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Identidades religiosas em Portugal: representações, valores e práticas - regiões autónomas

Cunha, Manuel Antunes da; Esteves, Alexandra Patrícia Lopes; Panyik, Emese

Abstract

[Excerto] Dando continuidade ao estudo desenvolvido em Portugal continental, os universos em estudo são constituídos pelos residentes nas Regiões Autónomas com 15 ou mais anos. A amostra pretendida na região autónoma dos Açores era de 500 inquéritos nos Açores. Foram obtidos 508 inquéritos válidos. A amostra pretendida na região autónoma da Madeira era também de 500 inquéritos. Foram aí obtidos 498 inquéritos válidos.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Centro de Estudos e Sondagens de Opinião Centro de Estudos de Religiões e Culturas Faculdade de Ciências Sociais Coordenador Alfredo Teixeira Relatores Manuel Antunes da Cunha (coord.) Alexandra Esteves, Emese Panyik IDENTIDADES RELIGIOSAS EM PORTUGAL: REPRESENTAÇÕES, VALORES E PRÁTICAS – Regiões autónomas RELATÓRIO APRESENTADO NA ASSEMBLEIA PLENÁRIA DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA, FÁTIMA, 12 A 15 DE NOVEMBRO DE 2012 Lisboa, 2012 Com o patrocínio da Conferência Episcopal Portuguesa ÍNDICE GERAL Descrição técnica ...................................................................................................................................................... 4 Posições religiosas ................................................................................................................................................... 6 A geografia das identidades .............................................................................................................................. 13 Práticas e estilos de vida .................................................................................................................................... 19 Identidade e biografia crente ........................................................................................................................... 44 Crenças, atitudes e valores ................................................................................................................................ 61 Prática cultual ......................................................................................................................................................... 70 A prática dos católicos ........................................................................................................................................ 76 Fátima ......................................................................................................................................................................106 Índice de Quadros ...............................................................................................................................................109 Índice de Gráficos ................................................................................................................................................115 Anexos Estatísticos .............................................................................................................................................117 DESCRIÇÃO TÉCNICA Dando continuidade ao estudo desenvolvido em Portugal continental, os universos em estudo são constituídos pelos residentes nas Regiões Autónomas com 15 ou mais anos. A amostra pretendida na região autónoma dos Açores era de 500 inquéritos nos Açores. Foram obtidos 508 inquéritos válidos. A amostra pretendida na região autónoma da Madeira era também de 500 inquéritos. Foram aí obtidos 498 inquéritos válidos. Em cada região autónoma, as freguesias foram repartidas por estratos, segundo uma base de estratificação: número de residentes com 15 ou mais anos de idade por freguesia rural, semi-urbana e urbana. Definindo como objetivo inicial fazer o mesmo número de inquéritos por freguesia, de modo a totalizarem 500 inquéritos, é selecionado em cada estrato o número de freguesias necessário para que o número de inquiridos por estrato fosse proporcional à distribuição da população-alvo pelos estratos. De modo a fazer o mesmo número de inquéritos por freguesia, as freguesias foram selecionadas aleatoriamente com probabilidade proporcional à sua dimensão. Os dados aqui apresentados encontram-se ponderados, de modo a corrigir o peso de cada freguesia, o sexo, a idade e o grau de instrução na amostra (de acordo com os dados do «censo 2001»). Em cada freguesia, foi escolhido aleatoriamente um ponto de partida para o caminho aleatório que foi seguido por cada inquiridor. Cada inquiridor seguiu um caminho aleatório, aplicando intervalos pré-definidos para a seleção dos domicílios, na base da relação entre o número de famílias na freguesia e o número de inquéritos a realizar. A seleção dos inquiridos foi realizada de modo aleatório, entrevistando sempre o residente no domicílio que, pertencendo à população-alvo, tivesse 15 ou mais anos e tenha sido o último a fazer anos. Em situações de ausência desse indivíduo, foram feitas novas tentativas de contacto em domicílios adjacentes. Assim que o inquérito fosse feito, o passo de seleção de domicílio era retomado. O instrumento de recolha da informação era constituído por um questionário estruturado, com perguntas fechadas. Na região autónoma dos Açores as entrevistas foram realizadas nos fins-desemana 07 e 08 de Julho e 14 e 15 de Julho de 2012. As entrevistas foram aí feitas por 27 colaboradores do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião, que receberam formação específica para este tipo de trabalho, sendo supervisionados por 5 coordenadores. O erro máximo da amostra constituída para a região autónoma dos Açores, com um grau de confiança de 95%, é de ±4.3%.Na região autónoma da Madeira, as entrevistas foram realizadas nos fins-de-semana entre 14 e 15 de Julho e 28 e 29 de Julho de 2012. As entrevistas foram feitas por 26 colaboradores do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião, com formação específica, contando com a supervisão de 7 5 coordenadores. O erro máximo da amostra na região autónoma da Madeira, com um grau de confiança de 95%, é de ±4.4%. 6 POSIÇÕES RELIGIOSAS O quadro categorial usado para a classificação religiosa inclui os dados gerais relativos à pergunta sobre a posição religiosa atual. O Quadro 1 mostra todas as categorias utilizadas e os resultados na Madeira, e o Quadro 2 nos Açores. Os gráficos 1 e 2 permitem a visualização dos mesmos dados, e excluíram as categorias com 0% de representação, associando as categorias «indiferente», «agnóstico» e «ateu» para uma categoria «não crentes», tal como no relatório sobre Portugal continental. Em comparação com o Portugal continental (Gráfico 3), os dados indicam que na Madeira e nos Açores, os católicos são o o maior grupo das posições religiosas (90%), com mais 10% do que em Portugal continental (80%). Esta diferença é, em grande parte, devida aos não crentes: na Madeira, representam 5,5%; nos Açores: 2,4%, mas em Portugal continental são quase o dobro: 9,6%. As testemunhas de Jeová apresentam uma frequência muito baixa na Madeira (0,1%), e nos Açores representam 1,1%, enquanto que em Portugal continental representam 1,3%, (metade são de Lisboa e Vale do Tejo e quase 30% da região Norte). Considerando ainda que na Madeira os outros cristãos e outras religiões não têm frequências captáveis por esta amostra, os dados indicam que nos Açores as posições religiosas são um pouco mais diversificadas do que na Madeira, havendo menos não crentes (2,4% ao contrário os 5,5% da Madeira). 7 Posição religiosa actual N % Crente mas não tem religião 19 3.9 Indiferente 5 1.1 Agnóstico 3 .7 Ateu 18 3.7 Católico 434 88.2 Evangélico 10 2.0 Testemunha de Jeová 1 .1 Igreja Universal do Reino de Deus 0 .1 Outra religião cristã 0 .1 Total 491 99.9 Ns/Nr 0 .1 Total 491 100.0 Quadro 1: Categorias de identificação, quanto à religião, usadas no questionário aplicado (Madeira) Testemunha de Jeová; 0,1% Evangélico; 2% Católico; 88,3% Crentes sem religião; 3,9% Não crentes; 5,5% Gráfico 1. Posição atual dos respondentes na Madeira (N= 491) (Outros cristãos, Outra religião não cristã: 0%) 8 Posição religiosa actual Respostas % Crente mas não tem religião 14 2.9 Indiferente 4 .9 Agnóstico 4 .8 Ateu 4 .7 Católico 454 91.9 Evangélico 3 .6 Testemunha de Jeová 5 1.1 Outra religião cristã 2 .3 Outra religião não cristã 4 .7 Total 493 100.0 Quadro 2: Categorias de identificação, quanto à religião, usadas no questionário aplicado (Açores) Testemunha de Jeová; 1,1% Outra religião; 0,7% Evangélico; 0,6% Católico; 91,9% Crentes sem religião; 2,9% Não crentes; 2,4% Outros cristãos; 0,3% Gráfico 2. Posição atual dos respondentes nos Açores (N= 493) 9 Testemunha de Jeová; 1,3% Outros cristãos; 1,4% Protestantes, inclui evangélicos; 2,4% Católico; 80% Crentes sem religião; 4,6% Não crentes; 9,6% Outra religião; 0,7% Gráfico 3. Posição atual dos respondentes em Portugal continental (5 regiões NUTSII) (N= 3815; não incluído na amostra 23 respostas na categoria Nr/Ns que representa 0,6%) Relativamente à pergunta: Porque é que não tem qualquer religião?, em Portugal continental, destacam-se três tópicos: autonomia, convicção e desinteresse. Duas respostas foram escolhidas pelo menos por uma terça parte dos respondentes, impondo-se assim no leque de razões para não ter religião: «Convicção pessoal» (em 33% dos casos); «Não concordo com a doutrina de nenhuma Igreja ou religião» (33%). Contudo, a discordância com as regras morais das Igrejas e religiões (22,2%), a independência face às normas e práticas de uma religião (21,1%) e o desinteresse (21,7%) também constituem razões frequentemente evocadas. Nos arquipélagos, deparamo-nos com uma grande variabilidade de respostas. Na Madeira, as pessoas que pertencentes a uma das categorias seguintes: «Crente mas não tem religião»; «Indiferente»; «Agnóstico» ou «Ateu» perfazem 46 respondentes, e nos Açores 26. Uma vez que se trata duma pergunta de escolha múltipla, obtiveram-se 93 respostas na Madeira e 44 nos Açores. Os Quadros 3 e 4 apresentam os dados obtidos em termos de percentagem total e percentagem de casos, e os Gráficos 4 e 5 revelam a percentagem total das respostas. Na Madeira, a resposta «Não concorda com a doutrina de nenhuma Igreja ou religião» também é maioritária (38% de casos), tal como no Portugal continental. Contudo, cinco itens também são relevantes, tendo sido citados por pelo menos um quinto dos respondentes, como ilustra o Quadro 3, 16 Àreas urbanas da Madeira Não crentes 4,4% Católicos 90,6% Crentes sem religião 5% Gráfico 8. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas urbanas da Madeira (Outros cristãos, pertencentes a outras religiões, protestante, inclui evangélicos: 0%). Posições religiosas Localidades por dimensão Total Rural Semi-urbana Não crentes N 6 6 12 % 50,0% 50,0% 100,0% Crentes sem religião N 13 1 14 % 92,9% 7,1% 100,0% Católicos N 262 192 454 % 57,7% 42,3% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 3 0 3 % 100,0% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 2 2 % ,0% 100,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 4 1 5 % 80,0% 20,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 0 4 4 % ,0% 100,0% 100,0% Total N 288 206 494 % 58,3% 41,7% 100,0% Quadro 6: Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade dos inquiridos (Açores) 17 Àreas rurais dos Açores Testemunhas de Jeová 1,4% Não crentes 2,1% Protestantes (inclui evangélicos) 1% Católicos 91% Crentes sem religião 4,5% Gráfico 9. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas rurais dos Açores (Outros cristãos, pertencentes a outros cristãos: 0%) Àreas semi-urbanas dos Açores Crentes sem religião 0,5% Católicos 93,2% Outros cristãos 1% Não crentes 2,9% Pertencentes a outras religiões 1,9% Testemunhas de Jeová 0,5% Gráfico 10. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas semi-urbanas dos Açores (Protestantes, inclui evangélicos: 0%) 18 Áreas rurais (%) Áreas semi-urbanas (%) Áreas urbanas (%) Não crentes 17,4 29,6 53 Crentes sem religião 25 18,2 56,8 Católicos 44,1 29,3 26,7 Protestantes (inclui evangélicos) 8,8 38,5 52,7 Outros cristãos 5,8 36,5 57,7 Testemunhas de Jeová 24,5 34,7 40,8 Pertencentes a outras religiões 18,5 25,9 55,6 Quadro 7. