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Psycom : operações de "intoxicação" informativa

Simôes, Pedro

Abstract

As operações psicológicas (PSYOP’s) são um instrumento multifacetedo do poder e da influência nacionais que possa deter ou dissuadir potenciais adversários e alcançar uma variedade de suporte nos objectivos de alguns países. As PSYOP’s podem corroer a vontade de um inimigo antes do compromisso de forças do combate, tal como, facilitar missões humanitárias do relevo e a reconstituição das sociedades pósconflitos. Por forma a ser eficaz em conflitos, as PSYOP’s devem ser incluídas no planeamento dos confrontos ao mais alto nível; no tempo de paz, funde as suas actividades com Diplomacia Pública.

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PSYCOM:OPERAÇÕES DE “INTOXICAÇÃO”INFORMATIVA Pedro Simões (ISMAI – Instituto Superior da Maia) [email protected] Resumo: As operações psicológicas (PSYOP’s) são um instrumento multifacetedo do poder e da influência nacionais que possa deter ou dissuadir potenciais adversários e alcançar uma variedade de suporte nos objectivos de alguns países. As PSYOP’s podem corroer a vontade de um inimigo antes do compromisso de forças do combate, tal como, facilitar missões humanitárias do relevo e a reconstituição das sociedades pósconflitos. Por forma a ser eficaz em conflitos, as PSYOP’s devem ser incluídas no planeamento dos confrontos ao mais alto nível; no tempo de paz, funde as suas actividades com Diplomacia Pública. Palavras-Chave: PSYCOM, Informação, intoxicação, PSYOP, Persuasão Abstract: Psychological operations (PSYOP) is a multifaceted instrument of national power and influence that can deter or dissuade potential adversaries and reach a variety of audiences abroad in support of some contry’s objectives. PSYOP can erode an enemy’s will before the commitment of combat forces as well as facilitate humanitarian relief missions and the reconstitution of societies following conflicts. To be efficacious in conflicts, PSYOP must be included in planning at the highest level from the outset; in peacetime, it merges with diplomacy public affairs. Keywords:PSYCOM, Information, Intoxicacion, PSYOP, Persuacion 216 "Communications without intelligence is noise; intelligence without communications is irrelevant." Gen. Alfred. M. Gray, USMC As PSYOP’s tem sido empregues há milhares de anos. Desde sempre as PSYOP’s tem sido conduzidas através de um largo período de tempo e através de um espectro de crises e ameaças, pelo que é necessário que uma definição seja identificada. Existem muitas fontes de onde retirar uma definição, mas a mais completa e mais precisa foi encontrada na “Joint Publication 3-53” do exército norte-americano. De acordo com esta mesma definição, “Operações Psicológicas são operações planeadas para fazer chegar indicadores e informação seleccionadas junto de audiências estrangeiras, por forma a influenciar as suas emoções, motivaações, objectivos, e de forma mais conclusiva, o comportamento de govenos estrangeiros, organizações, grupos e indivíduos”. Em todas as operações de guerra, já realizadas e conduzidas pelo homem, existe sempre um aspecto psicológico, a par do confronto de forças materiais. O esforço das autoridades em manter elevado o moral da população; o objectivo constante de abater o moral do adversário; as manobras tácticas; aquilo que busca desequilibrar emocionalmente o inimigo – tudo isso representa o lado psicológico da guerra. Em 500 a.c., Sun Tzu, General chinês enfatizava a importância de destruir psicologicamente o inimigo, e afirmava: “o importante é enfraquecer ou destruir a vontade de lutar do inimigo, levar terror às suas hostes”. Ora, a palavra-chave é a persuasão, que semeia o descrédito, a cobardia e o desequilíbrio espiritual; ou seja, enfraquece ou anula a vontade de combater e de vencer. Da mesma forma, é a persuasão que pode ajudar a elevar o moral dos combatentes e das populações, fazendo-os compreender a importância da causa em jogo e a necessidade de se lutar por ela e, também, vacinando-as contra a guerra psicológica (do