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Melhoria dos processos da secção de corte através da aplicação de ferramentas Lean Production numa empresa de componentes para a indústria automóvel

Pereira, Pedro Manuel da Costa

Abstract

Este projeto de dissertação foi realizado no âmbito do quinto ano do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial da Universidade do Minho. Este projeto teve como objetivo a criação de um supermercado na área de corte de uma empresa de componentes para o ramo automóvel usando ferramentas Lean Production. Para o desenvolver foi utilizada a metodologia Action Research, sendo a primeira fase desta metodologia a identificação dos problemas. Esta identificação foi realizada através de uma análise ao setor de corte de forma a identificar os possíveis problemas. Esta análise foi feita com recurso a ferramentas como o diagrama de circulação, equação NIOSH, análise ABC e através de entrevistas informais com os colaboradores do setor. Através destas entrevistas foram detetados vários problemas no que diz respeito às condições ergonómicas no setor, elevadas distâncias a percorrer no setor, ordens de fabrico de quantidades elevadas, desorganização do setor e elevadas quantidades de scrap. Foram então analisadas e propostas várias soluções para ultrapassar os problemas identificados. Destaca-se o dimensionamento de novas estruturas para o setor e projeto de um supermercado para armazenamento temporário de produto semiacabado de apoio à produção. Neste foi determinado que seriam necessárias 2323 caixas para a criação do supermercado. Adicionalmente, foram projetados novos layouts para o setor do corte e da produção. Com a implementação das propostas de melhorias foi possível resolver os problemas ergonómicos identificados no setor e simplificar os fluxos de materiais. Esta simplificação permitiu reduzir a distância a percorrer até 43% o que representou uma poupança de 21012,00€/ano e a obtenção de 177 m2 de espaço livre avaliados em 88535,00€. Com a criação do supermercado foi assim possível a criação de um stock de segurança de dois dias, assegurando assim que a costura não parasse por falta de produto semiacabado. Desta forma, conseguiu-se reduzir o tamanho das ordens de fabrico, eliminar o scrap de cartão, reduzir o WIP, eliminar as movimentações extras de racks e dos colaboradores durante a preparação dos turnos o que representou uma poupança de 10045€/ano e a transição de um sistema push para um sistema pull. Por fim, com a transição da produção para o conceito CPS, foi possível poupar 732 m2, o que representou um valor de 366020,00€.

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5 Pedro Manuel da Costa Pereira Melhoria dos processos da secção de corte através da aplicação de ferramentas Lean Production numa empresa de componentes para a indústria automóvel Dissertação de Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial Trabalho efetuado sob a orientação da(s) Professora Doutora Anabela Carvalho Alves Professora Doutora Maria Sameiro Carvalho Julho de 2020 ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição-NãoComercial-SemDerivações CC BY-NC-ND https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ iii AGRADECIMENTOS Com o fim do projeto de dissertação gostaria de agradecer a todos os envolvidos no desenvolvimento deste projeto. Agradeço às orientadoras, Professora Anabela Carvalho Alves e Professora Maria Sameiro Carvalho, por toda a ajuda, orientação e disponibilidade na realização desta dissertação. À Coindu S.A. pela oportunidade em realizar este projeto, bem como a todos os colaboradores pela ajuda prestada, um especial agradecimento ao Engenheiro Filipe Fernandes, orientador da empresa, por tudo o apoio, disponibilidade prestada e partilha de conhecimento. Por último gostaria de agradecer à minha família e aos meus colegas de estágio, Sara Pires e José Costa, gostaria também de agradecer ao Engenheiro João Gonçalves e à Engenheira Sara Carvalho, por todos os bons conselhos e motivação na finalização desta etapa. iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. v RESUMO Este projeto de dissertação foi realizado no âmbito do quinto ano do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial da Universidade do Minho. Este projeto teve como objetivo a criação de um supermercado na área de corte de uma empresa de componentes para o ramo automóvel usando ferramentas Lean Production. Para o desenvolver foi utilizada a metodologia Action Research , sendo a primeira fase desta metodologia a identificação dos problemas. Esta identificação foi realizada através de uma análise ao setor de corte de forma a identificar os possíveis problemas. Esta análise foi feita com recurso a ferramentas como o diagrama de circulação, equação NIOSH, análise ABC e através de entrevistas informais com os colaboradores do setor. Através destas entrevistas foram detetados vários problemas no que diz respeito às condições ergonómicas no setor, elevadas distâncias a percorrer no setor, ordens de fabrico de quantidades elevadas, desorganização do setor e elevadas quantidades de scrap. Foram então analisadas e propostas várias soluções para ultrapassar os problemas identificados. Destaca-se o dimensionamento de novas estruturas para o setor e projeto de um supermercado para armazenamento temporário de produto semiacabado de apoio à produção. Neste foi determinado que seriam necessárias 2323 caixas para a criação do supermercado. Adicionalmente, foram projetados novos layouts para o setor do corte e da produção. Com a implementação das propostas de melhorias foi possível resolver os problemas ergonómicos identificados no setor e simplificar os fluxos de materiais. Esta simplificação permitiu reduzir a distância a percorrer até 43% o que representou uma poupança de 21012,00€/ano e a obtenção de 177 m2 de espaço livre avaliados em 88535,00€. Com a criação do supermercado foi assim possível a criação de um stock de segurança de dois dias, assegurando assim que a costura não parasse por falta de produto semiacabado. Desta forma, conseguiu-se reduzir o tamanho das ordens de fabrico, eliminar o scrap de cartão, reduzir o WIP, eliminar as movimentações extras de racks e dos colaboradores durante a preparação dos turnos o que representou uma poupança de 10045€/ano e a transição de um sistema push para um sistema pull . Por fim, com a transição da produção para o conceito CPS, foi possível poupar 732 m2, o que representou um valor de 366020,00€. PALAVRAS-CHAVE Produção Lean; Layouts; Fluxo materiais; Supermercado; Ergonomia vii ABSTRACT This dissertation project was carried out within the scope fifth year of the Integrated Master in Engineering and Industrial Management at the University of Minho. This project aimed to create a supermarket in the cutting area of a component company for the automotive industry using Lean Production tools. To develop it, the Action Research methodology was used, the first phase of this methodology being the identification of problems. This identification was carried out through an analysis of the cutting sector in order to identify possible problems. This analysis was performed using tools such as the circulation diagram, NIOSH equation, ABC analysis and through conversations with employees in the sector. Through these, several problems were detected related to the ergonomic conditions in the sector, long distances travelled in the sector, manufacturing orders of high quantities, disorganization of the sector and high amounts of scrap. Several solutions were then analyzed and proposed to overcome the identified problems. It is worth highlighting the dimensioning of new structures for the sector and the design of a supermarket for temporary storage of semi-finished products to support production. Having determined that 2323 boxes would be needed for the creation of the supermarket. In addition, new layouts were designed for the cutting and production sector. With the implementation of the improvements, it was possible to solve the ergonomic problems identified in the sector and simplify the material flows. This simplification allowed to reduce the distance to go up to 43%, which represents a saving of 21012,00€/year and the achievement of 177m2 of free space valued at 88535,00€. With the creation of the supermarket, it was thus possible to create a two-day safety stock, thus ensuring that the sewing does not stop for lack of semi-finished product. In this way, it was possible to reduce the size of the manufacturing orders, eliminate the card scrap, reduce the WIP, eliminate the extra movements of racks and employees during the preparation of shifts, which represented a saving of 10045,00€/year and transition from a push system to a pull system. Finally, with the transition from production to the CPS concept, it was possible to save 732m2, which represented a value of 366020,00€. KEYWORDS Layouts; Supermarket; Ergonomics; Material flow; Lean Production ix ÍNDICE Agradecimentos .................................................................................................................................. iii Resumo............................................................................................................................................... v Abstract............................................................................................................................................. vii Índice de Figuras .............................................................................................................................. xiii Índice de Tabelas ............................................................................................................................. xvii Lista de Abreviaturas, Siglas e Acrónimos .......................................................................................... xix 1. Introdução .................................................................................................................................. 1 1.1 Enquadramento .................................................................................................................. 1 1.2 Objetivos ............................................................................................................................. 2 1.3 Metodologia de investigação ................................................................................................ 3 1.4 Estrutura da dissertação ...................................................................................................... 4 2 Revisão bibliográfica ................................................................................................................... 7 2.1 Lean Production .................................................................................................................. 7 2.1.1 Casa TPS .................................................................................................................... 8 2.1.2 Sete desperdícios ........................................................................................................ 9 2.1.3 Ferramentas Lean ..................................................................................................... 10 2.2 Projeto de layouts para sistemas de produção ................................................................... 13 2.2.1 Tipos de sistemas de produção .................................................................................. 13 2.2.2 Introdução a abordagens e métodos para projeto e planeamento de layouts ............... 14 3 Apresentação da empresa ......................................................................................................... 15 3.1 Identificação e localização ................................................................................................. 15 3.2 História e evolução ............................................................................................................ 16 3.3 Matérias-primas e principais fornecedores ......................................................................... 17 3.4 Principais clientes e concorrentes ...................................................................................... 17 3.5 Principais produtos............................................................................................................ 18 3.5.1 Constituição do assento de um automóvel ................................................................. 18 3.5.2 Modelos produzidos atualmente ................................................................................. 19 3.6 Descrição do sistema de produção .................................................................................... 20 xvii ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1Principais Clientes Coindu ................................................................................................. 17 Tabela 2 - Principais concorrentes .................................................................................................... 18 Tabela 3 - Modelos Produzidos Joane I ............................................................................................. 19 Tabela 4 - Análise ABC Projetos Joane I ............................................................................................ 33 Tabela 5 - Estrutura dos Modelos de Joane I ..................................................................................... 33 Tabela 6 – Resultado da equação de NIOSH para o armazenamento do Mini F57 ............................. 36 Tabela 7 - Distâncias percorridas entre as secções das OFs sem enchimento do projeto A1 ............... 40 Tabela 8 - Distâncias percorridas entre as secções das OFs com enchimento do projeto A1 .............. 41 Tabela 9 - Distância percorrida, movimentações e custos projetos Joane I ......................................... 45 Tabela 10 - Custo anual da preparação das racks ............................................................................. 48 Tabela 11 - Síntese dos problemas identificados ............................................................................... 50 Tabela 12 - Plano de ações para as propostas de melhoria ............................................................... 53 Tabela 13 - Número de caixas necessárias projetos Joane I c/exceção do Mini F57........................... 55 Tabela 14 - Número de caixas necessárias supermercado Mini F57 .................................................. 55 Tabela 15 - Número de caixas necessárias supermercado produto semi-acabado .............................. 55 Tabela 16 - Resultado da equação de NIOSH para o armazenamento de caixas vazias ...................... 59 Tabela 17 - Distâncias percorridas projetos Joane I novas propostas layout ....................................... 67 Tabela 18 - Distância anual percorrida pelos projetos nos layouts futuros .......................................... 71 Tabela 19 - Distâncias layouts produção conceito CPS ...................................................................... 74 Tabela 20 - Ganhos ergonómicos no setor de corte Joane I ............................................................... 77 Tabela 21 - Ganhos da eliminação das operações de preparação das racks ....................................... 80 Tabela 22 - Ganhos com as propostas de layouts do setor de corte ................................................... 80 Tabela 23 - Ganhos do novo layout da costura .................................................................................. 81 Tabela 24 - Síntese dos resultados .................................................................................................... 81 Tabela 25 - Dados antropométricos da população portuguesa – retirado de (Barroso, M.P., Arezes, P.M., Da Costa, L.G., Miguel, 2005)........................................................................................................... 91 Tabela 26 - Tabela da distribuição normal ......................................................................................... 92 Tabela 27 - Tabela MF – adaptado de (WATERS, PUTZ-ANDERSON, GARG, & FINE, 1993) ................ 93 Tabela 28 - Tabela MP - adaptado de (WATERS et al., 1993) ............................................................. 93 Tabela 29 - Interpretação dos valores de IE ....................................................................................... 94 xviii Tabela 30 - Estudo das caixas necessárias A1 ................................................................................ 101 Tabela 31 - Análise ABC assentos da frente A1 ............................................................................... 105 Tabela 32 - Análise ABC assentos traseiros A1 ................................................................................ 105 Tabela 33 - Análise ABC encostos da frente A1 ............................................................................... 106 Tabela 34 - Análise ABC encostos traseiros A1 ................................................................................ 107 Tabela 35 - Estudo das caixas necessárias B9 ................................................................................ 108 Tabela 36 - Análise ABC assentos da frente B9 ............................................................................... 