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Funcionalização de substratos têxteis celulósicos com objetivo de conferir elevada proteção ultravioleta

Moreira, Mónica Andreia Teixeira

Abstract

As doenças provocadas pela exposição à radiação ultravioleta são fator de elevada preocupação. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o cancro de pele é um dos cancros mais comuns, que afeta milhões de pessoas. Por outro lado, este não é um dos cancros mais mortais, uma vez que é curável quando diagnosticado e tratado na sua fase inicial. Por este motivo, a sua prevenção é de elevada importância, e uma das medidas preventivas a adotar é promover a diminuição da exposição à radiação ultravioleta. Os artigos têxteis, funcionam como barreira impedindo a incidência direta de radiação ultravioleta. Existe uma inúmera diversidade de artigos têxteis destinados ao vestuário. Estes artigos existem sob variadas combinações de cor, espessura, contextura, entre outros. Mais que a função de vestir e de serem acessórios de moda, os artigos têxteis podem ser desenvolvidos com objetivo de proporcionarem uma função, dando origem aos têxteis funcionais. Esta funcionalização pode ser conferida através da aplicação de um acabamento funcional adequado ao fim pretendido ou, por outro lado, o têxtil pode ser desenvolvido atendendo à combinação ideal de diversos parâmetros, que no seu conjunto irão proporcionar o resultado pretendido. A aplicação de acabamentos funcionais acarreta custos adicionais ao desenvolvimento da peça, levanta preocupações acerca da toxicidade do produto e da compatibilidade com outros acabamentos. Com objetivo de desenvolver produtos eco-friendly, neste projeto, foram utilizados substratos de base celulósica onde se pretendia conferir proteção à radiação ultravioleta, sem utilização de um acabamento funcional. Assim, numa fase inicial, com recurso ao processo de tingimento, foi possível compreender quais os corantes, concentrações e tipos de substratos têxteis ideais para alcançar níveis desejáveis de proteção, através da medição do fator de proteção ultravioleta, que é o indicador que classifica um substrato têxtil quanto à sua capacidade de proteção. Foi também estudado um branqueador ótico, o qual não apresentou resultados satisfatórios. No final deste trabalho, não foi possível comprovar que existe um corante com um grupo funcional especifico que promova um incremento na proteção à radiação ultravioleta. Numa última fase, foram avaliados tecidos com diferentes características, onde foi possível analisar a influência da construção do tecido, do tipo de fio e da cor na capacidade de proteção ultra violeta.

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Universidade do Minho Escola de Engenharia Mónica Andreia Teixeira Moreira Funcionalização de substratos têxteis celulósicos com objetivo de conferir elevada proteção ultravioleta fevereiro de 2021 Funcionalização de substratos têxteis celulósicos com objetivo de conferir elevada proteção ultravioleta Mónica Andreia Teixeira Moreira UMinho | 2021 Universidade do Minho Escola de Engenharia Mónica Andreia Teixeira Moreira Funcionalização de substratos têxteis celulósicos com objetivo de conferir elevada proteção ultravioleta Dissertação de Mestrado Mestrado em Química Têxtil Trabalho efetuado sob a orientação da Professora Doutora Ana Maria Moreira Ferreira Rocha fevereiro de 2021 i DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição CC BY https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ ii Agradecimentos O término desta dissertação de mestrado em Química Têxtil, é um marco muito importante na minha vida que foi conseguido com muito esforço e ultrapassando grandes imprevistos. Não teria sido possível sem o apoio de algumas pessoas, às quais quero deixar o meu agradecimento. Em primeiro lugar, quero dedicar esta dissertação ao Doutor António Pedro de Garcia Valadares Souto, que me orientou em todo o percurso e que partiu cedo demais. Agradeço-lhe todo o apoio, disponibilidade, constante incentivo e debate de ideias diferenciadas. Sei que de alguma forma esteve presente na defesa desta dissertação e que está orgulhoso do trabalho desenvolvido, pois ainda em vida me confidenciou esse sentimento. Agradeço a oportunidade de ter trabalhado e convivido com o Doutor Pedro, a quem tenho o grande gosto de poder chamar de amigo. Até sempre… À Doutora Ana Maria Rocha pela disponibilidade em acolher o meu trabalho nesta fase final e atuar em “substituição” do Doutor Pedro Souto. E ao Doutor Jorge Santos pela disponibilidade sempre que solicitada a sua ajuda. Agradeço à Somelos Tecidos e à Confetil, S.A., pelo fornecimento dos substratos têxteis. Aos meus colegas do grupo de investigação, em particular à Engª Marta Fernandes pelos constantes ensinamentos, assim como, ao Mestre Rui Fernandes pelo companheirismo, pela amizade, pela disponibilidade e ajuda (sem que fosse preciso pedir!), muito obrigado. Agradeço ao Departamento de Engenharia Têxtil e ao 2C2T pela permissão na utilização dos seus laboratórios e equipamentos, tal como à Engª Ângela Silva e à Dra. Anabela Pereira, pela disponibilidade e auxílio. Por fim, agradeço à minha família e ti Filipe, por todo o suporte, principalmente emocional e, em especial à minha mãe, pelos constantes conselhos, pelo apoio incondicional e por tantas outras coisas que são impossíveis de colocar em palavras. Obrigada por tudo mãe. A todos, o meu sincero obrigado. iii DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. iv Resumo As doenças provocadas pela exposição à radiação ultravioleta são fator de elevada preocupação. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o cancro de pele é um dos cancros mais comuns, que afeta milhões de pessoas. Por outro lado, este não é um dos cancros mais mortais, uma vez que é curável quando diagnosticado e tratado na sua fase inicial. Por este motivo, a sua prevenção é de elevada importância, e uma das medidas preventivas a adotar é promover a diminuição da exposição à radiação ultravioleta. Os artigos têxteis, funcionam como barreira impedindo a incidência direta de radiação ultravioleta. Existe uma inúmera diversidade de artigos têxteis destinados ao vestuário. Estes artigos existem sob variadas combinações de cor, espessura, contextura, entre outros. Mais que a função de vestir e de serem acessórios de moda, os artigos têxteis podem ser desenvolvidos com objetivo de proporcionarem uma função, dando origem aos têxteis funcionais. Esta funcionalização pode ser conferida através da aplicação de um acabamento funcional adequado ao fim pretendido ou, por outro lado, o têxtil pode ser desenvolvido atendendo à combinação ideal de diversos parâmetros, que no seu conjunto irão proporcionar o resultado pretendido. A aplicação de acabamentos funcionais acarreta custos adicionais ao desenvolvimento da peça, levanta preocupações acerca da toxicidade do produto e da compatibilidade com outros acabamentos. Com objetivo de desenvolver produtos eco-friendly , neste projeto, foram utilizados substratos de base celulósica onde se pretendia conferir proteção à radiação ultravioleta, sem utilização de um acabamento funcional. Assim, numa fase inicial, com recurso ao processo de tingimento, foi possível compreender quais os corantes, concentrações e tipos de substratos têxteis ideais para alcançar níveis desejáveis de proteção, através da medição do fator de proteção ultravioleta, que é o indicador que classifica um substrato têxtil quanto à sua capacidade de proteção. Foi também estudado um branqueador ótico, o qual não apresentou resultados satisfatórios. No final deste trabalho, não foi possível comprovar que existe um corante com um grupo funcional especifico que promova um incremento na proteção à radiação ultravioleta. Numa última fase, foram avaliados tecidos com diferentes características, onde foi possível analisar a influência da construção do tecido, do tipo de fio e da cor na capacidade de proteção ultra violeta. Palavras-chave: Acabamentos funcionais; fibras celulósicas; proteção UV; tingimento v Abstract Diseases caused by exposure to ultraviolet radiation are a major concern. According to the World Health Organization, skin cancer is one of the most common cancers, affecting millions of people. On the other hand, this is not one of the most deadly cancers, as it is curable when diagnosed and treated in its early stages. For this reason, its prevention is of high importance, and one of the preventive measures to be adopted is to promote the reduction of exposure to ultraviolet radiation. Textiles act as a barrier preventing the direct incidence of ultraviolet radiation. There is an innumerable diversity of textiles for clothing. These are produced with different combinations of color, thickness, texture, among others. Besides the basic function of dressing or as fashion accessories, textiles can be developed with the aim of providing other functions, giving rise to functional textiles. This functionalization can be conferred through the application of a functional finish suitable for the intended purpose or, on the other hand, the textile can be developed taking into account the ideal combination of several parameters, which together will provide the desired result. The application of functional finishes incurs in additional costs to the development of the garment, raises concerns about the toxicity of the product and compatibility with other finishes. In order to develop eco-friendly products, in this project, cellulosic-based substrates were used with the intention of providing protection from ultraviolet radiation, without the use of a functional finish. Thus, in an initial phase, using the dyeing process, it was possible to understand which dyes, concentrations and types of fabric substrates are ideal to achieve desirable levels of protection, by measuring the ultraviolet protection factor, which is the indicator that classifies the protection capacity of a textile substrate . An optical brightener was also studied, which did not show satisfactory results. At the end of this work, it was not possible to prove that there is a specific functional group that promotes an increase in the protection from ultraviolet radiation. In the last phase, fabrics with different characteristics were evaluated, where it was possible to evaluate the influence of the fabric construction, the type of yarn and color on the ultra-violet protection ability. Keywords: Cellulosic fibers; dyeing; functional finishes; UV protection; vi Índice Resumo _______________________________________________________________ iv Abstract _______________________________________________________________ v Abreviaturas ___________________________________________________________ viii Índice de Figuras _________________________________________________________ ix Índice de Tabelas _________________________________________________________ xii Índice de Equações ______________________________________________________ xvi 1 Introdução __________________________________________________________ 1 1.1. Enquadramento e Motivação _______________________________________________ 1 1.2. Objetivos _____________________________________________________________ 3 1.3. Metodologia ___________________________________________________________ 4 1.4. Estrutura da dissertação __________________________________________________ 4 2 Fundamentação teórica _________________________________________________ 6 2.1. Fibras Têxteis __________________________________________________________ 6 2.1.1. Fibra de Algodão ___________________________________________________________ 8 2.1.2. Fibra de Bamboo __________________________________________________________ 9 2.1.3. Fibra Modal ______________________________________________________________10 2.1. Malhas _____________________________________________________________ 11 2.2. Tecidos _____________________________________________________________ 12 2.3. Ultimação Têxtil _______________________________________________________ 14 2.3.1. Tingimento _______________________________________________________________14 2.3.1.1. Corantes Diretos ________________________________________________________14 2.3.1.2. Corantes Reativos _______________________________________________________16 2.3.2. Acabamentos Funcionais _____________________________________________________17 2.3.2.1. Acabamentos funcionais com proteção à radiação UV ______________________________17 2.4. Fator de proteção à radiação ultravioleta ______________________________________ 19 2.5. Branqueadores óticos ___________________________________________________ 21 3 Materiais e Métodos Experimentais ________________________________________ 22 3.1. Materiais ____________________________________________________________ 22 3.1.1. Especificação técnica das malhas e dos tecidos _____________________________________22 3.1.1.1. Caracterização das malhas _________________________________________________22 3.1.1.2. Caracterização dos tecidos _________________________________________________23 3.1.2. Especificação técnica dos tecidos tintos em fio _____________________________________24 3.1.3. Corantes usados no tingimento das malhas e tecidos _________________________________25 3.1.4. Corantes usados no tingimento dos fios __________________________________________27 3.2. Métodos ____________________________________________________________ 29 3.2.1. Caracterização básica dos materiais têxteis ________________________________________29 3.2.2. Branqueamento convencional das malhas e dos tecidos_______________________________30 3.2.3. Branqueamento e tingimento ótico ______________________________________________30 3.2.4. Processos de Tingimento _____________________________________________________32 3.2.4.1. Tingimento com corantes da classe Novacron (Reativos) ____________________________32 3.2.4.2. Tingimento com corantes das classes Sumifix Supra e Everzol (Reativos) ________________33 3.2.4.3. Tingimento com corantes da classe Remazol (Reativos) _____________________________34 3.2.4.4. Tingimento com corantes da classe Solophenyl (Diretos) ____________________________34 xiii Tabela 32 - Coordenadas CIElab de malhas e tecidos branqueados ................................................... 99 Tabela 33 - Coordenadas CIElab dos tecidos com branqueador ótico e sem produtos auxiliares ......... 99 Tabela 34 - Coordenadas CIElab dos tecidos com branqueador ótico e com produtos auxiliares ......... 99 Tabela 35 - Coordenadas CIElab dos tecidos tingidos sem branqueador ótico .................................. 100 Tabela 36 - Coordenadas CIElab dos tecidos tingidos com branqueador ótico .................................. 100 Tabela 37 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Azul Novacron EC-R .............................. 101 Tabela 38 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Azul Sumifix Supra BRF 135% ............... 102 Tabela 39 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Vermelho Everzol ED-3B ....................... 103 Tabela 40 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF ....... 104 Tabela 41 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Laranja Brilhante Remazol 3R esp ........ 105 Tabela 42 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Violeta Brilhante Remazol 5R ................ 106 Tabela 43 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Vermelho RB Remazol 133% ................. 107 Tabela 44 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Marinho RGB Remazol 150% ................ 108 Tabela 45 - Transmitância da RUV em materiais branqueados ........................................................ 109 Tabela 46 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico sem agentes auxiliares ......... 110 Tabela 47 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico com agentes auxiliares ......... 111 Tabela 48 - Transmitância da RUV em tecidos sem branqueador ótico a 0.1% e 0.5% ...................... 112 Tabela 49 - Transmitância da RUV em tecidos sem branqueador ótico a 1.0% e 2.0% ...................... 113 Tabela 50 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico a 0.1% e 0.5% ...................... 114 Tabela 51 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico a 1.0% e 2.0% ...................... 115 Tabela 52 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 0.1% ........................... 116 Tabela 53 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 0.5% ........................... 117 Tabela 54 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 1.0% ........................... 118 Tabela 55 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 2.0% ........................... 119 Tabela 56 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Sumifix Supra BRF 135% a 0.1% ............ 120 Tabela 57 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Sumifix Supra BRF 135% a 0.5% ............ 121 Tabela 58 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Sumifix Supra BRF 135% a 1.0% ............ 122 Tabela 59 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Sumifix Supra BRF 135% a 2.0% ............ 