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ABSTRACTS OF THE 11TH INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON DISPLAY HOLOGRAPHY – ISDH 2018 COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA E INCLUSÃO 7º Congresso da Rede de Comunicação de Ciência e Tecnologia de Portugal – SciComPT
APOIOS ORGANIZAÇÃO confinanciamento:
COMISSÃO CIENTÍFICA Ana Delicado Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa Ana Godinho CERN Anabela Carvalho Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho António Calvo Roy Associação Espanhola de Comunicação de Ciência António Gomes da Costa Palais de la découverte | Cité des sciences et de l’industrie Universcience, Paris António Granado Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa Carlota Simões Museu da Ciência da Universidade de Coimbra Carlos Catalão Ciência Viva Cristina Palma Conceição Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa Isabel Correia Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, Universidade de Aveiro Joana Barros Associação Viver a Ciência Joana Lobo Antunes Universidade Nova de Lisboa José Vítor Malheiros Free-lance Júlio Borlido Santos Instituto de Biologia Molecular e Celular, Universidade do Porto Maria João Leão Maratona da Saúde Maria Manuela Lopes Artista Plástica Maria Vicente Plataforma de Ciência Aberta, Figueira de Castelo Rodrigo Marta Entradas Instituto Universitário de Lisboa Pedro Pombo Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | Universidade de Aveiro Pedro Russo Leiden University) Sílvia Castro Carnegie Mellon Portugal Program Sílvio Mendes Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa COMISSÃO ORGANIZADORA Isabel Correia (coordenadora) Carmen Marques Carolina Magalhães Célia Filloux Emanuel Santos Joana Reis Jorge Costa Marta Condesso Miguel Cardoso Sofia Barata Sofia Teixeira Teresa Pereira
ÍNDICE Sessão de abertura 14 Moderadores 14 Informação geral 15 Programa detalhado 18 WORKSHOPS 30 COMO ESCREVER UMA NOTÍCIA 31 COMO DINAMIZAR UM WORKSHOP MAKER 31 CONTAR CIÊNCIA TEM “HISTÓRIA”! 31 FERRAMENTAS AUDIOVISUAIS EM CONTEXTO DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA 32 MESA REDONDA 33 ENCONTRO IBÉRICO DE COMUNICAÇÃO E JORNALISMO DE CIÊNCIA 34 SESSÃO PLENÁRIA 35 SER INCLUSIVO: ENTRE O PATERNALISMO E O DESEJO DE PARTILHAR BEING INCLUSIVE: BETWEEN PATERNALISM AND THE DESIRE TO SHARE 36 COMUNICAÇÕES ORAIS 38 ERA UMA VEZ EM ODEMIRA – UM PROJECTO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA 39 COMUNICAR CIÊNCIA EM INCLUSÃO SOCIAL NUMA COMUNIDADE DE RECLUSOS 41 MAGIA MATEMÁTICA – UMA ACTIVIDADE INCLUSIVA! 43 ESCOLA ABERTA EM FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO: ESTRATÉGIA EDUCATIVA PARA A INCLUSÃO ATRAVÉS DA PROMOÇÃO DA LITERACIA CIENTÍFICA E CIDADANIA ATIVA DE COMUNIDADES LOCAIS 45 A RESPONSABILIDADE SOCIAL DOS CENTROS DE CIÊNCIAS: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AO SERVIÇO DE UMA CULTURA PARA A INCLUSÃO 47 ARTIGOS CIENTÍFICOS CONSEGUEM AGITAR AS REDES SOCIAIS? 48
A PRODUÇÃO COLABORATIVA DE VÍDEOS CIENTÍFICOS NO NOVO PARADIGMA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL 49 WORKING TOWARDS INTEGRATING MULTIMEDIA SPECIALISTS IN AN INSTITUTIONAL SCICOM OFFICE 51 AVALIAÇÃO DA COMUNICAÇÃO VISUAL EM PÓSTERES CIENTÍFICOS 52 DESIGN GRÁFICO E OS CIENTISTAS: ESTUDO DOS “GRAPHICAL ABSTRACTS” NAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DO I3S 53 (RE) CONHECE AS PLANTAS VENENOSAS PRESENTES NO SEU DIA-A-DIA? – ANÁLISE DAS PRINCIPAIS PLANTAS TÓXICAS QUE DIFERENTES PÚBLICOS CONSEGUEM IDENTIFICAR NO SEU QUOTIDIANO 54 TABELA PERIÓDICA EM CROCHÉ, UMA GRANDE IDEIA. LITERALMENTE! 56 SCIENCE IN THE SUPERMARKET: A RESEARCHER-LED PROJECT 58 LIVROS QUE NOS FAZEM CRESCER – COMUNICAR OS ODS PARA ALUNOS DO 1º CICLO 59 O “DIA DA CELEBRAÇÃO DOS FUNGOS” — COMUNICAR A IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS A PÚBLICOS DIVERSOS 60 NARRATIVA & CIÊNCIA: PRÁTICAS INOVADORAS DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA 62 PROJETO ‘DAR CORPO ÀS MEMÓRIAS’: UMA EXPERIÊNCIA DE CIÊNCIA & ARTE PARA A INCLUSÃO SOCIAL 64 BRAIN BUSKERS – CIÊNCIA EM ESPAÇOS PÚBLICOS 66 ASTRONOMIA NA CULTURA: PARCERIAS COM ESCOLAS DE ARTES E AGENTES CULTURAIS 68 MUSIC & SCIENCE FOR ALL 70 DIALOGAR ATRAVÉS DAS CONCHAS: O CONVÍVIO INFORMAL COM O PÚBLICO E O COLECIONISMO AMADOR NO MUSEU DA CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 71 HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA E ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE EM TAREFAS TAXONÓMICAS E DE DIGITALIZAÇÃO 72 UM HEMISPHERIUM VIAJANTE PARA LEVAR CIÊNCIA A TODOS 73 EXPLORA FORA – EXPOSIÇÕES FORA DE PORTAS 75 ESTRELAS DE BOLSO – UM ALMANAQUE ASTRONÓMICO DESCOMPLICADO 77 MAKERSPACE: COMUNICAR STEAM DE FORMA COLABORATIVA E INCLUSIVA 79 ESTÁGIOS CIENTÍFICOS PARA ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO PROMOVIDOS PELO IEC EM INSTITUTOS DE INVESTIGAÇÃO 81 LABORATÓRIO ABERTO DE BIOLOGIA E SAÚDE 82 PACCTO – PLANO DE AÇÃO PARA A CULTURA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA 84
COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: MODELOS E ESTRATÉGIAS PARA A SUSTENTABILIDADE DE PROGRAMAS DE INCLUSÃO 97 CONFERÊNCIAS CIENTISTAS EM TOURNÉE – PRÉMIOS MARATONA DA SAÚDE EM INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA 98 ICATE: UM PROGRAMA EDUCACIONAL QUE GERMINA NUMA COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA 99 BIOESCOLA – VALORIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS VALORES NATURAIS EM CONTEXTO ESCOLAR 101 O ENSINO EXPERIMENTAL DO IEC PROMOVE A IGUALDADE NA APRENDIZAGEM 103 KIT EDUMAR – UM RECURSO EDUCATIVO COM APLICAÇÃO NA CIÊNCIA CIDADÃ 105 PLATAFORMA DE CIÊNCIA-CIDADÃ INVASORAS.PT – ESTAMOS A CONSEGUIR CHEGAR A PÚBLICOS DIFERENTES? 106 O PAPEL DAS REDES SOCIAIS NUM PROJETO DE CIÊNCIA CIDADÃ: O CASO NATURA + 108 COMUNICAR O MAR NUMA ILHA (COM 15 MIL HABITANTES E NUM ARQUIPÉLAGO COM 9 ILHAS!) – AS VANTAGENS E OS DESAFIOS! 109 DEFATTING FOR A BETTER LIFE – A PARTICIPATORY RESEARCH APPROACH TO COMMUNICATE METABOLIC DISORDERS 111 O QUE É E PARA QUE SERVE A NITROCIDADANIA? 112 ESCREVER OU NÃO ESCREVER, EIS A QUESTÃO: PERSPETIVAS DOS INVESTIGADORES SOBRE A COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA NUM JORNAL REGIONAL 113 O IMPACTO DO PROJECTO “CIÊNCIA NA IMPRENSA REGIONAL – CIÊNCIA VIVA” 115 AQUATED: HISTÓRIAS DIGITAIS SOBRE AQUA CULTURAS 116 PSEUDOCIÊNCIA NA INTERNET – A PROLIEFERAÇÃO DOS MITOS “DETOX” 117 PERCEPÇÃO DE CIDADÃOS BRASILEIROS SOBRE IMPACTOS E BENEFÍCIOS DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE. 119 LA DIFÍCIL TAREA DE COMUNICAR SIN TOMAR PARTIDO. EL EJEMPLO CONCISE, UNA CONSULTA CIUDADANA SOBRE ASUNTOS POLÉMICOS 121 DESAFIOS NO FACEBOOK DO MUSEU: COMUNICAR PARA APRENDER E ENSINAR SOBRE OBJETOS DE CIÊNCIA 122 INSTITUTIONAL PUBLIC ENGAGEMENT “MORE-PE MOBILISATION OF RESOURCES FOR PUBLIC ENGAGEMENT” 124 A LITTLE KNOWLEDGE IS A DANGEROUS THING: EXCESS CONFIDENCE EXPLAINS NEGATIVE ATTITUDES TOWARDS SCIENCE 125 COMUNICAÇÃO PARA ADAPTAÇÃO ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: DESAFIOS E DIREÇÕES A SEGUIR 126 DO ARTEFATO AO QUÂNTICO: A EVOLUÇÃO DO SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES E A COMUNICAÇÃO DE SUA REVISÃO NO BRASIL 127
PLATAFORMAS DIGITAIS AO SERVIÇO DA HISTÓRIA DAS NAVEGAÇÕES 129 MAKING YOUR VISITOR INVOLVED! ALIGNING THE PARTICIPATION OF VISITORS OF SCIENCE CENTERS WITH SCIENCE COMMUNICATION GOALS 130 VISITAS ACESSÍVEIS: UM PARADOXO FÉRTIL 132 UM AQUÁRIO INCLUSIVO PARA SURDOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL 134 LABORATÓRIOS DE CIDADANIA CIENTÍFICA: FERRAMENTAS PARA A INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO LOCAL 135 QUEM SÃO OS CÉPTICOS EM PORTUGAL? 137 A VOZ AOS INVESTIGADORES: QUE FORMAÇÃO PRECISAM E QUE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA QUEREM FAZER? 138 MOTIVAÇÕES E CONSTRANGIMENTOS DOS CIENTISTAS NA COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA. A INFLUÊNCIA DA PRÁTICA NAS SUAS PERCEÇÕES. 139 SESSÕES COMPLETAS 141 SESSÃO INVERSA INVESTIGAÇÃO ANIMAL: UMA PERSPETIVA DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA NA EUROPA 142 SESSÃO INVERSA SPEED DATING COM JORNALISTAS 143 SESSÃO INVERSA MATEMÁTICA INCLUSIVA: REALIDADE OU FICÇÃO? 145 SESSÃO INVERSA DIAS ABERTOS: UM FORMATO DATADO OU AINDA ATUAL? 147 PAINEL COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: COMO CHEGÁMOS AQUI? 148 SESSÃO INVERSA LUZES, CÂMARA, INVESTIGAÇÃO: O AUDIOVISUAL NA COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA EM PORTUGAL 149 SESSÃO INVERSA DEZ ANOS DE FAMELAB EM PORTUGAL – DO PAVILHÃO DO CONHECIMENTO A TODOS OS DISTRITOS DO PAÍS 150 PAINEL ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA VISTAS DE DENTRO 151 PÓSTERES 152 PO_01 YEAST AS A BIOTECHNOLOGICAL FACTORY 153
PO_02 CITIZEN SCIENCE AS A TOOL FOR TRANSVERSAL AWARENESS AND INCLUSION IN SOCIETY / A CIÊNCIA CIDADÃ COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO E SENSIBILIZAÇÃO TRANSVERSAL NA SOCIEDADE 154 PO_03 1 ANO E MEIO DE PUBHD COIMBRA 155 PO_04 DESAFIO DE BIOMIMESTISMO: A CIÊNCIA COMO ATIVIDADE DE OCUPAÇÃO DE TEMPOS LIVRES 156 PO_05 COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL DE CIÊNCIA: O “VIDEO ABSTRACT” EM ECOLOGIA 157 PO_06 A PERCEÇÃO DE MADEIRENSES FACE À CIÊNCIA E TECNOLOGIA 158 PO_07 COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA PARA AUDIÊNCIAS NÃO ESPECIALIZADAS 159 PO_08 SMILD - FOCUS ON STUDENTS WITH MATHEMATICS LEARNING DISABILITIES 161 PO_09 GULLIVER NAS ILHAS DOS MICRORGANISMOS 162 PO_10 CIÊNCIA PARA TODOS: UM PROJETO INCLUSIVO NA DIVULGAÇÃO DA FÍSICA 164 PO_11 CONCISE PAPEL DA COMUNICAÇÃO NA PERCEÇÃO E CRENÇAS DOS CIDADÃOS EUROPEUS SOBRE CIÊNCIA 166 PO_12 O OMIC EM VIAGEM - AÇORES 167 PO_13 CHARCOCOMSOL2 - CHARCO MOVIDO A ENERGIA SOLAR (FOTOSSINTÉTICA E FOTOVOLTAICA) 168 PO_14 CADERNOS DO LALE: COMO COMUNICAR CIÊNCIA EM EDUCAÇÃO EM LÍNGUAS 170 PO_15 WEB GEOMETRY LABORATORY: CASE STUDIES IN PORTUGAL AND SERBIA 172 PO_16 EDUPARK - MOBILE LEARNING, REALIDADE AUMENTADA E GEOCACHING NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS 173 PO_17 DA COMUNICAÇÃO VISUAL À COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: COMO TORNAR UM RELATÓRIO ANUAL ACESSÍVEL À COMUNIDADE NÃO CIENTÍFICA? 174 PO_18 PLANO ESTRATÉGICO PARA COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA AO PÚBLICO ESCOLAR 175
PO_19 PERCEÇÃO DOS PROFESSORES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DE ATIVIDADES ACERCA DAS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NO 1º E 2º CICLOS DO ENSINO BÁSICO 176 PO_20 SE O MEIO É A MENSAGEM, O QUE PODE O MEDIUM FAZER PELA DIVULGAÇÃO DE CIÊNCIA? 178 PO_21 PREVISÃO DA QUALIDADE DO AR: COMO PASSAR DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO A UM SERVIÇO COM INTERESSE PÚBLICO? 179 PO_22 O RECURSO À MAGIA (ILUSIONISMO) NO ENSINO E PROMOÇÃO DA CIÊNCIA 180 PO_23 O YOUTUBE E A CIÊNCIA - CIÊNCIA PARA TODOS E DE FORMA GRATUITA! 181 PO_24 ASTRONOMIA COMO FERRAMENTA PARA PROMOVER O SUCESSO ESCOLAR 182 PO_25 MUTATIS MUTANDIS - A ERA DO PLÁSTICO 183 PO_26 O ÍNDIO QUE QUERIA CONHECER O MUNDO: UMA HISTÓRIA DE CIÊNCIA PARA TODOS NO MUSEU 184 PO_27 A CIÊNCIA NA WIKIPÉDIA – ATIVIDADES DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA DA WIKIMEDIA PORTUGAL 186 PO_28 NEURONAUTAS: UMA ACADEMIA PARA NOVOS EXPLORADORES DO CÉREBRO 188 PO_29 “KITS” - GEOLOGIA PARA TODOS 190 PO_30 VIDEOJOGO LÚDICO PARA PROMOVER LITERACIA CIENTÍFICA 191 PO_31 O (IR)RESISTÍVEL MUNDO DOS ANTIBIÓTICOS 192 PO_32 PEMI: MOBILIDADE DE IDEIAS NO CAMINHO DA INCLUSÃO 193 PO_33 CRIAÇÃO DE UM CANAL NO YOUTUBE SOBRE HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DO ENSINO DE CIÊNCIAS 195 PO_34 GEEVH E COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: CRIAÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO ONLINE DE JOGOS INTERATIVOS PARA DIVULGAR A EVOLUÇÃO HUMANA 198
› › › › › › › A B C D E F G F G E D A B D E N 335 A 2 5 Estação de comboios Hospital Av e n id a D r. L o u re n ç o P e ix in h o Universidade de Aveiro Está aqui Refeitório
30 DE MAIO 31 DE MAIO Registo dos participantes Átrio da Reitoria da Universidade de Aveiro | A 08:30 – 09:30 Sessão Inversa Sala de Atos Académicos | A (SI1a) 09:00 – 10:00 Sessão Inversa Sala do senado | A (SI1b) 09:00 – 10:00 Sessão Inversa Anfiteatro do Depto. de Ambiente e Ordenamento | B (SI1c) 09:00 – 10:00 Sessão de abertura Auditório Renato Araújo | A 09:30 – 10:00 “Mesa-Redonda - Encontro Ibérico de Comunicação e Jornalismo de Ciência” Auditório Renato Araújo | A 10:00 – 11:00 Sessão Inversa Sala de Atos Académicos | A (SI2a) 10:05 – 11:00 Painel Sala do senado | A (P1) 10:05 – 11:0 Sessão Inversa Anfiteatro do Depto. de Ambiente e Ordenamento | B (SI2b) 10:05 – 11:0 Coffee-break | A 11:00 – 11:10 Sessão de pósteres | A 11:10 – 11:35 Coffee-break | A 11:10 – 11:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Auditório Renato Araújo | A (CO1a a CO5a) 11:35 – 12:50 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala de Atos Académicos | A (CO1b a CO5b) 11:35 – 12:50 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala do senado | A (CO1c a CO5c) 11:35 – 12:50 Sessão de pósteres | A 11:20 – 11:45 SciCom Market Place Complexo Pedagógico | C 11:45 – 12:45 Almoço | D 12:45 – 14:30 Almoço | D 12:50 – 14:45 Sessão Plenária - Orador convidado Auditório Renato Araújo | A 14:30 – 15:30 Comunicações Orais Sessões paralelas Auditório Renato Araújo | A (CO6a a CO10a) 14:45 – 16:00 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala de Atos Académicos | A (CO6b a CO10b) 14:45 – 16:00 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala do senado | A (CO6c a CO10c) 14:45 – 16:00 Comunicações Orais Sessões paralelas Auditório Renato Araújo | A (CO17a a CO20a) 15:30 – 16:3 Sessão Inversa Sala de Atos Académicos | A (SI3a) 15:30 – 16:3 Painel Sala do senado | A (P2) 15:30 – 16:3 Coffee-break | A 16:00 – 16:10 Sessão de pósteres | A 16:10 – 16:50 Coffee-break | A 16:30 – 16:40 Sessão de pósteres | A 16:40 – 17:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Auditório Renato Araújo | A (CO11a a CO16a) 16:50 – 18:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala de Atos Académicos | A (CO11b a CO16b) 16:50 – 18:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala do senado | A (CO11c a CO16c) 16:50 – 18:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Auditório Renato Araújo | A (CO21a a CO24a) 17:20 – 18:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala de Atos Académicos | A (CO21b a CO23b) 17:20 – 18:20 Comunicações Orais Sessões paralelas Sala do senado | A (CO21c a CO24c) 17:20 – 18:20 Programa Social Passeio de moliceiro e visita à Fábrica | E e F 18:20 – 20:30 Sessão de encerramento Auditório Renato Araújo | A 18:20 – 18:35 Jantar do Congresso Hotel Melià | G 21:00 – 24:00 PRÉ CONGRESSO – 29 MAIO Workshops Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | E 14:00 – 18:00 Welcome Reception Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | E 19:00 – 22:30
18 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão PROGRAMA DETALHADO 4.ª-feira, 29 de maio – Pré congresso Hora Eventos Workshops. Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | E no mapa 14.00 – 18.00 Workshop | Como escrever uma notícia Dinamizador: António Granado 14.00 – 17.00 Workshop | Como dinamizar um workshop maker Dinamizador: Carolina Magalhães 14.00 – 18.00 Workshop | Contar ciência tem “História”! Dinamizador: Marta Condesso 15.00 – 18.00 Workshop | Ferramentas audiovisuais em contexto de comunicação de ciência Dinamizador: Sofia Barata 19.00 Receção de boas vindas Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | E no mapa 5.ª-feira, 30 de maio Hora Eventos 08.30 – 09.30 Registo dos participantes Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro, átrio | A no mapa 09.30 – 10.00 Sessão de abertura do congresso Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro, Auditório Renato Araújo | A no mapa Mesa Redonda . Auditório Renato Araújo | A no mapa 10.30 – 10.30 Mesa Redonda: ENCONTRO IBÉRICO DE COMUNICAÇÃO E JORNALISMO DE CIÊNCIA Vera Novais, Observador Javier Armentia, Planetário de Pamplona, Espanha Júlio Borlido Santo, Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - I3S 11.00 – 11.10 Coffee break Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro, átrio | A no mapa
19 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão 11:10 – 11:35 Sessão de pósteres Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro, Sala de Traduções | A no mapa Sessões Paralelas . Comunicações Orais . Auditório Renato Araújo | A no mapa Moderador: Pedro Russo, Leiden University 11:35 – 11:50 ERA UMA VEZ EM ODEMIRA – UM PROJECTO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA | CO1a António Quaresma, Catarina Santos, Jorge Vilhena, Rita Balbino Tic Tac Associação para a promoção dos tempos livres das crianças e jovens 11.50 – 12.05 COMUNICAR CIÊNCIA EM INCLUSÃO SOCIAL NUMA COMUNIDADE DE RECLUSOS | CO2a Carmen Marques Arqueiro, Pedro Pombo Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro – Universidade de Aveiro 12:05 – 12:20 MAGIA MATEMÁTICA – UMA ACTIVIDADE INCLUSIVA! | CO3a Ana Rute Domingos Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa 12:20 – 12:35 ESCOLA ABERTA EM FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO: ESTRATÉGIA EDUCATIVA PARA A INCLUSÃO ATRAVÉS DA PROMOÇÃO DA LITERACIA CIENTÍFICA E CIDADANIA ATIVA DE COMUNIDADES LOCAIS | CO4a Maria Inês Vicente, Ana Isabel Faustino, Paulo Jorge Lourenço, Ana Peso, José Varela, Carlos Martins, Filipe Pinto, Pedro Russo Plataforma de Ciência Aberta 12:35 – 12:50 A RESPONSABILIDADE SOCIAL DOS CENTROS DE CIÊNCIAS: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AO SERVIÇO DE UMA CULTURA PARA A INCLUSÃO | CO5a João Paulo Constância, André Ruela, Carolina Ferraz, Rita Patarra, Susana Cabral, Vera Gouveia ExpolabCentro Ciência Viva . Sala de Atos Académicos | A no mapa Moderador: João Gaspar, Rede SciComPT 11:35 – 11:50 ARTIGOS CIENTÍFICOS CONSEGUEM AGITAR AS REDES SOCIAIS? | CO1b Miguel Costa Leal, Lionel Dabbadie Scite – Science Communication 11.50 – 12.05 A PRODUÇÃO COLABORATIVA DE VÍDEOS CIENTÍFICOS NO NOVO PARADIGMA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL | CO2b José Azevedo, Ivone Neiva Santos, Susana Neves Faculdade de Letras da Universidade do Porto 12:05 – 12:20 WORKING TOWARDS INTEGRATING MULTIMEDIA SPECIALISTS IN AN INSTITUTIONAL SCICOM OFFICE | CO3b Liad Hollender, Alexandre Azinheira, Catarina Ramos Champalimaud Centre for the Unknown
