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Interação do sector da saúde com o da educação na reabertura das escolas durante a pandemia COVID-19

Lusquinhos, Leonel; Alves, Regina Ferreira; Anastácio, Zélia; Iaochite, Roberto T.; Azevedo, Manecas; Carvalho, Graça Simões de

Abstract

Introdução: A saúde em meio escolar é um fator preponderante para o bem-estar das crianças e jovens, contribuído para a melhoria das suas aprendizagens. Em muitos países, os Ministérios da Saúde e da Educação juntam esforços para criar e desenvolver escolas promotoras de saúde, através da construção de diretrizes ministeriais, do incentivo à participação ativa de equipas mutidiscplinares de profissionais de saúde e educação, entre outros, o que pode ter sido benéfico na situação de reabertura das escolas em situação de pandemia. Este estudo integra um projeto mais alargado da UNESCO Chair "Global Health and Education" acerca da Reabertura das Escolas após a pandemia COVID-19. Objetivos: Conhecer as experiências e opiniões dos profissionais da saúde e da educação sobre os processos de reabertura das escolas com segurança sanitária durante a pandemia de COVID-19, nomeadamente compreender as relações entre as diretrizes emanadas pelos ministérios da saúde e da educação e o nível de colaboração no terreno entre os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros) e da educação (professores e outros agentes educativos). Metodologia: Utilizou-se uma abordagem de métodos mistos com um design explicativo sequencial, tendo-se realizado uma pesquisa transversal online com recurso a um questionário traduzido e adaptado para o português do Brasil, de Moçambique e de Portugal, a partir do original em inglês construído pela UNESCO Chair. A amostra continha 439 participantes (“school staff and non-school staff”) dos três países. Posteriormente, realizaram-se entrevistas individuais semiestruturadas com uma subamostra dos inquiridos na fase inicial (n = 13). As variáveis analisadas neste trabalho centraram-se na identificação das medidas adotadas pelas escolas para a sua reabertura e as percepções sobre o trabalho intersectorial durante o processo de reabertura das escolas, aplicando-se uma análise descritiva e inferencial aos dados quantitativos e realizando-se uma análise de conteúdo aos dados qualitativos. Resultados: Os resultados mostraram que a maioria (73,4%) dos participantes que trabalhavam nas escolas referiu ter recebido orientações da sua escola para a reabertura e sobre como lidar com os surtos de infeção, cujas linhas gerais vieram dos sectores da saúde e educação. As medidas adotadas que registaram maior prevalência foram o uso de máscara, o distanciamento físico (social), a lavagem adicional das mãos e a ventilação das salas, sendo o distanciamento físico (social) a medida mais difícil de implementar com os/as estudantes. Outras medidas emergiram das respostas abertas, especialmente a mediação da temperatura à entrada da escola/sala de aula. Cerca de metade (48,5%) dos inquiridos referiu existir uma boa ou excelente colaboração entre os dois sectores, saúde e educação, não se registando diferenças estatisticamente significativas entre os profissionais que trabalhavam em escolas e aqueles que não trabalhavam em escolas (2 (5) = 4,765, p = ,445). As principais medidas apontadas para melhorar a colaboração entre os dois setores foram a aposta numa maior capacitação dos agentes educativos, a colocação de profissionais de saúde em permanência nas escolas e o desenvolvimento de ações conjuntas. Conclusões: Estes resultados preliminares indicaram que apenas metade dos inquiridos consideraram ter havido cooperação entre os sectores da saúde e da educação neste período crítico de reabertura das escolas, ainda durante a pandemia. Assim, torna-se relevante realizar uma análise aprofundada aos dados para identificar em que tipo de escolas e países houve maior interação entre os ministérios da saúde e da educação, e quais as respetivas consequências.

