Da arquitetura à paisagem: análise das dinâmicas territoriais no vale do Tâmega (Castelo de Monforte de Rio Livre)
Abstract
[Excerto] Este trabalho está a ser desenvolvido no âmbito da dissertação “Da arquitetura à paisagem: análise das dinâmicas territoriais no vale do Tâmega a partir do estudo integrado do Castelo de Monforte de Rio Livre”. O objetivo deste trabalho é analisar o Castelo de Monforte de Rio Livre do ponto de vista da sua materialidade.
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Da arquitetura à paisagem: análise das dinâmicas territoriais no vale do Tâmega (Castelo de Monforte de Rio Livre) Maria Eduarda Fernandes Chaves Mestranda em Arqueologia na UMinho [email protected] Rebeca Blanco-Rotea Investigadora auxiliar do Lab2PT, UMinho [email protected] Maria do Carmo Ribeiro Professora auxiliar/UAUM/Lab2PT/ UMinho [email protected] Introdução: Este trabalho está a ser desenvolvido no âmbito da dissertação “Da arquitetura à paisagem: análise das dinâmicas territoriais no vale do Tâmega a partir do estudo integrado do Castelo de Monforte de Rio Livre”. O objetivo deste trabalho é analisar o Castelo de Monforte de Rio Livre do ponto de vista da sua materialidade. Compreender, a partir dos elementos preservados, a sua configuração, as suas características construtivas, bem como a sua evolução ao longo do tempo. Importa, igualmente, aferir o papel que jogou no território do Tâmega, de modo a tentar obter uma noção de como era a paisagem fortificada que se constrói no vale do Tâmega, na Baixa Idade Média. Para tal vamos recorrer a Arqueologia da Arquitetura e Arqueologia da Paisagem. Objetivos: Para além do objetivo geral referido, os objetivos específicos são : •Identificar a necessidade de construção deste castelo na cronologia em análise; •Caracterizar a evolução construtiva do castelo e da vila a partir da sua materialidade, interrelacionando os restos conservados com a documentação histórica; •Analisar as técnicas construtivas de cada fase identificada; •Aferir a relação do Castelo de Monforte de Rio Livre com a paisagem integrante, nomeadamente através da caracterização geomorfológica, topográfica, procedendo a análises de visibilidade, designadamente no contexto de paisagem fortificada no vale do Tâmega e no espaço compreendido entre Chaves e Monterrey; •Estabelecer a relação entre o Castelo de Monforte de Rio Livre e outros sítios de arquitetura militar sincrónicos que poderão ter tido um papel importante nos acontecimentos desenvolvidos no sistemadefensivo na Idade Média. Metodologia: •Pesquisa bibliográfica integrando fontes histórico-documentais (memorias paroquiais, cartas de foral, etc.), bibliográficas, iconográficas e fontes cartográficas (Figura 4). •Análise de paramentos para identificar a sequência de construção do castelo e os elementos visíveis da vila. Esta leitura será composta por: 1) identificação e descrição em fichas específicas de cada uma das unidades estratigráficas menores (UEs) identificadas; 2) leitura das relações estratigráficas entre UEs e construção do diagrama estratigráfico; 3) periodização das fases construtivas identificadas no castelo e na vila; 4) identificação e descrição dos elementos arquitetónicos, decorativos e dos aparelhos; •Armazenamentoe tratamentode dados utilizando a base de dados da UAUM (Figura 5); •Análises comparativas entre os elementos materiais e os desenhos existentes, como os de Duarte D’Armas,para poder atribuí-los a momentosconstrutivos concretos; •Realização de um projeto, recorrendo aos SIG e à ferramenta QGIS, para a integração do sítio e a realização do estudo de visibilidade; •Interrelacionar o castelo com os elementos do vale do Tâmega, na área de inserção deste castelo, de modo a compreender o seu funcionamento militar e a paisagem fortificada medieval, bem como a sua evolução; •Interligação dos resultados obtidos e a metodologia adotada com toda a documentação já disponível e elaboração de um modelo interpretativo da paisagem com o cruzamento de todas as informações tratadas, numa contribuição para o estudo das fortificações portuguesas e para o sistemadefensivo na Idade Média em Portugal. Bibliografia: Amorim, J. V. de. (s. f.). Monforte do Rio Livre. Revista de Guimarães. Casa de Sarmento. Consultado em 21 de novembro de 2022, de https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/rgmr/item/56244 Barroca, M. J. (1998). D. Dinis e a arquitectura militar portuguesa. História: revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 15(1), Art. 1. https://ojs.letras.up.pt/index.php/historia/article/view/5583 Blanco-Rotea, R. (2010). Herramientas metodológicas aplicadas al estudio de un paisaje urbano fortificado: el caso de la villa de Verín (Monterrei, Ourense). En Domingo Fominaya, Mª y Sánchez Luengo, A. J. (Dir. y Coord. Eds.), Arqueología aplicada al estudio e interpretación de edificioshistóricos: Últimas tendenciasmetodológicas, pp. 179 - 197. Ministerio de Cultura, España. Blanco-Rotea, R. (2011). Arqueología de la Arquitectura: La recuperación de la memoria construida. Dossier didáctico. https://digital.csic.es/handle/10261/38028 Enquadramento geográfico: O Castelo de Monforte de Rio Livre localiza-se em Trás-os-Montes, encontrando-se isolado no alto da Serra do Brunheiro, na freguesia de Águas Frias, povoação de Monforte, município de Chaves, distrito de Vila Real, em Portugal. Situa-se numa zona com vista para o planalto da serra e para o vale do rio Tâmega, com um controlo de visibilidade circular, a partir do qual sedomina a fronteira entre Portugal e Espanha. Figura 2. Localização do Castelo de Monforte de Rio Livre, ©GoogleEarth Figura 1. Castelo de Monforte de Rio Livre, retirada do site https://portocanal.sapo.pt/ Figura 4. Carta de Foral de 1514 da Vila de Monforte de Rio Livre retirada do site http://clubehistoriaesvalp.blogspot.com/ Figura 5. Front office Base de dados da UAUM