Construção e validação de um sistema para observação do 2 vs 2 no andebol
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173 ANÁLISE DA QUALIDADE DOS DADOS DE UM INSTRUMENTO PARA OBSERVAÇÃO DO 2 VS 2 NO ANDEBOL Duarte Sousa1, João Prudente1, Pedro Sequeira2e Antonio Hernandez Mendo3 Universidade da Madeira1Funchal, Portugal; Escola Superior de Desporto de Rio Maior2, Rio Maior, Portugal e Universidad de Málaga3, Málaga, Espanha RESUMO: O objectivo deste artigo é apresentar uma ferramenta, desenvolvida para observar, codificar e analisar o 2vs2 no ataque no andebol. Construiu-se um sistema misto de formato de campo com sistemas de categorias e utilizouse o programa informático Hoisan para observar os jogos com vista a testar a fiabilidade do sistema. Aplicou-se um inquérito a um grupo de especialistas do andebol, que permitiu construir e validar o instrumento de observação do ponto de vista do conteúdo e do constructo. A optimização do instrumento incluiu o controlo de qualidade dos dados, recorrendo-se à análise da fiabilidade intra e inter observadores através do índice Kappa de Cohen, e a aplicação da análise da generalizabilidade. Concluímos que, como os índices Kappa obtidos oscilam entre 0.85 e 1 e os índices G são adequados em todos os modelos estimados, o instrumento é fiável, revelando-se apto para estudar o 2 vs 2 no ataque no andebol. PALAVRAS-CHAVE: Andebol, metodologia observacional, sistema misto de formato de campo com sistema de categorias, 2vs2, fiabilidade. REVISTA IBEROAMERICANA DE PSICOLOGÍA DEL EJERCICIO Y EL DEPORTE Vol. 9, nº 1 pp. 173-190 ISSN 1886-8576 Dirección de contacto: Duarte Sousa Travessa dos Piornais. Edifício Dinis III Bloco A 1G. 9000-246 Funchal; Portugal. Correo-e.: [email protected] Manuscrito recibido: 13//11/2013 Manuscrito aceptado: 3/12/2013
Duarte Sousa, João Prudente, Pedro Sequeira e Antonio Hernandez Mendo Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 174 ANALYSIS OF DATA QUALITY IN AN INSTRUMENT TO OBSERVE 2 VS 2 IN HANDBALL ABSTRACT: This study presents a new tool, developed to observe, to code and analyse 2 vs 2 in the attack in handball. It has been built a mixed system of field format with categories systems and software Hoisan was used to watch the games in order to test the reliability of the system. It was applied a survey to a group of handball experts that allowed to construct and validate the instrument of observation from the point of view of content and construct. The tool optimization included the quality data control, using the analysis of intra and inter observer reliability by Cohen’s Kappa index, beyond the application of generalizability analysis. We conclude that as the Kappa indexes obtained range between 0.85 and 1 and G indices are suitable for all models estimated, the instrument is reliable, revealing fit for use in the study of 2 vs 2 in attack in handball. KEY WORDS: Handball; observational methodology; field format; 2vs2, fiability. ANÁLISIS DE CALIDAD DEL DATO DE UN INSTRUMENTO PARA OBSERVACIÓN DEL 2 VS 2 EN BALONMANO RESUMEN: el objetivo de este trabajo es presentar una herramienta desarrollada para observar, codificar y analizar el ataque en el balonmano 2 vs 2, analizando la fiabilidad. La herramienta está constituida por un sistema mixto de formato de campo y sistemas de categorías. Se ha utilizado el programa informático Hoisan para observar los partidos con el fin de comprobar la fiabilidad del sistema. Se aplicó una encuesta a un grupo de expertos de balonmano que permitió construir y validar el instrumento de observación desde el punto de vista del contenido y del constructo. La optimización del instrumento incluyó el control de calidad del dato, mediante el análisis de la fiabilidad intra e inter observador con índice Kappa de Cohen, y la aplicación del análisis de generalizabilidad. Se puede concluir que los índices Kappa obtenidos se sitúan en un rango entre 0,85 y 1, y los índices de G son adecuados para todos los modelos estimados, resultando fiable la observación recogida a través de este instrumento, revelandose apto para su uso en el estudio de 2 vs 2 en el ataque en balonmano. PALABRAS CLAVE: balonmano, metodología observacional, sistema mixto de formatos de campo y sistema de categorías, 2vs2, fiabilidad.
