Full text
Universidade do Minho Escola de Psicologia Bárbara Costa Interação mãe-bebé durante a amamentação e o aleitamento ao biberão outubro de 2022 UMinho | 2022 Bárbara Costa Interação mãe-bebé durante a amamentação e o aleitamento ao biberão
Bárbara Costa Interação mãe-bebé durante a amamentação e o aleitamento ao biberão Dissertação de Mestrado Mestrado Integrado em Psicologia Trabalho efetuado sob a orientação da Professora Doutora Bárbara Figueiredo e coorientação da Professora Doutora Raquel Costa Universidade do Minho Escola de Psicologia outubro de 2022
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição-NãoComercial-SemDerivações CC BY-NC-ND https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ Braga, 17 de outubro de 2022 ________________________________________
iii Agradecimentos Com a entrega da dissertação termina mais uma etapa do meu percurso académico e aquela que marca o fim deste ciclo de aprendizagem e crescimento. Queria começar por agradecer à minha orientadora, Professora Doutora Bárbara Figueiredo, assim como à coorientadora, Professora Doutora Raquel Costa pela orientação e ajuda ao longo deste processo. Um agradecimento também aos elementos da equipa de investigação, pelo acolhimento, pelas partilhas e pela ajuda e um agradecimento especial à Leonor que me acompanhou desde o início e em todos os momentos. Não posso deixar de agradecer a todos aqueles que tive a sorte de encontrar com a minha entrada na Universidade do Minho, agora meus amigos, e que serão, com certeza, para a vida. Obrigada por todos os momentos, pela companhia, ajuda e acima de tudo, por me fazerem sentir em casa. Obrigada também às minhas meninas que me apoiaram quando mais precisei, que me acompanharam diariamente e tornaram estes anos ainda mais especiais. Um agradecimento especial à minha Ritinha, o maior presente que estes anos me trouxeram, o meu porto de abrigo nos momentos mais difíceis e a minha companheira de aventuras, a minha irmã do coração. Como todos os desafios que enfrentamos, este teve os seus altos e baixos, e estou certa de que não os teria enfrentado sem a ajuda dos meus pais e do meu irmão. Eles foram, sem dúvida, o meu pilar ao longo destes anos, são o meu exemplo de força e de resiliência. Obrigada pela confiança, pela motivação e pela força diária, por estarem sempre comigo e me ajudarem em todas as minhas indecisões. Sem vocês nada disto seria possível! Esta viagem não tinha sido a mesma sem cada um de vocês!
iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. _______________________ 17 de outubro de 2022
v Interação mãe-bebé durante a amamentação e aleitamento ao biberão Resumo Apesar da associação entre o método de aleitamento e/ou a depressão da mãe e a qualidade da interação mãe-bebé já tenha sido abordada na literatura, foram apresentados dados inconsistentes quanto à qualidade da interação mãe-bebé durante a amamentação ou o aleitamento ao biberão em mães com ou sem depressão. Este estudo tem como principais objetivos analisar (1) as diferenças na interação mãe-bebé durante amamentação vs aleitamento ao biberão; (2) as diferenças na interação mãe-bebé entre mães deprimidas e não deprimidas; (3) o papel moderador da amamentação no efeito da depressão na qualidade da interação. Uma amostra de 55 grávidas primíparas, recrutadas no terceiro trimestre de gravidez foram gravadas na interação mãe-bebé durante o aleitamento, aos três meses pósparto. Os resultados mostraram que (1) bebés aleitados ao biberão têm pior comportamento interativo do que bebés amamentados (2) mães deprimidas têm pior comportamento interativo do que mães não deprimidas. A amamentação revelou ainda ter um papel moderador no efeito da depressão materna na qualidade da interação mãe-bebé. Este estudo enfatiza a importância da amamentação exclusiva e de uma boa saúde mental materna, pré-natal e pós-parto, para um melhor comportamento interativo da mãe e do bebé e uma melhor interação mãe-bebé. Palavras-chave: aleitamento ao biberão; amamentação; depressão pós-parto; interação mãebebé
vi Mother-infant interaction during breastfeeding and bottle feeding Abstract Although the association between the feeding method and/or depression of the mother and the quality of mother-infant interaction has already been addressed in the literature, inconsistent data were presented regarding the quality of mother-infant interaction during breastfeeding or bottle feeding in mothers with or without depression. The main objectives of this study are to analyze (1) the differences in mother-infant interaction during breastfeeding versus bottle feeding; (2) differences in mother-infant interaction between depressed and non-depressed mothers; (3) the moderating role of breastfeeding in the effect of depression on the quality