116 Tabela 37 - Análise ABC assentos traseiros B9 ................................................................................ 116 Tabela 38 - Análise ABC encostos da frente B9 ............................................................................... 117 Tabela 39 - Análise ABC encostos traseiros B9 ................................................................................ 118 Tabela 40 - Estudo das caixas necessárias AB3 tecido .................................................................... 120 Tabela 41 - Análise ABC assentos da frente AB3 Tecido .................................................................. 130 Tabela 42 - Análise ABC assentos traseiros AB3 Tecido ................................................................... 131 Tabela 43 - Análise ABC encostos da frente AB3 Tecido .................................................................. 132 Tabela 44 - Análise ABC encostos traseiros AB3 Tecido ................................................................... 135 Tabela 45 - Estudo das caixas necessárias AB3 Couro .................................................................... 137 Tabela 46 - Análise ABC assentos da frente AB3 Couro ................................................................... 169 Tabela 47 - Análise ABC assentos traseiros AB3 Couro ................................................................... 174 Tabela 48 - Análise ABC encostos da frente AB3 Couro ................................................................... 179 Tabela 49 - Análise ABC encostos traseiros AB3 Couro ................................................................... 188 Tabela 50 - Estudo das caixas necessárias Mini F57 ....................................................................... 200 Tabela 51 - Análise ABC variantes Mini F57 .................................................................................... 203 xix LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS AF – Assento da Frente AFD – Assento da Frente Direito AFE – Assento da Frente Esquerdo AT – Assento Traseiro ATC – Assento Traseiro Central ATD – Assento Traseiro Direito ATE – Assento Traseiro Esquerdo CAD – Computer Aided Design CC – Constante de Carga CPS – Coindu Production System CRAFT - Computerized Relative Allocation of Facilities Technique DA1ce – Distância percorrida pelas peças A1 com enchimento DA1se – Distância percorrida pelas peças A1 sem enchimento DAB3Cce – Distância percorrida pelas peças AB3 Couro com enchimento DAB3Tse – Distância percorrida pelas peças AB3 Tecido sem enchimento DB9se – Distância percorrida pelas peças B9 sem enchimento DF57ce – Distância percorrida pelas peças Mini F57 com enchimento DF57se – Distância percorrida pelas peças Mini F57 sem enchimento EDI - Electronic Data Interchange EF – Encosto da Frente EFD – Encosto da Frente Direito EFE – Encosto da Frente Esquerdo ET – Encosto Traseiro ETC – Encosto Traseiro Central ETD – Encosto Traseiro Direito ETE – Encosto Traseiro Esquerdo ETC – Encosto Traseiro Central FIFO – First In, First Out IE – Índice Elevação JIT – Just in Time xx KPI – Key Performance Indicator MA – Multiplicador de Assimetria MD – Multiplicador de Distância MF – Multiplicador de Frequência MH – Multiplicador Horizontal MMC – Mínimo Múltiplo Comum MP – Multiplicador de Pega MV – Multiplicador Vertical NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health OEM - Original Equipment Manufacturer OF – Ordem de fabrico PA – Produto Acabado PLR – Peso Limite Recomendado QTD - Quantidade SA – Semiacabado SPOF – Sistemas de produção orientados à função SPOP – Sistemas de produção orientados ao produto TPS – Toyota Production System WIP – Work in Process 1 1. INTRODUÇÃO Este capítulo tem como finalidade realizar uma breve introdução ao tema deste projeto de dissertação em Engenharia e Gestão Industrial sob o tema “Melhoria dos processos da secção de corte através da aplicação de ferramentas Lean Production numa empresa de componentes para a indústria automóvel”, bem como uma descrição dos objetivos, da metodologia de investigação utilizada e da estrutura da dissertação. 1.1 Enquadramento Ultimamente, tem-se verificado um rápido desenvolvimento tecnológico, o que torna o mercado cada vez mais competitivo para as empresas. Para combater este constante aumento de concorrência, ou seja, ser mais competitivo, é necessário promover mudanças frequentes de modo a melhorar a produtividade, reduzir os custos e minimizar os stocks . Este aumento de competitividade transfere todo o poder para o consumidor, cada vez mais exigente a nível de preço e qualidade. A situação verificada hoje em dia, em que os produtos têm ciclos de vida comercial cada vez mais curtos, leva a que o lançamento de novos produtos seja constante. Enquanto algumas organizações continuam a crescer com base na estabilidade económica, outras sentem dificuldades por causa da falta de compreensão das novas mentalidades e práticas de custo orientadas para o cliente. Estes fatores representam um grande desafio para as organizações, havendo por isso a necessidade de procurar novas ferramentas e técnicas de forma a permanecerem competitivas (Bhamu & Sangwan, 2014). É neste mercado global competitivo que surgem técnicas e ferramentas capazes de responder aos desafios acima mencionados, incluídas numa metodologia de gestão designada de Lean Production dada a conhecer pela primeira vez no ocidente no livro “ The Machine that Changed the World ” de Womack, Jones e Roos (Shah & Ward, 2007). Esta metodologia surgiu do denominado Toyota Production System (TPS) (Monden, 1998), onde o sistema produtivo passa a ser um sistema pull onde se produz apenas o que é necessário e quando necessário, ao contrário do que acontecia como por exemplo, nas empresas americanas onde os sistemas produtivos eram do tipo push orientados para a produção em massa. Esta mudança de sistemas de controlo da atividade produtiva de push para pull (Spearman & Zazanis, 1992) implica então a eliminação de todo o tipo de desperdícios. Segundo Ohno (1988) existem no total 2 sete tipos de desperdícios, sendo estes a sobreprodução, processamento incorreto ou sobre processamento, esperas, transportes, movimentações, defeitos e inventário. Para Lean Production quem define o valor do produto final é o cliente sendo os desperdícios todas as atividades que não acrescentam valor ao produto segundo a perspetiva do cliente (Womack & Jones, 1996). Para as empresas conseguirem implementar Lean precisam assim de seguir os cinco princípios Lean Thinking de Womack e Jones (1996): 1) Valor: 2) Cadeia de valor: 3) Fluxo contínuo: 4) Implementação da produção puxada: 5) Perseguir a perfeição, i.e., Kaizen (melhoria contínua). O TPS baseia-se em quatro ideias base principais: JIT, Jidoka, trabalho flexível e o pensamento criativo (Monden, 1998). Para além destas quatro ideias base, o TPS pode ser representado por uma estrutura de casa designada “Casa do TPS” (Liker, 2004) onde estão apresentadas estas as ferramentas para a sustentar como o Standard Work , Heijunka (nivelamento), Kaizen (melhoria continua) e Kanban (Gross & McInnis, 2003), entre outras. A empresa onde foi realizada esta dissertação, empresa Coindu S.A, que é uma empresa produtora de capas de assentos para a indústria automóvel, também pretende implementar este paradigma de competitividade querendo iniciar, em breve, uma fase de transição para um sistema produtivo mais flexível, sendo o principal objetivo a transição de um sistema push para um sistema pull . Assim, teve como objetivo para este projeto a implementação de um supermercado na zona da preparação para resolver os problemas relacionados com o elevado nível de stocks , elevado WIP e o número excessivo de transporte/manuseamento de materiais e deslocações realizadas pelos colaboradores na secção de corte. Com a implementação destas medidas, a Coindu S.A. pretende ganhar uma competitividade em relação aos seus concorrentes através da obtenção de um sistema de produção mais flexível, o que permitirá reduzir custos, stocks , operações que não acrescentam valor e obter prazos de entrega menores. 1.2 Objetivos O objetivo principal da presente proposta de dissertação passou pela melhoria dos processos da secção de corte através da aplicação de ferramentas Lean Production em uma empresa que produz componentes para a indústria automóvel, a Coindu S.A., com o intuito de aumentar a produtividade e eficiência dos seus processos produtivos. Como objetivos específicos a este projeto pretendeu-se: • Criação de supermercados na zona de preparação; • Reconfiguração do layout do armazém da zona de preparação; 3 • Criação de racks para o supermercado e eliminação de paletes e caixas de cartão; As medidas de desempenho/objetivos que se pretenderam melhorar foram: • Reduzir o WIP; • Simplificar os fluxos; • Reduzir número de movimentações de materiais e colaboradores; • Aumentar a produtividade e flexibilidade do sistema produtivo. 1.3 Metodologia de investigação Para o desenvolvimento deste projeto de trabalho foi utilizada a metodologia Action Research (Wallace, Cutting, Sutcliffe, & Langley-Hobbs, 2008) que se caracteriza por ser uma metodologia onde um grupo de pessoas identifica um problema, faz algo para resolvê-lo, vê quais os resultados dos seus esforços e, se não estiver satisfeitos, tentam novamente, ou seja, resumidamente é uma abordagem que se resume por a expressão “ learning by doing ” (Wallace et al., 2008). Esta metodologia é caracterizada por um procedimento de cinco fases apresentado na Figura 1. Figura 1 - Modelo Action Research Detalhado – adaptado de Susman (1983) Este trabalho seguiu as cinco fases deste procedimento de investigação, que serão pormenorizadas a seguir. Na primeira fase de diagnóstico, identificou-se e definiu-se o problema, neste caso, alguns problemas já identificados são o elevado nível de stock , elevado WIP e um grande número de transporte/manuseamento de materiais. Após a identificação dos problemas foi realizado um levantamento dos indicadores de desempenho (KPI) atuais e análise do sistema produtivo, como por exemplo, WIP, níveis de stock, produtividade, etc. Para esta análise foram usadas algumas ferramentas, nomeadamente, análise ABC relativa aos projetos de Joane I, 5Why, diagramas de circulação, etc. 4 Adicionalmente, para identificar as causas destes problemas foram realizados estudos dos processos e postos de trabalho, de forma a entender quais as operações que cada operador realiza e se haveria possibilidade de automatizar algumas operações de trabalho, bem como um estudo do fluxo de materiais do armazém intermédio da zona de preparação para a produção. Na segunda fase de planeamento de ações, foram estudadas quais as ações a tomar para resolver estes problemas, para isso analisou-se as alternativas e os seus impactos, tendo-se optado pelas que potencialmente dão melhores resultados. Neste caso as ações a implementar foram um sistema de supermercado para o armazém intermédio, bem como a definição de um novo layout para este armazém. Também foram implementadas ações para automatizar algumas operações das células de produção. Por fim, também foram implementadas ações relativas aos 5S e gestão visual. Após escolhidas as ações a tomar, a próxima fase foi a sua implementação, isto é, implementação do sistema de supermercado e novo projeto de layout do setor de corte. Para isso foi feito o dimensionamento do supermercado, cálculo do número de caixas, etc. Na fase de avaliação, foram comparados os resultados obtidos com a implementação das ações com os valores dos KPIs obtidos na primeira fase de diagnóstico, de forma a perceber qual o ganho que se obteve ou quanto se perdeu e quais as possíveis soluções para melhorar o desempenho do sistema. Na quinta e última fase do projeto, foi realizada a especificação de aprendizagem onde se identificaram as principais conclusões, onde foram apresentados os resultados obtidos e foi feita uma reflexão da aprendizagem de forma a perceber qual o ganho que estas ações vão trazer ao sistema produtivo da Coindu e possíveis trabalhos para o futuro. 1.4 Estrutura da dissertação A presente dissertação está dividida em sete capítulos, inicia-se pela introdução do projeto onde é feito um enquadramento ao tema, quais os objetivos e metodologia de investigação do projeto, bem como a estrutura da dissertação. No segundo capítulo é realizada a revisão bibliográfica, mostrando quais os conceitos mais importantes do ponto de vista teórico para a realização desta dissertação. No capítulo três é efetuada a apresentação e caracterização de empresa onde foi realizada esta dissertação, a Coindu. Inicia-se com a identificação e localização da mesma bem como a sua história e evolução. De seguida mostra-se todo o seu processo produtivo desde o armazém à expedição. 5 No capítulo quatro é feita a análise crítica da situação atual, onde são identificados os problemas existentes na secção de corte na unidade de Joane I. No quinto capítulo são apresentadas as propostas de melhoria que tem como objetivo a eliminação, ou caso não seja possível, a redução dos problemas apresentados no capítulo anterior. No capítulo seis é feita a apresentação, análise e discussão dos resultados obtidos através das implementações das propostas de melhoria. Por fim, no sétimo capítulo são apresentadas as conclusões desta dissertação assim como algumas ideias para possíveis trabalhos futuros necessários para dar continuidade ao projeto. 12 Através da implementação do sistema pull é possível reduzir os níveis de stock pois a produção é limitada ao que é estritamente necessário para satisfazer a procura do cliente, permitindo também eliminar/reduzir o WIP e o desperdício de recursos, obtendo-se assim um sistema produtivo mais flexível, eficiente e produtivo. Pelo contrário, nos sistemas produtivos do tipo push as várias peças vão sendo “empurradas” para a produção independentemente de haver uma necessidade de produção, esta produção em massa antecipando a procura por parte do cliente provoca assim um aumento do WIP e dos níveis de stock (Villa & Watanabe, 1993). 2.1.3.4 Supermercado À semelhança de outros conceitos do Toyota Production System , o conceito de supermercado nasce após a visita da equipa da Toyota aos Estados Unidos da América nos anos cinquenta, depois da visita à cadeia de supermercados Piggly Wiggly. Durante a visita a esta cadeia de supermercados, Taiichi Ohno observou que existiam vários produtos expostas nas prateleiras do supermercado, e que à medida que estes eram retirados pelos clientes, havia um funcionário que reabastecia os produtos comprados (J. P. Womack et al., 1990). O supermercado é então um sistema que permite controlar o excesso de stock, pois o stock do supermercado é controlado pela procura do cliente, o cliente compra o produto que necessita e essa compra vai desencadear a necessidade de repor esse produto na prateleira do supermercado, ou seja, o stock do supermercado vai de encontro com a procura do cliente final, sendo assim, é a compra do produto por parte do cliente que inicia todo o processo de produção, nascendo assim o conceito de pull production, ao contrário do que acontecia nas empresas americanas que operavam sobre o conceito de produção em massa, onde o produto final era empurrado para o cliente (Shingo, 1989). Os supermercados são então áreas de armazenamento entre processos que permitem o fácil controlo de níveis de stock, e rápido abastecimento dos processos do sistema produtivo. A Figura 3 mostra a representação de um sistema pull usando kanbans e um supermercado. 13 Figura 3 - Exemplo de um sistema pull – adaptado de (Chatzopoulos, Tsigkas, & Papantoniou, 2009) 2.2 Projeto de layouts para sistemas de produção Esta secção apresenta a revisão dos conteúdos relativamente aos diferentes tipos de sistemas de produção existentes e diferentes tipos de configurações, apresenta também ferramentas/métodos utilizados para analisar e planear novos layouts. 2.2.1 Tipos de sistemas de produção No que diz respeito aos diferentes tipos de sistemas de produção, estes apresentam duas configurações possíveis: sistemas de produção orientados à função (SPOF) e sistemas de produção orientados ao produto (SPOP) (Silva & Alves, 2002). Os sistemas de produção do tipo SPOF, são caracterizados pela sua capacidade de produção de uma grande diversidade de artigos com diferentes processos produtivos e sequências de operações. É assim necessário equipamento com elevado grau de versatilidade para possibilitar a produção dos diferentes tipos de produto, sendo que neste tipo de sistema a produção é realizada em pequenos lotes que são transportados para as diferentes secções para executar os diferentes processos produtivos. Contudo, este tipo de sistema de produção apresenta algumas desvantagens, tais como, elevada quantidade de artigos diferentes a ser produzida, elevados tempos de produção, elevados níveis de stock / WIP e devido a estas desvantagens um maior risco de atraso da entrega do produto final ao cliente (Alves, 2007). Ao contrário dos SPOF, os SPOP são caracterizados pela produção de um único artigo/família de artigos com processos produtivos semelhantes estando, por isso, neste tipo de sistema de produção o layout organizado em pequenas secções responsáveis pela execução de várias operações do artigo, sendo cada secção independente das restantes. Os SPOP permitem assim uma maior capacidade de resposta às variações da procura do cliente e uma resposta mais rápida e eficiente a esta variação (Alves, 2007). 