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas urbanas e semi-urbanas vs. rurais em Portugal continental Áreas rurais (%) Áreas semi-urbanas (%) Não crentes 50 50 Crentes sem religião 92 7,1 Católicos 57,7 42,3 Protestantes (inclui evangélicos) 100 0 Outros cristãos 0 100 Testemunhas de Jeová 80 20 Quadro 8. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas semi-urbanas vs. rurais nos Açores Áreas rurais (%) Áreas semi-urbanas (%) Áreas urbanas (%) Não crentes 29,6 29,6 40,7 Crentes sem religião 50 11,1 38,9 Católicos 37,8 25,8 36,4 Protestantes (inclui evangélicos) 0 30 70 Outros cristãos 0 0 0 Testemunhas de Jeová 0 0 0,5 Quadro 9. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas rurais, semi-urbanas e urbanas na Madeira. 19 PRÁTICAS E ESTILOS DE VIDA 3. 1 Inscrição territorial Um conjunto de mais de dois terços da amostra da Madeira e dos Açores viveu sempre ou vive há mais de 10 anos na sua localidade, o que indica que a larga maioria da população tem uma relação estável com o território quanto ao domicílio. Os dados são consistentes nas duas regiões, como pode ser visto no Quadro 10 e ilustrativamente no Gráfico 11 representando Madeira e no Quadro 11 e no Gráfico 12 mostrando os Açores, e também com os resultados em Portugal continental. Uma diferença pequena é na taxa destas duas categorias. Em Portugal continental, a taxa de respondentes que vivem mais longa na localidade é um pouco menos (71%) do que na Madeira (76,5) e nos Açores (78,7%). Há quanto tempo está a viver no local onde reside actualmente? N % Viveu sempre aqui 188 38.2 Vive aqui há mais de 10 anos 188 38.3 Há 2 a 10 anos 81 16.5 Há menos de 2 anos 26 5.3 Total 483 98.3 Ns/Nr 8 1.7 Total 491 100.0 Quadro 10. População inquirida segundo a duração do atual domicílio na Madeira 20 38,2 38,3 16,5 5,3 1,7 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Viveu sempre aqui Vive aqui há mais de 10 anos Há 2 a 10 anos Há menos de 2 anos Ns/Nr Gráfico 11. População inquirida segundo a duração do atual domicílio na Madeira (N=491) Há quanto tempo está a viver no local onde reside actualmente? Frequency Percent Viveu sempre aqui 214 43.4 Vive aqui há mais de 10 anos 174 35.3 Há 2 a 10 anos 74 15.0 Há menos de 2 anos 28 5.7 Total 491 99.5 Ns/Nr 3 .5 Total 493 100.0 Quadro 11. População inquirida segundo a duração do atual domicílio nos Açores 21 43,4 35,3 15 5,7 0,5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Viveu sempre aqui Vive aqui há mais de 10 anos Há 2 a 10 anos Há menos de 2 anos Ns/Nr Gráfico 12. População inquirida segundo a duração do atual domicílio nos Açores (N=493) Quando se analisa a composição das classes de posição religiosa por tempo de residência nas três regiões consideradas, podemos verificar algumas diferenças (cf. Quadro 12 para a Madeira e Quadro 13 para os Açores). Para ilustrar estas diferenças entre as posições religiosas, incluiu-se o Gráfico 13 (Madeira) e o Gráfico 14 (Açores). Na Madeira, quase metade dos não-crentes (44%) viveu sempre na localidade, enquanto nos Açores só 17% e em Portugal continental 27,5%. Por outro lado, uma terça parte dos crentes sem religião viveu sempre na mesma localidade e um pouco mais dum terço vive lá há mais de 10 anos, tanto nos Açores como em Portugal continental, enquanto na Madeira são cerca de 50%. Os católicos estão claramente são ligados à localidade de origem em todas as regiões: 80% deles sempre lá viveram ou vivem lá há mais de 10 anos. Grande parte dos protestantes de Portugal continental vive há pouco tempo na localidade de residência: 60% deles há 2-10 anos ou há menos de dois anos, os restantes 40% residindo lá desde sempre. Na Madeira e nos Açores, os protestantes vivem há mais tempo na localidade de residência, embora o número inferior de respondentes que sempre lá viveram seja assinalável. Cf. Gráfico 13 no caso da Madeira (50%) e Gráfico 14 no caso dos Açores (66,7%). 22 No que diz respeito às outras religiões, o diminuto número de respondentes nos Açores parece confirmar a tendência de Portugal continental, nomeadamente a preponderância dos que não viveram sempre na mesma localidade, residindo lá entre 2 e 10 anos (Testemunhas de Jeová e pertencentes a outra religião). Saliente-se, no entanto, que metade das testemunhas de Jeová de Portugal continental vivem no mesmo lugar há mais de 10 anos, e 35% entre 2-10 anos. Contudo, nesta categoria o número inferior de respondentes que sempre viveram lá é notável (só 16,7%). Posições religiosas Há quanto tempo está a viver no local onde reside actualmente? Total Viveu sempre aqui Vive aqui há mais de 10 anos Há 2 a 10 anos Há menos de 2 anos Não crentes N 12 6 7 2 27 % 44,4% 22,2% 25,9% 7,4% 100,0% Crentes sem religião N 5 9 5 0 19 % 26,3% 47,4% 26,3% ,0% 100,0% Católicos N 168 169 64 24 425 % 39,5% 39,8% 15,1% 5,6% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 2 5 3 0 10 % 20,0% 50,0% 30,0% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 0 0 % ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 0 0 % ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Total N 187 189 79 26 481 % 38,9% 39,3% 16,4% 5,4% 100,0% Quadro 12: Composição das classes de posição religiosa por tempo de residência (Madeira) 23 44,4 22,2 25,9 7,4 26,3 47,4 26,3 0 39,5 39,8 15,1 5,6 20 50 30 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Não crentes Crentes sem religião Católicos Protestantes (inclui evangélicos) Outros cristãos Testemunhas de Jeová Viveu sempre aqui Vive aqui há mais de 10 anos Há 2 a 10 anos Há menos de 2 anos Gráfico 13. Composição das classes de posição religiosa por tempo de residência na Madeira (N=481) Posições religiosas Há quanto tempo está a viver no local onde reside actualmente? Total Viveu sempre aqui Vive aqui há mais de 10 anos Há 2 a 10 anos Há menos de 2 anos Não crentes N 2 4 4 2 12 % 16,7% 33,3% 33,3% 16,7% 100,0% Crentes sem religião N 5 6 2 2 15 % 33,3% 40,0% 13,3% 13,3% 100,0% Católicos N 207 160 60 24 451 % 45,9% 35,5% 13,3% 5,3% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 1 2 0 0 3 % 33,3% 66,7% ,0% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 2 0 0 2 % ,0% 100,0% ,0% ,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 0 1 4 0 5 % ,0% 20,0% 80,0% ,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 0 0 4 0 4 % ,0% ,0% 100,0% ,0% 100,0% Total N 215 175 74 28 492 % 43,7% 35,6% 15,0% 5,7% 100,0% Quadro 13: Composição das classes de posição religiosa por tempo de residência (Açores) 24 16,7 33,3 33,3 16,7 33,3 40 13,3 13,3 45,9 35,3 13,3 5,3 33,3 66,7 0 0 0 2 0 0 0 1 4 0 0 0 4 0 0 10 20 30 40 50 60 70 Não crentesCrentes sem religião Católicos Protestantes (inclui evangélicos) Outros cristãos Testemunhas de Jeová Pertencentes a outras religiões Viveu sempre aqui Vive aqui há mais de 10 anos Há 2 a 10 anos Há menos de 2 anos Gráfico 14. Composição das classes de posição religiosa por tempo de residência nos Açores (N=492) 3. 2 Práticas de fim-de-semana Estando uma parte das práticas que objetivam a pertença religiosa ligadas ao fim de semana, importa caracterizar os comportamentos mais salientes. As práticas ligadas às sociabilidades domésticas estão entre as mais representadas. Quando questionados acerca das práticas de fim-de-semana, ganham um destacado relevo aquelas que se concretizam na permanência no espaço doméstico, como forma de descanso, tal no caso da Madeira e nos Açores (em 37% dos casos) como em Portugal continental (40%). A permanência no espaço doméstico para dele cuidar (31% e 34% na Madeira e nos Açores, respetivamente), ou a práticas de lazer sob a forma do «passeio» (30% e 33%) – associadas ao lazer familiar, pelo menos em parte – acompanham esta centralidade da família no fim de semana. 25 Abaixo destas frequências, encontra-se o item «Foi trabalhar» (20%) «Foi à missa ou a um ato religioso» (17%), com a mesma importância, no caso da Madeira que é semelhante ao Portugal Continental (15%). Todavia, nos Açores, a missa ou a um ato religioso, tem a maior importância entre as três regiões em Portugal: 26,4%, e os que trabalharam têm a percentagem igual ás outras regiões (19%). Em todo caso, enquanto prática social, acima, por exemplo, da «ida a um espetáculo», da «prática desportiva», ou da «deslocação a um centro comercial» (Quadro 14 e 15). Quais destas coisas fez no último fim-de-semana? Respostas % de casos N % Foi trabalhar 97 10.7% 19.7% Passou o fim-de-semana fora 31 3.4% 6.3% Deu um passeio 149 16.4% 30.2% Foi a um espectáculo 12 1.3% 2.4% Fez desporto 29 3.2% 5.9% Foi a um centro comercial 61 6.7% 12.3% Foi à missa ou a um acto religioso 84 9.3% 17.2% Ficou em casa a tratar da casa 151 16.6% 30.7% Recebeu ou fez visitas 58 6.4% 11.8% Ficou em casa a descansar 181 19.9% 36.8% Teve aulas ou ficou a estudar 12 1.3% 2.4% Foi a uma discoteca, a um bar 37 4.1% 7.6% Ns/Nr 6 .7% 1.3% Total 907 100.0% 184.5% Quadro 14: Frequências relativas às práticas de fim de semana (Madeira) Quais destas coisas fez no último fim-de-semana? Respostas % de casos N % Foi trabalhar 93 9.8% 18.8% Passou o fim-de-semana fora 27 2.9% 5.5% Deu um passeio 161 17.0% 32.6% Foi a um espectáculo 16 1.7% 3.2% Fez desporto 34 3.6% 6.9% Foi a um centro comercial 42 4.5% 8.6% Foi à missa ou a um acto religioso 130 13.7% 26.4% Ficou em casa a tratar da casa 169 17.9% 34.3% Recebeu ou fez visitas 70 7.4% 14.3% Ficou em casa a descansar 182 19.2% 36.8% Teve aulas ou ficou a estudar 7 .7% 1.4% Foi a uma discoteca, a um bar 15 1.6% 3.1% Ns/Nr 1 .1% .2% Total 948 100.0% 192.2% Quadro 15: Frequências relativas às práticas de fim de semana (Açores) 32 Costuma rezar, ou dirigir-se a Deus (ou qualquer entidade sobrenatural) através da oração ou meditação pessoal? N % Todos os dias 186 37.8 Algumas vezes na semana 104 21.2 Poucas vezes 108 22.0 Nunca 92 18.7 Total 490 99.7 Ns/Nr 2 .3 Total 491 100.0 Quadro 22. Frequência de práticas orantes (Madeira) Costuma rezar, ou dirigir-se a Deus (ou qualquer entidade sobrenatural) através da oração ou meditação pessoal? Frequency Percent Todos os dias 226 45.9 Algumas vezes na semana 127 25.6 Poucas vezes 97 19.8 Nunca 41 8.3 Total 492 99.6 Ns/Nr 2 .4 Total 493 100.0 Quadro 23. Frequência de práticas orantes (Açores) Em que ocasiões? Respostas % de casos N Percent Antes ou depois das refeições 25 5.4% 6.6% À noite com as crianças 62 13.2% 16.2% Em família 39 8.2% 10.1% Sozinho 274 58.4% 71.2% Outra situação 69 14.7% 18.0% Total 470 100.0% 122.0% Quadro 24: Práticas orantes segundo contextos e ocasiões (Madeira) Em que ocasiões? Respostas % de casos N Percent Antes ou depois das refeições 21 4.2% 5.0% À noite com as crianças 44 8.9% 10.6% Em família 38 7.6% 9.1% Sozinho 356 71.5% 85.3% Outra situação 39 7.8% 9.3% Total 497 100.0% 119.4% Quadro 25: Práticas orantes segundo contextos e ocasiões (Açores) 33 Que é que faz habitualmente nesses momentos de oração ou meditação? Respostas % de casos N % Recito orações que aprendi 258 21.1% 64.9% Rezo de forma livre e espontânea 113 9.2% 28.4% Faço meditação de tipo oriental 3 .3% .8% Contemplação 6 .5% 1.6% Peço por mim 271 22.1% 68.0% Peço pelos outros 273 22.3% 68.6% Louvo a Deus (ou outra entidade sobrenatural) 77 6.3% 19.4% Agradeço benefícios/ graças 116 9.5% 29.1% Procuro a paz interior 80 6.5% 20.1% Procuro uma maior união com a natureza ou o universo 25 2.1% 6.4% Outra 2 .1% .5% Total 1224 100.0% 307.7% Quadro 26: Descrição das práticas orantes (Madeira) Que é que faz habitualmente nesses momentos de oração ou meditação? Respostas % de casos N % Recito orações que aprendi 273 17.7% 60.5% Rezo de forma livre e espontânea 192 12.4% 42.7% Faço meditação de tipo oriental 6 .4% 1.2% Contemplação 10 .6% 2.1% Peço por mim 293 19.0% 65.2% Peço pelos outros 311 20.1% 69.0% Louvo a Deus (ou outra entidade sobrenatural) 114 7.4% 25.3% Agradeço benefícios/ graças 185 12.0% 41.2% Procuro a paz interior 112 7.3% 24.9% Procuro uma maior união com a natureza ou o universo 44 2.9% 9.8% Outra 4 .3% .9% Total 1544 100.0% 342.9% Quadro 27: Descrição das práticas orantes (Açores) Estamos perante um indicador de religiosidade importante, uma vez que se trata de um comportamento que articula crenças e práticas numa sintaxe preponderantemente individual, menos dependente de dispositivos institucionais e comunitários. Nos gráficos seguintes (Gráficos 15 a 20), os três maiores grupos da posição religiosa estão apresentados em termos de frequência de práticas orantes no caso da Madeira e dos Açores separadamente (católicos, não crentes e crentes sem religião). Todavia, é importante enfatizar que a diferença entre os católicos e os outros dois grupos é ainda muito grande. 