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O bem estar subjetivo em época de pandemia: a importância do suporte social e das estratégias de coping

Costa, Ana Cristina Ferreira da

Abstract

O bem-estar subjetivo é composto pela dimensão cognitiva e afetiva e concerne a avaliação subjetiva que a pessoa faz sobre a sua própria vida (Diener, 1996). Este encontra-se associado bidireccionalmente às condições de saúde que foram fortemente afetadas pela pandemia COVID-19 (Steptoe et al., 2015). Para lidar com as situações fontes de stress como esta é importante que o indivíduo possua ferramentas como o coping. Este termo é o que determina as estratégias que o indivíduo utiliza nos diferentes contextos de stress de sua vida (Folkman & Lazarus, 1984). Relacionado positivamente e associado à componente cognitiva do bem-estar subjetivo (satisfação com a vida) temos a satisfação com o suporte social que é visto como um recurso essencial para lidar com as situações de stress, sendo assim visto como um promotor do bem-estar subjetivo (Cohen et al., 2000). Não foram encontradas diferenças no bem-estar subjetivo entre as pessoas que estiveram infetadas com o COVID-19 e as que não estiveram. Foram feitas analises correlacionais que demonstraram que o suporte social se relaciona positivamente com o bem-estar subjetivo (Okun et al., 1984). Foi encontrada uma relação de moderação de uma estratégia de coping entre o bem-estar subjetivo e o suporte social.

Full text

Uni e sidade do Minho Escola de Psicologia Ana C is ina Fe ei a da Cos a O bem es a subje i o em época de pandemia: a impo ância do supo e social e das es a égias de coping junho de 2022 UMinho | 2022 Ana Cos a O bem es a subje i o em época de pandemia: a impo ância do supo e social e das es a égias de coping Ana C is ina Fe ei a da Cos a O bem es a subje i o em época de pandemia: a impo ância do supo e social e das es a égias de coping Disse ação de Mes ado Mes ado In eg ado em Psicologia T abalho e e uado sob a o ien ação do P o esso Dou o José Fe ei a-Al es Uni e sidade do Minho Escola de Psicologia junho de 2022 ii Di ei os de au o e condições de u ilização do abalho po e cei os Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho. Licença concedida aos u ilizado es des e abalho A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações CC BY-NC-ND h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/ Uni e sidade do Minho, 06/06/2022 Assina u a: (Ana C is ina Fe ei a da Cos a) iii Ag adecimen os Em p imei o luga , que o ag adece às pessoas que me pe mi i am chega aqui, que semp e me deixa am sonha e me incen i a am a se melho , os meus pais. À minha i mã, a minha en e mei a de se iço, que mesmo a quilóme os de dis ância semp e me deu o ça pa a con inua e nunca desis i . Aos meus a ós, que em e i e am semp e a pala a ce a, o concelho mais ace ado e o melho colo do mundo in ei o. À minha p ima B una, po ou i os meus desaba os, odos os dias, nos úl imos 3 anos, ens uma eno me paciência comigo. Ao meu o ien ado , o P o esso Dou o José Fe ei a-Al es, ob igada po nunca desis i , po oda a disponibilidade, apoio, comen á ios e c í icas. Foi um gos o ap eende e es a sob a sua o ien ação. Ag adeço ambém a odo o g upo de in es igação de Desen ol imen o do Adul o e En elhecimen o, em especial ao João Fundinho po odo o apoio, p incipalmen e na es a ís ica. Às amigas Ca a ina Ribei o e Ri a Ribei o, po oda a ajuda a descomplica a minha ida. E cla o às amigas de Psicologia, a Pa ícia e a Ra aela, po odas as noi es de es udo, odas as con e sas, abalhos de g upo e concelhos. Po úl imo, mas não menos impo an e, enho que ag adece ao meu namo ado, que me acompanhou em odo es e pe cu so e semp e me disse “ u ais consegui ”. Ob igada po oda a comp eensão, pelas a des de domingo passadas a es uda comigo mesmo não pe cebendo nada, pela paciência, mas sob e udo pelo amo ! Sou mui o g a a po e pessoas ão especiais na minha ida. i Decla ação de In eg idade Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho. Uni e sidade do Minho, 06/06/2022 Assina u a: (Ana C is ina Fe ei a da Cos a) O bem-es a subje i o em época de pandemia: a impo ância do supo e social e das es a égias de coping Resumo O bem-es a subje i o é compos o pela dimensão cogni i a e a e i a e conce ne a a aliação subje i a que a pessoa az sob e a sua p óp ia ida (Diene , 1996). Es e encon a-se associado bidi eccionalmen e às condições de saúde que o am o emen e a e adas pela pandemia COVID-19 (S ep oe e al., 2015). Pa a lida com as si uações on es de s ess como es a é impo an e que o indi íduo possua e amen as como o coping. Es e e mo é o que de e mina as es a égias que o indi íduo