123 Tabela 60 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 0.1% ..................... 124 Tabela 61 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 0.5% ..................... 125 Tabela 62 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 1.0% ..................... 126 Tabela 63 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 2.0% ..................... 127 xiv Tabela 64 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 0.1% ..... 128 Tabela 65 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 0.5% ..... 129 Tabela 66 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 1.0% ..... 130 Tabela 67 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 2.0% ..... 131 Tabela 68 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 0.1% ...... 132 Tabela 69 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 0.5% ...... 133 Tabela 70 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 1.0% ...... 134 Tabela 71 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 2.0% ...... 135 Tabela 72 - Transmitância da RUV em materiais com Violeta Brilhante Remazol 5R a 0.1%.............. 136 Tabela 73 - Transmitância da RUV em materiais com Violeta Brilhante Remazol 5R a 0.5%.............. 137 Tabela 74 - Transmitância da RUV em materiais com Violeta Brilhante Remazol 5R a 1.0%.............. 138 Tabela 75 - Transmitância da RUV em materiais com Violeta Brilhante Remazol 5R a 2.0%.............. 139 Tabela 76 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho RB Remazol 133% a 0.1% .............. 140 Tabela 77 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho RB Remazol 133% a 0.5% .............. 141 Tabela 78 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho RB Remazol 133% a 1.0% .............. 142 Tabela 79 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho RB Remazol 133% a 2.0% .............. 143 Tabela 80 - Transmitância da RUV em materiais com Marinho RGB Remazol 150% a 0.1% .............. 144 Tabela 81 - Transmitância da RUV em materiais com Marinho RGB Remazol 150% a 0.5% .............. 145 Tabela 82 - Transmitância da RUV em materiais com Marinho RGB Remazol 150% a 1.0% .............. 146 Tabela 83 - Transmitância da RUV em materiais com Marinho RGB Remazol 150% a 2.0% .............. 147 Tabela 84 - Transmitância da RUV no tecido Alverca (amostras 1 - 12) ............................................ 148 Tabela 85 - Transmitância da RUV no tecido Alverca (amostras 13 - 24) .......................................... 149 Tabela 86 - Transmitância da RUV no tecido Alverca (amostras 25 - 36) .......................................... 150 Tabela 87 - Transmitância da RUV no tecido Alverca (amostras 37 - 48) .......................................... 151 Tabela 88 - Transmitância da RUV no tecido Alverca (amostras 49 - 56) .......................................... 152 Tabela 89 - Transmitância da RUV no tecido Peregrine (amostras 1 - 12) ........................................ 153 Tabela 90 - Transmitância da RUV no tecido Peregrine (amostras 13 - 24) ...................................... 154 Tabela 91 - Transmitância da RUV no tecido Peregrine (amostras 25 - 32) ...................................... 155 Tabela 92 - Transmitância da RUV no tecido Tendency (amostras 1 - 12) ........................................ 156 Tabela 93 - Transmitância da RUV no tecido Tendency (amostras 13 - 24) ...................................... 157 Tabela 94 - Transmitância da RUV no tecido Tendency (amostras 25 - 36) ...................................... 158 Tabela 95 - Transmitância da RUV no tecido Tendency (amostras 37 - 48) ...................................... 159 xv Tabela 96 - Transmitância da RUV no tecido Tendency (amostras 49 - 60) ...................................... 160 Tabela 97 - Transmitância da RUV no tecido Tendency (amostras 61 - 64) ...................................... 161 Tabela 98 - Transmitância da RUV no tecido Wintwill (amostras 1 - 12) ........................................... 162 Tabela 99 - Transmitância da RUV no tecido Wintwill (amostras 13 - 24) ......................................... 163 Tabela 100 - Transmitância da RUV no tecido Wintwill (amostras 25 - 36) ....................................... 164 Tabela 101 - Transmitância da RUV no tecido Wintwill (amostras 37 - 48) ....................................... 165 Tabela 102 - Transmitância da RUV no tecido Wintwill (amostras 49 - 60) ....................................... 166 Tabela 103 - Transmitância da RUV no tecido Wintwill (amostras 61 - 64) ....................................... 167 Tabela 104 - Transmitância da RUV no tecido Winston (amostras 1 - 12) ......................................... 168 Tabela 105 - Transmitância da RUV no tecido Winston (amostras 13 - 24) ....................................... 169 Tabela 106 - Transmitância da RUV no tecido Winston (amostras 25 - 32) ....................................... 170 Tabela 107 - Características dos tecidos Alverca ............................................................................. 171 Tabela 108 - Características dos tecidos Peregrine .......................................................................... 172 Tabela 109 - Características dos tecidos Tendency .......................................................................... 173 Tabela 110 - Características dos tecidos Wintwill ............................................................................. 174 Tabela 111 - Características dos tecidos Winston ............................................................................ 175 xvi Índice de Equações Equação 1 - Equação que define o valor de UPF ............................................................................... 20 Equação 2 - Equação Kubelka-Munk ................................................................................................. 35 1 1 Introdução 1.1. Enquadramento e Motivação O registo das ocorrências de cancro de pele tem revelado proporções avassaladoras. Este tipo de doença de pele está diretamente relacionado com o nível de exposição à radiação ultravioleta juntamente com o tipo de pigmentação da pele e a genética de um indivíduo (Tarbuk, Grancarić, & Šitum, 2016). Existem estudos que comprovam que a elevada exposição à radiação ultravioleta (UV) é um fator de risco no que diz respeito às questões de saúde tais como queimaduras, envelhecimento precoce, lesões malignas e cataratas (Zuo, Liang, Xu, Chen, & Zhang, 2019)(Lucas et al., 2019). O cancro de pele manifesta-se de duas formas, os carcinomas e os melanomas. O carcinoma basocelular (BCC) e o carcinoma espinocelular (SCC) são os dois subtipos de carcinomas mais comuns, menos mortais e que estão diretamente relacionados com a exposição à radiação UVA. Afetam principalmente indivíduos com pele, cabelo e olhos claros. Por outro lado, 75% das mortes são provocadas pelos melanomas. Os quatro principais tipos de melanomas (figura 1), são: o SSM (melanoma de extensão superficial) é o tipo de melanoma mais frequente e pode ser localizado em qualquer parte do corpo, no entanto ocorre principalmente no tronco em homens, nas pernas em mulheres, e na parte superior das costas em indivíduos de ambos os sexos; o NM (melanoma nodular) é um dos tumores mais agressivos e é frequentemente localizado nas pernas, tronco e braços de pessoas de meia idade; o LMM (melanoma de lentigo maligno) afeta as áreas da pele danificadas pela longa exposição ao sol. Localiza-se na cabeça, orelhas, braços e parte superior do tronco, as pessoas com idades avançadas estão mais propensas a este tipo de melanoma; por fim o ALM (melanoma acral), caracteriza-se por ter uma dispersão superficial rápida antes de penetrar profundamente na pele. Provoca uma descloração por baixo das unhas e também pode afetar as plantas dos pés e, em menor grau, as palmas das mãos. Este tipo de tumor afeta maioritariamente pessoas de pele escura como os afro-americanos e pessoas asiáticas (Armstrong & Kricker, 2001)(Lomas, LeonardiBee, & Bath-Hextall, 2012)(Tarbuk et al., 2016). Figura 1 - Os quatros principais tipos de melanomas (Fonte: http://www.autexrj.com/) 2 O sol emite radiação eletromagnética sob a forma de radiação ultravioleta, visível, infravermelha, entre outras e é a fonte de energia essencial à existência de seres vivos. A primeira evidência da importância da radiação solar, deu-se na época da revolução industrial no norte da europa. A libertação de gases e substâncias provenientes da queima de carvão e madeira provocaram alterações na composição atmosférica, levando a uma diminuição da qualidade do ar, bem como à criação permanente de um ambiente “nublado”. Como consequência, as crianças que habitavam essas zonas onde a atmosfera estava poluída, estavam sujeitas a pouca exposição solar. Ao longo do seu desenvolvimento, apresentavam deformidades na sua estrutura, incluindo projeções ósseas na caixa torácica, pernas arqueadas ou joelhos com deformações. Este acontecimento verificou-se noutras regiões do globo onde também existiram alterações na qualidade do ar. Através de pesquisas investigadores verificaram que as crianças expostas a estas condições onde a atmosfera estava alterada apresentavam, com frequência, estas deformações, enquanto que as crianças que estavam mais tempo expostas ao sol, não apresentavam estes fenómenos. Assim, concluíram que este problema de saúde ocorria devido à baixa exposição solar (Holick, 2004). Nesta fase, é percetível que uma baixa quantidade de exposição ao sol, promove o declínio do nível de vitamina D, o que se tornou num problema de saúde pública. É necessário repensar a metodologia utilizada quando se fornecem alertas e conselhos relativos à exposição solar, uma vez que é importante comunicar os benefícios que a exposição moderada fornece e de que forma esta exposição deve ser realizada, de modo a manter saudáveis os níveis de vitamina D (30 ng/mL) (Hoel, Berwick, de Gruijl, & Holick, 2016). A camada de ozono está localizada na estratosfera a uma altitude de cerca de 16-50 quilómetros da superfície terrestre. Esta camada forma um escudo invisível em torno do planeta que, entre outras funções, tem a capacidade de absorver parte da radiação UV. Na troposfera, camada mais próxima da superfície terrestre, o ozono é produzido através de reações químicas que se estabelecem devido aos gases naturais existentes no meio, à combustão de combustíveis fósseis, bem como derivado de outras fontes de poluição (Andersen, Halberstadt, & Borgford-Parnell, 2017). Em 1970, instalou-se uma constante preocupação quando foi evidente que, entre outras substâncias, o cloro proveniente da decomposição de compostos como os clorofluorcarbonetos, que eram descontroladamente emitidos para a atmosfera, tinha a capacidade de alcançar a estratosfera e provocar a degradação do ozono. Nos anos subsequentes, intensivas pesquisas e estudos foram realizados até que em meados do ano 1980, foi descoberta uma significante perda dos níveis de concentração de 3 ozono na região da Antártica – buraco da camada de ozono. Neste local, na primavera, são obtidos os níveis mais baixos e preocupantes da espessura da camada. Devido a esta problemática global, foi estabelecido entre diversos países o protocolo de Montreal, com o objetivo de recuperar a concentração de ozono, onde os países signatários, se comprometeram a adotar medidas que visam a diminuição da emissão de compostos capazes de degradar esta camada. Neste protocolo, foram estabelecidos limites de produção de compostos que contém bromo e/ou cloro, substâncias capazes de degradar o ozono. Atualmente, verifica-se que o protocolo estabelecido foi essencial para se dar início à recuperação do ozono. A cada primavera, na Antártica os níveis baixos de ozono continuam a verificar-se, no entanto tem existido uma recuperação e não é esperado que os níveis de cloro estratosférico retornem aos valores verificados em 1980 (Chipperfield et al., 2015). Esta recuperação é um processo lento e sujeito a diversas variáveis, pelo qual é importante a adoção de medidas de proteção pessoal, na tentativa de promover uma diminuição dos danos efetivamente causados, principalmente no que diz respeito às doenças de pele em humanos. Assim, a otimização e desenvolvimento de têxteis funcionais com a particularidade de conferir proteção UV ao seu utilizador é de elevada importância. Neste trabalho, pretende-se recorrer à utilização e exploração das características das fibras celulósicas e das fibras regeneradas de origem celulósica, com intuito de promover a diminuição do impacto ambiental provocado pela indústria têxtil, visto que a utilização de fibras sintéticas é recorrente na produção de artigos têxteis e que, por sua vez, a sua utilização produz microfibras plásticas que prejudicam a qualidade dos sistemas biológicos (Andrady, 2011)(Sillanpää & Sainio, 2017). 1.2. Objetivos Um dos objetivos desta dissertação é o desenvolvimento de tingimentos em malhas e tecidos, de origem celulósica, com o propósito de maximizar o valor do fator de proteção ultravioleta (UPF). Deste modo, pretende-se realizar tingimentos com corantes de diferentes classes, de forma a avaliar a influência do corante no incremento da proteção à radiação UV. Serão avaliados diversos parâmetros tais como composição, contextura, massa por unidade de área, espessura, força colorística (K/S) e UPF. Um segundo objetivo consiste em avaliar de que modo a presença de branqueadores óticos pode influenciar a classificação UPF num tecido. Por fim, num terceiro objetivo, pretende-se analisar e caracterizar diferentes tipos de tecidos, de origem celulósica (algodão, bamboo e modal), cujo tingimento foi realizado em fio, por uma empresa parceira deste projeto. Com isto, pretende-se avaliar de que modo a contextura do tecido e a presença 4 de um corante num fio de teia e/ou de trama, influencia o UPF do têxtil. Assim, serão analisados os parâmetros já mencionados, bem como serão ainda realizados ensaios de permeabilidade ao ar e dispersão vertical. 1.3. Metodologia A primeira fase, após a definição dos objetivos do trabalho, consistirá no levantamento bibliográfico, através de pesquisa em livros, artigos científicos e comunicações em conferências, sobre assuntos que estão relacionados com o tema da dissertação. Pretende-se recolher informações acerca do cancro de pele relacionado com a exposição à radiação UV, e a influência que as fibras têxteis, branqueadores óticos e corantes utilizados no tingimento podem ter na proteção a essa radiação. Por fim irá ser analisada a informação recolhida de modo a servir de suporte teórico para o desenvolvimento das restantes etapas. Numa segunda fase, irão ser realizados ensaios laboratoriais para a caracterização dos materiais têxteis seguido dos tingimentos em malhas e em tecidos. Serão realizados ensaios que permitem determinar a contextura, massa por unidade de área, espessura, permeabilidade ao ar, dispersão de líquidos, força colorística e UPF. Paralelamente à etapa anterior, serão igualmente analisados os tecidos com branqueador ótico aplicado e os tecidos desenvolvidos com fios tingidos. Após realização dos ensaios práticos laboratoriais, numa terceira fase, irão ser analisados e discutidos os resultados obtidos. Esta fase final, decorrerá em simultâneo com a fase anterior, onde se irá proceder à redação da dissertação. 1.4. Estrutura da dissertação A dissertação será dividida por seis capítulos. No capítulo 1, será apresentado um breve enquadramento da problemática, a motivação, os objetivos, a metodologia e a estrutura da dissertação. No capítulo 2, será exposta a fundamentação teórica, que engloba todos os conceitos que servem como suporte teórico ao desenvolvimento deste trabalho. No capítulo 3, irá ser apresentado os materiais e métodos experimentais utilizados, relativamente ao branqueamento e tingimento de malhas e tecidos. O capítulo 4, irá conter a apresentação dos resultados, respetiva análise e discussão dos branqueamentos e tingimentos efetuados, assim como os resultados obtidos nos tecidos em fio tingido. 5 No capítulo 5, irão ser expostas as conclusões mais relevantes retiradas durante o desenvolvimento do trabalho. Por fim, o capítulo 6 irá apresentar de forma crítica, uma análise geral de todo o processo teóricoprático, irão ser apresentadas sugestões para melhoramento do trabalho realizado assim como irão ser dadas recomendações para futuros trabalhos. 