20 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão 12:20 – 12:35 AVALIAÇÃO DA COMUNICAÇÃO VISUAL EM PÓSTERES CIENTÍFICOS | CO4b Luis Morgado, Joana Lobo Antunes, Filipe Luz. ITQB NOVA 12:35 – 12:50 SIGN GRÁFICO E OS CIENTISTAS: ESTUDO DOS “GRAPHICAL ABSTRACTS” NAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DO I3S | CO5b Costa A.C., Costa E. i3S, FBAUP . Sala do Senado | A no mapa Moderador: Joana Barros, Associação Viver a Ciência 11:35 – 11:50 (RE)CONHECE AS PLANTAS VENENOSAS PRESENTES NO SEU DIA-A-DIA? – ANÁLISE DAS PRINCIPAIS PLANTAS TÓXICAS QUE DIFERENTES PÚBLICOS CONSEGUEM IDENTIFICAR NO SEU QUOTIDIANO | CO1c Natacha Catarina Perpétuo1, António Pereira Coutinho1, Maria da Graça Campos2, Paulo Renato Trincão1,3 1CFE – Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra, 2 Centro de Química de Coimbra, 3Exploratório – Centro Ciência Viva Coimbra 11.50 – 12.05 TABELA PERIÓDICA EM CROCHÉ, UMA GRANDE IDEIA. LITERALMENTE! | CO2c Clara Costa Oliveira1, Paula, R. Nogueira2, Hugo Direito Dias3, Isabel Luísa Cruz4, Alexandra Nobre5 ¹STOL-Science Through Our Lives, CEHUM, Instituto de Educação, Universidade do Minho, 2STOLScience Through Our Lives, Centro de Física (CFisUC), Universidade de Coimbra, 3Colégio D Pedro V, 4STOL-Science Through Our Lives, 5STOL-Science Through Our Lives, Dep. Biologia, Escola de Ciências , Universidade do Minho 12:05 – 12:20 SCIENCE IN THE SUPERMARKET: A RESEARCHER-LED PROJECT | CO3c Catarina Vicente Universidade de Oxford 12:20 – 12:35 LIVROS QUE NOS FAZEM CRESCER – COMUNICAR OS ODS PARA ALUNOS DO 1º CICLO | CO4c Joana Cabral Oliveira, Helena Freitas Universidade de Coimbrat 12:35 – 12:50 O “DIA DA CELEBRAÇÃO DOS FUNGOS” – COMUNICAR A IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS A PÚBLICOS DIVERSOS | CO5c Susana C. Gonçalves, M. Teresa Gonçalves, Miguel Ferreira, Joana Cabral-Oliveira, António C. Gouveia, Helena Freitas Centre For Functional Ecology – Science for People & The Plane 12.50 – 14.45 Almoço Refeitório do Crasto da Universidade de Aveiro | D no mapa
21 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Sessões Paralelas . Comunicações Orais . Auditório Renato Araújo | A no mapa Moderador: Júlio Borlido Santos, i3s 14:45 – 15:00 NARRATIVA & CIÊNCIA: PRÁTICAS INOVADORAS DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA | CO6a Marta Condesso1, Teresa Pereira1, Ricardo Neves2, Pedro Pombo1,3 1Fábrica Centro Ciência Viva – Universidade de Aveiro, 2Centro de Neurociências e Biologia Celular – Universidade de Coimbra, 3Departamento de Física – Universidade de Aveiro 15.00 – 15.15 PROJETO ‘DAR CORPO ÀS MEMÓRIAS’: UMA EXPERIÊNCIA DE CIÊNCIA & ARTE PARA A INCLUSÃO SOCIAL | CO7a Ana Matias 1,2, Paulo Nuno Vicente3, Ana Lúcia Mena2 1CIMA – Universidade do Algarve, 2Instituto Gulbenkian de Ciência, 3iNOVA Media Lab – Universidade Nova de Lisboa 15:15 – 15:30 BRAIN BUSKERS – CIÊNCIA EM ESPAÇOS PÚBLICOS | CO8a Ana Teresa Viegas, Sara Amaral CNC – Center for Neuroscience and Cell Biology 15:30 – 15:45 ASTRONOMIA NA CULTURA: PARCERIAS COM ESCOLAS DE ARTES E AGENTES CULTURAIS | CO9a Sérgio Pereira, Paulo Pereira, João Retrê, Filipe Pires Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço 15:45 – 16:00 MUSIC & SCIENCE FOR ALL | CO10a Figueiredo D., Rodrigues A.J. Universidade de Aveiro . Sala de Atos Académicos | A no mapa Moderador: Pedro Pombo, Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | Universidade de Aveiro 14:45 – 15:00 DIALOGAR ATRAVÉS DAS CONCHAS: O CONVÍVIO INFORMAL COM O PÚBLICO E O COLECIONISMO AMADOR NO MUSEU DA CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA | CO6b André Breves, Pedro Casaleiro Museu da Ciência da Universidade de Coimbra 15.00 – 15.15 HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA E ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE EM TAREFAS TAXONÓMICAS E DE DIGITALIZAÇÃO | CO7b Luis Filipe Lopes, Leonor Venceslau, Luís da Costa Instituto de Higiene e Medicina Tropical – UNL 15:15 – 15:30 UM HEMISPHERIUM VIAJANTE PARA LEVAR CIÊNCIA A TODOS | CO8b Dário Fonseca, Aurora Moreira, Catarina Schreck Reis, Paulo Trincão Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra
22 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão 15:30 – 15:45 EXPLORA FORA – EXPOSIÇÕES FORA DE PORTAS | CO9b Sara Gaspar1, Paulo Renato Trincão1,2, Catarina Schreck Reis1,3, Aurora Moreira1,3, Estefânia da Cruz Lopes1,4 1Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra, 2Centro de Geociências, Universidade de Coimbra, 3Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, 4Instituto de Ciências da Terra, Universidade do Porto 15:45 – 16:00 ESTRELAS DE BOLSO – UM ALMANAQUE ASTRONÓMICO DESCOMPLICADO | CO10b Pedro Garcia, Jorge Grave Observatório Astronómico de Santana – Açores . Sala do Senado | A no mapa Moderador: Sílvio Mendes, Ciências ULisboa 14:45 – 15:00 MAKERSPACE: COMUNICAR STEAM DE FORMA COLABORATIVA E INCLUSIVA | CO6c Carolina Magalhães, Sandra Granja, Pedro Pombo Fábrica Centro Ciência Viva – Universidade de Aveiro 15.00 – 15.15 ESTÁGIOS CIENTÍFICOS PARA ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO PROMOVIDOS PELO IEC EM INSTITUTOS DE INVESTIGAÇÃO | CO7c Ana Santos-Carvalho, Nuno Santos, Richard Marques, Arsélio Carvalho Instituto de Educação e Cidadania IEC & CNC, Universidade de Coimbra 15:15 – 15:30 LABORATÓRIO ABERTO DE BIOLOGIA E SAÚDE | CO9c Nuno Ribeiro, Rita Coelho, Cláudia Moreira, Jéssica Costa, Ângela Moreira, Luís Cirnes Ipatimup/i3S 15:30 – 15:45 PACCTO – PLANO DE AÇÃO PARA A CULTURA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA | CO10c Bruno Pacheco Direção Regional da Ciência e Tecnologia 16:00 – 16:10 Coffee break Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro, átrio | A no mapa 16:10 – 16:50 Sessão de pósteres Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro, Sala de Traduções | A no mapa
23 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Sessões Paralelas . Comunicações Orais . Auditório Renato Araújo | A no mapa Moderador: Maria Vicente, Plataforma de Ciência Aberta | Figueira de Castelo Rodrigo 16:50 – 17:05 COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: MODELOS E ESTRATÉGIAS PARA A SUSTENTABILIDADE DE PROGRAMAS DE INCLUSÃO | C11a Pedro Pombo Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro – Universidade de Aveiro 17:05 – 17:20 CONFERÊNCIAS CIENTISTAS EM TOURNÉE – PRÉMIOS MARATONA DA SAÚDE EM INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA | C12a Sofia Rodrigues, Maria João Leão Maratona da Saúde Associação 17:20 – 17:35 ICATE: UM PROGRAMA EDUCACIONAL QUE GERMINA NUMA COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA | C13a Ana Santos-Carvalho1,2, Angélica Carvalho1,3,Inês Cravo Roxo1,2, Patrícia Lourenço1,4, Paulo Ferreira1, Richard Marques1,5, Rui Soares1,6,Susana Alarico1,2, Sónia Ferreira1,8 1Association for World Innovation in Science and Health Education (AWISHE), 2Centro de Neurociências e Biologia Celular, Universidade de Coimbra (CNC-UC), 3Departamento de Engenharia Informática, Universidade de Coimbra, 4ICAAM – Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas, Universidade de Évora, 5Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEvH), 6Instituto Português de Oncologia de Coimbra (IPO), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), 7Universidade de Aveiro, 8Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro (CHBV) 17:35 – 17:50 BIOESCOLA – VALORIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS VALORES NATURAIS EM CONTEXTO ESCOLAR | C14a Pedro Sá, Milene Matos, Ernesto Gonçalves, Luís Cunha, Manuel Nunes Municipio de Lousada 17:50 – 18:05 O ENSINO EXPERIMENTAL DO IEC PROMOVE A IGUALDADE E NA APRENDIZAGEM | C15a Ana Santos-Carvalho, Nuno Santos, Richard Marques, Alexandra Oliveira, Fernando Espadilha, Maria Inês Costa, Arsélio Carvalho Instituto de Educação e Cidadania IEC & CNC, Universidade de Coimbra
24 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão . Sala de Atos Académicos | A no mapa Moderador: Sílvia Castro, CMU Carnegie Mellon Portugal Program 16:50 – 17:05 KIT EDUMAR – UM RECURSO EDUCATIVO COM APLICAÇÃO NA CIÊNCIA CIDAD | C11b António José Monteiro1, Cristina Luís1, 2, 3, Alexandra Cartaxana1, Diana Boaventura4, 5, Ana Teresa Neves4, Jaime Santos4, Paula Colares Pereira4, Filomena Caldeira4 1Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), Universidade de Lisboa, 2Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 3Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIES-IUL, 4Centro de Investigação e Estudos João de Deus, Escola Superior de Educação João de Deus, 5MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa 17:05 – 17:20 PLATAFORMA DE CIÊNCIA-CIDADÃ INVASORAS.PT – ESTAMOS A CONSEGUIR CHEGAR A PÚBLICOS DIFERENTES? | C12b Marchante E., Morais M.C., Palhas J., López-Núñez F.A., Duarte L., Marchante H. Centre for Functional Ecology – Science for people and the planet 17:20 – 17:35 O PAPEL DAS REDES SOCIAIS NUM PROJETO DE CIÊNCIA CIDADÃ: O CASO NATURA + | C13b Sofia da Silva Oliveira, Joana Pereira, Paulo Santos, Ruth Pereira CIIMAR – Centro de Investigação Marinha e Ambiental 17:35 – 17:50 COMUNICAR O MAR NUMA ILHA (COM 15 MIL HABITANTES E NUM ARQUIPÉLAGO COM 9 ILHAS!) – AS VANTAGENS E OS DESAFIOS! | C14b Carla Dâmaso, Aurora Ribeiro, Maria Joana Cruz, Marinha Cascon Observatório do Mar dos Açores 17:50 – 18:05 DEFATTING FOR A BETTER LIFE – A PARTICIPATORY RESEARCH APPROACH TO COMMUNICATE METABOLIC DISORDERS | C15b Alemany-Pagè, Mireia; Ramalho-Santos, João; Azul, Anabela Marisa Center for Neuroscience and Cell Biology (CNC) 18:05 – 18:20 O QUE É E PARA QUE SERVE A NITROCIDADANIA? | CO16b Maria Amélia Martins-Loução, Cristina Branquinho, Helena Serrano, Alexandra Oliveira, Inês Reis Santos, Marta Santos, Pedro Pinho cE3cCentre for Ecology, Evolution and Environmental Changes – FCUL . Sala do Senado | A no mapa Moderador: António Granado, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas | Universidade Nova de Lisboa 16:50 – 17:05 ESCREVER OU NÃO ESCREVER, EIS A QUESTÃO: PERSPETIVAS DOS INVESTIGADORES SOBRE A COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA NUM JORNAL REGIONAL | C11c Maria Helena Araújo e Sá, Susana Ambrósio, Cecília Guerra CIDTFF – Universidade de Aveiro
25 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão 17:05 – 17:20 O IMPACTO DO PROJECTO “CIÊNCIA NA IMPRENSA REGIONAL – CIÊNCIA VIVA” | C12c António Piedade Universidade de Coimbra 17:20 – 17:35 AQUATED: HISTÓRIAS DIGITAIS SOBRE AQUA CULTURAS | C13c Sara Barrento, Eknarin Rodcharoen, Chutima Tantikitti Swansea University 17:35 – 17:50 PSEUDOCIÊNCIA NA INTERNET – A PROLIEFERAÇÃO DOS MITOS “DETOX” | C14c Daniel Ribeiro1, Elaine Rabello2 1Proaction Lab, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra 2Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro 17:50 – 18:05 PERCEPÇÃO DE CIDADÃOS BRASILEIROS SOBRE IMPACTOS E BENEFÍCIOS DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE. | C15c Guilherme Tonial Neves, Isabelle Azevedo Borges, João Vitor Furtado Silva, Lorena Pereira Batista, Pedro Henrique Tavares, Fabiana Hasegawa Teixeixa, Otávio Marques Benites, Nathalia Gonzales, Marcos André Teixeira Dias, Liliam Silvia Candido Universidade Federal da Grande Dourados) 18:05 – 18:20 LA DIFÍCIL TAREA DE COMUNICAR SIN TOMAR PARTIDO. EL EJEMPLO CONCISE, UNA CONSULTA CIUDADANA SOBRE ASUNTOS POLÉMICOS | CO16c Óscar Menéndez, Ana Delicado, Edurne Gaston Asociación Española de Comunicación Cientifica (AECC) Programa Social 18:20 – 20:30 Programa Social Ponto de encontro: Edifício da Reitoria da Universidade de Aveiro| A no mapa Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro | E no mapa Passeio de moliceiro | F no mapa 21:00 – 24:00 Jantar do Congresso Hotel Melià | G no mapa
32 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão FERRAMENTAS AUDIOVISUAIS EM CONTEXTO DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA Sofia Barata Coordenadora de projectos multimedia da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro O objetivo do workshop é discutir diferentes formas e ferramentas para a produção de conteúdos audiovisuais, em contexto de comunicação de ciência, considerando os diferentes meios disponíveis, profissionais ou amadores, e sua adaptação para atingir determinados fins. Com a democratização de meios, transformar conteúdos de laboratório ou mesmo de trabalho de campo em vídeos educativos ou de divulgação pode ser um desafio mais acessível. Numa primeira fase do workshop serão apresentados alguns exemplos de produção audiovisual para diferentes meios de comunicação e será pedida a partilha de experiências aos participantes. Numa segunda fase, tentaremos conciliar os meios disponíveis entre os presentes, para reunir condições de produzir um conteúdo em equipa. Duração: 3 horas
LIVRO DE RESUMOS MESA REDONDA
34 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão ENCONTRO IBÉRICO DE COMUNICAÇÃO E JORNALISMO DE CIÊNCIA Vera Novais1 Javier Armentia2 Júlio Borlido Santos3 1Observador 2Planetário de Pamplona, Espanha 3 Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - I3S A Rede SciComPT e a Associação Espanhola de Comunicação Científica organizaram o I Encontro Ibérico de Comunicação e Jornalismo de Ciência, em Aveiro no dia 29 de maio de 2019. Neste encontro, foram promovidos três grupos de trabalho com especialistas de Portugal e Espanha, subordinados aos temas: i) Jornalismo de Ciência (Vera Novais, Observador; Teresa Firmino, PÚBLICO; Michele Catanzaro, El Periódico, Nature Group; Manuel Vicente, RTVG e Televisión de Galicia) ii) Museus e Projetos Inclusivos (Pedro Pombo, FÁBRICA Centro Ciência Viva de Aveiro; Pedro Russo, Plataforma Ciência Aberta; Marcos Pérez, Museos Científicos Coruñeses; Javier Armentía, Planetário de Pamplona) iii) Gabinetes de Comunicação e Unidades de Cultura Científica (Joana Barros, Associação Viver a Ciência; Júlio Borlido Santos, i3S Instituto de Investigação e Inovação e Saúde da Universidade do Porto; Elena Lázaro, Universidad de Córdoba; Vanessa Pombo, Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas) Esta mesa redonda pretende apresentar ao Congresso as conclusões do Encontro Ibérico e abrir a discussão à comunidade de profissionais de comunicação de ciência acerca dos principais pontos fortes, dificuldades e desafios para o futuro em cada uma das áreas em discussão, tanto na perspectiva de cada um dos países como numa visão conjunta e de parceria ibérica.
35 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão LIVRO DE RESUMOS SESSÃO PLENÁRIA
36 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão SER INCLUSIVO: ENTRE O PATERNALISMO E O DESEJO DE PARTILHAR BEING INCLUSIVE: BETWEEN PATERNALISM AND THE DESIRE TO SHARE Maria Vlachou Consultora em Gestão e Comunicação Cultural, Directora Executiva da associação Acesso Cultura Nos últimos anos, têm sido dados passos muito significativos em Portugal no sentido de melhorar a comunicação da ciência e de tornar os museus e centros de ciência mais inclusivos. No entanto, persiste alguma incompreensão em relação ao que se deve entender por “inclusão”, ao mesmo tempo que o termo é visto por alguns colegas como sendo ele próprio “paternalista”, reflectindo relações de poder. A nossa reflexão sobre este tema partirá de alguns pressupostos: . que inclusão não é apenas colocar rampas e adaptar as casas de banho; . que não basta providenciar melhor para determinado grupo de pessoas para declararmos que somos “para todos”; . quem nem tudo envolve dinheiro (ou mais dinheiro), mas sim, em muitos casos, gastar melhor o que já temos e fazer melhor o que já fazemos. As políticas de inclusão têm muitas vertentes – físicas, sociais e intelectuais. É preciso estarmos conscientes do que realmente envolvem e da forma como devem ser trabalhadas por uma entidade cultural/científica, para poderem contribuir para uma sociedade melhor, mais justa, mais conhecedora e responsável. Nos tempos em que vivemos, em que se regista um aumento de políticas autoritárias e a propagação de fake news, é quase impossível não nos questionarmos se poderá haver democracia política sem democracia cultural e qual poderá ser o papel de quem trabalha em comunicação da ciência nisso. In recent years, very significant steps have been taken in Portugal in order to improve science communication and to make science museums and science centres more inclusive. However, there is still some misunderstanding about what is meant by “inclusion”, while the term is viewed by some colleagues as being itself “paternalistic”, reflecting relations of power. Our reflection on this theme will take the following for
37 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão granted: . that inclusion is not just placing some ramps and adapting the bathrooms; . that it is not enough to better provide for a particular group of people in order to declare that we are “for all”; . that not everything involves money (or more money), but rather, in many cases, spending better what we already have and doing better what we already do. Inclusion policies have many aspects - physical, social and intellectual. We need to be aware of what is really involved and how a cultural / scientific organisation may work around them in order to contribute to a better, fairer, more knowledgeable and responsible society. In the times in which we live, where there is an increase in authoritarian policies and the spread of fake news, it is almost impossible not to question whether there can be political democracy without cultural democracy and what the role of science communication might be in this context.
