Full text
Universidade do Minho Escola de Psicologia Cátia Marisa Lopes Monteiro APOLO-Teens: Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência Junho 2022 APOLO-Teens: Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência Cária Monteiro UMinho | 2022
2
Universidade do Minho Escola de Psicologia Cátia Marisa Lopes Monteiro APOLO-Teens: Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência Dissertação de Mestrado Mestrado Integrado em Psicologia Trabalho efetuado sob a orientação do Professora Doutora Eva Conceição e da Doutora Sofia Marques Ramalho junho de 2022
ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual CC BY-NC-SA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ (Cátia Marisa Lopes Monteiro)
iii Agradecimentos Primeiramente agradeço à Dra. Eva Conceição e à Dra. Sofia Ramalho por toda a ajuda prestada e pela disponibilidade que sempre tiveram para comigo. Agradeço também às minhas colegas, Joana, Eliana e Oriana, por estarem ao meu lado quando eu precisava. Tenho a agradecer a quem esteve sempre ao meu lado nesta jornada, os meus pais, o meu namorado e os meus amigos, que estiveram sempre cá para mim, a festejar comigo as pequenas vitórias, por terem sempre um ombro amigo para mim. Estes anos foram uma grande viagem que abriram caminho para muitas mais…
iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. (Cátia Marisa Lopes Monteiro)
v APOLO-Teens: Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência Resumo O APOLO-Teens é um programa de intervenção cognitivo comportamental para excesso de peso e obesidade, onde os adolescentes têm acesso através do Facebook. O estudo tem dois objetivos, identificar as diferenças existentes entre os grupos de baixa e elevada adesão à intervenção, no final da intervenção e no follow-up e estudar os preditores de adesão ao APOLOTeens no baseline. A amostra compreende 43 indivíduos, 31 (72.1%) do sexo feminino, dos 13 aos 18 anos (M= 15.16; DP= 1.77). Foram realizados testes MANOVA para estudar as diferenças entres os grupos de baixa e alta adesão e uma regressão linear múltipla para estudar os preditores de adesão. Relativo aos resultados, o grupo com alta adesão apresenta um menor medo de engordar, no final da intervenção, e apresenta maiores níveis de petisco contínuo compulsivo, no follow-up. Os adolescentes que passavam mais tempo, por dia, no Facebook, e que apresentavam um maior número de minutos em comportamento sedentário, por dia, no baseline, aderiram mais a este tipo de intervenção (R²= .160, F (1,34) = 4,55, p < .05). É possível concluir que estudar a adesão é importante, pois facilita a seleção das pessoas que beneficiam mais da intervenção e ajuda na personalização desta. Palavras chave: adesão, APOLO-Teens, intervenção web, preditores
vi APOLO-Teens: A study of predictors of treatment adherence for overweight and obesity in adolescence Abstract APOLO-Teens is a cognitive-behavioral intervention program for overweight and obesity, which adolescents have access to through Facebook. The study has two objectives, to identify the differences between low and high adherence groups at the end of the intervention and follow-up, and to study the predictors of adherence to APOLO-Teens at baseline. The sample comprised 43 individuals, 31 (72.1%) female, aged 13 to 18 years (M= 15.16; SD= 1.77). MANOVA tests were performed to study the differences between the low and high adherence groups and multiple linear regression to study the predictors of adherence. Relative to the results, the high adherence group had a lower fear of getting fat at the end of the intervention and had higher levels of continuous compulsive snacking at follow-up. Adolescents who spent more time per day on Facebook and who had more minutes of sedentary behavior per day at baseline adhered more to this type of intervention (R²= .160, F (1,34) = 4.55, p < .05). It can be concluded that studying adherence is important because it facilitates the selection of people who benefit most from the intervention and helps in personalizing the intervention. Keywords: adherence, APOLO-Teens, web intervention, predictors
vii Índice Agradecimentos .................................................................................................................................. iii Resumo............................................................................................................................................... v Abstract.............................................................................................................................................. vi Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência ....... 9 Metodologia ...................................................................................................................................... 14 Tipo de estudo .............................................................................................................................. 14 Amostra/ participantes ................................................................................................................. 14 Procedimento ............................................................................................................................... 15 Instrumentos/ medidas ................................................................................................................ 15 Dados sociodemográficos e antropométricos ............................................................................. 15 Adesão ..................................................................................................................................... 15 Comportamento Alimentar ........................................................................................................ 16 Atividade física .......................................................................................................................... 16 Funcionamento psicológico ....................................................................................................... 16 Análise estatística ............................................................................................................................. 17 Resultados ....................................................................................................................................... 18 Participantes ................................................................................................................................ 18 Diferenças entre grupos de baixa e alta adesão no final da intervenção e follow-up ........................ 19 Preditores de adesão .................................................................................................................... 22 Discussão......................................................................................................................................... 23 Referências ...................................................................................................................................... 28 Anexos ............................................................................................................................................. 35 Anexo A ........................................................................................................................................ 35 Anexo B ........................................................................................................................................ 37 Anexo C ........................................................................................................................................ 39 Índice de tabelas Tabela 1 Características demográficas, antropométricas, tempo passado, em média, por dia no Facebook e adesão dos participantes estratificados por grupos de adesão ......................................... 18 Tabela 2 Variáveis atividade física e funcionamento psicológico estratificadas por grupos de adesão, no final da Intervenção .......................................................................................................................... 19 Tabela 3 Variáveis atividade física e funcionamento psicológico estratificadas por grupos de adesão, no momento follow-up ........................................................................................................................... 20
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 14 O primeiro objetivo específico do estudo centra-se em identificar as diferenças existentes entre os grupos de baixa e alta adesão, no final da intervenção e no follow-up, relativo às variáveis comportamentais, do funcionamento psicológico e comportamento alimentar. O segundo objetivo específico do estudo centra-se em explorar os preditores de adesão à intervenção APOLO-Teens no baseline, mais especificamente preditores sociodemográficos (idade, sexo), preditores antropométricos (z-score do IMC), preditores psicológicos (depressão, ansiedade, stress, impulsividade, qualidade de vida), preditores de comportamento alimentar (medo de engordar, pressão social para comer, comportamentos restritivos e purgativos, preocupação com a comida, comportamento de petisco contínuo) e preditores comportamentais (tempo passado, em média, por dia, no Facebook, tempo sedentário, atividade física moderada a vigorosa dentro e fora da escola). Metodologia Tipo de estudo Este é um estudo do tipo longitudinal. A amostra deste estudo corresponde ao grupo de intervenção que usou o APOLOTeens, num estudo randomizado controlado mais abrangente, onde foi comparado o grupo de controlo, que recebia o tratamento hospitalar habitual para obesidade pediátrica e um grupo de intervenção que recebia o tratamento hospitalar mais o APOLOTeens. Foram recolhidos dados no início do tratamento (baseline), a 3 meses da intervenção, no fim da intervenção (6 meses) e follow-up (3 meses após o final da intervenção). Neste estudo irá ser estudada a relação entre determinadas variáveis, onde a variável dependente será “Adesão APOLO-Teens”, referente à adesão à intervenção, e as variáveis independentes serão relativas aos dados sociodemográficos dos adolescentes funcionamento psicológico, comportamento alimentar e atividade física, que irão ser referidos como preditores de adesão ao tratamento. Amostra/ participantes A amostra do presente estudo são 43 participantes que estão inseridos no grupo APOLO-Teens que participaram no estudo randomizado controlado. Os critérios de inclusão deste estudo são: 1) os adolescentes teriam de ter entre 13 e 18 anos; 2) ter o percentil do IMC maior ou igual a 85; 3) teria de estar inscrito no tratamento ambulatório para tratamento de excesso de peso ou obesidade em um dos hospitais onde foi realizado o estudo (Centro Hospitalar Universitário de São João CHUSJ) e Centro Hospitalar do Porto (CHP)); 4) ter uma conta no Facebook; e 5) teriam de ter terminado a intervenção APOLO-Teens.
