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iv DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Atribuição CC BY https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
v AGRADECIMENTOS Um agradecimento à Universidade do Minho, ao Instituto de Ciências Sociais e, um especial agradecimento à Professora Doutora Ana Paula Marques, pelo acompanhamento proporcionado e, sobretudo, pela sua generosidade. Um agradecimento à LIPOR, e em especial a todos os colegas que me apoiaram na concretização desta meta. Agradeço a todos os que acreditam no meu potencial. Em especial à minha família e amigos.
vi DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
vii TÍTULO: Práticas de sustentabilidade e responsabilidade social numa Associação de Municípios. O caso do Halloween na LIPOR. RESUMO A LIPOR orientou, desde sempre, a sua atuação baseada nos princípios de sustentabilidade, refletindose no desenvolvimento de inúmeros projetos e iniciativas de sustentabilidade, de responsabilidade social e de educação ambiental. Tal tem permitido que a Organização conheça o seu público-alvo, as suas necessidades, interagindo com ele, mantendo-o envolvido e emocionalmente ligado à mesma. Esta estratégia promove a fidelização dos seus munícipes, através de comportamentos e sentidos de pertença. Este trabalho de projeto visou analisar as práticas de sustentabilidade e responsabilidade social numa Associação de Municípios, mais especificamente perceber se a iniciativa Halloween LIPOR promove a importância do ambiente e o bem-estar da Comunidade. Para o efeito utilizou-se uma metodologia baseada num estudo de caso, recorrendo nas várias técnicas de investigação, tais como, análise documental, entrevista e inquérito por questionário e respetivo tratamento de dados. Os resultados mostram que a LIPOR foi percebida como comprometida com a inovação e a sustentabilidade, enfatizando a necessidade de incorporar esses valores à cultura organizacional. Embora a iniciativa do Halloween não tenha levado a mudanças significativas nas práticas de reciclagem dos participantes, foi eficaz na promoção da consciencialização ambiental e envolvimento comunitário, ressaltando a importância de resultados a longo prazo. As redes sociais desempenharam um papel crucial na divulgação de eventos de responsabilidade social. O apoio à continuação da iniciativa reflete o sucesso das estratégias da LIPOR ao longo do tempo. Futuras pesquisas devem incluir estudos de acompanhamento, análises comparativas, avaliações de custo-benefício e expandir a amostra, visando fornecer orientações para o campo da sustentabilidade e responsabilidade social corporativa. PALAVRAS-CHAVE: sustentabilidade, responsabilidade social, custo simbólico/valor simbólico, ambiente e mudança comportamental, bem-estar e reciclagem.
viii TITLE: Sustainability practices and social responsibility in an Association of Municipalities. The case of Halloween at LIPOR. ABSTRACT LIPOR's actions have always been based on the principles of sustainability, as reflected in the development of numerous sustainability, social responsibility and environmental education projects and initiatives. This has allowed the Organization to get to know its target audience and their needs, interacting with them and keeping them involved and emotionally attached to it. This strategy promotes the loyalty of its citizens, through behavior and a sense of belonging. The aim of this project was to analyze the sustainability and social responsibility practices of an Association of Municipalities, more specifically to understand whether the LIPOR Halloween initiative promotes the importance of the environment and the well-being of the community. To this end, a methodology based on a case study was used, making use of various research techniques, such as documentary analysis, interviews and questionnaires, as well as data processing. The results show that LIPOR was perceived as committed to innovation and sustainability, emphasizing the need to incorporate these values into the organizational culture. Although the Halloween initiative did not lead to significant changes in participants' recycling practices, it was effective in promoting environmental awareness and community engagement, highlighting the importance of long-term results. Social networks played a crucial role in publicizing social responsibility events. Support for continuing the initiative reflects the success of LIPOR's strategies over time. Future research should include follow-up studies, comparative analyses, cost-benefit evaluations and expanding the sample, with a view to providing guidance for the field of sustainability and corporate social responsibility. KEYWORDS: behavioral change, symbolic cost/value, corporate social responsibility and sustainability.
ix ÍNDICE INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................... 1 CAPÍTULO 1 – ENQUADRAMENTO CONCEPTUAL ............................................................................................. 5 1.1. A Sustentabilidade no mundo e em Portugal ..................................................................................... 5 1.2. A Responsabilidade Social no mundo e em Portugal ........................................................................ 10 1.3. Custo simbólico ou valor simbólico? ................................................................................................ 13 1.4. O Ambiente e a Mudança Comportamental ..................................................................................... 17 1.5. O Bem-estar das populações .......................................................................................................... 20 1.6. A importância da Reciclagem .......................................................................................................... 26 CAPÍTULO 2 – UMA ASSOCIAÇÃO DE MUNICÌPIOS PREOCUPADA COM A COMUNIDADE. A LIPOR ORGANIZA A INICIATIVA HALLOWEEN. ................................................................................................................................ 30 2.1. A LIPOR, uma Associação de Municípios sustentável e socialmente responsável .............................. 30 2.2. A iniciativa Halloween LIPOR ........................................................................................................... 39 CAPÍTULO 3 – UM ESTUDO DE CASO ............................................................................................................. 43 3.1. Questões de investigação e objetivos............................................................................................... 43 3.2. Breve justificação metodológica ...................................................................................................... 43 3.3. Técnicas de investigação ................................................................................................................ 44 CAPÍTULO 4 – HALLOWEEN LIPOR PROMOVE A IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE E DO BEM-ESTAR NA COMUNIDADE ................................................................................................................................................. 48 4.1. Caracterização dos figurantes voluntários ........................................................................................ 48 4.2. Papel da LIPOR na ótica dos entrevistados ...................................................................................... 49 4.3. Custo simbólico/valor simbólico e a reciclagem .............................................................................. 51 4.4. A Iniciativa Halloween LIPOR, a experiência dos voluntários figurantes ............................................. 52 4.5. Caracterização dos participantes na iniciativa .................................................................................. 56 4.6. Papel da LIPOR na ótica dos inquiridos ........................................................................................... 57 4.7. Custo simbólico/valor simbólico e a reciclagem, qual o seu papel nas edições futuras..................... 57 4.8. A Iniciativa Halloween LIPOR e a sua associação com municípios de residência e habilitações académicas. ............................................................................................................................................... 59 4.9. A iniciativa Halloween provou ser eficaz na promoção da consciencialização ambiental e do envolvimento da comunidade ...................................................................................................................... 69 CONCLUSÕES ................................................................................................................................................. 71 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................................................... 73 ANEXOS .......................................................................................................................................................... 80 ANEXO 1 – Consentimento Informado ......................................................................................................... 80 ANEXO 2 – Guião da Entrevista ................................................................................................................... 81 ANEXO 3 – Inquérito por Questionário ......................................................................................................... 86 ANEXO 4 – Tabela da Codificação da Entrevista .......................................................................................... 98
4 para realçar a forma como os resultados contribuem para o campo mais vasto da investigação sobre sustentabilidade, envolvimento da comunidade e mudança de comportamentos. Ao seguir estes passos metodológicos, este projeto de investigação pretende não só responder às questões propostas, mas também aprofundar a compreensão de como as associações de municípios podem desempenhar um papel crucial na promoção da consciência ambiental, da responsabilidade social e da adoção de comportamentos sustentáveis.
5 CAPÍTULO 1 – ENQUADRAMENTO CONCEPTUAL 1.1. A Sustentabilidade no mundo e em Portugal No decurso das últimas décadas, as questões ambientais converteram-se numa preocupação mundial e a consciencialização aumentou (Dunlap et al., 2008). No entanto, o ambiente mantém-se afetado pelo nosso comportamento. O desaparecimento da biodiversidade, o agravamento da desertificação, as alterações climáticas, o acréscimo da periodicidade e da intensidade das catástrofes naturais e a permanente poluição do ambiente, da água e dos oceanos estão a impedir que numerosas pessoas tenham uma vida digna (ONU, 2015). Em conformidade com o Relatório Brundtland (ONU, 1987), o desenvolvimento sustentável é definido como o conjunto de objetivos que visam responder às exigências do presente sem prejudicar a competitividade das gerações futuras. Por conseguinte, o desenvolvimento sustentável visa criar um futuro inclusivo, sustentável e resistente para os cidadãos e o planeta, equilibrando as exigências atuais e futuras. O desenvolvimento sustentável é composto por três pilares/áreas: ambiente, economia e sociedade. Estes três pilares têm de estar harmonizados para se alcançar a sustentabilidade. Consequentemente, para alcançar o desenvolvimento sustentável é necessário combinar o desenvolvimento económico, a inclusão social e a preservação do ambiente (ONU, 2015). O facto de ter em conta as três dimensões da economia, da sociedade e do ambiente permite a conciliação entre a economia, a sociedade e a natureza, o respeito pela biodiversidade e pelos recursos naturais e a promoção da solidariedade intergeracional e da responsabilidade partilhada entre as nações (Schutte, 2009). Por desenvolvimento sustentável entende-se os conceitos de limites de utilização dos recursos ambientais e de capacidade do planeta para atenuar os impactos das atividades humanas (Kates, et al., 2016). O caminho que cada país deve percorrer para concretizar a sustentabilidade não é o mesmo. A sustentabilidade deve ser avaliada por cada país e devem ser tomadas medidas objetivas para o conseguir. A história recente de Portugal em matéria de proteção do ambiente não pode ignorar as influências externas. Estas influências determinaram os principais fatores da política ambiental portuguesa e, em consequência, o seu interesse pelo desenvolvimento sustentável (Rodrigues, 2009).
6 Relativamente ao contexto mundial, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo), realizada em 1972, foi o primeiro grande encontro mundial sobre questões ambientais envolvendo chefes de Estado. O conceito de desenvolvimento sustentável já existia em certa medida, pois tratava-se de encontrar um compromisso entre o desenvolvimento económico e a atenuação da deterioração ambiental (Lopes, 2019). Em 1992, no Rio de Janeiro, realizou-se a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, normalmente designada por Eco-92 ou Cimeira da Terra, que reuniu líderes mundiais, diplomatas e ambientalistas de todo o mundo. A ECO-92 teve como objetivo central abordar questões prementes relacionadas com o desenvolvimento sustentável, a conservação do ambiente e a equidade social. Através de debates e negociações, a conferência produziu vários acordos fundamentais, incluindo a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento e o plano de ação da Agenda 21. A Eco-92 promoveu uma maior sensibilização global para as interconexões entre a proteção ambiental e o progresso socioeconómico, preparando o terreno para os esforços em curso no sentido de alcançar um futuro mais sustentável e equitativo para todos (Lopes, 2019). Para avaliar o estado do ambiente 10 anos após a Eco-92, realizou-se em 2002, em Joanesburgo, a Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+10). Mais de 20 anos após a Eco-92, em 2012, realizou-se no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O evento renovou o compromisso político em prol do desenvolvimento sustentável e ajudou a determinar a estratégia de desenvolvimento sustentável para as décadas vindouras. Por fim, a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo sobre o pós-2015, realizada em 2015, foi coroada na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, com a adoção da resolução "Transformar o nosso mundo": A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável" (ONU, 2015), que culminou com a adoção da resolução. A agenda inclui 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem alcançados até 2030. Em Portugal, o conceito de desenvolvimento sustentável foi formalmente incorporado na legislação portuguesa em 1987, com a adoção da primeira Constituição Ambiental (Lei 11/87, de 7 de abril). O
7 termo é "desenvolvimento autossustentado", tal como consta do artigo 2.º, que estabelece que a política de ambiente visa aperfeiçoar a exploração dos recursos naturais e assegurar a sua continuidade, em termos qualitativos e quantitativos, como requisito fundamental do desenvolvimento autossustentado. A introdução da Lei de Bases do Ambiente constituiu um avanço significativo no domínio do ambiente, estabelecendo os princípios fundamentais da estratégia ecológica de Portugal. Solidificou a gestão do território e das suas camadas subjacentes, obrigando à proteção do seu potencial funcional através da implementação de medidas que reduzam ou atenuem os efeitos da ação humana sobre estes terrenos (APA, 2021). Além disso, enfatizou a prevenção da poluição e da deterioração e apoiou iniciativas para o seu rejuvenescimento. Esta legislação abriu caminho a uma abordagem abrangente para a salvaguarda dos recursos naturais de Portugal (APA, 2021). Até 1993, este relatório era designado por "Relatório sobre o Ambiente e o Ordenamento do Território" (REAOT), passando depois a designar-se por "Relatório sobre o Estado do Ambiente" (REA). Ao longo de 30 anos (1987-2017), o REA nacional deu um contributo significativo para o domínio do ambiente. O REA tornou-se um documento de referência sobre questões ambientais, permitindo avaliar e comunicar o estado do ambiente em Portugal. O Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS) foi estabelecido em 1997, em conformidade com a Agenda 21 e o Princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro, que estabelece que a melhor forma de abordar as questões ambientais é através da participação do conjunto dos cidadãos interessados, aos níveis adequados. Os Estados são obrigados a promover e favorecer a consciencialização e a participação do público, garantindo um amplo acesso à informação (CNADS, 2017). Em 2014-2015, foi introduzida uma reforma fiscal verde para incentivar comportamentos ecológicos e uma iniciativa de crescimento verde para equilibrar o crescimento económico com a eficiência dos recursos, a proteção ambiental e a justiça social (MAOTE, 2014). A compreensão e a avaliação do desenvolvimento sustentável em Portugal requerem o conhecimento do contexto passado e presente. Um mecanismo para permitir a avaliação é através da utilização de um
8 sistema de indicadores quantitativos ou qualitativos, que possibilitam aos decisores políticos determinar que ações devem ser tomadas. Os indicadores de desenvolvimento sustentável são um instrumento importante para a concretização do conceito de sustentabilidade e são necessários para a gestão e avaliação do desenvolvimento sustentável. Os indicadores de sustentabilidade são ferramentas importantes para medir o desempenho da sustentabilidade a diferentes níveis: nacional, regional, comunitário, organizações públicas e privadas, políticas, missões, projetos, atividades, produtos e serviços (APA, 2007). Atualmente, além de medir os níveis de sustentabilidade, é também um instrumento útil de apoio à decisão. Ao estabelecer metas quantitativas, tais como objetivos políticos, o progresso e o desempenho podem ser avaliados através de indicadores (AEA, 2014). A Agenda 21 preconiza a promoção da utilização de indicadores de desenvolvimento sustentável a nível mundial para constituir uma base sólida para a tomada de decisões a todos os níveis e promover a sustentabilidade ambiental e a autorregulação dos sistemas de desenvolvimento integrado (CNADS, 2017). Foram elaborados vários documentos que abordam esta questão a nível mundial. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) liderou o desenvolvimento de indicadores ambientais a nível internacional nos princípios da década de 1990. Através deste trabalho, foram desenvolvidos critérios comuns para a seleção de indicadores (AEA, 2014). Na União Europeia, os indicadores ambientais são desenvolvidos e publicados por várias organizações, incluindo a Agência Europeia do Ambiente (AEA), o Eurostat e a Direção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia (AEA, 2014). Portugal desenvolveu um sistema de Indicadores Nacionais de Desenvolvimento Sustentável (SIDS) para medir o progresso nacional no sentido do desenvolvimento sustentável e ligá-lo aos escalões-chave de decisão estratégica (políticas, planos e programas) a nível nacional, regional e setorial. O objetivo é melhorar a gestão das capacidades ambientais, económicas, sociais e institucionais e melhorar a sistematização e o intercâmbio de informações sobre o ambiente e o desenvolvimento sustentável.