LIVRO DE RESUMOS COMUNICAÇÕES ORAIS
39 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O Era uma vez Odemira é um projeto desenvolvido, em parceria, por duas associações do concelho de Odemira, no âmbito do programa OdeTE – Odemira Território Educativo. Tem como público-alvo cerca de duas mil crianças que frequentam o Ensino Pré Escolar, o 1º Ciclo e o 2º Ciclo do Ensino Básico e respetivas famílias. Trata-se de um projeto que envolve processos de aprendizagem participativos, baseados na experiência, na autonomia e na responsabilidade de cada participante. Este projeto visa criar oportunidades para uma educação mais ampla, mais atualizada, mais acessível e mais democrática não só para as crianças mas também para as respetivas famílias. É materializado através da distribuição de uma agenda mensal, destacável e colecionável na qual são descritos locais do concelho que podem ser explorados em família e atividades que dão a conhecer os valores patrimoniais de todo o concelho de Odemira. As aprendizagens podem ser adquiridas de uma forma lúdica mas cientificamente sólida pois da equipa técnica fazem parte um historiador, uma professora de Biologia e Geologia e um arqueólogo, todos com diversos trabalhos de investigação publicados sobre o território de Odemira. Os conteúdos são apresentados usando uma linguagem gráfica muito apelativa para as crianças e uma linguagem escrita inteligível para os adultos de forma a que estes consigam aprender e ensinar à crianças que os acompanham nestes passeios pelo concelho. Na agenda Era uma vez Odemira são divulgados os aspetos mais únicos e valiosos do Património Natural, Património Histórico/Arqueológico, o Património Cultural, o Património Edificado bem como as Atividades Económicas mais expressivas do concelho. O Era uma vez Odemira surge como resposta à necessidade de aumentar a literacia da população e o seu conhecimento do território de forma a promover uma cidadania mais participada e a valorização das competências locais. Tem uma dimensão educativa conducente a processos de transformação pessoal e coletiva sendo a abordagem pedagógica centralizada no aprendente e a sua experiência tomada como fator de aprendizagem. CO1a ERA UMA VEZ EM ODEMIRA – UM PROJECTO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA António Quaresma, Catarina Santos, Jorge Vilhena, Rita Balbino Tic Tac Associação para a promoção dos tempos livres das crianças e jovens
40 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Este projeto permite que todos tenham o direito de integrar e participar das várias dimensões do seu ambiente facilitando o acesso a aprendizagens ao longo da vida fundeando-se em todo o potencial educador inerente a este território. Pode ser consultado em: https://issuu.com/eraumavezodemira/docs/agenda-fev18issuu_96c8112ffc2fc2 https://www.facebook.com/683865655127001/videos/811473745699524/
41 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro (Fábrica), sendo um espaço não formal de ciência, procura criar condições para que a vontade de experimentar e conhecer mais surja das formas mais inesperadas, envolvendo TODOS os públicos. Neste sentido, e desde a sua criação, assumiu a sua importância na intervenção de caracter social, apoiando a implementação de projetos em parceria com instituições governamentais ou entidades de apoio social. Sendo a Fábrica uma entidade participativa na comunidade em que se insere, adopta práticas que contribuam para uma sociedade mais humana e também sustentável, através da ciência. Neste âmbito, salienta-se o trabalho realizado na promoção e divulgação da cultura científica e tecnológica e a promoção de uma literacia científica, junto de públicos específicos como é o caso do Estabelecimento Prisional de Aveiro (EPADGRSP). A cooperação institucional entre a Fábrica e o EPA – DGRSP, estabelecida em 2007 e em regime de voluntariado, realizase através de uma série de intervenções de comunicação em ciência, proporcionando momentos hands-on com a comunidade reclusa, recorrendo a técnicas e utilização de diversificados materiais, para uma abordagem muito prática em ciência. São também contempladas nesta iniciativa, com o intuito de mostrar exemplos de cidadania e informar sobre aspetos importantes e pertinentes na sociedade de hoje: a visita/ conversa com cientistas de diversas áreas; performance’s de ciência, em momentos específicos (como na Festa de Natal); apoio na operacionalização de projetos como “SOS Azulejo”, assim como na articulação com outras entidades regionais e locais e no desenvolvimento de projetos educativos. Como “vínculo” mais estreito e periódico entre a Fábrica e a comunidade reclusa, refira-se ainda o projeto “Direito à Ciência”, que inclui um programa anual de atividades, tendo em conta as especificidades e características da instituição, sendo a dinamização das sessões de caracter mensal e com a duração média de 60 minutos. CO2a COMUNICAR CIÊNCIA EM INCLUSÃO SOCIAL NUMA COMUNIDADE DE RECLUSOS Carmen Marques Arqueiro, Pedro Pombo Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro – Universidade de Aveiro
48 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Tradicionalmente, a comunidade científica tem medido o impacto da sua investigação através dos jornais onde são publicados os seus resultados, bem como pelo número de citações que os seus artigos recebem por parte dos seus pares. Contudo, com a crescente importância de comunicar resultados científicos para a sociedade, têm surgido novas formas de medir o impacto de uma publicação. Inclusive, as principais editoras internacionais têm recentemente exigido aos editores de jornais científicos uma maior interação com o público em geral de forma a aumentar o impacto das suas publicações. É nesse sentido que se tem observado um maior envolvimento da comunidade científica com as redes sociais, de forma a dar a conhecer a sua investigação e maximizar o impacto das suas publicações. Contudo, tornar um artigo científico num post que fomente interesse e gere interações é uma tarefa difícil para muitos cientistas devido à falta de experiência em comunicação de ciência, falta de ferramentas de ilustração e design adequadas às redes sociais, e, por vezes, falta de motivação. Fruto de uma colaboração com o Journal of the World Aquaculture Society, está em curso uma experiência piloto para medir o impacto de infografias na comunicação de artigos científicos nas redes sociais (Facebook e Twitter). Irão ser apresentados os resultados do efeito das comunicações visuais com base no número de visualizações, clicks e interações. Será ainda discutido o efeito de diversos fatores nos resultados obtidos, como por exemplo o tipo de investigação, os autores da publicação, entre outros. Os resultados obtidos com esta experiência serão comparados e discutidos com resultados anteriores de outras áreas científicas. CO1b ARTIGOS CIENTÍFICOS CONSEGUEM AGITAR AS REDES SOCIAIS? Miguel Costa Leal, Lionel Dabbadie Scite – Science Communication
49 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O novo paradigma de comunicação que a digitalização dos conteúdos e o acesso facilitado à Internet proporcionam permite criar novas oportunidades para a Comunicação de Ciência, na medida em que o acesso à investigação pelo grande público tem (ou pode ter) menos intermediários. Em simultâneo, as potencialidades oferecidas pelo meio digital têm-se revelado também propícias para a divulgação de conteúdos videográficos, que se prevê que até 2022 corresponda a 82% do tráfego na Internet. O exemplo do Youtube, a plataforma de partilha de vídeos criada em 2005, é paradigmático: teve um crescimento galopante, atingindo hoje números na ordem dos 1,9 mil milhões de utilizadores/ mês e mil milhões de horas de vídeo vistas diariamente. O vídeo torna-se, crescentemente, o meio privilegiado pelos jovens para a procura autónoma de informação e conhecimento. Do ponto de vista da produção de conteúdos audiovisuais, a cultura de criação individual/autónoma e de partilha pública (por exemplo, nas redes sociais) de vídeo tem promovido o desenvolvimento de meios (equipamentos, como os telemóveis com câmaras de filmar e ferramentas de edição) e de plataformas online (muitas gratuitas) que facilitam a produção de vídeo por não especialistas, nomeadamente, quanto à edição de imagem. Esta facilidade de produção é também uma oportunidade e uma exigência para a comunicação de Ciência, já que os investigadores são cada vez mais solicitados para a divulgação do seu trabalho em formatos diferentes do paper científico, que lhes permitam comunicar com o público. Nas publicações científicas, também começa a surgir a possibilidade de apresentação dos resumos em formato vídeo. No sector educativo, constata-se que há cada vez mais vídeos a serem produzidos em contexto escolar. Face a esta evidência da crescente preponderância do vídeo enquanto meio de comunicação de Ciência e fonte de conhecimento, desenvolvemos um estudo qualitativo do seu uso (consumo e/ou produção). Pretendeu-se acompanhar os processos de produção de vídeos de Ciência em dois cenários distintos nos quais esta nova realidade se coloca: CO2b A PRODUÇÃO COLABORATIVA DE VÍDEOS CIENTÍFICOS NO NOVO PARADIGMA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL José Azevedo, Ivone Neiva Santos, Susana Neves Faculdade de Letras da Universidade do Porto
50 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão escolas secundárias e centros de investigação. Este estudo decorreu no âmbito do projeto de desenvolvimento da plataforma CHIC Science, que se propõe, por um lado, facilitar e aumentar a produção de vídeos de Ciência e, por outro, promover a sua divulgação. Em termos metodológicos, foram identificadas escolas e centros de investigação com especial motivação e apetência para a criação de vídeo (seja pela existência dos recursos seja pela capacidade de iniciativa dos seus colaboradores). Quanto às características dos vídeos, definimos dois pressupostos: que o conteúdo videográfico desenvolvido tenha base científica e que a sua produção seja colaborativa (no caso das escolas, entre professores ou entre professores e alunos e, no caso dos centros de investigação, entre gabinetes de comunicação e investigadores ou entre os centros e produtores audiovisuais externos). A análise dos processos de produção de vídeo nestes cenários permitiu-nos a caracterização destes dois casos, identificando nomeadamente: os atores envolvidos, o tipo de vídeos produzidos e/ou que gostariam de produzir, a origem dos projetos, os meios disponíveis, as dificuldades encontradas e os resultados obtidos. Discutem-se os desafios que enfrentam estas instituições de ensino e produção de conhecimento perante o novo paradigma de comunicação audiovisual.
51 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão It is well known that various forms of multimedia, including high-quality images and videos, are one of the most common and effective methods used in (communication in general) and in science communication in particular. Despite this, most science communication offices in Portugal do not have a multimedia specialist as a permanent staff member. For the first 5 years of the Champalimaud Research (CR) scicom office, none of the team members had this expertise. Whenever we produced a video, if it was to to announce our PhD programme, a teaser for an event, or an interview for outreach activities, we would use our video-producing amateur skills to come up with a workable solution. Fortunately, for the last two years, a part-time multimedia producer joined the science communication office of CR. We found that having this professional in-house, not only elevated the level of scicom content we were able to produce, but also provided a useful service to our scientists, who requested multimedia products for communication within the scientific community. In this presentation, we will discuss how this position has been developing within CR, what are the challenges we identified, and how we believe this position will continue to evolve. In addition, we will share some examples of this fruitful collaboration among the scicom team and with CR scientists (science snapshots). These multimedia products not only contributed to increased visibility and activity on our social media platforms, but also to our long-term goal of promoting scientific literacy in the general public with the benefit of fostering critical thinking and support for scientific work. CO3b WORKING TOWARDS INTEGRATING MULTIMEDIA SPECIALISTS IN AN INSTITUTIONAL SCICOM OFFICE Liad Hollender, Alexandre Azinheira, Catarina Ramos Champalimaud Centre for the Unknown
52 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A comunicação visual de ciência é fundamental para a aquisição e transferência de conhecimento entre investigadores. Actualmente um dos suportes visuais mais utilizados para a partilha de informação são os pósteres científicos em formato físico ou digital. A divulgação de conhecimento através de pósteres apresenta um constante crescimento ao longo das últimas décadas sendo agora o suporte mais utilizado na disseminação de informação em conferências científicas. Para que a comunicação de ciência seja mais eficaz consideramos que a composição do póster deve respeitar os princípios de design gráfico. Neste estudo avaliámos uma amostra de 120 pósteres de instituições científicas portuguesas para caracterizar a presença ou ausência de fundamentos de comunicação visual. Após uma fase de pesquisa na qual são apresentados os princípios de design essenciais à produção de pósteres científicos, verificámos a presença destes indícios elementares a uma eficaz comunicação visual, constatando-se a existência de fragilidades e deficiências na composição visual. Esta investigação pretende demonstrar que é imprescindível incrementar a cultura visual na comunidade científica através da partilha de conhecimento entre investigadores e designers gráficos, promovendo o desenvolvimento de assertivos e apelativos conteúdos de comunicação visual de ciência estruturados em princípios elementares de design. Este trabalho foi desenvolvido no âmbito de uma tese de mestrado em Design e defendida em Junho de 2018. CO4b AVALIAÇÃO DA COMUNICAÇÃO VISUAL EM PÓSTERES CIENTÍFICOS Luis Morgado, Joana Lobo Antunes, Filipe Luz. ITQB NOVA
53 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Os cientistas recorrem a diversos meios, com o objectivo de garantir os padrões mais elevados das suas investigações. Mas, na maioria das situações, fracassam no desempenho de comunicar os seus resultados. Estudos indicam um aumento exponencial do número de publicações científicas nas últimas décadas. Vivemos numa sociedade cada vez mais dominada pela partilha nas redes sociais e pelo rápido fluxo de informação. O desafio parece ser beneficiar de tal quantidade de informação sem perder o rumo. Os “graphical abstracts” resumem, numa imagem, o conteúdo de um artigo científico. Estes artefactos de comunicação visual devem transmitir fatos, ideias e relações, de forma mais rápida e clara, relativamente à linguagem verbal. Alguns dos principais grupos de revistas científicas definiram as diretivas fundamentais para a execução de “graphical abstracts”, permitindo, ou até exigindo, que tais artefactos visuais sejam incorporados nas publicações. Com este trabalho pretende-se conhecer o impacto de adesão dos investigadores às recomendações supra-citadas. Para tal efetuou-se uma análise quantitativa e qualitativa dos “graphical abstracts” presentes nas publicações do maior instituto de investigação biomédica de Portugal – i3S, no período compreendido entre 2016 e 2018. Foram analisados 1769 artigos científicos. Observou-se que cerca de 25% das publicações contêm “graphical abstracts” e que, um semelhante número de artigos, negligência a sua utilização. Relativamente aos princípios de design gráfico, é frequente encontrar-se uma utilização errada da cor, assim como erros básicos a nível da disposição no espaço dos elementos constituintes da composição gráfica. Conclui-se que o uso dos “graphical abstracts” fica aquém do seu potencial máximo enquanto ferramenta inclusiva e eficaz de comunicação entre cientistas. Neste contexto, pretendese apresentar um modelo de normas gráficas, a aplicar aos “graphical abstracts”, que tornem a sua construção mais eficaz, assim como a sua interpretação. CO5b DESIGN GRÁFICO E OS CIENTISTAS: ESTUDO DOS “GRAPHICAL ABSTRACTS” NAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DO I3S Costa A.C., Costa E. i3S, FBAUP
54 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão No decurso do projecto As plantas tóxicas entre nós! Promover a literacia científica e a compreensão pública das plantas tóxicas fez-se o levantamento das plantas tóxicas presentes nas escolas e espaços verdes do município de Coimbra, tendo-se identificado, aproximadamente, 120125 géneros de plantas consideradas perigosas (incluindo algumas que podem ser fatais em doses muito baixas), nos 205 espaços visitados. Durante as visitas a estes espaços, nomeadamente nas escolas, verificou-se que as pessoas desconhecem a toxicidade de diversas plantas que as rodeiam e, consequentemente, os riscos sociais que estas podem representar, principalmente para as crianças. Estas observações são apoiadas pelo retorno recebido em: 1) congressos e encontros científicos de diversas áreas – medicina, farmácia, enfermagem, psicologia, história da ciência, ensino e divulgação das ciências, história natural, etc. – em que este projecto foi apresentado, incluindo as três edições anteriores do Congresso SciComPT e, 2) actividades de comunicação de ciência e de promoção da compreensão pública que temos vindo a desenvolver, com especial destaque para a participação na Noite Europeia dos Investigadores (2016, 2017 e 2018); nos Ciclos de Conversas Infusão de Ciência (1,2), no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, Ciência na Praia (3), na praia de Mira e Shots de Ciência (4), promovido pelo Núcleo de Estudantes de Biologia da Universidade de Coimbra e, no programa Ciência Viva no Verão em Rede (5). Nesse sentido, preparou-se um jogo em que diferentes públicos foram convidados a observar um conjunto de espécies tóxicas (amostras das plantas e/ou imagens) frequentes no nosso quotidiano e a nomear as que consideram venenosas. Este jogo foi aplicado a grupos indiferenciados (crianças acompanhadas por adultos, jovens pré-universitários, universitários e pós-universitários) durante a Noite Europeia dos Investigadores; a crianças e adolescentes no âmbito do “Atelier de Ciência” do Programa de Férias Whoosh 2018 e a adolescentes e jovens durante uma das sessões “Ciência na Aldeia” no Pré-Congresso SciComPT 2018. No final de cada sessão deu-se a conhecer as partes CO1c (RE) CONHECE AS PLANTAS VENENOSAS PRESENTES NO SEU DIA-A-DIA? – ANÁLISE DAS PRINCIPAIS PLANTAS TÓXICAS QUE DIFERENTES PÚBLICOS CONSEGUEM IDENTIFICAR NO SEU QUOTIDIANO Natacha Catarina Perpétuo1, António Pereira Coutinho1, Maria da Graça Campos2, Paulo Renato Trincão1,3 1CFE – Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra, 2Centro de Química de Coimbra, 3Exploratório – Centro Ciência Viva Coimbra
55 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão mais perigosas de cada uma destas plantas e um conjunto de orientações úteis para um convívio saudável com elas. Esta comunicação pretende apresentar os resultados da análise das respostas dos diferentes grupos ao jogo descrito anteriormente, nomeadamente as plantas que são mais frequentemente reconhecidas como venenosas e as cuja toxicidade é mais desconhecida dos públicos (e que será alvo de maior divulgação nas próximas actividades a desenvolver). Referências: (1) Perpétuo, N.C. & Coutinho, A.P. 2013. Top 10 Cereal Killers. Ciclo de Conversas “Infusão de Ciência”. Coimbra, Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. (2) Campos, M.G. & Perpétuo, N.C. 2013. Chás e Medicamentos – um cocktail naturalmente perigoso! Ciclo de Conversas “Infusão de Ciência”. Coimbra, Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. (3) Perpétuo, N.C. & Coutinho, A.P. 2016. Plantas Assassinas. Ciência na Praia. Mira, Praia de Mira. (4) Perpétuo, N.C. & Coutinho, A.P. 2018. Plantas Tóxicas. 2ª rodada da 4ª Edição dos “Shots de Ciência”. Coimbra, Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra. (5) Perpétuo, N.C. & Coutinho, A.P. 2015. Convivendo com o Inimigo: as Plantas Tóxicas em Coimbra. Ciência Viva no Verão em Rede. Coimbra, Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra. Agradecimentos: Trabalho desenvolvido no âmbito da Bolsa de Doutoramento SFRH/BD/109412/2015, atribuída pela FCT, através de financiamento comparticipado pelo FSE e por Fundos Nacionais do MCTES.
