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A educação física, a música e os cinco sentidos

Couto, Joana Isabel Barbosa

Abstract

O presente documento apresenta o relatório de estágio de Mestrado em Educação Pré-Escolar, realizado no Instituto de Educação da Universidade do Minho, no ano letivo de 2018/2019. Este relatório foi elaborado tendo por base o estágio realizado numa instituição de Braga, nas valências de creche e de pré-escolar. Assim, o projeto de intervenção A Educação Física, a Música e os cinco sentidos trata a importância dos cinco sentidos no dia a dia das crianças, uma vez que estas se desenvolvem através das sensações, ações e perceções do mundo que as rodeia. Este tema foi explorado através da música e da educação física e, para isso, foi fundamental basear-me nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Assim, no presente documento, será apresentado todo o processo realizado ao longo da minha prática de ensino supervisionada, desde a metodologia teórica que suporta todo o meu Projeto até à componente prática, que inclui todas as minhas observações ao longo deste processo, as intervenções e as atividades realizadas com o grupo. O tema dos cinco sentidos surgiu após uma conversa com a educadora cooperante Ana, tendo por base a análise reflexiva dos objetivos pretendidos para a sala dos 2 e 3 anos e todas as observações realizadas em contexto de sala. Ao tema principal, decidimos juntar a música na creche e a educação física no pré-escolar. Todas as atividades desenvolvidas ao longo do Projeto, eram ajustadas e sempre que fosse necessário, modificadas. No decorrer da concretização deste Projeto, tive como objetivo central dar a conhecer às crianças os cinco sentidos e ajudá-las a compreender a funcionalidade de cada um e a sua importância para o nosso dia a dia. Neste sentido, foi possível concretizar o Projeto com relevante sucesso, onde todas as atividades foram concretizadas de uma forma positiva, com agrado e satisfação. Isto deveu-se, essencialmente, à minha intervenção ativa enquanto estagiária e à participação entusiástica do grupo de crianças ao longo de todas as atividades implementas, ajudando, desse modo, a que os objetivos acabassem por ser cumpridos.

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II DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Atribuição CC BY https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ III Agradecimentos Chega ao fim uma etapa dura, mas da qual me orgulho muito de conseguir finalizar. Desde o primeiro dia em que entrei nesta Universidade, aprendi muito. O grande amor pelas crianças, foi desde muito cedo o meu sonho, e hoje, termino aqui aquilo que me irá fazer feliz para a vida toda. É com grande carinho que faço alguns agradecimentos às pessoas que, ao longo deste percurso, me acompanharam e acima de tudo me apoiaram no meu desempenho escolar. Começo pelas pessoas que me transmitiram todo o conhecimento, que me permitiram chegar até aqui e poder ser, num futuro próximo, aquilo que tanto ansiei ao longo da minha vida, os meus docentes, quer da Licenciatura em Educação Básica, quer dos docentes do Mestrado em Educação PréEscolar. Às educadoras e auxiliares que, no decorrer deste meu percurso, se cruzaram comigo, especialmente à educadora e auxiliar, por todo o apoio e por toda a amabilidade com que me integraram no grupo e no seu dia a dia, por todo o profissionalismo e pela confiança que depositaram em mim. A todas as crianças que me permitiram sonhar, acreditar e dar sempre o melhor de mim. À Rita e à Xana por terem sido sempre as minhas grandes companheiras de curso, das maluqueiras, das gargalhadas, das tristezas, das incertezas e que com certeza, levarei para a vida toda. A todos os meus colegas de curso, tanto da Licenciatura em Educação Básica, como no Mestrado em Educação Pré-Escolar. Aos meus queridos pais, por serem o meu abrigo, os meus pilares e o meu apoio incondicional. Aos meus irmãos, por sempre estarem do meu lado. Ao meu avô e à minha eterna avó, que partiu sem me ver concretizar este sonho, mas que sempre me fez lutar e acreditar de que estava no caminho certo independentemente dos obstáculos que me surgissem à frente. Ao João, que esteve sempre presente, dedicou infinitas horas de paciência e inúmeras palavras de conforto. A todos, muito obrigada por terem estado sempre do meu lado e por me terem dado a oportunidade de continuar a ser feliz! IV Declaração de integridade Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. V A Educação Física, a Música e os cinco sentidos Resumo: O presente documento apresenta o relatório de estágio de Mestrado em Educação Pré-Escolar, realizado no Instituto de Educação da Universidade do Minho, no ano letivo de 2018/2019. Este relatório foi elaborado tendo por base o estágio realizado numa instituição de Braga, nas valências de creche e de pré-escolar. Assim, o projeto de intervenção A Educação Física, a Música e os cinco sentidos trata a importância dos cinco sentidos no dia a dia das crianças, uma vez que estas se desenvolvem através das sensações, ações e perceções do mundo que as rodeia. Este tema foi explorado através da música e da educação física e, para isso, foi fundamental basear-me nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Assim, no presente documento, será apresentado todo o processo realizado ao longo da minha prática de ensino supervisionada, desde a metodologia teórica que suporta todo o meu Projeto até à componente prática, que inclui todas as minhas observações ao longo deste processo, as intervenções e as atividades realizadas com o grupo. O tema dos cinco sentidos surgiu após uma conversa com a educadora cooperante Ana, tendo por base a análise reflexiva dos objetivos pretendidos para a sala dos 2 e 3 anos e todas as observações realizadas em contexto de sala. Ao tema principal, decidimos juntar a música na creche e a educação física no pré-escolar. Todas as atividades desenvolvidas ao longo do Projeto, eram ajustadas e sempre que fosse necessário, modificadas. No decorrer da concretização deste Projeto, tive como objetivo central dar a conhecer às crianças os cinco sentidos e ajudá-las a compreender a funcionalidade de cada um e a sua importância para o nosso dia a dia. Neste sentido, foi possível concretizar o Projeto com relevante sucesso, onde todas as atividades foram concretizadas de uma forma positiva, com agrado e satisfação. Isto deveu-se, essencialmente, à minha intervenção ativa enquanto estagiária e à participação entusiástica do grupo de crianças ao longo de todas as atividades implementas, ajudando, desse modo, a que os objetivos acabassem por ser cumpridos. Palavras-chave: cinco sentidos, corpo, jogo, movimento, pré-escolar VI Phisical education, music and the five senses Abstract The following document is about the Internship report of the Master Degree in Preschool at Minho´s University, in the year 2018 / 2019. This report was written according to the Internship at an institution in the city of Braga, at nursery and preschool ages. The intervention project named A educação física, a música e os cinco sentidos (phisical education, music and the five senses) deals with the importance of the five senses in children´s daily life, because these are developed through sensations, actions and perceptions of the world that surround them. This theme was explored through music and Physical Education and to do so, my work was based on the Curricular Guidelines of Preschool Education. This document will show all my teaching process supervised, from the theoretical part that supports all my Project and practice, to all my observations through the entire process, actions and group activities. After a dialogue with teacher Ana, the observation of the goals for the teaching class of the two and three years ´children, the theme of the five senses came up. To the main theme, we decided to add music at the nursery and Physical Education in preschool. All the activities which were developed along the project were adjusted and changed. My main goal in this Project was to present the five senses to children and make them understand each one and their importance in daily life. In this sense, it was possible to concretize the Project with relevant success, where all the activities were accomplished in a positive way, with satisfaction and satisfaction. This was essentially due to my active intervention as a trainee and to the enthusiastic participation of the group of children throughout all the activities implemented, thus helping to achieve the objectives. Keywords: body, five senses, game, movement, preschool VII Índice Agradecimentos .................................................................................................................. III Declaração de integridade ................................................................................................... IV Resumo: ............................................................................................................................. V Abstract ............................................................................................................................. VI Índice de anexos ................................................................................................................. IX Lista de abreviaturas ........................................................................................................... IX Índice de figuras ................................................................................................................. IX Introdução ......................................................................................................................... 