Sermam do mandato
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O-fs D O MANDATO QJE PREGOV Misericórdia da cidade de Lisboa. P -M. DOM L VI S DA AS C EN S AM Conego Regular de Santo Agoflmho da Congregação de Santa Cruz de Coimbra, & Pregador de Sua Alteza . EM COIMBRA, a ° f fi cinade IO S E P H F E R R £ Y R A, Anno M.DC.LXXVII.
í 2/V ^te diemfejhm Pafchrf, fàens ÍES VS , qniarenhhor# € jus j vt tranfeat ex boc mundo aà Palrem: cumãilexijfet JuoSj quierant in mundo , infinem dilexiteos . Ioan. 13, AS vefperasde fua morte, íàbcndoobomleíus, que era chegada aquella hora, em que mor¬ rendo pellos q amaua,auia de partir defte mun¬ do, que fempre lhe foi ingrato, & enganofo: pera o Pay que fempre lhe fora verdadeiro,& agrade¬ cido^ como jà amaftèaos íèus, que eftauão no mundo, agora no hm da vida moftrou mayores 0 ** eu amor > ^Inte ^ lern f e fi um c Pafch£fciens , &c . Cont^ ran ^° eu hüa, &: muitas vezes as claufulas defte Euangelho,q ^gen-hos tem ponderado, vim a reíòluerme, que todo o iihora 0do Euangehfta, foymoftrar hoje ao mundo, queoSe- 013113 conhecendo o amor que rinha , &: conhecendo aos Jihe ce Vl u e amaua: Diz o Euangehfta, que o Senhor amou co- 3 q U j que tinha amado: Sciens^cum ddexiffet , dilexit. Eis Sc n h 0 ^ Gll ^ eciment o doamos acrecenta, St diz defpois, que o ^eiebat a ^ la} & conhecia odifcipulo queoauia de entregar: *°dos 1 ^ U1S 71 am e JJ €t tf nt traderei enm: Eis aquio conhecimentra íUoh° menSi P ols ^ to d ° 0 mtcnt0 > & tençaó do Euangehfta J arn ° s 0 quanto amante nofíò foy Chrifto5 parece que do a ,Zcrnos fome mente, que amaua, baftaua fazemos relam ° r > pera q he referimos a íàbedoria? pera fc dizer que " e ce n - a S J’?/ n rcndido > b afla . dizerfeque entende, não he l7lant e,b°f> 1 j er ^ 5( l uc ama > P era fc dizer que he hum homem aten de.’ç ta djzeríe,que ama, não he neceíVio dizerfe que en- to f °y ai^ 1 110 S?0 P era 0 Euangehfta nos perfuadir, que Chrif- ^^ierisTt • tao ex P r e f c a mençaó de que fabia, que ama- - itexitf E de que fabia aquem amaua; Sçiebat quis A 2 nam
mm effã) qul traderet eim? * Para darmos rcpofta aeíladuuida commua» auemos de V por huma verdade,que fendo cerra em tudo, não he adnut de todos* & he, que todo o amor, leja Diüino, ou feja h uma ^ he difcreto, Sc he entendido, cada hum conforme fua natur ^ n f p O amor Diuino, como he alumiado de hum entendimento nito, entende mais* O amor humano, como he afsiftido de ^ entendimento limitado,entende menos* mas hum, & ourr ° J1 |a tende. He o amor fogo-, o fogo nunca a braza o coraçaó, q u ^ g alumie o entendimento. Ouue de fer amante hum dos Re; Ifrael, & foy emprego do amor Salamão, aquelle ^ c ^? U f 0 nt e to lyzia no entendimento, quanto ardia no coração. ü q do conhecimento nãfce o rio impetuozo do amor. 1 áMagdalena abrio o juizo pera conhecer, como entendi cognouity\o2p abrio os olhos para conhecer como amante? ^ ^ mis capit. Cahio o orualho do coração, tanto que romp e ftc do entendimento. O amor híía vez he enfermidade? ° corn b a' morte* na morte, Sc na enfermidade nunca teuc gmndes c q a - tes o coração, que não tiueíle mais viuos difeurfos o mor hc como a triíleza, nunca moleftou o coraçao, d 1 e í>llf uaílè o entendimento. Se os melencolicosTaó os 0ãlS dos,porque não feraó mais entendidos os riíáíS at1 ^ en s , g q' 1 ^ Sc melencolia, tudo faó cuidados,defuelos, imaginaÇ^ 1 n ço< iC as nefeio ha que cuide, que imagine, que fe defuclè? eí* aS P foC J a s entendidas, afsim como fe negaóaos nefeios, fe aJÍia ° j e , n^ horas em os amantes*, ainda que o fogo abrazé a vont^ f<r por íííò o fumo cega o entendimento, porque os ní o r ' bem à cabeça tem mais dealtiuos, que de ignorantes* D~os fe abrazou de amante,logo fc definio dc fobcran°j niifl 1 _:._V. & _ m n s na qui [ um. Os antigos pintaraó o amor minino* mas na ° nr» o_ A , _- a. onc fete atí» 0 * vei^ no, aquem falta o vzo da rezão, porque fe aos fete 30 ^ pin f ^ vzoda rezão, aos feteannos chegou o amor de * a < ^ ^ mimno, porque he breuc a fua vida, Sc mininicc? q^e o j j l0 s ^ co, he íinal que entende muito. Aquclla venda 1 nia is moífra ignorância no juizo. Nunca o Euangelma f a lra^ ie ^ f uantado o juízo, que quando tcuc fechados os oh 10 > 1 cr