9 O Ministério do Ambiente português considera os aspetos ambientais, sociais, económicos e institucionais do desenvolvimento sustentável. O SIDS português inclui um total de 118 indicadores, que estão divididos em quatro grupos de indicadores: • O "indicador principal" é um indicador completo, e os outros três são partes do mesmo; • Os "indicadores principais" centram-se na comunicação com os decisores políticos e o público; • Os "indicadores regionais" são os indicadores mínimos agregados por SIDS regionais (regiões NUTS II); • Os "indicadores sectoriais" são os indicadores mínimos comuns utilizados num SIDS setorial ou temático. Assim, os SIDS, juntamente com os REA, são o principal meio de apoiar ações estratégicas fundamentais em políticas, planos e programas. Os indicadores SIDS Português estão ligados aos desafios da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável 2015 e permitem a sua monitorização (APA, 2007).
10 1.2. A Responsabilidade Social no mundo e em Portugal Por ocasião da Cimeira das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada em Nova Iorque, em setembro de 2015, foi adotada a resolução "Agenda para o Desenvolvimento Sustentável até 2030: Transformar o nosso mundo". A resolução começou a ser aplicada em 1 de janeiro de 2016. Trata-se de uma nova estratégia global para o desenvolvimento sustentável, composta por 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, divididos em 169 metas. Uma vez que a Agenda 2030 é um instrumento de ação focado nas pessoas, no planeta, na prosperidade, na paz e na parceria (5P), visa contribuir para a abolição da pobreza e para o estabelecimento de um desenvolvimento sustentável a nível mundial até 2030 (Comissão Europeia, 2016). Os ODS substituem os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que foram adotados em 2000 e orientaram os esforços de desenvolvimento até 2015. Diferentemente dos ODM, os ODS incluem uma vasta gama de finalidades económicas, sociais e ambientais a serem alcançadas por todos os países, nomeadamente os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento (Eurostat, 2017). Os ODS são, por conseguinte, uma agenda universal, abrangente e audaciosa que contempla simultaneamente as três dimensões do desenvolvimento sustentável. Os ODS e as respetivas metas visam erradicar a pobreza, assegurar a proteção do planeta e proporcionar prosperidade, paz e justiça (ONU, 2015). Para atingir os objetivos, é necessário que os países desenvolvidos e em desenvolvimento trabalhem em conjunto e partilhem responsabilidades. Os ODS não são vinculativos, mas os governos são obrigados a responsabilizarem-se pela sua aplicação e a identificarem ações nacionais para atingir os 17 objetivos. Para concretizar esta agenda, os ODS têm de ser monitorizados a diferentes níveis (nacional, regional e mundial). Sob a liderança da Comissão de Estatística das Nações Unidas, foi estabelecido um conjunto de indicadores globais para monitorizar a realização dos ODS. A nível mundial, os ODS foram definidos em 2015, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou o Grupo Interagências de Peritos em Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
11 (IAEG-SDGs) para elaborar um painel de indicadores mundiais para supervisionar os ODS. Esta lista de 241 indicadores foi estabelecida em 2016, tendo sido feitos alguns ajustes em março de 2017. A nova lista contém 232 indicadores (alguns indicadores são utilizados para o controlo de mais do que um determinado objetivo, pelo que o número total de indicadores é de 244). O Conselho de Segurança da ONU decidiu ajustar a lista anualmente e revê-la de forma mais abrangente em 2020 e 2025. A nível regional, e em particular a nível da UE, foram divulgados importantes documentos sobre a assunção e o prosseguimento da Agenda 2030, demonstrando o compromisso da UE para com os ODS. A série de indicadores da UE baseia-se nos 17 ODS e na lista de indicadores globais das Nações Unidas, que contém 100 indicadores, 51 dos quais também estão incluídos na lista das Nações Unidas. Esta série de indicadores não é uma cópia completa da lista global das Nações Unidas. O objetivo é incluir indicadores que sejam significativos para a UE e que possibilitem o acompanhamento dos ODS no âmbito das políticas de longo prazo da UE. A nível nacional, em Portugal, a responsabilidade pela coordenação global dos ODS compete atualmente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, em colaboração com o Ministério do Planeamento Regional e das Infraestruturas. A coordenação de cada ODS é atribuída a um ministério específico responsável pela execução, monitorização e análise, dependendo do seu mandato e relevância Sobre as prioridades estratégicas de Portugal, foram selecionados os ODS 4, 5, 9, 10, 13 e 14, em linha com a visão estratégica de desenvolvimento do país: educação de qualidade; igualdade de género; indústria, inovação e infraestruturas; redução das desigualdades; ação climática; e conservação da fauna e flora marinhas. Com o objetivo de concretizar a Agenda 2030, é importante que os países identifiquem as suas necessidades estratégicas e determinem como irão implementar os ODS a nível nacional. A acessibilidade e a qualidade dos dados são fundamentais no processo de tomada de decisões e na avaliação dos resultados da implementação da Agenda 2030, e constituem um importante desafio para todos os países. É a única forma de medir o progresso, concretizar os objetivos da Agenda 2030 e colocar o mundo num caminho mais sustentável e resiliente.
12 De acordo com o Diário da República n.º 145/2017, I Série, de 28 de julho de 2017, a responsabilidade social é manifestada pela divulgação de informação não financeira nas áreas social, ambiental e de governação. A mesma publicação refere que a responsabilidade social das empresas dá um importante contributo para o reforço da fiabilidade dos consumidores e investidores e para a análise do desempenho das empresas e do desempenho e impacto das suas operações na sociedade (Henriques et al., 2016). Por outras palavras, a prática da responsabilidade social das empresas cria valor acrescentado para os consumidores e investidores, uma vez que estes podem constatar que as empresas não estão apenas focadas em gerar lucros e atingir os seus objetivos, mas que estão também ativas e envolvidas na promoção do bem-estar social (Comissão Europeia, 2016). Em Portugal, não existe um regime específico de responsabilidade social das empresas que incentive ou regule as práticas e políticas empresariais nesta área, mas existem projetos individuais que podem ser um ponto de partida para o desenvolvimento contínuo destas práticas nas empresas. É importante que estas iniciativas continuem, uma vez que o recurso a práticas de responsabilidade social contribui decisivamente para a análise dos riscos ambientais e para a avaliação do desempenho das empresas, tal como referido no Diário da República n.º 145/2017, I Série, de 28 de julho de 2018 (Lopes, 2019). É igualmente importante estabelecer programas e normas mais fortes para promover a responsabilidade social e encorajar as empresas a encarar as suas políticas como contributos voluntários para uma sociedade melhor e mais justa, uma vez que também fazem parte do sistema social. É igualmente necessário sublinhar a importância dos governos na promoção da responsabilidade social, não só através da legislação, mas também através do apoio às empresas que contribuem para o bem-estar dos cidadãos e das comunidades.
13 1.3. Custo simbólico ou valor simbólico? O acesso ao Parque Aventura & Trilho Ecológico da LIPOR é gratuito, apenas sendo solicitado o custo simbólico, nome dado pela LIPOR à entrega de cerca de 1 kg, por pessoa, de resíduos para reciclar (como papel/cartão, embalagens de plástico/metal ou vidro) que os participantes nas iniciativas entregam à LIPOR. O custo simbólico surge como uma contrapartida para a entrada nas iniciativas organizadas nesta Associação de Municípios, um dos serviços que esta entidade presta à Comunidade. Estes resíduos recicláveis são considerados como recursos, pelo que o pedido dos mesmos para a entrada na iniciativa Halloween LIPOR tem como principal objetivo a consciencialização ambiental e a promoção da reciclagem. O custo simbólico praticado pela LIPOR deveria assim ser considerado um valor simbólico solicitado como contrapartida para a entrada na iniciativa e ser considerado como um investimento e contributo da população para a concretização das metas de reciclagem estabelecidas pela Comissão Europeia. O valor simbólico de um produto/serviço é estabelecido pelo significado social e cultural que lhe corresponde e que possibilita ao consumidor exprimir a sua identidade pessoal e social através da compra e da utilização do produto. O valor simbólico é estabelecido quando as empresas produzem artigos com um significado cultural que os consumidores querem associar a eles. Para produzir tais artigos, as empresas devem ter uma compreensão dos significados culturais relacionados com os diversos artigos e ser capazes de determinar e atualizar os artigos que os consumidores consideram atraentes e incorporá-los em novos artigos (Ravasi et al., 2013). Com efeito, a criação de valor simbólico assenta, essencialmente, na integração dos produtos nos padrões de fabrico e de consumo. Isto é, as empresas podem conferir ativamente aos seus artigos um significado cultural interessante, mas não é garantido que os seus serviços produzam o resultado desejado. Na cultura de consumo atual, a relevância acrescida do consumo simbólico levou a um aumento dramático do número e da dimensão das empresas que fabricam produtos significativos, a que chamamos "produção simbólica". Isto deve-se ao facto de o vestuário ter sido sempre utilizado para adornar o corpo, expressar a identidade social e transmitir o estatuto social (Davis, 1992; Crane, 2000).
20 Em alternativa, os indicadores comportamentais podem ser utilizados para avaliar a capacidade de resposta comportamental da gestão dos recursos e os resultados podem ser utilizados para alterar os planos de gestão. Este domínio pode ser visto como um ponto de partida para os ecologistas comportamentais que pretendam aplicar os seus conhecimentos e experiência no domínio do comportamento ambiental. 1.5. O Bem-estar das populações Contrariamente à atividade física, o contexto ecológico da coesão social não foi suficientemente estudado. Em geral, os poucos estudos existentes mostram uma relação positiva entre a coesão social e o ambiente físico. Como a coesão social em áreas urbanas não pode ser medida em estudos experimentais, é difícil determinar se existe uma relação causal entre a coesão social e as características físicas. Existe uma correlação positiva entre a presença de árvores e relva nos espaços públicos e as relações sociais informais com os vizinhos. Acresce que a ligação entre a vegetação e as relações sociais parece ser mediada pela utilização do espaço comum. As relações sociais estão positivamente relacionadas com sentimentos de segurança (Hartig et al., 2014). Os habitantes com maior quantidade de árvores e relva à volta das suas casas demonstraram ter um comportamento menos agressivo e menos crimes relacionados com o lar. Foram encontrados resultados positivos semelhantes para espaços verdes perto de edifícios abandonados, nomeadamente reduções na violência armada e no comportamento desordeiro. Por conseguinte, os espaços naturais, como os espaços verdes, podem contribuir para melhorar a coesão social e ajudar a unir as comunidades (Lovell, 2018). Os espaços verdes, especialmente nas zonas urbanas, são locais onde as pessoas se podem reunir e interagir socialmente, ajudando as pessoas a sentirem-se ligadas às suas comunidades, a apoiarem grupos minoritários e a integrarem-se mais, identificando-se com os seus novos vizinhos. Os espaços verdes reduzem os sentimentos de isolamento e solidão, proporcionando oportunidades de participar em atividades sociais partilhadas, o que, por sua vez, promove a coesão social (Twohig-Bennett et al., 2018).
21 A interação social entre vizinhos pode ajudar a criar um sentimento de familiaridade e de pertença, que constitui a base para uma futura integração ou inclusão. Assim, estes espaços encorajam interações formais e informais com pessoas de diferentes origens culturais, reforçando a coesão social e a integração. A qualidade, a conceção e a manutenção destes espaços verdes são, portanto, fatores importantes para influenciar a perceção que as pessoas têm dos espaços verdes e encorajá-las a visitá-los mais frequentemente, resultando em benefícios sociais. Espaços verdes bem concebidos e mantidos podem ajudar a reduzir o comportamento antissocial, enquanto espaços verdes mal concebidos ou mantidos tendem a ter o efeito oposto (Ten Brink et al., 2016). Os benefícios dos espaços verdes para a saúde dos visitantes dependem da perceção que as pessoas têm da segurança e de outros comportamentos dos visitantes. Portanto, se o objetivo dos espaços verdes é maximizar o seu potencial para a construção de comunidades e interação social, aspetos como a localização, estrutura, atividade, resiliência, manutenção, conveniência e acessibilidade devem ser cuidadosamente considerados e equilibrados para proporcionar uma experiência positiva para todos (Gigante, 2021). Ao avaliar a qualidade dos espaços verdes e os serviços que prestam, é importante considerar tanto as abordagens preventivas como as cognitivas para definir as categorias de qualidade. Isto porque a qualidade de um espaço verde está diretamente relacionada com avaliações positivas ou satisfatórias das suas características chaves. Assim, quando se fala de qualidade dos espaços verdes, este conceito pode ser considerado de duas formas. Pode ser visto de uma perspetiva ecológica, incluindo a biodiversidade disponível numa área, pois há evidências de que a qualidade ecológica de uma área afeta a saúde mental e promove o bemestar e os comportamentos promotores de saúde, enquanto as áreas mais pobres têm um impacto negativo na saúde (Lovell et al., 2018). Quando falamos do conceito de qualidade ambiental, falamos também do conceito de qualidade de vida, porque estão inter-relacionados. Devido aos problemas ambientais globais e ao aumento da "consciência
22 ambiental" devido à deterioração dos ambientes urbanos, o conceito de qualidade ambiental está geralmente ligado ao conceito de qualidade de vida, que é definido como o nível de bem-estar individual e coletivo que depende das necessidades básicas da população, como a saúde, a educação, a habitação, o rendimento e as necessidades subjetivas dos indivíduos e dos grupos sociais (Ten Brink et al., 2016). O segundo elemento refere-se à condição de um lugar e mede a forma como é mantido e o que oferece aos seus residentes, partindo do pressuposto de que é seguro e atrativo para os visitantes. Uma variedade de fatores, incluindo o vandalismo, a falta de limpeza e a má qualidade das instalações recreativas e desportivas, pode fazer com que estes locais se tornem negligenciados e mal conservados. A falta de manutenção e de cuidados acaba por afetar negativamente a fruição destes locais e desencoraja os visitantes de os visitarem. As pessoas visitam estes locais não só para atividades ao ar livre, mas também para um ambiente social onde se possam sentir seguras e confortáveis (McCormack et al., 2010). Por vezes, os governos estabelecem normas nacionais para os espaços verdes abertos, a fim de criar e desenvolver espaços que possam satisfazer todas as necessidades. Muitos espaços verdes públicos em Portugal são pouco atrativos e carecem de variedade e vitalidade devido a uma má conceção e disposição. Os problemas mais comuns são o tráfego, que causa poluição (visual, auditiva e atmosférica), e o estacionamento, que impede que algumas áreas cumpram a função a que se destinam. Em Portugal, a qualidade dos espaços públicos está ligada ao ordenamento do território, que está integrado no planeamento urbano, e é algo que os municípios se devem esforçar por melhorar. Assim, a qualidade dos espaços verdes é determinada pelos planos de pormenor, uma vez que estes planos formulam e concretizam propostas de desenvolvimento espacial para áreas específicas do território urbano, definem as formas de uso e servem de base à execução de projetos de infraestruturas, de edifícios e de espaços livres, de acordo com as prioridades do programa de execução do Plano de Urbanização e do Plano de Ordenamento (Decreto-Lei n.º 380/99, com as alterações introduzidas em 22 de setembro) (Lovell et al., 2018).