inimigo). Pesa, no entanto, sobre os povos do Ocidente, sobretudo pela ética, o sentimento de que seria uma atitude potencialmente perigosa a tentativa de controlar o espírito livre do homem, devendo, portanto, ser evitada. O antigo Bloco de Leste, manipulou com maestria e habilidade todos os meios lícitos, até mesmo com a participação ou omissão dos adeptos nacionais, para a conquista das mentes, e, em consequência, conseguir os seus objectivos militares e políticos do mais profundo alcance. O desenvolvimento da tecnologia e das ciências sociais veio trazer 217 nova força para essa terrível e eficaz arma, mesmo do ponto de vista estritamente militar. Por ocasião da II Guerra Mundial, o emprego dos meios de comunicação assumiu tal proporção, que os beligerantes passaram a considerar a arma psicológica parte integrante do arsenal bélico e da condução dos assuntos da guerra. Assim é que, antes mesmo de disparado o primeiro tiro de muitas batalhas, já se travavam verdadeiros combates verbais e escritos, ambos partes integrantes da estratégia dos dois blocos. Ficaram famosas as transmissões da Rosa de Tóquio, da BBC de Londres e da Voz da América, nos Teatros de Operações do Pacífico, da Europa e da África do Norte, além de folhetos e cartazes espalhados por toda parte. Os tempos mudaram, sofisticaram-se as técnicas e os meios. O inimigo de ontem é o aliado de hoje e o aliado de ontem não precisa mais esconder sua vocação imperialista. Recursos fabulosos e inteligentes artifícios são empregados para alimentar e dar curso à guerra da mente (Psycological Warfare). “Matar a coragem inimiga é o mesmo que matar as suas tropas” - Carl Von Clausewitz O homem, por sua vez, tem cada vez mais necessidade de escutar, de falar, de trocar ideias, de manter-se a par dos acontecimentos e de conhecer tudo o que se passa em seu país ou pelo mundo, capaz de afectar a sua segurança. Daí o enorme esforço que as grandes nações despendem com os meios de comunicação social, para propagação de determinadas notícias, ou para a retenção de outras, visando a formação da opinião pública favorável a seus fins. Valem-se das emoções que criam, como o medo e a ira, ou dos sentimentos que despertam, como o amor, o ódio e o fanatismo. Valendo-se de acções psicológicas, de permanente mobilização da população, as partes conflitantes procuram evidenciar os aspectos metafísicos da guerra, dando realce à “vontade nacional”, onde a exacerbação do patriotismo e a criação de uma “cultura de resistência” são os factores determinantes para a prosecussão dos objectivos propostos, ou seja, a obtenção da adesão de todas as camadas sociais da nação, a fim de conseguir fidelidade aos seus propósitos. "Capture their minds and their hearts and souls will follow" 218 As PSYOP’s, ou Operações Psicológicas, são acções planeadas com propósitos definidos, por forma a seleccionar a informação que deve ou não ser difundida, estabelecer a forma de difusão da mesma, e seleccionar o público (alvo) a atingir. Essas operações tácticas “tendem a alterar o comportamento inimigo sem alterar as suas crenças”, influenciando emoções, motivos, objectivos, razões, e mesmo o comportamento de governos estrangeiros, organizações, grupos e indivíduos. O objectivo primário das PSYOP’s é induzir ou reforçar atitudes externas ou comportamentos favoráveis aos objectivos originais. As PSYOP são das mais antigas armas no arsenal humano, tratando-se de uma força protectora/multiplicadora de combate e um sistema não-letal de combate. Para a realização de Operações Psicológicas (PSYOP) ou da Guerra Psicológica (PSYWAR) basta, no fundo, conhecer na totalidade o inimigo, as suas crenças, gostos, forças, vulnerabilidades e fraquezas. Ao conhecer-se as razões que motivam o inimigo a actuar, está-se pronto a iniciar uma operação psicológica. As Operações Psicológicas podem igualmente ser também um uso planeado dos meios de comunicação social por forma a influenciar as atitudes e os comportamentos humanos com a missão de criar no alvo comportamentos grupais, emoções e atitudes que possam suportar objectivos nacionais. A forma de comunicação pode ser simplesmente difundir determinada informações de forma oral ou visual pelo Media. 