of mother-infant interaction. A sample of 55 primiparous pregnant women, recruited in the third trimester of pregnancy were recorded in the mother-infant interaction during feeding situation, at 3 months postpartum. The results showed that bottle-feed infants showed worse interactive behavior than exclusively breastfeed infants and that depressed mothers showed worse interactive behavior than non-depressed mothers. Breastfeeding also revealed to have a moderating role in the effect of maternal depression on the quality of mother-infant interaction. This study emphasizes the importance of exclusive breastfeeding and good maternal, prenatal and postpartum mental health for better mother-infant interactive behavior and mother-infant interaction. Key-words: bottle feeding; breastfeeding; postpartum depression; mother-infant interaction
vii Índice Introdução ...................................................................................................................................... 9 Interação mãe-bebé durante a amamentação e o aleitamento ao biberão: diferenças.................... 9 Interação mãe-bebé em mães deprimidas e não deprimidas ...................................................... 11 Amamentação enquanto moderador da depressão pré-natal e pós-parto e do efeito da depressão na qualidade da interação ............................................................................................................. 11 Objetivos do estudo ................................................................................................................... 11 Método ......................................................................................................................................... 12 Participantes ............................................................................................................................. 12 Procedimento ............................................................................................................................ 14 Instrumentos ............................................................................................................................. 15 Análise estatística ...................................................................................................................... 16 Resultados.................................................................................................................................... 17 Discussão ..................................................................................................................................... 27 Contributos e limitações ............................................................................................................ 29 Conclusão ................................................................................................................................. 30 Referencias bibliográficas: ............................................................................................................. 31 Índice de tabelas Tabela 1. Dados sociodemográficos da mãe e do bebé ..................................................................... 13 Tabela 2. Dados sobre depressão e método de aleitamento .............................................................. 14 Tabela 3. Comportamento interativo do bebé, da mãe e interação mãe-bebé ..................................... 18 Tabela 4. Diferenças no comportamento interativo da mãe e do bebé (subescalas) durante a amamentação e o aleitamento ao biberão ......................................................................................... 19 Tabela 5. Diferenças no comportamento interativo do bebé (itens) durante a amamentação e o aleitamento ao biberão ..................................................................................................................... 20 Tabela 6. Diferenças no comportamento interativo da mãe (itens) durante a amamentação e o aleitamento ao biberão ..................................................................................................................... 20