23 No entanto, é de salientar que, em muitos casos, os indivíduos são responsáveis pelo desenvolvimento dos espaços públicos e seguem a lógica da produção do espaço urbano, o que significa que os políticos e os funcionários públicos tomam frequentemente decisões sem conhecerem ou se preocuparem com o seu impacto no tecido urbano e com os usos sociais que permitem ou impedem. Embora estes espaços tenham uma maior intervenção do poder público, é necessário incorporar a ideia de que para (re)certificar e revitalizar os espaços existentes, é necessário dar prioridade às suas principais funções, bem como aos seus aspetos estéticos (Francisco, 2005). Entre as principais funções dos espaços verdes está a sua função ecológica e ambiental, ou seja, possibilitar a minimização dos prejuízos ambientais causados pelas urbes através do apoio à natureza. De acordo com o Regulamento Municipal de Espaços Verdes Urbanos n.º 656-2019 (DRE, 2020), os espaços verdes são essenciais para a vida urbana e para o equilíbrio físico e mental dos habitantes das cidades. Refere ainda que estes espaços asseguram importantes funções ambientais, tais como a prevenção do ruído, a diminuição da poluição atmosférica, o incremento dos níveis de oxigénio e a atenuação dos níveis de dióxido de carbono, a prevenção da erosão, a regulação da temperatura, o controlo da humidade e as amenidades climáticas através do controlo da insolação e da nebulosidade. A poluição atmosférica é um dos principais riscos ambientais para a saúde humana em todo o mundo, incluindo nas grandes cidades, e constitui uma séria ameaça para a saúde pública, atrás apenas do cancro, das doenças cardíacas e da obesidade. A poluição atmosférica pode afetar negativamente e piorar a saúde de todos os indivíduos, especialmente os mais vulneráveis da sociedade e das populações. Os problemas de saúde existentes podem ser agudizados pela poluição atmosférica, prejudicando a saúde física e mental e reduzindo a esperança de vida a longo prazo (Gigante, 2021). As doenças que são causadas ou exacerbadas pela poluição do ar incluem a asma, a bronquite crónica, a doença cardíaca crónica (CHD) e o AVC. Os espaços verdes podem reduzir significativamente a exposição das pessoas à poluição atmosférica, incluindo a incorporação do tipo correto de vegetação, a separação das pessoas da poluição, a introdução de barreiras e o aumento da distância entre as fontes de poluição e os indivíduos (Mohajerani et al., 2017).
24 A capacidade dos espaços verdes de filtrar os poluentes, tanto no que respeita às partículas finas como aos gases, é muito importante. No entanto, se a vegetação contribuir para a mitigação da poluição atmosférica, esta também pode ocorrer de forma indireta, como na produção de dióxido de carbono devido à redução da temperatura. Enquanto as plantas transpiram, a temperatura diminui e a humidade relativa aumenta, reduzindo as emissões de hidrocarbonetos. Portanto, espaços verdes urbanos bem projetados poderão contribuir para a diminuição da exposição ao ar poluído, reduzir a poluição e, portanto, melhorar a saúde (Ferreira, 2018). A exposição à poluição sonora, nomeadamente o ruído excessivo causado pelo comportamento humano nos grandes centros urbanos, pode ter um impacto considerável na saúde e na qualidade de vida. De facto, esta exposição prolongada está associada a perturbações do sono, desconforto que se torna crónico e reduz a qualidade de vida, e aumento das doenças cardiovasculares (Lovell et al., 2018). Na Europa Ocidental, o ruído é o segundo maior problema de saúde ambiental, e os governos estão a gastar quantias de dinheiro todos os anos para resolver esta questão de saúde pública. No entanto, os espaços verdes urbanos também têm sido relacionados com a atenuação do ruído de frequências diversas, atuando como barreiras verticais (Yang et al., 2010). A atenuação do ruído e a consequente melhoria da qualidade de vida das pessoas fazem com que os espaços verdes tenham um impacto positivo direto na saúde. Por esse motivo, as pessoas que vivem efetivamente nas cidades valorizam locais tranquilos ou com baixo nível de ruído para escapar aos sons da vida citadina. Também indicam que os espaços verdes tranquilos podem contrabalançar os efeitos prejudiciais para a saúde do ruído em ambientes residenciais. Com efeito, existem igualmente provas de que níveis de ruído mais elevados podem reduzir os benefícios da utilização dos espaços verdes e diminuir os seus efeitos reparadores. Pensa-se que este facto resulta de alterações comportamentais mais abrangentes que podem ocorrer à medida que os níveis de ruído aumentam. Assim, o aumento dos níveis de ruído pode condicionar as tomadas de decisão de visitar espaços públicos abertos, reduzir a quantidade de tempo passado no espaço, ou afetar a qualidade das atividades ou momentos (Ferreira, 2018).
25 Determinados tipos de espaços verdes podem reduzir a poluição sonora ao absorver, disseminar e refratar as ondas sonoras, reduzindo assim a perceção negativa do ruído por parte das pessoas. A redução do ruído é cada vez mais reconhecida como uma componente importante de cidades saudáveis que aumenta a qualidade de vida, melhora a saúde e promove a interação humana. A ocorrência de temperaturas mais elevadas nas zonas urbanas do que nas zonas rurais é designada por efeito de ilha de calor urbana (Twohig-Bennett et al., 2018). Este fenómeno é causado por alterações na utilização dos solos e por atividades humanas, como estradas muito pavimentadas, menos espaços verdes e o calor dos edifícios, dos veículos e dos aparelhos de ar condicionado. Os aumentos de temperatura podem ter efeitos negativos para a saúde, uma vez que o calor excessivo aumenta o risco de doença e de morte nos centros urbanos. As projeções climáticas europeias indicam que as futuras ondas de calor aumentarão em intensidade e frequência em todo o mundo (Lovell et al., 2018). Se não forem tomadas medidas, prevê-se que as mortes por ondas de calor aumentem 257% até 2050. Os idosos são os mais vulneráveis às ondas de calor, e há provas de que as pessoas que vivem na pobreza são frequentemente afetadas de forma desproporcionada. No entanto, estudos demonstraram claramente que as ondas de calor podem ser reduzidas através do aumento dos espaços verdes em ambientes urbanos (van den Bosch et al., 2017; Gigante, 2021). Há provas de um efeito de "cinza fria" na gama de 1,5-3,5°C e de um efeito de arrefecimento mais forte em grandes espaços verdes urbanos, e o sombreamento das árvores de rua é um meio importante de reduzir as ondas de calor. A possibilidade de aceder a estas "ilhas de frescura" pode ajudar a neutralizar os efeitos negativos do calor extremo na saúde (Mohajerani et al., 2017). Outros elementos verdes, como os jardins nos telhados, também provaram reduzir de forma sustentável o efeito de ilha de calor.
26 1.6. A importância da Reciclagem Os recursos naturais são necessários para satisfazer as necessidades humanas. A sua utilização, porém, não é sustentável. perante os desastres ambientais, as pessoas são obrigadas a aplicar o conceito dos 4R (Reutilizar, Reduzir, Reciclar e Recuperar) para evitar grandes quantidades de resíduos e a poluição dos rios, do ar, entre outros. A reciclagem consiste em transferir os resíduos produzidos para outra indústria ou empresa que possa utilizar o produto como matéria-prima. Em termos de minimização, é importante reduzir a quantidade de resíduos gerados pelo ser humano a partir de matérias-primas, mas também é importante reduzir a quantidade de resíduos produzidos (Silva, 2014). Relativamente à reciclagem, é necessário realizar a reutilização de materiais específicos que sejam adequados a esta prática. Isto deve ser feito mesmo que se considere difícil a recuperação desta atividade. Durante séculos, as sociedades adotaram um modelo de desenvolvimento centrado nos indicadores económicos. Este modelo consiste em atuar como se os recursos de matérias-primas não se esgotassem e a terra pudesse absorver resíduos infinitamente (Santos et al., 2013; Silva, 2013). Em 1999, Elkington propôs a "teoria dos três pilares" para encontrar um equilíbrio entre o desempenho económico, social e ambiental. Esta teoria é conhecida em inglês como "Triple Bottom Line" (TBL) (Lorenzetti et al., 2008). O TBL difere de outros indicadores de gestão na medida em que também mede a relação entre as dimensões da sustentabilidade e inclui o conceito de "triple bottom line": Ou seja, o aumento do crescimento económico, a satisfação das expectativas sociais e a redução dos impactos negativos sobre o meio ambiente (Silveira, 2013). É importante entender essa dinâmica, que se baseia em três importantes pilares: • O pilar económico consiste na criação de riqueza pela sociedade através do fornecimento de bens e serviços (sustentáveis); • O pilar ambiental refere-se à proteção e gestão dos recursos naturais; • O pilar social diz respeito à igualdade e à participação de todos os grupos sociais para construir e manter um sistema equilibrado através da partilha de direitos e responsabilidades. Esta teoria está na base da maioria das atividades relacionadas com as questões ambientais. Dá prioridade às questões socioambientais para que as empresas possam obter lucros sem prejudicar o
27 ambiente (Kraemer, 2004). Isto porque se uma organização for ambientalmente sustentável, é capaz de cumprir as suas responsabilidades sociais e satisfazer os interesses de todas as partes interessadas (Araújo, 2006). Os esforços para fabricar produtos ecológicos, amigos do ambiente, recicláveis e biodegradáveis ganharam ímpeto nos últimos anos, sensibilizando o público. Por conseguinte, é o passo inicial para gerar a melhor utilização dos produtos e materiais reciclados. Por outro lado, é necessário reconhecer os perigos que podem ser criados na nossa sociedade. As entidades mais essenciais como o ar e a água, que pareciam abundantes, podem acabar por se esgotar. Atualmente, as matérias-primas para fabricar produtos de plástico estão a esgotar-se e, além disso, a reutilização de produtos de plástico deitados fora está a ser depositado em aterros sanitários (Ado et al., 2011). Com a ajuda de numerosos cartazes e placas de sinalização em locais públicos, as atividades de reciclagem são promovidas todos os dias. No entanto, parece que as pessoas não estão a pôr isto em prática. Isso deve-se principalmente ao facto de pensarem que, neste vasto mundo, os seus esforços não farão qualquer diferença. No entanto, devem saber que todos os esforços contam e fazem a diferença (Canon Hygiene, 2017). A reciclagem pode ter um grande impacto na segurança do ambiente (Lamma, 2021). E, segundo Canon Hygiene, em World Environment Day – The impact recycling has on the environment , 2017: • A reciclagem pode reduzir os resíduos que chegam aos aterros; • A reciclagem ajuda a conservar os recursos naturais, enquanto o papel de escritório reciclado pode poupar 27 300 litros de água, 18 árvores, 2 450 litros de petróleo e 2,28 m3 de aterro; • A reciclagem ajuda a reduzir o consumo de energia. No ano de 2014, a quantidade suficiente de resíduos sólidos urbanos reciclados permitiu o abastecimento elétrico de quase 29 milhões de casas; • A reciclagem ajuda a salvar habitats e florestas, quase 26 500 000 árvores podem ser salvas todos os anos, caso 10% dos jornais existentes sejam reciclados nos EUA; • A reciclagem ajuda a reduzir a poluição atmosférica; • A reciclagem de papel pode reduzir a poluição atmosférica em quase 78%;
28 • A reciclagem ajuda a reduzir o aquecimento global. Através da reciclagem, 178 toneladas métricas de gases com efeito de estufa foram reduzidas pela reciclagem de resíduos sólidos urbanos em 2017. Na sociedade industrial, a produção e a deposição de resíduos tornaram-se um fator intrínseco. As fontes de resíduos domésticos e comerciais aumentaram consideravelmente em todo o mundo nos últimos dez anos. Os agregados familiares, os estabelecimentos comerciais, as indústrias e várias pequenas e grandes lojas contribuem constantemente para uma enorme quantidade de resíduos. Os produtos residuais podem ser medidos em milhões de toneladas, enquanto a população que vive nos limites das cidades aumentou 400% nos últimos 20 anos (Lamma, 2021). Este enorme crescimento populacional contribuiu para a produção de enormes resíduos líquidos e sólidos, o que constitui uma questão de preocupação nacional e mundial. O volume de resíduos não é um grande problema, mas a incapacidade dos indivíduos, da sociedade, dos governos, juntamente com a eliminação das empresas de gestão de resíduos, não conseguiram gerir a tarefa de redução de resíduos e de segurança ambiental. O ambiente sujo afeta as sensibilidades estéticas, os padrões de vida e a saúde dos seres humanos, implicando a qualidade de vida. O armazenamento e a eliminação inadequados dos resíduos podem criar riscos para a sociedade através da poluição do ar, da água e do solo (Ado et al., 2011). O processo de reciclagem converte e transforma resíduos e materiais descartados em novos objetos e materiais de utilização posterior. Assim, torna-se uma boa alternativa a qualquer resíduo de natureza convencional de eliminação e tem a capacidade de evitar a utilização de outros materiais, podendo este processo ajudar a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, como acontece, por exemplo, com a produção de plástico. O processo de reciclagem pode evitar que os resíduos sejam depositados em aterros e que tenham potencial para se tornarem produtos ou materiais úteis, o que reduz o consumo de matérias-primas frescas, reduzindo assim a utilização de mais energia, a poluição atmosférica devido à incineração e a poluição do ar e da água ao evitar a deposição em aterros. Assim, o processo de reciclagem tornou-se o
29 componente crucial de redução de resíduos da era moderna e acabou por ser o terceiro fator da hierarquia de resíduos, "Reduzir, Reutilizar e Reciclar" (Lamma, 2021).