56 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Em 1869 o químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) criou a Tabela Periódica, uma forma sistemática de classificação dos 63 elementos químicos conhecidos na altura: actualmente, são118 (92 naturais e 26 artificiais) ordenados pelo seu número atómico. Em 2019 passam 150 anos desta extraordinária criação e, dada a sua importância, a Assembleia Geral das Nações Unidas decretou 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica. A Escola de Ciências da Universidade do Minho aliou-se às comemorações com a produção de uma Tabela Periódica em croché (TPc) num trabalho coordenado pelo STOL-Science Through Our Lives, um grupo de comunicação de Ciência do Departamento de Biologia com diversos projectos na interface Ciência - Arte. A TPc resultou de um projecto voluntário colaborativo que ganhou cariz internacional e envolveu 14 nacionalidades dos 5 continentes (Austrália, Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Ilha Guersey, México, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Suécia, Tunísia, Turquia). A TPc mede 4,5 m por 3,65 m, tem a área de 16,5 metros quadrados e consiste em de 250 rectângulos (118 elementos químicos, 2 elementos de inserção de lantanídeos e actinídeos e 130 rectângulos brancos de preenchimento) feitos em croché por mais de 100 pessoas, públicas (escolas secundárias, colégios, associação de pais, universidade sénior, centro Ciência Viva) e privadas, com idades compreendidas entre os 6 e os 93 anos. A TPc começou por ser exposta no shopping Braga Parque, em Braga, entre os dias 1 e 21 de Março e depois deverá entrar em digressão pelo país durante 2019, como apontam os contactos já feitos por diversas instituições (museus e centros de divulgação de ciência, bem como centros de investigação) que demonstraram interesse em a receber. O primeiro grande objetivo da TPc consistiu em fazer algo diferente, que tivesse visibilidade, que ganhasse a atenção de um público não ligado à Ciência para o assunto e, em simultâneo, que permitisse comunicar conceitos com ela relacionados. CO2c TABELA PERIÓDICA EM CROCHÉ, UMA GRANDE IDEIA. LITERALMENTE! Clara Costa Oliveira1, Paula, R. Nogueira2, Hugo Direito Dias3, Isabel Luísa Cruz4, Alexandra Nobre5 1STOL-Science Through Our Lives, CEHUM, Instituto de Educação, Universidade do Minho,2STOLScience Through Our Lives, Centro de Física (CFisUC), Universidade de Coimbra,3Colégio D Pedro V, 4STOL-Science Through Our Lives, 5STOL-Science Through Our Lives, Dep. Biologia, Escola de Ciências , Universidade do Minho
57 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Logo nos primeiros 15 de exibição ao público constatou-se que o alcance da TPc se tinha tornado muito mais vasto do que inicialmente esperado. Tanto no grupo privado criado no Facebook para gestão de todo processo, como nas sessões de montagem das diversas peças da tabela que tiveram lugar no Colégio D Pedro V, como ainda no número de visitantes ao Braga Parque que já vai em cerca de 2 milhares (nos referidos 15 dias), os exemplos de como a TPc tem permitido chegar a diferentes públicos multiplicam-se em número e tipologia. É nosso objectivo dar a conhecer toda esta história, partilhar os diversos testemunhos e narrativas curiosas ligadas às participações individuais e colectivas e ainda, analisar “os números” associados ao inquérito feito aos participantes neste projecto. Os autores agradecem a todas as pessoas, individuais e colectivas que tornaram esta Tabela Periódica em croché, uma realidade.
64 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A inclusão social em ciência é um tema complexo, todavia têm-se assistido nas últimas décadas a um esforço crescente por parte dos centros de ciência, museus, instituições de investigação científica e outras organizações na promoção de atividades culturais dirigidas a públicos diversificados. Entre fevereiro e dezembro de 2018 foi desenvolvido o projeto “Dar Corpo às Memórias”, que visou a aproximação à ciência de uma comunidade socialmente vulnerável, com recurso à exploração de formas inovadoras de comunicação de ciência através da Ciência & Arte. O público-alvo escolhido foi uma comunidade de emigrantes idosas, na sua maioria iletradas. De cariz colaborativo, o projeto ‘Dar Corpo às Memórias’ envolveu instituições científicas [Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), iNOVA Media Lab, Universidade do Algarve], artísticas (Museu Calouste Gulbenkian) e administrativas (Câmara Municipal de Oeiras), e a comunidade de emigrantes idosas que foi envolvida numa fase muito inicial, durante a conceção deste projeto. O tema do projeto, a Memória, emergiu dos encontros e conversas informais entre os promotores do projeto e os elementos da comunidade, indo ao encontro dos interesses identificados. A fase de implementação do projeto consistiu num conjunto de oito sessões, de 90 a 120 minutos ao longo de mais de dois meses, durante as quais foram abordados vários temas ligados à memória e ao cérebro. As atividades tiveram natureza diversa desde a apresentação de informação científica, narrativa de histórias da neurociência ou casos interessantes, partilha de memórias das participantes até exercícios de movimento livre ou coordenado, de abstração, de desinibição e de estímulo à autoexpressão. Foram também efetuadas uma visita ao Museu Calouste Gulbenkian, uma visita ao IGC e uma apresentação pública do projeto pela comunidade aquando do aniversário do grupo. O projeto foi avaliado com recurso a vários indicadores: 1) pré/pós grupos de foco, 2) avaliação qualitativa feita pela comunidade, 3) registo de assiduidade nas sessões, 4) anotações de elementos informais verbais e não-verbais durante as sessões, 5) narrativa do projeto feita pela comunidade e 6) apresentação pública. CO7a PROJETO ‘DAR CORPO ÀS MEMÓRIAS’: UMA EXPERIÊNCIA DE CIÊNCIA & ARTE PARA A INCLUSÃO SOCIAL Ana Matias1,2, Paulo Nuno Vicente3, Ana Lúcia Mena2 1CIMA – Universidade do Algarve, 2Instituto Gulbenkian de Ciência, 3iNOVA Media Lab – Universidade Nova de Lisboa
65 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Nesta comunicação será apresentado o projeto, desde a sua conceção e implementação à sua avaliação, refletindo sobre os objetivos, impactos, barreiras e metodologia.
66 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O enorme crescimento científico e tecnológico da atualidade tem tido um grande impacto na sociedade, sendo as ciências biomédicas uma das áreas com maior crescimento e com uma influência direta na saúde humana e bem-estar. No entanto, o hiato entre a ciência e a sociedade é claro, o que dificulta o pleno exercício da cidadania. De forma a ultrapassar este problema, o conhecimento produzido pela investigação científica deve ser disseminado para todos os públicos, cientistas e não cientistas. Neste sentido, a Comunicação de Ciência é uma ferramenta poderosa promovendo o envolvimento de diferentes públicos na investigação científica, contribuindo para o aumento da cultura e literacia científicas. A educação informal pode constituir um ótimo instrumento para ensinar ciência e promover a curiosidade em relação a temas científicos. Este tipo de experiência normalmente ocorre fora dos estabelecimentos de ensino e, muitas vezes, ocorre de forma espontânea, através de interações quotidianas e não programadas. A seleção de ambientes públicos pode ser crucial no envolvimento da sociedade em questões relacionadas à ciência porque descobrir a ciência num contexto informal produz entusiasmo e promove a criação de relações mais confortáveis e descontraídas Nesse sentido, e inspirado nos espetáculos dos artistas de rua, nasce o projeto “Brain Buskers”. O grande objetivo passa por captar a atenção do público para desvendar e explorar fenómenos bioquímicos num ambiente informal, tirando partido do conhecimento científico dos investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra. Os investigadores deixam os seus laboratórios e abraçam o desafio de comunicar ciência tirando partido da vida quotidiana e cultural da cidade, comunicando ciência em espaços públicos, como ruas, parques, praias, pubs, autocarros, festivais de música e académicos, entre outros. Com este projeto, procurou-se aproximar a ciência da sociedade, criando locais de encontro entre cientistas e cidadãos, construindo conversas informais, inesperadas e inclusivas sobre conteúdos científicos, com focando os tópicos de investigação-alvo do CNC: neurociências, CO8a BRAIN BUSKERS – CIÊNCIA EM ESPAÇOS PÚBLICOS Ana Teresa Viegas, Sara Amaral CNC – Center for Neuroscience and Cell Biology
67 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão metabolismo e biotecnologia. Os eventos da iniciativa “Brain Buskers” têm transformado diferentes espaços públicos em arenas de aprendizagem pública e debate científico. Os investigadores conversam sobre curiosidades científicas, processos e descobertas e realizam atividades práticas, jogos e quebra-cabeças Durante oito meses, foram realizados 16 eventos, nos quais mais de 50 investigadores tiveram a oportunidade comunicar com mais de 760 cidadãos, de diferentes faixas etárias e contextos sociais. Testemunhos dos participantes revelam que se tornaram mais conscientes em relação aos vários conteúdos biomédicos abordados e à investigação realizada na sua região, graças à natureza inesperada e informal da iniciativa. Este projeto tem mostrado o poder dos contextos informais no envolvimento de diferentes públicos na ciência. Em eventos futuros, estas atividades poderão ser levadas a outros espaços que permitam chegar a abordar um leque de cidadãos mais alargado, promovendo uma comunicação de ciência mais inclusiva expandido o projeto para meios rurais, comunidades marginalizadas, doentes, cuidadores ou cidadãos portadores de deficiência.
68 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Consideramos que é necessária uma constante sensibilização da sociedade para a relevância e para o papel da ciência, e uma atividade de motivação de crianças e adolescentes para que sigam carreiras científicas. Uma das formas de a comunicação de ciência alcançar novos públicos poderá ser a sua integração em atividades culturais, artísticas e de entretenimento. Uma estratégia para esta integração consiste em evidenciar relações que existem entre a ciência e a cultura, por exemplo, através de intervenções artísticas, criação de produtos educativos envolvendo indústrias criativas, ou da presença de temas de ciência em festivais e eventos culturais. Com este fim, o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) tem vindo a estabelecer parcerias com escolas de artes, entidades culturais e agências criativas. No âmbito das escolas de artes, parcerias com a coordenação de licenciaturas e mestrados em design de comunicação, animação digital e design multimédia têm contribuído para um portefólio de conteúdos educativos sobre astronomia, em português e gratuitos, validados cientificamente e com qualidade visual e material, apelativos para um público infanto-juvenil e adequados a contextos informais. Estas parcerias com escolas de indústrias criativas sensibilizam também os estudantes para as oportunidades e especificidades da comunicação de ciência. Os alunos desenvolvem competências e metodologias, como a produção de material audiovisual imersivo, e espera-se que possam vir a contribuir, em contextos multidisciplinares, para a cultura visual e material da comunicação de ciência. Uma das estudantes é hoje membro da equipa de Comunicação de Ciência do IA, ampliando-a nas valências de ilustração e animação. Resultaram até ao momento dois projetos de mestrado em comunicação de ciência, oito curtas-metragens de animação, doze curtas-metragens de animação fulldome e dois projetos educativos com potencial internacional. Os projetos realizados por alunos da Faculdade de Belas-Artes CO9a ASTRONOMIA NA CULTURA: PARCERIAS COM ESCOLAS DE ARTES E AGENTES CULTURAIS Sérgio Pereira, Paulo Pereira, João Retrê, Filipe Pires Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço
69 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão da ULisboa foram apresentados em duas exposições no espaço Benetton, no centro de Lisboa. Pretende-se que as curtas-metragens de animação venham a ser apresentadas em festivais de cinema e na televisão, entre outros contextos. As animações fulldome, com técnicas de motion design, feitas pelos alunos da Escola Superior de Artes e Design – Matosinhos para o Planetário do Porto são apresentadas diariamente nas sessões para o público. Ao nível de entidades culturais, o IA estabeleceu uma colaboração com a EGEAC, empresa pública de atividades culturais em Lisboa, que em 2018 resultou na promoção de dois eventos de astronomia integrados nas Festas de Lisboa, um deles no Teatro Romano em noite de eclipse. Estabeleceu-se também uma parceria com a agência criativa O Cubo, que coorganiza o festival Lumina, uma exposição ao ar livre, em Cascais, de obras artísticas que celebram a luz. Em 2018, o IA organizou com alunos uma oficina sobre estrelas e constelações cujo resultado foi integrado no circuito do festival, o qual recebeu mais de 200 000 pessoas. Docentes e discentes reconhecem a riqueza trazida à prática curricular por estas oportunidades de concretização de projetos em contextos reais, em interação e cocriação com as entidades promotoras. Já os atores no sector cultural mostram uma grande abertura para diversificar as suas atividades com temas de ciência, persistindo porém alguns desafios à integração de ciência, cultura e criatividade num mesmo evento.
70 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão This project proves how music can “break the ice” for introducing Science topics to different target audiences. The construction of music and adapted science-based lyrics followed a co-creation approach with each one of the targeted groups (with different ages or interests). For instance, for smaller children (from 3 to 6 years), a cheerful music was made with lyrics regarding the aquatic trophic chain and biodiversity. For school children (7-11 years) a song on the journey of a cyanobacteria and a microalga (phytoplankton) to oxygenate mars is explored. For youngsters (12-17 years), a rap was made talking about the concerns of aquatic pollution and eutrophication on water quality. The constructed songs were made available online as well as karaoke version to allow teachers and parents to use the background music for singing with the children. Most children preferred the music approach session in relation to the science talk and plastic arts session. Interestingly, the group of the smaller children included children with heavy cerebral palsy and autism, which have also shown a high reactiveness towards the music stimulation and an active participation in the sessions. Moreover, besides the different children age sections, the project also involved older people (>70 years) for which an approach using known traditional Portuguese music songs were adapted with lyrics talking about the aquatic biodiversity. The project showed how music can be a transversal way to successfully transmit information of any kind, even new science topics. This work had the financial support from EEAgrants, CESAM (UID/ AMB/50017/2019), FCT/MCTES, FEDER (PT2020 Partnership Agreement and Compete 2020). Daniela Figueiredo research contract is supported by national funds (OE) through FCT according to the DL 57/2016. CO10a MUSIC & SCIENCE FOR ALL Figueiredo D., Rodrigues A.J. Universidade de Aveiro
71 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A vertente do envolvimento do público com as coleções histórico-científicas do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (MCUC), tradicionalmente realizada através das exposições permanentes e temporárias, atinge o seu nível mais elevado nas ocasiões de contacto direto com a equipa de conservadores e investigadores da instituição, proporcionado pelos eventos abertos e de grande afluência da comunidade local. Algumas atividades estão permanentemente na agenda anual do MCUC, como por exemplo a “Noite dos Museus” (ligada ao dia internacional dos Museu, 18 de Maio), a “Noite da Memória” (realizada durante as festas dos santos populares, São João), e a “Noite Europeia dos investigadores” no último sábado de setembro. Em 2018, foram desenvolvidas ações educativas na área da Malacologia e da Conquiologia, designadamente: “A locomoção dos moluscos”, “As conchas, o Homem e a Memória”, “Que molusco é esse?”. Estas atividades tiveram como principais finalidades auxiliar a interpretação das coleções de moluscos e conchas do MCUC e tornar as coleções mais acessíveis, estabelecendo laços com o público, possibilitando o manuseio de exemplares e chamando a atenção para as suas qualidades estéticas, diversidade de formas e riqueza de espécies, para além da difusão de estudos que envolvem estes animais. Os exemplares utilizados nestas atividades eram em geral duplicados provenientes de coleções oferecidas por colecionadores amadores, de modo a resguardar os exemplares das coleções científicas de referência. Uma destas coleções recentemente recebidas foi alvo de um inventário, tendo sido contabilizado mais de 1.500 exemplares, e após a adoção de alguns critérios da qualidade científica do material (ausência/ presença de data e local de recolha, bem como o próprio aspeto e estado de conservação dos exemplares), decidimos encaminhá-los para funções educativas e didáticas no MCUC, para além de exposição ao público. Este trabalho permitiu, portanto, uma discussão sobre a importância do colecionismo amador para a comunicação de ciência e o papel do Museu como facilitador desta atividade através da sua promoção em atividades educativas. CO6b DIALOGAR ATRAVÉS DAS CONCHAS: O CONVÍVIO INFORMAL COM O PÚBLICO E O COLECIONISMO AMADOR NO MUSEU DA CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA André Breves, Pedro Casaleiro Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
72 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A colecção entomológica do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), da Universidade de Lisboa, alberga mais de 70 mil exemplares, provenientes de Portugal e de países de África, Europa, América e Ásia, sendo assim uma importante infraestrutura científica na área da entomologia ao nível europeu. As colecções científicas de história natural são importantes repositórios de biodiversidade que permitem a realização ou verificação de estudos científicos nas mais diversas áreas e são uma referência fundamental na biossistemática. Em complemento aos estudos científicos e de conhecimento da natureza, as colecções podem ter ainda um importante papel nas actividades pedagógicas e de comunicação de ciência, assim como na área das indústrias criativas. Várias actividades têm sido desenvolvidas com o objectivo de abrir a colecção à comunidade científica e de tornar a colecção visível ao público em geral. Ao longo dos últimos anos foram disponibilizados dados online, quer no repositório institucional MUHNAC Digital, quer na base de dados internacional de biodiversidade GBIF, publicado o livro “Cem Traças” e alguns exemplares integraram diversas exposições organizadas pelo MUHNAC. Actualmente está em fase de testes um projecto na plataforma de ciência cidadã Zooniverse que visa envolver o público em geral e especialistas de entomologia em tarefas como a digitalização de dados da colecção e a determinação taxonómica de espécimes de traças (Ordem Lepidoptera, famílias Sphingidae e Saturnidae) da colecção Passos de Carvalho. Os principais objectivos são a divulgação da colecção entomológica, da sua importância científica e relevância para actividades educativas e criativas, assim como o envolvimento informado e voluntário de cidadãos em processos de digitalização e enriquecimento de informação da colecção. CO7b HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA E ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE EM TAREFAS TAXONÓMICAS E DE DIGITALIZAÇÃO Luis Filipe Lopes, Leonor Venceslau, Luís da Costa Instituto de Higiene e Medicina Tropical – UNL
73 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O Hemispherium Viajante é uma das novas apostas do Exploratório - Centro Ciência Viva de Coimbra. E tem tudo para ser mais um grande projeto de divulgação da cultura científica junto de um público muito alargado, dos mais pequenos aos adultos, fora de portas e com a particularidade de oferecer uma experiência de cinema envolvente e sensorial. Este Hemispherium vai viajar pelo país e irá onde quer que o chamem para apresentar um conjunto de filmes projetados a 360 graus, destinados a diferentes públicos e centrados em temas tão diversos como a migração de aves, os pontos de vista, vampiros e eclipses, ou a arte que se funda na matemática, sem esquecer a astronomia para todos. O Hemispherium Viajante é, também, um moderno planetário digital, onde se pode contemplar algumas das mais belas paisagens do Universo, viajar pelo sistema solar, explorar a Estação Espacial Internacional, descobrir o que estará visível no céu logo à noite, ou aprender conceitos de Astronomia em sessões ao vivo e interativas que, para grupos escolares, são ajustadas ao ano de escolaridade. Mas o que mais distingue o Hemispherium Viajante de outros planetários ou sistemas fulldome portáteis é a sua cúpula inovadora que, sendo completamente insuflável, tem uma robustez e qualidade comparável à de uma estrutura rígida, aliando uma grande acessibilidade a um conforto incomum nestes sistemas. A sua robustez foi posta à prova logo na sua estreia, no “Castelo Mágico” em Montemor-o-Velho durante todo o mês de Dezembro de 2018, em que esteve instalado numa tenda montada para o efeito, tendo sido visitado por aproximadamente 6000 pessoas, de todas as idades. O conforto oferecido pelo sofá insuflável é uma mais valia nas sessões de “Astronomia para Bebés”, a produção hemisférica premiada pelo Ecsite nos prémios Mariano Gago na categoria “Smart and simple”, que estão a realizar-se periodicamente no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz. A superior acessibilidade do Hemispherium Viajante permitiu já a realização de uma atividade especial no Hospital Pediátrico de Coimbra, em que crianças com mobilidade CO8b UM HEMISPHERIUM VIAJANTE PARA LEVAR CIÊNCIA A TODOS Dário Fonseca, Aurora Moreira, Catarina Schreck Reis, Paulo Trincão Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra
80 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão os respetivos pontos fortes e pontos fracos. Este trabalho é maioritariamente qualitativo e realizado com base nas entrevistas efetuadas no pré e pós sessões.