14 2.2.2 Introdução a abordagens e métodos para projeto e planeamento de layouts De forma a planear o projeto de um novo layout, é necessário segundo Muther (1956) ter em conta os vários fatores que podem afetar o planeamento de um novo layout, destacando-se o fluxo de materiais, equipamentos e operadores. De forma a analisar estes fatores, foi utilizado como ferramenta o diagrama de circulação. O diagrama de circulação é uma ferramenta, utilizada durante a criação de novos layouts para o shop floor, que permite indicar a posição dos vários equipamentos e postos de trabalho presentes no shop floor, sendo assim possível avaliar o fluxo de materiais e pessoas do processo produtivo. Diagrama de circulação permite então comparar vários layouts diferentes com o objetivo de escolher o que mais se adequa às operações presentes na unidade fabril, tendo esta ferramenta como finalidade a eliminação/redução de movimentações, de forma a reduzir o número de operações que não acrescentam valor, permitindo assim aos colaboradores focaram-se nas operações realmente importantes para o processo produtivo. O design do layout de determinado sistema é feito através do arranjo mais eficaz das instalações físicas para permitir desta forma uma maior eficiência na combinação de recursos necessários para produzir determinado produto. É por isso fundamental que o layout seja capaz de responder às mudanças frequentes na procura, minimizando assim o custo de transporte do material (Deshpande & Chopade, 2005). Nasce assim o método de Computerized Relative Allocation of Facilities Technique (CRAFT). Esta técnica foi desenvolvida para situações em que os custos de transporte de materiais eram uma consideração importante, sendo o principal objetivo minimizar o custo total da movimentação de itens entre processos/departamentos. Para avaliar o custo total das movimentações, o método de CRAFT utilizada a seguinte fórmula (Deshpande & Chopade, 2005). 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 =∑∑𝑓𝑖𝑗 ∗𝑑𝑖𝑗 ∗𝑐𝑖𝑗 𝑛 𝑗=1 𝑛 𝑖=1 𝑓𝑖𝑗 é o fluxo entre o departamento/processo i e j; 𝑑𝑖𝑗 é a distância entre o departamento/processo i e j; 𝑐𝑖𝑗 é o custo de transporte de uma unidade de material por unidade de distância entre o departamento/processo i e j. 15 3 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA Neste capítulo é apresentada a empresa onde foi realizado o projeto de dissertação, a Coindu S.A. Joane. Inicialmente será descrita a empresa, bem como a sua história e evolução ao longo do tempo, sendo depois identificados os principais fornecedores e matérias-primas, principais clientes e concorrentes e principais produtos da organização. Por fim, é realizada a descrição do sistema produtivo desde a receção da matéria-prima no armazém até à expedição do produto final. 3.1 Identificação e localização A Coindu – Componentes para a Indústria Automóvel, S.A. encontra-se localizada em Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão, sendo uma empresa produtora de capas de assentos para a indústria automóvel. A Coindu possui unidades fabris em Joane, Arcos de Valdevez, Curtici (Roménia) e Tetla (México). Para além das unidades fabris também possui dois centros de desenvolvimento na Alemanha em Ingolstadt e Braunschweig e uma plataforma logística em Senec na Eslováquia, bem como 51% de uma empresa produtora de couro Alemã a HEWA Leder GmbH. A unidade de Joane encontra-se dividida em duas unidades, Joane I e Joane II, sendo este projeto de dissertação desenvolvido na unidade de Joane I. A Figura 4 apresenta as duas unidades de Joane. Figura 4 - Coindu Joane 16 3.2 História e evolução Antes de ser a empresa que é atualmente, a Coindu passou por várias etapas que a transformaram no que é hoje em dia. A Coindu foi fundada por António Lourenço, Armindo Gomes e Günter Stichter Senior, em Joane, no ano de 1988 com o nome Conflex, tendo iniciado com a produção de pequenas peças de couro, tendo depois, em 1992, alterado o seu nome para Coindu – Componentes para a Indústria Automóvel S.A. e iniciado a produção em série de capas de assentos com cerca de 180 colaboradores. Em 2001 é inaugurada a unidade produtiva dos Arcos de Valdevez, devido ao crescimento da empresa e da elevada disponibilidade de mão-de-obra na zona, tendo no final do ano de inauguração cerca de 400 colaboradores na unidade e sete linhas de produção. Os anos que se seguiram foram de crescimento, o que se traduziu na conquista de novos clientes (Faurecia e Johnson Control). Por essa razão, a Coindu expandir o seu negócio além-fronteiras com a construção de uma nova unidade fabril em Curtici, na Roménia em 2005 com cerca de 300 colaboradores e 15 linhas de produção. Em 2008 a empresa ultrapassa a fasquia dos 100 milhões de euros e em 2011 abre o primeiro centro de desenvolvimento na Alemanha, em Ingolstadt. No ano seguinte começa a fornecer diretamente a Volkswagen, o que motivou um segundo centro de desenvolvimento na Alemanha, em Braunschweig. Em 2014, a organização diversificou o seu portfólio de produtos e apostou, além da indústria automóvel, na indústria do vestuário de luxo, passando a fornecer uma famosa casa de moda internacional, surge assim a Coindu Couture na unidade dos Arcos de Valdevez. No ano seguinte, a Coindu prosseguiu a sua estratégia de internacionalização e abriu a sua primeira fábrica fora da Europa, em Tetla, no México. Além disso, passou a ser fornecedor direto da Porsche e da Mini e abriu uma plataforma logística em Senec na Eslováquia de 3400 metros quadrados com capacidade para 4000 carros por semana e um stock de 5 dias, tendo ainda a possibilidade de aumentar esta capacidade para 12000 carros por semana. No ano de 2016 a organização adquiriu 51% das ações da empresa Alemã HEWA Leder GmbH, produtora de couro de alta qualidade. Atualmente a Coindu emprega mais de 3000 pessoas em Portugal, tendo sido recentemente adquirida pelo grupo Richina. 17 3.3 Matérias-primas e principais fornecedores As matérias-primas utilizadas na produção das capas para assentos podem variar dependendo do modelo a produzir, bem como a variante desse modelo. Assim, pode-se definir três tipos de matérias-primas principais: o couro, os tecidos e o pvc. Os principais fornecedores destas três matérias-primas são: • Boxmark • Gertex • Aunde • Benecke • Bader • Pasubio • Magna • Lear • Faurecia É de salientar que estes fornecedores são todos europeus. Para além do couro, tecidos e pvc, existem outro tipo de matérias-primas essenciais na costura do produto, como por exemplo: perfis, elásticos, etiquetas, linhas, espumas de enchimento, etc. 3.4 Principais clientes e concorrentes A Coindu fornece capas de assentos para as maiores marcas do mercado automóvel, podendo ser fornecedor de 1º nível, ou seja, fornece diretamente o cliente ou, fornecedor de 2º nível, quando fornece outra marca, que depois irá fornecer o cliente principal. Na Tabela 1 estão representados os vários clientes da Coindu. Tabela 1Principais Clientes Coindu Clientes 1º Nível Clientes 2º Nível BMW Lear Audi Magna Porsche Faurecia Aston Martin Fehrer Lamborghini Adient Volkswagen Grammer Mini Toyota Boshoku Renault Sitech SEAT Mercedes-Benz Peugeot Rolls-Royce Skoda Volvo Citroën Desta forma, os principais concorrentes da Coindu são também estas grandes empresas que fornecem diretamente as Original Equipment Manufacturers (OEM), como é o caso da Faurecia, Toyota Boshoku, etc. No entanto, nos casos em que a Coindu opera um fornecimento de segundo nível, os seus concorrentes diretos são os outros fornecedores de 2º nível (Tabela 2). 18 Tabela 2 - Principais concorrentes Fornecedor 1º Nível Fornecedor 2º Nível Faurecia Hybel Lear Aunde Teknik Magna Prevent Adient Sunviauto Fehrer Treves Grammer Carint Sitech Intergroclin Toyota Boshoku Martur Boxmark 3.5 Principais produtos Como já foi referido anteriormente, a Coindu produz componentes para a indústria automóvel, mais concretamente, capas para assentos em couro, tecido e pvc (Figura 5). Figura 5 - Produtos Coindu 3.5.1 Constituição do assento de um automóvel A designação da capa do assento muda de acordo com a posição que o produto irá ocupar no carro, tornando assim mais fácil a sua identificação. No que diz respeito às posições frontais do carro, é possível identificar quais as várias partes que compõem o assento (Figura 6): assento da frente esquerdo e o assento da frente direito (AFE/AFD) e o encosto da frente esquerdo/encosto da frente direito (EFE/EFD). 19 Figura 6 - Mini F57 - Assentos da Frente Em relação às posições traseiras do carro (Figura 7), tem-se o assento traseiro (AT 100%), se for produzido inteiro, ou, se for produzido por partes, o assento traseiro esquerdo (ATE), o assento traseiro direito (ATD) e o assento traseiro central (ATC). Por sua vez, tem-se os encostos do banco, que podem ser: encosto traseiro esquerdo (ETE), encosto traseiro direito (ETD) e o encosto traseiro central (ETC). No caso do Mini F57, o assento traseiro é um AT 100%. Figura 7 - Mini F57 - Assentos Traseiros 3.5.2 Modelos produzidos atualmente Os modelos produzidos atualmente na unidade de Joane I e respetivos clientes encontram-se abaixo na Tabela 3. Tabela 3 - Modelos Produzidos Joane I Modelos Clientes AB3 Couro Audi AB3 Tecido A1 B9 Mini F57 BMW EFE EFD AFE AFD ETE ETD AT 100% 20 3.6 Descrição do sistema de produção Nesta secção é feita uma breve descrição do sistema produtivo da unidade de Joane I, estando este dividido em armazém, corte, preparação, produção e expedição. No Anexo I – Secção de Corte – Joane I na Figura 73, é apresentado o layout atual da secção de corte de Joane I. 3.6.1 Armazém É no armazém (Figura 8) que se inicia todo o sistema produtivo da unidade de Joane I através da receção das matérias-primas (rolos, espumas, kits de couro, pequenos materiais, etc.) vindas dos vários fornecedores. Após a receção é feito o controlo de qualidade dos vários materiais e estes são inseridos no sistema interno da empresa, sendo no final de todo este processo, armazenados segundo o FIFO para mais tarde serem transferidos para os vários setores da empresa. Figura 8 - Armazém 3.6.2 Corte O processo no setor do Corte, inicia-se com a receção dos vários materiais necessários para a realização das tarefas no setor. Na unidade de Joane I não existe corte de couro, cortando-se apenas tecidos, espumas e pvc. Estes materiais são cortados em máquinas de corte automático designadas por Lectras (Figura 9). Após a colocação do material a cortar na Lectra, este é estendido e em seguida cortado segundo um plano de corte gerado por um sistema CAD. No fim do corte do material este segue para a preparação. 21 Figura 9 - Lectra 3.6.3 Preparação Na preparação (Figura 10) dá-se o agrupamento das peças vindas das Lectras e do armazém (kits de couro), caso a OF (ordem de fabrico) tenha peças em couro. Nesta fase é feita uma inspeção de qualidade e contagem dos materiais. Figura 10 - Mesa de preparação 28 Nas secções seguintes descrevem-se as principais funções e atividades dos colaboradores. 4.1.1.1 Estendedores De acordo com as requisições de materiais necessárias para a realização do plano de produção, a atividade de corte de materiais irá receber as respetivas remessas de rolos do armazém. A receção dos rolos provenientes do armazém é feita pelos estendedores. Aquando da receção dos rolos, os estendedores são responsáveis por realizar a leitura dos códigos de barras das etiquetas que acompanham os rolos, o que permite o lançamento em stock do material rececionado, na aplicação GestRem e são atualizadas as existências de matéria-prima no stock do depósito do setor (Figura 18). Figura 18 - Exemplo de stock de matéria-prima em sistema Os estendedores de rolos, têm como tarefa principal colocar os rolos na Lectras com o comprimento e o número de camadas requeridas para um determinado plano de corte. Esta tarefa requer cautela, de forma a minimizar desperdícios de matéria-prima, tais como: cumprir o comprimento das camadas de material rigorosamente, fazer o controlo e identificação de finais de rolos (camada incompleta derivada ao fim do rolo) e identificar e registar de defeitos da matéria-prima. Por fim, em GestRem é registado, para cada rolo estendido, o código e quantidade (comprimento) da matéria-prima estendida para corte, de forma a atualizar a quantidade em stock no depósito do setor. 4.1.1.2 Estendedor rallye O estendedor rallye, realiza as mesmas tarefas que um estendedor “normal”, sendo a única diferença o facto de o corte do tecido rallye (tecido com padrão em riscas) ser feito manualmente, o rolo é estendido e preso sobre uma mesa adaptada para o corte dos rolos do tecido rallye (Figura 19). O estendedor tem assim como tarefa cortar as camadas de rallye com uma tesoura e tem de ter o cuidado especial de as 29 riscas do tecido do rolo estarem todas alinhadas nas diversas camadas do colchão (de forma, a garantir que as imagens base sejam todas iguais). Após as camadas estarem todas cortadas e alinhadas, (10 camadas por rolo, o que corresponde a 10 carros) a mesa é transportada para junto da lectra e as camadas do tecido rallye são transferidas para a lectra para ser realizado o corte das imagens de base. Durante a transferência das camadas de tecido rallye para a máquina de corte automática, é necessário ter cuidado, de forma as camadas manteremse todas alinhadas. Figura 19 - Mesa rallye 4.1.1.3 Operadores Lectras Os operadores das Lectras estão responsáveis por fazer o controlo do plano de corte, estando responsáveis pela operacionalidade da máquina de corte. Tem como função garantir o controlo da qualidade das imagens de base, para realizar este controlo de qualidade, aquando o corte das peças é feito o controlo da primeira e da última imagem de base de uma determinada posição, isto é, se um colchão tiver dez camadas, é feito o controlo da imagem de base da primeira e da décima camada. Desta forma é garantido que as imagens de base da segunda à nona camada também se encontram dentro dos parâmetros estipulados. Este controlo é feito através da comparação da imagem de base com o molde dessa mesma peça representado em um desenho CAD. Este controlo é feito para as várias imagens de base cortadas no plano de corte desse colchão (Figura 20). 30 Figura 20 - Controlo das imagens de base O operador da Lectra também tem de fazer o controlo do colchão, de forma a garantir que este se encontra alinhado, pois à medida que os colchões avançam na Lectra, vão ocorrendo pequenas deslocações, o operador é assim responsável por corrigir estas deslocações de forma a garantir o correto corte das imagens de base por parte da máquina. 4.1.1.4 Tira-peças Os “tira-peças” são colaboradores que tem como função retirar as imagens de base da Lectra após o corte das mesmas e abastecer as mesas da preparação de forma a dar início ao processo de preparação das ordens de fabrico, bem como fazer a separação dos resíduos que resultam do processo de corte dos materiais da secção (papel, cartão e scrap de tecidos e outros materiais). Quando os recipientes existentes para a separação de resíduos estiverem cheios (Figura 21), é também da responsabilidade do “tira-peças” fazer o transporte dos resíduos para os contentores do lixo de cada tipo de resíduo. 31 Figura 21 - Recipientes de resíduos da Lectra 4.1.1.5 Preparação Na preparação, o preparador tem como tarefa fazer o controlo de qualidade das imagens de base recebidas do “tira-peças” bem como a contagem, garantindo desta forma a qualidade e quantidade das peças cortadas. O preparador segue o plano de produção da semana, preparando as ordens de fabrico à medida que estas vão sendo cortadas, para isto, é necessário imprimir a folha que identifica a ordem de fabrico, e quando esta se encontra completa, o preparador faz a leitura do código de barras da ordem de fabrico, dando desta forma o “OK” em sistema, ficando assim a ordem de semiacabado (SA) pronta para entrar em produção. Por fim, o preparador tem também como função fazer o transporte da palete do armazém para junto da zona de preparação e quando está cheia com todas as ordens de fabrico preparadas, o transporte da mesma de volta para o armazém transferindo novamente uma palete vazia para iniciar o processo novamente (Figura 22). 32 Figura 22 - Exemplo de um fluxo de transporte de racks 4.1.1.6 Preparação rallye O preparador rallye realiza as mesmas operações que um preparador “normal”, sendo a única diferença que este só trabalha com kits de tecido rallye, de forma a garantir que as peças de rallye que se encontra a preparar fazem parte da mesma ordem de fabrico. Desta forma assegura que quando a ordem for transferida para a produção e se transformar em uma ordem de produto acabado (PA), após a costura, as riscas do tecido rallye vão ficar todas corretamente alinhadas, evitando desta forma problemas de qualidade e falhas de envio de peças desta referência. 