36 A LIPOR reconhece que a sua dedicação a um progresso duradouro exige a integração da vertente do compromisso climático na sua esfera organizacional. A adoção do quadro tático LIPOR 4M - "menos resíduos, menos carbono, mais clima, mais biodiversidade" exemplifica a determinação inabalável da LIPOR em adotar medidas proativas. A LIPOR definiu um objetivo que visa reduzir o consumo de energia associado à sua atividade. Anualmente, é divulgado um Relatório Integrado, elaborado de forma criteriosa e alinhado com as diretrizes estabelecidas pelo International Integrated Reporting Council (IIRC). Além disso, em matéria de Sustentabilidade, a conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Global Reporting Initiative (GRI) tem sido meticulosamente prosseguida. A LIPOR mantém uma relação de proximidade com as suas diversas partes interessadas, promovendo ativamente um evento bienal de envolvimento com as mesmas. No meio da nossa paisagem global cada vez mais interligada, surge um apelo a uma conduta ética e baseada em princípios por parte das organizações. Esta conduta não só lhes confere uma vantagem competitiva em relação às suas congéneres, como também traz vantagens para todas as entidades envolvidas ( stakeholders ). A LIPOR aplica os Princípios da AccountAbility , através da implementação do Norma AA1000AP (2018), de forma a nortear o envolvimento com as partes interessadas. Este referencial permitiu a criação do Processo de Gestão da Materialidade, para priorizar e responder aos desafios da Sustentabilidade, para melhorar o seu desempenho e ainda envolver todos aqueles que influenciam e impactam a Organização. O compromisso da LIPOR com a Responsabilidade Social começa com a sua capacidade de envolver e navegar habilmente no bem-estar da organização. Ao longo da sua história, a criação de valor, não apenas dentro, mas predominantemente para a comunidade (externa), tem permitido à LIPOR assumir a liderança no serviço às populações que serve. A aposta primordial no compromisso sustentável com o meio ambiente posiciona a LIPOR como pioneira na geração de benefícios para todos os parceiros. Esta oportunidade favorável, enquadrada no Sistema de Gestão da Responsabilidade Social, SA 8000, e na sua certificação, constitui uma vertente integrante da competitividade da organização. Permite à LIPOR crescer de forma sustentada e oferecer um local de trabalho de excelência, onde o bem-estar de todos é o princípio primordial para o desenvolvimento coletivo.
37 O Sistema de Gestão da Responsabilidade Social SA 8000 enquadra os valores e os padrões éticos em todas as atividades e ciclos produtivos da organização. No âmbito do Sistema de Gestão da Responsabilidade Social, a LIPOR mantém uma Equipa de Desempenho Social. Esta equipa é constituída por elementos da Administração, Segurança, Recursos Humanos, Sindicatos e um representante dos colaboradores operacionais. Em conjunto, discutem vários assuntos relacionados com a organização. Em alinhamento com a Norma SA 8000 para a Certificação da Responsabilidade Social, a LIPOR tem instituído um conjunto de mecanismos de monitorização que permitem assegurar um nível de confiança no Sistema consistentemente elevado. Destaca-se a realização de visitas trimestrais regulares, com enfoque na Responsabilidade Social, bem como a realização de auditorias internas e externas. Ao nível da Responsabilidade Social Corporativa, a LIPOR continua a reforçar a sua ação junto das Comunidades Locais onde se insere, mantendo-se uma análise criteriosa das iniciativas que podem ser desenvolvidas e que contemplam o apoio da LIPOR. A missão LIPOR é “Transformar resíduos em novos recursos pela implementação de práticas inovadoras e circulares, gerando e compartilhando valor” (Relatório Integrado LIPOR, 2022, p. 11). Os valores organizacionais assumidos são “Somos ambiciosos e apaixonados. Somos criativos e pensamos positivo. Somos responsáveis e rigorosos. Somos éticos e somos EQUIPA” (Portal LIPOR, 2023). O Relatório Integrado da LIPOR evidencia os reconhecimentos da LIPOR que reforçam o estatuto de referência que detém. Destacam-se, então, os seguintes reconhecimentos: • LIPOR vencedora no setor público, no Índice excelência no trabalho do ano 2021; • O Parque Aventura & Trilho Ecológico da LIPOR foi galardoado com o prémio internacional green flag award, além de ser reconhecido com o special award for innovation; • A estratégia 4M da LIPOR foi galardoada na 7.ª edição do reconhecimento de práticas em responsabilidade social e sustentabilidade, promovido pela APEE - associação portuguesa de ética empresarial; • A LIPOR foi uma das três selecionadas na categoria de “Local de Trabalho”, a 7ª edição dos Prémios #BeActive organizada pela Comissão Europeia - DG EAC – Sport;
38 • A LIPOR conquistou o Estatuto INOVADORA COTEC 2021, em reconhecimento dos elevados padrões de solidez financeira, e desempenho económico atingidos e, especialmente, competências de inovação pela Organização; • Enquanto membro do grupo de trabalho das cidades sustentáveis do BCSD Portugal, a LIPOR participou na elaboração deste documento, a par de outras empresas; • A versão portuguesa do Guia inclui seis exemplos, desenvolvidos no âmbito do grupo de trabalho de bioeconomia do BCSD Portugal, um dos quais o da LIPOR, a par de outros business cases internacionais de sucesso; • A LIPOR participou no projeto E+C – Economia Mais Circular, dinamizado pela CIP Confederação Empresarial de Portugal, tendo sido publicadas “Boas práticas de circularidade” - um Guia que apresenta os casos práticos de 24 empresas, uma das quais a LIPOR; • O NUTRIMAIS serviu também como projeto piloto de experimentação da ferramenta de circularidade, a CTI TOOL – Circular Transition Indicators, desenvolvida pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). É avaliada por um conjunto de KPI dos quais se destaca o nível de Responsabilidade Social percebida no ano 2022 de 4,62 (numa escala máxima de 5, do inquérito de satisfação de clientes) (Relatório Integrado LIPOR, 2022, p. 55). A LIPOR sempre pautou a sua relação com a sua cadeia de valor, nomeadamente com os seus Fornecedores numa base de transparência. Um dos pontos fulcrais do normativo do Sistema de Gestão de Responsabilidade Social é o Controlo da Cadeia de Valor da Organização. Foi criado um conjunto de dicas e informações, o Guia de Compras Ecológicas e disponibilizado o Código de Conduta para Fornecedores e Subcontratados que estabelece um compromisso dos fornecedores com os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, as Convenções da Organização Internacional do Trabalho e a Legislação Nacional e Comunitária em vigor.
39 2.2. A iniciativa Halloween LIPOR A LIPOR atribui grande importância à promoção da Comunicação, Educação e Formação Ambiental na Comunidade que serve. Este foco é uma das suas principais preocupações. Consequentemente, para encorajar a participação ativa dos cidadãos e promover uma mudança de perspetivas a nível da reciclagem e adoção de estilos de vida mais saudáveis, a LIPOR inicia múltiplos empreendimentos em colaboração com a Comunidade. Estas iniciativas têm como objetivo cultivar nos cidadãos um sentido de responsabilidade em relação a práticas ambientalmente corretas e sustentáveis. Esta estratégia alinha-se perfeitamente com a sua Missão de "Transformar resíduos em novos recursos pela implementação de práticas inovadoras e circulares, gerando e compartilhando valor". Na prossecução da sua Agenda de Sustentabilidade LIPOR, a organização desenvolve ações de educação, formação e lazer. Estas iniciativas são uma clara demonstração da aposta da LIPOR no envolvimento com a comunidade, numa lógica de proximidade. A iniciativa Halloween orquestrado pela LIPOR está profundamente alinhada com três dos dezassete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) delineados na Agenda 2030 das Nações Unidas. Especificamente, está em sintonia com o ODS 4, que gira em torno da "Melhoria da Qualidade Educacional", alcançada através da implementação de uma Estratégia de Educação e Formação abrangente. Além disso, harmoniza-se com o ODS 11, centrado na "Criação de Áreas e Comunidades Urbanas Sustentáveis", concretizado pela transformação de um antigo aterro sanitário num parque onde são defendidos comportamentos eco conscientes. Por outro lado, o ODS 12, centrado na "Promoção de Padrões Sustentáveis de Produção e Consumo", é defendido através da iniciativa de Halloween, realizada no Parque Aventura & Trilho Ecológico da LIPOR. Este espaço situa-se em Ermesinde (Valongo) e Baguim do Monte (Gondomar). Aqui, os participantes são incentivados a fornecer materiais recicláveis como pagamento simbólico pelo seu envolvimento nesta iniciativa. A iniciativa anual de Halloween da LIPOR é uma tradição desde 2018, decorrendo nos limites do Parque Aventura (PA) e do Trilho Ecológico (TE). Esta área revitalizada, acessível ao público desde 2009, serve de pano de fundo para esta iniciativa. O principal objetivo deste empreendimento é incentivar a participação da comunidade num ambiente rejuvenescido e defender a reciclagem e os comportamentos sustentáveis.
40 O antigo aterro sanitário, situado em Ermesinde (Valongo)/Baguim do Monte (Gondomar), com cerca de 19 hectares, servia de depósito para uma parte significativa dos resíduos gerados nos oito Municípios aderentes à LIPOR, desde a década de 1970. Posteriormente, foi iniciado um processo abrangente de selagem, reabilitação e valorização ambiental e visual desta região. Esta transformação levou à criação do Parque Aventura, que atualmente funciona como um espaço aberto de recreio, lazer e formação, disponível para utilização pública. O projeto Halloween foi suspenso durante 2020 e 2021 devido à pandemia de Covid-19. A terceira edição do Halloween Parque Aventura teve lugar a 31 de outubro de 2022, contou com a presença de 9000 pessoas. Este evento foi um esforço de colaboração que envolveu a companhia de teatro profissional Cabeças no Ar e Pés na Terra. Esta companhia desenvolve a sua atividade em quatro domínios: a produção de espetáculos teatrais, a formação artística, a utilização da arte para fins educativos e o envolvimento em iniciativas sociais. O enquadramento temático utilizado para este evento centra-se nas noções de "emoções”, “terror” e "arrepios". Através da página de Facebook do Parque Aventura da LIPOR, foi lançado um apelo a voluntários para participarem no evento. Este desafio obteve uma resposta entusiástica de 80 voluntários. A empreitada compreendeu uma fase preliminar de angariação de meios, materiais e humanos essenciais. Esta fase incluiu a criação do cenário para o evento, a preparação prévia das personagens atribuídas a cada voluntário, a distribuição dos papéis, a definição dos locais para a sua participação e a disponibilização de vestuário e maquilhagem adequados (zombies, bruxas, esqueletos, palhaços e criaturas monstruosas). Durante o evento, as equipas da LIPOR receberam calorosamente os participantes, supervisionando a sua entrada no percurso designado e recolhendo os materiais recicláveis que traziam. A iniciativa teve a duração de 2 horas, a coberto da noite, e desenrolou-se numa extensão de 2 quilómetros de caminho. Nesta extensão, foram criadas 14 zonas interativas distintas, cada uma com temas únicos, tais como um túnel com teias, um local de repouso para animais, o cavaleiro sem cabeça, veículos destruídos e uma residência abandonada, entre outros elementos cativantes.
41 Figura 5: Zonas de interação com o público Fonte: Banco Imagens LIPOR (2022) A divulgação da iniciativa foi efetuada, sobretudo, através das redes sociais. O número de pessoas que compareceram nesta última edição aumentou de forma exponencial em relação à edição anterior, assim como o material reciclável que os participantes entregaram, como se pode observar pela consulta da tabela 1. O material entregue é resultado do custo simbólico/valor simbólico indicado como a única forma de pagamento exigido para a participação nesta iniciativa. Tabela 1: Ano, visitantes e resíduos recolhidos na iniciativa Halloween nas edições realizadas Edição 1ª edição 2ª edição 3ª edição Ano 2018 2019 2022 Nº Visitantes 3000 2580 9000 Resíduos Recolhidos (kg) 600 1000 4000 Fonte: Elaboração própria (2022) Após a iniciativa foi feita a contabilização do número de resíduos recolhidos, mais precisamente 4000 kg de material reciclável que pode ser encaminhado para a reciclagem.
42 Figura 6: Entrega custo simbólico/valor simbólico Fonte: Banco Imagens LIPOR (2022) Por último, procedeu-se aos agradecimentos a todos os participantes através do Facebook Parque Aventura da LIPOR. Figura 7: Publicação de Agradecimento Fonte: Facebook Parque Aventura da LIPOR (2022)
43 CAPÍTULO 3 – UM ESTUDO DE CASO 3.1. Questões de investigação e objetivos Neste projeto de investigação prosseguimos as seguintes questões de investigação: quem têm participado na iniciativa de Halloween promovida pela LIPOR? Até que ponto o valor simbólico pago à entrada da iniciativa de Halloween poderá influenciar a mudança de comportamentos relativamente às práticas de reciclagem? E será que a partir desta iniciativa, a organização LIPOR exprime numa mudança de valores orientados para a sustentabilidade? Em resumo, de que forma é que a iniciativa de Halloween promove a sensibilização para a importância do ambiente e do bem-estar na comunidade? Tomando em conta estas questões, visa-se, tal como já exposto na introdução, responder ao objetivo geral que consiste em compreender em que medida as práticas de sustentabilidade e responsabilidade social, consubstanciadas na iniciativa LIPOR Halloween, fomentam a importância do ambiente e do bemestar na comunidade. Como objetivos específicos, formulam-se os seguintes: 1. Identificar o perfil participantes e os seus comportamentos de reciclagem 2. Apurar se o custo simbólico/valor simbólico promove a mudança de comportamentos de reciclagem 3. Explorar se existe alguma ligação entre a recetividade e participação nesta iniciativa de cariz lúdica e cultural e o facto da mesma ser organizada por uma entidade de referência na área da gestão sustentável dos resíduos urbanos (valores da organização LIPOR). 3.2. Breve justificação metodológica O presente trabalho insere-se numa metodologia de estudo de caso. O estudo de caso é uma abordagem de investigação que procura compreender um fenómeno dentro do contexto em que este ocorre, permitindo uma análise profunda e detalhada de um caso específico (Yin, 2005). Yin salienta que o estudo de caso é particularmente apropriado quando o investigador pretende explorar questões do tipo "como" e "porquê", o que se alinha com o objetivo deste estudo de analisar as práticas de sustentabilidade e responsabilidade social na iniciativa Halloween da LIPOR.
44 Este estudo de caso tem como objetivo analisar até que ponto as práticas de sustentabilidade e responsabilidade social numa Associação de Municípios, mais especificamente a promoção da iniciativa Halloween LIPOR promove a importância do ambiente e o bem-estar da Comunidade. Pretende analisar o perfil dos participantes nesta iniciativa, verificar se o valor simbólico pago à entrada promove mudanças comportamentais nas práticas de reciclagem e explorar se existe alguma ligação entre a recetividade e participação nesta iniciativa de cariz lúdica e cultural e o facto da mesma ser organizada por uma entidade de referência na área da gestão sustentável dos resíduos urbanos (valores da organização LIPOR). Em resumo, avaliar se esta iniciativa reforça a importância do ambiente e do bem-estar na comunidade. 3.3. Técnicas de investigação Para responder às questões formuladas e objetivos traçados, foram mobilizados vários instrumentos de recolha de dados qualitativos e quantitativos, visando compreender os significados subjacentes às ações e discursos dos indivíduos envolvidos. Serão utilizadas técnicas de recolha e tratamento de dados, nomeadamente análise documental, entrevistas e inquérito por questionário, a seguir apresentadas. A análise documental consiste na recolha e análise de documentos relevantes para compreender o contexto e as características do caso em questão (Stake, 1995). Documentos como artigos de jornal, publicações nas redes sociais e materiais promocionais podem fornecer informações valiosas sobre a iniciativa de Halloween da LIPOR, as suas motivações e os seus impactos. Como tal, foram consultados livros e revistas em biblioteca, o RepositóriUM da Universidade do Minho, assim como acedidos conteúdos em bases de dados como Google Académico, B-on, JSTOR, DOAB, entre outros. Por sua vez, as entrevistas permitem recolher dados diretamente junto das pessoas envolvidas no caso, fornecendo informações sobre as práticas de sustentabilidade e responsabilidade social na iniciativa Halloween (Creswell, 2014). Foram realizadas entrevistas a 6 pessoas, 2 entrevistas efetuados a figurantes voluntários que são colaboradores da LIPOR e 4 entrevistas a figurantes voluntários externos à LIPOR. As entrevistas foram gravadas através do Teams, de forma que fosse possível a sua transcrição e, posterior, tratamento.