u iliza nos di e en es con ex os de s ess de sua ida (Folkman & Laza us, 1984). Relacionado posi i amen e e associado à componen e cogni i a do bem-es a subje i o (sa is ação com a ida) emos a sa is ação com o supo e social que é is o como um ecu so essencial pa a lida com as si uações de s ess, sendo assim is o como um p omo o do bem-es a subje i o (Cohen e al., 2000). Não o am encon adas di e enças no bem-es a subje i o en e as pessoas que es i e am in e adas com o COVID-19 e as que não es i e am. Fo am ei as analises co elacionais que demons a am que o supo e social se elaciona posi i amen e com o bem-es a subje i o (Okun e al., 1984). Foi encon ada uma elação de mode ação de uma es a égia de coping en e o bem-es a subje i o e o supo e social. Pala as-cha e: bem-es a subje i o; es a égias de coping; in eção po SARS- COV2; supo e social i Subjec i e well-being in imes o a pandemic: he impo ance o social suppo and coping s a egies Abs ac Subjec i e well-being is composed by he cogni i e and a ec i e dimension and one o i s conce ns he e alua ion ha he pe son makes abou his own li e (Diene , 1996). This is bidi ec ionally associa ed wi h heal h condi ions ha ha e been de ined as e e ence o he COVID-19 pandemic (S ep oe e al., 2015). To deal wi h sou ces o s ess like his, i is impo an ha he indi idual has coping mechanisms. This e m is wha de e mines he di e en s a egies ha he indi idual uses in he s ess ul con ex s o his li e (Folkman & Laza us, 1984). Posi i ely ela ed and associa ed wi h he cogni i e componen o subjec i e well-being (li e sa is ac ion) we ha e sa is ac ion wi h social suppo , which is seen as an essen ial esou ce o dealing wi h s ess ul si ua ions, his being seen as a p omo e o subjec i e well-being (Cohen e al., 2000). No di e ences we e ound in subjec i e well-being be ween people who we e in ec ed wi h COVID-19 and hose who we e no . Rela ed analysis ha e been made ha impo an social suppo is posi i ely ela ed o subjec i e well-being (Okun e al., 1984). A mode a ing ela ionship o a coping s a egy was ound be ween subjec i e well-being and social suppo . Keywo ds: coping s a egies; SARS-COV2 in ec ion; social suppo ; subjec i e well- being ii Índice Ag adecimen os ............................................................................................................................................. iii Resumo ................................................................................................................................................................ O bem-es a subje i o em época de pandemia: a impo ância do supo e social e das es a égias de coping ...................................................................................................................................... 9 Mé odo .............................................................................................................................................................. 14 Pa icipan es .............................................................................................................................................. 14 Ins umen os ............................................................................................................................................. 15 Ques ioná io Sociodemog á ico ..................................................................................................... 15 Escala CASP-13 ..................................................................................................................................... 15 Escala de Sa is ação com Supo e Social (ESSS) ...................................................................... 15 P ocedimen o ........................................................................................................................................ 16 P ocedimen os de seleção dos pa icipan es ............................................................................ 17 Es a égia da análise de dados ....................................................................................................... 17 Resul ados ....................................................................................................................................................... 18 Desc ição das pon uações de bem-es a subje i o (BES) ........................................................ 18 Desc ição das es a égias de coping ................................................................................................. 19 Desc ição dos ní eis sa is ação com o supo e social ................................................................ 