219 O planeamento da propaganda é um processo contínuo que requer alguma imaginação e determinação. Deve ser responsável por uma mudança imediata através das novas condições e circunstâncias que afectam a audiência visada ou os objectivos psicológicos. Uma campanha de Guerra Psicológica é uma “guerra da mente”. As armas primárias são a visão e o som. PSYOP pode ser disseminada pela comunicação face-a-face, meios audio-visuais TV), meios audio (radio ou altifalantes), meios visuais (jornais, livros, revistas e/ou posters). O objectivo primário desta arma não é a forma de envio, mas a mensagem que é enviada e a forma como a mensagem atinge o receptor. As PSYOP’s podem-se dividir em 4 categorias: PSYOP’s Estratégicas, em que as actividades de informações internacionais tem por base influenciar as atitudes, percepções e comportamentos estrangeiros a favor de objectivos “amigos”; PSYOP’s Operacionais, que podem ter lugar durante o conflito até à conclusão das hostilidades numa áea geográfica por forma a promover a efectivação das estartégias e campanhas do Comandante da campanha; PSYOP’s Tácticas, consuzidas em áreas assinaladas pelo Comandante durante o conflito ou guerra, por forma a apoiar a missão táctica contra as forças inimigas; e por fim a Consolidação das PSYOP’s, que tem por missão a condução em áreas estrangeiras, inabitadas por inimigo ou população hostil e que possam vir a ser ocupadas por forças “amigas”, para serem construidos comportamentos para suportar interesses “amigos”. São as seguintes as formas de disseminação das PSYOP’s pelos Media: xFace-a-face (interpersoal) comunicação: é o meio mais efectivo para transmitir uma mensagem persuasiva. Utiliza campanhas de rumores, discussões de grupo, leituras, demonstrações, organizações e actividades sociais e contactos individuais. xMeios Audiovisuais: tais como a TV, gravações electrónicas, Video, e filmes são os segundos melhores meios de comunicação disponíveis ao operador psicológico. O bom resultado da operação está baseado na visualização e na audição da mensagem persuasiva. Estes Media são excelentes meios na transmissão de mensagens persuasivas. xMeios Audio (Altifalantes e Rádio): leva à transmissão de mensagens simples e breves e à utilização da voz humana. Não necessita de qualquer apoio por parte da audiência (destinatários), e, geralmente, têm melhores resultados do 220 que os Meios Visuais. Por outro lado, a barreira da iliteracia pode ser mais facilmente ultrapassada do que com meios visuais (material impresso). xMeios Visuais: podem transmitir material complexo e longo. Cartoons animados podem ser utilizados por forma a fazer com que determinados assuntos sejam mais facilmente compreendidos por população com baixo nível de escolaridade. Meios Visuais, geralmente, têm a menor audiência por parte da população. Quando uma potência estrangeira consegue proceder a interferências em emissões radioeléctricas e sistematicamente altera o conteúdo das comunicações, fica numa posição de conseguir impor a sua ideologia às populações visadas. O controle das ideias através das comunicações de massa permite a manipulação de opiniões, censura de informação, criar falsas ideias e impressões, suprimir ideias e inquéritos e manipular audiência numa larga escala. No caso de um determinado Governo conseguir controlar a totalidade dos meios de comunicação social, forçando os cidadãos a falar de um modo politicamente controlado, acaba-se o pensamento independente. Se as ideias puderem ser controladas, então, acções rebeldes contra determinado regime podem ser prevenidas. Por essa razão, podemos dizer que acções de propaganda política a este nível podem ser consideradas lavagem cerebral (brainwashing). As PSYOP’s podem ser de tal forma eficazes e o seu resultado tão intenso que podem mesmo resultar em controle das mentes (mind control). O controle mental refere-se a todos os sistemas de coersão psicológicas, tais como a lavagem cerebral (brainwashing)1, e persusão coersiva (coersive