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Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de sistemas operativos Universidade do Minho Instituto de Educação Delfim José da Silva Macedo novembro de 2021 Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de sistemas operativos Delfim José da Silva Macedo UMinho|2021
Delfim José da Silva Macedo novembro de 2021 Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de sistemas operativos Trabalho efetuado sob a orientação da Professora Doutora Altina Ramos Relatório de Estágio Mestrado em Ensino de Informática Universidade do Minho Instituto de Educação
ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição-CompartilhaIgual CC BY-SA https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/
iii Agradecimentos Começo por agradecer a Deus a força e saúde que me tem concedido, muito em especial, a vontade e determinação que foi necessária para concluir esta dissertação. Após um longo caminho na construção deste relatório, quero também expressar o meu agradecimento a todas as pessoas que me incentivaram e contribuíram direta ou indiretamente para a conclusão deste mestrado. Assim, as minhas palavras de apreço e gratidão, vão também para: Ao Diretor do Curso de Mestrado em Ensino de Informática, Professor Doutor António Osório. À minha supervisora Doutora Alina Ramos, pela disponibilidade e paciência durante todo o estágio. Ao professor Hélio Vilas que muito gentilmente aceitou orientar as aulas na Escola Secundária Alberto Sampaio, demonstrando ser um profissional excelente e dedicado, agradeço assim, a disponibilidade, o apoio, os conselhos e as sugestões dadas durante esse período e que se prolongou até ao final deste relatório. A todos os meus colegas de mestrado, principalmente a minha colega de estágio Daniela Oliveira. Aos alunos da turma 3P do 12º ano do ano letivo 2017/2018 da Escola Alberto Sampaio, que em muito contribuíram e colaboraram para que fosse possível a que este trabalho chegasse a bom porto. Agradeço muito ao meu amigo e parceiro desde os tempos de universidade, Zé Manuel Cerqueira, que ajudou e apoiou em diversos momentos do relatório, apesar do pouco tempo que tinha disponível. A todos os professores e amigos, pela partilha de experiência no ramo do ensino. Ao Diretor da AESAS, Dr. João Andrade, assim como a todos os seus membros que possibilitaram a realização do estágio profissional integrado no âmbito deste mestrado.
iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
v Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de sistemas operativos Resumo Nos tempos atuais é inquestionável o valor e a preponderância das tecnologias na sociedade, em particular das tecnologias digitais. Na área da educação, temos assistido ao desenvolvimento e à introdução de diferentes recursos tecnológicos, passíveis de serem utilizados nos processos de ensino e aprendizagem, em diferentes áreas disciplinares, incluindo a própria área de informática. É neste estado tecnológico que surge o presente trabalho de estágio profissional, necessário para obtenção do grau de Mestrado em Ensino de Informática da Universidade do Minho, do ano letivo 2017/2018. O estágio pedagógico decorreu na Escola Secundária de Alberto Sampaio. Para tal, foi-me atribuída a turma 3P do curso profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas (GPSI), tendo a turma contribuído de forma muito valorativa para a formação e intervenção pedagógica. A turma era constituída por 12 elementos do sexo masculino do 12º ano de escolaridade. A disciplina lecionada durante este período foi Sistemas Operativos do curso GPSI. Foram tratados, abordados e explorados os conteúdos programáticos do Módulo 5 (OP1) – Configuração Avançada de Sistemas Operativos Servidores. O método de ensino aplicado durante a intervenção pedagógica teve como um dos objetivos conhecer e compreender o “Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de sistemas operativos”. A metodologia de trabalho baseou-se em apresentações com o uso do projetor digital, combinado com a instrução direta, seguida de exercícios práticos no computador, com trabalho colaborativo. Para consolidação das aprendizagens, além dos exercícios práticos no computador, os alunos realizavam também pequenas fichas formativas baseadas em recursos digitais, como as aplicações Socrative e Kahoot, com o objetivo de diversificar, promover e envolver todos os alunos, com especial atenção nos alunos mais desmotivados. O objetivo principal do uso de diferentes estratégias (trabalhos individuais e em grupo), combinado com o uso de diferentes aplicações digitais na aprendizagem do Módulo 5 de Sistemas Operativos, foi o de usar estes métodos de ensino para responder de forma adequada ao perfil de alunos deste curso profissional, e também para aumentar a motivação para o estudo e colaboração entre colegas, e desta forma, alcançarem o sucesso escolar no final do módulo. Palavras-chave: Aprendizagem, Colaboração, Ensino, Estudo, Profissional.
vi Impact of different strategies and digital resources on learning operating systems Abstract In today's times, the value and preponderance of technologies in society, particularly digital technologies, is unquestionable. In the area of education, we have witnessed the development and introduction of different technological resources, which can be used in teaching and learning processes, in different subject areas, including the area of computer science itself. It is in this technological state that the present professional internship work arises, necessary to obtain the Master's degree in Computer Science Teaching from the University of Minho, in the academic year 2017/2018. The pedagogical internship took place at Alberto Sampaio Secondary School. For this, I was assigned to class 3P of the Technical Professional Course of Management and Systems Programming (GPSI), and the class contributed in a very valuable way to the training and pedagogical intervention. The class was made up of 12 males in the 12th grade. The subject taught during this period was Operating Systems of the GPSI course. The programmatic contents of module 5 - "Operating Systems" - were treated, approached and explored. The teaching method related to the pedagogical intervention aimed to verify the "Impact of different strategies and digital resources on the learning of operating systems". It is based on a working methodology based on electronic board presentations followed by practical exercises on the computer. To consolidate learning, in addition to the practical exercises on the computer, students also performed short training sessions based on digital resources, such as the Socrative and Kahoot applications, with the aim of diversifying, promoting and involving all students, with special attention to the most unmotivated students. The main goal of using different strategies (individual and group work), combined with the use of different digital applications in the learning of Module 5 of Operating Systems, was to use these teaching methods to respond adequately to the profile of students in this professional course, and also to increase motivation for study and collaboration among classmates, and in this way, achieve academic success at the end of the module. Key words: Learning, Collaboration, Professional, Study, Teaching.
vii ÍNDICE INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 1 1.1 Escolha do tema para o projeto ........................................................................................... 4 1.2 Organização do Relatório ..................................................................................................... 4 1.3 Breve Introdução das aulas assistidas.................................................................................. 5 2. CONTEXTO ESCOLAR ........................................................................................ 7 2.1 A Escola .............................................................................................................................. 7 2.1.1 O Curso (da intervenção pedagógica) ........................................................................... 8 2.1.2 A Turma (da intervenção pedagógica) .......................................................................... 9 2.2 O projeto ............................................................................................................................. 9 2.3 Objetivos ........................................................................................................................... 10 3. ENQUADRAMENTO TEÓRICO DA INTERVENÇÃO ............................................. 12 3.1 Os Recursos Digitais na Aprendizagem de sistemas Operativos .......................................... 12 3.2 Porque devemos alterar a forma de dar aulas .................................................................... 13 3.3 Porquê o ensino profissional .............................................................................................. 14 3,4 As aplicações online no desenvolvimento de competências ................................................ 14 3.5 As aplicações online como instrumento de avaliação ......................................................... 15 3.6 Motivação e integração dos alunos .................................................................................... 15 3.7 Planificações de aulas e materiais ..................................................................................... 16 3.8 Transformar o antigo modelo de dar aulas ......................................................................... 18 4. O ESTÁGIO - A PRÁTICA EFETIVA ..................................................................... 19 4.1 Tópicos do Módulo ............................................................................................................ 20 4.2 Principais atividades .......................................................................................................... 22 4.3 Módulo 05 (OP1) – Configuração Avançada de Sistemas Operativos Servidores ................. 23 4.3.1 Ubuntu ...................................................................................................................... 25 4.4 Hardware utilizado durante as aulas .................................................................................. 26 4.5 Servidor Samba ................................................................................................................. 26 4.6 Shell Script ....................................................................................................................... 27 4.7 Acesso Remoto ................................................................................................................. 27 4.8 Plataformas utilizadas nas aulas ........................................................................................ 30 4.8.1 Socrative ................................................................................................................... 30 4.8.2 Kahoot ...................................................................................................................... 34
3 iii) a capacitação dos alunos ao nível do digital, com a inclusão de recursos digitais e com o objetivo de promover além das competências relacionadas com módulo outras competências mais gerais, tornando-os assim mais competentes. Considerando os conteúdos programáticos do Módulo 5 (OP1) – Configuração Avançada de Sistemas Operativos Servidores, a especificidade da turma, o método de ensino a utilizar, foram expressas as seguintes competências que alunos deveriam atingir com esta intervenção pedagógica: i) Configurar os serviços de servidores de impressão e ficheiros; ii) Configurar os serviços de acesso remoto a máquinas e aplicações; iii) Elaborar shell script avançados de administração e manutenção de sistemas; iv) Desenvolver a capacidade de efetuar diferentes atividades de forma autónoma; v) Sejam responsáveis na sua aprendizagem, procurando evitar distrações empenhando-se nas tarefas que lhe são propostas; vi) Ser alunos empenhados nas tarefas propostas. vii) Promover e estimular um bom ambiente de sala de aula, respeitando os colegas e o professor, evitando conflitos, colaborando uns com os outros. viii) Participar de forma ativa no ensino aprendizagem. Em função destes objetivos pretendeu-se, numa fase posterior deste projeto de estágio, avaliar o impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de sistemas operativos. Este relatório pretende descrever todo o trabalho realizado e os desafios que se colocaram ao longo da intervenção pedagógica. Além disso, serve como um documento de reflexão e análise do desempenho do autor e a experiência adquirida no âmbito do estágio profissional realizado na Escola Secundária Alberto Sampaio.