Análise da qualidade dos dados de um instrumento para observação do 2 vs 2 no andebol Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 175 Os Jogos Desportivos Colectivos (JDC) distinguem-se das outras modalidades pela importância do factor táctico-técnico, privilegiando a capacidade de decisão à de execução. O Andebol é um jogo desportivo colectivo (JDC) de cooperação-oposição, em que duas equipas se confrontam num espaço comum, disputando a bola em simultâneo (Hernández-Moreno, 1994), um jogo de interaçaõ em que cada equipa procura marcar mais golos que o adversário (Prudente, 2006). Ao longo dos últimos anos, o Andebol apresenta uma constante evolução ao nível dos processos e dinâmicas de jogo, tornando-se num alvo de estudos que visam compreender e perceber essas mudanças. A literatura confirma numerosos estudos, sendo a maioria sobre o desenvolvimento do processo ofensivo (Antón Garcia, 1991, 1998, 2005; Coronado, 2003; Sevim e Taborsky, 2004; Prudente, 2006, Silva, 2008). O estudo do comportamento de jogadores e equipas é reconhecido como um dos meios fundamentais para a compreensão e evolução dos JDC, razão pela qual se torna importante a observação da competição (Garganta, 2001, 2007). O Andebol caracteriza-se pelas situações que se modificam constantemente, como os companheiros com quem colaborar e os adversários a superar (Antón Garcia, 1998) e também pela interação entre os companheiros de equipa nas desmarcações e apoios, na transmissão da bola e na troca de postos específicos (Barbosa,1999). Fazendo uma retrospectiva da evolução do jogo, verificámos que Yevtouchenko (1990) - treinador campeão Olímpico de 1988 - destacou algumas ideias-chave para o desenvolvimento futuro do andebol, sendo que uma delas referia a supremacia da tática de grupo, com 2 ou 3 atacantes, como fundamentais para o êxito e a eficácia do ataque. Prudente (2006) destaca que, numa partida de andebol, existem numerosas redes de cooperação privilegiadas, nomeadamente em situações de 2vs2, dependendo sempre da oposição e mais especificamente do sistema defensivo contrário (AntónGarcia, 1991, 2005). Esta ideia é reforçada por Martin Acero e Lago Peñas (2005) que referem que a prestação de uma equipa na competição é também o resultado do rendimento alcançado a nível grupal nos episódios de duelos parciais, como o 2 vs 2 e o 3 vs 3. Prudente (2006) defende uma mudança de paradigma na abordagem da análise do rendimento no andebol baseando-se em estudos anteriores que referem serem os comportamentos, as condutas e as ações dos jogadores determinados pela ação tática, bem como pelo contexto aleatório em que decorre o jogo e a sua complexidade. Por isso, defende que, para ser congruente, a análise do rendimento no andebol deverá centrar-se nas ações e comportamentos dos jogadores dentro do contexto de jogo, i.e., respeitando o carácter dinâmico do mesmo, analisando os “jogos” (1vs1, 2vs2 e 3vs3) que influenciam os “jogos” seguintes.