20 Bem-es a subje i o e a in eção po COVID-19 ............................................................................ 21 Análise a o ial con i ma ó ia ............................................................................................................. 21 Bem-es a subje i o e as es a égias de coping ............................................................................ 24 Bem-es a subje i o e a sa is ação com o Supo e Social ......................................................... 26 Bem-es a subje i o e géne o .............................................................................................................. 27 Bem-es a subje i o e a idade ............................................................................................................. 27 Sa is ação com o Supo e Social e in eção po SARS-COV2 ..................................................... 27 E ei o de mode ação ............................................................................................................................... 28 Discussão ......................................................................................................................................................... 29 Re e ências ...................................................................................................................................................... 33 Anexo ................................................................................................................................................................. 38 Índice de igu as Figu a 1.................................................................................................................................................................24 14 Assim o p esen e es udo em como obje i o ge al explo a os de e minan es do BES de en e á ias es a égias de coping e o supo e social em duas condições: a) não e sido in e ado pela SARS-COV2; b) e sido in e ado icando de qua en ena em casa. Os obje i os especí icos des e es udo passam po (a) desc e e e analisa as 2 dimensões do BES nos indi íduos en e os 40 e os 64 anos; (b) desc e e as es a égias de coping u ilizadas pelos pa icipan es; (c) desc e e os ní eis de sa is ação com o supo e social dos pa icipan es; (d) desc e e o núme o de pa icipan es que o am in e ados pela SARS-COV2; (e) desc e e as associações en e as di e en es dimensões do BES e as di e en es es a égias de coping e o supo e social nas duas condições ace ao COVID-19; ) cons ui modelos p edi i os do BES nas duas condições. Tendo em conside ação a e isão de li e a u a acabada de aze sob e as elações en e BES, coping e pandemia COVID-19 o p esen e es udo se á o ien ado pelas seguin es hipó eses: (a) O BES es á nega i amen e associado a e ido a in eção po SARS-COV-2; (b) O coping a i o, o planea , o supo e ins umen al, o supo e social, a eligião, a ein e p e ação posi i a, a acei ação, a au o dis ação e o humo elacionam-se posi i amen e com o BES; (c) O supo e social elaciona-se posi i amen e com o BES;(d) A au o culpabilização, a negação, o desin es imen o compo amen al e o uso de subs âncias elacionam-se nega i amen e com o BES; (e) Os homens ap esen am alo es de BES supe io ao das mulhe es; ( ) O aumen o da idade elaciona-se posi i amen e com o BES; (g) Há di e enças no supo e social en e quem e e e quem não e e a in eção po SARS-COV2; (h)Exis e um e ei o de mode ação na u ilização das es a égias de coping, en e a elação do BES com o supo e social. Mé odo Pa icipan es Os pa icipan es des e es udo o am ec u ados a a és da di usão de um link na ede social Facebook, ia E-mail e a a és de mensagem p i ada no Messenge pa a os con ac os do in es igado p incipal. O p esen e es udo cons i ui-se com uma amos a de 100 pa icipan es, sendo que 71 (70.0%) são do sexo eminino e 28 (28.0%) do sexo masculino e 1 que e e e p e e i não dize , com idades comp eendidas en e os 40 e os 64, média de 49.57 anos (DP=6.051). Dos pa icipan es 6 e ela am e o ensino p imá io comple o, 23 comple a am o 2º ciclo, 20 comple a am o 3ºciclo, 25 em o ensino secundá io e 26 comple a am o ensino supe io . 91 dos pa icipan es i em em Po ugal, 1 i e na Suíça, 4 na F ança, 3 no B asil e 1 i e na Alemanha. 