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 14 Tabela 2 Dados sobre depressão e método de aleitamento Nota: N=55 Procedimento Este estudo faz parte de um estudo longitudinal (“Amamentação e Depressão Pós-parto”; Figueiredo, 2011), que recebeu a aprovação das Comissões de Ética de todas as instituições envolvidas. No terceiro trimestre de gravidez, as mulheres que cumpriram os critérios de inclusão foram contactadas, em dois hospitais públicos do Norte de Portugal, informadas sobre os objetivos e procedimentos do estudo e convidadas a participar. Os critérios de exclusão foram: não ler/escrever português, ter complicações gestacionais, ser multíparas e ter múltiplas gestações. As grávidas que concordaram participar no estudo, assinaram o consentimento informado e preencheram medidas de características sociodemográficas e sintomas de depressão: Questionário Sociodemográfico (Figueiredo et al., 2009) e o Edinburgh Postnatal Depression Scale ( EPDS ; Cox et al., 1987), no terceiro trimestre de gravidez, aos dois dias, duas semanas e três meses pós-parto. Após o parto (dois dias após), duas semanas e três meses, o método de aleitamento foi determinado de acordo com a definição de Labbok e Krasovec (1990) para todas as mães. Das mulheres que preencheram as medidas aos três meses pós-parto, 68 realizaram uma interação mãe-bebé de cinco minutos, gravada em casa, sendo que 55 realizaram a interação mãe-bebé durante o aleitamento e foram incluídos neste estudo. Para o estudo foram considerados dois grupos: (1) amamentação, onde se incluíam as mães que amamentavam exclusivamente e (2) n % Pontuação Edinburgh Postnatal Depression Scale , 3º trimestre de gravidez <9 (Não deprimidas) ≥ 9 (Deprimidas) 14 41 25.5 74.5 Pontuação Edinburgh Postnatal Depression Scale, 3 meses pós-parto <7 (Não deprimidas) ≥ 7 (Deprimidas) 41 14 74.5 25.5 Método de aleitamento, 3 meses pós-parto Amamentação exclusiva Amamentação parcial Aleitamento ao biberão 36 6 13 65.5 10.9 23.6
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 15 aleitamento ao biberão, composto pelas mães que amamentavam parcialmente e as que aleitavam ao biberão. Os vídeos da interação foram posteriormente codificados através das Interaction Rating Scales ( IRS ; Field, 1980; versão portuguesa de Figueiredo & Dias, 2013), por dois investigadores independentes. Esta é composta por duas escalas: uma para a situação face-a-face ( IRff ) e outra para a situação de aleitamento ( IRSal ), sendo que neste estudo apenas foi utilizada a última. Após a codificação, foi calculada a Percentagem de Concordância, para cada item, obtida através da divisão do número de acordos entre os observadores pela soma dos acordos e desacordos (total), sendo que foram considerados como desacordos itens com uma diferença superior a um ponto, entre as duas cotações. Os dois investigadores independentes discordaram em 5.71% dos itens, com coeficientes de concordância mínimos de 0.76, no item “Vocalizações” da escala da mãe; e máximo de 1, nos itens “Estado” e “Arrotar” também da escala da mãe. Foi calculada a média das cotações dos dois investigadores, para cada item, assim como para o total da qualidade do comportamento interativo da mãe, do bebé e da interação mãe-bebé. Instrumentos Questionário sociodemográfico (Figueiredo et al., 2009): O questionário sociodemográfico avalia as informações demográficas e obstétricas da mãe (e.g. idade, estado civil, nível de escolaridade, tipo de parto) e as características sociodemográficas e biométricas dos bebés (e.g. sexo, peso e altura no nascimento). Index of Breastfeeding Status ( IBS ): O método de aleitamento aos dois dias, duas semanas e três meses pós-parto foi avaliado de acordo com o Index of Breastfeeding Status ( IBS ; Labbok & Coffin, 1997; Labbok & Krasovec, 1990). O método de aleitamento foi definido como: (1) amamentação exclusiva, que incluiu o nível um e dois de Labbok e Krasovec (amamentação plena, quando se utiliza apenas leite materno, e amamentação quase exclusiva, quando também se utiliza água); (2) amamentação parcial que incluiu amamentação parcial (alta, média e baixa, quando o leite materno é combinado com fórmula em diferentes percentagens) e token (quando o aleitamento materno mínimo é usado para confortar o bebé); e (3) aleitamento exclusivo com fórmula/aleitamento ao biberão, que incluí bebés alimentados exclusivamente com leite não materno.
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 16 Edinburgh Postnatal Depression Scale ( EPDS ): Inicialmente desenvolvido por Cox et al. (1987) e validado para a população portuguesa por Augusto et al. (1996). É uma escala de autorrelato para avaliar a depressão na gravidez e pós-parto, composta por 10 itens pontuados numa escala Likert de quatro pontos (0-3). A EPDS aborda a intensidade dos sintomas depressivos nos últimos sete dias e tem sido utilizada em diversos estudos durante a gravidez e no pós-parto (Figueiredo et al., 2014; Tendais et al., 2014). A versão portuguesa tem boa consistência interna para a gravidez e pós-parto (alfa de Cronbach = .82 e .88) e o ponto de corte ideal é nove para a gravidez e sete para o pós-parto (Tendais et al., 2014). Neste estudo, a pontuação de corte para detetar mães deprimidas no terceiro trimestre de gravidez são pontuações iguais ou superiores a nove, nesta escala, e pontuações iguais ou superiores a sete, aos três meses pós-parto. Interaction Rating Scales ( IRS ): Inicialmente desenvolvidas por Field (1980) e validadas