Duarte Sousa, João Prudente, Pedro Sequeira e Antonio Hernandez Mendo Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 176 O principal objetivo deste trabalho é o de testar a fiabilidade de um instrumento que permita compreender, observar, codificar e analisar o 2 vs 2 no Andebol. Com esse objectivo elaborou-se um instrumento de observação ad hoc (Anguera e Blanco, 2003) que possibilitasse registar essas ações decorrentes nos jogos, tendo em conta aspetos como os sistemas defensivos adversários, o score, a relação entre postos específicos, entre outros. Segundo Prudente (2006) a competição nos JDC constitui uma situação social dinâmica, sendo por isso decisivo para a sua análise um instrumento adequado de modo a garantir uma perspectiva dinâmica das condutas que nos permita detectar a existência de padrões de associação significativos entre as diferentes categorias do instrumento. De acordo com Anguera e Blanco (2003), o controle de qualidade de dados assume uma importância fulcral, já que as fontes sistemáticas e aleatórias de desvio e erro nos dados observacionais, limitam o investigador tanto como outras formas de tomada de decisão baseadas neste tipo de dados. Desta forma, a avaliação da qualidade dos dados deste sistema passou por diferentes estratégias, destacando-se a concordância por parte dos peritos na elaboração do sistema de observação (Anguera, 1990); a construção de um protocolo de observação; o treino dos dois observadores que foram esclarecendo e excluindo algumas dúvidas que surgiam da própria observação e que levou à construção de convenções de registo; a medição dos coeficientes de concordância intra e interobservadores recorrendo ao Kappa de Cohen (como medida de concordância). Para tal, procedeu-se à comparação dos dados registados em duas sessões de observação, referentes ao mesmo jogo, realizadas com pelo menos dois dias de intervalo, utilizando o programa GSEQ e recorrendo à sua função “Calcular Kappa”. MÉTODO Para analizar as situações de 2 vs 2 em contexto dinânico, elegemos a metodologia observacional, que reúne características optimas e particulares para o estudo do comportamento espontâneo em contexto natural (Anguera, 1999), e que, entre outros requisitos básicos, requer a elaboração de um instrumento de observação ad hoc (Anguera et al., 2001). Para analisar a qualidade dos dados, para além do Kappa de Cohen (K), recorreuse ao Teste de Generalizabilidade. Desenho Com o estudo que pretendemos realizar com recurso a este sistema de observação, é nosso objectivo determinar ou definir padrões sequenciais realizados pelas equipas e pelos jogadores, relacionando-os com os meios táticos ofensivos utilizados e respetiva eficácia dos mesmos.
Análise da qualidade dos dados de um instrumento para observação do 2 vs 2 no andebol Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 177 Daí surge a necessidade de constituir uma estratégia que nos permita desenvolver o estudo. Foi elaborado um desenho que nos permitirá desenvolver e organizar os dados de acordo com os objetivos (Anguera, 2001b). O desenho observacional situa-se no primeiro quadrante, sendo de carácter multidimensional (pela utilização de um sistema de formato de campo), idiográfico e de carácter extensivo. Do ponto de vista da análise da generalizabilidade, foi composto um desenho de duas facetas, Observador (1) e Categorias (2), de maneira a seguir uma linha de orientação baseada em estudos anteriores realizados por autores de referência ao nível destes trabalhos (Garay, Hernández-Mendo y Morales-Sánchez, 2006; Castellano e Blanco, 2006; Hernández-Mendo, Montoro-Escaño, Reina-Gómez e FernándezGarcía, 2012). Relativamente às facetas consideramos as abaixo descritas: 1. Observador: Nesta faceta estão integrados os observadores que integraram as observações para a fiabilidade do instrumento de observação. 