4 1.1 Escolha do tema para o projeto A escolha do tema “Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de Sistemas Operativos“, deveu-se à problemática existente na aprendizagem por alguns dos alunos dos cursos profissionais. Nem todos os alunos têm a mesma motivação para o estudo, devido a problemas de várias ordens. De um modo geral, salvo algumas exceções, a falta de interesse e problemas familiares são uma constante, originando no professor um esforço extra em programar com antecedência as suas aulas, para assim chegar a todos os alunos com a mensagem que pretende transmitir. Os problemas identificados em determinados níveis de ensino levaram a que exista uma maior diversificação na oferta de ensino nas escolas públicas do ensino secundário, incluindo a sua reconfiguração do sistema implementado através da lei de bases do sistema educativo (Lei n.º 46/86, de 14 de outubro). O artigo publicado por Madeira (2006) acentua isso mesmo, alunos no início da adolescência aptam por cursos profissionais de carater mais prático, que os levem mais facilmente para o mercado de trabalho ao mesmo tempo que oferecem uma equivalência académica necessária para terminar o percurso escolar. Decorrente das problemáticas apresentadas, o tema escolhido para o desenvolvimento deste trabalho, “Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de Sistemas Operativos“ pretende contribuir para compreensão das potencialidades do hibridismo, potencialmente enriquecido por metodologias ou estratégias, combinado com recursos digitais, na aprendizagem na sala de aula com alunos dos cursos profissionais. 1.2 Organização do Relatório Este documento encontra-se estruturado e organizado da seguinte forma: Capítulo I - Introdução corresponde ao presente capítulo e que serve para introduzir o trabalho realizado durante o estágio assim como a escolha do tema para o projeto Capítulo II - é identificado o contexto onde decorreu a intervenção pedagógica; Capítulo III - apresenta o todo o contexto particularmente no que concerne às dificuldades individuais à estratégia exploratória e à estratégia de intervenção implementadas; Capítulo IV - é traçado aquele que foi o percurso de aprendizagem dos alunos, nomeadamente no que concerne às etapas no processo de ensino-aprendizagem e os respetivos objetivo; são apresentados os métodos, técnicas e instrumentos de recolha de dados utilizados ao longo da intervenção;
5 Capítulo V – são realizadas as considerações finais acerca do desenvolvimento do projeto de intervenção, as dificuldades encontradas, assim como as aprendizagens obtidas. Na parte final do documento encontram-se as Referências Bibliográficas os Apêndices e os Anexos. 1.3 Breve Introdução das aulas assistidas Na primeira fase de todo o processo do estágio foram realizadas observações das aulas de todo o Módulo 4 de Sistemas Operativos. As aulas deste módulo foram lecionadas pelo professor orientador, o responsável pela disciplina. Desta forma, foi possível verificar a atuação do professor cooperante e dos alunos do 3P durante a prática letiva, com especial atenção às metodologias e estratégias adotadas para aprendizagem e avaliação do Módulo 4 de Sistemas Operativos. As aulas observadas revelaram-se cruciais na apropriação de conhecimentos e competências, que mais tarde foram fundamentais e particularmente úteis para a lecionação do Módulo 5. Para o desenvolvimento da prática pedagógica do Módulo 5, seguiu-se o seguinte plano (entenda-se como iterativo e flexível) para a maioria das aulas: i) método expositivo (apresentação de conceitos, técnicas e práticas a desenvolver); ii) realização de atividades práticas individuais (fichas de trabalho sobre servidores, baseados em comandos Linux); iii) realização de fichas de formativas online com os recursos Socrative e/ou Kahoot (através dos computadores da sala de aula ou dos smartphones dos alunos); Próximo do final do módulo implementou-se trabalhos de pares (exploração das dinâmicas de grupo). Assim, numa parte das aulas privilegiou-se mais o trabalho individual, como exemplo, resolução de fichas de trabalhos e atividades com o Socrative e/ou Kahoot (online). Outra parte das aulas (perto do final do módulo) enfatizou-se os trabalhos de grupo com a realização de um trabalho sobre um tema que os alunos habitualmente não efetuavam. Este trabalho baseou-se na resolução de uma série de questões em Shell Script, exigindo para tal o uso das técnicas de programação assimiladas em disciplinas realizadas em anos anteriores. O trabalho realizado em pares efetuado no final do Módulo e os trabalhos individuais desenvolvidos ao longo das aulas, contribuíram para dois tipos de avaliação: individual e em grupo, com respetiva reflexão sobre os mesmos.
6 A adoção desta metodologia constitui a base para o projeto de estágio (tema desenvolvido e aprofundado nos capítulos seguintes). Conforme já referido anteriormente este relatório de estágio pretende ser um documento reflexivo de toda a atividade desenvolvida ao longo do estágio profissional, tendo como objetivo também de assinalar a curta experiência pedagógica do autor e os desafios que confrontou. O Estágio proporcionou a abertura de novos horizontes no que diz respeito aos processos de ensinoaprendizagem que foi conseguida pelos ensinamentos e conselhos do professor orientador e pela experiência obtida na prática pedagógica proporcionada na sala de aula. A experiência pedagógica obtida com os alunos do 3P permitiu perceber a importância do conhecimento acerca do perfil dos alunos e do contexto da turma na aprendizagem. Aspetos como, a motivação, atenção, responsabilidade, empenho e ritmo e forma de aprender do aluno revelam-se cruciais no sucesso dos alunos. Como tal, importa considerar a diferenciação pedagógica e a procura constante em termos de inovação (tecnológica, pedagógica, etc.) para inverter eventual insucesso escolar e por vezes a indisciplina na sala de aula decorrente do desinteresse e frustração dos alunos. Nos cursos profissionais, não é atípico assistir por vezes alunos que deixam módulos por concluir, outros, a desistir antes de terminar o curso. “Apesar de todos os esforços, há alunos que não aprendem e outros que desistem da escola” {Formatting Citation}. Sendo assim, a adoção de diferentes estratégias de ensino pode ser uma mais-valia para turmas complicadas, pois o mesmo método de ensino adotado na sala de aula não serve para todos os alunos (alunos com diferentes perfis). Tal como confirma Arends “Ainda que tenhamos à disposição princípios e orientações tendentes a otimizar a prática, tal não significa que o professor em início de carreira deva concluir que os princípios baseados na investigação funcionam sempre, para todos os alunos e em todos os contextos” (Arends, 1999, p.12). Assim sendo, para este projeto delineou-se uma intervenção pedagógica centrada nos alunos, levandoos a mobilizar os seus conhecimentos e experiências já adquiridas para alcançarem novos saberes, questionando-os e solicitando constantemente a sua intervenção na aula. Além disso, procurou-se promover de forma rápida e interventiva o esclarecimento de dúvidas, fomentando o debate e a visão crítica dos conteúdos e desafiando-os a participar ativamente.
7 2. CONTEXTO ESCOLAR 2.1 A Escola Conforme já referido anteriormente, o estágio decorreu na Escola Secundária Alberto de Sampaio, pertencente ao AESAS (Agrupamento de Escolas Alberto de Sampaio). O AESAS foi criado em 2013, consistindo numa agregação da Escola Secundária Alberto Sampaio (situada na freguesia de S. Lázaro da cidade de Braga) com o Agrupamento de Escolas de Nogueira. O Patrono do Agrupamento é Alberto Sampaio, nascido em Guimarães em 17 de novembro, data em que se celebra o dia do Agrupamento. Homem de cultura formado em direito na Universidade de Coimbra, integrou vários movimentos intelectuais, foi escritor e alguns dos seus pensamentos acompanham as paredes do edifício da sede do Agrupamento, nomeadamente nas paredes principais, o Lema do AESAS “nunca se perde tempo com aquilo que amamos”. ( Projeto Educativo AESAS , 2016) O AESAS insere-se em 8 freguesias do concelho de Braga e tem 13 estabelecimentos de ensino. Não é considerado uma Unidade Orgânica TEIP – Território Educativo de Intervenção Prioritária. É um Mega Agrupamento, com cerca de 3500 estudantes, o que corresponde a um total de cerca de 14% da população do Concelho de Braga. Compreende 275 docentes e 98 não docentes. De acordo com o Projeto Educativo, relativamente às habilitações dos pais e situação laboral, mais de 50% têm o ensino secundário concluído e desses, cerca de 25% têm o ensino superior. A nacionalidade dos alunos é em cerca de 98% portuguesa. Nos cursos profissionais predomina o sexo masculino em cerca de 70%. Em 2015/2016 o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais foi de 54 (1,7% do total de alunos), dos quais 17 se encontram na escola secundária. Foi a primeira escola em Braga a promover a inclusão de alunos surdos, o que vem a ser feito ao longo dos últimos 17 anos, ou seja, a escola tem uma forte preocupação com os alunos com Necessidades Educativas Especiais. Foi também a primeira escola em Braga dispor de acesso à Internet em banda larga. A ESAS obteve classificação de “muito bom” em todos os domínios de avaliação, desde os resultados dos alunos, organização e gestão escolar, liderança e serviço educativo. A ESAS é uma escola voltada para todos, embora prevaleça uma classe média com um capital cultural elevado (não necessariamente com capital económico elevado). É uma das escolas em Braga que tem uma composição sociocultural mais heterogénea. Por exemplo, compreende etnias ciganas em grande número e, neste momento, confronta-se com alguns problemas de tráfico de droga nas imediações e que estão a entrar na escola.