34 A desagregação das respostas por posição religiosa mostra que as práticas orantes descrevem um dos comportamentos religiosos mais persistentes (tendo em conta outros indicadores de análise, certamente porque é a prática mais moldável, adaptável e portátil, correspondendo assim às dinâmicas de individualização). Esta tendência fica mais legível se somarmos, nos gráficos apresentados, as percentagens de casos relativas a «todos os dias» e «alguns dias da semana», dados que se poderiam aglutinar na categoria de um «comportamento frequente». Contudo, é importante enfatizar que os dados são mais fiáveis no caso dos católicos, considerando os números muito baixos dos respondentes das outras classes religiosas. Para 2/3 dos católicos, que constitui o maior grupo da amostra, as práticas orantes são um comportamento frequente em todos os três regiões e assim em todo do Portugal. Considerando os respondentes que nunca praticam orantes, eles podem ser encontrados no maior número entre os não crentes (80%< em todas as regiões em Portugal). Entre os católicos, os que nunca praticam orantes são consideravelmente menos nos Açores (5,5%), do que na Madeira (14%) e em Portugal continental (13%). Observe-se a saliência dos números no caso dos protestantes e evangélicos, e ainda no caso dos pertencentes às Testemunhas de Jeová. Por esta razão, as outras religiões não são representados em gráficos. Contudo, a baixa número de praticantes na amostra indicaram sempre alguma atividade orante pelo menos poucas vezes. Pode observar-se também que, tal como em Portugal continental, a posição de não crente, como autorrepresentação, não exclui necessariamente todos os comportamentos religiosos. 35 Não crentes (N=26) Todos os dias 0% Nunca 80, 8% Poucas vezes 7,7% Algumas vezes na semana 11,5% Gráfico 15: Frequência de práticas orantes dos não crentes (Madeira) Crentes sem religião (N=18) Todos os dias 5,6% Nunca 55,6% Poucas vezes 33,3% Algumas vezes na semana 5,6% Gráfico 16: Frequência de práticas orantes dos crentes sem religião (Madeira) 36 Católicos (N=434) Todos os dias 41,2% Nunca 14,1% Poucas vezes 23% Algumas vezes na semana 21,7% Gráfico 17: Frequência de práticas orantes dos católicos (Madeira) Não crentes (N=11) Algumas vezes na semana 9,1% Poucas vezes 9,1% Nunca 81, 8% Todos os dias 0% Gráfico 18: Frequência de práticas orantes dos não crentes (Açores) 37 Crentes sem religião (N=14) Algumas vezes na semana 42,9% Poucas vezes 0% Nunca 50% Todos os dias 7,1% Gráfico 19: Frequência de práticas orantes dos crentes sem religião (Açores) Católicos (N=452) Todos os dias 49,1% Nunca 5,5% Poucas vezes 23% Algumas vezes na semana 25% Gráfico 20: Frequência de práticas orantes dos católicos (Açores) 38 3. 5 Atos de culto religiosos Quanto aos atos de culto, o inquérito permite uma aproximação, por duas vias: a participação nas igrejas ou templos e a assistência pela televisão ou rádio. O maior grupo em Portugal continental é dos que nunca ou quase nunca participam ou assistam a atos de culto religiosos (28%). Este grupo é mais pequeno na Madeira (21%) e particularmente nos Açores (13%). Entre aqueles que participam em tais atos a participação semanal é o mais frequente em todo Portugal (Madeira: 28%; Açores: 33,5% e Portugal continental: 23%). Mas, se somarmos a estes, os que participam mais do que uma vez por semana e os que participam uma e duas vezes por mês, podemos dizer que metade dos inquiridos em Portugal (50% na Madeira, 57, 5% nos Açores e 45,7% em Portugal continental) mantém uma relação de proximidade com os atos de culto. (Quadro 28 e 29). Com que frequência costuma participar ou assistir a actos de culto religiosos na igreja ou templo? N % Mais de uma vez por semana 36 7.2 Uma vez por semana 139 28.2 Uma/ duas vezes por mês 71 14.4 Várias vezes por ano 43 8.8 Uma/ duas vezes por ano 86 17.5 Nunca ou quase nunca 102 20.9 Total 477 97.0 Nr 15 3.0 Total 491 100.0 Quadro 28: Frequência de atos de culto (Madeira) 39 Com que frequência costuma participar ou assistir a actos de culto religiosos na igreja ou templo? N % Mais de uma vez por semana 45 9.1 Uma vez por semana 165 33.5 Uma/ duas vezes por mês 74 14.9 Várias vezes por ano 86 17.5 Uma/ duas vezes por ano 52 10.6 Nunca ou quase nunca 66 13.3 Total 489 99.0 Nr 5 1.0 Total 493 100.0 Quadro 29: Frequência de atos de culto (Açores) A desagregação dos resultados por classes de posição religiosa mostra diferenças assinaláveis. Também aqui os resultados sofrem os efeitos das diferenças quanto aos ritmos culturais. Observe-se que o ritmo semanal apresenta resultados similares entre católicos e protestantes (incluindo evangélicos), sendo para os católicos, o item com frequências mais elevadas nas três regiões de Portugal. Quando somarmos a estes, os que participam mais do que uma vez por semana e os que participam uma e duas vezes por mês agora no caso dos católicos, podemos dizer que mais do que metade da população católica inquirida pratica atos de culto frequentemente (55% na Madeira, 61,5% nos Açores e 53% em Portugal continental). No caso dos protestantes e dos Testemunhas de Jeová nos Açores essa preponderância é também notável. (Quadro 30 e 31). 40 Posições religiosas Com que frequência costuma participar ou assistir a atos de culto religiosos na igreja ou templo? Total Mais de uma vez por semana Uma vez por semana Uma/ duas vezes por mês Várias vezes por ano Uma/ duas vezes por ano Nunca ou quase nunca Não crentes N 0 3 1 0 4 18 26 % ,0% 11,5% 3,8% ,0% 15,4% 69,2% 100,0% Crentes sem religião N 1 0 0 0 6 12 19 % 5,3% ,0% ,0% ,0% 31,6% 63,2% 100,0% Católicos N 31 133 65 42 75 71 417 % 7,4% 31,9% 15,6% 10,1% 18,0% 17,0% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 3 1 5 0 0 1 10 % 30,0% 10,0% 50,0% ,0% ,0% 10,0% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 0 0 0 0 % ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 0 0 0 0 % ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Total N 35 137 71 42 85 102 472 % 7,4% 29,0% 15,0% 8,9% 18,0% 21,6% 100,0% Quadro 30: Frequência de atos de culto por classe de posição religiosa (Madeira) Posições religiosas Com que frequência costuma participar ou assistir a actos de culto religiosos na igreja ou templo? Total Mais de uma vez por semana Uma vez por semana Uma/ duas vezes por mês Várias vezes por ano Uma/ duas vezes por ano Nunca ou quase nunca Não crentes N 0 0 0 0 3 8 11 % ,0% ,0% ,0% ,0% 27,3% 72,7% 100,0% Crentes sem religião N 0 0 0 0 1 13 14 % ,0% ,0% ,0% ,0% 7,1% 92,9% 100,0% Católicos N 40 162 74 85 45 43 449 % 8,9% 36,1% 16,5% 18,9% 10,0% 9,6% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 1 0 0 1 1 0 3 % 33,3% ,0% ,0% 33,3% 33,3% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 0 2 0 2 % ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% ,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 1 3 0 0 0 1 5 % 20,0% 60,0% ,0% ,0% ,0% 20,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 4 0 0 0 0 0 4 % 100,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% Total N 46 165 74 86 52 65 488 % 9,4% 33,8% 15,2% 17,6% 10,7% 13,3% 100,0% Quadro 31: Frequência de atos de culto por classe de posição religiosa (Açores) 41 Globalmente pode afirmar-se que os comportamentos relativos à assistência a atos de culto, transmitidos pelo rádio, têm, comparativamente, frequências mais baixas: 70% na Madeira e 82% nos Açores diz nunca ou quase nunca assistir, tal como em Portugal continental (80%). Enquanto na televisão, aproximadamente metade dos inquiridos nunca ou quase nunca assistem atos de culto religioso (45% na Madeira, 47% nos Açores e 55% em Portugal continental). Por outro lado, 1/3 da população assiste frequentemente (uma/duas vezes por mês; uma vez por semana e mais de uma vez por semana) a tais atos pela televisão (33% na Madeira, 34% nos Açores e 29% em Portugal continental) (Quadro 32 a 35). Com que frequência costuma participar ou assistir a atos de culto religiosos pela televisão? N % Mais de uma vez por semana 18 3.7 Uma vez por semana 73 14.9 Uma/ duas vezes por mês 72 14.6 Várias vezes por ano 38 7.8 Uma/ duas vezes por ano 44 8.9 Nunca ou quase nunca 221 44.9 Total 466 94.8 Nr 26 5.2 Total 491 100.0 Quadro 32: Assistência a atos de culto pela televisão (Madeira) 48 Posições religiosas Em que sentido a sua posição se modificou? Total Deixei de ser praticante Deixei de ser católico e converti-me a outra religião Passei a ser Católico Deixei de estar ligado a qualquer religião Outro Não crentes N 3 0 0 4 0 7 % 42,9% ,0% ,0% 57,1% ,0% 100,0% Crentes sem religião N 1 0 0 4 0 5 % 20,0% ,0% ,0% 80,0% ,0% 100,0% Católicos N 22 3 4 1 6 36 % 61,1% 8,3% 11,1% 2,8% 16,7% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 3 3 0 0 0 6 % 50,0% 50,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 0 0 0 % .% .% .% .% .% .% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 0 0 0 % .% .% .% .% .% .% Total N 29 6 4 9 6 54 Quadro 41: Alterações de posição religiosa segundo categorias de identificação – Madeira A questão acerca da presença semanal da mãe e do pai na missa, quando o inquirido tinha dez anos de idade, pretende evidenciar a relevância da socialização religiosa na infância para a construção da identidade religiosa do indivíduo. Entre os não crentes dos Açores e da Madeira, as diferenças sobre a presença semanal do pai da missa não são tão acentuadas como no Portugal Continental. No referente a esta análise, foram obtidos 79,9% para o não e 20,2% responderam que o pai ia a missa semanalmente quando o inquirido tinha 10 anos de idade. Nos Açores, 45,5% dos inquiridos responderam que o pai não ia à missa semanalmente e 54,5% responderam afirmativamente, ao passo que, na Madeira, 40,7% responderam que sim e 59,3% responderam que não. Deste modo, não se pode aplicar para as ilhas a mesma conclusão obtida para o Portugal continental, ou seja, que a desfiliação religiosa dos inquiridos resultaria de uma escassa socialização com base nos mecanismos próprios da religião católica. O mesmo se pode aplicar aos crentes sem religião (40,0% nos Açores e 31,6% na Madeira iam à missa) e aos protestantes. Note-se, todavia, que entre os que tiveram uma menor sociabilização dentro dos preceitos da fé católica figuram os crentes sem religião. Certamente, a indefinição que afecta os indivíduos portadores desta posição religiosa podia ser resolvida através da aproximação mais precoce aos contextos e práticas do catolicismo. 49 Posições religiosas O pai, quando o inquirido tinha 10 anos ia à missa semanalmente Total Não Sim Não crentes N 5 6 11 % 45,5% 54,5% 100,0% Crentes sem religião N 9 6 15 % 60,0% 40,0% 100,0% Católicos N 142 312 454 % 31,3% 68,7% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 1 2 3 % 33,3% 66,7% 100,0% Outros cristãos N 2 0 2 % 100,0% ,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 5 0 5 % 100,0% ,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 4 0 4 % 100,0% ,0% 100,0% Total N 168 326 494 Quadro 42: Posição religiosa do pai, quando o inquirido tinha 10 anos. - Açores Posições religiosas O pai, quando o inquirido tinha 10 anos ia à missa semanalmente Total Não Sim Não crentes N 16 11 27 % 59,3% 40,7% 100,0% Crentes sem religião N 13 6 19 % 68,4% 31,6% 100,0% Católicos N 144 289 433 % 33,3% 66,7% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 5 4 9 % 55,6% 44,4% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 % .% .% .% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 % .% .% .