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 15 Relativo aos critérios de exclusão, estes referem que o participante não podia ter perturbações de desenvolvimento impeditivas de ler e compreender português, dificuldades de locomoção e não poderia estar sob outras intervenções para perda de peso e por fim, o participante não seria elegível para o estudo caso não tivesse concluído a intervenção online APOLO-Teens. Procedimento A intervenção “APOLO-Teens” teve a duração de 6 meses e foi realizada via online. Primeiramente, foi obtida a autorização da Comissão de Ética, da Universidade do Minho e dos hospitais envolvidos no estudo. Antes do preenchimento dos questionários, foi obtido o consentimento escrito de participação dos adolescentes, por parte dos cuidadores destes. O recrutamento para a intervenção foi realizado em dois hospitais do Norte do país (Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e Centro Hospitalar do Porto (CHP)). Após o preenchimento dos dados sociodemográficos e dos dados antropométricos, recolhidos pelos profissionais de saúde, e após a realização de uma avaliação base dos adolescentes, onde estes procederam ao preenchimento dos questionários online relativos ao funcionamento psicológico, comportamento alimentar, qualidade de vida e impulsividade, estes foram divididos aleatoriamente pelo grupo de controlo, e este só usufruiu do tratamento existente no hospital, e o grupo experimental, que usufruiu do APOLO-Teens para além do tratamento habitual. Instrumentos/ medidas Dados sociodemográficos e antropométricos Dados antropométricos: o peso e a percentagem de massa gorda foram medidos por uma balança digital (Tanita® model TBF-300) e a altura foi medida através de um estadiómetro portátil. Questionário sociodemográfico clínico: Idade, sexo, nível de escolaridade, dados sociodemográficos familiares, comorbilidades médicas e medicação. Adesão Adesão APOLO-Teens: Para investigar resultados relativos ao nível de adesão à intervenção APOLOTeens, foi criada uma variável intitulada “Adesão APOLO-Teens” e esta resulta de uma soma direta do número de vídeos vistos no Facebook, o número de mensagens de feedback recebidas na aplicação web do APOLOTeens e de sessões de chat. A pontuação varia de 0 a 54. O critério utilizado para criar os grupos foi o valor da mediana. Assim os participantes foram divididos em dois grupos, o grupo de baixa adesão (valor abaixo ou igual a 21) e do grupo de alta adesão (valor maior que 21).
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 16 Comportamento Alimentar Teste de Atitudes Alimentares da Criança (ChEAT) (Maloney, McGuire, & Daniels, 1988; Teixeira et al.,2012): uma escala com 26 itens, e cada item é classificado segundo uma escala Likert. Esta medida é constituída por quatro subescalas, (1) medo de engordar, (2) comportamentos restritivos e purgativos (3) preocupação com a comida e (4) pressão social para comer. A pontuação total varia de 0 a 78, onde uma pontuação mais alta indica mais psicopatologia do comportamento alimentar (α Cronback= 0,924). Questionário de alimentação repetitiva/ Repetitive Eating Questionnaire (Conceição et al., 2017): questionário de autorrelato. Este questionário avalia o padrão de alimentação de tipo “grazing-type” com 12 itens. Pontuação mais alta indica a presença de um comportamento de petisco contínuo. (α Cronback= 0,941). Atividade física Youth Activity Profile (YAP) ( Saint-Maurice & Welk, 2014): questionário autoadministrado com 15 itens, que inclui 3 subescalas para estimar a atividade física e o comportamento sedentário na juventude. O YAP foi concebido para estimar (1) atividade na escola, (2) atividade fora da escola, (3) comportamento sedentário nos últimos 7 dias. O YAP é medido através de uma escala Likert de 1 a 5 (quanto mais baixo, menor a atividade física), mas foi calibrado para gerar os minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana em cada uma das 3 diferentes subescalas (α Cronback=0,670). Funcionamento psicológico Escala de depressão, ansiedade e stress (Gloster et al., 2008; Pais-Ribeiro, Honrado, & Leal, 2004): constituída por 21 itens e 3 subescalas que são depressão, ansiedade e stress. A pontuação de cada subescala varia entre 0 e 21. Pontuações mais altas representam um estado afetivo mais negativo (α Cronback= 0,947). Escala de comportamento impulsivo (UPPS-P) (Whiteside, Lynam, Miller, & Reynolds, 2005): escala com 12 itens, e avalia a tendência do individuo para ter impulsos fortes, sobretudo quando acompanhados de emoções negativas, como depressão, ansiedade e raiva. Cada item da escala é classificado numa escala de 4 pontos (discordo fortemente a concordo fortemente). Uma pontuação mais alta indica um aumento na urgência negativa (α Cronback= 0,839). Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida (Lima, Guerra, & Lemos, 2009): é uma medida da qualidade de vida relacionada com a saúde em crianças e adolescentes com 21 itens. Integra 4 escalas:
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 17 funcionamento físico, funcionamento emocional, funcionamento social e funcionamento escolar. É gerada uma pontuação total e duas subescalas: saúde psicossocial e saúde física. Pontuações mais altas representam um maior comportamento problemático/psicopatológico (α Cronback=0,881). Análise estatística As análises estatísticas efetuadas, foram realizadas através do programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 26. Foi utilizado o nível de significância de 5% ( p = 0,05) e 1% ( p = 0.01) Foram realizadas estatísticas descritivas de forma a descrever os dados sociodemográficos e antropométricos dos participantes no baseline. Foram utilizados testes de Mann-Whitney e QuiQuadrado, de acordo com a distribuição das variáveis, para testar as diferenças existentes entre os grupos de baixa e alta adesão no baseline. Primeiramente, para testar as diferenças entre os diferentes grupos de adesão, no final da intervenção e no follow-up, relativamente às variáveis comportamentais (tempo passado, em média, por dia, no Facebook, comportamento sedentário por dia, atividade física moderada a vigorosa dentro e fora da escola) e do funcionamento psicológico (depressão, ansiedade, stress, impulsividade, qualidade de vida) foram realizados testes de MannWhitney e Teste T para amostras independentes, segundo a distribuição das variáveis, e para o comportamento alimentar, foram utilizados testes de análise multivariada da variância (MANOVA), pois esta análise, comparativamente às outras análises, é indicada para estudos que tenham mais que uma variável dependente, estando estas relacionadas ou juntas por questões conceptuais. Para estudar as variáveis, que no baseline, são preditores de adesão, foi desenvolvido uma análise de regressão linear múltipla. Primeiramente, para investigar os preditores de adesão a esta intervenção foram exploradas associações, entre as variáveis sociodemográficas (idade e sexo), antropométricas (zscore do IMC), do comportamento alimentar (medo de engordar, pressão social para comer, comportamentos restritivos e purgativos, preocupação com a comida, comportamento de petisco contínuo) e psicológicas (depressão, ansiedade, stress, impulsividade, qualidade de vida) e variáveis comportamentais (tempo passado, em média, por dia, no Facebook, comportamento sedentário por dia, atividade física moderada a vigorosa dentro e fora da escola) com a variável de adesão. Apesar de não terem sido encontradas associações significativas neste estudo, exceto a associação entre a adesão e o tempo passado, em média, por dia, no Facebook, estudos passados mostram que foram encontradas associações significativas entre o comportamento sedentário por dia e a adesão (Ramalho, 2018).
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 18 Resultados Participantes Na tabela 1 são apresentadas as características sociodemográficas e antropométricas dos participantes para o grupo de baixa adesão e para o grupo de alta adesão. Dos 43 participantes na intervenção (grupo baixa adesão= 22, grupo alta adesão=21), 31 indivíduos são do sexo feminino e 12 indivíduos são do sexo masculino. Relativamente ao nível de escolaridade, 48.8 % dos indivíduos encontram-se no ensino básico, 48.8% dos indivíduos encontram-se no ensino secundário e 2.4% dos indivíduos encontram-se na universidade. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas relativas à idade, sexo e nível de escolaridade entre os grupos de baixa e alta adesão. Na tabela 1, estão representadas as diferenças existentes entre os grupos de baixa e alta adesão referentes ao tempo passado, em média, por dia no Facebook, onde não foram encontradas diferenças significativas. Ainda na tabela 1, estão representadas as diferenças existentes entre os grupos de baixa e alta adesão relativas ao total de tarefas realizadas, vídeos visualizados e sessões de chat realizadas. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no total de tarefas realizadas (U= 24.000; p = .000) e no total de vídeos visualizados (U= 92.000, p = .001) entre os grupos de baixa e alta adesão. Tabela 1 Características demográficas, antropométricas, tempo passado, em média, por dia no Facebook e adesão dos participantes estratificados por grupos de adesão Total (n=43) Média (DP/%) Grupo baixa adesão APOLOTeens (n= 22) Média (DP/%) Grupo alta adesão APOLOTeens (n=21) Média (DP/%) Teste estatístico Variáveis sociodemográficas Idade (anos) 15.16 (1.77) 15.23 (1.77) 15.09 (1.81) 221.500ᵃ Sexo .343ᵇ Feminino 31 (72.1) 15 (68.2) 16 (76.2) Masculino 12 (27.9) 7 (31.8) 5 (23.8) zscore IMC início de intervenção 2.41 (0.97) 2.53 (0.98) 2.27 (0.96) 168.00ᵃ zscore IMC final de intervenção 2.41 (1.26) 2.57 (1.29) 2.24 (1.27) 44.000ᵃ zscore IMC follow-up 2.18 (1.12) 0.00 2.18 (1.12) Nível escolaridade .024ᵇ Ensino básico 21 (48.8) 11 (50 %) 10 (47.6) Ensino secundário 21 (48.8) 11 (50%) 10 (47.6) >Ensino secundário 1 (2.4) 1 (4.8)