15 Ins umen os Ques ioná io Sociodemog á ico A a és des e ques ioná io ob i emos in o mações como o sexo, a idade, as habili ações li e á ias e o país onde i em os pa icipan es. Aqui os pa icipan es o am ainda ques ionados sob e se já ha iam sido in e ados pela SARS-COV-2, se sim, como oi a ecupe ação da in eção e qual o g au de ce eza de já e in e ado alguém com a SARS- COV-2. Escala CASP-13 Es a escala mede o bem-es a subje i o a aliando-o nos domínios do Con olo, Au onomia, Au o ealização e P aze a a és de 13 i ens. Cada i em é pon uado numa escala ipo Like , a iando en e “Disco do o almen e”, co ado com 0 a é “Conco do o almen e”, co ado com 4, à exceção dos i ens 1,2,4 e 7 que são co ados de o ma in e sa. Valo es mais ele ados são ep esen a i os de maio bem-es a e qualidade de ida, sendo que a escala a ia en e os alo es 0 e 39, onde 0 signi ica o al ausência de bem-es a e qualidade de ida e 39 comple a sa is ação em odos os domínios. Ap esen a um al a de C onbach de .84 (Mon ei o, 2019). Escala de Sa is ação com Supo e Social (ESSS) A ESSS (Pais Ribei o, 1999) oi u ilizada pa a medi o supo e social, nas dimensões Amizade, In imidade, Família e A i idades Sociais. É cons i uída po 15 i ens onde os pa icipan es de iam assinala o g au em que conco da am com cada uma das a i mações, u ilizando uma escala de Like que a ia en e, “conco do o almen e»” (co ado com 1 pon o), “conco do na maio pa e” (co ado com 2), “não conco do nem disco do” (co ado com 3), “disco do na maio pa e do empo” (co ado com 4) e “disco do o almen e” (co ado com 5 pon os). São exceção os i ens que de em se co ados de o ma in e ida: 4, 5, 9, 10, 11, 12, 13, 14, e 15. Como e e ido acima, a ESSS a alia qua o dimensões ou a o es. O p imei o a o , denominado “sa is ação com amigos” (SA), mede a sa is ação com as amizades que o indi íduo em (exemplo de um i em: 15 - “Es ou sa is ei o com o ipo de amigos que enho”) e inclui cinco i ens (3, 12, 13, 14, 15). O segundo a o diz espei o à “in imidade” (IN) e mede a pe ceção da exis ência de supo e social ín imo (exemplo de um i em: 6 - “Às ezes sin o al a de alguém e dadei amen e ín imo que me comp eenda e com quem possa desaba a sob e coisas ín imas”), inclui qua o i ens (1, 4, 5, 6). O e cei o a o , “sa is ação com a amília” (SF), mede a sa is ação com o supo e social amilia exis en e (exemplo de um i em: 9 - “Es ou sa is ei o com a 16 o ma como me elaciono com a minha amília”). Inclui ês i ens (9, 10, 11). O úl imo a o , denominado “a i idades sociais” (AS), mede a sa is ação com as a i idades sociais que os indi íduos ealizam (exemplo de um i em: 7- “Sin o al a de a i idades sociais que me sa is açam”) e inclui ês i ens (2, 7, 8). A no a o al da escala esul a da soma da o alidade dos i ens. A no a de cada a o esul a da soma dos i ens que pe encem a cada um dos a o es. A no a o al da escala pode a ia en e 15 (15×1) e 75 (15×5), sendo que à no a mais ele ada co esponde uma maio pe ceção de supo e social. Não há pon os de co e que possam se conside ados como de ici á ios. Ou seja, odas as pessoas êm uma pe ceção de sa is ação com o supo e social e se o baixa ou ele ada isso não signi ica que seja de ici á ia. Pa a encon a a pon uação de cada dimensão/subescala ou a pon uação o al, de em-se soma os i ens que a cons i uem. Dado que o núme o de i ens de cada dimensão é di e en e, as pon uações mínimas e máximas po dimensão ambém o são (“SA” - pon uação máxima = 25, “IN” - pon uação máxima = 20, “SF” - pon uação máxima = 15, “AS” - pon uação máxima = 15) (Pais-Ribei o, 1999b; 2011). B ie COPE O B ie COPE pe mi iu desc e e quais as es a égias de coping u ilizadas pelos pa icipan es. A e são po uguesa do B ie COPE oi adap ada e alidada po Pais Ribei o & Rod igues (2004), es a e são inclui 14 escalas do COPE que são: o coping a i o, o planea , o u iliza supo e ins umen al, o u iliza supo e social emocional, a eligião, a ein e p e ação posi i a, a au o culpabilização, a acei ação, a exp essão de sen imen os, a negação, a au o dis ação, o desin es imen o compo amen al, o uso de subs âncias e o humo . É cons i uída po 28 pe gun as de espos a numa escala de ipo Like de 4 opções (pon uadas de 0 – “Eu nunca aço is o” a 3 - “Eu aço semp e is o”). O B ie COPE pode se ap esen ado de o mas dis in as, sendo que nes e es udo oi expos o de o ma a comp eende como lidam os pa icipan es com as ad e sidades. O esul ado é ap esen ado sob a o ma de pe il, não ha endo uma classi icação, nem o al nem pa cial. Tendo em con a que cada escala ap esen a apenas 2 i ens, o es udo de consis ência in e na com ecu so ao al a de C onbach mos a alo es adequados, sendo que o alo pa a a escala Acei ação: al a de C onbach = 0.55 ap esen a-se como o meno , e o alo pa a a escala Exp essão de sen imen os: al a de C onbach = 0.84 como o maio (Pais-Ribei o & Rod igues, 2004). P ocedimen o 17 Inicialmen e, oi edigido o pedido de ap o ação do p oje o pa a a Comissão de É ica da Uni e sidade do Minho, que ecebeu ap o ação ( e anexo). Após a ap o ação o am en iados pedidos a solici a a colabo ação na disseminação do link do es udo em alguns g upos na ede social Facebook. Es es g upos êm como ema p incipal a COVID- 19, se