Collaborative robotics for improving workplace ergonomics: a case study in the automotive industry
Abstract
A quarta revolução industrial desenvolveu sistemas inteligentes, nos quais os robôs colaborativos têm um papel principal. Os trabalhadores sofrem fadiga quando expostos aos fatores de risco que causam as lesões musculoesqueléficas relacionados ao trabalho (WMSD). Como os postos de trabalho manuais muitas vezes conduzem a más posturas e movimentos repetitivos, a implementação de sistemas de Colaboração Humano-Robô (HRC) é frequentemente escolhida como uma solução para melhorar a ergonomia no ambiente de trabalho. O Nivel de Colaboração (LoC) significa quais tarefas o robô é capaz de executar como um colega de equipe, o que varia desde o Nivel O ao Nivel 4. Os fatores fisicos, cognitivos e organizacionais interagem diretamente em questões relacionadas com as relações laborais em sistemas complexos. Dependendo do LoC para executar uma tarefa, esperam-se diferentes cargas de trabalho físicas e mentais sobre o ser humano. A Dinâmica de Sistemas (SD) é um método para abordar tais problemas com uma visão sistêmica, modelando, simulando e ajudando a tomada de decisões. Investigações prévias sobre postos de trabalho HRC não qualificam e quantificam os riscos ergonômicos variando com o LoC. Por isso, esta tese propõe um modelo de simulação computacional como parte de uma estrutura para tomada de decisões com objetivos de produtividade e redução do risco de WMSD ao implementar um HRC. Além disso, foi realizado um estudo de caso em um posto de trabalho para comparar resultados com as simulações computacionais. Foi escolhido o tempo de ciclo para medir a produtividade, o método ergonômico Rapid Upper Limb Assessment (RULA) para a avaliação da carga de trabalho fisico, e o questionário NASA Task Load Index (NASA-TU() para a avaliação da carga de trabalho mental. Os resultados mostram que a produtividade aumentou mais de 20% em média, as posturas e a carga de trabalho global melhoraram tanto em simulações computacionais como em simulações reais. Também indica que um LoC mais elevado não garante os melhores resultados em termos de produtividade e ergonomia. A conclusão foi que a estrutura para tomada de decisões baseada em SD, que também inclui avaliações técnicas e económicas, é fundamental para compreender o sistema e obter dados confiáveis. Os trabalhos futuros pretendem desenvolver ainda mais o modelo e aplicar esta estrutura em outras linhas de montagem que considerem a implementação de um sistema HRC.