2. Categorias: Refere-se a 56 categorias pertencentes aos critérios seguintes: Organização Defensiva, Tipo de Defesa, Período de tempo de jogo, Score, Inicio da ação com bola, Postos específicos, Ação tática e resultado da ação. Material Aplicações Informáticas Utilizadas Os jogos foram gravados em DVD a partir de transmissões televisivas e de seguida passados para formato AVI com o programa anyvideoconverter. Para a análise da qualidade dos dados recorreu-se à utilização da folha de cálculo Excel Windows7, ao programa de análise sequencial GSEQ.SDIS versão 5.1 para Windows (Bakeman y Quera, 1996). Para observar, registar e codificar utilizou-se o programa informático Hoisan (Hernández-Mendo, López-López, Castellano, Morales-Sánchez y Pastrana, 2012). A análise de generalizabilidade foi realizada recorrendo ao programa SAGT (Hernández-Mendo, Ramos-Pérez y Pastrana, 2012). Instrumento de observação Pela riqueza e diversidade de situações susceptiveis de serem observadas, foi necessário prescindir de instrumentos já elaborados e dedicar algum tempo a construir um instrumento de observação ad hoc e de acordo com o contexto específico. Assim, a partir do jogo de Andebol, definiram-se os objectivos do estudo partindo posteriormente para a elaboração do sistema de observação. Numa fase inicial foram observados jogos do Campeonato Nacional de 2010/11 de forma a criar uma listagem exaustiva de situações e ocorrências que facilitassem a
Duarte Sousa, João Prudente, Pedro Sequeira e Antonio Hernandez Mendo Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 178 configuração final do instrumento de observação. Posto isto, houve necessidade de comprovar a qualidade dos dados, tendo sido observadas 97 situações de 2 vs 2, de oito jogos de fases finais de campeonatos do Mundo e da Europa (quatro de femininos e quatro de masculinos). O propósito desta observação contemplar jogos de masculinos e de femininos deve-se ao objetivo de querer comparar padrões de comportamento e tipo de abordagem ao jogo em ambos os sexos numa fase posterior do estudo. Dado que a observação permite descrever objectivamente a realidade para analisá-la, a definição dos objectivos torna-se necessária para delimitar a parcela de realidade que interessa (Anguera, 2000). Após a definição de objectivos do estudo, avançou-se para a definição dos critérios vertebradores do instrumento e, posteriormente, através de uma fase exploratória, realizou-se uma listagem exaustiva de eventos e situações observadas correspondente a cada critério. Esta fase incidiu sobre as sequências ofensivas de ataque posicional, até ao momento de perda da posse de bola. Foram utilizados dois observadores a quem foi explicado o funcionamento da ferramenta de observação. Cada um dos observadores realizou uma fase de observação a um jogo por forma a dissipar quaisquer dúvidas. Em função dos objectivos do estudo, foram criadas as macro-categorias, numa lógica de leitura do jogo, sendo as seguintes as macro-categorias definidas e utilizadas: a) “Organização defensiva” - para verificar que tipo de defesa é utilizada e respectiva organização. Esta macro-categoria integra as categorias “tipo de organização” que permite analisar os sistemas defensivos e “tipo de defesa” - se é aberta ou fechada - dado que estes indicadores permitirão perceber algumas opções e decisões dos jogadores do ataque. b) “Período de tempo de jogo” - pela necessidade de ter uma perspectiva de quando ocorre esse mesmo acontecimento, daí que esta macro-categoria integre seis momentos da partidas (A1 - entre o minuto 0 e o minuto 10; A2 - Entre o minuto 10:01 e o minuto 20; A3 - 20:01 e 30; B1 - 30:01 e 40; B2 - 40:01 e 50; e B3 - 50:01 e 60 minutos). c) “Score” - Para aquilatar o resultado aquando do momento da ocorrência do 2x2. Assim existem 9 categorias: E - Empate; V1 - a equipa que a equipa dos jogadores observados na ação ofensiva 2vs2 está a vencer por uma bola de diferença; V2 - a equipa dos jogadores observados na ação ofensiva 2vs2 está a vencer por duas bolas de diferença; V3 - A equipa está a vencer por três bolas de diferença; V4 - a equipa dos jogadores observados está a vencer por quatro ou mais bolas de diferença; D1 - a equipa dos jogadores observados na ação ofensiva 2vs2 está a perder por uma bola de diferença; D2 - a equipa dos