81 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Os Estágios Científicos para alunos do Ensino Secundário promovidos pelo Instituto de Educação e Cidadania (IEC) em institutos de investigação estão incluídos no programa de Estudos Avançados do IEC, e são organizados em colaboração com a Associação IEC-Alumni. O principal objetivo destes estágios é promover que alunos de meios culturalmente menos favorecidos contactem com institutos de investigação científica numa fase crítica da sua escolaridade, antes de se candidatarem ao Ensino Superior. Para incentivar a sua participação nos estágios, o IEC facilita a deslocação e as refeições dos alunos, com o apoio de entidades regionais. Estes estágios acontecem nas férias letivas da Páscoa, verão e Natal, e são frequentados por alunos do Ensino Secundário das escolas dos concelhos de Oliveira do Bairro, Águeda, Anadia, Aveiro, entre outros. A primeira edição destes estágios ocorreu nas férias letivas da Páscoa de 2016. Num total de nove edições, 82 alunos frequentaram estágios em institutos de investigação científica das universidades de Aveiro (CESAM, Departamento de Biologia) e Coimbra (CNC, CFE e CIAS), bem como do UC-Biotech em Cantanhede. Os alunos candidatam-se aos estágios através do preenchimento de um formulário, onde indicam as suas expectativas, a escola e ano que frequentam, as notas que obtiveram em várias disciplinas escolares, e se já frequentaram alguma atividade promovida pelo IEC. Os alunos indicam, ainda, a sua ordem de preferência em relação ao instituto de investigação onde gostariam de frequentar o estágio. Os alunos do 12º ano e/ou que já frequentaram atividades do IEC têm pontos extra no processo de seleção. Estes estágios têm a duração de três dias, durante os quais os alunos acompanham os investigadores durante o seu dia-a-dia nos laboratórios de investigação científica. No final dos estágios, os alunos entregam um relatório onde resumem as atividades em que participaram e avaliam os estágios, deixando também sugestões de melhoria para edições futuras. Os alunos que participam nestes Estágios Científicos, mesmo aqueles que não são selecionados para a primeira opção, são unânimes em afirmar que os estágios são uma mais-valia para a escolha do seu futuro, uma vez que possibilitam o contacto com a realidade da investigação científica. CO7c ESTÁGIOS CIENTÍFICOS PARA ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO PROMOVIDOS PELO IEC EM INSTITUTOS DE INVESTIGAÇÃO Ana Santos-Carvalho, Nuno Santos, Richard Marques, Arsélio Carvalho Instituto de Educação e Cidadania IEC & CNC, Universidade de Coimbra
82 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A evolução e globalização do conhecimento, registadas nas últimas décadas, têm colocado consideráveis desafios ao desenvolvimento de novos modelos educativos que possibilitem um progresso eficaz da literacia científica e tecnológica. À medida que a realidade se torna mais complexa, assume maior importância a capacidade individual de solucionar problemas através da descoberta de novas soluções, diferentes e inovadoras. A sociedade já não pede apenas uma mera reprodução de conhecimento mas antes inovação, criatividade e novas formas de pensar. O Laboratório Aberto de Biologia e Saúde (LABS) surge como uma resposta a este problema, posicionando-se como ferramenta de divulgação científica de um instituto de investigação e proporcionando aos alunos a oportunidade de testar novas ideias e conhecer os mais recentes avanços científicos. A missão fundamental do LABS é estabelecer a ponte entre o laboratório de investigação e a escola, originando um fluxo de conhecimento prático e promotor da saúde que tem como principais beneficiários os alunos. O LABS foi inaugurado no dia 19 de outubro de 2018 e desde então tem recebido turmas numa base regular. Até ao final de 2018, tinham sido realizadas 40 sessões, nas quais participaram 848 alunos. A maioria das sessões foram realizadas com turmas do 1º Ciclo (50%), seguida de turmas do Pré-escolar (18%), 3º Ciclo (15%), Secundário (13%) e 2º Ciclo (5%). No final de cada sessão foi enviado aos professores um email com um link para um breve questionário de avaliação. Obtiveram-se 35 respostas válidas ao questionário (87,5% de taxa de resposta). Os resultados mostram que os professores avaliaram muito positivamente todas as dimensões das atividades realizada, tendo 83% atribuído a classificação máxima ao grau de satisfação global. Do mesmo modo, todos (100%) afirmaram que recomendariam o LABS aos colegas e que tencionam voltar a realizar atividades neste laboratório. De facto, 29% dos respondentes participaram em mais do que uma atividade no LABS durante o período em análise. CO9c LABORATÓRIO ABERTO DE BIOLOGIA E SAÚDE Nuno Ribeiro, Rita Coelho, Cláudia Moreira, Jéssica Costa, Ângela Moreira, Luís Cirnes Ipatimup/i3S
83 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Tendo em conta os pedidos de reserva de atividades registados, é possível estimar que serão realizadas 174 sessões até ao final do ano letivo nas quais participarão mais de 4000 alunos, do Pré-escolar ao Secundário. Este nível de participação é indicador da relevância deste tipo de estruturas de apoio para as escolas.
84 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O Governo dos Açores, reconhecendo o papel decisivo da formação e integração dos cidadãos na sociedade do conhecimento para o desenvolvimento e crescimento da produtividade e da competitividade da Região e assumindo as suas responsabilidades na criação das condições estruturais e dos contextos económicos, sociais e culturais mais favoráveis ao seu progresso global, aprovou o Plano de Ação para a Cultura Científica e Tecnológica (PACCTO Açores) como um novo quadro de referência para a promoção da educação científica e da difusão da cultura científica e tecnológica. Através do PACCTO Açores, o Governo dos Açores estabelece um conjunto de áreas prioritárias nas quais incide a sua ação de forma privilegiada, sem prejuízo de outras que venham igualmente a ser consideradas, e comprometese com um conjunto de objetivos gerais e específicos a concretizar até 2020, que pretendem posicionar os Açores na linha da frente no que diz respeito à literacia científica da sua população. PRINCÍPIOS ORIENTADORES O contributo para o despontar de novas vocações para as profissões e atividades de I&D; O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação como fator de modernização e inovação dos Açores; O uso das tecnologias de informação e comunicação enquanto instrumento generalizado de acesso à informação, à educação, ao trabalho e à participação na vida pública; A agilização e aprofundamento do processo de transferência de novos conhecimentos e novas tecnologias; O reforço das competências digitais enquanto principal motor de modernização e desenvolvimento das sociedades. CO10c PACCTO – PLANO DE AÇÃO PARA A CULTURA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA Bruno Pacheco Direção Regional da Ciência e Tecnologia Plano de Ação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico dos Açores (PACCTO -Açores)
85 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão ÁREAS DE INTERVENÇÃO PRIORITÁRIA STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) Considerando a importância crescente da ciência e tecnologia na sociedade atual e o seu impacto no quotidiano dos cidadãos, as áreas científicas abrangidas no conceito STEM têm-se tornado cada vez mais indispensáveis a uma correta interpretação dos fenómenos do mundo em que se vive, tal como se tem vindo a verificar, também, e a um gradual e significativo aumento na procura de profissionais nestas áreas. Assim, só uma sólida formação e qualificação de recursos humanos nestes setores permitirá aumentar quer os índices de empregabilidade e de sucesso profissional dos jovens, quer os níveis de inovação e competitividade das empresas portuguesas. MAR A relevância do mar na economia, cultura e investigação açoriana tem vindo, ao longo dos últimos anos, a ser reafirmada por diversos setores da sociedade açoriana, considerando o seu potencial para a criação de riqueza e emprego na região. ESPAÇO O Espaço é um setor industrial de importância estratégica para os Açores, razão pela qual tem vindo a assumir grande interesse no desenvolvimento de capacidades próprias. Esta importância relaciona-se, entre outros fatores, com o facto das tecnologias espaciais se revelarem um instrumento essencial na monitorização e vigilância do planeta Terra. As potencialidades do uso de imagens de satélite têm assumido especial destaque no arquipélago no que respeita à monitorização do oceano e das zonas costeiras, à investigação das Ciências da Terra, à monitorização sismovulcânica, à climatologia e ao estudo da atmosfera e, ainda, ao mapeamento da vegetação.
86 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão OBJETIVOS GERAIS Os objetivos gerais para esta área devem passar pelo desígnio de ligação e de criação de sinergias entre todos os intervenientes do sistema, desde os investigadores e entidades de investigação aos estudantes, professores e escolas, às empresas, à comunicação social e à sociedade civil: Promover a cultura científica; Aprofundar a ligação entre o meio científico e a sociedade, aproximando os cidadãos da ciência, familiarizando-os com os cientistas e a sua atividade e incentivando-os a questionar o mundo e a própria ciência; Contribuir para o desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento, enquanto fatores estratégicos para a constituição de novos modelos económicos e sociais; Motivar a comunidade em geral e os jovens em particular para temáticas de carácter científico e tecnológico; Divulgar as potencialidades da ciência e da tecnologia como instrumento pedagógico, de trabalho, de comunicação e de ocupação saudável e criativa de tempos livres; Aumentar o nível de literacia científica e tecnológica; Criar condições para uma efetiva participação dos cidadãos nos processos de produção do conhecimento; Melhorar a difusão dos resultados da investigação desenvolvida nos Açores; Estimular a motivação de professores e alunos dos ensinos secundário, profissional e superior para a ciência e tecnologia; Promover o ensino experimental das ciências; Promover o surgimento de projetos educativos nos Açores de índole tecnológica e científica;
87 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Internacionalizar os projetos educativos açorianos de índole tecnológica e científica; Contribuir para aumentar o impacto da inovação no mercado através da sensibilização dos seus potenciais beneficiários; Estimular uma cultura empreendedora com base no desenvolvimento de ideias inovadoras; Promover o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação; Combater a infoexclusão, proporcionando a igualdade de oportunidades, a satisfação das necessidades sociais e a melhoria da qualidade de vida das populações. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A educação para a ciência e a divulgação científica constituem, na sociedade atual, instrumentos fundamentais de inclusão social e de exercício pleno da cidadania. Constituem, por isso, um amplo e exigente desafio que se reveste de uma multiplicidade de dimensões nem sempre fáceis de abarcar numa única estratégia ou num só plano. O Governo dos Açores encontra-se, no entanto, comprometido com um conjunto de objetivos específicos, mais operacionais, a concretizar até 2020, que pretendem posicionar os Açores na linha da frente no que diz respeito à literacia científica da sua população: Aumentar o número de ações e iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica implementadas pelas entidades do SCTA; Aumentar o número de projetos e iniciativas de divulgação científica e tecnológica e do ensino experimental das ciências promovidos nas escolas açorianas; Promover a integração das entidades do SCTA em redes de cooperação europeias nas áreas da divulgação;
88 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Aumentar o número de participantes em ações e iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica; Promover o envolvimento direto de cientistas e empresas junto da população em geral; Promover a organização de eventos de difusão da cultura científica e tecnológica com forte impacto ao nível da população; Incrementar a participação dos estudantes açorianos em concursos, competições e outros eventos nacionais e internacionais de promoção da educação para a ciência; Incentivar o desenvolvimento de projetos de investigação em contexto escolar; Promover a criação de clubes de ciência, informática e robótica nas escolas da Região; Dotar as unidades orgânicas escolares da Região de laboratórios de referência nas áreas STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics); Promover a criação de uma plataforma de partilha de informação relativa a projetos científicos e tecnológicos; Contribuir para a implementação de iniciativas de divulgação científica promotoras do sucesso escolar; Reforçar e consolidar a Rede de Centros de Ciência dos Açores; Promover a constituição de uma rede de unidades que visem garantir o reforço das competências digitais dos cidadãos e em particular dos alunos. MEDIDAS E AÇÕES O PACCTO Açores encontra-se estruturado em cinco programas, “CIÊNCIA E SOCIEDADE”, “CIÊNCIA NA ESCOLA”, “INVESTIGAÇÃO E COMUNICAÇÃO PÚBLICA DE CIÊNCIA”, “CIÊNCIA CIDADÔ e “CIÊNCIA NOS
89 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão MEDIA”, cujas medidas e ações de operacionalização pretendem abarcar transversalmente toda a sociedade açoriana, criando condições para um maior envolvimento de todos os cidadãos na busca de soluções inovadoras para os desafios do mundo atual. a) PROGRAMA “CIÊNCIA E SOCIEDADE” A difusão científica assume-se, hoje, como um desígnio fundamental no Espaço Europeu do Conhecimento. O exercício pleno da cidadania passa pela motivação e pela capacidade de envolvimento dos cidadãos comuns nas decisões e opções a tomar sobre os rumos da sociedade. Este envolvimento é também um fator decisivo para uma melhor compreensão e reflexão sobre as diferentes práticas científico tecnológicas. Deste modo, a intervenção dos indivíduos na (re)construção da ordem social depende, para se concretizar, de uma generalização massiva do acesso à informação e ao conhecimento, em quantidade e qualidade. A existência de um público ativo, crítico e consciente encontra-se fortemente dependente da democratização do saber, bem como da identificação e reconhecimento comum e partilhado dos valores que devem sustentar a C&T. E esta é uma tarefa na qual a educação científica e tecnológica desempenha um papel insubstituível. A cultura científica desenvolve e reforça nos indivíduos, nos grupos, nas comunidades e nas organizações a sua capacidade de reflexão crítica, de consciencialização e de autonomia, permitindo a exploração de novos horizontes e conceitos e o desenvolvimento de novos métodos e instrumentos, tornando a sociedade mais adaptável e mais resiliente a um mundo em constante alteração e evolução. A força do sistema científico e tecnológico regional depende da sua capacidade para atrair talento e ideias onde quer que eles existam. Isto só pode ser alcançado através de um diálogo profícuo e de uma cooperação ativa entre o universo científico e a sociedade, assegurando assim uma ciência socialmente responsável e permitindo o desenvolvimento de políticas mais relevantes para os cidadãos. Os rápidos avanços na investigação e inovação científicas levaram a um
96 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Objetivos Melhorar a comunicação de ciência, aprofundando a qualidade e eficiência das interações entre cientistas, medias e público em geral; Incentivar o debate e a partilha de experiências entre investigadores, produtores e profissionais da comunicação social. Medidas/ Ações . Incentivar a criação de conteúdos de ciência e tecnologia, em suporte multimédia, para difusão nos meios de comunicação social; . Criar condições para a promoção e divulgação da cultura científica, através de ações como o concurso “Ciência&Media”, a fim de incentivar a criação de conteúdos de ciência e tecnologia de natureza não comercial, dirigidos ao público em geral para serem divulgados na comunicação social.
97 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A comunicação de ciência é uma atividade profissional que envolve diversos atores de variadas entidades ou instituições. A sua ação vai desde Museus, Centros de Ciência e Associações, a Universidades ou Institutos de Investigação, passando pelos media e meios de Comunicação Social. A limitação do financiamento a programas, dedicados à comunicação de ciência, apresenta-se como uma das maiores dificuldades para desenvolvimento desta atividade, nomeadamente na implementação de programas de inclusão, respetiva continuidade e consolidação. Para superar esta limitação é imperativo a criação de estratégias inovadoras, que enquadrem a comunicação de ciência entre outras atividades societais prioritárias, de forma a promover a co-produção e possibilitar a atração de fontes financeiras diversificadas. Assim, será possível planear a médio ou longo prazo e criar operações e iniciativas com significativa abrangência e de longa duração. Esta comunicação apresenta um modelo de sustentabilidade financeira e de recursos que se baseia na co-produção de projetos em sociedade, centrados na inclusão e na proximidade às pessoas. Tem como missão a convergência de objetivos e interesses para a promoção da inclusão social. Serão discutidas 4 estratégias de sucesso, que envolvem entidades públicas e privadas, para o desenvolvimento de produtos ou prestação de serviços. Finalmente serão analisados os resultados obtidos durante os últimos 10 anos e discutidas algumas considerações finais. CO11a COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: MODELOS E ESTRATÉGIAS PARA A SUSTENTABILIDADE DE PROGRAMAS DE INCLUSÃO Pedro Pombo Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro – Universidade de Aveiro
98 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão As 5 primeiras Conferências Cientistas em tournée - Prémios Maratona da Saúde em Investigação Biomédica foram organizadas com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e tiveram lugar em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, as cidades onde os 11 investigadores já premiados pela Maratona da Saúde desenvolvem o seu trabalho. Estes encontros são destinados ao público em geral, incluindo doentes, cuidadores e familiares, assim como à comunidade científica e médica. Pretende-se evidenciar claramente como o financiamento privado, obtido durante os espetáculos anuais solidários na RTP, pode ter impacto no avanço do conhecimento e promover “Encontros de Esperança” entre os premiados da Maratona da Saúde e doentes, cuidadores e associações de doentes num ambiente de esperança e partilha com base na investigação biomédica. A Maratona da Saúde (www.maratonadasaude.pt) é uma associação sem fins lucrativos de utilidade pública, com sede no Instituto Gulbenkian de Ciência, cuja missão é contribuir para o aumento da literacia na área da saúde, sensibilizar para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos inovadores e apoiar a investigação biomédica de excelência em Portugal através dos Prémios Maratona da Saúde. As 5 primeiras edições foram dedicadas ao Cancro, Diabetes, Doenças Neurodegenerativas, Doenças Cardiovasculares e Doenças Autoimunes e Alergias, respetivamente e a 6ª edição, que teve início em julho de 2018, está a ser novamente dedicada ao cancro. Cada edição da Maratona da Saúde consiste em várias iniciativas de sensibilização organizadas em todo o país e culmina num dia solidário emitido em direto na RTP 1 e RTP Internacional durante várias horas (maratona televisiva) e da rádio. A angariação de donativos no dia solidário é realizada pela sociedade civil através de chamadas telefónicas numa parceria com a Fundação Portugal Telecom. A Maratona da Saúde atribui anualmente os Prémios Maratona da Saúde em Investigação Biomédica e conta com o apoio logístico da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Até à data os Prémios Maratona da Saúde obtiveram cerca de 280 Candidaturas nas áreas do Cancro, Diabetes, Doenças Neurodegenerativas, Doenças Cardiovasculares e Doenças Autoimunes e Alergias, e já permitiram financiar 13 cientistas que estão a desenvolver o seu trabalho de investigação nestas áreas em Portugal. CO12a CONFERÊNCIAS CIENTISTAS EM TOURNÉE – PRÉMIOS MARATONA DA SAÚDE EM INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA Sofia Rodrigues, Maria João Leão Maratona da Saúde Associação
99 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Infection Control Awareness Through Education (ICATE) é um projeto educacional promovido pela Association for World Innovation in Science and Health Education (AWISHE), dirigido a crianças, jovens, professores e profissionais de saúde de países em desenvolvimento. O ICATE tem como objetivos: promover uma educação básica para todos, combater VIH/SIDA, Tuberculose e Doenças Transmitidas por Mosquitos e criar plataformas de colaboração para o desenvolvimento, nomeadamente uma Comunidade de Aprendizagem Colaborativa. Após aplicação piloto em Portugal, este projeto foi aplicado no I e II Encontro Nacional de Treinamento e Formação de Professores e Tutores de Comunidades de Aprendizagem Colaborativa, que tiveram lugar em junho de 2016 em Canoas, e em novembro de 2017 em Santa Maria, respetivamente, ambos no estado de Rio Grande do Sul, Brasil. Nestes encontros, 84 e 257 participantes, respetivamente, frequentaram três oficinas dedicadas a cada uma das temáticas incluídas no programa do projeto ICATE (VIH/SIDA, Tuberculose e Doenças Transmitidas por Mosquitos). Após as oficinas, os participantes receberam, por e-mail, um questionário que tinha como objetivos: caracterizar os participantes, recolher as suas opiniões sobre as oficinas e as expectativas de aplicação dos conhecimentos adquiridos. Depois de responderem a este questionário, os participantes tiveram acesso ao material didático das temáticas: apresentações, manual com atividades práticas, guia do formador, aplicação para telemóvel e questionários de avaliação de conhecimentos. O primeiro encontro ocorreu sob a organização do Colégio Maria Auxiliadora, tendo envolvido uma comunidade escolar bem estruturada e motivada. Já o segundo encontro que contou com a intervenção do poder político, foi organizado por uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e da Saúde, da Prefeitura de Santa Maria, tendo envolvido escolas públicas e privadas, bem como instituições de saúde do município. Responderam a este questionário, 85 e 25% dos participantes presentes nas formações, respetivamente. Houve unanimidade quanto à clareza e conhecimento dos CO13a ICATE: UM PROGRAMA EDUCACIONAL QUE GERMINA NUMA COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA Ana Santos-Carvalho1,2, Angélica Carvalho1,3,Inês Cravo Roxo1,2, Patrícia Lourenço1,4, Paulo Ferreira1, Richard Marques1,5, Rui Soares 1,6, Susana Alarico1,2, Sónia Ferreira1,8 1Association for World Innovation in Science and Health Education (AWISHE), 2Centro de Neurociências e Biologia Celular, Universidade de Coimbra (CNC-UC), ³Departamento de Engenharia Informática, Universidade de Coimbra, 4ICAAM – Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas, Universidade de Évora, 5Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEvH), 6Instituto Português de Oncologia de Coimbra (IPO), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), 7Universidade de Aveiro, 8Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aveiro (CHBV)
100 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão formadores, aplicabilidade das atividades práticas, qualidade do design dos materiais, e estrutura base das oficinas (duração e discussão final). Os participantes destacaram ainda como pontos positivos a relevância dos temas, o dinamismo das práticas e a capacidade de integração entre Saúde e Educação, entre outros. Como ponto negativo, alguns participantes pediram para ter acesso ao material ainda durante as oficinas. A grande maioria dos formandos afirmou que pretende aplicar os conhecimentos adquiridos nas escolas em que trabalham e/ou nas comunidades em que estão inseridos. Com o objetivo de esclarecer se os participantes que descarregaram os materiais os têm aplicado ativamente, foilhes pedido para descreverem essas experiências, bem como deixarem sugestões de melhoria, e partilharem as maiores dificuldades encontradas durante o processo. Assim, antes da realização do III encontro, que acontecerá em junho de 2019 e no qual haverá novos públicos e novos desafios, é essencial fazer o seguimento dos participantes mais ativos, para que todos juntos consigamos fortalecer a Comunidade de Aprendizagem Colaborativa já criada, e o projeto educacional ICATE continue a crescer a cada iniciativa, e chegue a cada vez mais pessoas.