% Total N 178 310 488 Quadro 43: Posição religiosa do pai, quando o inquirido tinha 10 anos. – Madeira 50 Quanto à figura materna, o padrão nas ilhas repete-se, pois os não crentes continuam a fazer referência à participação nos mecanismos de socialização católica, ainda que na Madeira a não participação regular da mãe na assembleia dominical supere o sim. Todas as identidades religiosas demonstram uma inserção precoce nos rituais da Igreja Católica, com exceção dos não crentes, comprovando, portanto, a existência de um movimento de mudança no sentido de uma inclusão mais tardia noutras identidades religiosas ou na vinculação a uma nova posição religiosa. Tal movimento verifica-se com base numa desfiliação do catolicismo. Posições religiosas A mãe, quando o inquirido tinha 10 anos ia à missa semanalmente Total Não Sim Não crentes N 4 8 12 % 33,3% 66,7% 100,0% Crentes sem religião N 6 8 14 % 42,9% 57,1% 100,0% Católicos N 98 356 454 % 21,6% 78,4% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 1 2 3 % 33,3% 66,7% 100,0% Outros cristãos N 0 2 2 % ,0% 100,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 1 4 5 % 20,0% 80,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 4 0 4 % 100,0% ,0% 100,0% Total N 114 380 494 Quadro 44: Posição religiosa da mãe, quando o inquirido tinha 10 anos. – Açores 51 A mãe, quando o inquirido tinha 10 anos ia à missa semanalmente Total Não Sim Não crentes N 16 11 27 % 59,3% 40,7% 100,0% Crentes sem religião N 13 6 19 % 68,4% 31,6% 100,0% Católicos N 87 346 433 % 20,1% 79,9% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 2 7 9 % 22,2% 77,8% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 % .% .% .% Testemunhas de Jeová N 0 1 1 % ,0% 100,0% 100,0% Total N 118 371 489 Quadro 45: Posição religiosa da mãe, quando o inquirido tinha 10 anos. – Madeira Ainda com o intuito de compreender a importância da socialização primária na construção da identidade religiosa católica, foi colocada uma questão sobre a realização de atos próprios da Igreja Católica. As respostas apontam para a diminuição progressiva da participação com o avançar da idade e o caminhar para a adolescência, tal como já tinha sido notado para o continente. A exceção é o matrimónio, embora este já não se inscreva num ritual próprio da socialização primária, merecendo, por conseguinte, uma interpretação própria. Realizou algum dos seguintes actos na Igreja Católica? Respostas % de Casos N % Recebeu o Baptismo 488 15.4% 99.0% Frequentou a catequese até à Primeira Comunhão 464 14.6% 94.0% Fez a Primeira Comunhão 465 14.7% 94.3% Frequentou a catequese depois da Primeira Comunhão 442 13.9% 89.5% Fez a Profissão de Fé 438 13.8% 88.8% Fez o Crisma 417 13.1% 84.4% Recebeu uma educação religiosa católica em casa 185 5.8% 37.5% Celebrou o Matrimónio 269 8.5% 54.4% Nenhuma das anteriores 2 .1% .5% Total 3170 100.0% 642.4% Quadro 46: Atos realizados na Igreja Católica – Açores 52 Quadro 47: Atos realizados na Igreja Católica – Madeira Atendendo apenas ao batismo, constatam-se valores superiores aos do continente no atinente ao batismo dos filhos ainda bebés. Nos Açores, 93,4% dos pais batizaram os seus filhos ainda bebés, enquanto na Madeira a percentagem é muito semelhante (93,2%). Os seus filhos foram batizados Respostas % de Casos N % Ainda bebés 316 93.0% 93.4% Quando crianças 7 2.1% 2.1% Quando adultos 1 .3% .3% Alguns não estão batizados 5 1.5% 1.5% Nenhum foi batizado 10 3.1% 3.1% Total 340 100.0% 100.5% Quadro 48: Comportamentos relativos ao batismo dos filhos – Açores Os seus filhos foram batizados? Respostas % de Casos N % Ainda bebés 288 92.2% 93.2% Quando crianças 9 2.9% 3.0% Quando adultos 6 2.0% 2.0% Alguns não estão batizados 4 1.3% 1.3% Nenhum foi batizado 5 1.6% 1.7% Total 313 100.0% 101.1% Quadro 49: Comportamentos relativos ao batismo dos filhos – Madeira Continuando no universo da socialização primária, verifica-se que, após o batismo, a instrução religiosa infantil, essencialmente através da catequese, desempenha uma função relevante na construção de uma identidade religiosa futura. Nos Açores, apenas 5,2% dos inquiridos afirma não Respostas % de Casos N % Recebeu o Baptismo 478 16.4% 97.3% Frequentou a catequese até à Primeira Comunhão 380 13.0% 77.3% Fez a Primeira Comunhão 460 15.8% 93.6% Frequentou a catequese depois da Primeira Comunhão 348 11.9% 70.8% Fez a Profissão de Fé 367 12.6% 74.6% Fez o Crisma 419 14.4% 85.3% Recebeu uma educação religiosa católica em casa 190 6.5% 38.6% Celebrou o Matrimónio 264 9.0% 53.6% Nenhuma das anteriores 12 .4% 2.5% Total 2916 100.0% 593.5% 53 ministrar uma edução religiosa aos filhos, e na Madeira 5,1%. A falta de disponibilidade familiar e a importância conferida ao elemento educacional refletem-se nos dados apresentados para as ilhas. Apesar de uma notória tendência para um certo afastamento em matéria religiosa na passagem da adolescência para a idade adulta, os progenitores católicos empenham-se na iniciação dos filhos nos ritos da sua fé. Quadro 50: Comportamentos relativos à instrução religiosa – Açores Os seus filhos tiveram instrução religiosa? Respostas % de Casos N % Não 26 5.1% 8.5% Sim, dada por si 115 22.7% 37.4% Sim, dada pelos avós e outros familiares 63 12.4% 20.5% Sim, na catequese 257 50.7% 83.8% Sim, na escola 46 9.1% 15.1% Total 508 100.0% 165.2% Quadro 51: Comportamentos relativos à instrução religiosa – Madeira O quadro seguinte procura conhecer a relação entre a posição religiosa e o género. Nas ilhas, entre os católicos, sobressai um ligeiro predomínio das mulheres sobre os homens. As diferenças tornam-se mais acentuadas quando nos focamos nos não crentes, essencialmente do sexo masculino, em particular no arquipélago dos Açores, e nos crentes sem religião. Tais resultados podem conduzir à conclusão de que o afastamento da religião e das práticas religiosas, bem como uma mudança identitária a este nível, será mais facilmente produzível na população masculina do que na feminina. Refira-se que na civilização ocidental a mulher tem tido uma postura mais religiosa do que o homem, na procura de uma resposta para os seus problemas. Os seus filhos tiveram instrução religiosa? Respostas % de Casos N % Não 28 5.2% 8.4% Sim, dada por si 118 21.6% 35.3% Sim, dada pelos avós e outros familiares 71 13.0% 21.2% Sim, na catequese 282 51.8% 84.7% Sim, na escola 46 8.5% 13.9% Total 545 100.0% 163.6% 54 Quadro 52: Composição das classes de posição religiosa segundo o sexo – Açores. Quadro 53: Composição das classes de posição religiosa segundo o sexo – Madeira. De seguida, apresentamos um quadro de leitura dupla, que permite analisar, simultaneamente, o peso das faixas etárias nos posicionamentos religiosos dos inquiridos, bem como verificar a distribuição dos diferentes grupos etários pelas posições religiosas. Sexo Total Masculino Feminino Não crentes N 7 4 11 % 63,6% 36,4% 100,0% Crentes sem religião N 9 5 14 % 64,3% 35,7% 100,0% Católicos N 208 246 454 % 45,8% 54,2% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 3 0 3 % 100,0% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 2 2 % ,0% 100,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 3 2 5 % 60,0% 40,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 4 0 4 % 100,0% ,0% 100,0% N 234 259 493 Sexo Total Masculino Feminino Não crentes N 16 11 27 % 59,3% 40,7% 100,0% Crentes sem religião N 15 3 18 % 83,3% 16,7% 100,0% Católicos N 193 241 434 % 44,5% 55,5% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 3 7 10 % 30,0% 70,0% 100,0% Outros cristãos N 0 1 1 % ,0% 100,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 1 0 1 % 100,0% ,0% 100,0% N 228 263 491 55 Posições religiosas Escalões etários Total 15-24 anos 25-34 anos 35-44 anos 45-54 anos 55-64 anos 65 ou mais anos Não crentes N 0 7 3 2 0 0 12 % posição religiosa ,0% 58,3% 25,0% 16,7% ,0% ,0% 100,0% % escalão etário ,0% 6,8% 4,8% 2,2% ,0% ,0% 2,4% Crentes sem religião N 7 6 0 2 0 0 15 % posição religiosa 46,7% 40,0% ,0% 13,3% ,0% ,0% 100,0% % escalão etário 6,5% 5,8% ,0% 2,2% ,0% ,0% 3,0% Católicos N 96 83 59 84 60 71 453 % posição religiosa 21,2% 18,3% 13,0% 18,5% 13,2% 15,7% 100,0% % escalão etário 89,7% 80,6% 95,2% 94,4% 98,4% 98,6% 91,7% Protestantes (inclui evangélicos) N 0 1 0 1 0 1 3 % posição religiosa ,0% 33,3% ,0% 33,3% ,0% 33,3% 100,0% % escalão etário ,0% 1,0% ,0% 1,1% ,0% 1,4% ,6% Outros cristãos N 0 2 0 0 0 0 2 % posição religiosa ,0% 100,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% % escalão etário ,0% 1,9% ,0% ,0% ,0% ,0% ,4% Testemunhas de Jeová N 4 0 0 0 1 0 5 % posição religiosa 80,0% ,0% ,0% ,0% 20,0% ,0% 100,0% % escalão etário 3,7% ,0% ,0% ,0% 1,6% ,0% 1,0% Pertencentes a outras religiões N 0 4 0 0 0 0 4 % posição religiosa ,0% 100,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% % escalão etário ,0% 3,9% ,0% ,0% ,0% ,0% ,8% Total N 107 103 62 89 61 72 494 % posição religiosa 21,7% 20,9% 12,6% 18,0% 12,3% 14,6% 100,0% % escalão etário 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Quadro 54: Caracterização cruzada de escalões etários e classes de posição religiosa – Açores Assim, através de uma leitura horizontal, podemos verificar que os não crentes, nos Açores e na Madeira e seguindo uma tendência já verificada em Portugal continental, têm um maior número de seguidores entre os mais jovens (grupos etários entre os 15e os 24 anos e entre os 25 e os 34 anos). A tendência também se mantém entre os crentes sem religião. Os Católicos, à semelhança do que se constata no Continente, estão distribuídos, de um modo bastante equilibrado, por todos os escalões etários. Os mais jovens tendem a afastar-se das práticas religiosas na passagem da adolescência para a fase adulta, como consequência de um conjunto de fatores (espírito mais contestatário, mudanças familiares, profissionais…, mas que não significa um corte ou perda de identidade católica. De 56 salientar, contudo, que nos Açores a proporção mais elevada de católicos se situa no escalão etário entre os 15 e os 24 anos (21,2%) e, no arquipélago da Madeira, entre os 25 e 34 anos (22,5%), enquanto no Portugal continental o grupo etário dos que têm mais de 65 anos é o que apresenta um maior número de católicos. Quadro 55: Caracterização cruzada de escalões etários e classes de posição religiosa – Madeira Escalões etários Total 15-24 anos 25-34 anos 35-44 anos 45-54 anos 55-64 anos 65 ou mais anos Não crentes N 12 10 3 2 0 1 28 % posição religiosa 42,9% 35,7% 10,7% 7,1% ,0% 3,6% 100,0% % escalão etário 15,6% 8,8% 4,1% 2,3% ,0% 1,3% 5,7% Crentes sem religião N 8 4 1 3 1 1 18 % posição religiosa 44,4% 22,2% 5,6% 16,7% 5,6% 5,6% 100,0% % escalão etário 10,4% 3,5% 1,4% 3,5% 1,6% 1,3% 3,7% Católicos N 55 98 69 80 63 70 435 % posição religiosa 12,6% 22,5% 15,9% 18,4% 14,5% 16,1% 100,0% % escalão etário 71,4% 86,0% 93,2% 93,0% 98,4% 93,3% 88,8% Protestantes (inclui evangélicos) N 2 2 1 1 0 3 9 % posição religiosa 22,2% 22,2% 11,1% 11,1% ,0% 33,3% 100,0% % escalão etário 2,6% 1,8% 1,4% 1,2% ,0% 4,0% 1,8% Outros cristãos N 0 0 0 0 0 0 0 % posição religiosa .% .% .% .% .% .% .% % escalão etário ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 0 0 0 0 % posição religiosa .% .% .% .% .% .% .% % escalão etário ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Total N 77 114 74 86 64 75 490 % posição religiosa 15,7% 23,3% 15,1% 17,6% 13,1% 15,3% 100,0% % escalão etário 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 57 Grau de instrução do inquirido Total Nunca andou na escola 4º ano/ 1º ciclo do Ensino Básico 6º ano/ 2º ciclo do Ensino Básico 9º ano/ 3º ciclo do Ensino Básico Secundário/ 12º ano Curso Médio/ Frequência ensino superior Curso Superior, Licenciatura Mestrado, Doutoramento Não crentes N 1 0 0 0 6 1 4 0 12 % 8,3% ,0% ,0% ,0% 50,0% 8,3% 33,3% ,0% 100,0 % Crentes sem religião N 0 1 9 2 1 0 2 0 15 % ,0% 6,7% 60,0% 13,3% 6,7% ,0% 13,3% ,0% 100,0 % Católicos N 5 172 84 90 58 9 29 7 454 % 1,1% 37,9% 18,5% 19,8% 12,8% 2,0% 6,4% 1,5% 100,0 % Protestantes (inclui evangélicos) N 0 1 0 0 2 0 0 0 3 % ,0% 33,3% ,0% ,0% 66,7% ,0% ,0% ,0% 100,0 % Outros cristãos N 0 0 0 0 0 2 0 0 2 % ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% ,0% ,0% 100,0 % Testemunha s de Jeová N 0 1 1 3 0 0 0 0 5 % ,0% 20,0% 20,0% 60,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0 % Pertencentes a outras religiões N 0 0 4 0 0 0 0 0 4 % ,0% ,0% 100,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0 % Total N 6 175 98 95 67 12 35 7 495 Quadro 56: Composição das classes de posição religiosa segundo o grau de instrução – Açores No tocante aos níveis de escolarização, os não crentes dos Açores são os que se apresentam como a população com uma maior proporção de inquiridos que concluíram ciclos de estudos superiores (33,3%), atingindo, igualmente, uma taxa percentual relevante no grupo dos crentes sem religião (13,3%), seguindo a tendência já registada em Portugal continental. Os católicos, que constituem a larga maioria da população portuguesa, aparecem dispersos pelos diferentes graus de ensino, embora se verifique a prevalência dos graus de escolarização obrigatória para as diferentes gerações. 