Análise da qualidade dos dados de um instrumento para observação do 2 vs 2 no andebol Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 179 jogadores observados está a perder por duas bolas de diferença; D3 - a equipa está a perder por três bolas de diferença e D4 - a equipa está a perder por quatro ou mais bolas de diferença. d) “Início da acção 2x2” - Esta macro-categoria permite verificar como se iniciou a ação 2vs2: “com bola” (A vantagem inicial foi ganha atraves de um movimento com bola de um jogador da relação dos postos específicos), “sem bola” (A vantagem inicial foi ganha através de um jogador que, pelo movimento/ação no lado contrário consegue desequilibrar a defesa, permitindo uma situação de vantagem de 2vs2 no lado contrario) e “com stop” (A vantagem inicial foi ganha através de um movimento de finta sem bola de um jogador da relação dos postos específicos, com ou sem simulação do colega com bola). Esta categoria ainda tem em conta o posicionamento do pivot no inicio da ação, se está no lado direito, no centro ou no lado esquerdo do ataque. e) “Postos Específicos” - permitirá verificar os postos específicos intervenientes, isto é, que jogadores participaram na situação. f) “Ação tática” - Como o próprio nome indica, permite averiguar de que forma os jogadores se relacionaram. É composta por 7 categorias: Bloqueio com Finalização, Bloqueio com continuidade, Cruzamento com Finalização, Cruzamento com Continuidade, Fixar, Fixar/Desmarcar e a Inversão. g) “Resultado final” que irá determinar o desfecho da ação e consequentemente da unidade observada. Aqui verificaremos se a ação terminou em golo ou em defesa do Guarda-redes ou com falta técnica, entre outras ações. Relativamente às categorias e indicadores a utilizar, foram definidos com base em listagens exaustivas criadas durante a observação passiva (Cf.Tabela1).
Duarte Sousa, João Prudente, Pedro Sequeira e Antonio Hernandez Mendo Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 180 Tabela 1 Sistema de observação Critérios Categorias Indicadores Códigos Organização Tipo de Organização 6:0/ 6_0 Defensiva (OD) 5:1/ 5_1 4:2/ 4_2 3_2_1 3_3 3:2:1/ 3_3 3:3/ 1_5 1:5/ 5+1 5+1 4+2 HxH 4+2/ HxH/ Tipo de defesa Aberta Abert Não Aberta Nabrt Período de Período de 0´-10´minutos de jogo A1 tempo de jogo (TJ) tempo de jogo 10´01´´- 20´ A2 20´01´´- 30´ A3 30´01´´- 40´ B1 40´01´´- 50´ B2 50´01 - 60´ B3 Resultado da Partida Score E E V1 V1 V2 V2 V3 V3 V4 V4 D1 D1 D2 D2 D3 D3 D4 D4 Início da acção 2x2 Com Bola Com bola Pivot lado Esquerdo CBPvE Sem Bola Com bola Pivot zona central CBPvC Com Stop Com bola Pivot lado direito CBPvD Sem bola Pivot lado esquerdo SBPvE Sem bola Pivot zona central SBPvC Sem bola Pivot lado direito SBPvD Com stop pivot lado esquerdo CSPvE com stop pivot zona central CSPvC com stop pivot lado direito CSPvD
Análise da qualidade dos dados de um instrumento para observação do 2 vs 2 no andebol Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 181 Critérios Categorias Indicadores Códigos Postos Específicos Postos Específicos Lateral esquerdo/Pivot LEPiv Lateral Direito/Pivot LDPiv Central/Pivot CPiv Central/Lateral Esquerdo CLE Central/Lateral Direito CLD Acção Táctica Acção táctica Bloqueio com finalização Bl Bloqueio com Continuidade BlC Cruzamento c/Finalização Cruz Cruzamento c/ continuidade CruzC Fixar Fix Fixar/Desmarcar FixDs Inversão Inv Resultado da acção Resultado da acção Golo G 7m 7M Remate Bloco RBl Remate com defesa do G.R. RDGR Remate Fora RFr Remate Poste/Trave RPsT Falta Técnica FT Falta Atacante FA Continuidade de jogo CJ Validação de conteúdo e de constructo Prudente, Garganta e Anguera (2004) referem que a validade de um instrumento traduz o grau com que se mede o que é pretendido medir. No caso deste instrumento foi utilizada a validade por peritagem, ou seja, baseámo-nos nos resultados de um inquérito aplicado a um grupo de especialistas da modalidade, que permitisse construir e validar o instrumento de observação do ponto de vista do conteúdo e do constructo, como é referido por Prudente et al. (2004). Foram questionados 11 peritos do andebol, cujo perfil se encontra na Tabela 2. Todos os critérios foram validados, bem como as categorias que apresentaram um valor superior ao valor de corte, fixado em 70%, resultado referente à % de treinadores que classificaram, numa escala de Likert de 1 a 5, de muito importante ou bastante importante, cada uma das categorias dos diferentes critérios (Cf. Tabela 3).