6 2 Fundamentação teórica Neste capítulo irão ser expostos os principais conceitos teóricos que suportam o trabalho desenvolvido. O cancro de pele é atualmente reconhecido, em diversos países, como sendo uma questão de saúde pública. Indivíduos cuja a atividade profissional é ao ar livre, como trabalhadores agrícolas e polícias, estão particularmente em risco devido à sua exposição diária e prolongada à radiação UV (Bais et al., 2018). A proteção solar envolve a utilização de diversos acessórios tais como óculos de sol, chapéus, cremes protetores solares, bem como a redução do tempo de exposição (Kullavanijaya & Lim, 2005). O vestuário tem a capacidade de proteger a pele da incidência da radiação solar pois o material a partir do qual é feito pode absorver, refletir e/ou transmitir a radiação. Diferentes materiais conferem diferentes níveis de proteção, pois possuem diferentes características (Peter Elsner & Hipler, 2006)(Tarbuk et al., 2016). O UPF depende da estrutura das fibras. As fibras naturais como o algodão, seda e lã tem um grau de absorção de radiação UV inferior comparativamente com as fibras sintéticas como o poliéster. O algodão no estado cru, fornece um grau de proteção mais elevado do que quando branqueado uma vez que as ceras, pectinas e pigmentos naturais presentes nesta fibra funcionam como absorventes de radiação UV. Estudos revelaram que têxteis de algodão tingidos apresentam maior UPF e que, por outro lado, o algodão branqueado não tingido produz valores muito baixos de UPF, podendo mesmo ser considerado transparente para este tipo de radiação (Saravanan, 2007)(Scott, 2005). Um outro estudo revelou que, artigos com características elásticas como os têxteis que possuem elastano promovem uma menor proteção UV do que artigos que não possuem esta fibra (Islam, Akter, Ferdush, & Kamrunnahar, 2019). 2.1. Fibras Têxteis A fibra têxtil é um elemento caracterizado pela sua flexibilidade, finura e grande comprimento relativamente à dimensão transversal máxima que a torna apta para aplicações têxteis (Araújo & Castro, 1986). As fibras utilizadas pela indústria têxtil e do vestuário, provém de diversas fontes e por este motivo são divididas em diferentes categorias conforme a sua origem (figura 2). A natureza possui em 13 Figura 9 - Representação esquemática de um tecido de tafetá 1X1 (Fonte: http://lupanisson.com.br/site/wp-content/uploads/2016/09/aula_05_tecidos_planos_ligamentos.pdf) Os artigos de sarja (figura 10) apresentam um cordão nítido em diagonal e nem sempre o direito dos tecidos é igual ao avesso. Quando se altera a direção do cordão obtém-se artigos com efeitos como o xadrez. Esta estrutura é utilizada na produção de calças, casacos, artigos técnicos e funcionais. Figura 10 - Representação esquemática de um tecido de sarja 2X1 (Fonte: http://lupanisson.com.br/site/wp-Content/uploads/2016/09/aula_05_tecidos_planos_ligamentos.pdf) A estrutura em cetim (figura 11) produz artigos com aspeto liso e brilhante, cujo lado direito é sempre diferente do avesso. Permite a obtenção de têxteis com desenhos tais como flores e paisagens (Araújo & Castro, 1986). Figura 11 - Representação esquemática de um tecido de cetim (Fonte: http://lupanisson.com.br/site/wp-content/uploads/2016/09/aula_05_tecidos_planos_ligamentos.pdf) 14 2.3. Ultimação Têxtil A ultimação têxtil consiste num conjunto de operações a que um substrato têxtil é submetido após o seu fabrico. Este processo envolve operações tais como tratamento prévio, tingimento, estamparia e acabamentos. 2.3.1. Tingimento O processo de tingimento é uma das etapas mais importantes para o sucesso de um artigo têxtil. A arte de conferir cor a um substrato têxtil não é recente. Desde muito cedo o homem aprendeu a conferir cor a substratos têxteis, através de corantes naturais extraídos de vegetais, flores, frutas e de determinados insetos. No entanto, este método limitava a quantidade de cores possíveis, bem como levava à obtenção de artigos com baixa solidez à lavagem e à luz solar. Através da descoberta e desenvolvimento dos corantes sintéticos, foi possível obter uma vasta quantidade de cores, tornando a área do tingimento um dos setores principais de enobrecimento têxtil (Kant, 2012). Para a realização do processo de tingimento, é necessário ter em conta diversos fatores tais como o tipo de fibra a tingir, o tipo de corante a utilizar, a afinidade do corante, a capacidade de igualação, o processo de aplicação, a qualidade e características da água disponível, os produtos auxiliares, a higiene e segurança do processo bem como os fatores económicos e ambientais (Araújo & Castro, 1986). Neste projeto, um dos principais fatores a ter em consideração é o facto de se pretender utilizar fibras de base celulósica, o que implica uma reflexão prévia acerca do tipo de corantes a utilizar. Existem diversos tipos de corantes que permitem efetuar o tingimento de fibras celulósicas, tais como corantes cuba, sulfurosos, reativos e diretos (Clark, 2007). Neste trabalho, serão estudados alguns corantes pertencentes à classe dos corantes reativos e diretos. 2.3.1.1. Corantes Diretos Os corantes diretos apresentam na sua estrutura pontes de hidrogénio e forças de Van der Waals, que lhes confere afinidade para com a fibra celulósica. As pontes de hidrogénio estabelecem-se entre os grupos hidroxilo da celulose e os grupos azo (N=N) do corante. Por outro lado, as forças de Van der Waals encontram-se entre os anéis aromáticos do corante as moléculas cíclicas de glicose (figura 12). A presença de grupos solubilizantes do tipo sulfónicos promove a solubilização do corante em água, no entanto diminui a afinidade para a fibra. Por este motivo, o tingimento com este tipo de corante é realizado na presença de um sal neutro (por exemplo, cloreto de sódio), este sal funciona como eletrólito, na medida em que facilita a aproximação das moléculas de corante à fibra. 15 Figura 12 - Representação das ligações estabelecidas num corante direto A coplanaridade da molécula de um corante é também um fator de elevada importância, no sentido de permitir uma maior aproximação dos anéis aromáticos do corante aos anéis de glicose da celulose. Este tipo de corante permite realizar o tingimento da celulose de forma quase direta, embora não se consiga obter uma boa solidez à lavagem, pois as ligações estabelecidas entre o corante e a fibra são fracas. No que diz respeito à solidez à luz, esta pode variar de fraca a razoavelmente boa, dependendo do corante. Relativamente ao seu comportamento tintorial, os corantes diretos apresentam uma grande variedade. Por este motivo, são divididos em classes baseando-se na capacidade de igualação e na forma como se comportam a incrementos de temperatura e na presença de sal na solução de tingimento. De acordo com a proposta da “ Society of Dyers and Colourists ” os corantes diretos dividem-se em três classes. Classe A – Corantes de boa igualação, Classe B – Corantes de média igualação e Classe C – Corantes de má igualação. De uma forma geral, o tingimento com este tipo de corantes, é inicialmente realizado através da adição do corante a baixas temperaturas e com relações de banho reduzidas. Gradualmente, procedese ao aumento da temperatura até à ebulição, de forma a promover a difusão e uniforme distribuição do corante nas fibras. Nesta fase, a esta temperatura, dependendo da classe de corante, pode adicionar-se o sal à solução de tingimento, com o objetivo de aumentar os níveis de esgotamento obtidos. Num tingimento, a qualidade da água é um fator muito importante, visto que se a água contiver metais, como ferro ou cobre, o corante pode reagir com estes metais, dando origem à formação de sais ou complexos metálicos, e desta forma alterar a cor. Quando se verifica a presença destes metais é comum o uso de agentes sequestrantes. Dependendo da classe do corante, o tingimento com corantes diretos pode ser realizado através de diferentes técnicas, tais como esgotamento ou impregnação (Herbst et al., 2017). 16 2.3.1.2. Corantes Reativos Os corantes reativos são a classe mais recente de corantes, uma vez que começaram a ser desenvolvidos no ano de 1950. São bastante utilizados na indústria têxtil, pois possuem uma vasta paleta de cores disponíveis, cores brilhantes, boa capacidade de igualação, elevada solidez aos tratamentos a húmido e a sua aplicação pode ser realizada de diversas formas (Clark, 2007). Este tipo de corante possui pelo menos um grupo reativo, que tem a capacidade de reagir covalentemente com a fibra. A fixação de corantes reativos em fibras celulósicas, é feita através dos grupos hidroxilo ionizados, que vão reagir com o corante. A molécula de um corante reativo, esquematicamente representado na figura 13, é constituída por um ou mais grupos reativos (R), pelo cromóforo (C), pelo grupo de ligação (L) e pelos grupos solubilizantes (S). Figura 13 - Representação esquemática dos grupos constituintes de um corante reativo O grupo cromóforo é o responsável pela formação da cor e pela afinidade do corante com a fibra. O grupo reativo é o responsável pela reação com a fibra através da formação de ligações covalentes, alguns destes grupos reativos possuem a capacidade de aumentar a afinidade do corante. O grupo de ligação é o responsável pela ligação entre o grupo cromóforo e o grupo reativo e pode influenciar a substantividade, a reatividade e a estabilidade do corante. Por fim, os grupos solubilizantes, normalmente são grupos sulfónicos, aumentam a solubilidade do corante, diminuindo, no entanto, a sua afinidade para a celulose. A reação corante – celulose, não é a única reação a ocorrer durante o tingimento. Há o desenvolvimento de reações secundárias, sendo a mais prejudicial a que ocorre entre o corante e água, em meio alcalino. Esta hidrólise ocorre devido à presença de iões hidróxido. Por este motivo, existe uma competição entre os iões de celulose e os iões hidróxido. O produto da reação com a água é um corante hidrolisado, que se encontra ligado à fibra através de ligações fracas de Van der Waals e de hidrogénio. Desta forma, o corante é facilmente libertado numa lavagem doméstica, o que acarreta problemas de solidez no artigo tingido. Assim, tem existido uma aposta no desenvolvimento de corantes com mais que um grupo reativo. O facto destes corantes terem vários grupos reativos, aumenta a possibilidade de ligação do corante à fibra 17 e desta forma irá dificultar a formação de corante hidrolisado. À semelhança dos corantes diretos, estes também podem ser aplicados através de diversas técnicas (Herbst et al., 2017). Os corantes reativos podem ser monofuncionais, bifuncionais ou polifuncionais, dependendo do número de grupos reativos que fazem parte da sua composição. Os corantes monofuncionais apresentam um único grupo reativo, os bifuncionais possuem dois grupos reativos capazes de estabelecer ligação com a fibra e os polifuncionais possuem mais que dois grupos reativos. O grau de fixação dos corantes monofuncionais é cerca de 70%, enquanto que os bifuncionais pode ser mais que 98%. Os corantes bifuncionais são divididos em dois grupos: os homobifuncionais e os heterobifuncionais. Os homobifuncionais possuem dois grupos reativos idênticos, enquanto que os heterobifuncionais apresentam dois grupos reativos diferentes. São conhecidos corantes com as seguintes combinações de grupos reativos: MCT/MCT (monoclorotriazina/monoclorotriazina); MCT/VS (monoclorotriazina/vinilsulfónico); VS/VS (vinilsulfónico/vinilsulfónico); FT/VS (fluortriazina/vinilsulfónico); FCP/VS (fluorcloropirimidina/vinilsulfónico), entre outros. Os corantes reativos bifuncionais são úteis do ponto de vista ecológico, uma vez que um elevado grau de fixação do corante à fibra, diminui a proporção de corante presente nos efluentes (Clark, 2007). 2.3.2. Acabamentos Funcionais O processo de acabamento é habitualmente conferido após a preparação e tingimento ou estampagem do artigo. O acabamento, tem como principal objetivo alterar as características do artigo de modo a que este se adeque ao fim a que se destina. A indústria têxtil desenvolveu artigos inovadores que para além de serem peças de vestuário, através da aplicação de determinado tipo de acabamento, possuem uma funcionalidade. Desta forma, surge o conceito de acabamento funcional. Este tipo de acabamento, contribui para a valorização estética, conforto, proteção e cuidado fácil, do artigo (Massella, Giraud, Guan, Ferri, & Salaün, 2019)(Paul, 2015). Estes materiais são alvo de elevado sucesso e o desenvolvimento dos mesmos é uma tendência (Asokawati et al., 2019)(Rivero, Urrutia, Goicoechea, & Arregui, 2015). 2.3.2.1. Acabamentos funcionais com proteção à radiação UV Relativamente à proteção UV, existe a aplicação substâncias que funcionam como absorventes ou bloqueadores de radiação. Estas substâncias orgânicas ou inorgânicas absorvem ou bloqueiam seletivamente a radiação convertendo-a em energia térmica (Arjun, Kavitha, & Hiranmayee, 2013). 18 Comparativamente com os compostos orgânicos absorventes de radiação, os compostos inorgânicos são preferencialmente utilizados devido à sua estabilidade química e pelo facto de não apresentarem toxicidade (Paul, 2015). O TiO2 é um material inorgânico, livre de toxicidade, eco-friendly , que tal como o ZnO, tem potencial como agente de proteção UV, no entanto pode ocorrer problemas durante a sua aplicação (Li, Li, & Ren, 2019)(Mihailović et al., 2011)(Asokawati et al., 2019). Estudos relatam que, através da aplicação de nanopartículas de ZnO em artigos de algodão, se obtém um alto desempenho do têxtil no que diz respeito ao bloqueio da radiação UV (Becheri, Dürr, Lo Nostro, & Baglioni, 2008)(Román et al., 2019). Em fibras naturais, este acabamento pode ser aplicado por esgotamento bem como por impregnação, através da utilização de diversas técnicas de modificação da superfície do substrato ou através da sua combinação com resinas (Radetić, 2013). As nanopartículas, devido as suas dimensões, possuem elevada área de contacto com as fibras. Este, é um dos motivos que as torna interessantes para aplicações têxteis, conferindo ao material propriedades funcionais e inovadoras tais como auto-limpeza e hidrofobicidade (Alebeid & Zhao, 2017). No entanto, está a aumentar a preocupação de que a nanotecnologia pode ter efeitos tóxicos e causar danos na saúde humana, especialmente nos pulmões. A dimensão extremamente pequena dos nanomateriais, significa que estes são propícios a alcançar o interior do corpo, sendo isto uma consequência indesejável. Além disso, a aplicação destes produtos requer um equilíbrio entre a compatibilidade do acabamento funcional com os restantes acabamentos. Assim, estes aspetos caracterizam desvantagens para a utilização destes materiais, e por este motivo, o estudo dos corantes de modo a serem utilizados como acabamento funcional, revela todo o interesse. Estudos revelaram que de forma geral, para a mesma estrutura de tecido e para o mesmo corante, quanto mais escura a tonalidade, maior o UPF, permitindo desta forma melhorar o nível de proteção da peça (Hoffmann, Kaspar, Gambichler, & Altmeyer, 2000). Num outro trabalho, foram estudados catorze corantes diretos através do tingimento de algodão branqueado, que neste estado possuía um valor de UPF de 4.1, classificado como baixa proteção. Os investigadores verificaram que os corantes diretos possuem capacidade de conferir proteção à radiação UV, uma vez que após o tingimento, todos os corantes utilizados conferiram ao tecido um nível de UPF superior a 15, classificando-os como boa proteção (Srinivasan & Gatewood, 2000). 19 Através de um outro estudo, investigadores concluíram que a proteção UV conferida a um artigo têxtil em algodão através da utilização de corantes reativos, depende da estrutura química do corante, onde num tingimento com um corante azul heterobifuncional, com grupos reativos FCP-VS, obtiverem valores de UPF e K/S superiores relativamente a outro tingimento realizado com um corante azul homobifuncional, de grupos reativos VS-VS. No mesmo estudo, os resultados mostraram também que com o aumento da concentração nas quatro cores estudadas (azul: FCP-VS, vermelho MFT-TFP, amarelo: MCT-VS e preto: VS-DCT) se obteve uma melhoria no UPF, pois existiu um aumento da quantidade de moléculas presentes capazes de absorver radiação (Wong, Lam, Kan, & Postle, 2016). 2.4. Fator de proteção à radiação ultravioleta A radiação ultravioleta é dividida em três tipos: UVA (315-400 nm), UVB (280-315 nm) e UVC (200280 nm). A radiação UVC e parte da radiação UVB são absorvidas pela camada de ozono existente na estratosfera. Cerca de 2% de radiação UVB e 98% de radiação UVA alcançam a superfície terreste. No entanto, a quantidade de radiação que atinge a superfície varia de acordo com a latitude, longitude, época do ano, hora do dia bem como as condições climatéricas (Kocić, Bizjak, Popović, Poparić, & Stanković, 2019)(Zuo et al., 2019). A radiação UVA tem a capacidade de penetrar em profundidade na pele, causando danos a nível celular, enquanto que a UVB é a radiação responsável pelas lesões imediatas (Velasco et al., 2010). A diminuição da espessura da camada de ozono, permite que uma maior quantidade de radiação UV alcance a superfície terreste. Deste modo, a redução da exposição solar e a utilização de têxteis com proteção UV, são parâmetros fundamentais para a redução do risco de ocorrência de doenças de pele (Alebeid & Zhao, 2017)(Tarbuk et al., 2016). A capacidade de um tecido bloquear a radiação UV é expressa pelo valor do “Fator de proteção ultravioleta” - UPF, termo utilizado pela primeira vez na Austrália em 1996. De acordo com a norma “ Sun protective clothing— Evaluation and classification ” AS/NZS 4399:1996, a medição da transmissão da radiação UVA e UVB é efetuada in vitro , num espetrofotómetro. Quando o feixe de radiação UV incide na amostra, uma parte da radiação é refletida, outra parte é absorvida e existe também uma terceira parte que atravessa a amostra, ou seja, é transmitida (figura 14). De acordo com esta norma, a medição é realizada nos comprimentos de onda 280 - 400 nm do espetro, em intervalos de 5 nm (Georgouras, Standford, & Failthorpe, 1997)(Kullavanijaya & Lim, 2005). 