5 'X Ittor 0 lume dos olhos, mas não lhe falta .a luz da rezão* nas íras humanas, Grécia entendida foy a que rendeo Troya abra- ^dajnão ha homem nenhum que não tenha dentro em fy, a r ecia, 8 caTroya* Gréciaheo juizo entendido, Troya hep *-° r ação abrazado* finalmente não ha dia de fogo, que não feja juizo. taò certas eítas rezoens, que fe o entendimento he muito ^ ntCn dido 3 l o go faz a vontade amante* &: fe a vontade hc muito ^ante, logo faz o entendimento muito entendido. Veyo Chri- ^ a ° mundo, 6 c todo o feu intento foy fazemos amantes: Vt di - ^ atls inuicem-Jicut & ego â ilexi vos: Veyo o Spirito Santo ao p u . n do , 8 ctodo o feu fim foy o fazemos fabio s\docebit vos omnia. £ 0 ls .Chrifi;o vem meter em voífos coraçoés o amor,& o Spirito ftof° a P or em noílòs juizosa fabedoria? Sim: porque Chriíç a peífoa do Verbo, era hum entendimento muito entaci °* & ° Spirito Santo fendo a peífoa do amor,era hüa von- V - I Tllut0 mnance:pois a vontade amante dece ao mundo pera , ^ Z ( - r o juizo entendido, & o entendimento entendido veyo ,il; l° pera nos íazer a vontade amante-, de maneira que as fo amor uprendeas a vontade do entendimento, por if- Hi Cs V n o s enfinou a amar: Vt diligatis inuicem: E os didlafo n a hfoedoria aprendeos o entendimento da vontade* por if- Oj^Ünouo Spirito Santo a entender, docebit vos omnia. 4 r ° íu ?Pofto, & aflentado, clara fica a rezão da noíTa duuida. nh e e ^°>-porque o Euângchíta diz, que o Senhor amou cohon lc . l do ° a mor que tinha, & amou conhecendo o Senhor os con/ x ! 1S a m a u a , h e * p o r q ue fendo o amor fabio,& entendido, do q u c nh ú a coufa fe encarecem mais as finezas de hum amante* c °^hc eCOrn ^ ' Z er c l u e amOL1 conhecendo o amor, & que amou ce J } t ioos amados* ncíles dous conhecimentos fc fundão ^hecia S lnezas: ^ eftes dous conhecimentos tinha Chrifto.Codef er 2 ^ c l ue ° amor rinha fido, & conhecia o que o amor auia 0 a m o r ° n ^ cc * a ° que o amor tin ha fido,porque conhecia, que ° a m or a tin * la t ^ r a( ^ 0 dos braços de feu Pay* èc conhecia o que k fa Sos da P dC ^ P orc ) u c ^ abia ’ C l uc ° amor ° au ^ a de P or no Gruzjconhecia o que os amados tinhão fido,& conhe s A3 cia
cia o que os amados atiiáo de fer-, conhecia o que os amados nhaó lido, porque labia que os homens por pouco mais de na ^ por hüa maçãa fe relòluerão a offendeloj conhecia o que oS . mados auião de fer, porque fabia, que Iudas, por pouco mais ^ nada, por trinta dinheiros eftaua refoluto a entregalo* Ve 1 °^ que eftes dous conhecimentos, conhecimentos do amor nhecimentos dos amados, eraó todo o fundamento das nfl e ^ deíle amante. Se o Senhor amara tendo íòmente hum nhecimentos, nunca fora tão amante como foy. Se tiuera cl cia do amor,& ignorância dos amados, naõ fora o feu aIIlü n C ja mayores quilates: E fe tiuera, fciencia dos amados , ç {t do amor, naõ fora o feu amor taõ encarecido. Prouemos ci ., ^ dade com os mayores dous penitétes da igreja Pedro,& a 1 dalena. da A eíla grande penitente apareceo o Senhor na meu» Refurreiçaó eílando os feus olhos feitos duas fótes Jde l a £ r r<nl ji- &lhe perguntou porque choraua: Mulier quidpioras? P c ? ^ tarlhe o Senhor o que choraua foi o mefmo que repr ° ua 5 quella occaíião aquellas lagrimas j&dizerlhe pera qu e c \ 0 óe foidizerlhe que não chorafle? pois Senhor a coníiàe^fyfr* 1 ' veruos morto, a imaginação de veruos roubado, và° ^ a grim aS tes rezoens pcraaquelle pranto? fe eílimaíles tanto aS jJj C tf' que ella chorou pcllas culpas, que em ly tinha, pera q uC ^ s c ofl' prouais as lagrimas, que ella chora pcllos males que ct ^ -^os 0 íidera: Quidpior as ? Ora deixemos a MagdaJcna , & v que fuccedeo a Pedro. Refufcitado o mefmo Senhor»!