persuasion). O controle mental é o ajustamento das atitudes dos indivíduos, pensamentos e personalidade sem o conhecimento ou consentimento das mesmas. O controle mental (mind control) utiliza formas subreptícias de manipulação em grupo, mas muitas vezes trabalha linguistica2ou tecnologicamente para interesses financeiros ou políticos da força manipuladora. O controle mental acontece aumentando o controle sobre 1Capturar e deixar alguém sem qualquer referência; touturando e degradando esse indivíduo. Quando o indivíduo capturado e chega à conclusão que a sua presença e vida não tem qualquer propósito, é lhe fornecida esperança no que se pretende que este acredite, procedendo-se a uma lavagem cerebral nos propósitos que o atacante pretende. 2Programação Neuro-Linguística é uma prática, ou uma arte, do uso da linguagem e da representação mental do Mundo sobre os indivíduos por forma a modificar pensamentos e comportamentos. 221 indivíduos através de várias técnicas, tais como a repetição de actividades de rotina, intensa humilhação ou depravação. Por outro lado, por forma a que esse tipo de operações tenham lugar satisfatóriamente, é também necessário alterar as crenças dos indivíduos. A forma de isso acontecer é através de técnicas de propaganda. Grupos de pressão, especialmente militares, podem utilizar os seguintes métodos de persuasão para controlar as populações: xIsolamento/Controle: Isolamento de grupos pode tomar várias formas quer sejam raciais, demográficas ou isolamento social. O isolamento político de grupos pode ser um processo simples ou complexo, mas leva sempre a uma larga marginalização política. Propaganda é uma ferramenta essencial no fornecimento da informação que vai permitir que um grupo particular de pessoas fique isolado da massa. xSeparação: Relacionado com isolamento e controle, psicólogos comportamentais por vezes referem-se ao princípio de “dividir e conquistar”. Dividir e conquistar é uma ferramenta muito utilizada para manter controle sob grupos dispersos e a propaganda fornece a informação necessária para que essa separação se mantenha. xReacção: Força é baseada na acção e é desejável para manter as pessoas em determinada posição e posicionar os grupos em localizações onde estes possam reagir. Propaganda é uma ferramenta necessária para juntar pessoas e fazer com que estas reagam como um grupo. xDesinformação como fraqueza: A fraqueza é indicada ela reacção; reacção é induzida pela falta de informação ou pela desinformação. Indivíduos não devem actuar ou pensar independentemente, e estes apenas devem actuar face a coersão do Governo. Forçando os indivíduos a reagir à desinformação e falta de informação, os “homens no poder” conseguem pontos positivos para as suas opções. xCoacção: É uma capacidade governamental determinada pela capacidade do Governo em coagir cidadãos na adopção de certos comportamentos. Dessa forma, os Governos podem controlar e condicionar o seu povo, ou de outra forma o Governo não consegue as suas intenções. A Propaganda é uma ferramenta essencial para, e por vezes directamente, conseguir os propósitos da coersão. A Propaganda, como ferramenta inicial para realização de PSYOP’s, são técnicas persusivas regularmente aplicadas por políticos, publicitários, jornalistas, locutores de 222 rádio, e outros indivíduos interessados em influenciar o comportamento humano. Mensagens propagadísticas podem ser utilizadas para conseguir fins sociais positivos. Esse tipo de operações, apesar de necessitar de um apoio logístico elevado, são acima de tudo utilizadas em cenários militares, mas também podem ajudar na mudança de decisões e atitudes na vida quotidiana, especialmente junto da informação pública em meios de comunicação social. Apesar de as PSYOP’s terem sido utilizadas a nível militar desde há muitos séculos, tendo sido alvo de modernizações, acompanhando o evoluir dos tempos, a resolução de algumas operações militares, que muitos ainda mantêm em recordação foram conseguidas com o apoio de acções psicológicas desse tipo. Devido ao compreeensível secretismo que as mesmas envolvem, e à necessidade