para a população portuguesa como Escalas de avaliação da interação mãe-bebé, por Figueiredo e Dias (2013). Neste estudo, foi usada a escala para a situação de aleitamento ( IRSal ), composta por cinco itens relacionados com o bebé e nove itens relacionados com a mãe, cada um cotado numa escala de um a três. O resultado final da escala foi obtido pelo somatório das pontuações de todos os itens a dividir pelo número de itens, variando assim entre um e três. Classificações mais elevadas indicam melhor qualidade dos comportamentos durante a interação e melhores valores totais da escala, melhor qualidade da interação mãe-bebé (Figueiredo & Dias, 2013). A versão portuguesa tem elevada consistência interna com alfa de Cronbach 0,87 ( IRSal bebé), 0,82 ( IRSal mãe), assim como fidelidade teste-reteste, validade concorrente e preditiva (Figueiredo & Dias, 2013). Análise estatística A análise e o tratamento dos dados recolhidos foram realizados com recurso a metodologias de investigação quantitativas, sendo utilizado o programa informático IBM® SPSS® Statistics (versão 28.0). Inicialmente, foi realizada uma análise exploratória dos dados e verificada a sua normalidade. Posteriormente, e de forma a realizar a análise descritiva dos dados, foram utilizadas as medidas de tendência central e as medidas de dispersão. No sentido de analisar diferenças na interação mãe-bebé durante o aleitamento (amamentação vs aleitamento ao biberão) (objetivo um) e diferenças na interação mãe-bebé entre mães deprimidas e não deprimidas (objetivo dois) foram realizadas Análises de Variância
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 17 Multivariadas (MANOVA) para o comportamento interativo da mãe e do bebé (subescalas e itens), dado serem variáveis dependentes relacionadas; e Testes T de amostras independentes, para a interação mãe-bebé (escala total). Para analisar o papel moderador da amamentação no efeito da depressão na qualidade da interação mãe-bebé (objetivo três) foram realizadas Análises de Variância Multivariadas (MANOVA) para o comportamento interativo da mãe e do bebé (subescalas e itens) e uma Análise de Variância Unidirecional (ANOVA) para a interação mãe-bebé (escala total). Para identificar os grupos entre os quais se verificam diferenças realizou-se um Teste PostHoc, optando-se pelo uso do teste de Scheffe . Para todas as análises, valores de p < .05 foram considerados significativos. Resultados Na tabela 3 estão representadas as análises descritivas para o comportamento interativo do bebé, da mãe e para a interação mãe-bebé, aos três meses pós-parto (N = 55). O comportamento interativo do bebé foi, em média, mais elevado no item “Atividade física” (M = 2.89) e o comportamento interativo da mãe, no item “Arrotar” (M = 2.98). Por outro lado, os valores foram mais baixos no item “Contacto ocular”, quer no comportamento interativo do bebé (M = 1.72) como no da mãe (M = 1.73). Verificou-se uma maior variabilidade entre os participantes nos itens “Orientação da cabeça” (DP = 0.82) e “Persistência no aleitamento” (DP = 0.82) do comportamento interativo do bebé. Por outro lado, o item “Arrotar”, no comportamento interativo da mãe, foi aquele onde se verificou menor variabilidade entre os participantes (DP = 0.09).
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 18 Tabela 3 Comportamento interativo do bebé, da mãe e interação mãe-bebé M DP Mínimo Máximo Comportamento interativo do bebé 2.37 0.36 1.60 3.00 Estado 2.45 0.68 1.00 3.00 Atividade física 2.88 0.27 2.00 3.00 Orientação da cabeça 2.48 0.82 1.00 3.00 Contacto ocular 1.72 0.72 1.00 3.00 Persistência no aleitamento 2.30 0.81 1.00 3.00 Comportamento interativo da mãe 2.53 0.20 2.11 3.00 Posição para aleitar 2.88 0.27 2.00 3.00 Estado 2.77 0.33 1.50 3.00 Atividade física 2.83 0.29 2.00 3.00 Orientação da cabeça 2.30 0.79 1.00 3.00 Contacto ocular 1.73 0.72 1.00 3.00 Vocalizações 1.94 0.75 1.00 3.00 Remoção biberão/mamilo 2.80 0.49 1.00 3.00 Arrotar 2.98 0.09 2.50 3.00 Persistência no aleitar 2.52 0.71 1.00 3.00 Interação mãe-bebé 2.47 0.23 2.04 3.00 Nota . N=55 Diferenças na interação mãe-bebé durante o aleitamento (amamentação vs aleitamento ao biberão) A MANOVA mostrou que não há efeito do método de aleitamento no comportamento interativo da mãe e do bebé (Λ = 0.92; Z = 2.43; p = .098) quando se consideram as subescalas. ANOVAs univariadas subsequentes mostraram que na interação mãe-bebé em situação de aleitamento bebés de díades de amamentação apresentaram melhor comportamento interativo (M = 2.44, DP = 0.32) do que os bebés das díades de aleitamento ao biberão (M = 2.24, DP = 0.42) (Z = 3.95, p = .052). Contudo, não foram encontradas diferenças significativas no