20 Figura 14 - Absorção, reflexão e transmissão da radiação UV através de uma amostra O UPF é calculado através da média aritmética das transmissões de radiação UVA, UVB e a transmissão UV efetiva, de acordo com a equação 1 onde, Eλ é a eficácia espectral eritemal relativa (W/m2nm-1), Sλ é a irradiância espectral solar (Melbourne), Δλ corresponde ao intervalo de comprimento de onda medido (nm) e Tλ é a transmitância espectral da amostra. O fator é obtido através da comparação da exposição ao sol da pele humana desprotegida e com a pele protegida pelo artigo têxtil (Aslam et al., 2019)(Kocić et al., 2019). 𝑈𝑃𝐹 = ∑𝐸𝜆 400 290 𝑆𝜆 𝛥𝜆 ∑𝐸𝜆 400 290 𝑆𝜆 𝑇𝜆 𝛥𝜆 Equação 1 - Equação que define o valor de UPF Segundo o Comité Europeu de Normalização, para que um tecido tenha ação fotoprotetora adequada, o valor de UPF, deve superior a 40 e a taxa de transmissão de UVA deve ser inferior a 5%. Os índices de classificação UPF (tabela 1), variam num intervalo numérico, e a sua classificação varia entre “Baixa Proteção” a “Excelente Proteção” (Tarbuk et al., 2016). Tabela 1 - Classificação do UPF (Fonte: Tarbuk, Grancarić and Šitum, 2016) Intervalo UPF Classificação UPF Categoria de proteção à radiação UV Bloqueio da radiação UV < 14 0, 5, 10 Baixa Proteção < 93.3 15 - 24 15, 20 Boa Proteção 93.3 – 95.8 25 - 39 25, 30, 35 Muito Boa Proteção 95.9 – 97.4 > 40 40, 45, 50, 50+ Excelente Proteção > 97.5 21 2.5. Branqueadores óticos Branqueadores óticos são sustâncias químicas, incolores ou com ligeira coloração, que funcionam como corantes. Na sua estrutura química, comparativamente com os corantes, no lugar do grupo cromóforo, possuem um sistema de fluorescência. À semelhança de um corante, possuem grupos substituintes que promovem a afinidade, dependendo do tipo de fibra em que são aplicados. Estes compostos têm capacidade de absorver a radiação UV e emiti-la na zona visível do espectro eletromagnético. A radiação emitida, juntamente com a radiação refletida pelo próprio material, produz um aumento da refletância na região azul do espectro. Este fenómeno permite camuflar o tom amarelado e transmitir a sensação de uma melhoria do grau de branco de um artigo têxtil. Por este motivo, formulouse a conclusão teórica de que estes compostos podem ser utilizados para aumentar a proteção UV de um têxtil (Algaba, Pepió, & Riva, 2007)(Carr, 1995)(Clark, 2011). Os branqueadores óticos são frequentemente utilizados como aditivos aos detergentes de lavagem doméstica, com objetivo de proporcionar uma manutenção do aspeto branco nos artigos têxteis. Neste estudo, os investigadores verificaram um aumento do UPF, com o aumento das lavagens domésticas. Estes resultados foram justificados através da elevada capacidade de absorção do algodão promove numa acumulação sucessiva de detergente(Scott, 2005). Um outro estudo relata que oito tipos de tecido foram submetidos a vinte lavagens domésticas com e sem aplicação de um agente branqueador ótico. Os resultados revelaram que nos tecidos de algodão e de mistura algodão/poliéster, existiu uma melhoria na capacidade de bloqueio da radiação UV. Por outro lado, o mesmo não se verificou para os tecidos 100% poliéster e 100% nylon (Zhou & Crews, 1998). Uma outra pesquisa, revela a possibilidade de melhoria da proteção à radiação UV através da utilização de um branqueador ótico, no entanto, refere que o nível de proteção depende da estrutura química do composto (Alvarez & Lipp-Symonowicz, 2017). 22 3 Materiais e Métodos Experimentais Neste capítulo serão apresentados os materiais e métodos experimentais utilizados para o desenvolvimento deste trabalho. 3.1. Materiais 3.1.1. Especificação técnica das malhas e dos tecidos Este capítulo apresenta as caracterizações básicas das malhas e dos tecidos utilizados nos tingimentos. 3.1.1.1. Caracterização das malhas Na tabela 2 são apresentadas as características das malhas utilizadas e na figura 15 é possível visualizar as fotografias das mesmas. Tabela 2 - Características das malhas Amostra Composição Massa linear (Ne) Massa/ u. área (g/m2) Espessura (mm) Jersey 2372 100Algodão 20/1 152 0.56 Jersey 1453 30/1 152 0.50 Jersey 2398 204 0.72 Rib 1016 146 0.68 Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 Figura 15 - Fotografia das malhas visualizadas no Microscópio de Alta Definição com Camara Leica MC170HD, Ampliação 5X (Fonte: Autora) 29 3.2. Métodos Nesta secção são apresentados os métodos utilizados para a caracterização dos tecidos (contextura, massa por unidade de área e espessura), avaliação das propriedades de proteção UV (UPF), força colorística (K/S) e coordenadas CIElab. São também apresentados os processos de branqueamento e tingimento, assim como os equipamentos utilizados. Por fim são apresentados os métodos utilizados para avaliação das propriedades de transferência de ar e dispersão de líquidos. 3.2.1. Caracterização básica dos materiais têxteis A determinação da contextura (nº de fios e nº de passagens/") foi realizada segundo a norma NP EN 1049-2:1995 (Método A). A medição da espessura foi efetuada segundo uma norma interna, utilizando o equipamento apresentado na figura 17, com precisão de 0.01 mm e pressão do calcador de 18 Pa. Figura 17 - Medidor de espessura manual analógico Mitutoyo (Fonte: Autora) Por fim, a determinação da massa por unidade de área foi efetuada segundo a norma NP EN 12127:1999, de acordo com as seguintes condições de ensaio: equipamento – balança Radwag, precisão – 0.001g (figura 18), dimensão dos provetes – 0.0064 m2. Figura 18 - Fotografia balança analítica Radwag (Fonte: Autora) 30 3.2.2. Branqueamento convencional das malhas e dos tecidos O processo de branqueamento das malhas e dos tecidos foi realizado numa máquina Ibelus IL-720 (1 amostra) equipada com um sistema de aquecimento por infravermelho com uma capacidade aproximadamente 5000 cm3, com uma rotação de 50 rpm, 40 ciclos (figura 19). O branqueamento foi realizado a 98°C durante 60 minutos. Foi utilizada uma razão de banho (R:B) de 1:15 e 310 g de substrato têxtil. Para este processo foram usadas as quantidades e reagentes descritos na tabela 13. Tabela 13 - Reagentes e quantidades utilizados no branqueamento convencional Figura 19 - Fotografia da máquina de tingir Ibelus IL-720 (1 amostra) (Fonte: Autora) 3.2.3. Branqueamento e tingimento ótico Os estudos 1 e 2 foram realizados com objetivo de avaliar a influência dos compostos auxiliares no UPF, uma vez que estes compostos são essenciais na realização dos posteriores tingimentos e pretendese que não interfiram nos mesmos. O procedimento foi realizado numa máquina Ibelus C-720 equipada com um sistema de aquecimento por infravermelho, em copos de aço inoxidável com uma capacidade de aproximadamente 220 cm3, com uma rotação de 50 rpm, 40 ciclos (figura 20). Foi utilizada uma razão de banho (R:B) de 1:20 e 5.0 g de tecido. Reagente Quantidade Diadavin UN 1.0 (g/L) Baystabil DB 1.0 (g/L) Peróxido de Hidrogénio (100 vol.) 5.2 (mL/L) Soda caústica (palhetas) 1.5 (g/L) 31 Figura 20 - Fotografia da máquina de tingir Ibelus C-720 (12 amostras) (Fonte: Autora) Como mencionado, os estudos 1 e 2 correspondem à avaliação da variação do UPF na ausência (Estudo 1) e presença (Estudo 2) de auxiliares de tingimento (NaCl e Na2CO3). Nestes estudos, foram utilizados os tecidos Oxfortor e Alverca descritos anteriormente (tabela 3). Assim, foi utilizado o procedimento apresentado na figura 21 e na tabela 14. Figura 21 - Processo utilizado no branqueamento ótico Tabela 14 - Reagentes utilizados no branqueamento ótico para estudo da influência dos auxiliares % Corante 0.1 % 0.5 % 1.0 %. 2.0 % ESTUDO 1 Branqueador ótico Leucophor BSB liq ESTUDO 2 Sal (NaCl) (g/L) 30.0 40.0 50.0 60.0 Alcali (Na2CO3) (g/L) 8.0 10.0 12.0 14.0 Branqueador ótico Leucophor BSB liq 32 Os estudos 3 e 4, correspondem ao tingimento sem e com a presença de um branqueador ótico. Para isso foram utilizados os quatro tipos de tecidos apresentados na tabela 3. No estudo 3, os tecidos foram tingidos sem a presença do branqueador ótico, e por outro lado no estudo 4, os tecidos foram tingidos recorrendo à utilização do branqueador ótico. Desta forma, foi utilizado o procedimento explicito posteriormente na tabela 15 e na figura 22. Tabela 15 - Reagentes utilizados na avaliação da influência de branqueador ótico no tingimento 3.2.4. Processos de Tingimento Todos os tingimentos foram realizados numa máquina Ibelus C-720 descrita em 3.2.3. Também nos tingimentos foi utilizada uma razão de banho (R:B) de 1:20 e 5.0 g de tecido assim como de malha. 3.2.4.1. Tingimento com corantes da classe Novacron (Reativos) Para o tingimento com os corantes da gama Novacron foram usadas as quantidades e reagentes apresentados na tabela 16, bem como as condições de processo expostas na figura 22. Tabela 16 - Reagentes e quantidades utilizados no tingimento com corantes Novacron Corante (%) Sal (NaCl) (g/L) Alcali (Na2CO3) (g/L) 0.1 30.0 8.0 0.5 40.0 10.0 1.0 50.0 12.0 2.0 60.0 14.0 % Corante 0.1 % 0.5 % 1.0 %. 2.0 % ESTUDO 3 Sal (NaCl) (g/L) 30.0 40.0 50.0 60.0 Alcali (Na2CO3) (g/L) 8.0 10.0 12.0 14.0 Branqueador ótico - Corantes Rubi Novacron S3B e Oceano Novacron S-R ESTUDO 4 Sal (NaCl) (g/L) 30.0 40.0 50.0 60.0 Alcali (Na2CO3) (g/L) 8.0 10.0 12.0 14.0 Branqueador ótico Leucophor BSB liq Corantes Rubi Novacron S3B e Oceano Novacron S-R 33 Figura 22 - Processo usado no tingimento com corantes da classe Novacron 3.2.4.2. Tingimento com corantes das classes Sumifix Supra e Everzol (Reativos) Para o tingimento com os corantes Sumifix Supra e Everzol foram usadas as quantidades e reagentes apresentados na tabela 17, bem como as condições de processo expostas na figura 23. Tabela 17 - Reagentes e quantidades utilizados no tingimento com corantes Sumifix Supra e Everzol Corante (%) Sal (NaCl) (g/L) Alcali 1 (Na2CO3) (g/L) Alcali 2 (NaOH 50%) (g/L) 0.1 5.0 5.0 - 0.5 20.0 5.0 0.52 1.0 30.0 5.0 1.30 2.0 40.0 5.0 1.74 Figura 23 - Processo usado no tingimento com corantes das classes Sumifix Supra e Everzol 34 3.2.4.3. Tingimento com corantes da classe Remazol (Reativos) Para o tingimento com os corantes da gama Remazol, foram usadas as quantidades e reagentes apresentados na tabela 18, bem como as condições de processo expostas na figura 24. Tabela 18 - Reagentes e quantidades utilizados no tingimento com os corantes Remazol Corante (%) Sal (NaCl) (g/L) Alcali (NaOH 50%) (g/L) 0.1 30.0 0.60 0.5 35.0 0.75 1.0 40.0 0.90 2.0 50.0 1.20 Figura 24 - Processo usado no tingimento com corantes da classe Remazol 3.2.4.4. Tingimento com corantes da classe Solophenyl (Diretos) Para o tingimento com os corantes da gama Solophenyl, foram usadas as quantidades e reagentes apresentados na tabela 19, bem como as condições de processo expostas na figura 25. Tabela 19 - Reagentes e quantidades utilizados no tingimento com os corantes Solophenyl Corante (%) Sal (Na2SO4) (g/L) (Amarelo Solophenyl GLE) Sal (Na2SO4) (g/L) (Castanho Solophenyl AGL 01) 0.1 2.0 7.5 0.5 7.5 15.0 1.0 15.0 30.0 2.0 22.5 40.0 35 Figura 25 - Processo usado no tingimento com corantes da classe Solophenyl 3.2.5. Força colorística (K/S) e coordenadas CIElab Para a medição da força colorística (K/S) e coordenadas CIELab foram feitas 3 medições em posições diferentes do substrato têxtil, num espectrofotómetro Datacolor Spectraflash SF 600 Plus CT (figura 26). A força colorística é calculada a partir da equação de Kubelka-Munk (equação 2), onde K é o coeficiente de absorção do substrato, S é o coeficiente de dispersão e R é a refletância medida no comprimento de onda máximo. 𝐾 𝑆 ⁄= (1 − 𝑅)2 2𝑅 Equação 2 - Equação Kubelka-Munk Figura 26 - Fotografia espectrofotómetro Datacolor Spectraflash SF 600 Plus CT (Fonte: Autora) 36 3.2.6. Fator de proteção UV (UPF) A medição do UPF foi realizada no espectrofotómetro Shimadzu UV-VIS UV 2600 (figura 27 - A), no intervalo de 280-400 nm. Para cada amostra de substrato têxtil foram realizadas três medições, girando a amostra 90º (figura 27 – B,C e D). O valor de UPF para um tecido seco plano e sem tensão é dado pela equação 1 descrita em 2.4. Figura 27 - Fotografia do espectrofotómetro Shimadzu UV-VIS UV 2600 (A); Diferentes posições da amostra na medição do UPF (B,C e D) (Fonte: Autora) 3.2.7. Propriedades de transferência de ar e dispersão de líquidos (Wicking Vertical) A permeabilidade ao ar dá indicação da capacidade de um material ser atravessado pelo ar e depende do tamanho e distribuição dos poros ou interstícios entre as fibras. Esta propriedade tem efeito sobre as propriedades térmicas e na gestão da humidade. Os ensaios foram efetuados de acordo com a norma NP EN ISO 9237: 1997, utilizando as seguintes condições de ensaio: equipamento – permeabilímetro de ar TEXTEST FX 3300 (figura 28), diferencial de pressão – 100 Pa, área de medição – 20 cm2. Figura 28 - Fotografia permeabilímetro de ar TEXTEST FX 3300 (Fonte: Autora) 37 A capacidade de transmissão de humidade dos tecidos é uma propriedade usada para avaliar o conforto do vestuário. O teste de dispersão vertical, mede a subida de líquido no tecido pela imersão de uma das extremidades nesse líquido. É um método de teste que determina as propriedades de transporte de líquidos dos tecidos. Este procedimento determina o quão rápido o suor pode ser transferido do vestuário para o exterior. O comportamento de dispersão nos tecidos é afetado pelo tipo de fibra, propriedades físicas e estruturais do fio/tecido e tratamentos químicos. Neste teste, a amostra é suspensa verticalmente com a extremidade inferior (30 mm) imersa num recipiente com água destilada e uma pequena quantidade de corante (figura 29). A altura de dispersão é medida a cada minuto, durante 10 minutos. Para cada tecido foram preparadas duas amostras no sentido da teia e duas amostras no sentido da trama com as dimensões de 200 mm×25 mm. Figura 29 - Estrutura para realização do ensaio de Dispersão Vertical (Wicking vertical) (Fonte: Autora) 38 4 Resultados e discussão Neste capítulo serão apresentados os resultados da proteção à radiação UV e o K/S, obtidos através dos processos de branqueamento e tingimento de malhas e tecidos. De seguida serão apresentados os resultados da avaliação da influência da presença de auxiliares e de branqueador ótico, no processo de branqueamento e tingimento de tecidos. Por fim, serão também apresentados os resultados obtidos nos tecidos tingidos em fio. Neste capítulo, os corantes utilizados foram numerados da seguinte forma: 1 - Azul Novacron EC-R, 2 - Azul Sumifix Supra BRF 135%, 3 - Vermelho Everzol ED-3B, 4 - Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF, 5 - Laranja Brilhante Remazol 3R esp, 6 - Violeta Brilhante Remazol 5R, 7 - Vermelho RB Remazol 133% e 8 - Marinho RGB Remazol 150%. A classificação UPF foi codificada da seguinte forma: Excelente Proteção - A, Muito Boa Proteção – B, Boa Proteção – C e Baixa Proteção – D. 4.1. Avaliação das propriedades de proteção à radiação UV das Malhas Este capítulo apresenta os valores e UPF e K/S para as malhas apresentadas no capítulo 3.1.1.1. 4.1.1. Malhas branqueadas Na tabela 20 são apresentados os valores de UPF e K/S das malhas branqueadas de acordo com o processo apresentado em 3.2.2. Tabela 20 - Valores de UPF e K/S das malhas branqueadas Malhas Branqueadas UPF K/S Classificação Jersey 2372 5 0.54 D Jersey 1453 9 0.51 D Jersey 2398 6 0.44 D Rib 1016 4 0.80 D Na figura 30 são apresentados os valores de UPF das malhas branqueadas. 45 classificação no caso do corante Vermelho RB Remazol, que passa de uma classificação de “Excelente Proteção” à concentração de 0.1% para “Muito Boa Proteção” à concentração de 0.5%. Também para esta malha se verifica que à semelhança da malha anteriormente analisada, o corante diazo Marinho RGB Remazol (homobifuncional - VS/VS), é o que apresenta valores de K/S mais elevados e o corante Violeta Brilhante Remazol 5R apresenta os resultados menos satisfatórios. 46 4.1.2.2. Malha Rib 1016 Na tabela 22 são apresentados os valores de UPF e K/S da malha Rib 1016 com corantes de diferentes classes. A mesma codificação da tabela 21 foi utilizada. À semelhança das malhas Jersey, o tingimento com os corantes diretos da classe Solophenyl também apresenta diversas manchas e por este motivo não são apresentados os resultados. Tabela 22 - Valores de UPF e K/S do tecido Rib 1016 Rib 1016 Corante UPF K/S Classificação % Corante - 0.1% 1 13 10.55 D 2 19 9.31 C 3 23 10.12 C 4 15 5.24 D 5 26 7.64 B 6 6 4.04 D 7 12 7.33 D 8 19 17.04 C % Corante - 0.5% 1 21 41.10 C 2 73 35.25 A 3 40 41.79 A 4 30 19.73 B 5 29 26.21 B 6 12 13.21 D 7 17 27.12 C 8 26 69.68 B % Corante – 1.0% 1 16 72.71 C 2 61 61.85 A 3 50 75.23 A 4 150 31.24 A 5 52 45.24 A 6 5 24.86 C 7 18 44.66 C 8 32 134.49 B % Corante – 2.0% 1 18 141.39 C 2 58 123.79 A 3 49 146.76 A 4 75 65.94 A 5 42 76.86 A 6 13 50.31 D 7 25 81.57 C 8 59 280.45 A Na figura 34 são apresentados os valores de UPF da malha Rib 1016 tingida com corantes de diferentes classes. 