10 Capítulo I – Enquadramento teórico .................................................................................... 11 1.1. Importância da educação pré-escolar ............................................................................. 11 1.2. O papel fundamental do educador de infância ................................................................. 13 1.3. A importância da música na educação pré-escolar .......................................................... 14 1.4. A importância da educação física na educação pré-escolar ............................................... 15 Capítulo II – Caracterização geral do contexto de intervenção pedagógica ............................... 17 2.1. Prática de Ensino Supervisionada em Creche ..................................................................... 17 2.2. Caracterização da Instituição ............................................................................................ 17 2.3. Caracterização do grupo de crianças .................................................................................. 18 2.4. Caracterização do Espaço da Sala ...................................................................................... 19 2.5. Caracterização da Rotina Diária .......................................................................................... 20 2.6. Interação adulto-criança .................................................................................................... 21 Capítulo III – Caracterização do Contexto de jardim de infância ............................................. 22 3.1. Caracterização do grupo de crianças .................................................................................. 22 3.2. Caracterização do Espaço da Sala ...................................................................................... 23 3.3. Caracterização da Rotina Diária .......................................................................................... 24 3.4. Interação adulto-criança .................................................................................................... 25 Capítulo IV – Intervenção pedagógica .................................................................................. 26 4.1. Contexto de jardim de infância – escolha e definição da temática de intervenção pedagógica .. 26 4.2. Intervenção pedagógica no contexto de jardim de infância .................................................... 31 4.2.1. Propostas pedagógicas e subsequentes análises .......................................................... 31 4.3. Contexto de creche – escolha e definição da temática de intervenção pedagógica .................. 42 4.4. Intervenção pedagógica no contexto de creche ................................................................ 44 4.4.1. Propostas pedagógicas e subsequentes análises .......................................................... 44 Capítulo V – Conclusões e considerações Finais ................................................................... 53 VIII 5.1. Reflexão e Avaliação da Prática Pedagógica no Contexto de jardim de infância ....................... 53 5.2. Reflexão e Avaliação da Prática Pedagógica no Contexto de Creche ....................................... 54 5.3. Reflexão final .................................................................................................................... 55 Referências bibliográficas ................................................................................................... 57 Referências Legislativas ...................................................................................................... 58 Anexos .............................................................................................................................. 59 15 desenvolvimento das suas competências sociais, podem ser facilitados através da ajuda das diferentes componentes da música como é o caso do ritmo, da melodia e do timbre, pois, tal como refere Costa, (2016, p.7) “a música é assim um meio natural de comunicação humana, um meio específico de expressão que não pode ser substituído por qualquer, outro”. No pré-escolar, devem ser explorados os sons e ruídos da natureza e do nosso quotidiano, para que as crianças comessem a ampliar o seu conhecimento sobre mundo. O papel da música na formação das crianças em idade pré-escolar assenta nas “pulsões (exemplo, sentir a pulsação cardíaca e fazer batimentos em simultaneidade); nas emoções (exemplo, canções com acompanhamento de ritmo e de ritmos complementares); nos sentimentos (exemplo, fundo sonoro de leituras, declamações, desenhos, slides, ações, danças, etc.); na atenção auditiva (exemplo, tocando todas as crianças ao mesmo tempo ritmos diferentes em instrumentos diferentes, procurar detetar e reproduzir o ritmo tocado por uma delas); na perceção auditiva (exemplo, as manifestações da natureza, como a chuva, o vento, as ondas do mar, o murmúrio dos rios, o canto dos pássaros e outras, constituem riquíssimas fontes de exploração) (…)”. (Sousa, 2003, p.7078). Assim, faz todo o sentido que a música integre, desde cedo, a vida das crianças, de modo a auxiliar no desenvolvimento íntegro da sua personalidade. Por isso, é essencial que o educador promova momentos que sirvam de estimulação para a capacidade musical de cada criança. 1.4. A importância da educação física na educação pré-escolar Todos nós sabemos o quão importante é a atividade física e a necessidade de nos mantermos ativos. Desta maneira, é importante que a criança comece a ter contacto com a educação física desde os primeiros anos de vida, de modo a desenvolver o individuo como um todo. É importante que as crianças entendam que uma aula de educação física não é apenas uma aula, onde estas podem correr e jogar, mas sim que é uma aula de elevada importância, tal como todas as outras. Citando Bezerra (2003), “As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes”, ou seja, deve ser uma aula onde o professor deve aliar o jogo à transmissão de conhecimentos. Esta modalidade, para além do carácter lúdico que transmite para as crianças, desenvolve também a flexibilidade, os alongamentos, a resistência muscular, ajudando, ainda, na coordenação motora. 16 Deste modo, a criança apropria-se do seu corpo para se expressar, utilizando, para isso, o movimento como forma de conseguir interagir com os outros e com o meio envolvente, podendo assim inventar, imaginar, descobrir e explorar u movimentos. Serrano (2003), refere a importância de as crianças praticarem atividade física, não só com o intuito de melhorar a sua forma física, mas também de forma a melhorarem a sua saúde, a socialização com o grupo e com a escola, proporcionando bem-estar. 17 Capítulo II – Caracterização geral do contexto de intervenção pedagógica 2.1. Prática de Ensino Supervisionada em Creche O estágio em creche, realizado no decorrer do mestrado em Educação Pré-Escolar, decorreu numa instituição de Braga. Este primeiro estágio teve início no dia 27 de fevereiro de 2018 e terminou no dia 21 de junho de 2018. 2.2. Caracterização da Instituição É uma instituição Particular de Solidariedade Social, de âmbito nacional, fundada em 1964. É no centro de Braga que desenvolve a sua prática nas áreas da educação e da intervenção social, em colaboração com o Ministério da Educação e com o Centro Distrital da Segurança Social de Braga. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos que aposta numa preparação dos seus utentes para que estes atuem como cidadãos esclarecidos e responsáveis na sua resolução de problemas pessoais e também da comunidade. Esta instituição tem 3 vertentes, nomeadamente, a creche (que acolhe crianças com idade compreendidas entre os 4 meses e os 2 anos), o pré-escolar (que acolhe crianças com idades entre os 3 e os 5 anos de idade) e o CATL (que recebe crianças a partir dos 6 anos de idade). Neste momento a instituição acolhe cerca de 340 crianças e jovens. Este estabelecimento está dividido em três pisos: o primeiro piso tem as entradas da instituição (principal e secundárias), a área administrativa, os refeitórios, as capelas (grande e pequena), a sala polivalente, as salas de descanso para os colaboradores e ainda as salas e as casas de banho do jardim de infância; no segundo encontram-se as salas da creche e o berçário, salões de atividades lúdicas, os dormitórios (para crianças dos 4 meses aos 3 anos) e também uma copa de apoio às salas e ao berçário; por fim, o terceiro piso destina-se à casa das irmãs onde tem o quarto de cada irmã, salas de estar, cozinha e quartos de banho. O CATL funciona num edifício adjacente e nele também encontramos salas de atividades e salas para o apoio ao estudo, uma sala de informática, de jogos, de música, de inglês, uma biblioteca e ainda uma sala polivalente. Esta instituição conta ainda com um grande espaço ao ar 18 livre onde podemos encontrar os jardins, os parques para cada vertente social, um campo de jogos, uma piscina, uma capoeira, uma horta pedagógica e uma mata. O período de funcionamento da instituição é das 7h30 às 19h30 para todos os grupos etários. Relativamente aos recursos humanos da instituição, esta é composta por uma diretora técnica, educadoras, professores de apoio ao estudo, animadores culturais, ajudantes da ação educativa, encarregada dos serviços gerais, rececionistas, cozinheira, ajudantes de cozinha, trabalhadores serviços gerais e jardineiro. Todos estes colaboradores pertencem ao Quadro da Instituição o que permite uma maior qualidade e estabilidade na equipa educativa, possibilitando, assim, um serviço de maior qualidade no trabalho desenvolvido com as crianças e jovens. Conta, ainda, com a colaboração de professores para a orientação das atividades de enriquecimento curricular: inglês, música, ginástica e dança. 2.3. Caracterização do grupo de crianças A partir da minha observação desenvolvida em creche, mais especificamente na sala dos 2 anos e também através do diálogo sistemático com a educadora e a auxiliar de ação educativa, consegui recolher informações pertinentes quanto às características do grupo onde desenvolvi a minha ação pedagógica. A sala de creche era constituída por um grupo de 19 crianças (7 rapazes e 12 raparigas). O grupo era caracterizado por ser homogéneo em idade pois no início apenas 3 crianças tinham três anos e as restantes tinham dois. A nível familiar, a sala dos 2 anos era estruturada e ao nível da variedade cultural, apenas existiam três crianças com etnia diferente. No que respeita às necessidades de saúde, uma criança usava óculos e outra criança tinha convulsões febris e tinha um kit de SOS para quando necessário lhe administrarmos uma vacina. Uma criança, pela sinalização por parte da Educadora e dos pais, estava a ser acompanhada pelo serviço de terapia da fala, pela dificuldade em verbalizar corretamente as palavras. Contudo, este serviço não era prestado pela instituição. No grupo destacavam-se as crianças mais velhas pela sua linguagem (utilização correta dos verbos, utilização de determinadas palavras) mas em geral todo o grupo se expressava de uma forma compreensiva e ainda pela sua autonomia. 19 No decorrer do meu percurso enquanto estagiária, posso referenciar que era um grupo bastante afetuoso, muito expressivo e participativo e sobretudo muito curioso. Todo o grupo, com exceção de uma criança, era muito autónomo. Os seus principais interesses eram de contar histórias; partilhar as novidades; brincar/explorar as áreas da sala e ainda o espaço exterior. No espaço exterior eles gostavam de ir para o parque, mas também de caminhar pela instituição e correr e ainda de ir visitar as galinhas. O grupo revelava um relacionamento ótimo com a auxiliar e a educadora, onde era possível assistir diariamente a vários momentos de trocas de carinho, como por exemplo, sempre que chegavam ou saiam da instituição davam um beijinho. O relacionamento entre eles (crianças) era também muito positivo apesar de haver momentos onde existiam pequenas discussões devido ao material/brinquedos. Este tipo de relacionamento entre eles e entre a educadora e auxiliar é bastante favorável pois ajuda a que as crianças se sintam seguras e apoiadas e que no futuro possam vir a ser crianças tranquilas e bem-sucedidas. “Ao lidar com cada criança, os educadores mostram autenticidade, uma qualidade humana fundamental que o psicólogo Carl Rogers (1983) definiu como “uma verdade transparente…, uma vontade de ser pessoa, de ser e de viver os sentimentos e os pensamentos do momento. Quando esta verdade inclui avaliação, cuidado e preocupação, confiança e respeito por quem aprende, o clima propício à aprendizagem é aumentado.” (Post & Hohmann, 2011, p.70) Consegui ainda me aperceber que apesar de todos se entenderem bem uns com os outros era visível que existiam os pequenos grupos, onde eles procuravam o amigo com que mais se identificavam. Sendo este um aspeto que observei mais no sexo masculino. 2.4. Caracterização do Espaço da Sala “Acreditamos que os centros de educação infantil devem proporcionar a bebés e crianças de tenra idade ambientes bonitos que apoiem o jogo centrado na criança, iniciado pela criança e facilitado pelo educador. Também acreditamos que as pessoas que prestam cuidados às crianças merecem ambientes de trabalho altamente funcionais, fáceis de utilizar e esteticamente atraentes.” (Torelli & Durret, 1998, cit. por Post & Hohmann, 2011 p. 99) 20 O contexto de aprendizagem na sala dos dois anos pretende proporcionar ao grupo conforto e bem-estar e aliado a isso, pretende dar oportunidade de as crianças participarem de forma ativa. O ambiente da sala foi pensado pela educadora, estando este sempre em alterações. É uma sala ampla com bastante luz natural. Todas as áreas da sala (construções, expressão plástica, casinha, biblioteca e jogos) se encontram com materiais estimulantes à aprendizagem ativa das crianças. Estas áreas estão bem delineadas e o grupo sabe quantas crianças podem estar em cada área e o que podem fazer em cada uma delas, ou seja, sabem que na área da casinha não pode haver livros ou plasticina, por exemplo. Quando chega o momento de escolher a área para onde cada um vai, esta é uma escolha maioritariamente feita pelas próprias crianças, mas por vezes a educadora assume essa responsabilidade. Na hora de arrumar, as crianças têm de colocar os materiais nos sítios respetivos (devidamente etiquetados). A sala tem ainda à entrada e dentro, alguns placards onde são utilizados para expor os trabalhos realizados pelo grupo. Este é um momento de grande entusiasmo pois eles ficam radiantes quando veem os seus trabalhos expostos e sempre que vão embora fazem questão de levar os pais a ver. A sala e todos os seus materiais, desde paredes, mobiliário e brinquedos, encontram-se num bom estado de conservação e de acordo com a faixa etária das crianças da sala. (Anexo A) 2.5. Caracterização da Rotina Diária “Quando num infantário se proporciona um horário diário previsível e se prestam cuidados segundo rotinas tranquilas, estão a dar-se às crianças muitas oportunidades de realizarem as suas ações e ideias.” (Post & Hohmann, 2011 p. 194) Como referi em cima, a instituição abre as 7:30 e as crianças são recebidas por auxiliares e pelas irmãs na sala de acolhimento. Quando estão nesta sala as crianças têm oportunidade de ouvir rádio, brincar com materiais variados e ainda de interagir com outras crianças de outras salas e com os adultos. Às 9h00 a educadora chega à sala de acolhimento e por volta das 9h20, organiza o grupo (dois a dois num comboio) e leva-o para a sala. Quando chegámos á sala o grupo senta-se nas mesas para fazermos o lanche da manhã (comer a fruta) e seguidamente fazer a higiene. Depois as crianças sentam-se no chão em roda para cantarmos os bons dias e fazermos a marcação de 21 presenças, ainda na roda o grupo partilha algumas novidades e começasse a debater a organização do no dia. A seguir as crianças por vezes fazem atividades de escolha livre (indo para as áreas) ou então fazem atividades de pequeno grupo ou de grande grupo. Semanalmente, à terça feira o grupo tem música e à quinta feira o grupo têm ginástica. Ambas as sessões destas atividades são de 30 min cada, sendo que o grupo é dividido em dois pequenos grupos para cada atividade. Por volta das 11h00 as crianças voltam a fazer a higiene e depois segue-se o período de almoço, onde depois, conforme as condições climatéricas, as crianças vão dar um passeio até ao exterior. Para finalizar a parte da manhã (11h50), o grupo regressa à sala para fazer a higiene, fazer a leitura de uma história ou ver um pequeno filme no computador e depois o descanso. A tarde começa às 15h30 com o despertar das crianças no dormitório e o regresso à sala para o lanche. Conforme vão terminando, vão fazer a sua higiene e fazer atividades de escolha livre ou ir até ao parque (exterior). 