101 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O programa BioEscola consiste numa oferta educativa baseada na educação ambiental e promoção da cultura científica proporcionada pelo Município de Lousada a todas as escolas do concelho e abrangendo todos os ciclos escolares do ensino básico e secundário. Tem como abordagem principal para a assimilação de conhecimentos, a dinamização de oficinas pedagógicolúdicas eminentemente práticas, visitas interpretadas a locais de interesse ambiental, conferências, formação a professores e assistentes operacionais, e ações de divulgação de outros projetos ambientais dinamizados também pelo município. Estando alinhado com a estratégia municipal para o ambiente, o programa BioEscola está disponível desde o ano letivo de 2017/2018 para todas as escolas que pretendam usufruir das suas oportunidades. O programa tem por objetivo atingir as metas estabelecidas nas áreas da educação ambiental, envolvimento cívico e inclusão social, numa tentativa de comprometimento dos mais jovens com a resolução das problemáticas ambientais. Elaborado com base nos planos curriculares, o programa BioEscola é constituído por um catálogo de oficinas temáticas, sempre aplicadas à realidade lousadense. Desta forma, o BioEscola foi implementado na comunidade escolar de uma maneira inovadora, prática, mas acima de tudo útil, tanto para os alunos como para os docentes. Em simultâneo, implementou-se o projeto BioEscola - Cresce Contigo, que contou com um programa pedagógico de média e longa duração enquadrado nos planos curriculares do primeiro ciclo, e que permitiu um acompanhamento da evolução do comportamento e das atitudes dos estudantes perante o ambiente, de forma mais próxima. Decorre também junto das unidades de Alunos de Necessidades Educativas Especiais uma temática denominada “Natureza Inclusiva” e que procura mostrar que o estímulo fora de sala de aula promove o crescimento intelectual dos alunos e a sua perceção do mundo natural através dos vários sentidos. Desde o início do projeto, os resultados alcançados foram claramente positivos. O primeiro ciclo foi o público-alvo mais intervencionado, tendo as atividades envolvido já mais de 8000 alunos, em cerca de 400 atividades distintas. CO14a BIOESCOLA – VALORIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS VALORES NATURAIS EM CONTEXTO ESCOLAR Pedro Sá, Milene Matos, Ernesto Gonçalves, Luís Cunha, Manuel Nunes Municipio de Lousada
102 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Complementarmente, no corrente ano letivo foi lançado um projeto-piloto, designado Desafio BioEscola 360º, que pretende incentivar uma maior participação das escolas do concelho no programa e recompensar as mais comprometidas com a proteção ambiental, através de um esquema de incentivos financeiros. Para o futuro pretende-se aumentar o número de projetos de acompanhamento a médio e longo prazo, diversificar os temas formativos para pessoal docentes e não-docente, e aumentar a diversidade de oficinas, por forma a envolver mais disciplinas no programa. A pretensão a longo prazo assenta sobretudo na disseminação e replicabilidade do projeto, tendo como objetivo último o cultivo das boas práticas ambientais e da disseminação da cultura científica integradora e inclusiva, e das soluções locais para os problemas globais. Promovendose ao mesmo tempo a sustentabilidade, a natureza e a educação em toda a comunidade, o programa resultará certamente numa comunidade mais consciente, crítica e cuidadosa para com o mundo natural, e com mais qualidade de vida para todos.
103 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O Instituto de Educação e Cidadania (IEC) promove uma educação científica não formal através do seu programa de Estudos Avançados, que inclui atividades permanentes e contínuas de Ciências Experimentais que envolvem ativamente os alunos. Nesta estratégia, os alunos são expostos a vocabulário e conceitos científicos, mas também são envolvidos em atividades laboratoriais, com experiências práticas hands on. Esta estratégia de educação científica não formal tem sido aplicada pelo IEC principalmente a alunos do 1º e 2º ciclos do ensino básico, mas também a alunos do 3º ciclo e do ensino secundário. No caso do ensino secundário, além de frequentarem Cursos Avançados, ministrados por jovens cientistas de sucesso, os alunos também contactam com cientistas em sessões de Diálogos com Cientistas e de Ciência em Ação, e durante estágios e visitas a centros de investigação científica. Os Cursos Avançados são avaliados através da aplicação de testes de escolha múltipla, que os alunos respondem no início e no fim de cada sessão, e no início e no fim de cada curso, e através de questionários de satisfação. Os resultados de testes de escolha múltipla demonstram que os alunos adquirem uma boa compreensão das matérias que eles trabalham durante os exercícios experimentais, no laboratório. Um estudo mais aprofundado que fizemos envolveu 177 alunos do 4º ano do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, que frequentaram cinco sessões do Curso Avançado de Ciências Físicas, Matemática, Terra e Espaço. Estes alunos responderam a um teste de escolha múltipla, com quatro questões, no início e no fim de cada sessão. Em média, no início das sessões, a maioria dos alunos (62,6±3,614) respondeu de forma correta apenas a uma questão, e poucos alunos (7,4±1,166) responderam corretamente às quatro questões. Por outro lado, em média, no fim das sessões, poucos alunos (17,4±3,280) responderam de forma correta apenas a uma questão, e a maioria dos alunos (66,2±7,902) respondeu corretamente às quatro questões. CO15a O ENSINO EXPERIMENTAL DO IEC PROMOVE A IGUALDADE NA APRENDIZAGEM Ana Santos-Carvalho, Nuno Santos, Richard Marques, Alexandra Oliveira, Fernando Espadilha, Maria Inês Costa, Arsélio Carvalho Instituto de Educação e Cidadania IEC & CNC, Universidade de Coimbra
104 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Concluímos que o processo de ensino experimental, que envolve os alunos em atividades hands on, permite que os alunos aprendam conceitos considerados avançados para o seu nível de escolaridade. Além disso, concluímos que este processo é capaz de motivar praticamente todos os alunos, e mesmo aqueles que inicialmente têm mais dificuldades acabam por evoluir de modo que, no fim de cada sessão, aproximam-se do nível dos melhores alunos. Assim, o envolvimento dos alunos nas Ciências Experimentais promove a igualdade na sua capacidade de aprendizagem.
105 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Aliada à tecnologia, inovação e criatividade, a ciência cidadã abre portas a uma nova prática no ensino e comunicação das Ciências. Assente num processo de participação pública na investigação, são várias as iniciativas nacionais e internacionais que convidam cidadãos não-cientistas a contribuir para a ciência através de diferentes formas, entre elas a produção e tratamento de dados científicos. Esta prática aproxima o cidadão da esfera científica, envolvendo-o no processo de investigação, e promove a aquisição de conhecimentos e competências específicas apresentando por isso, um grande potencial enquanto ferramenta educacional. Ao longo do projeto “EDUcar para o MAR – EDUMAR”, SAICT-POL/23480/2016, um projeto de educação para o mar com recurso à ciência cidadã, foi implementado um conjunto de atividades a cerca de 300 alunos do 1º e 2º ciclo do ensino básico com o intuito de consciencializar para a problemática das alterações climáticas e envolver ativamente os alunos no estudo do impacto dessas alterações na biodiversidade marinha da zona costeira entre-marés, através da monitorização de espécies ali existentes. Com o objetivo de dar continuidade ao projeto através da monitorização a longo termo de espécies costeiras afetadas pelas alterações climáticas, foi criado o kit EduMar – Educar para o Mar que convida professores do 4º, 5º e 6º ano de escolaridade, a implementar autonomamente um conjunto de atividades interdisciplinares para a aprendizagem das causas e consequências das alterações climáticas nos ecossistemas situados na zona entre-marés, bem como para identificar e registar espécies marinhas bioindicadoras do litoral rochoso na plataforma de ciência cidadã Biodiversity4All. Será apresentado este kit, composto, entre outros, por recursos audiovisuais, guias do professor e do aluno, guia de campo para a identificação de espécies, lupas e um conjunto de modelos em resina de espécies comuns no litoral rochoso português e explicar de que forma este recurso educativo poderá ser aplicado e qual o impacto que poderá ter a longo prazo. CO11b KIT EDUMAR – UM RECURSO EDUCATIVO COM APLICAÇÃO NA CIÊNCIA CIDADÃ António José Monteiro1, Cristina Luís1, 2, 3, Alexandra Cartaxana1, Diana Boaventura4, 5, Ana Teresa Neves4, Jaime Santos4, Paula Colares Pereira4, Filomena Caldeira4 1Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), Universidade de Lisboa, 2Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT), Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 3Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIES-IUL, 4Centro de Investigação e Estudos João de Deus, Escola Superior de Educação João de Deus, 5MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
112 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Nitrocidadania é a qualidade do cidadão literado sobre as duas faces do nitrogénio (azoto): bom, em pequenas quantidades e mau em excesso. O nitrogénio é fundamental a todos os seres vivos, basta pensar que faz parte das substâncias estruturais: proteínas e ácidos nucleicos. É, por outro lado, um dos factores limitantes à produção de alimentos. Existe em grande abundância na atmosfera, numa forma não activa, assimilável apenas por uma pequena quantidade de bactérias, através da transformação de nitrogénio não reactivo em reactivo. Um dos grandes sucessos do século XX foi a produção de fertilizantes, reproduzindo o processo exclusivo às bactérias do solo. Sem este acesso ao nitrogénio reactivo, a produção agrícola não poderia assegurar o aumento da população mundial. O problema da perigosidade não é o nitrogénio, mas sim o excesso das suas formas reactivas. Ao longo de três anos, o projecto europeu NitroPortugal (Strengthening Portuguese research and innovation capacities in the field of excess reactive nitrogen) estudou o impacte do nitrogénio, propondo soluções para diminuir a poluição causada pelo seu excesso no ambiente. Para além da vertente científica, lançou a reflexão pública sobre a dualidade deste elemento químico, com vista a aumentar a literacia do problema e criar uma nitrocidadania activa. Foi lançado um livro infantil, direccionado a um público jovem, de distribuição gratuita pelas escolas e produziu-se um vídeo com locução e legendas em português, inglês e dinamarquês de fácil acesso. É este vídeo que será mostrado para servir de base à discussão e avaliação da nitrocidadania, através de um jogo didático a ser usado pela assistência. CO16b O QUE É E PARA QUE SERVE A NITROCIDADANIA? Maria Amélia MartinsLoução, Cristina Branquinho, Helena Serrano, Alexandra Oliveira, Inês Reis Santos, Marta Santos, Pedro Pinho cE3cCentre for Ecology, Evolution and Environmental Changes – FCUL
113 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A importância atribuída à comunicação de ciência remete para a democratização da ciência (a ciência é de todos e para todos) bem como para a consolidação da cidadania (cidadãos mais informados são cidadãos mais participativos). Mais ainda, a comunicação de ciência, para além de promover a incrementação da literacia científica, legitima e valoriza o trabalho dos Investigadores, independentemente do canal de comunicação escolhido. No que diz respeito à comunicação de ciência nos media importa sublinhar que as notícias sobre ciência competem em espaço e tempo com outros tipos de notícias, sendo muitas vezes remetidas para segundo plano ou mesmo ignoradas. Esta tendência poderá ser combatida com a criação de seções específicas de ciências em que o leitor, gradualmente, se familiarize com uma área dedicada à comunicação de ciência. Estas seções de ciência são da responsabilidade de jornalistas de ciências ou dos próprios Investigadores. Neste último caso, em que são os investigadores os autores dos textos de comunicação de ciência, há um intuito muito claro de aproximar a ‘sua’ ciência à sociedade, assim como devolver à sociedade os resultados do seu trabalho. No entanto, se por um lado, há Investigadores que se disponibilizam para ‘contar histórias’ sobre o conhecimento que produzem de modo a cativar os leitores, por outro lado, há Investigadores que evitam expor-se fora da academia, temendo ser (mal) avaliados pelos pares, esquecendo-se aparentemente do fim último da ciência: contribuir para o desenvolvimento da sociedade, partilhando o conhecimento com todos. Perceber as motivações que levam os Investigadores a assinar textos fora do formato académico, assim como perceber o que afasta outros Investigadores da mesma atividade, é fundamental para a promoção de uma comunicação de ciência eficaz e com impacto na sociedade. O Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro assina, desde meados de 2018, uma rubrica quinzenal, de nome (H)À Educação, da responsabilidade dos seus Investigadores. Após alguma resistência inicial por parte da grande maioria dos CO11c ESCREVER OU NÃO ESCREVER, EIS A QUESTÃO: PERSPETIVAS DOS INVESTIGADORES SOBRE A COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA NUM JORNAL REGIONAL Maria Helena Araújo e Sá, Susana Ambrósio, Cecília Guerra CIDTFF – Universidade de Aveiro
114 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Investigadores, atualmente a rubrica assume-se, claramente, como uma marca identitária do Centro de Investigação. Importa, agora, decorrido quase um ano, conhecer a perspetiva dos Investigadores face ao (H)À Educação, perceber como percecionam a rubrica e desvelar quais as motivações que os levam a escrever para a rubrica, bem como os constrangimentos que os impedem de participar nesta atividade de comunicação de ciência. De igual modo, importa perceber se a perceção do que é comunicar ciência e sua importância foi alterada com a implementação desta iniciativa. Nesse sentido, o CIDTFF está a construir um inquérito por questionário que irá ser aplicado no início de abril junto de todos os Investigadores e que será o ponto de partida para uma reflexão mais alargada sobre a estratégia de comunicação de ciência do Centro de Investigação. Considerando o 7.º Congresso SciComPT um espaço privilegiado para o debate em torno da mobilização dos Investigadores da área das Ciências da Educação/ Ciências Sociais para atividades de comunicação de ciência, pretende-se partilhar no Congresso os resultados preliminares do referido inquérito por questionário e refletir junto da comunidade SciComPT a promoção de uma maior participação dos Investigadores do CIDTFF na rubrica (H)À Educação.
115 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O programa “Ciência na Imprensa Regional” é uma iniciativa da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que teve início em Agosto de 2011. O principal objectivo desta iniciativa é a divulgação da ciência e da tecnologia ao maior número de jornais regionais em todo o país, disponibilizando gratuitamente conteúdos de grande actualidade e qualidade. Outro objectivo, na sequência do anterior, é o de aumentar a quantidade e qualidade da informação sobre ciência e tecnologia publicada pela imprensa regional portuguesa. Ao longo dos quase oito anos de existência, registámos a adesão de 90 jornais (continente e regiões autónomas, atingindo uma audiência potencial de mais de um milhão de leitores), 121 colaboradores (investigadores, comunicadores e jornalistas de ciência), mais de 1300 conteúdos produzidos e disponibilizados aos jornais. Como resultado disto, ocorreram até à data mais de 8000 publicações. Se antes do início deste projecto a publicação de conteúdos sobre ciência na imprensa regional era praticamente inexistente, hoje em dia essa realidade mudou. Por exemplo, cerca de 25 jornais regionais com edição online criaram, na sequência da sua adesão a este projecto, uma secção de ciência em que são publicados a grande maioria dos artigos disponibilizados no portal, várias vezes por semana. Se os editores dos jornais aderentes publicam conteúdos de ciência o que é que isso indica sobre o interesse dos leitores sobre a ciência? E o que é que nos diz a experiência entretanto adquirida? Haverá alguma especificidade regional para a comunicação de ciência? Este programa terá conseguido implementar jornalismo de ciência a nível regional? Que áreas científicas são mais do interesse dos editores e dos leitores? E os colaboradores? Que opinião têm eles sobre a sua colaboração e relação com os jornais regionais? Estas são apenas algumas das questões em aberto neste projecto com resultados muito positivos, e que serão apresentadas e discutidas nesta comunicação. CO12c O IMPACTO DO PROJECTO “CIÊNCIA NA IMPRENSA REGIONAL – CIÊNCIA VIVA” António Piedade Universidade de Coimbra
116 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão AquaTED é um projeto de comunicação de ciência, em que utilizei a plataforma online Medium, para contar histórias reais sobre pessoas e empresas na área das pescas e aquacultura. As histórias são o ponto de partida para explorar conceitos e discutir ideias num contexto de ensino híbrido (blended learning), das disciplinas de aquacultura e pescas. O projecto utiliza técnicas de jornalismo literário, também conhecido como jornalismo narrativo, fotojornalismo e vídeo reportagem sem comentários e com edição de imagem e som reduzidas. As histórias dão uma dimensão humana e factual a conceitos muitas vezes utilizados em abstrato. Rastreabilidade, por exemplo, é um tema importante no controle de qualidade dos produtos da pesca. No AquaTED, esta temática é apresentada numa visita a um mercado de rua na Tailândia, onde a rastreabilidade é ainda um não conceito. Este projeto pretende demonstrar que o ensino híbrido não se deve reduzir a um conjunto de vídeos explicativos com os professores em versão “talking head”. Nesta apresentação, irei explorar as vantagens da utilização de técnicas das ciências sociais no ensino das ciências biológicas, e as limitações tecnológicas e de gestão. CO13c AQUATED: HISTÓRIAS DIGITAIS SOBRE AQUA CULTURAS Sara Barrento, Eknarin Rodcharoen, Chutima Tantikitti Swansea University
117 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Este trabalho tem como objetivo recolher e explorar dados acerca das publicações sobre o termo “detox” presentes em websites e plataformas online. A proposta parte do pressuposto de que plataformas de redes sociais online são ferramentas cada vez mais usadas na partilha de conteúdo sobre os mais diversos temas, incluindo informações e recomendações de saúde. Nelas, não existem mediadores de informação e qualquer utilizador é ele próprio um produtor de informação que muito rapidamente prolifera pela rede. Esta característica levanta, assim, algumas preocupações do ponto de vista da comunicação de ciência, quando nos apercebemos de quão fácil é disseminar falsa ciência na internet. Especificamente, exploramos o fenómeno da falácia naturalista e dos seus efeitos nos comportamentos sobre saúde, usando como casos de estudo as informações que circulam na internet a partir da identificação do discurso visual e textual dos principais atores e as vozes dominantes na partilha deste tipo de informação – pessoas e instituições – que reforçam ou combatem o discurso sobre toxinas e tratamentos detox (para eliminar supostas toxinas do corpo humano). Foram eleitas técnicas difundidas na internet frequentemente relacionadas com a “terapia detox” que representam o uso falacioso do discurso científico, entre os quais: a ingestão programada de superalimentos; o boosting do sistema imunitário através da raspagem da pele; o jejum voluntário e intermitente; e a queima de velas nos ouvidos destinado a extrair a cera do seu interior. Tais assuntos foram mapeados na internet através do seu conteúdo, impacto e outras métricas com as ferramentas Google Scraper, Google Image Scaper e IssueCrawler. Com recurso a tais ferramentas e dentro do referencial analítico dos estudos sociais digitais, identificámos uma forte relação com outras palavras-chave associadas a saúde, bem-estar, beleza e veganismo. É possível verificar que muitas das fontes de desinformação sobre o detox são também promotoras do movimento anti-vacinação, sugerindo que existe uma relação entre os difusores das várias temáticas pseudocientíficas discutidas online. CO14c PSEUDOCIÊNCIA NA INTERNET – A PROLIEFERAÇÃO DOS MITOS “DETOX” Daniel Ribeiro1, Elaine Rabello2 1Proaction Lab, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra 2Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
118 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Também foram identificados websites dedicados a desconstruir tais ideias falsas, grande parte com participação da comunidade académica e associações profissionais. No geral, foi possível visualizar a controvérsia detox como uma problemática pseudocientífica a circular na internet, e os casos estudados apontaram para as estratégias de uso do discurso científico na sua promoção. Os resultados podem facilitar a preparação de estratégias específicas e adaptadas com vista a desmistificar noções potencialmente perigosas à saúde, fazendo uso da comunicação de ciência responsável.
119 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Entender e desmistificar conceitos que a população tem sobre ciência é fundamental para melhorar a comunicação científica e gerar uma melhor interlocução entre os pesquisadores e a sociedade. A população ciente dos benefícios da ciência no cotidiano pode incentivar maiores investimentos dos setores público e privado na pesquisa científica. Assim, o desenvolvimento de ações que ajudem a compreender a percepção das pessoas sobre ciência é fundamental. O “Dia C da Ciência” é uma mobilização nacional brasileira, que acontece anualmente desde o ano de 2017 e tem como intuito realizar atividades para mostrar à comunidade a importância das pesquisas e como influenciam o cotidiano de todo cidadão. Sendo assim, este trabalho foi realizado com o objetivo de conhecer a percepção da população de uma das cidades brasileiras que participou do evento em 2017, sobre os benefícios e impactos que a ciência tem na sociedade. O estudo foi realizado na cidade de Dourados, no estado de Mato Grosso do Sul - Brasil, em praças, supermercados e shopping centers da cidade. Foram entrevistadas 40 pessoas que responderam a sete questões acerca da ciência no cotidiano utilizando as metodologias do Discurso do Sujeito Coletivo e o Teste de Associação Livre de Palavras. A faixa etária dos entrevistados compreendeu 37,5% entre 21-40 anos, 30% entre 41-50 anos e 17,5% entre 10-20 anos. Quando questionados sobre a importância da ciência para a sociedade em uma escala de 1 a 5, sendo 5 o maior grau de importância, 67,5% afirmaram que a ciência é muito importante para a sociedade. De acordo com 97,5% dos entrevistados, a ciência é algo que um país deve investir, demonstrando que a população percebe os benefícios da ciência para a melhora da qualidade de vida, principalmente na saúde. Para justificativa dessas respostas foram citados argumentos como: “importante para a descoberta de cura de doenças”, “pela saúde” , “sim, importante para melhorar a saúde”. Da mesma forma, ao serem perguntados sobre uma contribuição da CO15c PERCEPÇÃO DE CIDADÃOS BRASILEIROS SOBRE IMPACTOS E BENEFÍCIOS DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE. Guilherme Tonial Neves, Isabelle Azevedo Borges, João Vitor Furtado Silva, Lorena Pereira Batista, Pedro Henrique Tavares, Fabiana Hasegawa Teixeixa, Otávio Marques Benites, Nathalia Gonzales, Marcos André Teixeira Dias, Liliam Silvia Candido Universidade Federal da Grande Dourados
120 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão ciência aplicada ao cotidiano as respostas mais frequentes foram “celular”, “remédio”, “vacina” e “cosméticos”, demonstrando a forte associação que as pessoas fazem da ciência com a saúde e a tecnologia. Em relação a como os entrevistados avaliam o investimento em ciência e pesquisa pelo governo brasileiro, 36% acreditam ser ruim, 33% regular, 26% péssimo e somente 5% acreditam ser bom. Os meios de comunicação mais utilizados para obter informações sobre ciência estão relacionados a internet, (55%), compreendendo sites e redes sociais. Já a televisão atinge 31% dos entrevistados. As três primeiras palavras que as pessoas entrevistadas associaram ao termo “cientista” foram: “descoberta”, “pesquisa” e “conhecimento”. Possivelmente, o termo “descoberta”, está associado ao fato da mídia divulgar notícias em sites e jornais com o título: “Pesquisadores descobriram...” demonstrando a influência que a mídia pode exercer sobre as pessoas. Quando questionados sobre qual profissional pode ser cientista, os profissionais mais citadas foram: Químicos, Físicos e Biólogos, demonstrando uma forte associação dessas disciplinas escolares e a profissão de cientista. A partir desses resultados é possível observar que a população, de maneira geral, tem percepção que a ciência é importante para a sociedade, embora não consigam compreender a complexidade e sobretudo a amplitude de áreas de abrangência em que atua. Assim, cada vez mais se faz necessário ações no sentido de ampliar e tornar clara a divulgação científica.