8 Tem como metas o sucesso educativo, através da Ação Educativa, dos Resultados Académicos, Formação Cívica e Humana, combate ao Abandono Escolar e a Avaliação. A qualidade e transparência tem um forte peso nesta escola com a promoção de cada um dos seus alunos, para que sejam cada vez mais responsáveis e rigorosos na aquisição de conhecimentos e valores, tornando-os mais humanos e tolerantes com outras culturas, promovendo as formas artísticas e científicas, fomentando a tolerância entre culturas. No campo da missão e valores, centra-se na construção de uma educação integral, antes de tudo para a cidadania, proporcionando o alargamento da autonomia pessoal e favorecendo a clarificação de um sistema de valores e de práticas – sempre numa perspetiva humanista que permita aos indivíduos a interpretação crítica e fundamentada do mundo atual e os dotes de capacidade de ação, com sucesso no mesmo. Os seus valores estão plasmados no Projeto Educativo e têm por base esta linha de pensamento. 2.1.1 O Curso (da intervenção pedagógica) Portugal tem vários níveis de ensino. O ensino básico tem início com o 1º Ciclo que vai desde o 1º ano até ao 4º ano; 2º Ciclo engloba o 5º e 6º ano; e o 3º Ciclo com o 7º, 8º e 9º ano. O Ensino Secundário abrange o 10º, 11º e 12º ano. Como é obrigatório estudar até ao 12º ano, até aos 18 anos os alunos devem optar pelas ofertas educativas disponíveis em cada agrupamento. O curso profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas, funciona em período letivo diurno e está orientado para os alunos que concluem o 9º ano de escolaridade ou formação equivalente. Normalmente os alunos procuram este curso por ser mais prático e voltado para o mundo do trabalho, não excluem a hipótese de, mais tarde, prosseguirem estudos a nível superior. Este curso tem uma estrutura curricular organizada por Módulos, o que permite maior flexibilidade e respeito pelos ritmos de aprendizagem dos alunos. O plano de estudos inclui três componentes de formação: ● Sociocultural, 1100 horas; ● Científica, 500 horas; ● Técnica, 1600 horas;
9 Com um total de 3100 horas de curso, 144 horas são dedicadas à disciplina Sistemas Operativos. Esta disciplina inclui, como já referido atrás, o módulo 5. A intervenção pedagógica do estágio incidiu e foi dedicada a este módulo. 2.1.2 A Turma (da intervenção pedagógica) A turma 3P do 12º ano de escolaridade do curso GPSI que contribuiu para a intervenção pedagógica, é composta por 12 alunos todos do sexo masculino, entre os dezasseis e vinte anos de idade. Embora a turma seja pequena, os alunos não demonstram grande vontade em trabalhar quer em grupo, quer individualmente. Considerando que a média de idade dos alunos é de 17,3 anos, a turma demonstrou durante as aulas muito respeito e apreço pelo professor orientador e pelos professores estagiários. Na turma notou-se alguns conhecimentos de Linux, fruto do conhecimento adquirido no Módulo 04, estudado nas aulas das semanas anteriores e que foram assistidas pelos professores estagiários. No que diz respeito ao aproveitamento no módulo 04, Sistema Operativo Open Source, há a referir o aluno, B.G. com fraca assiduidade, ficando com nota final de 5 valores. Constatou-se também que dois alunos não apresentaram o trabalho de grupo, culminando com notas negativas na avaliação final. Desta forma, três alunos não tiveram aproveitamento ao módulo 04. A observação da prática pedagógica do orientador cooperante permitiu recolher um conjunto de informações pertinentes de forma a delinear o desenvolvimento da intervenção propriamente dita. Além disso, foi também possível constatar que alguns alunos chegavam atrasados à aula, outros perdiam-se facilmente na navegação em sítios web, nada relacionados com os conteúdos programáticos a abordar, e levantavam-se do lugar onde estavam sentados, sem pedir a devida autorização. 2.2 O projeto Durante o 1º semestre do 2º ano de Mestrado em Ensino de Informática, foi definido que todos os alunos deveriam entregar o Projeto de Estágio a realizar numa escola. No desenvolvimento do projeto ficou definida a calendarização das diversas atividades ao longo do 2º ano do curso, incluindo a prática letiva do estágio profissional na AESAS (7.1 Apêndice). A questão de investigação desta intervenção está subordinada à temática:
10 ● “Impacto de diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de Sistemas Operativos (S.O.) ” Considerando a importância da motivação dos alunos, a questão de investigação é a seguinte: ● Como motivar os alunos dos cursos profissionais para a aprendizagem de assuntos relacionados com Sistemas Operativos? Tendo como base essa questão, surgem sub-questões, relativamente às quais se pretende dar resposta e que são as seguintes: ● Quais são os interesses dos alunos dos cursos profissionais? ● Como os alunos dos cursos profissionais gostam de aprender? ● Que estratégias tem o professor ao seu dispor para promover a aprendizagem dos alunos dos cursos profissionais? ● Como incentivar os alunos dos cursos profissionais a serem responsáveis face à aprendizagem? 2.3 Objetivos O principal objetivo da intervenção pedagógica consistiu em explorar e utilizar os métodos e as técnicas estudadas nas unidades curriculares do Mestrado, garantindo a motivação e o interesse dos alunos, de forma a potenciar a aprendizagem das matérias relacionadas com Sistemas Operativos. Simultaneamente, foi tido também em atenção, os seguintes pontos: ● Contribuir para uma uma sólida preparação científica de modo a evitar o insucesso académico dos alunos; ● Assegurar a todos os alunos o máximo desenvolvimento de suas potencialidades, tendo em vista a superação das suas dificuldades; ● Desenvolver nos alunos a capacidade crítica e criativa em relação às matérias de ensino e à aplicação dos conhecimentos e habilidades em tarefas teóricas e práticas; ● Contribuir para a formação dos alunos de modo a adquirirem qualidades humanas, os princípios éticos e profissionais. ● Promover a aprendizagem dos conteúdos curriculares, com recurso a um conjunto de estratégias que vão ao encontro dos interesses dos alunos; ● Promover atitudes de responsabilidade dos alunos face à aprendizagem;
11 ● Estimular o trabalho cooperativo e colaborativo entre os alunos; ● Incentivar a autonomia dos alunos na aprendizagem; ● Avaliar o impacto das estratégias utilizadas na motivação dos alunos;
12 3. ENQUADRAMENTO TEÓRICO DA INTERVENÇÃO 3.1 Os Recursos Digitais na Aprendizagem de sistemas Operativos Nas próximas linhas será feita uma exposição dos pontos mais importantes que fundamentam a escolha do tema para o plano de intervenção. As tecnologias digitais podem tornar-se potenciais e interessantes recursos pedagógicos. A literatura demonstra que são promotores e mobilizadores de aprendizagens, além de que ampliam as habilidades dos docentes, tornando-os mais ajustados às exigências do sec. XXI. Ser professor em qualquer área do ensino obriga a uma aprendizagem contínua face às constantes exigências e mudanças do mundo contemporâneo, acerca dos métodos e estratégias utilizadas na sala de aula. O mesmo acontece no Ensino da Informática, pois neste universo em constante mudança nada se repete pelo contrário exige uma adaptação constante a novas situações, como afirma Imídeo Nérci: “educar não é preparar para repetir, mas para tomar consciência de situações novas que exigem soluções inéditas, isso porque os fatos da vida não se repetem. Esta apresenta situações diferentes, problemáticas, ao indivíduo” (Nérici, 1965). Torna-se fundamental defender o uso das tecnologias digitais que são disponibilizadas nos dias de hoje, inovando os modelos de ensino e que assumam caraterísticas de recursos pedagógicos, como por exemplo, as aplicações online Socrative e Kahoot, entre outras já disponíveis. A capacidade de os alunos estarem ativamente envolvidos na sua própria aprendizagem, com o auxílio do professor, utilizando estas tecnologias para ajudá-los a refletir na aprendizagem dos conteúdos, torna-se indispensável para estes elaborarem planos para o futuro. A necessidade de trabalho individual dos estudantes faz com que, muitas vezes, seja necessária a presença de um tutor (muitas vezes o próprio docente) ou de um mentor (que pode ser um outro estudante mais experiente) que os ajude a orientar o projeto, motive, dê sugestões para a continuação do trabalho em curso e que, às vezes desestabilize (positivamente) o rumo seguido, de forma a desencadear o alargamento de novos saberes. A utilização de recursos digitais, enquanto dispositivos pedagógicos, enriquece o discurso do docente dada a necessidade de recontextualização dos conhecimentos a partir das diferentes culturas. O objetivo da educação de hoje não é o acesso a mais informações, mas sim dar aos alunos as habilidades e estratégias necessárias para gerir um mundo de informação disponível, para aprendizagem futura.