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 19 comportamento interativo da mãe (Z = 0.08, p =.779) entre díades de amamentação (M =2.54, DP = 0.15) e díades de aleitamento ao biberão (M = 2.52, DP = 0.27) (ver tabela 4). A MANOVA realizada com os itens do bebé mostrou que há um efeito do método de aleitamento no comportamento interativo do bebé (Λ = 0.38; Z = 16.18; p <.001). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos itens “Atividade física” (Z = 6.01, p = 0.018) e “Orientação da cabeça” (Z = 36.98, p <.001). Bebés amamentados durante a amamentação desviaram menos vezes a cabeça da direção da mãe (M = 2.86, DP = 0.49) do que os de aleitamento ao biberão (M = 1.76, DP = 0.86). Por outro lado, bebés de aleitamento ao biberão mantiveram o corpo mais relaxado e moldado ao da mãe (M = 3.00, DP = 0.00) do que os bebés de amamentação (M = 2.81, DP = 0.32) (ver tabela 5). A MANOVA realizada com os itens da mãe mostrou que há efeito do método de aleitamento no comportamento interativo da mãe (Λ = 0.61; Z = 3.18; p = .005). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no item “Remoção do biberão/mamilo” (Z= 13.59, p <.001). Mães que amamentam iniciaram muito menos vezes a remoção do biberão/mamilo (M = 2.96, DP = 0.41) do que as mães de aleitamento ao biberão (M = 2.50, DP = 0.73). Quando se considera a escala total, não se verificaram diferenças significativas na interação mãe-bebé (t (53) = 1.20, p = .240) entre díades de amamentação (M = 2.50, DP = 0.17) e díades de aleitamento ao biberão (M = 2.41, DP = 0.30). Tabela 4 Diferenças no comportamento interativo da mãe e do bebé (subescalas) durante a amamentação e o aleitamento ao biberão Amamentação (n=36) Aleitamento ao biberão (n=19) Z p M DP M DP Comportamento interativo do bebé 2.44 0.32 2.24 0.42 3.95 .052 Comportamento interativo da mãe 2.54 0.15 2.52 0.27 0.08 .779 Nota . N=55
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 20 Tabela 5 Diferenças no comportamento interativo do bebé (itens) durante a amamentação e o aleitamento ao biberão Amamentação (n=36) Aleitamento ao biberão (n=19) Z p M DP M DP Comportamento interativo do bebé Estado 2.46 0.69 2.45 0.66 0.00 .955 Atividade física 2.82 0.32 3.00 0.00 6.01 .018 Orientação da cabeça 2.86 0.49 1.76 0.86 36.98 <.001 Contacto ocular 1.75 0.72 1.66 0.75 0.20 .658 Persistência no aleitamento 2.29 0.81 2.32 0.85 0.01 .918 Nota . N=55 Tabela 6 Diferenças no comportamento interativo da mãe (itens) durante a amamentação e o aleitamento ao biberão Amamentação (n=36) Aleitamento ao biberão (n=19) Z p M DP M DP Comportamento interativo da mãe Posição para aleitar 2.85 0.29 2.95 0.23 1.71 .196 Estado 2.78 0.30 2.76 0.39 0.02 .878 Atividade física 2.78 0.33 2.92 0.19 3.11 .084 Orientação da cabeça 2.25 0.78 2.39 0.81 0.42 .521 Contacto ocular 1.75 0.72 1.68 0.73 0.10 .750 Vocalizações 1.90 0.75 2.00 0.76 0.21 .653 Remoção do biberão/mamilo 2.96 0.14 2.50 0.73 13.59 <.001 Arrotar 2.97 0.12 3.00 0.00 1.08 .304 Persistência no aleitar 2.6 0.6 2.4 0.9 1.31 .257 Nota . N=55
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 21 Diferenças na interação mãe-bebé entre mães deprimidas e não deprimidas aos três meses pósparto Quando consideradas as subescalas, a MANOVA mostrou que há efeito da depressão materna, aos três meses pós-parto, no comportamento interativo da mãe e do bebé (Λ = 0.84; Z = 5.04; p = .010). ANOVAs univariadas subsequentes mostraram que mães deprimidas aos três meses pós-parto (M = 2.43, DP = 0.17) apresentaram pior comportamento interativo do que mães não deprimidas (M =2.57, DP = 0.19) (Z = 6.02, p=.017). Contudo, não foram encontradas diferenças significativas no comportamento interativo do bebé (Z = 0.05, p = .828) entre díades de mães deprimidas (M = 2.39, DP = 0.40) e não deprimidas (M =2.36, DP = 0.35) (ver tabela 7). A MANOVA realizada com os itens do bebé mostrou que há um efeito marginalmente significativo da depressão materna aos três meses pós-parto no comportamento interativo do bebé (Λ = 0.81; Z = 2.36; p = .054). As análises univariadas confirmaram a ausência de efeito (ver tabela 8). A MANOVA realizada com os itens da mãe mostrou que não há efeito da depressão materna aos três meses pós-parto no comportamento interativo da mãe (Λ = 0.81; Z = 1.20; p = .318). As análises univariadas indicaram que há diferenças estatisticamente significativas no item “Orientação da cabeça” (Z = 5.47, p = .023) entre mães deprimidas e não deprimidas. Mães não deprimidas desviaram menos vezes a cabeça da direção do bebé (M = 2.44, DP = 0.73) do que mães deprimidas (M = 1.89, DP = 0.84). Quando se considera a escala total (interação mãe-bebé), não se verificaram diferenças estatisticamente significativas na interação mãe-bebé (t (53) = 1.13, p = .264) entre díades de mães deprimidas (M = 2.41, DP = 0.24) e díades de mães não deprimidas (M = 2.49, DP = 0.22).