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 19 Total (n=43) Média (DP/%) Grupo baixa adesão APOLOTeens (n= 22) Média (DP/%) Grupo alta adesão APOLOTeens (n=21) Média (DP/%) Teste estatístico Tempo passado, em média, por dia, no Facebook 3.73 (2.00) 3.17 (1.89) 4.26 (2.00) -1.715ᵇ Adesão Total de vídeos visualizados 12.76 (7.41) 7.13 (4.34) 18.67 (4.91) 24.000ᵃ* Total de tarefas realizadas 2.23 (2.57) 1.04 (1.50) 3.48 (2.89) 92.000ᵃ* Total de sessões de chat 0.34 (0.75) 0.32 (0.78) 0.38 (0.74) 218.500ᵃ Nota: n=43, grupo não adesão APOLOTeens= resultado de adesão total ao APOLO-Teens ≤21; grupo adesão APOLO-Teens= resultado de adesão total ao APOLO-Teens > 21; Existência de missings z-score IMC final da intervenção n= 21 (grupo baixa adesão n= 11; grupo alta adesão n= 10); existência de missings z-score IMC follow-up n=3 (grupo alta adesão n=3); existência de dados em falta (zscore IMC no follow-up grupo de baixa adesão); * p <.01; ᵃ Teste de Mann-Whitney; ᵇ Teste do Qui-Quadrado Diferenças entre grupos de baixa e alta adesão no final da intervenção e follow-up Foram testadas as diferenças existentes entre os grupos de baixa e alta adesão, referente às variáveis do funcionamento psicológico e atividade fisica, através da realização de testes de MannWhitney ou Teste T de amostras Independentes, no final da intervenção e no follow-up (Tabelas 2 e 3), onde não foram encontradas diferenças significativas. Tabela 2 Variáveis atividade física e funcionamento psicológico estratificadas por grupos de adesão, no final da Intervenção Total (n= 43) Média (DP) Grupo baixa adesão (n= 22) Grupo alta adesão (n=21) Teste estatístico Atividade física MVPA min/dia escola 49.61 (15.09) 48.76 (16.82) 50.77 (13.05) -.329ᵇ MVPA min/dia fora da escola 55.73 (15.23) 51.20 (15.93) 61.91 (12.50) -1.848ᵇ Min. Sedentário/dia 296.08 (35.56) 290.65 (34.44) 192.44 (52.33) -.905ᵇ Funcionamento psicológico EADS: Depressão 4.24 (4.90) 5.33 (5.84) 3.10 (3.45) 203.000ᵃ EADS: Ansiedade 3.41 (3.74) 4.00 (4.68) 2.80 (2.38) 181.000ᵃ EADS: Stress 5.34 (4.99) 6.24 (5.81) 4.40 (3.87) 391.000ᵃ UPSS-P 29.08 (7.48) 28.19 (7.03) 30.05 (8.04) -.782ᵇ PedsQL: Score Total 75.71 (18.42) 75.83 (20.36) 75.57 (16.57) 185.500ᵃ PedsQL: Saúde Psicossocial 73.71 (19.31) 73.49 (21.17) 73.95 (17.61) 192.500ᵃ PedsQL: Saúde Física 79.45 (20.53) 80.20 (22.86) 78.62 (18.20) 175.500ᵃ MVPA min/dia minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia, Min. Sedentário/dia minutos de comportamento sedentário por dia, EADS Escala de Ansiedade, Depressão e Stress, UPSS-P Escala de Urgência Negativa, PedsQL Inventário Pediátrico de Qualidade Vida; Existência de missings MVPA (n= 26), EADS (n=41), UPSS-P (n=40), PedsQL (n=40) (grupo de baixa adesão MVPA (n= 15), EADS (n=21), UPSS-P (n=21), PedsQL (n=21); grupo de alta adesão MVPA (n= 11), EADS (n=20), UPSS-P (n=19), PedsQL (n=19)); ᵃTeste de Mann-Whitney; ᵇTeste t amostras independentes
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 20 Tabela 3 Variáveis atividade física e funcionamento psicológico estratificadas por grupos de adesão, no momento follow-up Total (n= 43) Média (DP) Grupo baixa adesão (n= 22) Grupo alta adesão (n=21) Teste estatístico Atividade física MVPA min/dia escola 44.04 (14.28) 41.84 (14.67) 46.47 (14.19) -.734ᵇ MVPA min/dia fora da escola 51.79 (14.11) 47.90 (14.71) 56.08 (12.76) -1.356ᵇ Min. Sedentário/dia 303.01 (40.72) 293.90 (46.71) 313.04 (32.35) -1.081ᵇ Funcionamento psicológico EADS: Depressão 3.00 (4.33) 2.83 (3,76) 3,15 (4,95) 77.500ᵃ EADS: Ansiedade 2.44 (2.87) 2.92 (3,42) 2,00 (2,31) 67.000ᵃ EADS: Stress 4.32 (3.91) 3.17 (3.43) 5.38 (4.15) 50.500ᵃ UPSSP 27.76 (8.45) 26.00 (9.34) 29.38 (7.53) PedsQL: Score total 76.65 (22.29) 83.79 (18.65) 71.04 (23.92) 41.500ᵃ PedsQL: Saúde Psicossocial 74.40 (21.97) 81.82 (17.83) 68.57 (23.74) 45.000ᵃ PedsQL: Saúde Física 80.88 (24.36) 87.50 (22.01) 75.67 (25.63) 48.500ᵃ MVPA min/dia minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia, Min. Sedentário/dia minutos de comportamento sedentário por dia, EADS Escala de Ansiedade, Depressão e Stress, UPSS-P Escala de Urgência Negativa, PedsQL Inventário Pediátrico de Qualidade Vida; Existência de missings MVPA (n= 21)), EADS (n=25), UPSS-P (n=25), PedsQL (n=25) (grupo de baixa adesão MVPA (n= 11), EADS (n=12), UPSS-P (n=12), PedsQL (n=11); grupo de alta adesão MVPA (n= 10), EADS (n=13), UPSS-P (n=13), PedsQL (n=14)); ᵃ Teste de Mann-Whitney; ᵇTeste T amostras independentes; Foram testadas diferenças entre os grupos de baixa e alta adesão, também, referente ao comportamento alimentar, através da realização de uma análise multivariada da variância (MANOVA), no final da intervenção e no do follow-up, separadamente. Foram testados os presuspostos necessários para a condução da MANOVA para testar o efeito da adesão no comportamento alimentar. Assim o pressuposto de independência das observações e a aleatoriedade expressam-se como cumpridos devido ao procedimento na recolha de dados. O teste de normalidade