* & ^ 0 a Pedro fe oamauamaisque todos: Sirnon loânnis a %\>&° plus his? à pergunta refpondeo Pedro,que íim, que bej^ r ep oí j a Senhor, que elle o amaua-, pouco fatisfeito o Senhor d 1 * fez a fegunda pergunta®//^// me* aqui entra agora a 1 uida; pera Pedro fer amante, não baila dizer hüa veZ ’^ de pera hum fer verdadeiramente fiel, baila fazer hum de P pera fer verdadeiramente penitente, baila fazer hum nitencia. Logo pera hum homem fer vcrdadciranicn ^ t 0 p baila fazer hüa confifiàó de amor. Pois le Pedro r JjCa ? - vez que ama, pera que lhe faz 0 Senhor iegunda pc r & poi'
.Hora comparemos hum amante com outro amante,hum pe- Atente com outro penitente, a Magdalena com Pedro* as lagrida Magdalena faó efhanhadas,as confiflbens de Pedro não a o venturozas: as lagrimas daquella penitente tem tanto de e£ Unhadas que lhe inquire o Senhor a caufa: Mulier quidpioras? a ^ c onfiíloensdaquelledifcipulotem tão pouco de venturoías» lhe nega o Senhor o credito: Simon Ioannis diligis me ? poc ^ l1e rezão? a Efcriptura a aponta* a Magdalena, he verdade que ° n h ecia o amor, & pellos vários ííicceílbs de íua vida tinhalar- |? s e xperiencias delle* conhecia que o amor a leuara a caia do a n f eu 3 g c q ue a ü a puzera como defpojo vencido aos pèsde cahl^ 0 ^ que mifturandolhe ali as lagrimas com os cabellos,os j o ^ llos alimpauão as lagrimas,& as lagrimas molhauaó os cabelç> SjC onhecia, que decaia doFariíeii a leuara o amor ao pè da llZ5 aon d e competio o íeu amor,com a fua conírancia: Conhe» do pè da Cruz a trouxera o amor a porfe fbbre a fepultl r^ 0n de a firmeza do amor excedeo apedra do fepulchro,pois a pedra do íepulchro, nunca fe afaítou a Magdalena Jíij^^hura* Largas experiencias, & grandes conhecimentos tieQc íasN? amor > m a s a vi íta deites conhecimentos,& experita n c - , a ° amor, aduerte o Euangelifta São Ioão,que tinha ignoftis es i s amado: Vidit lefum Hantern , & non Jciebat quta Ie- •, ^ia o Senhor,& não o conhecia: Ahfim? pois a Magdale- Su e f aõ c °nhi uer , e ce °íeu amor, & ignora o íeu amado? conhece o amor õ 3( J n . 3 & não conhece a peílba que amaua? pois por iílb naó Pare Ce niltt ^ as as lagrimas,que derrama. Hum coração chorando 3( hiell ílrnante ^s lagrimas derramadas parecem fineza*mas nem p as paredão finezas eraò finezas* nem aquelle coração *aõ|L r eciaama n t cera amante, & iflb porque? porque tendo Con h e cimentodoamor, tinha taó grande ignorância pj °* Et non fciebat , quia lefus eft. nie ntos d a ° COntrar i°>ti n h a grandes noticias, & claros conhccidei r ° doc l u eC h r i í t ocr a,íà b i a que cllc era o Medias verda- *ho verH C ^ e era ° Redemptor do mundo,& não menos que fi- Cl aras ^ a d e iro do mefmo Deos: Tu es Chriftus filias TDei viwi: otl eiaç,&: verdadeiro conhecimento tinha logo Pedro de
de Chriílo; mas rendo eíla fciencia do amado, moílrou n 3 ^ confíílàó,que tinha ignorância do feu amor; diz elle afsim: V mine tu fcis quia amo te. Senhor vòs fabeis que cu vos arnojiog fe Chriílo sò o fabe, he cerro que Pedro o ignora. Ahfsim? P*? Pedro conhecendo o amado ignora o amor? por iílo Chrift° duuida a confíílàó. Quem vifíe a hum homem fazer hüa, Sc & tas vezes confíílàó de leu amor, que auia de dizer, fenão q ue ^ amante? pois que feja amante Pedro,duuida Chriílo; porque ~ * * ■ * o í el cia tal homem Pedro, que conhecendo o leu amado, ignora mor. Vnamos agora a Magdalena, & Pedro. Sc as logriu 1 ^ a- Magdalena, afsim como erão fundadas no conhecimento ^ mor, forão fundadas também no conhecimento do am confíílàó de Pedro, afsim como foi fundada no conheci^ 1 ✓ do amado, fora também fundada no conhecimento do arflor^ j r lia duuida,que eíla confíílàó fora logo admittida;mas corno ^ a grimas fe fundarão em hüa ignorância, S c cm hüa fabedoria?^.