47 Figura 34 - Valores médios do UPF da malha Rib 1016 Através da análise da figura 34, pode verificar-se que o corante azo Violeta Brilhante Remazol 5R (monofuncional - VS), é o que proporciona valores de UPF mais baixos para todas as concentrações estudadas. Para a concentração de 0.1%, o corante azo Laranja Brilhante Remazol 3R esp (monofuncional - VS), é o corante que proporciona um resultado UPF mais elevado, obtendo uma classificação de “Boa Proteção” (15-24). Por outro lado, é o corante azo de complexo metálico Azul Sumifix Supra BRF 135% (heterobifuncional - MCT/VS) que promove melhores valores de UPF, para a concentração de 0.5%. Para concentrações superiores a 1.0%, o corante azo Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF (heterobifuncional - MCT/VS) é o que exibe melhores resultados. Os corantes azo metálicos, apresentam resultados com diferenças significativas entre si, como é possível verificar comparando os resultados obtidos com o corante monofuncional Azul Novacron EC-R (monofuncional - MFT) e com o corante Azul Sumifix Supra BRF 135%. O mesmo se pode constatar nos corantes azo, como por exemplo no corante Vermelho Everzol ED-3B (heterobifuncional - MCT/VS) e no corante Vermelho RB Remazol 133% (heterobifuncional - MCT/VS). Neste tipo de malha, o corante azo Vermelho RB Remazol 133% revela resultados muito discrepantes dos resultados obtidos nos outros tipos de malhas previamente estudados. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 Azul Novacron EC-R Azul Sumifix Supra BRF 135% Vermelho Everzol ED3B Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF Laranja Brilhante Remazol 3R esp Violeta Brilhante Remazol 5R Vermelho RB Remazol 133% Marinho RGB Remazol 150% UPF Rib 1016 0.1% 0.5% 1.0% 2.0% 48 Todos os corantes estudados, com exceção dos corantes azo Vermelho RB Remazol 133% e diazo Marinho RGB Remazol, apresentam casos onde com o aumento da concentração existiu uma diminuição dos valores de UPF. Os resultados anteriormente obtidos e considerados discrepantes dos resultados obtidos para outras malhas, podem dever-se ao facto de a malha Rib apresentar elevada capacidade elástica e por este motivo dificultar a correta realização dos ensaios de medição UPF. Por fim, e em concordância com os resultados obtidos para os substratos têxteis já estudados, o corante Marinho RGB Remazol (homobifuncional - VS/VS) é o que apresenta valores de K/S mais elevados, e o corante Violeta Brilhante Remazol 5R é o que apresenta valores de K/S menos satisfatórios. Figura 35 - Fotografias das malhas tingidas Esquerda para a direita concentrações: 0.1%, 0.5%, 1.0% e 2.0%; Cima para baixo: as malhas Jersey 2372, Jersey1453, Jersey 2398 e Rib 1014. (Fonte de luz: lâmpada D65) (Fonte: Autora) 6 5 1 2 3 4 7 8 49 4.2. Avaliação das propriedades de proteção à radiação UV de Tecidos Este capítulo apresenta os valores e UPF e K/S para os tecidos apresentados no capítulo 3.1.1.2. 4.2.1. Tecidos branqueados Na tabela 23 são apresentados os valores de UPF e K/S dos tecidos branqueados de acordo com o processo apresentado em 3.2.2. Tabela 23 - Valores de UPF e K/S dos tecidos branqueados Tecidos Branqueados UPF K/S Classificação Oxfortor 12 0.49 D Alverca 9 0.58 D Bormio 11 1.24 D Ultralyc 9 0.86 D Na figura 36 são apresentados os valores dos tecidos branqueados. Figura 36 - Valores médios do UPF dos tecidos Após o processo de branqueamento pode verificar-se que todos os tecidos analisados possuem valores de UPF muito baixos, não conferindo qualquer tipo de proteção à radiação UV. Os valores obtidos de K/S são, igualmente baixos, representativos da falta de corante nos tecidos. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc UPF Tecidos Branqueados 50 4.2.2. Estudo da influência da presença de auxiliares em tecidos com branqueador ótico Neste capítulo os estudos efetuados correspondem à avaliação da variação do UPF na ausência de auxiliares de tingimento - Estudo 1 e na presença das mesmas substâncias auxiliares - Estudo 2. Na tabela 24 são apresentados os valores de UPF e K/S dos tecidos Oxfortor e Alverca utilizados de acordo com o apresentado no capítulo 3.2.3. Na figura 37 são apresentadas as fotografias dos resultados obtidos. Figura 37 - Fotografias do tecidos com e sem branqueador ótico Esquerda para a direita concentrações: 0.1%, 0.5%, 1.0% e 2.0%; Cima para baixo: tecido Oxfortor e tecido Alverca (Fonte de luz: A1 e B1-lâmpada D65; A2 e B2-lâmpada UV) (Fonte: Autora) Tabela 24 - Valores de UPF e K/S dos tecidos com e sem branqueador ótico Tecidos Oxfortor Alverca UPF K/S Class. UPF K/S Class. Concentração da solução - 0.1% Estudo - 1 10 0.71 D 9 0.86 D Estudo - 2 11 0.86 D 9 0.83 D Concentração da solução - 0.5% Estudo - 1 10 1.35 D 8 2.44 D Estudo - 2 9 2.44 D 7 2.49 D Concentração da solução – 1.0% Estudo - 1 10 1.98 D 8 4.06 D Estudo - 2 9 4.06 D 8 4.25 D Concentração da solução – 2.0% Estudo - 1 10 2.93 D 8 6.62 D Estudo - 2 10 6.62 D 8 7.83 D Na figura 38 são apresentados os valores de UPF dos tecidos estudados. Estudo 1 Estudo 2 A1 B1 A2 B2 51 Figura 38 - Valores médios do UPF dos tecidos com branqueador ótico Através da análise dos resultados obtidos, verifica-se que existem ligeiras variações quando foram aplicados produtos auxiliares nos tecidos. Estas variações não são significativas, uma vez que não alteram a classificação do valor de UPF obtido, mantendo-se sempre esta classificada como “Baixa Proteção” (0-14). Pode ainda concluir-se que, o aumento da concentração de sal, de alcali assim como de branqueador ótico, não produz alterações significativas no valor do UPF. Por outro lado, verifica-se que comparativamente com os tecidos branqueados, existe uma diminuição do valor do UPF nos tecidos quando lhes é aplicado um branqueador ótico. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 0.1 % 0.5 % 1.0 % 2.0 % UPF Estudo da influência da presença auxiliares de tingimento Oxfortor - Estudo 1 Alverca - Estudo 1 Oxfortor - Estudo 2 Alverca - Estudo 2 52 4.2.3. Estudo da influência da presença branqueador ótico em tingimento Neste capítulo, os estudos efetuados correspondem à avaliação da variação do UPF através da ausência um branqueador ótico no tingimento – Estudo 3 e na presença do mesmo – Estudo 4 (figura 39). Na tabela 25 são apresentados os valores de UPF e K/S dos tecidos apresentados na tabela 3, onde lhes foi aplicado o processo exposto no capítulo 3.2.3. Figura 39 - Tecidos tingidos com tingidos sem branqueador ótico (Estudo 3) e com branqueador ótico (Estudo 4) Esquerda para a direita concentrações: 0.1%, 0.5%, 1.0% e 2.0%; Cima para baixo: tecido Oxfortor, Alverca, Bormio e Ultralyc (Fonte de luz: A1 e B1-lâmpada D65; A2 e B2-lâmpada UV) (Fonte: Autora) Tabela 25 - Valores de UPF e K/S dos tecidos tingidos com e sem branqueador ótico Tecidos Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc UPF K/S Class. UPF K/S Class. UPF K/S Class. UPF K/S Class. Concentração da solução - 0.1% Estudo - 3 15 2.34 D 10 2.18 D 10 2.99 D 11 2.46 D Estudo - 4 12 2.46 D 10 2.17 D 11 2.89 D 11 2.43 D Concentração da solução - 0.5% Estudo - 3 28 8.99 B 17 9.17 C 17 10.42 C 16 10.18 C Estudo - 4 19 9.13 C 15 9.06 D 13 9.82 D 14 9.32 D Concentração da solução – 1.0% Estudo - 3 44 16.84 A 29 16.39 B 20 17.58 C 22 17.53 C Estudo - 4 30 15.92 B 21 16.23 C 17 18.19 C 21 17.12 C Concentração da solução – 2.0% Estudo - 3 54 28.43 A 45 29.19 A 29 32.94 B 28 32.13 B Estudo - 4 46 28.51 A 37 29.39 B 24 30.86 C 27 29.81 B Na figura 40 são apresentados os valores de UPF dos tecidos tingidos com e sem branqueador ótico. Estudo 3 Estudo 4 B2 A1 A2 B1 53 Figura 40 - Valores médios do UPF dos tecidos tingidos com e sem branqueador ótico Em ambos os estudos (3 e 4), verifica-se que para a concentração de 0.1%, os valores de UPF obtidos são classificados como “Baixa Proteção” (0-14). Para o mesmo tipo de tecido, um aumento da concentração, resulta num incremento do valor de UPF obtido. Obtiveram-se valores de proteção UPF superiores no estudo 3, onde não existiu a aplicação do branqueador ótico, em comparação com o estudo 4. Um exemplo é o tecido Oxfortor, à concentração de 0.5%, que no estudo 3 apresentou um valor de UPF de 28 classificado como “Muito Boa Proteção” (25-39), e no estudo 4 apresenta um UPF de 19, classificado apenas como “Boa Proteção” (15-24). Estes resultados indicam que a aplicação do branqueador ótico Leucophor BSB liq no tingimento, não promove um aumento dos valores UPF. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 0.1 % 0.5 % 1.0 % 2.0 % UPF Estudo da influência da presença branqueador ótico Oxfortor - Estudo 3 Alverca - Estudo 3 Bormio - Estudo 3 Ultralyc - Estudo 3 Oxfortor - Estudo 4 Alverca - Estudo 4 Bormio - Estudo 4 Ultralyc - Estudo 4 54 4.2.4. Tecidos tingidos Neste capítulo são apresentados os valores de UPF e K/S dos tecidos tingidos (tabela 26) com os corantes apresentados nos capítulos 3.1.3 e pelos processos apresentados em 3.2.4. As fotografias dos tecidos são apresentadas na figura 45. O tingimento com os corantes diretos da classe Solophenyl apresenta diversas manchas e por este motivo não são apresentados os resultados. Tabela 26 - Valores de UPF e K/S dos tecidos tingidos Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Corante UPF K/S Class. UPF K/S Class. UPF K/S Class. UPF K/S Class. % Corante - 0.1% 1 28 9.28 B 22 8.35 C 22 9.85 C 19 9.68 C 2 23 7.97 C 13 7.82 D 11 9.66 D 15 8.43 C 3 18 8.33 C 14 9.49 D 11 10.00 D 10 9.67 D 4 17 4.73 C 13 4.69 D 9 5.22 D 9 4.72 D 5 15 9.44 C 12 9.45 D 10 7.91 D 8 7.00 D 6 10 3.72 D 7 3.75 D 6 4.53 D 7 3.70 D 7 15 6.35 D 11 6.46 D 9 7.63 D 9 7.23 D 8 20 15.71 C 14 16.44 D 10 16.21 D 12 17.06 D % Corante - 0.5% 1 71 34.31 A 104 35.49 A 54 40.56 A 45 43.67 A 2 49 29.59 A 69 30.56 A 30 35.07 B 29 34.22 B 3 42 36.88 A 77 41.12 A 27 43.67 A 32 46.79 A 4 44 15.99 A 41 16.30 A 22 17.71 C 21 18.46 C 5 35 23.72 B 34 23.43 B 21 27.67 C 27 24.82 B 6 20 12.90 C 12 13.84 D 12 15.07 D 10 14.58 D 7 40 22.78 B 37 24.70 B 23 28.01 C 25 26.21 B 8 47 60.37 A 76 69.81 A 26 76.71 B 25 76.33 B % Corante – 1.0% 1 84 62.60 A 239 72.65 A 77 77.53 A 69 82.66 A 2 68 55.22 A 173 61.77 A 48 67.46 A 123 62.98 A 3 76 74.55 A 151 85.72 A 42 92.32 A 54 90.35 A 4 64 30.75 A 78 34.61 A 31 36.54 B 36 36.84 B 5 57 40.83 A 64 44.70 A 39 50.88 B 33 49.94 B 6 33 22.27 B 24 25.47 C 14 29.26 D 14 27.94 D 7 56 39.45 A 107 45.45 A 38 52.15 B 38 49.43 B 8 70 115.15 A 130 139.34 A 34 150.70 B 47 142.83 A % Corante – 2.0% 1 149 117.93 A 639 148.10 A 124 156.45 A 97 160.85 A 2 87 105.04 A 457 125.81 A 69 136.67 A 69 132.52 A 3 123 138.96 A 217 162.79 A 60 161.69 A 72 162.52 A 4 72 54.39 A 137 64.20 A 36 73.31 B 70 67.51 A 5 61 71.25 A 166 88.05 A 56 95.90 A 39 87.39 B 6 33 39.48 B 34 47.41 B 25 52.70 C 19 50.66 C 7 82 72.56 A 162 94.43 A 56 105.50 A 59 99.71 A 8 77 214.59 A 344 257.26 A 51 278.82 A 90 283.69 A 61 O corante azo não metálico com melhores resultados UPF é o corante Vermelho Everzol ED-3B (heterobifuncional - MCT/VS), ainda que o corante azo Vermelho RB Remazol 133% (heterobifuncional - MCT/VS) e o diazo Marinho RGB Remazol 150% (homobifuncional - VS/VS) apresentem resultados semelhantes. Neste tipo de tecido, também se verifica que um valor de UPF mais elevado não corresponde a um valor de K/S também elevado. Novamente é o corante Marinho RGB Remazol que apresenta o valor de K/S mais elevado e o corante Violeta Brilhante Remazol 5R o resultado menos elevado. Figura 45 - Fotografias dos tecidos tingidos Esquerda para a direita concentrações: 0.1%, 0.5%, 1.0% e 2.0%; Cima para baixo: os tecidos Oxfortor, Alverca, Bormio e Ultralyc. (Fonte de luz: lâmpada D65) (Fonte: Autora) 2 1 3 4 7 6 5 8 62 4.3. Avaliação das propriedades dos tecidos (tintos em fio) Este capítulo apresenta os resultados das características técnicas dos tecidos, valores de UPF e K/S permeabilidade ao ar e dispersão de líquidos para os tecidos apresentados no capítulo 3.1.2 que foram tingidos de acordo com os corantes apresentados no capítulo 3.1.4. 4.3.1. Tecido Alverca A tabela 27 resume as características técnicas dos tecidos Alverca (figura 46). Este tecido apresenta uma estrutura em tafetá, fio de teia em algodão, massa linear (Ne) de 80/2 e 140 Fios / ". Tabela 27 - Características técnicas dos tecidos Alverca Amostra Composição Trama Massa linear (Ne) Passagens / " Cor da teia Cor da trama 1 - 4 60Bamboo/40Algodão 20/1 74 Branco Opt, Cinza, Cinza1, Preto 1-4: Branco 1 5 - 12 60Modal/40Algodão 50/1 90 Branco Opt, Cinza, Cinza1, Preto 5-8: Preto 1 9-12: Cru 13 - 28 75Algodão/15Bamboo/ 10Modal 90 Branco Opt, Cinza, Cinza1, Preto 1-16: Branco Opt 17-20: Preto 21-24: Cinza 1 25-28: Cinza 29 - 32 60Bamboo/40Algodão 20/1 68 Branco Opt, Cinza, Cinza1, Preto 41-44: Branco 1 33 - 40 60Modal/40Algodão 50/1 83 Branco Opt, Cinza, Cinza1, Preto 33-36: Preto 1 37-40: Cru 41 - 56 75Algodão/15Bamboo/ 10Modal 83 Branco Opt, Cinza, Cinza1, Preto 41-44: Branco Opt 45-48: Preto 49-52: Cinza 1 53-56: Cinza Figura 46 - Fotografias das amostras Alverca (Fonte: Autora) 63 A figura 47 apresenta os resultados de massa por unidade de área e de espessura dos tecidos Alverca. Figura 47 - Valores médios da massa/unidade de área (○) e espessura (Δ) dos tecidos Alverca Como se pode observar na figura 47, a massa por unidade de área e espessura das amostras 1-4 e 29-32 em mistura algodão/viscose de bamboo, são significativamente mais elevadas devido ao facto dos fios de trama serem mais grossos (20 Ne), apesar de apresentarem uma contextura à trama mais baixa. É ainda possível verificar que existe um aumento da massa por unidade de área dos tecidos, com o aumento da concentração de corante utilizada no tingimento dos fios de teia (tricromias apresentadas na tabela 8). A primeira amostra de cada grupo de 4 (amostras 1, 5, 9, 13,etc.) possui fios de teia em branco ótico. As restantes amostras apresentam o fio de teia tingido com Cinza (amostra 2), Cinza1 (amostra 3) e Preto (amostra 4). Por sua vez, a concentração de corante vai aumentando desde o tingimento com o Cinza (tom mais claro), para o Preto (tom mais escuro), indicando que a concentração do corante presente no fio é um fator que pode influenciar a massa por unidade de área. 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 Espessura (mm) Massa/unidade de superfície (g/m²) Amostras ALVERCA - Massa por unidade de área / Espessura 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 74 pass/'' 100CO(80/2) / 60MD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10MD(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 68 pass/'' 100CO(80/2) / 60MD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10MD(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' 64 4.3.1.1. Fator de proteção UV do tecido Alverca (UPF) Na figura 48 são apresentados os valores médios do UPF para os tecidos Alverca. Figura 48 - Valores médios do UPF dos tecidos Alverca Através da análise da figura 48, verifica-se que quando comparámos os tecidos com diferentes contexturas, as amostras com maior número de passagens/" (1-28) possuem maior proteção. Em relação à cor, neste conjunto de amostras, apenas os tecidos com fio branco ótico à teia (amostras 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29, 33, 37, 41, 45, 49 e 53) apresentam “Baixa Proteção” (0-14). Nos tecidos com branco no fio de trama (amostras 1-4, 29-32), as amostras com fio de teia mais claro (amostras 2 e 30) apresentam o UPF classificado como “Muito Boa Proteção” (25-39), enquanto que nos tecidos com branco ótico à trama (amostras 13-16, 41-44), as amostras com fio de teia mais claro (amostras 14 e 42) apresentam UPF classificado como “Boa Proteção” (15-24). Apesar de as amostras 14 e 42 possuírem um maior número de passagens em comparação com as amostras 2 e 30, o valor de UPF é bastante inferior, podendo-se concluir que o branco ótico tem um efeito negativo na proteção à radiação UV, mas mais acentuado quando presente nos fios de teia. Nas restantes cores, o valor de UPF varia entre a classificação de “Muito Boa Proteção” (cor de fio à teia e à trama mais claros) e a “Excelente Proteção” (40-50+). 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 1 - 4 60BA/40CO(20/1) 74 pass/'' 5 - 12 60CMD/40CO(50/1) 90 pass/'' 13 - 28 75CO/15BA/10CMD(50/1) 90 pass/'' 29 - 32 60BA/40CO(20/1) 68 pass/'' 33 - 40 60CMD/40CO(50/1) 83 pass/'' 41 - 56 75CO/15BA/10CMD(50/1) 83 pass/'' UPF Alverca - UPF 65 4.3.1.2. Propriedades de transferência de ar do tecido Alverca Neste estudo foram avaliadas as propriedades de transferência de ar. Os resultados obtidos são apresentados na figura 49. Figura 49 - Valores médios da permeabilidade ao ar dos tecidos Alverca Como se pode observar, a menor contextura conduz a uma maior permeabilidade. Em relação à composição, quando comparámos as amostras em mistura Modal/Algodão e Algodão/Bamboo/Modal (amostras com a mesma massa linear, mas cores diferentes) verificámos que as amostras Modal/Algodão apresentam valores inferiores de permeabilidade ao ar. Isto poderá deverse à quantidade de água retida (Teor de humidade da fibra ( moisture regain) (%): Algodão: 8.5, Modal:11.8; Bamboo: 13) que provoca o inchamento da fibra, que por sua vez altera a porosidade, resultando numa alteração da permeabilidade ao ar. No que diz respeito à influência do corante, observa-se uma diminuição da permeabilidade ao ar com o aumento da percentagem de corante. Como observado na figura 47, a maior concentração de corante nos fios de teia conduziu a um aumento da massa por unidade de área, diminuindo a porosidade e consequentemente a permeabilidade ao ar. 