i am e se em ainda pa a apoia , con e sa e da a conhece algumas ideias sob e a COVID-19. São g upos em que e am pa ilhadas desde as expe iências dos indi íduos aquando a sua in eção a é quan os dias de isolamen o e am ei os àquela da a, núme o de in e ados em Po ugal, núme o de mo os pela in eção po SARS-COV2 e medidas p e en i as de con olo da in eção. Es es pedidos o am acei es e o link do es udo oi pa ilhado o que pe mi iu ecolhe ques ioná ios a pa icipan es da comunidade. Foi-lhes pedido que di ulgassem com os seus conhecidos o es udo e que os incen i assem a pa icipa no mesmo, possibili ando assim que a pala a osse passada a ou os pa icipan es a a és do mé odo snowball sampling. Como o ma de chega a mais u ilizado es a amos a oi ecolhida jun o de elemen os da comunidade, exclusi amen e em o ma o de ques ioná io online elabo ado na pla a o ma Qual ics. O es udo oi pa ilhado não só em g upos no Facebook, mas ambém ia e-mail pa a jun as de eguesia, cen os pa oquiais e o banco de olun á ios de Ba celos. Po úl imo, e de o ma a chega a mais pa icipan es o link do ques ioná io oi ambém pa ilhado ia Messenge pa a os con ac os da in es igado a p incipal. Após a solici ação da au o ização escla ecida e in o mada pa a a pa icipação na in es igação a a és do consen imen o in o mado, que assume uma explicação do que p e endíamos aze , o modo como se ia ei o, as azões e uma comp eensão po pa e do pa icipan e, os indi íduos p ocede am ao p eenchimen o dos qua o ins umen os usados no es udo, pela seguin e o dem: Ques ioná io sociodemog á ico, CASP-13, ESSS e B ie COPE. A du ação média da pa icipação a iou en e 15 a 30 minu os. P ocedimen os de seleção dos pa icipan es Es e es udo inha 2 c i é ios, os pa icipan es e iam que e idade en e os 40 e os 65 e comp eende e esc e e a língua po uguesa. Numa ase inicial odos aqueles que não co espondiam a es es c i é ios o am e i ados da base de dados que es a a a se abalhada. Numa segunda ase o am ambém e i ados os pa icipan es que não esponde am de o ma comple a ao ques ioná io, deixando escalas comple as po esponde . Es a égia da análise de dados 18 No que diz espei o ao p ocedimen o das análises es a ís icas, es as o am ealizadas a a és do p og ama es a ís ico IBM SPSS, e são 28.0. E e ua am-se á ios ipos de análises: Análise a o ial con i ma ó ia; Análise desc i i a; Tes es de di e enças; Co elações; eg essão múl ipla e Mode ação. Após a ealização das análises desc i i as que i e am como obje i o e ela os esul ados dos dados sociodemog á icos e as p e alências de cada uma das medidas os p essupos os subjacen es à u ilização de es es pa amé icos não se e i ica am. Po ém, de ido à dimensão da amos a (N=100) o am u ilizados es es pa amé icos uma ez que a iolação da suposição de no malidade não de e causa g andes p oblemas. Is o po que a dis ibuição amos al em g andes amos as (> 30 ou 40) ende a se no mal, independen emen e da o ma dos dados (Ghasemi & Zahediasl, 2012). Resul ados I emos ap esen a os esul ados seguindo a sequência de hipó eses an e io men e o mulada. Desc ição das pon uações de bem-es a subje i o (BES) No que diz espei o ao BES (CASP-13) quisemos con as a os nossos alo es com os de Mon ei o (2019). Obse amos que, em média, os alo es de BES p esen es no es udo de Mon ei o (2019) são supe io es aos alo es do p esen e es udo ( (185.927)= 12.428, p= .000). Especi icamen e, há di e enças signi ica i as nas di e en es dimensões con olo (206.356)= -3.277, p<0.001, au onomia (195.289)=13.126, p=.000, au o ealização (216.828)=20.962, p=.000 e p aze (217.210)=14.900, p=.000. Tabela 1: Desc ição das pon uações de bem-es a subje i o (CASP-13) Mín/Máx P esen e es udo Mín/Máx Mon ei o (2019) M/DP P esen e es udo M/DP Mon ei o (2019) p Assime ia P esen e es udo Assime ia Mon ei o (2019) CASP-13 10/27 9/39 17,44/3.52 26.33/6.85 .000 .19 -.31 CASP-13 Con olo 3/12 0/12 7.60/2.17 6.36/3.41 .001 .21 -.28 CASP-13 Au onomia 1/6 1/9 3.69/1.13 6.50/2.00 .000 .26 -.62 CASP13 Au o ealização 0/6 2/9 3.00/1.46 7.32/1.60 .000 -.24 -.85 CASP-13 P aze 0/6 1/9 3.15/1.28 6.14/1.70 .000 -.11 -.37 19 Desc ição das es a égias de coping Ap esen a-se na abela 2 a desc ição das es a égias de coping usadas pelos pa icipan es da nossa amos a e con as ámo-las com os esul ados do es udo de Gomes e al. (2013). Es es esul ados se em pa a ap ecia as pon uações de coping da nossa amos a, mas de em se is as com cau ela de ido a que a es u u a a o ial da medida que usamos e algumas di e enças com a medida usada po Gomes e al. (2013). As pon uações nas es a égias de coping são mais ele adas na nossa amos a Tabela 2: Desc ição das es a égias de coping (B ie COPE) P esen e es udo Mín/Má x