2.6. Interação adulto-criança A intervenção do adulto é muito importante na fase de desenvolvimento da criança. Salientando Post & Hohmann, (2011, p.61) “Em todas as interações, estas crianças precisam de ser tratadas com muito cuidado e um profundo respeito. Só assim conseguem desenvolver curiosidade, coragem, iniciativa, empatia, um sentido de si próprio e um sentimento de pertença a uma comunidade social amistosa”. O grupo de crianças da sala dos dois anos, como foi referido em cima, é um grupo bastante ativo e muito participativo nas atividades que são desenvolvidas. É um grupo que no desenrolar das atividades se mostra sempre curioso, principalmente por algo que é novidade na sala, seja jogos, materiais novos, livros, etc. Este grupo mantem com a educadora e com a auxiliar, uma relação boa, onde se vê que existe uma grande cumplicidade entre os adultos com as crianças. Existe muito apoio por parte da educadora e da auxiliar, onde são vários os gestos de carinho, atenção e de compreensão, nunca permitindo que elas se sintam sozinhas. A comunicação entre a educadora e o grupo é feito de num tom suave, onde a educadora utiliza um vocabulário cuidadoso, ajudando a criança a sentir-se segura. Na gestão de conflitos, a 22 educadora incentiva a que as crianças falem entre si para tentar resolver o problema e conseguirem chegar a uma solução. Caso seja necessário a educadora intervém. Capítulo III – Caracterização do Contexto de jardim de infância O estágio em pré-escolar realizado no decorrer do mestrado em Educação Pré-Escolar, decorreu numa instituição de Braga. O começo deste estágio decorreu no dia 2 de outubro de 2018 e terminou no dia 31 de janeiro de 2019. 3.1. Caracterização do grupo de crianças Neste último ano letivo (2018/2019), a minha prática de ensino supervisionada decorreu em contexto de pré-escolar, na sala dos 3 anos, com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos de idade. É um grupo que é constituído por vinte e sete crianças, sendo que quinze são do sexo feminino e doze são do sexo masculino. No geral, o grupo de crianças que já frequentavam a instituição no ano anterior demonstrou uma boa adaptação à nova sala e uma boa relação com as novas crianças e com os adultos, mas as novas crianças que entraram este ano já tiveram uma adaptação um pouco mais difícil pois estavam ligadas às figuras de vinculação e vinham com hábitos diferentes dos que são trabalhados na sala, mostrando-se pouco autónomas. Trata-se de um grupo que apresenta algumas dificuldades de desenvolvimento, onde é mais notório nas crianças vindas de casa, e posto isto, são muitas as crianças do grupo que são acompanhadas por uma terapeuta da fala devido a problemas de comunicação, uma criança é acompanhada por um psicólogo devido a problema de défice de atenção e ainda duas crianças acompanhadas por uma terapeuta da fala (que não pertence à instituição). Contudo, trata-se de um grupo alegre e bem-disposto, muito curioso e participativo. É um grupo, como referi em cima, muito participativo em todas as atividades desenvolvidas na sala e nas atividades de rotina. Verifiquei ainda que é um grupo que adora explorar todos os espaços da sala e todos os objetos à sua volta. O grupo é muito afetuoso, estando constantemente a expressar os sentimentos recorrendo com frequência a beijinhos, abraços e partilha de novidades ou brinquedos. 23 3.2. Caracterização do Espaço da Sala Para conseguir responder às necessidades das crianças, a sala encontra-se muito bem organizada. É uma sala ampla, onde os espaços estão bem divididos permitindo assim ao grupo desenvolver as atividades de uma forma livre. A sala está bem arejada e também bem iluminada possibilitando ao grupo trabalhar com luz natural durante a maior parte do dia. A sala é mudada com regularidade e o grupo ajuda na decisão da mudança, ajudando assim a que as crianças se sintam confortáveis e seguras naquele espaço, ajudando-as a incentivar às suas explorações e ao desenvolvimento de cada uma. Assim o espaço de aprendizagem da sala dos 3 anos está organizado por áreas. Como referido em cima, é um espaço onde é permitido ao grupo que circule livremente e trabalhe livremente em todas as áreas. Todas as áreas da sala estão devidamente delimitadas (espaçamento e quantidade de crianças em cada área) e também assinaladas, dando assim oportunidade de o grupo identificar com facilidade cada uma, ajudando assim a que sejam autónomos e independentes. em todas as áreas podemos encontrar um grande número de materiais e objetos que estão em constante mudança e são numerosos. Portanto, podemos encontrar cinco áreas de interesse na sala. Área da casinha (dividida em quarto e em cozinha), área da expressão plástica, área dos jogos, área da biblioteca e a área das construções. A área da casinha que está dividida em duas (área da cozinha e do quarto), onde tem objetos diversificados tais como panelas, talheres, frutas, copos, pratos, aventais, panos, cama, bonecas, roupas, telefones e telemóveis, escovas, mobília (lava louça, frigorifico, forno, mesa e cadeiras), entre outros. A área da expressão plástica, onde o grupo pode trabalhar a sua motricidade fina com diversos materiais necessários e adequados a esta área, tais como plasticina, folhas brancas para desenho, pinturas e colagens e ainda uma corda presa na parede para expor os trabalhos realizados nesta área. Esta área é ainda utilizada em tempos de pequeno e grande grupo. 24 A área dos jogos, local onde o grupo tem acesso a diversos tipos de jogos, desde puzzles, encaixe, dominós, jogos de memória, sendo que é constante a mudança de jogos para que não sejam sempre os mesmos. Temos ainda a área da biblioteca, que é composta por duas estantes com livros onde as crianças exploram e desenvolvem a sua imaginação com livros pop-up, livros com sons, livros com texturas diferentes e de diferentes tamanhos. Nesta área podemos ainda encontrar dois sofás e uma mesa de apoio. E por fim, temos a área das construções com diversos materiais como legos, blocos de madeira, carros, animais, caixa de ferramentas, entre outros. As paredes da sala estão repletas de trabalhos desenvolvidos pelas crianças pois como é referido nas OCEPE (Silva et al., 2016), “O que está exposto constitui uma forma de comunicação, que sendo representativa dos processos desenvolvidos, os torna visíveis tanto para crianças como para adultos. Por isso, a sua apresentação deve ser partilhada com as crianças e corresponder a preocupações estéticas.” (p.26). (Anexo B) 3.3. Caracterização da Rotina Diária É importante para as crianças que: “quando os horários e as rotinas diárias são previsíveis e estão bem coordenados em vez de em permanente mudança, é mais provável que os bebés e as crianças se sintam seguros e confiantes” (Post & Hohmann, 2011, p. 193) Assim, a rotina da sala dos 3 anos inicia-se com o acolhimento do grupo entre as 9:00h e as 9:30h, sendo que neste tempo cantámos os bons dias, contámos as novidades e marcámos as presenças e o tempo. Entre as 9:30h e as 10:00h as crianças comem a fruta. Entre as 10:00 e as 10:30 há sempre uma atividade em pequeno grupo (exceto à quarta-feira), ou seja, inglês (segunda-feira), ginástica (terça-feira), música (quinta-feira) e dança (sexta-feira). Depois, entre as 10:30h e as 11:30h o grupo desenvolve atividades planeadas pela educadora e trabalham nas áreas. Entre as 11:30h e as 11:45h as crianças arrumam a sala e fazem a sua higiene para se prepararem para o almoço. A seguir, entre as 11:45h e as 12:30h as crianças almoçam e de seguida vão à casa de banho. As 12:30h até às 12:50h as crianças vão até ao parque ou até ao 31 4.2. Intervenção pedagógica no contexto de jardim de infância Como mencionei em cima, o projeto intitula-se de Abordagem aos movimentos fundamentais através dos cinco sentidos, e seguidamente dou a conhecer três das nove atividades que foram planificadas durante o decorrer do meu estágio. Estas três atividades foram para mim as que mais me marcaram e que também marcaram o grupo de uma forma muito positiva. 4.2.1. Propostas pedagógicas e subsequentes análises Designação da 3ª atividade: A visão Nesta atividade darei continuidade ao sentido da visão e primeiramente irei pedir às crianças que se sentem em roda para partilhar comigo as suas ideias prévias sobre o sentido da visão e sobre a atividade realizada anteriormente. Num segundo momento explicarei ao grupo que iremos realizar um jogo que já é conhecido deles, o jogo da estátua, mas em vez de falarmos estátua para paramos, irei projetar no teto da sala, com a ajuda de uma lanterna a cor vermelha para eles pararem e a cor verde para eles andarem, saltarem, correrem, saltar ao pé coxinho, entre outros. Para esta atividade se realizar como previsto terei de fechar as persianas da sala. Para jogar este jogo o grupo terá de estar bem atento e utilizar a sua visão para diferenciar as cores e cumprir as regras do jogo. No final do jogo o grupo sentar-se-á numa roda e apresentarei o poema da visão. Explicarei ao grupo que este poema não é igual aos outros, pois faltam-lhe palavras que iremos ser nós a completar com as imagens correspondentes a cada palavra em falta. Antes de completar o poema, irei apresentar quais são as palavras que serão utilizadas no poema. Por fim, penduraremos o poema no placar para que todos possam ver e relembrar sempre que quiserem. 