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 Permeabilidade ao ar (L/m²/s) Amostras Alverca - Permeabilidade ao ar 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 74 pass/'' 100CO(80/2) / 60CMD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10CMD(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 68 pass/'' 100CO(80/2) / 60CMD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10CMD(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' 66 4.3.1.3. Propriedades de Dispersão Vertical (Wicking vertical) do tecido Alverca Os resultados do teste de dispersão vertical são apresentados na figura 50. Figura 50 - Valores médios da dispersão vertical dos tecidos Alverca As amostras possuem maior absorção maioritariamente no sentido da teia. Isto pode ser explicado pelo maior número de fios na direção da teia (mais canais) e pelos espaços entre os fios de teia serem menores do que aqueles entre os fios de trama. O movimento do líquido nos espaços vazios entre as fibras de um fio é considerado um dos mecanismos mais importantes da absorção de um tecido e este começa pelos poros menores devido à influência da ação de capilaridade. Relativamente ao efeito da contextura da trama, verifica-se que o menor número de passagens/" nas amostras de mistura Bamboo/Algodão resulta num ligeiro aumento da absorção à teia e sem diferenças significativas à trama. Nas amostras Modal/Algodão o menor número de passagens resulta numa menor absorção de água à teia (exceto amostras 38 e 39) e de forma mais evidente à trama. Nas amostras 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 Altura de absorção (cm) Amostras Alverca - Wicking vertical T: 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 74 pass/'' TR: 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 74 pass/'' T: 100CO(80/2) / 60CMD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' TR: 100CO(80/2) / 60CMD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' T: 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10CMD(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' TR: 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10CMD(50/1) / 140 fios/'' / 90 pass/'' T: 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 68 pass/'' TR: 100CO(80/2) / 60BA/40CO(20/1) / 140 fios/'' / 68 pass/'' T: 100CO(80/2) / 60CMD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' TR: 100CO(80/2) / 60CMD/40CO(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' T: 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10CMD(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' TR: 100CO(80/2) / 75CO/15BA/10CMD(50/1) / 140 fios/'' / 83 pass/'' 67 Algodão/Bamboo/Modal não parece existir uma relação direta entre a contextura à trama e a absorção. Verifica-se apenas um aumento da absorção nas amostras 45, 46, 47 e 48 com a diminuição da contextura. Em relação ao efeito do corante, é notória a menor absorção nas amostras com fio de teia Preto (amostras 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, 52 e 56), principalmente na absorção no sentido da teia. 4.3.2. Tecido Peregrine A tabela 28 resume as características técnicas dos tecidos Peregrine (figura 51). Este tecido apresenta uma estrutura em tafetá, fio de teia e fio de trama em algodão - massa linear (Ne) de 80/2 e de 38/1, respetivamente. Apresenta também, 136 Fios / ". Tabela 28 - Características técnicas dos tecidos Peregrine Amostra Passagens / " Cor da teia Cor da trama 1 - 16 83 Branco, Verde, Verde 1,Verde 3 1-4: Branco 5-8: Verde 2 9-12: Verde 1 13-16: Verde 3 1732 90 Branco, Verde, Verde 1,Verde 3 17-20: Branco 21-24: Verde 2 25-28: Verde 1 29-32: Verde 3 Figura 51 - Fotografias das amostras Peregrine (Fonte: Autora) 68 A figura 52 apresenta os resultados de massa por unidade de área e de espessura dos tecidos Peregrine. Figura 52 - Valores médios da massa/unidade de área (○) e espessura (Δ) dos tecidos Peregrine Através da análise da figura 52, verifica-se que os valores de massa por unidade de área são ligeiramente superiores nas amostras com fio à teia branco (amostras 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25 e 29) e entre os fios tingidos estes tendem a aumentar para as cores mais escuras. Estes valores também são superiores nas amostras com maior contextura (amostras 17-32). A espessura é idêntica entre todas as amostras (0.25-0.26 mm). 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0 4 8 12 16 20 24 28 32 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 Massa/unidade de área (g/m²) Amostras Espessura (mm) Peregrine - Massa por unidade de área / Espessura 100CO(80/2) / 100CO(38/1) / 136 fios/'' / 83 pass/'' 100CO(80/2) / 100CO(38/1) / 136 fios/'' / 90 pass/'' 69 4.3.2.1. Fator de proteção UV do tecido Peregrine (UPF) Os valores médios de proteção UV do tecido Peregrine, são apresentados na figura 53. Figura 53 - Valores médios do UPF dos tecidos Peregrine Como se pode observar figura 53, comparando as amostras com diferentes contexturas, observa-se que as amostras com maior número de passagens/" (amostras 17-32) possuem maior proteção. Em relação à cor (tricromias apresentadas na tabela 9), neste conjunto de amostras, apenas os tecidos com fio Branco à teia (amostras 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25 e 29) apresentam um UPF classificado como “Baixa Proteção” (0-14) ou “Boa Proteção” (15-24). Nas restantes amostras, o valor de UPF obtido é classificado é Excelente “Proteção” (40-50+). Verifica-se também que, a cor dos fios de teia têm um maior efeito sobre o UPF. Por exemplo, nas amostras 2, 3, 4 e 18, 19 e 20 o fio de trama é branco, no entanto o UPF obtido é classificado como “Excelente Proteção”. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 1 - 16 100CO(38/1) 83 pass/'' 17 - 32 100CO(38/1) 90 pass/'' UPF Peregrine - UPF 70 4.3.2.2. Propriedades de transferência do tecido Peregrine Os valores médios de permeabilidade ao ar são apresentados na figura 54. Figura 54 - Valores médios da permeabilidade ao ar dos tecidos Peregrine Para os tecidos Peregrine, observa-se que os tecidos com maior contextura (amostras 17-32) apresentam valores menores de permeabilidade. Relativamente ao efeito da cor, as amostras com fio de teia na cor mais escura (Verde 3) possuem menor permeabilidade (amostras 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28 e 32). 0 10 20 30 40 50 60 70 80 04812 16 20 24 28 32 Permeabilidade ao ar (L/m²/s) Amostras Peregrine - Permeabilidade ao ar 100CO(80/2) / 100CO(38/1) / 136 fios/'' / 83 pass/'' 100CO(80/2) / 100CO(38/1) / 136 fios/'' / 90 pass/'' 77 4.3.4. Tecido Wintwill A tabela 30 resume as características técnicas dos tecidos Wintwill (figura 61), descritas mais detalhadamente no capítulo 3.1.2. Este tecido apresenta fio de teia e trama em algodão e massa linear (Ne) de 100/2. Tabela 30 - Características técnicas dos tecidos Wintwill Amostra Estrutura Fios / " Passagens / " Cor da teia Cor da trama 1 - 16 Sarja 2/1 154 114 Branco Opt, Azul Opt, Azul, Azul 1 1-4: Azul 1 5-8: Azul 9-12: Azul Opt 13-16: Branco Opt 17 - 32 106 Branco Opt, Azul Opt, Azul, Azul 1 17-20: Azul 1 21-24: Azul 25-28: Azul Opt 29-32: Branco Opt 33 - 48 Tafetá 150 93 Branco Opt, Azul Opt, Azul, Azul 1 33-36: Branco Opt 37-40: Azul Opt 41-44: Azul 45-48: Azul 1 49 - 64 98 Branco Opt, Azul Opt, Azul, Azul 1 49-52: Branco Opt 53-56: Azul Opt 57-60: Azul 61-64: Azul 1 Figura 61 - Fotografias das amostras Wintwill A figura 62 apresenta os resultados de massa por unidade de área e de espessura dos tecidos Wintwill. 78 Figura 62 - Valores médios da massa/unidade de área (○) e espessura (Δ) dos tecidos Wintwill Como se pode observar na figura 62, uma diminuição no número de passagens/" conduz a um ligeiro decréscimo da massa por unidade de área. Relativamente ao efeito da cor (tricromias apresentadas na tabela 11), observa-se uma ligeira diminuição na massa para o azul ótico à teia (Azul Opt – segunda amostra de cada grupo de 4) e um aumento da massa com o aumento da concentração de corante para as restantes cores (Azul e Azul 1). 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 60 64 Espessura (mm) Massa/unidade de área (g/m²) Amostras Wintwill - Massa por unidade de área / Espessura Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 114 pass/'' Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 106 pass/'' Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 93 pass/'' Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 98 pass/'' 79 4.3.4.1. Fator de proteção UV do tecido Wintwill (UPF) Os valores médios do UPF para os tecidos Wintwill são apresentados na figura 63. Figura 63 - Valores médios do UPF dos tecidos Wintwill Como se pode verificar figura 63, relativamente ao efeito da contextura na proteção UV, verifica-se que uma ligeira diminuição da proteção com a diminuição do número de passagens/". Em relação ao efeito da cor, é bastante evidente o efeito negativo do ótico na proteção UV, sendo que a cor à teia tem uma maior influência em relação à cor da trama, devido à maior quantidade de número de fios. As amostras com fio Branco Ótico à teia e à trama são as amostras que possuem os valores mais baixos de UPF (amostras 13, 29, 33 e 49) sendo classificado como “Baixa Proteção” (014). Seguindo-se as amostras com fio Branco Ótico à teia e Azul Ótico à trama (amostras 9, 25, 37 e 53), que também obtém valores de UPF classificados como “Baixa Proteção”. Quando se inverte a posição da cor nos fios (Azul Ótico à teia e Branco Ótico à trama, amostras 14, 30, 34 e 50), verifica-se novamente a obtenção de valores UPF classificados como “Baixa Proteção”. Nos tecidos de Sarja, as amostras 2 e 18, com Azul Ótico à teia e com o Azul mais escuro à trama (Azul 1) obtém valores de UPF classificados como “Excelente Proteção” (40-50+). Nas amostras 6 e 22, 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 1 - 16 Sarja 2/1 114 pass/'' 17 - 32 Sarja 2/1 106 pass/'' 33 - 48 Tafetá 93 pass/'' 49 - 64 Tafetá 98 pass/'' UPF Wintwill - UPF 80 com Azul Ótico à teia e o Azul mais claro o UPF obtido é classificado como “Muito Boa Proteção” (2539). Nos tecidos Tafetá, com Azul Ótico à teia e com o Azul 1 no fio de trama (amostras 46 e 62) obtémse um UPF classificado como “Muito Boa Proteção” e com a mesma cor à teia mas com o Azul mais claro no fio de trama (amostras 42 e 58) a proteção UPF alcançada é apenas classificada como “Boa Proteção” (15-24). Dentro dos tecidos com Branco Ótico no fio de trama, apenas as amostras 15, 32, 36 e 52, ou seja, com o fio mais escuro à teia, possuem proteção UPF classificada como “Excelente Proteção”. As restantes as amostras com as cores Azul e o Azul 1, quer na teia como na trama, possuem proteção UPF classificada como “Excelente Proteção” (amostras 3, 4, 7, 8, 19, 20, 23, 24, 43, 44, 47, 48, 59, 60, 63 e 64). 4.3.4.2. Propriedades de transferência de ar do tecido Wintwill Os resultados de permeabilidade ao ar obtidos para os tecidos Wintwill são apresentados na figura 64. Figura 64 - Valores médios da permeabilidade ao ar dos tecidos Wintwill 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 60 64 Permeabilidade ao ar (L/m²/s) Amostras Wintwill - Permeabilidade ao ar Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 114 pass/'' Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 106 pass/'' Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 93 pass/'' Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 98 pass/'' 81 Como se pode verificar, tecidos com menor número de passagens/" apresentam maior permeabilidade ao ar. As amostras que contém um fio Azul 1 (azul de tom mais escuro) apresentam uma permeabilidade ao ar consideravelmente mais baixa comparativamente com as amostras que apresentam o Azul mais claro (amostras 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, 52, 56, 60 e 64). 4.3.4.3. Propriedades de Dispersão Vertical (Wicking vertical) do tecido Wintwill Os resultados da absorção vertical obtidos nos tecidos Wintwill são apresentados na figura 65. Figura 65 - Valores médios da dispersão vertical dos tecidos Wintwill Tal como nos tecidos analisados anteriormente, também nos tecidos Wintwill se pode observar que é no sentido da teia onde se verifica uma maior absorção, como consequência da presença de maior numero de fios. Em relação ao efeito do corante, nos tecidos Sarja as amostras com fio Branco Ótico no fio de teia apresentam valores mais elevados de absorção, tanto no sentido da teia como no sentido da trama (amostras 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25 e 29). 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 6 04812 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 56 60 64 Altura de absorção (cm) Amostras Wintwill - Wicking vertical T: Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 114 pass/'' TR: Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 114 pass/'' T: Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 106 pass/'' TR: Sarja 2/1 / 100CO(100/2) / 154 fios/'' / 106 pass/'' T: Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 93 pass/'' TR: Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 93 pass/'' T: Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 98 pass/'' TR: Tafetá / 100CO(100/2) / 150 fios/'' / 98 pass/'' 82 Por outro lado, nos tecidos Tafetá existem diferenças mais evidentes entre a absorção nos fios de teia e nos fios de trama. As amostras que apresentam maior absorção no sentido da teia são as que apresentam fio Azul 1 (azul mais escuro, amostras 36, 40, 44, 48, 52, 56, 60 e 64). 4.3.5. Tecido Winston A tabela 31 resume as características técnicas dos tecidos Winston (figura 66). Este tecido apresenta uma estrutura em tafetá, fio de teia e trama em algodão e massa linear (Ne) de 100/2 e 212 Fios / ". Tabela 31 - Características técnicas dos tecidos Winston Amostra Passagens / " Cor da teia Cor da trama 1 - 16 100 Branco Opt, Laranja, Telha, Vinho 1-4: Vinho 5-8: Telha 9-12: Branco Opt 13-16: Laranja 1732 90 Branco Opt, Laranja, Telha, Vinho 17-20: Vinho 21-24: Telha 25-28: Laranja 29-32: Branco Opt Figura 66 - Fotografias das amostras Winston A figura 67 apresenta os resultados de massa por unidade de área e de espessura dos tecidos Winston. 83 Figura 67 - Valores médios da massa/unidade de área (○) e espessura (Δ) dos tecidos Winston Pode verificar-se na figura 67 que os resultados de massa por unidade de área deste tecido são ligeiramente inferiores nas amostras com menor número de passagens/" (amostras 17-32). Relativamente à espessura, não existem diferenças significativas entre os tecidos com diferentes contexturas. Observa-se que a massa por unidade de área tende a aumentar ligeiramente para as cores mais escuras - conjunto de amostras (2,3,4), (6,7,8), e assim sucessivamente, correspondendo às cores Laranja (cor mais clara), Telha (cor intermédia) e Vinho (cor mais escura). 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0 4 8 12 16 20 24 28 32 Espessura (mm) Massa/unidade de área (g/m²) Amostras Winston - Massa por unidade de área / Espessura 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 100 pass/'' 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 90 pass/'' 84 4.3.5.1. Fator de proteção UV do tecido Winston (UPF) Na figura 68 são apresentados os valores médios do UPF para os tecidos Winston. Figura 68 - Valores médios do UPF dos tecidos Winston Como se pode observar na figura 68, os tecidos Winston que apresentam, de forma geral, melhor proteção UPF são as amostras que apresentam maior número de passagens/" (amostras 1-16). No entanto, a cor dos fios de teia é a variável que mais influencia o fator de proteção UPF. Neste conjunto de amostras, apenas os tecidos com fio Branco ótico à teia (amostras 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25 e 29) apresentam valores UPF classificados como “Baixa Proteção” (0-14). Nas restantes cores (tricromias apresentadas na tabela 12), o valor de UPF é classificado como “Excelente” (40-50+), mesmo para as amostras compostas com Branco Ótico no fio de trama (amostras 10, 11, 12, 30, 31 e 32). Quantitativamente é possível verificar que, as amostras que proporcionam valores mais elevados de UPF, são as que contém no fio de teia ou de trama a cor mais escura – cor Vinho. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 1 - 16 100 pass/'' 17 - 32 90 pass/'' UPF Winston - UPF 85 4.3.5.2. Propriedades de transferência de ar do tecido Winston Os resultados de permeabilidade ao ar obtidos para os tecidos Winston são apresentados na figura 69. Figura 69 - Valores médios da permeabilidade ao ar dos tecidos Winston Como se pode observar na figura 69, os tecidos com menor número de passagens/"(amostras 1732) apresentam maior permeabilidade ao ar. Relativamente à cor dos fios, verifica-se que as amostras com as cores mais escuras à trama (Vinho e Telha) possuem valores mais elevados de permeabilidade (amostras 1-8 e 17-24). Por outro lado, nas amostras com cor Laranja à trama a permeabilidade é menor (amostras 13-16, 25-28). 