45 Os testemunhos destas pessoas foram analisados com o objetivo de conhecer as práticas de sustentabilidade e responsabilidade social envolvidas. Quanto à técnica do questionário, esta serve para obter dados quantitativos sobre o perfil dos participantes e a influência do evento na mudança de comportamento relativamente à reciclagem. Tal permite uma análise estatística dos resultados, proporcionando uma visão mais abrangente das tendências e padrões emergentes (Cresweell, 2014). Assim, foi disponibilizado um questionário nas redes sociais da LIPOR, com o objetivo de caraterizar os participantes na iniciativa do Halloween. O questionário teve como finalidade explorar se os participantes entregaram resíduos durante o evento e se esta experiência influenciou as suas práticas de reciclagem após o evento. Quanto ao questionário, este foi aplicado através do Forms, da Microsoft 365, responderam 175 pessoas, sendo que apenas 102 inquiridos participaram na iniciativa Halloween LIPOR (pergunta nº 10), pelo foram estas resposta consideradas para o tratamento dos dados A publicação do pedido de preenchimento do inquérito, no Facebook do Parque Aventura da LIPOR, permitiu a obtenção dos dados necessários para analisar as hipóteses levantadas. Igualmente, através do teaser efetuado no texto da publicação, foi possível obter um grande número de participações de inquiridos que utilizaram esta ferramenta para expressar as suas propostas de melhorias para a nova edição da iniciativa. A publicação obteve 149 gostos, um número acima da média de gostos de cada publicação nesta rede social. E obteve 55 comentários, prontamente foi reforçado o pedido de para além de comentarem nesta publicação fizessem no próprio inquérito. Foram efetuados vários reforços na divulgação do inquérito em várias publicações efetuadas nas redes sociais e na newsletter da LIPOR.
52 mais reciclados são o plástico, os orgânicos, o papel e os têxteis, sendo o plástico especialmente comum devido à predominância de embalagens feitas com este material. No que respeita à reciclagem de materiais específicos, foi salientada a facilidade de reciclagem do plástico, sendo a indústria de reciclagem de plástico considerada menos complexa (E1). O consumo considerável de produtos embalados em plástico foi citado como um fator que contribui para a reciclagem deste material (E2). Para além disso, a existência de contentores específicos para papel e plástico nas proximidades foi referida como uma razão para a reciclagem destes materiais (E4). A participação na iniciativa do Halloween foi motivada por várias razões, nomeadamente o envolvimento das crianças, a procura de interação social, a sensibilização ambiental e o desejo de contribuir para o bem-estar da comunidade. A iniciativa foi vista como uma oportunidade lúdica para celebrar o Halloween, apesar do seu tema sombrio (E5). No entanto, a participação na iniciativa do Dia das Bruxas não parece ter tido um impacto significativo na intenção dos entrevistados de continuar a reciclar. Aqueles que já estavam a reciclar mantiveram os seus hábitos (E1, E2, E3, E6). Alguns entrevistados referiram que a iniciativa poderia incentivar a separação dos resíduos, mas não necessariamente aumentar a taxa global de reciclagem (E5). Pode-se dizer que as entrevistas revelaram a importância do custo simbólico/ valor simbólico na promoção da reciclagem, bem como a relevância da reciclagem para a preservação ambiental e a sustentabilidade. A análise também evidenciou as razões para a reciclagem de materiais específicos e as motivações para a participação na iniciativa do Dia das Bruxas, embora essa participação não tenha impactado substancialmente os hábitos de reciclagem dos entrevistados. 4.4. A Iniciativa Halloween LIPOR, a experiência dos voluntários figurantes A análise das entrevistas realizadas aos participantes na iniciativa Halloween da LIPOR revelou um conjunto de perceções e avaliações críticas relativamente a vários aspetos do evento. De seguida, apresentamos os resultados e as suas implicações, evidenciando a relação entre os conceitos e as conclusões.
53 Relativamente ao tipo de participação, os entrevistados dividiram-se em figurantes voluntários, colaboradores da LIPOR e figurantes externos à LIPOR. Os figurantes voluntários mostraram-se entusiasmados com a experiência, destacando a oportunidade de participar numa atividade diferente e nova (E1). Para além disso, a participação da família foi valorizada (E2), bem como o convívio e a possibilidade de assustar as pessoas (E3). Este entusiasmo demonstra a importância de proporcionar aos participantes uma experiência significativa. A forma como os/as entrevistados/as tiveram conhecimento da iniciativa Halloween foi variada, nomeadamente através de colegas de trabalho, da equipa promotora, das redes sociais, de notícias institucionais, da participação em outros eventos da LIPOR e de familiares. Este facto evidencia a importância de uma divulgação abrangente e diversificada para atrair participantes de diferentes origens. A adequação da divulgação foi considerada positiva, com muita adesão e amplo conhecimento público (E2, E3). No entanto, é importante referir que foram sugeridas algumas melhorias na organização das filas de espera e no controlo da adesão (E3). Relativamente à participação em edições anteriores, verificou-se um misto de participantes que já tinham participado em várias edições e outros que estavam a participar pela primeira vez em 2022. Este facto evidencia a importância de manter um evento atrativo tanto para os participantes habituais como para os novos participantes. As razões pelas quais os entrevistados gostaram de participar incluíram a experiência de uma atividade diferente e nova, o envolvimento da família, o bom convívio, a diversão e o desafio de assustar as pessoas. Estas razões indicam que a iniciativa atingiu com sucesso os seus objetivos de proporcionar uma experiência única e envolvente. As sugestões para melhorar a iniciativa incluíram mudanças organizacionais, como alterações no percurso, mais segurança, um manual de boas práticas, limitar o número de participantes, alternativas devido ao grande número de pessoas, reduzir os tempos de espera, reforçar a equipa de recolha de material, mais organização no final e entradas mais organizadas. Estas sugestões demonstram a vontade dos participantes em contribuir para a melhoria do evento.
54 A preparação e os ensaios foram geralmente bem avaliados, mas houve algumas preocupações quanto ao número de maquilhadores e ao espaço para os voluntários. Este facto realça a importância de garantir recursos adequados para a preparação dos participantes. Relativamente à duração do evento, houve diferenças de opinião, com alguns participantes a sugerirem que poderia ser mais longo, enquanto outros consideraram que a duração foi adequada. Isto sugere que a organização deve ter em conta as diferentes preferências do público ao planear a duração do evento. O apoio logístico durante o evento foi geralmente elogiado, com destaque para o apoio dado pela equipa organizadora (E3, E6). No entanto, houve preocupações com a falta de pessoal em algumas áreas, como a maquilhagem, e sugestões de melhorias no fornecimento de água para os figurantes (E1, E2, E4, E5). Estas questões realçam a importância de garantir que as necessidades dos participantes são devidamente satisfeitas. A segurança foi considerada boa, com a presença de pessoal de apoio ao longo do percurso (E3). No entanto, foram sugeridas melhorias ao nível da iluminação do local (E6) e da presença da PSP ou da GNR para prevenir problemas (E4). Este facto evidencia a necessidade de garantir um ambiente seguro para todos os participantes. A organização dos espaços foi, de um modo geral, bem avaliada, com elogios à forma como os espaços foram explorados e organizados (E3). Alguns participantes sugeriram que poderia haver mais personagens (E4, E6) e manifestaram preocupação com as paragens que dificultavam a fluidez dos grupos (E5). A organização das entradas foi um ponto de preocupação para alguns entrevistados, com relatos de filas mal organizadas e longos tempos de espera (E3, E4). Foram sugeridas soluções, como entradas mais separadas e mais entradas para dispersar os participantes (E2, E4, E5, E6). Os temas escolhidos para o evento foram elogiados pela sua grande diversidade e elementos assustadores. No entanto, alguns participantes salientaram a importância de limites de idade adequados, considerando que alguns temas podem ser assustadores para crianças muito pequenas (E5). Os cenários
55 e figurinos foram bem avaliados, com elogios à sua qualidade e criatividade (E3, E6). No entanto, algumas sugestões incluíram tornar a coleção de materiais mais acessível e disponibilizar mais maquilhadores (E4, E5). Relativamente ao donativo e ao valor a pagar pela participação, os entrevistados manifestaram opiniões diferentes. Alguns consideram que a iniciativa não deve ser paga (E1, E6), enquanto outros sugerem um valor simbólico, de preferência para uma causa social ou ambiental (E2, E3, E4, E5). Este facto realça a importância de ponderar cuidadosamente a questão do pagamento em eventos deste tipo. A manutenção do pedido de 1 kg de material reciclável como contrapartida da participação foi geralmente apoiada, com a ideia de promover a reciclagem e a consciencialização ambiental. Alguns entrevistados sugeriram que não era necessário ser obrigatório e que os participantes podiam optar por dar uma quantidade simbólica (E4, E5). Este facto realça a importância de manter um equilíbrio entre a sustentabilidade e a acessibilidade do evento. Por fim, os entrevistados manifestaram interesse em participar em futuras edições, quer como visitantes, quer como colaboradores ou com as suas famílias. Este facto indica que a iniciativa Halloween da LIPOR conquistou um público empenhado e satisfeito, que pretende continuar a participar em futuras edições. As entrevistas realizadas revelam uma visão positiva e abrangente da LIPOR, uma organização que desempenha um papel fundamental na gestão de resíduos e na promoção da responsabilidade social e da sustentabilidade ambiental. Os entrevistados reconhecem a LIPOR como uma entidade inovadora e socialmente responsável, destacando-se a procura constante de inovação e transformação ao longo do tempo. Para além da gestão de resíduos, a LIPOR é também vista como uma organização que promove a educação ambiental e que está ativamente envolvida na comunidade. Os valores organizacionais da LIPOR, como a paixão, a criatividade, a inovação e a sustentabilidade, são destacados pelos entrevistados. A organização é elogiada pela sua preocupação com o ambiente e pelo seu compromisso com a ética e a responsabilidade social. A eficiência e a coesão entre os colaboradores são também aspetos que se destacam.
56 No que respeita à reciclagem, o custo simbólico/ valor simbólico é identificado como um importante mecanismo de promoção da reciclagem, atribuindo um valor simbólico aos resíduos e incentivando o empenhamento pessoal na sustentabilidade. Os entrevistados praticam a reciclagem no seu dia a dia e a maioria reconhece a sua importância na preservação do ambiente e na redução do desperdício de recursos naturais. A iniciativa do Halloween da LIPOR é avaliada positivamente pelos entrevistados, destacando-se a oportunidade de participar numa atividade nova e diferente, o envolvimento familiar e a diversão. As melhorias sugeridas incluem mudanças organizacionais, maior segurança, publicidade mais eficaz, consideração das preferências do público e atenção aos pormenores logísticos. Pode-se afirmar as entrevistas proporcionam uma visão detalhada da LIPOR, destacando a sua evolução ao longo do tempo, o compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade, a importância da reciclagem e a experiência dos participantes na iniciativa do Halloween. Isto reforça o papel da LIPOR na promoção de práticas ambientais conscientes e na construção de uma comunidade empenhada. 4.5. Caracterização dos participantes na iniciativa Passa-se agora à apresentação dos resultados dos questionários que foram aplicados aos participantes da iniciativa Halloween, promovida pela LIPOR. Responderam ao questionário 175 indivíduos com idades entre 14 e 65 anos, com média 40,34 anos. A restante caracterização sociodemográfica pode ser consultada na tabela 4, inserida no anexo 5. No que diz respeito ao género dos inquiridos, a maioria (78,3%) é do sexo feminino, enquanto 21,3% são do sexo masculino. Quanto às habilitações académicas, observamos uma diversidade de níveis de escolaridade. Apenas 1,1% tem o 1º Ciclo do Ensino Básico completo, enquanto 5,7% tem o 3º Ciclo do Ensino Básico completo. A maioria dos inquiridos possui habilitações académicas de nível superior, sendo que 46,3% possuem o grau de licenciatura, 13,7% o grau profissional, 22,3% o ensino secundário e 10,3% o grau de mestre. Apenas um inquirido tem o grau de doutoramento. Esta variedade de níveis de escolaridade na amostra reflete uma diversidade de experiências e conhecimentos.
57 No que diz respeito ao estado civil dos participantes, a maioria (51,4%) é casada, enquanto 22,9% são solteiros, 4,0% são divorciados, 0,6% são viúvos e 21,1% vivem em união de facto. Outro aspeto importante da caraterização da amostra é com quem os participantes vivem. A maioria (56,5%) vive com o cônjuge e os filhos, enquanto 15,4% vivem apenas com o cônjuge. Além disso, 6,9% vivem sozinhos, e pequenos grupos vivem com amigos, pais, sogros, irmãos ou sogros, ou namorados e namoradas. A análise da residência dos participantes revela uma distribuição geográfica variada. Gondomar é o concelho de residência mais frequente, representando 32,0% da amostra, seguido de Valongo (23,4%), Maia (15,4%), Matosinhos (7,4%), Porto (16,7%), Vila Nova de Gaia (4,6%) e outros concelhos com menor representatividade. 4.6. Papel da LIPOR na ótica dos inquiridos As palavras mais associadas à LIPOR foram reciclagem (15,4%, n=152), seguido de ambiente (13,7%, n=135), educação ambiental (11,7%, n=117), sustentabilidade (10,5%, n=105) e resíduos (10,3%, n=102). Esta informação pode ser consultada na tabela 5, inserida no anexo 5. As palavras que melhor representam a LIPOR foram responsabilidade como a mais indicada (27,2%, n=119), seguido de criatividade (17,4%, n=76), positividade (11,2%, n=49) e ambição (10,5%, n=46). Esta informação pode ser consultada na tabela 6, inserida no anexo 5. 4.7. Custo simbólico/valor simbólico e a reciclagem, qual o seu papel nas edições futuras O custo simbólico/valor simbólico pedido pela LIPOR em alguns eventos e iniciativas (entrega de 1kg de papel e cartão, embalagens de plástico e metal ou de vidro) representava contribuir para a sustentabilidade do planeta (24,7%, n=108), seguido de proteger o ambiente (19,0%, n=83), entrega de material reciclável (14,0%, n=61), dar algo em troca como pagamento da entrada numa iniciativa (11,7%, n=51), valorizar recursos (11,2%, n=49) e promover o bem-estar da comunidade (8,9%, n=39). Esta informação pode ser consultada na tabela 7, inserida no anexo 5.