64 Observe-se o quadro seguinte com as taxas de concordância quanto a enunciados crentes: Enunciados crentes % concordo3 a) Existem forças sobrenaturais no universo que influenciam as nossas vidas 67,8 b) Existe um poder superior 89,3 c) Existem energias cósmicas que influenciam o nosso destino 62,8 d) Deus existe e fez-se conhecer na pessoa de Jesus Cristo 92,4 e) Deus é uma invenção humana 20,8 f) A alma reencarna numa outra vida 50,9 g) Depois da morte, tudo acaba 41,6 h) A ressurreição de Jesus Cristo dá sentido à morte 76,5 i) Não sabemos o que acontece depois da morte 80,6 j) A morte é uma passagem para outra existência 75,4 k) A humanidade caminha para a unidade numa única religião 33,0 l) O Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo é o futuro da humanidade 69,0 m) O fim do mundo está próximo 23,3 n) A ciência e a técnica preparam um futuro melhor para a humanidade 69,3 o) O futuro da humanidade está dependente das nossas escolhas éticas e morais 89,0 p) A democracia é a melhor garantia para o futuro da humanidade 55,1 q) Cada um está entregue a si próprio 68,0 r) Ninguém muda o seu destino 70,6 Quadro 66: Enunciados crentes - Açores A análise dos quadros referentes aos Açores e à Madeira, tal como no continente, demonstra um reconhecimento quase absoluto da existência de uma entidade superior, e a crença de que Deus existe e fez-se reencarnar na pessoa de Jesus Cristo. Aliás, o reconhecimento de uma entidade sobrenatural; o desconhecimento perante o que sucede após a morte e a importância das questões éticas e morais no futuro da humanidade são as crenças expressas por um maior número de inquiridos. Em contraponto, a ideia de que Deus é uma invenção humana regista uma adesão reduzida, bem como as premonições de cataclismos que advertem para o fim da humanidade. Apesar de o progresso tecnológico e científico não se inscrever diretamente no código religioso, os passos dados pela ciência, bem como a presença constante das novas tecnologias no quotidiano da sociedade portuguesa atual, podem ter contribuído para a importância conferida pelos católicos insulares à ciência e à técnica para a construção de um futuro melhor. 3 Segundo a escala de concordância usada, reúne os graus concordo totalmente e concordo parcialmente, tendo em conta o universo de respostas válidas. 65 Enunciados crentes % concordo a) Existem forças sobrenaturais no universo que influenciam as nossas vidas 69,5 b) Existe um poder superior 88,5 c) Existem energias cósmicas que influenciam o nosso destino 59,4 d) Deus existe e fez-se conhecer na pessoa de Jesus Cristo 81,4 e) Deus é uma invenção humana 19,6 f) A alma reencarna numa outra vida 47,4 g) Depois da morte, tudo acaba 31,7 h) A ressurreição de Jesus Cristo dá sentido à morte 65,0 i) Não sabemos o que acontece depois da morte 77.8 j) A morte é uma passagem para outra existência 65,8 k) A humanidade caminha para a unidade numa única religião 29,1 l) O Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo é o futuro da humanidade 53,0 m) O fim do mundo está próximo 28,8 n) A ciência e a técnica preparam um futuro melhor para a humanidade 69,3 o) O futuro da humanidade está dependente das nossas escolhas éticas e morais 79,1 p) A democracia é a melhor garantia para o futuro da humanidade 48,8 q) Cada um está entregue a si próprio 59,9 r) Ninguém muda o seu destino 57,2 Quadro 67: Enunciados crentes - Madeira No intuito de conhecer melhor o grau de associativismo e a sua preponderância na sociedade, perguntou-se aos inquiridos se pertenciam a alguma associação. No inquérito aplicado a Portugal continental, as respostas revelaram um baixo grau de associativismo na sociedade portuguesa (79,7%), que é corroborado pelos Açores (79,2%) e pela Madeira (72,0%). Como avaliar este alheamento e falta de empenhamento dos portugueses em movimento associativos de cariz social, religioso, cultural e recreativo? Considera-se que tal se prende com o movimento mais lato e transversal às sociedades ocidentais e que se traduz num certo alheamento e desinteresse por questões de ordem política, social e cultural. 66 Pertence a algum dos seguintes grupos Respostas % de Casos N % Sindicato ou associação profissional 16 3.2% 3.3% Partido ou movimento político 11 2.1% 2.2% Associação recreativa ou cultural 17 3.3% 3.4% Associação ou grupo religioso 27 5.2% 5.4% Clube desportivo 26 5.2% 5.3% Associação de estudantes 2 .4% .4% Associação de solidariedade ou acção social 11 2.2% 2.3% Não pertence a nenhuma associação 391 76.3% 79.2% Outro 11 2.1% 2.2% Total 512 100.0% 103.7% Quadro 68: Pertença associativa - Açores Pertence a algum dos seguintes grupos: Respostas % de Casos N % Sindicato ou associação profissional 30 6.0% 6.2% Partido ou movimento político 25 4.8% 5.0% Associação recreativa ou cultural 19 3.7% 3.9% Associação ou grupo religioso 15 2.9% 3.0% Clube desportivo 43 8.5% 8.8% Associação de estudantes 6 1.2% 1.3% Associação de solidariedade ou acção social 13 2.5% 2.6% Não pertence a nenhuma associação 354 69.5% 72.0% Outro 5 1.0% 1.0% Total 510 100.0% 103.7% Quadro 69: Pertença associativa – Madeira Cruzando o associativismo com a posição religiosa, verifica-se, no caso dos Açores, uma participação dos não crentes e crentes sem religião e em menor número dos católicos em associações profissionais, movimentos políticos e associações de cariz desportivo. Já a nível das associações de caráter cultural regista-se a presença de não crentes e católicos. No que concerne às associações de caráter religioso e de solidariedade ou ação social, destacam-se os crentes católicos. Tal prende-se com a insistência do discurso cristão de amor ao próximo, sentido ao longo dos tempos e incentivado pela doutrina social da Igreja. Com o nascimento do Estado Providência, a solidariedade tende a transformar-se em coisa pública, não desaparecendo, contudo, o papel da )greja, que se faz sentir em múltiplas instituições e que desse modo mantém um importante papel no campo da solidariedade social. 67 Quadro 70: Pertença associativa por posição religiosa – Açores Pertença associativa Posições religiosas Total Não crentes Crentes sem religião Católico s Protestantes (inclui evangélicos) Outros cristãos Testemunhas de Jeová Pertencentes a outras religiões Sindicato ou associação professional N 1 1 15 0 0 0 0 16 % 6,7% 3,6% 3,3% ,0% ,0% ,0% ,0% Partido ou movimento politico N 1 1 9 0 0 0 0 11 % 8,0% 5,0% 2,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Associação recreativa ou cultural N 1 0 15 0 0 0 0 17 % 11,8% ,0% 3,4% ,0% ,0% ,0% ,0% Associação ou grupo religioso N 0 0 27 0 0 0 0 27 % ,0% ,0% 5,9% ,0% ,0% ,0% ,0% Clube desportivo N 2 5 15 1 0 0 4 26 % 16,9% 32,5% 3,3% 38,4% ,0% ,0% 100,0% Associação de estudantes N 0 0 2 0 0 0 0 2 % ,0% ,0% 5% ,0% ,0% ,0% ,0% Associação de solidariedade ou acção social N 0 0 11 0 0 0 0 11 % ,0% ,0% 2,5% ,0% ,0% ,0% ,0% Não pertence a nenhuma associação N 9 8 365 2 2 5 0 391 % 73,5% 58,8% 80,4% 61,6% 100,0% 100,0% ,0% Outro N 0 0 11 0 0 0 0 11 % 2,9% ,0% 2,3% ,0% ,0% ,0% ,0% Total N 12 14 454 3 2 5 4 493 68 Pertença associativa Posições religiosas Total Não crentes Crentes sem religião Católicos Protestantes (inclui evangélicos) Outros cristãos Testemunhas de Jeová Sindicato ou associação profissional N 1 1 27 1 0 0 30 % 4,2% 4,3% 6,2% 13,8% 39,4% ,0% Partido ou movimento político N 1 2 21 0 0 0 25 % 5,2% 12,5% 4,8% ,0% ,0% ,0% Associação recreativa ou cultural Count 0 4 15 0 0 0 19 % ,0% 20,3% 3,5% ,0% ,0% ,0% Associação ou grupo religioso Count 0 3 10 2 0 0 15 % ,0% 14,7% 2,3% 21,0% ,0% ,0% Clube desportivo Count 2 3 38 0 0 0 43 % 7,9% 14,4% 8,8% ,0% ,0% ,0% Associação de estudantes Count 2 1 3 0 0 0 6 % 7,7% 3,2% ,8% ,0% ,0% ,0% Associação de solidariedade ou acção social Count 0 0 12 0 0 0 13 % ,0% ,0% 2,9% 3,3% ,0% ,0% Não pertence a nenhuma associação Count 20 6 320 8 0 0 354 % 75,0% 30,7% 73,7% 75,7% 60,6% 50,0% Outro Count 0 0 4 0 0 0 4 % ,0% ,0% 50% ,0% ,0% 9,0% Total N 27 19 434 10 1 1 491 Quadro 71: Pertença associativa por posição religiosa – Madeira Na Madeira, verifica-se a presença de indivíduos de diferentes quadrantes religiosos a participar em associações de cariz profissional e em movimentos políticos. No atinente às associações culturais, destacam-se os não crentes e, com menor relevo, os católicos, que, por sua vez, se destacam através da intervenção nos grupos religiosos, de solidariedade e ação social, bem como nas associações de estudantes. A pertença a clubes desportivos, tal como no continente, é transversal às diferentes posições religiosas existentes neste arquipélago. Perante a questão sobre o que pensam acerca do futuro de Portugal, os inquiridos demonstram uma clara inclinação para a resposta preocupação/inquietação. Tal como sucede no continente, a exceção a esta tendência surge nas Testemunhas de Jeová, situação que se prende, certamente, com os princípios desta posição religiosa, e que se traduz numa elevada percentagem de indiferentes. 69 Assinale-se ainda que a esperança/confiança perante o futuro de Portugal, quer nos Açores, quer na Madeira, tal como nos resultados registados no Continente, faz-se representar mais entre os católicos e protestantes, do que entre os não crentes e crentes sem religião. Quadro 72: Atitudes face ao futuro do país por classes de posição religiosa - Açores Posições religiosas Quando pensa no futuro do nosso país, o que sente é principalmente: Total Esperança/ confiança Indiferença Preocupação/ inquietação Descrença Não crentes N 4 4 13 2 23 % 17,4% 17,4% 56,5% 8,7% 100,0% Crentes sem religião N 3 2 8 5 18 % 16,7% 11,1% 44,4% 27,8% 100,0% Católicos N 113 21 221 48 403 % 28,0% 5,2% 54,8% 11,9% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 5 1 3 0 9 % 55,6% 11,1% 33,3% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 0 1 0 1 % ,0% ,0% 100,0% ,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 0 0 % .% .% .% .% .% Total N 125 28 246 55 454 Quadro 73: Atitudes face ao futuro do país por classes de posição religiosa – Madeira. Posições religiosas Quando pensa no futuro do nosso país, o que sente é principalmente? Total Esperança/ confiança Indiferença Preocupação/ inquietação Descrença Não crentes N 3 0 9 0 12 % 25,0% ,0% 75,0% ,0% 100,0% Crentes sem religião N 0 3 9 2 14 % ,0% 21,4% 64,3% 14,3% 100,0% Católicos N 163 9 253 6 431 % 37,8% 2,1% 58,7% 1,4% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 1 0 2 0 3 % 33,3% ,0% 66,7% ,0% 100,0% Outros cristãos N 0 0 2 0 2 % ,0% ,0% 100,0% ,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 1 3 1 0 5 % 20,0% 60,0% 20,0% ,0% 100,0% Pertencentes a outras religiões N 0 0 4 0 4 % ,0% ,0% 100,0% ,0% 100,0% total N 168 15 280 8 471 70 PRÁTICA CULTUAL No que se refere à autoclassificação relativamente à prática religiosa, os católicos dos Açores (74,2%) definem-se mais frequentemente como praticantes do que os seus homólogos da Madeira (59%) e do Continente (56,1%). O cruzamento destas respostas com a frequência da participação na eucaristia dominical revela todavia, nos três contextos, uma diferença percentual entre o discurso e a prática que é directamente proporcional à autorrepresentação acima mencionada. Ou seja, à medida que cresce o número daqueles que se definem como católicos praticantes aumenta igualmente a proporção dos inquiridos que não concretizam esse mesmo discurso com a participação regular na missa. O reduzido número de membros doutras pertenças religiosas na amostra não permite uma leitura verdadeiramente sustentada, embora se vislumbre que o caráter minoritário destas identidades esteja aqui também correlacionado com uma maior afirmação da prática. Açores: Crentes pertencentes a uma religião (SE É CRENTE E TEM UMA RELIGIÃO) Considera-se praticante ou não da sua religião? Total Praticante Não praticante Católicos N 336 117 453 % 74,2% 25,8% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 2 1 3 % 66,7% 33,3% 100,0% Outros cristãos N 0 2 2 % ,0% 100,0% 100,0% Testemunhas de Jeová N 4 1 5 % 80,0% 20,0% 100,0% Pertencentes a religiões não cristãs N 4 0 4 % 100,0% ,0% 100,0% Total N 346 121 467 Quadro 74: Distribuição dos crentes com religião segundo autoclassificação praticante/não praticante - Açores 71 Madeira: Crentes pertencentes a uma religião (SE É CRENTE E TEM UMA RELIGIÃO) Considera-se praticante ou não da sua religião? Total Praticante Não praticante Católicos N 252 175 427 % 59% 41% 100,0% Protestantes (inclui evangélicos) N 4 5 9 % 44,4% 55,6% 100,0% Outros cristãos N 0 0 0 % 0% 0% 0% Testemunhas de Jeová N 0 0 0 % 0% 0% 0% Total N 256 180 436 Quadro 75: Distribuição dos crentes com religião segundo autoclassificação praticante/não praticante - Madeira Também nos motivos invocados no que diz respeito à prática religiosa, encontramos ligeiras diferenças entre católicos. Embora, à semelhança do que se passa no Continente (78,8% e 61,2%), os tópicos Educação e tradição familiar e Crença pessoal sejam os mais invocados, quer nos Açores (85,9% e 56,9%), quer na Madeira (82% e 69,8%), os crentes dos arquipélagos são aqueles que mais se identificam com uma dimensão pragmática do crer (obtenção de saúde e da protecção de Deus, melhoria das condições materiais, salvação eterna). Mesmo assim, é deveras a referência à transmissão dos valores no âmbito doméstico e a afirmação da autonomia do sujeito (crença/fé pessoal, ser coerente com a minha consciência e ser fiel a mim próprio) que constituem, em cada uma das regiões, os dois grandes pilares em torno dos quais os inquiridos dizem alicerçar a sua prática religiosa. 