^ confíílàó fe fundaua fobre outra íàbedoria, Sc outra ig n ° r ^âot quanto crefciaPedro nos affeítos pello conhecimento do 3 tanto diminuía pella ignorância do amor; Sc quanto fo^^nto dalenanas finezas pello conhecimento que tinha doa# 0 ’ diminuía pellas ignorâncias que tinha do amado. mar)P° r * Daqui fe colige que fó Chriílo amou, como fe ha de 3 Q que que fó Chriílo teue eíles dous conhecimentos; cot era o amor: betens dilexit ; Sc conhecia oqueeraoo e i,{la Sciebat^quis efíet^qui traderct ettnt. Iílo he o que o LU e r £ jiiad^ quiz dizer ao mundo; Sc iílo he o que eu quizera hoje I 3 f t $o aeílcauditorio. Quizera moílrar hoje que tinha o bçi perfeito conhecimento do amor, que fabia que o amor ^ a m 0 ^ por na Cruz, que o amor o auia de por cm feruidao, q 0 do ^ lhe auia de abater a pcfíòa, 8c que rendo eíle conhccim p mor, amaíle! Grande marauilha! Tinha tambem o bei jfl' feito conhecimento dos amados; fabia que os honicn a p s j j íi ^ gratos, que craó ignorantes, que eraó enganofqsj qu an de!0 0 ' conheccílc? Sc que ainda aílim os amaíTe? Marauilha g ^ ra vejamos em varias circunílancias as finezas dcüc a pois as veremos pello conhecimento dos amados. A p r *
.... . ? A primeira circunftancia he amar Chriflo,conheccndo que o pe° r ° a U l a ^ C kuarà morte; grande, &c ddüzado amor! porem formos ° grande delia hneza, auemos de excitar húa queí- ^ P era 3 excitarmos,auemosdc fu p por a ordem myíleriofa, i; e o haiangehíla oble ruou nas paburas dcíle Euangelíio; poem CT a p aUura ^ ciens ' £ ysaquià fabedoria^ifeguefe logo a C f^ia: Quia vwii boratjus ut tránjeal : Eys aqui z fet4 C /' i n l* mcm fP Qom aquelias duas palauras, Cum dilexifeXlt ' kysaqvuoamor*, onde íe bem aduertirmos.acharet° p3 UC a mor!:c entre a fabedoria, &: o amor; o que íiippof- i^nto? Quem deu a morte, quem pòz na Cruz a eíle Se- to? a ' 0 ieu am °r, ou a fua fabedoria? Quem tii ou a vida a Chrif* íí\o s ^ Ue le ou aquelle diléxit ? difficulcoía duuida? Veja- ^Or S rez ° ens de híía,&: outra parte; depois ouuiremos as do í)y ° u § a m os agora as da fabedoria. Diz a fabedoria, que dia ^ e u a morrc > a que tirou a vida,& a que pòz na Cruz a ^ e (| 0 ’ ^ como he fabedoria, tem juílifícada a rezáo, &: vem a pe ^ a experiencia, 8t pello difcurfo , he geralmente aí-; * Q dos,que cuíluma Deosa dar os remedios com al¬ io peccarl as enfermidades. A nofla enfermidade,& p nof- Q mb ° COfneceuPe na a niore da fciencia, logo a noílã cura,& *H)s 3 m rCnie dio, com P c reao actributo da fabedoria: a nos deu- ^ r °ulhe° r t e5 ^ t i r oun ° s a vida aqtaella fciencia; logo a Chriíld ^ fabedo deulhe a morte efte, Sc-iens: Eys aqui a rezáo ^ ? n ^ndonP S el ? e g ra,,dc á rezáo, não he menor a proua. Vay i ^Jiur 0 - ro p heta Zachariasas fuas vifoens, & diz que vio J*a$, j Voaua: Vidit & ccce vohimen voláns: Liuro com fo- > 1 0 C Ordinário; mas liuro com azas, difereta monílruoíi- § V ° a * tíuT ‘ U r ° he efte Pe r Suntâra c u agora?que liuro hc cite e n Ç a te ecce falx volans> Mayor dificuldade. E que femo» i 1 1 c êhciTa t oucCcom ° liuro, pera que o liuro leja fouce? A Uos entend ví U mcnr ° ru ^ * c o do fegador; o liuro,hc obra difereta diz o Pronj ^ ori ^ 0 dizem logo os Setenta que era fouce fc ^tendinlej!^ 3 ]l Ue craiiuro? porque o liuro he a fabedoria do a morte com c ^ r Uce hc inft rumchto da morte; & tanto ma- 11 alua fouce, quanto mata a fabedoria com o ícu B liuro»
v<$ Ncílaforma,pro(lradoChriítoportcrracomcçoii a lauai* os pèsa feus diícipulos: C£pit lanar epedes difcipnlonim: Iuntan o a agoa ao lodo 3 o pò dos pès dc feus diícipulos com a agoa d^que la bacia, comofe diflera aos Apoílolos: difcipulos meus , v0 me viílcs curar a hum cego,amaçando o po da cerra com a íàf J L l ^ da minha boca,pois le aquelle po molhado com aquella íalicm ^ rou aquella cegueira-, ponde os olhos nefte pò molhado com e 2 goa,podc ler que cure effèvofia ignorância: §jnod ego f aCl0 ^ ?iefcis modo. Continuando o Senhor a ceremoma, chegou 3 ^ das,aquelle difcipulo que o auia dc trahir,& que