M/DP p Es udo de Gomes e al. 2013 Mín/Má x M/DP B ie COPE B ie COPE C_ A i o 4/13 8.71/1.7 0 .00 0 Coping a i o 2/8 5.41/1.4 3 Planeamen o 2/8 5.55/1.6 1 Descomp ome imen o compo amen al 2/6 2.79/1.0 8 C_ Supo e 4/11 9.06/1.1 8 Uso de supo e ins umen al 2/8 4.58/1.5 1 Uso de supo e emocional 2/8 4.47/1.4 8 C_ Culpa 0/7 2.71/1.4 6 Culpabilização 2/8 3.85/1.4 4 Negação 2/8 3.04/1.3 13 C_ Humo 0/5 2.18/1.2 3 .00 0 Humo 2/8 4.11/1.6 6 C_ Religião 0/6 2.47/1.6 2 .00 0 Religião 2/8 3.61/1.7 1 C_ Rein e p e aç ão Posi i a 2/6 3.99/0.6 4 .00 0 Rein e p e ação Posi i a 2/8 4.93/1.4 9 20 Desc ição dos ní eis sa is ação com o supo e social Na abela 3 encon amos a desc ição dos ní eis de sa is ação com o supo e social dos pa icipan es da nossa amos a e con as ámo-las com os do es udo de San os e al. (2003). Obse amos que, em média, os ní eis de sa is ação com o supo e social p esen es no es udo de San os e al. (2003) são supe io es aos alo es do p esen e es udo [ (151.397)= 13.333, p= .000)]. Especi icamen e, há di e enças signi ica i as nas di e en es dimensões in imidade (483.000)= 63.621, p=.000, a i idades sociais (476.839)=35.981, p=.000, amigos (460.728)=79.341, p=.000 e amília (450.723)=65.769, p=.000. C_ Exp essão de Sen imen os 2/6 3.85/0.6 4 .00 0 Exp essão de Sen imen os 2/8 4.54/1.4 0 C_ Au o dis ação 0/6 2.22/1.1 2 .00 0 Au o dis ação 2/8 4.94/1.5 9 C_ Acei ação 0/6 2.24/1.3 8 .00 0 Acei ação 2/8 5.06/1.3 8 Uso de subs âncias 2/6 2.14/.54 Tabela 3: Desc ição dos ní eis de sa is ação com o supo e social (ESSS) Mín/Máx P esen e es udo M/DP P esen e es udo p M/DP Es udo de San os e al. 2003 ESSS 22/66 43.53/9.13 .000 57.12/8.89 ESSS_In imidade 1.00/4.50 3.14/.87 .000 15.36/3.36 ESSS_A i idades Sociais 1 /5 2.74/.87 .000 8.99/2.95 ESSS_Amigos .80/4.20 2.83/.73 .000 19.82/3.95 ESSS_Família .33/4 2.87/.86 .000 12.98/2.50 21 Bem-es a subje i o e a in eção po COVID-19 O BES dos pa icipan es não pa eceu condicionado pela exis ência de in eção pelo COVID-19, an o na pon uação global de bem-es a ( (98) = .448) como na compa ação en e cada uma das dimensões do bem-es a . Análise a o ial con i ma ó ia Po o ma a con i ma a es u u a a o ial do B ie COPE na nossa amos a ealizamos uma análise a o ial con i ma ó ia. E isso le ou-nos a ob e uma es u u a de coping com no e a o es ao in és dos 14 da escala o iginal. Assim, o “coping a i o” passou a con a com os i ens do a o “planea ” e do a o “Desin es imen o compo amen al” da escala o iginal, sendo dado o nome de “A i o” a es e no o a o . Su ge um a o , ao qual chamamos de “Supo e”, uma ez que inclui odos os i ens do a o “U iliza supo e ins umen al” e do a o “U iliza supo e social emocional”. Po im, emos um a o que ag upa os i ens do a o “Negação” e um dos i ens do a o “Au o culpabilização”, que oi chamado de “Negação e Culpa”. Os es an es a o es man i e am-se al como na escala o iginal ( abela 3). O i do modelo de 9 a o es oi a aliado, seguindo as ecomendações de B own (2006), sendo assim a aliado po 3 indicado es: um indicado de i absolu o (S anda dized Roo Mean Squa e Residual ou SRMR), um indicado de i ajus ado à pa cimónia do modelo (Roo Mean Squa e E o o App oxima ion ou RMSEA) e um indicado de i inc emen al (Compa a i e Fi Index ou CFI). Po se usual, ambém oi Tabela 4: Bem-es a subje i o e in eção po COVID-19 In eção po COVID-19 Sim Não N = 25 N = 75 (98), Sig CASP-13 (M/DP) 17.36/3.41 17.46/3.58 -.130, p= .448 CASP-13_Con olo (M/DP) 7.16/2.27 7.74/2.13 -1.173, p= .122 CASP-13_P aze 3.16/1.34 3.15/1.27 .045, p=.482 CASP-13_Au o ealização 3.32/1.73 2.89/1.35 1.272, p= .103 CASP-13_Au onomia 3.72/1.17 3.68/1.13 .152, p= .440 22 calculado o χ2/d. . (qui-quad ado/g aus de libe dade). O modelo, cujos coe icien es de eg essão es anda dizados podem se consul ados na Figu a 1, ap esen a um i adequado, χ2=296.118, d =239, p <.001, CFI=.920; RMSEA= .049; SRMR=.0852. As co elações in e a o , indicado es de alidade disc iminan e, ap esen am alo es acei á eis (Figu a 1). Ao ní el da consis ência in e na, o o al da escala ap esen a boa consis ência in e na (al a de C onbach = .766). Pa a a alia a consis ência in e na das 9 subescalas oi u ilizada a Con iabilidade Compos a (Composi e Reliabili y ou CR), al como suge ido po Hai e al. (2014). As 9 subescalas ap esen am alo es acei á eis de consis ência in e na (EC. A i o – CR =. 