121 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Ante la llegada de múltiples canales de comunicación en la sociedad actual, medir el impacto de las noticias relacionadas con la ciencia, y especialmente su efecto sobre el público general, no es una tarea fácil. Si bien es posible identificar las audiencias y el alcance de las noticias, ¿qué hay de su impacto o la forma en que podrían cambiar la percepción que tiene el público de una realidad científica determinada? La consulta ciudadana se presta a proporcionar conocimiento cualitativo sobre los canales (medios de comunicación y redes sociales, experiencias de vida, parientes, religión, ideología política, sistema educativo...)mediante los cuales los ciudadanos de la UE adquieren su conocimiento científico y cómo este conocimiento influye en sus creencias y opiniones. Esta comunicación tiene por objeto presentar y discutir la estrategia de comunicación de un proyecto que realizará consultas ciudadanas para abordar temas científicos polémicos (cambio climático, alimentos modificados genéticamente, vacunas y medicinas alternativas): ¿cómo generar interés por el proyecto entre la ciudadanía?,¿cómo promover el reclutamiento de participantes para las consultas?, ¿por qué (no) tomar partido?, ¿se puede emitir contenido sin influenciar las opiniones de los futuros participantes en las consultas?,¿qué hacer ante las críticas por parte de grupos que aceptan y rechazan la evidencia científica? Esta comunicación se encuadra en el marco del proyecto CONCISE “Rol de la comunicación en la percepción y las creencias de los ciudadanos europeos sobre la ciencia”, financiado por la Comisión Europea (H2020-SwafS-19-2018), coordinado por la Universidad de Valencia y formado por socios de España, Italia, Polonia, Eslovaquia y Portugal. CO16c LA DIFÍCIL TAREA DE COMUNICAR SIN TOMAR PARTIDO. EL EJEMPLO CONCISE, UNA CONSULTA CIUDADANA SOBRE ASUNTOS POLÉMICOS Óscar Menéndez, Ana Delicado, Edurne Gaston Asociación Española de Comunicación Cientifica (AECC)
128 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Apesar de alguns entraves como o período eleitoral no Brasil, essas iniciativas - principalmente por meio de assessoria de imprensa e das redes sociais - mostraram-se eficientes, o que é demonstrado pelos resultados expressivos - contabilizados por indicadores como reações virtuais, comentários e postagens compartilhadas.
129 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Assistimos recentemente nos media a duas calorosas discussões relacionadas com o tema da história das navegações: em 2018 foi a polémica em torno da proposta de criação do “Museu das Descobertas” em Lisboa por Fernando Medina; já em 2019 foi o parecer da Real Academia Espanhola alegando ser de plena e exclusiva autoria espanhola a viagem de circum-navegação iniciada por Fernão de Magalhães. Estas polémicas tornaram o tema tóxico e antes que se torne em assunto tabu há que rever a melhor forma de o abordar. Nesta sessão é proposta a utilização de plataformas digitais como o Google Earth e o Stellarium para regressar ao tema das grandes viagens dos séculos XV e XVI, permitindo de forma neutra dar a conhecer a repercussão destas viagens no desenvolvimento de diversas ciências como a astronomia, a cartografia, a matemática, navegando ao largo das recentes polémicas. CO22a PLATAFORMAS DIGITAIS AO SERVIÇO DA HISTÓRIA DAS NAVEGAÇÕES Carlota Simões Universidade de Coimbra
130 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Communication is paramount to make science accessible to all. Effective communication however, requires science organizations to understand who are the audiences they want to address. Over the years, Museums and Science Centers have been experimenting with innovative ways to communicate and interact with their visitors, often setting up experiences that demand substantial participation from the public. This reinforces the need to think carefully about how to align science communication formats with the capabilities, and the motivation, of the audiences. In the literature, different typologies have been developed to describe science communication. One example is the AEIOU model (Burns et al., 2003), which distinguishes Public Understanding of Science (PUS), Public Awareness of Science (PAS) and Public Engagement of Science (PES). Likewise, Lewenstein (2003) distinguished between a Deficit Model (where expert provides information for a group of nonexperts), a Dialog Model (where experts and non-experts hold a dialog about a science theme) and a Participation Model (where everyone participates equally in the communication process, as peers). The purpose of this paper is to characterize the organization of the service processes that support different types of science activities offered by Science Centers, and to discuss its alignment with the communication goals they want to address. The argument is that each communication goal of Science Centers must be translated into service experiences that are differentiated in what concerns the nature of the contribution and participation required from the visitors. Our study is focused on the case of Fábrica Centro Ciência Viva, at the University of Aveiro, Portugal. The study characterizes Science activities along three criteria: visitor’s participation (VP), visitor-to-visitor interactions (VVI), and visitor-to-provider interactions. VP refers to the activities that the visitors undertake in a service experience process, ranging from their mere presence (e.g. a symphony concert, cinema, theatre, etc.) to having to provide some effort to receive the service (e.g. conducting an experiment). VVI concerns the interaction between visitors while sharing time or space during a service (e.g. doing a group experiment or sharing information while CO24a MAKING YOUR VISITOR INVOLVED! ALIGNING THE PARTICIPATION OF VISITORS OF SCIENCE CENTERS WITH SCIENCE COMMUNICATION GOALS Fatemeh Bashashi Saghezchi1, Marlene Amorim1, Maria João Rosa1, Pedro Pombo2 1Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo, Universidade de Aveiro,2Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro – Universidade de Aveiro
131 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão waiting in a queue, etc.). Finally, interactions with the provider include more traditional aspects, such as showing empathy, providing information, or offering some personalization of the experience (Grönroos, 2008; Mustak et al., 2013; Dong and Sivakumar, 2017). A science centre, among others, serves as a platform, facilitating opportunities for visitors’ participating and interacting to make the visit more entertaining and desirable, e.g., by engaging them in an experiment or a group workshop. This study builds on data collected from Fábrica’s staff to characterize the Science Centre’s activities according to the intensity of VP effort, visitor to provider interaction, and VVI – using a qualitative appreciation from low to high. This leads to the development of a taxonomy offering eight types of activities that can be provided by a science centre. On one extreme, it is possible to observe the example of a makerspace, such as the Dóing workshop offered by Fábrica, as a type of activity that is extremely modifiable, participative, and interactive, allowing for a rich communication. In contrast, something like a science photo exhibition is a nonmodifiable, passive, and low-interactive activity that is more adequate when aiming at more moderate science awareness communication objectives. References: 1. Burns, T. W., O’Connor, D. J., & Stocklmayer, S. M. (2003). Science communication: a contemporary definition. Public understanding of science, 12(2), 183-202. 2. Dong, B., & Sivakumar, K. (2017). Customer participation in services: Domain, scope, and boundaries. Journal of the Academy of Marketing Science, 45(6), 944-965. 3. Grönroos, C. (2008). Service logic revisited: who creates value? And who co-creates?. European business review, 20(4), 298-314. 4. Lewenstein, B. V. (2003). Models of public communication of science and technology. 5. Mustak, M., Jaakkola, E., & Halinen, A. (2013). Customer participation and value creation: a systematic review and research implications. Managing Service Quality: An International Journal, 23(4), 341-359.
132 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A Locus Acesso é uma plataforma de acessibilidade criada em julho de 2017; o nosso objectivo é trabalhar com as instituições culturais para a melhoria da sua acessibilidade. O que fazemos concretamente: . a criação/adaptação de actividades, eventos, exposições e espaços para que sejam cada vez mais acessíveis . a criação/adaptação de documentos para quem vê e quem não vê, 2 em 1 . audiodescriçäo e interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP), para teatro, espetáculos e audioguias/ videoguias . organização de visitas, passeios e viagens acessíveis em Portugal e fora . workshops sobre todas as áreas ligadas à acessibilidade cultural (exposições, actividades, eventos, documentos e espaços acessíveis - Braille, LGP, Segurança/Emergência pessoas com deficiência, Atendimento de pessoas com deficiência…) Simplesmente começamos por entrar em contacto com alguns espaços culturais e propusemos a organização de visitas acessíveis a pessoas cegas e com baixa visão, com uma condição fundamental: podermos tocar. E tivemos várias respostas positivas; é claro que, na maior parte dos casos apoiamos a mediação, o percurso de visita, a comunicação, a criação de alguns documentos /objetos…e o público cego e com baixa visão tornou-se cada vez maior! Este trabalho em curso tem estimulado a participação do público cego e com baixa visão, mas também as instituições culturais para desenvolverem materiais acessíveis. Alguns exemplos, com os quais trabalhamos: Trienal da arquitetura de Lisboa, Museu da Água, Museu do Dinheiro, Museu de São Roque, CML (Divisão para o Promoção da Cultura e Comunicação), Centro Nacional para a Cultura CO21b VISITAS ACESSÍVEIS: UM PARADOXO FÉRTIL Fátima Alves Locus Acesso
133 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Nesta comunicação, vamos explicar como temos trabalhado com as instituições culturais e com os públicos cegos/baixa visão, Surdos e com deficiência intelectual. Locus Acesso, https://www.facebook.com/locusacesso/
134 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão No último Censos foram registados 163 mil pessoas com deficiência visual e estima-se que 120 mil pessoas possuem algum grau de perda auditiva. Apesar de existir uma crescente consciencialização sobre inclusão social nos museus e locais de promoção de cultura científica, estes ainda apresentam restrições a pessoas com deficiência. Os aquários apresentam características únicas para um profundo envolvimento dos visitantes na promoção da cultura científica, uma vez que permitem uma grande ligação emotiva ao espaço expositivo. Torná-los mais inclusivos levará ao aumento da literacia científica destes grupos específicos. Este projeto foi efetuado num aquário de referência em Portugal e marcou o início das visitas inclusivas para surdos e pessoas com deficiência visual. As visitas inclusivas permitem acesso, de uma forma adequada, à informação transmitida normalmente numa visita guiada e, por outro lado, que se trabalhem questões ligadas à sustentabilidade do planeta, promovendo a alteração de comportamentos. Este projeto procura salientar a importância de uma colaboração com as associações que representam as comunidades surdas e de pessoas com deficiência visual e que promovam a sua integração na sociedade. Esta cocriação permitiu a produção de conteúdos e materiais acessíveis, nomeadamente a criação de novos gestos da Língua Gestual Portuguesa, aumentando o léxico científico desta língua. Um estudo preliminar mostra a importância da escolha cuidada dos objetos usados na visita para deficientes visuais e a importância das descrições pormenorizadas do espaço expositivo e das espécies presentes no aquário. Relativamente à comunidade surda a participação dos intérpretes na cocriação proporciona um veículo na promoção de cultura científica. Com esta apresentação procura-se descrever a forma como estas visitas inclusivas foram delineadas, as preocupações que estiveram na base da sua cocriação, as dificuldades sentidas durante a estruturação das visitas, as novas oportunidades que foram criadas e alguns dos pontos fortes e fracos já identificados até ao momento. CO22b UM AQUÁRIO INCLUSIVO PARA SURDOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL Rita Baptista
135 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Os desafios societais do século XXI requerem a integração do conhecimento e da experiência dos diferentes agentes sociais (AS), utilizando metodologias inovadoras e abertas, e construindo formas inclusivas e relevantes de ligar a ciência, escolas, empresas, sociedade civil, governos e comunidade geral. Os centros de ciência, enfrentam, por isso, uma oportunidade, e responsabilidade, concretas para se tornarem plataformas para a cidadania científica, contribuindo para o aumento da literacia científica e apoiando as comunidades com as ferramentas para participar em discussões e decisões que afetam a ciência e a política. Inaugurada em 2017, a Plataforma de Ciência Aberta (PCA), um projeto de inovação social que aproxima a ciência, a tecnologia e a inovação do quotidiano das comunidades locais (parceria entre Município de Figueira de Castelo Rodrigo-MFCR e Universidade de Leiden-UL), tem vindo a trabalhar como agente facilitador, promovendo processos abertos e inclusivos nos quais grupos de cidadãos e AS - professores, estudantes, sociedade civil, investigadores, profissionais de empresas e decisores políticos - colaboram para resolver problemas relevantes para a comunidade local. Mais especificamente, a PCA atua em 3 eixos complementares: . Sessões participativas para discussão de problemas de relevância local (3h) Estas sessões têm como objetivo apoiar a PCA e o poder local na elaboração de estratégias colaborativas de trabalho face a problemas identificados como relevantes, seguindo a metodologia de design-thinking. Foram já organizadas diversas sessões, nomeadamente tendo como base a questão “Como é que uma estratégia conjunta entre diferentes AS pode levar ao aumento da motivação e desempenho escolares?”, implementadas tanto em contexto escolar (com professores e direções de escolas) como com diversos AS, e que permitiram definir objetivos e prioridades do programa educativo da PCA, bem como projetos específicos (e.g. temas do Clube Ciência Viva na Escola, nomeadamente “gestão de resíduos na escola” e “preservação da biodiversidade da flora autóctone”). CO23b LABORATÓRIOS DE CIDADANIA CIENTÍFICA: FERRAMENTAS PARA A INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO LOCAL Maria Inês Vicente1, Paulo Jorge Lourenço1, Ana Peso1, Ana Isabel Faustino1, José Varela1, Carlos Martins1, Filipe Pinto1,Pedro Russo1,2 1Plataforma de Ciência Aberta, Município de Figueira de Castelo Rodrigo – Universidade de Leiden; 2Universidade de Leiden
136 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão . Residências para desenho e prototipagem de projetos de inovação social (3-5 dias) A PCA tem promovido residências com investigadores, designers, inovadores, professores (e.g. The New Digital School) para desenhar, planear e prototipar projetos focados em desafios importantes para a região. Neste contexto, a PCA está a desenvolver um projeto com uma ONG local (ATNatureza), que surgiu da necessidade de promover a comunicação e criação de conhecimento científico em reservas naturais, nomeadamente entre o público turista e escolar. Assim, temos vindo a implementar uma abordagem participativa nas diferentes fases do processo: desde a conceptualização, através de uma residência de 3 dias com stakeholders relevantes - especialistas no desenvolvimento de tecnologia, designers, gestores de reservas naturais, investigadores, operadores turísticos, comunidade escolar -, utilizando o processo de design sprint para definir o protótipo em papel do conteúdo e ferramentas a desenvolver; até ao desenvolvimento e implementação, onde as escolas e os gestores de reservas, designadamente, têm sido envolvidos nas várias fases de prototipagem. . Eventos de incubação de ideias para o desenvolvimento local (3 dias) Desde 2015 que o MFCR e a UL organizam o StixCamp, encontro internacional bienal que junta investigadores, designers, educadores e artistas, baseado num formato de unconference e com workshops para desenvolvimento de projetos e incubação de ideias para o desenvolvimento local. Em 2015, foram lançados alguns dos pilares que definem hoje a PCA, a edição de 2017 foi focada em ciência-cidadã, e este ano (5-7 julho 2019) será focado no tema “arte e ciência enquanto motores para o turismo sustentável”.
137 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O cepticismo científico, o activismo céptico e a comunicação de ciência estão intimamente ligados. Em Portugal, a COMCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa é a única associação nacional que actua no âmbito do ativismo céptico. Também neste caso, o principal objectivo desta organização sem fins lucrativos é a promoção e divulgação da ciência, do cepticismo científico e do pensamento crítico e racional na sociedade. No âmbito da realização de um trabalho colaborativo para o Mestrado em Comunicação de Ciência da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, foi realizado, em 2017, um estudo-piloto com esta associação cujos objectivos eram: a) Fazer uma caracterização dos associados/as da COMCEPT; b) Fazer um estudo de públicos da COMCEPT; c) Face aos resultados, elaborar uma proposta de promoção do alargamento de públicos. Para alcançar os objectivos traçados, foram utilizadas a várias metodologias: 1) Questionário aos associados/ as da COMCEPT à data de Maio de 2017; 2) Inquérito online, enviado à base de contactos da COMCEPT, por forma a caracterizar também quem nem sempre participa presencialmente e/ou não interage via redes sociais; 3) Análise dos questionários realizados nas cinco conferências anuais ComceptCon promovidas entre 2012 e 2016; 4) Estudo das estatísticas (insights) das contas nas redes sociais Facebook e Twitter durante os meses de Abril e Maio de 2017. Nesta comunicação, serão apresentados os principais resultados deste estudo e debatidas possíveis estratégias de alargamento e maior inclusão de outros públicos. Embora os dados recolhidos sejam escassos, foi possível traçar um “perfil-tipo”: os cépticos nacionais são, tendencialmente, homens adultos, com formação superior e residentes nas principais cidades — Lisboa e Porto. Este perfil enquadra-se no conhecido para a comunidade céptica internacional, mas levanta uma série de questões preocupantes do ponto de vista da promoção da ciência na sociedade, que se pretende ser o mais alargada possível. CO21c QUEM SÃO OS CÉPTICOS EM PORTUGAL? Diana Barbosa COMCEPT – Comunidade Céptica Portuguesa
144 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Numa sessão inversa, o moderador fará uma apresentação rápida de todos os jornalistas, que serão posteriormente divididos pelos grupos. Os jornalistas rodam pelos grupos tantas vezes quantas uma hora de sessão o permitir, deixando alguns minutos no final para cada grupo apresentar o que de mais proveitoso tirou das conversas.
145 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Não parece haver grandes dúvidas de que as competências adquiridas através da Matemática se tornaram essenciais para a vida na sociedade digital dos nossos dias. No entanto, como disciplina escolar, a Matemática é frequentemente considerada difícil, aborrecida ou com pouca ligação ao mundo real, sendo ainda apontada pelos alunos e suas famílias como causa de grande frustração ou até impeditiva de um prosseguimento de estudos na área de ciências. Nesta sessão inversa iremos apresentar algumas estratégias desenvolvidas em escolas básicas e secundárias, tanto a nível da comunicação de ciência como a nível do trabalho das atitudes e motivação, para contrariar este fenómeno e contribuir para que a Matemática se torne mais inclusiva. Na Escola Básica e Secundária de Ourém, são desenvolvidas Actividades Experimentais de Matemática, que funcionam como medida universal de inclusão, nomeadamente a nível das turmas dos Cursos de Educação e Formação (CEF), constituídas maioritariamente por alunos com algum tipo de dificuldade (cognitiva e/ou comportamental e/ou social). Apresentaremos dois exemplos de actividades realizadas por uma turma do CEF de Informática, das quais resultaram documentos digitais de divulgação de ciência. No Agrupamento de Escolas da Tábua, está em curso o projecto “Diário de Bordo – a aventura do 3º ciclo”, destinado a alunos do 7º e 8º anos, com o objectivo de apoiar o desenvolvimento de competências transversais e de motivação, necessárias à construção de um projecto de vida activo. Este projecto baseia-se em estudos que evidenciam uma relação positiva entre a construção de um projecto pessoal escolar e a melhoria das aprendizagens. O Agrupamento de Escolas de Benfica e o Centro de Análise Funcional e Estruturas Lineares da ULisboa são parceiros no projecto “Cientificamente Provável”. No âmbito desta colaboração realizam-se as Tertúlias Dialógicas de Matemática, encontros que decorrem nas diferentes bibliotecas do agrupamento e onde os participantes (alunos e professores) partilham as suas impressões sobre textos de divulgação de Matemática propostos antecipadamente, com SI1c - Sessão inversa MATEMÁTICA INCLUSIVA: REALIDADE OU FICÇÃO? MODERADOR: Ana Rute Domingos Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Maria Manuel Torres1, Lina Velez2, Eunice Ferreira3, Maria João Correia4 1Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2Escola Secundária José Gomes Ferreira, 3Escola Básica e Secundária de Ourém, 4Agrupamento de Escolas da Tábua
146 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão o objectivo de estimular a curiosidade, o gosto pela leitura científica e o espírito crítico. Propomos para debate as seguintes questões: Qual o peso que as dificuldades na Matemática têm na construção de um projecto pessoal escolar? Que tipo de actividades de comunicação de ciência tornam a Matemática mais inclusiva? Qual o papel da biblioteca escolar na divulgação da ciência?