4.1.1.7 Operações auxiliares As operações auxiliares são operações de costura realizadas no setor de corte de forma a melhorar a produtividade do setor da produção. As costureiras presentes nas operações auxiliares são responsáveis pela costura de enchimento e de outras pequenas operações de costura como a costura de elásticos e guias de cinto. Desta forma, o tempo de ciclo da costura no setor da produção é inferior ao tempo de ciclo previsto no simulador de costura, o que permite um ganho de produtividade, pois permite às costureiras da produção realizar um menor número de operações tornando-as mais especializadas nas operações que realizam. Tem também a vantagem de facilitar o balanceamento das operações de costura, visto que remove algumas operações à peça a costurar. 33 4.2 Seleção do modelo para o projeto-piloto e das caixas Como objeto de estudo desta dissertação, a área em estudo foi o setor do corte de Joane I, sendo o projeto-piloto para a implementação do supermercado no setor do corte o projeto do Mini F57. A escolha deste modelo como projeto-piloto foi decidido pela empresa. Apesar do Mini F57 não ser um produto de alta rotação , como se pode verificar na Tabela 4, a decisão de escolher este modelo passou pelo facto deste ser o projeto mais recente na empresa e o primeiro projeto da BMW em Portugal, sendo por isso este um projeto mais importante para os futuros interesses da empresa, que passaram pela atribuição de mais projetos por parte da BMW. Tabela 4 - Análise ABC Projetos Joane I Análise ABC S16-S39 Modelo QTD QTD % Ac. QTD % Ac. Art. % Classe AB3 Couro 262050 35,57 35,57 0,20 A AB3 Tecido 186591 25,33 60,89 0,40 B F57 118041 16,02 76,91 0,60 B A1 88485 12,01 88,92 0,80 C B9 81597 11,08 100,00 1,00 C 736764 De salientar também que os modelos do AB3 Couro e AB3 Tecido se encontravam quase em fim de produção (estava previsto acabarem no primeiro semestre de 2020) e que a quantidade de número de carros do Mini F57 estava prevista aumentar à medida que o projeto ganhava um nível de maturidade maior, sendo estes fatores importantes para a escolha deste modelo como o objeto de estudo. Como já referido o projeto-piloto abordou o modelo do Mini F57. Na Tabela 5 apresentam-se as variantes e tipo de peças de cada modelo. Tabela 5 - Estrutura dos Modelos de Joane I Projeto Variante Tipo Peças Mini F57 • Chester • Leatherette • Cross Punch • Black Pearl • Yours • Fireworks • Lounge Pipping • Dinamic • Diamond • Double Strip • Cloth Dinamic • AF • EF • AT • ET • STV 34 A1 - • AF • EF • AT • ET B9 • Basis Konzept • Sport System • AF • EF • AT • ET AB3 Couro • Basis • Sport • Super Sport • AF • EF • AT • ET AB3 Tecido • Basis IDX • Basis REG • Sport RAL • AF • EF • AT • ET Esta tabela mostra que foi necessário analisar todas as variantes e o tipo de peças do modelo, pois ao contrário dos outros projetos de Joane I em que há semelhanças entre as variantes do modelo e o tipo de peças, no Mini F57 isto não se aplica, sendo assim necessário um estudo mais pormenorizado, enquanto que para os outros modelos não será necessário analisar todas as variantes ao pormenor, devido a serem semelhantes entre elas. 4.3 Análise crítica e identificação de problemas Nesta secção são apresentados e analisados os problemas encontrados no setor de corte de Joane I, nomeadamente, problemas ergonómicos, ordens fabrico de quantidade elevada, grandes quantidades de cartão, desorganização do layout do corte, estruturas do setor de corte desadequadas e layout da costura desadequado. 4.3.1 Problemas ergonómicos no picking das ordens de fabrico e transportes Em termos de ergonomia, foram identificados problemas no que diz respeito ao picking das ordens de fabrico e ao transporte das mesmas. Como se pode observar na Figura 23, é normal a existência de ordens de fabrico onde as imagens de base passam a altura máxima da rack, sendo a altura da rack de 1.90m, sendo por isso habitual a operação de picking destas imagens de base realizar-se a uma altura muito superior à recomendada, sendo a altura máxima recomendada a altura do ombro. 35 Figura 23 - Exemplo de OF para picking A altura máxima recomendada para a realização do picking das imagens base pode assim ser definida através da aplicação da seguinte fórmula: • 𝑃(𝑝) = 𝑚+ 𝑠∗ 𝑧(𝑝)+ 𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑙ç𝑎𝑑𝑜 onde m é a média, s é o desvio padrão e 𝑧(𝑝) é a constante do percentil p considerado, dos dados antropométricos da população portuguesa - Anexo II – Dados Antropométricos da População Portuguesa - Tabela 25. Define-se então a altura máxima recomendada só para homens (todos os distribuidores são homens), para um percentil de 5 e fator de ajuste do calçado de 25mm. • 𝑃(5) =1277+72∗ 1,64+25 =1420𝑚𝑚 A altura máxima recomendada para as operações de picking fica assim estabelecida como 1,42m, não devendo esta ser excedida, havendo a necessidade de exceder esta altura, as operações de picking a realizar devem de ser só para objetos menores/mais leves e de baixa frequência e duração. Devido ao projeto-piloto da implementação de um supermercado na zona da secção do corte do modelo Mini F57, a Coindu adquiriu algumas dezenas de caixas necessárias para o supermercado, como se pode ver na Figura 24. 36 Figura 24 - Armazenamento temporário Mini F57 caixas Este tipo de armazenamento temporário acarretava dois problemas ergonómicos, primeiro tinha-se a existência do picking das caixas acima da altura dos ombros, sendo normal o empilhamento de 9 a 10 caixas (1,80-2,00m), estando a altura máxima recomendada para o picking definida para 1,42m. O segundo problema dizia respeito à manipulação manual da carga a partir do nível do chão. De forma a validar se a manipulação manual da caixa era operação de risco, foi utilizada a equação de NIOSH, sendo considerado o peso da caixa de 16kg (peso máximo considerado pelo estudo). Os cálculos realizados estão no Apêndice I – Cálculos NIOSH. Da aplicação da equação de NIOSH (Anexo III – Equação de NIOSH – Tabela 29) concluiu-se então que existia risco para alguns trabalhadores na manipulação das caixas (Tabela 6), pelo que foi necessário eliminar este fator de risco. Tabela 6 – Resultado da equação de NIOSH para o armazenamento do Mini F57 Valor IE Nível de risco 1,59 Risco para alguns trabalhadores 4.3.2 Ordens de fabrico com um elevado número de peças Um dos problemas da secção de corte de Joane I eram as ordens de fabrico de quantidade elevada. No setor de corte de Joane I, existiam dois distribuidores por turno responsáveis pelo abastecimento da produção. Assim, quando a produção necessitava de uma ordem de fabrico, eram estes distribuidores que faziam o transporte da ordem de fabrico do armazém intermédio do corte para a produção. Para 37 realizar o transporte destas ordens, o distribuidor tinha de fazer o picking das imagens de base que compõem uma ordem de produção. Estas eram colocadas num carrinho, sendo este depois colocado no monta-cargas para fornecer a produção. Devido à existência de ordens de fabrico de quantidade elevada, assinalada a vermelho na Figura 25, nos AT 100% do A3 onde existiam ordens de fabrico com quantidade 120, num tipo de peça com cerca de 40 imagens de base diferentes, isto representava um total de 4800 peças. Este número elevado de peças representava um problema para o distribuidor, pois necessitava de realizar múltiplos movimentos de picking para conseguir colocar a ordem de fabrico no carrinho. Este número de movimentos de picking representavam assim um maior tempo despendido a realizar esta operação. Figura 25 - Exemplo ordem de fabrico elevada Estas ordens de quantidade elevada representavam também um peso grande devido à quantidade de peças, sendo por isso normal que uma ordem de 120 peças pese mais de 100 Kg s. Isto representava uma dificuldade acrescida para realizar o picking da ordem, sendo habitual a necessidade de um distribuidor ajudar o outro quando era necessária uma ordem urgente para a produção. Como consequência havia tempos mortos onde os distribuidores estavam à espera um do outro. Em geral, estes tempos mortos foram cronometrados e rondavam entre dois a cinco minutos. 44 Conclui-se assim que as ordens de fabrico do AB3 Couro percorriam uma distância de 195,18 metros dentro do setor de corte até estarem prontas para entrar em produção. 4.3.4.4 Movimentações das peças do projeto Mini F57 O fluxo do projeto do Mini F57 era semelhante ao projeto A1, existindo assim variantes onde eram recebidos kits de fornecedores externos e que realizavam corte interno em Joane II e operações auxiliares tanto em Joane II como em Joane I. Na Figura 34 está definido o fluxo para este tipo de variantes – DF57ce. Figura 34 - Fluxo das peças do projeto Mini F57 com enchimento 𝐷𝐹57𝑐𝑒 =3,1+29,62+24,16+20,08+15,74+45,54=138,24𝑚 Na Figura 35 está definido o fluxo para as variantes do projeto que só tinham corte interno de tecidos e outros materiais – DF57se. 45 Figura 35 - Fluxo das peças do projeto Mini F57 sem enchimento 𝐷𝐹57𝑠𝑒 =3,1+29,62+34,42=67,14𝑚 4.3.4.5 Síntese das distâncias percorridas e movimentações Foi assim possível concluir que no layout existente, as ordens de fabrico dos vários projetos percorriam uma grande distância dentro do setor de corte para concluir os vários processos de fabrico. Na Tabela 9 encontram-se as distâncias percorridas dos projetos em estudo e as respetivas movimentações por semana, tendo sido analisados os planos de produção semanal dos vários projetos para determinar o número de movimentações realizadas. Tabela 9 - Distância percorrida, movimentações e custos projetos Joane I Projetos A1 c/ench. A1 s/ench. B9 AB3 Tecido AB3 Couro Mini F57 c/ench. Mini F57 s/ench. Total Distância (m) 220,86 61,84 87,10 78,46 195,18 138,24 67,14 848,82 Movimentações/ semana 118 50 124 355 543 158 42 1390 Distância anual (km) 2710,39 321,57 1123,24 2896,74 11022,20 2271,56 293,27 20638,98 Custo anual (€) 7272,21 862,79 3013,75 7772,20 29573,47 6094,77 786,86 55376,05 Através do número de movimentações e da distância percorrida por cada projeto foi assim possível calcular a distância percorrida de cada projeto por semana, sendo este valor multiplicado por dois, visto que o colaborador realizava sempre o percurso com o material a transportar e o percurso inverso sem qualquer tipo de transporte. Após o cálculo da distância semanal, este valor foi multiplicado por 52 de forma a obter a distância anual atualmente percorrida no setor de corte de Joane I. De forma a calcular o valor atualmente despendido pela Coindu nestas operações de transporte manual, foi considerado que cada operador custava em média 850,00€/mês e que trabalhava em média 22 dias mensalmente, considerando também que percorria 1m a cada 2 segundos visto tratar-se de um transporte manual, o 46 custo por metro foi assim de 0,003€. Multiplicando o custo por metro pela soma das distâncias, foi assim possível concluir que a Coindu despendia com custos de transporte de materiais no setor de corte de Joane I 55376,00€/ano. 4.3.5 Desorganização da secção de corte No que dizia respeito à organização da secção de corte, os principais problemas identificados foram a procura manual das ordens de produção, a falta de identificações de zonas para as racks/ordens de fabrico de determinado projeto, o que aumentava a dificuldade da procura das ordens para abastecer a produção bem como as elevadas deslocações de operadores/racks no setor. Em conversa com os distribuidores e também durante a realização do estudo da capacidade para as caixas do supermercado de corte, foi possível perceber a dificuldade de encontrar determinadas ordens de produção no meio de centenas de ordens armazenadas. Em geral, era normal a ocorrência de os distribuidores passarem, por exemplo, entre uma a duas horas à procura de uma determinada ordem e, por vezes, só sendo a ordem encontrada no turno/dia seguinte. Este problema representava assim um desperdício de tempo na procura de material e um aumento desnecessário do número de deslocações a realizar, o que implicava percorrer o setor várias vezes até se encontrar a ordem de fabrico em falta. Com a agravante de este problema poder ocorrer entre duas a cinco vezes por semana. Isto consequentemente pode pôr em risco a paragem da produção e o envio do produto final para o cliente devido à incapacidade de encontrar o material necessário a abastecer à costura. Este problema era amplificado devido à falta de identificações de zonas para as racks/ordens de fabrico de determinado projeto como se pode verificar na Figura 36. As ordens dos vários projetos encontravamse espalhadas pelo setor de corte, à exceção do Mini F57 que se encontrava já armazenado em caixas, estando identificado a azul as ordens armazenadas do projeto AB3 couro, a vermelho do projeto AB3 tecido, a laranja as ordens do A1, a verde as ordens do B9, roxo o Mini F57, a preto as espumas de enchimento e a amarelo imagens de base que sobraram do processo de corte. 47 Figura 36 - Armazenamento desorganizado das ordens de fabrico Esta situação aumentava a dificuldade da procura das ordens para abastecer a produção, sendo este problema o principal responsável pela desorganização do setor, destacando-se também em termos de desorganização a área das espumas de enchimentos do projeto A1 com as caixas espalhadas pelo chão como se pode verificar na Figura 37. Figura 37 - Área das espumas de enchimento A1 Por fim, em termos de desorganização do setor de corte é importante também referir que as racks no setor não estavam fixas, sendo por isso normal a ocorrência de movimentações de racks da preparação para a zona de armazenamento de ordens de fabrico e vice-versa, principalmente no início do turno, 48 onde eram colocadas racks vazias na preparação e as folhas de acompanhamento das ordens de fabrico a preparar durante o turno. A necessidade de colocar racks vazias na preparação, implicava a necessidade de transferir ordens de fabrico para as racks ao lado de forma a ter uma rack vazia para fornecer à preparação, havendo assim um desperdício de tempo em movimentos/transporte de material que não acrescentavam valor ao produto final, bem como deslocações de colaboradores da zona de preparação para a zona de armazenamento de ordens de fabrico. Estas operações de preparação das racks no início de turno demoravam, em média, 20 minutos, representando assim um custo anual de 10045€/ano. Na Tabela 10 encontram-se os cálculos realizados para a obtenção deste valor, foram consideradas 52 semanas por ano, 5 dias por semana e 3 turnos de trabalho cada um com 8 colaboradores na preparação das ordens de fabrico. Tabela 10 - Custo anual da preparação das racks 850 €/Mês por colaborador 22 dias úteis/mês €/hora Turnos 8h €/20 min Custo anual para 8 colaboradores 3 turnos trabalho 38,64 €/dia 4,83 €/h 1,61 €/20min 10 045,45 € 4.3.6 Estruturas desadequadas As racks utilizadas no setor (Figura 38) eram maioritariamente de 2 metros de comprimento e 1 metro de largura com 1,90 metros de altura, pelo que também existiam algumas racks de 1,25 metros de comprimento com 0,80 metros de largura e 1,80 metros de altura. 