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 22 Tabela 7 Diferenças no comportamento interativo da mãe e do bebé (subescalas) entre mães deprimidas e não deprimidas, aos três meses pós-parto Não deprimidas (n=41) Deprimidas (n=14) Z p M DP M DP Comportamento interativo do bebé 2.36 0.35 2.39 0.40 0.05 .828 Comportamento interativo da mãe 2.57 0.19 2.43 0.17 6.02 .017 Nota . N=55 Tabela 8 Diferenças no comportamento interativo do bebé (itens) entre mães deprimidas e não deprimidas, aos três meses pós-parto Nota . N=55 Não deprimidas (n=41) Deprimidas (n=14) Z p M DP M DP Comportamento interativo do bebé Estado 2.38 0.72 2.68 0.46 2.11 .152 Atividade física 2.84 0.30 3.00 0.00 3.74 .059 Orientação da cabeça 2.51 0.81 2.39 0.88 0.22 .643 Contacto ocular 1.73 0.76 1.68 0.64 0.06 .815 Persistência no aleitamento 2.34 0.81 2.18 0.85 0.41 .523
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 23 Tabela 9 Diferenças no comportamento interativo da mãe (itens) entre mães deprimidas e não deprimidas, aos três meses pós-parto Não deprimidas (n=41) Deprimidas (n=14) Z p M DP M DP Comportamento interativo da mãe Posição para aleitar 2.89 0.29 2.89 0.21 0.03 .862 Estado 2.79 0.35 2.71 0.26 0.58 .449 Atividade física 2.83 0.29 2.82 0.32 0.01 .932 Orientação da cabeça 2.44 0.73 1.89 0.84 5.47 .023 Contacto ocular 1.78 0.77 1.57 0.55 0.88 .352 Vocalizações 1.94 0.78 1.93 0.70 0.00 .965 Remoção do biberão/mamilo 2.85 0.42 2.64 0.63 1.99 .164 Arrotar 2.99 0.08 2.96 0.13 0.64 .426 Persistência no aleitar 2.56 0.65 2.39 0.86 0.59 .447 Nota . N=55 O papel moderador da amamentação no efeito da depressão na qualidade da interação mãe-bebé A MANOVA mostrou que há efeito da depressão e aleitamento no comportamento interativo da mãe e do bebé (Λ = 0.60; Z = 4.90; p <.001), quando consideradas as subescalas. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no comportamento interativo do bebé (Z=5.31; p=.003) e no comportamento interativo da mãe (Z = 5.68; p = .002). O Teste Post-Hoc de Scheffe demonstrou que as diferenças são significativas no comportamento interativo do bebé entre os grupos mães deprimidas e amamentação e deprimidas e biberão (p = .003, 95% I.C. = [0.20, 1.25]). Ou seja, bebés de díades de deprimidas e amamentação (M = 2.64, DP = 0.19) apresentaram melhor comportamento interativo do que os de deprimidas e aleitamento ao biberão (M = 1.92, DP = 0.18). As diferenças no comportamento da mãe são significativas entre os grupos (1) não deprimidas e amamentação e deprimidas e aleitamento ao biberão (p = .012, 95% I.C. = [0.05, 0.55]) ; e (2) não deprimidas e aleitamento ao biberão e deprimidas e aleitamento ao biberão (p = .002, 95% I.C. = [0.11, 0.64]). Ou seja, (1)
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 30 Conclusão Além dos benefícios já conhecidos da amamentação, tanto para a saúde materna como para a do bebé, esta tem um papel importante como preditor da sensibilidade materna e do envolvimento entre a díade, nomeadamente durante o aleitamento, contribuindo para um melhor desenvolvimento do bebé e, consequentemente, para uma melhor interação mãe-bebé. A prevenção de sintomatologia depressiva materna, quer na gravidez quer no pós-parto, é fundamental para um melhor comportamento da mãe para com o bebé. Desta forma, este estudo ressalta a importância da amamentação exclusiva e de uma boa saúde mental materna, pré-natal e pós-parto, para uma melhor qualidade do comportamento interativo da mãe e do bebé e, por conseguinte, da interação mãe-bebé.