72 Açores: Por que é praticante? Crentes com religião Total Católicos Protestantes (inclui evangélicos) Testemunhas de Jeová Pertencentes a religiões não cristãs Educação e tradição familiar N 289 2 2 2 291 % 85,9% 100,0% ,0% ,0% Conforto espiritual N 93 2 4 0 100 % 27,8% 100,0% 100,0% ,0% Melhoria das condições materiais de vida N 35 2 0 0 37 % 10,4% 100,0% ,0% ,0% Cumprimento do dever para com Deus N 95 2 4 4 105 % 28,3% 100,0% 93,2% 100,0% Crença/ fé pessoal N 191 2 4 0 197 % 56,9% 100,0% 93,2% ,0% Ser coerente com a minha consciência N 36 0 0 0 36 % 10,8% ,0% ,0% ,0% Ser fiel a mim próprio N 85 0 1 0 85 % 25,2% ,0% 15,4% ,0% Obtenção da saúde e da protecção de Deus N 52 0 0 0 52 % 15,6% ,0% ,0% ,0% Acontecimento importante da vida pessoal (doença, sofrimento, alegria, etc.) N 26 0 0 0 26 % 7,8% ,0% ,0% ,0% Obter a salvação eterna N 23 0 4 0 27 % 6,9% ,0% 100,0% ,0% Outro N 2 0 0 0 2 % ,5% ,0% ,0% ,0% Ns/Nr N 17 0 0 0 17 % 5,1% ,0% ,0% ,0% Total N 336 2 4 4 346 Quadro 76: Razões para ser praticante segundo classes de posição religiosa - Açores 73 Madeira: Por que é praticante? Crentes com religião Total Católicos Protestantes (inclui evangélicos) Outros cristãos Testemunhas de Jeová Educação e tradição familiar N 206 0 0 0 206 % 82,0% ,0% ,0% ,0% Conforto spiritual N 74 2 0 0 77 % 29,5% 55,6% 100,0% 100,0% Melhoria das condições materiais de vida N 15 0 0 0 15 % 6,1% ,0% ,0% ,0% Cumprimento do dever para com Deus N 65 0 0 0 66 % 25,9% 8,7% ,0% ,0% Crença/ fé pessoal N 176 4 0 0 181 % 69,8% 100,0% 100,0% 100,0% Ser coerente com a minha consciência N 27 0 0 0 27 % 10,8% ,0% ,0% ,0% Ser fiel a mim próprio N 35 2 0 0 36 % 13,7% 37,0% ,0% ,0% Obtenção da saúde e da protecção de Deus N 53 0 0 0 53 % 21,0% ,0% ,0% ,0% Acontecimento importante da vida pessoal (doença, sofrimento, alegria, etc.) N 10 1 0 0 11 % 4,0% 23,4% ,0% ,0% Obter a salvação eternal N 30 1 0 0 32 % 12,1% 21,5% ,0% 100,0% Ns/Nr N 1 0 0 0 1 % ,4% ,0% ,0% ,0% Total N 252 4 0 0 257 Quadro 77: Razões para ser praticante segundo classes de posição religiosa - Madeira Os católicos insulares que se classificam como não praticantes invocam, tal como revelou o estudo relativo a Portugal continental, três motivações principais: a falta de tempo, o desleixo/descuido e o entendimento que a fé não carece de prática religiosa. Para além desta convergência em torno das razões de ordem pragmática e da separação fé/práxis, refira-se que os continentais (12,9% e 7,1%) e os madeirenses (13,7% e 8,1%) responsabilizam mais frequentemente a própria instituição religiosa pelo seu afastamento do que açorianos ,9% e ,%, invocando o mau exemplo dos praticantes e não querer ir à igreja por causa do padre ou responsável. Em termos gerais, a falta de local de culto, 80 Madeira: Católicos segundo a prática Com que frequência costuma comungar? Total Nunca Raramente ou menos de 1 vez por ano 1-2 vezes por ano 3-6 vezes por ano 7-11 vezes por ano 1-2 vezes por mês Todos os Domingos e dias santos Mais de 1 vez por semana Católico nominal N 30 2 0 0 0 0 0 0 32 % 93,8% 6,3% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante ocasional N 48 50 20 0 0 3 0 1 122 % 39,3% 41,0% 16,4% ,0% ,0% 2,5% ,0% ,8% 100,0% Católico praticante irregular N 21 17 7 18 10 0 0 0 73 % 28,8% 23,3% 9,6% 24,7% 13,7% ,0% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante regular N 7 3 1 1 0 26 0 1 39 % 17,9% 7,7% 2,6% 2,6% ,0% 66,7% ,0% 2,6% 100,0% Católico observante N 3 2 1 3 5 3 69 19 105 % 2,9% 1,9% 1,0% 2,9% 4,8% 2,9% 65,7% 18,1% 100,0% Católico militante N 0 0 1 1 0 4 33 12 51 % ,0% ,0% 2,0% 2,0% ,0% 7,8% 64,7% 23,5% 100,0% Total N 109 74 30 23 15 36 102 33 422 % 25,8% 17,5% 7,1% 5,5% 3,6% 8,5% 24,2% 7,8% 100,0% Quadro 84: Frequência da comunhão segundo os diferentes modos de identificação católica (Madeira) Os inquiridos assumem um maior distanciamento relativamente à confissão. Por outro lado, os resultados mostram que nem sempre a taxa de frequência deste sacramento é directamente proporcional à assiduidade na assembleia dominical. Se tomarmos como ponto de referência o preceito da confissão anual, este é cumprido por dois terços dos católicos militantes açorianos (64,9%), o que fica aquém dos resultados alcançados pelos observantes (78,6%). Ou seja, o envolvimento num grupo paroquial ou num movimento da Igreja – embora tal aconteça no Continente e na Madeira – nem sempre se traduz por uma maior prática sacramental. Os números mostram ainda que os católicos militantes da Madeira – à semelhança do que se verifica na comunhão – são aqueles que apresentam as taxas de frequência mais elevadas no âmbito dos três territórios. 81 Açores: Católicos, segundo a prática Com que frequência costuma confessar-se? Total Nunca Raramente ou menos de 1 vez por ano 1-2 vezes por ano 3-6 vezes por ano 7-11 vezes por ano 1 vez por mês Mais que 1 vez por mês Católico nominal N 13 2 0 0 0 1 0 % 81,3% 12,5% ,0% ,0% ,0% 6,3% ,0% 100,0 % Católico praticante ocasional N 27 38 21 4 1 0 3 % 28,7% 40,4% 22,3% 4,3% 1,1% ,0% 3,2% 100,0 % Católico praticante irregular N 22 15 28 8 4 2 1 80 % 27,5% 18,8% 35,0% 10,0% 5,0% 2,5% 1,3% 100,0 % Católico praticante regular N 10 13 24 1 0 0 0 48 % 20,8% 27,1% 50,0% 2,1% ,0% ,0% ,0% 100,0 % Católico observante N 7 19 58 26 2 6 3 121 % 5,8% 15,7% 47,9% 21,5% 1,7% 5,0% 2,5% 100,0 % Católico militante N 8 19 26 13 2 8 1 77 % 10,4% 24,7% 33,8% 16,9% 2,6% 10,4% 1,3% 100,0 % Total N 87 106 157 52 9 17 8 436 % 20,0% 24,3% 36,0% 11,9% 2,1% 3,9% 1,8% 100,0 % Quadro 85: Frequência da confissão segundo os diferentes modos de identificação católica (Açores) 82 Madeira: Católicos, segundo a prática Com que frequência costuma confessar-se? Total Nunca Raramente ou menos de 1 vez por ano 1-2 vezes por ano 3-6 vezes por ano 7-11 vezes por ano 1 vez por mês Mais que 1 vez por mês Católico nominal N 30 2 0 0 0 0 0 32 % 93,8% 6,3% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante ocasional N 76 38 6 0 1 1 1 123 % 61,8% 30,9% 4,9% ,0% ,8% ,8% ,8% 100,0% Católico praticante irregular N 34 20 14 3 2 0 0 73 % 46,6% 27,4% 19,2% 4,1% 2,7% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante regular N 12 16 6 3 0 0 1 38 % 31,6% 42,1% 15,8% 7,9% ,0% ,0% 2,6% 100,0% Católico observante N 20 22 34 11 4 6 6 103 % 19,4% 21,4% 33,0% 10,7% 3,9% 5,8% 5,8% 100,0% Católico militante N 2 6 21 9 6 2 6 52 % 3,8% 11,5% 40,4% 17,3% 11,5% 3,8% 11,5% 100,0% Total N 174 104 81 26 13 9 14 421 % 41,3% 24,7% 19,2% 6,2% 3,1% 2,1% 3,3% 100,0% Quadro 86: Frequência da confissão segundo os diferentes modos de identificação católica (Madeira) O maior ou menor envolvimento nos espaços, nas celebrações e nas dinâmicas locais materializa o grau de estabilidade das práticas religiosas, mas igualmente a articulação com a comunidade paroquial. Para além do cruzamento com outras variáveis, a leitura dos resultados não pode dissociar-se, neste caso específico, do fenómeno da insularidade que marca o quotidiano destas populações. Quando vai à Missa, frequenta sempre ou quase sempre o mesmo local ou locais diferentes? Açores Madeira N % N % Sempre ou quase sempre no mesmo local 307 70.2 234 56,2% Em locais diferentes 116 26.5 140 33,6% Não vai à missa 14 3.3 42 10,2% Total 437 100.0 416 100% Quadro 87: Local de participação na missa 83 Se isolarmos o conjunto dos respondentes católicos que declara participar na missa, excluindo assim aqueles que nunca vão, a leitura dos resultados é um pouco mais clara. Neste caso, 72,6% dos membros da assembleia dominical no caso dos Açores, e 62,6% na Madeira, permanecem fiéis a um local de culto, enquanto 27,4% e 37,4%, respectivamente, optam por comportamentos de itinerância. No continente, os números situam-se sensivelmente a meio caminho entre os dois arquipélagos (69,2% e 30,8%). Açores Madeira Local de frequência da missa N % N % Sempre ou quase sempre no mesmo local 307 72,6 234 62,6 Em locais diferentes 116 27,4 140 37,4 Total 423 100% 374 100% Quadro 88: Local de participação na missa no universo dos praticantes No caso dos Açores, a participação na missa está claramente vinculada à igreja paroquial da área de residência (80,3% dos casos), número muito acima do que se verifica no Continente (67,7% dos casos). Na Madeira, emerge uma tendência inversa, uma vez que pouco mais de metade dos fiéis (57,8% dos casos) privilegia uma inscrição paroquial da prática religiosa, sendo que mais dum quarto dos praticantes procura outros lugares de culto e/ou comunidades. Açores: O local (ou locais) onde vai mais frequentemente à Missa dominical é: Respostas % de casos N % A igreja paroquial da residência 364 78.6% 80.3% Uma capela ou centro de culto da paróquia da residência 14 3.0% 3.0% Uma igreja ou capela doutra paróquia 48 10.4% 10.6% Outro local 10 2.1% 2.2% Ns/Nr 27 5.9% 6.0% Total 463 100.0% 102.1% Quadro 89: Participação na missa segundo tipo de local de culto (Açores) 84 Madeira: O local (ou locais) onde vai mais frequentemente à Missa dominical é: Respostas % de casos N % A igreja paroquial da residência 251 56.8% 57.8% Uma capela ou centro de culto da paróquia da residência 7 1.6% 1.6% Uma igreja ou capela doutra paróquia 91 20.6% 21.0% Uma igreja ou capela duma Congregação ou Instituto religioso 5 1.1% 1.1% Outro local 26 5.9% 6.0% Ns/Nr 62 14.0% 14.3% Total 442 100.0% 101.9% Quadro 90: Participação na missa segundo tipo de local de culto (Madeira) No estudo relativo a Portugal continental, no que diz respeito às quatro classes de praticantes mais assíduas nas assembleias dominicais, é entre os irregulares que encontramos os maiores índices de desterritorialização das práticas religiosas, uma vez que cerca de um terço dos inquiridos procura espaços de culto ou comunidades fora da estrutura paroquial da área de residência. Associada a uma certa descomunitarização da identidade crente, este fenómeno intensifica-se na Madeira (52,7%), território no qual pouco mais de metade dos praticantes irregulares se inscreve numa dinâmica paroquial, enquanto nos Açores este número sobe para 83,3%. Refira-se ainda que, no que aos militantes diz respeito, é na região autónoma da Madeira que os inquiridos mais procuram lugares de culto e/ou comunidades fora da área de residência. Para além de aspectos geográficos e de factores como a divisão territorial das paróquias em cada diocese, não podemos descurar outras variáveis já analisadas como, por exemplo, as razões subjacentes à prática ou não prática religiosa. Todavia, em termos gerais, podemos afirmar que uma maior comunitarização das práticas tende a valorizar os dinamismos de proximidade. 