49 Figura 38 - Racks da secção de corte Para além dos problemas ergonómicos presentes nas estruturas do setor abordados na secção 4.3.1, as racks que existiam não se encontravam preparadas para o armazenamento das caixas a utilizar no novo conceito de supermercado, pelo que seria necessário dimensionar novas racks de forma a ter um maior aproveitamento do espaço disponível a utilizar. Também os carrinhos que existiam no setor (Figura 39) não se encontravam adequados para o transporte das caixas, mas sim para o transporte das caixas de cartão dos kits fornecidos pelos fornecedores externos. Figura 39 - Carrinhos de transporte 2m 1,9m 1m 1,25m 0,8m 1,8m 50 4.3.7 Layout costura desadequado Durante este projeto de dissertação, a empresa introduziu um novo conceito produtivo no processo de costura da empresa, o conceito Coindu Production System (CPS), onde a costura passou a ser realizada em pé, seguindo o conceito de one-piece flow com abastecimento ao posto ( frontal feeding ), passando as ordens de fabrico a serem transportadas em pequenos lotes dentro das caixas de supermercado utilizadas para realizar o estudo apresentado nesta dissertação. Com a introdução desta nova forma de trabalhar na costura, foi então necessário projetar um novo layout para o setor da costura da unidade de Joane I, de forma a permitir que a costura passasse a realizar-se de pé, ao contrário do que acontecia, onde a costura era realizada sentada. Na Figura 40 encontra-se o layout atual do setor da costura de Joane I a alterar para este novo conceito. Figura 40 – Layout atual da costura Joane I 4.4 Síntese dos problemas Identificados Na Tabela 11 estão sintetizados os diferentes problemas identificados no capítulo 4, bem como as suas consequências e desperdícios associados. Tabela 11 - Síntese dos problemas identificados Problema Consequência Desperdício Problemas ergonómicos Lesões e acidentes de trabalho; Absentismo; perda de capacidade Overburden Ordens fabrico de quantidade elevada WIP elevado; Dificuldade para os distribuidores realizarem as operações de picking; Esperas, transporte, movimentações e stocks Grandes quantidades de cartão Ocupação de espaço; Transporte de scrap; Stock de scrap, movimentações e transportes Layout desorganizado Fluxos de materiais ineficientes; Elevado transporte/movimentações de colaboradores/materiais/estruturas; Falta de definição de áreas próprias para os vários projetos; Procura manual das ordens de fabrico; Ocupação de espaço; perda de capacidade Movimentações, transportes, esperas 51 Estruturas desadequadas Incompatibilidade com o conceito de supermercado a introduzir no setor; Utilização ineficiente do espaço Sobrecarga ( overburden ), deslocações? Layout costura desadequado Incompatibilidade com o conceito CPS a introduzir no setor; Utilização ineficiente do espaço; perda de capacidade Movimentações, transportes 53 5 APRESENTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DAS PROPOSTAS DE MELHORIA No presente capítulo são apresentadas as propostas desenvolvidas para a resolução dos problemas identificados no capítulo anterior. Estas propostas estão apresentadas na Tabela 12, tendo sido utilizada a ferramenta 5W2H para os apresentar e são discutidas nas seções seguintes. Tabela 12 - Plano de ações para as propostas de melhoria What? Why? How? Who? Where? When? How much? Projeto do supermercado Elevado WIP, elevados lead times, falta de controlo dos níveis de stock. Estudo da capacidade das caixas supermercado, através da pesagem das OFs Pedro Pereira Secção de corte Joane I Dezembro/ Janeiro 2019 25553€ Criação de novas estruturas Estruturas desadequadas para o novo conceito de supermercado e não ergonómicas Definição de novas estruturas com base em cálculos ergonómicos Pedro Pereira Secção de corte Joane I Fevereiro 2019 - Novo layout secção de corte Layout atualmente existente pouco otimizado, elevadas distâncias percorridas. Através de simulação em “Draftsight” e avaliação método CRAFT Pedro Pereira Secção de corte Joane I Março/Abril 2019 37000€ Novo layout secção da costura Necessidade de um novo layout para a introdução de um novo conceito de produção na costura. Através de simulação em “Draftsight” e avaliação método CRAFT Pedro Pereira Secção de costura Joane I Maio/ Junho 2019 - 5.1 Projeto do supermercado Como já referido anteriormente na secção 4.2, um dos objetivos desta dissertação passou pela criação de um supermercado na secção de corte de Joane I de produto semiacabado pronto a abastecer à costura. Foi proposto pela empresa que este supermercado incluísse as referências dos high-runners e mid-runners para dois dias de stock e considerando uma possível variação na procura do cliente de 15%, de forma a determinar se a secção de corte de Joane I teria espaço suficiente para o armazenamento das caixas destas referências. Para esta criação foi necessário proceder à determinação do número de caixas e à criação de novas estruturas para o supermercado, etapas descritas nas secções seguintes. 60 Figura 46 - Primeira proposta layout - fluxo projeto A1 s/enchimento 𝐷𝐴1𝑠𝑒 =3,1+29,62+25,21=57,93𝑚 As ordens de fabrico do projeto A1 que não levavam operações auxiliares de enchimento, percorriam assim uma distância de 57,93 metros dentro do setor de corte até estarem armazenadas no respetivo supermercado. Na Figura 47 é apresentado o diagrama de circulação para as peças do projeto A1 que levavam enchimento. Figura 47 - Primeira proposta layout - fluxo projeto A1 c/enchimento 𝐷𝐴1𝑐𝑒 =3,1+29,62+27,66+13,39+18,02+48,81=140,60𝑚 As ordens de fabrico com operações de enchimento do projeto A1 percorreriam uma distância de 140,60 metros até estarem prontas a serem fornecidas à produção. 61 Na Figura 48 é apresentado o fluxo do projeto B9 para a nova proposta de layout. Figura 48 - Primeira proposta layout - fluxo projeto B9 𝐷𝐵9𝑠𝑒 =3,1 + 29,62+45,64=78,36𝑚 As peças do projeto B9 percorreriam uma distância de 78,36 metros dentro do setor antes de ficarem prontas a ser abastecidas à costura. Na Figura 49 encontra-se definido o fluxo do projeto AB3 tecido. Figura 49 - Primeira proposta layout - fluxo projeto AB3 Tecido 𝐷𝐴𝐵3𝑇𝑠𝑒 =3,1 + 29,62+21,95=54,67𝑚 Através do diagrama de circulação foi possível concluir que as peças deste projeto percorriam uma distância de 54,67 metros até estarem prontas. O fluxo do projeto AB3 couro está apresentado na Figura 50. 62 Figura 50 - Primeira proposta layout - fluxo projeto AB3 Couro 𝐷𝐴𝐵3𝐶𝑐𝑒 =3,1+29,62+33,51+11,91+18,25+25,7=122,09𝑚 As peças do projeto AB3 Couro percorreriam uma distância de 122,09 metros até finalizarem os vários processos requeridos antes de serem abastecidas à produção. Para o projeto Mini F57 encontra-se identificado o novo fluxo de materiais na Figura 51. Figura 51 - Primeira proposta layout - fluxo projeto Mini F57 s/enchimento 𝐷𝐹57𝑠𝑒 =3,1+29,62+25,67=58,39𝑚 As peças do Mini F57 que não passavam no processo de enchimento percorreriam assim uma distância de 58,39 metros. Na Figura 52 está definido o fluxo para as peças com enchimento. 63 Figura 52 - Primeira proposta layout - fluxo projeto Mini F57 c/enchimento 𝐷𝐹57𝑐𝑒 =3,1+29,62+30,9+13,39+18,02+47,31=142,34𝑚 As peças com enchimento percorreriam uma distância de 142,34 metros até estarem armazenadas no supermercado. 5.2.2 Proposta 2 Na Figura 53 é apresentado o fluxo do projeto A1 para a segunda proposta de layout, sendo este o fluxo das peças que não levam enchimento deste projeto, estando este layout projetado para armazenar 2970 caixas de produto semiacabado pronto a abastecer a produção. Figura 53 - Segunda proposta layout - fluxo projeto A1 s/enchimento 𝐷𝐴1𝑠𝑒 =3,1+29,62+25,21 =57,93𝑚 64 A distância percorrida para a segunda proposta de layout para as peças sem enchimento do Audi A1 seria de 57,93 metros. Para as peças do projeto A1 com enchimento o fluxo das peças está representado na Figura 54. Figura 54 - Segunda proposta layout - fluxo projeto A1 c/enchimento 𝐷𝐴1𝑐𝑒 =3,1+29,62+15,89+22,70+14,45+41,18=126,94𝑚 As peças com enchimento percorreriam uma distância de 126,94 metros até finalizarem os vários processos necessários. Na Figura 55 está definido o fluxo do projeto B9 para a segunda alternativa proposta de layout da secção de corte. Figura 55 - Segunda proposta layout - fluxo projeto B9 𝐷𝐵9𝑠𝑒 =3,1 + 29,62+45,64=78,36𝑚 65 As peças do projeto percorreriam assim uma distância de 78,36 metros na secção de corte até concluírem os processos requeridos. Na Figura 56 está apresentado o fluxo do projeto AB3 tecido. Figura 56 - Segunda proposta layout - fluxo projeto AB3 Tecido 𝐷𝐴𝐵3𝑇𝑠𝑒 =3,1+29,62+21,95=54,67𝑚 As peças do projeto AB3 tecido percorreriam assim uma distância de 54,67 metros até estarem armazenadas no respetivo supermercado. Na Figura 57 está representado o fluxo do projeto AB3 couro para a segunda proposta de layout. Figura 57 - Segunda proposta layout – fluxo projeto AB3 Couro 𝐷𝐴𝐵3𝐶𝑐𝑒 =3,1+29,62+18,97+28,55+12,12+25,81=118,17𝑚 66 As peças do projeto AB3 couro percorreriam uma distância de 118,17 metros até finalizarem os vários processos necessários antes de serem fornecidas à costura. Na Figura 58 está apresentado o fluxo do projeto Mini F57 sem enchimento para esta segunda proposta de layout. Figura 58 - Segunda proposta layout - fluxo projeto Mini F57 s/enchimento 𝐷𝐹57𝑠𝑒 =3,1+29,62+25,67=58,39𝑚 Através do diagrama de circulação foi possível determinar a distância percorrida pelas peças deste projeto, sendo esta de 58,39 metros. O fluxo com enchimento do Mini F57 encontra-se apresentado na Figura 59. Figura 59 - Segunda proposta layout - fluxo projeto Mini F57 c/enchimento 𝐷𝐹57𝑐𝑒 =3,1+29,62+19,85+22,70+14,45+48,36=138,08 𝑚 67 Era assim percorrida uma distância de 138,08 metros para as peças do Mini F57 que realizam operações de enchimento. 5.2.3 Síntese dos resultados das duas propostas Na Tabela 17 estão apresentadas as distâncias percorridas pelos projetos de Joane I nas duas propostas de layout apresentadas. Tabela 17 - Distâncias percorridas projetos Joane I novas propostas layout Projetos DA1ce DA1se DB9se DAB3Tse DAB3Cce DF57ce DF57se Capacidade caixas 1ª proposta layout 140,60m 57,93m 78,36m 54,67m 122,09m 142,34m 58,39m 2898 2ª proposta layout 126,94m 57,93m 78,36m 54,67m 118,17m 138,08m 58,39m 2970 Mov./semana 118 50 124 355 543 158 42 Total Distância 1ª proposta 1725,44km 301,24km 1010,53km 2018,42km 6894,67km 2338,93km 255,05km 14544,28km Distância 2ª proposta 1557,81km 301,24km 1010,53km 2018,41km 6673,30km 2268,93km 255,04km 14085,26km Concluiu-se que a segunda proposta de layout é superior à primeira, isto é, maior capacidade de armazenamento de caixas e menor distância a percorrer. De forma a comparar qual o ganho desta proposta em relação ao layout anterior, foi utilizado o mesmo número de movimentações semanais apresentados na Tabela 9 da secção 4.3.4.5 e calculada a distância total percorrida por cada projeto neste novo layout. Esta distância percorrida foi multiplicada pelo número de movimentações vezes dois, visto que o colaborador após o transporte manual do material realizava sempre o percurso inverso, sendo por fim este valor multiplicado por 52 de forma a obter a distância percorrida por ano. A distância foi calculada através do somatório das distâncias anuais de cada projeto, sendo este somatório de 14085,26 quilómetros. 5.3 Transferência do modelo Mini F57 para Joane II e proposta de layout para a secção de corte Joane I Devido à passagem do processo de costura para o conceito CPS, uma das decisões da empresa foi a transferência do projeto Mini F57 para a unidade de Joane II, devido ao futuro aumento das encomendas do projeto e devido ao corte de couro se realizar no setor de corte de Joane II. Este setor também passou a realizar as operações auxiliares como, por exemplo, as costuras decorativas realizadas nas máquinas Portal ou KSL, por esta unidade ter uma maior capacidade produtiva do setor de preparação. Desta forma, foi necessário realizar alterações no funcionamento de vários setores da empresa, que implicaram novos balanceamentos do trabalho dos setores de corte e costura das duas unidades. 68 Por causa desta transferência do projeto Mini F57, foi necessário a definição de um novo layout para o setor de corte de Joane I, tendo sido novamente utilizado o “ DraftSight” para projetar o novo layout do setor. Na Figura 60 é apresentada a melhor proposta para o novo layout da secção de corte com o novo fluxo do projeto B9, estando as outras propostas estudadas como possíveis layouts da secção apresentadas no Apêndice IV – Alternativas de layouts para o setor de corte Joane I. As principais diferenças entre os três cenários analisados são o comprimento dos corredores, a localização das zonas de enchimento e low runners . Esta proposta tinha capacidade para armazenar 2286 caixas, de realçar também que as operações auxiliares de enchimento estavam previstas passar para a produção neste novo conceito de sistema de produção. Figura 60 - Proposta futuro layout setor corte Joane I – fluxo projeto B9 𝐷𝐵9𝑠𝑒 =3,1 + 29,62+24,66=57,38𝑚 As peças do projeto B9 percorreriam assim uma distância de 57,38 metros até estarem armazenadas prontas a abastecer a produção neste futuro layout. A proposta para as peças do projeto A1 sem operações de enchimento está apresentada na Figura 61. 69 Figura 61 - Proposta futuro layout setor corte Joane I - fluxo projeto A1 s/enchimento 𝐷𝐴1𝑠𝑒 =3,1 + 29,62+22,70=55,42𝑚 As peças do projeto A1 sem enchimento percorreriam uma distância de 55,42 metros dentro do setor até estarem prontas a entrar em produção. O fluxo do projeto A1 com enchimento está definido no diagrama de circulação da Figura 62. Figura 62 - Proposta futuro layout setor corte Joane I - fluxo projeto A1 c/enchimento 𝐷𝐴1𝑐𝑒 =3,1+29,62+16,62+15,83+22,7+7,53=95,40𝑚 A partir do diagrama de circulação é possível concluir que as peças do projeto A1 com enchimento percorrem uma distância de 95,40 metros dentro do setor de corte de Joane I. Na Figura 63 está apresentado o fluxo do projeto AB3 Tecido. 77 6 DISCUSSÃO E AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS Neste capítulo são apresentados os resultados obtidos para as propostas de melhoria apresentadas no capítulo 0. 6.1 Melhoria das condições ergonómicas no setor No que dizia respeito às condições ergonómicas no setor de corte de Joane I, a zona de armazenamento das caixas do projeto Mini F57 apresentava um risco para alguns trabalhadores com um índice de elevação de 1,59, tendo sido esta zona convertida para o armazenamento de caixas vazias verificandose uma diminuição do índice de elevação para 0,42 eliminando assim o fator de risco associado à manipulação manual de caixas nesta área. O dimensionamento das novas estruturas também eliminou o problema identificado na secção 4.3.1. com base nos cálculos ergonómicos apresentados no Apêndice III – Projeto das novas estruturas da secção de corte. Desta forma, foi possível eliminar as operações de picking manual das ordens de fabrico acima da altura dos ombros e abaixo da altura dos joelhos. Através da melhoria das condições ergonómicas no setor de corte, foi possível a obtenção de um local de trabalho mais seguro, diminuindo o fator de risco de possíveis lesões de trabalho associadas às tarefas a realizar bem como uma maior valorização dos colaboradores. Na Tabela 20 encontram-se resumidos os ganhos ergonómicos no setor. Tabela 20 - Ganhos ergonómicos no setor de corte Joane I Antes Depois Índice de elevação 1,59 Índice de elevação 0,42 Risco para alguns trabalhadores na manipulação manual das cargas Eliminação do fator de risco na manipulação manual das cargas Operações de picking acima da altura dos ombros/abaixo da altura dos joelhos Eliminação do picking de ordens de fabrico acima da altura dos ombros/abaixo da altura dos joelhos 6.2 Redução do WIP, de paragens e de transportes na costura Após a realização dos testes em chão de fábrica de forma a determinar o número de caixas necessárias para a criação do supermercado, chegou-se a conclusão de que seriam necessárias 2323 caixas, das quais 744 são para imagens de base de couro e 1579 para tecidos e outros materiais, ou seja, seriam necessárias as seguintes caixas para os cinco projetos de Joane I: 78 • A1 – 141 caixas para couro e 232 para tecidos; • B9 – 0 caixas para couro e 149 para tecidos; • AB3 Tecido – 7 caixas para couro e 374 para tecidos; • AB3 Couro – 442 caixas para couro e 442 caixas para tecidos; • Mini F57 – 154 caixas para couro e 382 para tecidos. Com a passagem para este conceito de supermercado foi possível um maior nível de controlo de stocks, bem como stocks mais baixos tanto de produto acabado como de matéria-prima, havendo por isso uma redução dos desperdícios associados ao processo de corte e do valor monetário parado em stock, estando o supermercado dimensionado para dois dias de stock com uma previsão de 15% na variação da procura do cliente. Com a passagem das ordens de fabrico para dentro de caixas, estando estas limitadas pela altura da caixa e pelo peso máximo de 16kg, eram eliminadas por completo as grandes ordens de fabrico existentes, sendo assim possível começar a trabalhar com pequenos lotes o que permitiria reduzir WIP existente na costura. A criação do supermercado iria também permitir um fluxo constante de abastecimento de produto semiacabado à produção, reduzindo assim o risco da paragem da costura por falta de trabalho. Por fim, com a passagem das ordens para dentro das caixas de supermercado, aquando da receção dos kits de fornecedores externos, após ser feito o controlo de qualidade destes kits, estes deveriam ser transferidos para caixas vazias em vez de voltarem a serem guardados nas caixas de cartão, eliminando assim o transporte sucessivo deste scrap de cartão entre os vários setores envolvidos no processo produtivo, permitindo poupar 16 m2 o que correspondia a uma poupança de 8000€. É de notar que com base nos valores da Tabela 12 da secção 5, é necessário um investimento de 62553,00€ para a implementação do supermercado (racks e caixas). 6.3 Redução das distâncias percorridas, movimentações e deslocações Esta secção apresenta a redução das distâncias percorridas, movimentações e deslocações no setor de corte e no novo sistema CPS. 79 6.3.1 No setor do corte Como apresentado na secção 4.3.4.5, para o layout existente na secção de corte eram percorridos, por ano, 20638,98 quilómetros o que representava um custo de 55376,00€/ano. Após a simulação e análise de vários possíveis layouts, ficou definido como melhor opção o layout da Figura 70. Figura 70 - Melhor opção de layout setor corte Joane I Para esta opção de layout seria possível reduzir a distância a percorrer no setor para 14085,26 km/ano, o que representava uma redução das distâncias a percorrer em 32% e uma redução para um custo de cerda de 37791,00€/ano, ou seja, uma poupança de 17584,00€/ano. A definição de diferentes áreas para os vários projetos permitiu também uma melhor organização do layout e eliminou a dificuldade de procurar uma determinada ordem de um determinado projeto, eliminando assim o problema exposto na Figura 36 da secção 4.3.5. Na altura de realização deste projeto era necessário esvaziar racks no armazém transferindo ordens de fabrico de uma rack para a outra de forma a ter racks vazias para preparar novas ordens de fabrico na preparação. Com a criação do supermercado no setor de corte de Joane I e novas estruturas (Figura 44 da secção 5.1.2), seria possível a eliminação das deslocações de operários da zona de preparação para a zona do armazenamento de OF e eliminação de movimentações extras de material para diferentes racks, bem como a eliminação da movimentação das racks o que permitiria uma melhor organização do espaço de armazenagem, não havendo assim necessidade de preparar racks só de abastecer caixas vazias à preparação o que deveria ser feito ao longo do turno pelos distribuidores. 