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1 Tipo de Trabalho: Resumo Simples Seção: Educação em Saúde INTERAÇÃO DO SECTOR DA SAÚDE COM O DA EDUCAÇÃO NA REABERTURA DAS ESCOLAS DURANTE A PANDEMIA COVID-191 Leonel Lusquinhos2, Regina Ferreira Alves3, Zélia Ferreira Caçador Anastácio4, Roberto Tadeu Iaochite5, Manecas Azevedo6, Graça Simões de Carvalho 7 1 Projeto de pesquisa “Current research on school reopening” desenvolvido no âmbito da UNESCO Chair "Global Health and Education" 2 Universidade de Évora, Portugal. E-mail:[email protected] 3 CIEC, Instituto de Educação, Universidade do Minho, Braga, Portugal 4 CIEC, Instituto de Educação, Universidade do Minho, Braga, Portugal 5 Universidade Estadual Paulista, Rio Claro/SP, Brasil 6 Universidade Rovuma, Nampula, Moçambique 7 CIEC, Instituto de Educação, Universidade do Minho, Braga, Portugal RESUMO Introdução: A saúde em meio escolar é um fator preponderante para o bem-estar das crianças e jovens, contribuído para a melhoria das suas aprendizagens. Em muitos países, os Ministérios da Saúde e da Educação juntam esforços para criar e desenvolver escolas promotoras de saúde, através da construção de diretrizes ministeriais, do incentivo à participação ativa de equipas mutidiscplinares de profissionais de saúde e educação, entre outros, o que pode ter sido benéfico na situação de reabertura das escolas em situação de pandemia. Este estudo integra um projeto mais alargado da UNESCO Chair "Global Health and Education" acerca da Reabertura das Escolas após a pandemia COVID-19. Objetivos: Conhecer as experiências e opiniões dos profissionais da saúde e da educação sobre os processos de reabertura das escolas com segurança sanitária durante a pandemia de COVID-19, nomeadamente compreender as relações entre as diretrizes emanadas pelos ministérios da saúde e da educação e o nível de colaboração no terreno entre os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros) e da educação (professores e outros agentes educativos). Metodologia: Utilizou-se uma abordagem de métodos mistos com um design explicativo sequencial, tendo-se realizado uma pesquisa transversal online com recurso a um questionário traduzido e adaptado para o português do Brasil, de Moçambique e de Portugal, a partir do original em inglês construído pela UNESCO Chair. A amostra continha 439 participantes (“school staff and non-school staff”) dos três países. Posteriormente, realizaram-se entrevistas individuais semiestruturadas com uma subamostra dos inquiridos na fase inicial (n = 13). As variáveis analisadas neste trabalho centraram-se na identificação das medidas adotadas pelas escolas para a sua reabertura e as percepções sobre o trabalho intersectorial durante o processo de reabertura das escolas, aplicando-se uma análise descritiva e inferencial aos dados quantitativos e realizando-se uma análise de conteúdo aos dados qualitativos. Resultados: Os resultados mostraram que a maioria (73,4%) dos participantes que trabalhavam nas escolas referiu ter recebido orientações da sua escola para a reabertura e sobre como lidar com os surtos de infeção, cujas linhas gerais vieram dos sectores da saúde e educação. As medidas adotadas que registaram maior prevalência foram o uso de máscara, o distanciamento físico (social), a lavagem adicional das mãos e a ventilação das salas, sendo o distanciamento físico (social) a medida mais difícil de implementar com os/as 2 estudantes. Outras medidas emergiram das respostas abertas, especialmente a mediação da temperatura à entrada da escola/sala de aula. Cerca de metade (48,5%) dos inquiridos referiu existir uma boa ou excelente colaboração entre os dois sectores, saúde e educação, não se registando diferenças estatisticamente significativas entre os profissionais que trabalhavam em escolas e aqueles que não trabalhavam em escolas (2 (5) = 4,765, p = ,445). As principais medidas apontadas para melhorar a colaboração entre os dois setores foram a aposta numa maior capacitação dos agentes educativos, a colocação de profissionais de saúde em permanência nas escolas e o desenvolvimento de ações conjuntas. Conclusões: Estes resultados preliminares indicaram que apenas metade dos inquiridos consideraram ter havido cooperação entre os sectores da saúde e da educação neste período crítico de reabertura das escolas, ainda durante a pandemia. Assim, torna-se relevante realizar uma análise aprofundada aos dados para identificar em que tipo de escolas e países houve maior interação entre os ministérios da saúde e da educação, e quais as respetivas consequências. Palavras-chave: Reabertura das escolas; Saúde dos Estudantes; Profissionais de Saúde, Profissionais de Educação, SARS-CoV-2. Agradecimentos: Este trabalho tem o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) no âmbito do projeto estratégico do CIEC (Centro de Investigação em Estudos da Criança) com a referência UIDB/00317/2020 e UIDP/00317/2020.