19 4. O ESTÁGIO - A PRÁTICA EFETIVA A mais importante etapa do professor verifica-se quando v ai pôr as mãos na massa (Sanches, 2011), isto é, quando é colocado em contacto com a realidade da sala de aula. Nesta altura o professor estagiário ambiciona apropriar-se das melhores estratégias, face à responsabilidade na aprendizagem efetiva dos alunos. O estágio profissional é uma forma de iniciar e aperfeiçoar a ligação entre a teoria ministrada nas aulas do mestrado e a prática do estágio, com vivência situacional e real, perante alunos, num certo contexto e diferenciados. O estágio permitiu planificar as aulas com o auxílio do professor cooperante. A planificação e os vários tipos de interação, professor - aluno, aluno - aluno e professor - ”professor estagiário”, que ocorrem durante período de estágio pedagógico, favoreceram toda a comunicação e que se revelou fundamental para o bom andamento das aulas. No início do ano letivo começou com observação de algumas aulas do orientador cooperante, como forma de conhecer o método utilizado, todo o ambiente envolvente da sala de aula, bem como as caraterísticas da turma. Esta observação de aulas permitiu a aquisição de conhecimentos pedagógicos e também, gradualmente, a integração dos professores estagiários na turma. As aulas assistidas permitidas pelo professor cooperante, bem como a informação transmitida pelo orientador nas reuniões semanais, foram uma mais-valia, pois deste modo a matéria foi adaptada à turma, contribuindo assim para a preparação das aulas. Desta forma, os conteúdos lecionados foram adaptados por forma a desenvolver as melhores aprendizagens. É de salientar que as aprendizagens realizadas nas unidades curriculares ao longo do Mestrado foram fundamentais para o desenvolvimento pessoal e profissional e que em muito contribuíram para a realização do estágio profissional, como tal destacam-se: ● Metodologias do Ensino de Informática ● Tecnologia Educativa ● Currículo e Avaliação ● A Escola Como Organização Educativa
20 ● Paradigmas da Programação e Sistemas de Dados Outra unidades curriculares que deram o seu auxílio na preparação das aulas do estágio, atendendo às matérias estudadas durante o curso. 4.1 Tópicos do Módulo A estratégia adotada durante a lecionação do Módulo foi a seguinte: num primeiro momento de cada tópico foi projetado a explicação do que era para desenvolver durante a aula ou aulas conforme o caso. Seguindo-se uma sessão prática no computador, terminando com a respetiva avaliação no Socrative ou Kahoot. A estratégia de utilizar a aplicações online com todos os alunos da turma 3P foi desenvolver a motivação para a aprendizagem durante a lecionação do Módulo de Sistemas Operativos. Porque estamos perante uma turma de cursos profissionais em que o baixo rendimento é generalizado em todas as disciplinas, o uso constante do computador em sala de aula e a utilização de aplicações online para desenvolver as atividades referentes ao ensino da matéria tornou-se uma mais-valia para o ensino do módulo 5. Considerando os conteúdos programáticos do Módulo 5 (OP1) – Configuração Avançada de Sistemas Operativos Servidores, as matérias específicas a expor em cada aula, com as orientações do professor cooperante, foi desenvolvida uma planificação detalhada do plano de aula (7.2 Apêndice), onde estão incluídas a respetiva apresentação em PowerPoint, quando se tornava necessária, assim como a realização dos exercícios práticos para serem realizados no computador. 4.2 Recursos da sala de aula Na sala onde decorreu a atividade letiva estava apetrechada com o um projetor digital que foi utilizado a maior parte das vezes no início das aulas para apresentar ou rever a matéria teórica do programa, relativa às várias etapas do Módulo 5 de Sistemas Operativos. No centro da sala encontravam-se algumas mesas para os alunos assistirem à exposição do conteúdo do programa feita pelo professor estagiário. Os computadores, usados para as atividades práticas, com ligação à Internet e já com o sistema operativo Ubuntu (distribuição Open Source Linux) instalado, estavam organizados em U conforme figura (Figura 1).
21 Figura 1 – Esquema da sala de Informática Fonte: Esquema realizado pelo autor Os 12 computadores da sala de aula eram em número suficiente para que cada aluno tivesse um disponível para realizar as atividades práticas, realizadas depois da introdução teórica de cada assunto do Módulo 5. Porém sempre aconteciam imprevistos, porque um ou mais computadores não funcionavam ou não tinham Internet, alguns alunos perdiam imenso tempo a retomar as atividades propostas. Em cada aula foi utilizada uma grelha de observação (Tabela 1) onde se registaram vários pontos importantes sobre cada um dos alunos, por exemplo: ● Autonomia ● Cooperação ● Empenho ● Participação ● Etc.
22 4.2 Principais atividades No que diz respeito às atividades letivas no contexto da intervenção pedagógica, as mesmas incidiram no ensino do Módulo 5 (OP1) – Configuração Avançada de Sistemas Operativos Servidores. Aqui o ponto de referência foi a planificação modular previamente realizada pelo orientador cooperante, onde detalha os conteúdos programáticos a abordar, os objetivos a atingir, a metodologia proposta, a avaliação e a carga horária total. Após uma análise e reflexão da planificação, foi definida a seguinte sequência de conteúdos a explorar na aprendizagem dos alunos: Figura 2– Percurso de aprendizagem dos alunos Fonte: Esquema realizado pelo autor Conforme ilustra a Figura 2 o percurso de aprendizagem dos alunos assenta em 5 etapas fundamentais: 1. A primeira etapa designada de “Tipo de Servidores” tem como objetivo a contextualização do tipo de servidor que podemos encontrar nos nossos dias, estudando as características e serviços de cada um deles. Com este tema pretende-se que os alunos tomem consciência da importância que os servidores podem ter ao estudarem esta tecnologia; 2. A segunda etapa designada de “Servidor SAMBA” tem como objetivo dotar os alunos dos conhecimentos necessários por forma a serem capazes de instalar um servidor de ficheiros, identificar e explicar os principais conceitos associados a uma instalação e comunicação de dois sistemas operativos, Windows e Linux; 3. A etapa três designada de “Shell Script” tem como objetivo dotar os alunos dos conhecimentos necessários por forma a familiarizá-los com a programação em modo texto, contrapondo assim a programação em modo gráfico. Para a programação na linguagem Shell Script pode ser usado o editor de texto “vi” que vem já instalado de raiz com o Sistema Operativo (SO) Ubuntu, ou então o outro editor mais amigo do utilizador como o “nano”;
23 4. A etapa quatro designada de “Acesso Remoto” tem como objetivo dotar os alunos dos conhecimentos necessários para a utilização da tecnologia de suporte remoto por forma a garantir o acesso a computadores localizados em qualquer parte do mundo, permitindo a instalação ou configuração de software, não necessitando de presença física do técnico; 5. Por fim, a etapa cinco designada de “Realização do trabalho prático”, pretende que os alunos apliquem e consolidem os conhecimentos adquiridos nas etapas anteriores, por forma a desenvolverem três Shell Scripts com sucesso, automatizando processos que antes eram realizados manualmente, percorrendo todas as fases do conhecimento sobre servidores que lhe estão inerentes. De referir também que o tempo previsto para operacionalização de cada etapa no percurso de aprendizagem dos alunos é diferente, conforme o grau de dificuldade de cada uma delas. Por exemplo, a 2ª etapa Servidor SAMBA, devido à sua importância e para que os alunos estejam familiarizados com a instalação e configuração de um servidor de ficheiros, é mais extensa em relação às outras etapas. Aliás tal como o próprio esquema o induz, e que para atingir os objetivos descritos em cada etapa do percurso de aprendizagem dos alunos, foram propostas a realização de um conjunto de atividades práticas, fichas de trabalho individuais e o trabalho final em pares. 4.3 Módulo 05 (OP1) – Configuração Avançada de Sistemas Operativos Servidores Em todas as áreas do conhecimento nota-se uma constante evolução e adaptação aos novos tempos. Na educação, porém, o ensino do 1º Ciclo é o que mais se desenvolveu para fazer face ao natural progresso verificado até ao Sec. XXI. Com a nova forma de ensinar as crianças no primeiro ciclo, é preciso que nos demais ciclos de ensino também se faça algo semelhante, para o bem da escola, para o perfeito desenvolvimento dos alunos. Para que deste modo os alunos se sintam bem quando estão na escola. Nos tempos atuais, com a democratização da informação, os alunos podem aceder a diversos conteúdos com muita facilidade, bastando para isso ter conectividade da internet. Particularmente a web disponibiliza conteúdos e recursos relacionados com os módulos da disciplina. Conforme já referido, a intervenção pedagógica incidiu principalmente no módulo 05 (Configuração avançada de sistemas operativos servidores). Este módulo tem uma carga letiva de 18 blocos, em que cada bloco tem a duração de 90 minutos. Ocorreu de 29 de novembro de 2017 até finais de fevereiro de 2018.