de as mesmas serem planeadas e executadas sem o conhecimento do “inimigo”, essas operações acontecem com apoio dos Serviços de Intelligence, razão pela qual apenas se tem conhecimento público das mesmas alguns anos depois dos acontecimentos, especialmente quando a documentação relacionada com as mesmas se torna desclassificada. PSYOP’s na Operação “Iraqui Freedom” – Iraque Enquanto a diplomacia pública a nível estratégico teve, na melhor das hipóteses, resultados diversos, o emprego das PSYOPS (operações psicológicas) no Iraque a nível militar operacional e táctico foi mais bem sucedido. A utilização dos media de massas como a rádio, folhetos e media com alvo definido como e-mails contra decisores essenciais, bem como de alto-falantes durante as operações terrestres, parece ter tido um impacto importante. Mais de 40 milhões de panfletos foram lançados sobre o Iraque antes do primeiro ataque de 20 de Março de 2004 e outros 40 milhões foram lançados durante a campanha. Alguns panfletos ameaçavam destruir qualquer formação militar que resistisse e combatesse, enquanto outros encorajavam a população e os militares iraquianos a ignorar as directivas dos dirigentes do Partido Baath. Retrospectivamente, parece terem obtido o efeito pretendido. O problema, assim como de todas as acções das PSYOPS, é a dificuldade de determinar a ligação causal duma acção durante a guerra. Os militares iraquianos desapareceram face aos militares da Coligação sobretudo em resultado das PSYOPS, ou em resultado dos bombardeamentos pelos aviões da Coligação, ou em 223 resultado duma falta de apoio logístico – ou em resultado duma conjugação destes três factores? Quantificar o efeito das PSYOPS no controlo das atitudes e comportamento iraqianos de forma favorável para a Coligação continua a ser uma variável importante a determinar. Efectivamente, a Coligação não assistiu a um nível de rendições iraquianas análogo ao da Guerra do Golfo em 1991, que atingiu 70.000. Embora se tenham rendido 250 iraquianos no primeiro dia durante a tomada de Umm Qasr, esta gota inicial não se tornou um rio. Durante os primeiros dias do conflito, a forma como a Coligação abordou toda a campanha militar pode ser considerada psicológica – a esperança de que o emprego duma força esmagadora e de munições de precisão “chocaria e aterrorizaria” e que o regime iraquiano desabaria como um castelo de cartas. O falhanço do “choque e terror” obrigou as forças militares convencionais dos EUA a modificar a sua abordagem – e, sem dúvida, fez com que as forças das PSYOPS reexaminassem os seus temas e mensagens – para outra baseada mais numa actividade e pressão constantes do que na esperança de que um simples golpe forte resolvesse o assunto. Além do lançamento de panfletos, o outro meio de massas das PSYOP’s muito usado foi a rádio. Na emissão a partir de torres de transmissão fixas bem como da plataforma aérea de emissão (o avião Comando Solo EC-130E) a Coligação usou um formato semelhante à Radio Sawa, com muita música popular intercalada com notícias e alguns anúncios. O nome desta estação que cobria todo o Iraque era o pouco inspirado Information Radio. Estações de rádio PSYOP’s locais foram também criadas fora dos grandes centros populacionais – sendo uma delas a estação de rádio PSYOP’s do Reino Unido, a Radio Nahrain (Dois Rios), uma estação de rádio de FM criada nos arredores de Baçorá. Além de montar os seus próprios emissores de rádio, a Coligação tentou interferir electronicamente as estações de rádio iraquianas, a fim de ficar com o monopólio da informação ao dispor da população do Iraque através deste meio. As tácticas PSYOP’s descritas até agora são todas exemplos das chamadas “PSYOP’s Brancas”, que declaram abertamente e com rigor quem patrocina o produto. Durante o conflito do Iraque, as chamadas “PSYOP’s Negras” – PSYOP’s que teoricamente são produzidas por uma entidade, mas na realidade são criadas por outra – também foram usadas. Consta que a Agência Central de Informação (CIA) dos EUA terá instalado estações de PSYOP’s Negras logo em Fevereiro de 2003. Uma destas estações, a 224