147 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Os Dias Abertos são uma forma dos centros de investigação e das universidades partilharem com o público as atividades que desenvolvem. Os cientistas são convidados a mostrar os sítios onde trabalham, a desenvolver atividades que traduzam de uma forma acessível a investigação que fazem, e a conversar com os muitos cidadãos que acorrem aos institutos nestes dias. De certa forma, estes eventos criam um elo entre os diferentes actores societais que partilham uma mesma experiência. Além disso, podem criar ou refortalecer o sentimento de orgulho dos cientistas pela sua investigação e pelo centro onde trabalham, bem como promover a marca da instituição. São muitas as instituições que organizam Dias Abertos. Mas qual o principal objetivo que serve: comunicação de ciência ou marketing institucional? São eventos inclusivos para toda a sociedade ou são tradicionalmente frequentados por um estrato da sociedade? Causam impacto na comunidade? E esses resultados compensam o trabalho e recursos humanos investidos na organização destes eventos? No fundo, será que este modelo ainda faz sentido nos dias que correm? Nesta sessão pretendemos discutir estas e outras questões. Ana Mena, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Maria Serrano Correia, do CEDOC-Centro de Estudos de Doenças Crónicas, e Catarina Ramos, da Champalimaud Research – Fundação Champalimaud, vão partilhar a experiência das suas instituições: a longa tradição de Dias Abertos do IGC, os desafios de se começar a organizar Dias Abertos no CEDOC e a opção de não se realizarem Dias Abertos na Champalimaud. Seguir-se-á o debate aberto a todos os comunicadores de ciência interessados em discutir este tópico. SI2a - Sessão inversa DIAS ABERTOS: UM FORMATO DATADO OU AINDA ATUAL? MODERADOR: Ana Lúcia Mena Instituto Gulbenkian de Ciência Ana Lúcia Mena1, Catarina Ramos², Maria Serrano Correia3, Júlio Borlido Santos4 1Instituto Gulbenkian de Ciência, 2Champalimaud Research - Fundação Champalimaud, 3CEDOC-Centro de Estudos de Doenças Crónicas, 4Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - I3S.
148 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Em 2013, Mark Walport, cientista e consultor do governo britânico, disse na Royal Society “A ciência não está terminada até ser comunicada”. O processo de investigação científica não está completo sem a sua comunicação, seja para pares seja para a sociedade. Os cientistas são atores muito importantes na comunicação de ciência porém, para uma comunicação correta e eficaz, é cada vez mais necessário implementar estratégias, criar contextos e espaços e, acima de tudo, formar profissionais de comunicação de ciência. Deste modo, tem vindo a ser notória uma transição de investigadores de diferentes áreas para a área da comunicação de ciência. Porém, ainda existem dificuldades no que toca ao seu reconhecimento pelos pares, financiamento e perspetivas de carreira que poderão ser neste processo. Deste modo, este painel trará à discussão este tema através da participação de 4 perfis diferentes: pessoas que fizeram uma alteração na sua carreira e decidiram dedicar-se exclusivamente à comunicação de ciência. Quais os seus percursos académicos? Quais as motivações? Quais as dificuldades? Quais os desafios atuais? O que ainda falta fazer na profissionalização da comunicação de ciência em Portugal? Que projetos abraçam? Que conselhos dariam a alguém que gostaria de fazer a mesma transição? Estas e outras questões serão debatidas por um painel de convidados composto por: Vera Novais, Maria João Leão, Sara Amaral, Gil Costa. Em conclusão, é pretendido que o painel esclareça eventuais dúvidas por parte de investigadores interessados em realizar o shift na sua carreira para a comunicação de ciência, e que consiga desmistificar eventuais preconceitos relativos às perspetivas de carreira nesta área, após a apresentação dos diferentes percursos dos oradores convidados, e dos projetos atuais inseridos na comunicação de ciência e inclusão. P1 - Painel COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA: COMO CHEGÁMOS AQUI? MODERADOR: João Cardoso CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra Vera Novais1, Maria João Leão2, Sara Amaral3, Gil Costa4 1Observador, 2Maratona da Saúde, 3CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, 4Fundação Calouste Gulbenkian
149 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A utilização do vídeo e de outros recursos mediáticos pela comunidade científica tem crescido nos últimos anos. Cada vez mais investigadores, comunicadores e outros atores encontram no audiovisual uma forma de desconstruir fenómenos complexos, de simplificar, e de, com poucos recursos, contarem a sua história. A sua ciência, pode assim, de um modo mais flexível, plástico e inventivo, ser distribuída universalmente, ganhando visibilidade e conquistando novos públicos. No contexto do vídeo são muitos os formatos que estão à disposição do produtor: entrevistas, documentários, conferências, análises, críticas, vídeos experimentais, video abstracts, audioslides, entre outros. Para além disso, estão disponíveis as mais variadíssimas técnicas de pré-produção, produção e pós-produção, criando assim um sem número de opções criativas. Apesar de já existirem vários projetos e estudos internacionais sobre o papel do vídeo na comunicação de ciência, assentes principalmente em avaliações globais de conteúdo e categorizações formais, em Portugal este tipo de investigação ainda se encontra pouco explorado. Deste modo pretende-se com esta sessão oferecer uma visão global da comunicação audiovisual de ciência em Portugal através da lente de quem produz estes conteúdos e assim perceber, o que está a ser feito nesta área, de que modo e com que objetivos e quais são as perspetivas futuras e principais desafios. Para responder a todos estes desafios a sessão irá contar com a presença de Daniel Pinheiro, realizador e fotógrafo de natureza, Marta Costa, técnica superior do Projeto Especial Imagem, Media e Comunicação da Universidade de Coimbra (PIMC), e José Azevedo, professor e investigador na área dos media digitais na Universidade do Porto. Serão várias as perspetivas, desde o trabalho na natureza, até à interface com os investigadores, passando pela própria investigação dos temas, moderadas, por Miguel Ferreira, investigador e comunicador de ciência do Centre for Functional Ecology da Universidade de Coimbra. SI2b - Sessão inversa LUZES, CÂMARA, INVESTIGAÇÃO: O AUDIOVISUAL NA COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA EM PORTUGAL MODERADOR: Miguel Ferreira Centre for Functional Ecology da Universidade de Coimbra Liliana Oliveira 1, Pedro Henriques1, José Azevedo2, Marta Costa3 1Universidade de Aveiro, 2Universidade do Porto, 3Projeto Especial Imagem, Media e Comunicação da Universidade de Coimbra
150 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão O FameLab celebra este ano a sua décima edição em Portugal. É um dos maiores concursos de comunicação de ciência do mundo e, por cá, tem virado as atenções para os comunicadores de ciência (investigadores, estudantes, docentes, comunicadores informais) que apenas têm três minutos para transmitir conteúdos de ciência e sem recurso a audiovisuais. A edição portuguesa do popular concurso tem sido da responsabilidade partilhada entre o British Council e a Ciência Viva. Nas duas últimas edições, em 2018 e 2019, a organização apostou em novas parcerias – Universidades e Centros Ciência Viva dos diversos distritos – num processo de descentralização que traz ao projeto novos desafios. Na sessão inversa, um painel composto por representantes das várias dimensões (ex-candidatos e vencedores do FameLab) e parceiros envolvidos no processo do concurso, apresentará os números principais destes dez anos de atividade e os perfis dos candidatos que a ele concorreram. Para além disso, o debate pretende envolver o público e abordar questões como: quais as vantagens de criar parcerias entre entidades com missões distintas: British Council, Pavilhão do Conhecimento, Fundação Calouste Gulbenkain, Faculdades/Universidades e Centros Ciência Viva? Quais as vantagens e desvantagens de um modelo de competição para atividades de comunicação de ciência? O que aprende o público, para além dos candidatos? Há espaço para outros concursos de comunicação? Com que modelos? SI3a - Sessão inversa DEZ ANOS DE FAMELAB EM PORTUGAL – DO PAVILHÃO DO CONHECIMENTO A TODOS OS DISTRITOS DO PAÍS MODERADOR: Sílvio Mendes Ciências ULisboa Fátima Dias1, Emanuel Carvalho1, Carlos Catalão2, Marta Santos3, Maria Serrano4 1British Council, 2Ciência Viva, 3cE3c / Ciências ULisboa, 4NMS|FCM-UNL
151 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Seguindo o tema lançado para o SciCom Pt 2019 - A Inclusão, propomos uma sessão completa, versão painel, para discutir de que forma são traçadas as estratégias de comunicação de ciência em diferentes institutos de investigação portugueses. Para explorar este tema convidamos a Inês Domingues do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM), em Lisboa, a Sara Amaral do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), o Júlio Borlido do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) no Porto e a Catarina Ramos da Fundação Champalimaud (FC), em Lisboa, que irá moderar esta sessão. Serão as estratégias de comunicação de ciência destes centros traçadas de forma inclusiva? Começando por identificar quem define essas estratégias, vamos procurar perceber como são desenhadas as linhas mestras de cada um destes gabinetes de comunicação de ciência. Os quatro gabinetes enquadram-se dentro de unidades e institutos de investigação nas áreas das ciências biomédicas apresentando, no entanto, programas de comunicação distintos Qual a missão de cada um deles? E, já agora, quão inclusivas serão essas missões? Uma vez definida a estratégia é necessário garantir a sua implementação. Nesse sentido, serão discutidos os passos que podem condicionar ou alterar a execução de projetos de comunicação de ciência. O que fazer quando as prioridades são alteradas? Ou simplesmente não há financiamento? Ou como contornar a escassez dos recursos humanos? Ainda sobre este ponto, gostaríamos de refletir sobre a importância das equipas multidisciplinares, capazes de explorar diferentes formatos, canais e temas e de trabalhar com públicos diversificados. Por fim, mas não menos importante, gostaríamos de discutir o facto da avaliação do impacto da comunicação de ciência continuar a ser um desafio partilhado por estes gabinetes. As perguntas não faltarão e esperamos que entre os convidados deste painel e o público se chegue a algumas respostas. P2 - Painel ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA VISTAS DE DENTRO MODERADOR: Catarina Ramos Fundação Champalimaud Inês Domingues1, Sara Amaral2, o Júlio Borlido3 1Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM), 2Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), 3Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S)
LIVRO DE RESUMOS PÓSTERES
153 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão For thousands of years, yeast has been used for making beer, wine and bread. Production of these commodities relies on yeasts natural ability to rapidly consume sugars and convert them into carbon dioxide and alcohol. Mostly due to tremendous progress in genetic engineering during the past 50 years, yeast is nowadays also used for production of biofuels, pharmaceuticals and chemicals. It can even be engineered to consume cheap waste materials instead of sugar, thus lowering the costs of production. With these striking possibilities, yeast is truly a biotechnological factory on a cellular level, which presents a greener and sustainable alternative to many oil-based production processes. We have developed the workshop “Yeast as a Biotechnological factory“, targeted for families, and presented at the European Researcher´s Night, in Braga, Portugal. We will discuss how the participants were engaged in several hands-on activities, that highlighted the power of yeast in the production of several products, of our daily life. The results of inquiries applied to the participants will also be presented. TR is a PhD student of the YEASTDOC: Yeast Biotechnology Doctoral Training Programme, funded by the European Union Horizon 2020 research and Innovation Programme under the Marie Sklodowska-Curie Grant Agreement 764927. Other funding sources include the projects POCI-010145-FEDER-032506 and PTDC/BIA-MIC/32059/2017. AB, CP, CB, JF, PS and RA acknowledge, respectively, the following FCT PhD scholarships: SFRH/BD/133513/2017; PD/BD/128032/2016; PD/BD/135208/2017; SFRH/BD/133207/2017; SFRH/BD/140039/2018 and PD/BD/113813/2015. The FCT Doctoral Program in Applied and Environmental Microbiology (DP_AEM) is also acknowledged. The European Researchers’ Night was funded by the Project Science in Everyday Life, SCILIFE 723006, from the European Union H2020-MSCA-NIGHT-2016, and the School of Sciences of the University of Minho (a member of the project) was the local organizer of this event. PO_01 YEAST AS A BIOTECHNOLOGICAL FACTORY Toni Rendulić, Augusto Barbosa, Cátia Pereira, Cláudia Barata, Filipa Mendes, Humberto Pereira, João C. Ferreira, Maria João Marques, Marta Teixeira, Paulo Silva, Rosana Alves, Björn Johansson, Margarida Casal, Maria João Sousa, Sandra Paiva Department of Biology/Centre of Molecular and Environmental Biology, School of Sciences, University of Minho
256 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Nesta actividade vamos demonstrar as potencialidades pedagógicas e cientificas de programar Micro:bits. Os Micro:Bits são mini computadores que funcionam como o “cérebro” de pequenos robôs. Com estes pequenos módulos electrónicos, que têm integrados diversos sensores, é possível executar tarefas, medições, comunicações e também a programar alguns jogos ou actividades pedagógicas. O Micro:bit foi desenhado para despertar o interesse em electrónica e programação em crianças e é, também, um brinquedo educativo para todas as idades. MP_14 MICRO:BIT - UMA POTENTE FERRAMENTA PEDAGÓGICA E CIENTIFICA João Vieira, Henrique Cachetas Centro Ciência Viva de Braga
257 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão A educação em ciências tem um papel fundamental na promoção da educação para o Desenvolvimento Sustentável, através, nomeadamente, do aumento dos níveis de Literacia Científica, fundamental para que os cidadãos possam participar efetiva e responsavelmente nas sociedades do século XXI. Neste sentido, a Direção Geral de Educação Portuguesa considera que, para a concretização dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030, é preponderante a participação das crianças e dos jovens, atribuindo à escola um papel fundamental para dar a conhecer a nova agenda global, assim como para inspirar e incentivar ações quotidianas que assentem em hábitos sustentáveis. Esta orientação implica mudanças, nomeadamente a nível da sequencialidade na abordagem dos conteúdos ao longo da escolaridade obrigatória, da reorientação das estratégias, atividades e recursos didáticos utilizados, apostando-se em temáticas com relevância social e contextualizadas no quotidianos dos alunos, no sentido de desenvolver competências que lhes permitam tomar decisões informadas e resolver problemas, trilhando caminhos para o Desenvolvimento Sustentável. Torna-se, portanto, fundamental que os professores construam uma visão integradora e globalizante, neste caso da geologia numa perspetiva de sustentabilidade. Para isso é essencial o desenvolvimento integrado de recursos didáticos adequados a este tipo de abordagem e de programas de formação contínua para professores, alicerçados nas suas necessidades e expectativas. Esta proposta para participação no Market Place, terá como base um projeto de doutoramento, que tem como foco a Educação em Geociências e visa especialmente um dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável, onde é destacada a importância de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, combater a desertificação, assim como travar e reverter a degradação dos solos. Pretende-se desenvolver propostas de sequências didáticas sobre solos, em contexto de formação contínua de professores, que permitam, nomeadamente, a compreensão MP_15 SOLO E... MINHOCAS, CHUVA, AGRICULTURA, ENGENHARIA CIVIL... QUE RELAÇÃO? — EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO ENSINO BÁSICO — Patrícia João1,2, Ana V. Rodrigues1,3, Maria Helena Henriques4 1Universidade de Aveiro,CIDTFF, 2Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, 3Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro, 4Departamento de Ciências da Terra e Centro de Geociências da Universidade de Coimbra
258 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão das características do solo, da sua importância, das suas interações com outros subsistemas terrestres, sempre numa perspetiva sustentabilidade. Preconiza-se abordagens com orientação CTS, que integrem conhecimentos sobre os solos, suas características e interações, com conhecimentos relacionados com, nomeadamente, produção agrícola, engenharia civil, o fornecimento de água, a qualidade da água e do ar, o saneamento e a recolha de lixo. Assim, pretende-se apresentar uma proposta de organização curricular temática (sobre os solos) ao longo do ensino básico e serão dinamizadas algumas atividades práticas (sobre solos), numa perspetiva de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que a operacionalizem.
259 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Na Antiguidade julgava-se que o órgão responsável pelos nossos pensamentos e emoções era o coração. Hoje sabemos que tudo o que vivemos – memórias, emoções, decisões – acontece dentro do cérebro em conversa contínua com o resto do corpo. Mas como criamos memórias de um novo caminho? O que acontece quando nos perdemos dentro de um livro? Porque não queremos parar de brincar? Partindo do livro Cá Dentro – Guia para descobrir o cérebro (edição Planeta Tangerina), foi efectuada a encomenda pelo CCB/Fábrica das Artes para criar uma instalação/jogo, onde foi possível experimentar, questionar, brincar e aprender sobre o cérebro, com o cérebro. Inserida no ciclo A cabeça entre as mãos - Ciclo sobre os mistérios do cérebro, Cá Dentro esteve patente de Janeiro a Março de 2019, na Fábrica das Artes/CCB. Este projeto contou com uma equipa interdisciplinar e incluiu uma série de oficinas para escolas e famílias. A criação da instalação/jogo teve como principal desafio transformar as páginas do livro Cá Dentro em atividades nas salas da Fábrica das Artes, mantendo a componente interativa e dinâmica. Apesar de ser pensada para um público mais jovem, a instalação/jogo foi criada para ser inclusiva e extensível a várias idades. Este projeto colaborativo reuniu um “”triângulo”” de profissionais de instituições científicas, culturais e editora de livros. Nesta apresentação será possível explorar uma parte da instalação/jogo e discutir o processo criativo para a sua construção. MP_16 CÁ DENTRO – A CRIAÇÃO DA INSTALAÇÃO A PARTIR DO LIVRO Patrícia Correia Champalimaud Centre for the Unknown
260 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão No contexto de uma Europa cada vez mais plural, em que a mobilidade se intensifica e assume novos contornos e em que as línguas são encaradas simultaneamente enquanto identitárias e globalizantes, novos desafios se levantam ao ensino-aprendizagem de línguas e culturas. O conceito de Intercompreensão assenta na exploração, em Didática de Línguas, da capacidade do sujeito, em situações de comunicação plurilingue e pluricultural, compreender a(s) língua(s) do Outro e fazer-se compreender na(s) língua(s) que conhece e/ou que estão disponíveis em cada situação precisa. Considera-se a interação entre pessoas que vivem em diferentes línguas e culturas como um espaço real e privilegiado de contacto com a diversidade linguística e cultural e potenciador do desenvolvimento de diversas competências (verbais e não-verbais). As novas e cada vez mais multimodais formas de comunicar associadas à mobilidade virtual, no nosso caso em plataformas de aprendizagem colaborativa online (tais como fóruns de discussão, chats, blogues), motivaram já um vasto conjunto de estudos em Intercompreensão interativa realçando as competências que através dela se podem desenvolver. Nesta sessão, procurar-se-á sensibilizar o público em geral para a relevância da Intercompreensão, enquanto (1) competência, (2) processo de interação/comunicação, e (3) abordagem didática. (1) As línguas não se aprendem apenas na escola. Todas as experiências com línguas contribuem para a construção do nosso conhecimento em línguas e, consequentemente, para a nossa biografia linguística. Este conhecimento é armazenado e mobilizado quando nos encontramos numa situação de comunicação plurilingue. Uma das atividades a realizar com o público é a construção de uma biografia linguística conjunta, isto é, serão entregues alguns papeis e será solicitado que preencham com as línguas que conhecem (uma língua por papel). Esses papeis servirão para construir um mural. (2) Procurando recriar um contexto mais ou menos real de comunicação plurilingue em Intercompreensão em chat, MP_17 IR PARA FORA CÁ DENTRO. COMUNICANDO EM VÁRIAS LÍNGUAS SEM SAIR DO SOFÁ. Ângela Espinha Universidade de Aveiro, CIDTFF
261 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão serão disponibilizados excertos de chats plurilingues num formulário Google com espaço para o público ir inserindo mensagens em resposta ao texto que leem. Respeitando os princípios da Intercompreensão, a ideia é que o público comunica na(s) língua(s) com a(s) qual(ais) se sente mais confortável e esforçar-se por compreender os outros, que também comunicam na(s) língua(s) com a(s) qual(ais) se sente mais confortável. Esta atividade permitirá ao público ter a sensação de estar a comunicar com pessoas que falam em diferentes línguas e sentirem o que é estar num contexto de Intercompreensão. (3) Com recurso à plataforma https://kahoot.com/b/ será elaborado um quizz com questões feitas em e sobre diferentes línguas românicas (português, francês, castelhano, italiano) de forma a mostrar ao público é possível compreender uma língua que nunca aprendemos, que o nosso conhecimento arquivado contribui para o sucesso da compreensão e que as línguas vizinhas/aparentadas são um importante aliado para a aprendizagem de línguas. O quizz poderá ser jogado com recursos aos telemóveis dos participantes, através da aplicação.
262 7º Congresso SciComPT 2019 - Comunicação de Ciência e Inclusão Nowadays, the role of a visual content creator is an indispensable part of any science communication office. They have to ensure that its content is able to not only stand out among the constant stream of striking imagery available online but also convey scientific content in an engaging and accurate way. Naturally, the majority of graphic designers join science communication teams without previous scientific training. This usually allows for content with professional visual quality but lacking scientific conceptual roots. However, there are increasingly more scientists who find themselves drawn to art and design. These are usually people that, trough the intense study of a subject have gained a deep appreciation for its natural organization and beauty. I believe they often feel the need to share or explore this feeling by artistic means but often lack the tools or guidance to do so. As a person who is going through this transition, I find that some of the challenges, as well as advantages, which are associated with a scientist becoming an artist or designer, are not well known. I will discuss these, as well as illustrate some of the projects that specifically benefited from this dual formation. MP_18 ENDLESS FORMS MOST BEAUTIFUL Diogo Matias, Champalimaud Research Champalimaud Research