58 A maioria indicou que tinham participado na iniciativa do Halloween Parque Aventura LIPOR (58,3%, n=102) (Tabela 8) Tabela 3: Participou na iniciativa do Halloween Parque Aventura LIPOR? n % Não 73 41,7 Sim 102 58,3 Total 175 100,0 Fonte: Questionário Iniciativa Halloween Os indivíduos que foram ao Halloween Parque Aventura LIPOR participaram na iniciativa (83,3%, n=85), seguido de quem indicou que Fez parte da organização da iniciativa como figurante voluntário (12,7%, n=13). Esta informação pode ser consultada na tabela 9, inserida no anexo 5. A maioria indicou que, no dia da iniciativa, entregou material reciclável na entrada do Halloween Parque Aventura LIPOR (80,4%, n=82). Esta informação pode ser consultada na tabela 10, inserida no anexo 5. Dos indivíduos que levaram material reciclável, a maioria trouxe mais de 1 kg de material reciclável para a iniciativa (62,2%, n=51), seguido de quem levou 1 kg (30,5%, n=25). Esta informação pode ser consultada na tabela 11, inserida no anexo 5. Os mesmos inquiridos levaram vários tipos de material reciclável, sendo o mais indicado as embalagens plásticas (33,3%, n=56), seguido de papel (27,4%, n=46), cartão (23,2%; n=39) e vidro (16,1%, n=27). Esta informação pode ser consultada na tabela 12, inserida no anexo 5. A maioria já reciclava antes do Halloween Parque Aventura da LIPOR (97,1%, n=99). Esta informação pode ser consultada na tabela 13, inserida no anexo 5. A maioria indicou que, por mês, faziam sempre a reciclagem (60,4%, n=55), seguido de quem indicou habitualmente (25,4%, n=24), de quem indicou de vez em quando (12,1%, n=11) e de quem indicou nunca (1,1%, n=1). Esta informação pode ser consultada na tabela 14, inserida no anexo 5.
59 A maioria indicou que era muito importante fazer reciclagem (89,2%, n=91), seguido de quem indicou indiferente (5,9%, n=6) e de quem indicou pouca (4,9%, n=5). Esta informação pode ser consultada na tabela 15, inserida no anexo 5. A maioria indicou que depois da iniciativa Halloween Parque Aventura LIPOR achou que passou a reciclar a mesma quantidade (85,3%, n=87) (Tabela 16). Tabela 4 : Passou a reciclar mais, menos ou igual depois da iniciativa Halloween Parque Aventura LIPOR n % Mesma quantidade 87 85,3 Mais quantidade 15 14,7 Total 102 100,0 Fonte: Questionário Iniciativa Halloween 4.8. A Iniciativa Halloween LIPOR e a sua associação com municípios de residência e habilitações académicas. A maioria teve conhecimento da existência da Iniciativa Halloween pelas redes sociais (60,8%, n=62), seguido de quem teve conhecimento por indicação de amigos ou familiares (21,6%, n=22), pelos colegas da LIPOR (16,7%, n=17) e através de notícias (1,0%, n=1). Esta informação pode ser consultada na tabela 17, inserida no anexo 5. A maioria dos inquiridos indicou que só participou na edição de 2022 (71,6%, n=73), seguido de quem indicou que participou em 2018, 2019 e 2022 (10,8%, n=11). Esta informação pode ser consultada na tabela 18, inserida no anexo 5. A maioria dos inquiridos gostou muito de participar na iniciativa (94,1%, n=96). Esta informação pode ser consultada na tabela 19, inserida no anexo 5. A maioria dos inquiridos indicou não mudava nada na iniciativa (55,9%, n=57). Esta informação pode ser consultada na tabela 20, inserida no anexo 5.
60 Os inquiridos que indicavam que mudavam alguma coisa na iniciativa tiveram respostas bastantes diversas, sendo a mais indicada que havia muito publico (24,4%, n=11), seguido de demora e confusão na entrada (20,0%, n=9) e alterar o percurso (17,8%, n=8) (Tabela 21). Tabela 5: O que mudavam na iniciativa? n % Aumentar/alterar o percurso 8 17,8 Entrada demorada/confusa 9 20,0 Entrega de material 3 6,7 Mais animação 6 13,3 Muito publico 11 24,4 Mais iluminação 5 11,1 Horário/limitar tempo 2 4,4 Cobrar entrada 1 1,1 Total 45 100,0 Fonte: Questionário Iniciativa Halloween Os pontos positivos e negativos foram diversos e podem ser lidos na seguinte tabela. Esta informação pode ser consultada na tabela 22, inserida no anexo 5. A maioria indicou que não fazia sentido cobrar um valor para participar nesta iniciativa (67,6%, n=69). Esta informação pode ser consultada na tabela 23, inserida no anexo 5. De quem indicou que faria sentido ser cobrado um valor para a participação nesta iniciativa, a maioria indicou que deveria pagar menos de 5€ (78,8%, n=26). Esta informação pode ser consultada na tabela 24, inserida no anexo 5. E os mesmos inquiridos que indicaram que estaria disposto a pagar para participar no Halloween Parque Aventura LIPOR e indicaram vários motivos que justificavam esse mesmo pagamento nomeadamente o apoio a projetos ambientais (26,5%, n=22), seguido de causa social (21,7%, n=18), reforço da animação (19,3%, n=16), aumentar a duração da iniciativa (13,3%, n=11) e Reforço da segurança (13,3%, n=11). Esta informação pode ser consultada na tabela 25, inserida no anexo 5.
61 Por fim, a maioria indicou que se deveria continuar a pedir a entrega de 1kg de material reciclável como contributo para a entrada na iniciativa (93,1%, n=95) (Tabela 26). Tabela 6 : Continuidade da entrega de 1kg de material reciclável como contributo para a entrada na iniciativa n % Não 7 6,9 Sim 95 93,1 Total 102 100,0 Fonte: Questionário Iniciativa Halloween E apenas um inquirido (1,0%) indicou que não irá participar noutras edições futuras. Esta informação pode ser consultada na tabela 27, inserida no anexo 5. Este estudo analisou vários aspetos relacionados com a participação na iniciativa LIPOR Halloween Parque Aventura, promovida pela LIPOR, com o objetivo de investigar as perceções e experiências dos participantes. Os resultados obtidos permitiram uma visão significativa e contextualmente rica da relação entre a organização e o seu público, bem como das práticas ambientais associadas. A identificação das palavras mais fortemente associadas à LIPOR revelou uma notória ênfase em conceitos relacionados com a responsabilidade ambiental, nomeadamente reciclagem (15,4%), ambiente (13,7%), educação ambiental (11,7%), sustentabilidade (10,5%) e resíduos (10,3%). Esta análise reflete uma ligação estreita entre a LIPOR e as questões ambientais, sendo de realçar a importância atribuída à gestão de resíduos e à promoção de práticas sustentáveis. Quando questionados sobre qual a palavra que melhor representaria a LIPOR, os inquiridos identificaram predominantemente a "responsabilidade" (27,2%) como o atributo mais relevante, seguido de perto pela "criatividade" (17,4%). Este facto demonstra que a organização é percecionada como tendo uma abordagem responsável e inovadora nas suas ações relacionadas com o ambiente.
68 Em suma, os resultados deste estudo sugerem um crescimento notável da popularidade do evento ao longo das edições, com um aumento do número de visitantes e um maior envolvimento nas redes sociais, o que indica uma receção positiva do público à iniciativa.
69 4.9. A iniciativa Halloween provou ser eficaz na promoção da consciencialização ambiental e do envolvimento da comunidade Os resultados das entrevistas indicam que os entrevistados percecionam a LIPOR como uma organização que desempenha um papel fundamental na gestão de resíduos e na promoção da responsabilidade social e da sustentabilidade ambiental. Esta perceção está em linha com a literatura sobre a importância da responsabilidade social das empresas e da sustentabilidade nas organizações (Carroll, 1999; Elkington, 1999). A LIPOR demonstra uma abordagem inovadora e socialmente responsável, o que é fundamental para a construção de uma imagem positiva (Porter & Kramer, 2011). Os valores organizacionais da LIPOR, como a paixão, a criatividade, a inovação e a sustentabilidade, são destacados pelos entrevistados. Este facto reflete a importância da cultura organizacional na construção da reputação de uma empresa (Schein, 2018). A ênfase na inovação e na sustentabilidade é consistente com a literatura sobre a integração de valores ambientais na cultura corporativa (Delmas & Toffel, 2008). A identificação do custo simbólico/ valor simbólico como um mecanismo importante para promover a reciclagem está de acordo com a teoria da psicologia social, que sugere que as pessoas são mais propensas a envolver-se num comportamento pró-social quando existe um custo simbólico/ valor simbólico associado (Cialdini, 2003). Para além disso, a reciclagem é vista como uma prática importante na preservação do ambiente, o que está de acordo com a literatura sobre a consciência ambiental e a importância da reciclagem (Hartmann & Apaolaza-Ibáñez, 2012). A avaliação positiva da iniciativa de Halloween da LIPOR pelos inquiridos, destacando o envolvimento familiar e a diversão, está de acordo com a literatura sobre o envolvimento da comunidade em atividades de responsabilidade social das empresas (Morsing & Schultz, 2006). As melhorias sugeridas pelos participantes, tais como mudanças na iniciativa e divulgação mais eficaz, são consistentes com a importância da melhoria contínua e do feedback do público em iniciativas de RSE (Garriga & Melé, 2004). O notável crescimento da popularidade do evento ao longo das edições, com um aumento do número de visitantes e um maior envolvimento nas redes sociais, reflete a eficácia das estratégias de marketing e promoção digitais (Kaplan & Haenlein, 2010).
70 O elevado nível de interesse e apoio dos participantes para a continuação da iniciativa no ano seguinte sugere que a LIPOR estabeleceu uma ligação significativa com o seu público (Porter & Kramer, 2011). Este facto é fundamental para manter o envolvimento do público em iniciativas de responsabilidade social das empresas a longo prazo. A discussão dos resultados revela que a LIPOR é amplamente percecionada como uma organização ambientalmente responsável e socialmente empenhada, alinhada com valores de inovação e sustentabilidade. A iniciativa Halloween da LIPOR provou ser eficaz na promoção da consciencialização ambiental e do envolvimento da comunidade, embora não tenha necessariamente conduzido a mudanças significativas nas práticas de reciclagem dos participantes. A análise evidenciou o papel crucial das redes sociais na divulgação de eventos de responsabilidade social das empresas. O apoio entusiástico à continuação da iniciativa aponta para a construção de uma relação positiva e duradoura entre a LIPOR e o seu público, refletindo o sucesso das suas estratégias de RSE e sustentabilidade ao longo do tempo.
71 CONCLUSÕES A investigação sobre as práticas de sustentabilidade e de responsabilidade social na Associação de Municípios, com o estudo de caso da iniciativa Halloween da LIPOR, permitiu retirar um conjunto de conclusões significativas e relevantes para o contexto atual das organizações que procuram um compromisso mais profundo com estes valores fundamentais. Ao concluirmos esta análise, é pertinente resumir e destacar as principais conclusões, considerar as limitações deste estudo e fornecer informações valiosas para futuras investigações e práticas no domínio da sustentabilidade e da responsabilidade social. A sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas estão a emergir não só como imperativos éticos, mas também como estratégias empresariais que moldam a forma como as organizações interagem com os seus stakeholders e contribuem para um mundo mais equitativo e ecologicamente saudável. Os resultados obtidos neste estudo mostram que, no caso da LIPOR, a adoção destes princípios não só é possível, como pode ser eficaz em várias dimensões. A LIPOR foi amplamente percecionada como uma organização ambientalmente responsável e socialmente comprometida, enraizada em valores de inovação e sustentabilidade. Isto reflete a importância de incorporar estes valores na cultura organizacional e nos processos internos, assegurando que a responsabilidade social e a sustentabilidade se tornam parte integrante da identidade da empresa. Embora a iniciativa de Halloween da LIPOR não tenha conduzido a mudanças significativas nas práticas de reciclagem dos participantes, provou ser eficaz na promoção da consciencialização ambiental e do envolvimento da comunidade. Este facto realça a necessidade de considerar não só os resultados imediatos, mas também os efeitos a longo prazo das iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social. Os impactos podem não ser imediatos, mas um trabalho contínuo e consistente pode influenciar gradualmente as atitudes e o comportamento das pessoas em relação ao ambiente. A análise também enfatizou o papel fundamental das redes sociais na divulgação dos eventos de responsabilidade social das empresas. As redes sociais são ferramentas poderosas de divulgação de informação e de envolvimento da comunidade, pelo que as organizações devem investir na construção de uma forte presença online e na promoção das suas iniciativas através destas plataformas.
72 A resposta entusiástica à continuação da iniciativa do Halloween aponta para a construção de uma relação positiva e duradoura entre a LIPOR e o seu público. Este facto reflete o sucesso das estratégias de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade da organização ao longo do tempo. A manutenção desta ligação positiva é fundamental para que a LIPOR continue a ter um impacto positivo na comunidade e atinja os seus objetivos de sustentabilidade a longo prazo. No entanto, é importante reconhecer as limitações deste estudo. A amostra utilizada pode não ser representativa de todas as comunidades servidas pela LIPOR, o que limita a generalização dos resultados. Além disso, a investigação centrou-se principalmente nas perceções dos participantes e não necessariamente nas mudanças reais de comportamento. Estudos futuros poderão ultrapassar estas limitações, aumentando a amostra e incluindo avaliações mais objetivas do impacto das iniciativas de responsabilidade social das empresas. Para orientar a investigação futura, sugerimos a realização de estudos de acompanhamento para determinar o impacto a longo prazo das iniciativas de responsabilidade social das empresas, a análise comparativa de organizações bem sucedidas neste domínio, a avaliação dos custos-benefícios destas iniciativas, o alargamento da amostra de modo a representar uma variedade de comunidades e a realização de estudos qualitativos para aprofundar a compreensão das perceções e motivações dos participantes relativamente às práticas de sustentabilidade. A próxima edição Halloween LIPOR irá ser realizada no final do mês de outubro, pelo que foi considerado oportuno entregar à área da LIPOR, responsável pela organização da iniciativa, um documento de recomendações, com uma análise sucinta dos resultados obtidos no inquérito e nas entrevistas (pontos positivos referidos, pontos a melhorar e sugestões de melhorias por parte dos inquiridos e entrevistados), de forma que possam ser considerados na preparação da iniciativa.