32 Planificação diária: 20/11/2018 Instituição: Braga Ano de escolaridade: Pré-escolar (3 anos) Áreas de conteúdo/competências específicas Descrição da atividade Objetivos Recursos Avaliação (será avaliado na criança) Área de formação pessoal e social: - Desenvolvimento da interação social entre as crianças; - Interiorização de novos conhecimentos; - Promover a consciência de si e do outro; Área de expressão e comunicação: - Formação de conceitos básicos na formação da criança; - Contato com os diversos tipos de expressão e comunicação; - Desenvolvimento da capacidade de expressão, comunicação e aprendizagem da linguagem oral; Domínio da educação física: - Cooperação em situações de jogo, seguindo orientações ou regras; - Domínio de movimentos que implicam deslocamentos e equilíbrios como: correr, saltar e saltar a pés juntos; 1º momento: breve conversa sobre a visão; 2º momento: apresentação do jogo da estátua com lanternas coloridas (verde e vermelha); 3º momento: sugestão às crianças de vários movimentos (saltar, saltar a pés juntos, correr) possíveis durante o jogo; 4º momento: apresentação do poema para completar com as imagens; Reconhecer os cinco sentidos; Estimular o sentido da visão Desenvolver a imaginação; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter prático e lúdico, envolvendo-as de forma direta; Cooperar com os colegas no jogo, envolvendo-se no trabalho de equipa; Aceite e cumpra as regras do jogo, acordados pela estagiária; Materiais: Papel celofane amarelo e vermelho; Lanternas; Humanos: Educadora; Auxiliar; Estagiária; Crianças; Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; Aceitação e cumprimento das regras do jogo; Associa o sentido à parte correspondente do corpo humano; 33 Aceitar a situação de ganhar ou perder; 34 Reflexão da 3ª atividade A 3ª atividade - visão foi realizada no dia 20 de novembro de 2018, durante a parte da manhã. Esta atividade tinha como objetivo inicial relembrar a atividade anterior, ou seja, desenvolver a capacidade de memorização e conversar com o grupo sobre o sentido da visão. Seguidamente e com base no que foi falado anteriormente passámos para a explicação do jogo da estátua com lanternas coloridas onde as crianças desenvolveram a sua criatividade e a cooperação entre o grupo de acordo com os vários movimentos pedidos por mim tais como, saltar, saltar a pés juntos, correr, etc. Verifiquei que este tipo de atividades é muito apreciado pelo grupo pois eles sentem-se mais libertos e sentem-se mais descontraídos sendo que assim um dos objetivos pretendidos por mim inicialmente foi muito bem alcançado. Após a explicação, realizámos o jogo e a participação das crianças decorreu de uma forma positiva apesar de, por vezes a intervenção delas ser de uma forma não tão ordeira. Designação da 4ª atividade: Que som faz o meu corpo? Esta atividade, “Que som faz o meu corpo?” começará com um pequeno diálogo com o grupo para conseguir perceber os conhecimentos prévios do grupo sobre o sentido da audição. Assim, explorarei com o grupo a história do Mickey (desenho animado conhecido e acarinhado por todos na sala) Brincar e aprender com o Mickey – A Audição . No fim da leitura colocarei questões ao grupo para perceber se as crianças conseguiram entender a mensagem da história. Seguidamente, apresentarei o jogo da audição que consiste na adivinhação da parte do nosso corpo que corresponde o som, ou seja, com a ajuda de uma coluna irei colocar o som de várias partes do nosso corpo (coração a bater, palmas, gargalhadas, correr, espirro, entre outros) e à vez cada criança responderá. Posteriormente, completaremos o poema alusivo ao sentido da audição e apresentarei as imagens das palavras em falta ao grupo para depois procedermos à completação do poema. 35 Planificação diária: 06/12/2018 Instituição: Braga Ano de escolaridade: Pré-escolar (3 anos) Áreas de conteúdo/competências específicas Descrição da atividade Objetivos Recursos Avaliação (será avaliado na criança) Área de formação pessoal e social: - Desenvolvimento da interação social entre as crianças; - Interiorização de novos conhecimentos; - Promover a consciência de si e do outro; - Demonstração de comportamentos de apoio e entreajuda, por iniciativa própria ou quando solicitado; Área de expressão e comunicação: - Formação de conceitos básicos na formação da criança; - Contato com os diversos tipos de expressão e comunicação; - Desenvolvimento da capacidade de expressão, comunicação e aprendizagem da linguagem oral; 1º momento: Breve conversa sobre os cinco sentidos evidenciando o sentido da audição. 2ºmomento: leitura do poema da audição e preenchimento de palavras em falta com as imagens correspondentes; 3º momento: apresentação da história Brincar e aprender com o Mickey – A Audição; 4º momento: leitura e exploração da história (através de questões colocadas às crianças); 5º momento: Apresentação do jogo da audição e posteriormente a exploração desse jogo; Reconhecer os cinco sentidos; Estimular o sentido da audição; Desenvolver a imaginação; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter prático e lúdico, envolvendo-as de forma direta; Cooperar com os colegas, envolvendo-se no trabalho de equipa; Comentar a história de forma a extrair o sentido; Materiais: Poema; Imagens; História; Coluna; Sons; Humanos: Educadora; Auxiliar; Estagiária; Crianças; Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; Associa o sentido à parte correspondente do corpo humano; 36 Domínio da linguagem oral: - Elaborar frases completas aumentando gradualmente a sua complexidade; 37 Reflexão da 4ª atividade Esta atividade decorreu no dia 6 de dezembro de 2018, e tinha como grande objetivo explorar o sentido da audição e o nosso corpo. Neste sentido propus ao grupo uma pequena conversa sobre a audição e o que sabiam sobre ela, seguindo-se um pequeno momento de leitura da história do Mickey sobre a audição e exploração desta através de questões colocadas às crianças. Posteriormente apresentei o jogo da audição dos sons do nosso corpo onde as crianças teriam de adivinhar a que parte do corpo pertencia o som que tinham acabado de ouvir e para finalizar fizemos o preenchimento do poema sobre a audição com o preenchimento de palavras em falta com as imagens correspondentes. No decorrer da atividade foi notório o interesse das crianças, pois elas participavam ativamente. O meu papel nesta atividade foi apenas de orientadora, permitindo que as crianças fossem elas mesmas a darem-me a conhecer o que sabiam sobre a audição e para que servia, e ainda que fossem elas a adivinhar os sons e ainda a fazer o preenchimento correto do poema. A avaliação que faço desta atividade é positiva pois o grupo já começou a participar de uma forma mais ordeira, mostrando-se interessadas, participativas e autônoma em toda a atividade. Figura 4 – Leitura da história Brincar e aprender com o Mickey – A Audição Figura 5 - Exploração da história Figura 6 - Jogo da audição 38 Designação da 5ª atividade: Vamos fazer slime! Esta atividade surgiu devido à moda que andava por toda a instituição, o slime. O slime é uma massa viscosa, uma espécie de plasticina, mas muito mais maleável e viscosa. Assim, decidi fazer um slime com o grupo para que através do tato eles conseguissem conhecer novos materiais. Esta atividade será desenvolvida com a presença de duas mães que serão convidadas por mim e pela educadora para participarem na atividade. Para começar, em roda falarei de todos os sentidos que já abordámos anteriormente e depois abordarei o sentido do tato para conseguir perceber quais os conhecimentos prévios do grupo sobre este sentido (para que serve, onde se encontra, entre outros). A seguir, explicarei ao grupo todo o processo para fazermos slime e quais os ingredientes que iremos utilizar. Seguidamente o grupo irá para o seu lugar na mesa para darmos início à construção do nosso slime. Com a ajuda da educadora, auxiliar e das mães auxiliaremos as crianças durante todo o processo do slime onde no fim cada criança terá oportunidade de escolher como quer decorar o seu slime (com purpurinas, bolas de esferovite, lantejoulas, entre outros). Ao longo do processo irei questionar o grupo sobre o que conseguem sentir com as suas mãos, se quente ou frio, se duro ou mole e se fofo ou áspero. No fim, em roda, farei a leitura do poema do tato e explorarei as imagens correspondentes às palavras em falta onde depois serão colocadas nos respetivos sítios. 