe imen ais o am e i icadas di e enças es a is icamen e signi ica i as com um p- alue (exa o) pa a o es e bila e al < 0,001. Assim, podemos conclui que, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo, na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, sob e uma in e ace de PA, exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da empe a u a supe icial cu ânea, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. 13.3.4 Hipó ese H3pa Hipó ese de in es igação em análise H3pa: “A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e um pano ino ( onha da almo ada) diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos no pós-ope a ó io.” Nas hipó eses de in es igação an e io es oi cons a ado, que a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e uma in e ace de PA no joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io, exis iu semp e, em odas as obse ações uma diminuição da TSC do joelho, com signi icância es a ís ica, p < 001. Es es ac os, não signi icam a ob enção de alo es e apêu icos da TSC (TSC ≤°C15) pa a es uda a obse ância dos alo es e apêu icos da TSC do joelho subme ido a AT, após aplicação da c io e apia sob e uma in e ace de PA. Os esul ados lis ados na Tabela 23 e nos G á icos 6 e 7 onde es ão e a adas as 180 obse ações ealizadas no p esen e es udo, demons am que apenas em qua o obse ações o am a ingidos alo es 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 95 da TSC e apêu icos. T ês casos o am obse ados na ace la e al do joelho subme ido a AT: dois com a aplicação da c io e apia du an e 60 minu os (13,31°C, 13,38°C) e um caso quando a c io e apia oi aplicada du an e 50 minu os (14,7°C). Um caso oi obse ado na ace medial com 14,43°C (50min). Es es qua os casos o am obse ados apenas em dois pa icipan es: i) um pa icipan e e e alo es é micos de 14,07°C (50 min) e de 13,38°C (60 min), ambos da ace la e al, e, ii) o ou o pa icipan e e e 13,31°C (60 min) na ace la e al e 14,43°C (50min) na ace medial do joelho. Tabela 23 - Lis agem dos casos com alo es de TSC e apêu icos no g upo da in e ace de PA Tempe a u a e apêu ica In e ace Pon o de a aliação da empe a u a Tempo de c io e apia Sim Não N (%) N (%) Pano ino ( ipo onha) Face la e al do joelho (n = 15) 10 0 0,0 15 100,0 20 0 0,0 15 100,0 30 0 0,0 15 100,0 40 0 0,0 15 100,0 50 1 6,6 14 93,4 60 2 13,3 13 86,7 Face medial do joelho (n = 15) 10 0 0,0 15 100,0 20 0 0,0 15 100,0 30 0 0,0 15 100,0 40 0 0,0 15 100,0 50 0 0,0 15 100,0 60 1 6,6 15 93,4 To al 4 2,2 176 97,8 Es a cons a ação, se á mais um ac o que con ibui á pa a a i ma que, cada pessoa, em um pe il é mico p óp io de eação á c io e apia, uma ez que o am os mesmos pa icipan es (dois), que a ingi am os alo es de TSC e apêu icos em pe íodos de aplicação da c io e apia di e en es. Também, podemos in e i que os alo es de TSC e apêu ica o am obse ados em pe íodos de aplicação da c io e apia mais p olongados (50 e 60 minu os), o que pode á indica que a c io e apia e á um maio e ei o, quando aplicada du an e um pe íodo de empo mais p olongado. Re i a-se que a a aliação do empo e apêu ico des es qua o casos, ou seja, o empo em que oi man ida a TSC e apêu ica após a suspensão da c io e apia, oi de, ap oximadamen e, 1 minu o em dois casos (14,7°C; 14,07°C) e de dois minu os em dois casos (13,31°C, 13,38°C). 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 96 G á ico 6 - Dispe são dos alo es da TSC na ace la e al do joelho após a c io e apia - PA Os qua o casos obse ados com TSC e apêu icas nas 180 obse ações ealizadas ep esen am, somen e, 2,2% da amos a, o que pode emos conside a uma pe cen agem mui o pequena. Numa analogia ac ual e pu amen e es a ís ica, in e imos que em 180 aplicações de c io e apia com saco de gelo no joelho subme ido a AT, endo como in e ace de PA, somen e qua o aplicações de c io e apia (2,2%) consegui am ob e e ei os e apêu icos alocados à c io e apia, consubs anciados po uma diminuição da TSC pa a alo es e apêu icos. G á ico 7 - Dispe são dos alo es da TSC na ace medial do joelho após a c io e apia - PA 30,79 30,83 30,22 14,07 13,38 15,28 13,31 5 10 15 20 25 30 35 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Tempe a u a e apêu ica 16,35 30,89 31,87 14,43 16,68 16,91 16,71 16,37 5 10 15 20 25 30 35 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Tempe a u a e apêu ica 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 97 Pa a a alia o impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT no g upo da in e ace do PA ino ( ipo onha) oi u ilizado como medida clinica o NNT - núme o de aplicações de c io e apia com saco de gelo no joelho subme ido a AT, pa a que um pa icipan e enha um e ei o e apêu ico. A Tabela 24 e a a o impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT no g upo do PA de ecido ( ipo onha), ao ní el dos e ei os e apêu icos em ge al (TSC e apêu ica ≤15°C) TSC pa a a analgesia, edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula . O impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, no g upo da in e ace de PA de ecido, demons ado pelo núme o de pacien es necessá ios pa a o a amen o (NNT) no g upo, oi de 45. Signi ica que, pa a ob e uma TSC e apêu ica ≤15°C são necessá ias 45 aplicações de c io e apia. Na ace la e al do joelho subme ido a AT, o NNT oi meno (30) compa a i amen e com a ace medial, cujo impac o oi ês ezes mais (91). Ou seja, são necessá ias o iplo de aplicações de c io e apia na ace medial do joelho pa a se ob e e ei os e apêu icos, quando compa ado com a ace la e al. Es es esul ados, não es ão de aco do com as TSC média obse adas, em que as TSC cujos alo es, odos pe íodos de aplicação da c io e apia, o am semp e in e io es na ace medial do joelho. Quando a análise é ei a em unção da especi icidade (Tabela 24) da analgesia local, só dois pa icipan es a ingi am alo es da TSC e e enciados pa a se obse ado es e e ei o e apêu ico. Ambos os casos, o am obse ados na ace la e al com um NNT de 45. O NNT na ace medial oi ze o, ou seja, não exis iu nenhum caso que a ingiu alo es de analgesia local. O NNT oi ambém ze o pa a a edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula , ou seja, não o am a ingidas TSC pa a se em obse ados es es e ei os e apêu icos. Tabela 24 - Impac o e apêu ico da c io e apia no joelho no g upo PA Condição clinica em es udo Face la e al Face medial To al n NNT n NNT N NNT Tempe a u a e apêu ica ≤15°C 3 30 1 91 4 45 Analgesia local ≤13,6°C 2 45 0 0 2 91 Redução da condução ne osa 10% ≤12,5°C 0 0 0 0 0 0 Redução do me abolismo celula 10°C–11°C 0 0 0 0 0 0 NNT = Núme o de pa icipan es que é necessá io a a pa a ob e um alo e apêu ico ( e apêu icos em ge al - empe a u a e apêu ica ≤15°C, empe a u as pa a a analgesia, edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula . No a: Dados calculados usando o núme o de pa icipan es den o de cada condição expe imen al que a ingi am a empe a u a e apêu ica Analisando as Tabelas 21 e os G á icos 6 e 7, e i ica-se que o g upo da in e ace de PA e e uma TSC após a c io e apia de 22,84°C, icando a 7,84°C dos alo es e apêu icos. Na ace la e al do joelho a 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 98 TSC, após c io e apia, oi de 23,57°C, icou a 8,57°C dos alo es e apêu icos. A ace medial do joelho e e TSC, após c io e apia, de 22,11°C. icando a 7,11°C da TSC e apêu ica. Es es alo es da TSC e elam que a aplicação da c io e apia com saco de gelo no joelho subme ido a AT, endo como in e ace o PA, icou num pad ão é mico que Bélange (2015) designa de alo es de TSC “subó imos”, cujos alo es icam en e o pad ão é mico basal dos ecidos e o pad ão é mico e apêu ico. Não o am obse ados ou lie s no g upo da in e ace de PA (G á icos 6, 7 e 12). Embo a não possa se pe ce í el g a icamen e, os pa icipan es que ap esen a am alo es al os de TSC, após a c io e apia, man i e am, p a icamen e em odos pe íodos de aplicação da c io e apia, o mesmo pe il é mico. O mesmo se e i ica nos pa icipan es que ap esen a am alo es baixos da TSC, man endo-se em p a icamen e odas as obse ações alo es de TSC baixos ou iguais à média do g upo e nunca passando de um ex emo é mico pa a o ou o.  