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84 PERFIL DOS PARTICIPANTES 17) Género Masculino ____ Feminino ____ Outro ____ 18) Idade ____ 19) Estado Civil Solteiro (a) ____ Casado (a) ____ União de facto ____ Viúvo (a) ____ Divorciado (a) ____ 20) Quem vive consigo em sua casa? (assinalar as várias respostas dadas) Vive sozinho(a) ____ Cônjuge ____ Filhos (as) ____ Netos (as) ____ Pais ou sogros ____ Irmãos ou cunhados ____ Outro ____ Se respondeu “Outro” indique qual ____ 21) Escolaridade Sabe ler e escrever sem possuir grau de ensino ____ 1.º ciclo do ensino básico (ensino primário) ____ 2.º ciclo do ensino básico (5º e/ou 6º ano) ____ 3.º ciclo do ensino básico (7º, 8º e ou 9º ano) ____
85 Ensino secundário ____ Curso profissional ____ Licenciatura ____ Mestrado ____ Doutoramento ____ 22) Município de Residência Espinho ____ Gondomar ____ Maia ____ Matosinhos ____ Porto ____ Póvoa de Varzim ____ Valongo ____ Vila do Conde ____ Outro Município ____ Se respondeu “Outro Município” indique qual ____ TERMINOU ESTA ENTREVISTA. OBRIGADA PELA COLABORAÇÃO!
86 ANEXO 3 – Inquérito por Questionário INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO
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100 - Ética Eu acho que não fazem só gestão de resíduos, que já é responsabilidade social em si, mas procuram envolver as pessoas de muitas formas, desde os eventos como Halloween E5 Responsabilidade e ética. E6 A LIPOR como organização - Fazer muito com pouco - Coesão entre colaboradores - Rigor - Envolvimento dos colaboradores - Organizaação criativa - Equipas responsáveis - Trabalho em equipa - Criativa - Apaixonada Acho que, sinceramente, fazemos com pouco, muita coisa. É de que vem, que é fruto dessa dessa organização, dessa paixão. E1 Em acho que é o grande objetivo da organização, é criar uma equipa de referência e de coesão entre os colaboradores. E2 O rigor, porque eu considero mesmo, nós temos grandes profissionais aqui internos e acho que o rigor com que passam todos os conhecimentos que têm para os outros E2 É muito preocupada com o meio ambiente e também tenta incluir os seus colaboradores nessa preocupação. E3 Equipa responsabilidade a Criatividade e também e paixão. E4 Eu diria logo equipa, acho que a LIPOR é um exemplo de trabalho em equipa e depois dizia Criatividade e paixão E5
101 Custo simbólico e reciclagem O que é o custo simbólico -Valorização de recursos - Simbolismo da tarifa - Custo pago através da reciclagem - Ajudar o ambiente - Diminuir o valor do dinheiro dar um valor em troca como pagamento de uma entrada na iniciativa, e proteção a nível ambiental e valorizar os recursos. E1 Portanto, o custo simbólico conheço é realmente um simbolismo, aquilo que nós pretendemos com esta tarifa E2 A valorização do dos recursos. A Entrega de material reciclável e é o que acontece custo simbólico, mas a intenção é muito mais do que A Entrega do material E2 Se for a nível de reciclagem, estamos a contribuir para que não haja tanto lixo e assim ao darmos, por exemplo aqui no parque aventura damos essa nossa entrada, como pagamento. Sempre é mais sustentável para o planeta, de forma que não haja tanto lixo espalhado. E3 É uma boa prática, é uma ideia fantástica, pois é uma forma de mostrar às pessoas que o lixo vale dinheiro nos vários diversos sentidos. E5 acho que ao substituirmos o dinheiro por uma peça de plástico, ou de outro material, estamos a ajudar o ambiente e a tirar um bocadinho do vício dinheiro. E6 Importância do custo simbólico - Custo financeiro do lixo - Sensibilização Eu conheço, o custo simbólico. E é sem dúvida é uma iniciativa interessante na ótica para de sensibilização, para sensibilizar as pessoas que realmente o lixo é um recurso e que tem um valor financeiro E1
102 - Valorização da reciclagem - Proteção do ambiente e do planeta - Sustentabilidade - Incentivar a reciclagem - Promover o bem-estar - Contribuição para a sustentabilidadee E a ideia que a passem a promover se ainda não fazem, a separação dos resíduos e promovam a reciclagem. E2 É para proteger o planeta e para qual era as que era tudo uma só frase, não era proteger o planeta e sustentabilidade. E3 Para incentivar as pessoas a reciclarem. E eu e acho que isso é importante para o planeta, para o ambiente. E4 Promover o bem-estar da Comunidade. E4 As duas últimas valorizar recursos e contribuir para a sustentabilidade do planeta E5 Realização da reciclagem - Sim - Não E1, E2, E3 Faço, sou chatíssima com Toda A Gente À minha volta E5 Não faço. Só às vezes quando estou no exterior de casa. E4 Importância da reciclagem - Proteger recursos naturais - Reciclar ´importante Eu faço a reciclagem, porque realmente os resíduos têm um valor, têm um ciclo de reciclagem e temos de reduzir a extração de recursos naturais, E1 (fazemos) sempre e é muito importante E2
103 - Refazer sem ser de novo Também já podemos separar as coisas e podem ser enviadas para um sítio certo, em vez de estar a fazer tudo novo. E6 Materiais mais reciclados - Plástico - Orgânicos - Papel - Têxteis Plástico, orgânicos e papel, esses são os 3 grandes fluxos E1 Infelizmente, nem nesta época de muito consumo, eu acho que é mesmo as embalagens plástico, grande parte dos produtos que nós temos à nossa disposição. E2 Depende muito dos produtos que consumo, mas geralmente são orgânicos, para aproveitamento cascas de batata para a sopa e outros materiais de preparação da comida. Em casa tenho sacos de separação E3 Na rua e tiver contentor próximo papel e plástico. E4 A reciclagem faço sempre habitualmente e acho muito importante, faço reciclagem de todo o tipo de material, inclusive orgânico e têxteis E5 Porquê a reciclagem de certos materiais - Facil reciclar plástico - Grande quantidade de plástico (comodismo) - Disponibilidade dos contentores Facilmente trabalhável, digamos assim, nada complexo é uma indústria muito fácil. Acho que demora mais tempo o papel. E1 A verdade é que por Comodismo a acaba por fazer opções menos sustentáveis e, portanto, acho que são as mesmas embalagens o principal. E2 Na rua e tiver contentor próximo papel e plástico. E4
104 Embalagens de plástico, porque é o material que eu consumo mais. E6 Razão da participação na iniciativa Halloween - Filhos - Convivio - Envolvimento da comunidade - sensibilização para a temática da reciclagem - Mãe - Forma divertida de passar o halloween Inicialmente, sinceramente foram as minhas filhas, porque Eu Não tinha grande afinidade com o Halloween. E1 . O objetivo inicial foi porque a minha filha, que ia participar e tinha algum receio de ser assustada e achou que está no papel inverso, se poderia ser interessante e ser menos assustador. E2 Acho que foi mais pelo convívio e para divertir as pessoas e tentar fazer as pessoas esquecerem os problemas da vida. E4 Porque acho uma iniciativa incrível porque eu acho que é uma forma de as pessoas se juntarem à volta desta temática e com um propósito alegre. E5 Embora o Halloween seja uma coisa/ tema negro, mas de qualquer forma alegre, porque é forma das pessoas conhecerem outras pessoas de ter um momento diferente. E5 Foi a minha mãe que me propôs ir eu e o meu colega da minha turma para participar na iniciativa. Pensei em participar pois é uma forma divertida de passar uma noite de Halloween. E6
105 Participaçaão da iniciativa Halloween - Figurante Levou-me a participar na ótica de ser figurante, porque acho que seria divertido. Foi muito divertido, por isso é que as minhas filhas fazer de figurantes. E1 Foi a primeira atividade que eu participei enquanto figurante, foi muito giro, porque vê-se que as pessoas estavam interessadas, estavam empenhadas, mesmo para os ensaios. E3 Influência da iniciativa na intenção de reciclar - Sem influência (já fazia reciclagem) - Não recicla mais - Promove a separação de resíduos Levou-me a participar na ótica de ser figurante, porque acho que seria divertido. Foi muito divertido, por isso é que as minhas filhas fazer de figurantes. E1 em termos de perspetiva sobre a reciclagem acho que não mudou nada. E a minha dinâmica em casa também se manteve. E2 Não é igual. Porque antes de Participar na atividade Halloween já reciclava. E3 É igual, não passei a reciclar mais. E4 Não, continuei a reciclar na mesma quantidade, mas penso que a iniciativa promove a separação dos resíduos E5 Acho que não, não mudou porque já que eu reciclava sempre não ia mudar por causa disso. E6 A Iniciativa Halloween LIPOR Tipo de participação - Figurante voluntário - Colaborador LIPOR Foi como figurante voluntário. E1 Como voluntária figurante, colaboradora LIPOR. E2
106 - Figurante externo à LIPOR Como figurante. E3 Como figurante externo à LIPOR. E5 Foi como figurante voluntário externo à LIPOR, certo. E6 Como tomou conhcimento - Colegas de trabalho - Equipa promotora - Redes sociais - Noticia institucional - Participação noutro evento LIPOR - Familiares Foi a nível interno pelos colegas. E1 eu tive conhecimento porque a equipa promotora da iniciativa trabalha diretamente comigo na trabalhamos no mesmo departamento E2 Sim pelas redes sociais. E3 Através de uma notícia, agora não sei se da junta de freguesia de rio tinto, ou se pela câmara municipal de Gondomar. E4 Soube, pois participei num evento da LIPOR e ouvi a comentar e decidi inscrever-me. Foi assim. Depois verifiquei que tinha também sido divulgado através das redes sociais. E5 Foi pela mãe, não é? Mas vi também nas redes sociais da empresa. E6 Adequação da divulgação - Bem divulgado - Muita adesão Em termos divulgação, os números falam por si, quase 7000 pessoas. É impossível não ter sido bem divulgado. E2 Sim, toda A Gente, pelo menos que eu conhecia a sabia que eu LIPOR ia fazer. E3
107 - Conhecimento Participação em edições anteriores - Participou em todas - Primeira vez Em todos os Halloweens como participante. E1 Não foi a primeira vez, no ano 2022. E2 Não, não participei. Esta foi a primeira vez em 2022. E3 Noutras não, só em 2022. E4 Apenas na edição 2022. E5 Apenas em 2022. E6 Porque gostou de participar - Atividade diferente e nova - Atividade em familia - Bom convivio - Gostou muito de participar Sim, gostei por ser uma atividade nova acima de tudo, portanto, não haver nada aqui nas redondezas que tenha que tenha este carisma e é e acho que foi isso E1 É uma perspetiva interessante de participar, porque foi em família e, portanto, foi uma forma diferente de passar o Halloween. E2 Estávamos todos a participar, a conviver o próprio encenador, que estava sempre ali a perguntar se estava tudo bem, se estávamos bem, foi. E3
108 - Desafio - Assustar as pessoas Muito e espero participar na próxima edição, em 2023, já estou a preparar o fato para levar. E4 Gostei muito foi uma oportunidade única de me desafiar e de conviver com diferentes pessoas. E5 Gostei muito de participar. Digamos que é bom estar do outro lado, que nós não estamos habituados a assustar as pessoas e ver as reações delas. E6 O que mudaria na iniciativa - Mudança de percurso - Mudança de organização - Necessidade de sergurança - Manual de boas práticas - Limitação de pessoas - Alternativas devido ao grande numero de pessoas - Tempo de espera Pá sim mudaria em termos organizacionais, mudaria em termos de percurso, mudaria, mas ISTO é Visão não como figurante, mas como participante, se acontecesse o que aconteceu este ano. E1 Tem que existir Segurança ao longo do percurso. Por que as pessoas abusam.E1 E depois acho que também tem que haver se há uma inscrição, pode haver um manual de boas práticas E1 Menos positivo é também foi um grande número de Pessoas que participaram, foi muita gente, foi bom por ter grande procura, mas foi mau porque essa grande procura veio quebrar, digamos assim, os espetáculos. E1 Acho que temos que pensar em alternativas para receber as pessoas nestas proporções tão elevadas, com mais qualidade, porque aquilo que referiram foi o tempo de espera que foi levado e depois em termos de custos simbólico E2
109 - Reeforçar equipa da recolha de material - Influência do tempo - Mais pessoal na coordenação - Mais organização no final - Entrada das pessoas , temos que reforçar a equipa na recolha do material que foi NOS trazido a também não estávamos preparados para isso E2 Se fosse possível mudava O Tempo, estava muito frio nesse dia. E3 No fim do evento, haver mais organização, as pessoas nunca sabem quando é que acabou, se vai aparecer alguém. A parte da organização do pessoal e na parte na coordenação tem pouca gente. E4 Mas manteria a entrada das pessoas em pequenos grupos, mesmo no final. E5 Um ponto a melhorar era um bocado organização dos grupos das pessoas que entrara, todos muito seguidos. E6 Preparação e ensaio - Bem preparado e ensaiado - Pouca gente na caracterização - Sala dos voluntários pequena - Mais preparação Achei muito bom. Achei muito interessante porque nós estivemos aqui no edifício espelhado. E3 Eu acho que isso não nós tivemos, nós tivemos reuniões prévias, portanto, eu acho que em termos de nessa parte, acho que esteve tudo muito bem. E2 A preparação de ensaio, acho que foi muito boa que tivemos alguns atores prontos a ajudar-nos. E6 Tinha pouca gente nas maquilhagens e todos os que precisassem estavam muito tempo à espera, acho que eram só 2 rapariga a caracterizar. E4
116 - Ter em consideração o clima - Possível valor: até 5 euros - Finalidade: causa social - A LIPOR não cobra as suas iniciativas - Necessidade de apresentar o objetivo da cobrança - Valor simbólico - Dinheiro para a melhoria do evento Poderia ser um valor irrisório e esse valor poderia reverter para uma instituição. Acho que se pudesse ser 4 EUR, já reduzia o número de pessoas. E1 Dar a uma causa ambiental, uma associação ambientalista, uma reflorestação das serras, apoiar uma associação de teatro, uma instituição social. E1 Dada a época do ano que é a probabilidade de fazeres um investimento grande e de ficares à Rasca é grande, portanto temos que ter também ISTO sempre em consideração. E1 sendo da área social, poderíamos pensar que podia haver um custo que revertesse para uma IPSS, E2 Sim mas máximo até 5. E2 Para ajudar uma causa social. Isso seria interessante, mas eu conhecendo a organização, acho que isso nunca seria colocado. Nunca iria ser cobrado um custo para a promoção da própria iniciativa. E2 As pessoas estão habituadas agora a não pagarem em dinheiro, se for para dar dinheiro será necessário explicar qual o objetivo que irão alcançar para decidirem se querem vir a iniciativa ou não. E3 O valor monetário teria de ser baixo, menos 5 euros. E3