874; EC. Supo e -CR = .921; EC. Religião – CR = .911; EC. Rein e p e ação posi i a - CR = .957; EC. Negação e Culpa - CR = .968; EC. Exp essão de Sen imen os – CR = .894; EC. Au o dis ação - CR = .731; EC. Acei ação - CR = .852; EC. Humo - CR = .784). Tabela 5: I ens de cada a o do modelo do B ie COPE esul ado da AFC Fa o I ens A i o Coping A i o 1 Concen o os meus es o ços pa a aze alguma coisa que me pe mi a en en a a si uação. Coping A i o 2 Tomo medidas pa a en a melho a a minha si uação (desempenho). Planea 1 Ten o encon a uma es a égia que me ajude no que enho que aze . Planea 2 Penso mui o sob e a melho o ma de lida com a si uação. Desin es imen o Compo amen al 1 Desis o de me es o ça pa a ob e o que que o. Desin es imen o Compo amen al 1 Simplesmen e desis o de en a a ingi o meu obje i o. Supo e U iliza supo e ins umen al 1 Peço conselhos e ajuda a ou as pessoas pa a en en a melho a si uação. U iliza supo e ins umen al 2 Peço conselhos e ajuda a pessoas que passa am pelo mesmo. 23 U iliza supo e social emocional 1 P ocu o apoio emocional de alguém ( amília, amigos). U iliza supo e social emocional 2 P ocu o o con o o e comp eensão de alguém Negação e Culpa Negação 1 Tenho di o pa a mim p óp io(a): “is o não é e dade”. Negação 2 Recuso-me a ac edi a que is o es eja a acon ece des a o ma comigo. Au o culpabilização 2 Culpo-me pelo que es á a acon ece . Religião Religião 1 Ten o encon a con o o na minha eligião ou c ença espi i ual. Religião 2 Rezo ou medi o. Rein e p e ação Posi i a Rein e p e ação Posi i a 1 Ten o analisa a si uação de manei a di e en e, de o ma a o ná-la mais posi i a Rein e p e ação Posi i a 2 P ocu o algo posi i o em udo o que es á a acon ece . Exp essão de Sen imen os Exp essão de Sen imen os 1 Fico abo ecido e exp esso os meus sen imen os (emoções). Exp essão de Sen imen os 2 Sin o e exp esso os meus sen imen os de abo ecimen o. Au o dis ação Au o dis ação 1 Re ugio-me nou as a i idades pa a me abs ai da si uação. Au o dis ação 2 Faço ou as coisas pa a pensa menos na si uação, al como i ao cinema, e TV, le , sonha , ou i às comp as. Acei ação Acei ação 1 Ten o acei a as coisas al como es ão a acon ece . Acei ação 2 Ten o ap ende a i e com a si uação. Humo Humo 1 En en o a si uação le ando-a pa a a b incadei a. Humo 2 En en o a si uação com sen ido de humo . 30 adul os idosos (65 ou + anos) que i iam nos dis i os com maio incidência de in eção po SARS, em Hong Kong e man i e am os seus ní eis de BES. Ao con á io do que e a espe ado, uma ez que as condições de saúde es ão associadas ao BES (S ep oe e al., 2015). Tal pode se explicado pela eo ia da Homeos ase do BES (Cummins & Lau, 2004), que p opõe que as pessoas, ge almen e são psicologicamen e esilien es po que o seu BES é man ido den o de um in e alo homeos á ico. Essa esiliência p e ê que, mesmo que o BES caia em ci cuns âncias desa iado as, como o caso da COVID-19, ele no malmen e ol a á ao seu ní el an e io (Suh e al., 1996). Sob e a elação do BES com a a iá el géne o a nossa hipó ese oi con i mada: o géne o masculino ap esen a, em média, alo es de BES supe io es aos do géne o eminino. O géne o eminino ap esen a-se como o que expe iencia mais a e os nega i os e maio p e alência de dep essão (Diene e al., 1999), ela ando um BES meno po compa ação ao géne o masculino al como é ela ado no es udo de Mónico e al. 2012. Exis em á ios a o es que podem in luencia es as di e enças, ais como: a o es biológicos (Riley e al., 1998), a maio p e alência de pa ologia dep essi a e ansiosa (Linze e al., 1996) e o designado pa adoxo do BES, que a i ma que o géne o eminino em mais expe iências, em equência e in ensidade, de emoções posi i as e nega i as. Assim, as emoções posi i as mais in ensas equilib am as emoções nega i as o es, o que esul a em ní eis de BES não mui o di e en es dos do géne o masculino (Simões e al., 2000). A ealização de uma análise a o ial con i ma ó ia do B ie COPE mos ou-se uma es a égia adequada is o que encon amos uma es u u a a o ial di e en e da o iginal. Na nossa amos a pa ece eme gi uma no a conceção de coping a i o que engloba o planeamen o e o desin es imen o compo amen al. Sob e udo es a úl ima ao apa ece associada às ou as dimensões pa ece que e signi ica que o desin es imen o compo amen al pode se enca ado como uma es a égia a i a de coping. Po seu lado a au o culpabilização ao apa ece in imamen e associada à negação le ou-nos a aze uma ans o mação da dimensão “Au o culpabilização” numa no a dimensão chamada “Negação e Culpa”, onde apenas se man e e um dos dois i ens iniciais da au o culpabilização. Não encon amos a dimensão “Uso de Subs âncias”. Pa a da algum sen ido à desc ição do coping na nossa amos a compa amo-la com a desc ição ei a po Gomes e al. (2014) numa amos a de en e mei os que abalha am em se iços oncológicos. A supe io idade do “coping a i o” na nossa amos a conjugada 31 com a sua meno pon uação em odas as ou as es a égias de coping suge e um pe il de coping bem di e en e en e as duas amos as. Es a di e