39 Planificação diária: 10/01/2019 Instituição: Braga Ano de escolaridade: Pré-escolar (3 anos) Áreas de conteúdo/competências específicas Descrição da atividade Objetivos Recursos Avaliação (será avaliado na criança) Área de formação pessoal e social: - Desenvolvimento da interação social entre as crianças; - Interiorização de novos conhecimentos; - Promover a consciência de si e do outro; - Demonstração de comportamentos de apoio e entreajuda, por iniciativa própria ou quando solicitado; Área de expressão e comunicação: - Formação de conceitos básicos na formação da criança; - Contato com os diversos tipos de expressão e comunicação; - Desenvolvimento da capacidade de expressão, comunicação e aprendizagem da linguagem oral; Domínio da linguagem oral: 1º momento: diálogo com as crianças para uma troca de ideias sobre os sentidos explorados anteriormente (audição, paladar, olfato e visão) e sobre o sentido do tato; 2º momento: apresentação do slime ao grupo e explicação de como este será feito; 3ºmomento: criação do slime com o grupo; 4º momento: completar o poema do tato com as respetivas imagens e fazer a sua leitura; Reconhecer os cinco sentidos; Estimular o sentido do tato; Desenvolver a imaginação; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter prático e lúdico, envolvendo-as de forma direta; Materiais: Poema; Imagens; Cola branca; Detergente da roupa líquido; Espuma de barbear; Recipientes; Espátulas/colheres; Caixas (para guardar o slime); Humanos: Educadora; Auxiliar; Estagiária; Crianças; Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; Associa o sentido à parte correspondente do corpo humano; 40 - Elaborar frases completas aumentando gradualmente a sua complexidade; Domínio da educação artística - Reconhecer: cores, sensações e texturas; - Modelar de diversas formas; - Ter sensibilidade estética; Cooperar com os colegas, envolvendo-se no trabalho de equipa; Desenvolver capacidades expressivas e criativas através de experimentações e produções plásticas; Encarregados de educação; 47 Reflexão da 1ª atividade Com o decorrer desta atividade pude perceber que ao contrário do que eu achava, eram muitas as crianças que já tinham uma pequena noção do que eram os cinco sentidos e muitos sabiam alguns dos sentidos e para que serviam cada um deles: Assim, com esta interação, as crianças foram trazendo palavras e ideias novas sobre o tema dos sentidos conseguindo que a atividade, tanto para mim como para o grupo, fosse desenvolvida de uma forma muito estimulante conseguindo cativar as outras crianças que estavam mais inibidas. Quando chegou o momento do jogo, percebi rapidamente que o grupo ainda ficou mais interessado pois eles adoram jogos onde podem participar em grande grupo. Este foi um jogo que teve bastante significado para o grupo pois muitas vezes antes de irem para o descanso, pediam para jogar. Foi interessante para mim esta primeira atividade, pois consegui observar as reações e os comportamentos das crianças, uma vez que para a grande maioria o tema dos cinco sentidos era e é ainda muito desconhecido. Apesar de tudo o grupo mostrou um grande entusiasmo na atividade e conseguiram despontar o lado criativo e imaginário uma vez que algumas imagens poderiam corresponder a mais do que um sentido. Durante o decorrer do dia pude observar que na hora de eles trabalharem nas áreas, as crianças que estavam na área dos jogos brincavam com a roda dos sentidos muitas vezes pedindo a minha presença para os ajudar ou apenas para dar o meu parecer sobre as escolhas deles. - “O nariz serve para cheilale” - S. - “Temos a boca” - C. - “O nariz serve para cheilale” (Simão) - “Temos a boca” (Camila). - “O nariz serve para cheilale” (Simão) - “Temos a boca” (Camila). - “O nariz serve para cheilale” (Simão) - “Temos a boca” (Camila). - “O nariz serve para cheilale” (Simão) - “Temos a boca” (Camila). - “O nariz serve para cheilale” (Simão) - “Temos a boca” (Camila). - “O nariz serve para cheilale” (Simão) - “Temos a boca” (Camila). Figura 9Leitura da história Os meus 5 sentidos Figura 10Exploração da história Figura 11 – Jogo dos cinco sentidos 48 Designação da 4ª atividade Nesta 4ª atividade, decidi recorrer a um jogo onde pudesse juntar os cinco sentidos e a ginástica. Assim, para a concretização desta atividade decidi criar um jogo num ambiente que lhes era familiar, mas que apenas é utilizado uma vez por semana, o salão/pavilhão. Segundo as OCEPE, “A educação física é também um espaço privilegiado de brincar em que o/a educador/a cria condições de exploração livre do espaço e do movimento, permitindo que a criança invente os seus movimentos, tire partido de materiais, coloque os seus próprios desafios e corra riscos controlados, que lhe permitam tornar-se mais autónoma e responsável pela sua segurança.” OCEPE (2016, p.44). Neste sentido, para começar a atividade levarei o grupo para o salão/pavilhão. Darei início a uma conversa sobre tudo o que já falamos sobre os cinco sentidos, falando seguidamente do sentido do paladar – boca. Colocarei questões como: o que é isto? (apontando para a boca); para que serve?; o que temos dentro da nossa boca? ; quem sabe o nome do sentido que damos para a boca?, no sentido de aperfeiçoar, tornar mais fácil a compreensão e a distinção dos outros órgãos /sentidos. A seguir, colocarei os arcos alinhados em duas colunas (uma para saltar a pés juntos para a tabela e outra para saltar ao pé coxinho até ao lugar) e no fim uma tabela que está dividida em 4 colunas (limão, café, sal e chocolate) e por baixo de cada coluna existe um espaço para cada criança assinalar a sua experiência, com um marcador verde que gostou do sabor e com um marcador vermelho, que não gostou. Após experimentar todos os alimentos, cada criança voltará para o seu lugar tentando equilibra-se, nos arcos, num só pé. No fim desta atividade, durante o almoço as crianças experimentarão uma salada de fruta onde cada uma terá oportunidade de provar e ir dialogando com os colegas e comigo, quais as frutas que conseguem encontrar e se estas são doces, amargas, salgadas, frias ou quentes, etc. 49 Planificação diária: 25/04/2018 Instituição: Braga Ano de escolaridade: creche (sala 2 anos) Nome da atividade: A que sabe? Descrição Objetivos Recursos Tarefa do educador Avaliação 1º momento: a atividade começa com uma rápida conversa para relembrar os sentidos e qual a função de cada um, dando enfase ao sentido do paladar; 2º momento: seguidamente darei início a um breve diálogo com o grupo sobre o paladar e o que sabem sobre este sentido. 3º momento: após o segundo momento, começarei por explicar a atividade e demonstrarei como o fazer. Onde primeiramente o grupo terá um circuito de arcos que terá de percorrer até chegar á parte dos alimentos. 4º momento: cada criança, na sua vez, terá de saltar os arcos e experimentar os quatro alimentos (sal, café, limão e chocolate) e depois numa tabela debaixo de cada alimento colocar um círculo/bolinha a verde caso tenha gostado ou a vermelho caso não tenham gostado. 5º momento: para finalizar a atividade, o grupo no fim do almoço terá a oportunidade de experimentar salada de fruta Desenvolver no grupo o prazer e satisfação para se envolverem na atividade; Motivar o grupo a participar ativa e positivamente de forma a construir aprendizagens ativas e significativas; Explorar diferentes alimentos; Estimular o paladar para diferenciar os sabores (amargo, doce, salgado e azedo); Arcos Alimentos (Sal grosso, limão, café, chocolate, e frutas diversificadas) Quadro de registo da atividade Copos de plástico Marcadores (cor vermelha e cor verde); O educador nesta atividade apenas ajudará nos saltos dos arcos caso o grupo tenha dificuldades e dará cada alimento para a mão da criança segundo a ordem estabelecida no quadro de registo Interesse do grupo pelo tema abordado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação e reflexão do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; 50 e através do paladar, conseguirem adivinhar quais as frutas existentes. Capacidade do grupo de adivinhar e diferenciar os alimentos e os sabores; 51 Reflexão da 4ª atividade Com a realização desta atividade consegui observar que as crianças ficaram muito contentes com o jogo dos arcos onde depois teriam de experimentar alimentos que muitos nunca tinham experimentado. Esta atividade tinha sido planificada para ser desenvolvida no salão/pavilhão da instituição, mas não se concretizou, pois, este estava ocupado com uma outra sala. Assim, a educadora sugeriu que fossemos para a sala de acolhimento alertando que esta não tinha as mesmas dimensões do salão/pavilhão, mas que dava para conseguirmos realizar a atividade. Durante a realização do jogo, foram muitas as crianças que com o decorrer da atividade, iam utilizando os termos azedo, salgado, docinho e amargo para caracterizar os alimentos consoante os iam provando. Durante o decorrer do jogo expliquei ao grupo que apesar de, por exemplo, o limão ser azedo há quem goste desse sabor tal como apesar do chocolate ser doce, há quem não goste. Como era de esperar, pude constatar que o alimento que o grupo mais gostou de provar foi o chocolate e o que teve comentários mais negativos foi o limão. Contudo, a parte preferida de todos foi a prova da salada de fruta. Ficaram muito eufóricas quando lhes revelei a “surpresa” e foi engraçado ver cada criança a provar e a dizer que fruto era e se era doce, salgado, etc. pedindo para repetir mais vezes. No final do almoço reuni as crianças na sala, em roda, e pedi que estas se expressassem sobre a salada de fruta. Esta atividade possibilitou às crianças conhecer um novo sentido e conhecer termos novos relacionados com o sentido do paladar. Figura 12 - Jogo do paladar Figura 13Degustação dos alimentos e classificação 52 Figura 14 - Quadro resultante da degustação dos alimentos Figura 15 - Momento surpresa: prova a