80 A eliminação desta atividade representava assim uma poupança de 10045,00€/ano, como se pode verificar na Tabela 10 da secção 4.3.5. Na Tabela 21 está apresentado o ganho da eliminação desta atividade. Tabela 21 - Ganhos da eliminação das operações de preparação das racks Antes Depois Preparação das racks Eliminação da operação de preparação das racks Custo da preparação das racks - 10045€/ano Poupança 10045€/ano Como layout futuro para a secção de corte foi definido o layout apresentado na Figura 71b) como melhor opção. a) b) Figura 71 - Layout de corte: a) antes b) depois No layout futuro da secção seria percorrida uma distância de 10242,57km/ano, o que representava uma melhoria de 11% em relação ao layout anterior, ou seja, uma redução das distâncias percorridas de 43% face ao layout atual, esta redução das distâncias a percorrer representava um custo de 27481,00€/ano, sendo assim possível poupar 3535,00€/ano face ao layout da Figura 70, ou seja, 21012,00€/ano face ao layout atual do setor quando o projeto Mini F57 não é contabilizado. É também possível poupar 177,07 m2, estando o metro quadrado avaliado em cerca de 500,00€ o que representaria uma poupança de 88535€. Na Tabela 22 estão apresentados os ganhos dos novos layouts. Tabela 22 - Ganhos com as propostas de layouts do setor de corte Antes Depois Futuro Distância 20638,98km 14085,26km 10242,57km Custo movimentações 55376€/ano 37791€/ano 27481€/ano Capacidade - 2970 caixas 2286 caixas Espaço ganho 0 m2 16 m2 177,07m2 Ganhos - 8000€ espaço 17584€/ano Redução distância em 32% face ao layout atual 88535€ espaço 3535€/ano face ao layout anterior e 21012€/ano face ao layout atual Redução distância em 11% face ao layout anterior e 43% ao atual 81 6.3.2 No conceito CPS Para o setor da costura foi definido o layout da Figura 72. a) b) Figura 72 – Layout da costura: a) antes b) depois Este layout apresentou os melhores resultados quando comparado com as outras opções como se pode verificar na Tabela 19, ou seja, uma distância de 1676,83km/ano e um custo de 8998,00€/ano, representaria também uma poupança de 732,04 metros quadrados, o que representaria um valor de 366020,00€. Na Tabela 23 estão apresentados os ganhos do novo layout da costura no conceito CPS. Tabela 23 - Ganhos do novo layout da costura Antes Depois Ganho Layout 100% ocupação 732,04 m2 espaço livre 366020€ 6.4 Síntese dos resultados Na Tabela 24 é apresentada a síntese destes resultados. Tabela 24 - Síntese dos resultados Critérios Ganhos Espaço 909,11 m2 Valor monetário do espaço 454555€ Poupança anual 31058€/ano Redução das distâncias no corte 43% Redução do valor IE 0,42 Investimento -62553€ Melhorias ergonómicas no setor de corte, eliminação do picking acima da altura dos ombros/abaixo dos joelhos 83 7 CONCLUSÃO Esta capítulo visa a apresentar as principais conclusões do projeto de dissertação, bem como possíveis propostas para desenvolver em futuros trabalhos na secção de corte de Joane I. 7.1 Conclusões Esta dissertação tinha como principal objetivo o estudo da criação de um supermercado de produto semiacabado no setor do corte de Joane I para dois dias de stock, tendo em conta uma possível variação da procura do cliente em 15%, bem como possíveis melhorias no setor de corte. Desta forma foi feita uma análise ao setor de corte de Joane I identificando-se vários problemas no que dizia respeito às condições ergonómicas no setor, às estruturas presentes no setor nomeadamente as racks de armazenamento, tamanho das ordens de fabrico, distâncias a percorrer, fluxo dos materiais, movimentações de colaboradores/racks, scrap e desorganização do layout. Assim após a identificação dos problemas do setor a eliminar/reduzir foram propostas melhorias a realizar. Estas melhorias consistiram na introdução de novas racks de armazenamento no setor para combater os problemas ergonómicos identificados, novos fluxos de materiais através do projeto de uma nova configuração de layout para o setor para reduzir as distâncias a percorrer, realização do estudo do número de caixas necessárias à criação do supermercado e uma nova configuração de layout do setor de costura para a produção para introduzir o conceito CPS. Estas melhorias permitiram a eliminação/redução dos problemas identificados, através da criação do supermercado com uma capacidade de 2323 caixas. Desta forma, foi possível reduzir o tamanho das ordens de fabrico, eliminar o scrap de cartão proveniente dos kits de fornecedores externos, obter um maior controlo do nível de stocks, assegurando que a costura não parasse por rotura de produto semiacabado. Foi ainda possível uma redução do WIP, a eliminação das movimentações extras de racks/colaboradores durante a preparação dos turnos o que representou uma poupança de 10045€/ano e a transição de um sistema push para um sistema pull . Através do projeto de novas estruturas foi possível a eliminação dos problemas ergonómicos relacionados com o picking das ordens de fabrico, bem como a realização do picking de caixas em vez de imagens de base, reduzindo assim as movimentações a efetuar durante a operação de picking , ou seja, reduzindo assim o tempo despendido para estas operações. 84 Com a nova configuração do layout do setor de corte foi possível a simplificação do fluxo de materiais e a redução das distâncias a percorrer, tendo sido definidas áreas para cada projeto, bem como uma área para as caixas vazias e para as espumas de enchimento, obtendo-se assim um setor mais organizado, o que facilitou a procura das ordens de fabrico. Com esta proposta foi também possível reduzir a distância a percorrer de 20638,98 quilómetros para 14085,26 quilómetros o que representou uma diminuição em 32% e uma diminuição dos custos associados ao transporte de materiais de 55376€/ano para 37791€/ano, ou seja, uma poupança de 17584€/ano. Na futura configuração do layout após a transferência do projeto Mini F57 para a unidade de Joane II, a distância a percorrer poderá vir a ser de 10242,57 quilómetros, apresentando esta configuração uma melhoria de 43% face ao layout atual e de 11% face ao layout a implementar para a criação do supermercado (não tendo em conta a distância do projeto Mini F57), apresentando um custo de 27481,00€/ano, ou seja, uma poupança de 21012,00€/ano face ao layout atual do setor e uma poupança de 3535,00€/ano em relação ao layout a implementar na criação do supermercado, sendo possível poupar 177,07 metros quadrados avaliados em 88535,00€. Por fim, com a nova configuração do layout da secção de costura para o conceito CPS seria possível poupar 732,04 m2, ou seja 366020,00€. Por último, é importante referir que este projeto de dissertação permitiu a aplicação dos conhecimentos adquiridos no curso de MIEGI em ambiente industrial, de salientar a capacidade de identificação de problemas e resolução dos mesmos, através de implementação de propostas de melhoria e avaliação destas mesmas. 7.2 Trabalho futuro Como trabalho futuro sugere-se o acompanhamento das implementações do conceito CPS na costura e da criação do supermercado no setor de corte de Joane I, bem como a formação das colaboradoras para estes novos conceitos. Adicionalmente sugere-se também um estudo mais aprofundado no que diz respeito às condições ergonómicas no setor de corte, principalmente em relação às tarefas realizadas pelos estendedores e pelos “tira-peças”, de forma a validar se estas são seguras do ponto de vista ergonómico. 85 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Alves, A. C. (2007). Projecto Dinâmico de Sistemas de Produção Orientados ao Produto [Univer (University of Minho). Retrieved from https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/7606 Barroso, M.P., Arezes, P.M., Da Costa, L.G., Miguel, A. S. (2005). Anthropometric study of Portuguese workers. International Journal of Industrial Ergonomics , 35 (5), 401–410. Bhamu, J., & Sangwan, K. S. (2014). Lean manufacturing: Literature review and research issues. International Journal of Operations and Production Management , 34 (7), 876–940. https://doi.org/10.1108/IJOPM-08-2012-0315 Chatzopoulos, C., Tsigkas, A., & Papantoniou, A. 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New York: Productivity 92 Tabela 26 - Tabela da distribuição normal 93 ANEXO III – EQUAÇÃO DE NIOSH Para o parâmetro MF foi considerado um período de elevação de 2-8h, ou seja, um turno de trabalho e frequência de 0,2 elevações/minuto (cerca de 100 elevações por turno). Sendo assim MF = 0,85. Tabela 27 - Tabela MF – adaptado de (WATERS, PUTZ-ANDERSON, GARG, & FINE, 1993) Para o parâmetro MP foi considerasse que a qualidade da pega da caixa é boa e de fácil manipulação (Figura 74), sendo assim MP = 1. Tabela 28 - Tabela MP - adaptado de (WATERS et al., 1993) 94 Figura 74 - Indicações para a definição da qualidade da pega - adaptado de (Garg & Saxena, 1980) O resultado do parâmetro IE é interpretado segundo a Tabela 29. Tabela 29 - Interpretação dos valores de IE IE Nível Risco ≤1 Ausência de Risco 1,1-2,9 Risco para alguns trabalhadores ≥3 Risco para a maioria dos trabalhadores 95 APÊNDICES 97 APÊNDICE I – CÁLCULOS NIOSH Neste apêndice é apresentado os cálculos realizados de forma a analisar/validar as operações manuais de manipulação de cargas, tendo sido utilizada a equação de NIOSH. Resultado da equação de NIOSH para a situação do armazenamento do Mini F57 em caixas manipuladas a partir do nível do chão: • 𝑃𝐿𝑅 =𝐶𝐶∗𝑀𝐻∗𝑀𝑉∗𝑀𝐷∗𝑀𝐴∗𝑀𝑃∗𝑀𝐹 • 𝐼𝐸 =𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎/𝑃𝐿𝑅 𝐶𝐶 =23 𝑘𝑔 𝑀𝐻 =25 𝐻= 25 35=0,714 𝑀𝑉 =1−(0,003)∗|𝑉−75|=1−(0,003)∗|17−75|=0,826 𝑀𝐷 =0,82+(4,5 𝐷)=0,82+(4,5 82)=0,875 𝑀𝐴=1−(0,0032∗𝐴)= 1 − (0,0032∗0)=1 𝑀𝑃 =𝐴𝑛𝑒𝑥𝑜 𝐼𝐼𝐼 = 1 𝑀𝐹 =𝐴𝑛𝑒𝑥𝑜 𝐼𝐼𝐼 =0,85 𝑃𝐿𝑅 =23∗0,714∗0,826∗0,875∗1∗1∗0,85=10,09 𝐼𝐸 =16 10,09=1,59 Resultado da equação de NIOSH para a validação do armazenamento de caixas vazias em caixas manipuladas a partir do nível do chão: 𝐶𝐶 =23 𝑘𝑔 𝑀𝐻 =25 𝐻= 25 35=0,714 𝑀𝑉 =1−(0,003)∗|𝑉−75|=1−(0,003)∗|17−75|=0,826 𝑀𝐷 =0,82+(4,5 𝐷)=0,82+(4,5 82)=0,875 𝑀𝐴=1−(0,0032∗𝐴)= 1 − (0,0032∗0)=1 𝑀𝑃 =𝐴𝑛𝑒𝑥𝑜 𝐼𝐼𝐼 = 1 𝑀𝐹 =𝐴𝑛𝑒𝑥𝑜 𝐼𝐼𝐼 =0,85 𝑃𝐿𝑅 =23∗0,714∗0,826∗0,875∗1∗1∗0,85=10,09 𝐼𝐸 =4.2 10,09=0,42 99 APÊNDICE II – ESTUDO DO NÚMERO DE CAIXAS NECESSÁRIAS Para calcular o número de caixas necessárias para cada projeto, foi necessário realizar testes no chão de fábrica para tipo de peça de cada projeto, por exemplo, na Tabela 30 para os assentos da frente do A1 verificou-se uma ordem de fabrico de 40, sendo o peso da caixa de couro de 9,9 kg e da caixa de tecidos de 19,8 kg, como o peso máximo do estudo é de 16kg por caixa, a quantidade máxima que a caixa de couro pode levar é uma ordem de fabrico de 65 (40×16÷9,9=65) e a caixa de tecidos uma ordem de fabrico de 32. Como as ordens de fabrico seguem os módulos de embalagem acordados com os clientes, sendo o módulo de embalagem de 20 para os assentos da frente, a coluna do mínimo múltiplo comum (MMC) calcula o mínimo múltiplo comum do módulo de embalagem, a fórmula utilizada para calcular o MMC encontra-se na Figura 75. Caso o valor na coluna QTD Máx. seja zero, o valor na coluna MMC também será zero, isto acontece quando a ordem de fabrico não tem imagens base de couro, como é o caso dos assentos traseiros do A1, se o valor da QTD Máx for superior ao módulo de embalagem, então o valor do MMC é igual ao arredondamento para baixo da divisão da QTD Máx pelo módulo de embalagem, sendo no fim este valor multiplicado pelo módulo de embalagem (65÷20 ≈3×20=60), por fim caso a QTD Máx seja inferior ao módulo de embalagem, como acontece para a caixa de tecidos dos encostos da frente, então a MMC é igual ao módulo de embalagem a dividir por 2. Figura 75 - Fórmula para o cálculo do MMC Estando definido o MMC, foi necessário calcular a QTD efetiva que cada caixa podia levar. Para realizar este cálculo utilizou-se a fórmula da Figura 76, ou seja, se a MMC for zero, então a quantidade efetiva também seria zero e se o MMC for superior a zero, a QTD efetiva seria definida pelo o menor MMC. Figura 76 - Fórmula para o cálculo da QTD Efetiva Por fim, tem-se a coluna do Electronic Data Interchange - EDI - diário máximo, que foi calculado através da definição do valor máximo das semana 16 à 39 a dividir por 5 (Figura 77), tendo sido este estudo realizado para uma variação do cliente de 15%, ou seja, EDI diário máximo multiplicado por 15% (18×1,15=21) e para dois dias de stock (21×2=42). Figura 77 - Fórmula para o cálculo do EDI Diário Máximo 100 Sendo assim, o número de caixas necessárias foi calculado através da fórmula da Figura 78, ou seja, se a quantidade efetiva for zero, então o número de caixas necessárias também seria zero, senão seria igual ao arredondamento para cima do stock a dividir pela quantidade efetiva (42÷20≈3). Figura 78 - Fórmula para o cálculo das caixas necessárias 101 Tabela 30 - Estudo das caixas necessárias A1 EDI FORECAST 16 39 192 301 PN COINDU 2900 7160 Tipo QTD teste Caixa Couro kg Caixa Tecidos kg Módulo embalagem QTD Máx Couro QTD Máx Tecidos MMC Couro MMC Tecidos QTD Efetiva Couro QTD Efetiva Tecidos EDI Diário Máximo Variação Cliente (15%) Stock (2dias) Caixas Couro Necessárias Caixas Tecido Necessárias 30711E0C00C1CAE 20 70 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 18 21 42 3 3 30711E0B00C1CAE 20 70 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 18 21 42 3 3 30711D0C00C0TAE 0 10 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 4 5 10 1 1 30711D0B00C0TAE 0 20 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 4 5 10 1 1 30711F0C00I2CAE 240 720 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 149 172 344 18 18 30711F0B00I2CAE 240 710 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 149 172 344 18 18 30711E0C00C1TAE 0 10 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 8 10 20 1 1 30711E0B00C1TAE 0 10 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 8 10 20 1 1 30711G0C00I2CAE 60 210 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 42 49 98 5 5 30711G0B00I2CAE 60 210 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 42 49 98 5 5 30711F0C00I0UAE 0 0 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 0 0 0 0 0 30711F0B00I0UAE 0 0 AF 40 9,9 19,8 20 65 32 60 20 20 20 0 0 0 0 0 30711E0K14C1CAI 40 80 AT 20 - 27,3 10 0 12 0 10 0 10 19 22 44 0 5 30711D0K04C0TAI 20 10 AT 20 - 27,3 10 0 12 0 10 0 10 4 5 10 0 1 30711F0K04I2CAI 420 710 AT 20 - 27,3 10 0 12 0 10 0 10 149 171 342 0 35 30711E0K04C1TAI 20 10 AT 20 - 27,3 10 0 12 0 10 0 10 8 10 20 0 2 30711G0K04I2CAI 40 210 AT 20 - 27,3 10 0 12 0 10 0 10 42 49 98 0 10 108 11 30711F0R01I0UAF ET S-LINE STANDARD CITY CARVER SOUL/PULSORANGE SP 0 0,00 100,00 91,67 C 0 0 12 30711F0Q01I0UAF ET S-LINE STANDARD CITY CARVER SOUL/PULSORANGE SP 0 0,00 100,00 100,00 C 0 0 O mesmo procedimento foi replicado para os restantes projetos. Na Tabela 35 encontra-se o estudo das caixas necessárias para o projeto B9, no B9 foi necessário fazer a distinção entre variantes basis e sport , pois existem diferenças significativas entre estas duas variantes. Tabela 35 - Estudo das caixas necessárias B9 EDI FORECAST 16 39 213 PN COINDU 2719 1552 Variante Tipo QTD teste Caixa Couro kg Caixa Tecidos kg Módulo embalagem QTD Máx Couro QTD Máx Tecidos MMC Couro MMC Tecidos QTD Efetiva Couro QTD Efetiva Tecidos EDI Diário Máximo Variação Cliente (15%) Stock (2dias) Caixas Tecido Necessárias 30715E0A00C0CAA 4 0 Basis Konzept AF 60 - 23,9 60 0 40 0 30 0 30 4 5 10 1 30715E0A00I0IAA 116 0 Basis Konzept AF 60 - 23,9 60 0 40 0 30 0 30 84 97 194 7 30715E0A00C0TAA 0 0 Basis Konzept AF 60 - 23,9 60 0 40 0 30 0 30 0 0 0 0 30715M0A00I0IAA 0 0 Basis Konzept AF 60 - 23,9 60 0 40 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E1A00C0CAA 0 0 Basis Konzept AF 60 - 23,9 15 0 40 0 30 0 30 0,8 1 2 1 30715E1A00I0IAA 20 0 Basis Konzept AF 60 - 23,9 15 0 40 0 30 0 30 10,8 13 26 1 30715E0A01I0HAC 10 180 Sport System AF 60 - 23,8 60 0 40 0 30 0 30 92 106 212 8 30715E0A01I0FAC 14 0 Sport System AF 60 - 23,8 60 0 40 0 30 0 30 4,8 6 12 1 30715E0A01I0IAC 480 300 Sport System AF 60 - 23,8 60 0 40 0 30 0 30 288 332 664 23 30715E1A01I0HAC 0 0 Sport System AF 60 - 23,8 15 0 40 0 30 0 30 10,4 12 24 1 30715E1A01I0IAC 90 0 Sport System AF 60 - 23,8 15 0 40 0 30 0 30 26,8 31 62 3 109 30715E0K00C0CAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 2 3 6 1 30715E0K03C0CAB 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K03C0CAC 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K07C0CAB 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K00I0IAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 30 35 70 5 30715E0K02I0IAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K02I0IAB 6 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 1,2 2 4 1 30715E0K03I0IAB 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K03I0IAC 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K06I0IAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 1,2 2 4 1 30715E0K07I0IAC 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 1 2 4 1 30715E0K02C0TAB 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K03C0TAB 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 110 30715E0K03C0TAC 