24 Em termos gerais, no final do módulo pretende-se que os alunos fossem capazes de instalar e configurar o servidor SAMBA, assim como elaborar scripts para execução na Shell do Ubuntu. Quanto à avaliação deste módulo, as orientações pedagógicas em vigor na escola determinam critérios de avaliação em que o domínio dos conhecimentos corresponde a 75% da avaliação e a componente de atitudes 25%. O estudo do SO Linux (distribuição Ubuntu) pode ser cativante para os alunos, sobretudo se forem usados recursos digitais no processo de aprendizagem. Segundo (Guimarães & Boruchovitch, 2004), a motivação no contexto escolar é um elemento determinante para o desempenho do aluno. Constantemente devemos pensar a nossa atuação, refletir e fundamentar as nossas ações e atitudes, tendo como objetivo primordial pensar em como melhorar os aspetos que não correm tão bem na prática letiva, procurando respostas acertadas para os problemas que surgem no dia-a-dia. Portanto, é através de todo este conjunto de requisitos que vão ao encontro da descrição feita por Piconez (1991, p.27), referindo que “com a prática da reflexão sobre a prática vivida e concebida teoricamente, são abertas perspetivas de futuro proporcionadas pela postura crítica, mais ampliada, que permitem perceber os problemas que permeiam as atividades e a fragilidade da prática.” A predisposição e a motivação para a aprendizagem da turma 3P que foi centro de toda a intervenção pedagógica ao longo do estágio não era a mais favorável (constatação obtida pela observação direta e pelo diálogo estabelecido com os alunos). E como já foi referido anteriormente, o fator motivação é, por si só e segundo (Cumapa, 2017), “elemento importante no processo de aprendizagem dos estudantes” contribuindo e muito para a criação de um ambiente de sala de aula produtiva. Face a esta situação, foi pensado e planeado o uso de diferentes recursos digitais na prática pedagógica como forma não só de motivar os alunos mas também de contribuir para melhorar a sua aprendizagem. Como é característico dos cursos profissionais, de um modo geral, grande parte dos alunos tem falta de motivação, pelo que o professor deve utilizar metodologias e estratégias pedagógicas ativas e participativas.
25 Segundo Rangel “a escolha da metodologia de ensino e aprendizagem é feita de acordo com o aluno, suas características cognitivas e escolares, com o conteúdo, sua natureza, sua lógica, e com o contexto, ou seja, as circunstâncias e condições do aluno, do professor, da escola, da comunidade” (Rangel, 2014, p.7). Assim, foi tido em conta algumas formas para motivar os alunos da turma, usando metodologias ativas e alguns recursos digitais como Socrative e Khaoot na exploração dos conteúdos relacionados com o SO Ubuntu. 4.3.1 Ubuntu Ubuntu foi a distribuição Linux do sistema operativo utilizado na sala de aula para realizar os exercícios e trabalhos de grupo. Linux é um termo utilizado para se referir a sistemas operativos que utilizam o Kernel Linux. O núcleo ou Kernel em inglês foi desenvolvido pelo programador finlandês Linus Torvalds, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet (uma espécie de sistema de listas de discussão existente desde os primórdios da Internet). Linus Torvalds começou o desenvolvimento do núcleo como um projeto particular em 1991, inspirado no sistema Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. Devido à sua facilidade de compilar aplicações de uma variedade de código fonte no seu sistema tornou-se um dos sistemas operativos que funciona em dezenas de plataformas, tornando-se um software de sistema extremamente versátil, equipando desde mini computadores como Raspberry Pi até Datacenters na nuvem, passando por dispositivos que estão no nosso cotidiano, desde mainframes até um relógio de pulso, passando por várias arquiteturas x86 (Intel, AMD), x86-64 (Intel EM64T, AMD64), ARM, PowerPC, Alpha, SPARC e etc, com grande integração também em sistemas embarcados, como handhelds, PVR, consola de videojogos, telemóveis, SmartTVs, termostatos e afins, entre outros. Conforme foi referido anteriormente, a distribuição do Linux utilizada em sala de aula foi o Ubuntu com as caraterísticas semelhantes em alguns aspetos ao tradicional Sistema Operativo Microsoft Windows (Linux, 2015). O sistema operativo Ubuntu Server está instalado numa máquina virtual VMWare e não em uma outra partição do disco. VMWare é uma aplicação utilizada para instalar um sistema operativo
26 diferente do atual, não correndo o risco de infeção por vírus. Deste modo vários sistemas operativos podem ser executados em um único computador fixo. 4.4 Hardware utilizado durante as aulas Os computadores da sala de aula onde decorreu o estágio, estão equipados com um processador Core 2 Duo, com barramento de 32 bits, 2Gb de RAM, Sistema Operativo Windows 7 instalado e protegido com palavra passe. Como estratégia e forma de abordar a temática do módulo utilizou-se a tecnologia de virtualização, com a utilização de máquinas não físicas mas virtuais. Uma máquina virtual é uma aplicação que simula um “computador dentro do computador”, conseguindo deste modo executar outros programas com outros sistemas operativos sem possibilidade de danificar o sistema usado no arranque do computador. As máquinas virtuais tem inúmeras vantagens, assegurando que as aplicações e serviços não interferem com o sistema operativo original. O programa de virtualização adotado para instalar o Ubuntu nas aulas foi o VMWare, este cria um disco rígido virtual sem necessidade de partições no disco, uma quantidade de memória, disco rígido, rede e outros recursos são solicitados ao hardware presente na máquina, sendo geridos por uma camada de virtualização. A instalação da máquina virtual VMWare, foi realizada nas aulas pelos alunos durante o módulo 04 com o auxílio do professor cooperante, aulas estas que foram assistidas pelos professores estagiários. Um outro recurso similar, também bastante popular é o VM Virtual Box. 4.5 Servidor Samba Samba é um sistema de software utilizado em sistemas operativos do tipo Unix/Linux, que simula um servidor Windows, permitindo que seja feito a gestão e partilha de ficheiros numa rede Microsoft. Resumidamente o servidor Samba permite o seguinte : ● Partilha de ficheiros das distribuições Linux com máquinas Windows; ● Partilha de impressoras de uma rede local;
27 ● O servidor configurado fica acessível tanto para clientes utilizando outras versões do Linux como para clientes Windows. 4.6 Shell Script Uma Shell Script é um interpretador de comandos (corre o código presente numa script) muito comum entre programadores e utilizadores do Linux. Entre as Shells que existem disponíveis para o sistema operativo Ubuntu podemos encontrar ksh, zsh, cshe tcsh. Uma Script nada mais é do que uma sequência de linhas de código que podem ser executadas de uma forma sequencial, sempre que um utilizador precisa, através de uma linha de comandos num terminal do Ubuntu, ou guardar em um ficheiro e concretizar toda a sequência de forma automática. Uma Shell Script nada mais é que um algoritmo, uma sequência de linhas de código onde cada um destes passos executa uma ação. A Shell é muito mais poderosa do que se imagina, ele contém todas as condições que uma linguagem de programação, possui IF, FOR, WHILE, variáveis e funções. As scripts são muito utilizadas para automatizar tarefas repetitivas e fastidiosas, como configurar o ambiente de trabalho, executar um programa, fazer limpeza de disco, executar os mesmos programas no arranque de um sistema operativo, etc. Conforme refere Jargas “ o Shell é muito mais poderoso que seu primo distante. Além dos comandos básicos para navegar entre diretórios e manipular arquivos, ele também possui todas as estruturas de uma linguagem de programação, como IF, FOR, WHILE, variáveis e funções. Com isso, também é possível usar o Shell para fazer Scripts e automatizar tarefas” (Jargas, 2004, p.2) 4.7 Acesso Remoto O acesso remoto é um serviço que permite aceder a dispositivos na rede, independentemente da distância. Funciona à custa das comunicações e dos protocolos de rede. Nas redes locais e/ou alargadas (como é o caso da Internet), permite a resolução de problemas em máquinas distantes (e.g.
28 configurações) e permite também dar assistência a utilizadores no que diz respeito ao manuseamento de aplicações de produtividade pessoal e outro tipo de software. O acesso remoto pode ser feito por computadores com o mesmo sistema operativo ou com sistemas diferentes como Windows-Ubuntu (Linux) ou Ubuntu (Linux)-Windows. Como exemplos de aplicações que permitem o acesso remoto, tem-se: ● Team Viewer ● Chrome Remote Desktop ● Getscreen.me ● Microsoft Remote Desktop (Recurso nativo do Windows) ● VNC Viewer Figura 3Team Viewer (Fonte: www.teamviewer.com) Figura 4– Chrome Remote Desktop (Fonte: https://remotedesktop.google.com/)
35 Figura 12 – Kahoot do aluno (expulso do jogo) No final de um questionário fica disponível um relatório com as respostas corretas e incorretas, ou seja, quantos alunos acertaram e erraram e qual a pontuação alcançada. O sistema para criar testes é bastante intuitivo, não gerando dificuldades de maior no seu manuseamento. Os alunos têm acesso à atividade lançada pelo professor num navegador, através do endereço http://kahoot.it ou descarregando a aplicação para o telemóvel. No final das questões surge um pódio com a pontuação alcançada pelos melhores alunos (habitualmente os três primeiros). O jogo termina mostrando quem foi o aluno vencedor, os pontos obtidos, as respostas corretas e incorretas. Através da opção Kahoots (figura 15) é possível aceder aos questionários (guardados). Figura 13 – Kahoots (questionários guardados) Quando o Kahoot abre surge como página principal da aplicação a seguinte figura.