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 31 Referencias bibliográficas: Alex, M. R., & MacLellan-Peters, J. (2013). The Relationship Among Skin-to-Skin Contact, Breastfeeding, and Mother–Infant Interaction: Implications for Nursing. Journal of Obstetric, Gynecologic, and Neonatal Nursing , 42 , S88–S89. https://doi.org/10.1111/15526909.12181 American Academy of Pediatrics. (2012). Breastfeeding and the use of human milk. Pediatrics, 129 (3), e827–e841. https://doi.org/10.1542/peds.2011-3552 Augusto, A., Kumar, R., Calheiros, J. M., Matos, E., & Figueiredo, E. (1996). Post-natal depression in an urban area of Portugal: comparison of childbearing women and matched controls. Psychological Medicine , 26 (1), 135-141. https://doi.org/10.1017/S0033291700033778 Bigelow, A. E., Power, M., Gillis, D. E., Maclellan-Peters, J., Alex, M., & Mcdonald, C. (2014). BREASTFEEDING, SKIN‐TO‐SKIN CONTACT, AND MOTHER–INFANT INTERACTIONS OVER INFANTS'FIRST THREE MONTHS. Infant Mental Health Journal , 35 (1), 51–62. https://doi.org/10.1002/imhj.21424 Brandt, K. A., Andrews, C. M., & Kvale, J. (1998). Mother‐infant interaction and breastfeeding outcome 6 weeks after birth. Journal of Obstetric, Gynecologic, & Neonatal Nursing , 27 (2), 169-174. https://doi.org/10.1111/j.1552-6909.1998.tb02607.x Britton, J. R., Britton, H. L., & Gronwaldt, V. (2006). Breastfeeding, sensitivity, and attachment. Pediatrics , 118 (5), e1436-e1443. https://doi.org/10.1542/peds.2005-2916 Brown, J. V., Bakeman, R., Snyder, P. A., Fredrickson, W. T., Morgan, S. T., & Hepler, R. (1975). Interactions of black inner-city mothers with their newborn infants. Child Development , 46 (3), 677–686. https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.1975.tb03368.x Cohn, J. F., & Tronick, E. Z. (1983). Three-Month-Old Infants’ Reaction to Simulated Maternal Depression. Child Development , 54 (1), 185–193. https://doi.org/10.2307/1129876 Cox, J. L., Holden, J. M., & Sagovsky, R. (1987). Detection of Postnatal Depression: Development of the 10-item Edinburgh Postnatal Depression Scale. British Journal of Psychiatry , 150 (6), 782–786. https://doi.org/10.1192/bjp.150.6.782 De Andraca, I., Salas, M. I., López, C., Cayazzo, M. S., & Icaza, G. (1999). Efecto de la lactancia materna y variables psicosociales sobre el desarrollo psicomotor en niños de 12 meses de edad. Archivos Latinoamericanos de Nutricion , 49 (3), 223–231. Field, T. M. (1980). lnteractions of preterm and term infants with their lowerand middle-class teenage and adult mothers. In T.M. Field, S. Goldberg, D. Stern, & AM. Sostek (Eds.), Highrisk infants and children: Adult and peer interactions . (pp.113-132). New York: Academic Press. Field, T., Diego, M., Hernandez-Reif, M., Figueiredo, B., Ezell, S., & Siblalingappa, V. (2010). Depressed mothers and infants are more relaxed during breastfeeding versus bottlefeeding
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 32 interactions: Brief report. Infant Behavior and Development , 33 (2), 241–244. https://doi.org/10.1016/j.infbeh.2009.12.006 Field, T., & Vega-Lahr, N. (1984). Early interactions between infants with cranio-facial anomalies and their mothers. Infant Behavior and Development , 7 , 117. https://doi.org/10.1016/S0163-6383(84)80179-4 Figueiredo, B. (Principal Investigator) (2011-2014). Breastfeeding and post-partum depression. (Project nº PTDC/SAU-SAP/116738/2010). Universidade do Minho Figueiredo, B., Canário, C., & Field, T. (2014). Breastfeeding is negatively affected by prenatal depression and reduces postpartum depression. Psychological medicine , 44 (5), 927-936. https://doi.org/10.1017/S0033291713001530 Figueiredo, B., & Dias, C. (2013). Escalas de avaliação da interação mãe-bebé: versão portuguesa das interaction rating scales. Psicologia, Saúde & Doenças , 14 (3), 502–514. Retirado de https://www.researchgate.net/publication/263165150_Escalas_de_avaliacao_da_interac ao_mae-bebe_Versao_portuguesa_das_interaction_rating_scales Figueiredo, B., Pacheco, A., & Costa, R. (2007). Depression during pregnancy and the postpartum period in adolescent and adult Portuguese mothers. Archives of Women’s Mental Health , 10 (3), 103–109. https://doi.org/10.1007/s00737-007-0178-8 Figueiredo, B., Pinto, T. M., & Costa, R. (2021). Exclusive Breastfeeding Moderates the Association Between Prenatal and Postpartum Depression. Journal of Human Lactation , 37 (4), 784– 794. https://doi.org/10.1177/0890334421991051 Figueiredo, B., Teixeira, C., Conde, A., Pinto, A., & Sarmento, P. (2009). Utentes da consulta externa de ginecologia/obstetrícia da Maternidade Júlio Dinis. Revista Portuguesa de Psicologia , 41 , 4564. Gibbs, B. G., Forste, R., & Lybbert, E. (2018). Breastfeeding, Parenting, and Infant Attachment Behaviors. Maternal and Child Health Journal , 22 (4), 579–588. https://doi.org/10.1007/s10995-018-2427-z Hart, S. L., Jackson, S. C., & Boylan, L. M. (2011). Compromised weight gain, milk intake, and feeding behavior in breastfed newborns of depressive mothers. Journal of Pediatric Psychology , 36 (8), 942–950. https://doi.org/10.1093/jpepsy/jsr031 Labbok, M. H., & Coffin, C. J. (1997). A call for consistency in definition of breastfeeding behaviors. Social Science & Medicine, 44 (12), 1931–1932. https://doi.org/10.2105/ajph.87.6.1060 Labbok, M., & Krasovec, K. (1990). Toward Consistency in Breastfeeding Definitions. Studies in Family Planning, 21(4), 226-230. https://doi.org/10.2307/1966617 Lavelli, M., & Poli, M. (1998). Early mother-infant interaction during breast-and bottlefeeding. Infant behavior and Development , 21 (4), 667-683. https://doi.org/10.1016/S0163-6383(98)90037-6
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 33 Rocha, N. A. C. F., dos Santos Silva, F. P., Dos Santos, M. M., & Dusing, S. C. (2019). Impact of mother–infant interaction on development during the first year of life: A systematic review. Journal of Child Health Care, 24(3), 365-385. https://doi.org/10.1177/1367493519864742 Tendais, I., Costa, R., Conde, A., & Figueiredo, B. (2014). Screening for depression and anxiety disorders from pregnancy to postpartum with the EPDS and STAI. The Spanish Journal of Psychology , 17 . https://doi.org/10.1017/sjp.2014.7 Tluczek, A., Clark, R., McKechnie, A. C., Orland, K. M., & Brown, R. L. (2010). Task-oriented and bottle feeding adversely affect the quality of mother-infant interactions following abnormal newborn screens. Journal of developmental and behavioral pediatrics , 31 (5), 414-426. https://doi.org/10.1097/DBP.0b013e3181dd5049 Tomlinson, M., Rabie, S., Skeen, S., Hunt, X., Murray, L., & Cooper, P. J. (2020). Improving mother–infant interaction during infant feeding: A randomised controlled trial in a low-income community in South Africa. Infant Mental Health Journal , 41 (6), 850–858. https://doi.org/10.1002/imhj.21881 Ventura, A., Hupp, M., & Lavond, J. (2021). Mother–infant interactions and infant intake during breastfeeding versus bottle-feeding expressed breast milk. Maternal & Child Nutrition , 17 (4), e13185. https://doi.org/10.1111/mcn.13185 Wood, N. K., & Sanders, E. A. (2018). Mothers With Perceived Insufficient Milk: Preliminary Evidence of Home Interventions to Boost Mother–Infant Interactions. Western Journal of Nursing Research , 40 (8), 1184–1202. https://doi.org/10.1177/0193945916687552 World Health Organization. (2017). Exclusive breastfeeding for six months best for babies everywhere. https://www.who.int/ health-topics/breastfeeding
INTERAÇÃO MÃE-BEBÉ DURANTE A AMAMENTAÇÃO E O ALEITAMENTO AO BIBERÃO 34 Anexos Anexo A – Parecer da Comissão de ética