o auia dc g ar $ atequi humilhar * acèqui diminui r,& mais naój porque do o amor diminue o amante, he pera aproueitar o amado? c ^ defpio lonatas, foy pera veftir a Dauid; & eíle difcipulo? dàbia o amor , quefe naó auia de conucrccr*, que fe naó a de aproueitar; mais vencurofo foy o amor de Dcos com N 3 [ Q ç M do que o amor de Chriílo com ludas: aquella aruore P r 0 ^ eI1 f c r r o que fíguraua eílc Monarcha íbbcrbo, fogcitou ao golpe do as verduras de fuas folhas, o faborofo deVeus frutos,5c o ^ aS de feu tronoõ, com tudo bradou o Sen hor que lhe 'g liar , ^ ueií^ raizes: Verunt amen feruate radie em ejus : porque ainda daq ^ 0ll - raizes efperaua Dcos alguns frutos,& afsim foy. Là fe tierter Nabucp: Leuanit corfutim adDeum. Oh íud jS ’ ia vid a fcca! oh figueira amaldiçoada] entregafte o tronco da pii* em teu coraçaõ ao poder do Demonio: Cum í D.idbph lS J ^ v j j dc fiffet in cor , vendeíle o fruto da aruore da vida,por o p r C V c r - trinta dinheiros, fecafte as foi has das cfperanças do alll ° rrl0 r q L,e ro de tua defefperação; com tudo ainda afsim bradou o 3 y (rí irr lheguardaílcm eílcs pès, que lheguardaílèm cilas raiz^^g tame7iferuate r adicem ejus : pera ver fe batendo a agoa a ]gfia^ molhando eílàs raizes, daius algum fruto de penitencia » ü C llaS folhas da efperança-, mas melhor fucccfiò reue o amor n raizes, do que nc/íès pès. Que baílafiè Ibbir hüa P e d r a t y» do Gigante pera que o Gigante cahiílè cm terra; & c lj ,e c ^ya ctl dcfccra pedra Chriílo aos pès dc ludas, p era que Iu 3 lItl poǰJ fy ? que bafte o amor dc lacob pera aballar a pedra j e ,fiu & que xno baftc oamoc de Chriílo pera moucr a P e ü ‘ c0 r ^ a
c - ! 7 > j^nçaõ, 8c que fe não aproueire cíle Iudas amado diminuindofe ^ntotite Senhor amante? & que conhecendo Chníto que ama Çx ^‘^^Hdeíle modo, indaalsim íe reíolucílea amar com rai adio? Grande amor ajudado da circunílancia de grande íabe- ^Xciens dikxit, Hie cni0sV) f t° as fínezas deite Diuino amante pcllos conheci- S amor ’ vcjamolas agora peilo conhecimento dos ama* ell ^ m ? l la t-)eos aos homens, rendo inteiro conhecimento quç £ e [ a ° ingratos, ignorantes,& enganofos* 8c queà viíta delias p r j^ n . * an çias ainda os amaííe? prodígio raro! comeífemos pella d 0 eir a circunltancia. Amaua o Senhor aos homens conhecen* era õ ingratos. Hum homem pode íer de dous modos m- ^'nh° Unâo conrèfpondendo com amor ao amornou conrclpon- ^\j]y a ° araorcom °dioj ambas eítas circunílancias tinha a noF- na ° amaua,& íbbre não amar aborrecia. Oh que ^Ue ej? tr-a halho! Là diífè Deosa Adam no principio do mundo, e aLJ i a de comer o feu paó no íuor de feu roítoj bem coníi- V-os tempos,-parece, que era impoísiuel cite íuor naquel- ^°rç a a , ^ 0 - ? Pnmeiramentea terra eítaua então com rodas as fuas fc/ ‘ ' / ten r a p oucas diligéciasauiade dar logo frutos grandes*pera hum homem,& híia mulher, como era Adam,8c Eua> 4 ^daijj' 1 a lraen f o, inda q pouco, baíiaua? Como logo diz Dcos ^da ln c , c l U e ha de fuar pera comer? In fudore viiltus tui: Porque ? e k h çar]f 0 ^ a u r a d or auia de fabricar,8c beneficiar a terra* auia ° > n i abro]} le a ^ emenrc rrJgOj&a terra auialhe de pagar o trigo h rpa tãcT' 111055 auia ^ e de pagar os benefícios com eipinhos* pois O hencfí ,n ^ r a j^ > ^ u e acebendo trigo dà cfpinhos, que recebem - ^ nnii?° S * a h r olhos: Spinas , & tribnlos germinabn tibi: Vlt kiis r u ’ \ i U * a f°^ e a h i g i r , 8c fazer fuar a Adam: lnfudore I)l0r ,8c o v a rn a is fíno Adam! defeulpado eítà hoje o vollb a- ni . ís ? h? hior, não íd do roíto, mas de todo o corpo,não de e Vo H o c ^ C Jn S ue 5 pois lançando hoje em noíTãs almas o trigo 11105 efle t rpo> P a g in iQS eíte benefício com efles cfpinhos pa<>a- £>uas n* COm c ^ es abrolhos: Spinasy& tribulos. azoe n s temos pera amar a Deos* híia pello que he em c fy }