Duarte Sousa, João Prudente, Pedro Sequeira e Antonio Hernandez Mendo Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte. Vol. 9, nº 1 (2014) 188 REFERÊNCIAS Anguera, M. T. (1990). Metodologia Observacional. En T. A. y. J. G. J. Arnau (Eds.), Metodología de la investigación en Ciencias del Comportamiento (pp. 125-236). Murcia: Secretariado de Publicaciones de la Universidad de Murcia. Anguera, M. T. (2000). Del registro narrativo al analisis quantitativo: Radiografia de la realidad perceptible. En Ciencia i cultura en el segle XXI. Estudis en homenatge a Josep Casajuana. En R. A. d. Doctors (Ed.), Ciencia i cultura en el segle XXI. Estudis en homenatge a Josep Casajuana (pp. 41-71). Barcelona: Reial Academia de Doctors. Anguera, M. T., e Blanco, A. (2003). Registro y Codificación del comportamiento deportivo. En A. Hernández-Mendo (Coord.), Psicologia del Deporte. Metodologia (Vol. 2, pp. 6-34). Buenos Aires: Efdeportes Anguera; M. T., Blanco, A., Hernández-Mendo, A., e Losada, J. L. (2011). Diseños observacionales: ajuste y aplicación en psicología del deporte. Cuadernos de Psicología del Deporte, 11(2), 63-76 Anguera; M. T., e Hernández-Mendo, A. (2013). La metodología observacional en el Ámbito del Deporte. e-balonmano.com: Revista de Ciencias del Deporte, 9(3), 135-160. Antón-García, J. (1991). Análisis del XII Campeonato del Mundo de BalonmanoChecoslovaquia 1990. Madrid: Real Federación Española de Balonmano. Antón-García, J. (1998). Balonmano –Táctica Grupal Ofensiva– Concepto, estructura y metodología. Madrid: Gymnos Editorial. Antón-Garcia, J. (2005). El modelo de juego en alto nivel en el balonmano de 2005: características, índices y escalas de rendimiento como bases para un modelo de preparación eficaz. Cuadernos técnicos, Área de Balonmano, 37, 1-9. Bakeman, R., e Quera, V. (1996). Análisis de la interacción. Análisis secuencial con SDIS y GSEQ. Madrid: RA-MA. Bakeman, R., e Gottman, J. M. (1989). Observación de la interacción: Introducción al análisis secuencial. Madrid: Morata. Barbosa, J. (1999). A organização do jogo em andebol: estudo comparativo do processo ofensivo em equipas de alto nível, em função da relação numérica ataque-defesa. Dissertação de Mestrado não publicado. Universidade Porto, Porto, Portugal. Blanco, A., e Hernández-Mendo, A. (1998). Estimación y generalización en un diseño de estructura espacial defensiva en el fútbol. En J. Sabucedo, R. GarcíaMira, E., Ares, e D. Prada (Eds.), Medio Ambiente y Responsabilidad Humana (pp. 579-583). A Coruña: Tórculo. Blanco, A., e Anguera, M. T. (2003). Calidad de los datos registrados en el ámbito deportivo. En A. Hernández-Mendo (Coord.), Psicologia del Deporte. Metodologia (Vol. 2, pp. 35-73). Buenos Aires: Efdeportes. Castellano, J., e Blanco, A. (2006). Estrategia y rendimiento en fútbol: Análi-sis de la variabilidad. En J. Castellano, L. M. Sautu, A. Blanco, A. Hernández-Mendo,
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