multivariada demonstrou que este pressuposto não foi cumprido. O pressuposto da homogenidade de matrizes de variâncias foi verificado e cumprido através da utilização dos resultados do teste de Levene. O pressuposto da homogenidade de matrizes de covariância foi verificado através da utilização dos resultados do teste de Esfericidade de Barlett, pois como não foi verificada a normalidade multivariada, autores como Filed (2006) defendem que o teste M de Box deve ser evitado, e pelos resultados obtidos este pressuposto não se encontra cumprido, pois o teste de Esfericidade de Barlett denota diferenças significativas nas matrizes da covariância ( p < .05). Field (2006) alega que não são conhecidas implicações da ausência de homogeneidade nas matrizes de covariância. Por fim, o pressuposto de ausência de multicolinearidade foi verificado pela existência de correlações inferiores a – .40 e .90 (Mayers, 2013), o que se verifica, pois as correlações existentes entre as variáveis
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 21 dependentes no final da intervenção encontram-se entre .137 e .805, e no follow-up este pressuposto não se encontra cumprido pois as correlações entre as variáveis dependentes encontram-se entre -.22 e .904. Tabela 4 Médias, desviopadrão e análise multivariada da variância das avaliações do comportamento alimentar, no final da intervenção Variável Grupo baixa adesão (n= 22) Grupo alta adesão (n=21) F (1,39) η2 M (DP) M (DP) ChEAT Medo de engordar 12.19 (6.33) 8.50 (5.15) 4.172* .97 Preocupação com a comida 2.76 (2.74) 2.60 (2.11) 0.045 .001 Pressão social para comer 0.47 (1.12) 0.70 (1.49) 0.297 .008 Comportamento restritivo e purgativo 5.19 (3.84) 3.55 (3-28) 2.149 .052 Rep(eat) Q Petisco contínuo compulsivo 0.98 (1.45) 1.22 (1-26) 0.299 .008 Petisco contínuo não compulsivo 1.06 (1.31) 1.03 (1.06) 0.007 .000 * p < .05; ChEAT: Teste de atitudes alimentares para crianças; Rep(eat) Q: Questionário de Alimentação Repetitiva; Existência de missings no grupo de baixa adesão (n= 21) e alta adesão (n=20) Tabela 5 Médias, desviopadrão e análise multivariada da variância das avaliações do comportamento alimentar, no followup Variável Grupo baixa adesão (n= 22) Grupo alta adesão (n=21) F (1,23) η2 M (DP) M (DP) ChEAT Medo de engordar 9.667 (6.12) 9.31 (5.28) 0.025 .001 Preocupação com a comida 2.25 (2.14) 2.77 (2.28) 0.344 .015 Pressão social para comer 0.33 (1.15) 0.38 (1.39) 0.010 .000 Comportamento restritivo e purgativo 4.67 (5.40) 2.85 (2.97) 1.116 .046
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 22 Variável Grupo baixa adesão (n= 22) Grupo alta adesão (n=21) F (1,39) η2 M (DP) M (DP) Rep(eat) Q M (DP) M (DP) Petisco contínuo compulsivo 0.54 (1.13) 1.95 (1.98) 4.660* .168 Petisco contínuo não compulsivo 0.61 (1.10) 1.56 (1.56) 3.071 .118 * p < .05; ChEAT: Teste de atitudes alimentares para crianças; Rep(eat) Q: Questionário de Alimentação Repetitiva; Existência de missings no grupo de baixa adesão (n= 12) e alta adesão (n=13) Para a análise da MANOVA, observou-se os resultados obtidos no teste de Lambda de Wilk, pois o rastreamento de Pillai é sensivel à presença da heterogenidade da covariância (Fields, 2006; Mayers, 2013), o que se verifica na presente amostra. É permitido perceber que não há efeito na adesão no modelo que envolve o comportamento alimentar, tanto no final da intervenção (Lambda de Wilk= 0.811, F(6,34)= 1.322, p > .05), como no follow-up (Lambda de Wilk= 0.667, F(6,18)= 1.497, p > .05) Em contrapartida, foi possível observar, nas ANOVAS univariadas, nos dois momentos avaliados, que existe efeito do nível de adesão no medo de engordar (F (1,49)= 4.142, p < .05), no final da intervenção, e no comportamento compulsivo, no follow-up (F (1, 23)= 4.660, p < .05). Ou seja, no final da interveção, o grupo com maior adesão apresentou menos medo de engordar, e no follow-up apresentou um maior petisco contínuo compulsivo. Preditores de adesão De forma a investigar as variáveis, no pré-tratamento, que são preditores de adesão, foi realizado uma análise de regressão linear múltipla. Após explorar as correlações existentes entre a adesão e as variáveis sociodemográficas (idade e sexo), antropométricas (zscore do IMC), do comportamento alimentar (medo de engordar, pressão social para comer, comportamentos restritivos e purgativos, preocupação com a comida, comportamento de petisco contínuo), psicológicas (depressão, ansiedade, stress, impulsividade, qualidade de vida) e comportamentais (tempo passado, em média, por dia, no Facebook, comportamento sedentário por dia, atividade física moderada a vigorosa dentro e fora da escola) e ter sido encontrada a associação entre a adesão à intervenção e o tempo passado, em média, por dia, no Facebook (r= .317, p < .05), estudos passados mostram que foram encontradas associações significativas entre o comportamento sedentário por dia e a adesão à intervenção (Ramalho, 2018) e daí, são as variáveis a incluir na regressão.