Os esul ados ob idos pe mi em esponde à hipó ese de in es igação em análise: H3pa A hipó ese é alsa. Os esul ados exibidos e elam que apenas em qua o casos o am a ingidos alo es da TSC e apêu icos, ep esen ando 4,4% da amos a. O impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, no g upo da in e ace de PA de ecido, demons ado pelo núme o de pacien es necessá ios pa a a a amen o (NNT) no g upo oi de 45. Is o signi ica que pa a se ob e uma TSC e apêu ica ≤15°C são necessá ias 45 aplicações de c io e apia. Na ace la e al do joelho subme ido a AT o NNT oi maio (30) compa a i amen e com a ace medial, cujo impac o oi ês ezes mais (91). Es es esul ados, não es ão de aco do com as TSCs médias obse adas, em que as TSCs médias, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, o am semp e in e io es na ace medial do joelho. Quando a análise é ei a em unção da especi icidade da analgesia local, só dois pa icipan es a ingi am alo es da TSC e e enciados pa a se em obse ados es e e ei o e apêu ico. Ambos os casos, o am obse ados na ace la e al com um NNT de 45. O NNT na ace medial oi ze o, ou seja, não exis iu nenhum caso que a ingiu alo es de analgesia local. O NNT oi ambém ze o pa a a edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula , ou seja, não o am a ingidas TSCs cu âneas pa a se em obse ados es es e ei os e apêu icos. Conside ando os alo es da TSC da amos a no global (M = 22,84°C) e os ou os esul ados que o am ap esen ados na análise ás hipó eses an e io es, pe mi e-nos conclui que es e enquad amen o e idencia, que o sis ema e modinâmico compos o pelo saco de gelo, PA e ecido egumen a , não consegue e uma obus ez é mica necessá ia pa a diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 99 A TSC não a ingiu o desejado pad ão e apêu ico, icando num pad ão é mico que Bélange (2015) designa de alo es de TSC “subó imos”, cujo alo ica en e o pad ão é mico basal dos ecidos e o pad ão é mico e apêu ico. No pad ão subó imo, p o a elmen e, pode ão se obse ados alguns e ei os alocados à c io e apia, oda ia, sem a obus ez, magni ude e in ensidade desejada. Pe an e es es dados, concluímos, que a hipó ese é alsa. Podemos en ão in e i que a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e uma in e ace de PA não diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos no pós-ope a ó io. 13.3.5 Sín ese dos esul ados PA As á ias indagações colocadas no inicio des e subcapi ulo ao sis ema e modinâmico compos o pela c io e apia (saco de gelo), in e ace de PA e o ecido egumen a do joelho subme ido a AT o am explanadas em ês hipó eses de in es igação. Como sín ese inal des e subcapi ulo e endo semp e como io condu o as hipó eses de in es igação elencadas, passa emos a desc e e as p incipais conclusões: - A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a in e ace e PA, diminuiu semp e a TSC do joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io, em odas as obse ações (180) ealizadas na ace la e al e medial do joelho, e em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os). (H1pa); - No g upo da PA a TSC basal do joelho oi de 34,48°C e TSC do joelho, após a aplicação da c io e apia, oi de 22,84°C, o que signi icou uma descida da TSC do joelho subme ido a AT no g upo da PA de 11,64°C. A TSC média basal do joelho subme ido a AT oi p a icamen e igual nas duas localizações ana ómicas (la e al M = 34,52°C e medial M = 34,44°C). Es e acon ecimen o já não oi obse ado após a aplicação da c io e apia, em que a TSC do joelho, na ace la e al, oi 23,57°C e na ace medial de 22,11°C, e e i ando-se numa di e ença de 1,46°C, en e es as duas localizações ana ómicas. Salien a- se que em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os) as TSC, após a c io e apia, na ace medial do joelho, o am semp e in e io es ás da ace la e al. (H1pa); - A análise in e encial pe mi iu conclui que, a diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, após aplica a c io e apia com saco de gelo sob e uma in e ace de PA, nas duas localizações ana ómicas, em odos os pe íodos de empo de c io e apia, e e uma al a signi icância es a ís ica, p < 0,001. (H2pa); - A diminuição da TSC na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, em odos os pe íodos de empo de aplicação da c io e apia, oi e idenciada po al a signi icância es a ís ica. Is o não signi icou a ob enção de alo es da TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, conside ados e apêu icos. O g upo, na 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 100 sua o alidade, icou a 8,54°C de a ingi os alo es e apêu icos. A ace la e al icou a 9,57°C e a ace medial icou a 8,11°C da TSC e apêu ica. (H3pa); - A obse ância de alo es e apêu icos nes e g upo icou plasmada em qua o casos. T ês casos o am obse ados na ace la e al do joelho, dois com a aplicação da c io e apia du an e 60 minu os (13,31°C, 13,38°C) e um caso quando a c io e apia oi aplicada du an e 50 minu os (14,7°C). Es es alo es o am obse ados apenas em dois pa icipan es. Um pa icipan e e e alo es é micos de 14,07°C (50 min) e de 13,38°C (60 min), ambos da ace la e al, e o ou o pa icipan e e e 13,31°C (60 min) na ace la e al, e de 14,43°C (50min) na ace medial do joelho. (H1pa) (H3pa); - Dois ac os o am obse ados que pode ão indica e con ibui pa a a i ma que, cada pessoa, em um pe il é mico p óp io de eação à c io e apia. P imei o, o am os mesmos pa icipan es (dois) que a ingi am os alo es de TSC e apêu icos em di e en es pe íodos de aplicação da c io e apia. Segundo, os pa icipan es que ap esen a am alo es al os de TSC após a c io e apia, man i e am, p a icamen e, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, o mesmo pe il é mico. O mesmo se e i ica nos pa icipan es que ap esen a am alo es baixos da TSC, em que es es man i e am, em p a icamen e odas obse ações, alo es de TSC baixos ou iguais à média do g upo, nunca endo passado de um ex emo é mico pa a o ou o. (H1pa) (H3 pa); - Os qua o alo es de TSC e apêu ica o am obse ados em pe íodos de aplicação da c io e apia mais p olongados (50 e 60 minu os), o que pode á indica que a c io e apia e á um maio e ei o, quando aplicado du an e um pe íodo de empo mais longo (H1pa) (H3pa); - A a aliação do empo e apêu ico des es qua o casos, ou seja, o empo em que oi man ida a TSC e apêu ica, após a suspensão da c io e apia, oi de, ap oximadamen e, 1 minu o nos dois casos, o que demons a um ápido aquecimen o dos ecidos. (H3pa); - Es es qua o casos, nas 180 obse ações ealizadas, ep esen am somen e 2,2% da amos a, o que pode emos conside a uma pe cen agem mui o pequena. Numa analogia ac ual, in e imos que em 90 aplicações de c io e apia com saco de gelo, no joelho subme ido a AT, endo como in e ace de PA, somen e qua o aplicações (2,2%) consegui am ob e e ei os e apêu icos. (H3pa); - Pa a a alia o impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, no g upo da in e ace do PA ino ( ipo onha), oi u ilizado como medida clinica: NNT. No nosso es udo, se á o núme o de aplicações de c io e apia com saco de gelo, no joelho subme ido a AT, pa a que um pa icipan e enha e ei os e apêu icos. O impac o e apêu ico (NNT) da c io e apia no joelho subme ido a AT, no g upo da in e ace de PA, oi de 45. Is o que dize que, pa a ob e uma TSC e apêu ica ≤15°C, são necessá ias 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - PA 101 45 aplicações de c io e apia. Na ace la e al do joelho subme ido a AT, o NNT oi meno (30), compa a i amen e com a ace medial, cujo impac o oi ês ezes mais (91). Quando a análise é ei a em unção da analgesia local, só dois pa icipan es a ingi am alo es da TSC e e enciados pa a se em obse ados es e e ei o e apêu ico, ambos os casos, na ace la e al do joelho, com um NNT de 45. O NNT na ace medial oi ze o, ou seja, não exis iu nenhum caso que a ingiu alo es de analgesia local. O NNT oi ambém ze o pa a a edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula , ou seja, não o am a ingidas TSC pa a se em obse ados es es e ei os e apêu icos. (H1pa) (H3pa); - Os alo es da TSC e elam que a aplicação da c io e apia com saco de gelo, no joelho subme ido a AT, endo como in e ace de PA icou, a que Bélange (2015) designa, de alo es de TSC “subó imos”. A TSC não