117 - Mais responsabilidade dos visitantes com pagamento Só se fosse um valor muito simbólico para reforço da segurança e fosse garantido e comprovado onde seria gasto o dinheiro pela LIPOR E4 Para continuar a ser uma iniciativa comunitária, eu escolheria continuar com um pagamento simbólico, no caso de ser a pagar teria de ser menos de 5 euros E5 E, no caso isso acontecer, eu acho que iria fazer sentido e daria para melhorar todos os pontos, segurança, duração, todos os pormenores da organização da iniciativa. E5 No entanto tendo em conta o historial e sabendo que as pessoas, a partir do momento em que se pagam a maior responsabilidade, tantas até poderia existir. Poderia ser um valor irrisório e esse valor poderia reverter para uma instituição. E1 Continuação do pedido de 1 kg dee mateerial reciclavel - Sim - Sensibilização - Promoção da reciclagem - Escolha de pagamento de um valor simbólico Acho que sim. E1 Acho que sim, exatamente pelo mesmo motivo que “cobramos” para visitar o parque aventura, o custo simbólico tem o objetivo de sensibilizar as pessoas de mostrar qual é a importância de fazer a separação e da importância desses recursos para a organização E2 Isso porque assim também promove que as pessoas continuam a fazer a reciclagem e saibam os sítios depois corretos que onde devem colocar os resíduos. E3
118 - Não ser necessário ser obrigatório - Pedir um material especifico - Pagamento simbólico Sim, sem dúvida, mas não ser obrigatório 1kg, ou menos quantidade ou ser possível escolher dar um valor simbólico monetário em vez disso. E4 Eu acho que sim. Porque pelo menos naquele dia, há muita gente que vai fazer essa recolha. Se calhar podem pedir especificamente só um tipo de material, por exemplo, só papel. E5 Faz sentir continuar essa forma de pagamento simbólico, pois promove o que a empresa faz de uma forma criativa. E6 Consideração de participação em edições futuras - Quer participar como visitante - Quer participar - Participação com a familia Não sei, sinceramente, eu acho que da próxima vez vou querer participar como visitante eventualmente pode ser destacada como como equipa LIPOR, como figurante já estive a minha experiência E2 Sim, conto participar. E3 Claro, claro que sim. Espero que me convidem. E4 Estarei lá, se me aceitarem estarem lá, sim, portanto eu e as minhas 2 filhas. E5 Sim E6
119 ANEXO 5 – Tabelas referentes às Entrevistas e ao Inquérito por Questionário Tabela 7: Caracterização sociodemográfica dos entrevistados n % Idade 15 – 17 anos 1 16.7% 18 – 25 anos 1 16.7% 26 – 35 anos 1 16.7% 36 – 45 anos 2 33.3% 46 - 55 anos 1 16.7% Género Feminino 3 50.0% Masculino 3 50.0% Habilitações Académicas Ensino Secundário 2 33.3.% Licenciatura 4 66.7% Estado Civil Solteiro(a) 2 33.3% Casado(a) 1 16.7% Divorciado (a) 1 16.7% União de Facto 2 33.3%
120 Quem vive consigo Cônjuge 3 50.0% Filhos 3 50.0% Pais ou sogros 2 33.3.% Município de residência Gondomar 2 33.3% Maia 2 33.3% Porto 1 16.7% Valongo 1 16.7% Foram considerados os dados referentes aos 6 entrevistados. Tabela 8: Caracterização sociodemográfica dos inquiridos n % Género Feminino 137 78.3% Masculino 38 21.3% Habilitações Académicas 1º Ciclo Ensino Básico 2 1.1% 3º Ciclo Ensino Básico 10 5.7% Ensino Secundário 39 22.3.%
121 Curso Profissional 24 13.7% Licenciatura 81 46.3% Mestrado 18 10.3 Doutoramento 1 0.6% Estado Civil Solteiro(a) 40 22.9% Casado(a) 90 51.4% Viúvo(a) 1 0.6% Divorciado (a) 7 4.0% União de Facto 37 21.1% Quem vive consigo Amigos 2 1.2% Cônjuge 27 15.4% Cônjuge; Filho(s) 97 56.5% Cônjuge; Filho(s); Pais ou Sogros 3 1.7% Cônjuge; Pais ou Sogros 1 0.6% Filho(s) 15 8.6% Filho(s); Namorado 1 0.6% Namorada 1 0.6% Pais ou Sogros 10 5.7% Pais ou Sogros; Irmãos ou cunhados 3 1.7%
122 Residência universitária 1 0.6% Vive sozinho (a) 12 6.9% Município de residência Amarante 1 0.6% Gondomar 56 32.0% Lisboa 1 0.6% Maia 27 15.4% Matosinhos 13 7.4% Paredes 4 2.3% Penafiel 3 1.7% Porto 1 16.7% Santa Maria da Feira 1 0.6% Santo Tirso 1 0.6% Trofa 1 0.6% Valongo 41 23.4% Vila do Conde 2 1.1% Vila Nova de Famalicão 1 0.6% Vila Nova de Gaia 8 4.6% Foram considerados os dados referentes a 175 inquiridos.
123 Tabela 9: Palavra(s) que para si está(ão) mais associada(s) à LIPOR n % Ambiente 135 13,7 Biodiversidade 1 0,1 Comunidade 63 6,4 Economia Circular 1 0,1 Educação Ambiental 117 11,9 Hortas urbanas/formação 1 0,1 Iniciativas 68 6,9 Inovação 42 4,3 Lixo 35 3,5 Parque radical 1 0,1 Prevenção 33 3,3 Produtos 12 1,2 Projetos 63 6,4 Reciclagem 152 15,4 Recursos 32 3,2 Resíduos 102 10,3 Serviços 24 2,4 Sustentabilidade 105 10,6 Total 987 100,0 Foram considerados os dados referentes a 175 inquiridos.
124 Tabela 10: Palavra(s) que considera que representa melhor a LIPOR n % Ambição 46 10,5 Criatividade 76 17,4 Equipa 36 8,2 Ética 36 8,2 Paixão 31 7,1 Positividade 49 11,2 Responsabilidade 119 27,2 Rigor 36 8,2 NS/NR 8 1,8 Total 437 100,0 Foram considerados os dados referentes a 175 inquiridos.
125 Tabela 11: O que representa o custo simbólico/ valor simbólico pedido pela LIPOR em alguns eventos e iniciativas (entrega de 1kg de papel e cartão, embalagens de plástico e metal ou de vidro) n % Consciencializar comunidade 1 0,2 Contribuir para a sustentabilidade do planeta 108 24,7 Dar algo em troca como pagamento da entrada numa iniciativa 51 11,7 Entrega de material reciclável 61 14,0 Promover a reciclagem 2 0,5 Promover o bem-estar da comunidade 39 8,9 Promover e incutir o comportamento da reciclagem 1 0,2 Proteger o ambiente 83 19,0 Valorizar recursos 49 11,2 Total 395 100,0 Foram considerados os dados referentes a 175 inquiridos.
132 A experiência foi ótima. A melhorar só mesmo a entrada que foi demasiado tempo à espera. 1 A grande quantidade de resíduos recebido. Aumentar o percurso do evento. 1 A iniciativa é mesmo fantástica. O espaço onde é feito é top. Deveria haver idade recomendada de entrada. 1 A iniciativa em si foi excelente. A quantidade de pessoas tornou a experiência menos agradável. 1 A interação entre o publico e os "atores" e público com público; Os mais pequenos deviam receber uns rebuçados duração o percurso 1 A melhorar haver menos pessoas ao longo caminho e o bom personagens assustadoras 1 A melhorar o que disse em cima 1 A organização 1 A organização do evento no interior do parque é o ponto positivo. O ponto a melhorar será o local onde depositar os artigos para reciclar 1 A preocupação em promover iniciativas que envolvam a comunidade e favoreçam o ambiente 1 A iniciativa em.si é positiva deveria melhor em relação ao acesso 1 Adorei 1 Água durante o percurso o resto excelente iniciativa, parabéns! 1 Animação ponto positivo A melhorar, a forma de aceder ao evento 1 Apenas ter-me como figurante para ter mais um bocadinho de assombração. 1 Arte e comunidade 1
133 As personagens estão sempre muito assustadoras em contrapartida no ano passado o tempo de entrada para o evento foi demasiado 1 atividade em família 1 Bem organizado e os animadores foram espetaculares. 1 Bom espetáculo um pouco confuso a entrada 1 Cada ano têm vindo a melhorar a parte da entrada, organização. Deveriam de controlar a entrega de resíduos 1 Começar mais cedo as entradas 1 Criatividade 1 Dar resposta aos interesses da comunidade envolvente de forma temática é uma coisa positiva 1 Decoração e figurantes fantásticos Tempo de espera 1 Diversão e melhorar a iluminação, que as pessoas não usem lanternas 1 Divertida/Mais organizado 1 Eu fui cedo, como tal, não demorei muito tempo para entrar, mas outras pessoas certamente demoraram duas horas 1 Excelente iniciativa. A melhorar regulação do estacionamento e do trânsito. 1 Explicarem bem na divulgação do evento, o encerramento do percurso. Pois acho que os figurantes ficaram muitas horas 1 Foi tudo ótimo 1 Gostei da forma de pagamento, mas devia de ser por inscrições com horários 1
134 Gratuito 1 Iniciativa gratuita. Ponto a melhorar, no caso da entrada, tentar não colocar o publico em espera tanto tempo. 1 Locais para descansar no meio do percurso, muito longo o percurso, se for possível mapa na entrada a explicar os pontos mais interessantes 1 Mais figurantes e organizadores presentes em locais específicos 1 Mais rapidez nas filas. 1 Melhorar - mais pontos com figurantes 1 Melhorar forma de deixar material e bom foi ser assustador 1 menos positivo muitas filas e positivo iniciativa gratuita 1 Muita animação, muita multidão. 1 Muita fila espera, o resto tudo bom 1 Muito bem feito Mudaria a hora de início escurece muito cedo A começar ás 9 juntou muita gente o que por isso não a 1 Muito giro, mais tempo iniciativa 1 Muito tempo espera para entrar, o sítio é bom 1 Não se vê assim Halloween Um ponto a melhorar ao se fosse apostar em mais atores e ideias 1 Negativo - filas entradas Positivo - a própria iniciativa 1
135 Negativo-tempo de espera de entrada Positivo - criatividade 1 O ambiente estava fantástico (figurantes...) Mas podiam tornar mais assustador ainda. 1 O efeito surpresa foi muito positivo. As longas filas para entrar não foi muito agradável. 1 O envolvimento da comunidade como positivo a melhorar só se fizerem mais eventos como este durante o ano! 1 O espírito que se viveu foi fantástico. Ponto a melhorar, para mim, mais luz pelo trilho. 1 O evento foi fantástico, grande iniciativa, acho que o percurso pode ser ainda maior e abrir mais cedo ou fechar mais tarde 1 O evento só teve um ponto negativo, a entrada para o mesmo 1 O fato de ser grátis é muito bom, já não se encontram muitas iniciativas assim, o parque é fantástico, 1 O voluntariado. Deviam divulgar ainda mais a iniciativa. 1 Organização muito boa 1 original, mas a precisar de mais organização 1 Os pontos positivos são: evento muito bem organizado e o pedido do custo simbólico/ valor simbólico. Já considero a iniciativa muito boa 1 Ótima iniciativa para participar em família A elevada afluência fez com que nem sempre fosse tão assustador. 1
136 Percurso bem organizado A melhorar a organização na entrada 1 Percurso para crianças e wc no trajeto o esto estava excelente 1 Ponto positivo - criatividade e animação A melhorarhorários 1 Ponto positivo: A iniciativa em si Ponto a melhorar: Organização da multidão Sugestão: inscrições digitais no evento 1 Ponto positivo: figurinos e decoração Ponto a melhorar: Aumentar o percurso para aumentar dispersão de pessoas 1 Ponto positivo: moral da equipa Ponto a melhorar: condições de participação, adereços, 1 ponto positivo: organização 1 Ponto positivo: tudo, desde a organização, disfarces e organização de todo o evento 1 Positivo - envolvimento da equipa LIPOR e Cabeças no Ar com os participantes Voluntários A melhorar - aumentar a capacidade do parque 1 positivo - evitar fila desorganizada e a melhorar - um quadro que indicasse o número de pessoas que já tinham entrado 1 Positivo é saber que tem eventos deste género nesta altura. Poderiam organizar mais durante o ano 1 Positivo foi a existência da iniciativa, a melhorar um trajeto específico para as crianças 1
137 Positivocriatividade, duração Negativo - já referido no ponto anterior 1 Positivotodo o trabalho dos voluntários Negativo - o tempo que demorou a entrar. 1 Positivo: espetáculo espetacular! Negativo: como eram muitos visitantes a experiência perdia o efeito surpresa 1 Positivo: originalidade Negativo: talvez o tempo de espera, mas acho normal visto o impacto do evento. 1 Positivo: tudo o que se passou A melhorar: o tempo de espera e as horas que as pessoas ficaram á espera algumas acabar 1 Posso fazer a comparação entre 2019 e 2022, acho que o ano de 2019 foi muito melhor houve muito mais sustos 1 Realizar mais pontos de diversão. 1 Staff excelente. Tempo de espera nas filas. Aumentar pontos de acesso. 1 Tem muitos pontos positivos. 1 Todo o cenário no trilho estava top a melhorar talvez ter mais pessoas a assustar. 1 Todos 1 Todos as personagens estiveram muito bem e o espaço estava muito bem decorado, mas o tempo de espera foi muito grande 1 todos os pontos são positivos na vossa iniciativa 1 Tudo bom 1
138 Tudo positivo 1 Um local específico para crianças 1 um ponto positivo foi toda a criatividade das personagens. as crianças acharam piada e gostaram 1 Vários pontos temáticos festa - positivo e menos espera na entrada - a melhorar 1 Voluntários muito bem caracterizados e a recriar a sua personagem Grupos mais pequenos para haver uma maior interação 1 Total 102 Foram considerados os dados referentes a 102 inquiridos. Tabela 24: Faz sentido ser cobrado um valor para a participação nesta iniciativa n % Não 69 67,6 Sim 33 32,4 Total 102 59,1 Foram considerados os dados referentes a 102 inquiridos.
139 Tabela 25: Estaria disposto a pagar para participar no Halloween Parque Aventura LIPOR n % Menos de 5€ 26 78,8 5€ 6 18,2 10€ 1 3,0 Total 33 100,0 Foram considerados os dados referentes a 102 inquiridos. Tabela 26 : O(s) motivo(s) que, para si, justificariam o pagamento de uma entrada na iniciativa n % Apoio a projetos ambientais 22 26,5 Aumentar a duração da iniciativa 11 13,3 Reforço da animação 16 19,3 Causa Social 18 21,7 Reforço da segurança 11 13,3 Reflorestar o Parque Serras do Porto com árvores como sobreiros e Carvalhos 1 1,2 Limitar as entradas ou ter mais pessoal de apoio 1 1,2 Controlar o número de participantes 1 1,2 Proporcionar um lanche aos voluntários 1 1,2 Cobrar 2 ou 3 euros na entrada 1 1,2 Total 83 100,0 Foram considerados os dados referentes a 102 inquiridos.
140 Tabela 27: Participação em edições futuras n % Não 1 1,0 Sim 101 99,0 Total 102 100,0 Foram considerados os dados referentes a 102 inquiridos.