0 10 20 30 40 50 60 70 80 0 4 8 12 16 20 24 28 32 Permeabilidade ao ar (L/m²/s) Amostras Winston - Permeabilidade ao ar 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 100 pass/'' 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 90 pass/'' 86 4.3.5.3. Propriedades de Dispersão Vertical (Wicking vertical) do tecido Winston Os resultados da dispersão vertical obtidos para os tecidos Winston são apresentados na figura 70. Figura 70 - Valores médios da dispersão vertical dos tecidos Winston Como se pode observar na figura 70, todas as amostras apresentam nitidamente uma absorção mais elevada no sentido da teia, como consequência do maior número de fios. Relativamente ao efeito do corante, verifica-se que as amostras com o fio mais escuro à teia (cor Vinho) são as que apresentam menor absorção (amostras 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28 e 32). E, por outro lado, a cor intermédia (Telha) é a que apresenta a maior absorção (amostras 3, 7, 11, 19, 23 e 27). 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 0 4 8 12 16 20 24 28 32 Altura de absorção (cm) Amostras Winston - Wicking vertical T: 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 100 pass/'' TR: 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 100 pass/'' T: 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 90 pass/'' TR: 100CO(120/2) / 212 fios/'' / 90 pass/'' 93 Referências Ahmad, H. S., & Jamshaid, H. (2019). Development of thermo-physiologically Comfortable Knit Structure for Sports Application. 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Coordenadas CIElab dos tecidos tingidos sem branqueador ótico Tecidos tingidos sem Leucophor BSB liq Concentração de corante (%) L* a* b* C* h Oxfortor 0.1 84.90 -1.55 -7.37 7.53 258.16 0.5 72.62 -0.41 -20.1 20.11 268.84 1.0 65.20 0.49 -25.0 25.01 271.13 2.0 58.35 1.21 -28.72 28.75 272.41 Alverca 0.1 85.54 -2.03 -6.36 6.68 252.33 0.5 72.54 -1.03 -19.93 19.96 267.03 1.0 65.65 0.12 -25.04 25.04 270.27 2.0 58.06 1.27 -29.46 29.49 272.48 Bormio 0.1 83.77 -2.89 -3.45 4.50 230.07 0.5 71.32 -2.32 -17.64 17.79 262.5 1.0 64.86 -0.83 -23.33 23.34 267.96 2.0 56.54 0.23 -28.63 28.63 270.47 Ultralyc 0.1 84.91 -2.50 -5.42 5.97 245.22 0.5 71.57 -1.74 -20.19 20.27 265.08 1.0 64.98 -0.36 -25.35 25.35 269.18 2.0 56.96 0.80 -30.03 30.04 271.53 Tabela 36 - Coordenadas CIElab dos tecidos tingidos com branqueador ótico Tecidos tingidos com Leucophor BSB liq Concentração de corante (%) L* a* b* C* h Oxfortor 0.1 85.32 1.31 -18.24 18.29 274.12 0.5 73.44 3.31 -30.22 30.40 276.25 1.0 67.08 3.87 -33.66 33.88 276.56 2.0 59.69 3.63 -36.27 36.45 275.71 Alverca 0.1 86.02 0.69 -15.54 15.56 272.55 0.5 73.60 2.23 -29.08 29.17 274.39 1.0 66.86 2.83 -32.79 32.91 274.93 2.0 59.23 2.65 -35.24 35.34 274.30 Bormio 0.1 83.95 -0.80 -10.38 10.42 265.59 0.5 72.36 0.74 -24.40 24.41 271.74 1.0 65.31 1.79 -30.71 30.76 273.34 2.0 58.42 2.27 -33.92 34.00 273.82 Ultralyc 0.1 85.00 -0.61 -11.52 11.54 266.96 0.5 73.05 1.51 -26.91 26.95 273.22 1.0 66.13 2.30 -31.96 32.04 274.11 2.0 58.74 3.00 -34.93 35.06 274.91 101 Tabela 37 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Azul Novacron EC-R Azul Novacron EC-R Concentração de corante (%) L* a* b* C* h Jersey 2372 0.1 71.23 -4.45 -18.12 18.66 256.19 0.5 53.56 -3.73 -25.41 25.68 261.64 1.0 45.17 -2.88 -27.85 28.00 264.10 2.0 36.34 -0.90 -29.93 29.94 268.28 Jersey 1453 0.1 72.77 -4.14 -17.32 17.81 256.55 0.5 56.08 -3.86 -24.19 24.50 260.95 1.0 47.04 -3.08 -27.22 27.40 263.54 2.0 37.86 -1.30 -28.74 28.77 267.40 Jersey 2398 0.1 71.79 -4.18 -17.55 18.04 256.61 0.5 54.41 -3.77 -24.74 25.03 261.35 1.0 45.59 -2.82 -27.82 27.96 264.22 2.0 36.05 -0.77 -29.37 29.38 268.49 Rib 1016 0.1 71.23 -4.43 -18.19 18.72 256.32 0.5 53.33 -3.47 -25.09 25.32 262.13 1.0 45.23 -2.77 -27.23 27.37 264.20 2.0 35.90 -0.95 -28.78 28.80 268.11 Oxfortor 0.1 72.73 -4.51 -16.53 17.14 254.73 0.5 56.07 -4.20 -24.74 25.09 260.37 1.0 47.60 -3.34 -27.74 27.94 263.14 2.0 38.67 -1.41 -29.63 29.66 267.27 Alverca 0.1 73.88 -4.73 -16.27 16.95 253.79 0.5 55.61 -4.21 -25.49 25.84 260.62 1.0 45.55 -2.95 -29.00 29.15 264.20 2.0 35.66 -0.04 -31.19 31.19 269.93 Bormio 0.1 72.24 -5.69 -14.36 15.45 248.37 0.5 53.75 -4.51 -25.00 25.40 259.77 1.0 44.60 -3.14 -28.32 28.50 263.67 2.0 34.82 -0.04 -30.51 30.51 269.92 Ultralyc 0.1 72.30 -5.18 -16.69 17.48 252.75 0.5 52.66 -3.84 -26.26 26.54 261.69 1.0 43.67 -2.56 -29.03 29.15 264.96 2.0 34.41 0.20 -30.52 30.52 270.37 102 Tabela 38 - Coordenadas CIElab de materiais tingidos com Azul Sumifix Supra BRF 135% Azul Sumifix Supra BRF 135% Concentração de corante (%) L* a* b* C* h Jersey 2372 0.1 73.12 -4.44 -17.97 18.51 256.11 0.5 55.65 -3.72 -25.53 25.80 261.70 1.0 46.98 -2.97 -28.23 28.38 264.00 2.0 37.56 -0.96 -30.29 30.31 268.18 Jersey 1453 0.1 74.12 -4.27 -17.43 17.94 256.23 0.5 57.65 -3.90 24.43 24.74 260.94 1.0 49.15 -3.25 -27.44 27.63 263.24 2.0 39.10 -1.20 -30.08 30.10 267.72 Jersey 2398 0.1 72.80 -4.18 -17.86 18.34 256.82 0.5 55.97 -3.81 -24.89 25.18 261.29 1.0 47.22 -3.00 -27.75 27.92 263.83 2.0 37.85 -0.99 -29.85 29.87 268.10 Rib 1016 0.1 72.78 -4.50 -18.23 18.78 256.13 0.5 55.72 -3.50 -25.05 25.29 262.04 1.0 47.81 -2.94 -27.43 27.58 263.87 2.0 38.13 -1.08 -29.61 29.63 267.92 Oxfortor 0.1 74.55 -4.65 -15.85 16.52 253.66 0.5 58.36 -4.35 -23.77 24.16 259.63 1.0 49.63 -3.69 -27.13 27.38 262.26 2.0 40.60 -2.00 -29.55 29.62 266.13 Alverca 0.1 74.74 -4.96 -15.99 16.75 252.77 0.5 57.92 -4.36 -24.73 25.11 260.01 1.0 48.11 -3.36 -28.62 28.81 263.30 2.0 38.23 -0.88 -31.30 31.31 268.38 Bormio 0.1 72.67 -5.93 -14.18 15.37 247.32 0.5 56.06 -4.83 -23.99 24.47 258.63 1.0 46.86 -3.65 -27.93 28.17 262.55 2.0 37.00 -0.79 -30.66 30.67 268.53 Ultralyc 0.1 73.95 -5.01 -16.43 17.18 253.05 0.5 56.35 -4.38 -25.10 25.48 260.10 1.0 47.86 -3.40 -28.74 28.94 263.25 2.0 37.39 -0.75 -30.71 30.72 268.60 109 Resultados UPF Tabela 45 - Transmitância da RUV em materiais branqueados Substratos branqueados Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 12.03 14.96 13.47 17.78 24.24 17.79 23.66 32.46 UVB 6.96 9.77 8.29 9.28 16.06 9.82 15.00 24.44 UVR 10.86 13.75 12.28 13.51 22.35 15.96 21.66 30.63 UPF 12 9 11 10 6 9 6 4 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 87.97 85.04 86.53 85.22 75.76 82.21 76.34 67.54 % Bloqueio UVB 93.04 90.23 91.71 90.72 83.94 90.18 85.00 75.56 % Bloqueio UVR 89.14 86.25 87.72 86.49 77.65 84.04 78.34 69.37 Ensaio 2 UVA 12.32 14.70 12.61 14.97 25.91 18.17 24.43 30.80 UVB 7.21 9.46 7.38 9.48 17.22 9.84 15.77 22.93 UVR 11.15 13.49 11.41 13.70 23.89 16.25 22.41 28.96 UPF 12 9 12 9 5 9 6 4 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 87.68 85.30 87.39 85.03 74.09 81.83 75.57 69.20 % Bloqueio UVB 92.79 90.54 92.62 90.52 82.78 90.16 84.23 77.07 % Bloqueio UVR 88.85 86.51 88.59 86.30 74.11 83.75 77.60 71.04 Ensaio 3 UVA 12.60 14.41 13.25 14.92 25.82 19.69 21.33 32.04 UVB 7.62 9.29 8.07 9.44 17.41 11.35 12.31 24.09 UVR 11.45 13.22 12.06 13.66 23.88 17.77 19.26 30.20 UPF 12 10 11 9 5 8 7 4 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 87.40 85.59 86.75 85.08 74.18 80.31 78.67 67.96 % Bloqueio UVB 92.38 90.71 91.93 90.56 82.59 88.65 87.69 75.91 % Bloqueio UVR 88.55 86.78 87.94 86.34 76.12 82.23 80.74 69.80 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 110 Tabela 46 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico sem agentes auxiliares Branqueamento Sem Auxiliares Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Oxfortor Alverca Oxfortor Alverca Oxfortor Alverca Concentração 0.1% 0.5% 1.0% 2.0% UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 12.28 13.11 10.72 12.86 10.05 12.21 9.28 12.24 UVB 9.81 10.64 10.42 12.47 10.61 12.80 10.40 13.53 UVR 11.70 12.54 10.64 12.76 10.17 12.34 9.54 12.53 UPF 10 9 10 8 10 8 10 8 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 87.72 86.89 89.28 87.14 89.95 87.79 90.72 87.76 % Bloqueio UVB 90.19 89.36 89.58 87.53 89.39 87.20 89.60 86.47 % Bloqueio UVR 88.30 87.46 89.36 87.24 89.83 87.66 90.46 87.47 Ensaio 2 UVA 11.39 13.81 11.04 13.18 10.39 12.58 9.34 11.64 UVB 8.91 11.29 10.62 12.79 10.87 13.19 10.45 12.87 UVR 10.81 13.22 10.94 13.09 10.49 12.71 9.60 11.92 UPF 11 8 9 8 9 8 10 8 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 88.61 86.19 88.96 86.82 89.61 87.42 90.66 88.36 % Bloqueio UVB 91.09 88.71 89.38 87.21 89.13 86.81 89.55 87.13 % Bloqueio UVR 89.19 86.78 89.06 86.91 89.51 87.29 90.40 88.08 Ensaio 3 UVA 11.57 13.94 10.40 12.48 10.31 12.57 10.27 11.91 UVB 9.12 11.31 10.06 12.11 10.82 13.12 11.57 13.27 UVR 11.00 13.32 10.32 12.39 10.42 12.69 10.57 12.22 UPF 10 8 10 8 9 8 9 8 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 88.43 86.06 89.60 87.52 89.69 87.43 89.73 88.09 % Bloqueio UVB 90.88 88.69 89.94 87.89 89.18 86.88 88.43 86.73 % Bloqueio UVR 89.00 86.68 89.68 87.61 89.58 87.31 89.43 87.78 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 111 Tabela 47 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico com agentes auxiliares Branqueamento Com Auxiliares Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Oxfortor Alverca Oxfortor Alverca Oxfortor Alverca Concentração 0.1% 0.5% 1.0% 2.0% UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 10.46 12.78 11.04 12.43 10.25 11.16 8.82 10.71 UVB 8.42 11.29 11.57 13.62 10.93 13.20 10.93 13.14 UVR 9.99 12.42 11.15 12.70 10.40 11.63 9.31 11.27 UPF 11 9 9 7 9 8 10 8 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 89.54 87.22 88.96 87.57 89.75 88.84 91.18 89.29 % Bloqueio UVB 91.58 88.71 88.43 86.38 89.07 86.80 89.07 86.86 % Bloqueio UVR 90.01 87.58 88.85 87.30 89.60 88.37 90.69 88.73 Ensaio 2 UVA 11.47 13.54 10.25 12.61 9.25 11.62 8.71 10.81 UVB 9.50 11.89 10.93 13.77 11.05 13.78 10.7 13.20 UVR 11.00 13.15 10.40 12.87 9.66 12.11 9.18 11.36 UPF 10 8 9 7 9 8 10 8 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 88.53 86.46 89.75 87.39 90.75 88.38 91.29 89.19 % Bloqueio UVB 90.50 88.11 89.07 86.23 88.95 86.22 89.26 86.80 % Bloqueio UVR 89.00 86.85 89.60 87.13 90.34 87.89 90.82 88.64 Ensaio 3 UVA 10.96 13.75 10.50 12.77 9.42 11.65 9.06 10.75 UVB 9.06 12.03 11.27 13.86 11.17 13.76 11.16 13.18 UVR 10.51 13.34 10.68 13.01 9.82 12.13 9.54 11.30 UPF 11 8 9 7 9 8 9 8 Classificação D D D D D D D D % Bloqueio UVA 89.04 86.25 89.50 87.23 90.58 88.35 90.94 89.25 % Bloqueio UVB 90.94 87.97 88.73 86.14 88.83 86.24 88.84 86.82 % Bloqueio UVR 89.49 86.66 89.32 86.99 90.18 87.87 90.46 88.70 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 112 Tabela 48 - Transmitância da RUV em tecidos sem branqueador ótico a 0.1% e 0.5% Tingimento Sem Leucophor BSB Liq Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Concentração 0.1% 0.5% UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 10.33 13.81 13.86 12.95 6.83 10.23 9.76 10.36 UVB 5.63 8.83 8.68 7.86 2.89 5.22 4.72 5.59 UVR 9.25 12.65 12.66 11.77 5.93 9.06 8.59 9.26 UPF 15 10 10 11 28 16 17 15 Classificação C D D D B C C C % Bloqueio UVA 89.67 86.19 86.14 87.05 93.17 89.77 90.24 89.65 % Bloqueio UVB 94.37 91.17 91.32 92.14 97.11 94.78 95.28 94.41 % Bloqueio UVR 90.75 87.35 87.34 88.23 94.07 90.94 91.41 90.74 Ensaio 2 UVA 10.87 13.67 14.38 13.24 7.02 10.09 10.35 10.31 UVB 6.01 8.60 9.11 8.14 3.15 4.94 5.11 5.49 UVR 9.75 12.49 13.16 12.06 6.13 8.90 9.14 9.20 UPF 14 10 10 11 26 17 16 16 Classificação D D D D B C C C % Bloqueio UVA 89.13 86.33 85.62 86.76 92.98 89.91 89.65 89.69 % Bloqueio UVB 93.99 91.40 90.89 91.86 96.85 95.06 94.89 94.51 % Bloqueio UVR 90.25 87.51 86.84 87.94 93.87 91.10 90.86 90.80 Ensaio 3 UVA 10.61 12.82 14.12 12.64 6.73 10.304 9.87 10.01 UVB 5.69 7.79 8.80 7.66 2.79 4.94 4.73 5.29 UVR 9.47 11.65 12.89 11.49 5.83 8.86 8.68 8.92 UPF 15 11 10 11 29 17 17 16 Classificação D D D D B C C C % Bloqueio UVA 89.39 87.18 85.88 87.36 93.27 89.96 90.13 89.99 % Bloqueio UVB 94.31 92.21 91.20 92.34 97.21 95.06 95.27 94.71 % Bloqueio UVR 90.53 88.35 87.11 88.51 94.17 91.14 91.32 91.08 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 113 Tabela 49 - Transmitância da RUV em tecidos sem branqueador ótico a 1.0% e 2.0% Tingimento Sem Leucophor BSB Liq Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Concentração 1.0% 2.0% UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 4.71 7.56 9.29 8.36 3.70 4.75 6.34 6.29 UVB 1.78 3.14 4.45 4.11 1.69 1.70 2.76 2.93 UVR 4.04 6.54 8.17 7.38 3.24 4.05 5.51 5.52 UPF 44 25 19 20 50 45 29 28 Classificação A B C C A A B B % Bloqueio UVA 95.29 92.44 90.71 91.64 96.30 95.25 93.66 93.71 % Bloqueio UVB 98.22 96.86 95.55 95.89 98.31 98.30 97.25 97.07 % Bloqueio UVR 95.96 93.46 91.83 92.62 96.76 95.95 94.49 94.48 Ensaio 2 UVA 4.04 6.67 8.83 8.00 3.17 4.67 6.34 6.08 UVB 1.32 2.69 4.06 3.81 1.33 1.61 2.76 2.74 UVR 3.42 5.75 7.73 7.03 2.75 3.97 5.51 5.31 UPF 57 29 20 22 62 47 29 30 Classificação A B C C A A B B % Bloqueio UVA 95.96 93.33 91.17 92.00 96.83 95.33 93.66 93.92 % Bloqueio UVB 98.68 97.31 95.94 96.19 98.67 98.39 97.25 97.26 % Bloqueio UVR 96.58 94.25 92.27 92.97 97.25 96.03 94.49 94.69 Ensaio 3 UVA 4.78 6.68 6.13 8.13 3.54 5.32 6.23 6.50 UVB 1.84 2.78 2.50 3.85 1.54 1.89 2.60 3.15 UVR 4.11 5.78 5.29 7.15 3.08 4.53 5.39 5.73 UPF 43 29 32 22 54 40 31 27 Classificação A B B C A A B B % Bloqueio UVA 95.22 93.32 93.87 91.87 96.46 94.68 93.77 93.50 % Bloqueio UVB 98.16 97.22 97.50 96.15 98.46 98.11 97.40 96.85 % Bloqueio UVR 95.89 94.22 94.71 92.85 96.92 95.47 94.61 94.27 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 114 Tabela 50 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico a 0.1% e 0.5% Tingimento Com Leucophor BSB Liq Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Concentração 0.1% 0.5% UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 10.98 12.97 11.86 12.72 6.82 9.40 10.25 10.22 UVB 7.63 9.40 7.98 8.34 4.35 6.18 7.09 6.73 UVR 10.20 12.13 10.96 11.70 6.24 8.64 9.51 9.40 UPF 12 10 11 11 21 15 13 13 Classificação D D D D C D D D % Bloqueio UVA 89.02 87.03 88.14 87.28 93.18 90.60 89.75 89.78 % Bloqueio UVB 92.37 90.60 92.02 91.66 95.65 93.82 92.91 93.27 % Bloqueio UVR 89.80 87.87 89.04 88.30 93.76 91.36 90.49 90.60 Ensaio 2 UVA 11.59 12.90 11.90 12.27 7.61 9.33 9.64 10.29 UVB 8.34 9.50 7.83 7.87 4.88 6.19 6.56 6.61 UVR 10.83 12.10 10.96 11.25 6.97 8.59 8.92 9.43 UPF 11 10 12 11 19 15 14 14 Classificação D D D D C D D D % Bloqueio UVA 88.41 87.10 88.10 87.73 92.39 90.67 90.36 89.71 % Bloqueio UVB 91.66 90.50 92.17 92.13 95.12 93.81 93.44 93.39 % Bloqueio UVR 89.17 87.90 89.04 88.75 93.03 91.41 91.08 90.57 Ensaio 3 UVA 10.94 13.09 12.57 12.27 7.28 9.33 10.16 10.11 UVB 7.61 9.76 8.38 7.85 4.77 6.28 7.08 6.50 UVR 10.17 12.31 11.60 11.25 6.69 8.61 9.44 9.26 UPF 12 9 11 11 19 14 13 14 Classificação D D D D C D D D % Bloqueio UVA 89.06 86.91 87.43 87.73 92.72 90.67 89.84 89.89 % Bloqueio UVB 92.39 90.24 91.62 92.15 95.23 93.72 92.92 93.50 % Bloqueio UVR 89.83 87.69 88.40 88.75 93.31 91.39 90.56 90.74 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 115 Tabela 51 - Transmitância da RUV em tecidos com branqueador ótico a 1.0% e 2.0% Tingimento Com Leucophor BSB Liq Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Concentração 1.0% 2.0% UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 4.71 6.46 7.48 7.18 3.58 4.09 5.92 5.19 UVB 3.06 4.19 4.82 4.25 2.38 2.32 4.28 3.20 UVR 4.33 5.90 6.86 6.49 3.30 3.67 5.53 4.72 UPF 30 21 19 21 38 37 21 27 Classificação B C C C B B C B % Bloqueio UVA 95.29 93.57 92.52 92.82 96.42 95.91 94.08 94.81 % Bloqueio UVB 96.94 95.81 95.18 95.75 97.62 97.68 95.72 96.80 % Bloqueio UVR 95.67 94.10 93.14 93.51 96.70 96.33 94.47 95.28 Ensaio 2 UVA 4.60 6.68 8.68 7.45 3.05 4.19 5.39 5.18 UVB 2.89 4.10 5.83 4.32 1.99 2.46 3.84 3.28 UVR 4.20 6.07 8.01 6.70 2.80 3.78 5.02 4.73 UPF 31 22 16 20 46 32 24 27 Classificação B C C C A B C B % Bloqueio UVA 95.40 93.32 91.32 92.57 96.95 95.81 94.61 94.82 % Bloqueio UVB 97.11 95.90 94.17 95.68 98.01 97.54 96.16 96.73 % Bloqueio UVR 95.80 93.93 91.99 93.90 97.20 96.22 94.98 95.27 Ensaio 3 UVA 5.19 6.78 8.00 6.90 2.97 4.07 5.14 4.84 UVB 3.40 4.25 5.15 3.96 1.98 2.33 3.46 2.96 UVR 4.77 6.19 7.34 6.21 2.74 3.66 4.74 4.39 UPF 27 21 17 22 47 37 26 30 Classificação B C C C A B B B % Bloqueio UVA 94.81 93.22 92.00 93.10 97.03 95.93 94.86 95.16 % Bloqueio UVB 96.60 95.75 94.85 96.04 98.02 97.67 96.54 97.04 % Bloqueio UVR 95.23 93.81 92.66 93.79 97.26 96.34 95.26 95.61 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 116 Tabela 52 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 0.1% Azul Novacron EC-R Concentração 0.1% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 6.68 8.40 7.97 9.49 11.43 9.78 7.23 13.03 UVB 3.14 3.77 3.64 4.51 5.46 3.87 3.14 7.00 UVR 5.89 7.36 7.00 8.37 10.09 8.46 6.32 11.68 UPF 27 22 23 19 16 21 27 13 Classificação B C C C C C B A % Bloqueio UVA 93.32 91.60 92.03 90.51 88.57 90.22 92.77 86.97 % Bloqueio UVB 96.87 96.23 96.36 95.49 94.54 96.13 96.86 93.00 % Bloqueio UVR 94.11 92.64 93.00 91.63 89.91 91.54 93.68 88.32 Ensaio 2 UVA 6.37 8.50 8.24 9.61 11.37 9.38 7.98 10.75 UVB 2.81 4.01 3.83 4.58 5.44 3.48 3.50 5.65 UVR 5.57 7.49 7.25 8.48 10.04 8.06 6.98 9.61 UPF 30 21 22 19 16 23 25 16 Classificação B C C C C C C C % Bloqueio UVA 93.63 91.50 91.76 90.39 88.63 90.62 92.02 89.25 % Bloqueio UVB 97.19 95.99 96.17 95.42 94.56 96.52 96.50 94.35 % Bloqueio UVR 94.43 92.51 92.75 91.52 89.96 91.94 93.02 90.39 Ensaio 3 UVA 6.64 8.12 8.39 9.29 13.54 9.72 7.06 14.64 UVB 3.04 3.56 3.91 4.60 7.35 3.69 2.81 8.76 