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 23 Foram verificados os pressupostos para se dar prosseguimento à análise de regressão linear múltipla. O primeiro pressuposto verificado foi a ausência de multicolinearidade, verificada pelos valores de tolerância (valor estatístico= .962) e os valores de VIF, (valor estatístico = 1.039). Um segundo pressuposto verificado foi a independência de resíduos, verificado pelo valor do DurbinWatson (valor estatístico= 1.372). O terceiro pressuposto e último que foi cumprido foi a ausência de Outliers, onde foi definido previamente uma variação residual maior que 3 (valor previsto entre -2.45 e 2.13; resíduos entre -1.39 e 2.56). A análise de regressão linear múltipla foi conduzida para prever a adesão à intervenção APOLOTeens na presente amostra (tabela 6). O modelo explica 20,7 % da variância, R²= .160, F (1,34) = 4.55, p < .05. Adicionalmente a análise revela que um maior tempo passado, em média, por dia, no Facebook e um maior comportamento sedentário por dia, no baseline são preditores significativos da variância da variável dependente, a adesão, à intervenção online APOLO-Teens. Tabela 6 Coeficientes de regressão linear múltipla de predição de adesão à intervenção APOLO-Teens Variáveis B β Erro BE Constante -19.510 16.203 Tempo passado no Facebook 2.226* 0.382 0.907 Tempo sedentário 0.104* 0.332 0.049 n= 37, * p <.05 Discussão O presente estudo teve como objetivo identificar as diferenças existentes entre os grupos de baixa e alta adesão, no final da intervenção e no follow-up relativo ao às variaveis do funcionameto psicológico, atividade fisica e comportamento alimentar, onde foram encontradas diferenças significativas no comportamento alimentar e foi possivel perceber que o grupo de alta adesão apresentou um menor medo de engordar no final da intervenção, e um maior comportamento de petisco contínuo compulsivo no follow-up. De seguida, foram identificados os preditores de adesão para, no futuro, melhorar o sucesso pediátrico das intervenções para a obesidade e aprimorar o envolvimentos em comportamentos mais
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 30 Freedman, D. S., Mei, Z., Srinivasan, S. R., Berenson, G. S., & Dietz, W. H. (2007). Cardiovascular risk factors and excess adiposity among overweight children and adolescents: the Bogalusa Heart Study. The Journal of Pediatrics, 150(1), 12–17. https://doi.org/10.1016/j.jpeds.2006.08.042 Gloster, A. T., Rhoades, H. M., Novy, D., Klotsche, J., Senior, A., Kunik, M., ... & Stanley, M. A. (2008). Psychometric properties of the Depression Anxiety and Stress Scale-21 in older primary care patients. Journal of affective disorders , 110 (3), 248-259. https://doi.org/10.1016/j.jad.2008.01.023 Goldschmidt, A. B., Jones, M., Manwaring, J. L., Luce, K. H., Osborne, M. I., Cunning, D., … Taylor, C. B. (2008). The clinical significance of loss of control over eating in overweight adolescents. International Journal of Eating Disorders, 41(2), 153–158. https://doi.org/10.1002/eat.20481 Gravina, G., Palla, M., Piccione, C., & Nebbiai, G. (2015). Therapeutic Education and Psychotherapy. In A. Lenzi, L. Donini, & S. Migliaccio (Eds.), Multidisciplinary Approach to Obesity (pp. 219–232). London: Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-319-09045-0_20 GSMA. (2015). Children’s use of mobile phones - A special report 2014. Japan. Retrieved from https://www.gsma.com/publicpolicy/wpcontent/uploads/2012/03/GSMA_Childrens_use_of_mobile_phon es_2014.pdf Hammersley, M. L., Jones, R. A., & Okely, A. D. (2016). Parent-Focused Childhood and Adolescent Overweight and Obesity eHealth Interventions: A Systematic Review and Meta-Analysis. Journal of Medical Internet Research, 18(7), e203. https://doi.org/10.2196/jmir.5893 Hayes, J. F., Fitzsimmons-Craft, E. E., Karam, A. M., Jakubiak, J., Brown, M. L., & Wilfley, D. E. (2018). Disordered Eating Attitudes and Behaviors in Youth with Overweight and Obesity: Implications for Treatment. Current Obesity Reports, 7(3), 235–246. https://doi.org/10.1007/s13679-018-0316-9 He, J., Cai, Z., & Fan, X. (2016). Prevalence of binge and loss of control eating among children and adolescents with overweight and obesity: An exploratory meta-analysis. International Journal of Eating Disorders, (117), 91–103. https://doi.org/10.1002/eat.22661 Hruby, A., & Hu, F. B. (2015). The epidemiology of obesity: a big picture. Pharmacoeconomics , 33 (7), 673-689. https://dx.doi.org/10.1007%2Fs40273-014-0243-x Johnson, S. (2012). Addressing the Obesity Epidemic: Why Should Psychologists care? Monitor on Psychology, 43(4), 5. Retrieved from http://www.apa.org/monitor/2012/04/pc.aspx Kalra, G., De Sousa, A., Sonavane, S., & Shah, N. (2012). Psychological issues in pediatric obesity. Industrial Psychiatry Journal, 21(1), 11–7. https://doi.org/10.4103/0972-6748.110941 Kayman, S., Bruvold, W., & Stern, J. S. (1990). Maintenance and relapse after weight loss in women: behavioral aspects. The American journal of clinical nutrition , 52 (5), 800-807. Kolotkin, R. L., Norquist, J. M., Crosby, R. D., Suryawanshi, S., Teixeira, P. J., Heymsfield, S. B., ... & Nguyen, A. M. (2009). One-year health-related quality of life outcomes in weight loss trial participants: comparison of three measures. Health and quality of life outcomes , 7 (1), 1-10. Leahey, T. M., LaRose, J. G., Fava, J. L., & Wing, R. R. (2011). Social influences are associated with BMI and weight loss intentions in young adults. Obesity , 19 (6), 1157-1162. Leal, I. P., Antunes, R., Passos, T., Pais-Ribeiro, J., & Maroco, J. (2009). Estudo da escala de depressão, ansiedade e stresse para crianças (EADS-C). Psicologia, saúde e doenças , 10 (2), 277-284. Lenhart A, Purcell K, Smith A, Zickuhr K (2010) Social media and mobile internet use among teens and young adults. PEW Res Cent. https://doi.org/10.1021/ed8000717 22. Neve M, Morgan PJ, Jones PR, Collins CE (2010) Efectiveness of web-based interventions in achieving weight loss and weight loss maintenance in overweight and obese adults: a systematic review with meta-analysis. Obes Rev 11:306–321. https://doi. org/10.1111/j.1467-789X.2009.00646.x