a ingiu o desejado pad ão e apêu ico, icou no pad ão abaixo do ó imo. No pad ão subó imo, p o a elmen e, pode ão se obse ados alguns e ei os alocados à c io e apia, mas sem a obus ez, magni ude e in ensidade desejada (H3pa); 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 108 Analisados os esul ados no que diz espei o à ace la e al do joelho, de seguida i emos examina os esul ados na ace medial do joelho subme ido a AT, sob e uma in e ace de CNT. O es e de Wilcoxon, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia, na ace medial do joelho, e e um p- alue (exa Sig.2- ailed)<0,001, po an o, a hipó ese é e dadei a. Podemos in e i que exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC na ace medial do joelho subme ido a AT, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia (Tabela 30). Exis indo di e enças es a is icamen e signi ica i as na TSC, após aplicação da c io e apia, al a conhece qual o e ei o da c io e apia na TSC: aumen a ou diminui. Obse ando os alo es do es e de Wilcoxon (Z) , em odos pe íodos de aplicação de c io e apia, e i icou-se que em odos eles, os alo es de (Z) são nega i os. Assim, é possí el deduzi que as di e enças de TSC es ão alocadas a uma diminuição da TSC na ace medial do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo. Es es esul ados são co obo ados pela análise da es a ís ica desc i i a, em que a TSC na ace medial do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia, diminui em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. Podemos, pois, conclui que, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo na ace medial do joelho subme ido a AT, exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da TSC, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. Tabela 30 Di . es a ís icas en e a TSC basal e TSC,após c io e apia,na ace medial do joelho CNT Wilcoxon Signed Ranks Tes a. Face medial do joelho: Tempe a u a basal * Tempe a u a após c io e apia Tempo de c io e apia (minu os) 10 20 30 40 50 60 Z -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b -3,408 b P ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 ,000 a. Wilcoxon Signed Ranks Tes b. Based on posi i e anks.  Os esul ados exibidos nes a secção pe mi em esponde á hipó ese de in es igação H2cn A hipó ese é e dadei a. Em odas as condições expe imen ais o am e i icadas di e enças es a is icamen e signi ica i as com um p- < 0,001. Assim, podemos conclui que, quando a c io e apia é aplicada com saco de gelo na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT sob e uma in e ace a comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada), exis e uma diminuição es a is icamen e signi ica i a da empe a u a supe icial cu ânea, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. 13.4.4 Hipó ese H3cn 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 109 Hipó ese de in es igação em análise H3cn : “A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e uma comp essa não- ecido 20X10cm (desdob ada) diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos no pós- ope a ó io.” Os esul ados ap esen ados na Tabela 31 e nos G á icos 9 e 10 onde es ão e a adas as 180 aplicações de c io e apia e obse ações ealizadas no p esen e es udo, demos am que, apenas em seis obse ações o am a ingidos alo es de TSC conside ados e apêu icos. Tabela 31 - Lis agem dos casos com alo es TSC e apêu icos no g upo da in e ace CNT Tempe a u a e apêu ica In e ace Pon o de a aliação da empe a u a Tempo de c io e apia Sim Não N (%) n (%) Comp essa não ecido 15x20cm Face la e al do joelho (n = 15) 10 1 6,7 14 93,3 20 0 0,0 15 100,0 30 0 0,0 15 100,0 40 1 6,7 14 93,3 50 0 0,0 15 100,0 60 0 0,0 15 100,0 Face medial do joelho (n = 15) 10 1 6,7 14 100,0 20 2 13,3 13 86,7 30 0 0,0 15 100,0 40 0 0,0 15 100,0 50 1 6,7 11 100,0 60 0 0,0 15 100,0 To al 6 3,3 174 96,7 Dois casos o am obse ados na ace la e al do joelho: aos 10 minu os (14,96°C) e aos 40 minu os (14,87°C). Os ou os qua o casos o am obse ados na ace medial do joelho, com a aplicação da c io e apia du an e 20 minu os (14,91°C) e, no mesmo pa icipan e, quando a c io e apia oi aplicada du an e 10 minu os (13,27°C), 20 minu os (14,21°C) e 50 minu os (12,36°C). A obse ação nos mesmos pa icipan es de á ios casos em que a TSC a ingiu alo es e apêu icos, se á mais um con ibu o pa a a i ma mos que, cada pessoa em um pe il é mico p óp io de eação á c io e apia. 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 110 G á ico 9 - Dispe são dos alo es da TSC na ace la e al do joelho após a c io e apia - CNT Re i a-se que a a aliação do empo e apêu ico nos seis casos, ou seja, o empo em que oi man ida a TSC em alo es e apêu icos, após a suspensão da c io e apia, em qua o casos (14,96°C; 14,87°C; 14,91; 14,21), o empo que a TSC e e em alo es e apêu icos oi de, ap oximadamen e, um minu o. Ve i icou-se em um caso (13,27ºC) que a TSC e e, ap oximadamen e, dois minu os, e um caso (12,36°C) man e e a TSC e apêu ica após suspensão da c io e apia du an e qua o minu os. G á ico 10 - Dispe são dos alo es da TSC na ace medial do joelho após a c io e apia - CNT 29,31 30,31 15,68 14,87 17,68 14,96 5 10 15 20 25 30 35 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Tempe a u a e apêu ica 28,64 29,43 29,00 14,91 16,00 15,28 13,27 14,21 12,36 15,29 15,71 5 10 15 20 25 30 35 010 20 30 40 50 60 Tempe a u a (oC) Tempo de c io e apia (minu os) Tempe a u a e apêu ica 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 111 Nes e g upo, o e ei o do empo de aplicação da c io e apia não oi obse ado, uma ez que os casos com alo es de empe a u a e apêu icos, es ão dispe sos pelos pe íodos de aplicação da c io e apia - 10, 20, 40 e 50 minu os. O que ai de encon o à maio homogeneidade é mica do g upo na elação empo de c io e apia/TSC do joelho, após c io e apia. No g upo da in e ace de PA, os qua o casos o am obse ados em pe íodos de c io e apia mais p olongados (50 e 60 minu os). Nos G á icos 9 e 10 é possí el obse a uma maio concen ação de alo es da TSC p óximos da TSC e apêu ica, quando compa ados com os ou os g upos, endo como consequência, uma maio magni ude na descida da TSC na ace medial do joelho, após a c io e apia e ambém uma maio homogeneidade da TSC após a c io e apia. Os seis casos onde o am obse adas as TSCs e apêu icas nas 180 obse ações ealizadas, ep esen am somen e 3,3% da amos a, o que pode emos conside a uma pe cen agem mui o pequena. Podemos in e i que, em 180 aplicações de c io e apia, endo como in e ace de CNT, somen e seis aplicações da c io e apia (3,3%) consegui am ob e e ei os e apêu icos alocados à c io e apia, consubs anciados po uma diminuição da TSC pa a alo es e apêu icos. Pa a a alia o impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, no g upo da in e ace CNT, oi u ilizado como medida clinica o NNT. A Tabela 32 e a a o impac o e apêu ico da c io e apia no g upo da in e ace CNT, no que diz espei o aos e ei os e apêu icos em ge al ( empe a u a e apêu ica ≤15°C) empe a u as pa a a analgesia, edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula . Tabela 32 - Impac o e apêu ico da c io e apia no joelho no g upo CNT Condição clinica em es udo Face la e al Face medial To al n NNT n NNT N NNT Tempe a u a e apêu ica ≤15°C 2 45 4 22 6 30 Analgesia local ≤13,6°C 0 0 2 45 2 91 Redução da condução ne osa 10% ≤12,5°C 0 0 1 91 1 181 Redução do me abolismo celula 10°C–11°C 0 0 0 0 0 0 NNT = Núme o de pa icipan es que é necessá io a a pa a ob e um alo e apêu ico ( e apêu icos em ge al - empe a u a e apêu ica ≤15°C, empe a u as pa a a analgesia, edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula . No a: Dados calculados usando o núme o de pa icipan es den o de cada condição expe imen al que a ingi am a empe a u a e apêu ica O impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, no g upo da CNT, demons ado pelo núme o de pacien es necessá ios pa a ob e um a amen o (NNT) oi de 30. Is o signi ica que pa a se ob e uma empe a u a e apêu ica ≤15°C são necessá ias 30 aplicações de c io e apia. Na ace 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 112 medial do joelho subme ido a AT, o NNT oi meno (22) compa a i amen e com a ace