85 Açores: Local mais frequente de participação na Missa Católicos, segundo a prática Católico nominal Católico praticante ocasional Católico praticante irregular Católico praticante regular Católico observante Católico militante A igreja paroquial da residência N 4 72 64 40 111 64 % 22,8% 75,7% 81,0% 80,7% 91,5% 83,1% Uma capela ou centro de culto da paróquia da residência N 0 3 2 2 1 6 % ,0% 3,5% 2,2% 3,3% ,5% 8,3% Uma igreja ou capela doutra paróquia N 1 12 15 7 8 4 % 7,5% 13,0% 19,3% 14,1% 6,7% 5,3% Outro local N 0 4 1 1 1 3 % ,0% 4,2% 1,5% 2,0% ,9% 3,3% Ns/Nr N 11 7 1 0 3 0 % 69,7% 7,0% ,8% ,0% 2,5% ,0% Total N 16 95 79 50 121 77 Quadro 91: Local mais frequente de participação na missa segundo categorias de católicos (Açores) Madeira: Local mais frequente de participação na Missa Católicos, segundo a prática Católico nominal Católico praticante ocasional Católico praticante irregular Católico praticante regular Católico observante Católico militante A igreja paroquial da residência N 2 65 36 23 80 42 % 7,4% 52,9% 50,0% 59,8% 76,6% 81,3% Uma capela ou centro de culto da paróquia da residência N 0 1 2 0 1 2 % ,0% ,9% 2,7% 1,0% 1,1% 3,0% Uma igreja ou capela doutra paróquia N 1 31 22 14 16 7 % 2,6% 25,4% 30,2% 36,5% 15,1% 13,6% Uma igreja ou capela duma Congregação ou Instituto religioso Nt 0 0 1 0 2 1 % ,0% ,0% 2,0% ,0% 2,0% 2,8% Outro local N 0 13 4 1 8 1 % ,0% 10,3% 4,9% 2,7% 7,6% 1,6% Ns/Nr N 29 14 7 0 3 0 % 90,0% 11,0% 10,3% ,0% 2,7% ,0% Total N 32 122 73 39 105 52 Quadro 92: Local mais frequente de participação na missa segundo categorias de católicos (Madeira) 86 Importa igualmente conhecer as razões que presidem a essa mesma escolha da assembleia dominical. Embora prevaleçam as motivações de índole pragmática (proximidade da residência principal ou secundária, compatibilidade de horário, etc..), é nos Açores que estes factores têm mais peso, com especial incidência para a proximidade geográfica (77,7% dos casos, contra 54,3%, na Madeira e 64,1% no continente). Estas motivações de índole prática não constituem todavia um factor exclusivo. De modo ainda mais vincado do que no continente, algumas razões de ordem eletiva são apontadas por um número significativo de inquiridos, desta feita com mais destaque no arquipélago da Madeira. Por exemplo, 28,7% dos membros das assembleias dominicais madeirenses escolhe a celebração por uma questão de gosto pessoal, contra 25,7% dos seus homólogos açorianos e 12,4% dos continentais, conferindo igualmente mais importância à empatia com o presidente da celebração (15,1%, contra 12,7% nos Açores e 5,4% em Portugal). Açores: Quais as principais razões por que vai à Missa dominical nesse(s) lugar(es) de culto? Respostas % de casos N % Está mais perto da residência principal 353 37.8% 77.7% Está mais perto da residência secundária, de fim-de-semana 4 .4% .9% Tem o horário que lhe convém mais 92 9.8% 20.2% Tem a localização e/ou o horário mais compatível com a sua ocupação habitual do fim-de-semana 40 4.3% 8.8% Gosta mais da celebração que aí é feita 117 12.5% 25.7% Gosta mais do Presidente da Celebração 58 6.2% 12.7% Encontra outras pessoas amigas ou de grupos de que faz parte 63 6.7% 13.9% O templo ou sala tem boas condições de ambiente, ou mais bonito ou agradável 41 4.3% 8.9% Por razões sentimentais ou de hábito 44 4.7% 9.8% Por devoção especial 32 3.4% 7.0% Porque acha que é aí que tem a obrigação de ir 14 1.5% 3.0% Porque considera que essa é a sua comunidade cristã 47 5.0% 10.3% Outra razão 3 .4% .8% Ns/Nr 27 2.9% 6.0% Total 934 100.0% 205.8% Quadro 93: Motivos para escolha do local de culto (Açores) 87 Madeira: Quais as principais razões por que vai à Missa dominical nesse(s) lugar(es) de culto? Respostas % de casos N % Está mais perto da residência principal 235 29.1% 54.3% Está mais perto da residência secundária, de fim-de-semana 6 .8% 1.4% Tem o horário que lhe convém mais 81 10.0% 18.7% Tem a localização e/ou o horário mais compatível com a sua ocupação habitual do fim-de-semana 33 4.1% 7.7% Gosta mais da celebração que aí é feita 125 15.4% 28.7% Gosta mais do Presidente da Celebração 65 8.1% 15.1% Encontra outras pessoas amigas ou de grupos de que faz parte 58 7.1% 13.3% O templo ou sala tem boas condições de ambiente, ou mais bonito ou agradável 30 3.7% 7.0% Por razões sentimentais ou de hábito 64 8.0% 14.8% Por devoção especial 21 2.6% 4.9% Porque acha que é aí que tem a obrigação de ir 9 1.1% 2.1% Porque considera que essa é a sua comunidade cristã 27 3.3% 6.2% Outra razão 3 .4% .7% Ns/Nr 51 6.3% 11.8% Total 810 100.0% 186.7% Quadro 94: Motivos para escolha do local de culto (Madeira) A partir de três tipologias demográficas (rural, semiurbana e rural), é ainda possível afinar a caracterização das diversas categorias de católicos praticantes. Nos Açores, o católico ocasional é predominantemente semi-urbano, tendo as restantes categorias um perfil mais rural, com especial incidência para o nominal (70.6%) e o observante (73,6%). Na Madeira, não se verifica a mesma repartição demográfica. Com efeito, neste arquipélago, os católicos ocasionais e irregulares residem um pouco mais nas áreas urbanas, enquanto os nominais e regulares investem preferencialmente as zonas semi-urbanas. Finalmente, os observantes e os militantes repartem-se quase equitativamente pelas três áreas. 88 Açores: Católicos, segundo a prática Dim Dimensão Total Rural Semi-urbano Católico nominal N 12 5 17 % 70,6% 29,4% 100,0% Católico praticante ocasional N 41 54 95 % 43,2% 56,8% 100,0% Católico praticante irregular N 44 35 79 % 55,7% 44,3% 100,0% Católico praticante regular N 33 17 50 % 66,0% 34,0% 100,0% Católico observante N 89 32 121 % 73,6% 26,4% 100,0% Católico militante N 34 42 76 % 44,7% 55,3% 100,0% Quadro 95: Distribuição dos católicos segundo a dimensão da localidade (Açores) Madeira: Católicos, segundo a prática Dim Dimensão Total Urbana Rural Semi-urbano Católico nominal N 14 2 17 33 % 42,4% 6,1% 51,5% 100,0% Católico praticante ocasional N 49 31 43 123 % 39,8% 25,2% 35,0% 100,0% Católico praticante irregular N 33 17 22 72 % 45,8% 23,6% 30,6% 100,0% Católico praticante regular N 14 9 17 40 % 35,0% 22,5% 42,5% 100,0% Católico observante N 34 34 37 105 % 32,4% 32,4% 35,2% 100,0% Católico militante N 19 16 17 52 % 36,5% 30,8% 32,7% 100,0% Quadro 96: Distribuição dos católicos segundo a dimensão da localidade (Madeira) 89 44,3 34 26,4 55,3 66 73,6 Irregulares Regulares Observantes Militantes Católicos por dimensão da localidade de residência (Aço Semiurbana Rural Gráfico 23 : Distribuição das categorias de católicos segundo a dimensão da localidade (Açores) 45,8 35 32,4 36,5 30,6 42,5 35,2 32,7 Irregulares Regulares Observantes Militantes Católicos por dimensão da localidade de residência (Madeira) Urbana Semiurbana Rural Gráfico 24: Distribuição das categorias de católicos segundo a dim. da localidade (Madeira) Apesar das contingências específicas de índole geográfica, é possível afirmar que, tal como se verifica em Portugal continental, existe uma correlação positiva entre a inscrição territorial e a proximidade/distanciamento no que diz respeito às práticas religiosas. Sem perder de vista a eventual influência do factor da insularidade em todo este processo, também aqui uma inscrição mais duradoura num determinado espaço geográfico favorece uma maior objectivação e materialização das práticas num contexto local. Mais de três quartos dos católicos militantes, observantes e 96 Madeira: Quais das seguintes actividades faz, actualmente Na sua paróquia de residência? Respostas % de casos N % Paróquia de residência: Ministro extraordinário da Comunhão 4 .9% 1.0% Paróquia de residência: Animador litúrgico 1 .2% .2% Paróquia de residência: Leitor 18 3.9% 4.1% Paróquia de residência: Membro do coro 8 1.7% 1.8% Paróquia de residência: Catequista 7 1.5% 1.6% Paróquia de residência: Acolhimento 1 .2% .2% Paróquia de residência: Visitador de doentes e pessoas sós 9 1.9% 2.1% Paróquia de residência: Colaborador de actividades sócio-caritativas 7 1.4% 1.5% Paróquia de residência: Membro do Conselho Pastoral 1 .2% .2% Paróquia de residência: Membro da Comissão de Festas 6 1.3% 1.3% Paróquia de residência: Formadores para Baptismo (CPB) e Matrimónio (CPM) 1 .2% .2% Paróquia de residência: Zelador(a) 3 .6% .6% Paróquia de residência: Outra 6 1.3% 1.4% Paróquia de residência: Nenhuma 388 84.5% 89.6% Total 460 100.0% 106.0% Quadro 104: Actividades realizadas na paróquia (Madeira) As diversas categorias de prática religiosa estão intimamente relacionadas com o processo de transmissão da fé em contexto familiar. Interrogados acerca da posição religiosa do pai/mãe quando o inquirido tinha 10 anos, a esmagadora maioria dos ocasionais, irregulares, regulares, observantes e militantes das duas ilhas classifica os pais como praticantes, embora os números relativos à figura materna sejam ligeiramente superiores. Por seu turno, os católicos nominais definem um pouco mais de metade dos pais (53,3% nos Açores e 58,1% na Madeira) e um pouco menos de metade das mães 0% nos Açores e ,% na Madeira como não praticantes. Ascendentes de outras denominações religiosas, não crentes ou sem religião constituem situações residuais. 97 Açores: Católicos, segundo a prática Posição religiosa do pai quando inquirido tinha 10 anos Total Católico praticante Católico não praticante Protestante (incluindo Evangélicos) Católico nominal N 7 8 0 15 % 46,7% 53,3% ,0% 100,0% Católico praticante ocasional N 66 24 0 90 % 73,3% 26,7% ,0% 100,0% Católico praticante irregular N 66 10 0 76 % 86,8% 13,2% ,0% 100,0% Católico praticante regular N 43 6 0 49 % 87,8% 12,2% ,0% 100,0% Católico observante N 112 4 0 116 % 96,6% 3,4% ,0% 100,0% Católico militante N 64 9 0 73 % 87,7% 12,3% ,0% 100,0% Total N 358 61 0 419 Quadro 105: Posição religiosa do pai quando o respondente tinha 10 anos (Açores) 98 Madeira: Católico, segundo a prática Posição religiosa do pai quando inquirido tinha 10 anos Total Católico praticante Católico não praticante Testemunha de Jeová Ateu ou agnóstico Católico nominal N 13 18 0 0 31 % 41,9% 58,1% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante ocasional N 90 25 1 0 116 % 77,6% 21,6% ,9% ,0% 100,0% Católico praticante irregular N 56 7 0 0 63 % 88,9% 11,1% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante regular N 30 7 0 0 37 % 81,1% 18,9% ,0% ,0% 100,0% Católico observante N 94 6 0 0 100 % 94,0% 6,0% ,0% ,0% 100,0% Católico militante N 45 3 1 0 49 % 91,8% 6,1% 2,0% ,0% 100,0% Total N 328 66 2 0 396 Quadro 106: Posição religiosa do pai quando o respondente tinha 10 anos (Madeira) 99 Açores: Católico, segundo a prática Posição religiosa da mãe quando inquirido tinha 10 anos Total Católico praticante Católico não praticante Católico nominal N 9 6 15 % 60,0% 40,0% 100,0% Católico praticante ocasional N 75 17 92 % 81,5% 18,5% 100,0% Católico praticante irregular N 72 6 78 % 92,3% 7,7% 100,0% Católico praticante regular N 50 0 50 % 100,0% ,0% 100,0% Católico observante N 113 4 117 % 96,6% 3,4% 100,0% Católico militante N 71 3 74 % 95,9% 4,1% 100,0% Total N 390 36 426 % 91,5% 8,5% 100,0% Quadro107: Posição religiosa da mãe quando o respondente tinha 10 anos (Açores) 100 Madeira: Católico, segundo a prática Posição religiosa da mãe quando inquirido tinha 10 anos Total Católico praticante Católico não praticante Testemunh a de Jeová Igreja Universal do Reino de Deus Outra religião cristã Católico nominal N 17 14 0 0 0 31 % 54,8% 45,2% ,0% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante ocasional N 104 12 1 0 0 117 % 88,9% 10,3% ,9% ,0% ,0% 100,0% Católico praticante irregular N 57 7 0 0 2 66 % 86,4% 10,6% ,0% ,0% 3,0% 100,0% Católico praticante regular N 36 3 0 0 0 39 % 92,3% 7,7% ,0% ,0% ,0% 100,0% Católico observante N 98 2 0 0 0 100 % 98,0% 2,0% ,0% ,0% ,0% 100,0% Católico militante N 48 1 0 1 0 50 % 96,0% 2,0% ,0% 2,0% ,0% 100,0% Total N 360 39 1 1 2 403 % 89,3% 9,7% ,2% ,2% ,5% 100,0% Quadro 108: Posição religiosa da mãe quando o respondente tinha 10 anos (Madeira) O processo de transmissão da fé no âmbito da socialização primária está intimamente associado ao baptismo dos filhos e aos itinerários de educação religiosa. O estudo sobre Portugal continental salientou um incremento da decisão de baptizar os filhos à medida que nos aproximamos dos católicos mais nucleares. Ou seja, 78,4% dos católicos nominais e 82,3% dos ocasionais baptizam os seus filhos ainda bebés, contra 95,5% dos observantes e 92,3% dos militantes. Os seus homólogos das regiões insulares não reproduzem exactamente o mesmo esquema. Em qualquer das categorias, são sempre mais de 90% dos católicos açorianos e madeirenses que tomam a decisão de baptizar os seus filhos ainda bebés. No que diz respeito à instrução religiosa, o mesmo estudo identificou um contraste assinalável entre os católicos nucleares (observantes e militantes) de Portugal continental e os outros tipos de identificação religiosa, sobretudo relativamente ao envolvimento na educação religiosa dos filhos. 