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K06C0TAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K07C0TAC 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715M0K00I0IAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E1K00C0CAA 0 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 10 0 17 0 10 0 10 0 0 0 0 30715E1K00I0IAA 10 0 Basis Konzept AT 30 - 28,0 10 0 17 0 10 0 10 4 5 10 1 30715E0K01I0HAB 6 90 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 46 53 106 8 30715E0K04I0FAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0,6 1 2 1 30715E0K05I0FAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K05I0FAC 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K08I0FAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 1 2 4 1 30715E0K09I0FAD 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 1,8 3 6 1 30715E0K01I0IAB 180 120 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 126 145 290 20 30715E0K04I0IAB 1 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 1,2 2 4 1 30715E0K05I0IAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K05I0IAC 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0,2 1 2 1 111 30715E0K08I0IAB 18 2 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 5,2 6 12 1 30715E0K04I0HAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K05I0HAC 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K08I0HAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K09I0HAD 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 0 0 0 0 30715E0K09I0IAD 85 14 Sport System AT 20 - 18,4 30 0 17 0 15 0 15 17 20 40 3 30715E1K01I0HAB 0 0 Sport System AT 20 - 18,4 10 0 17 0 10 0 10 5 6 12 2 30715E1K01I0IAB 80 0 Sport System AT 20 - 18,4 10 0 17 0 10 0 10 16 19 38 4 30715E0F00C0CAD 4 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 2 3 6 1 30715E0G00C0CAD 2 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 2 3 6 1 30715E0F00I0IAD 120 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 36 42 84 3 30715E0F02I0IAC 16 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 3,2 4 8 1 30715E0G00I0IAD 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 36 42 84 3 30715E0G02I0IAC 16 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 3,2 4 8 1 30715E0F00C0TAD 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0F02C0TAC 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0G00C0TAD 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0G02C0TAC 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 30715M0F00I0IAA 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 112 30715M0G00I0IAA 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E1F00C0CAC 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1F00C0CAD 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1G00C0CAC 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1G00C0CAD 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1F00I0IAC 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1F00I0IAD 13 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 7,8 9 18 1 30715E1G00I0IAC 0 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1G00I0IAD 13 0 Basis Konzept EF 60 - 32,5 20 0 30 0 20 0 20 7,8 9 18 1 30715E0F01I0HAE 5 90 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 46 53 106 4 30715E0G01I0HAE 5 90 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 46 53 106 4 30715E0F01I0FAE 12 0 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 2,4 3 6 1 30715E0F03I0FAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 0,8 1 2 1 30715E0G01I0FAE 12 0 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 2,4 3 6 1 30715E0G03I0FAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 0,8 1 2 1 30715E0F01I0IAE 240 120 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 144 166 332 12 30715E0F03I0IAD 1 1 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 1,2 2 4 1 30715E0G01I0IAE 180 120 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 144 166 332 12 30715E0F03I0HAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 113 30715E0G03I0HAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0G03I0IAD 1 1 Sport System EF 60 - 31,7 60 0 30 0 30 0 30 1,2 2 4 1 30715E1F01I0HAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1F01I0HAE 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 5,2 6 12 1 30715E1G01I0HAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1G01I0HAE 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 5,2 6 12 1 30715E1F01I0IAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1F01I0IAE 45 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 13,4 16 32 2 30715E1G01I0IAD 0 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1G01I0IAE 45 0 Sport System EF 60 - 31,7 20 0 30 0 20 0 20 13,4 16 32 2 30715E0P00C0CAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 30 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0Q00C0CAB 4 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 2 3 6 1 30715E0R00C0CAB 2 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 2 3 6 1 30715E0P00I0IAA 2 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 30 0 36 0 30 0 30 0,6 1 2 1 30715E0Q00I0IAB 60 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 36 42 84 3 30715E0Q04I0IAA 19 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 3,8 5 10 1 30715E0R00I0IAB 60 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 36 42 84 3 30715E0R03I0IAA 20 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 4 5 10 1 30715E0Q00C0TAB 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 114 30715E0Q04C0TAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0R00C0TAB 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0R03C0TAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715M0Q00I0IAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715M0R00I0IAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 60 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E1P00C0CAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 10 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E1Q00C0CAB 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 20 0 36 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1R00C0CAB 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 20 0 36 0 20 0 20 0 0 0 0 30715E1P00I0IAA 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 10 0 36 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E1Q00I0IAB 10 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 20 0 36 0 20 0 20 4 5 10 1 30715E1R00I0IAB 0 0 Basis Konzept ET 60 - 26,4 20 0 36 0 20 0 20 4 5 10 1 30715E0P01I0HAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 30 0 41 0 30 0 30 0,4 1 2 1 30715E0Q01I0HAC 5 89 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 46 53 106 4 30715E0R02I0HAC 5 89 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 46 53 106 4 30715E0Q05I0FAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 1,6 2 4 1 30715E0R04I0FAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 1,6 2 4 1 30715E0Q01I0FAC 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 1 2 4 1 30715E0R02I0FAC 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 1 2 4 1 30715E0P01I0IAB 4 0 Sport System ET 60 - 23,3 30 0 41 0 30 0 30 1,4 2 4 1 115 30715E0Q01I0IAC 240 120 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 144 166 332 12 30715E0Q05I0IAB 19 3 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 5,6 7 14 1 30715E0R02I0IAC 240 120 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 132 152 304 11 30715E0Q05I0HAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0R04I0HAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 0 0 0 0 30715E0R04I0IAB 19 3 Sport System ET 60 - 23,3 60 0 41 0 30 0 30 5,6 7 14 1 30715E1P01I0HAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 10 0 41 0 40 0 40 1 2 4 1 30715E1Q01I0HAC 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 20 0 41 0 40 0 40 4 5 10 1 30715E1R02I0HAC 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 20 0 41 0 40 0 40 4 5 10 1 30715E1P01I0IAB 0 0 Sport System ET 60 - 23,3 10 0 41 0 40 0 40 1 2 4 1 30715E1Q01I0IAC 80 0 Sport System ET 60 - 23,3 20 0 41 0 40 0 40 16 19 38 1 30715E1R02I0IAC 80 0 Sport System ET 60 - 23,3 20 0 41 0 40 0 40 16 19 38 1 Como no projeto A1, também no projeto B9 foi necessário realizar a análise ABC para definir as referências de classe A e B de cada tipo de peça para o supermercado de semi-acabado, a análise ABC para os assentos da frente encontra-se na Tabela 36, para os assentos traseiros na Tabela 37, para os encostos da frente na Tabela 38 e para os encostos traseiros na Tabela 39. 116 Tabela 36 - Análise ABC assentos da frente B9 23469 46 PN COINDU Part Variant COLOR TYPE QTD QTD % Ac. QTD % Ac. Art % Classe Caixas 1 30715E0A01I0IAC AF SYSTEM ANTHRAZIT SP 17100 72,9 72,9 9,1 A 23 2 30715E0A01I0HAC AF SYSTEM ROT SP 2313 9,9 82,7 18,2 B 8 3 30715E0A00I0IAA AF KONZEPT ANTHRAZIT BS 2216 9,4 92,2 27,3 B 7 4 30715E1A01I0IAC AF SYSTEM ANTHRAZIT SP 1116 4,8 96,9 36,4 C 3 5 30715E1A01I0HAC AF SYSTEM ROT SP 267 1,1 98,1 45,5 C 1 6 30715E0A01I0FAC AF SYSTEM BLAU SP 212 0,9 99,0 54,5 C 1 7 30715E1A00I0IAA AF KONZEPT ANTHRAZIT BS 152 0,6 99,6 63,6 C 1 8 30715E0A00C0CAA AF KONZEPT FELSGRAU BS 85 0,4 100,0 72,7 C 1 9 30715E1A00C0CAA AF KONZEPT FELSGRAU BS 8 0,0 100,0 81,8 C 1 10 30715E0A00C0TAA AF KONZEPT DUNKELGRAU BS 0 0,0 100,0 90,9 C 0 11 30715M0A00I0IAA AF INDEX ANTHRAZIT BS 0 0,0 100,0 100,0 C 0 Tabela 37 - Análise ABC assentos traseiros B9 11574 53 PN COINDU Part Variant COLOR TYPE QTD QTD % Ac. QTD Ac. Art % Classe Caixas 1 30715E0K01I0IAB AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 7157 61,8 61,8 2,7 A 20 2 30715E0K01I0HAB AT SYSTEM ROT SP 1162 10,0 71,9 5,4 B 8 3 30715E0K09I0IAD AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 1044 9,0 80,9 8,1 B 3 4 30715E0K00I0IAA AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 930 8,0 88,9 10,8 B 5 5 30715E1K01I0IAB AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 530 4,6 93,5 13,5 C 4 6 30715E0K08I0IAB AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 296 2,6 96,1 16,2 C 1 7 30715E1K01I0HAB AT SYSTEM ROT SP 115 1,0 97,1 18,9 C 2 8 30715E0K04I0IAB AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 69 0,6 97,7 21,6 C 1 9 30715E1K00I0IAA AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 50 0,4 98,1 24,3 C 1 10 30715E0K09I0FAD AT SYSTEM BLAU SP 46 0,4 98,5 27,0 C 1 11 30715E0K00C0CAA AT KONZEPT FELSGRAU BS 42 0,4 98,9 29,7 C 1 12 30715E0K06I0IAA AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 37 0,3 99,2 32,4 C 1 13 30715E0K02I0IAB AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 36 0,3 99,5 35,1 C 1 14 30715E0K07I0IAC AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 23 0,2 99,7 37,8 C 1 15 30715E0K08I0FAB AT SYSTEM BLAU SP 20 0,2 99,9 40,5 C 1 117 16 30715E0K04I0FAB AT SYSTEM BLAU SP 13 0,1 100,0 43,2 C 1 17 30715E0K05I0IAC AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 4 0,0 100,0 45,9 C 1 18 30715E0K03C0CAB AT KONZEPT FELSGRAU BS 0 0,0 100,0 48,6 C 0 19 30715E0K03C0CAC AT KONZEPT FELSGRAU BS 0 0,0 100,0 51,4 C 0 20 30715E0K07C0CAB AT KONZEPT FELSGRAU BS 0 0,0 100,0 54,1 C 0 21 30715E0K02I0IAA AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 0 0,0 100,0 56,8 C 0 22 30715E0K03I0IAB AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 0 0,0 100,0 59,5 C 0 23 30715E0K03I0IAC AT KONZEPT ANTHRAZIT BS 0 0,0 100,0 62,2 C 0 24 30715E0K02C0TAB AT KONZEPT DUNKELGRAU BS 0 0,0 100,0 64,9 C 0 25 30715E0K03C0TAB AT KONZEPT DUNKELGRAU BS 0 0,0 100,0 67,6 C 0 26 30715E0K03C0TAC AT KONZEPT DUNKELGRAU BS 0 0,0 100,0 70,3 C 0 27 30715E0K06C0TAA AT KONZEPT DUNKELGRAU BS 0 0,0 100,0 73,0 C 0 28 30715E0K07C0TAC AT KONZEPT DUNKELGRAU BS 0 0,0 100,0 75,7 C 0 29 30715M0K00I0IAA AT INDEX ANTHRAZIT BS 0 0,0 100,0 78,4 C 0 30 30715E1K00C0CAA AT KONZEPT FELSGRAU BS 0 0,0 100,0 81,1 C 0 31 30715E0K05I0FAB AT SYSTEM BLAU SP 0 0,0 100,0 83,8 C 0 32 30715E0K05I0FAC AT SYSTEM BLAU SP 0 0,0 100,0 86,5 C 0 33 30715E0K05I0IAB AT SYSTEM ANTHRAZIT SP 0 0,0 100,0 89,2 C 0 34 30715E0K04I0HAB AT SYSTEM ROT SP 0 0,0 100,0 91,9 C 0 35 30715E0K05I0HAC AT SYSTEM ROT SP 0 0,0 100,0 94,6 C 0 36 30715E0K08I0HAB AT SYSTEM ROT SP 0 0,0 100,0 97,3 C 0 37 30715E0K09I0HAD AT SYSTEM ROT SP 0 0,0 100,0 100,0 C 0 Tabela 38 - Análise ABC encostos da frente B9 23478 56 PN COINDU Part Variant COLOR TYPE QTD QTD % Ac. QTD % Ac. Art. % Classe Caixas 1 30715E0F01I0IAE EF SYSTEM ANTHRAZIT SP 8516 36,3 36,3 2,5 A 12 2 30715E0G01I0IAE EF SYSTEM ANTHRAZIT SP 8460 36,0 72,3 5,0 A 12 3 30715E0F01I0HAE EF SYSTEM ROT SP 1159 4,9 77,2 7,5 B 4 4 30715E0G01I0HAE EF SYSTEM ROT SP 1159 4,9 82,2 10,0 B 4 5 30715E0F00I0IAD EF KONZEPT ANTHRAZIT BS 1080 4,6 86,8 12,5 B 3 6 30715E0G00I0IAD EF KONZEPT ANTHRAZIT BS 1020 4,3 91,1 15,0 B 3 7 30715E1F01I0IAE EF SYSTEM ANTHRAZIT SP 558 2,4 93,5 17,5 C 2 8 30715E1G01I0IAE EF SYSTEM ANTHRAZIT SP 558 2,4 95,9 20,0 C 2 9 30715E1F01I0HAE EF SYSTEM ROT SP 133 0,6 96,4 22,5 C 1 10 30715E1G01I0HAE EF SYSTEM ROT SP 132 0,6 97,0 25,0 C 1 124 30708G3F03I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 5 0 20 0 20 0 20 6 7 14 0 1 30708G3F03I2IAA 10 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 2 3 6 0 1 30708G3F03I3IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,4 1 2 0 1 30708G3F60I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,6 1 2 0 1 30708G3F60I2IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708G3F60I3IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708G3F63I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,4 1 2 0 1 30708G3F63I2IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708G3F63I3IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708G3G00I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 12 0 20 0 12 0 12 6,8 8 16 0 2 30708G3G00I2IAA 10 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 2 3 6 0 1 30708G3G00I3IAA 1 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 5 0 20 0 20 0 20 0,8 1 2 0 1 30708G3G03I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 5 0 20 0 20 0 20 6 7 14 0 1 30708G3G03I2IAA 10 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 2 3 6 0 1 30708G3G03I3IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,4 1 2 0 1 30708G3G60I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,8 1 2 0 1 30708G3G60I2IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708G3G60I3IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708G3G63I1IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,6 1 2 0 1 30708G3G63I2IAA 1 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0,2 1 2 0 1 30708G3G63I3IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708H4F01I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 125 30708H4F01C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4F01T0TAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4G01I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4G01C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4G01T0TAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H3F00I0IAA 7 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 5 0 19 0 15 0 15 1,8 3 6 0 1 30708H3F00C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,4 1 2 0 1 30708H3F00T0TAA 2 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,4 1 2 0 1 30708H3F03I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3F03C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3F03T0TAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,2 1 2 0 1 30708H3F60I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3F60C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3F60T0TAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3G00I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 5 0 19 0 15 0 15 1,8 3 6 0 1 30708H3G00C0CAA 2 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,4 1 2 0 1 30708H3G00T0TAA 1 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,2 1 2 0 1 30708H3G03I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,2 1 2 0 1 30708H3G03C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3G03T0TAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0,2 1 2 0 1 30708H3G60I0IAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708H3G60C0CAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 126 30708H3G60T0TAA 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 1 0 19 0 19 0 19 0 0 0 0 0 30708F1F01I0IAB 800 288 Basis IDX EF 56 - 24,7 16 0 36 0 32 0 32 243,2 280 560 0 18 30708F1G01I0IAB 800 288 Basis IDX EF 56 - 24,7 16 0 36 0 32 0 32 243,2 280 560 0 18 30708G1F01I1IAB 0 224 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 128 148 296 0 19 30708G1F01I2IAB 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 0 0 0 0 0 30708G1G01I2IAB 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 0 0 0 0 0 30708G1G01I1IAB 352 224 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 128 148 296 0 19 30708G1F01I2IAA 70 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 32 37 74 0 5 30708G1G01I2IAA 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 32 37 74 0 5 30708G1F01I3IAB 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 0 0 0 0 0 30708G1G01I3IAB 0 0 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 0 0 0 0 0 30708G1F01I3IAA 0 32 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 25,6 30 60 0 4 30708G1G01I3IAA 0 32 Sport Ral EF 11 - 8,9 16 0 20 0 16 0 16 25,6 30 60 0 4 30708H1F01I0IAA 175 91 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 