36 Figura 14 – página principal da aplicação Kahoot 4.9 Descrição sumária das aulas Conforme a planificação das aulas delineadas, o início de cada uma delas seguiu a seguinte estruturação (incluindo orientações de atividades de aprendizagem): Apresentação do sumário; Apresentação dos objetivos da aula; Indução da prontidão; Resumo da aula anterior; Apresentação dos organizadores prévios (proporcionou-se aos alunos um relacionamento entre algo já conheciam com a matéria que foi lecionada). Após o cumprimento da referida estruturação inicial, os desenvolvimentos das aulas avançavam para uma pequena exposição teórica e respetivo debate e/ou dúvidas sobre o conteúdo abordado. Depois, era lecionada a parte prática, sendo esta componente da aprendizagem a mais agradável e preferida dos alunos. No que concerne à avaliação do desempenho dos alunos, em todas as aulas por observação direta, procedeu-se ao registo de notas e informações do tipo descritiva (Pires, 2005), como por exemplo, Autonomia, Empenho Participação e Criatividade na grelha concebida para o efeito (designada por “Grelha de Observação”, ver (7.3 Apêndice) 3). O registo de cada aula na Grelha de Observação permitiu refletir e realizar ajustes, alterações e correções à estratégia pedagógica utilizada. Desta forma, foi possível intervir no processo formativo e corretivo, contribuindo para a melhoria contínua do processo de ensino-aprendizagem, essencialmente centrada em cada aluno.
37 4.10 Abordagem dos conteúdos Os conteúdos do Módulo 5 de Sistemas Operativos tratados nas aulas foram os seguintes: Serviços de ficheiros e de impressão Serviços de acesso remoto Desktop Remoto Scripting para administração Como os alunos já tinham alguns conhecimentos prévios relacionados com o Módulo 5 (adquiridos no módulo 4), não foi necessário fazer uma introdução ao Linux, o Sistema Operativo adotado para a lecionação dos conteúdos. Assim, e atendendo aos principais objetivos do Módulo, foi realizada uma introdução expositiva a partir de um PowerPoint sobre os principais conceitos de tipos servidores e respetivos serviços. Conforme já foi referido anteriormente, no início de cada aula efetuava-se a revisão da matéria lecionada na aula anterior. É de salientar que os alunos nesta atividade da aula participavam de forma satisfatória, onde se recordava e debatia de forma breve os conteúdos já adquiridos. Porém, durante a parte teórica das aulas, ou seja, na exposição de conceitos, constatou-se que alguns alunos se distraiam com bastante facilidade, com conversas paralelas, facilmente detetadas devido à sua proximidade junto da mesa professor e do quadro onde eram projetados os slides sobre a matéria. Alguns destes alunos apresentavam dificuldades de atenção e de concentração. Em parte, a realização dos exercícios práticos permitiu suprimir não só esta problemática, mas também permitiu proporcionar alguma motivação e autonomia aos alunos e consolidação dos conhecimentos lecionados. Desta forma, os alunos tiveram oportunidade de explorar, investigar e abordar os conteúdos com uma envolvência mais experimental. Apesar das orientações para adoção de comportamentos responsáveis e adequados e do reforço da motivação nos alunos para realização das tarefas da sala de aula, verificou-se algumas situações menos positivas e indesejadas como distrações (derivado em parte à navegação nos sites web, jogos online, redes sociais e visionamento de vídeos) ou conversas paralelas (devido à proximidade dos alunos) durante a exposição teórica ou nos exercícios práticos. Contudo, a globalidade dos alunos participou e contribuiu nas atividades propostas, embora com níveis de empenho diferentes.
38 A principal estratégia pedagógica para as aulas consistiu na realização de trabalho focado em pequenas atividades práticas individuais (por vezes de grupo), responsabilizando os alunos para a obtenção de resultados específicos aula a aula, com promoção da sua autonomia, onde o professor assumiu o papel de orientador e promotor das aprendizagens ativas. De um modo geral 50 minutos de aula eram destinados à parte prática e os últimos 15 minutos para resolver um Quizz (Questões) geralmente no Socrative, embora também tenha sido utilizada a aplicação online Khaoot em menor número. Durante o estágio realizou-se diversas reuniões com o Professor Cooperante, onde eram sugeridas as devidas correções, como por exemplo: os métodos e as estratégias pedagógicas utilizadas, o tempo de exposição de determinado conteúdo, o número de slides a utilizar, a colocação da voz, etc. 4.11 Instrumentos de recolha de dados A recolha de dados para investigação pode ser diversificada e utilizar diferentes instrumentos para o efeito, como por exemplo, através de: diários, questionários, fontes documentais, entrevistas individuais ou de grupo, e outros registos que as tecnologias de informação e comunicação permitem obter (Meirinhos & Osório, 2010). Cabe ao investigador a escolha do instrumento mais adequado tendo em conta os objetivos da sua investigação. A tabela que se segue identifica o conjunto de métodos, técnicas e instrumentos de recolha de dados utilizados no decurso do presente trabalho de intervenção pedagógica: Métodos Técnicas Instrumentos ● Análise documental ● Leitura de documentos da escola ● Projeto educativo de escola (PEE); ● Projeto curricular de escola (PCE); ● Regulamento interno da escola (RIE); ● Planificação do módulo; ● Critérios de avaliação do módulo
39 ● Inquérito ● Questionário exploratório ● Questionário de avaliação do processo de ensinoaprendizagem ● Formulário online. ● Ficha de Autoavaliação do aluno ● Ficha de Autoavaliação do professor estagiário ● Observação ● Observação da prática pedagógica do orientador cooperante ● Observação das aulas aquando da intervenção pedagógica ● Notas de campo do tipo descritivas Tabela 1 - Métodos, técnicas e instrumentos de recolha de dados Deste modo durante a intervenção pedagógica, foi necessário conhecer de forma pormenorizada tanto quanto possível o contexto da escola e da turma, assim como o perfil de cada aluno. A apropriação do espaço e da cultura onde intervenção decorreu revelou-se muito importante ao nível da atuação do professor estagiário perante as variadíssimas situações que ocorreram dentro e fora da sala de aula. O método utilizado neste trabalho foi a análise documental, a partir da leitura de um conjunto de documentos internos, descritos na tabela anterior: PEE, PCE e RIE. Este mesmo método e técnica, também foram utilizados no sentido de conhecer os conteúdos e objetivos do módulo a lecionar, bem como aferir acerca dos respetivos critérios de avaliação da disciplina. Para tal foram consultados a planificação do módulo e o respetivo documento com os critérios de avaliação. Mais tarde, aquando da intervenção pedagógica, foi pedido aos alunos que respondessem a um questionário online. Este instrumento foi aplicado e preenchido com o consentimento do orientador cooperante, pelos 12 alunos que compõem a turma, no sentido de caracterizar a turma e aferir acerca dos seus interesses e motivações face ao estudo, à escola e aos professores etc. Ainda no decurso das aulas de observação da prática pedagógica do orientador cooperante e imediatamente após cada aula, foram elaboradas notas de campo do tipo descritivas na forma de um diário, de maneira a descrever o funcionamento e a dinâmica de cada aula, as atitudes e o comportamento dos alunos em sala de aula durantes as atividades de aprendizagem. Estas notas incluíam as dificuldades e os sucessos sentidos pelos alunos.