UVR 5.84 7.10 7.38 8.24 12.16 8.37 6.11 13.32 UPF 28 23 22 19 12 22 30 10 Classificação B C C C A C B A % Bloqueio UVA 93.36 91.88 91.61 90.71 86.46 90.28 92.94 85.36 % Bloqueio UVB 96.96 96.44 96.09 95.40 92.65 96.31 97.19 91.24 % Bloqueio UVR 94.16 92.90 92.62 91.76 87.84 91.63 93.89 86.68 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 117 Tabela 53 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 0.5% Azul Novacron EC-R Concentração 0.5% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 2.65 2.74 3.75 5.11 3.66 2.45 2.81 6.94 UVB 1.24 0.69 1.41 2.19 1.54 0.85 1.49 4.33 UVR 2.34 2.29 3.23 4.46 3.19 2.09 2.52 6.36 UPF 71 109 59 39 56 99 61 21 Classificação A A A B A A A C % Bloqueio UVA 97.35 97.26 96.25 94.89 96.34 97.55 97.19 93.06 % Bloqueio UVB 98.76 99.31 98.59 97.81 98.46 99.15 98.51 95.67 % Bloqueio UVR 97.66 97.71 96.77 95.54 96.81 97.91 97.18 93.64 Ensaio 2 UVA 2.31 3.06 3.95 4.67 4.33 3.25 2.07 9.84 UVB 1.08 0.94 1.57 1.89 1.99 1.32 1.02 6.78 UVR 2.04 2.59 3.42 4.06 3.81 2.82 1.84 9.15 UPF 82 85 54 45 44 65 88 14 Classificação A A A A A A A D % Bloqueio UVA 97.69 96.94 96.05 95.33 95.67 96.75 97.93 90.16 % Bloqueio UVB 98.92 99.06 98.43 98.11 98.01 98.68 98.98 93.22 % Bloqueio UVR 97.96 97.41 96.58 95.94 96.19 97.18 98.16 90.85 Ensaio 3 UVA 2.74 2.79 4.20 3.81 4.02 2.89 2.42 6.35 UVB 1.40 0.73 1.77 1.27 1.91 1.05 1.22 3.67 UVR 2.44 2.33 3.66 3.25 3.55 2.48 2.15 5.75 UPF 64 104 49 64 46 80 73 25 Classificação A A A A A D D C % Bloqueio UVA 97.26 97.21 95.80 96.19 95.98 97.11 97.58 93.65 % Bloqueio UVB 98.60 99.27 98.23 98.73 98.09 98.95 98.78 96.33 % Bloqueio UVR 97.56 97.67 96.34 96.75 96.45 97.52 97.85 94.25 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 118 Tabela 54 - Transmitância da RUV em materiais com Azul Novacron EC-R a 1.0% Azul Novacron EC-R Concentração 1.0% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 1.45 1.40 2.51 2.85 2.13 1.76 1.03 7.71 UVB 0.73 0.31 1.17 1.27 0.98 0.85 0.56 5.46 UVR 1.29 1.16 2.21 2.50 1.87 1.56 0.92 7.20 UPF 123 239 76 69 90 105 163 17 Classificação A A A A A A A C % Bloqueio UVA 98.55 98.60 97.49 97.15 97.87 98.24 98.97 92.29 % Bloqueio UVB 99.27 99.69 98.83 98.73 99.02 99.15 99.44 94.54 % Bloqueio UVR 98.71 98.84 97.79 97.50 98.13 98.44 99.08 92.80 Ensaio 2 UVA 1.98 1.29 2.38 2.83 3.61 1.67 0.95 9.62 UVB 1.15 0.26 1.10 1.29 2.11 0.73 0.51 7.17 UVR 1.80 1.07 2.09 2.49 3.28 1.47 0.85 9.07 UPF 80 275 81 69 43 119 178 13 Classificação A A A A A A A D % Bloqueio UVA 98.02 98.71 97.62 97.17 96.39 98.33 99.05 90.38 % Bloqueio UVB 98.85 99.74 98.90 98.71 97.89 99.27 99.49 92.83 % Bloqueio UVR 98.20 98.93 97.91 97.51 96.72 98.53 99.15 90.93 Ensaio 3 UVA 1.91 1.38 2.49 2.77 4.82 1.72 1.57 8.48 UVB 1.10 0.33 1.16 1.14 3.02 0.79 0.87 5.86 UVR 1.73 1.15 2.20 2.41 4.42 1.52 1.41 7.90 UPF 84 232 77 76 31 112 104 16 Classificação A A A A B A A C % Bloqueio UVA 98.09 98.62 97.51 97.23 95.18 98.28 98.43 91.52 % Bloqueio UVB 98.90 99.67 98.84 98.86 96.98 99.21 99.13 94.14 % Bloqueio UVR 98.27 98.85 97.80 97.59 95.58 98.48 98.59 92.10 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 125 Tabela 61 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 0.5% Vermelho Everzol ED-3B Concentração 0.5% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 3.74 3.61 6.05 6.05 2.27 1.25 1.14 1.68 UVB 1.82 0.93 2.51 2.41 1.15 0.52 0.66 0.92 UVR 3.30 3.01 5.25 5.23 2.02 1.09 1.03 1.51 UPF 48 77 33 34 76 161 137 96 Classificação A A B B A A A A % Bloqueio UVA 96.26 96.39 93.95 93.95 97.73 98.75 98.86 98.32 % Bloqueio UVB 98.18 99.07 97.49 97.59 98.85 99.48 99.34 99.08 % Bloqueio UVR 96.70 96.99 94.75 94.77 97.98 98.91 98.97 98.49 Ensaio 2 UVA 4.29 3.00 6.92 6.04 2.31 1.81 1.14 5.83 UVB 2.16 0.66 3.14 2.59 1.15 0.82 0.63 3.96 UVR 3.81 2.47 6.06 5.26 2.04 1.59 1.02 5.40 UPF 40 104 27 32 75 104 141 23 Classificação A A B B A A A C % Bloqueio UVA 95.71 97.00 93.08 93.96 97.69 98.19 98.86 94.17 % Bloqueio UVB 97.84 99.34 96.86 97.41 98.85 99.18 99.37 96.04 % Bloqueio UVR 96.19 97.53 93.94 94.74 97.96 98.41 98.98 94.60 Ensaio 3 UVA 4.11 4.07 6.76 6.18 2.81 1.74 1.12 3.58 UVB 2.07 1.22 3.25 2.62 1.62 0.78 0.64 2.26 UVR 3.65 3.43 5.96 5.37 2.54 1.52 1.01 3.28 UPF 42 62 27 32 55 108 139 40 Classificação A A B B A A A A % Bloqueio UVA 95.43 95.93 93.24 93.82 97.19 98.26 98.88 96.42 % Bloqueio UVB 97.9362 98.78 96.75 97.38 98.38 99.22 99.36 97.74 % Bloqueio UVR 96.35ª 96.57 94.04 94.63 97.46 98.48 98.99 96.72 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 126 Tabela 62 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 1.0% Vermelho Everzol ED-3B Concentração 1.0% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 2.40 1.83 4.07 4.33 1.78 1.74 1.29 2.89 UVB 1.36 0.49 2.11 2.22 1.05 0.78 0.85 1.98 UVR 2.17 1.53 3.63 3.86 1.61 1.52 1.19 2.68 UPF 66 151 42 40 86 108 109 47 Classificação A A A B A A A A % Bloqueio UVA 97.60 98.17 95.93 95.67 98.22 98.26 98.71 97.11 % Bloqueio UVB 98.64 99.51 97.89 97.78 98.95 99.22 99.15 98.02 % Bloqueio UVR 97.83 98.47 96.37 96.14 98.39 98.48 98.81 97.32 Ensaio 2 UVA 1.74 1.83 4.25 3.53 2.39 1.72 1.08 2.73 UVB 0.86 0.56 2.19 1.59 1.52 1.00 0.71 1.84 UVR 1.54 1.55 3.78 3.09 2.19 1.55 1.00 2.52 UPF 101 138 40 54 60 90 129 50 Classificação A A A A A A A A % Bloqueio UVA 98.26 98.17 95.75 96.47 97.61 98.28 98.92 97.27 % Bloqueio UVB 99.14 99.44 97.81 98.41 98.48 99.00 99.29 98.16 % Bloqueio UVR 98.46 98.45 96.22 96.91 97.81 98.45 99.00 97.48 Ensaio 3 UVA 2.30 1.34 3.66 3.31 1.37 1.56 0.91 1.54 UVB 1.14 0.32 1.83 1.46 0.78 0.91 0.56 0.96 UVR 2.04 1.11 3.25 2.89 1.23 1.41 0.83 1.41 UPF 76 224 48 58 115 98 162 95 Classificação A A A A A A A A % Bloqueio UVA 97.70 98.66 96.36 96.69 98.63 98.44 99.09 98.46 % Bloqueio UVB 98.86 99.68 98.17 98.54 99.22 99.09 99.44 99.04 % Bloqueio UVR 97.96 98.89 96.75 97.11 98.77 98.59 99.17 98.59 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 127 Tabela 63 - Transmitância da RUV em materiais com Vermelho Everzol ED-3B a 2.0% Vermelho Everzol ED-3B Concentração 2.0% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 1.25 1.02 2.44 1.51 0.62 0.93 0.73 1.70 UVB 0.74 0.42 1.53 0.80 0.35 0.58 0.47 1.12 UVR 1.14 0.88 2.24 1.35 0.56 0.85 0.67 1.57 UPF 123 199 60 112 256 157 194 82 Classificação A A A A A A A A % Bloqueio UVA 98.75 98.98 97.56 98.49 99.38 99.07 99.27 98.30 % Bloqueio UVB 99.26 99.58 98.47 99.20 99.65 99.42 99.53 98.88 % Bloqueio UVR 98.86 99.12 97.76 98.65 99.44 99.15 99.33 98.43 Ensaio 2 UVA 1.00 1.02 2.00 2.14 1.32 1.07 0.83 2.74 UVB 0.53 0.37 1.19 1.27 0.76 0.65 0.56 1.92 UVR 0.90 0.87 181 1.94 1.19 0.97 0.77 2.55 UPF 166 217 77 72 119 140 166 49 Classificação A A A A A A A A % Bloqueio UVA 99.00 98.98 98.00 97.86 98.68 98.93 99.17 97.26 % Bloqueio UVB 99.47 99.63 98.81 98.73 99.25 99.35 99.44 98.08 % Bloqueio UVR 99.10 99.13 98.19 98.06 98.81 99.03 99.23 97.45 Ensaio 3 UVA 1.40 1.02 3.11 2.81 0.94 0.43 0.85 2.86 UVB 0.84 0.37 2.13 1.80 0.55 0.24 0.54 2.09 UVR 1.28 0.87 2.89 2.58 0.85 0.39 0.78 2.69 UPF 108 220 44 52 163 371 169 45 Classificação A A A A A A A A % Bloqueio UVA 98.60 98.98 96.89 97.19 99.06 99.57 99.15 97.14 % Bloqueio UVB 99.16 99.63 97.87 98.20 99.45 99.76 99.46 97.91 % Bloqueio UVR 9872 99.13 97.11 97.42 99.15 99.61 99.22 97.31 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 128 Tabela 64 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 0.1% Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF Concentração 0.1% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 11.95 15.65 18.02 19.33 8.91 7.41 5.20 11.42 UVB 4.03 5.42 8.08 8.47 3.37 2.29 1.66 5.82 UVR 10.13 13.26 15.71 16.79 7.63 6.23 4.39 10.12 UPF 18 13 10 9 22 30 42 14 Classificação C A A A C B A D % Bloqueio UVA 88.05 84.35 81.98 80.67 91.09 92.59 94.80 88.58 % Bloqueio UVB 95.97 94.58 91.92 91.53 96.63 97.71 98.34 94.18 % Bloqueio UVR 89.87 86.74 84.29 83.21 92.37 93.77 95.61 89.88 Ensaio 2 UVA 12.78 15.57 18.60 19.83 9.78 7.98 5.05 11.20 UVB 4.38 5.26 8.54 8.87 4.04 2.62 1.48 5.65 UVR 10.85 13.16 16.26 17.26 8.45 6.75 4.24 9.91 UPF 17 14 9 9 19 27 46 15 Classificação C A A A C B A D % Bloqueio UVA 87.22 84.43 81.40 80.17 90.22 92.02 94.95 88.80 % Bloqueio UVB 95.62 94.74 91.46 91.13 95.96 97.38 98.52 94.35 % Bloqueio UVR 89.15 86.84 83.74 82.74 91.55 93.25 95.76 90.09 Ensaio 3 UVA 12.55 16.36 18.45 18.97 7.96 7.27 5.29 10.07 UVB 4.36 5.55 8.53 8.15 3.03 2.17 1.68 4.74 UVR 10.66 13.84 16.14 16.44 6.82 6.10 4.47 8.83 UPF 17 13 9 10 25 31 42 17 Classificação C A A A C B A C % Bloqueio UVA 87.45 83.64 81.55 81.03 92.04 92.73 94.71 89.93 % Bloqueio UVB 95.64 94.45 91.47 91.85 96.97 97.83 98.32 95.26 % Bloqueio UVR 89.34 86.16 83.86 83.56 93.18 93.90 95.53 91.17 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 129 Tabela 65 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 0.5% Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF Concentração 0.5% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 5.14 7.73 9.72 10.98 5.45 3.76 2.41 5.72 UVB 1.51 1.38 3.26 3.37 2.04 1.16 0.97 2.67 UVR 4.32 6.29 8.25 9.24 4.67 3.18 2.08 5.02 UPF 45 39 22 20 37 60 80 30 Classificação A B C C B A A B % Bloqueio UVA 94.86 92.27 90.28 96.64 94.55 96.24 97.59 94.28 % Bloqueio UVB 98.49 98.62 96.74 99.05 97.96 98.84 99.03 97.33 % Bloqueio UVR 95.68 93.71 91.75 97.18 95.33 96.82 97.92 94.98 Ensaio 2 UVA 5.13 7.35 10.56 10.05 5.91 3.57 3.44 8.98 UVB 1.62 1.23 3.60 2.70 2.51 1.03 1.60 5.05 UVR 4.34 5.97 8.98 8.37 5.14 3.00 3.02 8.08 UPF 44 41 20 24 31 65 51 17 Classificação A A C C B A A C % Bloqueio UVA 94.87 92.65 89.44 89.95 94.09 96.43 96.56 91.02 % Bloqueio UVB 98.39 98.77 96.40 97.30 97.49 98.97 98.40 94.95 % Bloqueio UVR 95.66 94.03 91.02 91.63 94.86 97.00 96.98 91.92 Ensaio 3 UVA 6.56 7.35 10.56 10.05 4.34 3.23 2.85 4.45 UVB 2.29 1.23 3.60 2.70 1.65 0.89 1.24 1.87 UVR 5.59 5.97 8.98 8.37 3.73 2.70 2.49 3.86 UPF 32 41 20 24 46 74 64 42 Classificação B A C C A A A A % Bloqueio UVA 93.44 92.65 89.44 89.95 95.66 96.77 97.15 95.55 % Bloqueio UVB 97.71 98.77 96.40 97.30 98.35 99.11 98.76 98.13 % Bloqueio UVR 94.41 94.03 91.02 91.63 96.27 97.30 97.51 96.14 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 130 Tabela 66 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 1.0% Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF Concentração 1.0% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 3.90 4.20 6.54 6.51 4.01 1.51 1.79 2.60 UVB 1.51 0.59 2.40 1.81 1.81 0.42 0.87 1.01 UVR 3.36 3.39 5.60 5.45 3.51 1.27 1.58 2.24 UPF 51 78 31 37 44 159 94 75 Classificação A A B B A A A A % Bloqueio UVA 96.10 95.80 93.46 93.49 95.99 98.49 98.21 97.40 % Bloqueio UVB 98.49 99.41 97.60 98.19 98.19 99.58 99.13 98.99 % Bloqueio UVR 96.64 96.61 94.40 94.55 96.49 98.73 98.42 97.76 Ensaio 2 UVA 3.19 4.06 6.76 6.94 3.65 1.75 1.62 1.51 UVB 1.18 0.53 2.52 1.98 1.66 0.55 0.77 0.46 UVR 2.74 3.27 5.80 5.82 3.20 1.48 1.43 1.27 UPF 64 83 30 34 48 128 106 150 Classificação A A B B A A A A % Bloqueio UVA 96.81 95.94 93.24 93.06 96.35 98.25 98.38 98.49 % Bloqueio UVB 98.82 99.47 97.48 98.02 98.34 99.45 99.23 99.54 % Bloqueio UVR 97.26 96.73 94.20 94.18 96.80 98.52 98.57 98.73 Ensaio 3 UVA 3.12 4.43 6.44 6.46 3.61 1.91 1.49 1.52 UVB 1.14 0.73 2.30 1.89 1.73 0.69 0.71 0.45 UVR 2.68 3.60 5.50 5.43 3.18 1.64 1.32 1.28 UPF 66 69 32 36 47 107 115 150 Classificação A A B B A A A A % Bloqueio UVA 96.88 95.57 93.56 93.54 96.39 98.09 98.51 98.48 % Bloqueio UVB 98.86 99.27 97.71 98.11 98.27 99.31 99.29 99.55 % Bloqueio UVR 97.32 96.40 94.50 94.58 96.82 98.36 98.68 98.72 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 131 Tabela 67 - Transmitância da RUV em materiais com Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF a 2.0% Amarelo Limão Sumifix Supra E-XF Concentração 2.0% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 2.37 2.20 4.64 2.69 2.56 1.21 0.83 2.21 UVB 0.97 0.39 2.04 0.58 1.31 0.48 0.39 1.10 UVR 2.05 1.79 4.05 2.22 2.28 1.04 0.73 1.96 UPF 81 137 39 101 64 160 209 75 Classificação A A B A A A A A % Bloqueio UVA 97.63 97.80 95.36 97.31 97.44 98.79 99.17 97.79 % Bloqueio UVB 99.03 99.61 97.96 99.42 98.69 99.52 99.61 98.90 % Bloqueio UVR 97.95 98.21 95.95 97.78 97.72 98.96 99.27 98.04 Ensaio 2 UVA 2.80 2.20 4.93 3.36 1.73 1.25 0.94 3.57 UVB 1.36 0.34 2.25 0.95 0.82 0.52 0.43 2.17 UVR 2.7 1.79 4.33 2.82 1.53 1.09 0.82 3.25 UPF 61 144 36 70 100 150 187 41 Classificação A A B A A A A A % Bloqueio UVA 97.20 97.80 95.07 96.64 98.27 98.75 99.06 96.43 % Bloqueio UVB 98.64 99.66 97.75 99.05 99.18 99.48 99.57 97.83 % Bloqueio UVR 97.53 98.21 95.67 97.18 98.47 98.91 99.18 96.75 Ensaio 3 UVA 2.57 2.20 5.38 3.59 1.75 0.90 1.04 2.15 UVB 1.09 0.38 2.66 1.01 0.78 0.33 0.51 1.04 UVR 2.24 1.79 4.76 3.01 1.53 0.77 0.92 1.90 UPF 72 137 31 66 103 227 163 79 Classificação A A B A A A A A % Bloqueio UVA 97.43 97.80 94.62 96.41 98.25 99.10 98.96 97.85 % Bloqueio UVB 98.91 99.62 97.34 98.99 99.22 99.67 99.49 98.96 % Bloqueio UVR 97.76 98.21 95.24 96.99 98.47 99.23 99.08 98.10 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 132 Tabela 68 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 0.1% Laranja Brilhante Remazol 3R esp Concentração 0.1% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 9.43 12.62 15.00 17.69 8.46 5.60 4.47 6.19 UVB 5.07 6.47 8.48 10.29 5.14 2.72 2.47 3.59 UVR 8.44 11.21 13.50 15.99 7.69 4.94 4.01 5.59 UPF 17 13 10 8 17 31 35 25 Classificação C D D D C B B C % Bloqueio UVA 90.57 87.38 85.00 82.31 91.54 94.40 95.53 93.81 % Bloqueio UVB 94.93 93.53 91.52 89.71 94.86 97.28 97.53 96.41 % Bloqueio UVR 91.56 88.79 86.50 84.01 92.31 95.06 95.99 94.41 Ensaio 2 UVA 10.32 1328 14.66 18.07 7.71 6.08 3.79 5.66 UVB 5.95 7.09 8.18 10.46 4.67 3.07 1.92 3.06 UVR 9.33 11.86 13.20 16.32 7.01 5.39 3.36 5.07 UPF 15 12 11 8 19 28 44 28 Classificação D D D D C B A B % Bloqueio UVA 89.68 86.72 85.34 81.93 92.29 93.92 96.21 94.34 % Bloqueio UVB 94.05 92.91 91.82 89.54 95.33 96.93 98.08 96.94 % Bloqueio UVR 90.67 88.14 86.82 83.68 92.99 94.61 96.64 94.93 Ensaio 3 UVA 10.80 13.63 15.55 18.09 9.07 6.59 3.71 6.02 UVB 6.33 7.27 9.00 10.48 5.92 3.45 1.90 3.35 UVR 9.78 12.17 14.05 16.34 8.35 5.87 3.30 5.41 UPF 14 12 10 8 15 25 45 26 Classificação D D D D C C A B % Bloqueio UVA 89.20 86.37 84.45 81.91 90.93 93.41 96.29 93.98 % Bloqueio UVB 93.67 92.73 91.00 89.52 94.08 96.55 98.10 96.65 % Bloqueio UVR 90.22 87.83 85.95 83.66 91.65 94.13 96.70 94.59 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 133 Tabela 69 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 0.5% Laranja Brilhante Remazol 3R esp Concentração 0.5% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 4.56 5.68 7.79 6.61 2.70 2.47 1.95 3.78 UVB 2.50 2.49 4.47 3.12 1.49 1.34 1.28 2.48 UVR 4.10 4.95 7.04 5.81 2.43 2.21 1.80 3.49 UPF 35 33 20 27 59 65 71 37 Classificação B B C B A A A B % Bloqueio UVA 95.44 94.32 92.21 93.39 97.30 97.53 98.05 96.22 % Bloqueio UVB 97.50 97.51 95.53 96.88 98.51 98.66 98.72 97.52 % Bloqueio UVR 95.90 95.05 92.96 94.19 97.57 97.79 98.20 96.51 Ensaio 2 UVA 3.46 5.10 7.38 6.31 4.88 2.01 1.63 4.67 UVB 1.81 2.10 4.15 2.83 3.35 1.05 1.02 3.27 UVR 3.09 4.42 6.65 5.52 4.53 1.79 1.49 4.35 UPF 48 38 21 29 28 82 89 28 Classificação A B C B B A A B % Bloqueio UVA 96.54 94.90 92.62 93.69 95.12 97.99 98.37 95.33 % Bloqueio UVB 98.19 97.90 95.85 97.17 96.65 98.95 98.98 96.73 % Bloqueio UVR 96.91 95.58 93.35 94.48 95.47 98.21 98.51 95.65 Ensaio 3 UVA 4.49 5.61 6.72 7.67 4.58 1.76 2.20 4.42 UVB 2.48 2.42 3.52 3.86 3.07 0.88 1.53 3.19 UVR 4.03 4.89 5.99 6.81 4.24 1.56 2.05 4.14 UPF 35 34 25 22 30 96 60 29 Classificação B B C C B A A B % Bloqueio UVA 95.51 94.39 93.28 92.33 95.42 98.24 97.80 95.58 % Bloqueio UVB 97.52 97.58 96.48 96.14 96.93 99.12 98.47 96.81 % Bloqueio UVR 95.97 95.11 94.01 93.19 95.76 98.44 97.95 95.86 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção 134 Tabela 70 - Transmitância da RUV em materiais com Laranja Brilhante Remazol 3R esp a 1.0% Laranja Brilhante Remazol 3R esp Concentração 1.0% Substrato Têxtil Oxfortor Alverca Bormio Ultralyc Jersey 2372 Jersey 1453 Jersey 2398 Rib 1016 UPF – Proteção UV -AU/NZS 4399 Ensaio 1 UVA 3.66 2.88 3.75 4.69 2.46 1.31 0.71 2.51 UVB 2.42 1.28 2.06 2.60 1.62 0.75 0.47 1.80 UVR 3.38 2.52 3.37 4.22 2.27 1.19 0.66 2.35 UPF 38 64 43 34 57 118 195 52 Classificação B A A B A A A A % Bloqueio UVA 96.34 97.12 96.25 95.31 97.54 98.69 99.29 97.49 % Bloqueio UVB 97.58 98.72 97.94 97.40 98.38 99.25 99.53 98.20 % Bloqueio UVR 96.62 97.48 96.63 95.78 97.73 98.81 99.34 97.65 Ensaio 2 UVA 2.57 2.61 4.86 4.76 2.47 1.57 1.01 2.33 UVB 1.53 1.02 3.01 2.64 1.61 0.92 0.66 1.57 UVR 2.33 2.25 4.44 4.28 2.27 1.42 0.93 2.16 UPF 59 78 30 33 57 97 138 59 Classificação A A C B A A A A % Bloqueio UVA 97.43 97.39 95.14 95.24 97.53 98.43 98.99 97.67 % Bloqueio UVB 98.47 98.99 96.99 97.36 98.39 99.08 99.34 98.43 % Bloqueio UVR 97.67 97.75 95.56 95.72 97.73 98.58 99.07 97.84 Ensaio 3 UVA 2.60 3.14 3.93 4.96 2.91 1.41 1.30 3.59 UVB 1.59 1.39 2.26 2.70 1.96 0.84 0.94 2.64 UVR 2.37 2.74 3.55 4.44 2.69 1.28 1.22 3.37 UPF 57 59 39 32 47 106 100 36 Classificação A A B B A A A B % Bloqueio UVA 97.40 96.86 96.07 95.04 97.09 98.59 98.70 96.41 % Bloqueio UVB 98.41 98.61 97.74 97.30 98.04 99.16 99.06 97.36 % Bloqueio UVR 97.63 97.26 96.45 95.56 97.31 98.72 98.78 96.63 A - Excelente proteção; B - Muito Boa proteção; C - Boa proteção; D - Baixa proteção