salada de fruta 53 Capítulo V – Conclusões e considerações Finais 5.1. Reflexão e Avaliação da Prática Pedagógica no Contexto de jardim de infância Fui percebendo ao longo do meu percurso em contexto de jardim de infância que tive uma grande evolução tanto a nível pessoal como profissional. A minha forma de intervir, de interagir com o grupo, com a equipa educativa, com a sala, tinham sofrido imensas transformações positivas desde o primeiro dia em que cheguei à instituição. Foi uma experiência muito rica de oportunidades que pude vivenciar e perceber a importância do trabalho em equipa, a importância do trabalho desenvolvido pelas educadoras; o papel dos pais no dia a dia da instituição através da participação ativa nas atividades propostas pela educadora e a importância de um bom ambiente de trabalho. Apesar de tudo, o único ponto que achei negativo foi a escolha do meu tema. Foi-me muito difícil e maçador ter de explorar o mesmo tema quando a minha vontade era mudar para ter a oportunidade de explorar outras áreas, outros materiais, outros temas, …, contudo, com o desenrolar do projeto fui ganhando motivação e penso que o resultado final foi conseguido. Durante a realização deste projeto o grande ponto positivo que destaco foi a disponibilidade encontrada pelos pais das crianças da sala para participarem numa atividade do meu projeto. Foi muito gratificante e enriquecedor o percurso em contexto de jardim de infância, possibilitando-me a aquisição de novos conhecimentos e novas técnicas de interação com o grupo. Considero assim, que este foi um período que me proporcionou aprendizagens fundamentais que, sem dúvida levarei para a minha vida como futura educadora de infância. Fui feliz, cresci muito e senti-me mais capaz e mais confiante. 54 5.2. Reflexão e Avaliação da Prática Pedagógica no Contexto de Creche Após o término do meu estágio em valência de creche, posso afirmar que foi sem dúvida uma novidade para mim neste meu percurso enquanto futura profissional de educação, pois nunca tinha tido a oportunidade de, ao longo da licenciatura ter contato com a valência de creche. O tempo que estive na sala dos dois anos foi para mim um tempo de novas descobertas, novos desafios e dificuldades, mas acima de tudo de novas conquistas e de experiências muito enriquecedoras. Foi assim, um grande desafio conseguir desenvolver atividades para esta idade, mas muito gratificante poder perceber que os objetivos inicialmente traçados no início do projeto, foram alcançados. A evolução do grupo ao longo das atividades foi aumentando gradualmente, desde a comunicação e a interação com o outro permitindo assim às crianças ter um melhor aproveitamento da atividade e uma motivação. Os momentos em que consegui intervir com materiais que o grupo nunca tinha tido oportunidade de manusear ou com um jogo novo para o grupo explorar, ou fazer uma atividade fora da sala, foram um sucesso. A atenção e a curiosidade durante a atividade eram entusiasmantes para mim pois sentia que o grupo estava empenhado e interessado, dando-me assim motivação e força para a próxima atividade. Mas nem sempre a realização das atividades ou o desenrolar da mesma aconteceu como estava previsto, houve limitações e dificuldades, mas que no final percebi que apesar desses contratempos consegui ultrapassar de uma forma positiva e que me serviram de aprendizagem e me ajudaram a crescer a nível pessoal e a nível profissional. Uma das restrições foi sem dúvida o tempo pois como na valência de creche o tempo de atividades é reduzido devido à hora de almoço ser às 11:30 e a outras atividades extracurriculares coincidirem com os meus dias de estágio (terça, quarta e quinta-feira) afetando assim as minhas atividades para o grande grupo. Uma outra restrição com que me deparei foi a gestão do grupo, havendo momentos em que o comportamento das crianças não tivesse sido fácil de controlar muitas vezes devido à excitação criada pela atividade. assim, de forma a conseguir cativar a atenção do grupo para a atividade, chamava a 55 atenção para o próximo momento que se iria desenrolar ou batia palmas, … perante estas situações fui conseguindo no decorrer das atividades desenvolvidas com que as crianças não dispersassem tanto. Analisando todo o meu percurso em creche, este projeto foi de todos aquele que me desafiou e me fez desenvolver mais a nível profissional ajudando-me a compreender o funcionamento de uma sala de creche. Fez me perceber que enquanto futura educadora de infância tenho um papel muito importante na educação das crianças, desde as apoiar e as orientar e de lhes proporcionar momentos de grande prazer e de grande interação com o mundo. Em forma de conclusão, todo este percurso e todo este trabalho só foi possível e só teve sucesso porque tive um grande apoio de toda a equipa educativa, em especial a da educadora e a auxiliar, que me serviram de exemplo e me ajudaram a perceber que esta foi a escolha acertada que fiz para o meu futuro. Mas, tudo isto não seria possível sem o grupo de crianças que nunca irei esquecer e que serão sempre “meus”. 5.3. Reflexão final Com o terminar da minha prática pedagógica e da escrita do presente relatório, posso aferir que esta instituição foi, sem dúvida, uma das instituições que mais gosto me deu em frequentar. Foi uma instituição que me acolheu sempre de braços abertos e onde pude contactar com grandes profissionais que me transmitiram imensas aprendizagens. O começo foi um pouco atribulado, pois sentia-me, constantemente, inútil e bastante nervosa, apesar de ter o apoio incondicional de toda a instituição, onde todos estavam dispostos a ajudar-me em tudo aquilo que precisasse. Foram várias as conversas com as minhas colegas e ex-colegas de curso e familiares, onde pude compreender que esse sentimento era normal, uma vez que nos sentíamos deslocadas e que não éramos suficientemente capazes. Contudo, o apoio da educadora e da auxiliar foi importante, fazendo-me sentir cada vez mais competente e que aquelas crianças eram também um pouco minhas e, por isso, tinha a responsabilidade de cuidar, dar atenção, desenvolver atividades para elas, ajudando-as, assim, a construir e a desenvolver os seus conhecimentos e capacidades. Poder interagir e aprender com todos os profissionais desta instituição e ter a oportunidade de vivenciar, durante praticamente um ano, um conjunto de momentos que, sem dúvida, foram 56 indispensáveis no meu percurso enquanto futura profissional de educação. Todas as aprendizagens adquiridas e desenvolvidas foram de imensa importância e que, certamente, tirarei partido ao longo quer da vida profissional como pessoal. Um dos aspetos mais marcantes, ao longo deste percurso, foi poder acompanhar a evolução do grupo, dado que demonstraram um notório progresso na passagem da valência de creche para a valência de jardim de infância. Foi igualmente pertinente ter estado presente desde o início do ano letivo pois assim consegui ter uma perceção de como se realiza todo o processo de integração à nova sala (aspetos organizacionais) e às novas crianças do grupo (aspetos relacionais) desde o início. Um outro aspeto que foi fundamental foi poder assistir a reuniões entre outros profissionais, tais como os de intervenção precoce e psicólogos. Através desta experiência, tive a oportunidade de experienciar atividades que foram sendo desenvolvidas dentro e fora da sala, atividades de interação entre as crianças de outras salas e as irmãs que viviam na instituição, a relação entre a instituição e as famílias e também a comunidade educativa. Como futura educadora foi importante para mim poder observar, planificar, intervir e avaliar, pois foram estas fases que me tornaram muito mais responsável e autónoma. Percebi que esta é sem dúvida uma profissão que exige muito trabalho, dedicação, amor, alegria e muito empenho para que assim consigamos ser bons profissionais e consigamos dar às crianças que se cruzam connosco momentos que lhes proporcionem bem-estar, felicidade, tranquilidade, compreensão, etc., contribuindo assim de uma forma positiva o início da vida delas. 