la e al, cujo impac o oi duas ezes supe io (45). Ou seja, são necessá ias o dob o de aplicações de c io e apia na ace la e al pa a se ob e e ei os e apêu icos, quando compa ado com a ace medial do joelho. Es es esul ados não es ão de aco do com os do g upo da in e ace de pano, onde o NNT da c io e apia oi maio na ace la e al do joelho, ao con á io do g upo da CNT em que oi maio na ace medial do joelho. Quando a análise é ei a em unção da especi icidade da analgesia local, só dois pa icipan es a ingi am alo es da empe a u a pa a se obse ado es e e ei o e apêu ico. Em ambos os casos, o am obse ados na ace medial um NNT de 45. O NNT na ace la e al oi ze o, ou seja, não exis iu nenhum caso que a ingiu alo es de analgesia local. O NNT pa a a edução da condução ne osa oi de 91 na ace medial, e e en e apenas a um caso. Já na ace la e al, o NNT oi ze o. Pa a a edução do me abolismo celula , o NNT oi ze o, não endo sido a ingidas TSC pa a se em obse ados es e e ei o e apêu ico. No con inuum da análise dos alo es das abelas 30 e 31 e dos g á icos 9 e 10, e i ica-se que o g upo CNT e e uma TSC, após a c io e apia, de 21,92°C, icando a 6,92°C dos alo es e apêu icos. Na ace la e al do joelho a TSC, após c io e apia, oi de 23,02°C, icando a 8,02°C dos alo es e apêu icos. A ace medial do joelho e e uma TSC, após c io e apia, de 20,83°C, icando a 5,83°C da empe a u a e apêu ica. Es e g upo ob e e os alo es da TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, mais p óximos dos alo es e apêu icos. Os alo es da TSC e elam que a aplicação da c io e apia com saco de gelo, no joelho subme ido a AT, endo como in e ace a comp essa não ecido ica am, a que Bélange (2015) designa de alo es de TSC “subó imos”. A TSC não a ingiu o desejado pad ão e apêu ico, icou en e o pad ão é mico basal dos ecidos e o pad ão é mico e apêu ico. Nes e g upo o am obse ados ês ou lie s que ep esen am as ês TSCs mais baixas obse adas, espe i amen e, de 12,36°C, 14,21°C e 14,87°C (G á ico 12). A análise ao pe il é mico des es ou lie s e aos casos que i e am as TSC mais ele adas, cons a a-se o que já oi e i icado nos g upos da malha ubula e da in e ace de pano, mas de o ma mais acen uada. Os pa icipan es que ap esen a am alo es al os da TSC, após a c io e apia, man i e am em p a icamen e odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, o mesmo pe il é mico. O mesmo se e i ica nos pa icipan es que ap esen a am alo es baixos da TSC. Es e se á um ac o que pode con ibui pa a a i ma que, cada pessoa em um pe il é mico p óp io de eação á c io e apia, uma ez que exis i am á ios pa icipan es que man i e am um pe il é mico ou baixo, como espos a à c io e apia 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 113  Os esul ados ob idos pe mi em esponde à hipó ese de in es igação em análise H3cn A hipó ese é alsa. As e idências dos esul ados exibidos e elam que, somen e seis casos a ingi am alo es da TSC e apêu icos, ep esen ando 3,3%. Conside ando os alo es da TSC da amos a no global (M = 21,92°C) e os ou os esul ados, ap esen ados na análise ás hipó eses an e io es, podemos in e i que es e enquad amen o e idencia que o sis ema e modinâmico compos o pelo saco de gelo, comp essa não ecido e ecido egumen a não consegue e uma obus ez é mica necessá ia pa a diminui a TSC do joelho subme ido a AT, pa a alo es e apêu icos. Embo a, se econheça que ob e e os melho es esul ados no es udo. A TSC não a ingiu o desejado pad ão e apêu ico, icando num pad ão é mico que Bélange (2015) designa de alo es de TSC “subó imos”. No pad ão subó imo, p o a elmen e pode ão se obse ados alguns e ei os alocados à c io e apia, mas sem a obus ez, magni ude e in ensidade desejada. No g upo da in e ace da CNT o am e i icadas as duas cons a ações an e io men e sinalizadas, con ibuindo pa a a i ma que, cada pessoa em um pe il é mico p óp io de eação á c io e apia. P imei o, o am os mesmos pa icipan es que a ingi am os alo es de TSC e apêu icos em di e en es pe íodos de aplicação da c io e apia. Segundo, os pa icipan es que ap esen a am alo es al os de TSC, após a c io e apia, man i e am, p a icamen e, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, o mesmo pe il é mico. O mesmo se e i ica nos pa icipan es que ap esen a am alo es baixos da TSC, e i icando-se que nunca passa am de um ex emo é mico pa a o ou o. Pe an e es es esul ados, concluímos que a hipó ese é alsa. Podemos en ão in e i que a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e uma in e ace de comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada), não diminui a TSC do joelho subme ido a AT pa a alo es e apêu icos, no pós-ope a ó io. 13.4.5 Sín ese dos esul ados CNT Como sín ese inal des e subcapi ulo e endo semp e como io condu o as hipó eses de in es igação elencadas, passa emos a desc e e as p incipais conclusões: - A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e a in e ace CNT, diminuiu semp e a TSC do joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io, em odas as obse ações (180) ealizadas na ace la e al e medial do joelho, e em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia (10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os). (H1cn ); - A análise global aos esul ados ao g upo, demons ou que a TSC basal do joelho oi de 34,38°C e a TSC do joelho, após a aplicação da c io e apia, oi de 21,92°C. Signi ica uma descida da TSC de 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 114 12,46°C. A TSC basal oi maio na ace la e al do joelho (M = 34,43°C) e as TSCs mais baixas, após c io e apia, o am obse adas na ace medial do joelho (M = 20,83°C). As maio es descidas da TSC, após a c io e apia, o am e i icadas na ace medial do joelho (M = 13,50°C). (H1cn ); - Em odas as condições e enquad amen os em análise (TSC média global, TSC na ace la e al e medial, TSC nos seis pe íodos de empo de aplicação da c io e apia e TSC mínima e máxima), após aplicação da c io e apia no joelho subme ido a AT, as TSC mais baixas o am semp e e i icadas no g upo da in e ace comp essa não ecido. Es e oi o g upo onde a c io e apia e e um maio e ei o (H1cn ); - Nos di e en es empos de aplicação da c io e apia, não exis i am g andes oscilações é micas na TSC na ace la e al do joelho subme ido a AT, após a c io e apia, sob e a in e ace CNT. O mesmo não se pode dize em elação ás TSCs na ace medial do joelho. Depois da descida da TSC, de ido ao e ei o da c io e apia, man e e-se sem g andes oscilações é micas a é aos 50 minu os. Nes e empo de aplicação, exis iu uma oscilação é mica com uma diminuição da TSC de 3,97°C em elação ao alo an e io , a maio oscilação é mica e i icada em odo es udo. (H1cn ); - A análise in e encial pe mi iu conclui que, a diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, após aplicação da c io e apia, com saco de gelo sob e uma in e ace da CNT, nas duas localizações ana ómicas e em odos pe íodos de empo de aplicação de c io e apia, e e uma al a signi icância es a ís ica, p- alue (exa o) < 0,001. (H2cn ); - A diminuição com al a signi icância es a ís ica da TSC na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, em odos os pe íodos de empo de aplicação da c io e apia, não signi icou a ob enção de alo es da TSC conside ados e apêu icos. O g upo e e uma TSC, após a c io e apia, de 21,92°C, icando a 6,92°C dos alo es e apêu icos. Na ace la e al do joelho a TSC, após c io e apia, oi de 23,02°C, icando a 8,02°C dos alo es e apêu icos. A ace medial do joelho e e uma média de TSC, após c io e apia, de 20,83°C, icando a 5,83°C da TSC e apêu ica. (H1cn ) (H3cn ); - Es e g upo ob e e os alo es da TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, mais p óximos dos alo es e apêu icos, quando compa ados com os ou os g upos. Obse ando-se seis casos onde o am a ingidos alo es de TSC conside ados e apêu icos. Dois casos o am obse ados na ace la e al do joelho: um aos 10 minu os (14,96°C) e aos 40 minu os (14,87°C); os ou os qua o casos o am obse ados na ace medial do joelho com a aplicação da c io e apia du an e 20 minu os (14,91°C); e no mesmo pa icipan e, quando a c io e apia oi aplicada du an e 10 minu os (13,27°C), 20 minu os (14,21°C) e aos 50 minu os (12,36°C). (H3cn ); 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 115 - Dois ac os o am obse ados que pode ão indica e con ibui pa a a i ma que cada pessoa em um pe il é mico p óp io de eação á c io e apia. P imei o, o mesmo pa icipan e ob e e ês alo es da TSC e apêu icos. Segundo, os pa icipan es que ap esen a am alo es al os de TSC, após c io e apia, man i e am p a icamen e, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, o mesmo pe il é mico. O mesmo se e i ica nos pa icipan es que ap esen a am alo es baixos da TSC. Es es man i e am em p a icamen e odas as obse ações, alo es de TSC baixos ou iguais à média do g upo, e i icando-se que nunca passa am de um ex emo é mico pa a o ou o. (H1cn ) (H3 cn ); - No que diz espei o à a aliação do empo e apêu ico nos seis casos, ou seja, o empo em que oi man ida a TSC em alo es e apêu icos após a suspensão da c io e apia, e i icou-se que em qua o casos (14,96°C; 14,87°C; 14,91ºC; 14,21ºC) o empo que a TSC e e em alo es e apêu icos oi de, ap oximadamen e, 1 minu o. Em um caso (13,27ºC) a TSC e e ap oximadamen e dois minu os, e um caso (12,36°C) man e e a TSC e apêu ica após suspensão da c io e apia du an e qua o minu os. Es e ac o demons a, mais uma ez, que o e ei o da c io e apia nes e g upo oi mais e e i o. (H3cn ); - Os seis casos obse ados com TSC e apêu icas nas 180 obse ações ealizadas, ep esen am somen e 3,3% da amos a, o que pode emos conside a uma pe cen agem mui o pequena. Em 180 aplicações de c io e apia, somen e seis aplicações de c io e apia (3,3%) ão consegui ob e e ei os e apêu icos alocados à c io e apia, consubs anciados po uma diminuição da TSC pa a alo es e apêu icos. (H3cn ); -. O impac o e apêu ico da c io e apia (NNT) no joelho subme ido a AT, no g upo da in e ace CNT oi de 30. Signi ica que, pa a se ob e uma TSC e apêu ica ≤15°C são necessá ias 30 aplicações de c io e apia. Na ace medial do joelho subme ido a AT, o NNT oi meno (22) compa a i amen e com a ace la e al, cujo impac o oi duas ezes supe io (45). Ou seja, são necessá ias o dob o de aplicações de c io e apia na ace la e al pa a ob e e ei os e apêu icos, quando compa ado com a ace medial do joelho. Es es esul ados não es ão de aco do com os do g upo da in e ace de pano, onde o NNT da c io e apia oi maio na ace medial do joelho, esul ado in e so ao do g upo da CNT. Realça-se que es e g upo ob e e o NNT mais baixa de odos os g upos. (H3cn ); - Quando a análise do impac o e apêu ico é ei a em unção da especi icidade da analgesia local, só dois pa icipan es a ingi am alo es da TSC e e enciados pa a se em obse ados com es e e ei o e apêu ico. Ambos os casos o am obse ados na ace medial, com um NNT de 45. O NNT na ace la e al oi ze o, ou seja, não exis iu nenhum caso que a ingiu alo es de analgesia local. O NNT pa a a edução da condução ne osa oi de 91 na ace medial, e e en e apenas a um caso. Já na ace la e al 13. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTRAGRUPOS - CNT 116 do NNT oi ze o. Pa a a edução do me abolismo celula o NNT oi ze o, ou seja, não o am a ingidas TSCs pa a se em obse ados es e e ei o e apêu ico. (H3cn ); - Os alo es da TSC e elam que a aplicação da c io e apia com saco de gelo no joelho subme ido a AT, endo como in e ace a comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada) icou a que Bélange (2015) designa de alo es de TSC “subó imos”. No pad ão subó imo, p o a elmen e pode ão se obse ados alguns e ei os alocados à c io e apia, mas sem a obus ez, magni ude e in ensidade desejada. (H3cn ). 14. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTERGRUPOS 117 14. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTERGRUPOS Nes a e apa, p ocu ou-se ob e espos as compa ando os esul ados das qua o in e aces selecionadas, com o obje i o de iden i ica qual a melho in e ace pa a aplica a c io e apia com saco de gelo. Es e p opósi o assume-se de ele ada impo ância pa a o exe cício p o issional da en e magem, pois p ocu a cons ui conhecimen o pa a uma p axis baseada na e idência no que se e e e à aplicação da c io e apia no joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io. Fo am o muladas ês hipó eses de in es igação, numa análise de design in e g upos. 14.1 Hipó ese H4 Hipó ese de in es igação em análise H4: “Há di e enças in e g upos, en e a TSC basal e a TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, em unção da in e ace u ilizada.” Ex apolando a análise dos esul ados pa a uma pe spe i a me odológica da análise in e g upos, onde se p e ende obse a , desc e e e ca ac e iza di e enças en e os qua o g upos do es udo, num con ex o especi ico - aplicação da c io e apia no joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io - os esul ados demons am á ias di e enças en e os qua o g upos. A p imei a di e ença in e g upos é a exis ência de uma g ande dissemelhança, em média, na TSC do joelho após a c io e apia, en e o g upo que e e como in e ace a ligadu a ipo Robe Jones modi icada e os ou os ês g upos, nomeadamen e a malha ubula , pano e a comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada). No g upo da LRJ obse a-se que a TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, em média, oi bas an e supe io aos ou os ês g upos. Nes e g upo (LRJ), a TSC, após c io e apia, oi de 34,13°C, conside ada a TSC baseline da pele, músculos, endões, cápsulas a icula es (Bélange , 2015), conc e izando-se po uma descida da TSC, após c io e apia, em média, somen e de 0,38°C, ela i amen e á TSC basal. Es e ac o é isí el no G á ico 11, onde as linhas da TSC do g upo LRJ e da TSC basal es ão, p a icamen e, sob epos as. Nos ou os ês g upos em es udo, as descidas das TSC basais do joelho, após c io e apia, o am e iden es. A MT desceu, em média, 10,29°C, o PA desceu 11,64°C e a CNT desceu 12,46°C. Consubs anciadas po uma TSC média de, espe i amen e, 23,90°C, 22,84°C e 21,92°C. Es es esul ados das médias globais da TSC dos g upos e idenciam a segunda di e ença in e g upos. O g upo com a TSC, após c io e apia, mais baixa e e como in e ace a CNT, menos 1,98°C do que o g upo da MT, e menos 0,92°C do que o g upo do PA. O segundo g upo com a TSC do joelho mais baixa 14. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTERGRUPOS 124 signi ica i as. Es as o am obse adas en e o g upo da LRJ e a MT, a LRJ e a in e ace de PA e a LRJ e a CNT ( p- alue pa a o es e bila e al < 0,001). En e os g upos da malha ubula , pano e a comp essa não ecido 15X20cm não o am obse adas di e enças es a is icamen e signi ica i as na diminuição da TSC, na ace la e al e medial do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia du an e 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os., uma ez que, em odas as análises, o p- alue pa a o es e bila e al oi >0,05 (Adj.sig.).  Os esul ados exibidos nes a secção pe mi em esponde á hipó ese de in es igação - H7 A hipó ese é e dadei a, exis em di e enças en e os g upos. As di e enças es a is icamen e signi ica i as o am obse adas en e o g upo da LRJ e os g upos MT, Pa e CNT. Em odas as análises, as di e enças es a ís icas o am al amen e signi ica i as com um p < 0,001. O g upo da in e ace LRJ a ap esen ou uma TSC mui o supe io aos ou os ês g upos, nas duas localizações ana ómicas onde oi moni o izada a TSC (a ace la e al e medial do joelho), e em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. En e os g upos da malha ubula , pano e a comp essa não ecido não o am obse adas di e enças es a is icamen e signi ica i as na diminuição da TSC na ace la e al e medial do joelho com AT, após a aplicação da c io e apia du an e 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os, em odas as análises um p > 0,05. Es as cons a ações a i icam, mais uma ez, a al a de capacidade é mica do saco gelo pa a aze diminui a TSC do joelho subme ido a AT, usando como in e ace a LRJ, o que subs ancializa uma no ó ia ausência de e ei os e apêu icos alocados á c io e apia. 14.3 Hipó ese H6 Hipó ese de in es igação em análise H6: “Há di e enças in e g upos na diminuição da TSC do joelho subme ido a AT pa a alo es e apêu icos, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, no pós-ope a ó io, em unção da in e ace u ilizada.” Es a hipó ese isa encon a di e enças en e os qua o g upos na diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, pa a alo es e apêu icos. Como an e io men e oi e e enciado, na análise e e uada à hipó ese H3 dos qua o g upos, só dez casos, nos qua o g upos, a ingi am as TSCs conside adas e apêu icas (em 720 aplicações da c io e apia). Qua o casos o am obse ados no g upo da in e ace de pano e seis casos o am obse ados no g upo da comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada). 14. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTERGRUPOS 125 Pe an e es es esul ados, obse am-se di e enças en e os qua o g upos. P imei o, nos g upos da LRJ e MT não exis i am TSC e apêu icas. Segundo, o segundo g upo com maio núme o de casos com alo es da TSC e apêu icos, oi o g upo do PA. Te cei o, o g upo com maio núme o de casos com alo es da TSC e apêu icos oi o da CNT (seis). Es es dez casos obse ados com alo es da TSC e apêu icos, num enquad amen o de análise aos qua o g upos, ep esen am somen e 1,38% das aplicações da c io e apia. No g upo da LRJ e MT oi 0,0%, enquan o no g upo do PA oi de (2,2%) e no g upo da CNT oi 3,3% da amos a. Es es ep esen am uma pe cen agem mui o pequena. Pa a a alia o impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, nas qua o in e aces (g upos) oi u ilizado como medida clinica o NNT. Tabela 36 - Impac o e apêu ico da c io e apia no joelho nos qua o g upos (NNT) Condição clinica em es udo Ligadu a ipo Robe Jones Malha ubula Pano de ecido Comp essa não ecido N NNT n NNT n NNT n NNT Tempe a u a e apêu ica ≤15°C 0 0 0 0 4 45 6 30 Analgesia local ≤13,6°C 0 0 0 0 2 91 2 91 Redução da condução ne osa 10% ≤12,5°C 0 0 0 0 0 0 1 181 Redução do me abolismo celula 10 –11°C 0 0 0 0 0 0 0 0 NNT = Núme o de pa icipan es que é necessá io a a pa a ob e um alo e apêu ico ( e apêu icos em ge al - empe a u a e apêu ica ≤15°C, empe a u as pa a a analgesia, edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula . No a: Dados calculados usando o núme o de pa icipan es den o de cada condição expe imen al que a ingi am a empe a u a e apêu ica Os esul ados exibidos na Tabela 36 são e e en es ao impac o e apêu ico da c io e apia no joelho subme ido a AT, nos qua o g upos, u ilizando como medida clinica o NNT pa a os e ei os e apêu icos em ge al ( empe a u a e apêu ica ≤15°C), empe a u as pa a a analgesia, edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula . Fica demons ado que não exis iu impac o e apêu ico, pa a os g upos da LRJ e da malha ubula , em i ude de não e em nenhum caso com TSC e apêu icas. No g upo da in e ace de pano ino ( ipo onha) o NNT oi de 45 pa a empe a u as ≤15°C e de 45 pa a empe a u as de analgesia local ≤13,6°C. Pa a os es an es e ei os e apêu icos em análise ( edução da condução ne osa e edução do me abolismo celula ) o NNT oi ze o. No g upo da comp essa não ecido 15X20cm, o NNT oi de 30 pa a empe a u as ≤15°C e de 91 pa a empe a u as de analgesia local ≤13,6°C. Pa a a edução da condução ne osa, o NNT oi de 181. Já pa a a edução do me abolismo celula o NNT oi nulo. 14. ANÁLISE DAS DIFERENÇAS DE DESIGN INTERGRUPOS 126 Do pon o de is a clinico e e apêu ico, es es esul ados demons am que o impac o e apêu ico nos qua o g upos, globalmen e, oi nega i o. Nos g upos da LRJ e da malha ubula não exis iu impac o e apêu ico. Nos g upos da in e ace de pano ino ( ipo onha) e da comp essa não ecido 15X20cm, o NNT oi mui o al o, nos á ios pa âme os em análise. Apesa de se en endí el que exis iu um maio impac o e apêu ico no g upo da in e ace da comp essa não ecido 15X20cm, não podemos igno a que, mesmo no g upo da CNT, pa a se ob e um e ei o e apêu ico, emos de aplica in a ezes a c io e apia. Quando se p e ende ob e e ei os e apêu icos especí icos como a analgesia local, emos de aplica a c io e apia no en a e uma ezes. Já pa a a edução da condução ne osa o NNT oi de 181, signi icando que é necessá io aplica a c io e apia 181 ezes pa a ob e e ei o e apêu ico.  Os esul ados exibidos nes a secção pe mi em esponde á hipó ese de in es igação H10 A hipó ese é e dadei a. Fo am encon adas di e enças na diminuição da TSC pa a alo es e apêu icos no joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo, no pós- ope a ó io, em unção da in e ace u ilizada. No g upo CNT o am obse ados 6 casos e no g upo do PA o am obse ados qua o casos. Nos g upos MT e LRJ não oi obse ado nenhum caso. Es es esul ados e os que an e io men e o am e e enciados, demons am que o g upo com alo es mais p óximos dos alo es e apêu icos oi o g upo da CNT. 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 127 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Es e capí ulo é dedicado à discussão dos esul ados ob idos e explanados no capí ulo an e io . Inicia emos pela ca a e ização da amos a, seguido da discussão dos esul ados in e e in ag upos, depois os aspe os elacionados com a indi idualidade da pessoa e, po im, a discussão sob e a descida da TSC pa a alo es e apêu icos, sendo es e um dos aspe os undamen ais do es udo. 15.1 Ca ac e ização da amos a A amos a em es udo oi cons i uída po sessen a pa icipan es, dis ibuída po quinze casos em cada g upo. Pa a ca ac e iza a amos a eco eu-se a a o es biológicos e an opomé icos. Os a o es biológicos o am: idade e géne o. Os a o es an opomé icos analisados o am: opologia do joelho (di ei o e esque do), peso, al u a, IMC, pe íme o do joelho p é-ope a ó io (pe íme o médio das qua o medidas) e o pe íme o do joelho pós-ope a ó io (pe íme o médio das qua o medidas). Es as a iá eis, pa a além de ca ac e iza a amos a, são ambém, a o es que podem in luencia a ans e ência de calo co po al pa a o saco de gelo, po encializando di e enças en e os g upos em es udo. Os pa icipan es o am p edominan emen e do géne o eminino (73,3%), igual p edicado oi apu ado em odos g upos. Es e esul ado es á de aco do com os a o es de isco elencados po á ios au o es, que a ibuem ao géne o eminino um maio isco de su gi uma a ose no joelho (O ozko, 2017). A opologia do joelho mais equen e na amos a oi a di ei a, com 33 casos (55%). A análise desc i i a aos a o es an opomé icos demons ou que os esul ados, en e os g upos, o am mui o semelhan es, sem g andes disc epâncias e pouca a iabilidade, o que pode á signi ica que es es a o es não i ão po encializa di e enças in e g upos. A média das idades da amos a oi de 70,2 anos (DP=6,96). Pe sc u ando os alo es da média das idades nos qua o g upos em es udo, o g upo com a média de idades mais al a oi o g upo que usou como in e ace LRJ (M = 71,3; DP = 5,24). O g upo com a média de idade mais baixa oi o g upo da CNT (M = 68,7; DP = 6,89). Pe an e es es alo es, dep eende-se que não exis iu uma g ande a iabilidade da média de idades in e g upos, plasmada numa ampli ude média das idades in e -gupos de apenas 2,6 anos. Es a pequena di e ença na média de idades, pa ece-nos pouco signi ica i a, sendo um a o que não po encializa á di e enças in e g upos. A média do peso co po al da amos a oi de 78,8 Kg (DP =13,07). A análise in e g upos ao peso dos pa icipan es demons a que o g upo da in e ace de pano e e a média de peso mais al a (M = 83,9; DP = 1,84). Em con apa ida, o g upo que e e a média de peso mais baixa, oi o g upo da comp essa não ecido (M = 75,4; DP = 12,82). A ampli ude média do peso (peso mais ele ado – peso mais baixo) 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 128 in e g upos oi de 8,5 Kg. Conside amos es a di e ença pequena, sendo um a o que não po encializa á di e enças in e g upos. A média da es a u a da amos a oi de 162cm (DP=11), o g upo da in e ace de PA ob e e a média mais al a na es a u a (M = 167cm; DP = 10), igual ao peso co po al. O g upo da CNT e e a média de es a u a mais baixa (M = 158cm; DP = 10) e o in e alo da es a u a in e g upos oi de 9 cm. O IMC médio da amos a oi de 30,1 kg/m2. Es e alo coloca a amos a na ca ego ia da obesidade classe I, de aco do com os alo es de e e ência da WHO (2022). Es e ac o oi obse ado em odos os g upos. O g upo com maio IMC oi a LRJ (M=30,3 kg/m2) e o g upo com meno IMC oi a malha ubula (M=30,0 kg/m2), di e ença de apenas 0,3 kg/m2. Es a di e ença, pa ece-nos pouco signi ica