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 31 Li, J. S., Barnett, T. A., Goodman, E., Wasserman, R. C., & Kemper, A. R. (2013). Approaches to the 194 prevention and management of childhood obesity: the role of social networks and the use of social media and related electronic technologies: a scientific statement from the American Heart Association. Circulation, 127(2), 260–267. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23212719 Lima, L., Guerra, M. P., & de Lemos, M. S. (2009). Adaptação da escala genérica do Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida-Pediatric Quality Life Inventory 4.0-PedsQL, a uma população portuguesa. https://hdl.handle.net/10216/15721 Loth, K. A., MacLehose, R. F., Larson, N., Berge, J. M., & Neumark-Sztainer, D. (2016). Food availability, modeling and restriction: How are these different aspects of the family eating environment related to adolescent dietary intake?. Appetite , 96 , 80-86. https://doi.org/10.1016/j.appet.2015.08.026 Maloney, M. J., McGUIRE, J. B., & Daniels, S. R. (1988). Reliability testing of a children's version of the Eating Attitude Test. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry , 27 (5), 541-543. https://doi.org/10.1097/00004583-198809000-00004 Mann L, Harmoni R and Power C (1989) Adolescent decision-making: the development of competence. Journal of Adolescence 12(3): 265-278. Manzoni, G. M., Pagnini, F., Corti, S., Molinari, E., & Castelnuovo, G. (2011). Internet-based behavioral interventions for obesity: an updated systematic review. Clinical Practice and Epidemiology in Mental Health, 7, 19–28. https://doi.org/10.2174/1745017901107010019 Mayers, A. (2013). Introduction to Statistics and SPSS in Psychology. Harlow: Pearson Education Limited. Merchant, G., Weibel, N., Patrick, K., Fowler, J. H., Norman, G. J., Gupta, A., ... & Marshall, S. (2014). Click “like” to change your behavior: a mixed methods study of college students’ exposure to and engagement with Facebook content designed for weight loss. Journal of medical Internet research , 16 (6), e3267. https://doi.org/10.2196/jmir.3267 Napolitano, M. A., Hayes, S., Bennett, G. G., Ives, A. K., & Foster, G. D. (2013). Using Facebook and text messaging to deliver a weight loss program to college students. Obesity , 21 (1), 25-31. https://doi.org/10.1002/oby.20232 Neumark-Sztainer, D., Wall, M., Perry, C., & Story, M. (2003). Correlates of fruit and vegetable intake among adolescents: Findings from Project EAT. Preventive medicine , 37 (3), 198-208. https://doi.org/10.1016/S00917435(03)00114-2 Neve M, Morgan PJ, Jones PR, Collins CE (2010) Efectiveness of web-based interventions in achieving weight loss and weight loss maintenance in overweight and obese adults: a systematic review with meta-analysis. Obes Rev 11:306–321. https://doi. org/10.1111/j.1467-789X.2009.00646.x Ng, M., Fleming, T., Robinson, M., Thomson, B., Graetz, N., Margono, C., ... & Gakidou, E. (2014). Global, regional, and national prevalence of overweight and obesity in children and adults during 1980–2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013. The lancet , 384 (9945), 766-781. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(14)60460-8 Oenema, A., Brug, J., & Lechner, L. (2001). Web-based tailored nutrition education: results of a randomized controlled trial. Health Education Research, 16(6), 647–660. https://doi.org/10.1093/her/16.6.647 Ogden, C. L., Carroll, M. D., Lawman, H. G., Fryar, C. D., Kruszon-Moran, D., Kit, B. K., & Flegal, K. M. (2016). Trends in Obesity Prevalence Among Children and Adolescents in the United States, 19881994 Through 2013-2014. JAMA, 315(21), 2292. https://doi.org/10.1001/jama.2016.6361 Oliveira, A. P. D. S. V., & Silva, M. M. D. (2014). Factors that difficult the loss of weight in obese women of degrees I and II. Revista Psicologia e Saúde , 6 (1), 74-82. Park, H., Rodgers, S., & Stemmle, J. (2011). Health organizations’ use of Facebook for health advertising and promotion. Journal of interactive advertising , 12 (1), 62-77.
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 32 Parks, E. P., Moore, R. H., Li, Z., Bishop-Gilyard, C. T., Garrett, A. R., Hill, D. L., … Sarwer, D. B. (2018). Assessing the Feasibility of a Social Media to Promote Weight Management Engagement in Adolescents with Severe Obesity: Pilot Study. Journal of Medical Internet Research, 20(3). https://doi.org/10.2196/resprot.8229 Pereira J and Mateus C (2003) Custos indirectos associados à obesidade em Portugal. Revista Portuguesa de Saúde Pública 3: 65-80. Puhl, R. M., & Heuer, C. A. (2009). The stigma of obesity: a review and update. Obesity , 17 (5), 941. https://doi.org/10.1038/oby.2008.636 Raaijmakers, L. C. H., Pouwels, S., Berghuis, K. A., & Nienhuijs, S. W. (2015). Technology-based interventions in the treatment of overweight and obesity: A systematic review. Appetite, 95, 138– 151. https://doi.org/10.1016/j.appet.2015.07.008 Rajmil, L., Bel, J., Clofent, R., Cabezas, C., Castell, C., & Espallargues, M. (2017). Clinical interventions in overweight and obesity: a systematic literature review 2009–2014. Anales de Pediatría (English Edition) , 86 (4), 197-212. https://doi.org/10.1016/j.anpede.2016.03.013 Ramalho, S. M., Silva, C. B., Pinto-Bastos, A., & Conceição, E. (2016). New technology in the assessment and treatment of obesity. In Obesity (pp. 257-266). Springer, Cham. https://doi.org/10.1007/978-3-319-19821-7_20 Ramalho, S. M., Silva, C. B., Pinto-Bastos, A., & Conceição, E. (2016). New Technology in the Assessment and Treatment of Obesity. In Obesity: a Pratical Guide (pp. 257–266). Springer International Publishing. https://doi.org/10.1007/978-3-319-19821-7_20 Ramalho, S., Saint-Maurice, P. F., Félix, S., & Conceição, E. (2021). Intuitive eating Scale-2: Factor structure and associations with disordered eating, impulsivity and quality of life in adolescents with overweight/obesity. Eating Behaviors , 101593. https://doi.org/10.1016/j.eatbeh.2021.101593 Ramalho, S., Saint-Maurice, P. F., Silva, D., Mansilha, H. F., Silva, C., Gonçalves, S., ... & Conceição, E. (2020). APOLOTeens, a web-based intervention for treatment-seeking adolescents with overweight or obesity: study protocol and baseline characterization of a Portuguese sample. Eating and Weight Disorders-Studies on Anorexia, Bulimia and Obesity, 25(2), 453-463. https://doi.org/10.1007/s40519-018-0623-x Ramalho,S (2018). Taking the Route Back :New Technologies for Overweight and Obesity Treatment in Childhood and Adolescence, [Doctoral dissertation, Universidade do Minho].~ Rancourt, D., & McCullough, M. B. (2015). Overlap in Eating Disorders and Obesity in Adolescence. Current Diabetes Reports, 15, e78. https://doi.org/10.1007/s11892-015-0645-y Reinehr, T. (2017). Long-term effects of adolescent obesity: Time to act. Nature Reviews Endocrinology, 14(3), 183–188. https://doi.org/10.1038/nrendo.2017.147 Rose, T., Barker, M., Jacob, C. M., Morrison, L., Lawrence, W., Strömmer, S., … Baird, J. (2017). A Systematic Review of Digital Interventions for Improving the Diet and Physical Activity Behaviors of Adolescents. Journal of Adolescent Health, 61, 669–677. Sabaté, E., & Sabaté, E. (Eds.). (2003). Adherence to long-term therapies: evidence for action . World Health Organization. Saez, L., Langlois, J., Legrand, K., Quinet, M. H., Lecomte, E., Omorou, A. Y., ... & PRALIMAP-INÈS Trial Group. (2018). Reach and acceptability of a mobile reminder strategy and Facebook group intervention for weight management in less advantaged adolescents: Insights from the PRALIMAP-INÈS Trial. JMIR mHealth and uHealth , 6 (5), e7657. https://doi.org/10.2196/mhealth.7657 Sahoo, K., Sahoo, B., Choudhury, A. K., Sofi, N. Y., Kumar, R., & Bhadoria, A. S. (2015). Childhood obesity: causes and consequences. Journal of family medicine and primary care , 4 (2), 187. Saint-Maurice, P. F., & Welk, G. J. (2015). Validity and calibration of the youth activity profile. PloS one , 10 (12), e0143949.