fy; outra pello que elíe nos faz a nòsjfe amamos a Dcos peH 0 *1 lie cm fy, amamos a fu a bondade: fe amamos a Deos P e ° p^ oS nos faz a nòs,correfpondemos ao feu amorde oífenclemos a ^ pello q elle he em fy, oífenclemos a fua bondade,& fomos P cC ^ dores* fe o oífendemos pello que elle nos faz a nòs, oífendem feu amor, & fomos ingraros* ambas efhs offenfas exercitou ^ o odio dos homens* oífenderaõ a Ghrifto pello q era em o mooíFcndiaó a fua bondade ficauaó os homens pecca-doresi ^ deraó a Ghrifto pello q elle os amaua,& como offcndiáo a ^ 0r mor, ficauáo ingratos. Pergunto agora: qual fentio mais G „ a culpa cm quanto offenfa de fua bondade, ou em quanto tidaõ ao feu amorrDigo q mais fétio as culpas,por ferem ° j u j 5 s ao amor,q por fere oíft níàs à bondade.-FalIou o Senhor no Cenáculo, & chamoulhe traidor; Tradet me\ fallou° j^a GÓ Iudas no Horto,Sc chamoulhe amigo: Amice: pois fe e c0 ^o mcfma treiçaó/e he o mefmo traidor, fe he o mefmo jud^ s ^ clí lo. lie traidor noGenaCàlo,& no Horto he amigopporq no^ c ' f c b offendia a bódade com o véder,mas offendia cambem â0 ^ c i\Z( c fe apartar: Cot mio exiuit: no Horto offendia a bódade c ° QÍ &ot gar aos Iudeos,mas cótenraua aoamor có bufear aCh r ‘ ^ oiS q c iaté por benefício a prezenfa,& tem por offenfa a auzé cí ^ e n fa à° do a treição de Iudas leua configo enuolra a auícncia» 3 . ^ tr^ amor hc caó fentida,q faz a Iudas traidor, & quádo a tf artf 1 ' cnuolta confígoa prezenía (beneficio ao amor) gOi de modo q nao fentia Chrifto a traiçaõ. em quanto ^ ^ ^\0 bondade, íenrioa em quanto offenfa do amor. E P° r C W cl^f ] cm quanto offenfa do amor quando eftà auzéte cnú° " traidor. E porque a naó fentio em quanto offenfa cótr 3 de quando eftà prczente,entaó lhe chama amigo-, & aI not ^ dofe as offenfas dòamor r & fendo a mayor offenfa ^ ingraridáo, o Senil oí fobre conhecei!a aiada a amane. mo/í •Dilexit eos . I A fegunda oirctinílancia,que augmenta a fineza g . heamar Chrifto aos homens conhccendoos ig tt ° * ftb' 3 diílç Chrifto eftan do ao pes de Pedro, que Fcdro fc Q u
Ip > ^ üe che obraua: Quodegofacio , tu nefcis modo. Em Pedro como Cl n cabeça íe cntcndiaò tocios os homensj logo todos os homená eraôignorantes, & iobreignorantes todoseraóamados: ‘X hleeus. Oh efpantoíò amor! jà muitos fe abaterão a amar defeide qualidade, como fe vio em Ionathas pera com Dauid 3 jà al guns fe defpozaró com a falta da fermòiura , cerno le vio lacob c-om LL 3 ja alguns amarão a falta do agradccimca* como le vio em Dauid pera com A bfalão 3 ja alguns ama- | a °a falta dos bens, como fe vio nos amigos pera com lohj Cm Podem logo fer objedto do amor os pobres como era lob ttiosaniigosj os ingratos como era Abfalaõ pera com Duosfeoscomoera Lia pera com Iacobj os humildes, coh° Cl ? Dauid pera com Ionathas 3 mas amar ignorantes, ^caíb q Ue na 5 temos nas eferipturas 3 fó o amor de Chrith ^! ar dou pera fy eífa ventagem. Em caía dos Pontiíices, aUa ° Pedro, 6c Ioão, mas naó lemos que Chníto olhaic£p Cr a IoaÕ , 6c lemos , que olhaífe pera Pedro: Rejpexit \°^ ninus Tetrum\ Pois naó olha pera o difcipulo aquem elodif a 5 ^ oh ia P cra 0 difcipulo que o nega? Sim , porque i^o/^amado, era entendido, 6c o difcipulo neganuo era 4 h ^e; Non noui 3 6c ha muitos tempos que ama Deos Mv> 0rne ^ s ’ ^ em embaraço de hauer nclles ignorâncias: Refr 3 U 0rt C Retrum. Amar a hum ignorante , he amar a hum hur^ 0 i D' ndana b digo bem) afsim como fe não oftende a f eoíf ^ r t °, afsim naó fc pode amar a hum ignorante 3 naó fe a n i Cn ^ e a ^ 1Ui n morto, porque naó he capaz de fentir, - não ^35 p* a * 1Um ignorante , porque naó he capaz de conhecer, ^b fat° f n ^ C a ^ u m morto 3 porque como incapaz de fentir nioh e a2aoodlo > na ° ^ earaa a hum ignorante, porque co¬ das e n . lnca P az de conhecer , naó fatisfaz ao amor 3 mas toje o an aS rezocns j todos eíles inconuenientes atropellou ho- ir urn l0r 5 P on d o os olhos na ignorância: Rejpexit ad Te - Ainrj; acm outra concideraçaõ fubiomaiso amor das igno- C 2 rancias.