40 Para incentivar os alunos na realização das atividades foram utilizadas as aplicações Socrative e Kahoot A observação direta permite visualizar o efeito comportamental provocado nos alunos durante a aplicação das estratégias de ensino e das aplicações online que foram adotadas. Ocorreu durante a observação da prática pedagógica do Professor Orientador do Estágio, cujas conclusões foram descritas acima, no item de caraterização da turma. A observação direta e participante ocorreu também durante as aulas, acompanhada de registo num diário de campo de modo a acompanhar o trabalho letivo com uma componente reflexiva e crítica lecionação do Módulo de Sistemas Operativos, supervisionada. Para esse efeito, foi utlizada em cada aula, uma grelha que se apresenta no (7.3 Apêndice). Desta forma, foram registadas as atitudes dos alunos, principalmente as consideradas essenciais para a avaliação do Módulo e dos resultados da investigação. Já no que diz respeito ao questionário, o mesmo foi disponibilizado online e realizado em sala de aula aos 12 alunos presentes com a devida autorização do orientador, tendo como fim verificar os interesses e motivações dos alunos para a aprendizagem relativamente ao módulo a abordar na minha prática pedagógica. As estratégias usadas, face ao objetivo principal do projeto, foram pedagógicas e investigativas assentando maioritariamente, em métodos de ensino centrado no aluno, onde o professor assumiu um papel de facilitador/orientador no processo ensino-aprendizagem. Esta visão do processo de ensinoaprendizagem vai ao encontro do referido por (Barreto, 1998) na sua abordagem construtivista da aprendizagem, onde o aluno é o elemento mais importante, é ele quem constrói o próprio conhecimento através da ação, reflexão e abstração. Ele é o último responsável pela sua aprendizagem, mais ninguém pode realizar esta tarefa em seu lugar. Tendo como fim um conjunto de princípios orientadores da aprendizagem do sistema operativo Linux, foram desenvolvidas atividades para promover os conhecimentos deste sistema operativo, nomeadamente, através da visualização de vídeos, elaboração de apresentações, utilização de aplicações digitais, realização de jogos educativos, entre outros, que foram dinamizadores das aulas e facilitaram os progressos na aprendizagem. Desta forma, foi possível potenciar a motivação, e melhorar as atitudes e os comportamentos dos alunos. As estratégias utilizadas procuraram ir ao encontro dos interesses dos alunos, como evidenciam (Lopes & Gomes, 2007)
41 As metodologias de trabalho adotadas pelo professor são essenciais para a qualidade do trabalho desenvolvido pelos alunos e para a consolidação dos conhecimentos. Deste modo, a realização de um conjunto de atividades letivas do interesse dos alunos permite manter a organização e o controlo da turma, e seu envolvimento nas tarefas a realizar. A avaliação foi contínua (formativa e corretiva) apoiada com base numa grelha de observação para cada aula. Também, foi tido em conta na avaliação, um trabalho de grupo no final. Os grupos foram formados pelos próprios alunos, opção sugerida por Sá (2001) que vê no desenvolvimento do trabalho de grupo um dos objetivos do ensino, na medida em que as atividades de grupo, quando desenvolvidas na escola, levam a que os alunos partilhem saberes e responsabilidades, aprendam a ouvir e respeitar as opiniões dos colegas, a ser solidários, a compreender a vantagem do “nós”, abandonando o egoísmo do “eu”. Além disso, levam a que os alunos valorizem o diálogo em detrimento do silêncio, troquem a competição pela cooperação, percam o medo de errar, adquirindo o sentimento de segurança, e, acima de tudo, que permita o desenvolvimento do espírito de tolerância, desenvolvendo também, pela prática, uma autêntica noção de democracia. (Sá, 2001). Ao longo do módulo 5 foi registado na Grelha de Observação, o seguinte: Autonomia Cooperação Empenho Participação Seleção de estratégias de resolução de problemas Capacidade de síntese Organização do pensamento/ideias Mobilização dos conhecimentos Criatividade Capacidade para expor claramente as ideias Argumentar/fundamentar Capacidade de investigação. Esta grelha permite, de acordo com João (2003, p. 13), não está na bibliografia registar o desempenho dos alunos nas situações de aprendizagem, a sua evolução ao longo do ano letivo, o interesse e a participação, a capacidade de desenvolver trabalho em grupo, a capacidade de explorar, investigar e
42 mobilizar conceitos em diferentes situações, a qualidade do trabalho realizado e a forma como o gere, organiza e autoavalia. 4.12 Registo de observações e reflexões Foram registadas de um modo descritivo com notas referentes às diversas observações ao longo das intervenções realizadas em sala de aula. Com estas notas foi possível percecionar a evolução da prática pedagógica supervisionada pelo professor cooperante. Foram momentos de reflexão, interpretação e emoção sobre todos os acontecimentos passados durante o estágio. O planeamento e estruturação de cada aula dividia-se em três momentos didáticos: Elaboração do plano de aula. Exposição da parte teórica da matéria usando o projetor digital. Atividade prática nos computadores. Todos estes momentos revelaram-se cruciais, pois para que uma aula seja bem lecionada requer que antes seja devidamente planeada, para deste modo haver um encadeamento continuo com o que já foi lecionado e o que será estudado nas aulas seguintes. 4.13 Avaliação preliminar do projeto Para avaliar a motivação dos alunos para o ensino-aprendizagem, elaborou-se um inquérito por questionário. Este questionário foi implementado com a ferramenta de formulários do Google e disponibilizado (formato digital/online) aos alunos, para preenchimento durante a intervenção pedagógica. O questionário envolveu a recolha de informação dos alunos no âmbito de três aspetos fundamentais, nomeadamente: Dentro do conteúdo do módulo de Sistemas Operativos, qual a temática que mais gostam dentro dos sistemas operativos; preferência pelo tipo de professores tipo de aulas projetos para o futuro etc.
43 4.14 Apresentação e Análise de Resultados Este estudo exploratório e descritivo foi constituído por 12 alunos do 12º ano de escolaridade, do curso profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas, da Escola Secundária Aberto de Sampaio. Nos dias atuais a informática não causa receio para as crianças e jovens, pois muitos, senão todos, apresentam grande facilidade em lidar com as novas tecnologias. Portanto a prática pedagógica proporcionou a oportunidade de apresentar conceitos de Sistemas Operativos de forma lúdica. Observei e aceitei a participação dos alunos em relação ao conteúdo proposto pelo Módulo 5 de Sistemas Operativos, que aborda de uma forma muito prática como fazer uma comunicação entre computadores usando o S.O. Ubuntu. O intuito era estimular a motivação, pois a partir do momento em que o aluno se interessa, busca conhecer e aprender, na troca de informações entre alunos e professor ocorre a aprendizagem. O tema apresentado no Módulo 5 foi a continuação da aprendizagem realizada no Módulo 4 sobre o S.O. Linux, assim os alunos mais aplicados não tiveram dificuldades na resolução dos exercícios propostos nas aulas. Na resolução do trabalho de grupo disposto no final do Módulo ocorreu um fato curioso, a maior parte dos grupos entregou o trabalho com atraso ou incompleto. Da parte das aulas que não correu como o previsto posso citar a lentidão e por vezes falta de internet em alguns computadores e respetiva ligação ao servidor usado nos exercícios, o que tinha como consequência a divisão de alguns computadores por dois alunos e não um computador para cada aluno, dificultando a respetiva avaliação individual, mas também o atraso na realização dos trabalhos. Somente na apresentação dos trabalhos à turma, é que foi divulgado pelos alunos falta de conhecimentos em linguagens de programação, apesar a disciplina de programação estar incluída no curso. Isto deveu-se ao fato de não ter sido lecionado programação na dita disciplina. Apesar de ter alguns conhecimentos sobre o conteúdo do Módulo 5 a ser trabalhado durante as aulas, tive de recorrer às contribuições do professor cooperante, que reunia com os estagiários uma tarde por semana, dando suporte teórico, autonomia e confiança para concretização dos objetivos do projeto de estágio, os alunos também contribuíram para o sucesso das aulas participando nos exercícios e no trabalho final realizado em grupo. O objetivo de usar diferentes estratégias e recursos digitais na aprendizagem de Sistemas Operativos foi contribuir para as aulas mais ativas, motivadoras e interessantes para este tipo de alunos. A
44 utilização de recursos digitais em sala de aula proporciona aos alunos uma maior interação entre eles, porque podem ver em tempo real a sua classificação no quadro enquanto respondem às questões. Enquanto decorria a avaliação dos alunos com as aplicações online, observou-se uma maior motivação e entusiasmo pelo conteúdo abordado durante a aula, notando-se mais empenho dos alunos para resolver as questões propostas. Deste modo posso concluir que o uso da estratégia adequada somada com uma das aplicações online proporciona uma aprendizagem mais eficaz e ativa para este tipo de alunos. Os alunos registaram como temáticas que mais gostam dentro do módulo de sistemas operativos, as seguintes: Máquinas Virtuais e Instalação de sistemas operativos. A figura 15 a seguir apresenta as perguntas e respostas a partir das opiniões dos alunos. Figura 15 – Primeira Parte do questionário de perguntas e respostas Fonte: Realização do autor
51 Figura 20 – O que achou do Socrative em termos didáticos A informação obtida para a questão “Como pensa que os alunos vão reagir a um exercício no Socrative”, pode ser confirmada no gráfico seguinte, 64% afirma, os alunos vão considerar como sendo, “Um passatempo” e “Uma atividade escolar”, enquanto 36% acha que a opção, “Um passatempo”, vai prevalecer. Gráfico 7 - Como pensa que os alunos vão reagir a um exercício no Socrative? Quando se faz a questão: “O que achou da utilização da plataforma?” Cem por cento das respostas afirmam, “Uma plataforma simples de utilizar” (Gráfico 8). 36% 64% Um Passatempo Uma atividade escolar As duas alternativas anteriores
52 Gráfico 8 – O que achou da utilização da plataforma? Infere-se a partir dos resultados do Grafico 9, quando se faz a questão: “Vai utilizar a plataforma Socrative nas suas aulas?” 73% responde “Algumas vezes” , 27% confirma a sua utilização. Gráfico 9 – Vai utilizar a plataforma Socrative nas suas aulas? Perante a questão “Realizou as atividades propostas pelo estagiário?”, todos os professores foram unanimes em responder “Sim” (Gráfico 10). Gráfico 10 - Realizou as atividades propostas pelo estagiário A figura 21 apresenta a resposta há questão “O que pensa da forma como o formador apresentou a plataforma”, sendo positiva a opinião dos participantes. 100% Simples Confusa 27% 73% Sim Algumas vezes Talvez Raramente 100% Sim Não
53 Figura 21 – O que pensa da forma como o formador apresentou a plataforma O gráfico 11 regista apreciação dos professores, relativamente à afirmação “Durante a sessão sentiu-se há vontade para colocar questões”. Todos os professores responderam positivamente. Gráfico 11 – Durante a sessão sentiu-se há vontade para colocar questões Quando se questiona, “Qual das duas plataformas gostou mais Kahoot ou Socrative e a respetiva razão”, temos as mais variadas respostas como se pode verificar pela figura 22. 100% Sim Não
54 Figura 22 – Qual das duas plataformas gostou mais A (figura 23) apresentas as respostas relativas há questão “Tem alguma sugestão para futuras formações” metade dos professores não tem sugestões, enquanto a outra metade gostava de conhecer outras plataformas. Figura 23 – Tem alguma sugestão para futuras formações 4.16 Participação em reuniões Durante o estágio houve a possibilidade de participar em reuniões de Avaliação de Conselho de Turma e do Grupo Disciplinar – 550 (Informática).