101 Nas ilhas, as diferenças são menos vincadas. Assim, um terço dos católicos nominais4 dos Açores (31,7%) e da Madeira (35%) afirmam participar à instrução religiosa dos seus filhos, podendo recorrer simultaneamente aos dispositivos institucionais como a catequese e/ou a escola. Por outro lado, 45,8% dos ocasionais e 32,6% dos militantes fazem o mesmo nos Açores, contra 51,1% e 53,1% na Madeira. Relativamente à inscrição dos filhos na catequese, as estatísticas indicam que embora haja um incremento dessa tomada de decisão à medida que nos aproximamos dos católicos mais praticantes, as taxas de inscrição são elevadas em todas as categorias: variam entre 71,9% (nominais) e 96,1% (observantes) nos Açores e 79,8% (nominais) e 91,8% (militantes), na Madeira. Açores: Batismo dos filhos Católicos, segundo a prática Total Católico nominal Católico praticante ocasional Católico praticante irregular Católico praticante regular Católico observante Católico militante Ainda bebés N 8 52 51 37 99 54 300 % 90,9% 91,7% 100,0% 100,0% 98,6% 97,9% Quando crianças Nt 1 1 0 0 0 1 3 % 9,1% 1,3% ,0% ,0% ,3% 2,1% Alguns não estão batizados N 0 0 1 0 0 0 1 % ,0% ,0% 2,7% ,0% ,0% ,0% Nenhum foi baptizado N 0 4 0 0 1 0 5 % ,0% 7,0% ,0% ,0% 1,4% ,0% Total N 8 56 51 37 100 55 308 Quadro 109: Os católicos e o batismo dos filhos (Açores) Madeira: Batismo dos filhos Católicos, segundo a prática Total Católico nominal Católico praticante ocasional Católico praticante irregular Católico praticante regular Católico observante Católico militante Ainda bebés N 12 65 43 23 82 39 264 % 100,0% 91,9% 91,6% 92,5% 97,2% 97,1% Quando crianças N 0 4 1 1 0 2 8 % ,0% 6,3% 2,6% 3,8% ,0% 3,9% Quando adultos N 0 1 1 1 2 0 5 % ,0% 1,3% 2,9% 3,6% 1,9% ,0% Alguns não estão baptizados N 0 0 1 0 0 0 1 % ,0% ,0% 3,0% ,0% ,0% ,0% Nenhum foi baptizado N 0 2 0 0 1 0 3 % ,0% 3,4% ,0% ,0% 1,0% ,0% Total N 12 71 47 25 84 41 279 Quadro 110: Os católicos e o baptismo dos filhos (Madeira) 4 Deve ter-se em conta que o tamanho da amostra dos “nominais” pode ter algum peso nestes resultados. 102 Açores: instrução religiosa dos filhos Católicos, segundo a prática Total Católico nominal Católico praticante ocasional Católico praticante irregular Católico praticante regular Católico observante Católico militante Não N 2 8 3 2 1 6 23 % 28,1% 14,9% 6,2% 4,9% 1,4% 11,0% Sim, dada por si N 2 11 19 11 45 18 106 % 31,7% 19,5% 37,3% 30,6% 45,8% 32,6% Sim, dada pelos avós e outros familiares N 2 17 7 12 21 7 67 % 22,2% 30,7% 14,8% 34,0% 21,9% 13,1% Sim, na catequese N 5 44 43 33 94 47 266 % 71,9% 78,0% 85,5% 91,7% 96,1% 85,2% Sim, na escola N 2 9 4 5 15 4 39 % 22,1% 15,4% 8,3% 14,4% 15,5% 8,1% Total N 7 56 50 36 98 55 302 Quadro 111: A instrução religiosa dos filhos dos católicos (Açores) Madeira: instrução religiosa dos filhos Católicos, segundo a prática Total Católico nominal Católico praticante ocasional Católico praticante irregular Católico praticante regular Católico observante Católico militante Não Nt 0 7 8 6 3 0 24 % ,0% 9,3% 17,5% 25,6% 3,5% ,0% Sim, dada por si N 4 19 13 9 43 21 108 % 35,0% 26,5% 27,0% 34,4% 51,1% 53,1% Sim, dada pelos avós e outros familiares N 4 10 8 3 24 11 60 % 35,0% 13,8% 17,8% 12,0% 28,2% 27,7% Sim, na catequese N 10 58 37 18 77 36 235 % 79,8% 81,6% 79,5% 73,2% 91,5% 91,8% Sim, na escola N 0 9 3 4 19 7 41 % ,0% 12,4% 7,1% 14,4% 22,1% 17,6% Total N 12 71 47 25 84 39 277 Quadro 112: A instrução religiosa dos filhos dos católicos (Madeira) 103 No que se refere à caracterização das diversas modalidades de identificação católica, a Madeira apresenta – à semelhança de Portugal continental, mas de forma ainda mais pronunciada – uma curva de feminização em direcção dos católicos nucleares: 75% dos militantes e 70% dos observantes madeirenses são do sexo feminino, contra 68,4% e 63% dos católicos continentais. Nos Açores, apenas 50,6% dos católicos militantes são mulheres. Embora, em termos gerais predomine ligeiramente o sexo feminino – em minoria na categoria dos ocasionais (45,7%) –, neste arquipélago não se verificam grandes disparidades entre os sexos. 37,5 50 39,7 49,4 Irregulares Regulares Observantes Militantes Católicos segundo o sexo (Açores) Sexo masculino Sexo feminino Gráfico 25: Distribuição das categorias de católicos por sexo (Açores) 53,4 38,5 29,8 25 70,2 75 Irregulares Regulares Observantes Militantes Católicos segundo o sexo (Madeira) Sexo masculino Sexo feminino Gráfico 26: Distribuição das categorias de católicos por sexo (Madeira) 104 A distribuição de cada subconjunto por escalões etários revela que os católicos mais idosos têm maior peso entre os militantes (23,4% nos Açores e 32,7% na Madeira) e os observantes (22,3% nos Açores e 23,4% na Madeira). No caso específico da Madeira, estas duas categorias constituem mesmo os grupos mais envelhecidos, uma vez que apenas 20,2% dos militantes e 33,7% dos observantes têm menos de 45 anos. Nos Açores, estes dois grupos não reproduzem a pirâmide invertida, embora seja no seio dos militantes que o peso relativo dos jovens é mais importante (46,8% dos militantes têm menos de 45 anos). Globalmente, podemos afirmar que, neste arquipélago, com exceção dos nominais (o grupo mais rejuvenescido) os outros subconjuntos são relativamente equilibrados quanto à distribuição das idades. 21,3 24 9,1 20,8 26,3 20 14 14,3 18,8 14 9,9 11,7 22,3 13 22 1 Irregulares Regulares Observantes Militantes Católicos por escalões etários (Açore 15-24 anos 25-34 anos 35-44 anos 45-54 anos 55-64 Gráfico 27: Distribuição dos católicos por escalões etários (Açores) 105 6,9 20,5 2,9 3,8 30,6 20,5 22,1 5,8 22,2 20,5 8,7 9,6 10 24 25 17 23,1 Irregulares Regulares Observantes Militantes Católicos por escalões etários (Madeir 15-24 anos 25-34 anos 35-44 anos 45-54 anos 55-64 Gráfico 28: Distribuição dos católicos por escalões etários (Madeira) 112 Quadro 64: Interesse pelos assuntos religiosos nos media - Açores Quadro 65: Interesse pelos assuntos religiosos nos media – Madeira Quadro 66: Enunciados crentes - Açores Quadro 67. Enunciados crentes - Madeira Quadro 68: Pertença associativa - Açores Quadro 69: Pertença associativa – Madeira Quadro 70: Pertença associativa por posição religiosa – Açores Quadro 71: Pertença associativa por posição religiosa – Madeira Quadro 72: Atitudes face ao futuro do país por classes de posição religiosa Açores Quadro 73: Atitudes face ao futuro do país por classes de posição religiosa – Madeira. Quadro 74: Distribuição dos crentes com religião segundo autoclassificação praticante/não praticante - Açores Quadro 75: Distribuição dos crentes com religião segundo autoclassificação praticante/não praticante - Madeira Quadro 76: Razões para ser praticante segundo classes de posição religiosa - Açores Quadro 77: Razões para ser praticante segundo classes de posição religiosa - Madeira Quadro 78: Razões para ser não praticante segundo classes de posição religiosa - Açores Quadro 79: Razões para ser não praticante segundo classes de posição religiosa – Madeira Quadro 80: Frequências relativas à participação na missa Quadro 81: Quadro categorial dos católicos segundo a prática Quadro 82: Católicos segundo a prática Quadro 83: Frequência da comunhão segundo os diferentes modos de identificação católica (Açores) Quadro 84: Frequência da comunhão segundo os diferentes modos de identificação católica (Madeira) Quadro 85: Frequência da confissão segundo os diferentes modos de identificação católica (Açores) 113 Quadro 86: Frequência da confissão segundo os diferentes modos de identificação católica (Madeira) Quadro 87: Local de participação na missa Quadro 88: Local de participação na missa no universo dos praticantes Quadro 89: Participação na missa segundo tipo de local de culto (Açores) Quadro 90: Participação na missa segundo tipo de local de culto (Madeira) Quadro 91: Local mais frequente de participação na missa segundo categorias de católicos (Açores) Quadro 92: Local mais frequente de participação na missa segundo categorias de católicos (Madeira) Quadro 93: Motivos para escolha do local de culto (Açores) Quadro 94: Motivos para escolha do local de culto (Madeira) Quadro 95: Distribuição dos católicos segundo a dimensão da localidade (Açores) Quadro 96: Distribuição dos católicos segundo a dimensão da localidade (Madeira) Quadro 97: Tempo de residência dos católicos por categorias (Açores) Quadro 98: Tempo de residência dos católicos por categorias (Madeira) Quadro 99: Frequência da assistência a atos de culto na televisão por categorias de católicos (Açores) Quadro 100: Frequência da assistência a atos de culto na televisão por categoria de católicos (Madeira) Quadro 101: Pertença católica a grupos e movimentos (Açores) Quadro 102: Pertença católica a grupos e movimentos (Madeira) Quadro 103: Actividades realizadas na paróquia (Açores) Quadro 104: Actividades realizadas na paróquia (Madeira) Quadro 105: Posição religiosa do pai quando o respondente tinha 10 anos (Açores) Quadro 106: Posição religiosa do pai quando o respondente tinha 10 anos (Madeira) Quadro107: Posição religiosa da mãe quando o respondente tinha 10 anos (Açores) Quadro 108: Posição religiosa da mãe quando o respondente tinha 10 anos (Madeira) Quadro 109: Os católicos e o baptismo dos filhos (Açores) 114 Quadro 110: Os católicos e o baptismo dos filhos (Madeira) Quadro 111: A instrução religiosa dos filhos dos católicos (Açores) Quadro 112: A instrução religiosa dos filhos dos católicos (Madeira) Quadro113: Frequência das deslocações a Fátima Quadro114: As razões da deslocação a Fátima (Açores) Quadro115: As razões da deslocação a Fátima (Madeira) 115 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Posição atual dos respondentes na Madeira (N= 491) (Outros cristãos, Outra religião não cristã: 0%) Gráfico 2. Posição atual dos respondentes nos Açores (N= 493) Gráfico 3. Posição atual dos respondentes em Portugal continental (5 regiões NUTSII) (N= 3815; não incluído na amostra 23 respostas na categoria Nr/Ns que representa 0,6%) Gráfico 4. Razões para a não pertença religiosa (Madeira; N=46) Gráfico 5. Razões para a não pertença religiosa (Açores; N=26) Gráfico 6. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas rurais da Madeira (Outros cristãos, Testemunhas da Jeová: 0%) Gráfico 7. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas semi-urbanos da Madeira (Outros cristãos: 0%) Gráfico 8. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas urbanas da Madeira (Outros cristãos, pertencentes a outras religiões, protestante, inclui evangélicos: 0%). Gráfico 9. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas rurais dos Açores (Outros cristãos, pertencentes a outros cristãos: 0%) Gráfico 10. Composição de cada classe de posição religiosa quanto à dimensão da localidade: áreas semi-urbanos dos Açores (Protestantes, inclui evangélicos: 0%) Gráfico 11. População inquirida segundo a duração do atual domicílio na Madeira (N=491) Gráfico 12. População inquirida segundo a duração do atual domicílio nos Açores (N=493) Gráfico 13. Composição das classes de posição religiosa por tempo de residência na Madeira (N=481) Gráfico 14. Composição das classes de posição religiosa por tempo de residência nos Açores (N=492) Gráfico 15: Frequência de práticas orantes dos não crentes (Madeira) 116 Gráfico 16: Frequência de práticas orantes dos crentes sem religião (Madeira) Gráfico 17: Frequência de práticas orantes dos católicos (Madeira) Gráfico 18: Frequência de práticas orantes dos não crentes (Açores) Gráfico 19: Frequência de práticas orantes dos crentes sem religião (Açores) Gráfico 20: Frequência de práticas orantes dos católicos (Açores) Gráfico 21: Católicos segundo a prática nos Açores Gráfico 22: Católicos segundo a prática na Madeira Gráfico 23: Distribuição das categorias de católicos segundo a dimensão da localidade (Açores) Gráfico 24: Distribuição das categorias de católicos segundo a dim. da localidade (Madeira) Gráfico 25: Distribuição das categorias de católicos por sexo (Açores) Gráfico 26: Distribuição das categorias de católicos por sexo (Madeira) Gráfico 27: Distribuição dos católicos por escalões etários (Açores) Gráfico 28: Distribuição dos católicos por escalões etários (Madeira) Gráfico 29: Frequência das deslocações a Fátima por região 117 ANEXOS ESTATÍSTICOS