ença é compa í el com uma in e p e ação que apon e a necessidade de desen ol imen o de es a égias de adap ação adequadas pa a os en e mei os num se iço em que ajuda os ou os na ad e sidade é o seu p incipal abalho. Como espe ado o BES elaciona-se com as es a égias de coping, uma ez que es as en ol em o mas cons u i as de lida com os s esso es (Zache & Rudolph, 2021). Tal como no es udo de Cunha (2017) o BES elaciona-se posi i amen e com a es a égia de coping “Rein e p e ação Posi i a” e nega i amen e com a “Negação e Culpa”. Ao en a comp eende quais as es a égias de coping p edizem o BES os esul ados e ela am a es a égia de coping “Rein e p e ação posi i a” e “Negação e Culpa”. Is o pode se comp eendido uma ez que a es a égia “Rein e p e ação posi i a” aduz-se em ap o ei a o melho da si uação (de s ess), c esce a pa i dela ou da -lhe um sen ido mais a o á el. Is o pe mi e ge i o s ess, o que o nece uma sensação de con olo e de maio con o o, le a ao desen ol imen o de mais a e o posi i o, ou seja, um BES que pe mi e supe a as si uações mais complexas. Já a es a égia de coping “Negação e Culpa”, aduz-se em culpabiliza -se e c i ica -se a si p óp io e em ejei a a ealidade do acon ecimen o s essan e, daí se elaciona com o BES de o ma nega i a. É uma es a égia de coping que explica um mau es a du an e uma expe iência de ida que se o u ilizada de o ma con inua é p ejudicial pa a o BES (Cunha, 2017). A “Negação e Culpa” adqui e ainda um ou o sen ido no nosso es udo. Esse sen ido p ende-se como seu e ei o mode ado da elação en e o supo e social e o BES. E comp eensi elmen e o uso dessa es a égia de coping az baixa mui o a associação en e o supo e social e o BES. Con udo nunca a sup ime. Em suma, uma al a u ilização da es a égia de coping “Negação e Culpa” minimiza o e ei o posi i o que o supo e social em sob e o BES e uma baixa u ilização desse coping magni ica esse e ei o. De o ma a concede algum signi icado aos ní eis de sa is ação com o supo e social desc i os pela nossa amos a compa amo-la com a desc ição ei a no es udo de San os e al. (2003) cons i uído po uma amos a de doen es oncológicos. A supe io idade dos ní eis de sa is ação com o supo e social da amos a de San os e al. (2003) pode se explicada pela ase de c ise que os pa icipan es do es udo inham p esen e. Nes as ases de c ise é necessá io um g ande supo e pa a que as pessoas possam en en a a si uação 32 ameaçado a, o nando-a menos lesi a pa a o seu BES e pa a a sua iden idade pessoal (Sama el e al., 1998; San os e al., 1994; Wa d e al., 1991). Ao ní el das co elações das dimensões do supo e social com o BES, odos os domínios do supo e social se elacionam com a dimensão da au o ealização (CASP-13 – BES). O domínio da au o ealização aduz-se na sa is ação com a ida e ealização de si mesmo é conside ado essencial pa a uma e olução humana posi i a, aba ca com ele o c escimen o pessoal, a au oacei ação, o p opósi o de ida, sen imen os de con olo e elacionamen os posi i os (Richa dson e al., 2019). A dimensão do p aze (CASP-13 – BES) ambém se co elaciona com odos os domínios do supo e social com exceção das a i idades sociais. Es e domínio (p aze ) aduz-se em aspe os hedônicos e p aze osos do BES, pos o is o e con o me Ne i e al. (2018) des acam es as dimensões, são necessidades básicas ine en es à na u eza humana. Em suma, en e ou os, es e es udo mos ou que a in eção po SARS-COV2 não implicou di e enças no BES nas suas dimensões de con olo, au onomia, au o ealização e p aze em pessoas adul as de meia-idade, em plena pandemia do COVID-19. Além disso mos ou o pode mode ado da “negação e culpa” sob e a elação en e o BE e o supo e social. Ao ní el das limi ações des e es udo: apenas possui a iá eis que o am medidas com um único ins umen o, num único momen o do empo. O g upo e á io é bas an e es i o e po isso como ecomendação u u a é suge ido a in odução de mais aixas e á ias pa a a e igua di e enças mais signi ica i as en e as a iá eis em es udo. An es de e mina a discussão p op iamen e di a, impo a econhece que a al a de es udos com ca ac e ís icas e a iá eis idên icas di icul a a compa ação de esul ados. 33 Re e ências A eca-Ames oy, V., & Ugidos, A. (2013). The Impac o Di e en Types o Resou ce T ans e s on Indi idual Wellbeing: An Analysis o Quali y o Li e Using CASP-12. Social Indica o s Resea ch, 110(3), 973–991. h ps://doi.o g/10.1007/s11205-011- 9968-5 Baumeis e , R. F., & Lea y, M. R. (1995). The need o belong: desi e o in e pe sonal a achmen s as a undamen al human mo i a ion. Psychological bulle in, 117(3), 497. B ie , A. P., Bu che , A. H., Geo ge, J. M., & Link, K. E. (1993). 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