i a, não sendo um a o que po encializa á di e enças in e g upos. Es e IMC, em odos g upos, de obesidade classe I es á de aco do com o pe il de pessoas que são subme idas a AT do joelho. Segundo (O ozko, 2017) a obesidade é um a o que es á associado ao apa ecimen o de uma a ose degene a i a. A média do pe íme o p é-ope a ó io do joelho na amos a oi de 160,0cm (DP=15,84). O g upo com maio pe íme o do joelho oi o que e e como in e ace o pano (M = 166,0cm; DP = 12,22.) O g upo com pe íme o médio do joelho, no p é-ope a ó io, mais baixo, oi o g upo da malha ubula (M = 153,8; DP = 12,11). A ampli ude do pe íme o do joelho, en e os qua o g upos, no p é-ope a ó io, oi de 12,2cm, não sendo signi ica i o, uma ez que es amos a con abiliza qua o pe íme os do joelho. A média do pe íme o do joelho no pós-ope a ó io da amos a oi de 175,6cm (DP=15,84). Quando compa ado com o pe íme o p é-ope a ó io aumen ou, em média, 28 cm (soma o al nas qua o medidas). A análise desc i i a in e g upos demons a que o g upo com maio pe íme o do joelho no pós- ope a ó io oi o que e e como in e ace o pano (M = 182cm,6; DP = 7,39) e o g upo com meno pe íme o oi a malha ubula (M = 167,3cm; DP = 13,50), esul ados são coinciden es com o pe íme o do joelho no p é-ope a ó io. Assim, o aumen o do pe íme o pós-ope a ó io do joelho subme ido a AT oi p opo cional ao pe íme o p é-ope a ó io. Quando analisamos o aumen o do olume do joelho no pós-oe a ó io., a a és da di e ença en e o pe íme o pós e p é-ope a ó io, e i icamos que na amos a (n = 60), o olume do joelho aumen ou, em média, 15,6 cm. No g upo da LRJ o olume aumen ou 15,6 cm, o da MT 15,4 cm, o do PA 16,6 cm e o da CNT 14,9 cm, ac o que conside amos no mal, pois no pós-ope a ó io exis e um aumen o do olume do joelho subme ido a AT de ido ao hema oma e ao edema deco en es da ci u gia. Quando analisamos as di e enças in e g upos no olume do joelho subme ido a AT no pós-ope a ó io, e i icamos que, en e o g upo com aumen o maio no olume e o g upo em que o olume aumen ou menos, a di e ença oi 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 129 apenas de 1,7 cm. Es a di e ença, pa ece-nos pouco signi ica i a não sendo um a o que po encializa á di e enças in e g upos. A análise à es a ís ica desc i i a dos a o es biológicos e an opomé icos, demons ou que os esul ados en e os g upos o am mui o semelhan es, sem g andes disc epâncias e pouca a iabilidade, o que pode á signi ica que es es a o es não i ão po encializa di e enças in e g upos. Pa a comp o a es a cons a ação, eco emos à es a ís ica in e encial. Com o in ui o de analisa di e enças es a is icamen e signi ica i as, que possam desc e e di e enças en e os g upos ine en es à indi idualidade dos pa icipan es (géne o, idade, peso, al u a, IMC e pe íme o p é-op. do joelho) eco emos ao es e de Fische nas a iá eis géne o e opologia e o es e K usKal-Wallis (X2) pa a as ou as a iá eis (idade, al u a, peso, IMC e pe íme o do joelho), es es es es demons a am não exis i em di e enças es a is icamen e signi ica i as (p > 0,05) en e os qua o g upos ( in e ace s). Com base nes es esul ados, podemos in e i que as a iá eis biológicas e an opomé icas não o am a o es que con ibuí am pa a c ia di e enças en e os qua o g upos, na obse ação do e ei o da c io e apia a a és da a aliação da TSC do joelho subme ido a AT. Ou seja, as al e ações na TSC do joelho subme ido a AT, após aplicação da c io e apia nos qua o g upos em es udo, se ão alocadas somen e ao ipo de in e ace e não um ou o ipo de a o de na u eza biológica (géne o e opologia) ou de na u eza an opomé ica. 15.2 Di e enças in e g upos – Ligadu a ipo Robe Jones e os ou os g upos (in e aces) Os dados amos ais da TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com um saco de gelo, demons am á ias di e enças en e os qua o g upos em es udo. Obse ou-se, exis i em dois g andes “blocos” de di e enças en e os qua o g upos: i) um bloco alocado ás di e enças en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos, onde o am encon adas di e enças em odos os indicado es es a ís icos em análise; ii) ou o bloco, alocado ás di e enças obse adas en e os g upos da malha ubula , pano e comp essa não ecido 15X20cm (desdob ada). Nes e bloco, exis i am di e enças nos indicado es es a ís icos em análise, mas não i e am a e idência e a signi icância es a ís ica que exis iu en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos. Iniciamos a discussão dos esul ados com as p incipais di e enças en e os g upos da LRJ e os ou os ês g upos. A p imei a di e ença in e g upos en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos, e idenciados nos esul ados é uma g ande dissemelhança na TSC do joelho subme ido a AT, após a c io e apia. No g upo da LRJ a TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, oi bas an e supe io aos ou os ês 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 130 g upos. Nes e g upo, a TSC após a c io e apia, oi de 34,13°C, conside ada a TSC baseline da pele, músculos, endões, cápsulas a icula es (Bélange , 2015), conc e izando-se po uma descida da TSC de 0,38°C, ela i amen e á TSC basal. Es e ac o é isí el no G á ico 11, onde as linhas da TSC do g upo da LRJ e da TSC basal es ão p a icamen e sob epos as (Figu a 18). Nos g upos da MT, PA e LRJ, as descidas das TSC basais do joelho subme ido a AT, após c io e apia, o am e iden es. Na MA desceu 10,29°C, no PA 11,64°C e na CNT 12,46°C. Consubs anciadas po TSC média, espe i amen e, 23,90°C, 22,84°C e 21,92°C. Es es dados es a ís icos e idenciam a segunda di e ença in e g upos (LRJ e os ou os g upos). O g upo com a TSC, após c io e apia, mais baixa, e e como in e ace a CNT. Menos 1,98°C do que o g upo da MT e menos 0,92°C do que o g upo do PA. O segundo g upo com a TSC do joelho mais baixa oi o g upo da in e ace de PA, com menos 1,06°C do que o g upo da MT. Reco de-se, que oi no g upo da LRJ onde se e idenciou as TSCs mais ele adas (Figu a 19). A aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e as in e aces em es udo ligadu a ipo Robe Jones modi icada, malha ubula , um pano ino ( onha de uma almo ada) e uma comp essa não- ecido 20X10cm (desdob ada), diminui a empe a u a supe icial cu ânea do joelho subme ido a a oplas ia o al, no pós-ope a ó io? Nos g upos MT, PA e CNT e i icou-se semp e uma diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, nas duas localizações ana ómicas e nos di e en es empos de aplicação da c io e apia. SIM No g upo LRJ não exis iu uma diminuição da TSC média, quando a c io e apia com saco de gelo oi aplicada usando como in e ace uma LRJ modi icada na ace medial do joelho du an e 60 minu os, em que a empe a u a aumen ou em média 0,07°C. Qual a magni ude da diminuição da empe a u a média supe icial cu ânea do joelho subme ido a uma a oplas ia o al, após a aplicação da c io e apia com um saco de gelo? GRUPO DA LRJ M = 34,13°C DP = 0,38°C A p imei a di e ença explici a e mani es a obse a-se en e o g upo da LRJ modi icada e os ou os ês g upos. No g upo da LRJ e i ica am-se ín imas diminuições da TSC (0,38°C) do joelho com AT, após a aplicação da c io e apia. Diminuições da TSC do joelho com AT no g upo da LRJ sem ele ância e apêu ica. Nos ou os ês g upos e idenciam-se e iden es diminuições da TSC do joelho com do joelho com AT. SIM NÃO GRUPO DA MT M = 23,90°C DP = 10,29°C GRUPO DO PA M = 22,84°C DP = 11,64°C GRUPO DA CNT M = 21,92°C DP = 12,46°C Exis em di e enças en e os g upos na diminuição da TSC do joelho subme ido a a oplas ia o al? Figu a 18 - Sinopse 1: di e enças in a e in e g upos na TSC, após c io e apia 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 131 Con inuando a explici a as di e enças en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos, os esul ados do es udo demons am que nos g upos da MT, PA e CNT, a TSC do joelho subme ido a AT, após aplica a c io e apia com saco de gelo, diminuiu semp e em odas as aplicações da c io e apia (540): ace la e al (270) e medial (270), em odos pe íodos de aplicação da c io e apia. No g upo da LRJ es e ac o não oi obse ado num g ande núme o de obse ações: 40 (22,2%) (25 na ace la e al e 15 na ace medial do joelho), a TSC após c io e apia, aumen