81,2 94 188 0 14 30708H1G01I0IAA 182 91 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 81,2 94 188 0 14 30708H1F01I0IAB 175 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 35 41 82 0 6 30708H1G01I0IAB 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 0 0 0 0 0 30708H1F01C0CAA 7 7 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 9,8 12 24 0 2 30708H1G01C0CAA 7 7 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 9,8 12 24 0 2 30708H1F01C0CAB 7 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 1,4 2 4 0 1 30708H1G01C0CAB 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 0 0 0 0 0 30708H1F01T0TAA 14 7 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 11,2 13 26 0 2 127 30708H1G01T0TAA 14 7 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 11,2 13 26 0 2 30708H1F01T0TAB 14 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 2,8 4 8 0 1 30708H1G01T0TAB 0 0 Basis Reg EF 56 - 47,9 7 0 19 0 14 0 14 0 0 0 0 0 30708F4Q00I0IAA 0 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 0 0 30 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708F4R00I0IAA 0 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 0 0 30 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708F4H00I0IAA 0 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 0 0 30 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708F4H02I0IAA 0 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 0 0 30 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708F3Q02I0IAA 7 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 12 0 30 0 24 0 24 4,8 6 12 0 1 30708F3R02I0IAA 7 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 12 0 30 0 24 0 24 4,8 6 12 0 1 30708G4Q00I1IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4Q00I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4Q00I3IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4R00I1IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4R00I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4R00I3IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4H00I1IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4H00I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4H00I3IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4H02I1IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4H02I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G4H02I3IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 0 0 23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708G3Q02I1IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 24 0 23 0 12 0 12 13,6 16 32 0 3 128 30708G3Q02I2IAA 22 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 1 0 23 0 23 0 23 4,4 6 12 0 1 30708G3Q02I3IAA 1 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 5 0 23 0 20 0 20 1,2 2 4 0 1 30708G3R02I1IAA 1 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 24 0 23 0 12 0 12 13,6 16 32 0 3 30708G3R02I2IAA 22 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 1 0 23 0 23 0 23 4,4 6 12 0 1 30708G3R02I3IAA 1 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 5 0 23 0 20 0 20 1,2 2 4 0 1 30708H4Q00I0IAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4Q00C0CAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4Q00T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4R00I0IAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4R00C0CAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4R00T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4H00I0IAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4H00C0CAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4H00T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4H02I0IAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4H02C0CAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H4H02T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 0 0 20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30708H3Q02I0IAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 5 0 20 0 20 0 20 2,2 3 6 0 1 30708H3Q02C0CAA 3 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 1 0 20 0 20 0 20 0,6 1 2 0 1 30708H3Q02T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708H3R02I0IAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 5 0 20 0 20 0 20 2,2 3 6 0 1 30708H3R02C0CAA 3 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 1 0 20 0 20 0 20 0,6 1 2 0 1 129 30708H3R02T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 1 0 20 0 20 0 20 0 0 0 0 0 30708F1Q00I0IAA 770 280 Basis IDX ET 24 - 12,7 35 0 30 0 20 0 20 224 258 516 0 26 30708F1R00I0IAA 770 280 Basis IDX ET 24 - 12,7 35 0 30 0 20 0 20 210 242 484 0 25 30708F1H00I0IAA 70 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 35 0 30 0 20 0 20 21 25 50 0 3 30708F1H02I0IAA 70 0 Basis IDX ET 24 - 12,7 35 0 30 0 20 0 20 21 25 50 0 3 30708G1Q00I1IAA 140 210 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 112 129 258 0 13 30708G1R00I1IAA 280 210 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 112 129 258 0 13 30708G1H00I1IAA 280 70 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 56 65 130 0 7 30708G1H02I1IAA 70 70 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 28 33 66 0 4 30708G1Q00I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 28 33 66 0 4 30708G1R00I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 28 33 66 0 4 30708G1H00I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 2,8 4 8 0 1 30708G1H02I2IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 2,8 4 8 0 1 30708G1Q00I3IAA 0 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 21 25 50 0 3 30708G1R00I3IAA 101 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 21 25 50 0 3 30708G1H00I3IAA 101 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 20,2 24 48 0 3 30708G1H02I3IAA 3 0 Sport Ral ET 11 - 7,6 35 0 23 0 20 0 20 4,6 6 12 0 1 30708H1Q00I0IAA 42 84 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 72,8 84 168 0 12 30708H1R00I0IAA 154 98 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 72,8 84 168 0 12 30708H1H00I0IAA 154 14 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 30,8 36 72 0 6 30708H1H02I0IAA 28 14 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 8,4 10 20 0 2 30708H1Q00C0CAA 0 14 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 8,4 10 20 0 2 130 30708H1R00C0CAA 0 14 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 8,4 10 20 0 2 30708H1H00C0CAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 0,4 1 2 0 1 30708H1H02C0CAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 0,4 1 2 0 1 30708H1Q00T0TAA 0 14 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 11,2 13 26 0 2 30708H1R00T0TAA 0 14 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 11,2 13 26 0 2 30708H1H00T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 1,6 2 4 0 1 30708H1H02T0TAA 0 0 Basis Reg ET 28 - 22,6 14 0 20 0 14 0 14 1,6 2 4 0 1 A análise ABC deste projeto para os assentos da frente encontra-se na Tabela 41, para os assentos traseiros na Tabela 42, para os encostos da frente na Tabela 43 e para os encostos traseiros na Tabela 44. Tabela 41 - Análise ABC assentos da frente AB3 Tecido 53167 9 79 PN COINDU Part Variant COLOR TYPE QTD QTD % Ac. QTD % Ac. Art % Classe Caixas Couro Caixas Tecido 1 30708F1A00I0IAA AF INDEX SOUL STOFF 25216 47,4 47,4 5,3 A 0 35 2 30708G1A00I1IAB AF RALLYE SL/SB STOFF 17152 32,3 79,7 10,5 A 0 26 3 30708H1C00I0IAA AF REGATTA SOUL STOFF 4018 7,6 87,2 15,8 B 7 7 4 30708H1B00I0IAA AF REGATTA SOUL STOFF 3832 7,2 94,5 21,1 B 0 7 5 30708G4A00I1IAB AF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 828 1,6 96,0 26,3 C 0 0 6 30708H1C00T0TAA AF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 539 1,0 97,0 31,6 C 1 1 7 30708H1B00T0TAA AF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 525 1,0 98,0 36,8 C 0 1 8 30708H1B00C0CAA AF REGATTA FELSGRAU STOFF 357 0,7 98,7 42,1 C 0 1 9 30708H1C00C0CAA AF REGATTA FELSGRAU STOFF 336 0,6 99,3 47,4 C 1 1 10 30708F4A00I0IAA AF INDEX SOUL STOFF 204 0,4 99,7 52,6 C 0 0 11 30708H4B00I0IAA AF REGATTA SOUL STOFF 51 0,1 99,8 57,9 C 0 0 12 30708G4A00I2IAA AF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 48 0,1 99,9 63,2 C 0 0 13 30708H4C00I0IAA AF REGATTA SOUL STOFF 40 0,1 100,0 68,4 C 0 0 14 30708H4C00C0CAA AF REGATTA FELSGRAU STOFF 14 0,0 100,0 73,7 C 0 0 15 30708H4B00C0CAA AF REGATTA FELSGRAU STOFF 6 0,0 100,0 78,9 C 0 0 16 30708H4C00T0TAA AF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 1 0,0 100,0 84,2 C 0 0 131 17 30708G4A00I1IAA AF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 0 0,0 100,0 89,5 C 0 0 18 30708G4A00I3IAA AF RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 0 0,0 100,0 94,7 C 0 0 19 30708H4B00T0TAA AF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 0 0,0 100,0 100,0 C 0 0 Tabela 42 - Análise ABC assentos traseiros AB3 Tecido 26973 0 136 PN COINDU Part Variant COLOR TYPE QTD QTD % Ac. QTD % Ac. Art % Classe Caixa Couro Caixa Tecido 1 30708F1K01I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 9030 33,5 33,5 2,1 A 0 21 2 30708G1K01I1IAA AT RALLYE SL/SB STOFF 5320 19,7 53,2 4,2 A 0 15 3 30708F1K03I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 2063 7,6 60,8 6,3 B 0 7 4 30708H1K03I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 1932 7,2 68,0 8,3 B 0 15 5 30708G1K00I1IAA AT RALLYE SL/SB STOFF 1542 5,7 73,7 10,4 B 0 9 6 30708G1K03I1IAA AT RALLYE SL/SB STOFF 1309 4,9 78,6 12,5 B 0 4 7 30708H1K05I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 1192 4,4 83,0 14,6 B 0 14 8 30708F1K00I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 980 3,6 86,6 16,7 C 0 4 9 30708G1K02I1IAA AT RALLYE SL/SB STOFF 529 2,0 88,6 18,8 C 0 5 10 30708G3L00I1IAA AT RALLYE SOUL/SILBER STOFF 415 1,5 90,1 20,8 C 0 3 11 30708G3M00I1IAA AT RALLYE SOUL/SILBER STOFF 415 1,5 91,7 22,9 C 0 3 12 30708H1K02I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 406 1,5 93,2 25,0 C 0 5 13 30708H1K04I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 354 1,3 94,5 27,1 C 0 6 14 30708F1K02I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 279 1,0 95,5 29,2 C 0 1 15 30708H1K03C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 252 0,9 96,5 31,3 C 0 3 16 30708H1K03T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 238 0,9 97,3 33,3 C 0 3 17 30708H1K04T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 209 0,8 98,1 35,4 C 0 2 18 30708F3L00I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 109 0,4 98,5 37,5 C 0 1 19 30708F3M00I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 109 0,4 98,9 39,6 C 0 1 20 30708H3L00I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 55 0,2 99,1 41,7 C 0 1 21 30708H3M00I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 55 0,2 99,3 43,8 C 0 1 22 30708H1K05T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 35 0,1 99,5 45,8 C 0 2 23 30708H1K02C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 26 0,1 99,6 47,9 C 0 2 24 30708G3L00I2IAA AT RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 24 0,1 99,6 50,0 C 0 1 25 30708G3M00I2IAA AT RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 24 0,1 99,7 52,1 C 0 1 26 30708H1K05C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 23 0,1 99,8 54,2 C 0 1 27 30708H1K04C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 21 0,1 99,9 56,3 C 0 2 28 30708H3L00C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 10 0,0 99,9 58,3 C 0 1 29 30708H3M00C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 10 0,0 100,0 60,4 C 0 1 132 30 30708H1K02T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 7 0,0 100,0 62,5 C 0 1 31 30708F4K00I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 0 0,0 100,0 64,6 C 0 0 32 30708F4K01I0IAA AT INDEX SOUL STOFF 0 0,0 100,0 66,7 C 0 0 33 30708G4K00I1IAA AT RALLYE SOUL/SILBER STOFF 0 0,0 100,0 68,8 C 0 0 34 30708G4K00I2IAA AT RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 0 0,0 100,0 70,8 C 0 0 35 30708G4K00I3IAA AT RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 0 0,0 100,0 72,9 C 0 0 36 30708G4K01I1IAA AT RALLYE SOUL/SILBER STOFF 0 0,0 100,0 75,0 C 0 0 37 30708G4K01I2IAA AT RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 0 0,0 100,0 77,1 C 0 0 38 30708G4K01I3IAA AT RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 0 0,0 100,0 79,2 C 0 0 39 30708G3L00I3IAA AT RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 0 0,0 100,0 81,3 C 0 0 40 30708G3M00I3IAA AT RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 0 0,0 100,0 83,3 C 0 0 41 30708H4K02I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 0 0,0 100,0 85,4 C 0 0 42 30708H4K02C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 0 0,0 100,0 87,5 C 0 0 43 30708H4K02T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 0 0,0 100,0 89,6 C 0 0 44 30708H4K03I0IAA AT REGATTA SOUL STOFF 0 0,0 100,0 91,7 C 0 0 45 30708H4K03C0CAA AT REGATTA FELSGRAU STOFF 0 0,0 100,0 93,8 C 0 0 46 30708H4K03T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 0 0,0 100,0 95,8 C 0 0 47 30708H3L00T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 0 0,0 100,0 97,9 C 0 0 48 30708H3M00T0TAA AT REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 0 0,0 100,0 100,0 C 0 0 Tabela 43 - Análise ABC encostos da frente AB3 Tecido 53146 0 166 PN COINDU Part Variant COLOR TYPE QTD QTD % Ac. QTD % Ac. Art % Classe Caixas Couro Caixas Tecido 1 30708F1F01I0IAB EF INDEX SOUL STOFF 12608 23,7 23,7 1,2 A 0 18 2 30708F1G01I0IAB EF INDEX SOUL STOFF 12608 23,7 47,4 2,4 A 0 18 3 30708G1G01I1IAB EF RALLYE SL/SB STOFF 7136 13,4 60,9 3,7 B 0 19 4 30708G1F01I1IAB EF RALLYE SL/SB STOFF 6784 12,8 73,6 4,9 B 0 19 5 30708H1G01I0IAA EF REGATTA SOUL STOFF 4011 7,5 81,2 6,1 B 0 14 6 30708H1F01I0IAA EF REGATTA SOUL STOFF 4004 7,5 88,7 7,3 B 0 14 7 30708G1F01I2IAA EF RALLYE SL/AB STOFF 774 1,5 90,2 8,5 C 0 5 8 30708G1F01I3IAA EF RALLYE SL/TR STOFF 706 1,3 91,5 9,8 C 0 4 9 30708G1G01I3IAA EF RALLYE SL/TR STOFF 706 1,3 92,8 11,0 C 0 4 10 30708G1G01I2IAA EF RALLYE SL/AB STOFF 704 1,3 94,2 12,2 C 0 5 11 30708H1F01T0TAA EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 539 1,0 95,2 13,4 C 0 2 12 30708H1G01T0TAA EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 539 1,0 96,2 14,6 C 0 2 13 30708H1F01C0CAA EF REGATTA FELSGRAU STOFF 336 0,6 96,8 15,9 C 0 2 133 14 30708H1G01C0CAA EF REGATTA FELSGRAU STOFF 336 0,6 97,5 17,1 C 0 2 15 30708G3F00I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 177 0,3 97,8 18,3 C 0 2 16 30708H1F01I0IAB EF REGATTA SOUL STOFF 175 0,3 98,1 19,5 C 0 6 17 30708G3F03I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 173 0,3 98,4 20,7 C 0 1 18 30708G3G00I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 173 0,3 98,8 22,0 C 0 2 19 30708G3G03I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 172 0,3 99,1 23,2 C 0 1 20 30708F3G00I0IAA EF INDEX SOUL STOFF 109 0,2 99,3 24,4 C 0 1 21 30708F3F00I0IAA EF INDEX SOUL STOFF 103 0,2 99,5 25,6 C 0 1 22 30708H3F00I0IAA EF REGATTA SOUL STOFF 44 0,1 99,6 26,8 C 0 1 23 30708H3G00I0IAA EF REGATTA SOUL STOFF 35 0,1 99,6 28,0 C 0 1 24 30708G3G00I3IAA EF RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 21 0,0 99,7 29,3 C 0 1 25 30708G3F00I3IAA EF RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 20 0,0 99,7 30,5 C 0 1 26 30708G3G00I2IAA EF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 20 0,0 99,7 31,7 C 0 1 27 30708G3F00I2IAA EF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 18 0,0 99,8 32,9 C 0 1 28 30708F4F01I0IAA EF INDEX SOUL STOFF 14 0,0 99,8 34,1 C 0 0 29 30708H1F01T0TAB EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 14 0,0 99,8 35,4 C 0 1 30 30708G3F03I2IAA EF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 12 0,0 99,9 36,6 C 0 1 31 30708G3G03I2IAA EF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 11 0,0 99,9 37,8 C 0 1 32 30708G3G60I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 9 0,0 99,9 39,0 C 0 1 33 30708G3F60I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 8 0,0 99,9 40,2 C 0 1 34 30708G3F03I3IAA EF RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 7 0,0 99,9 41,5 C 0 1 35 30708G3G03I3IAA EF RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 7 0,0 99,9 42,7 C 0 1 36 30708H1F01C0CAB EF REGATTA FELSGRAU STOFF 7 0,0 100,0 43,9 C 0 1 37 30708G3G63I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 6 0,0 100,0 45,1 C 0 1 38 30708H3G00C0CAA EF REGATTA FELSGRAU STOFF 5 0,0 100,0 46,3 C 0 1 39 30708G3F63I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 4 0,0 100,0 47,6 C 0 1 40 30708H3F00C0CAA EF REGATTA FELSGRAU STOFF 3 0,0 100,0 48,8 C 0 1 41 30708H3F00T0TAA EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 3 0,0 100,0 50,0 C 0 1 42 30708G3G63I2IAA EF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 1 0,0 100,0 51,2 C 0 1 43 30708H3F03T0TAA EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 1 0,0 100,0 52,4 C 0 1 44 30708H3G00T0TAA EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 1 0,0 100,0 53,7 C 0 1 45 30708H3G03I0IAA EF REGATTA SOUL STOFF 1 0,0 100,0 54,9 C 0 1 46 30708H3G03T0TAA EF REGATTA KASTANIENBRAUN STOFF 1 0,0 100,0 56,1 C 0 1 47 30708F4G01I0IAA EF INDEX SOUL STOFF 0 0,0 100,0 57,3 C 0 0 48 30708G4F01I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 0 0,0 100,0 58,5 C 0 0 49 30708G4F01I2IAA EF RALLYE SOUL/ARABLAU STOFF 0 0,0 100,0 59,8 C 0 0 50 30708G4F01I3IAA EF RALLYE SOUL/ROTORGRAU STOFF 0 0,0 100,0 61,0 C 0 0 51 30708G4G01I1IAA EF RALLYE SOUL/SILBER STOFF 0 0,0 100,0 62,2 C 0 0