20 - rancias. Das ignorâncias naííem ordinariamente as friajdnclc > nunca o juizo eíleue ignorante, que não eftiueflc o coração t f l feoluizonaó tem luz, he certo que o coraçaô naó tem t°ê 0 ’ De todos os doze difcipulos,o que bufeou o fogo neíta noite) Pedro; C&léfaciensJe\ pois os outros difcipulos náofaó tanibei ^ homens, não eítáo também fogeitos as calamidades do temp * fy eftaó; pois fó em Pedro fe iníinuaó as frieldades? Sim: p° r C l^ lõ a Pedro fe imputão as ignorâncias: Non noui hominem\ & das aquellas ignoradas no juizo cauzauão frialdades no cprag ^ bem conhecia Pedro o mal, mas ignoraua a caufa, conhecia^ ^ dro frio,& imaginando que era o rigor do tempo, bufcaua ? ^ medio do fogo, & enganauafei porque a frieldade não na - c iy rempo,nafcia da ignorância* porque tanto que teue cophecufl to: Èecordatus eft verbi c Domini\.là, não eftà Pedro frio* j a c a fogo: Egrefíusforas fleuit amare . , 5 $$, I enieíra fortuna o fogo do amor humano, que de am ^ partes arde,& ordinariamente de ambas as partes abraza: tc ta mà correfpondencia o amor Diuino, que ordinária menC ? a peda parte de Deos,&esfria da parte dos homens: hoje eíb* u ^ r efte dro,& Chriílo vnidosem amor,& ali íè via que tinha o ^ que' mà correfpondencia* de tal modo ardia da parte de ^ lhe fazia tirar as roupas-,.& de tal modo esfriaua da p arte dro, que lhe fazia bufear o fogo. Tem efta fortuna o amo r . ceifl no, que fendo limitado, extendefe tanto que abraza tu ’ n $o eífa mà correfpondencia o amor Diuino, que fendo inu^J ^ 0 fc extende a tudo, porque não abraza a todos*.Là deu ^\ 0 \to amor enuolto no elemento doàr, Sc porque o não deu- e [0 no elemento da agoa, ou no elemento da terra, ou no ele ^ do fogo? que myíícrio tem dar o feu amor no Elemento o J^fufiauit^r dixit accipite Spiritum : porque afsim c( ^ c0 {\ 0 } demento do àr, afsim he o amor de Dcos*,do àr (diz o r ° ^çC' que he quente, ou frio conforme as partes de quclc r< ? nlJ h ce d0 ' mo àr tomado da parre dc Afcica he quente tomado da pj rC c Norte, hc frio, tomado da parte do Sol abraza, toma 0 da fombra esfria. Ah meu Senhor,que afsim como hc o > he
he 3-6 . 0 voíTo amor; oh como he quente tomado da parte de África ^voiid peito! oh como he frio tomado da parte do Norcc de coração! oh como abraza tomado da parte do Sol de v °da c 'doria! oh como esfria tomado da parte da‘ íòmbra de minha J^orancia! <5c que conhecendo nofiàs ignorâncias, &z íabendo q as e r a õ caufa de noíTas fricldades, inda afsimas amaíle? que \ 4 ° ^ Ue ° amor a ^ sim crefcece: ln finem dilexit eos. Hã '' S a ^ nc ^ a na0 ^ c ou ac l L d o exceífo defte amor, ainda fez mais: lo amou ignorâncias, amou também cegueiras, não ió amou Sc 7 tOS no j u i z °3 amou defeitos nos olhos; hoje quando eílaua o def ° r ma * s defuelado orando a íeu Pay, eftauão os homés mais Çr CUl d a d o s entregues à cegueira do fomno: O adi autem eorutn & rauat i> Aindaafsim amaua,& bufcaua efles defeitos: Ve- Nãochegou aquilacob. Não lemos que elle ^ad 0 e a ^ a > porque em olhos de Lia, não fe empregaó bem cui- ^ Uc |j S( ^ ea m or ^&: que não amando Iacob os olhos enfermos da- a P3ftora,amaíIè Chrifto os olhos agrauados dos difcipulos? b t ^ s le 8 r a nde fineza! Tcm hüa mà correfpondencia o amor que fem a os homens, & tem hüa fortuna O a mor que os homens que pp ' eç í®>tem. húa fortuna o amor que os homens tem a Deos, te m f ir ra ^ r v i f t ° fempreacha a Deos com os olhos abertos; & que pJ 3 n ? a correfpondencia o amor que Deos tem aos homens, c Wos* a r Cr 'Sarado fempre acha aos homens com os olhos fck>ci ln, vuenit eos dormentes. O mayor íacrificio que os ho- : 0 t - aoa Deos, foyo lacrificio que fez Abraham,& aducr- 0} iis: 0 1 ' ° 4 a c o fez em hum monte, terra dc viíaó: Terram vifi- ^ 0n t e 3C | cao c l u e Deos'fez aoshomens, feio cm o Caluario, terr «m p, 1rCodc trcuas; Tenebra í aã * Çuut / iiper vniuerfam ^,q c - ^enPAbrahamf ~ L ~ r aC r ! ' od °ho V l n ,ó, mer ~ l facrifica a feu hl h o Iíaac cm hum mon- :a a f> ^° r ta ° c ^ a r o: Terram vifionisy & Deos ^^u,l C ^ f i,ho Chnftoem hum monte tio cícuro, que tudo e ^‘J?q U ( . p j ene br*faãa funt? Que he iílo? que diflferenfa he a ^ ã o a q , l c ac l u e lla fortuna que tem o amor com que os homés C ° m q uc D h c a q u c l l a ma correfpondencia que cem o amor c °s ama aos homens* o amor dos. homens quando fe facriíica