ou em elação à TSC basal. A al a de e iciência é mica do saco de gelo pa a diminui a TSC no g upo da LRJ oi ainda mais e iden e, quando a c io e apia oi aplicada na ace medial do joelho subme ido a AT du an e 60 minu os, onde a TSC aumen ou, em média, 0,07°C (Tabelas 7 e 8). Nes e caso, a c io e apia em ez de e o seu e ei o espe ado e desejado - a diminuição da TSC - o seu e ei o oi an agónico, aumen ando a TSC do joelho subme ido a AT. Es a oi a e cei a di e ença obse ada en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos. Quando es udamos as di e enças, es a is icamen e signi ica i as, en e a TSC basal e a TSC do joelho subme ido a AT, após a aplicação da c io e apia com saco de gelo sob e as in e aces em es udo, no pós-ope a ó io, obse amos ou a g ande di e ença en e o g upo da LRJ e os es an es ês g upos. Nos g upos da MT, pano ino ( onha da almo ada) e CNT, exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as ( Wilcoxon Signed-Rank Tes ” com um p ≤0,01), en e a TSC basal do joelho subme ido a AT e a TSC ob ida após a aplicação da c io e apia, em odos os pe íodos de aplicação da c io e apia, na ace la e al e medial do joelho . Assim, quando aplica mos c io e apia sob e es as ês in e aces , i emos ob e , com uma p obabilidade ≤0,01, uma diminuição da TSC do joelho subme ido a AT. No g upo LRJ, al ac o, não se e i icou nos esul ados apu ados na ace la e al do joelho subme ido a AT. Os esul ados demons am que exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as na diminuição da TSC, após aplicação da c io e apia du an e 30 e 50 minu os sob e a LRJ, p < 0,05. Nos ou os pe íodos de aplicação da c io e apia (10, 20, 40 e 60 minu os), na ace la e al, os esul ados demons am não exis i em di e enças es a is icamen e signi ica i as ( p- alue ≥ 0,05). Na ace medial, as di e enças es a is icamen e signi ica i as na diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, e i ica am-se, quando a c io e apia oi aplicada du an e 10, 20, 30, 40 e 50 minu os ( p- alue < 0,05). Quando a c io e apia oi aplicada na ace medial do joelho, du an e 60 minu os, não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as. (qua a di e ença en e o g upo LRJ e os ou os g upos). Pa a es uda , se as di e enças na diminuição da TSC no joelho subme ido a AT, en e os qua o g upos, são es a is icamen e signi ica i as, u ilizou-se o K uskal Wallis Tes , seguido do es e pos hoc de compa ações múl iplas de médias das o dens pa a os qua o g upos, com a co eção Bon e oni. Os 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 132 esul ados apu ados e idencia am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e o g upo da LRJ e a MT; a LRJ e a in e ace de PA; e a LRJ e a CNT. Em odas as análises, as di e enças es a ís icas o am al amen e signi ica i as com um p- < 0,001. En e os g upos da MT, pano e a CNT, não o am obse adas di e enças es a is icamen e signi ica i as na diminuição da TSC, na ace la e al e medial, após a aplicação da c io e apia, du an e 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minu os (p>0,05). Es as cons a ações a i icam, mais uma ez, a al a de capacidade é mica do saco gelo pa a aze diminui a TSC do joelho subme ido a AT, usando como in e ace a LRJ, o que subs ancializa uma no ó ia ausência de e ei os e apêu icos alocados á c io e apia. (H7) (quin a di e ença en e o g upo LRJ e os ou os g upos). A análise à a iabilidade e à dispe são dos dados amos ais dos qua o g upos, e idenciou ou a di e ença in e g upos - en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos - na diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, após a c io e apia. No g upo da in e ace da LRJ ob e e-se a mediana da TSC mais al a dos qua os g upos (34,31°C), com 75% dos casos com alo es supe io es a 31,92°C. (sex a di e ença en e o g upo LRJ e os ou os g upos). Es es esul ados demons am as á ias di e enças en e o g upo da in e ace LRJ e os ou os ês g upos. Po uma ques ão me odológica, pa icula izamos a discussão dos esul ados em duas ases, uma e e en e ao g upo da LRJ e ou a aos ês g upos. 15.3 In e ace da LRJ modi icada Os esul ados do g upo que e e como in e ace a LRJ, demons a am ín imas diminuições da TSC do joelho subme ido a AT, em odos pe íodos de aplicação da c io e apia, exce o, quando a c io e apia oi aplicada na ace medial do joelho du an e 60 minu os, em que a TSC aumen ou, em média, 0,07°C (H1). As di e enças es a is icamen e signi ica i as ( p- alue < 0,05) com o Wilcoxon Signed-Rank Tes ”, en e a TSC basal e a TSC do joelho subme ido a AT, após c io e apia, o am obse adas quando a c io e apia oi aplicada na ace la e al do joelho subme ido a AT du an e 30 e 50 minu os, e na ace medial aos 10, 20, 30, 40 e minu os. As di e enças obse adas, en e o g upo da LRJ e os ou os ês g upos, es ão elacionadas com a in e ace u ilizada. A modalidade de c io e apia, o empo de c io e apia, dia de pós-ope a ó io, pe íodo do dia em que oi aplicada a c io e apia (manhã ou a de), localização ana ómica (joelho) e in e enção ci ú gica/pa ologia o am iguais nos qua o g upos. Ou os a o es que po encialmen e pode iam inc emen a di e enças en e os g upos, ine en es à indi idualidade dos pa icipan es, como o géne o, idade, peso, al u a, IMC e pe íme o p é-op. e pós-op. do joelho, nos esul ados dos es es de Fische e 15. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 133 o es e K usKal-Wallis (X2) , icou demons ado que não exis i am di e enças es a is icamen e signi ica i as (p > 0,05) en e os qua o g upos (in e aces). A ou a a iá el in ocada po á ios au o es como Knigh (2000); Me ick e al. (2003) e Bélange (2015), como a o que in luencia a ans e ência de calo , é a di e ença en e a empe a u a co po al local, nes e caso do joelho subme ido a AT e a empe a u a da modalidade de c io e apia ( empe a u as iniciais) que, no p esen e es udo, não oi um a o di e enciado en e os g upos. A empe a u a da modalidade de c io e apia oi igual nos qua o g upos. Sendo assim, não po enciou di e enças en e os g upos. O que po encialmen e pode á o igina di e enças en e os g upos é a TSC basal ( empe a u a inicial) do joelho subme ido a AT. Toda ia, al não se e i icou, uma ez que as TSC basais médias dos qua o g upos o am simila es: LRJ (M = 34,51°C); MT (M = 34,19°C); PA (M = 34,48°C) e CNT (M = 34,38°C). Pa a obse a a exis ência de di e enças es a is icamen e signi ica i as, en e os qua o g upos na TSC basal, alocadas á localização a ana ómica e aos pe íodos de empo de aplicação da c io e apia, oi ealizado o es e de K usKal-Wallis (X2). Ve i icou- se que, pa a as duas localizações ana ómicas onde o am moni o izadas as TSC basais e nos di e en es pe íodos de c io e apia, não se obse a am di e enças es a is icamen e signi ica i as ( p > 0,05). Assim, a TSC basal não oi um a o di e enciado en e os g upos em es udo, sendo simila em odos os g upos e sem di e enças é micas, es a is icamen e signi ica i as, capazes de c ia di e enças na TSC do joelho subme ido a AT, após aplicação da c io e apia. De aco do com es es esul ados, somen e a in e ace de ligadu a Robe Jones oi o a o di e enciado en e os qua o g upos em in es igação, ela i amen e à TSC do joelho subme ido a AT. Com base nes es esul ados, podemos a i ma que a c io e apia aplicada com saco de gelo no joelho subme ido a AT, sob e a LRJ, no pós-ope a ó io, não em nenhum e ei o e apêu ico. No sis ema e modinâmico em es udo e i icou-se que, a in e ace da LRJ isolou o joelho subme ido a AT, não pe mi indo a ans e ência de calo do joelho pa a o saco de gelo. A capacidade é mica do saco de gelo pa a e i a calo do joelho p a icamen e não exis iu, is o que a a iação (descida) da TSC média do joelho, após a aplicação da c io e apia, oi in e io a 1Cº (0,38°C). Sendo assim, o calo sensí el do joelho subme ido a AT man e e-se p a icamen e inal e á el, pe manecendo em alo es basais. Como não exis iu uma diminuição da TSC do joelho subme ido a AT, a c io e apia não e e o seu e ei o desejado. Des a o ma, não é possí el ob e e ei os e apêu icos ou sub e apêu icos, da c io e apia com saco de gelo aplicada no joelho subme ido a AT, no pós-ope a ó io, quando se u iliza como in e ace a LRJ.