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 33 Sara Selvendran, S., Charles Penney, N., Aggarwal, N., Warkes Darzi, A., & Purkayastha, S. (2018). Treatment of Obesity in Young People - a Systematic Review and Meta-analysis. Obesity Surgery, 28, 2537–2549. https://doi.org/10.1007/s11695-018-3285-x Simmonds, M., Llewellyn, A., Owen, C. G., & Woolacott, N. (2016). Predicting adult obesity from childhood obesity: a systematic review and meta‐analysis. Obesity reviews , 17 (2), 95-107. https://doi.org/10.1111/obr.12334 Smith, A., & Anderson, M. (2018). Social Media Use 2018: Demographics and Statistics. Retrieved from http://www.pewinternet.org/2018/03/01/social-media-use-in-2018/ Steele, R. G., Nelson, T. D., & Jelalian, E. (2008). Pediatric obesity: Trends and epidemiology. In Handbook of childhood and adolescent obesity (pp. 3-10). Springer, Boston, MA. Suely Palmeira, C., Monteiro Garrido, L. M., & Santana, P. (2016). Fatores intervenientes na adesão ao tratamento da obesidade. In Ciencia y Enfermeria (Vol. 22, Issue 1, pp. 11–22). https://doi.org/10.4067/S071795532016000100002 Teixeira, M. D. C. B., Pereira, A. T. F., Saraiva, J. M. T., Marques, M., Soares, M. J., Bos, S. C., ... & De Macedo, A. J. F. (2012). Validação portuguesa do teste de atitudes alimentares para crianças. Archives of Clinical Psychiatry , 39 (6), 189-193. https://doi.org/10.1590/S0101-60832012000600002 Ter Huurne, E. D., de Haan, H. A., Postel, M. G., van der Palen, J., VanDerNagel, J. E., & DeJong, C. A. (2015). Webbased cognitive behavioral therapy for female patients with eating disorders: randomized controlled trial. Journal of medical Internet research , 17 (6), e3946. Thomas, J. G., & Bond, D. S. (2014). Review of innovations in digital health technology to promote weight control. Current Diabetes Reports, 14, e485. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24664797 Tsiros, M. D., Sinn, N., Brennan, L., Coates, A. M., Walkley, J. W., Petkov, J., ... & Buckley, J. D. (2008). Cognitive behavioral therapy improves diet and body composition in overweight and obese adolescents. The American journal of clinical nutrition , 87 (5), 1134-1140. Tylka, T. L., & Kroon Van Diest, A. M. (2013). The Intuitive Eating Scale–2: Item refinement and psychometric evaluation with college women and men. Journal of counseling psychology , 60 (1), 137. https://psycnet.apa.org/doi/10.1037/a0030893 Vignolo, M., Rossi, F., Bardazza, G., Pistorio, A., Parodi, A., Spigno, S., ... & Aicardi, G. (2008). Five-year follow-up of a cognitive-behavioural lifestyle multidisciplinary programme for childhood obesity outpatient treatment. European journal of clinical nutrition , 62 (9), 1047-1057. https://doi.org/10.1038/sj.ejcn.1602819 Wadden, T. A., Butryn, M. L., & Wilson, C. (2007). Lifestyle modification for the management of obesity. Gastroenterology , 132 (6), 2226-2238. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2015.01557 Wangberg, S. C., Bergmo, T. S., & Johnsen, J. A. K. (2008). Adherence in Internet-based interventions. Patient Preference and Adherence, 2, 57–65. Watts, A. W., Mason, S. M., Loth, K., Larson, N., & Neumark-Sztainer, D. (2016). Socioeconomic differences in overweight and weight-related behaviors across adolescence and young adulthood: 10-year longitudinal findings from Project EAT. Preventive medicine , 87 , 194-199. https://doi.org/10.1016/j.ypmed.2016.03.007 Whiteside, S. P., Lynam, D. R., Miller, J. D., & Reynolds, S. K. (2005). Validation of the UPPS impulsive behaviour scale: a four‐factor model of impulsivity. European Journal of personality , 19 (7), 559-574. https://doi.org/10.1002/per.556 Whitlock, E. P., O'Connor, E. A., Williams, S. B., Beil, T. L., & Lutz, K. W. (2010). Effectiveness of weight management interventions in children: a targeted systematic review for the USPSTF. Pediatrics , 125 (2), e396-e418. World Health Organization. (2018). Obesity and overweight. Retrieved from http://www.who.int/newsroom/factsheets/detail/obesity-and-overweigh
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 34 World health organization. Controlling the global obesity epidemic. 2015. [cited 2016 Jan 02]. Available from: http://www.who.int/nutrition/topics/obesity/e n/ Xu, S., & Xue, Y. (2016). Pediatric obesity: Causes, symptoms, prevention and treatment. Experimental and therapeutic medicine , 11 (1), 15-20. https://doi.org/10.3892/etm.2015.2853
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 35 Anexos Anexo A
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 36
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 37 Anexo B
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 38
Estudo dos preditores de adesão ao tratamento de excesso de peso e obesidade na adolescência 39 Anexo C