55 As reuniões ordinárias de Conselho de Turma ocorreram durante o primeiro período. Nas reuniões foram apresentados e discutidos documentos orientadores sobre a avaliação do primeiro período, o comportamento e aproveitamento geral da turma, bem como outros assuntos considerados pertinentes para a turma. Nas reuniões do grupo disciplinar, refletiu-se sobre os resultados da avaliação dos alunos, bem como foi efetuado um balanço sobre as atividades desenvolvidas ao longo do período letivo. Estas reuniões permitiram observar e experienciar algumas das atividades inerentes ao papel e à função do professor, contribuindo assim para uma aprendizagem mais consolidada sobre as atividades desempenhadas pelo docente em contexto escolar. Permitiram igualmente um maior contacto e partilha com os restantes professores da turma e um maior conhecimento acerca dos alunos.
56 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Depois de todas as aulas ministradas à turma do curso profissional, pode-se concluir que a exposição teórica deve ser evitada ao máximo, e deve-se optar sempre que possível por uma seleção de temas mais atraentes (dentro dos conteúdos programáticos) para que os alunos façam uma investigação em pares ou individualmente, segundo a estratégia que melhor se adequa a cada um. Além disso, deve-se optar por atividades com mais prática, como exemplo: instalação de sistemas operativos em máquinas virtuais, configuração desses sistemas operativos, testes de utilizador, etc. Quanto à participação dos alunos nas atividades práticas propostas, a mesma foi considerada muito boa, todos os grupos com uma exceção, apresentaram o produto final do seu trabalho à turma, que assistiu de forma ordeira e responsável à mesma. De referir que no final de cada apresentação, foi reservado algum tempo para a realização de uma apreciação pelo professor, de acordo com os critérios de avaliação do trabalho, nomeadamente, o conteúdo, o aspeto gráfico do PowerPoint, a criatividade, a apresentação, o empenho e a articulação entre os elementos do grupo de trabalho. Em termos de conclusão posso referir que na globalidade os trabalhos apresentados foram pouco satisfatórios, salvando a situação da nota conseguida pela maioria dos alunos nas fichas realizadas ao longo do módulo 5. Contudo há a salientar que um dos grupos constituído pelo J. e pelo A. não apresentaram o trabalho, apesar dos conselhos, incentivos e a insistência do professor para a realização da apresentação, pois tinham nota positivas nas fichas realizadas durante o módulo, ficando com nota negativa no final. As dificuldades mais sentidas foram: a motivação dos alunos para a aprendizagem e limitação de alguns recursos como computadores na sala de aula. O relacionamento estabelecido entre a comunidade escolar e a direção sempre foi agradável e tranquila, pois já conhecia o diretor da escola, devido à realização do trabalho de grupo da UC ”A Escola Como Organização Educativa, foi necessário todo o grupo de trabalho realizar uma entrevista ao Diretor do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, Prof. João Manuel Esteves Dias Andrade. Durante o mestrado assumi um papel de estudante e investigador, sempre com muita atenção aos exemplos e modo de proceder dos docentes das várias UC(s), para assim beneficiar as minhas aptidões no ensino-aprendizagem. O papel de investigador constante é fundamental para todo o professor que tem como objetivo aperfeiçoar os conhecimentos na sua área específica e na da educação. O estágio curricular obrigatório foi a aplicação prática das várias técnicas de ensino, organização, didática e do conhecimento recebido durante o Mestrado em Ensino de Informática. Quando um
57 professor ensina os alunos, além de transmitir conhecimentos passa a ter um bom método para aprendizagem própria, podendo no futuro melhorar o método de ensino e os materiais utilizados.
58 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Abreu, I., & Roldão, M. d. (1989). A evolução da escolaridade Obrigatória em Portugal nos últimos vinte anos. In I. Abreu, E. L. Pires, C. Mourão, M. J. Rau, M. d. Roldão, M. d. Clímaco, et al., O Ensino Básico em Portugal (pp. 41-94). Porto: ASA. Arends, R. I. (1999). Aprender a Ensinar . McGraw Hill. Arends, R. I. (2008). Aprender a Ensinar (7a). Lisboa: McGraw Hill. Barreto, V. (1998). Paulo Freire para educadores . Arte \& Ciência. Crespo, A., Trindade, A. R., Cosme, A., Croca, F., Breia, G., Franco, G., Azevedo, H., Fonseca, H., Micaelo, M., Reis, M. J., & others. (2018). Para uma educação inclusiva: Manual de apoio à prática . Cumapa, V. R. (2017). Motivação: elemento importante no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes da EJA . Guimarães, S. É. R., & Boruchovitch, E. (2004). O estilo motivacional do professor e a motivação intr{\’\i}nseca dos estudantes: uma perspectiva da teoria da autodeterminação. Psicologia: reflexão e cr{\’\i}tica , 17 (2), 143–150. Jargas, A. M. (2004). Introdução ao Shell Script . Linux. (2015). Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre . Lopes, A. M., & Gomes, M. J. (2007). Ambientes virtuais de aprendizagem no contexto do ensino presencial: uma abordagem reflexiva . Madeira, M. H. (2006). Ensino Profissional de Jovens Um Percurso Escolar Diferente para a (Re) Construção de Projectos de Vida. Revista Lusófona de Educação , 7 , 121–141. Moran, J. (2018). Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso , 2–25. Nérici, I. (1965). Introdução à didática geral . Piconez, S. C. B. (1991). A prática de ensino e o estágio supervisionado: a aproximação da realidade escolar e a prática da reflexão. A prática de ensino e o estágio supervisionado , 3 , 15–38. Pires, M. V. (2005). Os materiais curriculares na construção do conhecimento profissional do professor de Matemática: Três estudos de caso. Os materiais curriculares na construção do conhecimento profissional do professor de matemática: três estudos de caso . Projeto Educativo AESAS . (2016). Ramos, J. L., Teodoro, V. D., & Ferreira, F. M. (2011). Recursos educativos digitais: reflexões sobre a prática . Rangel, M. (2014). Métodos de ensino para a aprendizagem e a dinamização das aulas . Papirus Editora. Sanches, I. (2011). Do ‘aprender para fazer’ao ‘aprender fazendo’: as práticas de educação inclusiva na escola. Revista lusófona de educação , 19 (19).
59 Zabalza, M. (1998). Currículo, Programa e Programação. Miguel Zabalza Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola. Porto: Edições Asa , 11–23.
60 7. APÊNDICES 7.1 Apêndice – Planificação
67 (instalação da documentação) Após a instalação do Samba devemos realizar algumas configurações “extra” no ficheiro chamado “smb.conf”, localizado na seguinte diretoria: /etc/samba/smb.conf. De seguida deve-se mudar o nome do ficheiro original, digitando o comando: mv /etc/samba/smb.conf /etc/samba/smb.original.conf. Este encontra-se dividido por secções. Para configurar o servidor Samba é necessário também utilizar as respetivas seções. Cada seção é representada por um nome escrito entre parênteses reto (por exemplo: [global]; e [share]), cada seção contém parâmetros específicos. Para tal é necessário iniciar a configuração pela seção [global], na qual se determina as configurações para todo o servidor e partilha. Para realizar esta alteração devemos utilizar um editor de texto, como por exemplo o “nano” ou o “vim”, que estão disponíveis sem necessitarem de instalação prévia. Temos de procurar a secção [Global], este procedimento aplica-se a todos os utilizadores do samba, de seguida encontrar a linha # security=user , para retirar o comentário, ou seja apagar o carater # e deste modo ativar o sistema Linux para os seus utilizadores se poderem ligar no servidor samba. De seguida temos de iniciar o serviço samba com o comando: “servicesmbdrestart” Para adicionar um utilizador a um grupo basta utilizar os comados: “Useradd paulo –m –G users” “passwd paulo” Após adicionar o utilizador a um grupo, este deve ser adicionado ao banco de dados do samba com senha utilizando o comando: “smbpasswd –a paulo”
68 A opção “–a” adiciona um utilizador do Linux ao Samba, para desabilitar um utilizador utiliza-se a opção “–d”. Com a opção “-x” pode-se excluir definitivamente um utilizador do Samba. Precisamos agora saber o endereço IP para poder fazer operações com ficheiros, para isso utiliza-se o comado: “ifconfig” Depois de abrir o browser no Sistema operativo Windows colocar o utilizador e password. Se no explorador do Windws, na rede não aparecer o ubuntu ecrever: \\192.168.1.100 “utilizador: paulo” “Password: XXXXXX” Pode-se de seguida criar um ficheiro por exemplo “teste_samba.txt”, na pasta publico No Linux em “/home/publico” deve aparecer o ficheiro “teste_samba.txt”. Pra desinstalar o pacote samba e quaisquer outros pacotes dependentes que não sejam mais necessários no Ubuntu utiliza-se o comando: “sudoapt-get remove --auto-remove samba” Para limpar as configurações e/ou ficheiros de dados do samba e de seus pacotes dependentes do Ubuntu. “sudoapt-getpurge --auto-remove samba”
69 7.6 Apêndice - Cartaz Formação Docente
70 7.7 Apêndice – PowerPoint da apresentação Socrative aos Docentes
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