63 • Atividade 3 Planificação diária: 23/05/2018 Instituição: Braga Ano de escolaridade: Creche (sala 2 anos) Nome da atividade: que cheiro é este? - Olfato Descrição Objetivos Recursos Tarefa do educador Avaliação 1º momento: breve conversa sobre o olfato; 2º momento: apresentação da 1ª atividade. Dentro de cada frasco existirá um alimento/planta para o grupo primeiramente cheirar e ficar a conhecer quais os diferentes cheiros existentes; 3º momento: cada criança irá ser vendada e será colocado um frasco nas suas mãos e Conhecerem e familiarizarem-se com novos cheiros, para assim apurarem o olfato; Estimular o olfato; Reconhecer cheiros (agradáveis e desagradáveis); Frascos; Diferentes cheiros (alecrim, banana, limão, sabonete, entre outros); Saquinhos; 1ºmomento: conversa sobre o olfato; 2ºmomento: explicação da 1ª atividade com os frascos de cheiro; 3º momento: apresentação da 2ª atividade onde cada criança irá criar o seu saquinho de cheiro; 4ºmomento: auxiliar se necessário, as crianças na execução das atividades; Reconhecer cheiros agradáveis e desagradáveis; Descobrir os alimentos pelo cheiro; Participação ativa na atividade; Atenção e concentração na atividade; 64 assim adivinhar qual o cheiro; 4º momento: Inicio da 2ª atividade. o grupo irá, com a ajuda de uma colher, colocar raspas de sabonete num saquinho; 65 • Atividade 5 Planificação diária: 19/05/2018 Instituição: Braga Ano de escolaridade: Creche (sala 2 anos) Nome da atividade: A minha visão Descrição Objetivos Recursos Tarefa do educador Avaliação 1º momento: breve conversa sobre a visão; 2º momento: exploração livre dos objetos e pequeno diálogo sobre o que vêm e de que forma vêm (colorido, mais perto, muitas imagens, entre outros); 3º momento: para finalizar esta atividade, o grupo terá de colocar pedaços de cartões e/ou tampas, com Estimular o sentido da visão Desenvolver a imaginação; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Explorar diferentes materiais (caleidoscópio, lupas, óculos, entre outros); Identificar os diferentes materiais; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter pratico e Caleidoscópio Lupa Óculos Copos feitos com papel celofane de várias cores 1 Caixa de cartão 5 Pedaços de cartão Tampas de várias cores Nesta atividade o educador terá como função o de auxiliar o grupo em ambas as atividades e de estimular o diálogo entre as crianças e o adulto. Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; 66 cores diferentes, numa caixa com ranhuras também elas com cores diferentes. lúdico, envolvendo-as de forma direta; 67 • Atividade 6 Planificação diária: 19/05/2018 Instituição: Braga Ano de escolaridade: Creche (sala 2 anos) Nome da atividade: o que é isto? - tato Descrição Objetivos Recursos Tarefa do educador Avaliação 1º momento: breve conversa sobre o tato; 2º momento: o educador explica ao grupo a atividade. primeiramente cada criança terá de ir colocando as mãos em cada caixa e conseguir perceber qual é o objeto e a textura dos de cada objeto que se encontram em cada uma; 3º momento: para finalizar, no fim do circuito das caixas, haverá um saco e cada criança irá colocar a mão dentro da caixa e adivinhar que objeto se encontra lá dentro (sem olhar para dentro da mesma); Trabalhar o tato; Maior destreza das mãos/pés; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Estimular a sensibilidade tátil e o conhecimento de várias texturas (áspero, liso, duro, mole, quente e frio); Reconhecer os objetos apenas pelo tato; 5 Caixas; Esfregão, água, esponjas, algodão, pelo sintético; 1 saco; Bola, tesoura, marcador, legos, entre outros materiais do dia a dia do grupo; 1º momento: nesta atividade o educador irá auxiliar o grupo no momento em que eles exploram os materiais que estão em cada caixa, ajudando assim a perceber as características de cada um e qual a sensação que cada criança tem em relação aos materiais (frio, liso, mole, entre outros). 2º momento: o educador irá ajudar o grupo a adivinhar que objeto se encontra dentro da caixa, dando pistas. Identificam várias texturas e reconhecem os objetos pela sua forma, textura, entre outros; Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; 68 Anexo E Planificação das atividades desenvolvidas em contexto de jardim de infância • Atividade 1 – O que queremos saber? Áreas de conteúdo/competências específicas Descrição da atividade Objetivos Recursos Avaliação (será avaliado na criança) Área de formação pessoal e social: - Desenvolvimento da interação social entre as crianças; - Interiorização de novos conhecimentos; - Promover a consciência de si e do outro; - Colabora em atividades de pequeno e grande grupo, cooperando no desenrolar da atividade e/ou na elaboração do produto final; Área de expressão e comunicação: - Desenvolvimento da capacidade de expressão, comunicação e aprendizagem da linguagem oral; Domínio da linguagem oral: - Elaborar frases completas aumentando gradualmente a sua complexidade; - Utilização de novo vocabulário; - Escutar os outros e responder adequadamente, apresentando as suas ideias e saberes, tanto em situações de comunicação individual como em grupo; - Sabe que a escrita e os desenhos transmitem informação; - Faz perguntas e responde, demonstrando que compreendeu a informação transmitida oralmente; -Ouve atentamente histórias, rimas, poesias e outros textos, mostrando prazer e satisfação; 1º momento: conversa com o grupo para troca de conhecimentos prévios sobre o corpo humano; 2º momento: leitura da história “O teu corpo” 3º momento: escrita de todas as curiosidades, numa cartolina, que as crianças desejam saber e a forma como vamos Desenvolver a imaginação; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter prático e lúdico, envolvendo-as de forma direta; Materiais: Cartolina; Caneta; Humanos: Educadora; Auxiliar; Estagiária; Crianças; Interesse do grupo pelo tema trabalhado (apresenta e debate as suas ideias); Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; 69 responder a todas as curiosidades. 70 • Atividade 2 – O nosso corpo Áreas de conteúdo/competências específicas Descrição da atividade Objetivos Recursos Avaliação (será avaliado na criança) Área de formação pessoal e social: - Desenvolvimento da interação social entre as crianças; - Interiorização de novos conhecimentos; - Promover a consciência de si e do outro; - Contribui para a elaboração das regras de vida em grupo, reconhece a sua razão e necessidade e procura cumpri-las; Área de expressão e comunicação: - Formação de conceitos básicos na formação da criança; - Contato com os diversos tipos de expressão e comunicação; - Desenvolvimento da motricidade fina; - Desenvolvimento da capacidade de expressão, comunicação e aprendizagem da linguagem oral; Subdomínio das artes visuais - Introduz, nas suas produções plásticas, elementos visuais (cores, formas, texturas, etc); - Desenha e pinta formas definidas atribuindo significados; 1º momento: breve conversa sobre o corpo humano e sobre os cinco os sentidos; 2º momento: sugestão às crianças para a realização de um desenho referente à sua figura humana; 3º momento: realização de um novo desenho sobre o corpo humano, mas neste momento as crianças terão os olhos vendados; Reconhecer as diferentes partes do corpo humano presentes; Identificar as principais partes do corpo humano (cabeça, tronco, membros superiores e inferiores); Reconhecer os cinco sentidos; Estimular o sentido da visão Desenvolver a imaginação; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter prático e lúdico, envolvendoas de forma direta; Materiais: Folhas brancas Lápis de cor Vendas para os olhos Humanos: Educadora; Auxiliar; Estagiária; Crianças; Grau de precisão do desenho da figura humana; Pinta com detalhes; Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; 71 - Representa a figura humana; Área de conhecimento do mundo: - Reconhece e identifica partes do corpo e ainda alguns órgãos, incluindo órgãos dos sentidos, e compreende as suas funções; - Demonstra envolvimento no processo de descoberta e exploração e revela satisfação com os novos conhecimentos que construiu; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; 72 • Atividade 6 – A que sabe a gelatina? Áreas de conteúdo/competências específicas Descrição da atividade Objetivos Recursos Avaliação (será avaliado na criança) Área de formação pessoal e social: - Desenvolvimento da interação social entre as crianças; - Interiorização de novos conhecimentos; - Promover a consciência de si e do outro; - Demonstração de comportamentos de apoio e entreajuda, por iniciativa própria ou quando solicitado; Área de expressão e comunicação: - Formação de conceitos básicos na formação da criança; - Contato com os diversos tipos de expressão e comunicação; - Desenvolvimento da capacidade de expressão, 1º momento: apresentação do sentido do paladar com um pequeno diálogo, recorrendo ao poema relacionado com o tema; 2ºmomento: explicação do procedimento da confeção da gelatina, seguindo-se a sua preparação; 3º momento: Degustação das gelatinas onde o grupo tentar adivinhar o sabor de cada uma; Reconhecer os cinco sentidos; Estimular o sentido do paladar; Desenvolver e ampliar o vocabulário; Desenvolver o respeito pelo outro, numa atitude de partilha e socialização com os outros; Proporcionar ao grupo atividades de caráter prático e lúdico, envolvendoas de forma direta; Cooperar com os colegas, envolvendo-se no trabalho de equipa; Desenvolver capacidades expressivas e criativas através de experimentações e produções plásticas; Materiais: Poema; Imagens; Gelatina em pó de vários sabores; Água; Formas de silicone com vários motivos; 3 recipientes; Colheres; Humanos: Educadora; Auxiliar; Estagiária; Crianças; Interesse do grupo pelo tema trabalhado; Participação e envolvimento ativo nas atividades; Interação do grupo; Compreensão da temática, através da expressão das suas ideias; Associa o sentido à parte correspondente do corpo humano; 79 ideias e saberes, tanto em situações de comunicação individual como em grupo;