íacrifka a Dcosjhc taó venturoíb,que acha hüa terra de vifro pe* ra Dcos o correíponder,peraDoso pagar,peraDeos o ver nus videbtr.Q a mor de Deos quando iè lacníicaaos homens,he taó mal correipondido que acha hü monte dc treuas,pera os ho¬ mens o não corrdponderem 3 pera os homens o agrauarem, P efa os homens o não verem: Tenebrafiadía Junt. Porem bemdito fejais Senhor, hü a, & muitas vezes, q jà nos tiraftes defta ignorãcia,jà nos remediaftes defta cegueira. Hoj e P zeraó os Iudeos hüa venda nos olhos a Chrifto,Pregunto:q terio teue porem eíte vèo no rofto,Sc poré efta venda nos do Senhor? Direi: pera Chrifto nos liurar dos efpinhos tirou ^ efpinhos de noílbs pès,& polos em fua cabeça* & pera nos iur ^ da morte, tirou a morte de noílbs corpos, & pola em fua vida, pera nos liurar das culpas tirou as culpas dc nofiàs almas, Sc P°^ ç em íuas coftas*Logo pera nos liurar da cegueira , tirou o noílbs olhos,& polo íbbre íeu rofto: VeUuerunt fâcicW ^ qui fineza! eu imaginaua q Chrifto era fó Redemptor dc cm tomando íbbre fy noílbs peccados, & acho agora que i3 . % de cegueiras pondo fobre Teus olhos noíTo vèoj Sc & {Lpdà de redimir as noílas cegueiras, q muito que amaílb c ° l) 1 as noílas ignorâncias: In finem dilexit. f 0 y a- A terceira, Sc vitima circunílancia do amor de Ch' 1 °’j n gramar aos homens conhecendo q elles eraõ enganofos - ^ tidoens tal vez hc profia (afsim o diíTeTertulianb )O Jfi** naturajedtsmulatione beneficíí! amar ignorâncias niuit 3 <j£ té remedioj afsim fez o Senhor,amou os homens fc cn 'fjed°' haucr nelles ignorâncias, porq conhecia que auiaó dc m rias: Quode&ofacio nefeis modo\ Èys aqui a ignorácia c ° n allo s » Sciespoftea : Eys aqui a fabsdoria" preuiftaj pore amar C JoS*\ fc naó he impolsiucl, parece difficultofo. Se Iacob í oub 7o 3 c h eI ganos dc Labaò,pode ferq naó íeruira pella fermqíura j oe ji5f Sò o bólcfus amando noílas ingratidões, f obre as ing ra pjor mou as ignorancias,& fobre as ignorácias,amou os cng aI ^ Jl3 l querendo íudas entregar o Senhor aos ludeos, deu P ~ efid e entrega hü ofeulo dc paz: guemeuque ofi»latusfu* r °> r P
2-3 Vete enm: a h tal mentiraíah tal engano!cra traidor,&. pirecia ficl y Cra . contrario,& parecia amigo. Quem viíJè cie longe que Iudas tr aidor daua aquclle pfculo de paz,auiade dizer,oh como hc n.rni ^quelle difcipulo de ícu Meílre! pois íabendo q cllc caminha ^ era a morte o aperta com os íeus braços>& íabédo q vai a perder J Vl d a , o fauda com aquelle ofeulo: Aue Rabbi\ pois era enganoíó °doefte diícurloj porque ha duascaílas de inimigos-, huns que £ Crn pre foraó inimigos; outros q primeiro foraó amigos,& depois f° r a f ln * m i gos: Os inimigos q fernpre foraó inimigos, quãdo of* ( mdeni, oftendem com armas de inimigos, como ie vio em Satii ^^auid 3 querédoo atraueçar com a la nçxSTenebat Satil l anceam y c wjaniyputans quodconfigerepoffet c Dauid. E os inimigos 3 q ue ^í a ° amigos,quando oftendem,oftendem naó com armas de inig°s q fao, oftendem somente cõ as armas de amigos que foraó* l*°aqui fez ludas aChrifto quando o quiz faudar com o ofeuftulatüs eft eurn . üci Cnhor 5 eftes faó os extremos de vofloamor ajudados das no- Vo ^ íàbedoria, amaftes conhecendo que o amor vos ar a morte^arnaftes conhecédo qoamor vosauiade per- ^ded Pet, batepíj a ^ruidaójamaítes conhecendo que o amor vos auia de a boii} C & íobre eftes conhecimentos do amor, amaftes os iíi 3s embaraço de todas fuas imperfeiçoens, <k defeitos* 0a tnaci ° S e ^ cs cra ^ a ^ 10S ^ 0 g e ^ t a ° smãte pera que triumphc tcsa ^ °maíl es a morte pera que nòs tiucíTcmosa vida,toma£ a n C ?^ a ^P era Pi 110 nòs tiueííemos o Scnhoriojabateftes PCuoa,pera que nòs augmétaílcmos as almas, dandonos nefta vida a graça, & na outra gloria: Ad quam nos perducat F) o minas ‘ Pater, & FiliasS piritas Sanctas. tjdmen. F I N I S,
; , /' ' i , ■ i>i:? ■ C* . " ' >,• : - *;r ff; •.Poi ' PtyXSZSZV-'.- X? , .•••••• • ;V.'v TÕ' ■ V J ' - " : .... : r ’ c :: \ oq i c;r .